No próximo dia 12 de novembro, pelas 15h00, o escritor João Tordo é o convidado do Clube de Leitura da Biblioteca Municipal das Caldas. A sessão servirá para debater a obra “Naufrágio” e outros livros de sua autoria, numa sessão que será aberta a todos os interessados. O Clube de Leitura, que é coordenado pelas caldenses Marta A. e Elisa S., tem inscrições abertas, que podem ser feitas através do e-mail clubedeleituracr@gmail.com.
Category: Cultura
Agenda de eventos e artigos sobre a vida cultural na região.
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Artes: Conversa e recital na mostra “Originários” de Estela Costa
No sábado, 29 de outubro, pelas 16h00, realiza-se uma visita guiada à exposição “Originários”, que reúne as gravuras de Estela Costa, autora de Salir de Matos. Segue-se uma conversa com o escritor e poeta, Pedro Sena-Lino sobre a poesia na obra gráfica desta artista caldense, formada na ESAD.CR. Após esta partilha, realiza-se um recital de flauta com Anita Silva Pereira. A mostra “Originários” está patente até 6 de novembro.
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Teresa Capinha mostra pinturas na Ergovisão
Autora de Óbidos dá a conhecer “Mulher, Água, Terra e Vida” em loja de ótica nas Caldas.
A loja Ergovisão , situada na Rua Raul Proença, abriu as suas portas a Teresa Capinha, autora de A dos Negros, para apresentar a mostra “Mulher, Água, Terra e Vida”.
“Durante toda a vida, sempre gostei de artes”, disse a autora à Gazeta das Caldas, acrescentando que só durante o confinamento obrigatório, é que conseguiu começar a dedicar-se à sua própria pintura.
“Desde então, nunca mais parei!”, disse. E fê-lo com êxito, incentivada por amigos e familiares.
Os pais eram agricultores e, por isso, Teresa Capinha, com os irmãos, ajudava nas muitas tarefas do campo. E são esses afazeres que escolhe retratar. Seja a lavar roupa, a ir buscar água à fonte ou até a pastarear perus, atividade que também fez, levando estes animais a comer ao campo. “A minha pintura acaba por ser também uma homenagem à mulher”, referiu a autora que também pintar vários tipos de flores.
Teresa Capinha trabalhou na fábrica de cassetes, a Matel, durante 13 anos. Pintou louça numa fábrica de cerâmica e frequentou cursos no Cencal nos anos 90. Depois da cerâmica veio para o comércio. e, em 1998, foi laborar para os Cinemas Delta, no Centro Comercial da Rua das Montras. Agora está feliz por poder dedicar-se às artes e até já fez uma exposição individual dos seus trabalhos, de óleo sobre tela, em A dos Negros. “Gosto de pintar pessoas e flores”, resumiu a autora que se inspira em paisagens desta região para retratar as cenas campestres. Teresa Capinha já dá resposta a encomendas de pintura e até já retratou os Pavilhões do Parque. Em breve, diz que se vai dedicar-se a retratar alguns animais, como gatos e também janelas.
Sandra Correira, responsável pela Ergovisão, nas Caldas, considera que os negócios devem estar abertos aos artistas locais e ter um cunho caldense. Esta loja teve anteriormente uma exposição de pinturas de José Pires e também já teve exposto o busto de Bordalo Pinheiro de Carlos Constantino e de Vítor Lopes. “Como estamos numa cidade criativa abrimos as portas a quem queira mostrar o seu trabalho”, rematou Sandra Correia.
A exposição-venda vai ficar até ao final do ano na Ergovisão e é composta por pinturas que custam entre os 90 e os 230 €. -
Artistas têm espaço de cerâmica contemporânea na vila da Nazaré
Conheceram-se nas Caldas e têm o Espaço 23, estúdio de cerâmica contemporânea na Nazaré. Autores têm produção própria e dão resposta a desafios.
Sandra Ribeiro e Hugo Trindade conheceram-se quando frequentavam o curso de Artes Plásticas- Escultura, na ESAD.CR.
“Tudo teve origem nas Caldas pois éramos da mesma turma….”, contou Sandra Ribeiro que é de Oeiras e que acabou por assentar arraias no Oeste quando casou com Hugo Trindade e se mudou para a Nazaré, após terem feito várias formações de especialização em cerâmica no Cencal.
Já na vila piscatória, encontraram um primeiro espaço de trabalho em frente à praia, o Espaço 23, e apesar de já terem mudado de instalações mantêm este nome.
Vivia-se em 2008 e uma das primeiras coisas que tiveram vontade foi a de inovar nas peças de artesanato relacionadas com a Nazaré . “Começámos a reproduzir as barraquinhas da praia em cerâmica”, revelou Sandra Ribeiro que neste momento vende este tipo de peças até para hotéis da região. O casal continua a dar um ar contemporâneo a este tipo de peças, mais comerciais e voltadas para o turismo e têm, por exemplo, jarras que representam um casal de nazarenos, estilizados,que têm em conta gostos mais contemporâneos.
Além do seu trabalho de cerâmica de autor, ambos lecionam artes em várias escolas da vila desde as escolas do 1º ciclo até à Escola Profissional da Nazaré (EPN), sem esquecer a Universidade Sénior local, onde todos os anos Sandra Ribeiro tem uma turma de iniciação. Já houve anos que teve que lecionar em inglês pois tinha muitos alunos estrangeiros que vieram morar para esta região.
“Hoje tenho antigos alunos que já dão aulas de cerâmica”, disse a autora, orgulhosa destes aprendizes a quem ensinou há cerca de 20 anos. No Verão, o ateliê destes autores abre portas aos ATLs para aprendizes de várias idades, o que os faz afirmar que têm alunos dos três aos 80 anos.
Hugo Trindade ensina Fotografia, História de Arte e coordena o curso de Comunicação Digital (EPN).Antes de conhecer Sandra Ribeiro, Hugo trabalhava sobretudo nas áreas da fotografia e do vídeo mas “quando nos conhecemos passei também a dedicar-me à cerâmica”, explicou o autor à Gazeta das Caldas.
Ambos preferem os trabalhos mais personalizados, que fazem para decoração de interiores – seja painéis seja peças tridimensionais – e dão resposta a projetos especiais pedidos, por exemplo, pelo restaurante JNcQUOI, em Lisboa, para quem criaram criativos animais, como macacos e rinocerontes, apostando em exclusivos ou pequenas séries.
“Nós desenvolvemos todo o produto, desde a ideia até à conceção final”, disseram os autores que vendem peças para lojas situadas em Lisboa, em Évora e, claro, também na Nazaré.
As suas peças são bem conhecidas pela conjugação de cores fortes e do uso elementos naturais na decoração como, por exemplo, as papoilas, as flores favoritas de Sandra Ribeiro.
A ceramista ainda se dedica à bijuteria, sobretudo aos brincos, feitos em porcelana, grés preto e também em paperclay.
Sandra Ribeiro cria acessórios exclusivos, que têm muito sucesso entre as suas clientes.
Em parceria no ateliê e na vida
O trabalho dos dois artistas acaba por se complementar: Hugo Trindade trabalha mais na roda e nos acabamentos, enquanto que Sandra Ribeiro se dedica à pintura das peças de ambos, feitas sobretudo em grês e em faiança .
“Fazemos uma parceria boa no trabalho e também na vida….”, disse Sandra Ribeiro acrescentando que “as nossas melhores obras são os nossos filhos”. O mais velho tem 12 anos e ela tem cinco. -
Exposição de serigrafia junta a ESAD e a Gazeta das Caldas no La Vie
Um jornal pode dar origem a uma obra de arte. A exposição “Support Local Media”, da ESAD.CR, que se encontra exposta no La Vie é a prova disso mesmo.
O resultado das impressões geradas pelo encontro de duas cidades numa (a de origem de cada jovem estrangeiros em Erasmus na ESAD e as Caldas da Rainha), com as páginas da Gazeta das Caldas pode agora ser apreciado no piso 2 do La Vie. A exposição, integrada nas comemorações do 97º aniversário da Gazeta e denominada “Support Local Media – ESAD.CR e Gazeta das Caldas, entre duas cidades”, foi inaugurada no passado dia 13 de outubro e encontra-se patente ao fim do mês.
O conjunto de serigrafias foi realizado por alunos em Erasmus em 2019 (o último antes da pande-mia) durante um workshop que funciona também como uma atividade de boas vindas à escola e à cidade das Caldas, onde os jovens permanecem durante um semestre. Elemento comum a todos os trabalhos artísticos realizados é a utilização das páginas da Gazeta.
“Além de gostar da primeira página, adoro a caligrafia no interior do jornal, pelo que para mim é um ponto fulcral usar a Gazeta na colagem”, explicou a coordenadora, Vera Gonçalves, acrescentando que, a cada ano, introduz novidades. Esta mostra tem a particularidade de ser a preto e branco e com elementos em pop up.
“Normalmente utilizo só colagens, mas para diferenciar colocámos em saliência o país de origem, para estar mais perto dos estudantes e em interação com a cidade das Caldas”, salientou Vera Gonçalves. Por exemplo, uma aluna brasileira, oriunda do Paraná, achou interessante utilizar a arquitetura do jardim botânico da sua terra com a dos Silos, mais retangular, e a Gazeta das Caldas surge numa parede, como se de um mural se tratasse. Presentes estão também locais emblemáticos das Caldas, como a Praça da Fruta, a Rua das Montras ou o Parque, que lhes permite identificar pontos da cidade.
“Acho que é uma mais valia usar a Gazeta, as ruas das Caldas, a ESAD e, hoje, o La Vie”, sintetizou Vera Gonçalves durante a inauguração.
Também o diretor da escola de artes, João Santos, destacou a parceria e cumplicidade existente entre as instituições, salientando que são “uma escola vaidosa, e ver a ESAD nas páginas da Gazeta é um grande orgulho”. Uma colaboração que se estende ao La Vie, “vizinho” da escola primária usada pela ESAD.CR, e que também ele se mostrou disponível para futuras parcerias.Desafio às escolas
“Os bons desafios permitem a concretização de grandes ideias e permitem descodificar este tempo muito complexo em que a incerteza é a certeza de todos os dias”, observou o presidente da direção da Cooperativa Editorial Caldense, Francisco Rebelo dos Santos, que gostaria que a já longa parceria entre a Gazeta das Caldas e a ESAD fosse “dilatada” a outros estabelecimentos de ensino e agrupamentos escolares. Para a sua concretização, o diretor-adjunto da Gazeta das Caldas, Joaquim Paulo, deixou um desafio aos responsáveis dos agrupamentos e centros de formação presentes para desenvolverem, durante este ano letivo, trabalhos com recortes da Gazeta das Caldas. “Temos jornais e revistas que podemos fornecer aos alunos para que nas suas aulas, possam fazer trabalhos artísticos tendo por base o nosso semanário”, sugeriu. As escolas farão depois uma seleção e os trabalhos escolhidos farão parte de uma exposição a ter lugar, possivelmente, no La Vie.
Por outro lado, a Gazeta também está “aberta” a novos desafios que possam ser lançados pelas várias instituições escolares, reforçou o seu administrador, Fernando Xavier, realçando que “estamos cá para trabalhar com a sociedade”. -
Música: Festival do Bombarral continua no Teatro Eduardo Brazão
O Festival de Música Clássica do Bombarral prossegue no próximo sábado, dia 22 de outubro, pelas 21h30, no Teatro Eduardo Brazão com a realização de uma Gala Lírica com Ana Cosme (Soprano), Catia Moreso (Mezzo Soprano), Bruno Almeida (Tenor) e André Henriques (Barítono), acompanhados ao piano por Nuno Lopes. A iniciativa terminará a 29 de outubro, no mesmo espaço com a Banda de Música do Círculo de Música Bombarralense.
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Banda Comércio e Indústria vai abrir o festival Caldas.Jazz no sábado
Se o tempo permitir, o primeiro concerto do festival Caldas.Jazz terá lugar na Praça da Animação, no exterior do CCC. Há música para todos os gostos jazzísticos até novembro.
Começa no sábado, 22 de outubro, pelas 11h00, o festival Caldas. Jazz com um concerto ao ar livre, no exterior do CCC. Será com a atuação Filarmonica.Jazz pela Banda Comércio e Indústria (BCI) que o festival arrancará. Segundo Adelino Mota, o maestro da banda, este será um concerto onde “se vão ouvir interpretar vários estilos de jazz”.
Vão estar presentes 55 músicos deste coletivo que vão apresentar um repertório onde constarão temas de Glenn Miller e também Piazolla, com vários solos de improviso, feitos por músicos da BCI. A banda contará ainda com um músico convidado.
O maestro diz ainda que a BCI interpretará medleys que terão trechos de vários temas clássicos do jazz. A atuação terá em conta uma homenagem a Dave Brubeck com a interpretação de dois temas famosos do seu quinteto, entre eles “Take Five”.
Seguir-se-ão canções de Herbie Hancock, Chick Corea e de Quincy Jones. “É um repertório que dá muito trabalho a preparar mas creio que será ótimo para o público, pois é uma proposta muito eclética”, disse Adelino Mota sobre esta atuação que vai abrir o festival, que já vai na sua 11ª edição.
O Caldas Jazz vai continuar na sexta-feira, 28 de outubro, no CCC, com a atuação no grande auditório do CCC do Real Combo Lisbonense. Este projeto musical é liderado pelos irmãos caldenses João Paulo e Mário Feliciano, e resgata a tradição das orquestras e conjuntos de baile que animavam bares, restaurantes, hotéis, casinos e festas nos idos de 50 e 60 do século passado.
O festival terá diferentes propostas até ao dia 4 de novembro e inclui atuações de artistas nacionais e também internacionais. -
Minidesigners abrem estúdio a outros autores
Andreia Querido e Ricardo Fonseca continuam a dar nova vida a muitos espaços da cidade e do país. A equipa de design cresceu para dar resposta às solicitações e abre o estúdio-loja a outros autores.
O estúdio-loja dos Minidesigners funciona agora na Rua Coronel Andrada Mendoça, nas Caldas. Os designers Ricardo Fonseca e Andreia Querido tinham ateliê na Praça da República, mas aberto apenas aos seus clientes. Ao fim de 12 anos, o casal entendeu que era o momento de apostar num contacto mais direto com o público e mudou-se para uma loja maior, mas à mesma no centro da cidade. Os autores de vários projetos de design e de renovação dos mais variados espaços de restauração e hotelaria também são responsáveis por espaços de decoração, públicos e privados.
Além de terem o seu espaço de trabalho, os Minidesigners abriram loja e abrem, literalmente, a possibilidade a outros autores de darem a conhecer o seu trabalho. Foi o que fez a dupla de criativos Pedro e Ana do Studio Farinha/Rosa que inaugurou a mostra “Linha da Terra”, a 8 de outubro.
E como não há mãos a medir aos muitos pedidos de trabalho, houve necessidade de contratar Manuel Bandeira Duarte para se juntar ao casal de designers.
Andreia Querido é da área do Design Gráfico e Multimédia, ao passo que Ricardo Fonseca é especialista em Design Industrial e de Produto. Por seu turno, Manuel Bandeira Duarte é formado em Design de Ambientes e Espaço Público. E todos com formação da ESAD.CR.
Além do design gráfico, de comunicação e do packaging, os Minidesigners começaram a receber pedidos de clientes que queriam trabalhos “chave na mão” ou seja, que incluam o acompanhamento de obras, escolha de materiais e também trabalho de imagem, de desenvolvimento de marca, sinalética interior e até paginação de menus.
O prédio Bordallos Prime Apartaments, na Praça da Fruta, foi o primeiro a ser feito de forma global pelos Minidesigners. Inclui três apartamentos e cada um foi decorado com uma das edições dos muitos jornais de Bordalo Pinheiro: Lanterna Mágica, Paródia e António Maria. Há também alguma cerâmica bordaliana na decoração das casas, mas a grande aposta foi feita na vertente de ilustração daquele multifacetado autor. “Tentamos sempre que seja uma experiência vivenciar os nossos espaços”, dizem Ricardo e Andreia, que logo a seguir foram desafiados a realizar o projeto de Design de Interiores para 19Tile Boutique House – um espaço de hotelaria decorado com obras de 11 ceramistas – e, consequentemente, do restaurante Maria dos Cacos que é do mesmo proprietário.
“Criamos ambientes para espaços empresariais e comerciais e agora, com a loja, também nos surgem projetos individuais”, asseguram os autores, que vendem peças criativas, fora da caixa, como uma girafa de três metros de altura (feita em polietileno) e que foi adquirida para o restaurante Maria dos Cacos. Na loja, a peça icónica foi substituída por um grande banco que imita uma nuvem.
Os Minidesigners são, ainda, representantes de marcas de design portuguesas e europeias, e destas últimas têm exclusividade nesta região. Vendem por catálogo e gostam de incluir peças inesperadas nos projetos que desenvolvem. Na loja vendem-se livros de uma editora alemão das áreas criativas desde a arquitetura, lifestyle até ao design de jornais.Trabalhar em ateliê no campo
Pedro e Ana formam o Studio Farinha Rosa e fazem, diariamente, o movimento contrário da maioria das pessoas: saem da cidade das Caldas para o ateliê de trabalho, que fica em Salir de Matos.
“Temos filhos pequenos e não nos interessa perder esta dinâmica da cidade. Assim é possível ter o melhor dos dois mundos!”, contou a arquiteta caldense, explicando que os clientes não são da zona e facilmente chegam ao ateliê da dupla.
Os autores, que tiveram uma loja de design durante cinco anos no Largo Dr. José Barbosa , estão agora dedicados ao trabalho autoral. “Fazemos um trabalho artístico livre que é adquirido por arquitetos e designers de interiores”, referiu Pedro Farinha. As obras apresentadas nos Minidesigners resultam da reflexão da dupla sobre território, a paisagem, a casa e o habitar e podem ser apreciadas até ao fim de mês. Segue-se uma mostra destinada ao público infantil. -
Guitarrista caldense em destaque em eventos no estrangeiro
Francisco Luís destaca-se em festivais internacionais de guitarra. Caldense vive na Holanda e atua pelo mundo.
O guitarrista Francisco Luís não pára de surpreender com atuações em festivais internacionais. Recentemente, o caldense sagrou-se vencedor do festival de 2022 Florida Guitar Foundation Competion, mais um marco numa promissora carreira.
O músico contou à Gazeta das Caldas que, após uma primeira ronda, em formato online, qualificou-se com sucesso para a fase final, juntamente com outros três finalistas, que se encontram a representar os Estados Unidos, a Polónia e a Tailândia.
Os quatro artistas receberam prémios monetários, tendo sido atribuído ao jovem caldense o mais significativo, no valor de 3.000 dólares, incluíndo a possibilidade de atuar no próximo ano naquele festival norte-americano.
É a primeira vez na história desta competição que um guitarrista português vence o primeiro prémio, sucedendo à vencedora da edição passada, a russa Vera Danilina.
O músico, de 24 anos, reside em Den Haag (Holanda), onde leciona aulas privadas, atua em salas de concerto e ainda se prepara para integrar os diversos concursos internacionais.
O guitarrista, natural das Caldas, já se tinha sagrado vencedor do Concurso Internacional de Puerto Montt, no Chile. Além da distinção, o triunfo permitirá ao guitarrista dar um novo concerto no festival do próximo ano.
Entre outras distinções, o caldense que é também compositor e professor, foi também o vencedor do 2022 Baltic Guitar festival e do Redi Marku Guitar competition.
O músico foi também selecionado para o 1º Festival de Guitare de Luxembourg. E, à semelhança do concurso americano, foi feita uma pré-seleção online que selecionou 40 participantes, representando mais de 15 nacionalidades.
A 27 de setembro, Francisco Luís recebeu a notícia que fora, mais uma vez, selecionado para a grande final, que se vai realizar no próximo dia 23 de outubro.
O jovem português competirá com outros quatro finalistas, Marko Topchii (Ucrânia), Nikica Polegubic (Croácia), Io Iamada (Japão/Alemanha) e Luis Alejandro Garcia (Espanha).Primeiro Eurostrings luso
O guitarrista dedica-se à música desde os 11 anos e começou a dar os primeiros acordes no Conservatório das Caldas. Prosseguiu estudos no Conservatório Nacional e, em 2020, com apenas 22 anos, tornou-se no primeiro artista português Eurostrings a ter vencido o concurso internacional de guitarra, Harmonia Cordis, na Roménia. Com esta conquista, alcançou o estatuto de músico de topo que lhe permite atuar e dar masterclasses por todo o mundo, ensinando outros intérpretes.
A Eurostrings é uma plataforma que elege guitarristas de topo de todo o mundo, projetando os seus talentos ao proporcionar-lhes a realização de masterclasses e concertos por vários palcos europeus, por forma a divulgar a arte.
Segundo o guitarrista, esta plataforma inclui vários festivais de guitarra por toda a Europa e seleciona os vencedores das competições dos respetivos festivais para atuar e também para ensinar esta arte.
Francisco Luís já conquistou mais de 30 prémios a nível internacional, incluindo vários primeiros prémios em festivais onde é a primeira vez que são conquistadas por um músico português, indicadores que atestam o potencial do caldense, que dedilha o sucesso com uma guitarra nas mãos. -
Reflexões sobre a casa de Pedro Fonseca Jorge na Galeria do Turismo
Arquiteto da Benedita mostra instalação onde reflete sobre o espaço que habitamos.
Pedro Fonseca Jorge é arquiteto e, durante parte da sua vida, foi uma espécie de nómada pois, por causa da sua profissão, foi obrigado a morar de terra em terra. “Habitei muitas casas e muito poucos lares”, contou o autor à Gazeta das Caldas, enquanto fazia a visita guiada pela mostra onde o artista reuniu alguns objetos de afeto, que foi juntando nesse périplo e que tinham o intuito de criar um abrigo, algo que o autor achava que era algo “inalcançável”. E são alguns desses “Afetodomésticos” que podem agora ser apreciados na Galeria de Exposições do Espaço Turismo, nas Caldas, numa mostra que abriu ao público no passado sábado, 8 de outubro.
Depois das deambulações pelo país, o arquiteto, naturl da Benedita, arranjou a sua habitação nas Caldas. Quando se estabeleceu, notou que já tinha recolhido alguns objetos que transformava, tornando-os mais interessantes. É o caso de vários bancos que têm mensagens ocultas ou candeeiros e caixas onde o autor adicionou diferentes personagens que se encontram e desencontram.
Alguns dos objetos expostos que possuem escondidas têm por perto um espelho que permite a leituras das frases.
Há algumas mensagens enigmáticas que deixam o visitante a pensar. Algumas até com sentido e aplicáveis às suas vivências.
Pedro Jorge é mestre e doutor em Arquitetura, e também mestre em Design de Produto e Artes Plásticas. O autor possui gabinete de arquitetura e é também investigador do Laboratório de Investigação em Design e Artes da ESAD.CR. Desta escola, o artista destacou o ensino oficinal onde os estudantes podem passar da ideia à prática, “algo que permite retificar todos os detalhes não percecionados na fase teórica”. Pedro Jorge passou de aluno a docente na escola de artes, dado que ensina no curso de Design de Ambientes.
Esta mostra – que integra vídeos, instalações, pinturas e desenhos – está na galeria do Posto de Turismo até 31 de outubro. -
Mestres do piano e cítara unidos pela pediatria do Hospital das Caldas
Vitorino d’Almeida e trio Pedro Caldeira Cabral atuaram em evento solidário no CCC. Iniciativa dos Lions rendeu 3880 euros para a compra de um ecógrafo.
Os anos não passam a estes monstros sagrados da música portuguesa. O maestro Vitorino d’Almeida e o guitarrista Pedro Caldeira Cabral fazem parecer que é muito fácil tocar piano e cítar, respetivamente. Acompanhado pelo caldense Joaquim António (guitarra) e Duncan Fox (contrabaixo), coube a Pedro Caldeira Cabral assegurar a primeira parte do espetáculo. Músicos deram vida a “O fado da Cítara Portuguesa”, interpretando canções compostas desde o século XVI até outras compostas recentemente por Pedro Caldeira Cabral.
Na segunda parte deste espetáculo, o maestro toucou uma peça sua, escrita há alguns anos, “Desastres da Guerra”. Junto do público, cerca de 300 pessoas, o músico fez questão de sublinhar a importância da Paz, nos dias de hoje.
Pianista e trio voltaram ao palco do grande audtitório para uma homenagem a Carlos Paredes. O dedilhar de Paredes de “Verdes Anos” fez-se ouvir nas cordas do trio e nas teclas do piano destes músicos que atuam nas Caldas há vários anos, em espaços como no Conjunto Cénico Caldense até à Casa da Cultura.Quando a sociedade civil apoia
No início do espetáculo subiram ao palco do CCC responsáveis do Lions, da Câmara e do CHO que sublinharam a importância das iniciativas onde a sociedade civil se une para auxiliar na aquisição de equipamento de serviços.
A apresentação esteve a cargo de José Ramalho que chamou a atenção do público para a necessidade de um ecógrafo para a pediatria do Hospital das Caldas. Rui Vieira, o presidente do Lions Clube das Caldas relembrou que este é um movimento tem como objetivo “melhorar a saúde e o bem-estar das comunidades. o responsável ainda relembrou algumas das suas lutas globais dos Lions, contra contra a diabetes e contra o cancro infantil. “A criança é também o centro das nossas atenções e é por elas que estamos aqui hoje”, rematou Rui Vieira.
Já para a presidente do Conselho de Administraçã do CHO, Elsa Baião, “servir o SNS é difícil mas proporciona-nos dias felizes e este é um deles”. Isto por causa da iniciativa do Lions Club que “mostra a capacidade e determinação da sociedade civil em colaborar com os serviços de saúde, neste caso, com o serviço de pediatria das Caldas”, acrescentou.
Segundo Elsa Baião, a iniciativa solidária decorre “numa fase onde as necessidades são imensas”. Na sua opinião este gesto espontâneo “tem um impacto muito positivo nas nossas equipas” e “mostra que a comunidade está ao nosso lado”. Para a presidente, o serviço de pediatria caldense “tem sido muito bem liderado nos últimos anos pela dra. Luísa Preto e pela enfermeira chefe, Helena Lindinho”. Deu ainda a conhecer que, nos últimos dez anos, o serviço de pediatria realizou 106 mil 738 consultas, internou 8 mil crianças (três mil na Neonatologia) e atendeu, em Urgência, 270. 458 mil utentes. O presidente da Câmara, Vítor Marques, realçou “o orgulho e satisfação de estar aqui hoje nesta bela sala”. O autarca manifestou “a nossa solidariedade para com o hospital e com a pediatria, cujos profissionais têm feito um trabalho excecional e maravilhoso, proporcionando as melhores condições aos nossos jovens”. O edil caldense deixou expresso o apoio ao Lions Clube das Caldas por ter tomado em mãos esta iniciativa de apoiar a pediatria do hospital das Caldas. Foram angariados 2380 € na bilheteira, mais 400 € de donativos e ainda mais 1000 € que foram doados por um empresário. O total, de 3880€, será usado para a compra de um ecógrafo para aquele serviço. -
Teatro: Sofia Bernardo apresenta monólogo no sábado em Tornada
A Associação Desportiva e Recreativa do Reguengo da Parada (Tornada) acolhe no sábado dia, 15 de outubro, pelas 21h30, a peça “A vida é curta demais para passar os lençóis a ferro”, de Sofia Bernardo. A atriz é também a autora do próprio texto desta peça onde se aborda a questão de ser empregada doméstica. A caldense é também comediante, faz stand-up e dá aulas de teatro no Conservatório das Caldas da Rainha.
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Ópera: Caldense Rita Marques em destaque no Teatro de S. Carlos
A soprano Rita Marques deu corpo e voz a Aldina de L’Elisir d’Amore de Donizetti, no Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa) nos dias 1, 3, 6 e 8 de outubro. A caldense fez parte desta nova produção da ópera cómica, encenada por Mário João Alves e que contou com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos. A direção musical de “L’Elisir d’Amore” esteve a cargo de Antonio Pirolli. ■
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Banda caldense Palmers lança álbum de estreia
Grupo, criado em 2018, lança primeiro trabalho amanhã, acompanhado de campanha de crowdfunding para o poder gravar em… vinil.
O grupo Palmers lança o álbum de estreia amanhã, sexta-feira, dia 7 de outubro. A partir dessa data, os dez temas de “Seasonal Affective Disorder” poderão ser ouvidos em todas as plataformas digitais, sendo o primeiro passo da banda caldense, que surgiu em 2018 e integra Raquel Custódio (voz e bateria), Cláudia Brás (baixista) e Vasco Cavalheiro (guitarra). Este último tem 28 anos, é natural de Oeiras, formou-se em Som e Imagem na ESAD.CR e acabou por ficar na cidade termal a dar música aos outros.
Cláudia Brás, 32 anos, é caldense tem uma loja de roupa e está a frequentar o mestrado em Gestão Cultural. Por seu lado, a obidense Raquel Custódio, de 29 anos, estudou Produção Musical na ETIC.
Os Palmers dedicavam-se ao garage e ao garage rock, género que entretanto deixaram, pois estão “mais voltados para um som mais alternativo, mais pós-punk”, disse Cláudia Brás à Gazeta das Caldas.
O grupo caldense tem como referências as bandas Squid, Yard Act, CaveStory e Gang of Four, que inspiram os sons que se podem ouvir em “Seasonal Affective Disorder”.
No entanto, lançar o álbum nas plataformas digitais não parece ser suficiente para os três elementos deste grupo, que já lançou os dois EPs e se pretende abalançar a outros voos.
É no Bairro da Senhora da Luz que o grupo possui o estúdio e onde decorreram as gravações do álbum de estreia.
“Este é o momento que tanto esperámos”, disse a baixista da banda em relação ao lançamento ao trabalho de estreia, que tem dez temas originais. “Todos compomos e acabamos por contribuir quer com letras quer com melodias”, referiu Cláudia Brás.
A baixista explicou que o grupo gostaria muito de ter cópias em vinil e, por isso, lançaram uma campanha de crowdfunding que estará a decorrer até 11 de novembro, e os interessados poderão aceder através das redes sociais dos Palmers.
A apresentação do álbum dos Palmers já tem data marcada para o próximo dia 8 de outubro, no Musicbox, em Lisboa, e também a 4 de novembro, nos Maus Hábitos que fica no Porto.
Além destes dois espaços independentes, a banda local já deu um concerto no café-concerto do CCC e também na conhecida Sala Siroco, de concertos e clubbing, em Madrid. -
Academia Desenhos do Bruno celebra aniversário em festa
Mais de sete dezenas de artistas entre os 6 e os 82 anos subiram ao palco nas celebrações do quinto aniversário da academia no CCC.
Desenho, pintura, música, dança: não houve arte que não tivesse sido “convidada” para as celebrações do quinto aniversário da Academia Desenhos do Bruno, que tiveram lugar no CCC, na noite do passado sábado, dia 1 de outubro. Com um programa em que os jovens foram os protagonistas, tanto no primeiro discurso de apresentação da academia, oferecido pela aluna Diana Carlos, como no número de pinturas ao vivo, procurou-se também dar a conhecer mais ofertas culturais com foco na formação dos jovens, através dos convidados Walter Moraes (antigo aluno de Bruno Prates) e os alunos de Hip-Hop, e da Banda da Sociedade Filarmónica da Alvorninha. A apresentação do espetáculo esteve a cargo da jornalista da rádio 91FM, Catarina Florêncio, que animou a festa com energia e boa disposição.
Bruno Prates aproveitou a ocasião para atribuir o prémio “Parceiro” aos funcionários e atuais e anteriores dirigentes da União de Freguesias de Caldas – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, cujo auxílio nas mais diversas tarefas exigidas pelo trabalho no terreno com os alunos levou o professor às lágrimas. “Este é um prémio para esta freguesia especificamente, mas queremos mostrar que estamos abertos à comunidade, estamos dispostos a aceitar todos os desafios, e temos projetos já em andamento para perceberem que a nossa ideia é intervir na comunidade, não é só fazermos trabalhos e mostrá-lo nas quatro paredes onde estamos normalmente instalados”, explica o artista.
Ausentes do país, o presidente da Câmara, Vítor Marques, e a vereadora da Cultura, Conceição Henriques, enviaram mensagens por vídeo, numa noite ainda marcada pela inauguração da “V Exposição coletiva da Desenhos do Bruno Academia”, acompanhada de bolo de aniversário e cafezinho oferecidos pela Pastelaria/Café do João. A exposição estará patente no foyer do CCC até ao 16 de outubro, com entrada livre, e é composta por mais de uma centena de quadros e objetos artísticos que constituem o “grosso” dos trabalhos desenvolvidos no último ano letivo. -
Álvaro Cortez deu concerto no Festival de Música Clássica do Bombarral
O percussionista Álvaro Cortez subiu ao palco do Teatro Eduardo Brasão no passado sábado, dia 8 de outubro, para um concerto de percussão a solo. O espetáculo decorreu no âmbito do Festival de Música Clássica do Bombarral, que decorre ao longo do mês de outubro. O evento conta com concertos todos os sábados do referido mês e as entradas são gratuitas.
Além da atuação, o percussionista esteve ainda à conversa, no período da manhã, com jovens alunos de percussão, partilhando um pouco dos seus conhecimentos musicais, bem como da sua experiência pessoal, académica e profissional.
O próximo concerto do Festival de Música Clássica do Bombarral está agendado para o dia 15 de outubro e irá juntar um Quarteto de Cordas, constituído por António Figueiredo (1º violino), Pedro Figueiredo (2º violino), Ricardo Mateus (viola) e Emídio Coutinho (violoncelo). O espetáculo vai ter lugar no Auditório da Escola Básica e Secundária Fernão do Pó, com início pelas 21 horas.
No dia 22 de outubro, a programação do evento conta com a realização de uma Gala Lírica, com a atuação de Ana Cosme (Soprano), Cátia Moreso (Mezzo Soprano), Bruno Almeida (Tenor) e André Henriques (Barítono), acompanhados ao piano por Nuno Lopes. O concerto irá decorrer no Teatro Eduardo Brazão, a partir das 21 horas.
Já o encerramento do Festival está marcado para o dia 29 de outubro, a cargo da Banda de Música do Círculo de Cultura Musical Bombarralense. Com direção artística de Elio Leal, a atuação terá lugar no Teatro Eduardo Brazão às 21 horas.
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“A História vista pelas capas da Gazeta das Caldas” para apreciar em Óbidos
A exposição “A História vista pelas capas da Gazeta das Caldas” pode ser apreciada no Museu Abílio de Mattos e Silva, em Óbidos, até ao dia 16 de outubro.
Esta iniciativa está inserida nas comemorações do 97º aniversário da Gazeta das Caldas e é apresentada no âmbito do Fólio, festival literário de Óbidos.
A mostra, que abriu ao público esta quinta-feira, reúne algumas dezenas de primeiras páginas do jornal regional, dando seguimento a uma iniciativa começada nas comemorações do 90º aniversário, num desfile pela cidade com as “primeiras” a serem então mostradas pelos alunos da Escola Bordalo Pinheiro.
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Já arrancou o FOLIO, o festival que tem a palavra como poder
Uma performance do ator José Ramalho abriu oficialmente a sétima edição do Festival Literário Internacional de Óbidos (FOLIO) esta quinta-feira à tarde. O evento, que este ano tem por tema o Poder, foi considerado por José Pinho, administrador da Ler Devagar, “melhor do que o do ano passado”. Uma constatação que já antes tinha feito e que agora justificou com a oferta em termos de qualidade e quantidade, que leva a que algumas atividades tenham de estar sobrepostas mas que, acredita, possam trazer mais pessoas a Óbidos. “Começamos numa e entramos noutra, para podermos participar em todas as que nos interessam”, aconselha o também curador do Folio Mais.
Franscisco Madelino, presidente da Fundação Inatel e co-organizador o evento, destacou a promoção da cultura, sobretudo feita em língua portuguesa. Com a curadoria da Folia, a Fundação Inatel está presente no festival com a música, que “liga o tempo, gerações, a tradição e a modernidade e tem no poder da palavra, em transmitir sonhos e mensagens com artistas que o fazem de forma soberba”, referiu o responsável.
“Durante estes 11 dias Óbidos será um livro aberto na promoção da cultura sob a chancela do reconhecimento de Cidade Criativa da Literatura da Unesco”, salientou o presidente da Câmara, Filipe Daniel, referindo-se ao vasto programa desta edição. Por toda a vila, estão dispostas 16 exposições, entre elas a “História vista pelas capas da Gazeta das Caldas”, decorrerão 30 concertos (entre o Inatel e a Boémia), 14 mesas de autor, 62 apresentações e lançamentos de livros, tertúlias, formações, masterclasses, seminários, cinema, prémios literários e de ilustração, experiências gastronómicas literárias e um novo curso literário. Nos dois próximos sábados estarão no festival os prémios Nobel da Literatura, Olga Tokarczuk e Wole Soyinka, respetivamente, e durante os 11 dias de festival participarão também autores, ilustradores, jornalistas e outros convidados que irão integrar as diversas mesas, no ano em que se celebram os 100 anos de José Saramago.
Esta edição tem ainda um dia dedicado à inclusão e conta com a participação das freguesias do concelho, “permitindo deste modo a aproximação a toda a comunidade”, realçou o presidente da Câmara. -
Museu Malhoa vai receber obras de 410 mil euros
Foi hoje assinado o auto de consignação da empreitada de requalificação do Museu José Malhoa, uma obra de mais de 410 mil euros que foi adjudicada à empresa Bel Heritage Construção e Intervenção no Património, que terá um prazo de execução de dez meses.
Na cerimónia, que decorreu no próprio espaço museológico, Susana Menezes, diretora da Direção Geral de Cultura do Centro (DRCC) esclareceu que este investimento permitirá resolver problemas estruturais do edifício. A principal preocupação é com a cobertura e sistema de drenagem de águas pluviais, que permitem infiltrações no museu. A questão tem-se vindo a agravar, colocando em causa a conservação do espólio.
Está prevista a substituição dos painéis da cobertura e também a substituição dos revestimentos em telha cerâmica por novos, em chapa de zinco. Será ainda necessário um trabalho de conservação e desinfestação preventiva e a reparação de sistemas eletromecânicos. Depois há também melhorias a fazer no sistema de aquecimento, nos equipamentos sanitários, entre outros.
Este investimento será feito a par de um outro, no domínio da transição digital que prevê novas soluções de iteratividade no museu, a criação de uma visita virtual e também a digitalização em 2d e 3d de um total de 1546 peças.
Susana Menezes considera que esta é “uma nova fase na história deste museu”. A secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, salientou que este é, a nível nacional, o primeiro edifício pensado e construído de raiz para ser um museu e que tem uma “notável coleção de pintura e escultura”.
A obra será financiada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na dimensão Resiliência. No âmbito deste plano, será também digitalizado acervo do Museu Dr. Joaquim Manso, na Nazaré, que também terá uma visita virtual disponível (algo que também acontecerá com o Museu da Cerâmica, nas Caldas).
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FOLIO Autores traz dois Prémios Nobel a Óbidos
Olga Tokarczuk e Wole Soyinka são os dois Prémios Nobel da Literatura que estarão na sétima edição do festival literário, a convite da curadoria FOLIO Autores. Distinguida em 2018, a escritora polaca licenciada em Psicologia estará à conversa com o jornalista Carlos Vaz Marques, sobre o tema “Limites”, às 21 horas de dia 8 de outubro. O escritor e dramaturgo nigeriano, que recebeu o Nobel em 1986, fará uma reflexão sobre o tema “Infância” com o autor e jornalista José Mário Silva, no dia 15, às 21 horas. Todas as sessões decorrem na Tenda Vila Literária.
A programação da FOLIO Autores é constituída por 14 mesas, em que escritores de diversas nacionalidades são convidados a refletir sobre diversos temas. No dia 7, às 18 horas, “Dor” será o tema da conversa entre a escritora israelita Zeruya Shalev e o fotógrafo e cineasta português Daniel Blaufuks, moderada pela jornalista Cândida Pinto. No dia seguinte, o escritor da Guatemala Eduardo Halfon debate o tema “Identidade” com o autor e professor Sandro William Junqueira. A moderação será do jornalista Luís Ricardo Duarte.
Às 15 horas de dia 9, a escritora britânica Natasha Brown e a romancista e jornalista norte-americana Katie Kitamura irão debater o tema “Mulher”, durante uma sessão que será conduzida pela jornalista Ana Sousa Dias. Duas horas mais tarde, o escritor moçambicano Mia Couto e o psiquiatra José Manuel Gameiro refletem sobre o tema “Distância”, com moderação da jornalista Sara Figueiredo Costa.No dia 14, às 18 horas, “Vidas” é o tema de mais uma sessão do FOLIO Autores, apresentada por Maria João Costa e que colocará frente a frente o autor francês Arthur Larrue e o jornalista José Pedro Castanheira. Nesse dia, há outra mesa agendada para as 21 horas, sobre “Mitos”, com a participação do professor de Filosofia e ensaísta António de Castro Caeiro e da escritora Matilde Campilho, e moderada pela jornalista Bárbara Reis.
No dia seguinte, pelas 15 horas, a escritora colombiana Pilar Quintana conversa com a autora britânica Bernardine Evaristo sobre “Emancipação”, conduzida pela jornalista Luciana Leiderfarb. Uma hora mais tarde, a autora neerlandesa Joke J. Hermsen e a escritora portuguesa nascida em Angola Djaimilia Pereira de Almeida analisarão o tema “Melancolia”, sessão que será moderada pela jornalista Isabel Lucas.
No último dia do festival literário, pelas 15 horas, David Baddiel, comediante
e escritor inglês, e António Prata, autor brasileiro, irão refletir sobre o tema
“Ofender”. Caberá ao jornalista e editor brasileiro Paulo Werneck conduzir o encontro. Destaca-se ainda a conversa alusiva ao tema “Palavra”, entre Nadine Strossen, norte-americana ativista das liberdades civis, e José Pacheco Pereira, historiador, moderada pelo jornalista Luís Caetano, às 17 horas. -
Banda Xeques Orquestra assinala 30 anos de espetáculos um pouco por todo o país
Grupo da região está de parabéns. Completa três décadas de existência e continuam a animar festas do povo.
Ninguém fica indiferente a uma atuação ao vivo dos Xeques Orquestra, grupo que celebra 30 anos, na próxima segunda-feira, 10 de outubro. O grupo musical tem quatro cantores e vários músicos, entre eles uma secção de metais. Em palco há, também, um par de bailarinos que dança durante toda a atuação. Esta é complementada com fogo preso, jogos de luzes e de imagens, instalados nos ecrãs do seu camião palco.
Todos os anos, o grupo prepara uma nova digressão, subordinada a um tema e apresenta ao público um novo espetáculo musical onde não faltam momentos dedicados a canções da música portuguesa e também internacional, sempre atentos às novas sonoridades.
Os Xeques Orquestra animam festas e romarias e também fazem atuações em eventos empresariais e corporativos.
Filipe Correia é líder deste grupo e contou à Gazeta das Caldas como tudo começou na aldeia no Carvalhal (Bombarral).
Ele e o irmão, Rui Correia, oriundos da aldeia da Boavista (Bombarral), ambicionavam ter um grupo musical, para animar os bailes, e o objetivo foi atingido pois, em 1992, juntaram-se a mais alguns elementos do Carvalhal do Bom Jesus e deram início à banda Xeques. Inicialmente esta era constituída por Filipe Correia (voz), Rui Correia (teclista), Bruno Santos (trompete), Rui Braz (saxofone), Vasco Costa (bateria), João Pedro Granado (guitarrista) e Duarte (baixista).
O salto qualitativo dos Xeques deu-se em 2010 com a aquisição do camião-palco, que permitiu oferecer ao público um espetáculo diferente do habitual neste tipo de concertos, num cenário móvel e uma aposta em cenários de ecrãs, luzes, som e vários efeitos que se juntaram à performance dos músicos.
“Na altura, inspirámo-nos nalguns grupos do Norte que já atuavam desta forma”, disse Filipe Correia, explicando ainda que, em média, o grupo que coordena “dá cerca de 60 espetáculos por ano”.
Filipe Correia, além de ser um dos cantores é quem toma as muitas decisões relativas ao grupo. “Faço-o com toda a vaidade e paixão”, disse o coordenador deste coletivo de 15 elementos em palco – entre músicos, cantores e bailarinos -, além dos sete elementos da equipa técnica.
“Tocamos mais fora desta região”, explicou o músico, acrescentando que a banda mantém as atuações em cinco ou seis festas da região em localidades como em Peniche, Ferrel, Atouguia, Bombarral e Vau, mantendo, deste modo, a ligação ao Oeste.
No final de 2018 atuaram na festa de Passagem de Ano nas Caldas e, este ano, os Xeques Orquestra vão animar a chegada de 2023, na cidade de Peniche. -
Há Festival de Marionetas em Alcobaça até domingo
Hoje, quinta-feira, 6 de outubro, pelas 10h00, no Cine-teatro João d’Oliva Monteiro apresenta-se a peça “Manual de Sobrevivência para Seres Fofinhos”pelo VATE/Acta e, às 14h30, no mesmo espaço, o grupo Caricata Teatro representa “Mil e Uma”. São espetáculos do festival “Marionetas na Cidade”, que prossegue amanhã, dia 7, às 10h00, no Cine-teatro, com “Uma torneira na testa” pelos VATE/Acta e às 14h30, repete-se o “Mil e Uma”. A 8 de outubro, às 11h00 os SA Marionetas apresentam no Mercado Municipal, teatro dom Roberto “O Castelo dos Fantasmas”. Às 15h30, na Praça 25 de Abril, será representada a peça “The World of Marionet of Teodor Borisov” por Teador Borisov (Bulgária).
Pelas 16h00, a Praça da República acolhe “Pedro, a Mentira e o Lobo” pelo Fio d`Azeite, marionetas do chão de oliva e, às 16h45, no Arco de Cister (Ópera Café), “World Stars Show de Cemal Fatih Polat (Turquia). Pelas 17h00, na Praça 25 de Abril, repete-se The World of Marionet of Teodor Borisov. No mesmo local, às 17h30 acontece “Miss E@sy, a Matraphonia Total “pela Companhia Marimbondo (Ala Sul Café) e, às 21h30, no Cine -Teatro de Alcobaça há “The Box” pela Cia Argila Verde. Espetáculos prosseguem a 9 de outubro (entre as 15h30 e as 17h30) e a programação está em www.samarionetas.com. -
Música: Noites com “microfone aberto” no Ó Pit Stop em S. Martinho
Todas as sextas-feiras, a partir das 19h00, no Ó Pit Stop, junto à estação de S. Martinho do Porto, há noites de microfone aberto para quem quiser apresentar-se a cantar, tocar, dançar ou fazendo stand-up. Não é necessário inscrição, bastando aparecer no local e inscrever-se no momento. As “Open Mic Nights”contam com apresentação de Wayne McCormick. O Ó Pit Stop está sediado num armazém da estação.
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Caldense Mantraste abre programação da Casa Abysmo no Folio
O autor transporta para peças de cerâmica (feitas nas Caldas) as palavras sobre o que a terra nos dá.
“Uma Espécie de Livro” intitula a exposição do caldense Mantraste, que estará patente entre 6 e 16 de outubro, na Casa Abysmo, no Espaço Ó, integrada no Folio. O autor, ilustrador e designer gráfico formado na ESAD.CR, já tem participado em diversas exposições em edições anteriores e este ano apresenta uma mostra de desenho em formato editorial sobre o que a terra nos dá.
No texto que acompanha a exposição, o músico e poeta José Anjos, realça que “nenhum desenho pode ser descrito em palavras sem desintegrar a sua singularidade artística. Mas o inverso não é verdade: as palavras pedem desenhos”, refere, para destacar o trabalho de Mantraste, que “usa as palavras como pontes para voltar a olhar a terra através dos desenhos que nela semeou”.
José Anjos explica que, numa série de frases e desenhos escavados em cerâmica, Mantraste reapresenta “as expressões de quem trabalha a terra, o eterno homem rude do campo, as peculiaridades da tradição e sabedoria populares, os credos e medos, histórias do diabo, catástrofes que acontecem a quem trabalha em dias santos, e outras superstições de quem olha a terra como quem vê a morte e dela extrai os frutos para viver, mais, para saber viver”. Refere ainda que, olhadas em conjunto, as partes que integram a exposição organizam-se em narrativa orgânica, contando a história que tão frequentemente esquecemos mas de onde nunca conseguiremos sair. “É esse o caminho que Mantraste nos indica com a generosidade e talento que o caracterizam: ajuda os outros/aponta-lhes a luz/como quem aponta/um bom restaurante”, concretiza.
À Gazeta das Caldas, Mantraste realça a sua participação num festival pelo qual nutre “bastante carinho”, mas acima de tudo por esta exposição ser uma “espécie” de agradecimento a João Paulo Cotrim, fundador da editora Abysmo, que faleceu o ano passado. -
Assinada consignação da requalificação do Museu José Malhoa
A secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, preside, esta quinta-feira, às 15h00, à cerimónia protocolar de assinatura do auto de consignação da empreitada de Requalificação do Museu José Malhoa, que terá lugar naquele espaço.
A obra é da responsabilidade da Direção Regional de Cultura do Centro e está incluída no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, dimensão Resiliência, componente Cultura.
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“Marionetas na Cidade” começa a 3 de outubro
O 25º festival de Marionetas na Cidade arranca, em Alcobaça, na próxima segunda-feira, 3 de outubro, e a programação vai estender-se até dia 9. Além de 18 espetáculos que serão apresentados em nove espaços, esta edição vai contar ainda com uma exposição, uma conversa entre marionetistas e com o lançamento do primeiro volume de Cadernos de Teatro de Marionetas da S.A. Marionetas.
Estão igualmente previstas iniciativas que assinalam os 25 anos da companhia alcobacense. A 3 de outubro, pelas 17h30, será inaugurada a exposição “Objectos fascinados – Performances da criação de Natacha Costa Pereira”. Trata-se de um projeto que teve como propósito trabalhar a marioneta no contexto da arte contemporânea, “explorando conteúdos do folclore e da arte popular, ambos raízes do próprio teatro de marionetas”, explica nota sobre o festival. No dia seguinte, 4 de outubro, às 17h30, no Ala Sul Café, na Praça 25 de Abril, é lançado o 1º volume de “Cadernos de Teatro de Marionetas da S.A. Marionetas – Inês de Castro” que acolhe textos originais dos elementos base da companhia, José Gil, Natacha Costa Pereira e Sofia Vinagre.
A 5 de outubro, pelas 15h30, na Rua Dr. José Nascimento e Sousa (ponte junto à Biblioteca Municipal), há Teatro Dom Roberto, com a apresentação de várias peças. Às 16h30 será inaugurada a placa comemorativa 25 anos da S.A. Marionetas e da inscrição no Inventário Nacional de Património imaterial Cultural do Teatro Dom Roberto. Ainda nesse dia, às 21h30, na adega do Restaurante Corações Unidos, haverá uma conversa uma conversa, aberta ao público, sobre o teatro de marionetas com três marionetistas do teatro tradicional de marionetas português. Participam, entre outras, as companhias Marionetas Rui Sousa, Mãozorra, S.A. Marionetas, a VATE/ATA, do Algarve, a Caricata Teatro e grupos da Bulgária e da Turquia. -
Estela Costa assinala 25 anos de gravura no CCC
Galeria acolhe gravuras de artista formada na ESAD.CR e que trabalha em projetos em Benavente. “Originários” é uma retrospetiva da obra da artista plástica.
A exposição “Originários”, de Estela Baptista Costa, abriu portas no sábado, 24 de setembro, na galeria do CCC. Foi com a presença de muitos familiares e amigos, que foi inaugurada a mostra que reúne a obra gráfica da artista plástica nos últimos 25 anos.
As primeiras obras foram feitas quando a autora frequentava os primeiros anos do curso de Artes Plásticas na ESAD, em 1996 quando Estela Costa descobriu a técnica da gravura com o professor, o pintor Mário Tropa.
“Até então nunca tinha ouvido falar da técnica”, disse a autora enquanto fazia uma visita guiada à exposição com Gazeta das Caldas. Desse primeiro período de trabalhos está presente a gravura “Rómulo”, quando a autora trabalhava o tema da mitologia. Também experimentou gravar em novos materiais para as matrizes como o alumínio e, por isso, trouxe “A gata Mia” e a obra “As banhistas”, referentes a este primeiro período de trabalho e de descoberta desta técnica ancestral.
Em 1998, foi convidada a ser assistente do gravador português, Bartolomeu Cid dos Santos, sediado em Londres há décadas. “Correu tudo muito bem”, disse a caldense acrescentando que o gravador acabou por ser seu mestre, tendo trabalhado com ele em vários projetos.
Em 2000 terminou o curso de Artes Plásticas e com o apoio do professor de Artes Plásticas, Pedro Campos Rosado, conseguiu desenvolver vários projetos, entre eles a coleção “As regras do jogo” e a “Mala de Jogo”, tendo a gravura Plateau sido selecionada para representar Portugal na exposição internacional de ilustração de Montreuil, em Paris, no final de 2000.
No ano seguinte, findo o curso de Artes Plásticas, foi convidada a realizar obras sobre o tema da violência doméstica, a convite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – APAVD. Estão presentes em “Originários” trabalhos sobre este drama, transversal a todos aos géneros e faixas etárias, mas “com consequências mais dramáticas para as mulheres”, referiu a gravadora caldense.
Dois anos depois, Estela Costa já se encontrava a trabalhar no Museu Malhoa quando participou na exposição coletiva das comemorações dos 75 anos de elevação das Caldas a cidade. E concebeu a coleção “Casting para rainha”, uma série que mantém atualidade e que pode ser apreciado nesta retrospetiva.
Em 2004, a autora casou e mudou-se para o concelho de Vila Franca de Xira, onde reside atualmente. Até 2011, e já sem o apoio e o acesso à oficina de gravura da ESAD.CR, foi gravando em vários locais: na histórica Cooperativa de Gravura, no Bairro Alto, no Centro Português de Serigrafia e no Atelier Arte e Expressão nas Caldas e ainda num atelier improvisado na casa da família, em Salir de Matos.
Apesar das dificuldades, nunca recusou um convite por falta de sítio para trabalhar, excepto quando foi mãe, em 2011 e deixou de gravar durante cinco anos, por opção.
Em 2005 começou a trabalhar na Companhia do Eu, a escola de escrita criativa do poeta e escritor Pedro Sena-Lino. Nesse ano, ele lançou-lhe o desafio de fazer uma gravura a partir do verso “tão nu de ti como as árvores das estrelas”. Foi a partir desta gravura que Estela Baptista Costa descobriu o seu amor pelas árvores. “Estas transformaram-se numa espécie de meu alter ego…”, contou a autora que as representa como se fossem pessoas. Até à atualidade, são inúmeras as gravuras em que surgem árvores, assim como homenagens a vários poetas e também à poesia.
Numa parceria com o Museu de Benavente, a caldense está atualmente a desenvolver uma residência artística no Espaço Gravurar, situado no Núcleo Museológico de Benavente.
É neste espaço que a caldense tem aprofundado o seu lado de educadora pela arte. Em parceria com o município local, explora novas técnicas de fazer gravura, numa vertente mais ecológica e alternativa, trabalhando com alunos de várias escolas daquela região.
Em 2019, uns meses antes da pandemia, esta mesma mostra abriu em Bruxelas, numa altura em que autora assinalou os 20 anos do seu trabalho gráfico.
“Originários” é uma exposição a não perder, e vai estar patente na galeria do CCC até ao próximo dia 6 de novembro. -
Música: Dia Mundial será assinalado no Museu de Cerâmica
O Dia Mundial da Música, 1 de outubro, pelas 16h30, é celebrado no Museu de Cerâmica, com um concerto de guitarra clássica, com o Duo Estela & Jacques. A atuação terá lugar nos jardins daquele espaço museológico. A iniciativa é organizada pelo Grupo dos Amigos do Museu de Cerâmica.
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Música: Concerto de guitarra solo no Teatro da Rainha
Tiago da Neta apresentou sexta-feira, pelas 21h30, no Teatro da Rainha, “Canções sem Palavras e Danças sem Passos”, um concerto de guitarra solo onde o músico interpretará composições suas, influenciadas pela música tradicional portuguesa. Docente nos conservatórios das Caldas e de Santarém, o músico dedica-se a vários instrumentos de corda dedilhada. Os bilhetes custam 10€ e é necessária reserva prévia.
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Caldense João Amaral lançou nova canção “Changes”
Músico apresentou, no Bowling, novos temas que o próprio também compõe. João sonha viver da música.
“Changes” é um dos novos temas de João Amaral, apresentado a 24 de setembro, numa festa que teve lugar no Bowling das Caldas.
À Gazeta das Caldas, o cantor revelou que o tema, cantado em Inglês foi composto pelo próprio, ou seja, João Amaral compõe as letras e também faz os arranjos musicais. A nova música “fala sobre mudanças que acontecem nas nossas vidas que, por vezes, não estamos à espera e umas são boas e outras más…”, contou o autor, que se baseou no que tem vivido para dar corpo a este original. “Changes” foi gravado num estúdio em Lisboa.
A passagem pelo concurso de talentos The Voice acabou por ser importante para este jovem caldense, pois deu-lhe visibilidade nacional. O caldense fez parte da edição do programa televisivo de 2020, tendo chegado à fase das galas. O jovem, de 20 anos, teve como mentora a cantora Marisa Liz.
“Continuo a lutar pelo sonho de um dia viver da minha música”, confessou o músico à Gazeta. Atualmente João Amaral está a estudar Programação e Produção Cultural na ESAD.CR e, durante o verão, atuou em bares e em vários eventos a convite da Orquestra Ligeira Monte Olivett e da Câmara das Caldas.
O músico, que quer gravar um álbum, vai agora lançando os novos temas individualmente. No serão de sábado, no Bowling, além de “Changes”, revelou o vídeoclip da canção e ainda apresentou mais alguns temas originais, cantados em Inglês, que é língua em que prefere não só compor mas também cantar.




























