O Plano Estratégico das Caldas para os próximos 13 anos

0
911

Congratulo-me pelo Município de Caldas da Rainha ter apesentado 12 projectos estruturantes para o concelho, num horizonte até 2030. É muito importante um plano a médio/longo prazo, a ser adoptado por esta e pelas vereações futuras, independentemente da sua “cor política”.
Fui procurar outras autarquias com o mesmo tipo de preocupações. Encontrei algumas mais que contrataram o serviço a gabinetes externos. Mas também encontrei outro tipo de procedimentos, como foi o caso de Viana do Castelo (e o texto seguinte referente ao plano estratégico, foi retirado do Site deste município).
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]“(…) procura integrar uma avaliação das principais tendências de evolução do concelho nos últimos anos com um exercício prospectivo de definição de objectivos e prioridades estratégicas para a próxima década, o Executivo Municipal de Viana do Castelo decidiu adoptar uma metodologia global que privilegiou abordagens colaborativas e participativas, assegurando o envolvimento de parceiros, de stakeholders e da população ao longo desse processo de planeamento. (…)
A constituição, promovida pelo Executivo Municipal, de um Conselho Económico e Social, constituído por diferentes representantes de diversos sectores da sociedade civil e do tecido económico, social e institucional, local e regional, contribuiu para viabilizar e aprofundar este propósito de planeamento participativo. Nesse sentido, e ao longo de todo o processo de elaboração do Plano Estratégico, foram realizados diversos momentos de debate e de reflexão entre estes três vectores de actuação, o Executivo Municipal, o Conselho Económico e Social, parceiros institucionais, agentes económicos, sociais, culturais e políticos e a equipa técnica responsável pela elaboração do Plano.”
E por cá, porque é que se seguiu o caminho mais fácil e porventura o menos rigoroso? Porque é que se gastaram 72 mil euros (mais IVA) e não se tentaram outros caminhos como fez o Município de Viana do Castelo?
Será que se deram alguns passos antes (em 2015) para reunir, ouvir, e convidar à participação os verdadeiros interessados dos diversos sectores alvo? Creio que não.
E digo isto, consciente de que os debates no CCC com a firma que elaborou o projecto não foram muito participados. Este aparente desinteresse, em minha opinião, não é em relação às matérias em discussão. É fruto sim, da forma errada, invertida e desmotivadora, de como este processo decorreu.
Quando questiono alguém da oposição sobre este assunto e me responde, concordando com o método seguido, que “os políticos não são técnicos”, está o baile armado! Apetece-me responder: “gosto deles porque são fofinhos!”.

Carlos Mendonça[/shc_shortcode]

- publicidade -