A Semana do Zé Povinho

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Se o Zé Povinho pudesse ter uma avó escolheria sem dúvida a enfermeira Maria Emília Henriques, cuja história de vida Gazeta das Caldas revela nesta edição. Pela paixão profissional, que se confunde também com o serviço público, ainda para mais tendo exercido funções no Instituto Português de Oncologia, em Lisboa, a partir de 1952. Trabalhar naquele Instituto na época em que esta terrível doença não dispunha dos meios curativos e tecnológicos que dispõe hoje, mesmo sabendo-se as dificuldades de cura que continua a ter, passando depois para o Hospital de Santa Maria, que era apenas o maior hospital português acabado de inaugurar em 1953, onde chegou ao topo da carreira de enfermagem, é obra. Depois, obteve reconhecimento público nacional e internacional, coisa desconhecida pela maioria dos caldenses em relação à sua conterrânea, ainda para mais uma amante das coisas da cultura e da natureza. Uma vida cheia que Zé Povinho realça com todo o regozijo e paixão por quem gosta e gostou da vida e do que fez. ■

 

Foi notícia nacional a “história” da utilização de betão na reparação da escadaria da Ala Norte do Mosteiro de Alcobaça. O assunto causou, nas palavras do presidente da Câmara, “alarme social”. E, de facto, a indignação ganhou contornos que poucos poderiam esperar. Depois do pedido de “esclarecimentos” via Facebook pelo PS/Alcobaça, a Direção-Geral do Património Cultural, a diretora do Mosteiro e os funcionários da empresa responsável pela obra foram violentamente atacados, parecendo que há por aí muito mais especialistas de conservação e restauro do que se poderia pensar. Entretanto, a DGPC e o ICOMOS já negaram a utilização do betão e garantem a salvaguarda do património. É caso para perguntar: a montanha pariu um rato? ■