A Semana do Zé Povinho | 29 Abril 2021

0
24

Uma empresa ser centenária é um feito surpreendente em qualquer situação, até porque na economia do último meio século, a resiliência, que é de bom tom dizer, é difícil assegurar com tantas transformações ocorridas. Apesar de não ser caldense de origem, a CERES, que se instalou nas Caldas já há 55 anos, marcou a agricultura e a indústria regional, com um investimento estruturante, quer por receber muito do cereal aqui produzido e outro que vinha do resto do país, como depois por alimentar a jusante toda a indústria que consumia a farinha. Parabéns à CERES pelo seu centésimo aniversário e pela forma como tem gerido o património industrial, que em vez de o deixar ao abandono, permitiu revivificá-lo com uma aposta moderna nas novas expressões artísticas e tecnológicas, dando um dinamismo aquela zona da cidade que é central. ■

 

 

Zé Povinho elogiou, ainda há poucas semanas, o comportamento do Engenheiro Humberto Marques, que, apesar de estar em condições de se candidatar a um terceiro mandato na câmara de Óbidos, optou por dar lugar a outros e sair de funções no final do mandato. Mas confessa que sente alguma incompreensão pela recente saída da autarquia da AGEO – Associação Geoparque do Oeste. E por uma razão simples: aquela estrutura foi criada para gerir o processo de candidatura regional à Unesco do GeoParque do Oeste e todos os parceiros sabiam, desde a primeira hora, quais as regras para estar dentro do processo. Alegar razões financeiras em tempo de pandemia parece uma desculpa de mau pagador. E pior é admitir que a autarquia pode voltar ao processo. Em que ficamos? ■