Agradecimento

0
319

José Santos
professor

Esta terceira crónica assume um papel muito importante para mim. Com ela agradeço a quem fez e/ou faz parte da minha vida e de quem sinto que, muitas vezes, me esqueço.
Começo pelos meus professores, pelas minhas educadoras tão importantes na construção da minha personalidade, que lançaram as primeiras pedras da pessoa que sou. De seguida, a todos os meus professores, que quero que saibam o papel importantíssimo que todos tiveram na criação da pessoa em que me tornei.
Agradeço a todos, não só os conhecimentos que me transmitiram (fulcrais para o meu crescimento pessoal e profissional, sem sombra de dúvida), mas também o facto de me terem ensinado a pensar, a questionar, a pôr em causa o estabelecido, a ter espírito crítico, entre tantos outros ensinamentos. E esta continua a ser a escola que defendo, a escola que apregoo e a escola que quero para os meus alunos, uma escola que não só lhes proporciona a aquisição de conhecimentos, mas que, para além disso, lhes proporciona um grande leque de experiências que os ensinam a ser pessoas e cidadãos completos, pessoas resilientes, proativas e de olhos postos no futuro, pessoas corretas, cumpridoras e bons cidadãos.
Agradeço ainda a paixão pelo ensino, a paixão pelos alunos, a paixão pela missão grandiosa que é ser professor. Essa paixão que me fez perseguir objetivos, que me deu um rumo, que me fez apaixonar pelo que faço! Agradeço a todos não terem desistido de ser os professores que eram, a base do professor que sou.
Agradeço também aos meus pais: pais que sempre confiaram na escola, que sempre confiaram nos meus professores e que sempre trabalharam com eles; que articularam estratégias e que seguiram as indicações dos pedagogos, daqueles entendidos em educação que passavam a maior parte do dia com o seu filho. Agradeço aos meus pais esse trabalho e essa confiança depositada nas mãos dos meus professores, hoje meus colegas.
E, por último, hoje, agradeço aos meus alunos; a todos. Agradeço até aos mais extrovertidos, àqueles a quem cheguei, àqueles a quem não cheguei, àqueles a quem aborreci e àqueles que me aborreceram pois com todos aprendi e aprendo todos os dias.
E hoje, perto dos cinquenta, quando vejo um dos meus alunos na rua, sorrio e lembro-me dele. Lembro-me dos desafios, dos risos e das conversas. E sinto que também eles se lembram disso, se lembram de uma história ou de um carinho quando precisaram. E sinto orgulho, sinto o orgulho de ver que, para além de recetáculos de conhecimento, se tornaram boas pessoas e bons cidadãos.
O sucesso dos meus alunos é o meu sucesso.
Assim, quando passo por cada um deles na rua sinto-me orgulhoso dos adultos em que se tornaram.■