Agrupamento de escolas estabeleceu parceria com Politécnico de Santarém
No próximo ano letivo irá arrancar um Curso Técnico Superior Profissional (TeSP) na Escola Secundária Josefa de Óbidos. Esta formação superior, com a duração de dois anos, permite desenvolvimento de competências técnicas para iniciar uma atividade profissional e confere acesso privilegiado às licenciaturas. Esta nova aposta de formação na área da programação está inserida num protocolo estabelecido entre o agrupamento de escolas de Óbidos e o Politécnico de Santarém, com a envolvência do município de Óbidos. A parceria compreende também a existência de quotas para os alunos que acabam o 12º ano na escola obidense e queiram ingressar em TeSPs no Politécnico de Santarém. Trata-se de mais uma forma de “estimular o prosseguimento de estudos”, explicou Miguel Ferreira, adjunto do diretor do agrupamento, à Gazeta das Caldas.
No caso do TeSP em Programação, vem no seguimento do curso profissional de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, que é lecionado na escola de Óbidos. No âmbito da parceria está também a ser criado, em conjunto com a Escola Superior de Rio Maior, um curso profissional para o ensino secundário, de eGaming, com o objetivo de treinar atletas em jogos eletrónicos, que gostariam que pudesse arrancar no próximo ano letivo.
Mostra de Orientação Vocacional
Com o objetivo de ajudar os alunos a encontrar a área vocacional, decorreu na escola, durante a manhã de 5 de fevereiro, mais uma edição da Josefa (Con)Vida, Mostra de Orientação Vocacional. Caroline Pereira, aluna do 12º ano na área de Ciências e Tecnologias, encontrou ali algumas possibilidades de prosseguimento de estudos que antes não equacionava. “A minha ideia passava muito por [prosseguir estudos nas] áreas como a Psicologia, Fisioterapia ou Comunicação, mas depois de visitar a feira fiquei entusiasmada com as áreas militares, que também têm a vertente de saúde”, explicou. De acordo com a jovem, a feira é uma ajuda para os estudantes. “Quem tem a certeza do curso, pode escolher a faculdade onde ingressar, e para quem está indeciso pode ter ideias das várias áreas que pode seguir”, concretizou.
Esta feira é dirigida aos alunos do ensino secundário, mas também do 9º ano, pois estão prestes a escolher qual a área em que querem prosseguir estudos, englobando mais de 200 estudantes. De acordo com a psicóloga Inês Borges este ano a escolha das universidades e instituições presentes foi feita pelos alunos. Estes informaram quais os cursos e universidades em que tinham mais interesse, que depois foram convidadas a estar presente. A escolha recaiu nas forças policiais e de segurança, Universidade e Politécnico de Coimbra, Politécnico de Bragança, Politécnico de Leiria, Politécnico de Santarém e Faculdade de Arquitetura de Lisboa. ■
Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) obteve três medalhas na 20ª edição do Concurso Nacional Inter-Escolas, que decorreu no Estoril, de 5 a 7 de fevereiro. Com uma equipa constituída por dez alunos e dois professores, a escola conseguiu a sua segunda melhor participação de sempre, tendo obtido duas medalhas de ouro e uma medalha de prata.
Gerónimo Vallejos, 20 anos, aluno do Curso de Gestão e Restauração e Bebidas, conquistou o 1º lugar na prova “Barista”. Rita Camacho, 23 anos, aluna do Curso de Gestão de Turismo, conquistou o 1º lugar na prova de “Turismo” e, ainda, Salvador Cardoso, 17 anos, do Curso Técnico de Cozinha/Pastelaria, 11.º ano, conquistou o 2º lugar na prova Decathlon. Os alunos vencedores de cada categoria irão agora representar Portugal nas competições europeias da AEHT – Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo, em novembro, em Vasteras (Suécia) e também na Conferência Anual da EURHODIP, em Llandudno (País de Gales).
O diretor da EHTO, Daniel Pinto, destaca que tiveram, “ao longo destes 20 anos, bons resultados e várias medalhas, sendo de destacar Ouro em Pastelaria (2015 e 2021), Ouro em Turismo (2018, 2019, 2024) e várias medalhas de prata e bronze”. ■
O Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos (AEJO) recebeu, a 28 de janeiro, o prémio do concurso “Quem Brinca é Quem É”, promovido pela Fundação Santander Portugal. Este reconhecimento reflete o compromisso do agrupamento com a “inovação pedagógica e a promoção do brincar como ferramenta essencial no processo educativo”.
A Escola Básica de Óbidos foi a destinatária de uma mesa LEGO, concebida para enriquecer as atividades pedagógicas e interativas. Esta mesa é um dos elementos do prémio, que inclui também um valor de cinco mil euros conquistado pelo AEJO e pelo Município de Óbidos, através da implementação do projeto “MyMachine”.
Para além deste projeto, o AEJO destaca-se por outras iniciativas inovadoras, como o “Josefa Bike”, que promove a mobilidade sustentável incentivando os alunos a deslocarem-se para a escola de bicicleta, e a certificação como “Escola Mobilityhub”, que reforça o compromisso com soluções sustentáveis. Outro exemplo é o investimento em projetos de ciências experimentais, que visam desenvolver o pensamento crítico e estimular o interesse pelas áreas tecnológicas e científicas. O agrupamento planeia concorrer novamente ao prémio no próximo ano, “apresentando novos projetos que continuem a destacar o brincar como um elemento essencial no desenvolvimento de competências e no fortalecimento da comunidade educativa”, explica a direção do agrupamento. ■
Dezasseis alunos do 12º ano encontram-se a estagiar na empresa Vitalis, na Alemanha, uma experiência que visa preparar os estudantes para um mercado de trabalho cada vez mais globalizado
A empresa Vitalis, localizada em Gut Wehlitz, Schkeuditz (Alemanha) acolhe, durante dois meses, 16 alunos do 3.º ano do Curso Profissional de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos, que ali se encontram a realizar o seu estágio. Os estudantes, acompanhados por dois professores, saíram das Caldas na madrugada de 11 de janeiro e, antes de iniciarem o estágio, já tiveram oportunidade de conhecer Berlim, explorando a história e a cultura da cidade.
“O olhar sobre a cidade proporcionou uma reflexão sobre o passado e a importância da união europeia”, refere o agrupamento, acrescentando que vários dos estudantes refletiram também sobre a forma de promoção da reciclagem das garrafas de água. Na manhã de 13 de janeiro seguiram para a empresa que os acolhe em estágio – a Vitalis, que também lhe proporciona alojamento e alimentação, bem como visitas culturais. O estágio é financiado pelo Programa Erasmus+, Setor Ensino e Formação Profissional. “Aprender novas habilidades e tecnologias é a chave para o sucesso!” foi o título proposto para esta ação, que irá contribuir para aperfeiçoar o desenvolvimento académico dos alunos, fortalecer o crescimento pessoal, a autonomia e o espírito de grupo. Durante o programa, os alunos têm a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula e de aprender novas metodologias e práticas utilizadas no mercado de trabalho internacional. Luís Fernandes, professor e coordenador do curso, refere que, “durante o estágio, os alunos terão a oportunidade de enriquecer os seus conhecimentos nas áreas de Desenvolvimento Web, Domótica, Redes de Comunicação, Desenvolvimento de jogos, Robótica, e Modelação e Impressão 3D”. Já Sónia Rodrigues, docente que coordena as atividades deste projeto, salienta que “esta experiência permite melhorar as competências de comunicação, não só em Inglês e Alemão, mas também noutras línguas, uma vez que a Vitalis recebe alunos oriundos de outros países como Espanha, Croácia, Dinamarca, Letónia, Grécia e Polónia com os quais, o grupo de alunos terá contacto ao longo destes dois meses”.
Após uma semana a acompanhar presencialmente os alunos, os dois professores regressaram a Portugal onde os vão continuar a acompanhar à distância. Em março voltarão à Alemanha para os acompanharem na avaliação e no regresso a Portugal.
Alunos do 12º ano participaram em encontro com o Presidente da República
Encontros no Palácio de Belém
A 28 de janeiro, o Agrupamento de Escolas Raul Proença participou no programa “Encontros no Palácio de Belém”. No encontro contaram com a presença do Presidente da República, que destacou a importância do patrono Raul Proença. Os alunos do 12º ano tiveram também oportunidade de conversar com o escritor Valter Hugo Mãe. Durante uma hora, o escritor falou sobre o seu percurso e os seus livros, “de uma forma interessante e pontuada pelo seu sentido de humor”, refere o agrupamento. A iniciativa, promovida pela Presidência da República e acompanhada por Isabel Alçada, consultora da Casa Civil do Presidente da República para a área da educação, pretende destacar o papel da cultura e da arte na construção da identidade nacional. Aproveitando a viagem, organizada pela direção do AERP, os alunos foram também ao Mosteiro dos Jerónimos. ■
Formação terá início no próximo ano letivo de 2025/2026 com uma turma
O curso técnico superior profissional (TeSP) em Termalismo e Bem-Estar será ministrado pela Escola Superior de Saúde (ESSLei), do Instituto Politécnico de Leiria, nas instalações do Hospital Termal, no âmbito da colaboração estabelecida com o município caldense. Ali será possível os estudantes terem aulas teóricas, teórico-práticas, laboratoriais e em contexto profissional, explica o Politécnico de Leiria à Gazeta das Caldas.
Este TeSP, que terá início no próximo ano letivo de 2025/2026, é uma aposta do Politécnico de Leiria, e em particular da Escola Superior de Saúde, para “responder às necessidades de empresas e instituições da região e do país”. Ainda de acordo com a mesma instituição, a ESSLei procura desenvolver formação que responda às necessidades regionais e nacionais voltadas para as áreas clínicas, de saúde e bem-estar e, neste caso específico, dar resposta às crescentes necessidades do mercado de trabalho na área do termalismo e bem-estar.
O curso tem por objetivo formar profissionais com competências técnicas para gerir e aplicar equipamentos e tratamentos termais, técnicas de massagem e de SPA, para a promoção da saúde e bem-estar das pessoas, assim como coordenar a higienização, manutenção dos equipamentos e recursos em instalações termais e SPA.
De acordo com o Politécnico de Leiria, o setor do termalismo apresenta “potencialidades associadas não só a tratamentos de saúde, nomeadamente preventivos, terapêuticos e de reabilitação, mas também associadas ao bem-estar e lazer das populações, assumindo desta forma um papel fundamental na saúde, assim como na indústria do turismo, que tem apresentado nos últimos anos um crescimento acentuado”. Este aumento da procura refletiu-se no termalismo clássico, mas também, de forma ainda mais acentuada, no termalismo de bem-estar, “havendo igualmente um contínuo rejuvenescimento da base de clientes do termalismo”. Tendo em conta este crescimento, é “importante dar resposta à necessidade de formar profissionais especializados nesta área”, justifica o Politécnico de Leiria, fazendo notar que este TeSP irá contribuir para a formação de jovens e posterior integração no mercado de trabalho da região, onde existem termas com necessidade de profissionais capacitados.
“A formação em Termalismo e Bem-Estar é essencial para garantir a excelência no atendimento e a valorização do setor”, refere a instituição, realçando que com o crescimento do turismo de saúde, torna-se indispensável que os profissionais estejam capacitados para compreender as propriedades das águas termais, aplicar técnicas terapêuticas e promover experiências de relaxamento e bem-estar.
Os TeSP são ciclos de estudo de ensino superior que têm a duração de quatro semestres letivos e em que a componente de formação em contexto de trabalho (estágio) tem a duração de um semestre letivo.
O presidente da Câmara, Vítor Marques, diz que se trata de uma “oportunidade” numa área que é “muito querida” à autarquia e que permite dar continuidade aos estudos de alunos, alguns deles que já frequentem os cursos existentes na ETEO e na EHTO ligados ao termalismo e bem-estar. Para além da importância que tem para as termas caldenses, esta formação técnica contribui também para a valorização do setor, a nível nacional. “Com o sucesso que esperamos que este curso tenha, esperamos no próximo ano poder contar já com duas turmas”, salientou o autarca, acrescentando que esta aposta andará a par com o investimento que pretendem fazer também ao nível da investigação.
Vítor Marques prevê que possa acontecer, até março, a apresentação dos estudos que estão a ser realizados ao nível do termalismo, para que possam depois tomar decisões políticas. ■
A nova diretora da ESAD.CR tomou posse a 15 de janeiro e pretende, no futuro, transformar a escola do ensino politécnico numa universidade
“Como escola de Artes e Design temos a responsabilidade de criar conhecimento, mas também de utilizá-lo para transformar e empoderar a sociedade”, afirmou Cláudia Pernencar durante a tomada de posse como nova diretora da ESAD.CR, que decorreu a 15 de janeiro. A dirigente convidou todos, “enquanto coletivo criativo e dinâmico, a caminharmos juntos para nos transformarmos numa universidade no futuro”. E quer também promover “a excelência no ensino, garantindo a formação competente e visionária, a incentivarmos a criação de investigação e inovação com impacto positivo na sociedade, a valorizarmos as pessoas que compõem a escola, e a melhorarmos e transformarmos os espaços físicos e virtuais, criando ambientes mais acolhedores e funcionais, gerando centralidade social, criativa e cultural, ampliando a presença e relevância da escola”.
Os dois dirigentes com os novos subdiretores, Sílvia Pinto e Nuno Fragata
Cláudia Pernencar apostará nas parcerias estratégicas e interdisciplinares, ampliando o impacto da escola a nível regional, nacional e global e apostando nas redes de colaboração nacionais e internacionais. “Este caminho é longo e desafiador, mas estou confiante de que juntos alcançaremos os objetivos propostos. Estou disposta e tenho energia para ajudar neste percurso, identificando e implementando soluções estratégicas que elevarão ainda mais o nome da ESAD.CR”, garantiu a diretora. Ainda realçou que durante os anos em que foi docente da ESAD.CR, testemunhou como as atividades desenvolvidas “têm o poder de gerar mudanças significativas e impactar positivamente as comunidades”. Como subdiretores foram nomeados Nuno Fragata, da ESAD.CR, e Sílvia Pinto, que este ano foi colocada na ESECS. Esta última agora retorna à ESAD.CR onde já lecionou. Vive nos arredores das Caldas e foi também concorrente à direção da escola de artes.
O presidente do IPL, Carlos Rabadão, afirmou que a nova direção “terá pela frente um mandato de quatro anos com novos projetos e desafios, dando sequência a um trabalho exigente, que se tem revelado num crescimento da ESAD.CR”. Deixou ainda agradecimento ao diretor cessante, João Santos, pelo “trabalho desenvolvido nos últimos oito anos, que elevou o padrão de qualidade da ESAD.CR”. O presidente do IPL destacou a qualidade das criações e produções dos vários cursos, assim como os prémios ganhos. “A escola tornou-se uma referência no panorama do ensino artístico nacional, tendo vindo a conquistar progressivamente um lugar ao lado das melhores instituições europeias”.
Sala cheia de dirigentes e representantes de entidades locais e regionais
Com perto de 1700 estudantes, a ESAD.CR possui um programa de doutoramento em Criação Artística, em associação com a Universidade de Aveiro e o Politécnico de Porto. A participação da ESAD.CR neste programa doutoral “é um fator precursor para transformar o IPL na universidade para a região de Leiria e do Oeste”, destacou. A encerrar mais de oito anos de mandato, João dos Santos destacou o apoio dos subdiretores, agradecendo ainda “a todos os estudantes que fazem com que esta escola seja melhor”. A presidente do Conselho de Representantes da escola, Teresa Fradique, afirmou que a direção cessante deixa uma escola “mais madura nos procedimentos”, “potencialmente consciente de si mesma”, “mais bonita, apesar dos problemas estruturais”, “mais social” e “mais resiliente”.
No final, Carlos Rabadão deu a conhecer aos jornalistas que estão a terminar as obras numa das residências de estudantes nas Caldas e que iniciarão o processo de renovar a segunda residência. Segundo o presidente do IPL “entrará em obra uma nova residência que já foi adjudicada e tem um prazo de construção de um ano”.
Cláudia Pernencar, que vive em Lisboa, lecciona na ESAD.CR há oito anos e espera que a transição da direção possa decorrer de “forma pacífica” e que garante que irá trabalhar para o desenvolvimento contínuo da escola de artes caldense que “possui um DNA específico”. ■
Competição decorreu em Izmir, na Turquia, e juntou mais de mil equipas de 85 países
O Clube de Programação e Robótica do Agrupamento de Escolas Raul Proença marcou presença nas Olimpíadas Mundiais da Robótica (WRO 2024), que decorreram em Izmir, na Turquia, entre os dias 26 de novembro e 1 de dezembro.
A WRO, criada há 20 anos, tem por objetivo inspirar jovens de todo o mundo a explorar e desenvolver competências em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, através da resolução criativa de problemas, com desafios em diferentes categorias, como Robot Mission, Future Innovators e Robot Sports. “Mais do que uma competição, o evento é um ponto de encontro multicultural onde estudantes colaboram, aprendem e partilham experiências enriquecedoras, preparando-se para desafios futuros”, refere o agrupamento.
Este ano a competição reuniu 1059 equipas, de cerca de 85 países. Na prova Robot Mission, participaram 400 equipas, das quais 114 no escalão Júnior, tendo a equipa caldense ficado em 69º lugar. A prova Robot Mission consiste em desafiar as equipas a projetarem e programarem robôs totalmente autónomos para resolverem desafios num tapete de competição.
“Este resultado é particularmente significativo, considerando que foi a primeira experiência da equipa numa competição internacional”, refere a escola, salientando ainda que os estudantes caldenses tiveram a oportunidade de partilhar experiências com o Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, de Torres Vedras, que também representou Portugal na competição.
Este projeto contou com o apoio das empresas INM – Innovation Makers e Evoparts, e do município caldense, e a organização e coordenação nacional da Associação Nacional de Professores de Informática, que acompanhou as equipas.
Para além da competição, a viagem proporcionou aos alunos a oportunidade de conhecerem a riqueza cultural da Turquia, nomeadamente da cidade de Izmir. ■
Ao longo destes 18 anos 1600 alunos formaram-se na escola e 95% deles estão em atividade
A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) arrancou a 14 de novembro de 2006. Às 9h00 era lecionada a primeira aula no polo de Óbidos ao curso Técnico de Turismo. Desde então, a escola “cresceu, evoluiu e expandiu a sua atividade”, salientou o diretor, Daniel Pinto, dando conta de que se preparam para as obras de modernização, financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Na cerimónia de 18º aniversário, que decorreu no CCC, na tarde de 14 de novembro, o responsável lembrou que a escola nasce impulsionada por grandes eventos como a Expo 98, o Euro 2004, mas também o facto desta região ter um planeamento turístico alicerçado em empreendimentos de 5 estrelas e campos de golfe, que necessitam de profissionais com formação. Além disso, “quando nasce a Região de Turismo do Oeste, em 1984, o seu primeiro relatório de atividades refere que temos de lutar pela criação de uma escola, de um centro de formação para o Oeste”, lembrou Daniel Pinto.
Representantes das autarquias das Caldas e de Óbidos e do Turismo de Portugal marcaram presença no evento, que decorreu no CCC
Ao longo dos 18 anos de atividade, a EHTO já certificou 1600 alunos, tendo atribuído mais 215 certificados, de formação inicial e contínua, durante esta cerimónia. “Desde 2020 que apostámos muito no Programa “Formação + Próxima”, ações de curta duração, com um total de 316 ações de formação para um total de 21.000 pessoas”, referiu ainda o diretor, acrescentando que 95% dos alunos estão em atividade após a conclusão da formação, a trabalhar no setor ou prosseguindo estudos para o ensino superior.
Presente na cerimónia, Elisabete Mendes, diretora de Gestão Pedagógica e Inovação no Turismo de Portugal, assinalou o “caminho de crescimento, diversidade e qualidade na formação” desta escola e referiu que as 12 escolas do Turismo de Portugal são a maior rede de escolas de hotelaria e turismo a nível mundial”.
A vereadora da Câmara de Óbidos, Margarida Reis, lembrou o protocolo assinado durante o último Festival de Chocolate, entre aquela autarquia e o Turismo de Portugal, para a criação de uma Academia Internacional do Chocolate na Escola de Hotelaria e Turismo da vila, num investimento de 1,2 milhões de euros. “Será importantíssima para a formação”, disse a autarca, lembrando ainda que arrancou, na semana passada, a quarta edição do curso de Turismo Literário, que tem a participação de mais de 40 alunos, que termina com um jantar literário, durante o Festival Latitudes. “Os eventos em Óbidos são uma realidade mas só têm crescido porque estas parcerias existem”, concretizou Margarida Reis. Também o representante da Câmara das Caldas, António Vidigal, destacou a parceria com a escola e os desafios lançados, dando como exemplo o curso de Turismo e Bem Estar que explora a componente do termalismo caldense.
A cerimónia contou ainda com um momento musical com Carolina Caetano, aluna do Conservatório das Caldas da Rainha. ■
Atuação de Carolina Caetano, aluna do Conservatório das Caldas da Rainha
Projeto do Plano Nacional das Artes na Bordalo Pinheiro está entre os cinco melhores do país e a coordenadora local passou a dirigir o Médio Tejo
O Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro (AE) ficou classificado entre os cinco melhores do país, num total de 546 projetos escolares. A distinção foi na categoria de Indisciplinar a Escola.
O AE caldense esteve entre os vencedores dos Prémios de Reconhecimento PNA 2024, numa cerimónia que teve lugar recentemente, no CCB.
As distinções reconhecem iniciativas, instituições e pessoas que, através da arte e da educação, têm promovido a democracia cultural.
O PNA implementou-se nas escolas caldense no ano letivo de 2019-2020, nos três agrupamentos escolares. Na Bordalo Pinheiro, esteve sob a coordenação de Cecília Correia nos últimos dois anos, onde foram desenvolvidos vários projetos com a artista residente, Amábile Bezinelli.
”Abraçámos o PNA, delineámos atividades que vão ao encontro do interesse dos alunos e que indisciplinam a própria escola”, disse Cecília Correia que era a coordenadora do PNA nas Caldas e que agora passou a ser a coordenadora Intermunicipal Médio Tejo.
Para a docente, hoje o modelo clássico de sala de aula está “a cair por terra” e é preciso perceber que os estudantes aprendem de outra forma. Quando eles percebem que fazem parte do próprio processo, aprendem melhor e estão mais empenhado no processo de aprendizagem”.
O grupo de responsáveis da Bordalo Pinheiro que foram receber o prémio
Um dos muitos projetos é a constituição da Sala de Processos, um lugar onde os alunos estão à vontade e desenvolvem projetos multidiscplinares. É um lugar de liberdade, onde podem estar deitados, sentados, a comer e sabem que têm que deixar o espaço tal como o encontram.
“Este é o meu terceiro ano de residência artística nesta escola e continuo a lutar pela Sala de Processos”, disse a atriz e professora de Teatro, Amábile Bezinelli. Entre as muitas propostas, além de um Clube de Teatro, os estudantes debatem sobre temas fraturantes – como a homossexualidade e a violência doméstica – e são os próprios alunos que os preparam e levam a debate às restantes turmas. Vêm fora da escola, junto da comunidade e questionam sobre as mais variadas temáticas “indo e trazendo a comunidade para dentro da escola”, disseram as docentes. Ambas vêem a escola como um polo cultural onde procuram que os estudantes dos vários graus de ensino possam conhecer um pouco melhor a realidade que os cerca e saber o que é que a sua localidade tem de melhor.
Satisfeitas com a distinção do PNA, as professoras disseram que este acaba “por reconhecer a importância do ensino através das artes”. E sublinham: “São os alunos que escolhem os temas que querem debater e depois também os trabalham através de práticas artísticas”. Recentemente, os alunos promoveram o debate sobre o colonialismo e sobre a interculturalidade, algo premente dado que a própria escola possui atualmente alunos de 35 nacionalidades.
Enquanto coordenadora do PNA na Bordalo Pinheiro, Cecília Correia diz que foi desafiante, foi feito um trabalho de equipa e que tentaram chegar aos vários graus de ensino de todo o AE. “Não conseguimos chegar a todos da mesma forma”, contou a docente que sublinhou que o trabalho feito ao longo dos últimos dois anos resultou na constituição de uma importante rede de parcerias, internas e externas, que foi fundamental para o sucesso da implementação do PNA. A coordenadora salientou que entre os parceiros, a autarquia local “tem um papel importante já que apoia projetos criativos nas suas escolas”. A Sala de Processos, que além de ser um espaço físico, é também uma metodologia que coloca o aluno no centro da aprendizagem. “O PNA gostou destas práticas e por isso “há a ideia de propor que todas as escolas possam criar um espaço de liberdade onde é dada voz ao aluno e a que chamaram Laboratório de Aprendizagem”. Desta forma, uma ideia que nasceu na Secundária caldense vai ser aplicada por todo o país.
Cecília Correia e Amábile Benzinelli, a coordenadora e a artista residente que viram os seus projetos destacados a nível nacional
Cecília Correia é agora a Coordenadora Intermunicipal Médio Tejo. A seu cargo tem 20 agrupamentos desde o Sardoal até Vila Nova da Barquinha. Agora visita em média quatro escolas por semana onde se implementa o PNA. A docente de Geometria Descritiva e de Artes Visuais, que é da Benedita e que vive nas Caldas desde 2016, está contente com novo cargo mas diz que vai ter saudades da sala de aula. ■
Entrega de diplomas é momento emotivo vivido por pais, professores e alunos da escola caldense
Os alunos do Clube de Robótica da Escola Secundária Raul Proença vão, no próximo mês, representar Portugal, na Turquia. Três estudantes e dois professores vão deslocar-se àquele país para participar no Campeonato do Mundo, que coloca em competição os clubes congéneres de escolas de vários países.
A viagem será custeada em metade do valor pela própria escola e a outra pela autarquia das Caldas. Quem o disse foi João Silva, o diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença que foi também o apresentador da celebração do Dia do Diploma, que teve lugar nas instalações da Escola Secundária na sexta-feira, 11 de outubro, num polivalente a abarrotar de pais, alunos e professores. Todos vieram assistir à distribuição de diplomas para os melhores alunos, para aqueles que mais se destacam, auxiliando quem mais precisa, bem como aqueles que obtiveram os melhores resultados. Há até estudantes que vão às escolas do primeiro ciclo para ajudar os mais novos que têm dificuldades de aprendizagem.
O vice-presidente da Câmara Joaquim Beato partilhou que em 1980 foi professor de Matemática desta escola secundária, tendo tido como aluno o atual edil caldense, Vítor Marques.
“É um grande orgulho estar nesta casa, que tem um corpo docente de excelência, e com muito gosto em continuar a ensinar a aprender”, referiu o autarca, satisfeito por a Câmara Municipal também contribuir para a viagem à Turquia de alunos e docentes do Clube de Robótica.
Joaquim Beato referiu ainda que a Câmara das Caldas fez um projeto e a escola está candidatada e está em lista de espera para financiamento. “Estamos em trigésimo lugar, após já terem sido requalificados 17 estabelecimentos escolares”, disse.
Requalificação custará 10 milhões de euros
O plano de requalificação da Secundária Raul Proença cifra-se em 10 milhões de euros e, segundo o autarca, “é muito importante para o futuro das Caldas a modernização desta escola, para além da instalação dos novos centros tecnológicos”. A requalificação da escola contará com o apoio de fundos comunitários. Até ao fim do ano de 2025, “temos que ter instalado o Centro Tecnológico Especializado, que requer um investimento de um milhão de euros (mais IVA) e é algo que estamos a trabalhar afincadamente com a autarquia”, disse o diretor.
Ao todo no anterior ano letivo, terminaram o 12º ano cerca de 180 estudantes, dos quais 166 alunos vão para o ensino superior. “Entraram 93% dos estudantes”, disse o responsável.
Na cerimónia foram salientados Filipe Fernandes e Gabriel (auxílio nas atividades de canoagem) e ainda Ricardo Costa e Patrícia Costa (do Clube de Robótica).
Os prémios de mérito foram entregues a Marianna Andriyashyn (6º ano) e às alunas Margarida Lourenço (EBI) e Maria Catarina Lalanda(ESRP), ambas do 9º ano. O melhor aluno do Ensino Profissional foi Diogo Fernandes enquanto que os quatro melhores alunos do curso cientifico-humanísticos foram Eduardo Santos, Miguel Carvalho, Santiago Costa e Teresa Coelho. Os alunos do Quadro de Valor foram Alice Bosca, aluna que foi igualmente destacada com um voto de louvor pelo seu trabalho de apoio aos colegas. Com Alice, destacaram-se igualmente Alexandre Martinho e Tomás Matos na categoria manifestação de um espírito de inter-ajuda relevante. Na categoria Conto Contigo também se salientaram Carla Martins, Érica Francisco, Joana Castanheira, Madalena Marques, Teresa Coelho, Cosmin Constantinescu, Laura Tavares, Leonor Alves, Letícia Pereira, Lia Ribeiro, Madalena Castro, Mariana Nobre, Martim Pereira, Victória Mota e Yasmin Hanoman. ■
Nicole Almeida provou que a terapia assistida por equinos melhora as competências das crianças institucionalizadas
Nicole Almeida, 30 anos, é psicomotricista e realizou recentemente o seu mestrado na Universidade de Évora e o seu estudo provou que a intervenção terapêutica assistida por equinos pode melhorar significativamente as competências socioemocionais de crianças institucionalizadas. A investigação desta autora – que trabalha nas Caldas e em dois picadeiros na zona da Lourinhã – envolveu estudos-caso com quatro crianças de um centro de acolhimento temporário da região.
Estas crianças – com idades entre os cinco e os 12 anos – “têm por norma problemas de conduta e de comportamento, agitação psicomotora e dificuldades no relacionamento com os colegas”, disse a caldense.
Após o uso desta terapia, a psicomotricista comprovou que os participantes passaram a ter “mais capacidade para se auto-regular, mais conhecimento sobre as emoções, suas e no outro”, disse a técnica, explicando que foi possível melhorar o comportamento de quem participa não só em casa como na escola. Notou também uma preocupação nos participantes com os próprios cavalos, além dos benefícios no próprio corpo e no reconhecimento das suas emoções. A melhoria foi constatada pelos familiares, professores e técnicos que lidam com os participantes.
O estudo académico desta caldense obteve 17 valores, foi ainda publicado na revista International Journal of Environmental Research and Public Health e alvo de destaque recente no site da Universidade de Évora.
Nicole Almeida trabalha com vários casos desde crianças com atrasos no desenvolvimento, questões relacionadas com o comportamento, autismo, AVC, Paralisia Cerebral, entre outros.
A mensalidade – que custa 160 euros e que implica uma sessão por semana -, tem poucos apoios por parte das entidades mas há, por exemplo, autarquias como a da Lourinhã que “financia 17 crianças que beneficiam desta terapia assistida por equinos”. É com a ajuda dos animais que aprendem a autorregular-se, a autocontrolar-se e até a adequar os seus gestualmente.
“É uma terapia que intervém através do corpo, do movimento e da relação”, disse Nicole Almeida que tem assistido a melhorias em várias crianças com problemas de comportamento e que “estabelecem empatia com o cavalo, aprendem a esperar e a adequar os gestos e isso repercute-se nas outras vertentes das suas vidas”, concluiu.
Nicole Almeida gostaria de continuar os seus estudos nesta área e, no futuro, vai prosseguir para doutoramento. A psicomotricista caldense também gostava de dar formação nesta área específica. ■
Docente fez mestrado onde defende o uso das metodologias ativas e de projeto para ensinar e motivar alunos
Ana Maymone é arquiteta, ilustradora e professora. Terminou recentemente o seu mestrado em Ensino de Artes Visuais no 3º Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário na Universidade Lusófona, em Lisboa. Designou-o “Walking in my shoes”, Estratégias de motivação, criatividade e descoberta em História da Cultura e das Artes (HCA).
Fez a Prática de Ensino Supervisionada (PES), na disciplina de História da Cultura e das Artes (HCA), do 3º ano do Curso Profissional de Técnico de Audiovisuais (TAV), na Secundária Bordalo Pinheiro. “Desenvolvi um novo quadro teórico , um Esquema Metodológico Multi-Orbital, baseado em problemas reais do interesse dos alunos, impulsionaram as atividades. E isto porque se constatou que os alunos “se sentiam desmotivados com um programa muito teórico, pouco estimulante e criativo”.
Esta investigação-ação de Ana Maymone visou encontrar estratégias que motivassem os alunos para a HCA e estimulassem a sua criatividade, sem comprometer a aquisição de saberes. A metodologia que propõe aposta na flexibilidade curricular e também na transdisciplinaridade. Este método que aposta numa relação próxima com o aluno e também uma postura do professor- tutor que também vai aprendendo ao longo do processo de aprendizagem que a autora propõe e que foi documentado ao longo do ano letivo de 2022-2023. Como tal, foi desenvolvido um projeto que trabalhou temas como a Igualdade de Género na Arte, numa perspetiva histórica através de representações de artistas femininas, tendo chegado a temas atuais como a violência no namoro. “Foram sete alunas da turma que quiseram integrar este estudo”, disse a autora que trabalhou com um grupo de alunas com idades entre os 16 e os 19 anos.
Através das metodologias ativas foi possível “incluir o aluno no seu processo de aprendizagem” dando “uma componente prática a uma disciplina que era muito teórica”, referiu a professora, acrescentando que esta forma de trabalhar permitiu desfazer preconceitos, repensando o papel social da mulher, pela criação colaborativa e transdisciplinar de peças artísticas, estimuladas pela surpresa de um olhar renovado sobre a obra de arte e o ato de criar, através da pedagogia Wonder (despoletar fascínio por algo), associada à cultura visual. O projeto evoluiu e os alunos interagiram com entidades da cidade como com o Cine Clube das Caldas e também participaram no Caldas Late Night, apostando em ligações com a comunidade.
Ana Maymone que obteve 20 valores no seu mestrado, quer prosseguir estudos e aplicar a sua metodologia. Defende que esta metodologia, com base em projetos, pode ser aplicada nas mais variadas áreas do ensino. ■
Cursos na EPADRC dedicam-se às Tecnologias de Produção Integrada em Hortofrutícolas e Inovação Gastronómica
Alcobaça vai ter ensino superior a partir deste ano letivo, com a criação de um Curso Técnico Superior Profissional (TESP) dedicado às “Tecnologias de Produção Integrada em Hortofrutícolas”, a funcionar, a partir do dia 30 de setembro, na Escola Profissional Agrícola e de Desenvolvimento Rural de Cister (EPADRC). No próximo ano letivo funcionará também o TESP de “Inovação Gastronómica”, na mesma escola.
Além da escola, as aulas vão decorrer no Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra em Alcobaça e nos campos experimentais do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária.
O presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, salientou que os TESP foram pensados “em duas áreas fundamentais do nosso concelho: agricultura e gastronomia, em que somos bons. A seguir, com a UC temos que pensar na parte tecnológica, porque também somos muito bons”.
O evento serviu para apresentação do Alcobaça Hub, que é um consórcio que envolve cinco entidades: a Câmara de Alcobaça, a EPADRC, o Politécnico de Santarém, a Universidade de Coimbra e o INIAV (que em breve serão seis, com o COTHN) e decorreu na manhã de quinta-feira, 19 de setembro, na EPADRC.
O Alcobaça Hub é “algo que vou buscar ao passado”, disse Hermínio Rodrigues, notando que era um caminho que Gonçalves Sapinho “tentou sempre trilhar” e que “hoje lhe devo isso, porque sei que era sonho dele podermos vir a ter ensino superior em Alcobaça”.
Elogiando os parceiros, o edil alcobacense notou também o envolvimento das empresas e deixou um desafio à diretora da EPADRC: “o Alcobaça Hub vai necessitar de instalações e não tenho a menor dúvida que o melhor espaço para criar este hub é na EPADRC, por isso deixo-lhe o desafio: tem três meses para apresentar ao município de Alcobaça o estudo prévio de requalificação desta escola e já com as novas instalações para este hub e quem paga é o município de Alcobaça, com todo gosto, para podermos lançar a seguir o projeto”.
Paula Malojo, diretora da EPADRC, aceitou o desafio de apresentar o estudo-prévio no prazo referido. “A EPADRC já merecia”, referiu, elogiando a visão do autarca.
Os novos TESP aproveitam “a nossa oferta formativa já consolidada, numa área de formação de extrema importância para a região e para o país e fazendo convergir sinergias capazes de desenvolver um ensino de excelência que prepare os nossos jovens para os desafios atuais da sustentabilidade, das mudanças climáticas e finitude dos recursos naturais, de preservação da biodiversidade, do avanço tecnológico e da competividade”, afirmou. A responsável destacou ainda o facto de passar a haver ensino superior na cidade onde aconteceu a primeira aula do ensino público em 1269.
“Este consórcio tem visão, é inovador, agrega dois níveis de ensino – secundário e superior” e “começa hoje a trilhar caminho para a construção de um campus de investigação e experimentação agrícola, gastronómica e tecnológica” que “pode ser um projeto inovador e exemplar para a reforma do ensino na área do agro-alimentar”, disse.
Já João Moutão, presidente do Politécnico de Santarém, frisou que este consórcio “é do melhor que se faz a nível mundial” e que “marcará uma nova era no ensino em Alcobaça”, enquanto que Margarida Oliveira, diretora da Escola Superior Agrária do Politécnico de Santarém, salientou a importância desta oferta para permitir que a formação chegue aos territórios. “Os cursos que vão ser deslocalizados são os que fazem sentido”, referiu, caracterizando este projeto como “um excelente exemplo que deverá funcionar como catalisador do ensino agrário no nosso país”.
Por sua vez, Nuno Mendonça, pro-reitor da Universidade de Coimbra, alertou para a necessidade de “dar as melhores condições aos alunos numa altura em que é tão difícil sair da zona onde vivem com os pais para ir viver para outra cidade, face aos custos de habitação”. O Alcobaça Hub vem ajudar a reduzir esse impacto.
Rui Maia, do INIAV, revelou que com o apoio do PRR, estão a ser requalificados os três campos experimentais, com cerca de 20 hectares, assim como os laboratórios, num investimento a rondar os 4,5 milhões de euros até ao final de 2025. “Envolve novas tecnologias de produção, máquinas alfaias agrícolas inovadoras, inteligentes e de precisão, que certamente também poderão contribuir para uma melhor formação dos alunos”. ■
Projeto da CAU levou autores às escolas. Resultaram trabalhos em cerâmica que estão patentes no Museu Malhoa
Natacha Narciso
Abriu ao público, a 15 de setembro, no Museu Malhoa, a mostra “Eutilitários” que reune peças de cerâmica que foram desenvolvidos por alunos das escolas da região num projeto coordenado por um grupo de artistas que vive e trabalha nas Caldas.
Esta foi uma atividade de mediação educativa na área da cerâmica, desenvolvida pelo Cortém Aldeia Urbana (CAU). que foi desenvolvida em 2023 e em 2024.
Para Filipa Morgado, coordenadora do CAU, esta proposta – onde participaram alunos dos níveis básico , secundário e de escolas profissionais – promoveu “um olhar cuidadoso e autocrítico sobre a utilidade universal dos objetos de uso diário, colocando cada criança e jovem participante num processo de observação atenta, consciência e sensibilização para suas próprias necessidades ergonómicas, culturais e intelectuais”. Esta iniciativa de co-criação aconteceu em sala de aula e alguns dos alunos, sobretudo do secundário, tiveram também a oportunidade de ter encontros e de aprender novas técnicas nos ateliers dos próprios artistas.
“A maioria dos autores formou-se na ESAD.CR e alguns já são professores”, disse Filipa Morgado que também fez parte deste projeto educativo. A coordenadora trabalhou com o grupo de teatro da Rafael Bordalo Pinheiro, tendo construído objetos do dia a dia que foram feitos em grés e que foram produzidos e cozidos na própria escola.
Na iniciativa participaram Gil Ferrão, Mantraste, Vítor Agostinho e Miguel Cadinho que estiveram na Eb Sta. Catarina, no Centro Escolar de Sto. Onofre, na ETEO, na EB do Nadadouro e nas secundárias Raul Proença e Bordalo Pinheiro.
“Escolhi trabalhar com estes artistas pois somos todos jovens e juntámo-nos neste projeto que nos permitiu “ser” crianças também”, disse a artista que é também arquiteta e que sublinhou que, mais do ensinar, esta foi sim uma experiência de partilha que permitiu interação entre artistas e poder disfrutar desta experiência de trabalhar em equipa, técnicas de artes tradicionais.
Cada ideia começou por ser trabalhada num desenho e não faltaram ideias curiosas de trabalho.
Vítor Agostinho trabalhou com alunos da ETEO com moldes pré-existentes do Cencal. Gil Ferrão propôs aos alunos do CE de Sto Onofre que criassem objetos cerâmicos referente ao mundo do “brincar, sonhar e inventar até ao infinito”.
Presentes na inauguração estiveram alguns alunos que fizeram parte deste projeto, que tiveram a oportunidade de colocar “a mão no barro” de criar peças imaginativas como talheres “unidos”, pratos destinado a fatias de pizza ou com copos acopulados num sem fim de propostas onde a imaginação não teve limites. As docentes Ana Lúcia Teles e Ana Leitão do Centro Escolar de Sto. Onofre gostaram de integrar este projeto que permitiu a docentes e alunos do ensino básico “sair fora da caixa”, dando largas à imaginação e à criatividade dos petizes.
A professora e a docente de apoio de uma turma de 22 alunos do ensino básico apreciaram poder participar nestes “Eutilitários” pois além de ter promovido o trabalho de equipa foi um profícuo trabalho criativo que trabalhou a imaginação dos alunos.
“Estou muito orgulhosa dos trabalhos que eles criaram. Estes trabalhos de desenvolvimento criativo “são ótimos e necessários para os estudantes. Todos fizeram um trabalho espetacular!”, referiu a docente que está pronta a voltar a participar em projetos congéneres, agora com novas turmas.
Um dos autores que participou foi Miguel Cardim e que desenvolveu projetos com alunos da Secundária Raul Proença. Gostou de ter trabalhado com jovens do secundário que desenvolveram peças em cerâmica e também em alumínio que tiveram oportunidade de trabalhar no seu atelier, no Armazém Zero.
Na inauguração da mostra marcaram presença vários artistas
Também usaram moldes e, desta forma, foi uma maneira de realizar projetos diferentes “colocando a mão na massa”, disse a docente Dulce Nunes que acompanhou a turma do 11º ano de Artes Visuais que teve assim a oportunidade de saber como se trabalham estes dois tipos de materiais. “É sempre bom poder participar neste tipo de projetos”, referiu a docente satisfeita com os resultados finais dos trabalhos dos seus estudantes que aliaram a cerâmica à fundição do alumínio.
Para Nicole Costa, diretora dos museus Malhoa, Cerâmica e da Nazaré, “Eutilitários” traz a oportunidade de conhecer diferentes processos associados à produção cerâmica, pelas mãos de crianças e jovens, num feliz encontro entre o barro e o imaginário, em que todos ganham a oportunidade de modelar pensamento sobre arte: artistas, participantes e públicos”. “Eutilitários” fez parte da programação do 51º Congresso da Academia Internacional de Cerâmica. e também contou com o apoio da DGartes. A mostra “Eutilitários” pderá ser vista até 29 de setembro e vai contar com visitas guiadas e atividades para as escolas. ■
Agrupamento de Escolas Raul Proença é o único, na região Oeste, concentrando meios humanos e materiais que possam oferecer uma resposta educativa de qualidade a estes alunos
Uma jovem de 13 anos, de origem venezuelana e que residiu os últimos três anos na Colômbia, está este ano matriculada no Agrupamento de Escolas Raul Proença (AERP). Só fala espanhol, apresenta problemas motores associados à sua situação de cegueira e nunca frequentou a escola.
De acordo com a mãe, na Venezuela não havia apoio e na Colômbia a educação especial é privada, dispendiosa e, em instituição oficial, não conseguiam dar resposta às necessidades da aluna. Um caso muito particular que constitui um desafio para o AERP, que é Escola de Referência para a Educação de Alunos Cegos e com Baixa Visão. Rosa Brochado, docente de Educação Especial e a responsável no agrupamento pela educação de alunos cegos e com baixa visão, destaca o “grande trabalho de equipa, multidisciplinar e em rede para, em interação”, fazerem todo o possível para que “esta aluna venha a ter sucesso”. O processo logístico está em fase de finalização e a aluna irá usufruir de terapias no âmbito do Centro de Recursos para a Inclusão, numa parceria com o Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, a Intervenção da Educação Especial, para aprendizagem da Leitura e da Escrita e Orientação e Mobilidade. Irá frequentar algumas disciplinas na sua turma de referência, terá o suporte do Centro de Recursos TIC para a Inclusão, o acompanhamento de uma assistente operacional, o acesso a transporte e alimentação e o apoio dos seus pares/colegas da turma e professores, explica.
Atualmente encontram-se já integrados neste agrupamento um aluno cego, no 12.º ano, uma aluna com baixa Visão, no 9.° ano, e outra ainda, no 3.° ano.
Inicialmente o AERP era apenas de referência para alunos cegos e com baixa visão no ensino secundário, estando os restantes níveis de ensino abrangidos pelo Agrupamento de escolas D. João II. Em 2013, este deixou de se constituir como de referência, e o agrupamento Raul Proença passou a integrar todos os níveis de ensino. Atualmente tem afeta, ao quadro de escola, uma docente de Educação Especial do grupo 930, específico para alunos Cegos e com Baixa Visão, concentrando desta forma, recursos humanos e alguns materiais específicos. De acordo com Rosa Brochado, um aluno cego, que não tenha outros problemas associados, “integra a turma normal e pode fazer um percurso absolutamente idêntico aos dos seus pares”. Apenas aprende por um método diferente de leitura e escrita que é o Braille, desenha em relevo, com um material específico, tem uma calculadora falante com fones, utiliza a bengala para se deslocar nos espaços escolares e extra escolares, frequenta o refeitório como qualquer outro aluno, com autonomia, pode prosseguir estudos e fazer uma escolaridade absolutamente similar. “Há disciplinas como a Música, em que a Musicografia Braille O torna possível escrever e ler uma pauta, existe uma App que permite ao aluno criar uma composição em Braille, ouvi-la tocar e alterá-la, na Físico-Química e Matemática há códigos específicos e a possibilidade das mesmas aprendizagens curriculares”, exemplifica. De acordo com a docente, as tecnologias são hoje “muito acessíveis, basicamente tudo que aprendemos na escrita a negro (a escrita de quem vê) é aprendível e exequível, com recurso ao Braille e áudio”.
Este agrupamento organiza, todos os anos letivos, momentos de aprendizagem deste método, numa perspetiva de cultura geral e aprendizagem inclusiva, aberto a pais, encarregados de educação ou outros familiares, assistentes operacionais e docentes. Há ainda turmas que, em cada ano letivo, demonstram interesse e participam nestas sessões e, no seu Dia Aberto, que tem lugar na EB de Santo Onofre, houve, este ano, uma adesão de cerca de meia centena de pessoas, também nesta “oficina” do saber. ■
Listas de espera – de dezenas de crianças – nas instituições do concelho são motivo de preocupação para as famílias. Creche Feliz agravou problema
Há quem diga que nas Caldas, como noutros pontos do país, para assegurar a creche é preciso inscrever a criança ainda antes de a conceber. Trata-se de um exagero, mas a verdade é que a falta de vagas nas creches no concelho é uma realidade que afeta as famílias. Com o programa Creche Feliz as dificuldades aumentaram.
“O levantamento de lugares de creche disponíveis, feito pela autarquia, revela uma deficiente resposta tendo em conta a realidade demográfica do concelho que, felizmente, tem vindo a registar um aumento no número de pessoas, designadamente de famílias com crianças desta faixa etária”, explicou ao nosso jornal a vereadora Conceição Henriques, notando que este “é um problema geral no concelho, contudo, é nas freguesias urbanas que sobressai mais, pelo número de população residente e pelas questões laborais”.
No concelho existem 11 creches (duas na União das freguesias de Tornada e Salir do Porto, três na União das freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, quatro na União das freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, uma em Santa Catarina e uma nos Vidais). Destas, quatro são de entidades lucrativas e sete de IPSS, sendo que nove têm protocolo no âmbito da Creche Feliz.
“As creches existentes dispõem de 457 vagas, estando, neste momento, todas preenchidas”, esclareceu a autarca, sendo que “não se consegue aferir uma lista de espera real, na medida em que, a mesma criança, por norma, encontra-se inscrita em várias instituições”.
Conceição Henriques realça que “tem existido articulação da parte da autarquia com o Instituto da Segurança Social a informar sobre esta preocupação, assim como com as IPSS, no âmbito do trabalho desenvolvido no contexto Rede Social das Caldas da Rainha, tendo sido discutida a necessidade de criação de mais respostas”.
Neste momento, a autarquia encontra-se com projeto aprovado para a construção de duas novas creches (uma na Ramalhosa com 31 vagas e outra nos Carreiros com 36), o que irá originar mais 67 lugares. Tanto uma como a outra aproveitarão as antigas escolas primárias desativadas.
A mesma responsável frisa que a Câmara “está disponível para avaliar a cedência de outras escolas de 1.º ciclo desativadas para criação desta resposta, sendo, no entanto, necessário avaliar caso-a-caso se os edifícios detêm as necessárias condições para o efeito”.
“Paralelamente, a Autarquia reforçou o apoio à construção de equipamentos sociais, nomeadamente, ao nível da construção de creches financiando as IPSS com 80% sobre o valor não comparticipado, num valor máximo de 400 mil euros”, contou, referindo “a candidatura da Associação Social e Cultural Paradense para alargamento de mais 31 vagas e da Infancoop para mais 22 vagas, situação que a Câmara irá apoiar financeiramente em 80% o valor não financiado” e que as “candidaturas estão já aprovas no âmbito do PRR”.
No caso da Paradense estamos a falar de um investimento de 350 mil euros para ter 31 novas vagas (ficando com 76). No caso da Infancoop o investimento é de 292 mil euros, criando 22 novas vagas (que se juntam às 92 existentes).
“A autarquia tomou uma decisão estratégica quando, no ano de 2024, aumentou o apoio à construção de creches, porque entende que se trata de uma medida estrutural para a atratividade do território, mas também para o aumento da qualidade de vida, da igualdade de tratamento das crianças na primeira infância, e da coesão social no concelho”, afirmou Conceição Henriques.
“Trata-se também de uma medida que fomenta a igualdade de género, permitindo às mães trabalhadoras, muitas vezes a pessoa na família cuja profissão sofre mais impactos quando os filhos são pequenos, algum alívio na conciliação do binómio família-trabalho”, acrescentou, garantindo que “o executivo camarário irá continuar a olhar para esta questão com a atenção que ela requer, com vista a procurar novas medidas que melhorem esta resposta”. ■
A presença de um segundo professor permite uma ajuda mais focada aos alunos com dificuldades
O Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos está este ano a apostar num modelo que visa promover um maior apoio aos alunos e uma abordagem pedagógica mais colaborativa. O agrupamento aposta na coadjuvação em sala de aula, substituindo o formato tradicional de apoios individuais por um modelo mais dinâmico e participativo.
Esta aposta é feita em dois níveis, explica José Santos, diretor do agrupamento. Por um lado, existe um programa de apadrinhamento que garante aos alunos mais novos um apoio dos mais velhos “não só a nível espacial, a encontrar o seu caminho na escola, mas também a nível de estudo”. Depois, há um reforço do apoio professor-aluno com um programa de coadjuvações em sala de aula, que garante um apoio mais personalizado, sobretudo aos alunos com mais dificuldades.
A coadjuvação envolve a presença de dois professores na sala, o que permite focar esse apoio. “Desta forma, esperamos chegar às dificuldades dos alunos de uma forma mais incisiva e resolvê-las, remediá-las, atenuá-las mais rapidamente”, explica, acrescentando que, antes, estes alunos eram encaminhados, ainda que de forma facultativa, para tempos extra das respetivas disciplinas.
Este modelo é aplicado em todos os ciclos de ensino, mas começou com o primeiro ciclo com um programa específico, o DigitAll, uma academia digital patrocinada pela Vodafone, em que a empresa se encarrega de colocar um professor a ajudar o docente da escola neste programa de desenvolvimento da robótica e do pensamento computacional. “Achámos que era interessante alargar o âmbito a outras disciplinas”, refere José Santos.
No segundo ciclo, a coadjuvação foi aplicada na combinação de duas disciplinas que eram semestrais, mas foram fundidas e passam a ter sempre dois professores em sala de aula, a Cidadania e as Tecnologias de Informação e Comunicação. “Os temas são trabalhados, introduzidos, explorados na Cidadania e nas TIC. Gastamos algumas horas do nosso crédito, que eram gastas em apoios tradicionais, para promover esta ligação que vai permitir que eles tenham para já um maior apoio na exploração dos temas de Cidadania”, realça o diretor.
Além desta solução, há coadjuvação sobretudo nas aulas de Matemática e Português, garantindo que cada turma tem pelo menos uma hora por semana com dois professores na sala. ■
O Município da Nazaré estima que serão necessários mais de 2 milhões de euros para adequar as infraestruturas de ensino do concelho às necessidades da comunidade educativa.
Numa moção, aprovada na reunião de Câmara de 6 de setembro, o executivo justifica a necessidade de investimento “para debelar as atuais fragilidades evidenciadas” e que irão “a médio prazo, colocar em causa a igualdade de oportunidades, entre alunos, dos diferentes concelhos, uma vez que a capacidade financeira e operacional do município é muito divergente e a promoção de desigualdades tende a incrementar, nos próximos anos”.
O autarca destaca que as atuais infraestruturas sob gestão do município não dão uma resposta de elevada qualidade às necessidades educativas do concelho, uma vez que o projeto original de expansão da Escola Amadeu Gaudêncio “nunca se efetivou e a oferta educativa pública representa hoje, entre 100% e 85% (dependo do nível de ensino) da realidade local”.
De acordo com o Agrupamento de Escolas da Nazaré o ano letivo de 2024/2025 teve início com “um número insuficiente de salas de aula disponíveis em relação à quantidade de turmas que estão formadas e aprovadas em rede”, adiantou o município.
A escola dispõe de 36 salas de aula, enquanto o número de turmas alojadas é de 42, o que significa que há um deficit de 6 salas. A Câmara da Nazaré considera que a superlotação dos espaços disponíveis resulta “num ambiente de aprendizagem menos propício” e defende que “é imprescindível a criação de mais salas de aula”.
O município reclama pela concretização da terceira fase da Escola Amadeu Gaudêncio, que nunca foi realizada. A falta de expansão do imóvel e a sua adequação em termos de segurança preocupam a autarquia, que considera como necessário um investimento “superior a 2 milhões de euros para debelar as atuais fragilidades evidenciadas”. ■
No secundário, apenas a escola do Bombarral caiu lugares. Todas têm médias acima de 11 valores
Foram publicados na passada sexta-feira os rankings das escolas relativos aos exames nacionais do ano letivo 2021/22, dos quais se concluiu que o desempenho das escolas da região foi globalmente melhor do que no ano letivo anterior. A Escola Raul Proença mantém-se como a melhor classificada no secundário, a única dentro das 100 melhores do país, enquanto no ensino básico os colégios Rainha D. Leonor e Frei Cristóvão apresentam as melhores notas médias.
A Escola Secundária Raul Proença apresenta nos exames do 12º ano uma média de 12,9 valores para todas as disciplinas e, segundo o ranking do jornal Público, é a melhor classificada na região Oeste Norte, a segunda do distrito de Leiria e a 69ª do país. A escola caldense subiu quatro lugares e melhorou a média em 0,13 valores do que no ano letivo anterior. Esta foi, contudo, a regra nas escolas da região. De um grupo de 10 escolas, apenas a Básica e Secundária Fernão do Pó, do Bombarral, desceu a sua média e perdeu lugares no ranking. Todas as outras melhoraram e há ainda a registar que todas apresentam médias acima dos 11 valores, quando nos exames de 2021 quatro estavam abaixo desta marca e duas abaixo dos 10 valores.
Nas principais disciplinas, no Português a escola com melhor média é a Escola Básica e Secundária Josefa de Óbidos, com 13,07 valores, é a segunda do distrito e ficou nas 200 melhores do país. A escola obidense regista ainda um primeiro lugar nacional em Filosofia, com 17,42 de média, e o segundo em Inglês, com 17,74 valores, em ambas com cinco exames realizados. A Raul Proença ficou com uma média de 12,88 valores, que lidera as médias dos exames nacionais na região nas disciplinas de Matemática (13,87), Biologia e Geologia (12,75), e Física e Química (12,68
No ensino básico, são as escolas privadas que apresentam os melhores resultados nos exames nacionais do 9º ano.
Na região, o Colégio Rainha D. Leonor tem a melhor média na região, com 3,26 pontos, 0,19 pontos abaixo do resultado nos exames de 2021. No entanto, a escola caldense não obteve ranking a nível nacional devido ao número baixo de exames realizados, 34. A melhor posição no ranking é, por isso, do Colégio Frei Cristóvão, de A-dos-Francos, na posição 126 com 3,22 pontos, mais 0,06 do que no ano letivo anterior. A primeira escola pública na lista é a Secundária Raul Proença, com 3,13 pontos, duas centésimas abaixo do resultado anterior.
É ainda de notar que apenas duas escolas têm média negativa, a EB D. João II, das Caldas da Rainha (2,29), e a EB D. Luís Gaudência, de Peniche (2,23). E também que, nas 17 escolas do Oeste Norte, apenas seis não melhoraram a média em relação a 2021, sendo que o Externato da Benedita obteve resultado igual.
Nas disciplinas, em Português o Colégio Rainha D. Leonor tem a melhor média do distrito (3,71), enquanto em Matemática a melhor média na região é do Colégio Frei Cristóvão (3,16). ■
Os Centros Escolares da Nazaré, Valado dos Frades e Famalicão integram A Hora dos SuperQuinas, projeto do plano estratégico “Futebol 2030” lançado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em abril de 2022, e cujo encontro final se disputou a 29 de maio, na Praia da Nazaré, envolvendo 600 crianças.
A Nazaré é, dos mais de 20 concelhos integrados neste projeto, o que mais alunos tem envolvidos. O desenvolvimento das competências motoras das crianças do 1º ciclo, a promoção da atividade física e do desporto como elementos fundamentais para um estilo de vida saudável e dos valores positivos associados ao desporto, bem como a sensibilização para temas chave como a nutrição e o sono são objetivos deste programa da FPF. A cada escola aderente serão atribuídos dois kits de material (com bolas multiatividade, bolas de ténis, arcos, cordas, coletes, cones) e um manual digital no qual os professores poderão escolher entre lecionar as sessões propostas pela FPF ou criar as suas próprias sessões, através de uma ferramenta desenvolvida especificamente para o efeito. “Existe a necessidade e urgência de aumentar a atividade física nas escolas do país e os resultados práticos do programa junto das crianças”, considera a federação.
Na Nazaré, o desenvolvimento desta ação foi o resultado da parceria do município com o Agrupamento de Escolas da Nazaré, Associação Tempos Brilhantes e EP Nazaré ■
O núcleo do CENFIM das Caldas da Rainha será um dos três núcleos, a nível nacional, a acolher a 7ª edição do Concurso CENFIM Skills/ 5ª da Lusofonia, que irá decorrer de 4 a 7 de junho, concentrando-se as competições nos dias 5 e 6 de junho. Caldas da Rainha receberá os participantes dos núcleos da Marinha Grande, Caldas da Rainha, Peniche, Santarém, Torres Vedras, Lisboa, Grândola e Sines, assim como os concorrentes de Angola e Moçambique. Serão 50 concorrentes e 28 jurados, que irão competir nas profissões de Soldadura, Construções Metálicas, Manutenção Industrial, Refrigeração e Ar condicionado, Desenho Industrial – CAD e Eletromecânica Industrial.
No total, irão participar cerca de 130 concorrentes e 70 jurados, e com delegações de Angola, Cabo Verde e Moçambique. Seguir-se-á o Campeonato Nacional de Profissões (Skills Portugal) no Europarque em Santa Maria da Feira, o Campeonato Europeu de Profissões (Euroskills) em Herning, na Dinamarca, e, por último, Campeonato Mundial de Profissões (WorldSkills) em Shanghai, na China.
O conceito dos Campeonatos das Profissões remonta ao ano de 1950, quando se disputaram, em Madrid, os primeiros Campeonatos Internacionais das Profissões entre Portugal e Espanha. Esta iniciativa inédita conduziu, ainda na década de 50, à criação de uma organização, atualmente designada por WorldSkills International, assente em pressupostos de cooperação, partilha de boas práticas e promoção da importância das competências profissionais.
Este ano cumprem-se 74 anos desde que Portugal participou pela primeira vez num campeonato de profissões, e assinala o nascimento do movimento que hoje tem uma dimensão mundial. ■
Iniciativa junta os alunos das 15 escolas que integram o Agrupamento D. João II
Juntar farinha, água, um pouco de óleo e corante. Amassar bem e temos um pedaço de plasticina. Parece e é fácil, como o mostram os alunos que dinamizam esta e outras experiências no Laboratório Aberto de Química, atraindo muitos colegas para as atividades experimentais. Ali perto, uma higienista oral falava sobre prevenção de cáries, numa atividade promovida no âmbito do projeto de Educação para a Saúde e logo ao lado, no Laboratório Aberto de Ciências Naturais, eram dissecados órgãos, para melhor compreender o funcionamento do corpo humano, mas também era mostrada a evolução das espécies vegetais no planeta Terra. Dentro de uma redoma, um bicho-pau, “completamente” camuflado, “convidava” as crianças a descobri-lo. Estas são apenas algumas das dezenas de atividades que, durante quatro dias, animam a EB D. João II, em mais uma edição dos Dias do Agrupamento, que termina esta sexta-feira (31 de maio) com torneios desportivos e o baile de finalistas, organizado pela Associação de Estudantes e, primeira vez incluído na iniciativa.
Voltando ao circuito. No pátio da escola, para além de um palco onde são dinamizados momentos de dança, há um mercado de trocas de roupas, livros e brinquedos, que promove a sustentabilidade e a economia circular. Aos alunos foi pedido que trouxessem “coisas que amam” para trocar e o excedente será entregue a uma instituição.
Na sala de TIC/Robótica, a diversão é grande. Enquanto que uns vêem os robots programados pelos seus colegas mais velhos, outros divertem-se com os jogos e uma Playstation com o torneio FIFA causa grande interesse. Ali perto, o Clube da Ciência Viva na Escola tem experiências espetaculares à espera dos alunos, deixando-os na dúvida se é “magia ou ciência”. Ao lado, o sossego reina na sala do Clube de Cinema e Imagem, com o os espetadores a ver o filme “Perdido e Encontrado”.
No ginásio os meninos do primeiro ciclo são convidados a fazer circuito de 20 minutos onde experienciam as várias atividades desportivas que existem, mas também há torneios de várias modalidades. Há uma sala dedicada a cada língua e a de Português tem o Jardim de Camões, com uma homenagem ao poeta e à liberdade. A solidariedade também está presente, com o projeto “Uma tampinha para ti uma terapia para mim”, onde cinco turmas recolheram e agora fazem a triagem de tampas que depois irão entregar aos pais de Pedro Querido.
Há ainda as salas com os trabalhos do 1ª ciclo e pré-escolar, as exposições de Artes Visuais e as de Cidadania, História e Geografia. A Associação de Pais também marca presença e”apoia a escola e principalmente os alunos”, referiu um dos seus elementos.
Durante estes dias também a GNR, PSP e Bombeiros, parceiros do agrupamento, marcaram presença com atividades.
O diretor do agrupamento, Jorge Graça, destaca o facto desta edição ter mais dias, permitindo aos visitantes um maior contacto com as atividades propostas. ■
Todo mundo que trabalha na área de marketing digital sabe a importância de um conteúdo de qualidade. Afinal, o conteúdo é o rei. No entanto, sua redação deve ser tão boa quanto as ideias que você transmite para ser considerada confiável e respeitosa.
Escrever é uma forma impactante de transmitir suas expressões, especialmente quando não contém erros. Erros no conteúdo indicam desconhecimento ou negligência por parte do autor, incomodam e confundem os leitores, podendo modificar o sentido original do escrito.
Criar um conteúdo sem erros requer muita atenção aos detalhes, além do conhecimento de algumas dicas e truques. Portanto, discutimos isso neste guia detalhado. Leia e aprenda como transmitir sua mensagem de forma eficaz.
Organize suas ideias antes de anotá-las.
Abraham Lincoln disse uma vez: “Dê-me seis horas para derrubar uma árvore e passarei as primeiras quatro afiando o machado”. Esta citação descreve claramente a importância de planejar com antecedência antes de realmente agir.
O mesmo vale para a escrita. Antes de escrever, pense no fluxo e no esboço do seu conteúdo. Se alguma ideia vier à sua mente, anote-a. Tenha um roteiro claro, pois é a melhor forma de evitar erros e manter um fluxo lógico.
Opte por uma estrutura de frase simples, mas concisa.
Escrever frases simples usando um vocabulário fácil de ler e entender é outra estratégia eficaz para evitar erros na sua escrita.
Quando você usa uma estrutura de frase simples e clara, evita que você e seu leitor fiquem confusos. Você sabe claramente o que está escrevendo, então suas chances de cometer erros e enganos ao escrever diminuem.
Leia em voz alta.
Sim, você ouviu direito. Se você já escreveu um conteúdo e deseja encontrar algum erro nele, lê-lo em voz alta é a melhor estratégia.
Quando você lê o conteúdo existente em voz alta, seu cérebro processa as informações de uma maneira diferente de quando você escreve. Isso pode ajudá-lo a detectar facilmente palavras faltantes, frases estranhas, erros de digitação e frases repetidas.
Use um aplicativo de verificação gramatical.
Mesmo depois de aplicar todas as estratégias que discutimos acima, há chances de você perder alguns erros em sua redação. Afinal, escritores e revisores são humanos e devem cometer alguns erros. E está tudo bem.
No entanto, ferramentas de verificação gramatical, como o Corretor Ortográfico online, podem ajudá-lo a encontrar, destacar e remover erros de sua redação. Esta ferramenta usa algoritmos avançados de IA e PNL para realizar todas as tarefas de verificação gramatical.
Tudo que você precisa fazer é copiar seu conteúdo e colá-lo na caixa de entrada de texto. Depois de colado, clique no botão Verificar gramática para iniciar o processo de revisão. Espere um pouco até que esta ferramenta mostre o relatório final.
Clique em cada erro para ver uma caixa de sugestões. Percorra as sugestões disponíveis e escolha aquela que melhor se enquadra na frase e elimina o erro.
Busque feedback para obter novas perspectivas.
Se você não quiser usar uma ferramenta para detectar erros em sua escrita, use as perspectivas de outras pessoas nesse caso. Mostre o que você escreveu a seus colegas, mentores ou familiares e peça-lhes que encontrem e informem sobre quaisquer erros nele contidos.
A mente de cada pessoa é diferente e funciona de forma única. Outros podem detectar erros muito mais rápido do que você e fornecer sugestões valiosas para correções e melhorias. Trabalhe em equipe para revisar os escritos.
Conclusão
Existem muitas dicas e truques que você pode seguir para escrever sem erros. Planeje e esboce um esboço antes de escrever para organizar suas ideias. Mantenha suas frases simples e claras. Isso ajuda a evitar qualquer confusão causada pelos erros.
Além disso, leia em voz alta depois de terminar de escrever para detectar erros facilmente. Ferramentas de verificação gramatical como o Corretor Ortografico online são de fato a melhor maneira de revisar, detectar, destacar e remover erros em seu conteúdo.
Iniciativa que envolve todo o agrupamento, teve este ano mais interdisciplinaridade
Descobrir qual a sala para trabalhar com um computador, juntar duas cores para dar uma terceira, fazer uma sopa de letras na biblioteca, passar pela biblioteca verde… estes eram apenas alguns dos 20 pontos de passagem do peddy paper, que decorreu durante toda a manhã de sexta-feira, na Escola Secundária Josefa de Óbidos. A atividade, dinamizada pelo grupo de Informática, foi uma das muitas que decorreram no âmbito da Semana da Josefa 2024.
O peddy paper, que se realizou este ano pela primeira vez, superou todas as expetativas ao juntar 40 equipas, fazia lembrar um monopólio, com a passagem por diversos locais, alguns deles com desafios técnicos. Para encontrar as questões tinham um QR code e, no final, a equipa vencedora recebeu um prémio surpresa. Um desafio que correu tão bem que os docentes de Informática querem repetir durante o ano letivo.
No auditório decorria a Batalha da Poesia, num átrio funcionava uma oficina de cerâmica grega, havia ateliers de ciência e laboratórios abertos. Para além disso, durante a semana houve jogos, workshops, visitas de estudo, cinema, debates, apresentações de livros, exposições e até uma atividade de reciclagem de roupa e fomento da economia circular. Também houve representantes da comunidade que foram à escola, como foi o caso da delegada de saúde e do veterinário municipal, de uma pedopsiquiatra, do Instituto de Socorros a Náufragos, dos Bombeiros de Óbidos e da Academia de Música de Óbidos.
A Semana da Josefa, que envolve perto de 1500 alunos e professores, decorreu maioritariamente na escola sede mas também nos três complexos escolares, onde foram dinamizadas algumas iniciativas. “Uma das particularidades desta edição é que a escola Josefa de Óbidos esteve aberta à comunidade durante a semana inteira. Os jardins de infância tiveram um dia aberto, porque também vieram à escola sede participar nas atividades”, explicou o diretor do agrupamento, José Santos.
Um desses casos foi o de um casal que acompanhou o filho, do segundo ano de escolaridade, que quis participar nos laboratórios de Física e Química, que funcionou durante a semana na Escola Secundária Josefa de Óbidos.
Um maior envolvimento dos alunos em participar, mas também na dinamização das atividades, foi notado pela direção. Por exemplo o debate sobre os direitos humanos foi dinamizado por alunos do secundário para os seus colegas mais novos, tal como aconteceu com os laboratórios abertos, que receberam inclusive estudantes do primeiro ciclo e jardim de infância, dando-lhes a conhecer a escola Josefa de Óbidos, explicou a sub-diretora do agrupamento, Teresa Mendes. “Apesar de estarmos afastados geograficamente e o concelho ser extenso, temos só um agrupamento e conseguimos fazer atividades que englobem todos e de forma concertada”, concretizou José Santos. ■
A batalha da poesia lotou o auditório da escola, que também recebeu concertos de música durante a Semana da JosefaO atelier de cerâmica grega foi um sucesso, com os alunos entusiasmados na pintura dos pratos
Esta semana realizou-se mais uma edição do Pequeno-almoço Internacional no Colégio Rainha D. Leonor, nas Caldas. O evento transforma a escola, proporcionando aos seus alunos uma viagem gastronómica pelos sabores de diferentes países, ao replicar a primeira refeição do dia mais tradicional de cada um. “Delícias de todos os cantos reunidas numa manhã cheia de sabor e aprendizagem”, referem os responsáveis da instituição. ■
A Feira de Ensino e Formação no Oeste, organizada pela Gazeta das Caldas, realiza-se nesta segunda edição, dia 11 e 12 de abril, das 09h30 às 17h30 e dia 13 de abril das 10h00 às 13h00.
Este ano este evento realizar-se-á no Átrio da Expoeste, contando com uma programação de workshops e palestras a decorrer em simultâneo. A oferta formativa é direcionada ao ensino secundário e ensino superior, estando convidados para visitar a feira todos os encarregados de educação e alunos do 7º ao 12º ano, sendo a entrada gratuita.
Programa de Workshops e Palestras (em atualização permanente):
Dia 11 de abril
WORKSHOPS E ATUAÇÕES
A decorrer todo o dia:OCUPA-TE e VIVE , Vai fazer a diferença! dinamizado pela Yesdpeople
De forma divertida permitirá aos participantes (grupos de 15 jovens de cada vez) uma autoreflexão, por forma a “percorrerem” os 5 pilares do processo, registando o mesmo num “passaporte”.
A decorrer todo o dia: Workshop de Aéreos: workshop livre de tecido, rede aérea e trapézio promovido pela Ícarus Et Lumen.
A Ícarus Et Lumen é a única companhia em Portugal que possui uma rede aérea certificada, pelo que fora deste momento e deste contexto específico, serão raras as hipóteses do público de experimentarem e aprenderem técnicas e conceitos básicos de acrobacia aérea. Como se isso não bastasse, aprenderão com o consagrado acrobata Bruno Melo, vencedor do único Golden Buzzer atribuído pela produção do Got Talent em todo o mundo.
Será um momento de contacto com uma arte bela, graciosa e sublime, à qual poderemos acrescentar malabares entre outras variedades de artes circenses.
Prometemos uma verdadeira aventura, mas mais do que isso, um momento de diversão, aprendizagem e de superação.
A decorrer todo o dia: Diretos da rádio Hiper FM
A decorrer todo o dia: Escape Game JOSEFA com o apoio do Serviço de Psicologia e Orientação do Agrupamento Josefa de Óbidos
O Escape Game Educativo tem por base a vida da artista Josefa de Ayala, mais conhecida por Josefa de Óbidos. O jogo, que dura 15 minutos, foi criado por docentes e alunos do Agrupamento Josefa de Óbidos, convidando os jogadores a aplicarem conhecimentos de diversas áreas disciplinares.
A decorrer todo o dia: Show Cooking da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste com o Chefe Tiago Costa
11H00- Showcooking ” Frutas do Oeste”
12H00- Showcooking ” Batata Frita”
15H00- Showcooking “Legumes da Praça”
16H00- Showcooking “Crepes”
09H30- 12H30- DESENHOS DO BRUNO: Metodologia de projeto – Ilustração
10H00- Atuação das alunas do Curso Profissional de Intérprete de Dança Contemporânea do Colégio Rainha D. Leonor
10H00- Concerto de abertura da EPABI- Escola Profissional de Artes da Covilhã
10H00 – 12H30 – CENCAL: Cerâmica
Roda de oleiro
Modelação em barro
Pintura em azulejos
10H00- 16H00 – Sharkcoders Oeste:Vem mergulhar na Programação
Este workshop irá proporcionar aos jovens um conjunto de experiências na área da tecnologia/programação, ajustado às várias idades. Dar-se-á a possibilidade aos alunos de desenvolverem alguns desafios, tendo contato com a linguagem Python.
10H30-Workshop de Auto-maquilhagem dinamizado pelo Externato Dom Fuas Roupinho
11H30- 12H15- Workshop de Gastronomia no Mar com a Escola Profissional da Nazaré.
14H00 – 17H00- Yoni Surfboards
Construção de prancha de surf em madeira, passo-a-passo.
16H00 – 16H30- Atuação da EVDCR: Escola Vocacional de Dança de Caldas da Rainha
Mostra de 3 trabalhos no âmbito da disciplina de Técnica de Dança Clássica e POP do 1º e 2º ano do Curso Básico de Dança, com a duração prevista de 10 minutos cada um.
16H00-Workshop de Skin care com máscara de ouro dinamizado pelo Externato Dom Fuas Roupinho
PALESTRAS NO AUDITÓRIO DA EXPOESTE
10H15- 11H00- Salvamento Aquático em Ondas Gigantes- EPN- Escola Profissional da Nazaré
11H00 – 11H45 – A FARMÁCIA VAI À ESCOLA – A importância de dormir bem nos resultados escolares.
A Farmácia vai à Escola é um Projeto do grupo de farmácias Correia Rosa que visa a aquisição de hábitos e conceitos para um estilo de vida saudável desde cedo, quer em casa quer no ambiente escolar, sendo mais fácil e intuitiva a sua integração futura na vida quotidiana. A missão é intervir precocemente na educação e promoção da saúde nas escolas. Esta acção incidirá sobre hábitos de sono e a importância dos mesmos na saúde.
11H45 – 12H30 – Pertencer ao Exército Português “JUNTA-TE A NÓS”
Palestra sobre as formas de prestação de serviço militar Regime de Voluntariado, Regime de Contrato, Regime de Contrato Especial , Quadro Permanente e sobre o Regulamento de Incentivos.
14H15 – 15H00 – CENFIM – Modelação e Impressão 3D – Design, prototipagem e fabricação de objetos
Nesta sessão vai-se imergir no processo de modelação tridimensional de objetos, ficar a conhecer os softwares em impressoras 3D mais usados e suas aplicações. Utilizar softwares de modelação 3D aplicados na concepção de peças técnicas e imprimir objetos.
15H15 – 16H00- Apresentação do curso técnico superior profissional (TeSP) de Turismo de Surf da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria
16H00 – 16H45- GABINETE DA JUVENTUDE DO MUNICIPIO DE CALDAS DA RAINHA- Saúde Mental e Ansiedade: O que tem a ver?
Sessão de sensibilização sobre ansiedade e como criar ferramentas de controlo.
Dia 12 de abril
WORKSHOPS
A decorrer todo o dia:OCUPA-TE e VIVE , Vai fazer a diferença! dinamizado pela Yesdpeople
De forma divertida permitirá aos participantes (grupos de 15 jovens de cada vez) uma autoreflexão, por forma a “percorrerem” os 5 pilares do processo, registando o mesmo num “passaporte”.
A decorrer todo o dia: Diretos da rádio Hiper FM
A decorrer todo o dia:CENCAL- Workshop de Fotografia
A decorrer todo o dia: Instituto Politécnico de Leiria- PinCriativo
Para o frigorifico ou colocar ao peito, que te identifique a ti ou aos teus gostos, num processo simples de criação artística, através de materiais riscadores fornecidos pela ESAD.CR, personaliza e produz um PIN a teu gosto.
A decorrer todo o dia: Show Cooking da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste com o Chefe Ricardo Ferreira
11H00- Showcooking “Pequeno almoço”
12H00-Showcooking “Snacks”
15H00-Showcooking “Lanche da tarde”
16H00- Showcooking “Cozinha Saudável”
10H00 – 13H00- Demonstração do curso técnico superior profissional (TeSP) de Turismo de Surf da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria
10H00- 16H00 – Sharkcoders Oeste: Vem mergulhar na Programação
Este workshop irá proporcionar aos jovens um conjunto de experiências na área da tecnologia/programação, ajustado às várias idades. Dar-se-á a possibilidade aos alunos de desenvolverem alguns desafios, tendo contato com a linguagem Python.
14H00 – 17H00 – Yoni Surfboards
Construção de prancha de surf em madeira, passo-a-passo.
14H00- 17H00-Atividade no âmbito da Biotecnologia – stand do Politécnico de Leiria, com os docentes Guilherme Ferreira e Verónica Felício
14h00-17h00 – DJ Tiago M da Hiper FM
15h00-16h00-Demonstração de cocktails vegan com estudantes da licenciatura em Gestão de Restauração e Catering do Instituto Politécnico de Leiria.
PALESTRAS NO AUDITÓRIO DA EXPOESTE
09H45- 10H30-EPADRC- Construir o futuro numa escola verde- O Ensino Profissional, uma opção inteligente
Apresentação dos projetos e da oferta formativa da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister
10H30 – 11H30 – CAIXA DE CRÉDITO AGRICOLA CALDAS DA RAINHA, ÓBIDOS E PENICHE – Eu, tu e o dinheiro
Como gerir melhor, agora e no futuro.
Aprender como funcionam os bancos, o dinheiro e as poupanças.
11H30 – 12H15 – Pertencer ao Exército Português “JUNTA-TE A NÓS”
Palestra sobre as formas de prestação de serviço militar Regime de Voluntariado, Regime de Contrato, Regime de Contrato Especial , Quadro Permanente e sobre o Regulamento de Incentivos.
12H15 – 13H00 –Apresentação do curso técnico superior profissional (TeSP) de Cozinha e Produção Alimentar da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria
14H15 – 15H00 – CENFIM – Modelação e Impressão 3D – Design, prototipagem e fabricação de objetos
Nesta sessão vai-se imergir no processo de modelação tridimensional de objetos, ficar a conhecer os softwares em impressoras 3D mais usados e suas aplicações. Utilizar softwares de modelação 3D aplicados na concepção de peças técnicas e imprimir objetos.
15H00 – 16H00 – P.S.P.- Os Perigos da Internet
Ação de sensibilização para os perigos da internet para os jovens.
16H00 – 16H45- Apresentação do curso técnico superior profissional (TeSP) de Turismo de Surf da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria
Dia 13 de abril
WORKSHOPS
10H00-13H00: Diretos da rádio Hiper FM
10H00 – 13H00: Yoni Surfboards
Construção de prancha de surf em madeira, passo-a-passo.
10H30:Aula aberta de Baby Yoga promovido pela Ana Little Yogis
Lotação para 10 bebés dos 3 aos 12 meses e mães.
11H30:Aula aberta de Yoga para as famílias promovido pela Ana Little Yogis
Lotação para 15 crianças e acompanhantes.
11H30: Show Cooking “Brunch de Fim de Semana” com o Chefe Ricardo Ferreira da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste
PALESTRAS NO AUDITÓRIO DA EXPOESTE
10H00 – 11H30 – Apresentação e discussão do projeto educativo ARCA 27
Encontro das várias comunidades do projeto ARCA.27, onde se pretende trabalhar em conjunto alguns temas em cima da mesa: organização de grupos, constituição da rede-publica de escolas piloto, entre outros. A atividade é dirigida a encarregados de educação, alunos, professores e demais interessados em participar neste projeto.
11H30 – 12H15- Como fazer a diferença? Ocupa-te e Vive! dinamizado pela Yesdpeople
Permitir abrir a consciência para auto-conhecimento e a responsabilização do que nos acontece, com foco nas soluções e não nos problemas.
12H15- 13H00- Apresentação do curso técnico superior profissional (TeSP) de Turismo de Surf da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria
Iniciativa conclui que a gestão das emoções poderia ser dada nas escolas, a par com as matérias de estudo
“A inteligência emocional nas escolas” deu o mote à mesa redonda realizada a 7 de setembro, na Biblioteca das Caldas e que contou com a participação de 110 pessoas. A iniciativa da autarquia e da Academia Portuguesa da Superação e do Desenvolvimento Humano (APSDH), com o apoio da Gazeta das Caldas, trouxe o contributo de professores, coaches, psicólogos e de enfermeiras sobre este tema que está na ordem do dia. Matilde da Branca, uma jovem caldense do ensino secundário deu o seu testemunho sobre o que falta nas escolas e até deixou alguns conselhos sobre o que é preciso melhorar.
“Sempre fui boa aluna e até chegar ao ensino secundário tive sempre o mesmo grupo de amigos, na mesma turma”, contou. Ao chegar ao secundário, Matilde da Branca viu-se perante o desafio de seguir sozinha para a área de Economia enquanto a maioria dos seus amigos seguiu para Ciências. “A adaptação foi complicada…E sentimos que não houve qualquer preparação emocional para tal mudança”, disse a jovem que acha que há muita “coisa a ser feita e outras que deveriam ser alteradas”.
A caldense não sabia que havia, no secundário, tanta competição entre alunos e foi duro ter que trabalhar as relações com novos colegas.
“Há um grande investimento nas disciplinas para exames mas falta bom senso e aprendizagem para lidar com as emoções”, referiu. E até contou que teve um professor de Economia que deu à sua turma uma aula dedicada à Inteligência Emocional. “Foi uma intervenção cheia de frases motivacionais mas com poucos conselhos práticos”, resumiu a interveniente, que acha que é preciso haver mais preocupação com o bem estar de todos, defendendo uma maior empatia escolar. Do seu percurso escolar, ficaram-lhe na memória algumas aulas de Cidadania e de Religião e Moral onde, na primeira, cada um fez perguntas nunca antes feitas e que foram colocadas numa caixa e foram analisadas com a ajuda de um psicólogo. Na segunda, aprendeu as diferenças entre as religiões e, estas sim, “são aprendizagens que deveriam ser valorizadas”, disse. Na sua opinião é preciso ainda investir “no desenvolvimento do espírito crítico dentro das salas de aulas”. E quanto às apresentações é importante que haja sensibilização para vários temas, “mas falta intervenção, ação e solução à grande maioria das apresentações”, rematou a jovem caldense.
Ana Henriques, coach parental e elemento da Academia, centrou a sua intervenção nas questões ligadas ao mindfulness, à PNL e às necessidades dos jovens, como “a segurança, ser vistos, ser escutados e de ser guiados”. Por sua vez, a psicóloga Andreia Mendes, que integra o grupo de inteligência emocional e mindfulness do Colégio Rainha D. Leonor, chamou a atenção para a importância da escuta ativa, da empatia e da meditação mindfulness, importantes no trabalhar das emoções de cada um. Carlos Pessoa – professor da Escola de Sto. Onofre que gere a Eco-Escola e também da horta daquela escola – abordou um novo projeto sobre as plantas alimentícias não convencionais, como as beldroegas ou até as urtigas. O docente, que chegou a trabalhar com Gonçalo Ribeiro Telles no início da sua carreira, está disponível para desenvolver ideias de expansão de hortas nas Caldas. Paulo Moreira, especialista da inteligência emocional, enviou a sua intervenção através da internet, tendo colocado o foco na falta de literacia emocional, na escolas e nas famílias. A parca compreensão das emoções “tem consequências no bem-estar psicológico das crianças e jovens”. O convidado defendeu ainda que a regulação emocional “deve ser uma preocupação de todos e que tem sido crescente nos últimos tempos”, referindo bons exemplos já implementados em escolas portuguesas.
A preocupação com a saúde mental foi tema também de Graça Rito, Patrícia Leal e Vera Leal que deram a conhecer projetos, ligados ao ACES Oeste Norte e também ao CHO e que estão nas escolas. As profissionais chamaram a atenção para a necessidade de prevenção do suicídio, “que é a quarta causa de morte entre os jovens”.
A vereadora Conceição Henriques deu a conhecer que nas escolas caldenses será implementado um projeto relacionado com este tema, a partir de janeiro, mas deixou a porta aberta para que outros possam ser, futuramente, avaliados e implementados. Joaquim Sobreiro Duarte, da APSDH, contou à Gazeta das Caldas que já está em preparação a Convenção desta associaçãoe que esta será dedicada à Saúde Mental. Esta decorrerá na região Oeste e será realizada no próximo mês de novembro.■
Tiago Costa dedicou o seu mestrado às cavacas das Caldas. Para o chefe de cozinha este é um doce com história que, para assegurar o seu futuro, deveria ser protegido e certificado. Caldense gostaria de realizar um festival em volta deste doce que tem alguns similares noutras localidades do país
“As Cavacas das Caldas Um Doce com Passado e Futuro” foi o tema que o caldense Tiago Costa – chefe de cozinha e formador na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste – escolheu para realizar a sua tese de mestrado em Alimentação: Fontes, Cultura e Sociedade, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
O autor, de 34 anos, aprofundou o estudo sobre este doce, tendo inclusivamente feito o levantamento dos modos de venda da iguaria que era vendida como cavacas finas em estabelecimentos comerciais – onde se destaca a cavacaria Machado, – bem como em venda ambulante, em mercados e feiras onde se comercializavam as cavacas saloias.
Tiago Costa, que também está familiarmente ligado ao restaurante Moinho Saloio, não só fez o levantamento histórico sobre as cavacas caldenses como as comparou com outras, com a mesma nomenclatura e associadas a outras localidades. “São mais de 30 terras com doces parecidos”, disse o chefe de cozinha acrescentando que as de Resende são as maiores concorrentes das Caldas, que por sua vez “são as mais antigas”.
Questionado sobre as cavacas na atualidade, Tiago Costa considera que se vendem muitas sobretudo para fora das Caldas pois, em termos locais, “corre-se o risco das novas gerações deixarem de saber que as cavacas fazem parte da doçaria local”.
Está-se a perder a tradição – o estudante fez inclusivamente um inquérito e apercebeu-se que muita gente prefere os beijinhos, trouxas ou outros doces mais recentes às cavacas. Não sendo preciso o ano da origem das cavacas nas Caldas, as fontes começam a referir este doce no último quartel do século XIX. Na sua tese, Tiago Costa dá a conhecer vários factos históricos como o percurso das irmãs Faustas, que auxiliavam as freiras num convento, na produção de doces e que vieram para as Caldas, primeiro para vender os seus doces à porta das igrejas. Depois adquiriram uma cocheira na Rua de Camões, uma das principais artérias da vila, e aí desenvolveram o seu negócio. Primeiro começaram pelas trouxas de ovos, com as receitas aprendidas no convento, e posteriormente pela venda de cavacas. O caldense procurou referências sobre as cavacas das Caldas nos jornais nacionais e também locais e foram muitas as referências que encontrou a estas irmãs.
Nascer da bolacha de embarque
Segundo este estudo, a cavaca descende do biscoito, da bolacha de embarque e da bolacha militar. São estas que estão na base da origem deste doce que foram evoluindo até se obter a cavaca. “Na sua origem, este doce começa por ser salgado”, disse o caldense acrescentando que, mais tarde, é que foi adocicado com a introdução do açúcar e outros ingredientes como a manteiga e os ovos, dando origem à cavaca que hoje se conhece.
A questão é que o doce hoje deixou de ser tão consumido e, segundo o inquérito deste estudo, as razões para o decréscimo na aquisição do doce se devem-se a “questões de saúde”.
“A cavaca das Caldas deve ser certificada”
Tiago Costa defende que a cavaca das Caldas deveria ser certificada de modo a valorizar e a proteger a sua singularidade e o modo de as fazer. O caldense deu ainda a conhecer que já não há quem as faça artesanalmente para vender ao público. “Vêm todas da fábrica das cavacas”, disse o caldense acrescentando que a massa dos beijinhos é a mesma.
Apaixonado pela gastronomia portuguesa – que gosta e defende – Tiago Costa interessa-se pelos pratos e doçaria que simbolizam uma região ou uma cidade.
Defensor da tradição, das raízes da comida tradicional portuguesa, considera ainda que as Caldas poderia organizar um festival dedicado a este doce “de modo a que possam ser conhecidas e até comparadas com as restantes cavacas que há por todo o país”.
O caldense contou à Gazeta das Caldas que não foi fácil conciliar o seu trabalho, com a vida familiar e com o estudo académico. No entanto, assim que os seus filhos estiverem mais crescidos (a filha tem dois anos e meio e o filho tem cinco meses) vai regressar à academia para fazer o doutoramento.
Diogo Barros fez Erasmus em Lubeck na Alemanha e um semestre transformou-se num ano letivo inteiro. Fagotista caldense destacou-se em concertos
Diogo Barros, de 19 anos, estuda fagote na Escola Superior de Artes Aplicadas (ESART), que pertence ao Politécnico de Castelo Branco. O caldense resolveu viver a experiência de mobilidade Erasmus e supostamente deveria ter feito apenas o primeiro semestre do seu segundo ano da licenciatura em Música Variante de Instrumento.
O estudante escolheu a escola de música de Lübeck, no Norte da Alemanha e teve a oportunidade de ficar todo o ano letivo.
“Aprendi bastante, desenvolvi muito o estudo de instrumento”, disse o caldense acrescentando que quer ser concertista no futuro.
Esta experiência por terras germânicas não poderia ter corrido melhor não só a nível académico pois o fagotista caldense teve ainda a oportunidade de fazer parte de vários agrupamentos musicais, fora da escola. Chegou inclusivamente a fazer parte de uma orquestra de jovens, composta por vários alunos de licenciatura e de mestrado, tendo por isso um estatuto semi-profissional.
“Trabalhamos com vários maestros e com repertório também variado”, referiu, acrescentando que, na execução de várias peças, teve a oportunidade de ser o primeiro fagote em vários temas como, por exemplo, na “Sagração da Primavera” de Stravinsky.
“Foram ótimas oportunidades não só para o meu CV como para me integrar nalgumas orquestras, exteriores à escola”, referiu o músico. Na sua escola em Lübeck conta que há 12 alunos a estudar fagote ao passo que em Castelo Branco são, ao todo, oito estudantes que se encontram nos vários anos de ensino daquele instrumento.
Diogo Barros antevê que vá continuar o seu percurso académico e profissional no estrangeiro até porque há poucas orquestras em Portugal e a lista de suplentes “é extensa”. O seu desejo é tornar-se um concertista e pertencer a uma orquestra.
“Foi possível para mim experienciar na Alemanha como há muitas orquestras estão regularmente a abrir algumas vagas para músicos por mês”, disse o caldense. Em Lübeck por exemplo há duas orquestras: a sinfónica e a de ópera e é uma cidade comparável a Leiria, segundo o músico.
A cidade de Hamburgo, por exemplo, “tem pelo menos três orquestras profissionais, sem contar com as orquestras das universidades”. E ao contrário do que se constata em Portugal , as plateias nos concertos estiveram sempre cheias. “E vai gente de todas as idades! Muitos acompanham vários concertos, tendo gosto em acompanhar a temporada”, complementou o músico.
A adaptação a terras germânicas correu bem, se bem que,numa primeira fase, na cantina da escola, com tudo apenas descrito em alemão…Não foi fácil. E também foi necessário adaptar-se ao facto do horário das refeições ser mais cedo do que em Portugal.
“A cultura base alemã é muito diferente da nossa, mas a integração de quem vem de fora acaba por ser fácil”, referiu o músico.
Para Diogo Barros o sistema de ensino alemão inclui bolsas de estudo e também apoia a aquisição de instrumentos musicais e investimento que permite que os alunos possam prosseguir estudos na área da música, lamentando que o sistema de ensino português ainda esteja a anos-luz desses programas globais de incentivo.
Protocolo entre as duas escolas
Diogo Barros vai começar o terceiro ano na sua escola em Castelo Branco e ainda está por decidir se fará o quarto ano em Portugal ou no estrangeiro.
Existe a possibilidade de regressar à Alemanha como também poderá prosseguir estudos na Holanda ou em Itália. Em terras germânicas “já deixei algumas portas abertas”, disse o caldense.
Pelo seu professor de fagote na Alemanha “eu regressaria a Lübeck já no segundo semestre do terceiro ano”. Mas por agora e de regresso à ESART de Castelo Branco ficou, pelo menos, estabelecido que se realizará cá uma masterclasse com o docente de fagote de Lübeck. “Foi também muito bom pois por causa do meu Erasmus estabeleceu-se um protocolo entre as duas escolas”.
Diogo Barros tem ideia que a prática é essencial para quem quer dedicar-se à música a nível profissional. As férias do estudo são de uma semana, motivadas pelo facto de o instrumento ter ido à revisão.
O jovem estuda sempre no mínimo entre uma a três horas por dia de fagote . Durante o resto do ano “posso diminuir um pouco nas horas de estudo, mas não deixo de o fazer…”.
Entre os compositores favoritos estão Vivaldi, Mozart, Hummel, por terem repertório solístico para fagote. Mas aprecia também a nível orquestral Beethoven, Mahler, Wagner e “mais fora da caixa”, Stravinsky.
Diogo Barros prefere os clássicos mas gosta de algumas composições contemporâneas da autoria de Francisco António Santos Pinto pois o compositor tem vários temas onde o fagote se destaca. “É um instrumento muito versátil pois apesar de se ouvir mais nos estilos clássicos, facilmente se adapta aos estilos jazz e até rock”, disse o caldense que gosta de explorar e de conhecer novos caminhos musicais do seu instrumento de eleição.
O caldense dedica-se também à produção de palhetas, peças feitas de cana que são necessárias para tocar fagote.
Diogo Barros já vende para Portugal, Alemanha e até para a Holanda. “Em Portugal há um ou dois produtores, mas eu mando vir a cana para as construir do sul de França e de Itália”, contou o músico-empresário que constrói as suas próprias palhetas e, neste momento , já as comercializa também para fagotistas de outras latitudes . ■
O caldense, junto às torres da entrada da cidade de Lübeck, acompanhado pela sua mãe
Os alunos desenvolveram propostas gastronómicas inovadoras com produtos endógenos
“Sobremesa Ruy Belo” sem glúten e lactose, inspirada no poema “Missão das Folhas” do escritor que partilha as raízes rio-maiorenses com a aluna Joana Silva. “Macaron entre Marés” recheado com caramelo salgado feito com salicórnia da Lagoa de Óbidos, coberto com alga em pó, que Catarina Veiga pretendeu que “viesse no futuro a ser associado à praia da Foz do Arelho”. Ou ainda a “Barca da Lagoa”, um prato de arroz de lingueirão acompanhado por um crocante daquele molusco, da autoria de Hugo Dias.
Estes foram alguns dos 22 produtos gastronómicos desenvolvidos pelos 13 finalistas do curso de Técnicas de Cozinha e Pastelaria, no âmbito das PACT – Provas de Avaliação de Competências em Turismo, que foram apresentadas entre 14 e 16 de junho.
“Os alunos, este ano letivo, foram desafiados a inovar e a trabalhar sob o tema ‘Gastronomia no Turismo do Oeste’. Três das propostas apresentadas são diretamente relacionadas com a Foz do Arelho e as restantes foram inspiradas por artistas, produtos endógenos, épocas, cidades do Oeste e doces regionais”, contou a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, que, em maio, organizou um Laboratório de Sabores no Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho para testar o acolhimento dos produtos pelo público.
Na prova de caráter transdisciplinar, os alunos demonstraram formalmente os conhecimentos, atitudes e competências técnico-profissionais adquiridos ao longo do percurso formativo, tendo em atenção os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
O júri da prova foi composto por professores, “várias instituições locais e convidados especiais”, entre os quais a Gazeta das Caldas. “As propostas apresentadas podem tornar-se novos produtos e menus de restaurantes e pastelarias. E é nesta relação entre Empresas e Escola que é possível potenciar a criação de valor das primeiras a médio e longo prazo”, concluiu a EHTO. ■