Notas urbanas

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No rescaldo da apreciável alteração da qual fiz parte, que muito me preencheu em autoestima e vontade de mudança, decorrente do resultado democrático das eleições para a nova composição das autarquias, regresso às crónicas em “notas urbanas”, não alterando o modo e objectivo proposto inicialmente.
Desta forma volto a apontar as minhas preocupações para as questões que me suscitam interesse e, em principio, de fácil e rápida resolução. Reporto, essencialmente, a limpeza urbana e o “ruído” que a “arte suburbana”, com pinturas disseminadas pela cidade, conspurcando fachadas, agredindo propriedade alheia e pública, vão provocando. Julgo que devemos exigir mais e adequado policiamento, quiçá até tele policiamento, por forma a identificar e dissuadir estes “artistas” !
A limpeza urbana deve passar, também, pelo corte e tratamento das ervas que proliferam junto aos edifícios, passeios, caldeiras das árvores ou arbustos e mobiliário urbano.
Volto a incomodar-me com a localização e organização dos contentores de RSU e até das ilhas de reciclagem. Deve ser estudada a forma esteticamente mais adequada para a sua localização e integração. São vários os exemplos. As papeleiras e os dispensadores de artigos para higiene canina, disponíveis em todo o espaço urbano, necessitam de conservação e restauro, com portas partidas ou retiradas, denotando falta de cuidado por parte dos responsáveis.
A cidade está com alguns espaços degradados, que denominamos de “vazios urbanos”, carregados de lixo, falta de cuidado e manutenção. Estes espaços têm proprietários que terão de ser responsabilizados. Alguns poderiam até, sem prejuízo da titularidade, transformar-se em parques de estacionamento provisórios, tendo em conta que a regeneração urbana implementada reduziu e reduz a capacidade de estacionamento no interior da cidade.
Constitui também ruído urbano, neste caso visual, a quantidade de postes de iluminação agredidos e “tortos”, bem como os “pinos” de protecção contra o estacionamento nos passeios. Estas obras de conservação, de fácil resolução, darão aos munícipes notas de cuidado e respeito pelo bem público.
À Praça da República voltarei mais tarde em crónica futura contudo, cabe desde já apontar para duas situações, que entristecendo-me, merecem reflexão. Designadamente refiro-me ao modelo falhado dos bancos e o horário de funcionamento do quiosque. Aquelas peças, no interior do tabuleiro, nada acrescentam se não for para criar algum dinamismo. Aplica-se também à paragem do “TOMA”, esteticamente inadequado e localizado.
Voltarei sempre e enquanto permanecerem as minhas crónicas, ao mesmo registo, apontando defeitos, com pequenas notas, de fácil resolução. ■