A escola de línguas The English Centre tem abertas as matrículas para os cursos de Inglês nas suas escolas de Caldas da Rainha e Benedita.
Em comunicado, a academia de línguas informa que está a preparar o início de mais um ano académico, elaborando as turmas por escalão etário e níveis de conhecimento dos seus alunos.
Com aulas dirigidas a crianças, adolescentes e adultos, o The English Centre é a escola de idiomas mais antiga da região, estando a lecionar desde 1987.
A “experiência adquirida” durante o período de confinamento, tornou a escola “preparada para todos os eventuais cenários”, seja com aulas presenciais que caracterizam a cultura de trabalho, mistas e exclusivamente on-line, “se as circunstâncias assim o obrigarem”.
Apesar da pandemia, o centro de línguas decidiu avançar com investimentos em curso e aumentar para 11 as salas de aulas em Caldas da Rainha, a fim de elaborar turmas que respeitem o distanciamento exigido pelas autoridades.
Categoria: Educação
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Escola The English Centre com matrículas abertas
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Caldas da Rainha com duas dezenas de eco-escolas
Caldas da Rainha dispõe de duas dezenas de eco-escolas no próximo ano lectivo, segundo a listagem revelada, esta quinta-feira, pela Associação Bandeira Azul da Europa, entidade que desenvolve o projecto no nosso país.
No concelho foram distinguidas as seguintes escolas e instituições: Centro Educação Especial Rainha D. Leonor, Centro Social Paroquial de Santa Catarina, Colégio Frei Cristóvão, Colégio Nossa Senhora de Fátima do Centro Social Paroquial de Caldas da Rainha, Colégio Rainha D. Leonor e as Escolas Básicas D. João II, Lagoa Parceira, Salir de Matos, Santo Onofre, Avenal, Campo, Coto, Nossa Senhora do Pópulo, Encosta do Sol, Escola Básica do 1.º ciclo do Bairro da Ponte, Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, Escola Secundária/3 de Raul Proença, Escola Técnica Empresarial do Oeste, Infancoop e Jardim de Infância do Coto.
No Oeste apenas Torres Vedras, com 57 escolas e instituições, supera Caldas da Rainha.
Alcobaça tem 14 eco-escolas, Nazaré e Peniche dispõem de cinco, Óbidos de quatro e Bombarral uma.
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Alunos do Vau receberam prémio de excelência
Pedro Granado (7º ano), Miguel Rodrigues (3º ano) e Rita Vieira (3º ano), residentes na freguesia do Vau, receberam os prémios de Mérito e Excelência relativos ao ano escolar 2019/2020. Este galardão é atribuído pela Junta de Freguesia aos alunos do 1º e 2º ciclo que frequentam o Complexo Escolar do Furadouro e alunos do 3º ciclo que frequentam a Escola Josefa de Óbidos, que pertençam à freguesia, e por indicação do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos.
O prémio de mérito, para além do reconhecimento público, contempla também a atribuição de uma recompensa que vai dos 100 aos 200 euros, entregue pela autarquia de base. A distinção pretende reconhecer o “esforço, o desempenho e o compromisso dos alunos, mas acima de tudo, pretende motivá-los ao sucesso escolar e ao sucesso enquanto cidadãos”, refere a Junta de Freguesia do Vau.
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Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste obtém certificação mundial única
A Rede de Escolas do Turismo de Portugal recebeu a certificação TedQual da Organização Mundial de Turismo (OMT), a primeira que a organização atribui a nível mundial a uma rede de escolas com estas características e que a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, em Caldas da Rainha e Óbidos, integra desde 2006.
Válida por dois anos, esta certificação reconhece a “qualidade da formação ministrada nas Escolas do Turismo de Portugal” e promove a “melhoria contínua da formação e investigação em turismo”, definindo um standard de critérios que garantem a qualidade dos projetos educativos das 12 Escolas de Hotelaria e Turismo.
O processo iniciou-se em Setembro de 2019 com os necessários procedimentos de auto-avaliação, sendo posteriormente avaliado pelos peritos da OMT através de auditorias presenciais que incidiram sobre três cursos leccionados em todas as escolas da rede: Gestão de Turismo, Gestão e Produção de Cozinha e Gestão de Restauração e Bebidas.
Para Daniel Pinto, director da EHTO, esta certificação é o “reconhecimento nacional e internacional” da escola, conferindo acesso a um conjunto de estudos e informação especializada de uma rede mundial de instituições de ensino e formação em turismo, além de acesso a projectos de formação, cooperação e desenvolvimento “internacionalmente reconhecidos quer para alunos, quer para docentes e equipas directivas”.
A auditoria realizada pela OMT analisou com especial detalhe cinco áreas: a coerência do plano de estudos, as condições pedagógicas (incluindo metodologias e infraestruturas), a gestão da Rede e das Escolas que a compõem, o corpo docente e a adequabilidade do programa de estudos às necessidades e perspectivas futuras do sector.
Até 11 de Setembro estão a decorrer as candidaturas para o próximo ano letivo 2020/2021 na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e em toda a rede de Escolas do Turismo de Portugal, que é constituída por 12 Escolas distribuídas pelo país e é frequentada actualmente por cerca de 3.000 alunos.
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Arruda dos Vinhos abre caminho ao ensino superior
A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos anunciou o arranque, em Outubro, dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais de “Viticultura e Enologia” e “Restauração e Segurança Alimentar”, numa parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Santarém.
“Este é um primeiro passo que o concelho de Arruda dos Vinhos dá ao nível do ensino superior. A aposta na Educação e na qualidade de Ensino tem sido estratégica e absolutamente prioritária na afirmação do concelho no contexto da região e do país”, sublinha a autarquia, em nota de imprensa.
As candidaturas à 1ª fase estão abertas até 11 de Setembro, podendo mais informações ser consultadas no site www.ensinosuperiorarruda.pt.
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Meninos confinados da Escola Básica do Avenal “abrem janela” para o mundo
Os finalistas do 4º ano na Escola Básica do Avenal foram convidados, em tempo de pandemia e quando se encontravam confinados em casa, a partilhar com os colegas o que viam da sua janela. O resultado foram frases de optimismo e esperança, que mostra que o ensino à distância, apesar de os separar fisicamente, manteve-os unidos com toda a comunidade educativa. “E eles são a minha janela para o mundo”, partilha a professora, Isabel Ferreira, que ainda organizou uma festa de final de ano lectivo através das novas tecnologias
“A minha cidade é um aglomerado de esperança e pensamentos.Eu estou em casa mas acredito que quando isto acabar vou poder estar com todos os que mais amo”, “A minha aldeia é um aglomerado de família, amigos e casas. Eu estou em casa mas queria estar com os amigos, todos juntos somos a família que escolhemos”. Estas são algumas das 24 mensagens que os meninos finalistas do quarto ano da Escola Básica do Avenal escreveram durante o tempo de confinamento e que mostram a vontade de voltar a estar juntos quando tudo melhorar.
Quando começou o ensino à distância, a professora Isabel Ferreira, reuniu com os pais para articular a melhor forma de funcionamento do ano lectivo e pediu-lhes a participação para “enriquecer as aulas”. Foi, então, imaginada uma actividade para dar continuidade às disciplinas, que consistia na forma como eles viam e sentiam a própria aldeia, vila e cidade e partilhá-la com os colegas. “Isto porque tínhamos meninos que estavam isolados a viver em aldeias, outros em vilas e outros no centro da cidade e o que viam da sua janela era completamente diferente”, explicou a docente à Gazeta das Caldas.
O trabalho foi sendo feito ao longo das semanas. Às segundas-feiras eram lançados desafios da semana e na semana seguinte eram apresentados os resultados do desafio. Foram fazendo listas do que viam, sentiam e à noite eram convidados a abrir a janela e a escutar.
Os alunos foram também convidados a colocar a aldeia, vila e a cidade “dentro” de um frasco de vidro para terem a percepção dos espaços que cada um destes aglomerados representa. “Colocavam dentro do recipiente coisas lá de casa, e confirmaram que havia mais ar na aldeia, enquanto que na cidade estava tudo muito compacto. Foi uma maneira de irem interiorizando e valorizando o espaço”, explica a docente. Depois, criaram um cartaz com uma frase, que partilharam com a comunidade educativa.
As imagens foram transpostas para o livro de finalistas, substituindo assim a fotografia de grupo que não foi possível tirar. A docente destaca que, a união e apoio que existia na escola continuou a verificar-se, exemplificando que os meninos que costumavam ajudar os outros que tinham mais dificuldades, continuaram a fazê-lo através da internet.
“Todos mandaram o produto final, o que me deixa muito orgulhosa porque são uma extensão de mim e do que fiz, mostra que é possível trabalhar em conjunto”, remata a professora, destacando também a colaboração dos pais.FESTA DE FINALISTAS À DISTÂNCIA
“Estes meninos são finalistas e tiveram o desgosto de não terem uma festa como estavam habituados”, salienta Isabel Ferreira, lembrando que anualmente costumavam fazer uma festa de finalistas que junta toda a comunidade escolar. No Avenal há também a tradição dos alunos mais velhos serem padrinhos dos que entram no primeiro ano, mas este ano, os finalistas não tiveram a oportunidade de se despedirem fisicamente. No entanto, realizaram uma videoconferência com os meninos do 1º ano, que lhes fizeram uma surpresa e, “de alguma forma, fomos conseguindo combater o isolamento físico”, conta a professora, dando nota que no último dia de aulas, a 26 de Junho, reuniram-se todos, através da internet, para festejar.
Os alunos de camisa e gravata e as meninas com roupa de gala e cabelo arranjado. Em casa de cada um reuniram-se os familiares e, na mesa, além dos outros doces estava um salame, que tinham feito, em conjunto com a professora, no dia anterior. “Foi mesmo um trabalho colaborativo, nesta altura não poderia ter sido de outra forma”, conclui a professora. -
Politécnico de Leiria lidera Universidade Europeia
O Politécnico de Leiria lidera uma nova Universidade Europeia, que inclui instituições do ensino superior da Irlanda, Hungria, Finlândia, Holanda, e Áustria, para além de Portugal. A Regional University Network foi aprovada pela Comissão Europeia e conta com financiamento do programa Erasmus + no valor de cinco milhões de euros
Este poderá ser um passo para a criação das universidades politécnicas, uma pretensão antiga deste instituto que possui vários pólos de ensino no distritoAs oito instituições de ensino superior que integram esta nova universidade europeia irão desenvolver diversas acções de ensino-aprendizagem de curta duração e e-learning, além da implementação de projectos de cooperação internacional no âmbito da investigação e desenvolvimento. No futuro, os estudantes das instituições que integram esta Universidade Europeia vão ter a possibilidade de obter duplas e múltiplas titulações europeias no âmbito de programas conjuntos de formação a ser desenvolvidos. “As instituições de ensino superior que fazem parte da Regional University Network compartilham uma visão e um compromisso comum, focado na transformação da sociedade no contexto dos desafios regionais e globais emergentes e, em particular, para o desenvolvimento regional sustentável”, refere Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, em comunicado.
De acordo com este responsável, os membros da aliança são universidades globais e multiculturais, mas com foco regional no desenvolvimento de competências avançadas no ensino-aprendizagem, no campo da inovação e investigação com impacto, relevantes para enfrentar os desafios da sociedade, incluindo a indústria do futuro, o desenvolvimento sustentável, o ambiente e alterações climáticas, o envelhecimento da população e a inclusão social.
Numa primeira fase para três anos, a Regional University Network irá desenvolver um programa de mobilidade entre os estudantes, professores, investigadores e colaboradores. Está prevista a criação de mais de 80 cursos avançados internacionais, o intercâmbio de mais de 1400 estudantes, a co-criação de 24 programas europeus de dupla titulação, assim como o desenvolvimento de programas conjuntos de licenciaturas, mestrados e doutoramentos.MOBILIDADE DE PROFESSORES E INVESTIGADORES
Nesta fase está ainda incluída a realização de 500 mobilidades de professores, investigadores e corpo técnico para promoção de actividades de desenvolvimento pedagógico, de investigação e de partilha de boas práticas. Serão promovidos projectos internacionais de investigação e desenvolvimento, através do programa RUN-EU Discovery, que incluirá 150 acções de mobilidade para investigadores em contexto de imersão internacional para investigação.
De acordo com o IPL, os grandes objectivos desta universidade europeia estarão alicerçados no desenvolvimento de Future and Advanced Skills Academies, academias interuniversitárias para a realização e promoção das actividades conjuntas, através de metodologias que incutam nos estudantes as competências “avançadas necessárias para as profissões do futuro, que incluem programas avançados de curta duração e a atribuição de graus académicos europeus”. Serão criados hubs de inovação europeus inter-regionais, ligados a programas de mestrado e doutoramento e centrados nas áreas estratégicas da indústria do futuro e o desenvolvimento regional sustentável, bioeconomia e inovação social. Está ainda prevista a criação de um Centro de Inovação Europeu em Mobilidade, que se desenvolverá em torno da co-criação e partilha de experiências no âmbito de iniciativas de mobilidade internacional, incluindo mobilidade virtual, que serão oferecidas aos estudantes, professores e elementos do corpo técnico das oito instituições.UNIVERSIDADES POLITÉCNICAS
Este consórcio internacional pretende promover o “desenvolvimento económico, social, cultural e sustentável das regiões abrangidas pela rede, fornecendo as competências necessárias para que estudantes, investigadores e agentes regionais possam enfrentar com sucesso os desafios do futuro, e sejam capazes de contribuir para a transformação social em diversas regiões da União Europeia, fortalecendo a identidade europeia”, salienta Rui Pedrosa.
O presidente do Politécnico de Leiria acrescenta ainda que “a Europa já considerou o Politécnico de Leiria como líder de uma Universidade Europeia, agora, já só falta Portugal assumir definitivamente a designação de Universidades Politécnicas”.
A transformação do Politécnico de Leiria em Universidade Politécnica já é uma pretensão antiga deste instituto, que defende uma alteração legistativa para que tal possa acontecer.
De acordo com Rui Pedrosa esta alteração não implica aumentar a despesa, mas vai permitir-lhes continuar o caminho de investigação e desenvolvimento regional. -
Programa da Valorsul nas escolas recolhe 780 toneladas
Num balanço do programa Eco-valor, a Valorsul divulgou recentemente que neste ano lectivo foram recolhidas 780 toneladas de material reciclável nas escolas.
Para que se tenha noção, “com uma parte do plástico recolhido será possível, por exemplo, produzir 226 mil novas t-shirts”, esclareceu a Valorsul. Já o alumínio que foi entregue pelos alunos “será suficiente para fabricar, por exemplo, 808 bicicletas”.
Segundo a Valorsul, “a edição de 2019/2020, que agora terminou, mobilizou 295 escolas do jardim de infância ao ensino secundário e 26 instituições de âmbito social”, o que a tornou na “edição mais participada de sempre, nos concursos, abrangendo 86.000 participantes”.
No total foram atribuídos 450 prémios monetários a escolas e instituições, atingindo um montante total distribuído de 45 mil euros, que servirão para as escolas adquirirem novos esquipamentos e recursos, “por exemplo, para a ginástica, para os recreios, biblioteca, salas de aulas, etc.”.
Sob o mote “Reciclar é ficar sempre a ganhar”, a iniciativa desafiava os alunos a separar o lixo. “Durante o ano, a Valorsul pediu que separassem as embalagens de plástico e metal e de papel e cartão”. Premiando estes actos a Valorsul pretendia também motivar mais as escolas e alunos, enquanto a própria comunidade escolar ganhava hábitos de reciclagem
Depois, os materiais recolhidos pelos alunos seguem para reciclagem. Este ano foram recolhidas, conforme dito anteriormente, 780 toneladas de material reciclável, “ainda que esta edição tenha durado menos dois meses que o habitual, devido ao encerramento antecipado das escolas e de outros estabelecimentos participantes”.
A Valorsul valoriza 20% de todo o lixo doméstico produzido em Portugal, servindo 1,6 milhões de habitantes de 18 municípios do Oeste e da região de Lisboa. Simultaneamente, produz e exporta para a rede elétrica 2% dos consumos domésticos nacionais. -
A reunião, decorreu no último dia do mês, por vídeo-conferência
O programa educativo inspirado na promoção da criatividade e inovação nas escolas celebra uma década de actividade no concelho de Óbidos. Entre os projectos dinamizados estão o atelier criativo, o ÓbidosAnima, o Story Centre ou o My Machine
Em 2010, depois de uma visita a Reggio Emilia (Itália), uma “cidade envolta numa filosofia de educação mundialmente reconhecida, criaram-se as sinergias para conceber, em Óbidos, a sede da Fábrica da Criatividade”, recorda a chefe de divisão de Educação da autarquia, Ana Sofia Godinho.
Aquele programa educativo, que está a comemorar 10 anos de existência, tem por base a promoção da criatividade e inovação nas escolas, através da criação e dinamização de projectos, tais como o atelier, o Óbidos Anima, o Story Centre, o MyMachine, as oficinas itinerantes, ou a CASA.
O programa foi evoluindo ao longo dos anos, mas, de acordo com Ana Sofia Godinho, há pilares transversais aos diversos projectos, como é o caso da pedagogia centrada na criança, a importância das soft skills, o envolvimento da família e das parcerias e a criação de uma identidade própria.
Anualmente participam no programa da Fábrica da Criatividade os cerca de 1500 alunos do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos (dos vários níveis de ensino) bem como alunos e professores de outros agrupamentos de Portugal ou de outros países, através da dinamização de oficinas em Viseu, na Galiza, ou mesmo na Dinamarca.
Das visitas realizadas têm resultado novos contactos e convites para as Escolas D’Óbidos partilharem o seu percurso com outros profissionais de educação, como é exemplo o Centro de Formação de Portovello (Espanha) e a Universidade de Vigo ou a Universidade de Harvard, designadamente a equipa do Project Zero.
Além disso, este programa tem garantido a estas escola uma projecção internacional, através do desenvolvimento de redes e parcerias. Está conectado com mais de 20 países, de quatro continentes e Óbidos tem recebido pessoas do Brasil, Alemanha, Dinamarca, Itália, Espanha ou do Irão que procuram conhecer alguns dos projectos implementados.STORY CENTRE NA CASA JOSÉ SARAMAGO
“A reacção nacional e internacional a este programa foi muito interessante”, salienta o presidente da Câmara, Humberto Marques.
O autarca destaca que um dos contactos “mais extraordinários” foi o do Irão, em que estabeleceram um contacto próximo de apoio à implantação de uma estratégia de educação criativa, ou do Brasil, em que receberam muitos profissionais para conhecerem as dinâmicas pedagógicas da Fábrica da Criatividade.
Uma década depois da sua implementação, será repensada a vertente on-line dos programas e a conservação do espólio que já possuem, estando, para isso, a estruturar o Story Centre no novo espaço da biblioteca municipal, que vai nascer na Casa José Saramago, situado no centro da vila.
“Será um espaço que servirá também como base desta estratégica educativa de Óbidos para o mundo”, explica Humberto Marques.
Também este ano, e resultado da pandemia, no final do ano lectivo (a 26 de Junho) a apresentação dos projectos dos alunos foi feita online, tendo decorrido durante todo o dia.A GÉNESE DO PROGRAMA
A base pedagógica da Fábrica da Criatividade é de Loris Malaguzzi e toda a abordagem de Reggio Emilia. No entanto, a sua concepção, que assenta nas áreas da criatividade e inovação, tem subjacente teorias e pensamentos, de Vygostsky, Piaget, Sternberg, Carl Rogers, Bandura e Bruner, que “entendem que a aprendizagem deve ser um processo onde o conhecimento é gerado através da transformação da experiência e em que os contextos de aprendizagem, devem ser flexíveis e facilitadores, provocando novas experiências e como consequência novas aprendizagens”, refere o documento de apresentação.
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Estudantes da ESAD.CR vencem 17.º concurso regional Poliempreende
Dois alunos da da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) do Politécnico de Leiria, conquistaram o 1º lugar da 17.ª edição do concurso regional Poliempreende.
O projecto “Forma Cerâmica”, da autoria de Pedro Carvalho e Sílvia Teixeira, foi o escolhido, entre os 16 projectos finais submetidos a concurso pelos cerca de 50 estudantes e professores participantes, para representar o Politécnico de Leiria na final nacional do Poliempreende, que terá lugar na Madeira, em 2021.
Os dois estudantes recebem, ainda, um prémio no valor no valor de 1000 euros, patrocinado pela Caixa de Crédito de Leiria, e um voucher no valor de 500 euros para participar no Programa de Aceleração da Start Up Leiria.
A ideia de negócio desenvolvida por Pedro Carvalho e Silvia Teixeira consiste em oferecer à indústria cerâmica vários serviços dentro do mesmo espaço, integrando todo o processo de modelação cerâmica e utilizando novas ferramentas como a prototipagem.
“Perante a falta de profissionais qualificados para esta indústria, na qual o País se posiciona como um dos maiores produtores a nível mundial, a dupla aposta na concentração de serviços num só lugar, contornando atuais constrangimentos afetos a questões logísticas e custos acrescidos ao longo do processo de produção”, explica o Politécnico, em nota de imprensa.
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EHTO arranca em Outubro com curso de Turismo de Saúde e Bem-Estar
A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) vai iniciar, em Outubro, o curso de Turismo de Saúde e Bem-Estar. Esta nova oferta formativa, de especialização técnica, irá decorrer no polo caldense da escola, é modular e terá uma duração de seis meses. A funcionar em dois polos, em Caldas da Rainha e em Óbidos, a EHTO tem 13 anos de existência.
A intenção da EHTO em desenvolver um projecto educativo diferenciador e que responda às exigências do mercado, aliado à vontade do Turismo de Portugal em diversificar a oferta formativa no âmbito da rede de escolas de Hotelaria e Turismo, levou à criação do curso de Turismo de Saúde e Bem-Estar. Para esta nova aposta formativa também contribuiu o interesse de reforço da formação nesta área manifestado pelas entidades que integram o grupo de trabalho do Turismo Termal (Turismo de Portugal, Ordem dos Médicos, Associação Nacional de Municípios, Associação das Termas de Portugal, Direcção Geral de Energia e Geologia), que afirmam “claramente que a implementação de programas de combate à sazonalidade, através da dinamização de produtos turísticos específicos, nomeadamente o turismo de saúde, é uma prioridade para o turismo”, explica o director da EHTO, Daniel Pinto à Gazeta das Caldas.
O novo curso está também “alinhado” com a estratégia definida pela Câmara das Caldas e Comunidade Intermunicipal do Oeste de relançamento do Termalismo, Saúde e Bem-Estar no concelho e região Oeste, e contribuir para o reforço das parcerias entre a autarquia, turismo, saúde e grupos hoteleiros privados, concretiza.
Com início em Outubro, este é um curso de especialização técnica e terá uma duração de aproximadamente seis meses, apesar de ter uma estrutura modular e, por isso, possibilitar a inscrição módulo a módulo. Destina-se a profissionais de estabelecimentos termais e spas, esteticistas, atendimento ao cliente, do sector do alojamento e hotelaria, Turismo Rural, animação turística, saúde, terapias complementares, desempregados, jovens à procura do primeiro emprego e empreendedores. Todos têm que ter a escolaridade mínima obrigatória. O curso terá uma componente técnica e prática, em articulação com algumas unidades do sector, entre elas o Hospital Termal.
Daniel Pinto considera que deve existir um esforço colectivo e de trabalho em rede, juntando a experiência e conhecimento de todas as entidades que possam alavancar e potenciar o desenvolvimento do cluster “Termalismo, Saúde e Bem-Estar” na região. Na sua opinião, este curso “pode e deve funcionar como um estímulo e motivação para a dinamização de actividades e criação de produtos e serviços turísticos relacionados com esta área tão importante”.
Daniel Pinto refere, ainda, que esta formação pode funcionar de forma complementar ao curso de termalismo, de nível IV de dupla certificação (com a duração de três anos) que funciona na ETEO, permitindo-lhes aprofundar os conhecimentos na área.
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Duas escolas das Caldas na lista da retirada do amianto
A Escola Básica de Santa Catarina e a Escola Básica de Santo Onofre são os dois estabelecimentos de ensino do concelho de Caldas da Rainha que integram a lista de 578 escolas do país que serão alvo de uma acção de retirada e substituição do amianto.
A intervenção, desencadeada pelos Gabinetes do ministro da Educação e da ministra da Coesão Territorial, consta do Programa de Estabilização Económica e Social, prevê a “remoção de todas as estruturas com amianto nas escolas públicas”.
Em Peniche há quatro escolas naquelas circunstâncias: Escola Básica D. Luís de Ataíde, Escola Básica de Atouguia da Baleia, Escola Básica de Peniche e Escola Secundária de Peniche.
Por seu turno, no concelho de Alcobaça, a obra é prometida para a Escola Básica da Benedita.
Nos restantes concelhos do Oeste, Torres Vedras é o concelho com maior número de escolas a ser intervencionadas (10), seguida de Alenquer (5) e Lourinhã (1).
O Estado prevê gastar nestas intervenções 60 milhões de euros, suportados por verbas comunitárias no âmbito de programas operacionais regionais.
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Escola do Bombarral confecciona bolo das aulas de Inglês do #Estudo em casa
O Curso Profissional de Cozinha/Pastelaria do Agrupamento de Escolas Fernão do Pó, do concelho do Bombarral, confeccionou o bolo para a festa de encerramento das gravações das aulas de Inglês do #Estudo Em Casa.
A chefe Susana Barros foi convidada para entrar na última aula, gravada esta sexta-feira e que irá para o ar na quinta-feira, 28 de Janeiro, com um bolo preparado no Oeste.
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ESAD quer abrir mestrado em Design de Saude no próximo ano lectivo
A Escola Superior de Artes e Design (ESAD) de Caldas da Rainha pretende abrir um mestrado em Design para a Saúde e Bem-Estar no próximo ano lectivo.
Esta formação destina-se a designers, licenciados com interesse na área, oriundos da a área da saúde com interesse em adquirir conhecimentos e metodologias complementares e, também, engenheiros que procurem obter uma especialização em Design no domínio da Saúde e Bem-Estar.
A ESAS já tinha tentado avançar com o mestrado no ano passado, mas a aprovação do curso só aconteceu quando já decorriam as candidaturas, o que inviabilizou a abertura.
Segundo a coordenadora daquela formação académica, Elga Ferreira, o mestrado em Design para a Saúde e Bem-Estar apresenta uma abordagem “interdisciplinar”, pois integra conteúdos que cruzam o domínio do design, com os conhecimentos das áreas das ciências da vida e da engenharia.
A formação aposta numa visão do design “mais abrangente, ou seja, não apenas virada para resultados que envolvam tecnologias digitais”, explicou a docente à Gazeta das Caldas.CANDIDATURAS ABERTAS
Entretanto, o estabelecimento de ensino caldense conta com o interesse manifestado de quatro candidatos portugueses que concorreram na 1ª fase: três designers industriais e um designer de produto.
No entanto, normalmente há um maior número de candidaturas na 2ª fase de candidaturas. Esta fase já está a decorrer desde o passado dia 20 de Maio e estende-se até ao próximo dia 15 de Julho.
O primeiro ano lectivo desta formação vai contar com onze docentes na equipa pedagógica e os seminários serão dados por convidados nacionais e internacionais, entre designers, investigadores, profissionais de saúde, engenheiros e empresários das áreas do curso.
Serão leccionadas, entre outras, disciplinas como “Fisiologia Humana”, “Psicologia para o Bem-estar”, “Factores Humanos no Design para o Bem-estar”, “Design para Dados Complexos”, “Design de Experiência do Utilizador em Saúde”, “Métodos de Investigação em Design” e “Sistemas e Sinais Neurobiológicos”.
O mestrado prevê a realização de um estágio e, segundo a coordenadora, há a possibilidade de integrar os alunos em projectos de investigação que decorrem na área do design participativo e design de translação aplicados à área da Saúde e Bem-Estar.
O mestrado em Design para a Saúde e Bem-Estar será dado de forma presencial e funcionará em horário diurno. No entanto, devido à actual pandemia, “talvez parte do 1º semestre seja leccionado on-line”, rematou a coordenadora Elga Ferreira. -
Rui Correia lança livro “Contos Arrepiantes da História de Portugal”
O caldense Rui Correia lança, a 9 de Junho, em conjunto com António Fernando Nabais, “Contos Arrepiantes da História de Portugal”, um livro “pensado para os jovens que têm o direito e o dever de conhecer a história soalheira e lunar do seu país”.
Este primeiro volume, com ilustrações de Hélio Falcão, é referente à Idade Média e está já em pré-venda.
“Ao longo de trinta anos de aulas de histórias fui coleccionando dezenas e dezenas de episódios que revelam, por vezes, o lado mais sinistro e tenebroso da natureza humana e que, apropriadamente, costuma desaparecer dos manuais. São, no entanto, histórias que revelam muito do que um povo pode ser”, explica o professor do ano de 2019.
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Ensino profissional readapta-se para receber formandos nas suas instalações
Depois dos alunos dos 11º e 12º anos na semana passada, também o ensino profissional voltou a ter aulas presenciais, embora com um número reduzido de formandos. Regressam os jovens que estão a terminar o ensino secundário para as disciplinas a que farão exame nacional, os que têm aulas práticas e os de cursos profissionais, a espaços que tiveram que sofrer grandes alterações
A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) vai iniciar as suas aulas presenciais na próxima segunda-feira, mas apenas nas disciplinas das componentes práticas, como é o caso de Cozinha, Pastelaria, Restaurante, Bar, Padaria, Escanção. Ao todo serão 100 alunos em formação presencial, o que representa 76% do total dos alunos, que serão acompanhados por 11 formadores.
Para se adaptar a esta nova realidade, foi elaborado um manual de orientações para a comunidade educativa, denominado “Clean & Safe Escolas”, e adquiriu equipamentos de protecção individual para alunos, professores e funcionários. Foi feito também um reforço da aquisição de material e produtos de limpeza, higiene e desinfecção e vai realizar acções de informação e sensibilização para todos os alunos, explica o director da escola, Daniel Pinto. Também os horários foram adaptados e ajustados para minimizar o risco de cruzamento de alunos e professores nas escolas e maximizar o seu tempo de permanência, “de forma a que o ano lectivo possa ser concluído com rapidez e segurança”, destaca.
Toda a restante formação da EHTO continua no formato online. A escola tem vindo a reforçar, desde o início da pandemia Covid-19, a formação on-line para empresas, empreendedores, trabalhadores e técnicos do sector do turismo, através dos programas BEST; Formação Executiva On-line e Clean & Safe Formação. Nas últimas oito semanas foram realizadas 40 sessões para 6000 pessoas.CENCAL RETOMA FORMAÇÃO
O Cencal está a retomar a formação presencial em todas as suas acções de formação. Neste momento já foram retomadas, nos três pólos deste centro profissional ligado à cerâmica (Caldas da Rainha, Alcobaça e Marinha Grande) 18 acções de formação, abrangendo 190 formandos. Trata-se de dois cursos de aprendizagem dirigidos a jovens, seis cursos de Educação e Formação de Adultos, três percursos Modulares para Desempregados e sete acções de Formação Modular em regime nocturno para profissionais de empresas. Ao longo das próximas semanas, o Cencal tem a intenção de, progressivamente e de forma condicionada, ir retomando as restantes acções de formação que foram suspensas, explica Pedro Paramos, director dos serviços de formação.
De acordo com este responsável, a formação à distância foi implementada apenas em relação a alguns casos pontuais. No entanto, o Centro Qualifica está a funcionar em grande parte desta forma, atendendo à maior individualização dos processos.
Para este regresso ao ensino presencial, o Cencal adaptou a sua forma de organização e funcionamento, de modo a dar cumprimento a todos os cuidados de higiene e segurança recomendados pela DGS e as regras de distanciamento social em vigor. Os grupos de formação foram divididos e a formação diurna está a funcionar a meio tempo e de forma alternada, a lotação dos espaços foi reduzida, foram distribuídas máscaras a todos os formandos e formadores, sendo o seu uso obrigatório nas instalações do Cencal. Foram também distribuídas viseiras a todos os formadores. À entrada no Cencal existe gel desinfectante, bem como em todas as salas. Foram estabelecidos circuitos de acesso diferenciado entre andares. Além do arejamento contínuo dos espaços formativos, existem procedimentos de limpeza e desinfecção dos mesmos antes de entrar um novo grupo numa sessão de formação. Actualmente, o refeitório e o bar do Cencal ainda se encontram encerrados.SALAS ADAPTADAS COM MICROONDAS
Também na Escola Técnica e Empresarial do Oeste (ETEO) cerca de uma centena de alunos regressaram ao ensino presencial. Frequentam o 12º ano (3º ano da escola) e têm aulas das disciplinas a que têm exame nacional.
Os horários foram reestruturados, de forma a permitir as aulas presenciais e à distância e tidos em conta os procedimentos de segurança, com os alunos entrar todos de máscara, a desinfectar as mãos com álcool gel à entrada, os funcionários trabalham de máscara e viseira e foram colocadas protecções de acrílico na secretaria e serviços administrativos. O bar de apoio resume-se à venda de café e com um balcão à estrada. As aulas são dadas no auditório, onde foram criadas barreiras de segurança e onde os alunos têm agora também suportes para o computador, de modo a poderem estar mais confortáveis. Por dia, está apenas uma turma na escola, uma medida que foi também tomada a pensar na diminuição do perigo do contágio nos transportes públicos, tendo em conta que muitos dos jovens vêm dos concelhos limítrofes, explica a presidente da direcção, Filomena Rodrigues.
Foram ainda adaptadas três salas de aula, com micro-ondas e as mesas dispostas de forma adequada, para permitir que os alunos façam as suas refeições.
Ao nível da desinfecção, a empresa que presta o serviço faz uma limpeza a meio da manhã e ao fim do dia, e os auxiliares também se ocupam dessas tarefas.
AS Provas de Aptidão Profissional (PAP) serão feitas presencialmente, embora condicionadas às medidas de segurança. Em caso de impossibilidade de algum dos elementos, poderá participar através de videoconferência. A realização das provas será anunciada no site da escola e todos os que quiserem assistir, sem estar presente, poderão fazê-lo através da plataforma digital. -
Perto de uma centena volta à escola agrícola de Alcobaça
Todos os alunos do 2º ano (11º ano) e de 3º ano (12º ano) que frequentam a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister (EPADRC), em Alcobaça, regressam ao ensino presencial. Ao todo, são cerca de 90 jovens, o equivalente a 51% dos alunos em formação, que frequentarão as aulas em pequenos grupos. Tal como todas as outras, também esta escola teve que se adaptar ao contexto de pandemia, preparando os espaços e garantindo todas as condições de higienização, distanciamento social, e obrigando ao uso de máscara. Dado tratar-se de uma escola com características particulares foram também previstos procedimentos, por exemplo, para higienização dos equipamentos agrícolas, como a desinfecção de cabines de tractores após cada utilização, uma vez que os mesmos são também usados na formação. Para além destes procedimentos, foi necessário reorganizar toda a estrutura curricular dos cursos e respectivos horários, uma vez que os alunos vêm à escola, para ensino presencial, só em algumas disciplinas, continuando com as restantes disciplinas em ensino à distância, explica a directora da escola, Paula Malojo.
Vão estar em aulas presenciais os alunos dos Cursos de Técnico de Cozinha Pastelaria e os alunos de Técnico de Produção Agropecuária. “O objectivo é não comprometer a certificação profissional destes alunos. No caso dos alunos de TPA, por exemplo, as aulas de condução de trator e maquinaria agrícola têm mesmo que ser presenciais, tal como a prova prática para obtenção da certificação de aplicador de produtos fitofarmacêuticos”, explica a responsável. Para além das aulas, também as provas de aptidão profissional dos alunos finalistas serão feitas em regime presencial. Todas as restantes disciplinas e todos os alunos, continuam em ensino à distância.
A Escola Profissional da Nazaré conta com 180 alunos, mas já não abrirá portas este ano lectivo para aulas, tendo em conta que as aulas do 2º e 3º anos terminavam esta semana, e que apenas o 1º ano terá aulas até 15 de Junho. “Entendemos que não valia a pena os alunos regressarem à escola, pois as aulas estão a acabar”, explica Pedro Ferreira, da direcção pedagógica, acrescentando que mantiveram o ensino à distância. “Utilizámos a plataforma TEAMS, da Microsoft, e a experiência correu muito bem”, disse o docente, fazendo notar que a formação em contexto de trabalho, no 1º e 2º anos, será feita no próximo ano lectivo, e que os alunos do 3º ano complementam a sua formação com a Prova de Aptidão Profissional. -
The English Centre serve alunos com recurso ao on-line
Escola de línguas retomou actividade lectiva, na passada terça-feira, mas exclusivamente com aulas on-line, tendo transformado métodos de ensino por completo no espaço de semanas.
O The English Centre recomeçou a actividade letiva, agora exclusivamente on-line, na passada terça-feira, dia 14. Em poucas semanas, a escola de línguas teve de se reinventar, por forma a continuar a prestar serviços às centenas de alunos das escolas das Caldas e Benedita.
Carlos Ribeiro, a face visível do The English Centre na região, nota que esta adaptação demorou “três semanas”. Por ter um método de ensino “muito próprio, baseado totalmente nas aulas presenciais e na dinâmica na sala de aulas entre professores e alunos”, a escola de línguas teve que se adaptar em tempo “recorde”, adquirindo equipamento, selecionando plataformas informáticas capazes de dar resposta às necessidades e mobilizando o corpo docente para esta nova realidade com formação, também ela por via digital.
“O objectivo é terminar este ano académico com o mínimo de perturbações possíveis, garantindo o acesso das provas do Cambridge a todos os alunos em nível de exame”, explica aquele responsável.
Neste novo capítulo, a direcção académica da escola de línguas “sente uma enorme responsabilidades em reagir e não defraudar” aqueles que ao longo de quase 35 anos, “apostaram na formação ou dos seus filhos, na academia de línguas como entidade de ensino responsável, com os excelentes resultados académicos reconhecidos”.
Carlos Ribeiro revela que, com um plano delineado ainda em 2019, o The English Centre traçou “um ambicioso plano de expansão das suas salas de aulas”, quer em Caldas da Rainha, quer na Benedita, adquirindo espaços “para dar resposta às crescentes necessidades de resposta aos seus alunos”.
Perante a atual situação, embora com avultados investimentos já concretizados, a escola pretende “aguardar o desenrolar da situação, para, por fim, finalizar as obras que levaram ao aumento significativo das salas de aulas e reforçar o conforto dos alunos”, frisa o empresário.ARTZ CANCELADA
A ARTZ, o evento de artes plásticas que a academia de línguas leva a efeito desde 2006, e devia de ter lugar em Junho, foi cancelada. Reeditar a ARTZ em 2021, e trazer para dentro da escola a magia da pintura ou da fotografia, é agora também uma das prioridades para o próximo ano.
ACÇÃO SOLIDÁRIA
Entretanto, o The English Centre decidiu não cobrar mensalidades até ao final do ano lectivo de alunos que sejam filhos de médicos, enfermeiros, elementos da protecção civil e bombeiros.
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Rio Maior disponibiliza meios informáticos a alunos do ensino básico
A Câmara de Rio Maior anunciou, esta segunda-feira, que os alunos do ensino básico do concelho “vão ter acesso a material informático” disponibilizado pela autarquia, através dos Agrupamentos de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva e Marinhas do Sal.Este material informático, composto por cerca de 140 tablets adquiridos pelo Município de Rio Maior no âmbito do Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar do Concelho de Rio Maior, que se destinavam originalmente a que todos os alunos do concelho pudessem vivenciar o ensino interativo em sala de aula, com recurso a meios digitais, vão “ser cedidos para a utilização em casa de alunos cujas famílias não tenham capacidade económica para adquirir meios informáticos para acompanhamento das aulas online”.Serão também distribuídos pelos alunos outros equipamentos doados por particulares e instituições aos agrupamentos do concelho, permitindo, assim, “mitigar as dificuldades” no ensino.Em avaliação está a intervenção que o Município de Rio Maior possa vir a ter no âmbito do ensino secundário, que “estará dependente da decisão final do Governo sobre a possibilidade de retomar o ensino presencial nas disciplinas que serão alvo de exames no final do ano letivo”. -
Escolas de referência da região com pouca procura
O Governo, através da DGESTE, criou uma rede de escolas de referência pelo país que deveriam ficar abertas para receber os alunos filhos de trabalhadores de serviços essenciais, mas também para fornecer refeições em regime de take-away aos alunos beneficiários da acção social escolar.
No Agrupamento de Escolas Raul Proença a escola de referência é a EB de Santo Onofre (EBI), que tem estado sempre aberta, mas não recebeu ainda nenhuma solicitação de filhos de trabalhadores dos serviços essenciais.
“No que diz respeito à alimentação começámos por dois pedidos e, neste momento, estamos a fornecer seis refeições diárias”, contou à Gazeta das Caldas o director do agrupamento, João Silva.
Já na Bordalo Pinheiro nem uma nem outra opção têm tido procura. “Tem funcionado bem. Está tudo a postos embora não tenha havido procura”, disse à Gazeta a directora Maria do Céu Santos.No agrupamento de Óbidos a escola de referência é a Josefa de Óbidos, que tem funcionado em horário contínuo das 8h30 às 17h00, sendo o horário assegurado pelo director e por um outro elemento da direcção em permanência. “Para além disso, temos tido, em regime de rotatividade quatro funcionários por dia. Estes trabalham durante um dia e só voltam a trabalhar passados, no mínimo sete dias, a fim de se minimizar o risco de contágio”, explicou o director José Santos.
Esta quarta-feira, já após o fecho desta edição, a escola iria receber o primeiro aluno filho de pessoal dos serviços essenciais. À Gazeta, ainda antes de receber o primeiro aluno, José Santos havia explicado que tinham três espaços distintos com diversas valências e actividades preparados para o efeito.
Em Óbidos têm sido servidas cerca de uma dezena de refeições diariamente para alunos carenciados.
Noutro âmbito, o Ministério da Educação esclareceu que são “extemporâneas e meramente conjeturais quaisquer afirmações sobre a avaliação final do terceiro período”. “A prioridade durante estas duas semanas, antes das férias da Páscoa, tem sido estabelecer mecanismos não presenciais com os alunos, tendo especial relevo o arrancar deste processo e a especial atenção aos alunos em situação de maior vulnerabilidade”, pode ler-se num comunicado.













