A circulação na Rua Vitorino Fróis, entre o Largo Conde de Fontalva (Rainha) e a rotundo junto ao Cencal, vai estar condicionado durante cerca de um mês devido a obras na rede de abastecimento de água.
As obras iniciaram-se no passado dia 25 de Outubro e visam a substituição de condutas de água bem como a construção de novos ramais. Esta é, de resto, uma das zonas da cidade com mais queixas de falta de qualidade da água que chega às habitações, algo que o município chegou a explicar pela antiguidade das condutas. A duração prevista para intervenção é de cerca de um mês.
Tendo em conta que as condutas serão colocadas no subsolo da Rua Vitorino Fróis, a intervenção colocará algumas restrições ao trânsito durante este período de um mês. A obra será faseada e o condicionamento será também adequado à intervenção em curso, informa o município em nota de imprensa.
Durante a intervenção, está assegurado o abastecimento de água, embora possam registar-se algumas perturbações no serviço.
Category: Sociedade
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Obras condicionam circulação na Rua Vitorino Fróis
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Primeira feira Vintage contou com 7500 visitantes na Expoeste
Nos dias 19, 20 e 21 de Outubro a Expoeste acolheu a primeira Feira Vintage. Viveram-se três dias dedicados à cultura retro, em vários sectores desde a moda até à música. O certame contou com 7500 visitantes durante os três dias, que vieram apreciar ou comercializar produtos referentes às décadas de 60 e 70.
O espaço da Expoeste esteve totalmente preenchido por vendedores de todo o país, e alguns de Espanha, que quiseram participar neste primeiro certame caldense, dedicado às peças antigas. Entre os objectos decorativos estava, por exemplo, um cavalo em bronze com três metros de altura que custava 13 mil euros.
“Só aceitamos produtos que representem as décadas de 60 e 70 e que recriem o ambiente dessas épocas douradas”, disse António Marques, acrescentando que esta feira acabou por ser um ensaio bem sucedido. A Feira Vintage vai passar a integrar a calendarização da Expoeste, devendo realizar-se no mês de Junho.O certame contou com um barbeiro que fez cortes à moda antiga Entre as bancas, estava a barbearia caldense Lucky Anchor. O seu responsável, Diogo Cunha, propunha aos visitantes cortes de cabelo clássicos, ao mesmo tempo que os oferecia aos colegas expositores. O que é um corte clássico? “Bem curto junto às orelhas e rente na área que ficava abaixo do chapéu que a maioria dos homens usava”. Em cima, podia ficar maior pois era penteado com brilhantina.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Nesta “antiga” barbearia também se desfizeram barbas à navalha e a única diferença de antigamente para agora é que as lâminas são descartáveis. No início, é colocada uma toalha quente no rosto e no final uma toalha fria, antes de se aplicar o aftershave ou tónico, “consoante o desejo do cliente”, disse o responsável.
Diogo Cunha veio ao certame para dar a conhecer a sua barbearia e ainda cortou o cabelo aos expositores Pedro Almeida e ao galego Gerardo Roman que fazem feiras em várias localidades do país. O primeiro vende antiguidades e o segundo adora Portugal e faz várias feiras que se dedicam a produtos vintage ou antigos.
A vendedora Maria Sobral gostou de participar nesta edição de estreia e trouxe vidros, louças e peças em ferro para vender. Oriunda de Cascais, diz que a feira estava a valer a pena e espera voltar para fazer parte da próxima edição.[/shc_shortcode] -
Um dia na Viatura Médica de Emergência e Reanimação
A VMER – Viatura Médica de Emergência e Reanimação das Caldas fez a sua primeira saída às 22h00 de um 15 de Maio de 2002 para atender uma doente diabética. Desde então foram muitos milhares de quilómetros percorridos para prestar um primeiro socorro às vítimas e salvar muitas vidas.
Actualmente o serviço é garantido por 27 médicos (muitos deles internos) e 16 enfermeiros, com uma média de seis saídas por dia. Gazeta das Caldas acompanhou um turno (oito horas), com o coordenador da VMER, o médico Joaquim Urbano, e o enfermeiro Nuno Pedro, e conta-lhe como é estar do lado de dentro da emergência médica. Problemas de origem respiratória e cardíaca, bem como os acidentes, são os principais motivos para as saídas.Médicos e enfermeiros a renderem-se num turno. Cada equipa faz oito horas. Vinte e um de Setembro de 2018, 8h00. Mudança de turno no serviço que assegura a VMER nas Caldas da Rainha. A médica e enfermeira que fizeram o turno da noite actualizam os seus substitutos, o enfermeiro Nuno Pedro e o médico Joaquim Urbano, sobre a noite relativamente tranquila que tiveram e saem de serviço. São agora eles quem prepara os equipamentos na viatura, de modo a estar operacional e preparada para sair a qualquer momento.
A espera é curta. O primeiro telefonema chega às 9h21 e a saída faz-se para a Nazaré, para assistir um idoso de 71 anos, que se queixava com uma dor torácica. A VMER faz-se à estrada, sai do hospital caldense, apita para tentar desenvencilhar-se do trânsito da cidade e segue pela A8 até Valado dos Frades, seguindo depois pelo novo IC9 até à zona norte da Nazaré, onde o doente já estava a ser assistido pelos bombeiros. Um percurso rápido de pouco mais de 10 minutos, muito graças às novas acessibilidades, e que permitiu auxiliar o doente, que tinha uma dor torácica há quatro dias, mas sem complicações, e que foi depois transportado para o Hospital de Alcobaça, com o médico a acompanhar o paciente na ambulância.
Nova saída das Caldas, desta feita para Alvorninha. A ligação é feita pelas 11h35 e o destino é um lar de idosos no Casal da Granja, onde a vítima se queixa de falta de ar intensa (dispneia). Apesar da distância não ser muito longa, o socorro não foi tão rápido como seria previsto porque a viatura perdeu-se. A falta de indicação das localidades de forma visível e de referenciação no GPS são algumas das dificuldades com que os profissionais se debatem, acabando por ser as pessoas na rua (quando as há) a dar a indicação do percurso.
O doente, que tinha começado a ser socorrido pelos Bombeiros das Caldas da Rainha, foi depois transportado para o hospital caldense.Almoço fica na mesa
Entretanto já passa das 13h00 e é altura de retemperar forças. A equipa dirige-se a um restaurante nos arredores da cidade, mas quando a comida está mesmo a chegar à mesa, surge uma nova chamada. Nem houve tempo para provar o prato – só mesmo para pegar na mala e entrar na viatura para chegar, o mais rapidamente possível, a Santa Catarina. Uma tarefa que não se afigurou fácil pois a EN 360 é inimiga de quem tem pressa, com as suas curvas e contracurvas, e as obras de remendos que nela decorrem.
À porta da casa de onde veio o pedido de ajuda já estava a ambulância dos Bombeiros da Benedita e lá de dentro não vieram boas notícias – uma octagenária, acamada há vários anos, tinha acabado de falecer. Neste caso os profissionais de saúde não puderem fazer mais do que tratar da parte administrativa. O regresso faz-se pelo mesmo percurso até ao mesmo restaurante onde o proprietário, já tarde fora, recebe a equipa com travessas que vêm a fumegar directamente da cozinha.
Não é a primeira vez que isto acontece. O enfermeiro Nuno Pedro recorda que há dias em que chegam a tentar ir almoçar por três ou quatro vezes, e que não conseguem, acabando por desistir.A VMER está sediada num pré-fabricado dentro do Hospital Distrital O turno acaba às 16h00 para estes profissionais. A base da VMER é um pequeno edifício composto pela sala de estar (onde se encontram as escalas e o computador com os registos a realizar, entre outro equipamento) e uma sala com o material que utilizam nas deslocações (e que é sempre reposto após o serviço). Existe ainda o quarto do enfermeiro e o do médico, para poderem descansar, sobretudo durante a noite, nos tempos mortos. Os enfermeiros fazem turnos de oito horas e os médicos de oito ou 12 horas, consoante os dias e as necessidades.
Ao lado, a garagem acolhe a viatura médica, uma carrinha antiga com muitos quilómetros. O CHO é, aliás, o único centro hospitalar no país que ainda não recebeu as novas viaturas VMER, depois de todos os outros já contarem com elas desde Janeiro do ano passado. O facto de, à data desta reportagem, o centro hospitalar ainda não ser EPE, não tinha permitido a aquisição directa da viatura, tendo esta que ser fornecida pelo INEM, e estar dependente dos seus procedimentos concursais.
Os profissionais consideram que todo este atraso é “uma vergonha”, tendo em conta que a viatura lhes foi prometida para sua segurança e dos utentes. “Explicaram-nos que demorava mais pelo facto do centro hospitalar ser SPA, mas quando temos que ir socorrer uma vítima o mais depressa possível, ela não sabe, nem quer saber, distinguir o estatuto, quer é ser socorrida”, realça o médico Joaquim Urbano, que é também coordenador da VMER caldense.Paragens cardíacas e respiratórias no topo das saídas
O placard colocado na parede da sede regista que em Agosto muitas das saídas médicas foram para acolher acidentes de viação, alguns com desfechos trágicos, num total de 157. No entanto, de acordo com o enfermeiro Nuno Pedro, a maioria das chamadas são para acudir problemas de origem respiratória e cardíaca.
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O que acha do projecto para as antigas instalações da Secla?
Maria Macedo, reformada (S. Martinho do Porto) Aquele edifício não deve estar em ruína, deve ser aproveitado. Agrada-me que seja aproveitado para espaço de lazer, hotel, restaurante e supermercado.
Acho que a memória da Secla deveria ser mantida, tendo em conta que é uma relíquia quase centenária, com uma zona de exposição das suas peças. Tenho uma grande amiga que trabalhou na Secla e tenho a certeza que também gostaria de ver essa preservação da memória.Carlos Soares, reformado (Caldas da Rainha) Acho que já há supermercados demais na cidade, assim como restaurantes. Mas mesmo que os construam lá, é importante que haja uma parte com peças de cerâmica. Julgo que seria mais importante preservar a memória da Secla. Há mais de 20 anos fui à Suécia e até fiquei admirado quando entrei numa loja e vi peças da Secla.
Ainda bem que a Visabeira segurou a Fábrica Bordalo Pinheiro e foi uma pena que ninguém tivesse pegado na Secla para a fábrica continuar a funcionar.Fátima Pereira, doméstica (Caldas da Rainha) Concordo com o projecto porque aqueles edifícios estão a cair e estão todos estragados. Acho bem aproveitá-los para ali se fazer um supermercado e hotel porque está-se a aproveitar a localização.
Também me agrada que lá coloquem peças da Secla. Fica bonito. -
Projecto do hotel nos Pavilhões do Parque mantém privatização da ex-Casa da Cultura
O emblemático edifício da ex-Casa da Cultura (hoje também conhecido por Céu de Vidro) vai passar a pertencer ao hotel de cinco estrelas que vai ser instalado nos Pavilhões do Parque pela Empreendimentos Turísticos Monte Belo, sociedade do Grupo Visabeira. Também se mantém a passagem de ligação entre esse edifício e os pavilhões, amputando assim do uso público uma das entradas do parque.
Já o estacionamento, que inicialmente se previa ser subterrâneo, ficará na zona onde funcionou o Salão Ibéria, num edifício que terá uma sala multiusos ao nível do solo, o parque de estacionamento no primeiro piso (com ligação à rua Bordalo Pinheiro) e uma piscina exterior no segundo.
A obra, com um custo previsto de 12,9 milhões de euros, ainda depende de várias aprovações, mas a Visabeira calendariza o seu inicio para Dezembro deste ano e com uma duração de 23 mesesDe acordo com o projecto entregue na Câmara das Caldas a 17 de Outubro, e consultado pela Gazeta das Caldas, o Céu de Vidro irá acolher o bar, restaurante, salas de reuniões, business center, back office, sala do director, cozinha e copas.
A entrada para o hotel far-se-á, assim, por este edifício (que já foi casino e Casa da Cultura), a partir do qual será construída uma passagem que fará a ligação com os Pavilhões do Parque.
No documento, esta ligação é caracterizada como tendo um “volume minimalista” e a sua criação é justificada com a importância de garantir a “articulação de fluxos do hotel”.
O segundo “corpo” que é acrescentado aos Pavilhões do Parque fica localizado a sudeste (onde era o Salão Ibéria) e permite a articulação entre estes e o Edifício de Apoio e a Casa dos Arcos. Servirá também para uma melhor articulação com o parque e fluidez dos percursos e acessos ao estacionamento coberto do hotel.
O estacionamento é, de resto, a grande alteração que se regista em relação ao ante-projecto, que previa a existência de um parque subterrâneo com entrada pela Rua de Camões. No actual projecto não há caves e o parque de estacionamento transita para o edifício multiusos, que é criado no local onde existiu o Salão Ibéria, e que acolherá também uma sala multiusos com capacidade para 300 lugares e uma piscina exterior, que permitirá aos clientes do hotel ter uma vista panorâmica para o Parque D. Carlos I.
A entrada e saída do estacionamento far-se-á pela Rua Bordalo Pinheiro.Hotel terá 248 camas
O hotel terá 124 unidades de alojamento (108 quartos duplos, oito suítes juniores, duas suítes master e seis quartos familiares, num total de 248 camas turísticas). Os quartos situam-se nos pisos superiores dos pavilhões, enquanto que os restantes pisos albergarão salas de reuniões e eventos e áreas técnicas, bem como uma piscina coberta, com circuito de água termal e spa.
Serão criados nos pavilhões dois pisos intermédios de forma a criar “um maior conforto e a potenciar o número de unidades de alojamento”, refere a memória descritiva do projecto.
A Casa dos Arcos e um outro edifício, de apoio aos pavilhões, serão reabilitados para acolher programas de cariz cultural, como a galeria de arte e o atelier de cerâmica. Estes dois edifícios vão funcionar em ligação à fábrica e museu Bordalo Pinheiro, com projectos de residências artísticas internacionais.
“Estes dois núcleos trazem um carácter de turismo cultural e industrial à experiência do hóspede nesta unidade hoteleira, permitindo uma abordagem directa à manufactura, à arte cerâmica, nas componentes de modelagem, pintura, design de interior e decoração com ADN bordaliano”, refere o projecto.
No documento é ainda referido que o empreendimento pretende dar “especial destaque à utilização das águas minerais e termais em tratamentos, propondo-se que esta seja uma unidade hoteleira intrinsecamente ligada às termas”.
O promotor prevê avançar com a obra em Dezembro deste ano, que terá um prazo de 23 meses. A estimativa de custo é de 12,9 milhões de euros e inclui as obras de alteração e ampliação dos pavilhões e os arranjos exteriores.
O projecto, que foi entregue na Câmara das Caldas, seguirá agora para apreciação da Direcção Geral do património Cultural. Após a aprovação desta entidade, retomará à autarquia para ser apreciado em reunião de Câmara. -
Emídio Horta quis ir para França e foi parar aos Estados Unidos
Nascido e criado na Serra do Bouro, Emídio Horta tentou ir a salto para França aos 15 anos, mas não atravessou a fronteira. Andou embarcado, fez a tropa na Marinha, mas a impaciência para ir para o estrangeiro era muita – pagou um passaporte falso e aterrou em Nova Iorque.
Quando tinha 12 anos, Emídio Horta vinha todos os dias da Serra do Bouro para as Caldas da Rainha a pedalar numa pasteleira. Com a 4ª classe feita numa escola primária improvisada junto aos palheiros do António Rainho, o miúdo conseguira o seu primeiro emprego na Casa Baptista, a loja de ferragens que ainda hoje existe na Praça da Fruta. Emídio era moço de recados num tempo em que não havia telemóveis nem SMS e nem todos tinham telefone. E ajudava na loja, sempre com muitos fregueses, sobretudo à segunda-feira quando toda a gente das aldeias vinha às compras às Caldas.
Mas o gosto pela aventura e o querer ganhar a vida longe da pasmaceira que era o Portugal rural dos anos sessenta, levou-o a tentar a sorte em França. “Com o consentimento dos pais”, sublinha Emídio Horta, hoje com 70 anos, recordando aquela manhã em que ele e mais três moços da Serra do Bouro se juntaram a mais nove homens junto ao restaurante Os Queridos e esperaram por uns carros arranjados pelo passador para os levar para Chaves. Eram seus companheiros de aventura o Maçadas (Joaquim), o Roça (António Marteliano) e o Jarro (Joaquim Jacinto), todos da mesma freguesia.
“Levaram-nos a um rio, mas tinha chovido muito e não conseguimos passar. Trouxeram-nos outra vez para Chaves e ficamos todos na pensão Vigo. Mas fomos denunciados e apareceu a Guarda Republicana. Tivemos que fugir todos e escondemo-nos nuns pinhais”.
O filho da dona da pensão avisou-os depois que poderiam voltar. Estiveram por ali uns dias a tentar cruzar a fronteira e houve uma vez que até a atravessaram mas os carabineiros espanhóis não os deixaram passar. Voltaram para Chaves, a pé, já a meio da noite “e foi aí que fomos emboscados”. Emídio conta que “eram a GNR, a PJ a Pide e o raio que os parta a todos”, mas conseguiu escapar e andou uns dias disfarçado por Chaves. “O passador gostava de mim e como era o mais novo e tinha assim bom aspecto, vestido como deve ser, jornal debaixo de braço e óculos escuros, não pensaram que eu era um fugitivo”.
Os três colegas da Serra do Bouro tinham sido apanhados e viria a saber mais tarde que não escaparam à violência policial própria da época: “enquanto estiveram presos até comeram bem… até diziam que nunca tinham comido bifes tão bons, mas apanharam umas boas cargas de porrada porque a Guarda queria saber quem era o passador”.
Seguindo as indicações do dito passador, Emídio Horta dirigiu-se a Curalha, uma aldeia a seis quilómetros de Chaves onde se reuniu com mais cinco sobreviventes da rusga policial. Aí apanharam uma camioneta para Boticas e depois o passador levou-os, em dois carros, para Braga.Emídio Horta, à direita, na Escola de Pesca de Pedrouços, em 1967 O restaurante Portugal Express é uma referência nos Estados Unidos para a comunidade caldense Da esquerda para a direita: Fernando Horta (filho), Emídio Horta, Miguel Cunha (neto), Paulo Cunha (genro) e Denise Horta (filha). O restaurante está hoje entregue aos filhos. O REGRESSO ÀS CALDAS
A tentativa de entrar em Espanha pela Galiza havia fracassado e o grupo veio, a expensas do passador, para Lisboa onde ficou hospedado na pensão Estrela, na avenida Almirante Reis. Depois foram mudados para uma pensão no Largo do Campo das Cebolas, mas parecia cada vez mais claro que os passadores (afinal eram vários) não conseguiram cumprir o prometido. Emídio foi posto na estação do Rossio onde apanhou o comboio para as Caldas.
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António Júlio criou um espaço para mostrar os seus automóveis clássicos
O empresário caldense António Júlio criou um espaço expositivo para a sua colecção de veículos clássicos. Por baixo de um dos stands do grupo, há um antigo armazém que agora serve para mostrar os veículos, mas também para os arranjar numa pequena oficina. O António Júlio Showroom tem uma cozinha, casas de banho e terá um auditório com capacidade para 300 pessoas.
Este é provavelmente o clássico mais conhecido do empresário, tendo sido apresentado em vários certames. A Tempo Viking, uma carrinha germânica que carregava pipas de vinho. Uma carrinha Volkswagen foi transformada em bar. O Morris 1300 creme de 1969 que António Júlio conduziu durante alguns anos é o primeiro carro que vemos quando entramos no antigo armazém que estava sem uso e que se localiza por baixo de um dos stands da marca, na recta do quartel.
O empresário recorda que um dia despistou-se e ficou de rodas para o ar com esse carro. “Recuperei-o todo e ainda hoje só tenho memorizadas duas matrículas: a DF-99-10, do Morris e a LR-58-13”, contou à Gazeta das Caldas. Esta última pertence a uma mota que o pai lhe ofereceu, uma Kawasaki 125, preta. “Lembro-me que quando a estreei estava a chover bastante”, corria o ano de 1967. “Andei muito tempo com ela, foi das primeiras motas com motor de arranque, piscas e bateria, era mais importante naquela altura que um Ferrari hoje”, afirma.
Ainda antes da Kawasaki, o empresário havia tido uma Casal Carina (a única scooter 100% nacional), vermelha, de 50cc, que também está exposta. Mas a Carina não foi a primeira. “Foi uma Sachs Minor”, exclama.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Continuamos a andar e passamos por um Karmann Ghia amarelo, de capota preta. Segue-se a já conhecida Volkswagen Pão de Forma vermelha, que o grupo tem apresentado nas feiras, toda recuperada.
Deparamo-nos então com o original bar: uma outra Volkswagen Pão de Forma, mas esta laranja e sem tecto, que foi transformada para ganhar novas funções. É um balcão amovível e os piscas estão a trabalhar. Tem uma bancada e lava-louças integrados e tem… uma máquina de tirar imperiais.
A ideia de criar um espaço expositivo começou a ser posta em prática há dois anos. “É um projecto que visa a minha reforma”, conta o empresário. Ali poderá expôr e trabalhar naquilo que mais lhe dá prazer (os automóveis antigos), tendo ainda espaço para receber os amigos.
A decoração foi pensada ao pormenor. Há cartazes publicitários antigos, reclames luminosos, recordações da empresa e do casal e outros objectos referentes aos clássicos, como bidões de óleo antigos.
A casa de banho é, em si mesma, uma obra de arte. O lavatório é feito de uma antiga roda, com um vidro a fazer de lavatório. A torneira é uma mangueira de gasolina, que tem um sensor para ligar a água. As sanitas são feitas em bidões de ferro.
Na sala há ainda uma carrinha Tempo Viking azul, que carrega pipas de vinho e a bicicleta que a esposa, Luísa Fonseca, comprou com o seu primeiro ordenado.
O showroom tem uma cozinha e zona para refeições. Está ainda a ser finalizado um auditório com capacidade para 300 pessoas e com sistema de projecção. No futuro este espaço poderá ser alugado para eventos.Expoeste vai receber quase 200 automóveis clássicos
A 13ª edição da Classic’Auto, Feira dos Automóveis Clássicos da Expoeste, realiza-se entre 2 e 4 de Novembro. Todos os anos, os 10 mil metros quadrados do pavilhão enchem-se de carros e motas antigas, mas também peças para estes veículos. Este ano será possível apreciar quase 200 clássicos.
Na apresentação – que decorreu no António Júlio Showroom – António Marques, director da Expoeste, voltou a falar na criação de um pólo museológico nas Caldas.
“Assistimos ao despontar de uma grande e dinâmica actividade relacionada com o veículo clássico, onde se destacam as concentrações, exposições, passeios, competições e outros certames”, disse.
O responsável constata que “existe na região muito material clássico” e que algum já se foi perdendo pelo que é necessário pensar a sério em criar um núcleo museológico para esses veículos.
Tinta Ferreira, presidente da Câmara, agradeceu a todos os que aceitaram expor e salientou que este “é um dos principais eventos da Expoeste”.
Em paralelo com a feira, no exterior irá existir um Challenger de Bombeiros (apoiado pelos Bombeiros das Caldas e pela Liga) que traz cerca de 80 operacionais de corporações de todo o país às Caldas para uma prova física de dois minutos que retrata o combate a um sinistro urbano. A equipa vencedora apura-se para uma prova nos Estados Unidos da América.[/shc_shortcode]
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Detidos por furtos em residências nas Caldas, Óbidos e Bombarral
Duas mulheres e um homem, com idades entre os 28 e os 46 anos, foram detidos por cinco crimes de furto em residências nos concelhos de Caldas, Óbidos e Bombarral.
Os suspeitos, que já tinham antecedentes criminais pelo mesmo crime, foram detidos a 16 de Outubro na Cabeça Gorda (Rio Maior), tendo sido apanhados em flagrante delito quando abandonavam uma das residências. Foram detidos pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Pombal, que investigava o caso há cerca de um mês.
A força militar fez uma busca ao veículo e apreendeu 12 artigos em ouro (anéis, fios e brincos), duas carteiras, um televisor LCD, um iPod, um telemóvel, um martelo pneumático, uma bolsa de senhora, um par de luvas, uma caixa de ferramentas e 45 euros em numerário, além do próprio veículo.
A GNR comunicou também a detenção de cinco homens por caça ilegal. Um, de 64 anos, foi detido a 18 de Outubro em Santa Catarina. Os outros quatro, com idades entre os 56 e 75 anos, foram apanhados em Óbidos e no Bombarral.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Em ambos os casos, os militares foram alertados por populares e encontraram os suspeitos a caçar a menos de 250 metros de residências. Ao primeiro foi apreendida uma caçadeira e três cartuchos, aos outros foram apreendidas quatro caçadeiras e dez cartuchos. Todos foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência.
No dia 21 de Outubro a GNR das Caldas deteve no Nadadouro um homem e uma mulher, de 27 e 40 anos, por tráfico de estupefacientes. Os suspeitos estavam num local ermo quando foram abordados pela força militar. “Perante o comportamento suspeito dos indivíduos e o forte odor a estupefaciente que vinha do interior do veículos, os militares realizaram uma busca ao veículo apreendendo 29 doses de haxixe e dez doses de MDMA [ecstasy]”, informou a GNR em comunicado.
Na manhã de domingo, 21 de Outubro, uma colisão entre dois ligeiros de passageiros causou o falecimento de um homem de 40 anos que se deslocava para o trabalho. O acidente ocorreu na estrada que liga Peniche ao Baleal, numa curva, e provocou ainda dois feridos ligeiros que seguiam na outra viatura.
Antes, a 17 de Outubro, a Polícia Marítima da Nazaré apreendeu 450 metros de redes (três redes de emalhar de 150 metros) ilegais. Estavam a mais de 100 metros da costa, em frente à Praia do Sul (entre o porto da Nazaré e a foz do rio Alcoa), numa zona proibida. [/shc_shortcode] -
Recolha de Sangue no Chão da Parada
No próximo dia 1 de Novembro (quinta-feira) vai realizar-se a 4ª Dádiva de Sangue e Convívio Motociclista na Associação Paradense.
Na iniciativa vai estar Patrícia Ribeiro, ex-aluna do curso de Cerâmica Criativa do Cencal, que vai ter as suas peças à venda. A autora doou à Associação Paradense uma das suas obras que tem como tema a recolha de sangue.
A iniciativa terá início às 9h00 e decorrerá até às 13h00. Haverá almoço gratuito para os dadores de sangue.
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Combatentes organizam romagem ao cemitério
No dia 2 de Novembro, pelas 11h30, o Núcleo da Liga dos Combatentes das Caldas vai realizar uma romagem ao cemitério principal das Caldas com visita aos talhões dos combatentes e desta forma honrar a memória dos que, como militares, serviram o país.
Os organizadores convidam os associados, familiares e amigos a participar nesta iniciativa onde participarão também o capelão, um clarim e uma Guarda de Honra da Escola de Sargentos do Exército. -
Junta do Carvalhal incentiva natalidade
Nove famílias do Carvalhal (Bombarral) receberam incentivos à natalidade no valor de 150 euros. Os apoios foram entregues pela Junta de Freguesia. O seu presidente, Gonçalo Belisário, justifica a medida com o facto de a freguesia estar “bastante envelhecida e, nesse sentido, todos os nascimentos são de saudar”.
Além de incentivar a natalidade, aquela autarquia de base está preocupada com o envelhecimento, pelo que estão a proceder a uma identificação dos seus cidadãos e das condições em que vivem para, posteriormente, criar um projecto de apoio. -
Quem acode à Fonte Velha de Alfeizerão?
A poucos metros da nascente do Relêgo, que mais tarde deu lugar ao actual lavadouro, encontramos a Fonte Velha, como foi sempre conhecida. Em conversa com Cipriano Simão, um alfeizerense que é dirigente da Casa da Cultura de S. Martinho do Porto, soubemos que esta fonte já existiria na época medieval, possivelmente, no século XII. Grande parte da população da zona era dali que retirava a água para o seu consumo. Ainda nos primeiros anos do século XX havia gente que ia buscar ali a água de que necessitava.
Na Fonte Velha a água era inicialmente retirada com um balde, mas mais tarde foi instalada uma bomba manual que se encontra completamente degradada. Hoje o local onde está a referida fonte encontra-se abandonado e os muros que a envolvem estão a cair. Há mais de uma década que a população de Alfeizerão vem reclamando junto da autarquia local que a mesma seja recuperada, pois tem uma história de alguns séculos e a vila é pobre em termos de espaços patrimoniais. É certo que o acesso à fonte foi limpo há algum tempo, mas só isso não é suficiente. Esperamos que a Associação de Defesa do Património de Alcobaça (ADEPA) possa dar uma ajuda no sentido de solucionar o problema que apresentamos. T. Antunes -
Concurso para fomentar estilos de vida saudáveis no primeiro ciclo
Estão abertas as inscrições para a terceira edição do projecto “Turma Imbatível”, do Lidl. No âmbito do mesmo, a Turma Imbatível vai às escolas para promover estilos de vida saudável e noções de sustentabilidade alimentar.
Os mais novos poderão perceber como consumir de forma adequada, tendo em conta as necessidades nutricionais, mas também a preservação do planeta. Vão aprender a combater o desperdício alimentar e a fazer reciclagem de resíduos, mas também vão ser alertados para a importância de comer frutas e legumes.
Depois, os alunos podem aproveitar as visitas guiadas às lojas, que permitem perceber o funcionamento da cadeia de valor do sector alimentar.
Outra das vertentes é o passatempo de desenho, que desafia as crianças a tornarem os elementos da roda dos alimentos em protagonistas. Os vencedores serão transpostos para embalagens de artigos.
No último ano, no distrito de Leiria, este projecto chegou a 877 alunos de 14 escolas. As visitas decorrem até Junho de 2019. Mais informações no site: www.lidl.pt. -
Abóbora para todos os gostos na Lourinhã
Começa hoje a 5ª edição do Festival da Abóbora no multiusos da Atalaia, que recebe mais de oito toneladas daquele fruto. Há demonstrações gastronómicas, workshops, concursos de abóboras e de doce, além de uma colecção com quase uma centena de exemplares representativos de várias zonas globo. Em exposição estará ainda uma abóbora austríaca de 600 quilos.
Durante três dias é possível provar pizza de abóbora e chèvre, hambúrgueres em cama de abóbora, bacalhau gratinado com abóbora, crepes de doce de abóbora com amêndoa. Para beber não falta a cerveja artesanal de abóbora e batata doce.
No âmbito do festival será confeccionada a tradicional torta gigante com doce de abóbora, cujas vendas revertem para uma associação de cariz social.
A organização espera receber 9000 pessoas. Em simultâneo, e porque o concelho da Lourinhã é um dos maiores produtores a nível nacional de abóbora, decorre uma semana gastronómica em vários restaurantes, que apresentam pratos com este ingrediente. Uma das novidades é a bola de Berlim com recheio de abóbora criada pelo chef Chakall. -
Procissão de Nossa Sra. da Piedade volta às ruas de Óbidos
Amanhã, 27 de Outubro, pelas 17h00, a procissão de Nossa Senhora da Piedade volta às ruas de Óbidos. Esta cerimónia religiosa centenária, da padroeira da vila, tem alguns aspectos peculiares, como o facto da deslocação da imagem ser feita numa berlinda puxada por quatro homens vestidos de mouros, ao invés do tradicional andor, e da população participar, espontaneamente, recitando cânticos e poesias à padroeira durante a sua passagem.
A procissão esteve sem se realizar durante cerca de 200 anos, até que foi retomada em 2007 e 2008. Voltará a sair à rua uma década depois. O trajecto começa na Igreja da Misericórdia, seguindo-se uma paragem junto à Porta da Vila, na qual existe o oratório dedicado a esta evocação, oratório da Senhora da Graça, Igreja de Santiago e termina na Praça de Santa Maria. O cortejo assenta nos sermões do Padre Malhão (natural de Óbidos e pregador de prestígio no século XIX) e com a participação de diversas entidades e da comunidade em geral. -
Sociedade civil promove abaixo-assinado pela preservação da memória da Secla
No último debate “21 às 21” saiu a proposta de um abaixo-assinado com o intuito de fazer pressão para que a Câmara das Caldas arrepie caminho e que integre no complexo comercial nas antigas instalações da Secla, uma área museológica sobre a fábrica. O debate, promovido pelo Movimento Viver Concelho, contou com a participação de 40 pessoas que mostraram o seu descontentamento com a proposta de construção de hipermercado, hotel e parque de estacionamento para 160 lugares a céu aberto naquelas instalações.
“A Secla é um símbolo da criatividade caldense que vai ser substituído por um símbolo do capitalismo”. Esta foi uma das ideias chave, expressa neste debate pelo vereador do PS, Jaime Neto. O também arquitecto foi uma das vozes mais discordantes na sessão moderada por Jorge Mangorrinha (ex-vereador da autarquia caldense) e que contou com as participações de Rui Gonçalves, também ex-vereador, e da museóloga Cristina Horta.
O que está previsto para as antigas instalações da Secla 1 são 4500 metros quadrados de comércio e serviços, que incluem um hotel, supermercado e restaurante. “Seria uma óptima oportunidade para reabilitar aquela zona, mas não se pode esquecer a memória do que foi a fábrica”, disseram, de forma unânime, os vários intervenientes. Ficou claro também que a valorização do património cerâmico “é secundária” quando na verdade “deveria ser central, mesmo sendo uma intervenção de iniciativa privada”.
Já em 2003 a autarquia teve um pedido de aprovação prévia para àquela área, que previa uma urbanização (com uma área museológica dedicada à Secla), com 900 metros quadrados, no edifício central da antiga fábrica. Apesar de aprovado pela Câmara, o promotor não avançou.
O que o arquitecto Rui Gonçalves estranha é que grande parte do executivo da época (Tinta Ferreira, Maria da Conceição Pereira e Hugo Oliveira) “pelos vistos mudou de opinião, dado que o novo promotor não prevê nenhuma área museológica!”.
Agora com esta nova proposta, aprovada pela maioria PSD (com os votos contra do PS), há apenas o compromisso de manter uma parte da fachada e algumas obras e azulejos da Secla nos espaços comerciais. “Não é assim que se preserva a memória da Secla!”, diz o ex-vereador, que se mostra surpreendido porque, ao contrário da maioria dos projectos que demoram tanto tempo a ser despachados, “este anda a olhos vistos”.
Rui Gonçalves defende que o promotor poderia ceder parte do edifício original de modo a criar uma área museológica sobre a Secla. Não vê lógica em que seja criada ali uma zona verde no local, dada a proximidade do parque D. Carlos I.
“Desprezar o passado e a memória do território é hipotecar o futuro”, disse, acrescentando que são esses aspectos que permitem “diferenciar as localidades”.
Em vez de espaço verde, para o ex-vereador esta “é uma oportunidade perdida para pedir 900 metros quadrados para fazer uma área museológica sobre a fábrica”.
Durante o debate, várias pessoas revelaram-se contra o projecto, sobretudo o edifício para o supermercado, “igual a qualquer outro pavilhão, próximo de um nó de autoestrada”.
Jaime Neto, vereador do PS, informou que, juntamente com o vereador Luís Patacho, promoveram uma conferência de imprensa sobre este tema onde deram a conhecer que votaram contra o projecto. “Mostrámos a nossa indignação contra esta ideia”, disse o autarca, comentando que chegou a hora dos cidadãos lutarem contra este tipo de coisas, tal como fizeram quando esteve em causa o encerramento da Bordalo Pinheiro.
O vereador explicou que em relação ao supermercado está previsto um pavilhão de 60 por 60 metros, com seis metros de altura “e que será um pavilhão descaracterizado, igual a tantos outros”. Alertou ainda para o facto de as demolições das construções contíguas ao edifício principal da Secla já terem sido aprovadas e por isso avançarão “a curto prazo”.FERNANDO COSTA CONTRA PROJECTO
O ex-presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, também se mostrou contra o projecto que o actual executivo aprovou Fernando Costa, ex-presidente da Câmara, acha que é grave que se apague a memória da Secla. O social-democrata diz que não se deve destruir todo o seu edifício dado que dessa forma “não se preserva a memória daquela importante unidade industrial para as Caldas e para Portugal”. E receia que daqui a 10 ou 20 anos já ninguém se recorde o que foi a fábrica que laborou entre 1947 e 2008 nas Caldas da Rainha.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
O ex-edil caldense também contou que a autarquia adquiriu várias colecções da Secla, num total de 6000 exemplares que se encontram encaixotadas nas caves dos museus municipais.
De resto, Fernando Costa também falou sobre a aprovação em 2003 de um projecto que previa uma área museológica e não compreende a mudança de critérios do actual executivo.
O público mostrou desde logo vontade em assinar o abaixo-assinado que ali se idealizou e que pede à autarquia que reveja a sua posição. Os interessados em assinar esta petição poderão fazê-lo na sede do MVC, que fica na rua Henrique Sales, 36.Abaixo assinado
“Numa cidade que se pretende “da cerâmica”, importa preservar as memórias que lhe deram esse estatuto”Do rico tecido industrial e oficinal ligado à cerâmica produzida nas Caldas da Rainha resta uma parte do edifício que albergou a Fábrica SECLA, a maior e mais criativa indústria cerâmica portuguesa da segunda metade do século XX. A SECLA foi o produto da necessidade de renovação e da aplicação à cerâmica dos novos paradigmas artísticos, destacando-se pelo método inovador do “estúdio”, no qual os principais artistas plásticos do país e outros notáveis estrangeiros deram o seu contributo ao desenharem modelos com finalidades artísticas ou utilitárias.
Numa cidade que se pretende “da cerâmica”, importa, por isso, preservar as memórias que, ao longo dos tempos, lhe deram esse estatuto.
Estamos na iminência, porém, de ver desaparecer, definitivamente, o testemunho físico mais relevante da história da SECLA, em nome da instalação de uma operação urbanística que mesmo apresentando, em parte, benefícios para a cidade, não salvaguarda, convenientemente, essa memória e essa identidade, in-situ, nem uma envolvente adequada à mesma.
Importa, pois, preservar uma parte do edifício original, para nele se instalar um espaço de memória e aberto à criatividade. Essa memória da SECLA deve permanecer como testemunho de uma etapa fundamental da história da cerâmica contemporânea, à escala nacional e mesmo internacional, por onde passaram milhares de trabalhadores. O espólio riquíssimo e diverso da SECLA, na posse da Câmara Municipal, e peças de outras origens da mesma época que existem em reserva no Museu da Cerâmica dariam uma visão abrangente e uma história comparada, como atrativo turístico e lastro cultural, acentuando o sentido de identidade e pertença por parte dos caldenses.
Pelo exposto, os cidadãos abaixo assinados requerem à Câmara Municipal que reveja o projeto de investimento privado para a área do edifício principal da SECLA, tendo em vista a salvaguarda da memória física da fábrica, como herança patrimonial da cidade e dos caldenses e recurso cultural e turístico.ESAD convidou artistas e investigadores para falar da Secla
A questão do projecto para a Secla foi também abordado dias antes, a 16 de Outubro, no Centro de Artes, onde a ESAD organizou uma conversa com a participação de António Cardoso, João Serra, José Aurélio, Marta Lucas, Marta Pereira e Rita Gomes Ferrão.
A maioria considera que no próprio edifício se poderia preservar uma área que recordasse o que foi aquela unidade industrial. Há também ideias relacionadas com a reedição de algumas das peças mais emblemáticas da fábrica, com o estudo das suas colecções e da preservação de murais que existem ainda no edifício. José Aurélio gostaria que nas ruínas da Secla pudesse surgir “uma verdadeira escola de cerâmica”.
Este evento foi organizado por alunos do curso Programação e Produção Cultural da ESAD.[/shc_shortcode]
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Trinta anos da Pato comemorados com saudosismo mas com os olhos postos no futuro
A Pato – Associação de Defesa do Paul de Tornada fez 30 anos. A efeméride foi assinalada no passado domingo (21 de Outubro) com a partilha de memórias sobre o trabalho feito durante estas três décadas, mas com promessas sobre a sua continuidade. A criação de um corredor ecológico entre as Caldas e o Paul e de um roteiro que faça a ligação entre a Lagoa, o Paul, Salir do Porto e o Vale Tifónico, foram algumas das propostas defendidas para a dinamização daquele espaço, emblemático a nível ambiental.
A Pato foi constituída a 21 de Outubro de 1888. Nasceu com os objectivos de “sensibilização do público em geral para a conservação desta importante zona húmida, que se encontra em avançado estado de degradação, e, posterior transformação do local em reserva ecológica educativa, onde poderão ser realizadas actividades de educação ambiental”, noticiava a Gazeta das Caldas de 4 de Novembro desse ano.
A sua primeira presidente foi Conceição Martins, uma jovem licenciada em Biologia que tinha vindo pouco tempo antes, juntamente com uma colega, fazer trabalho de campo no Paul de Tornada. “Foi o culminar de um processo intenso, muito entusiasmante e desafiante”, recordou a responsável perante uma sala cheia de sócios e amigos da associação.
Conceição Martins lembrou os esforços da altura para a proibição da caça no local e a colaboração da Junta da Freguesia, presidida por Amílcar Caetano.
A sócia fundadora da associação falou também sobre a relação tensa, mas proveitosa, com o então presidente da Câmara, Fernando Costa, que “dizia sempre que não, e batia o pé às nossas ideias, mas depois ia-nos ouvindo”. Foi ele quem deu o contributo para que, em 1997, tivesse sido apresentada uma candidatura para a reconstrução de um edifício, transformando-o no Centro Ecológico e Educativo.
Conceição Martins entende que há condições para ampliar aquela infraestrutura enquanto centro de acolhimento pois actualmente há uma “maior apetência” pela área ambiental. “Este centro pode ser melhor explorado e o Paul ainda pode ser um emblema maior para a região”, disse a responsável, sugerindo que seja um ponto de investigação científica, educação ambiental e de turismo de lazer.Maria de Jesus Fernandes sucedeu a Conceição Martins na liderança da associação, em 1997, mas a sua relação com a Paul da Tornada surge antes, do tempo em que era professora na Escola Raul Proença e levava os alunos aquele espaço durante as actividades extracurriculares. Mais tarde foi uma das professoras que, no âmbito de uma bolsa dos ministérios do Ambiente e Educação, foi trabalhar em educação ambiental, neste caso, no Paul, e com as crianças abordou temáticas tão importantes como a reciclagem e a água. Do seu tempo é a candidatura do Centro Ecológico e Educativo e também a designação de “Zona Húmida”, de acordo com a Convenção de Ramsar. Mais tarde é constituída Reserva Natural Local.
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Joaquim Aleixo Martins – estive em Champigny no maior bidonville de França
Nasci em 1940, ainda no tempo da guerra. Dei os primeiros passos no Arelho (Óbidos), mas no tempo da escola eu não queria ir à escola e escondia-me nas matas para os meus pais não me obrigarem. Só mais tarde, com 15 ou 16 anos é que fiz a 3ª classe. Andei numa professora e depois fui fazer o exame a Óbidos com o professor Albino.
Eu tinha 11 anos quando o meu pai ficou paralisado com um acidente de trabalho. Por isso, comecei cedo a trabalhar no campo para ganhar a vida e ajudar a família. Éramos três irmãos.
Em 1961, tinha eu 21 anos, fui chamado para a tropa, mas livrei-me de ir para África. O meu irmão mais velho, António Aleixo Martins, estava na guerra em Angola e eu fui considerado “amparo de mãe” e fiquei por cá. Assentei praça nas Caldas da Rainha e fiz depois o serviço militar na Figueira da Foz.
Depois voltei para o trabalho no campo, à jorna, uns dias para um, outros dias para outro. O meu irmão, porém, conseguiu ir para França e de lá chamou-me. Não precisei de ir a salto. Fui com um contrato de trabalho. Em 1966, então com 26 anos, embarquei no comboio em Santa Apolónia e demorei 26 horas a chegar a Paris. Para mim, que estava habituado à vida no campo e nunca tinha viajado, até achei a viagem muito boa.
Cheguei à gare de Austerlitz e estava lá o meu irmão à minha espera. Eu que mal tinha saído do Arelho, de repente estava em Paris. Mas estava com os olhos fechados, não entendia nada. O meu irmão levou-me para Champigny-sur-Marne e arranjou-me uma barraca que eu partilhei com o Belmiro, um rapaz de Pombal. Era feita com chapas de zinco e tinha duas camas, uma mesa, duas cadeiras e um fogão para fazermos o comer. A casa de banho era ao fundo da rua, para todos. Não tínhamos água canalizada. Pagava 40 francos por mês a um português que trabalhava na EDF (Electricité de France) e que tinha 70 barracas à sua conta.
Champigny era o maior bidonville (bairro de lata) de França. Quarenta hectares de barracas e 15 mil portugueses a lá viver. Era tanta gente como a população das Caldas da Rainha naquela altura. Os meus filhos e os meus netos já procuraram na Internet e viram como se lá vivia. Até houve um fotógrafo francês, Gérald Bloncourt, que morreu há três semanas com 92 anos, que ficou famoso porque fotografou as condições de vida dos portugueses em Champigny e noutros bidonvilles.
Havia um marché onde íamos às compras e eu logo na primeira vez que lá fui vi um rádio de pilhas e comprei-o logo para poder ouvir o relato da bola. Nesse dia ouvi o Porto – Benfica.NO CEMITÉRIO DE PÈRE-LACHAISE
O meu primeiro emprego foi num cemitério. Mas não como coveiro nem num cemitério qualquer. Trabalhei como calceteiro no cemitério de Père-Lachaise, onde está a Édith Piaf (onde estão também os principais artistas, escritores, poetas, pintores e outros homens de cultura franceses). Eu perdia-me lá dentro. Logo no segundo dia o chefe, que era italiano, mandou-me ir lá para a frente com as pás e o carro de mão e eu guiei-me pelo jazigo da Édith Piaf.
Ganhava 2,10 francos à hora, mas só lá estive duas semanas. O meu “senhorio” arranjou-me depois trabalho na EDF e ali sim, aquilo é que valeu a pena. Andava a abrir valas para passar os cabos da luz, mas pagavam-me 1300 francos por mês. Era um ordenadão!
Mas eu tinha saudades da família e só lá fiquei quatro meses. Vim para Portugal e casei-me com a Graciosa Rosa, com quem já namorava e que também era do Arelho.
Mas em vez de voltar logo para a França, fiquei por cá e gastei o dinheiro todo. Eu era novo, tinha ganho muitos francos e andava com os bolsos cheios. Nunca tinha visto tanto dinheiro!… Foi de tal maneira que, quando regressei a França, três meses depois, já não tinha nada e até fiquei a dever o dinheiro da viagem.DO ARELHO PARA PARIS EM TÁXI
Desta vez fui eu e a minha Graciosa, o meu irmão António e a minha cunhada Gracinda. Abalámos de táxi, todos no táxi ao João Carvoeiro, de Óbidos. Só mais tarde é que lhe paguei a minha parte da viagem.
Nesta segunda vez em França aprendi à minha custa que não deveria ter ficado tanto tempo em Portugal. A EDF era uma casa séria e já não queriam lá quem se tinha ido embora. Andei uns tempos aos caídos. Havia um tipo da Sancheira que me dava dois ou três dias de trabalho por semana, mas depois fui para Les Clayes-sous-Bois, perto de Versailles, e acabei por arranjar um emprego para o resto da minha vida na cantina de um complexo de escritórios.
Fui ajudante de cozinheiro, preparava as entradas e a comida, os tabuleiros. Fiz sempre a mesma coisa durante 38 anos e reformei-me em 2005 com 65 anos.
Foi em França que nasceram os meus filhos – Célia, Filipe e Frederico – que me deram seis netos e dois bisnetos. Hoje vivem todos em França, mas eu, quando fiz 65 anos, vim-me logo embora. À França tenho lá ido, mas é só por via dos casamentos e baptizados. No Arelho entretenho-me a amanhar uns terrenos e passo um bocado pelo café durante a tarde.
Saudades de França? Algumas, mas vida de emigrante é vida de trabalho. A minha mulher fazia limpezas num quartel militar e, à noite, eu e ela ainda fazíamos três horas, também nas limpezas, num laboratório de fotografias.
Aquilo não havia vagar para ir a restaurantes nem para andar no passeio. Mas ainda trabalhei como voluntário na Associação Plaisir, em Plaisir, ao lado de Les Clayes-sur-Bois. E fui da direcção da Associação Cultural e Desportiva de Aubergenville. O meu genro, Pedro Machado, é que é o presidente. Os portugueses gostam de lá ir comer umas moelas e umas febras, fazer umas tardes de sueca e matraquilhos. São 118 sócios, mas têm duas equipas de futebol e um rancho folclórico. O meu bisneto Enzo Pereira, que agora está cá a passar férias com a família, até dança no rancho.A sala da casa do emigrante Joaquim e a sua mulher, Graciosa, com um dos filhos (anos 70) Alegria no trabalho. Durante 38 anos Joaquim Aleixo Martins foi ajudante de cozinheiro. -
Oeste entre os 100 melhores destinos de turismo sustentáveis
O região Oeste e o concelho de Torres Vedras estão entre os 60 primeiros selecionados da lista dos 100 melhores destinos turísticos sustentáveis do mundo, da organização internacional sem fins lucrativos Green Destinations. A restante lista será conhecida a 15 de Dezembro e os vencedores serão conhecidos na Feira Internacional de Turismo de Berlim, em Março do próximo ano.
Portugal é o segundo país com mais entradas nesta lista preliminar, com 10 destinos. Apenas a Holanda tem mais: 11. Além do Oeste e de Torres Vedras, estão listados Águeda, Alto Minho, Açores, Cascais, Lagos, o Parque Nacional da Peneda-Gerês, as serras do Socorro e Archeira e Sintra.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]A lista tem destinos de quatro continentes (Europa, América, Ásia e Oceania) e de 24 países. São eles Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Croácia, Chipre, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Japão, Jordânia, Malta, Holanda, Antilhas Holandesas, Noruega, Filipinas, Eslovénia, Eslovénia, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Taiwan e Estados Unidos da América.
Este ano o tema da competição Top 100 Destinos Sustentáveis do Mundo é “Turismo para beneficiar as comunidades locais”. O anúncio da entrada do Oeste e de Torres Vedras surgiu no passado dia 27 de Setembro, durante o evento Global Green Destinations Days 2018, que decorreu na Holanda entre 25 e 28 de Setembro. No evento estiveram reunidos líderes de destinos turísticos globalmente importantes, com o compromisso de melhorar o seu desenvolvimento sustentável, compartilhar boas práticas e aumentar a sua visibilidade no mercado global de turismo.
Recorde-se que em Março deste ano o Oeste recebeu o prémio do primeiro lugar na categoria de melhores cidades, comunidades e cultura. [/shc_shortcode] -
Acha que o Hospital Termal vai mesmo reabrir?
Maria Soares, reformada (Caldas da Rainha) Tenho muitas dúvidas. Já há uma quantidade grande de tempo que dizem que vai reabrir e não há maneira. No entanto, vamos tendo esperança, porque faz muita falta às Caldas da Rainha e ao seu movimento comercial. Não sei se a Câmara terá capacidade para gerir o hospital, porque não sei as condições que tem. Mas penso que sempre deve ser melhor do que estar fechado.
Carlos José Faro, reformado (Caldas da Rainha) Eu acho que deveria ser o Montepio porque é uma associação virada para a saúde e há muitos anos que as Caldas, sobre os assuntos termais, está a perder muito. Através do Montepio era uma possibilidade. Apesar de o Montepio estar metido em tanta coisa, se houver essa hipótese, eu não me importava nada. Acho que a Câmara não tem capacidade para explorar o Hospital Termal, deveria ser uma entidade ligada à saúde, ou então entregar de volta à administração central.
Maria Albano, desempregada (Caldas da Rainha) Muito sinceramente não sei. Não sei se a Câmara terá estrutura para abrir o Hospital Termal, especialmente sendo uma área tão sensível quanto a saúde. Acho que deveria ser o próprio Estado a gerir o hospital. Mas era importante que trouxesse algo de novo a este hospital, que é excelente, com tratamentos que está provado que fazem muito bem. Andar sempre neste abre e fecha é prejudicial. Tem de ser uma entidade que leve o projecto para a frente e que o desenvolva.
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Agrupamento de Óbidos com quatro candidatos a director
O Agrupamento de Escolas de Óbidos – que está há um ano sem director – vai em breve ter eleições que serão disputadas entre quatro candidatos: Luís Filipe Teixeira, Ivone Cristino, Vitor Rodrigues e José Fernando Santos.
Uma comissão criada no âmbito do Conselho Geral vai avaliar as candidaturas e fará um relatório que irá submeter aquele órgão. Depois de analisados os documentos, haverá uma entrevista com os candidatos e seguir-se-á a eleição que é feita no Conselho Geral.
O processo foi desencadeado pela demissão, por motivos de saúde, do antigo director Artur Oliveira, a 7 de Novembro do ano passado. -
Recolha de sangue no Centro da Juventude
Amanhã, 20 de Outubro, realiza-se uma recolha de sangue e dador de medula óssea no Centro da Juventude das Caldas.
A colheita, que decorre durante todo o dia (9h00 às 13h00 e das 15h00 às 19h00) é promovida pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Caldas da Rainha (ADBSCR) em parceria com Instituto Português do Sangue (IPST). -
Passeio a Bragança
O Clube de Turismo Cultural Sénior da Vila de Óbidos vai realizar, nos dias 10 e 11 de Novembro um passeio a Bragança. No primeiro dia os visitantes irão almoçar a Lamego e seguem depois para Mirandela e Bragança, onde irão dormir. No dia seguinte será ainda visitada a aldeia típica transmontana de Montesinho.
O passeio tem um custo de 95 euros por pessoa, incluindo transporte e dormida, com pequeno almoço e jantar. As inscrições poderão ser feitas até ao dia 2 de Novembro, através do tel. 262955340 (Daniela). -
Festa do Cinema no La Vie
A Festa do Cinema do Cineplace decorre entre 22 e 24 de Outubro. Nestes três dias os bilhetes para as sessões 2D custam 2,50 euros. O valor é transversal a todos os filmes, incluindo as estreias.
Segundo o Cineplace, no último ano 217 mil pessoas aproveitaram para ir ao cinema durante este evento. -
Tempestade Leslie passou ao lado da região sem causar danos graves
O Oeste chegou a estar no caminho directo da tempestade Leslie, no passado sábado, mas a mudança de rota acabou por levá-la mais para norte. Deste modo, os efeitos da tempestade acabaram por ser minimizados, limitando-se praticamente a quedas de árvores sem consequências de maior.
Guy Caldas, técnico responsável pela Protecção Civil das Caldas da Rainha, disse à Gazeta das Caldas que no concelho se registaram apenas danos em árvores e arbustos, assim como deslocação de alguns contentores do lixo.
A tempestade fez activar o dispositivo de situação meteorológica adversa, composto por oito elementos e quatro viaturas, que estiveram em constante circulação pelo concelho. Em prontidão a Protecção Civil tinha ainda duas máquinas (uma retroescavadora e uma grua) e um veículo pesado, mas a sua utilização não foi necessária.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]Em Óbidos, segundo nota de imprensa do município, registou-se duas quedas de árvores: uma na estrada dos Musaranhos, que não colocou em risco a circulação, e outra da Mota do Rio, que interditou a utilização da ecopista. Na estrada entre Trás-do-Outeiro e Carregal, cabos de telecomunicações foram derrubados, mas também não ofereciam perigo à circulação. Num parque de estacionamento em Óbidos, junto ao Cruzeiro da Memória, foi derrubada uma luminária.
ASSALTO A RESTAURANTE
O restaurante O Convívio foi assaltado na madrugada de segunda para terça-feira. Os assaltantes forçaram a entrada no estabelecimento através da quebra de um vidro, levaram um ecrã de televisão, o vidro e o conteúdo de uma vitrina frigorífica.
O barulho provocado chamou a atenção dos moradores da vizinhança, que vieram à rua, o que terá contribuído para que os assaltantes tivessem abandonado o local sem levar mais bens, contou à Gazeta das Caldas o proprietário do espaço, José César.
No dia 13 de Outubro, dois homens, de 37 e 62 anos, foram detidos pela GNR por tráfico de estupefacientes em Maiorga, Alcobaça. A investigação foi desencadeada pela descoberta de sacos do lixo com vestígios de cannabis num contentor público. Uma busca domiciliária permitiu descobrir uma estufa montada numa das divisões da habitação, para cultivo da planta de cannabis. Foram ainda apreendidas 5120 doses daquele estupefaciente.[/shc_shortcode]
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“É preciso estudar os conflitos e aprender a geri-los dando primazia à paz sobre a violência”
19 O especialista foi convidado pelo Rotary Club das Caldas, no passado dia 12, para falar sobre a temática da Paz e deixou o aviso para a necessidade de mais tolerância, diálogo e o reforço dos poderes reguladores das entidades internacionais, para que, em última instância, a espécie humana não corra o risco de extinção.
Os Estados Unidos são alvo de um ataque nuclear e a cidade do Kansas, por estar perto de uma base militar, é praticamente toda destruída. Com o passar do tempo os recursos acabam e a fome grassa, os poucos sobreviventes contraem doenças devido à exposição à radiação. A história passa-se no filme “Day After”, de 1983, e o psicólogo social António da Silva Mendes considera que esta é elucidativa do que pode acontecer num futuro próximo, se não se começar a sensibilizar para a paz.
Na palestra que proferiu, chamou a atenção para o potencial atómico existente actualmente e que permite destruir o mundo num curto espaço de tempo. Por outro lado, destacou que contra a violência da guerra, do terrorismo e da criminalidade, recorre-se cada vez mais à segurança. “Os políticos e governantes, em nome da segurança, impõem muitas vezes um poder autocrático sobre as pessoas, olvidando as transformações políticas, económicas e sociais mais adequadas”, disse.
De acordo com António da Silva Mendes, o homem nasce humano, mas não humanizado, o que deve ser feito através da educação e da formação. “É preciso estudar os conflitos e aprender a geri-los dando primazia à paz sobre a violência”, defendeu, considerando urgente a diplomacia e o diálogo inter-religioso.
Na sua intervenção, o docente universitário salientou que também fora das religiões há “vozes que clamam no deserto” pela construção da paz, dando os exemplos de John Lenon, Gandhi, Luther King e Dalai Lama. Reportando-se aos meios de comunicação social, entende que estes devem deixar de ser “alimentadores dos conflitos e fomentadores de uma cultura de guerra, para tornarem-se agentes de paz”.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]António da Silva Mendes entende que é preciso reforçar os poderes reguladores das instâncias internacionais multilaterais consagradas na carta das Nações Unidas e que as escolas e os centros de investigação devem estudar e trabalhar nas respostas mais adequadas à prevenção dos conflitos e fomento de uma cultura de Paz.
O especialista, com investigação feita na área da Sociologia da Família e da Educação, considera que a paz constrói-se a partir de casa e que a educação para a tolerância deverá ser a primeira preocupação dos pais. “Estamos a criar uma sociedade altamente competitiva em que as crianças são pressionadas para só terem boas notas e, de qualquer maneira, ocuparem os bons lugares”, disse, realçando que essas expectativas geram frustração, que está a levar a elevados níveis de depressão e tentativas de suicídio. António da Silva Mendes lembra que Charles Darwin, com a sua teoria da Evolução, mostra que as espécies que venceram não foram as mais competitivas, mas as que cooperaram mais e conseguiram adaptar-se. “Os que foram competitivos mataram-se uns aos outros e nós corremos esse risco”, disse, acrescentando que o homem preocupa-se muito com a extinção de espécies animais, mas que esquece-se que poderá ser a dele a extinguir-se. [/shc_shortcode] -
Limpeza da Lagoa adiada para este domingo
A limpeza da Lagoa de Óbidos que estava prevista para o domingo passado foi adiada devido à tempestade Leslie. Ficou marcada para este domingo, 21 de Outubro. O ponto de encontro para os voluntários está marcado para as 10h00 junto ao parque das autocaravanas.
A organização é da responsabilidade da associação LinDo Mar, com o apoio da Junta de Freguesia. -
Termas em destaque amanhã nas Caldas da Rainha
Amanhã, 20 de Outubro, Caldas da Rainha volta a receber a iniciativa Viva Termas Centro. Pelas 9h30 haverá um percurso pedestre interpretativo, com ponto de encontro no Largo do Termal.
Entre as 10h00 e as 18h00 o mesmo largo será palco de jogos tradicionais, construídos com materiais como madeira e corda, denominados Jogos do Helder. Junto ao coreto do Parque D. Carlos I decorrerá mais uma edição do Mercado Cria – pela Associação de Artesãos das Caldas da Rainha.
Às 15h00 haverá uma visita ao Hospital Termal e Museu do Hospital. Duas horas mais tarde decorrerá o espectáculo “O Humor dá Saúde”, com Serafim e Carlos Moura, no coreto do Parque D. Carlos I. As entradas são livres. -
ESAD ficou com apenas uma vaga por preencher
O Ministério da Educação publicou no passado dia 12 de Outubro os resultados da terceira fase de colocações no ensino superior e a Escola Superior de Artes e Design ficou com apenas uma vaga por preencher, no curso de Artes Plásticas, vaga essa que se abriu por via de recolocação. Nesta fase, a escola de artes caldense tinha inicialmente 11 vagas e colocou 15 novos alunos, quase metade para o curso de Programação e Produção Cultural.
Na Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar, de Peniche, ficaram por ocupar 60 vagas, com a colocação de cinco alunos nesta terceira fase, nos cursos de Gestão de Eventos, Gestão Turística e Hoteleira e Marketing Turístico.
No IPL, entraram nesta fase mais 39 alunos, ficando por ocupar um total de 135 vagas.
Na Escola Superior de Desporto de Rio Maior (que pertence ao Politécnico de Santarém), ficaram apenas por ocupar quatro vagas, três em Actividade Física e Estilos de Vida Saudáveis e uma em Desporto de Natureza e Turismo Activo. Entraram nesta escola 15 novos alunos na terceira fase.






































