Category: Cultura

Agenda de eventos e artigos sobre a vida cultural na região.

  • Lambda trouxe artes sonoras a vários espaços da cidade

    Lambda trouxe artes sonoras a vários espaços da cidade

    Mostra de ondas sonoras acolheu concertos, performances e exposições de alunos da ESAD e de artistas nacionais e internacionais.

    A terceira edição da mostra de ondas sonoras, Lambda, terminou a 19 de novembro. O festival, que iniciou no dia 3, incluiu eventos que tiveram lugar em espaços como o Céu de Vidro, a Igreja do Espírito e na ESAD.CR. Realizaram-se concertos, DJ sets, performances, live acts e masterclasses que foram coordenadas pelos autores que vieram às Caldas para apresentar o seu trabalho. Atuaram por cá nomes importantes da experimentação sonora e, sobretudo, da arte eletrónica experimental, não só portugueses como também alguns estrangeiros. Fulano 47, Roberto Roque, Líbida, Clothilde, Jeremy Young, Millian Dolla e Santi Lesca foram alguns dos convidados desta edição.
    A Lambda contou com uma exposição que ocupou os três andares do edifício do Céu de Vidro onde foram apresentados trabalhos de alunos que estão no mestrado de Artes de Som e Imagem. “Estiveram presentes cinco projetos da escola e um outro de um artista argentino”, disse Ricardo Pimentel, um dos organizadores do Grémio Caldense e que é também docente na ESAD.CR.
    A mostra no Céu de Vidro teve um papel central neste evento que é uma co-produção com a Cátedra em Gestão Cultural.
    Da Lambda ainda fez parte programação para o Cubículo, um espaço na ESAD.CR, inaugurado no ano passado e que conta com programação dos alunos do curso de Programação e Produção Cultural. O festival nasceu em resposta a um desafio da docente Adriana Sá, de Criação Digital, interessada em fazer uma exposição com os seus alunos de objetos sonoros.
    Este ano, o festival além do seu caráter experimental, juntou convidados das áreas da música e da realização de filmes. “Fez sentido unir o Lambda à Cátedra, no programa Living Cities, pois o próprio festival “é um laboratório que também questiona o próprio tipo da ocupação dos espaços da cidade”, disse Ricardo Pimentel, interessado em unir e em continuar a apostar em iniciativas que unem várias entidades locais. “Estes eventos servem para formalizar ligações que já existiam”, rematou o organizador.

  • Diga 33 debateu poesia de José Saramago

    Diga 33 debateu poesia de José Saramago

    Olhou-se a obra do Nobel da Literatura à luz de “A Espiritualidade Clandestina.

    Manuel Frias Martins, presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, foi o convidado de Henrique Fialho no “Diga 33 – Poesia no Teatro” de novembro, que se realizou na terça-feira, dia 15, no Teatro da Rainha, e que teve como tema a parte da obra “menos conhecida e debatida” de José Saramago, a sua poesia, que ali foi analisada de “forma crítica”. Em debate estiveram os livros “Os Poemas Possíveis” (1966) e, de forma breve, “O ano de 1993” (1975), dois dos três livros de poesia publicados em vida por José Saramago, antes da sua consagração como romancista.
    Foi com a publicação da segunda edição de “Poemas Possíveis”, em “1985 ou 1986”, que José Saramago dá por concluída a sua “carreira como poeta”, começou por explicar Manuel Frias Martins. No prefácio a essa edição, o escritor, que se assume “definitivamente” como romancista, afirma que “decidiu raspar com unha seca e irónica o poeta de ontem, lacrimal, às vezes”, tal a sua consciência da “ausência de distância entre o fazer poesia e o sentir a experiência”, que resultava numa poesia marcada pelo “sentimento excessivo”, explicou o crítico e ensaísta.
    A viragem para o género do romance também se pode ter devido, segundo o professor aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao facto de Saramago ser um “escritor de ideias”, que “problematiza a existência sob múltiplos aspetos, problematiza a condição humana, problematiza a própria noção democrática”, toda uma reflexão que um poema não consegue abarcar. “O discurso poético é um discurso de concentração, é um discurso em que o símbolo tem uma riqueza sugestiva numa imagem”, por oposição ao romance, que “precisa de desdobramento da ação, da personagem e das equações existenciais, morais, éticas: tudo aquilo que nós associamos com os melhores autores, e, obviamente, com Saramago”, defendeu.
    Contudo, os poemas de Saramago, considerou o autor de “A Espiritualidade Clandestina de José Saramago”, assumem uma grande importância na carreira do prémio Nobel, “sobretudo quando se quer perceber muitos dos temas emotivos dos romances, designadamente os relacionados com a experiência religiosa” e com a cultura judaico-cristã. Experiência “espiritual” e não “religiosa”, corrigiu o crítico, considerando a espiritualidade como o “estado poético do espírito”, “o que se pode sentir quando estamos diante do outro que sofre, e sentimos compaixão”.
    “Chamo a isto a ética da compaixão. Eu julgo que está subjacente a toda a obra de Saramago”, rematou.

  • Osso traz São Gregório até ao Centro de Artes

    Osso traz São Gregório até ao Centro de Artes

    Seis artistas realizaram residências artísticas em S. Gregório e alguns projetos estão patentes na cidade.

    O Espaço Concas, no Centro de Artes, acolhe desde sábado, 19 de novembro, a exposição do coletivo Osso, que tem sede em S. Gregório. Uma das suas iniciativas é o programa de residências artísticas “Na Rua” e são trabalhos desenvolvidos a partir do território rural caldense que agora se mostram nos museus municipais.
    Patentes estão as propostas dos artistas Arta Raituma, Gonçalo Barreiros, Sara Bichão, Sara Mealha, Teresa Santos e Tiago Fróis. Estão presentes desenhos, de fotografias, instalações de som e alguns site-specific, todos desenvolvidos e inspirados no território de São Gregório. Arta Raituma é uma artista da Letónia que esteve em residência em S. Gregório e escolheu trabalhar em madeira gravada. Por seu lado, Gonçalo Barreiros dedicou-se a produzir esculturas em chapa que fazem lembrar gigantes almofadas insufladas.
    Tiago Fróis trabalhou com fotografia sobre os campos de monocultura e também retratou o espaço edificado, incluindo as interrupções entre as construções. O artista construiu um dispositivo que apresenta estas imagens como se fosse uma animação. Este autor cria obras de fotografia,instalação e de arquitetura.
    Trabalha ainda com som e apresenta uma experiência eletroacústica, feita na freguesia caldense, tirando proveito do som do vento. Já Sara Bichão propôs uma instalação que é em simultâneo uma horta comunitária. Tem várias maquetas desta sua proposta, pensada para realizar num território contíguo à escola básica de S. Gregório. Sara Mealha apresenta desenhos que realizou durante a estada caldense. Também recebem estudantes da escola de artes caldense para desenvolverem as suas propostas artísticas.
    O coletivo Osso vai também editado um jornal, a 17 de dezembro onde incluirá mais documentação de outros projetos artísticos.
    Desde 2018 já se realizaram residências com 13 autores de várias áreas e nacionalidades. Neste momento o grupo tem cinco artistas na coordenação e obtiveram apoio sustentado quadrienal da Direção Geral das Artes para continuar a sua programação de caráter experimental e que articula o espaço rural com o urbano. “Estamos muito focados no programa oficinal para as crianças da aldeia que tenha atividade mais regular”, rematou Ricardo Jacinto, um dos coordenadores da Osso.

  • Médico Fernando Correia fez das Caldas um laboratório de pesquisa

    Médico Fernando Correia fez das Caldas um laboratório de pesquisa

    Historiadora diz que o médico criou entidades e práticas que foram transpostas para outras localidades.

    O médico Fernando Correia (1893-1966), caldense por adoção, teve um papel pioneiro no que diz respeito à criação de entidades ligadas à saúde nas Caldas da Rainha, algumas das quais foram depois replicadas noutras localidades.
    Esta foi uma das ideias que foi expressa pela historiadora Joana Beato Ribeiro, que pertence ao PH e que está a realizar o seu doutoramento sobre o médico.
    Na conferência “A obra de um assistente da Rainha D. Leonor – Uma época de ouro”, que decorreu a 19 de novembro na Biblioteca, foi dado a conhecer que Fernando Correia foi o fundador do Laboratório Municipal, do Lactário-Creche Rainha D. Leonor e também da Misericórdia local.
    “Enquanto médico e sub-delegado de saúde também fazia as campanhas de vacinação nas freguesias”, contou Joana Beato Ribeiro, afirmando que algumas práticas e entidades acabaram por ser replicadas no resto do país.
    Entre outras obras, o médico foi autor do artigo “Breviário de Higiene Moral”, que foi distribuído por várias entidades, nomeadamente muitos reformatórios. Ou seja, havia divulgação do seu trabalho em todo o país. Fernando Correia foi ainda autor da peça “Leonor de Lencastre tragédia de uma grande alma”, publicada em 1932. A peça tem cinco atos e num deles aborda-se a morte do filho da monarca, em 1491, em Santarém. D. Leonor estaria nas Caldas quando foi informada sobre a trágica morte de D Afonso. Fernando Correia deu largas à imaginação ao ter criado esta peça de teatro, tendo-se aproximado dos momentos mais difíceis da vida da monarca.
    O médico “foi um dos principais teóricos de D. Leonor durante o Estado Novo”, referiu a investigadora, que começará a dedicar-se à escrita do seu doutoramento sobre este médico a partir do próximo ano. Joana Beato Ribeiro tem-se dedicado à investigação sobre Fernando Correia e lamenta que o seu percurso, tal como se outras personalidades seja “esquecido e pouco estudado por estarem associados ao Estado Novo”. O clínico tinha vários interesses, algo que é possível estudar através do seu arquivo, que se encontra à guarda do PH.
    Ultimamente a historiadora tem-se dedicado a estudar a correspondência – mais de nove mil missivas – que o médico manteve com pessoas, a nível nacional e internacional.

  • Eis uma sagração genuína do saxofonismo

    Eis uma sagração genuína do saxofonismo

    José Alberto Vasco
    musicógrafo

    Tenho acompanhado com muito interesse a profícua atividade do Grémio Caldense, dinâmica coletividade de cultura e recreio vocacionada desde 2015 para sinalizar Caldas na área da programação regular em termos de arte contemporânea, materializando os seus propósitos em várias infraestruturas locais. Conheço e respeito o saxofonista Rodrigo Amado desde o início da década de 1990, época em que se apresentou várias vezes ao vivo em Alcobaça, no Bar Ben, demonstrando desde logo a sua transversatilidade criativa nos universos do jazz contemporâneo, da nova música improvisada e do rock de vanguarda, em duo com o percussionista Luís Desirat, colaborando em bandas lideradas por João Peste ou nos No Noise Reduction, projeto eletrónico de Rafael Toral e do caldense João Paulo Feliciano. Já então se evidenciavam a sua singularidade musical e o empenho criativo que posteriormente o conduziram à notabilização no circuito europeu do jazz de vanguarda, percurso honrado em frutuosas parcerias com vultos mundiais da estirpe de Joe McPhee, Kent Kessler, Alexander von Schlippenbach ou Gerry Hemingway, entre outros. Sucesso premiado com abalizadas avaliações críticas publicadas em vários órgãos de referência da imprensa especializada mundial, nomeadamente a eleição como melhor saxofonista tenor da atualidade pela El Intruso.
    A tarde de 4 de julho de 2021 conduziu-me a Caldas e à sua singular Igreja do Espírito Santo, com a finalidade de aí assistir a mais um dos concertos nela realizados pelo Grémio, nessa ocasião um recital a solo de Rodrigo Amado. Concerto esse recentemente editado em cd, sob o título Refraction Solo, pela editora austríaca Trost, cuja apolínea capa traduz o nome do local do evento para Church of the Holy Ghost, discreto requinte ayleriano que o disco comprova e potencia. Este recital foi indissociável da época em que ocorreu, a da pandemia, tendo sido uma das suas primeiras atuações ao vivo após o inerente período de reclusão que, como em muitos outros casos, também no seu se revelou bem sucedido em termos de evolução e criatividade. Foi também nesse período que se deslocou a Paris e aí comprou o modelo de saxofone tenor que idealizava e se ajustava à sua evolução, um Super Balanced Action Selmer, de 1951, em que a sua arte se cria, recria e movimenta neste ciclo da sua carreira. A audição de Refraction Solo revela estarmos perante um trabalho cimentado a partir de um criterioso escrutínio do saxofonismo jazz, captando e reinventando a sua raíz melódica tradicional e a sua natural energia numa simbólica noção de tempo e espaço a que não é estranha a influência de Sonny Rollins, fazendo-o Rodrigo Amado de um modo em que a consistência técnica e emocional do seu discurso criativo literalmente nos conduz à naturalidade expressiva de Albert Ayler, numa fértil e diacrónica defluência entre corpo e alma, que atualiza e reinventa o conceito de saxofonismo solo, bem na esteira dos seus grandes e eternos catedráticos, mas demonstrando a voz própria de Rodrigo Amado, a mesma voz que o confirma como um inequívoco mestre da improvisação e como o músico português de jazz mais reconhecido além fronteiras. Fundamental no resultado do disco foi a envolvente ambiência e a convincente acústica da Igreja, abençoando Caldas por ter acolhido aquele que será provavelmente o disco de jazz do ano em Portugal e, certamente, o mais autêntico. Está escrito nas estrelas.

    Rodrigo Amaro: refraction solo
    Trost
    Álbum resulta da gravação de concerto na Igreja do Espírito Santo, nas Caldas, em 2021

  • Ciclo de concertos comentados prossegue a 3 de dezembro em Óbidos

    Ciclo de concertos comentados prossegue a 3 de dezembro em Óbidos

    Prossegue a 3 de dezembro, pelas 19h00, o  I Ciclo de Concertos Comentados do Oeste, na Casa da Música, em Óbidos. O  segundo evento desta iniciativa contará com o concerto comentado pelo pianista Aarun Monteiro Kassam que interpretará obras de Schubert, Chopin e de Beethoven. As entradas para este ciclo de concertos, organizado pela Associação de Cursos Internacionais de Música de Óbidos, são livres.

  • Um armário que percorre o país instalado no Museu Malhoa

    Um armário que percorre o país instalado no Museu Malhoa

    A dupla Von Calhau! fez uma instalação com um velho armário que está a percorrer o país. Proposta dos autores está patente até ao final de janeiro.

    O “Armário” é um projeto artístico independente que se encontra a fazer um périplo por todo o país. Desprovido da sua função utilitária, o “Armário” tem sido apresentado como site specific e chegou ao Museu Malhoa, a 10 de novembro, com a intervenção dos Von Calhau!. “Retirámos várias partes do Armário e quisémos colocar a instalação num certo desiquilíbrio, em diálogo com a pintura “Os Bêbados””, disseram Marta Ângela e João Alves (este último formado em Artes Plásticas na ESAD.CR), que formam a dupla. Os Von Calhau! costumam apresentar performances sonoras em Portugal e no estrangeiro e até já realizaram intervenções no Centro de Artes e no Inferno da Azenha.
    Recorrendo à amplificação, a dupla de autores ainda quis destacar o som que os xilófagos fazem, dentro do armário. Trata-se de pequenos animais que vivem e que “comem” o interior das peças da madeira. E é bem audível o som que estes fazem, num som semelhante ao uso de uma lixa.
    A curadoria do projeto “Armário” é de Benedita Pestana e este foi iniciado em Lisboa em maio de 2022. Em Coimbra, o “Armário” foi trabalhado por Gisela Casimiro, enquanto que em Almada foi Alexandre Estrela e ,no Porto, Inês Brites.
    Depois das Caldas, o “Armário” segue para Évora, onde vai ser trabalhado pela artista Belén Uriel. O regresso à capital está previsto para junho de 2023.
    A diretora do Museu Malhoa, Nicole Costa, deu a conhecer que a instalação “Armário” contará com atividades organizadas pela curadora como uma conferência com vários artistas, prevista para o próximo mês de dezembro, nas instalações do museu.

  • Festival: Artistas ligados à região vão participar no Festival da Canção

    Festival: Artistas ligados à região vão participar no Festival da Canção

    Churky, Mimicat e os Dapunksportif são três participantes da edição do próximo ano do Festival da Canção da RTP. O primeiro é cantor e compositor de Alcobaça, enquanto que Mimicat é de Coimbra mas formou-se em Som e Imagem na ESAD.CR. O grupo Dapunksportif nasceu em 2004, dedica-se ao rock e é de Peniche.

  • João Tordo esteve nas Caldas à conversa no Clube de Leitura

    João Tordo esteve nas Caldas à conversa no Clube de Leitura

    Escritor esteve na biblioteca, no sábado, para esclarecer dúvidas dos seus leitores.

    A personagem principal do “Naufrágio”, que João Tordo apelidou de Jaime Toledo já tinha surgido como secundária no livro “A Mulher que corria atrás do vento” . Esta foi uma das partilhas do escritor, a 12 de novembro, na Biblioteca Municipal, durante a sessão do Clube de Leitura e que foi assistida por meia centena de pessoas. Estas ficaram também a saber que, na segunda-feira seguinte, dia 14, este autor iria lançar um novo thriller “Cem anos de perdão” e a conhecer que, no próximo ano, irá lançar outra obra, dedicada aos ensaios.
    A personagem principal de “Naufrágio”, um escritor de 60 anos, deixou de escrever há uma década. E é alvo de uma acusação que resulta num julgamento sumário da personagem e que, ao longo do livro se prova que de facto ele cometeu o delito. Serviu também de inspiração para esta obra o movimento MeToo.
    Para João Tordo este seu livro “é uma comédia negra e trata de questões como uma pessoa ter de lidar com o seu passado, com as feridas que causamos e que os outros nos causam”. E até partilhou, durante a sessão, que não gosta particularmente da personagem que criou e, muito menos, do que ele diz. No entanto, “num mundo tão polarizado como é o atual, são precisas pessoas como o Jaime”, sustentou.
    Na sessão, bastante interativa, falou-se muito para além do “Naufrágio” pois o escritor revelou detalhes sobre outras obras como, por exemplo, as trigémeas que são protagonistas de “Felicidade” se inspirarem nas três irmãs idênticas que eram vizinhas do escritor quando este viveu na zona da Estrela, em Lisboa.
    O resto da história é totalmente ficção mas as protagonistas eram de facto suas vizinhas que, enquanto crianças, “pareciam iguais” pois usavam a mesma farda do colégio, mas que depois se transformaram “em mulheres bastante diferentes”. Algo que acabou por transpor também em “Felicidade”.
    “Faço poucos planos para os meus livros , mas aqueles que faço saem quase sempre gorados”, revelou João Tordo, acrescentando que enquanto escrevia algumas das suas obras teve, por vezes, a sensação de que algumas personagens “parecem ter a capacidade de decidir o seu destino”.
    Para o escritor, que foi vencedor do Prémio Saramago em 2009, “todos os romances são um puzzle à espera de ser montado”. No entanto, ele prefere-os inacabados, aqueles a que faltam algumas peças. “Esses sim, são o verdadeiro desafio”, considera.
    Marta Ambrósio, do Clube da Leitura ficou muito satisfeita com a adesão do público à sessão do Clube de Leitura, que contou com o apoio da Biblioteca e que encheu o auditório daquele espaço.
    “A seguir queremos convidar uma escritora”, afirmou Marta Ambrósio que, com Elisa Santos, divide a responsabilidade relativa ao Clube de Leitura das Caldas da Rainha e que já tem prevista nova sessão com uma autora para o primeiro trimestre de 2023.

  • Alunos do Cencal expõem no Museu da Cerâmica

    Alunos do Cencal expõem no Museu da Cerâmica

    Exposição “Cerâmica Criativa 21/22” pode ser visitada até dia 31 de janeiro, no espaço das exposições temporárias do Museu da Cerâmica.

    O Museu da Cerâmica volta a acolher a exposição dos trabalhos desenvolvidos ao longo do ano letivo pelos alunos da turma de 2021/2022 do curso de Técnico de Cerâmica Criativa, do Cencal. São treze os formandos que têm peças suas no espaço das exposições temporárias, desde a passada sexta-feira, dia 11 de novembro.
    A exposição é uma iniciativa do Grupo de Amigos do Museu da Cerâmica, dirigido pela filha da primeira diretora do Museu, Patrícia Ballu Loureiro, que intermediou a relação entre este e o Cencal, onde estuda, com vista à “reativação” da parceria entre as entidades e à retoma da realização anual da exposição, que os alunos “merecem, porque trabalham muito”.
    Segundo Filipa Dias, coordenadora do curso de Cerâmica Criativa, é “muito gratificante” para o Cencal ver as “peças [tecnicamente] muito bem feitas e com a criatividade” dos alunos expostas, o epítome do trabalho de um ano letivo (a duração do curso, de 1500 horas).
    São cerca de uma centena de peças de cerâmica utilitária e artística que integram um espólio maior e que os alunos realizaram no âmbito dos vários módulos do curso. Entre os temas representados estão a “escultura, olaria, decoração [ou] técnicas de cozedura”.
    “Tentámos trazer de tudo e que houvesse uma peça de cada aluno, pelo menos”, explicou a responsável.
    Marta Colaço é uma das formandas com peças expostas, como o mural “Enseada” e várias peças de cerâmica utilitária, como jarras. A jovem, que já tinha bases de cerâmica adquiridas na Escola Secundária António Arroio, contou que o curso a ajudou “imenso” a aprofundar conhecimentos na área, na qual pretende continuar a investir, impulsionando também o seu projeto pessoal “Imperfectcer.studio”.
    Márcia Magalhães, uma nortenha licenciada em Artes Plásticas pela ESAD e detentora de um perfil de Instagram, “ Mar_the_ceramystic”, onde também divulga o seu trabalho, disse que o curso a fez “evoluir muito” e que se encontrou no estágio realizado em julho. Gostou tanto da experiência que agora ambiciona dar formação na área.

  • Biblioteca assinala 25º aniversário com vários eventos

    Biblioteca assinala 25º aniversário com vários eventos

    A Biblioteca Municipal das Caldas já iniciou, a 12 de novembro, o programa de celebração do seu 25º aniversário, que se vai assinalar no dia 6 de dezembro.
    No próximo sábado, 19 de novembro, pelas 16h00, decorrerá, na Biblioteca, a conferência “A obra de um assistente da Rainha D. Leonor – Uma época de ouro da assistência nas Caldas da Rainha” que será proferida pela historiadora Joana Beato Ribeiro.
    Da programação fazem igualmente parte horas do conto, visitas guiadas, atividades para bebés e workshops de origami que se realizam nas tardes de sábado.
    No dia 30 de novembro, às 15h00, será representada a peça “Quem quer ser Saramago?” que será interpretada por Cristina Paiva, numa produção Andante Associação Artística.
    À celebração, a Biblioteca associa a comemoração do centenário do nascimento de José Saramago com a exposição “De volta aos passos que foram dados” – José Saramago, que faz uma viagem pela biografia literária do escritor e que está patente na Biblioteca Municipal das Caldas até 31 de dezembro.
    No dia 6 de dezembro haverá uma série de iniciativas de comemoração, entre as quais a apresentação do concurso de BD, Jorge Machado-Dias.

  • Um magusto participado no Centro de Artes

    Um magusto participado no Centro de Artes

    O exterior do Centro de Artes recebeu, no sábado, um magusto especial que contou com forte adesão de público.

    O magusto “S. Martinho e São Castanhas” que decorreu no sábado, 12 de novembro, no Centro de Artes surpreendeu toda a gente. Primeiro porque conquistou artistas e suas jovens famílias que encheram o espaço de alegria, com vários petizes a pulular entre as esculturas de pedra ali expostas. O São Pedro também colaborou, contribuindo com um ameno final de dia onde foi possível assistir a demonstrações de cutelaria artesanal por Paulo Tuna e também de Raku por Miguel Neto.
    Quem teve um papel importante neste convívio foi o fogo , primeiro porque é em volta da fogueira que se convive, que se assam as castanhas e é também pela sua ação que também se cria a cutelaria tradicional e se coze a cerâmica.
    As peças produzidas estiveram à venda no evento e quem quis trouxe para casa uma faca artesanal, especificamente feita para retalhar as castanhas. As peças de cerâmica eram os copos para o vinho deste convívio que estavam à venda na cafetaria do espaço, assim como outros comes e bebes. Podiam também ser adquiridas pagelas de S. Martinho, criadas pelo artista caldense Mantraste.
    Mais ao final da tarde Miguel e Ana Leão animaram o espaço com música ao vivo, num início de serão muito agradável, ao sabor das castanhas e do convívio, onde não faltou um brinde ao S. Martinho pois as tradições são para cumprir.
    Para o diretor do Centro de Artes, José Antunes, este convívio era algo que pretendia realizar há algum tempo. “Queríamos juntar as pessoas e é notório que está um ótimo ambiente e um bom astral em volta dos artistas e das pessoas ligadas ao saber-fazer”, referiu o responsável.
    “São Martinho e São Castanhas” marcou também o reinício da CENTRA, o grupo de amigos do Centro de Artes, criado em 2018 e que agora quer reativar a sua ação e propor iniciativas.
    “Pretendemos criar condições para que os autores possam promover as suas experiências”, disse Pedro Ribeiro, um dos elementos do CENTRA. Na sua opinião, as Caldas possui vários projetos artísticos dispersos e a ideia “é tentar agregar as pessoas”. O objetivo é que os criativos “saibam que há um local onde têm as condições necessárias para o desenvolvimento dos seus projetos”, rematou o responsável .
    Presente esteve também a vereadora da Cultura, Conceição Henriques, muito satisfeita com a grande adesão dos artistas, das jovens famílias em torno do Centro de Artes. Na sua opinião, “esta dinâmica era inevitável e é este tipo de atividades que nós queremos, numa cultura viva e participada pela comunidade artística local e com capacidade de atrair a comunidade artística exterior”. Para a autarca, Caldas da Rainha tem tudo para ter uma dinâmica cultural diferenciada.
    “Creio que 80% do trabalho já está feito, só falta 20% para densificar esse movimento que já existe, mas que por agora está muito pulverizado”, afirmou a vereadora que quer apostar em dinâmicas em torno de espaços como o Centro de Artes.

    Artes do Fogo na Primavera
    Para a Primavera, está já pensado um evento em volta das Artes do Fogo, que chegou a estar planificada para esta altura, mas que foi adiado para 2023. Apesar de ter características mais reduzidas, “quisémos, com o magusto, lançar as bases para esse evento que terá outra dimensão”, referiu a autarca.
    Em torno do fogo, além da cerâmica e da cutelaria, irá juntar-se ainda a gastronomia.
    Conceição Henriques deu ainda a conhecer que a partir de 2023 “será lançada a base do que será o futuro e a nova política cultural para a cidade”.
    Até agora foi feito um trabalho de identificação dos autores e grupos e “para o ano haverá um novo fôlego no ressurgimento das atividades das Caldas Cidade Criativa” Até porque a reunião das Cidades Criativas da UNESCO decorrerá em Braga em 2024 e, nessa altura, queremos “ter uma presença em força”, rematou a autarca que se diz muito entusiasmada com a nova programação cultural para as Caldas.

  • André Lopes expõe pintura e desenho no Museu do Hospital

    André Lopes expõe pintura e desenho no Museu do Hospital

    O corpo e a mente refletem-se nas obras de artista de Turquel, formado na ESAD.CR.

    Abriu portas ao público a 5 de novembro, no Museu do Hospital e das Caldas, a segunda exposição individual do artista plástico André Ribeiro Lopes.
    O autor é natural de Turquel, veio viver para as Caldas em 2012 para estudar e por cá ficou. Residiu noutras cidades, como Leiria, mas identificou-se mais com as Caldas, onde chegou a ter o seu ateliê de trabalho.
    Além das artes, André Ribeiro Lopes, 29 anos, interesssa-se por desportos como kickboxing, dança e bodybuilding. E na sua opinião, estas práticas são úteis e relevantes para o ato criativo. “Comecei por estabelecer um ligação entre as práticas desportivas e a minha pintura e desenho”, contou o autor à Gazeta das Caldas.
    André Lopes licenciou-se em Artes Plásticas em 2015 e prosseguiu para mestrado na mesma área em 2017. E continua a explorar questões relacionadas com o corpo nas suas pinturas, assim como lhe interessa explorar a relação que o ser humano tem com a natureza e até com o mundo.
    O artista pretende, no seu trabalho, conferir à sua pintura um caráter carnal, quase físico e até a textura das telas são motivo de reflexão. O criador considera-as uma espécie de pele e, por vezes, até tira partido da frente e também do verso do suporte dos seus trabalhos artísticos.

    A mente também nas telas
    Além do corpo, André Lopes também se interessa pelas questões da mente e de como esta “tem poder sobre cada um de nós”. O artista também se dedica a estudar autores que refletem sobre o espírito humano, como Thurman Fleet, que defendem que os pensamentos se podem tornar realidade.
    André Ribeiro Lopes passou por uma fase de esgotamento e foi desde então que passou a estudar “a mente e como esta nos pode condicionar”. A reflexão sobre o tema ajudou-o a superar uma fase menos positiva da sua vida, dominada pela ansiedade.
    O turquelense considera que cada um de nós “tem que lutar pelo que quer e não deve deixar que as circunstâncias condicionem o que desejamos alcançar”, resumiu o artista, que já expôs no CCC, na Casa Antero e em eventos coletivos como a MAGA e o Caldas Late Night. Também já fez parte de exposições que se realizaram em Lisboa, Fátima e ainda em Vila Nova de Cerveira.

    Apoio para espaços de trabalho
    André Lopes diz que não é fácil para os artistas poder suportar os custos de ter espaços de ateliê abertos por sua conta.
    “Durante um ano gastei cerca de 4 mil euros, em arrendamentos e materiais e obtive muito pouco retorno…”, lamenta.
    Na opinião deste artista, a Câmara das Caldas poderia ter uma política de apoio a quem deseja ficar na cidade. “Poderia ser criada uma praça das artes, com rendas de espaços mais acessíveis para os autores”, disse André Lopes, sugerindo que fossem recuperados espaços e edíficio abandonados na cidade, que poderiam ser recuperados para acolher oficinas para os autores. Caso contrário “é muito difícil para quem inicia carreira poder permanecer por cá”.
    Quando viveu em Leiria, sentiu que a cidade tinha grande afinidade com a música, “mas não tanto com as artes plásticas”. Nesta última área, Caldas da Rainha é mais forte pois um pouco por todo lado, “respira-se” artes. O criador, natural do concelho de Alcobaça, diz que há sinais de atividade artística por toda a cidade, muito motivadas por quem faz parte da comunidade da ESAD.CR e que dá pulsar criativo à cidade termal.
    A exposição de André Lopes está no Museu do Hospital e das Caldas, próximo da Igreja do Pópulo, até ao fim do mês de dezembro.

  • Artes: Exposição “As Cores da Vida” abre no sábado em Alcobaça

    Artes: Exposição “As Cores da Vida” abre no sábado em Alcobaça

    A 12 de novembro, entre as 15h30 e as 18h30, na Galeria 5º Piso, no edifício da Caixa de Crédito Agrícola de Alcobaça, é inaugurada a exposição “As Cores da Vida”, que inclui obras de pintura e de escultura de João Francisco e de cerâmica de Liliana Sousa. A mostra vai estar patente até 9 de dezembro e pode ser apreciada de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 15h00 na Galeria do edifício da instituição bancária, em Alcobaça.

  • Nico Paulo tem novo single e lança álbum na próxima primavera

    Nico Paulo tem novo single e lança álbum na próxima primavera

    A cantora e compositora, que cresceu na região, está a preparar um novo disco e já lançou o primeiro single.

    A cantora Nico Paulo, que nasceu em Toronto, cresceu no Bombarral e vive no Canadá, lançou um novo single, “Now or Never”, no qual aborda “a tentativa de entender como as coisas terminam e o porquê”, explicou a autora à Gazeta das Caldas.
    “Now or Never” procura ainda desmitificar “o que acontece quando permanecemos empáticos durante os desgostos amorosos”, acrescentou a artista.
    A letra de “Kiss me now or never, hold me close or let me go” (Beija-me agora ou nunca, abraça-me ou deixa-me partir) é uma das primeiras ideias de letras das músicas que a compositora escreveu e que, na sua opinião, “se mantêm relevantes” e que a levou por um caminho distinto neste trabalho de originais.
    O novo álbum, que será lançado em março, e que tem como título o nome da artista, abordará “memórias e experiências com pessoas importantes” para a autora.
    Segundo Nico Paulo quase todas as canções são como “reflexões dedicadas a memórias com familiares, amigos e ex-namorados, que formam o presente e que também focam a caminho a seguir em frente”. De resto, a artista fez notar que há memórias vividas em Portugal, sobretudo no Bombarral, que deixaram marcas e ainda hoje a inspiram em termos profissionais.
    Nico Paulo fez o ensino secundário na Secundária Raul Proença nas Caldas da Rainha e deslocava-se diariamente de comboio para o Bombarral.
    Este novo álbum, em formato de LP té constituído por 10 temas e vai sair através de uma discográfica canadiana, Forward Music Group (FMG). “É uma excelente oportunidade poder juntar-me à familia de artistas que a FMG representa”, disse a compositora acrescentando que próximos “singles” que antecipam o lançamento do álbum “Nico Paulo” serão lançados nos primeiros dias de janeiro e em meados de fevereiro de 2023.

  • Curso de Ilustração da ESAD.CR mostra trabalhos na Galeria do Turismo

    Curso de Ilustração da ESAD.CR mostra trabalhos na Galeria do Turismo

    Os melhores trabalhos do anterior ano letivo estão patentes no centro da cidade até 2 de dezembro.

    Os melhores projetos de várias disciplinas do curso de Ilustração e Produção Gráfica da ESAD.CR, do ano letivo de 2021/22 estão em exposição na Galeria do Posto de Turismo, ao cimo da Praça da Fruta. E podem ser vistos não apenas projetos académicos, mas também outros que foram desenvolvidos com empresas que lançaram desafios aos alunos, casos da Frutol (Fábrica do Areeiro) e da Surge, uma revista portuguesa de skate e que trabalharam ativação da marca nas redes sociais e o conceito Go West, respetivamente.
    “Sempre que há solicitações de empresas tentamos adequar com o trabalho com as várias disciplinas”, disse o coordenador do curso e responsável pela mostra, Afonso Figueiredo.
    Há propostas de vídeo, gravura e serigrafia e até cerâmica, dando tridimensão às ilustrações que criaram com base em filmes e em contos como, por exemplo, “O Mau Lobo” de Valter Hugo Mãe. “Há todo um processo que se inicia no desenho e que culminou nas peças de cerâmica, feitas nas oficinas da escola”, explica o docente.
    Presentes estão vários trabalhos de ilustração digital e científica. Podem ser vistos jogos de tabuleiro, harmónios sobre livros de Edward Gorey, aguarelas a lembrar azulejaria, num sem fim de propostas que merecem ser conhecidas.
    “Pretendemos dar a conhecer aos caldenses o que se faz na ESAD.CR. É importante mostrar o que vamos produzindo”, afirmou o professor à medida que ia mostrando trabalhos de banda desenhada e de criação de personagens que pode ser aplicado no mundo das aplicações, do gaming e dos videojogos.
    A mostra integra ainda uma série de curtas de animação multimédia que está a passar em permanência, nomeadamente “Void”, das alunas Beatriz Machado e Joana Barbosa, selecionada para concurso no festival Cinenima ao prémio de Jovens Realizadores.
    Miguel Henriques, natural da Batalha, é um dos estudantes que participa nesta mostra com uma aguarela onde apresenta uma figura feminina que se apresenta com estética dos anos 1920 e com um capacete de astronauta, aludindo à atual década de 20 que se vive.
    Já Cláudia Nunes, que é de Lagos, e tem várias ilustrações científicas presentes nesta mostra, procurou “mostrar a ação da vespa na figueira”, pois têm uma relação simbiótica”, referiu a estudante, de 21 anos. “O curso é muito abrangente e não trabalhamos apenas ilustração 2D, passamos para a tridimensão”, rematou. Por seu lado Aiden Morgan, que é de Faro, está satisfeito com o curso sobretudo porque está focado na área da Ilustração. Trouxe para a mostra uma tira com três vinhetas, inspirada numa ilustração de Marta Monteiro, um trabalho “interessante”, pois tirou o estudante da sua zona de conforto.
    A mostra de Ilustração da ESAD.CR vai estar patente até, na galeria do Posto de Turismo até ao próximo dia 2 de dezembro de 2022.

  • Médico avalisa efeito terapêutico da música

    Médico avalisa efeito terapêutico da música

    O diretor do serviço de gastroenterologia do Santa Maria veio às Caldas conversar sobre o efeito terapêutico da música.

    “Healthy Jazz” foi como se designou a conversa que decorreu na tarde de 5 de novembro no Café Concerto do CCC, liderada pelo gastroenterologista Rui Tato Marinho.
    O médico revelou que usa a música de uma forma quase terapêutica junto dos seus pacientes. Rui Tato Marinho é também diretor da Biblioteca do Hospital de Santa Maria, local onde encontrou livros antigos sobre as águas termais caldenses que datam de 1750…
    “Estas obras foram oferecidas pelo padre Sousa Martins”, referiu o orador, melómano confesso e fã de “monstros” sagrados deste género musical como Keith Jarret, Miles Davies, John Coltrane e Chet Baker. Analisou ainda de que doenças morreram alguns destes músicos vítimas do consumo de drogas e de álcool, alguns sofrendo até de cirrose.
    Segundo o convidado do festival, a prática do jazz pode ser exemplo no que diz respeito à liderança. Considera que algumas das caraterísticas de quem executa este tipo de música podem ser importantes nos dias de hoje. A saber: a capacidade de improviso, o facto de cada um ter a sua competência, o estar atento aos outros, fazer uma gestão adequada do tempo, fazer uso da criatividade e compreender que há um tempo do líder, um tempo do grupo e um tempo individual podem ser chave na atualidade.
    Para o médico, a liderança hoje “deve ser mais empática”. “Temos de ter mais paciência e menos arrogância”, frisa. Entre outras valências, há uma que Rui Tato Marinho sublinhou: os líderes devem deixar o seu ego à porta, tal como fazem os músicos de jazz.
    Rui Tato Marinho deu a conhecer que teve contactos privilegiados com a música através de vários familiares: o irmão integra os Sétima Legião e tem uma tia de 90 anos que é fã confessa de jazz. O orador deu ainda a conhecer que foi amigo de Zé Pedro, dos Xutos & Pontapés e que, juntos, foram às escolas conversar com alunos sobre a prevenção de doenças.
    Esta tertúlia, que contou com apresentação do gastroenterologista caldense António Curado, que foi colega de curso de Rui Tato Marinho, foi enriquecida com aas memórias de quem assistiu ao evento, relacionadas com as suas vivências em festivais de jazz nos EUA e Europa.
    A conversa, a única deste Caldas.JAZZ, contou a com intervenção do médico e pianista Barros Veloso, uma referência do mundo do jazz em Portugal. Tem vários livros publicados e,entre as suas áreas de interesse, está também a azulejaria. E já fez várias apresentações nas Caldas, no Museu de Cerâmica.

  • Teatro: “Police Machine” continua em cena até ao dia 26 de novembro

    Teatro: “Police Machine” continua em cena até ao dia 26 de novembro

    Após várias salas esgotadas, a peça “Police Machine” de Joseph Danan continua em cena no estúdio do Teatro da Rainha. O grupo de teatro local está a representar a peça, sobre violência suburbana, de quarta-feira a sábado, até 26 de novembro, às 21h30. Para mais informações e reservas de bilhetes pode contactar o Teatro da Rainha através dos telefones 262 823 302 e 966 186 871 ou do e-mail geral@teatrodarainha.pt.

  • Caldense expõe desenhos em Lisboa

    Caldense expõe desenhos em Lisboa

    Carlos Rodrigues fez parte da única feira que se dedica ao desenho no país, a Drawing Room.

    O caldense Carlos Alexandre Rodrigues participou na Drawing Room Lisboa 2022, na Sociedade Nacional de Belas Artes, a única feira dedicada ao desenho em Portugal. A iniciativa decorreu entre os dias 26 e 30 de outubro e contou com a participação de 23 galerias, incluindo algumas espanholas.
    As obras de Carlos Rodrigues, que vive e trabalha nas Caldas, estiveram patentes no espaço da Galeria das Salgadeiras e o seu trabalho, assim como o de Rui Horta Pereira e Rui Soares Costa, foi escolhido sob a proposta curatorial de Ana Matos, “Beyond the shadow”.
    O artista plástico apresentou “Nesga de luz”, uma série que explora “a luz e a sombra, a transparência e a opacidade, num diálogo que, sugerindo uma inversão dos planos, invoca o público a pensar no que estará do outro lado do desenho”, explica nota sobre os desenhos deste autor.
    “Nós, os três, testamos os limites dos meios que usamos”, disse o artista à Gazeta das Caldas, sobre os trabalhos patentes dos artistas que representaram a Galeria das Salgadeiras.
    Esta foi a 4ª edição de Drawing Room Lisboa, uma feira internacional de arte contemporânea de origem espanhola que é dirigida por Mónica Careaga, a mesma responsável da feira que se realiza na primavera, em Madrid. Além da presença das galerias, o evento contou ainda com a exposição das obras de artistas que foram selecionados ao prémio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e que foi ganho pela artista lisboeta, Maria Campelo. A FLAD atribui um dos mais elevados que prémios monetários que distingue artistas em Portugal: vinte mil euros. A FLAD está a par com o Prémio Novos Artistas EDP que atribuiu a mesma quantia.
    Dos autores selecionados ao prémio da FLAD deste ano constam duas artistas que se formaram na ESAD.CR: Carla Cabanas e a caldense Cecília Costa.
    Carlos Alexandre Rodrigues está, neste momento, a preparar várias apresentações.
    Em janeiro vai apresentar uma obra em vídeo que fará parte do projeto. fará também parte de uma exposição que decorrerá em novembro na Galeria 7, em Coimbra.
    O caldense trabalha com vários tipos de media, como a pintura, o desenho, a fotografia e objetos tridimensionais. Carlos Rodrigues usa também nas suas obras imagens e objetos encontrados, num processo da apropriação artística. Em 2011, o caldense foi distinguido com o Prémio de Arte Pós-contemporânea Pedro Portugal.

  • Cristina Lourenço presta homenagem aos ceramistas

    Cristina Lourenço presta homenagem aos ceramistas

    A artista e docente de artes visuais tem uma peça em Lisboa, com a qual presta homenagem a quem trabalha na cerâmica.

    Cristina Lourenço foi convidada pelo Centro de Joalharia de Lisboa a participar no projeto “Humanitas”, que implicava que cada autor fizesse uma homenagem a um profissional (ou a um grupo), no contexto da pandemia, através da criação de uma joia.
    A autora, que fez formação naquela entidade há dois anos, aceitou o desafio. “Nessa altura, pensei em juntar a cerâmica ao metal e quis homenagear os operários das fábricas de cerâmica e também os que trabalham nos ateliês”, disse a artista, que é também docente de artes.
    “Pensei mesmo que devia criar uma joia em reconhecimento deste trabalho coletivo”, acrescentou Cristina Lourenço, que considera que quem trabalha nas grandes unidades de cerâmica “acaba por ter menos visibilidade”.
    Para criar a obra, usou porcelana e latão. Este último completa o contorno da mão e permite que a joia possa também ser usada como um colar.
    Os dedos, que representam a criação, foram cozidos nos fornos da Braz Gil Studio, empresa caldense que se dedica em exclusivo ao trabalho em porcelana.
    “Os responsáveis foram impecáveis e demonstraram abertura para futuros projetos”, disse a artista.
    A exposição que agora se encontra patente no Centro de Joalharia de Lisboa, é constituída por 17 peças. Há “joias-homenagem” a enfermeiros, cientistas, militares, atletas e até a quem trabalha pela proteção do lince ibérico.
    As diferentes joias foram também apresentadas num evento que aconteceu no Museu de Lisboa, onde cada autor deu a conhecer a respetiva homenagem.
    “Gostei bastante deste desafio que me fez procurar, investigar e pesquisar e refletir sobre o trabalho dos ceramistas”, disse à Gazeta Cristina Lourenço que criou a peça durante os dois meses de férias escolares. Na sua opinião, este tipo de projetos prova que é possível “aliar a arte com a cidadania”.
    “Gigantes, Anjos e criaturas” designou uma das últimas mostras que Cristina Lourenço fez no Museu do Ciclismo, onde apresentou esculturas e peças de joalharia, algumas das quais já tinham estado em mostras no Japão e no Brasil. ”Humanitas” vai estar patente até ao próximo dia 19 de novembro, no Centro de Joalharia, na Rua João Saraiva, 28 R/C, em Lisboa.

  • Mário Branquinho é o novo diretor Geral e de Programação do CCC

    Mário Branquinho é o novo diretor Geral e de Programação do CCC

    Mário Branquinho é o escolhido para diretor Geral e de Programação do CCC, sucedendo a Carlos Mota a partir do início de dezembro, informou a direção da Culturcaldas em comunicado.

    “Esta decisão, tomada unanimemente pelo Júri, teve por base a solidez de um curriculum assente em longa experiência e provas dadas em funções idênticas às que irá desempenhar no CCC, a sua visão estratégica para uma gestão financeira sólida que permita alavancar a vertente cultural do CCC, a experiência em processos de candidatura a programas financeiros, e o seu longo e profundo conhecimento do meio artístico e respetivos agentes no panorama nacional, aspetos que teve oportunidade de evidenciar na fase da entrevista”, refere a Culturcaldas em comunicado.

    Natural de Seia, Mário Branquinho, de 56 anos, é fundador e diretor do CineEco – Festival Internacional Cinema Ambiental, que se realiza em Seia desde 1995. É licenciado em Ciências Sociais e Mestre em animação artística.

  • José Viegas lança livro  “A Terapia  do Flamingo”

    José Viegas lança livro “A Terapia do Flamingo”

    Dirigente da associação Ordem do Trevo lançou o seu primeiro livro no Parque D. Carlos I, com uma plateia repleta de amigos e família.

    “A Terapia do Flamingo – Crónicas do Quotidiano”, livro da autoria de José Pedro Viegas, foi apresentado no passado sábado, dia 29 de outubro, no restaurante Cais do Parque, no Parque D. Carlos I, em Caldas da Rainha.
    A sessão teve início com a atuação da banda Twin Motion, de Rui Vieira e Inês Vieira de Carvalho, e prosseguiu com os discursos de António Marques, de Rui Vieira e da vereadora da Cultura, Conceição Henriques. Todos reconheceram o trabalho de serviço à comunidade caldense do autor e elogiaram a obra, tendo António Marques afirmado tratar-se o livro de “150 páginas agradabilíssimas, umas 43 crónicas”, que “se podem ler numa noite, ao serão”.
    O autor explicou que o livro advém já de uma vontade antiga de publicar os textos que há vários anos vem escrevendo de forma “avulsa” e que, desde 2006, publica no blogue “1000 Conversas”, com “quase quinhentos textos”, que refletem as suas observações, experiências e reflexões no quotidiano, com destaque para as memórias de infância no Porto, de onde é natural. A escrita é influenciada pela de António Lobo Antunes.
    Durante a pandemia, José Viegas encontrou o ambiente adequado para o trabalho de compilação e edição dos textos, alguns publicados no blogue e outros inéditos, resultando numa obra dividida em cinco partes sob o mote da “Terapia do Flamingo”, que, por sua vez, representa o ato de libertação inerente à escrita e o “voar” atrás dos sonhos.
    Agora que a maior serenidade proveniente da idade lhe permitiu a superação da reserva em se expor, que o trabalho de ação social aconselha, a produção literária com vista à publicação não para, e os próximos livros já vão adiantados. Sobre eles, o autor revelou tratar-se de um romance “passado no Porto com uma senhora muito típica” e de um segundo livro de crónicas, um de cujos textos, “Dióspiro”, foi lido e interpretado por Inês Vieira de Carvalho na sessão.

  • Música: Há um beneditense a participar no concurso The Voice

    Música: Há um beneditense a participar no concurso The Voice

    Alexandre Martins é um dos concorrentes do concurso televisivo da RTP, The Voice. O estudante de Medicina terá como mentora a cantora Carolina Deslandes, que virou a cadeira ao escutar a sua interpretação da canção “Mano a Mano”. Além de tocar piano, terminou o quinto grau de guitarra na Academia de Música de Alcobaça. O beneditense participou no The Voice Kids em 2014 e agora regressou ao concurso de talentos.

  • Jazz para vários gostos marcou  serões no CCC

    Jazz para vários gostos marcou serões no CCC

    Real Combo Lisbonense trouxe boa disposição ao CCC. A segunda proposta foi um “duelo” de gigantes da harpa e de harmónica.

    Doze anos depois, o grupo liderado pelo caldense João Paulo Feliciano, o Real Combo Lisbonense, regressou ao CCC, a 28 de outubro, trazendo antigas canções portuguesas e europeias interpretadas por orquestras e conjuntos de baile nos anos 50 e 60 para o segundo concerto do Caldas.JAZZ. A plateia esteve composta com muitos caldenses, num total de 360 pessoas, de várias idades que quiseram assistir a um espetáculo com um grupo que conta com mais de dez músicos em palco. Têm quatro cantores e fazem com que o público viaje ao passado e tenha vontade de dar um pezinho de dança.
    E assim aconteceu com temas como “Oh”, “Borracha do Rocha”, “Paris”, “Banho de Lua”, “Salada Mixta” ou “O Fado é bom para Xu Xu”, entre tantas outras, e que muito agradaram a o heterógeneo público.
    O festival prossegue, no dia seguinte, com o Grande Auditório do CCC a receber a atuação do duo Edmar Castaneda & Gregoire Maret, num duelo entre gigantes da harpa e harmónica que são requisitados para tocar com os mais pretigiados músicos do planeta.
    Os músicos conquistaram o público caldense desde o primeiro tema. “No Fear”, Hope” e “Santa Morena” foram algumas das canções que tiveram solos de improvisação de ambos e que certamente ficarão na memórias das 120 pessoas que assistiram ao concerto. “Foi um público incrível! Gostámos muito de atuar aqui”, diz Edmar Castaneda no final, confirmando que ambos gostariam de vir viver para Portugal.

    Últimas propostas jazzísticas
    Hoje atua, no Caldas.JAZZ, o Tomás Marques Quarteto, constituído por alunos da Escola Superior de Música de Lisboa, alguns dos quais já foram vencedores das edições do Músico Nacional Revelação. A 4 de novembro, pelas 21h30, será a vez do pianista Júlio Resende apresentar o espetáculo “Fado Jazz Ensemble”, que une os dois géneros musicais.
    A 5 de novembro, pelas 17h00, no Café Concerto haverá uma conferência com o médico Rui Tato Marinho. Este melómano é especialista em cuidados paliativos e vem partilhar como usa a música no tratamentos dos seus doentes.
    Também a 5 de novembro, pelas 21h30, a cantora Jacinta, acompanhada ao piano por Michele Ribeiro, promete cativar o público com o espetáculo “Samba a Dois”. A portuguesa também se dedica a estudar este género musical. É doutorada em Estudos Culturais pela Universidade do Minho e mestre em Jazz Performance pela Manhattan School of Music (Nova Iorque).
    No café-concerto, também no dia 5, pelas 23h00, após o concerto de Jacinta, atuará o Mateus Saldanha Trio que toca originais do guitarrista que dá nome ao grupo, assim como vários standards do universo jazzístico do cancioneiro norte-americano. Mateus Saldanha, de 20 anos, foi o vencedor do 4th International Jarek Smietana Jazz Guitar Competition.

  • Conservatório de Música das Caldas abre turma de Teatro

    Conservatório de Música das Caldas abre turma de Teatro

    Instituição tem como opção o teatro e pretende abrir a primeira turma em janeiro.

    Os alunos da região com aptidão para o teatro poderão agora contar com este ensino artístico especializado que passará a ser disponibilizado pelo Conservatório de Caldas da Rainha.
    A escola vai passar a ter o curso de nível básico, do 5º ao 9º ano, que se destina a estudantes com vocação para a área teatral e que procuram desenvolver a suas aptidões no que diz respeito à arte dramática.
    “Estamos muito satisfeitos por termos sido abrangidos por esta novidade implementada este ano, a nível nacional para as escolas de ensino artístico”, disse Cristina Loureiro, a diretora-geral desta escola de música.
    Só que, apesar de o Conservatório ter solicitado o curso em fevereiro, a resposta do Ministério da Educação só chegou em setembro. “Temos financiamento para três alunos, mas precisamos de mais três estudantes de modo a conseguir abrir uma turma”, contou a responsável dando nota que, para ainda funcionar neste ano letivo, a turma terá de estar constituída até ao dia 5 de janeiro.
    “Temos dois alunos que querem muito integrar esta nova área de especificidade, mas precisamos de mais estudantes”, afirmou Cristina Loureiro, acrescentando que, de um total de 144 conservatórios de todo o país, apenas duas dezenas vão passar a ter este Curso de Ensino Artístico Especializado.
    “Somos a única escola do Oeste a oferecer esta área”, salienta Sara Pedreira, que é a diretora pedagógica deste Conservatório, acrescentando que as escolas mais próximas que também têm ensino articulado de Teatro são escolas de Sintra e da Marinha Grande.
    Quem escolher frequentar este curso de ensino articulado deixará de ter as disciplinas da componente Educação Artística e Tecnológica do 2º Ciclo do Ensino Geral que são Educação Tecnológica, Educação Musical e Tecnologias de Informação e Comunicação. Passará, então, a estudar no Conservatório das Caldas as três seguintes disciplinas: Interpretação, Movimento e Voz.
    “Poderemos ainda fazer um trabalho interessante de interligação também com a disciplina de Português e com o Plano Nacional de Leitura”, referiu aquela docente.
    Para Cristina Loureiro, a área das expressões vai permitir aos estudantes um trabalho diretamente relacionado com o seu desenvolvimento e identidade.
    O Conservatório das Caldas contratou a atriz e encenadora Sofia Bernardo, que já está a colaborar com a escola no projeto Companhia de Teatro.
    Os ensaios decorrem ao fim da tarde das quintas-feiras e o grupo está a receber inscrições de interessados, com idades entre os 10 e os 99 anos… Também estão a receber candidatos para a Iniciação ao Teatro, projeto que está a receber alunos entre os 6 e os 10 anos.
    Nesta escola caldense já se desenvolve a disciplina de Técnicas Teatrais aplicadas à Performance no curso de Música, na qual os alunos aprendem a construir a personagem que necessita de atuar.
    “Aprendem a falar com o público e a dar a conhecer um pouco sobre a peça que vão tocar”, disseram as responsáveis relembrando que é completamente diferente a postura de quem vai interpretar uma peça de Chopin ou música pop.
    O Conservatório de Caldas da Rainha possui uma equipa de meia centena de funcionários, entre docentes e não docentes e mais de 400 alunos. Trabalha com todos os agrupamentos das Caldas da Rainha e também com o Colégio Rainha D. Leonor. Tem igualmente alunos no ensino articulado de música de escolas do Bombarral e de Rio Maior.

  • Música: Soprano Rita Marques no Festival Leiria Cidade Criativa

    Música: Soprano Rita Marques no Festival Leiria Cidade Criativa

    Nos dias 16, 17 e 18 de novembro, o Teatro José Lúcio da Silva e o Teatro Miguel Franco recebem eventos do Festival de Música de Leiria. Destaque para o concerto, no dia 18, de “Música Contemporânea”, que une o Ensemble de Sopros da Associação de Filarmónicas de Leiria, o maestro Nicholas Reed e a soprano caldense Rita Marques. A 16, “A Maior Flor do Mundo” junta o Leirena Teatro e Surma e a 17 há “Jazz”, com Rita Maria e o Septeto de Jazz.

  • Duo alcobacense vai lançar álbum

    Duo alcobacense vai lançar álbum

    Os Mach1ne Learn1ng são de Alcobaça, dedicam-se à música eletrónica e têm lançado novos singles.

    “Hide” é como se intitula o último single dos Mach1ne Learn1ng, lançado este mês. Pertence ao duo de músicos de Alcobaça que começou a dedicar-se à música eletrónica por altura do confinamento obrigatório.
    Em 2020, um dos elementos, João Pärtel Araújo partiu em trabalho para países do Oriente e levou consigo apenas um teclado e um pequeno microfone. E foi com eles que começou a fazer e a partilhar melodias com Samuel Traquina, amigo e músico que também contribui para executar as canções. “Tocamos juntos há mais de 20 anos”, disse à Gazeta Samuel Traquina, acrescentando que ambos deram corpo e alma aos Geek Daddies, banda com a qual chegaram a dar concertos nas Caldas da Rainha.
    Ambos são de Alcobaça mas João Pärtel Araújo encontra-se em Singapura. É formado em enfermagem mas atualmente trabalha como empreendedor social.
    Por seu lado, Samuel Traquina é programador informático e vive há vários anos no Porto.
    “Temos projetado continuar a lançar novos singles e começar a tocar os temas ao vivo no primeiro trimestre do próximo ano”, informou Samuel Traquina, satisfeito com o número de audições on line que os novos temas deste duo tem conseguido obter.
    “Como temos as nossas profissões também não temos grandes ambições para participar em festivais e eventos… mas queremos começar a tocar para o próximo ano”, destacou o músico, revelando que desde julho estão a lançar um novo single por mês. Primeiro pretendem chamar a atenção das rádios locais, depois das nacionais e depois… “do mundo!”, referiu o criador.
    Os Mach1ne Learn1ng dedicam-se aos géneros Synthwave e Dreampop, numa música feita com sintetizadores. “Tocamos um pop bastante “orelhudo” com sintetizadores, a lembrar sonoridades dos anos 1980, apesar de não termos uma componente de dança”, referiu o músico.
    A melodia dos dois músicos tem raízes alcobacenses mas, na verdade, nasceu entre hotéis de Singapura e de um escritório no Porto, ou seja, o próprio processo criativo percorre milhares de quilómetros até conseguir encontrar unidade no trabalho de João Pärtel Araújo e de Samuel Traquina.
    As canções de Mach1ne Learn1ng refletem “sobre o amor, a solidão, os sonhos ou sobre a esperança”, explica nota sobre os novos temas.
    Entre os grupos favoritos do duo contam-se os Kraftwerk, os Moderat e algumas bandas pop como os Chvrches, em quem se inspiraram. O grupo escocês trocou o U por um V para ser mais fácil a pesquisa na internet, algo que serviu de exemplo ao duo alcobacense e que os fez substituir os Is por 1s e, desta forma, “sermos mais reconhecíveis nas pesquisas na internet”. Os Mach1ne Learn1ng também apreciam os grupos lusos Sensible Soccers, Surma e ainda os Best Youth.
    Samuel Traquina diz que o duo tem mais nove canções para lançar e, além de quererem apresentá-las ao vivo, começarão a pensar em lançar um álbum.

  • Gonçalo M. Tavares aborda arte para pessoas cansadas em Alcobaça

    Gonçalo M. Tavares aborda arte para pessoas cansadas em Alcobaça

    Festival Book & Movies tem levado a cultura a Alcobaça e termina hoje com uma sessão de contos com Jorge Serafim.

    O escritor Gonçalo M. Tavares foi o grande homenageado do festival deste ano do Books & Movies, de Alcobaça. Depois de desenvolver um curso e de apresentar o último livro, o autor subiu ao palco do Cine-teatro João d’Oliva Monteiro no final de tarde do passado domingo para uma breve conversa antes da homenagem e recordou que já anteriormente tinha vindo ao festival por três vezes. Em conversa, referiu que “um criador não é um vendedor, é alguém que tem necessidade de criar alguma coisa”. “Quando escrevo é porque sinto essa necessidade e acho que esse deve ser o princípio da arte”, salientou.
    Gonçalo M. Tavares, que é autor de mais quatro dezenas de livros, salientou que “um bom livro não deve ser para relaxar, mas sim para estimular” e apontou a uma tendência dos dias que correm, em que muita gente, cansada do seu quotidiano de trabalho, pega num livro, precisamente, para relaxar. “Faz-se arte para pessoas cansadas”, disse.
    No seu caso, tem procurado escrever o que quer, “sem pensar se vai ter muitos leitores ou não”. Na gala, elogiou ainda os festivais literários pelo encontro entre autores e público que estes proporcionam e agradeceu a homenagem com humor. No final deixou o seu agradecimento, na forma de um desenho.
    Antes da homenagem, havia sido apresentado um concerto encomendado ao pianista alcobacense Daniel Bernardes que fosse inspirado na obra do homenageado. Em palco, o pianista apresentou-se com Sara Bernardes e o filho, de cinco anos, que assim atuou pela primeira vez, no mesmo local em que o pai o havia feito.
    “Breves músicas sobre notas e personagens de Gonçalo M. Tavares”, foi o nome do concerto.
    Depois da homenagem foi ainda apresentado o documentário “Paixão e Terra”, de Larissa Lewandoski, que surge porque este ano não houve candidaturas ao prémio que anualmente é atribuído no âmbito do festival. Gonçalo M. Tavares sugeriu a ideia da criação de um documentário, do qual acabou por ser curador.
    Realizado por esta brasileira que reside em Portugal e que veio pela primeira vez a Alcobaça, o documentário retrata uma série de encontros com pessoas dos vários pontos do concelho. Dividido em 24 separadores que unem o amor a outras palavras (por exemplo, o “Amor e Pão” ou “Amor e Mar”, entre outros), este documentário procura dar a conhecer a diversidade e a riqueza de Alcobaça.
    “Foi um grande desafio tentar colocar tudo em apenas 30 minutos”, revelou a realizadora. “Ficam os encontros da dimensão humana que foram muito ricos”, disse Larissa Lewandoski, notando que aqui “há uma ligação muito forte das pessoas à terra”.
    A oitava edição do festival termina hoje, 27 de outubro, com uma sessão de contos com Jorge Serafim no Ala Sul Café (21h00).

  • Caldense aposta em instalações sonoras

    Eunice Artur soma e segue no país e no estrangeiro. A artista, formada na ESAD.CR e na Universidade de Aveiro, tem patente em Vila Nova de Cerveira “HAMULI”, uma peça visual e sonora, que faz parte da exposição EGO_ERGONOMIA, de homenagem a Helena Almeida no âmbito da Bienal de Cerveira. A peça da caldense, que foi convidada pela bienal, pode ser vista até ao dia 31 de dezembro.
    “HAMULI” foi desenhada numa residência artística na Galerie Errant Sound, em Berlim, para a exposição Klangkunst und Notation, uma exposição de arte sonora e notação gráfica “decorrentes do imprevisível, do erro e do eco num espaço indeterminado onde ocorre esse encontro”, disse a artista, que irá integrar mais eventos internacionais.
    A 13 de novembro, participa no Festival SLOW WAVE III, na Áustria, primeiro no espaço Flat 1 Vienna e, a 24 de novembro, no espaço IntAkt gallery WUK, onde Eunice Artur terá o seu último vídeo, en’die”en.
    Em dezembro viaja para a Argentina e vai estar em Terciopelo Negro (Buenos Aires) e em Castillo del Arte (Catamarca)para marcar presença em eventos artísticos com uma peça visual sobre a água. Foi também selecionada para o “Polar Sounds”, projeto que reimagina sons pouco ouvidos das regiões do Ártico e da Antártida. “Polar Sounds” resulta de uma colaboração entre Cities and Memory, o Helmholtz Institute for Functional Marine Biodiversity e o Alfred Wegener Institute, Helmholtz Center for Polar and Marine Research.

  • Foyer do CCC enche na abertura do Caldas.JAZZ

    Foyer do CCC enche na abertura do Caldas.JAZZ

    A Banda Comércio e Indústria provou que uma filarmónica pode dar cartas no jazz e atraiu perto de uma centena de pessoas para a abertura do certame.

    O foyer do CCC encheu-se de público de todas as idades para assistir à abertura do Caldas.JAZZ na manhã do passado sábado, 22 de outubro. As condições climatéricas não permitiram que o espetáculo decorresse ao ar livre e, por isso, os muitos familiares e amigos dos elementos da Banda Comércio e Indústria tiveram de se deslocar até ao foyer do centro cultural para assistir a esta atuação. A procura foi tanta que se tornou necessário encontrar mais cadeiras devido à grande afluência de público que quis vir ouvir a banda filarmónica caldense a tocar um repertório quase todo dedicado ao jazz.
    Não faltaram interpretações de Glenn Miller, Quincy Jones, Herby Hancock que foram fortemente aplaudidas pelo público, supreso pelas capacidade da filarmónica interpretar jazz. Os presentes também quiseram elogiar as atuações dos músicos solistas, que surpreenderam com várias improvisações ao longo desta atuação que abriu o Caldas.JAZZ.
    No final, a vereadora da Cultura da Câmara das Caldas, Conceição Henriques reafirmou a vontade da cidade continuar a apostar nestes eventos onde se destaca este género musical especial. A autarca ainda deixou uma última nota, pedindo a cada um dos presentes para trazer outros caldenses ao centro cultural. “Esta não é uma casa elitista, o CCC pertence a todos”, rematou.

    Mais jazz com Real Combo
    O festival Caldas.JAZZ prossegue amanhã, sexta-feira, 28 de outubro, pelas 21h30, com a atuação do grupo Real Combo Lisbonense que é liderado pelos caldenses João Paulo e Mário Feliciano.
    No sábado, 29, pelas 21h30, no grande auditório será a vez do duo Edmar Castañeda & Gregoire Maret, tocadores de harpa e de harmónica.
    Entretanto, a 31 de outubro, também às 21h30, atuará o quarteto de Yazz Ahmed, umas das mais conhecidas trompetistas da cena londrina.
    Na quinta-feira seguinte, dia 3 de novembro, será a vez de atuar, no CCC, o Tomás Marques Quarteto.

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