A Escola Precisa de Confiança

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José Santos
professor

A Educação no nosso país não é a mesma. As escolas deixaram de funcionar como transmissores de conhecimento para passarem a proporcionar um ensino promotor de equidade e adequado a cada aluno. Tendo em vista essa adequação, uma série de intervenientes começou a ter papel ativo nas escolas.
E é nesse contexto que a intervenção de técnicos, da comunidade escolar, da comunidade educativa, entre tantos outros parceiros, começa a ser notada e incrementada nas escolas. É por esta razão que todos somos importantes neste processo, que todos temos um papel de relevo no processo de ensino / aprendizagem dos nossos alunos.
Mas para exercermos esse direito temos de restaurar a confiança na Escola. Temos de confiar em todas as pessoas que passam os dias com os nossos filhos. Temos de estar convictos que estes profissionais têm na sua mente apenas uma coisa, o bem-estar e o sucesso dos nossos filhos. Porque cada um dos nossos professores pensa nisso quando se levanta, quando entra na sala de aula, quando escreve um recado na caderneta ou um email.
Porque o sucesso da Escola é o nosso sucesso enquanto pais e educadores, porque os nossos papéis se interligam e os nossos caminhos se cruzam.
Hoje em dia, é inegável o papel importante da família e dos Encarregados de Educação em espaço escolar. Existem tantas formas de colaborar no processo de ensino/aprendizagem dos educandos, de se exercer um complemento imprescindível, de se ter um papel fundamental, de se exercer um contributo pleno de intencionalidade.
As Associações de Pais e Encarregados de Educação, instituições tão plenas de sentido, tão importantes na ligação Escola/Pais, na sensibilização dos mesmos para as dinâmicas escolares, para o respeito organizacional, para a participação na vida escolar dos seus educandos, para caminharem lado a lado na educação dos seus filhos. Este caminho de consensos é um ponto fulcral para o sucesso das nossas crianças, dos nossos jovens, dos nossos cidadãos. E é neste caminho de consensos e confiança que reside a grande força deste processo. É este caminho de colaboração entre família e escola que faz com que consigamos uma interação plena de intencionalidade nas dinâmicas educacionais.
Hoje em dia, compete aos responsáveis escolares enveredar todos os esforços para que os nossos alunos tenham direito a um processo de ensino/aprendizagem equitativo, de qualidade e excelência. Mas para além disso, compete a nós pais confiarmos nos nossos profissionais, naqueles que estudaram para serem educadores, mentores e tutores.
Naqueles que abdicam do tempo dos seus para educar os nossos! ■