
O ponto de partida é uma tragédia («o desaparecimento da Marta») dentro da confusão do espírito de quem dela está perto: «A cabeça humana é uma máquina complicadíssima. Perante tais mistérios, resta-nos usufruir com humildade da beleza de todas as coisas.» A seguir comparam-se pessoas e estorninhos: «A anatomia dos estorninhos confere-lhes uma confrangedora inabilidade para o amor e só um desejo imenso pode garantir a perpetuação da espécie. Já com as pessoas é o contrário: possuem uma aptidão anatómica para o amor e só um desejo imenso as faz adquirir a faculdade de voar.» Num certo sentido a conclusão pode ser assim enunciada: «se tudo é efémero que fique registado em palavras cultas e minuciosas» isto porque «foi graças ao recorte erudito das suas crónicas que Horácio Joaquim Jiménez conquistou o direito à veneração durante as décadas de 40 e 50, à chacota durante parte da de 60, à desgraça na de 70 e ao esquecimento daí em diante.»
João Ricardo Pedro assina um belo livro de 223 páginas onde o podemos apontar como herdeiro natural de Raul Brandão, Carlos de Oliveira ou Nuno Bragança. Não por acaso António Lobo Antunes assina esta frase: «Nunca li uma coisa assim. Espantoso!»
(Editora: Dom Quixote, Revisão: Madalena Escourido, Capa: Rui Garrido, Edição: Maria do Rosário Pedreira)[/shc_shortcode]
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