Um 2021 de descoberta…

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José Luiz Almeida Silva

Santos da casa não fazem milagres é um dito popular que às vezes faz sentido. Há dias, deambulando pela cidade com um visitante ocasional, dizia o quanto admirava o bulício caldense em comparação com outras localidades do litoral. Ouvindo autóctones este parecer é totalmente diverso, não falando das críticas e desmerecimentos reiterados, muitos justos e oportunos.
Neste final de 2020, reconhecendo ambas as versões, pergunto-me sobre o que desejaria para 2021 para a região, em tempos pós-pandemia e a que se assistirá provavelmente a um novo recomeço em todo o mundo. A Europa aponta e financia prioritariamente nesta pós pandemia o que chamou da economia digital e economia verde, bem como aponta como necessidade central para o fortalecimento do sistema de saúde, bem como de outras áreas cruciais que minimizem progressivamente os desajustamentos sociais existentes e que crescerão mais com a crise recente.
Na Europa os países, as regiões, as cidades e os campos vão ser bafejadas com uma verdadeira bazuca orçamental, fruto de artifícios estratégicos da União há muito desejados e sempre adiados, que devem merecer uma atitude responsável. Atendendo à região e às nossas urbes seria fundamental olharem-se por estes desígnios de forma consciente e inteligente, para que os euros tivessem um valor multiplicativo. E quanto há para fazer apenas nas áreas da economia verde, do digital, da saúde e nas áreas sociais? É este exercício de reflexão que gostaríamos que fosse feito de forma criativa e solidária e não na habitual tendência do salve-se quem puder… Nos domínios referidos não há muito para inventar, uma vez que o importante é inovar para o que se adapte muito do que já existe e do que já se sabe para melhorar a região, beneficiando agregados maiores que a freguesia ou concelho. É este exercício de inteligência coletiva que se torna inadiável e pertinente. De outra forma, continuaremos na cauda dos desprotegidos e dos queixosos num 2021 potencialmente perdido. ■