E pronto. Passou um ano!

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José Santos
professor

Passou um ano desde que a Fátima e o Zé Luís me convidaram a escrever esta série de crónicas. Gostaria de iniciar este último texto com um agradecimento muito especial aos dois, um agradecimento por me proporcionarem esta experiência, que, além de me permitir partilhar as minhas ideias acerca da educação, também me permitiu mostrar certos aspetos das escolas, muitas vezes esquecidos e/ou desvalorizados.
Falamos aqui de interação, de cooperação e do papel de cada interveniente no processo de ensino/aprendizagem. Falamos ainda de novas abordagens educativas. Falamos aqui de passado, presente e futuro. Pretendi aqui, mostrar a importância de respeitarmos a escola e os profissionais de educação, pretendi ainda demonstrar a importância de confiarmos no discernimento destes profissionais que tanto tempo passam com os nossos filhos, muitas vezes mais que nós, pais.
Falei como pai, como professor e, ainda, como Diretor de escola, mas mais importante que isso, tentei falar por todos, de uma forma imparcial e convergente no aluno e para o bem-estar do aluno na escola.
Claro que mencionei várias vezes o agrupamento que com bastante orgulho dirijo, claro que mencionei várias vezes as nossas boas práticas. Fiz as pazes com o passado e agradeci a pessoas que foram importantes para mim e que tiveram bastante importância no meu percurso académico e na minha vida.
Estes textos foram tudo isso. Não foram artigos académicos, nem artigos dignos de prémios. Mas foram palavras sentidas, palavras sentidas de quem tem orgulho na escola pública, de quem ainda considera que ser profissional de educação é uma missão. De quem confia nos funcionários, nos professores, nos diretores, nos profissionais de educação. De quem confia que são eles os profissionais que maior noção têm do que os nossos filhos necessitam, tal como o médico que teima em receitar aqueles remédios terminados em …pam ou em …ina e que nós tomamos com fervor quase reverente, porque o sr. doutor mandou.
Assim, termino como comecei. Com um agradecimento. Agradeço a quem se deu ao trabalho de ler estas palavras. Agradeço a quem me auxiliou com a escolha dos temas e até com a revisão dos mesmos.
Por último, espero que com estes textos tenha mostrado que, para que os nossos filhos tenham sucesso, é imprescindível existir uma relação de confiança. Confiança na escola, nos professores, nos funcionários, nos profissionais de educação em geral. Todos nós devemos unir-nos para proporcionar aos nossos alunos um percurso educativo de qualidade. Temos o dever de trabalhar em conjunto em prol deles.
A escola não vive de egos, vive sim de altruísmo. Vive de nos despojarmos de tudo o que é externo à sua missão. A missão de nos esquecermos de quem somos em prol dos nossos alunos. Meninos de hoje, homens de amanhã!
Trabalhemos então para preparar o futuro. Todos unidos! ■