Sobre a saúde no Oeste

0
140

Em ano de eleições autárquicas, a atenção dos eleitores está, necessariamente, centrada nos temas locais, mas cabe a quem nos representa tomar as decisões que se impõem no tempo certo e não adiar eternamente dossiês que terão impacto em toda a região durante décadas.
É o caso do futuro hospital no Oeste, que continua a carecer de uma posição firme dos autarcas e que tem, de resto, suscitado alertas nesse sentido por parte da presidente da CCDR do Centro.
Admite-se que este seja um tema sensível nesta fase do campeonato. A três meses do ato eleitoral, observamos autarcas que optam por sair pelo próprio pé, outros que são obrigados a sair devido à limitação de mandatos e outros há, ainda, que têm o lugar em risco nas próximas eleições. Ainda assim, o futuro da saúde no Oeste deveria obrigar a uma espécie de pacto de regime entre os presidentes de Câmara para um entendimento quanto à localização do hospital.
Há muito se percebeu que o Estado não tem dinheiro (nem vontade política) para avançar com uma solução que não seja a construção de “apenas” um novo hospital. Daí que os autarcas se devam apressar a chegar a um entendimento e, sobretudo, a vislumbrar formas de compensação na prestação de cuidados de saúde às populações dos concelhos que, geograficamente, fiquem mais longe da nova unidade hospitalar.
Nestas matérias não há soluções perfeitas. Mas, pior que uma má decisão é uma não decisão. Porque, neste caso, a não decisão apenas servirá os interesses daqueles que pretendem que nada se faça.