Author: Isaque Vicente

  • Noite dos Óscares levou meia centena ao Cineplace

    Noite dos Óscares levou meia centena ao Cineplace

    Iniciativa promovida pelo centro comercial La Vie levou convidados e vencedores de passatempo a assistir a filme nomeado para quatro Óscares

    “Óscares – Red Carpet” era o nome do evento que, na noite de domingo, 27 de março, assinalava na cidade termal a cerimónia norte-americana para distinguir o melhor da indústria cinematográfica.
    Entre os convidados e os vencedores de um passatempo lançado pelo centro comercial, nos cinemas Cineplace, no La Vie, esteve mais de meia centena de participantes, que foram presenteados com um espetáculo de acrobacias e humor logo à entrada, seguido da oferta de um copo de champanhe, para irem bebendo enquanto atravessavam a passadeira vermelha, em direção à sala de cinema.
    Mas, antes de chegar à sala, uma nova surpresa, com a oferta de uma fotografia dos convidados, impressa na hora.
    Num evento com glamour e animação, já na sala de cinema seguiu-se um novo momento de humor e espetáculo circense, desta feita com a participação de dois membros do público.
    Depois, o filme, “Nightmare Alley”, ou, em português, “O Beco das Almas Perdidas”, que, muito resumidamente, trata a história de um homem que, em fuga, se junta a um circo de vigaristas e aprende essa arte, para no final acabar ele a ser vigarizado. Um filme a ver, muito bem produzido, com uma boa história, ainda que algo previsível no seu enredo. Assistir a este filme, que foi nomeado para quatro estatuetas (nas categorias de Melhor Filme, Melhor Guarda-Roupa, Melhor Fotografia e Melhor Design de Produção) e que não ganhou nenhuma, é, no entanto, tempo bem passado.
    Os amigos Camila Campos e André Pereira, das Caldas e de Óbidos, respetivamente, vieram ao cinema depois de ele ter ganho dois convites no passatempo. Tanto um como o outro gostam e costumam ir ao cinema. “Gostei muito do filme e da noite, foi uma boa iniciativa”, referiu ela, numa opinião corroborada pelo amigo. “Poderia haver mais iniciativas deste género e com maior divulgação”, sugeriu.
    Já Amaro Correia, diretor do centro comercial La Vie, explicou à Gazeta das Caldas que esta iniciativa já se realizava antes da pandemia, mas que no último ano não foi possível realizar, precisamente por esse motivo. A primeira edição decorreu em fevereiro de 2020, ainda antes do primeiro confinamento. O responsável mostrou-se feliz com o regresso do evento. “Foi uma forma de festejar a noite dos Óscares”, referiu. Atualmente, o La Vie está “a tentar recuperar destes dois anos atípicos” e pretende ativar as parcerias com as forças da cidade no âmbito cultural e em iniciativas sociais.

  • Manel Cruz e Marinho encheram o CCC

    Manel Cruz e Marinho encheram o CCC

    Duplo concerto na noite de sexta-feira, integrado no festival Impulso, encheu o grande auditório do centro cultural e de congressos

    Marinho, a banda de Filipa Marinho, abriu mais uma noite de concertos do festival Impulso, na passada sexta-feira, 25 de março, com o grande auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas praticamente lotado.
    Acompanhada dos Chavalos Marinhos, como chama a sua banda, Filipa Marinho apresentou no Impulso o seu trabalho, dando a conhecer a voz, mas também o seu talento na composição das músicas e o seu humor, sempre presente entre cada tema. Um dos grandes momentos foi quando apresentou “Ghost Notes”, mas também quando desafiou o plateia a dançar um dos temas mais “mexidos” da banda.
    No Impulso, a jovem levou a palco um tema ainda sem nome, sugerindo que a plateia pensasse em títulos para a mesma e lhes fizesse chegar. “É uma honra muito grande tocar no mesmo sítio onde vai tocar a seguir o Manel Cruz”, referiu, contando que o irmão, que faz parte da banda, ficou extasiado por, durante o jantar antes do concerto, estar a comer carne de porco à alentejana ao lado deste artista. No final, agradeceram ao Impulso pelo convite e pelo cumprir de “uma promessa de dois anos, o que hoje em dia é raro”.
    A atuação acabou com grande energia, antes de um intervalo e de uma receção calorosa a Manel Cruz, que ao entrar, parecia que já tinha terminado o concerto, tal foi a salva de palmas. Em palco, sozinho, com os seus instrumentos, Manel Cruz, numa apresentação muito intimista e pautada pela boa-disposição do artista. “Vou dizer-vos uma coisa que nunca disse: vocês são o melhor público que já tive”, brincou.
    Com uma “Invenção da Tarde” iniciou o concerto, no qual tocou temas dos tempos da Toca do Bandido, como “Quem sabe” ou a “Borboleta”, que lhe lembra uma história de criança. “Sempre fui obsessivo e um dia deu-me para caçar borboletas, então fui para a praia com os meus amigos e uma caixa de sapatos onde coloquei as borboletas”, mas mais tarde, quando as viu estavam “feias”. “Percebi que elas era mais bonitas livres, a voar”, disse. Entre “O Navio Dela” e o “Beija-flor” chegamos à conclusão de que “Ninguém é quem queria ser”, antes de apreciarmos a “mais pequena música da Europa”. A “Vida Nova”.
    O caldense Amador Fernandes gostou da noite. “Vim mais pelo Manel Cruz, mas esperava que viesse com banda, a solo foi muito fixe e muito interessante”, referiu à Gazeta das Caldas, acrescentando que “não conhecia os Marinho, mas foi bom, com uma onda positiva”. A terminar, o jovem elogiou o festival, deixando os seus votos de “que o Impulso volte ao Parque D. Carlos I”.
    Mónica Tonelo, outra caldense que assistiu ao concerto, também decidiu vir a este concerto porque há vários anos que gosta da música de Manel Cruz. “Gostei muito do concerto, gosto sempre de ver o Manel Cruz”, referiu. “Acho muito importante a existência do Impulso para as Caldas”, disse, notando que todos os eventos culturais são bem-vindos à cidade termal.

  • Automobilismo: Décima edição da rampa atrai milhares  à Foz

    Automobilismo: Décima edição da rampa atrai milhares à Foz

    Mais de meia centena de participantes nas três categorias (protótipos, clássicos e desportivos) da prova criada em 2012

    O domingo solarengo de 27 de março proporcionou o cenário ideal para a realização da Rampa da Foz do Arelho, uma prova do Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria (NDML) que já vai na décima edição. Mais de meia centena de participantes aceleraram na já tradicional subida, com a prova a manter o mesmo formato, com o reconhecimento e uma passagem durante a manhã e duas passagens e a entrega de troféus durante a tarde. Pelo percurso, milhares de pessoas juntaram-se para ver e ouvir o acelerar dos motores.
    Nos clássicos, Nelson Beato e André Costa, ao volante de um Citroen AX, foram os grandes vencedores.
    Já nos desportivos, o 1º lugar coube a Tiago Baptista e Nelson Figueiredo, no Porsche Cayman. O caldense José Mota voltou a subir ao pódio dos protótipos em casa. O empresário, que conquistou o 1º lugar, mostrou-se muito feliz pelo triunfo. “Considero que a prova na Foz está muito bem organizada, mas penso que, no futuro, as equipas poderiam estar na marginal, para fomentar mais o convívio e também o próprio comércio”, observou.
    O camião da Transwhite, que todos os anos faz sensação junto do público a cada passagem na subida, não participou nesta edição, porque no próximo fim de semana estará integrado no início do campeonato RX Portugal.

    O cenário, com as vistas para o areal, para a Lagoa de Óbidos e para o Oceano Atlântico, com a rocha do Gronho e as Berlengas ao fundo, é um dos grandes atrativos desta prova.
    Pedro Alves, presidente do NDML, referiu isso mesmo num balanço da prova, feito à Gazeta das Caldas. “É uma prova única e muitos concorrentes vêm precisamente pelo todo, não só pelo traçado da prova, porque é citadino, não tem as caraterísticas de uma verdadeira rampa, mas esta paisagem e o ambiente que se gera é fundamental”, referiu, garantindo o regresso da prova no próximo ano. “A autarquia aposta claramente na continuação”, referiu.
    O presidente da Câmara, Vítor Marques, mostrou a sua vontade de, no próximo ano, melhorar as condições. “Este ano tivemos aqui a desmontagem da draga no cais depois de efetuar um excelente trabalho, mas que foi um problema porque dificultou aqui a logística e porque não desenvolveu o resto do trabalho entre a aberta e o cais”, disse o autarca, explicando que irão procurar criar condições de receção melhores e fomentar o turismo associado à prova e a dinamização de entretenimento associado à prova.
    Este ano, os patrocinadores locais e a organização doaram dois equipamentos de videoconferência a dois agrupamentos de escolas das Caldas.

  • O que é o ACeS Oeste Norte?

    O que é o ACeS Oeste Norte?

    O Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte tem um total de 22 unidades de saúde na região e emprega 425 pessoas

    O Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Oeste Norte é, tal como o nome indica, a rede de cuidados de saúde primários desta região e tem como missão a prestação desses primeiros cuidados à população, sendo, regra geral, a primeira resposta da saúde a quem os cidadãos recorrem em casos de necessidade.
    Das atribuições do ACeS faz parte o desenvolvimento de “atividades de promoção da saúde e prevenção da doença, prestação de cuidados na doença e ligação a outros serviços para a continuidade dos cuidados”, mas também a realização de “atividades de vigilância epidemiológica, investigação em saúde, controlo e avaliação dos resultados e participar na formação de diversos grupos profissionais nas suas diferentes fases, pré-graduada, pós-graduada e contínua”.
    O Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte serve uma população de 171.880 habitantes de seis concelhos, nomeadamente, Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos e Peniche, abrangendo uma área geográfica de 1.057 quilómetros quadrados.
    Entre a população que é servida por este agrupamento de Centros de Saúde os principais desafios são as patologias relacionadas com o colesterol e triglicéridos, mas também com o excesso de peso e obesidade, com os fumadores e com a população cada vez mais envelhecida. “Para que esta tendência possa ser invertida é premente que continuemos apostados numa estratégia de prevenção junto dos cidadãos, com ações de sensibilização, quer nas consultas, quer na comunidade, com vista a efetivarmos uma mudança comportamental que permita minorar a incidência e prevalência destas patologias, alcançando assim um estilo de vida mais saudável”, explicou a diretora executiva do ACeS Oeste Norte, Ana Pisco, à Gazeta das Caldas.
    Outro grande desafio nesta região prende-se com a falta de recursos humanos na área da saúde. “Atualmente deparamo-nos com um aumento no número de utentes sem médico de família, tendo passado de 8% em 2018, para 21% em 2022”, alertou a diretora do ACeS, que desempenha o cargo desde 2014 e que foi reconduzida em 2021. A médica faz ainda notar que se prevê que estes indicadores possam “vir a aumentar, dado o número elevado de aposentações previstas até ao final do corrente ano”.
    A 31 de dezembro do último ano, dos mais de 171 mil utentes servidos pelo ACeS Oeste Norte, existiam 38366 sem médico de família atribuído, uma realidade muito preocupante nesta região (mas não só).
    Esta entidade, que pertence à área administrativa da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), conta atualmente com 10 Unidades de Saúde Familiar (USF), sete Unidades Cuidados Saúde Personalizados (UCSP), três Unidades Cuidados na Comunidade (UCC) compostas por seis equipas de cuidados domiciliários, uma Unidade Saúde Pública (USP) que integra seis autoridades locais de saúde – uma por concelho – e ainda uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados, composta por dois psicólogos e três assistentes sociais.
    No total, o ACeS Oeste Norte conta atualmente com 425 profissionais, que têm a responsabilidade de estar na linha da frente da prestação dos cuidados de saúde às populações.
    Como facilmente se percebe, esta entidade tem grande relevância na vida dos habitantes dos seis concelhos da região, por representar, em muitos casos, a primeira linha de prestação de cuidados de saúde. E a pandemia apenas veio comprovar esta questão. A média de consultas no ACeS aumentou no último ano, “o que denota um esforço assinalável na recuperação de consultas”, depois dos constrangimentos impostos durante a pandemia, que levaram à realização de menos consultas, mas também a um afastamento dos cidadãos dos cuidados de saúde não relacionados com a pandemia de covid-19.
    No quadriénio 2017-2020 a média de consultas realizada por utente inscrito no ACeS Oeste Norte tinha sido de 3,1, enquanto que no ano de 2021 a média de consultas realizadas por utente inscrito aumentou para os 3,4, passando das 546.334 consultas realizadas em 2020 para um total de 622.335 consultas em 2021, um aumento de cerca de 13%, o que corresponde a mais 76.001 consultas efetuadas do que no ano anterior.

  • Farmácias mostraram  capacidade  de adaptação na pandemia

    Farmácias mostraram capacidade de adaptação na pandemia

    Em muito pouco tempo, as farmácias foram obrigadas a adaptar-se para conseguirem cumprir a missão de, muitas vezes, serem a primeira resposta aos cidadãos

    Tal como sucedeu em quase todo o mundo, quando a pandemia se instalou verdadeiramente nas nossas vidas, em março de 2020, as farmácias nas Caldas da Rainha viram-se obrigadas a adaptar-se para conseguirem cumprir a sua missão. Passados dois anos, as grandes diferenças são ao nível do método de entrega dos medicamentos, nomeadamente, com a criação ou um grande aumento da procura dos serviços, por exemplo, de entrega em casa ou “pick-up” na farmácia.
    “Melhorámos o serviço de entrega ao domicílio, porque era essencial, e agora ainda é muito procurado, por exemplo, por pessoas que estão confinadas”, explica Catarina Tacanho proprietária das farmácias do Grupo Correia Rosa. O serviço de “pick up”, que possibilita pedir os medicamentos por telefone ou por e-mail, pagar à distância e levantar na farmácia foi uma novidade facilitadora para os utentes “e têm tido muita procura”.
    Nas freguesias rurais também se notam as diferenças. Nos Vidais registou-se uma adaptação muito rápida, que além das mudanças mais básicas, levou também à possibilidade de testagem na farmácia. Ana Sofia Carreiras, da Farmácia Vidais, conta que já faziam a entrega de medicamentos ao domicílio, mas passaram “a fazer muito mais, ou porque as pessoas estavam infetadas ou para se protegerem e há pessoas que se habituaram a este serviço, com maior procura do que antes da pandemia”. A forma de operacionalizar este contacto também mudou, com menos deslocações, assim como as formas de pagamento. “Tivemos de criar o pagamento por Mbway”, exemplifica.
    Ana Sofia Carreiras destaca que as farmácias são, “muitas vezes, o primeiro contacto de saúde” e, no caso da farmácia dos Vidais, que se integra numa comunidade rural de aldeia, sente que têm “uma grande responsabilidade perante a nossa população, especialmente a que tem dificuldades de deslocação, o que nos traz uma relação muito próxima com a população”.
    O grupo Correia Rosa vendeu 15 mil auto-testes em dezembro. “Quando começámos a testar em Santa Catarina, em dezembro, a taxa de positivos foi impressionantemente alta e considero que foi uma intervenção da farmácia muito importante para aquela comunidade”, contou Catarina Tacanho, notando que o serviço de testagem covid, que atualmente tem muito menos procura, “é para ficar”.
    E se, neste caso, o constante tocar do telefone levou à criação de uma plataforma online para fazer a marcação de testes, por outro lado, não é possível esquecer os tempos em que os responsáveis das farmácias passavam o dia com o telefone nas mãos em busca de fornecedores de produtos, como as máscaras e o álcool-gel, primeiro, e os testes, depois e o consequente aumento dos preços. Dessa fase, a cooperação entre as várias farmácias também foi um ponto positivo notado, porque “o importante era termos o produto disponível para os clientes, não era pelo dinheiro, porque as margens em produtos covid são fixas e são muito curtas”, explicou Catarina Tacanho.
    Atualmente, ao nível físico, nas farmácias, as diferenças são só a manutenção do acrílico de proteção e do álcool-gel. Depois há uma outra diferença, mas essa ao nível do distanciamento físico entre as pessoas na fila e o aguardar a vez na rua, um hábito que em vários casos já não é imposto, mas que se mantém.
    A exposição de produtos, que tinha sido reduzida ou interditada, também já retomou a normalidade. É preciso lembrar que, nunca fechando, as farmácias, no primeiro confinamento atendiam à porta fechada, com a venda ao postigo. “Penso que, de uma forma geral, as farmácias, no período da covid, se souberam adaptar muito rapidamente para nunca deixar de prestar o serviço às pessoas”, realça Catarina Tacanho, notando a importância, mas também o cansaço e a pressão colocada sobre as equipas. “A população espera velocidade e é muito exigente com o nosso serviço, porque geralmente funciona bem”, resume.

  • Procissão do Senhor dos Passos no início de abril na Nazaré

    Procissão do Senhor dos Passos no início de abril na Nazaré

    A procissão do Senhor dos Passos, uma das mais antigas manifestações religiosas da Nazaré, regressa nos dias 2,3 e 4 de abril. No primeiro dia, às 16h30, dá-se a chamada das insígnias, seguindo-se a saída da procissão da Igreja da Misericórdia (Pederneira) para o Santuário no Sítio da Nazaré. No dia seguinte, está prevista a missa na igreja da Misericórdia (Pederneira) para as 16h00. Nesse dia, a chamada às insígnias dá-se às 16h45 seguindo-se a saída da procissão, às 17h30 e o Serão do Encontro, junto à Capela dos Anjos (às 18h00). No mesmo dia, às 21h00, realiza-se a Procissão do Enterro. No dia 4 de abril há missa às 11h00 e a procissão do Adeus às 20h00.

    Esta manifestação religiosa é organizada pela Irmandade do Senhor dos Passos da Pederneira, que, segundo autarquia, “conta com quase quatro mil irmãos, divididos entre a Nazaré, Peniche e a comunidade emigrante, nomeadamente a residente no Canadá, desde 1620”.

    “As celebrações religiosas, com origem no século XVII, evocam a Paixão e Morte de Cristo, segundo os relatos dos evangelhos, continuam a atrair milhares de pessoas aos diversos atos religiosos realizados no percurso entre a Igreja da Misericórdia (Pederneira) e o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré (Sítio da Nazaré)”, acrescenta a Câmara em comunicado enviado às redações.

    Paralelamente, o Centro Cultural da Nazaré apresenta a mostra “Senhor dos Passos” até 3 de abril. A exposição “evocativa dos últimos momentos da Vida de Jesus Cristo, onde consta a explicação histórica dos 14 Passos do Senhor, combinando uma descrição histórica com a representação dos Ex-votos ofertados pela população da Nazaré” é uma organização da Irmandade Senhor dos Passos da Pederneira e conta com o apoio da Câmara da Nazaré.

  • Final nacional do Tourism Explorers nas Caldas

    Final nacional do Tourism Explorers nas Caldas

    A final nacional do programa Tourism Explorers decorre quinta-feira, 31 de março, nas Caldas.

    Depois da final local em cada uma das cinco cidades do país (nomeadamente, Porto, Coimbra, Caldas da Rainha, Lisboa e Faro), que decorreu na última semana, as nove melhores ideias de startups vão disputar na cidade termal o título de “melhor startup de turismo”.

    A final nacional decorre, a partir das 14h30, no Museu Leopoldo de Almeida e o evento é organizado pela Fábrica de Startups com a apoio da Câmara das Caldas.

    O júri será composto por António Lucena de Faria e José Vasconcelos (Fábrica de Startups), Ana Caldeira (Turismo de Portugal), Valter Duarte (NEST), Conceição Henriques (Câmara Municipal das Caldas da Rainha) e Pedro Cunha (Portugal Ventures).

     

    Inscrição para assistir ao evento no link: https://bit.ly/GrandeFinalTourismExplorers

  • Ana Rita Manique expõe em Lisboa

    Ana Rita Manique expõe em Lisboa

    Ana Rita Manique, estudante de mestrado da ESAD, está a expor na Fabrica Features, na Benetton, do Chiado, em Lisboa. A artista está a apresentar “Imagined Cities”, mostra que inclui gravuras feitas para a representação portuguesa da 10ª edição do Festival Internacional de Gravura, em Bilbau.

    Ana Rita Manique, que é também monitora da oficina de Gravura da ESAD, foi premiada nesse festival. A exposição está patente até 17 de abril.

  • Mais público e menos diversidade no Street Food Indoor nas Caldas

    Mais público e menos diversidade no Street Food Indoor nas Caldas

    Evento realizou-se no passado fim de semana e incluiu, além da
    gastronomia, uma feira de artesanato

    A Expoeste recebeu, no passado fim de semana, mais uma edição do Street Food Indoor, iniciativa que contou com maior presença de público do que a iniciativa de 2020, realizada ainda antes da pandemia, mas com menor diversidade na oferta para o público.
    A realização do evento, que é organizado pela ADIO – Associação para o Desenvolvimento Industrial do Oeste, mereceu elogios.
    “Foi um ano melhor do que em 2020 em termos de negócio, apesar de haver menos oferta gastronómica”, explicou José Pereira, responsável pela organização do evento, sublinhando que, com a pandemia, muitos empreendedores tiveram de encerrar a atividade e, por isso, não voltaram a marcar presença no certame nas Caldas.
    Nesse sentido, esta iniciativa também é importante para reativar este setor. Ainda assim, na sexta-feira e no sábado houve filas de público para comer, mas no domingo faltou gente durante a tarde.
    “O mau tempo afastou o público, até porque ao domingo é costume a comunidade estrangeira que vive na região vir a este evento e não veio”, notou,
    Maria Silva, que mora nas Caldas, deslocou-se ao evento na companhia do namorado. “Viemos petiscar qualquer coisa e passar um bocadinho, conviver e divertir-nos”, explicou. “Chegámos agora e ainda só bebemos um café d’avó, mas estava muito bom”, acrescentou, elogiando a organização desta iniciativa, que tinha entrada gratuita. “Creio que é importante, até porque estivemos muito tempo sem sair de casa”, observou.
    Já Carla Miguel, que viveu grande parte da sua vida na cidade termal, veio visitar a família e, como a afilhada tinha um stand de doces no evento, veio ao Street Food Indoor. “Penso que para relançar a economia é muito importante”, defendeu, revelando ainda que este foi o primeiro evento a que foi depois dos confinamentos.
    “Vim mostrar ao meu marido a ginjinha de Óbidos e comemos uma bifana e estava muito boa”, disse. A sobremesa, claro, foi da banca da afilhada, a Docisses. “Comemos bolo de cenoura com chocolate e também uns brownies e umas cookies, mas também gosto muito do salame”, acrescentou. Relativamente à animação do evento, considerou os músicos “divertidos e a música a níveis que permite que se possa conversar”.
    Entretanto, segue-se, a 2 e 3 de abril, a terceira edição da Expo Bagageira, com produtos novos e em segunda mão, velharias, antiguidades e artesanato.

  • Caldas da Rainha: Igualdade de género esteve em foco na  Associação Paradense

    Caldas da Rainha: Igualdade de género esteve em foco na Associação Paradense

    Jogos, filmes e documentários, palestras e outras iniciativas alertaram para o tema

    Durante o mês de março, as crianças do Centro de Atividades de Tempos Livres (CATL) da Associação Social e Cultural Paradense, do Chão da Parada (Caldas) têm refletido sobre a Igualdade de Género. A realização de jogos, a visualização de curtas-metragens e de documentários e outras iniciativas têm permitido aos mais novos uma reflexão sobre as desigualdades que existem na nossa sociedade, “de uma forma lúdica e divertida”, refere a direção pedagógica daquela instituição.
    Foi nesse sentido, de mostrar, por exemplo, que os meninos podem vestir roupa de cor de rosa, brincar com bonecas, ser cozinheiros ou bailarinos e que as meninas podem jogar à bola, brincar com carrinhos e gostar de super-heróis, que no dia 9 de março se realizou uma sessão com o treinador de futsal Ricardo Oliveira (Associação Desportiva de Alvorninha) e duas atletas desta modalidade: Beatriz Santos, de 18 anos, que começou o percurso no futsal em Alvorninha e joga no Sporting, e Lara Ribeiro, de 12 anos, da AD Alvorninha.
    “Esta ação de sensibilização permitiu que as crianças presentes, com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos de idade, refletissem e debatessem uma vez mais as questões relativas à igualdade de género, à cidadania, reforçando o facto de estas fazerem parte do seu quotidiano e, naturalmente, na vida da escola, onde, muitas vezes, alegando a sua transversalidade, a abordagem desta área acaba por ser desvalorizada”, salientou Vanessa Sobreiro, da direção pedagógica.
    “Para concluir este trabalho, o grupo de crianças do Centro de Atividades de Tempos Livres, junto com as profissionais da referida resposta social, criaram um filme com várias mensagens e cenas dramatizadas pelas próprias, onde apresentaram situações do dia-a-dia em que as desigualdades e as assimetrias entre mulher e homem, menino e menina, persistem”. Esse trabalho encontra-se agora disponível nas redes sociais da Associação Paradense.

  • Alunos declamam poesia no TOMA  e no terminal rodoviário das Caldas

    Alunos declamam poesia no TOMA e no terminal rodoviário das Caldas

    Iniciativa da Rede de Bibliotecas celebrou o Dia da Poesia, na passada segunda-feira

    Quem andou nos autocarros de transporte urbano do TOMA, nas Caldas, na segunda-feira, 21 de março, teve uma agradável surpresa: os alunos dos 2º e 3º ciclos das escolas do concelho a declamar poemas de autores portugueses. “Toma lá poesia” foi uma iniciativa organizada pela Rede de Bibliotecas das Caldas que envolveu duas dezenas de alunos, entre os 11 e os 15 anos.
    “Há vários anos que a Rede de Bibliotecas das Caldas comemora o Dia Mundial da Poesia e nos últimos anos com exceção de 2020 e 2021, devido à pandemia, temos promovido iniciativas que levam a poesia para a rua”, explicou Aida Reis, da Biblioteca Municipal.
    Esta iniciativa assinalou, também, a décima edição da Batalha da Leitura de Poesia, um evento interconcelhio, que envolve Caldas e Óbidos. O confinamento impediu a realização do evento, mas nem por isso deixou de se assinalar a data, com os alunos a gravarem as declamações, que depois foram partilhadas nas redes sociais.

    O grupo que participou na tertúlia que teve música de Vitorino d’Almeida

    Este ano os alunos puderam finalmente cumprir o desígnio e, durante a manhã, já depois de declamarem no autocarro, os alunos do 2º ciclo pararam na Praça da Fruta. Já durante a tarde, depois de animarem o TOMA nos percursos que passam pelas escolas, realizou-se um evento conjunto, que reuniu os alunos das várias escolas para declamarem poesia no terminal rodoviário das Caldas, possibilitando uma espera menos aborrecida a quem aguardava pelo autocarro ou uma chegada mais animada a quem acabara de desembarcar e que recebeu um poema impresso numa flor.
    E, como a rede de bibliotecas integra, além da Biblioteca Municipal e das dos agrupamentos escolares, também a biblioteca da ESAD, esta iniciativa contou ainda com o envolvimento do ensino superior, com um poema declamado e ilustrado.
    Maria Fradinho, do mestrado em Artes Plásticas, ilustrou uma parte de “A Criança em Ruínas”, de José Luís Peixoto. A maior dificuldade foi escolher qual o poema a apresentar: clássico ou contemporâneo. A escolha deveu-se ao facto de “retratar uma grande parte da sociedade portuguesa, a população idosa, para quem também as crianças fizeram este projeto”. A jovem pensou ilustrar uma mesa de cinco pessoas vista de cima, mas também através da utilização da típica ilustração de criança de uma casa, com a porta e as janelas.
    A Rodoviária do Oeste agradeceu a ação. “Estamos sempre abertos a estas atividades, tal como acontece com o Caldas nice Jazz ou Caldas Late Night, que dinamizam este espaço e trazem mais pessoas aqui, temos um terminal aberto à população”, referiu Cristina Frazão, da Rodoviária do Oeste.
    No domingo, o Céu de Vidro, acolheu uma tertúlia poética, coordenada por Inês Fouto, do grupo Cenas e Companhia. A sessão fez parte do “Parque com Vida” e contou com um convidado especial: o maestro Victorino d’Almeida. “Venho às Caldas atuar desde que existia a Casa da Cultura e via o meu amigo José de Sousa”, recordou o músico que improvisou ao piano, as declamações do grupo. Ouviram-se poemas de autores portugueses, brasileiros e até alguns poemas originais dos próprios participantes.

  • Alunos do Conservatório atuaram com os Virgem Suta

    Alunos do Conservatório atuaram com os Virgem Suta

    “Cantar até cair” foi o tema que os cerca de 40 alunos do Conservatório das Caldas cantaram no CCC

    Na noite de 18 de março os Virgem Suta apresentaram-se no palco do CCC para um animado concerto, com um ponto alto: quando cerca de 40 alunos do Conservatório das Caldas – entre os 13 e os 17 anos – subiram ao palco para “Cantar até Cair” com a banda.
    Ana Correia, de 15 anos, e Rodrigo Mendes, de 14, foram dois dos alunos que tiveram esta oportunidade e, no final, referiram o quanto gostaram de atuar com esta banda, que já admiravam. “E também gostei bastante do espetáculo, os músicos interagiam bastante com com público”, referiu Rodrigo. A preparação para este desafio não foi fácil, porque o tempo era escasso. “Fizemos dois ensaios”, explicou a docente Lúcia Oliveira, notando que “a professora Fátima Cotrim teve a ousadia de fazer duas vozes, uma mais grave e outra mais aguda”.
    Já os Virgem Suta consideraram este “um arranque muito especial” depois da paragem devido à pandemia. “Foi uma experiência muito boa e foi emocionante. Este coro é especial, pela forma como cantaram a várias vozes, foi muito bonito e é muito gratificante. São fantásticos”.

  • Festival Jazz Valado comemora este ano a 25ª edição

    Festival Jazz Valado comemora este ano a 25ª edição

    Um concerto da Big Band da Nazaré com Lena D’Água no cine-teatro da Nazaré, no dia 30 de abril, foi a forma escolhida para abrir a 25ª edição do já icónico festival Jazz Valado, em Valado dos Frades e Nazaré. Os bilhetes para a abertura custam 10 euros.
    No ano em que também se comemora o 30º aniversário da realização da primeira edição, o festival conta com um cartaz apelativo. Logo no dia 1 de maio, a Praça 25 de abril, no Valado, recebe um arraial de jazz, com Dixie Naza Jazz Band & Xaral’s Dixie, num espetáculo com acesso gratuito.
    Segue-se uma atuação de Mário Laginha Trio em que estes convidam Maria João para atuar, no dia 7 de maio, às 22h00, no cine-teatro da Nazaré (bilhetes a 15 euros). A tarde de domingo, 15 de maio, conta novamente com a animação da Dixie Naza Jazz Band, desta feita na Marginal da Nazaré.
    O festival prossegue com quatro grandes concertos na Sala do Clube, no Valado: Carlos Azevedo Quarteto sobe ao palco no dia 19 de maio, seguindo-se André Murraças Quarteto, no dia 20, Pedro Moreira Sax Ensemble, no dia 21, e “i pru vi zar”, um concerto comentado por João Grilo e Marcos Cavaleiro, no dia 22 de maio.
    A 25ª edição do Jazz Valado termina com mais três concertos na Sala do Clube: no dia 26 atua Mário Barreiros – Quarteto Pacífico, no dia 27, João Capinha Quinteto “Entre Dimensões”, ficando o encerramento desta edição, no dia 28 de maio, a cargo de Diogo Alexandre “Bock Ensemble”.
    Todas as informações e reserva de bilhetes através do site do festival (www.jazzvalado.net), que nasceu em agosto de 1992, por iniciativa da Biblioteca Instrução e Recreio.

  • Karaté: Prova nacional trouxe 220 atletas de todo o país às Caldas da Rainha

    Karaté: Prova nacional trouxe 220 atletas de todo o país às Caldas da Rainha

    Caldas voltou a receber uma grande prova de karaté, com a segunda jornada deste campeonato nacional no passado fim de semana

    No passado sábado, 19 de março, o Pavilhão Rainha D. Leonor, nas Caldas, recebeu a II Prova da Liga Soshinkai de Karate da Shotokan Karate Internacional Portugal, uma prova de âmbito nacional que contou com cerca de 220 competidores de todo o país, com idades entre os 7 e os 60 anos.
    Esta prova, que foi criada há cerca de dez anos, divide-se em três jornadas em vários pontos do país, somando os atletas os pontos de cada uma para obter o resultado final. Já antes da pandemia, em janeiro de 2018, a cidade tinha recebido uma destas jornadas.
    “Por norma Caldas recebe uma grande prova anual”, explicou Fernando Fidalgo, presidente do Clube Shotokan Karate de Caldas, notando que tal se deve à centralidade geográfica, mas também ao facto de Caldas ter um dos maiores clubes, com 150 atletas (30 dos quais de Cadaval e Peniche). Este campeonato, organizado em parceria com o Clube Karaté Shotokan Sul, de Lisboa, destina-se a competidores mais jovens, para perceberem se gostam ou não da vertente competitiva do karaté.
    Cada competidor fazia três provas. O objetivo é mesmo que possam competir e ambientar-se. A nível logísitico trabalharam na organização desta prova cerca de 15 pessoas, às quais se juntaram 35 técnicos de arbitragem.

    *rpva, que decorreu no Pavilhão Rainha D. Leonor, destina-se a competidores mais jovens

    Das Caldas participaram 25 competidores, que, a jogar em casa, conseguiram obter dois triunfos em kata, por intermédio de Pedro Pereira (iniciados) e Nika Yakovenko (juvenis), além de dois 2ºs lugares e 16 medalhas de bronze.
    A prática do karaté nas Caldas tem quase meio século, remontando aos finais da década de 1970. O clube está a concluir o projeto de arquitetura para a construção de um espaço de treino e sede, tendo a escritura sido feita em junho.
    “Dependendo da situação, talvez se consiga arrancar com a obra em 2023 ou em 2024”, referiu Fernando Fidalgo. O terreno escriturado, por 50 anos, situa-se na Cidade Nova, perto das superfícies comerciais. Atualmente o clube treina, todos os dias, no ginásio do Centro Escolar de Santo Onofre, junto ao Staples.
    No dia 25 de abril irá realizar-se a cerimónia de entrega dos cinturões negros à classe de veteranos que se iniciou em 2011, num projeto pioneiro no país. No mesmo dia haverá seis treinos com o mestre japonês Nobuaka Kanazawa e a sua filha Hiyori Kanazawa.
    Fernando Fidalgo explicou que atualmente se sente uma retoma da atividade física, com novos praticantes a aparecer e salientou a importância de realizar atividade física. “Não se deixem ficar em casa, porque quando se começa a parar, a tendência é não regressar”, alertou.
    Já António Vidigal, secretário da vereação da Câmara das Caldas, disse que esta prova é o reconhecimento do bom trabalho feito pela associação ao longo dos anos. A autarquia apoiou o evento com a cedência do espaço.

  • A “aberta” da Lagoa foi reposta esta semana

    Foi reposta, na manhã desta segunda-feira, a “aberta” que faz a ligação entre a Lagoa de Óbidos e o Oceano Atlântico, com as duas giratórias e os quatro dumpers contratados pelas Câmaras das Caldas e de Óbidos, com o apoio técnico do Laboratório Técnico de Engenharia Civil (LNEC), a trabalharem no local.
    Segundo tinha avançado à Gazeta a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a intervenção na embocadura estava prevista para 22 de março, mas as condições favoráveis possibilitaram o adiantamento dos trabalhos um dia.
    Na semana transata já haviam começado os trabalhos na margem Sul para tapar os sacos de areia recentemente deixados a descoberto pela agitação marítima.
    A intervenção para a ligação da lagoa ao mar foi feita mais a Norte do que o local onde estava inicialmente identificado pelos técnicos da APA e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil como o de maior profundidade.
    Tal como demos conta na última edição, esta foi a terceira reabertura do canal nos últimos seis anos. Simultaneamente, do lado da Foz do Arelho, a autarquia está também a intervir com o objetivo de tapar o emissário submarino e decorrem, desde o verão do ano passado, as dragagens na zona superior da Lagoa de Óbidos, para retirar 875 mil metros cúbicos de sedimentos, aumentando o volume de água na mesma ordem de grandeza.
    As Câmaras das Caldas e de Óbidos já pediram uma dragagem na zona inferior da Lagoa para retirar a coroa de areia ali existente (e onde as máquinas não conseguem chegar), mas o entendimento da APA é de que terá de ser feito um concurso público para o efeito.

  • Sociedade civil tem dado resposta exemplar no apoio à Ucrânia

    Sociedade civil tem dado resposta exemplar no apoio à Ucrânia

    Solidariedade é nota de destaque numa época difícil, em que Caldas já recebeu 58 refugiados

    Mal começou a invasão à Ucrânia, a resposta da sociedade civil foi imediata, procurando soluções para um problema ao qual poucos ficaram indiferentes. A MVC, uma associação cívica caldense, é um desses exemplos, tendo-se colocado na linha da frente da organização do apoio ao povo ucraniano, através da divulgação e recolha de bens, mas também pela cedência da sede da associação para reuniões de organização e para armazenar bens recolhidos.
    “Temos tido muitos pedidos de ajuda, em problemas concretos, como ir buscar pessoas ao aeroporto e levá-las para as zonas onde têm quem as possa acolher”, explica a presidente da associação. Foi isso que Teresa Serrenho fez na última semana, disponibilizando uma carrinha de nove lugares para o efeito. A rede de parceiros da MVC assegurou os custos destas deslocações. No caso, a Associação PDR Golf Villagetriumph doou 500€ para a missão e vários particulares doaram dinheiro.
    A dirigente foi buscar uma família ao Porto. Eram sete pessoas, duas mulheres e cinco crianças com idades entre os 3 e os 11 anos, que iam para Albufeira, onde uma família amiga os iria acolher. “As pessoas vêm exaustas e com muitos medos. Entram em carros de pessoas que não conhecem, porque simplesmente não têm para onde ir”, salienta.
    A meio da viagem, em Santarém, pararam no restaurante McDonald’s. Era uma forma fácil de escolherem o que mais gostavam, mas também um mimo e uma forma de alegrar os mais novos. O gerente do estabelecimento da famosa marca de fast-food, ao aperceber-se da situação, ofereceu o almoço a todos e voluntariou-se, ainda, para pagar uma parte do gasóleo para a viagem, embora o depósito já estivesse cheio para fazer o percurso até ao Algarve.
    Concluída esta missão, Teresa Serrenho reconhece que “custou a dormir” e que não conseguia parar de sentir que tudo o que fosse feito era pouco. “É intenso perceber que os miúdos deixam lá os pais e se despedem, vêm para um país que não sabem qual é e que se calhar nunca tinham ouvido falar, onde não conseguem ler e onde as pessoas não falam a língua deles”, observa.
    Os pedidos vão muito além do transporte, passando por coisas simples, como a necessidade de medicação, porque praticamente nenhum fala Português e a maioria não fala Inglês. Os pedidos são analisados caso a caso. Alguns precisam de casa ou de carro. “Somos facilitadores nestas situações”, esclarece. “Mediante as necessidades, fazemos as pontes para resolver as situações concretas”.
    Caldas recebeu até ao momento, segundo a Câmara, 19 agregados familiares, num total de 58 refugiados. São famílias numerosas, apesar de virem apenas com um adulto, sempre uma mulher, o que dificulta o transporte. Acresce que muitas vezes já gastaram os recursos nas viagens até Portugal. E, chegados aqui, há outras barreiras, como a língua e a leitura, “porque não conseguem ler o nosso abecedário”. Nesta fase, salienta-se precisamente o papel da comunidade. “Verifico muita empatia por parte das pessoas, a sociedade civil está de parabéns, a resposta que tem dado tem sido excelente. Estamos a organizar-nos muito melhor em termos de voluntariado do que a própria União Europeia, que, através de convenções, já deveria ter agilizado processos. Custa-me pensar no dinheiro que custa enviar um autocarro para trazer pessoas e acho que os países podiam organizar-se melhor para tirar de lá as pessoas, até para evitar situações de tráfico humano e essa resposta de ajuda rápida está a tardar”, nota a dirigente.
    Da parte da associação conseguem ter cerca de 50 pessoas que se voluntariam para ajudar. O papel da comunidade internacional que reside no Oeste também merece menção por parte da caldense. “Têm sido fantásticos, têm contribuído com bens e com tempo”, salientou.
    O presidente da Câmara, Vítor Marques, contou que já foram enviadas três cargas diferentes para a Polónia, que são fruto da recolha de bens realizada. “Recebemos uma família de seis pessoas, que foram alojados numa casa cedida por um caldense”, partilhou o autarca, frisando: “orgulha-nos ser caldenses, porque temos esta génese de solidariedade”. O chefe do executivo municipal realça que há na região uma comunidade russa que também precisa de apoio. “Estamos aqui para ajudar, porque não são a favor da guerra”, salientou, notando que importante nesta fase é “alimentar a solidariedade e não o ódio”.
    Também os Bombeiros das Caldas têm participado em ações, como na cedência de um autocarro à Câmara de Mafra numa missão humanitária que partiu até à Polónia para trazer refugiados.
    Em Alcobaça, são esperados 100 refugiados na próxima semana. Anteontem, partiram para a cidade geminada de Belchatów (Polónia) dois camiões TIR com a sua respetiva capacidade máxima de 20 toneladas plenamente atingida. A sociedade civil diz presente.

     

  • Alcobaça: Homem detido por abuso sexual de menores

    Professor de escola de artes marciais terá sujeito duas crianças, de 11 anos, a atos sexuais de relevo, segundo a PJ

    Um professor de uma escola de artes marciais em Alcobaça foi detido, na semana passada, pela Polícia Judiciária (PJ), acusado da prática de crimes de abuso sexual de menores. A investigação foi conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Leiria, que decidiu deter o homem, de 50 anos, que estaria a ser investigado há vários meses.
    As duas vítimas, do sexo feminino, e ambas com 11 anos, “foram sujeitas a atos sexuais de relevo, por parte do agressor”, informou a PJ, acrescentando que os factos terão ocorrido entre setembro de 2021 e janeiro de 2022.
    Após o conhecimento dos factos, que terão resultado de denúncias de familiares das vítimas, foram “desenvolvidas diligências investigatórias que conduziram à detenção do suspeito”, na sequência de emissão de mandado de detenção pela Autoridade Judiciária competente do DIAP Leiria, secção de Caldas da Rainha, esclareceu aquela força policial.
    O detido, que dirige uma escola de artes marciais na cidade, foi entretanto presente às autoridades judiciárias competentes, para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas. O homem foi, entretanto, proibido de contactar as vítimas e terá de se apresentar, duas vezes por semana, na esquadra da PSP em Alcobaça.

  • Investigadora Rita Pestana distinguida no Marie Curie Fellowship

    Investigadora Rita Pestana distinguida no Marie Curie Fellowship

    A jovem, natural de Turquel, está a tirar o mestrado em Engenharia Física e esta será a terceira experiência no estrangeiro

    A investigadora Rita Pestana está a efetuar um estágio no Centro de Microanálises de Materiais, em Madrid, no âmbito do curso de Engenharia Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e ao abrigo do Marie Sklodowska – Curie Fellowship Programme, da Agência Internacional de Energia Atómica.
    “Desde muito jovem que a Física e a Matemática me despertaram muito interesse”, explica a jovem, que terá agora a oportunidade de realizar a parte experimental da tese de mestrado.
    “As minhas expetativas são que aprenda bastante e que consiga implementar o projeto que tenho vindo a desenvolver desde setembro. A par disso, espero desfrutar do ambiente da cidade e ter a possibilidade de conhecer melhor esta região de Espanha”, disse à Gazeta das Caldas.
    A turquelense, que estudou na Benedita e nas Caldas, revela que a maioria das experiências que irá realizar neste estágio “estão relacionadas com a aplicação da terapia de protões para o tratamento de cancro”, mas “também existem estudos a decorrer com vista ao estudo de outras patologias, como por exemplo a doença de Alzheimer”.
    O Centro de Microanálises de Materiais, instalado na capital espanhola, tem um acelerador de protões dedicado a estudos de física nuclear fundamental e aplicada e uma das suas aplicações é a realização de estudos pré clínicos de terapia de protões, isto é, irradiar células com diversas patologias e estudar os efeitos da radiação nas mesmas.
    “Para realizar este tipo de estudos é crucial caracterizar o feixe em tempo real: saber quantos protões chegam às células e qual é a energia dos mesmos. O meu trabalho foca-se nesta parte, denominada dosimetria”, realça Rita Pestana, que se encontra a desenvolver um equipamento que “vai permitir medir a corrente de protões que chega às células enquanto são irradiadas”.
    “Saber qual a dose que está a ser depositada nas células durante as experiências é essencial para caracterizar a experiência e perceber quais as condições em que a irradiação é benéfica”, alerta a investigadora, que sempre viveu em Turquel, até ir estudar para Lisboa. “Sempre que posso vou para Turquel, onde tenho a minha família, o Tico, que é o meu cão, e muitos dos meus amigos”, nota.
    Rita Pestana estudou na Escola Primária de Turquel e, a partir do 5º ano passou a estudar na Benedita, no Externato Cooperativo da vila, onde completou o secundário. No percurso, conta já com duas experiências no estrangeiro: dois estágios de verão no Paul Scherrer Institute (PSI), um centro de investigação na Suíça. O primeiro foi em 2019 e o segundo em 2021.
    “Estes estágios permitiram-me adquirir bastantes conhecimentos na minha área de estudo e ter experiências que não teria em Portugal”, refere a investigadora, observando que, “infelizmente, no nosso país os equipamentos científicos disponíveis para a investigação, por exemplo, aceleradores de partículas, são bastante limitados e em número reduzido”.

    O amor à música
    Atualmente no 2º ano do mestrado de Engenharia Física, a jovem diz que a nível profissional, gostava de seguir uma atividade na área de estudo, mas neste momento o foco é mesmo no projeto e na conclusão do mestrado. “Depois verei o que o futuro me reserva”, diz Rita Pestana, que até ao ensino secundário ainda tinha dúvidas se preferia uma vida ligada à Física ou a outra paixão, a música.
    “Desde muito nova que me interessei bastante pela música e com 6 anos entrei na escola de música da Sociedade Filarmónica Turquelense, onde aprendi clarinete”, conta. “Quando era criança o meu sonho era tocar violino e concretizou-se aos 9 anos”, assinala. No 5.º ano entrou para a Academia de Música de Alcobaça no regime articulado, onde esteve até terminar o 5.º grau. “Quando iniciei o ensino secundário em Ciências e Tecnologias iniciei também os estudos no Conservatório de Caldas da Rainha, onde terminei o 8º grau de violino”, recorda.
    A ligação à música é tão acentuada que, já durante os estudos universitários, Rita Pestana nunca abandonou a música e juntou-se à Orquestra Académica da Universidade de Lisboa “para não parar de tocar violino!”

  • Jantar solidário na EHTO angariou fundos e bens para ucranianos

    Jantar solidário na EHTO angariou fundos e bens para ucranianos

    Um jantar solidário com uma ementa típica ucraniana foi uma das formas encontradas para angariar fundos e bens para ajudar refugiados

    O Farshmak (paté de cavala), uma scumbria com vegetais e vinegret (cavala com vegetais e uma salada), solhanka (sopa com vegetais, carne e limão) e zapicanca (uma sobremesa à base de requeijão), foram os sabores típicos da Ucrânia presentes na ementa do jantar solidário que se realizou na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO), a 10 de março, e que contou com cerca de 30 participantes.
    “União e Paz” era o mote do repasto, que pretendia angariar fundos e bens alimentares para ajudar os ucranianos que vivem nas Caldas e também os refugiados que começam a chegar. No total foram angariados com esta iniciativa cerca de 600 euros e umas dezenas de quilos de bens alimentares.
    No final da refeição, o “anfitrião”, Daniel Pinto, diretor da EHTO, agradeceu o trabalho dos alunos dos cursos de Técnico de Cozinha e Pastelaria e de Gestão de Restauração e Bebidas, mas também dos formadores e dos participantes nesta iniciativa, “que se dedicaram e deram de si a esta causa”. O dirigente salientou, ainda, a riqueza gastronómica da Ucrânia.
    O repasto contou com a presença de um grupo dos rotários das Caldas, que se mostrou, como é hábito neste tipo de ações, disponível para ajudar.
    Yara Pernay, umas das representantes dos ucranianos a viver nas Caldas, agradeceu aos presentes por “não ficarem indiferentes a esta situação”. A viver na região há mais de duas décadas, diz que foi muito bem recebida e que nunca sentiu qualquer discriminação. “Sempre me senti em casa, mas nesta fase difícil os caldenses fizeram-nos sentir que não estamos sozinhos, que temos alguém ao nosso lado para nos ajudar, para nos dar a mão e para nos puxar para a frente, obrigado pelo apoio”, disse.
    Yara salientou a solidariedade dos caldenses, partilhando um exemplo: “faltava uma banheira para bebé para uma família que estava a chegar e eu escrevi no Facebook e meia hora depois estavam no Arneirense sete banheiras para bebés e havia pessoas disponíveis para pagar uma, caso não houvesse, foi incrível”.
    As duas caldenses da Ucrânia presentes no jantar elogiaram ainda os sabores dos pratos, que, apesar de não terem alguns ingredientes que aqui são difíceis de encontrar, tinham o gosto típico ucraniano.
    A vereadora Conceição Henriques também destacou a solidariedade dos caldenses, notando a força da sociedade civil, mas salientando que será preciso manter os esforços e ter resistência.
    Atualmente a EHTO está a preparar um programa de formação específico para a integração profissional dos refugiados que queiram trabalhar no setor da hotelaria e restauração”, contou Daniel Pinto, explicando que se trata de um programa nacional.

  • Música do caldense Holly já chegou a… Hollywood

    Música do caldense Holly já chegou a… Hollywood

    Dj caldense ouviu uma música que coproduziu com Baauer no mais recente filme do Batman

    Imagine-se no cinema, a ver o último filme do Batman e ver este super-herói numa chamada com a Catwoman, que se encontra num bar, onde está a tocar uma música que foi você que produziu. Foi isso que aconteceu ao jovem Miguel Oliveira, o caldense que é conhecido no mundo da música como Dj Holly. “Fiquei contente e foi engraçado ver como editaram a música de acordo com a cena”, refere o artista, explicando que foi interessante porque “não só se consegue ouvir o som como se estivesse no club, que é onde a Catwoman está, mas também como se o som tocasse pelo telefone e foi interessante pensar na pessoa que esteve a editar isto tudo e a cortar as frequências no som de maneira a dar a entender que ele está a tocar no outro lado da chamada”, disse Holly à Gazeta das Caldas.
    Confesso admirador deste super-herói, cujos filmes já eram os seus preferidos dentro do género, o caldense já estava ansioso por ir ver este filme ao cinema, mesmo antes de fazer parte da banda sonora.
    Tudo começou há uns meses quando à caixa do e-mail do produtor do dj chegou uma mensagem que pedia para utilizar uma música coproduzida pelo caldense no filme do Batman. Depois de meses sem notícias, eis que uma story do Instagram o identifica. Eram os créditos do filme e lá estava ela. “Hot 44” é o nome da música, que foi co-produzida com Baauer para o álbum que no último ano foi nomeado para os Grammy na categoria de Melhor Álbum de Música Eletrónica e Dança. Depois de ver o filme, o jovem diz que ficou com vontade de se superar e de um dia compor ele mesmo a banda sonora de um filme.

  • Artes Marciais: Caldas foi a capital do kempo

    Artes Marciais: Caldas foi a capital do kempo

    WAC regressou depois de dois anos em pandemia. Mais de 2.500 atletas de 31 países participaram no evento

    No passado fim-de-semana, entre os dias 10 e 13 de março, o Campeonato do Mundo de Artes Marciais regressou às Caldas e à Expoeste, após uma interrupção forçada devido à pandemia. “O evento correu muito bem”, analisou Bruno Rebelo, responsável pela organização do evento, no final da décima edição deste campeonato, a quinta na cidade termal, que se tornou a capital das artes marciais.
    Em prova neste Campeonato do Mundo esteve uma comitiva de 60 atletas caldenses, dos quais quatro do kempo adaptado, o que fazia da associação das Caldas uma das maiores em prova. No total, conseguiram conquistar dezenas de medalhas. Tal fez com que a equipa caldense conseguisse ser a melhor do mundo, conquistando os prémios por equipa também ao nível do kempo adaptado.

    Este foi o regresso do evento às Caldas, após uma interrupção forçada pela pandemia. “Foram quase três anos parados, tempo demais”, afirmou Bruno Rebelo, notando que o último campeonato que estava organizado foi cancelado a 15 dias do evento. “A guerra fez o estrago maior, proibiu muitos países de vir e deu prejuízo aos atletas e a nós, que tínhamos alojamentos, transportes, seguros e tudo pago e não houve retorno”, notou.
    No total, estiveram neste campeonato mais de 2.500 atletas de 31 países e de diferentes gerações. Kuweit, Espanha, França, Roménia e Hungria são apenas alguns exemplos. “Cerca de mil atletas estrangeiros não puderam vir, porque não tiveram vistos devido à guerra e alguns portugueses não vieram por causa da pandemia”, explicou Bruno Rebelo.
    Para o próximo ano há uma novidade: o WAC (World All-style Championship) deixa de ser anual, sendo que no próximo ano Caldas recebe o Campeonato do Mundo da Federação de Kempo.
    A organização deste evento tem um custo estimado a rondar os 200 mil euros e conta com cerca de 170 pessoas, entre as quais mais de 50 alunos do curso de Desporto do Colégio Rainha D. Leonor. A terminar, o dirigente não deixou de agradecer às entidades e aos patrocinadores que tornaram possível a realização do WAC.
    O presidente da Câmara mostrou-se contente com o regresso deste evento. “Para as Caldas é importante esta dinâmica”, referiu Vítor Marques, elogiando a organização desta prova e destacando também a importância económica do WAC para a hotelaria e para a restauração da cidade. Por outro lado, Vítor Marques salientou a implementação desta modalidade na região e o trabalho feito pela associação nesse sentido.
    O apoio da Câmara ao evento foi de cerca de 41 mil euros. “Tem-se mantido ao longo dos anos”, esclareceu o chefe do executivo municipal, adiantando que no futuro gostaria de ver a Expoeste requalificada para que possa receber com mais conforto competições desportivas, congressos, reuniões, atividades empresariais e, claro, as tradicionais tasquinhas. “Não será nos tempos mais próximos, mas vamos trabalhar para que possa acontecer”, assegurou o autarca.
    Presente no primeiro dia do WAC, Vítor Pataco, presidente do Instituto Português do Desporto (IPDJ), referiu que esta “é uma competição aberta a vários países e diria que transmite também uma mensagem de paz, pois vivemos tempos difíceis e o desporto é um movimento de paz”. Antes tinha sido mostrada no palco uma bandeira da Ucrânia com a frase “Stop War”.
    A cerimónia de abertura contou com a Dança do Dragão da Universidade de Aveiro.
    A edição do WAC deste ano teve ainda uma outra particularidade: a transmissão em tempo real via streaming do que ia acontecendo no pavilhão.

  • Câmara das Caldas assinala 16 de março

    Câmara das Caldas assinala 16 de março

    A Câmara das Caldas vai assinalar o “16 de março”, esta quarta-feira, “com uma cerimónia evocativa desta data histórica, para as Caldas da Rainha e para o país, junto ao “Monumento ao 16 de março”. Santa- Barbara, o autor da peça escultórica que simboliza a “nova democracia”, também estará presente”, informou a autarquia, através das redes sociais.
    No mesmo dia, a Câmara vai oferecer a todas as bibliotecas escolares do concelho, um exemplar da banda desenhada que conta a história do “Golpe das Caldas”, da autoria do mestre de BD José Ruy. “Uma forma de continuar a partilhar com todas as gerações a importância deste evento, que aconteceu nas Caldas da Rainha, nos acontecimentos que levaram ao “25 de abril”, explicam.
  • Dino Parque celebra Semana do Ambiente

    Dino Parque celebra Semana do Ambiente

    Entre os dias 21 e 27 de março, o Dino Parque da Lourinhã irá organizar a Semana do Ambiente, uma semana temática com atividades dedicadas à educação e à consciência ecológica dedicadas a toda a família, mas em particular às crianças. “Sendo a geração responsável pela conservação do planeta, as crianças serão convidadas especiais e, até 12 anos, têm entrada gratuita durante todo o fim de semana”, explicaram os responsáveis do Dino Parque.
    O programa, norteado pela temática da sustentabilidade, irá abordar um assunto diferente em cada dia, e prevê um conjunto de atividades destinadas à comunidade escolar e à população em geral. A inaugurar o primeiro dia, 21 de março, o tema “Florestas” vai celebrar o Dia Mundial da Árvore, com a oferta de árvores para plantar no Dino Parque, em parceria com a The Navigator Company. O dia contará também com a oferta de uma visita guiada sobre sustentabilidade para grupos escolares, além de um workshop dedicado ao tema “Plantio e Sementeira”. As visitas guiadas durante a Semana do Ambiente e o workshop de dia 21 estarão sujeitos a inscrição e limitados aos primeiros 30 participantes.

    O dia 22 de março, Dia Mundial da Água, faz deste recurso fundamental protagonista. Para as escolas, o Dino Parque tem planeados uma visita guiada e um conjunto de jogos sobre o ciclo da água e a biodiversidade. Além disto, a empresa Docapesca visitará o parque com uma ação de sensibilização para o consumo sustentável de pescado – procurando dar a conhecer aos mais pequenos o processo de fazer chegar o peixe ao prato. O dia 22 contará, ainda, com uma ação de sensibilização da SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) sobre a preservação de aves.
    No dia 23 de março, Dia Mundial da Meteorologia, o programa será dedicado às alterações
    climáticas. Além da oferta de uma visita guiada especial, o Dino Parque tem preparado o jogo “O Clima em Mudança”, que pretende sensibilizar para um dos temas mais relevantes do nosso tempo. No dia 24 de março, o programa focar-se-á no tema “Resíduos” através do jogo “Recicla e Reduz” e o dia 25 de março terá como temática os “Mares e Oceanos”, também com um jogo e a oferta de uma visita guiada. Este dia marcará, ainda, a inauguração da exibição “Resíduos em Exposição – Arte Pré-Histórica”, que vai reunir esculturas de animais pré-históricos criadas por alunos das escolas do concelho da Lourinhã recorrendo apenas a materiais recicláveis.
    O fim-de-semana será dedicado à Biodiversidade e à Sustentabilidade em geral, procurando agregar todos os temas abordados durante a semana. Para o efeito, o Dino Parque reuniu um conjunto de oradores que irão sensibilizar para a temática a partir das suas diferentes áreas de atuação.
    O sábado (26 de março) contará com a presença de João Correia, da Flying Sharks, empresa que promove a exploração sustentável dos oceanos através de consultoria e transporte de animais marinhos para instituições com foco na investigação sobre o meio. Marcará também presença a chef Patrícia Borges, professora e proprietária da empresa de catering Sea Lovers, com um showcooking que terá por base a pesca sustentável e os produtos de origem local. A tarde estará a cargo de Nuno Vasco Rodrigues (biólogo marinho e fotógrafo de conservação) e de Lurdes Morais (representante do projeto “Life Berlengas” do ICNF).
    A fechar a Semana do Ambiente do Dino Parque, a manhã de domingo (27 de março) contará com a presença de Simão Quintans, em representação da Lourambi – Associação para a Defesa do Ambiente do Concelho da Lourinhã, e de Nuno Pimentel, coordenador científico do Aspiring Geoparque Oeste. À tarde, Rui Dias, geólogo e diretor executivo do Centro Ciência Viva de Estremoz, estará à conversa sobre a utilização dos recursos geológicos da Terra. Lídia e Manuel Nascimento encerram o programa, numa palestra que incidirá sobre a temática do lixo na praia. O casal, que criou uma página nas redes sociais que alerta para este flagelo, irá dar a conhecer o seu projeto “Mar à Deriva – Adrift Sea”.
    O fim de semana irá receber, ainda, o “Dá Mão à Floresta” – projeto de responsabilidade social e ambiental da The Navigator Company –, com diversas atividades que irão colocar os mais pequenos em contacto com o mundo da floresta sob a ótica da educação ambiental.

  • Detido por caça em área de proteção nos Vidais

    Detido por caça em área de proteção nos Vidais

    Um homem de 44 anos foi detido em flagrante por caça em área de proteção, na freguesia dos Vidais (Caldas da Rainha). “No decorrer de uma ação de fiscalização ao exercício do ato venatório, os elementos do Núcleo de Proteção Ambiental de Caldas da Guarda Nacional Republicana detetaram o suspeito a caçar em terreno não cinegético, ou seja, terreno onde não é permitida a caça, nomeadamente numa zona de criação animal (aviário), numa faixa de proteção de 500 metros”, explicou a força militar.

    Foi apreendida uma espingarda de caça, três munições, um livrete de manifesto de arma, uma carta de caçador, um tripé e uma mira de visão noturna com um iluminador acoplado.

    “O detido foi constituído arguido, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Caldas da Rainha”, acrescentou a GNR.

  • Open Nacional de Setas de Caldas em maio

    Open Nacional de Setas de Caldas em maio

    O 16º Open Nacional de Setas de Caldas da Rainha está de regresso à Expoeste este ano, nos dias 13 e 14 de maio. O evento irá servir de qualificador para o WCOD 2022 em Frankfurt.

    “O município e as festas da cidade de Caldas da Rainha, em 2022, acolhem novamente este evento, que conta com 16 edições e que se tornou marcante para a região e para a comunidade setista de Portugal”, explicou a organização, acrescentando que tudo farão “para que nos dias 13 e 14 Maio, para além da competição, tenhamos um ambiente fantástico e que façamos uma grande festa das setas”.

    O vencedor da prova, “desde que seja de nacionalidade portuguesa e que nunca tenha representado outra nação nas provas da PDC, vai juntar-se a José de Sousa e envergar as cores da seleção nacional.

    “Mais novidades e regulamentos para breve”, referem.

  • Jornadas de Cultura Espírita nas Caldas

    Jornadas de Cultura Espírita nas Caldas

    As XVI Jornadas de Cultura Espírita do Oeste vão decorrer em Caldas da Rainha, nos dias 30 de Abril e 1 de Maio, no Centro Cultural e de Congressos (CCC) e terá como tema central “Ciência e Espiritismo”.

    As entradas no evento, organizado pelo Centro de Cultura Espírita, custam 12,50 euros por pessoa. “Por razões que se prendem com a capacidade do auditório, as inscrições estão limitadas ao número de 660 lugares”, informou a organização, acrescentando que a inscrição deverá ser efetuada através da Internet ou do telefone (914269532).

  • Visitas regulares à igreja de São Gião

    Visitas regulares à igreja de São Gião

    Em maio inicia-se um programa de visitas regulares à recuperada igreja de São Gião (Nazaré). As visitas guiadas à Igreja de São Gião pretendem dar a conhecer a história de uma das mais antigas igrejas de Portugal através da explicação da sua cronologia histórica que, de acordo com os vários trabalhos de investigação ali realizados, revelou vestígios de ocupação humana desde o período romano até ao século XVIII.

    As visitas ocorrerão às segundas e quartas-feiras de cada mês, às 14h30, para grupos de 20 pessoas. Os interessados devem inscrever-se, por email ou telefone (262562388, 262561944 e ggpc@cm-nazare.pt).

    Os trabalhos de arqueologia realizados no local dão a entender uma ocupação do local de São Gião, após o período muçulmano, desde o século XII até ao século XVIII, época em que terá sido encerrada a igreja ao culto, mas não o local de São Gião à utilização social e económica.

  • Junta de Freguesia de Ferrel conclui obras no Hospital de Peniche

    Junta de Freguesia de Ferrel conclui obras no Hospital de Peniche

    O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) anunciou, esta semana, a conclusão das obras no exterior no Hospital de Peniche, executadas pela Junta de Freguesia de Ferrel.
    Em comunicado, o CHO explicou que foram realizadas várias intervenções, “nomeadamente, reparação de passeios, rampas e colocação de massa asfáltica nas zonas com maior carência”.
    “Foi ainda possível corrigir desníveis nas zonas com tampas de saneamento e águas pluviais”, destaca o CHO, cujo Conselho de Administração “agradece” estas intervenções realizadas pela Junta de Ferrel que, que classifica de “parceiro ativo e disponível”, assim como aos trabalhadores da autarquia.
    “Estas estas parcerias são essenciais para a dinamização e resolução de problemas do dia-a-dia nas várias unidades hospitalares do CHO”, frisa a entidade, que recorda que a Junta de Freguesia de Ferrel, no ano passado, já tinha procedido à oferta de uma cadeira de rodas para o Serviço de Urgência Básica do Hospital de Peniche.

  • Já há cartaz para a 25ª edição do Jazz Valado

    Já há cartaz para a 25ª edição do Jazz Valado

    Um concerto da Big Band da Nazaré com Lena D’Água no cine-teatro da Nazaré irá ser a abertura da 25ª edição do Jazz Valado, no dia 30 de abril. Os bilhetes custam 10 euros.

    Na tarde do dia seguinte a Praça 25 de abril, no Valado, recebe um arraial de jazz, com Dixie Naza Jazz Band & Xaral’s Dixie (acesso gratuito). O festival segue com uma atuação em que Mário Laginha Trio convida Maria João, no dia 7 de maio, às 22h00, no cine-teatro da Nazaré (bilhetes a 15 euros).

    A tarde de domingo, 15 de maio, conta novamente com a animação da Dixie Naza Jazz Band na Marginal da Nazaré. O festival prossegue com quatro grandes concertos na Sala do Clube. Carlos Azevedo Quarteto sobe ao palco no dia 19 de maio, seguindo-se André Murraças Quarteto, Pedro Moreira Sax Ensemble e “i pru vi zar”, um concerto comentado por João Grilo e Marcos Cavaleiro, no dia 22 de maio.

    A 25ª edição termina com mais três concertos na Sala do Clube: dia 26, Mário Barreiros – Quarteto Pacífico, dia 27, João Capinha Quinteto “Entre Dimensões” e o encerramento, dia 28 de maio, com Diogo Alexandre “Bock Ensemble”.

    Mais informações no site do festival.

  • Compofestival no Bairro de Santana (Peniche)

    Compofestival no Bairro de Santana (Peniche)

     

    Entre 19 e 21 de março realiza-se o Compostival no Bairro de Santana em Peniche. Este festival integra o projeto Rua Mais, um exercício de design participativo com o propósito de tornar os espaços públicos em que vivemos – as ruas, os bairros, os largos – mais habitáveis e saudáveis.

    “Os nossos hábitos de consumo estão a perpetuar um ciclo vicioso de colapso
    ecológico. Que soluções podemos adotar? Que ferramentas podemos usar para
    nos respeitarmos a nós próprios, aos outros e a outras espécies?”, questiona a organização.

    Está prevista a realização de oficinas, atividades, música, arte, cinema e bancas comerciais e interativas. “Vamos também pôr as mãos na terra, inaugurar a horta e o centro de compostagem da rua”, acrescentam.

     

     

     

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