Categoria: Educação

  • Bailes de Finalistas marcam novo ciclo para alunos

    Bailes de Finalistas marcam novo ciclo para alunos

    Pautados por momentos de emoção, estes eventos são, também, um importante gerador de atividade para vários negócios

    Vive-se o final de ano letivo e há muitos jovens que agora vivem o fim do secundário. Na Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO) ainda está a ser preparado o baile. “Normalmente fazemos coincidir com a sessão de entrega dos diplomas”, disse Ana Bento, a diretora pedagógica. O baile é organizado pela Associação de Estudantes (AE) e acontece na Quinta das Carrascas. “Este ano ainda não está definido”, disse a docente acrescentando que serão 93 finalistas. A reportagem fotográfica da festa, onde também participam professores, é assegurada por alunos de Audiovisuais. Os organizadores estão a pedir orçamentos dos locais e depois é feito um inquérito aos alunos para a escolha final. O baile “é sempre um momento animado e de partilha”, rematou a docente.

    Francisco Morgado, de 17 anos, é finalista do curso de Técnico de Cozinha e Pastelaria da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) e teve um papel importante na organização do baile desta escola. Este decorreu a 31 de maio, na Quinta do Foro, na Benedita, e contou com a participação de alunos, acompanhantes e docentes. “Começámos logo a trabalhar no início do ano letivo, com iniciativas para angariar fundos para o baile”, contou o jovem à Gazeta, acrescentando que a sua turma fez vendas semanais e organizou um sorteio para o Cabaz de Natal.

    Para se organizar um baile é essencial definir o tema e o local. O jovem encontrou na Quinta do Foro, na Benedita, o lugar ideal para o evento, dado que “tem uma grande tenda,  que foi perfeita para baile que teve como tema Casino” e que contou com 76 pessoas.

    Decidido o menu e o preço por pessoa segue-se a decoração do espaço. “Contei com a ajuda da empresa Hélia Arte Floral na decoração”, referiu o jovem que foi um “faz tudo” para que tudo estivesse perfeito. “Gostei mesmo muito de organizar a festa, que durou até às duas da manhã”, contou o coordenador, feliz, pois “toda a gente gostou mesmo muito do baile!”.  No dia 10 de março, Francisco Morgado organizou o seu projeto final de curso, em Alvorninha, tendo recriado uma antiga adiafa. “Foi acabar o ano em grande!”, disse Francisco Morgado que explica que o segredo do sucesso é ter “foco e planeamento”.

    No Colégio Rainha D. Leonor realiza-se o baile há 16 anos, sendo sempre organizado por uma equipa de docentes e não docentes e sempre com um conceito diferente e mais familiar. A diretora pedagógica, Sandra Santos, esclarece que começam por contratar o catering, atualmente com o restaurante Paraíso do Coto. Depois, anualmente escolhem um tema, idealizam e produzem a decoração, desde a entrada, ao espaço onde se realiza a festa (no pavilhão), passando pelos centros de mesa. “Costumamos ter entre 250 a 350 pessoas”, sendo que da festa fazem parte os alunos, os familiares e amigos, os professores e auxiliares. Todos os anos são preparadas surpresas para os finalistas pelos pais e professores, em cerimónias emotivas, que marcam o final de um ciclo. Este ano o tema era “Casino Night”, mas já foi, por exemplo, a noite dos Óscares.

    A jovem obidense, de 18 anos, Carolina Fernandes está a terminar o curso profissional de intérprete de dança contemporânea e foi uma das finalistas no baile, ela que nem tinha muito “esse lado feminino do dia de princesa”, mas estava ansiosa pelo ambiente familiar dos bailes do Colégio. “Fui com os meus pais, três irmãos, a mulher e os filhos de um deles, a minha madrinha e o meu namorado”, conta. A noite foi cheia de atividades, com surpresas, entre as quais um espetáculo preparado pelos pais para os filhos e vice-versa.

    “É uma noite para ficar na memória”, afirma a coroada Rainha da Valsa, que dançou com o irmão, na abertura do baile, e que recebeu também o prémio de Melhor Aluna – Atitudes e Valores e foi nomeada para o prémio de Melhor Colega. “Foi uma noite de emoção, não sendo totalmente uma despedida porque com os meus colegas de dança ainda vou ter um espetáculo”, diz, mas sente que “o baile é o fecho de um ciclo”. É que “acabaram três anos nesta escola, com altos e baixos, de oportunidades e aprendizagens”, refere, salientando a relação com os professores, que ficaram a dançar e cantar com os alunos no final, a recordar o percurso dos estudantes, já depois dos pais terem ido embora. “São mais do que nossos professores”, nota.

    Lara Barradas, a presidente da AE da Secundária Raul Proença contou que o baile desta escola foi participado por 120 pessoas. Teve lugar a 9 de junho no Hotel Vila d’Óbidos e correu tudo “otimamente!”, com estudantes e respetivos acompanhantes. Segundo a estudante, a festa teve como tema “Os Óscares” e “foi bom celebrar o final do secundário todos juntos”, disse. A organização foi feita por uma empresa e coube à AE apenas a recolha das inscrições e os pagamentos. Para a posteridade vai ficar “o convívio e os momentos que partilhámos”, disse a jovem, acrescentando que a maioria vai seguir para a universidade.

    Madalena Mestre, da AE da Secundária Bordalo Pinheiro, conta que o baile contou com 170 pessoas, no dia 6 de junho, na Quinta do Juncal. O tema foi “Hollywood Glam” e foi organizado pela empresa Hype Travel que já tinha anteriormente organizado a viagem de finalistas e o baile do 9º ano. “Toda a gente gosta de ir ao baile. É como o encerrar de um capítulo”, rematou a jovem.

    No agrupamento Josefa de Óbidos também houve baile organizado pela AE, com cerca de 50 alunos.

    Negócios seguem tendências
    Para a realização dos bailes é sempre preciso um local. A Casa do Acipreste, em Alcobaça, recebe há vários anos bailes de finalistas, mas de há dois anos para cá tem recebido mais, porque Anabela Pinto, funcionária da quinta, o tem fomentado. “Ainda esta semana estive com os estudantes até às 5h30, é preciso ter uma certa empatia por eles, porque vêm com o espírito de se divertirem ao máximo”.

    Em média são mais de 100 pessoas. Uma das particularidades da quinta é a existência de animais. “Os nossos clientes vêm sempre mais cedo para ver os muitos animais que temos”, explica, frisando que “são noites de muita emoção para os jovens, e também para quem está a acompanhá-los, que por mais que não queiramos, deitamos umas lágrimas”, tal como ocorreu “esta semana, quando se estavam a despedir uns dos outros e diziam que agora só se iam ver aos fins de semana e perguntavam se continuariam a ser amigos….”, recorda. Depois da receção, com um welcome drink, têm o jantar, seguindo-se o fogo de artifício, que dá início à festa. A partir daí, é dançar.

    A Quinta do Juncal, na Serra d’El Rey, trabalha com este mercado há 20 anos, sendo uma memória comum a várias gerações da região, dado que recebe anualmente as escolas oestinas. A vista e os grandes jardins são atrativos do espaço que se dedica, principalmente, a eventos sociais, como casamentos e batizados. Trabalham com uma empresa que organiza eventos escolares, como viagens e bailes de finalistas, a Liquid.

    Fernando Fernandes, proprietário da Quinta, salienta que dado o facto de se tratarem de adolescentes, requer uma atenção ao facto de alguns não terem idade legal para beber e, mesmo com os que têm, procurar que não existam excessos. Preparam as ementas para “responder às especificidades”, com cuidados relativos às alergias e com pratos vegetarianos ou veganos. E, ao longo dos anos, fazem-se “memórias gratificantes”, como uma festa há cerca de duas décadas com 600 estudantes.

    Entre os negócios que estes bailes movimentam estão, por exemplo, as maquilhadoras. Joana Casimiro maquilha para bailes de finalistas desde o início da sua carreira e realça uma característica: são jovens que seguem as tendências. “A tendência atual é uma maquilhagem mais natural, têm que estar na atualidade, porque são jovens do 9º e 12º ano, que seguem a moda”. A colocação de sardas e um pouco de brilho natural são os mais pedidos.

    Este nem foi o ano em que trabalhou mais, mas recorda dias em que trabalhou desde as 12h00 até à hora de início do baile. Este é um mercado importante para a make up artist “e é muito giro, porque para muitas [jovens] é a primeira vez que vão a uma maquilhadora”, nota. “Vêm ansiosas e muito expectantes porque é tudo muito importante naquele dia” e “é um dia que temos sempre na memória”, destaca a maquilhadora, que frisa que “das coisas que as raparigas se lembram mais “é de ter ido ao cabeleireiro, à maquilhadora e ter mandado fazer o vestido”. No seu 12º ano teve baile na Quinta do Juncal. “Não fui à maquilhadora”, graceja, recordando o penteado e as memórias da diversão com amigos. “Acho que é a primeira vez que nos arranjamos a sério para alguma coisa”, considera, notando que há uma diferença, dado que atualmente ficam nos locais com DJ’s, enquanto na sua época iam para a discoteca Green Hill. “É um primeiro momento de adulto”, salienta.

    A empresa We Mendes oferece vários serviços para as finalistas dos bailes. “Fazemos serviço completo!”, disse Cheila Mendes que se ocupa da confeção dos vestidos. A sua irmã Susana Mendes trata da maquilhagem e têm parcerias com mais profissionais de cabeleireiro e que trabalham em conjunto. Sónia Mendes é a responsável  pela reportagem fotográfica pois feito o vestido e, após a maquilhagem e o arranjo do cabelo, é preciso registar para a posteridade. “É sempre um momento emotivo”, disse a costureira que se dedica a tal tarefa desde 2015 e veste finalistas da região das Caldas, Alcobaça, Rio Maior e S. Martinho do Porto. Um vestido para o baile pode custar entre os 170 e os 500 euros. “Normalmente as fotografias somos nós que oferecemos”, disse Cheila Mendes que acrescenta que um serviço completo pode custar a partir dos 250 euros. Para os rapazes faz as gravatas ou os papillons com os mesmos tecidos dos vestidos das raparigas. “Também faço os vestidos das mães, das irmãs, das professoras e destinados a galas universitárias”, disse Cheila Mendes. Esta ainda se desloca aos muitos bailes de finalistas pois faz questão de oferecer uma flor a cada uma das suas clientes.

     

  • Estudantes da ESTM terão mais alojamento em 2026

    Estudantes da ESTM terão mais alojamento em 2026

    Foram consignadas, a 5 de junho, as obras de construção do novo complexo de residências de estudantes em Peniche. Trata-se de um investimento de 4,8 milhões de euros por parte do Politécnico de Leiria, com financiamento de 3,3 milhões de euros do Plano Nacional de Alojamento no Ensino Superior (PNAES) – Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). As duas novas residências, que deverão estar concluídas em março de 2026, irão oferecer 88 camas (44 em cada residência).

    Os edifícios serão construídos em dois lotes localizados junto à atual residência de estudantes do Politécnico de Leiria (IPL), em funcionamento desde 2004. Além de alojamento, as novas residências contemplam zonas de refeição com kitchenettes, salas de estudo e de convívio, lavandaria, espaços de arrecadação, espaço exterior de convívio, entre outros.

    Ainda em Peniche, está também prevista a reabilitação da atual residência de estudantes, que terá uma capacidade para 58 camas, encontrando-se o procedimento concursal da empreitada em fase de análise, para que em breve se realize a sua consignação, explica o IPL.

    “No total, Peniche passará a contar com praticamente 200 camas, considerando igualmente o alojamento disponível no Hotel Escola de Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria”, afirmou o presidente do IPL, Carlos Rabadão.

  • A Ferro e Fogo  aliou gastronomia à literatura

    A Ferro e Fogo aliou gastronomia à literatura

    Evento, organizado pela EHTO, decorreu no Centro de Artes na tarde de sábado

    Parte dos jardins do Centro de Artes transformou-se numa “cozinha” e restaurante, na tarde de 7 de junho, ao acolher o evento “A Ferro e Fogo”. Organizado pelos cursos de Gestão e Produção de Cozinha e Gestão de Turismo, foi confecionado um menu, em que todos os pratos tiveram em comum o recurso ao fogo, degustado durante um almoço literário. Das espetadas de legumes na brasa, como entrada, ao folhado de pera Rocha do Oeste com mousse de ginja como sobremesa, os comensais puderam ainda saborear um robalo ao sal com mini legumes na brasa, uma barriga de porco na brasa, com puré de tremoço, cherivia frita e kimchi de pera Rocha do Oeste, e uma perna de javali na brasa com arroz de forno.

    Tratou-se do primeiro serviço da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) fora de portas. De acordo com o chef Ricardo Ferreira, todos os pratos apresentados tinham um ou dois elementos que foram ao fogo na sua preparação. Houve uma pré-preparação na escola, e depois levaram os assadores para o Centro de Artes, que também possui um forno, e ali terminaram a confeção dos pratos. “Resultou muito bem”, resumiu o chef da EHTO, que orientou todo o trabalho.

    Esta foi na quarta edição do evento “A Ferro e Fogo”, que começou na escola e no ano passado realizou-se no Jardim de Água. Este ano juntaram o serviço à mesa e o turismo literário, com apontamentos durante a refeição.

    “Pretendemos também, desta forma, mostrar os espaços bonitos que tem a cidade”, explicou Ricardo Ferreira, sobre o evento que culmina o ano letivo.

    Durante a iniciativa foram também entregues os diplomas aos 27 alunos que participaram no curso de Turismo Literário. Trata-se de uma formação de 75 horas, exclusivamente online, que tem apenas dois momentos presenciais, o da abertura, que coincide com o Folio, e do encerramento, no final do ano letivo. Nesta edição participaram alunos de todo o país e também do Brasil.

    O diretor da EHTO, Daniel Pinto, revela que ainda irão fazer o balanço do evento comum, mas que “há um sentimento positivo” de deverá continuar.

    Presente no evento, a diretora do Turismo de Portugal, Elisabete Mendes, destacou o “momento muito simbólico” vivido, que “alia a formação inicial à especialização profissional”, destacando o curso de Turismo Literário. Defendeu que que é uma prática que querem fazer acontecer noutras escolas, destacando o trabalho da EHTO na ligação entre a formação executiva e a inicial em eventos desta natureza.

    A responsável destacou ainda que é em momentos como este que a “escola demonstra que é sustentável”, destacando os projetos pedagógicos que aliam a inovação à tradição.
    O vice-presidente da Câmara, Joaquim Beato, congratulou-se com a iniciativa e disse ir de “alma cheia”, pelo trabalho que a EHTO tem feito e pela envolvência do Turismo de Portugal.

  • Jovem foi distinguido como o melhor aluno do primeiro ano de Gestão na Nova School of Business & Economics

    Jovem foi distinguido como o melhor aluno do primeiro ano de Gestão na Nova School of Business & Economics

    Rafael Dias terminou o primeiro ano com 19,4 de média. Enquanto espera pelo início do ano letivo, faz um estágio de Verão em Private Equity

    Rafael Dias tem 20 anos e está no segundo ano de Gestão na Nova School of Business & Economics. Recentemente foi distinguido com o diploma do Young Talents Awards por ter sido o melhor aluno do primeiro ano do seu curso. Terminou o ano com uma média de 19,4 valores, mas reconhece que não foi fácil. “Houve um enorme esforço da minha parte. Tive que abdicar de determinadas coisas que a vida académica também traz e perceber que, se era aquele o meu objetivo, teria de me focar a 100% para o alcançar”, conta à Gazeta das Caldas. No segundo semestre mudou um pouco a perspetiva. Já tinha uma média bastante elevada e percebeu que, talvez, pudesse “aproveitar mais o que havia fora dos estudos. Juntei-me a um clube da minha universidade, voltei a fazer desporto e comecei a aproveitar mais a vida académica”. O resultado: a média subiu ainda mais.

    “Se tivesse de escolher uma palavra para descrever este processo, seria, certamente, equilíbrio”, conta o jovem caldense que teve também um percurso brilhante no secundário, que terminou na Escola Secundária Raul Proença com média de 19,8 valores.

    “Encontrar um equilíbrio entre o seu objetivo e a vida pessoal, sem nunca perder o foco” é o conselho que Rafael Dias deixa aos estudantes que se queiram distinguir. Entende que o mais importante é “darmos o nosso máximo durante as horas do nosso dia que temos disponíveis para trabalhar naquele que é o nosso maior objetivo e aproveitar as restantes para nos distrairmos”. No entanto, “se não houver um equilíbrio vamos acabar obcecados com aquele objetivo e não seremos capazes de alcançar o nosso potencial máximo”, alerta.
    Importante é também “estabelecermos objetivos concretos, que nos facilitem mensurar se estamos a alcançar o que queremos”, disse o jovem que nunca teve por objetivo ser o melhor aluno do curso de Gestão da Nova SBE, mas sim acabar o curso com média de 19 valores.

    O ano passado Rafael Dias esteve na Tanzânia, durante três semanas, a fazer voluntariado. “Foi, sem dúvida, a melhor experiência da minha vida e aconselho a toda a gente que tiver a oportunidade de o fazer, que o faça também”, diz o jovem que só se arrepende de não ter ficado durante mais tempo. Uma oportunidade que surgiu “muito por culpa” da Nova SBE e que lhe permitiu “dar mais valor às oportunidades que tenho, porque por mais simples ou insignificantes que estas pareçam, não são”. Na Tanzânia, onde esteve a dar aulas, encontrou crianças muito felizes. “E isto deixa-nos seriamente a pensar: como é possível alguém ser tão feliz com o que para nós parece ser tão pouco”, remata.

    Agora, há uma semana que Rafael Dias está a estagiar em Private Equity. Vai para o seu terceiro e último ano de licenciatura, altura em que gostaria de “começar a trabalhar imediatamente, não vendo a realização de um mestrado como algo de fundamental para o meu percurso”. Ainda assim, é algo que permanece em aberto, conclui o jovem que já aprendeu, no ambiente dinâmico da Nova SBE, que “está tudo bem em mudarmos as nossas ambições a cada seis meses. É algo que faz parte do processo e, por isso, não sei se o que ambiciono hoje será o mesmo amanhã”.

  • Caldense premiada por estudo do impacto do fogo nas alterações climáticas

    Caldense premiada por estudo do impacto do fogo nas alterações climáticas

    Investigadora de pós-doutoramento na Universidade de Yale nos Estados Unidos, Patrícia Silva tem novos desafios, como o uso de inteligência artificial

    Aos 15 anos assistiu ao filme “Uma verdade inconveniente” que a alertou para as alterações climáticas. Lembra-se de pensar “como é que não está toda a gente a falar nisto?” e, na sua inocência, enviou uma carta ao então primeiro-ministro, José Sócrates, a pedir mais ação no combate às alterações climáticas. Foi nessa altura que Patrícia Silva decidiu que queria dedicar a sua formação, e mais tarde carreira, ao estudo e comunicação deste tema. “Este é, para mim, um dos maiores desafios que a humanidade tem à sua frente”, conta a jovem, atualmente com 31 anos, que é investigadora de pós-doutoramento na Universidade de Yale nos Estados Unidos.

    Natural de Peniche, Patrícia Silva veio viver para as Caldas com dois anos (e por isso se considera caldense) e permaneceu na cidade até aos 30, com alguns períodos de estadia no estrangeiro pelo meio. Depois da Escola Básica do Bairro dos Arneiros, estudou na Escola Básica D. João II do 5º ao 6ºano, prosseguindo estudos na Escola Secundária Raul Proença até ao 12ºano. Seguiu depois para Lisboa, onde tirou o Mestrado Integrado em Engenharia da Energia e do Ambiente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). Decidida a seguir a carreira académica, fez um doutoramento em regime de cotutela na FCUL e na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), obtendo dois doutoramentos, um em Ciências Geofísicas e da Geoinformação (pela FCUL) e outro em Meteorologia pela UFRJ. Encontra-se agora nos Estados Unidos como investigadora de pós-doutoramento.

    “Tem sido um percurso desafiante, mas muito enriquecedor”, conta Patrícia Silva, que teve a “sorte” de ter oportunidades que lhe permitiram aprender e evoluir, tanto profissional como pessoalmente. “Durante o mestrado fiz uma mobilidade (ao abrigo do programa Erasmus) na Universidade de Groningen, na Holanda, e fui depois convidada a voltar para desenvolver um projeto sobre emissões poluentes de gases com efeito de estufa”, exemplifica. Já durante o doutoramento foi representar o instituto onde estudava na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, e foi ainda convidada a participar na escrita do relatório “Spreading like Wildfire: The Rising Threat of Extraordinary Landscape Fires” do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Aquando das suas visitas ao Brasil, pôde assistir a queimas prescritas (um método de gestão da paisagem e de combustível que previne fogos descontrolados), o que lhe permitiu ver, na prática, conceitos que só conhecia na teoria. Agora, como investigadora em Yale, tem novos desafios, como o uso de inteligência artificial. “Isto é o que mais gosto na academia, é que estamos sempre num processo contínuo de aprendizagem e de testar os limites do conhecimento”, refere à Gazeta das Caldas.

    Tese de doutoramento ganhou dois prémios
    Para a sua tese” Climate and vegetation dynamics and its impact on present and future fire regimes in Brazil”. Patrícia Silva estudou a ocorrência de incêndios na savana brasileira, o Cerrado, e nas áreas alagadas do Pantanal, e quais os seus fatores influenciadores (tanto climáticos como antropogénicos). “Nós tendemos a pensar no fogo como algo destrutivo que tem sempre (e só) consequências negativas para a paisagem, mas a verdade é que há ecossistemas que dependem da ocorrência de fogo, onde as espécies nativas não só coexistem com esta perturbação como necessitam dela para prosperar. Este é o caso do Cerrado e Pantanal, o que torna o estudo de incêndios nestes biomas complexo e desafiante”, explica.

    Esta tese de doutoramento foi recentemente reconhecida com dois prémios. O primeiro, pela Associação Portuguesa de Meteorologia e Geofísica, de “ Melhor Tese de Doutoramento em Meteorologia 2025 “. O segundo, o Prémio FCiências.ID na área de Ciências da Terra, que visa premiar as teses de doutoramento de excelência comprovada da FCUL. Um reconhecimento que deixa a investigadora caldense “muito feliz e honrada”, pois foram o culminar de cinco anos de trabalho. Simultaneamente, Patrícia Silva sente uma “responsabilidade aumentada e um compromisso redobrado com o avanço científico destas temáticas, numa altura crítica em que este conhecimento tem de ser traduzido em ação”, salienta.

    Durante o doutoramento, a jovem investigadora focou-se na dinâmica do fogo, e sua interação com clima e humanos, no Cerrado e Pantanal. Agora, no âmbito do pós-doutoramento em Yale, virou a sua atenção para a Amazónia e está a tentar perceber quais os controlos climáticos dos fogos extremos que assolam o bioma. Ao contrário do Cerrado e Pantanal, o fogo não é natural na floresta tropical, “tendo um impacto muito negativo”. Patrícia Silva está “interessada em perceber se há limites de, por exemplo, temperatura e chuva, a partir dos quais os incêndios na Amazónia se tornam catastróficos”. Ao sabê-lo, poderão “analisar como estes limites climáticos se comportaram no passado, e como se irão comportar no futuro em diversos cenários de alterações climáticas”.

    Patrícia Silva realça que é muito importante que a sua investigação não fique só no papel. Tem comunicado, “com frequência, com gestores e órgãos governamentais no Brasil para melhor adequar a investigação às necessidades em campo e para a tomada de decisão”, explica. E exemplifica: o seu atual trabalho poderá informar os bombeiros e “brigadistas” da probabilidade de um fogo se tornar extremo, o que irá auxiliar na alocação de recursos de combate e na priorização de eventos.

    A investigadora conta ficar nos Estados Unidos mais um a dois anos, pelo menos. Conta que gostaria de voltar a Portugal, mas reconhece que a carreira académica é difícil. “Requer mobilidade e flexibilidade, num ambiente extremamente competitivo, com oportunidades limitadas e condições pouco atrativas”, considera, acrescentando que, nesta altura de “grande incerteza” no país em que se encontra, prefere “deixar o futuro em aberto”.

  • Professora no Bombarral é finalista no Global Teacher Prize Portugal

    O vencedor do Global Teacher Prize Portugal será conhecido hoje, depois de um processo de seleção que começou com mais de 150 professores candidatos e projetos como grupos de teatro ou escolas para combater o abandono escolar. Há professores de Matemática que recorrem a ‘escape rooms’ para ensinar, outros que transformam a escola num palco de inclusão ou que conseguiram integrar mais de meio milhar de alunos em risco de abandono escolar. Estas são apenas algumas das histórias dos dez finalistas da 7.ª edição do Global Teacher Prize Portugal, que hoje termina no MAAT Central, em Lisboa, com o anúncio do vencedor.

    Uma das finalistas é professora no Bombarral. Trata-se de Ana Martins, professora de Educação Física, que criou o projeto “Sobre Rodas”, que acredita que o movimento pode ser a chave para a inclusão e o sucesso escolar e já viu duplicar o número de alunos envolvidos.

    O projeto “tem sido uma alavanca de integração e autoestima, sobretudo entre os alunos com mais dificuldades”, salienta a organização, revelando que se vencer o prémio, Ana irá criar uma sala de apoio à Educação Física com tecnologia e recursos inovadores, uma “central de energia”.

    Outra das finalistas é a professora Isabel Brito, pelo seu trabalho como cofundadora e coordenadora do ‘Arco Maior’, uma escola no Porto focada em combater o abandono escolar.

    Desde 2013, integrou mais de 550 jovens em risco de exclusão, com percursos marcados por insucesso, negligência ou violência.

    No seu currículo tem casos de alunos surdos com boas notas em Geometria Descritiva, outros que se tornaram arquitetos ou técnicos especializados após anos de afastamento da escola.

    Ao lado de Isabel concorre Alfredo Gomes, há mais de três décadas à frente do “Teatro da Caverna”.

    O professor de Português e Expressão transforma diariamente a escola de Portimão num palco de inclusão, focando-se na formação de cidadãos através da arte.

    O seu sonho é renovar o palco da escola caso ganhe o prémio de 30 mil euros para investir na comunidade.

    Em Fornos de Algodres, Joana Duarte utiliza robôs, jogos, programação e ‘escape rooms’ educativos para promover uma escola mais equitativa e motivadora. Se vencer, pretende criar uma “Sala do Futuro” para o pré-escolar e 1º ciclo.

    Cândida Sarabando é professora de Física e Química em Armamar, onde promove a ciência e a cidadania através de projetos como “Bioblitz por Armamar” e a “Noite Europeia dos Investigadores”. Se vencer, irá expandir o projeto “Ciência em Movimento” com uma unidade móvel para democratizar o acesso à literacia científica.

    Já Sandra Campelos criou o canal “Eu Amo Matemática”, onde partilha aulas e materiais gratuitamente, e foi pioneira na criação de manuais com imagens reais e exercícios organizados por níveis de dificuldade.

    Na Maia, a professora do 1.º ciclo Carla Maia usa a tecnologia para transformar obras literárias em projetos integradores, tendo criado o “Explore First”. Com o dinheiro do prémio, iria lançar um “Ambiente 360° – Laboratório de Aprendizagem Ativa”.

    De Coimbra, a professora de Filosofia Cristina Janicas dá aulas desde 1988 e consegue transformar a sala de aula num espaço de criação e reflexão, aliando as humanidades às artes performativas e ao cinema.

    Já José Oliveira ficou conhecido por transformar salas de aula em laboratórios de criação, tendo criado oficinas de serigrafia e clubes de design.

    Através de projetos como “Ver Para Aprender”, desafia os alunos de Geometria Descritiva a superar os limites do programa.

    A professora do 1.º ciclo Nádia Bastos é outras das finalistas graças a uma prática pedagógica que coloca os alunos no centro da aprendizagem.

    Desenvolveu o projeto “UNIVERSOS”, que liga aprendizagens essenciais a saídas profissionais, e aposta na neurociência para uma aprendizagem mais eficaz.

    O Global Teacher Prize Portugal arrancou em 2018 e as mais recentes vencedoras são professoras no Bombarral e em Braga.

    *com Agência Lusa

  • Alunos de Óbidos vencem concurso

    Alunos de Óbidos vencem concurso

    Os alunos da Escola Josefa de Óbidos alcançaram o primeiro e segundo lugares no concurso “Dá-lhe Gás – Nada se perde, tudo se renova”, que se realizou a 29 de maio no Centro de Congressos de Aveiro. O primeiro lugar coube ao projeto “1kg de maçãs por dia, nem sabes a energia que te daria!”, criado pelos alunos do 8º D e que consiste num jogo online interativo que demonstra o reaproveitamento das maçãs de refugo na produção de biometano para alimentar tratores e camiões. Já o segundo lugar foi obtido pela turma do 8º A, que apresentou o projeto “Das algas ao biometano”, uma solução ambiental inovadora que transforma o excesso de algas da Lagoa de Óbidos em gás renovável, combatendo a eutrofização e protegendo o ecossistema local. Estes alunos trabalharam, durante o ano letivo, com as professoras Ana Miguel e Suzana Santos, nestes projetos de literacia energética, centrados na produção sustentável de biometano.

    A participação foi dinamizada no âmbito do Projeto Eco-Escolas, em articulação com o Clube de Ciência Viva do agrupamento, envolvendo os alunos do 3.º ciclo em projetos sustentáveis, criativos e com impacto real

  • OICV distingue aluno da Josefa de Óbidos com bolsa de 1500 euros

    OICV distingue aluno da Josefa de Óbidos com bolsa de 1500 euros

    Esta é a primeira bolsa atribuída pela associação de residentes estrangeiros na região, que quer alargar para quatro no próximo ano

    Afonso Oliveira, aluno do 12.º ano de Ciências e Tecnologias da Escola Básica e Secundária Josefa de Óbidos, foi distinguido com uma bolsa de estudo no valor de 1500 euros atribuída pela organização Oeste International Community Volunteers (OICV).

    O jovem estudante, que se prepara para ingressar no ensino superior e tem como primeira escolha o curso de Fisioterapia da Universidade de Coimbra, agradeceu a distinção. “Fico muito agradecido por esta oportunidade e espero honrar o vosso trabalho”, disse, sublinhando que a bolsa será um importante apoio e representa um alívio nos encargos para os pais.

    A entrega da bolsa decorreu na escola e contou com a presença do diretor do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos, José Santos, que destacou a importância desta ação. “É sempre bom ver um aluno da escola ser reconhecido com uma bolsa de estudo. Os nossos alunos são interessados, inteligentes, bem-comportados, civicamente ativos e comprometidos com o meio que os rodeia”, disse.

    Joseph Poon, presidente da OICV, explicou a motivação da organização. “Queremos apoiar a comunidade que nos acolhe tão bem e com esta bolsa queremos lançar uma semente. Este aluno será capaz, quando tiver sucesso, de beneficiar toda a comunidade”, apontou.
    A bolsa, que cobre despesas ao longo do primeiro ano do ensino superior, será entregue ao longo do ano através do reembolso dos custos académicos do aluno. “Temos um certificado para que o Afonso fique mais confortável e confie que vamos todos juntos enfrentar este desafio do ensino superior,” esclareceu Ana Boavida, membro da OICV.

    Ana Boavida referiu que Afonso se destacou não só pelas notas, mas pela sua maturidade e disciplina. “Ele já tem métodos de estudo, já tem um ritmo muito bom, por isso tudo indica que o trabalho vai ser recompensado”, disse. A responsável apontou ainda que nesta primeira edição o concurso teve poucos candidatos “devido a dificuldades na comunicação entre a associação, as escolas e os alunos”, mas acredita que, após este primeiro ano de aprendizagem, “estas barreiras serão mais facilmente ultrapassadas”. De resto, a associação quer começar a trabalhar já em setembro na próxima edição, que tem por objetivo apoiar quatro alunos das escolas da região.

    As verbas são angariadas através das ações e eventos da OICV, uma organização sem fins lucrativos composta por residentes internacionais da região Oeste. Para angariar fundos para as próximas bolsas, estão já previstos uma sessão de showcooking com um Chef de Pequim e um desfile de moda solidário.

  • Mediadores linguísticos e culturais nas escolas

    Gazeta das Caldas foi às escolas perceber melhor o trabalho desta nova figura do sistema educativo português

    Isaque Vicente

    As escolas em Portugal têm recebido milhares de alunos de diversas nacionalidades, com diferentes graus de proficiência na língua portuguesa, o que acarreta grandes desafios, para os quais foi criada a figura do mediador linguístico e cultural. Nas Caldas existem já três a trabalhar nos Agrupamentos de Escolas Raul Proença e D. João II. Gazeta das Caldas foi às escolas perceber como estão a ser os primeiros meses desta nova figura do sistema educativo português.

    O Ministério da Educação, Ciência e Inovação realçava numa nota informativa sobre este tema, que “nos últimos anos, o aumento do número de alunos estrangeiros no sistema educativo português tornou mais exigente o trabalho das escolas no acompanhamento e na inclusão dos seus alunos, face aos diferentes contextos educativos destas crianças e jovens” e que, “em muitos casos, acresce também a barreira linguística, visto que uma parte significativa dos alunos estrangeiros recém-chegados nasceu num país onde não se fala português ou onde não se utiliza o mesmo alfabeto”. E daí que tenha criado esta figura e autorizado a contratação de quase 300 mediadores linguísticos e culturais para todo o país (num investimento a rondar os 10 milhões de euros), com o objetivo de que, pelo menos, 75% dos alunos imigrantes recém-chegados a Portugal sejam acompanhados.

    A mesma nota recorda que entre os anos letivos 2018/19 e 2023/24, “o número de alunos estrangeiros evoluiu de 53 mil para 140 mil, aumentando a sua representatividade no total de alunos de 5,3% para 13,9%” e “esta evolução foi particularmente rápida nos últimos anos: em dois anos letivos, o número de alunos estrangeiros duplicou, de 70 mil para 140 mil”. Em média os agrupamentos têm hoje alunos de 19 nacionalidades, quase o dobro do que tinham em 2018/19 (11). O agrupamento que a nível nacional tem mais nacionalidades entre os seus estudantes conta com 46 países de origem diferentes. “Com base nos dados de 2023/2024, cerca de metade (52%) dos alunos com nacionalidade estrangeira é brasileira e cerca de 7 em cada 10 alunos (72%) são oriundos de um país da Comunidade de Países de Língua Portuguesa”, ou seja, “isto significa que 28% dos alunos de nacionalidade estrangeira terá tido pouco ou nenhum contacto com a língua e a cultura portuguesas antes da sua chegada a Portugal”. A mesma nota esclarece que, “olhando para a evolução desde 2018/2019 e excluindo os países de língua oficial portuguesa, as nacionalidades com maior aumento em número e percentagem do total são as da Índia, Venezuela, Paquistão, Bangladesh, Colômbia, Argentina e Rússia”.

    Na prática o que fazem?
    Mas afinal, o que é que faz o mediador? Procura “acelerar a aquisição da língua portuguesa com vista ao sucesso escolar dos alunos, e promover a integração dos alunos estrangeiros na cultura portuguesa e o contacto de todos os alunos com as culturas de origem dos seus colegas estrangeiros”. Assim, “trabalham com os alunos, com os professores e, sempre que necessário, com outros profissionais da Educação e com as famílias”, explicam, notando que “não são animadores de atividades no período do recreio ou meros tradutores, mas sim profissionais que trabalham ao lado dos professores, em prol de todos os alunos”.
    João Silva, diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença, disse à Gazeta das Caldas que o agrupamento conta mais de 20% de alunos estrangeiros, ou seja, mais de 600 alunos de mais de 40 nacionalidades. Neste caso, explica, mais do que ensinar a língua, procuram dar-lhes a conhecer “os nossos traços culturais principais, como é que nós funcionamos e como é que nos integramos”.

    O diretor não tem dúvidas em afirmar que a criação desta figura é algo de “altamente positivo” e gostaria que se pudesse manter.

    Os primeiros meses
    Ana Batista é a mediadora da EB Santo Onofre. Caldense, é psicóloga clínica, exerce no Estabelecimento Prisional de Caldas e, um dia por semana, dá consultas na União de Freguesia de Santo Onofre e Serra do Bouro. Como mediadora começou por fazer contactos individuais e questionários para perceber a realidade cultural, como é o seio familiar dos alunos e a ligação destes com a escola, assim como as capacidades linguísticas. Trabalha com 36 alunos de oito nacionalidades e lamenta o facto de terem iniciado apenas no terceiro período, que não permite um trabalho prático muito extenso. Se tivessem começado no início do ano “seria muito mais otimizado, por um lado, com alguns professores de disciplinas práticas, porque apesar de os alunos não dominarem a língua, há disciplinas que promovem muita cooperação em grupo, por exemplo, a educação física e as artes”. Mas também “temos datas comemorativas que podem ser aproveitadas” para a integração e, no futuro, criar um clube da interculturalidade.

    Por sua vez, Ana Janeiro, também ela caldense, trabalhou no Cencal e é a mediadora das escolas Raul Proença, Bairro dos Arneiros, Bairro da Ponte e Centro Escolar. Em termos de ferramentas de trabalho, explica, por exemplo, que já sentiu necessidade de recorrer a um tradutor, “mas a maior ferramenta é a relação humana, a capacidade de escuta, de perceber como é que está aquela criança, é a capacidade de empatia e é isso que se tenta construir”. Defende que o trabalho individualizado tem vantagens quando falamos de estabelecer confiança, “até porque há questões, muitas das vezes, também para lá da língua, de natureza emocional”. Na sua atividade “já aconteceu ser um apoio para os professores em sala de aula” e fora dela, em que trabalha também os conteúdos que os professores sugerem. “Tenho desenvolvido dinâmicas com turmas, com todos, independentemente de terem um, dois ou dez alunos estrangeiros, em que se apresentam, dizem em que país nasceram e depois colocar uma série de questões e fazer um pequeno debate promovendo a empatia, que se consigam colocar no lugar do outro, que pensem como seria se chegassem a casa e os pais dissessem que no final da semana iam ter que se mudar para outro país, que receios teriam, como é que reagiriam, o que é que ajudaria?”. Outra atividade passa por coloca-los a perceberem as diferenças e as semelhanças, acabando por perceber que há muito mais do que os une”. Paralelamente, procura celebrar a diversidade cultural, com eventos ou criação de playlists musicais. Trabalha com 37 alunos do 1º ao 12º ano, de 11 nacionalidades

    Outra das medidas do Aprender Mais Agora foi a criação de um nível zero de proficiência em Português Língua Não Materna, que pretende ser um ponto de partida para quem não tem qualquer conhecimento nesta língua. Nesse sentido, no agrupamento Raul Proença foi desenvolvido pela professora Anabela Silva um curso intensivo de Português Língua Não Materna para estes alunos, mas também para os dos níveis A1 e A2, que procurou desenvolver a oralidade e terminou com uma visita de estudo na cidade das Caldas, onde ficaram a conhecer melhor a localidade e a sua história, antes de um almoço convívio com gastronomia dos vários países. Anabela Silva considera que as mediadoras serão “uma mais-valia”, principalmente ao nível da integração e inclusão.

    No agrupamento de escolas D. João II trabalha Inês Geraldes, que é do Bombarral e cuja formação é na área das línguas, com licenciatura em Línguas Modernas – Alemão e Inglês – e mestrado em Tradução. Também ela lamenta o facto de terem começado a trabalhar tão tarde no ano letivo, realçando o trabalho feito pelos vários professores e em particular pelos de Português Língua Não Materna ao longo do ano. Tem a seu cargo mais de 30 alunos da escola sede e das cinco primárias.

    Também ela começou por conhecer os alunos para depois se adaptar às necessidades de cada um, trabalhando individualmente e em grupo com os estudantes.
    Para o próximo ano pretende articular o seu trabalho com os professores e apoiar, numa primeira fase, na aquisição de competências linguísticas e, depois, na divulgação da cultura portuguesa, mas também das suas culturas junto dos colegas.

  • Jovens criam jogos sobre lendas  de Óbidos

    Jovens criam jogos sobre lendas de Óbidos

    Durante quatro dias, 45 alunos do Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos e da Universidade Lusófona, criaram oito jogos sob o tema “Heritage Remixed – Rediscover the Past, Reimagine the Future”. Assim foi a quarta e última game jam (encontro de developers que tem como objetivo criar um jogo num intervalo de tempo muito curto) realizada em Óbidos no âmbito do projeto EPIC-WE, que decorreu entre os dias 13 e 16 de maio, na Praça da Criatividade.

    Os jovens tiveram como desafio gamificar lendas de Óbidos e, para isso, contaram com o apoio de vários facilitadores do município para a vertente histórica e cultural dos jogos, e dos professores de ambas as instituições de ensino para a dimensão técnica de desenvolvimento. De acordo com a autarquia, esta game jam, que se despediu com a apresentação pública das oito provas de conceito, no passado dia 16, foi antecedida de uma fase preparatória, que incluiu uma visita à vila com todos os alunos para que pudessem conhecer e trabalhar os temas a explorar.

    Pelo potencial gráfico, a lenda mais escolhida foi a do “Covão dos Musaranhos”, lenda esta associada à presença imaginária de “musaranhos” na Lagoa de Óbidos, e que eram vistos a emergir do covão, uma zona da lagoa, em busca de alimento.

  • Dia Aberto na EB de Santo Onofre com centenas de pessoas

    Dia Aberto na EB de Santo Onofre com centenas de pessoas

    No passado sábado, dia 24 de maio, a EB Santo Onofre recebeu as famílias dos alunos

    A Escola Básica de Santo Onofre, nas Caldas, viveu, no passado sábado, dia 24 de maio, um dia diferente, com milhares de pessoas no recinto escolar para conhecerem melhor as instalações e, em particular, o trabalho que ali é desenvolvido diariamente.
    Era mais uma edição do Dia Aberto desta escola, que decorreu ao longo de toda a tarde, com diversas atividades.

    A edição deste ano fica marcada pela inauguração da ludoteca, mas também por vários momentos musicais e de dança, por sessões de dramatização, pinturas e jogos lúdicos.
    Ao percorrer as diferentes salas vamos encontrando experiências científicas, trabalhos artísticos, atividades desportivas, entre outras. Neste dia as diversas áreas de ensino dão a conhecer os seus trabalhos, não faltando um “British Tea” na sala de inglês, por exemplo.
    Na sala dedicada à Robótica vemos os alunos a conduzirem robots. A gastronomia de diversos países da CPLP também foi dada a conhecer, no exterior. Ali perto, na zona do Telheiro, desenvolvia-se ainda o projeto Telhados de Amor – Sementes de Esperança, uma iniciativa que visava angariar fundos para a colocação de telhados em casas em África.
    No exterior era também possível perceber o trabalho realizado com os alunos na horta regenerativa do Onofre.

    Além da comunidade educativa, o Dia Aberto contou com atividades dinamizadas pelos parceiros, da Academia de Música de Óbidos, a Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha e o Conservatório de Música das Caldas da Rainha.
    O diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença, João Silva, explicou à Gazeta das Caldas que esta “é uma escola que neste dia acolhe crianças e familiares para verem o que trabalhamos diariamente”.

    A Escola Básica de Santo Onofre tem atualmente cerca de 900 alunos, com total lotação, em oito turmas do 1º ciclo, 19 turmas do 2º ciclo e 12 turmas do 3º ciclo.

    O diretor do agrupamento recordou que “começámos por fazer o Dia Aberto para mostrar a escola e desmistificar uma imagem que havia menos favorável da EB de Santo Onofre”, mas que “hoje em dia não precisávamos, porque a procura é muito grande, mas não é só quando precisamos que abrimos a escola”, fez notar o mesmo responsável, acrescentando o facto de professores e funcionários se disponibilizarem para dinamizar as atividades ao longo deste dia, proporcionando um sábado diferente aos alunos e às famílias.

    “O grande desafio que nós agora temos é continuar a ser uma escola inclusiva e que, ao mesmo tempo, permita aos alunos desenvolverem todas as suas capacidades, sentirem-se felizes e com resultados, ou seja, que os pais sintam que os filhos estão numa escola segura, que dá experiências educativas e que, no final, os alunos conseguem ter excelentes desempenhos e estão preparados, quando vão para o 10º ano, seja qual for a área que escolherem, que se sentem tranquilos perante o que vão enfrentar”, apontou João Silva.

    As diversas áreas dinamizaram atividades no Dia Aberto
  • Caldas- Alice Vieira partilhou histórias e memórias no CRDL

    Caldas- Alice Vieira partilhou histórias e memórias no CRDL

    A escritora Alice Vieira esteve recentemente no Colégio Rainha D. Leonor, nas Caldas, para conversar com os alunos. “A sua presença encheu a nossa escola de histórias, palavras com alma e inspiração”, referiu a direção da escola caldense, notando que “os alunos escutaram com atenção, fizeram perguntas curiosas e deixaram-se encantar pelas memórias e livros que Alice Vieira partilhou”.

  • Peniche – Turismo sustentável e economia circular em foco

    Peniche – Turismo sustentável e economia circular em foco

    No dia 14 de maio, pelas 14h00, vai decorrer nas instalações da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) de Peniche, que pertence ao Instituto Politécnico de Leiria, a conferência FAST2025. O objetivo da iniciativa é juntar a academia e as empresas para um debate sobre turismo sustentável e economia circular em Portugal. A participação na conferência é gratuita.

  • Concursos de pastelaria e de cocktails na EHTO

    Concursos de pastelaria e de cocktails na EHTO

    Escola promoveu concursos de pastelaria associada à literatura pela via de Camões e de cocktails sob a temática da cerâmica

    António Piçarra Ribeiro, da Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, foi o grande vencedor da sexta edição do Concurso de Cocktails, enquanto Carolina Rosa, da Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão, venceu, com a “Ode às 4 Estações”, o 3º Concurso Nacional de Pastelaria Literária.

    Os dois concursos foram promovidos pela Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e tiveram as suas finais no passado dia 8 de maio. No Concurso Nacional de Pastelaria Literária, que decorreu nos dias 7 e 8 de maio nas Caldas e em Óbidos, participaram 44 concorrentes, sendo apurados 12 finalistas, número de concorrentes do concurso de cocktails deste ano, que decorreu no dia 8, nas Caldas.

    O diretor da EHTO, Daniel Pinto, frisou que “tudo o que fazemos deve ter história, uma carga de emoção e respeito pelo passado” e que devemos “respeitar a relação entre os tempos, passado, presente e futuro”. Daniel Pinto usou ainda de uma analogia dizendo que é preciso juntar os três num shaker e servir um bom cocktail, tendo também destacado a relação próxima entre o mundo dos cocktails e a cerâmica.

    Os alunos estão a trabalhar na organização destes concursos desde o início do presente ano, tendo angariado patrocinadores e apoios para a realização dos mesmos. O diretor da EHTO revelou que estão a encontrar formas de publicar um livro que retrate os trabalhos apresentados nestes dois concursos, tal como já foi feito anteriormente.

    Conceição Henriques, vereadora com os pelouros da Educação e da Cultura da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, usou também a ideia dos diferentes tempos, notando a importância da componente do sonho, da imaginação e da criatividade. A autarca sublinhou ainda a necessidade de tentar saber mais sobre diferentes temas, de ser mais cultos e ter conhecimentos do mundo, notando que a EHTO tem este “conceito de saber global holístico sempre presente”. Rafael Bordallo Pinheiro, interpretado pelo ator José Ramalho, esteve presente no evento, proporcionando um momento humorístico.

  • Dias do Agrupamento deram a conhecer o melhor da escola D. João II

    Dias do Agrupamento deram a conhecer o melhor da escola D. João II

    A escola sede mostra o trabalho desenvolvido em cada área

    Os Dias do Agrupamento voltaram a decorrer entre 5 e 8 de maio, no Agrupamento de Escolas D. João II, nas Caldas. Ao longo destes dias, os diferentes departamentos curriculares dinamizaram dezenas de atividades, que permitem dar a conhecer o que de melhor se faz neste agrupamento.

    Para os mais novos estes são quatro dias de festa, mas também de exposição dos seus trabalhos e de experimentação de diversos saberes e atividades. Por exemplo, na sala de Ciência, víamos os jovens a mexerem em órgãos de um porco e a perceberem, dessa forma, o funcionamento do corpo humano. Na sala da Físico-Química desafiavam-se as leis da física, impressionando os mais jovens com os resultados, muitas vezes a assemelharem-se com noções de magia, apesar de depois serem cientificamente explicados.

    Representações de monumentos ou de catástrofes naturais, exposições de trabalhos sobre o sistema solar ou tiras de banda desenhada feitas pelos alunos mostravam como aprender é divertido. Vemos desenhos, esculturas em cartão, peças em cerâmica, entre outros. Havia atividades desportivas, mas também culturais, num programa repleto que dá também a conhecer como se trabalha, diariamente, a integração, a inclusão e valores de humanidade, solidariedade e participação cívica.

    Os Bombeiros das Caldas, a Escola de Sargentos do Exército, a GNR e a PSP associaram-se ao evento, com percursos e demonstrações dos seus maiterias e atividades. Também a Unidade Local de Saúde do Oeste foi parceira, abordando temáticas relacionadas com a Saúde. Ao longo dos quatro dias, a escola sede recebe os alunos do primeiro ciclo das escolas do agrupamento para uma visita que lhes permite conhecer a “escola dos crescidos”, onde, provavelmente, irão estudar a breve prazo.

    O diretor do Agrupamento, Jorge Graça, descreveu o evento como “dias repletos de atividades emocionantes e oportunidades de interação entre todos os elementos da nossa comunidade”, notando que os Dias do Agrupamento “permitiram mostrar à comunidade educativa e às famílias o que de melhor se faz nas escolas do Agrupamento de Escolas D. João II, a inovação pedagógica, inclusão, trabalho em equipa, talento e visão”.
    Concurso de fotogeografia

    A caldense Luana Marceano, de 14 anos e que estuda no 8º ano, foi a grande vencedora do primeiro Concurso de Fotogeografia das Caldas, com “Gota Solar”, uma fotografia de um pôr do sol, visto de uma janela com gotas da chuva. Feitas nas Caldas, as fotos que apresentou a concurso já tinham sido tiradas anteriormente por esta amante da fotografia. “Difícil foi escolher”, exclamou a jovem, que quer ser jogadora de badminton. “Quando soube que tinha vencido senti uma grande alegria, havia fotografias muito bonitas a concurso”, contou.

    Outra fotografia que se destacou e que recebeu uma menção honrosa foi a “Estufas à força: sem piedade”, da autoria de Filipe da Silva, que está no 9º ano. O jovem, do Chão da Parada, pensou em concorrer com algo que não fosse os comuns retratos da cidade e retratou as estufas de morangos perto da sua casa, tendo ido de bicicleta, fotografar, com o telemóvel. “É uma brutalidade”, afirma. Concorreu também com uma fotografia da antiga Quinta do Talvai, que permanence na memória das gentes da terra e que interessa a este jovem que gosta de percorrer os arquivos da Torre do Tombo online e que ambiciona um dia ser investigador. Como “sou bom a Matemática, quero seguir a área das Socioeconómicas e assistir a aulas de História para ter equivalência”.

    Gazeta das Caldas, que está a celebrar o seu centenário, foi desafiada pela professora Isabel Sousa para ser parceira da primeira edição do concurso. O jornalista Joel Ribeiro fez parte do júri, composto também por um professor de Geografia e um de Educação Visual, bem como dois alunos da associação de estudantes. O júri avaliou os 11 trabalhos a concurso (contando também o título escolhido). A docente já tinha dinamizado esta atividade, há anos, na Atouguia da Baleia e recordou-a, por acaso, surgindo a ideia de a replicar agora nas Caldas. Nesta primeira edição foi apenas destinado ao 3º ciclo. “O objetivo é valorizar o nosso património” e “potenciar a criatividade”, nota. Para o ano há mais, garante.

  • CENFIM celebra  40 anos  com evento em Peniche

    CENFIM celebra 40 anos com evento em Peniche

    O CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica celebra este ano quatro décadas ao serviço da formação e do desenvolvimento do setor industrial em Portugal. A data será assinalada com um evento nacional, no próximo dia 16 de maio, no Hotel MH Atlântico, em Peniche.

    O evento começa pelas 10h00 e, na sessão de abertura contará com as intervenções de José Machado, presidente do Conselho de Administração do CENFIM, e de Manuel Grilo, diretor da instituição. Será feito um balanço dos 40 anos de atividade do CENFIM, com destaque para a evolução, impacto e presença nacional nos vários núcleos de formação. Será ainda prestada uma homenagem aos colaboradores com mais de 25 anos de serviço na instituição, numa cerimónia simbólica que sublinha o papel das pessoas na construção desta história de sucesso.

    Seguir-se-á uma mesa-redonda sobre “O Futuro da Formação Profissional”, moderada por António Costa e Silva (ministro da Economia e do Mar no governo de António Costa), com a participação de Domingos Lopes (presidente do IEFP), Paulo Barradas (presidente da ANEME), e Vítor Neves (presidente da AIMMAP), refletindo sobre os desafios e oportunidades que o futuro reserva à qualificação e à indústria portuguesa.
    Armindo Monteiro, Presidente da CIP – Confederação Empresarial Portuguesa fará a sessão de encerramento.

    De acordo com a organização, este evento pretende não só celebrar o legado do CENFIM, mas também “reforçar o seu compromisso com a inovação, a empregabilidade e a ligação ao tecido empresarial, sendo Peniche o palco de uma jornada que olha com orgulho para o passado e com confiança para o futuro”. ■

  • Alunos da Raul Proença evocaram Camões no coração da cidade

    Alunos da Raul Proença evocaram Camões no coração da cidade

    Centenas de alunos e professores dinamizaram atividades em diversas áreas

    Na música, poesia, dança Camões foi a inspiração para as crianças e jovens do Agrupamento de Escolas Raúl Proença, que participaram no Happening, durante a manhã de sábado (10 de maio), no centro da cidade.

    As alunas do curso básico de dança, da Escola Vocacional de Dança das Caldas, foram as primeiras a atuar na Praça 25 de Abril. Depois, o coro da Academia de Música de Óbidos cantou frente à Câmara e os MiniOnofrinhos declaram a poesia de Camões na escadaria da Igreja Paroquial. O poeta português, cujas comemorações dos 500 anos do nascimento se encontram a decorrer, foi declamado por toda a cidade, mas também houve demonstrações de robótica e de ciência viva.

    Uma “montra da escola”, que na manhã de sábado se mostrou à cidade e que é, simultaneamente, um momento divertido e de formação para os alunos, referiu o diretor do agrupamento, João Silva, destacando que a aprendizagem que fazem de atuação em público. “São competências fantásticas para o seu futuro”, rematou.

    Evento envolve 600 alunos e professores
    O Happening, que está incluído nas comemorações das Festas da Cidade, envolve cerca de 600 alunos e professores, desde o primeiro ciclo ao ensino secundário. De acordo com João Silva a preparação do evento começa no início do ano letivo, pela equipa do património. Depois de definido, pelos professores a atividade e o espaço, na cidade, onde a querem desenvolver, a mesma equipa contacta a Câmara para fazerem a articulação. “Quando acontece parece muito simples, mas isto tem uma logística muito grande por detrás, pois são muitos alunos, muitas turmas”, explicou João Silva.

    Com este evento, o agrupamento pretende também “retribuir” à cidade, mostrando o que a escola faz. As atuações encheram de gente a Praça 25 de Abril e também as artérias principais do centro da cidade, dando-lhe colorido e animação. Houve atuações e demonstrações de trabalhos também no Hemiciclo João Paulo II, Rua Dr. Miguel Bombarda, Rua Heróis da Grande Guerra, Rua Almirante Cândido dos Reis, Largo José Barbosa, Rua Dr. Leão Azedo, no Café Capristanos, e poesia itinerante pelas ruas da cidade.

  • Alcobaça – Externato Cooperativo da Benedita está a celebrar 60 anos

    O Externato Cooperativo da Benedita, que foi fundado em 1964, está a celebrar o seu 60º aniversário e uma das iniciativas que integra o programa das comemorações intitula-se de 60 anos | 60 aulas. “A comemoração dos 60 anos do ECB/INSE quer também lembrar ex-alunos que se destacam nas mais diversas áreas”, referem os responsáveis da escola. A iniciativa leva antigos alunos a partilhar os seus conhecimentos

  • EHTO promove sexta edição do Festival de Cocktails do Oeste

    EHTO promove sexta edição do Festival de Cocktails do Oeste

    A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) promove, a 8 de maio, a sexta edição do Festival de Cocktails do Oeste, que contará com a participação de alunos oriundos de várias escolas do Turismo de Portugal. Esta iniciativa visa proporcionar aos futuros profissionais do setor uma “oportunidade única de ganhar visibilidade, adquirir experiência prática e assumir um papel ativo no panorama da restauração e bar em Portugal”.
    Ao longo do dia, os participantes terão a oportunidade de assistir a diversas apresentações temáticas e integrar o concurso que distinguirá o melhor cocktail criado com produtos regionais.
    A avaliação das criações estará a cargo de um júri de renome nacional, composto por especialistas reconhecidos no setor. Nesta edição os concorrentes serão desafiados a integrar o tema da cerâmica na conceção dos seus cocktails – seja na apresentação, nos utensílios ou na inspiração criativa – homenageando, assim, a rica tradição ceramista da região Oeste. ■

  • Caldas terá três residências de estudantes, num total de 289 camas

    Caldas terá três residências de estudantes, num total de 289 camas

    Intervenção de requalificação na residência Mestre António Duarte deverá estar concluída em setembro e a “Nova Caldas” abre portas em 2026

    A residência de estudantes Mestre António Duarte, situada no Avenal, vai entrar em obras, por um período de quatro meses, devendo estar pronta no início do próximo ano letivo. A consignação da empreitada foi celebrada no passado dia 23 de abril e a intervenção prevê a recuperação integral do edifício, com vista à melhoria do conforto e à promoção da eficiência energética, assim como uma readaptação de espaços e uma otimização do seu funcionamento. A residência ficará com 56 quartos, dois destinados a utilizadores com mobilidade condicionada, num total de 104 camas. No terreno adjacente à residência António Duarte será construída uma nova residência, que o presidente do IPLeiria, Carlos Rabadão apelidou de “Nova Caldas”, e que contemplará, além do alojamento (68 camas), zonas de refeição, áreas de estudo e de convívio, lavandaria e espaços de apoio ao seu funcionamento.

    A nova residência deverá ficar concluída no final de março do próximo ano, possibilitando um “aumento significativo do número de camas disponíveis na cidade das Caldas, que anualmente recebe entre 1.500 e 1.700 estudantes na ESAD.CR”, referiu Carlos Rabadão, acrescentando que o IPLeiria viu aprovadas nove candidaturas para renovação, reabilitação e construção de residências de estudantes, contemplando 13 edifícios, localizados em Leiria, Caldas da Rainha, Peniche e Pombal. Este investimento, de cerca de 30 milhões de euros (dos quais seis milhões são garantidos pelo IPLeiria), permitirá duplicar a capacidade de alojamento.

    A primeira intervenção de reabilitação de residências foi realizada nas Caldas, no edifício Rafael Bordalo Pinheiro, e que está praticamente concluída, com uma capacidade para 117 camas. Será aliás esta residência que irá albergar os alunos que se encontram na Mestre António Duarte durante as obras.

    “Desta forma, e com as empreitadas que estamos agora a adjudicar, a cidade passará a ter disponíveis três residências de estudantes, somando um total de 289 camas”, concretizou o presidente do IPLeiria.

    Presente na cerimónia, a diretora da Agência Nacional Erasmus+ Educação e Formação, Cristina Perdigão, revelou que o IPLeiria é a instituição de ensino superior em Portugal com mais projetos em curso de renovação e construção de residências de estudantes, no âmbito do Plano Nacional de Alojamento no Ensino Superior (PNAES), integrado no PRR. O presidente da Câmara, Vítor Marques, manifestou a disponibilidade da autarquia para continuarem a trabalhar em conjunto e que, apesar das Caldas passar a ter um “número generoso de camas”, ambiciona que possam vir a ter ainda mais, de forma a melhorar a oferta para os estudantes.

    A disponibilidade de residências de estudantes é um “fator essencial para o aumento da captação de estudantes internacionais, fundamentalmente”, referiu ainda o presidente do IPLeiria, destacando que é “estratégico” este reforço também na pretensão de se tornar Universidade de Leiria e Oeste. ■

  • IPLeiria formalizou pedido para se tornar  Universidade

    IPLeiria formalizou pedido para se tornar Universidade

    Já foi entregue proposta ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação para Universidade de Leiria e Oeste

    O Instituto Politécnico de Leiria já formalizou o pedido para a transformação em Universidade de Leiria e Oeste. A proposta, aprovada pelo Conselho Geral da instituição, foi enviada ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação e “fundamenta-se numa trajetória de mais de quatro décadas dedicadas à excelência académica, à investigação aplicada e ao impacto socioeconómico”, explica o presidente da instituição, Carlos Rabadão. O responsável considera que a transformação do politécnico e universidade “não apenas cumpre a lei, como responde a uma necessidade estratégica nacional: criar uma universidade pública de excelência, que se projeta a partir do território que ocupa para todo o país e alinhada com as prioridades da Europa”. E assegura: o IPLeiria “supera os requisitos legais [definidos no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior] para se constituir como Universidade, posicionando-se como uma instituição de ensino superior plenamente capacitada para assumir este estatuto”.

    Carlos Rabadão destaca os resultados da avaliação das 15 Unidades de Investigação & Desenvolvimento (I&D) associadas ao Instituto Politécnico de Leiria, em que oito alcançaram a classificação “Excelente” e cinco a classificação “Muito Bom”, tendo duas obtido a avaliação de “Bom”. Quer isto dizer que cada uma das cinco escolas do Politécnico de Leiria tem agora, pelo menos, uma unidade de investigação associada com classificação de “Excelente” e/ou “Muito Bom”, o que significa que todas cumprem os requisitos exigidos para outorgar o grau de doutor. No que respeita à oferta formativa, o IPLeiria disponibiliza atualmente 46 licenciaturas, 58 mestrados e quatro programas doutorais. A 31 de dezembro de 2024, contava com 531 docentes com o grau de doutor e 30 investigadores, correspondendo a um doutor por 23,9 estudantes e 85,7% de docentes e investigadores com grau de doutor em tempo integral.

    A transformação do IPLeiria em Universidade compreenderá mudanças na natureza das unidades orgânicas e de investigação, em função da missão que se pretende para a nova instituição. No que respeita à designação proposta – Universidade de Leiria e Oeste -, reflete a abrangência geográfica da instituição, que se encontra implantada em sete localizações, desde Pombal até Torres Vedras, e incorpora o desígnio de contribuir para a coesão territorial, refere o IPLeiria. ■

  • Alunos da EBI de Santo Onofre viveram “dias diferentes”

    Alunos da EBI de Santo Onofre viveram “dias diferentes”

    Iniciativa decorreu nos dias 3 e 4 de abril e envolveu todas as turmas do segundo e terceiro ciclos

    Os “dias diferentes” decorreram nos dias 3 e 4 de abril, permitindo aos alunos do segundo e terceiros ciclos da EBI de Santo Onofre vivenciar de forma diferente a “vida na escola” para além das tradicionais atividades letivas. De acordo com o agrupamento, trata-se de uma iniciativa pensada em tempo de pandemia, “com pés para andar enquanto durarem os sonhos daqueles que todos os dias abrem caminhos, no Agrupamento de Escolas Raul Proença, com desvelo e empatia numa caminhada de afetos onde a aprendizagem e as memórias se perpetuam para sempre”. E porque as aprendizagens não se fazem só pelos livros e documentos, aprendizagens essenciais, conteúdos e metas, e o PA – Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória – remete para a “importância do relacionamento interpessoal, este é um desafio cuja adesão agrega todos num universo que junta as partes e as possibilidades na construção de uma escola da modernidade” concretiza.

    Durante dois dias decorreram diversas atividades, dentro e fora da Escola Básica de Santo Onofre), sob a organização e coordenação dos diretores de turma, coadjuvados, em formato interdisciplinar, por outros docentes igualmente envolvidos, para juntos proporcionarem “dias verdadeiramente diferentes” e “laços difíceis de desatar”. Foram dinamizadas atividades ambientais (Coastwatch e Clube de Ciência Viva) e desportivas, na Biblioteca Municipal, na Horta Pedagógica e na Mata Rainha D. Leonor, Jogos Tradicionais, sessões de cinema e atividades nos museus da cidade. Para os que optaram por não saírem do recinto escolar houve atividades para todos os gostos, desde aulas de Hip Hop e Kempo a sessões de Karaoke, cinema e jogos de tabuleiro até atividades experimentais, palestras, sessões sobre suporte básico de vida. Houve também campanhas de limpeza da escola e atividades no Parque Onofre e na Horta Regenerativa do Onofre. ■

  • Chefe do Ano 2025 com etapa na EHTO

    Chefe do Ano 2025 com etapa na EHTO

    Mário Santos (Rossio Gastrobar, Lisboa) foi o vencedor da Etapa Centro do Chefe do Ano 2025, que decorreu na EHTO a 8 de abril. Bruno Garcia (Fortaleza do Guincho, Cascais) e Afonso Alves (Mezze, Lisboa) ficaram em segundo e terceiro lugar, respetivamente. Esta foi a primeira vez que a EHTO recebeu uma etapa regional do concurso “Chefe do Ano”, que já vai na sua 36ª edição.

    A cerimónia de entrega de prémios decorreu no auditório da escola, logo após um almoço especial no Restaurante Pedagógico Ferreira da Silva, preparado pelos chefes Tiago Costa e João Silva, da EHTO.

  • Caldense vence concurso “A Melhor Carta”

    Caldense vence concurso “A Melhor Carta”

    O jovem caldense Bernardo de Macedo Santos e Ferreira foi o grande vencedor do concurso “A Melhor Carta”, da Fundação Portuguesa das Comunicações. O tema desta 54ª edição do concurso, promovido internacionalmente pela União Postal Universal (UPU), foi “Imagina que és o oceano. Escreve uma carta a alguém para lhe explicar por que razão deveria cuidar de ti e como deveria fazê-lo”. Com a vitória no concurso nacional, o caldense ganhou a oportunidade de representar o país na final internacional, em início de outubro, no Dubai.

    Bernardo escreveu uma carta a uma criança que brinca na areia, com importantes mensagens de sustentabilidade e preservação. O jovem é estudante do 7º ano do Colégio Rainha D. Leonor e a participação surgiu por iniciativa da professora de Cidadania e Desenvolvimento, no âmbito da temática do Ambiente.

    Os prémios da fase nacional foram entregues a 10 de abril, nas instalações da Fundação Portuguesa das Comunicações, em Lisboa. Salvador Ribeiro Gomes (AE D. Sancho I) e Carolina Ventura de Almeida Leite de Sousa Matos (AE Paços de Brandão) ficaram em segundo e terceiro lugar.

    Na competição nacional foram recebidas 189 cartas de jovens entre os 9 e os 15 anos, com participações de Portugal continental e Açores. O júri, constituído por Maria João Covas (Coordenação escolar), Marta Machado (diretora do Museu das Comunicações) e Raul Moreira (vogal do Conselho Executivo), leu e avaliou de acordo com os critérios definidos no regulamento, premiando o jovem caldense.

    No escalão dos 9 aos 11 anos venceu Luana da Silva Fernandes (AE de Briteiros), com Filipe Alexandre Sousa Ribeiro (do mesmo agrupamento) em segundo e Mara Silva Duarte, da EBS Gomes Teixeira de Armamar, em terceiro.

  • EHTO parceira da Escola de Hotelaria da Madeira

    EHTO parceira da Escola de Hotelaria da Madeira

    A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) recebeu, entre 4 e 7 de abril, um grupo de 19 pessoas, constituído pela direção, professores e alunos da Escola de Hotelaria e Turismo da Madeira. Esta visita resulta de um intercâmbio realizado entre o Turismo de Portugal e a escola madeirense (que já foi privada e agora pertence ao Governo Regional da Madeira), de formação e consultoria conjunta.

    Luís Tarenta, coordenador de Cozinha na EHTO, integrou a comitiva do Turismo de Portugal, que esteve no Funchal em julho do ano passado a dar uma formação dos programas da rede de escolas, que originou esta partilha de conhecimentos. Agora a comitiva madeirense teve a oportunidade de assistir a uma aula de pastelaria pelo chef Bruno Marques, no polo de Óbidos, uma almoço de receção no restaurante pedagógico Ferreira da Silva e depois participar numa reunião pedagógica. No âmbito do festival de chocolate, que também visitaram, houve uma aula aberta em que chefs da EHTO e da escola da Madeira fizeram uma escultura de chocolate, uma casa típica da Madeira. O último dia foi livre, para visitas.

    O trabalho tem o objetivo de uma “certa uniformização e apoio à escola da Madeira no sentido de haver um equilíbrio e partilha de boas práticas  do ponto de vista técnico, pedagógico, de metodologias de trabalho”, explicou o diretor da EHTO, Daniel Pinto.

  • Agrupamento de Óbidos mostrou projetos culturais

    Agrupamento de Óbidos mostrou projetos culturais

    Alunos e professores partilharam uma dezena de projetos que dinamizam nas várias escolas

    O Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos integra este ano, pela primeira vez, o Plano Nacional das Artes (PNA) com o seu Plano Cultural de Escola. No passado dia 3 de abril decorreu a tertúlia “Muralhas de Memórias para o Futuro”, onde foram apresentados os 10 projetos que tem a decorrer durante este ano letivo.

    “O que temos aqui é um bocadinho do bom que se faz neste agrupamento. Esta escola “fervilha”, temos tido muitas atividades e projetos”, realçou o diretor do agrupamento, José Santos na abertura do espetáculo, que contou com a presença da coordenadora distrital do PNA, Elisabete Silva.

    A leitura expressiva do excerto sobre Óbidos, no livro Viagem a Portugal, de José Saramago, deu início ao serão cultural, que contou também com a apresentação do trabalho e objetivo final do projeto sobre a biodiversidade da Lagoa de Óbidos. Outros alunos mostraram o trabalho que têm desenvolvido no âmbito do projeto Eco Escolas e Escola Azul, enquanto que outros ainda deram a conhecer o Projeto “Dá-lhe Gás”, um site e um jogo de computador que consiste na produção de biometano a partir de resíduos orgânicos locais.

    O Clube Contadores de Histórias apresentou a história do O Geco que Descobriu o Eco. O projeto começou em 2019-20 e desde então tem sido alargado aos jardins de infância e centros de dia, com os alunos do secundário a levar as leituras encenadas e a reforçar os laços e empatia entre as várias idades.

    A História também esteve em destaque, com os jovens que integram a Academia a apresentar alguns dos trabalhos desenvolvidos e a refletir sobre a importância da história. A vila de Óbidos é cenário e objeto de estudo para vários projetos, ao nível da cultura e arquitetura, mas também com a realização da atividade multidisciplinar Redescobrir Óbidos, que já tem mais de duas décadas. Os mais novos alegraram a plateia com a adaptação de vários sucessos musicais.

    Mostrar o que a escola faz ao país
    Ana Baptista coordenadora do PNA no agrupamento, explicou que criaram o seu Plano Cultural de Escola tendo por base a “democracia cultural, enquanto plano agregador de muitos projetos numa panóplia de linguagens artísticas com propósitos pedagógicos e de inclusão”.

    O nome escolhido, “Muralhas de Memórias para o Futuro”, prende-se com o facto de “ser transversal a todas as disciplinas e consideramos que são “muralhas” de memória, sem esquecer o futuro”, explicou a docente.

    Alguns dos projetos apresentados serão de continuidade e outros ainda poderão vir a ser integrados no plano. O agrupamento pretende mostrar para o exterior o trabalho que anda a fazer com os seus alunos. Nesse sentido, Ana Baptista quer levar o Projeto Cultural da Escola ao concurso nacional do PNA, que premeia e reconhece instituições que trabalham em prol da democracia cultural em contexto escolar e comunitário.

  • Semana Raul Proença fomenta a união e mostra o que a escola faz

    Semana Raul Proença fomenta a união e mostra o que a escola faz

    Os alunos em aula no bloco B da Escola Secundária Raul Proença não tiveram toque das 10h00 para sair, na manhã de 2 de abril. Foram antes surpreendidos  com um pequeno concerto pelos alunos da Academia de Música de Óbidos no átrio do edifício. Esta foi apenas uma das muitas atividades que decorreram naquela escola, no âmbito da Semana Raul Proença, que se realizou entre os dias 31 de março e 2 de abril.

    Tendo por mote uma “maré cheia de uma ideia”, o tema cultural da escola este ano letivo, foram muitos os trabalhos artísticos desenvolvidos pelos alunos e que podiam ser apreciados nas salas de artes. Os laboratórios abertos são sempre uma atração, com a dinamização de várias experiências e, pela escola, decorrem vários desportos, entre eles a taça do desporto escolar. Houve palestras, jogos tradicionais, concursos, cinema, espetáculos, conversas, exposições e o Raulinho 2025, um peddy-paper para todos os alunos, que envolve as várias áreas de conhecimento. Também os professores e funcionários fizeram um rally paper pela Foz do Arelho.

    Algumas das experiências dos Laboratórios Abertos

    “O objetivo da Semana Raul Proença é fomentar a união e é, no fundo, mostrar aos alunos e comunidade aquilo que nós fazemos”, explica o diretor do agrupamento, João Silva, acrescentando que a escola é muito mais do que dar matéria e fazer avaliações, há toda uma “dimensão cultural e científica”. De acordo com o responsável, nestas semanas culturais, conseguem trabalhar a articulação entre diferentes conhecimentos.

    João Silva destaca a mobilização dos alunos, que se propõem a apresentar projetos que desenvolvem fora da escola, e da Associação dos Estudantes, que dinamiza atividades com os colegas.

    A Semana Raul Proença envolve cerca de 1200 alunos daquela escola. Também recebe cerca de uma centena de alunos do 9º ano da EBI de Santo Onofre, que vão conhecer o estabelecimento de ensino onde podem prosseguir os estudos secundários, numa visita guiada pelos elementos da Associação dos Estudantes.

     

    Agrupamento vai à cidade em maio

    Seguiram-se os Dias Diferentes, a 3 e 4 de abril, destinados a todo o agrupamento e que junta atividades na escola, desde o pré-escolar até ao 12º ano. Há turmas a ter atividades na escola, nos museus da cidade e a realizar viagens a pé à Foz do Arelho ou de comboio a S. Martinho do Porto. Três turmas do 9º ano foram a Madrid (Espanha) e uma turma do 11º ano visitou França, numa organização com os professores. Na EBI de Santo Onofre houve desde aulas de Hip Hop  e Kempo a sessões de karaoke, cinema e jogos de tabuleiro até atividades experimentais, palestras, sessões sobre suporte básico de vida, campanhas de limpeza da escola e atividades no Parque Onofre e na Horta Regenerativa do Onofre.

    No próximo dia 10 de maio, e integrado nas Festas da Cidade, irá decorrer o “happening”, altura em que as várias escolas do agrupamento Raul Proença mostram o que fazem à comunidade. Para além do tema cultural da escola, os projetos irão focar-se nos 500 anos do nascimento de Luís Vaz de Camões.

  • EHTO recebeu 12ª edição do Encontro Ambiental

    EHTO recebeu 12ª edição do Encontro Ambiental

    Doze escolas do Turismo de Portugal assinalaram o Dia Internacional do Ambiente

    A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) recebeu nos dias 20 e 21 de março o 12.º Encontro Ambiental das Escolas de Turismo de Portugal, reunindo representantes de 12 escolas de norte a sul do país. O evento destacou a importância da sustentabilidade no setor e promoveu a partilha de boas práticas ambientais através de um conjunto de ações.

    Na sessão de abertura, o diretor da EHTO, Daniel Pinto, começou por elogiar a resiliência da organização e dos participantes do evento, que apesar da tempestade que se abateu sobre o país não desistiram da sua realização.

    O responsável destacou o propósito do encontro, que há 12 anos promove a partilha de boas práticas ambientais e sociais entre as escolas do Turismo de Portugal. “Queremos uma escola transformadora, que leve esta aprendizagem para além das salas de aula e impacte as nossas vidas, as nossas famílias e a sociedade”, sublinhou.

    Apesar da necessidade de ajustes no programa devido às condições meteorológicas, o diretor garantiu que as atividades foram adaptadas para proporcionar uma experiência enriquecedora aos participantes. Foram realizadas diversas atividades, como um workshop de pão com massa mãe de produção local, que está a ser alimentada há um ano, e outro de detergente da louça ecológico e também. Foi realizada uma visita ao Centro de Interpretação do Geoparque Oeste. No regresso, foram plantadas árvores junto à escola. O dia terminou com a passagem de testemunho à escola de Portimão, que acolhe a próxima edição.

    A “amadrinhar” a iniciativa esteve a diretora pedagógica do Turismo de Portugal, Elisabete Santos, que reforçou a importância da partilha de boas práticas na construção de um setor mais sustentável.

    Elisabete Santos destacou que o turismo regista números impressionantes de visitantes e receitas, mas alertou para o impacto ambiental que o setor pode causar e para a necessidade de mitigar esses efeitos.

    A responsável lembrou que a preocupação com a sustentabilidade e responsabilidade social está integrada nos currículos das escolas de turismo, mas que também existem diversos projetos a decorrer com esse propósito. “Estamos muito empenhados em trabalhar na neutralidade carbónica e a implementar um plano robusto para a sua concretização”, destacou.

    Na sessão estiveram representantes das autarquias das Caldas da Rainha e Óbidos. Margarida Reis, vereadora da Câmara de Óbidos, sublinhou o espírito de partilha do encontro e destacou a importância do convívio entre as diferentes escolas. “É sinal que estamos cá para fazer coisas melhores e, na parte ambiental, podemos ser muito melhores”. Por sua vez, Conceição Henriques, vereadora da Câmara das Caldas da Rainha, frisou a urgência da ação ambiental, sublinhando que a crise climática já está a ter impactos visíveis e que é necessário combater a desinformação. “É fundamental que saibamos assumir o ambiente como a nossa bandeira”, concluiu.

  • Feira de Ensino e Formação no Oeste

    A Feira de Ensino e Formação no Oeste, organizada pela Gazeta das Caldas, realiza-se nesta terceira edição, dia 2 e 3 de abril, das 09h30 às 17h30.

    Este ano realizar-se-á no pavilhão da Expoeste, contando com uma programação de workshops e palestras a decorrer em simultâneo. A oferta formativa é direcionada ao ensino secundário e ensino superior, estando convidados para visitar a feira todos os encarregados de educação e alunos do 7º ao 12º ano, sendo a entrada gratuita.

     

    Programa de Workshops e Palestras (em atualização permanente):

    Dia 2 de abril

    WORKSHOPS

    A decorrer todo o dia:

    • Diretos da rádio Hiper FM
    • Aulas de skate com a Surfoz (rampas)
    • Desafios de calistenia com o Bar-wings (barras)
    • Impactwave
    • BVCR – Suporte básico de vida
    • Modelação e Impressão 3D – Design, prototipagem e fabricação de objectos no stand do CENFIM

    Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste:

    • Período da manhã: Showcookings Pastelaria
    • Período da tarde: showcookings de cozinha

     

    Também durante a tarde:

    • Demonstração de piano e guitarra com o Zé Guia e o Drago
    • CPC – Demonstração de PADEL

    A desenvolver pelo Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos:

    • Desenvolvimento do jogo em Unity em tempo real + Apresentação de Jogos Unity;
    • Site “Sabores na Web: Tradição eTecnologia à Mesa” – Projeto Turma;
    • Criar em tempo real o desenho de ummolde + Impressora 3D;
    • Criar o jogo “Pedra-Papel-Tesoura” quem ganhar recompensa (chocolate/bolacha criado pelo TCP).
    • Jogo de perguntas de hardware, quem acertar em todas as perguntas ganha uma recompensa (chocolate/bolacha criado pelo TCP).
    • Desafio interativo onde os participantes tentam adivinhar imagens ocultas.
    • Degustação
    • TCP – ShowCooking: Doces e Salgados pelos alunos de TCP
    • Escape Room com a professoras Ivone e Ana Veiga

     

    Atuações/Workshop

    • 11h45 – 12h15- Aula de Pilates com a Clinica de Exercício e Pilates das Caldas da Rainha

    PALESTRAS

    • 11h-11h30 : Modelação e Impressão 3D – Design, prototipagem e fabricação de objectos pelo CENFIM
    • 11h45-12h15: Palestra Literacia Financeira, Caixa de Crédito Agrícola Mutuo com Dulce Almeida
    • 14h30 – 15h10 – Palestra de alimentação saudável com a Farmácia Rosa
    • 15h30 – 16h00 – PSP “Autoproteção”

     

    Dia 3 de abril

     WORKSHOPS

    A decorrer todo o dia:

    • Diretos da rádio Hiper FM
    • Aulas de skate com a Surfoz (rampas)
    • Desafios de calistenia com o Bar-wings (barras)
    • Impactwave
    • BVCR – Suporte básico de vida
    • IPL- PinCriativo
    • Processos de soldadura – Tecnologia e aplicações a decorrer no stand do CENFIM durante o dia

     

    Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

    • Período da manhã: Showcookings de bebidas (café e chocolate)
    • Período da tarde: showcookings de pastelaria

     

    Durante a tarde:

    • Oleiro Lindinho – Experimentar a roda de oleiro
    • CPC – Demonstração de PADEL

    A desenvolver pelo Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos:

    • Desenvolvimento do jogo em Unity em tempo real + Apresentação de Jogos Unity;
    • Site “Sabores na Web: Tradição eTecnologia à Mesa” – Projeto Turma;
    • Criar em tempo real o desenho de ummolde + Impressora 3D;
    • Criar o jogo “Pedra-Papel-Tesoura” quem ganhar recompensa
    • (chocolate/bolacha criado pelo TCP).
    • Jogo de perguntas de hardware, quem acertar em todas as perguntas ganha uma recompensa (chocolate/bolacha criado pelo
    • TCP).
    • Desafio interativo onde os participantes tentam adivinhar imagens ocultas.
    • Degustação
    • TCP – ShowCooking: Doces e Salgados pelos alunos de TCP
    • Escape Room com a professoras Ivone e Ana Veiga

     

    Atuações

    • 11h30 – 12h00 – Pimpões, Zumba com Patrícia Mendes
    • 17h30: Encerramento da Feira com a Tuna ESAD

    PALESTRAS

    • 11:00 – 11:30 -Processos de soldadura – Tecnologia e aplicações com o CENFIM
    • 14h30 – 15h00 – Susana Firmino, psicóloga
    • 15h10 – 15h40 – PSP “Autoproteção”

     

     

  • Escolas das Caldas fazem parceria para intercâmbio formativo

    Escolas das Caldas fazem parceria para intercâmbio formativo

    Alunos da Secundária Rafael Bordalo Pinheiro e do Cenfim vão partillhar formação, complementando o currículo de cada um dos cursos

    Há duas semanas que os alunos da turma de primeiro ano do Curso Profissional de Mecatrónica Automóvel do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro começaram a ter aulas no Cenfim das Caldas da Rainha e a turma do primeiro ano do Curso de Mecatrónica Industrial começou a ter aulas na Bordalo Pinheiro. Trata-se de três horas semanais e acontecem ao abrigo de um protocolo de cooperação e intercâmbio formativo, celebrado a 13 de fevereiro, entre os dois estabelecimentos de ensino.
    Este intercâmbio formativo, que envolve 20 alunos de cada um dos cursos, tem por objetivo “potenciar as suas competências técnicas e formativas, proporcionando um programa de formação complementar, no sentido de aumentar as suas capacidades e alargar o âmbito das suas competências profissionais”. Jorge Pina, diretor do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro (AERBP), explica que estão a proporcionar aos alunos da ESRBP uma vertente mais industrial, no âmbito da Mecatrónica Industrial, enquanto que os estudantes do Cenfim obterão conhecimentos mais direcionados para o setor automóvel, permitindo-lhes depois uma maior abrangência ao nível das saídas profissionais.
    O plano de formação elaborado para os jovens contém teoria, mas essencialmente prática. Por exemplo, os alunos que vão ter aulas no Cenfim, irão praticar serralharia mecânica, serralharia civil e soldadura. O objetivo do protocolo é que, a correr bem, possa ser alargado aos segundo e terceiro anos de cada curso. Nesse caso, no segundo ano, poderão “evoluir para a parte de circuítos eletromecânicos, mais ligados para a indústria e automação industrial”, exemplificou, o diretor do Cenfim das Caldas da Rainha, Vítor Lapa.
    O mesmo responsável destaca a colaboração entre as duas instituições de ensino e formação que, podendo ser vistas como concorrentes, aliaram esforços no sentido de abrir o leque de opções para os seus estudantes.
    Com esta parceria, estão também a potenciar a utilização de um conjunto de equipamentos, obtidos no âmbito do PRR, em cada um dos estabelecimentos.
    De acordo com os responsáveis ambos os cursos profissionais têm uma elevada taxa de empregabilidade. Alguns acabam logo por ficar nos locais onde fazem os seus estágios, mas também há os jovens que pretendem prosseguir os estudos superiores e que, no caso da Bordalo Pinheiro, já se verifica que perto de metade dos alunos que frequenta o ensino profissional depois prossegue os seus estudos.
    No Cenfim há também jovens a optar pela especialização tecnológica, que são cursos de nível 5, e depois acabam também por prosseguir estudos a nível superior. Vítor Lapa refuta “o estigma” do ensino profissional como um ensino menor e para os alunos que têm mais dificuldades, fazendo notar que em qualquer um dos ensinos o aluno “vai encontrar dificuldades e vai ter que se empenhar para conseguir, para ter sucesso”. Daí que “seja também uma grande responsabilidade destas instituições terem um ensino de qualidade e exigente para que, efetivamente, esta taxa de empregabilidade não seja só circunstancial, mas que perdure no tempo porque existe um reconhecimento do valor que esses alunos trazem para as empresas”, complementa.
    O AERBP está a terminar a execução dos projetos do Centros Tecnológicos Especializados (CTE) no âmbito do PRR. Os alunos passarão a ter à sua disposição, por exemplo, uma oficina vocacionada para a mobilidade elétrica, com simuladores reais, de veículos elétricos e híbridos. ■

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