Temos Direito ao Hospital em Caldas da Rainha!

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Luís Gomes
empresário

O Centro Hospitalar do Oeste encontra-se numa situação de rotura, não dando resposta às necessidades da região. As fracas infraestruturas e falta de recursos humanos não garantem as condições mínimas para a prestação dos necessários cuidados de saúde aos utentes.
Este é um tema que durante os últimos meses tem sido o tema quente, em que existe um verdadeiro braço de ferro.
Neste texto não irei conseguir ser imparcial, por razões óbvias. Sou caldense de gema, que gosta da sua terra e que sempre viu o hospital no seu concelho. Cidade fundada ao redor do hospital, pela nossa estimada Rainha D. Leonor.
Neste pequeno texto quero trazer outros argumentos que são mais do que justificáveis e que levam por terra este braço de ferro de um governo populista, que defende os territórios onde a sua cor é semelhante e pouco importa ter em linha de conta os números e a razão.
• O facto de o hospital, além das suas funções de prestar cuidados de saúde essenciais à região, ser o pilar que acima de tudo é a génese da cidade da Rainha D. Leonor;
• Na Constituição da República Portuguesa:
Artigo 64.º
(Saúde)
1. Todos têm direito à proteção da saúde e o dever de a defender e promover. (…)
3. Para assegurar o direito à proteção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado: (…)
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
(…) • A economia da nossa região estar assente no comercio e serviços, onde todos os que intervêm no hospital de uma forma direta e indireta, trazem grande valor para a economia local/regional.
Desta forma, pelo direito adquirido de termos o hospital no qual não consigo rever que esse direito seja retirado, onde os prejuízos que trarão para a região serão nefastos, tanto ao nível económico assim como ao nível prestação dos cuidados de saúde dos habitantes, aos quase 170 mil habitantes ao redor de Caldas da Rainha.
Nunca poderei ver com bons olhos esta discussão, que não deixa de ser um atirar de areia para os olhos da população. ■