Zé Povinho conheceu a história mais recente de Nuno Santos e ficou impressionado. O músico alcobacense, inseparável do seu violino, tem realmente muito que contar e, sobretudo, uma determinação férrea em levar por diante um sonho… de tocar nos sítios mais improváveis do planeta. E o “baptismo” não poderia ter sido mais radical: no cume de um vulcão numa localidade remota no Equador, na América do Sul. Depois, já se seguiram “aventuras” em altas montanhas, quer de terra quer de água, como as ondas gigantes da Nazaré, sempre conciliando o desporto com a música. Mas não se fica por aqui: nos próximos sete anos quer tocar nas montanhas mais altas dos sete continentes (onde conta também com a Zelândia, no Oceano Pacífico) e nos sete mares.
Zé Povinho acredita que será bem sucedido e admira-lhe a determinação e também o trabalho em prol da cultura, lembrando os recentes concertos que tem dado, a titulo voluntário, nos hospitais para homenagear os profissionais de saúde, o último dos quais foi o Hospital das Caldas da Rainha.
Por outro lado, destaca a sua aposta na música portuguesa e a divulgação que faz da cultura lusa nos vários países onde actua, sempre acompanhado pelo violino, instrumento que o acompanha desde os 15 anos e dos Estudos no Conservatório Nacional. Merece pois este destaque do Zé Povinho também criado por outro Homem – Rafael Bordalo Pinheiro – que escolheu muitas vezes as peças de cerâmica mais improváveis, com a própria Jarra Beethoven.

Eu “não creio que há bruxas, mas que as há parece que há” assim diz o povo ingenuamente, mas Zé Povinho desconfia muito destes ditados populares que, às vezes, querem significar o contrário. O que se passa na Rússia é que às vezes parece que há bruxas que colocam venenos nos sítios mais desconcertantes para atingir alegadamente figuras que têm como particularidade pertencerem à escassa oposição existente.
Aconteceu agora com o principal líder oposicionista, Alexei Navalny, a quem foi, comprovadamente pelos hospitais alemães, colocada uma substância estranha, quando tomou um chá no restaurante do aeroporto da Sibéria, que lhe afectou todo o sistema nervoso permanecendo ainda agora em coma.
O Kremlin apressadamente veio afastar-se ou desligar-se do caso e desejar-lhe “rápida recuperação”, numa tentativa provável de se desresponsabilizar dum acto, eventualmente cometido por algum membro dos serviços secretos como aparentemente aconteceu de outras vezes.
Como moral da história, parece que na Rússia actual, ser de oposição é estatuto pouco aconselhado ao cidadão comum como aos ex-amigos do actual e inamovível líder Putin, mesmo assim longe dos “bons velhos tempos” de líderes da União Soviética, como Staline, em que os processos eram mais claros mas também mais massivos.
Assim vai mal a Grande Rússia que devia dar mais campo de acção aos seus oposicionistas, até para justificar a aparente adesão ao regime democrático, que dificilmente põe em risco o mandato do nóvel czar, que sabe bem o que a maioria pensa.