Um Parque de Exposições para as Caldas da Rainha

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Jorge Mangorrinha
ex-vereador da Câmara das Caldas da Rainha

Urge planear e construir um Parque de Exposições. Esta minha convicção assenta no facto de a Expoeste estar obsoleta e as feiras e os espetáculos no Parque danificarem-no. Deverá ser um empreendimento dotado de todas as infraestruturas e facilidades necessárias à realização dos mais diversos eventos, sobretudo exposições, feiras e concertos, em interior e exterior. Poderá ser um empreendimento com investimento e gestão mista (pública e privada).
Calculo que importe verificar a disponibilidade de 100.000 m2, em parte cobertos, para um recinto constituído por pavilhões de diferentes dimensões e características, com galerias e átrios adjacentes, um auditório, zona interior e zona exterior para feiras e concertos, uma cozinha comunitária de apoio a realizações gastronómicas e um parque de estacionamento próprio com 2000 lugares, com interface rodoviário com o centro da cidade. O recinto deve disponibilizar diferentes serviços de apoio técnico, como limpeza, vigilância, montagem de eventos, movimentação de cargas, telecomunicações, entre outros. Deve ter, ainda, infraestruturas de apoio, como restaurante, cafetaria, posto de enfermagem, posto de bombeiros, balcões de registo, bengaleiros, lojas e ateliês polivalentes para artistas locais. Deve ser posicionado como um dos espaços regionais marcantes e com projeção internacional.
Um Parque de Exposições deverá servir os eixos de desenvolvimento determinantes para as Caldas da Rainha, nomeadamente: 1. Desenvolver e dinamizar os aspetos criativos da região, através de realizações que permitam assumir a criatividade como um relevante motor de desenvolvimento do município, com o envolvimento das unidades de ensino e formação existentes e com reconhecida tradição nestas áreas, assim como o envolvimento das estruturas museológicas; 2. Reforçar o setor empresarial, promover a sua inovação e valorizar os setores tradicionais da indústria, através de realizações que incentivem a maior interação com o conhecimento e a criatividade e, desejavelmente, a criação de um Centro de Inovação, Investigação e Competitividade e a recuperação da “Cerâmicas – Feira Internacional”; 3. Desenvolver e inovar o setor primário, com enfoque particular na área agroalimentar, com a realização da “Frutos – Feira Nacional” e das “Tasquinhas”; 4. Afirmar as Caldas como Cidade Termal, através da Feira de Termalismo e Turismo de Saúde e Bem-Estar, à imagem de “Les Thermalies”, de Paris, e da “Termatalia”, de Ourense, inexistente em Portugal, em complemento com o Projeto de Valorização e Expansão do Termalismo e com o ensino instalado nesta área; 5. Assumir a preocupação ambiental, com realizações de sensibilização para a necessidade de um conjunto de intervenções e iniciativas dirigidas à salvaguarda dos recursos naturais, ao aprofundamento da educação ambiental e da preparação do futuro, nomeadamente no que se refere à adaptação às alterações climáticas: 6. Apoiar o incremento de plataformas de diálogo com agentes locais e regionais, através de feiras e mostras que visem o ganho de parcerias nas diversas esferas temáticas e setoriais; 7. Aprofundar a divulgação e a comunicação, através de realizações que visem o objetivo de consolidar uma imagem unívoca das Caldas da Rainha.
Este será um desafio importante para a autarquia, cuja engenharia financeira pode ser baseada na venda de ativos e numa inequívoca e séria parceria público-privada, desde que os seus responsáveis saibam observar as causas e os efeitos. Um Parque de Exposições será um indutor de desenvolvimento e de futuro.