Os Museus das Caldas da Rainha

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Conceição Pereira
provedora da Misericórdia das Caldas da Rainha

Celebrou-se no passado dia 18 de maio, o Dia Internacional dos Museus.
Esta celebração foi organizada, pela primeira vez, em 1977 pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, com o objetivo de sensibilizar a sociedade civil para a importância dos museus, como espaço de memória e de cooperação e paz entre os povos.
Caldas da Rainha deve ter orgulho nos seus espaços museológicos, pois poucas cidades portuguesas, com a dimensão e população do nosso concelho, podem contar com um número tão diversificado de museus, de reconhecida qualidade.
Fazer um percurso pelo Museu de José Malhoa, Museu de Cerâmica, Museu do Hospital e das Caldas, Museu de Ciclismo e Centro Artes, será uma viagem pela pintura do Séc. XIX e XX, pela cerâmica nacional e internacional, pela fundação das Caldas da Rainha, pelos maiores nomes do ciclismo português e pela escultura portuguesa do Séc. XX.
Com dependência total da Autarquia o Centro Artes, teve a sua génese com a construção do Atelier – Museu António Duarte, inaugurado a 22 de janeiro de 1985, tendo em 1990 e 2001 sofrido dois alargamentos.
Posteriormente foi construído o Museu João Fragoso e no 15 de Maio de 2004 e de 2017 foram inaugurados, respetivamente, o Museu Barata Feyo e o Museu Leopoldo de Almeida.
Estes espaços museológicos mereceram a visita dos Presidentes da República, Dr. Mário Soares e Dr. Jorge Sampaio que, com a sua presença dignificaram a obra dos Escultores e o projeto do Centro Artes.
O Centro Artes foi, durante vários anos, o local de funcionamento da Escola Superior de Arte e Design, até à mudança para as atuais instalações.
A Bienal de Escultura e Desenho foi um evento marcante das Caldas da Rainha, tendo a sua última edição acontecido em 1997, com a presença de uma instalação de Marina Abramovic.
A realização, durante mais de duas décadas do simpósio de Escultura em Pedra, permitiu reunir nas Caldas da Rainha escultores dos mais diversos países, que deixaram a sua obra ao Município Caldense. Como consequência, é hoje possível, realizar um percurso na Cidade e nas Freguesias pelas inúmeras obras colocadas em espaço público.
O projeto do Centro Artes, no que se refere a instalações, ficará encerrado com a inauguração da “Casa da Amarela” como é conhecida.
Ao terminar a edição das minhas crónicas, agradeço à Gazeta das Caldas, na pessoa do Dr. José Luís Almeida e Silva o convite que me dirigiu.
Como ultimo apelo, convido os caldenses e visitantes a percorrer e divulgar o património caldense, do qual se devem orgulhar. ■