Já abriram as inscrições para o Jantar-Palestra do Rotary Club da Benedita, com o Tema “Recursos Hídricos e Serviços de Água e Saneamento em Portugal – Os Desafios das Alterações Climáticas”.
O repasto realiza-se no dia 27 de abril, pelas 20h00m, no Restaurante Fortaleza (Alto da Serra).
O evento contará com Carlos Martins, assessor e gestor do Grupo Adp – Águas de Portugal, SGPS, como orador.
Mais informações e inscrições através dos seguintes contactos: Duarte Carmo (secretário) 925 476 841 (duarte-carmo@hotmail.com) e Maria Vicente (presidente) 967617421 (zezinha.vicente@gmail.com).
Reeleito até 2024, o presidente do clube alerta para as necessidades de investimento que permitam ao Caldas Sport Clube manter a tendência de desenvolvimento traçada nos últimos anos
Pouco depois de ser reeleito como presidente da Direção do Caldas Sport Clube, para o biénio 2022-2024, Jorge Reis lançou o repto. “Para aproveitar a formação, o clube precisa, pelo menos, de mais dois campos de relva sintética e, para o desenvolvimento do futebol sénior, de mais um campo de relva natural”, afirmou o dirigente, na assembleia geral que decorreu, na noite de 7 de abril, na sede da União de Freguesias de Caldas – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório.
O dirigente avisou que só assim o clube pode continuar a desenvolver-se, mantendo esta maneira de estar diferente no futebol, sem SAD e investidores.
“São armas diferentes, o clube tem de apostar na formação”, salientou Jorge Reis, notando que o Caldas está “numa encruzilhada: ou apanha o comboio do desenvolvimento ou dificilmente vai conseguir acompanhar outros clubes, quer na Liga 3, quer no futebol nacional”.
O presidente do Caldas SC nota, ainda assim, que será preciso um “maior apoio das entidades locais”.
O responsável lembrou o trabalho feito nos últimos anos, por exemplo com a recuperação do Campo da Mata, o aumento do número de espetadores nos jogos em casa e a representação da cidade a nível desportivo. “Penso que, de há sete anos a esta parte, o Caldas tem sido a instituição que mais tem representado as Caldas, tem sido uma imagem de marca e tem dado uma imagem muito positiva”, defendeu.
O Caldas é o clube com mais inscritos na Associação de Futebol de Leiria, com mais de 500 pessoas (incluíndo os 352 atletas das 20 equipas do clube, mas também treinadores e diretores).
Num balanço do trabalho feito e no perspetivar do que será o futuro, Jorge Reis explicou que o clube tem vindo a profissionalizar-se, por exemplo, ao nível da comunicação e a nível administrativo e esse é um trabalho para continuar. O próximo objetivo é profissionalizar a área da angariação de patrocínios, tão importante na atualidade.
“A sede é importantíssima para a vida do clube e nós não temos uma sede, temos um posto administrativo. O Caldas merece mais, merece uma sala de convívio para os sócios”, disse o presidente reeleito, acrescentando que têm procurado realizar algumas obras, mas as matérias-primas estão cada vez mais caras.
A nova Direção, uma lista de continuidade, conta com Jorge Reis como presidente, Raimundo Santos como presidente adjunto, Pedro Creio como vice-presidente para a área administrativa, Carlos Adrega como vice-presidente para a área financeira, Nuno Ferreira, Luís Moreira, António Sancheira, Vítor Formiga, José Rafael, Ricardo Lucas e Ricardo Conceição como vice-presidentes.
A Assembleia Geral passa a ser presidida por Jorge Varela (ex-presidente da União de Freguesias de Caldas – Santo Onofre e Serra do Bouro), contando com Rita Moiteiro, Fernando Clérigo (o único que se mantém neste órgão) e Sónia Casimiro. O Conselho Fiscal conta com Jaime Feijão, Rui Carneiro, Luís Capão e Rui Lourenço.
Na eleição houve um total de 51 votantes, sendo o resultado de 50 votos a favor da lista eleita e apenas um nulo, repetindo-se o mesmo cenário para os três órgãos.
“Se cada um de nós arranjar cinco sócios, conseguimos atingir a meta dos 10 mil sócios, o que representaria uma receita anual de quotas a rondar os 400 mil euros”, desafiou Jorge Reis, esclarecendo que atualmente o clube conta com cerca de dois mil sócios pagantes.
O dirigente foi reeleito até 2024. No final deste mandato terá cumprido oito anos na presidência, depois de ter encabeçado a Comissão Administrativa que liderou o clube até 2016. O caldense tem feito parte das Direções nas últimas décadas e mostra ambição para mais esta etapa.
Segunda edição do Caldas Sempre Limpa juntou 50 pessoas que recolheram 115 kg de lixo nas ruas da cidade
Caldas Sempre Limpa foi a proposta para a tarde de sábado, 9 de abril, e que reuniu cerca de meia centena de pessoas. Esta é uma iniciativa cívica, que foi criada em 2020, e que tem a particularidade de, desde a primeira edição, conseguir envolver também os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento das Caldas, que participam com pessoal e com meios.
A meio da tarde, o grupo de cidadãos ativos encontra-se na Estação de Caminhos de Ferro, onde se vão distribuindo as t-shirts, tratando da logística de divisão das equipas e percursos a percorrer e também abrigar da chuva que se fazia sentir, mas que não afastou os interessados participantes. Uma particularidade é que entre os participantes é possível ver diferentes gerações, de crianças de seis anos a idosos de 80.
Manuel Duarte é o mentor desta iniciativa que, mais do que recolher o lixo, pretende alertar e sensibilizar a população para a questão do lixo nas ruas da cidade. “Queremos chamar a atenção pelo olhar, pelo ver os outros a fazer, pelo exemplo”, explicou o caldense.
“Quando se deu o primeiro confinamento descobri a Lindomar e estava a escrever a minha tese de mestrado e um dos pontos tocava-se com a recolha do lixo”, explicou o jovem. A tese do mestrado em Arte e Design para o Espaço Público intitulava-se de “Morfologia Anónima” e baseava-se no que é possível extrair do espaço sem ser a arquitetura, por exemplo, através das contaminações das pessoas, através do lixo que ficava caído, das beatas, etc. “Isso permite perceber os ritmos das pessoas”, esclareceu.
A primeira edição contou com cerca de 30 pessoas e foram recolhidos cerca de 64 quilos de resíduos numa atividade que durou cerca de uma hora e meia. Este ano foram recolhidos 115,42 quilos de lixo em duas horas. Mais de 90 quilos eram de lixo indiferenciado, 6,5 quilos de vidro, 11,5 de plástico e 6,5 de papel e cartão. “Correu tudo muito bem e foi além daquilo que estava à espera”, resumiu o jovem.
Este ano a iniciativa contou com a participação das duas uniões de freguesias da cidade (a de N. Sra. Pópulo, Coto e São Gregório e a de Santo Onofre e Serra do Bouro). Os dois presidentes da Junta fizeram mesmo questão de participar na iniciativa e de dar o exemplo, pondo as mãos à obra. O centro comercial La Vie também foi um dos parceiros desta iniciativa e fez-se representar ao mais alto nível, através do seu diretor, Amaro Correia, também ele de luvas calçadas e com vontade de ajudar.
Este ano o Caldas Sempre Limpa contou também com a participação de diversas associações cívicas preocupadas com questões ambientais, como a Lindomar ou a Eco Dogs Walk.
“Quisemos abraçar toda a cidade e foi bom, é uma ajuda mútua”, analisou.
Atualmente a organização já está a preparar a próxima edição do Caldas Sempre Limpa, se possível ainda este ano, “e de preferência sem chuva!”, disse.
José Manuel Moura, diretor dos Serviços Municipalizados das Caldas, explicou à Gazeta que tanto a autarquia como os SMAS aderiram a esta iniciativa desde a primeira edição, porque consideram “uma iniciativa cívica de louvar”.
José Manuel Moura contou ainda que um dos grandes problemas relativos ao lixo é a questão dos monos, cuja quantidade tem vindo a aumentar bastante desde o início da pandemia.
“São atualmente cerca de 600 toneladas de monos que são recolhidos por ano, o que já nos levou a adquirir um veículo para esse fim”, disse. A recolha de monos já foi alterada de um dia por semana para cinco, mas ainda há algum desconhecimento face aos procedimentos. É que não é apenas deixar o material junto aos contentores, devem ser contactados os SMAS para dar conta disso mesmo. Outra questão premente no curto prazo será a gestão dos bioresíduos.
Iniciativa solidária para com o povo ucraniano reuniu cerca de 120 participantes portugueses e franceses que vivem na região
No passado dia 3 de abril, realizou-se, no Centro Recreativo e Cultural de Salir de Matos, um almoço solidário para angariação de fundos com o objetivo de ajudar o povo ucraniano com bens essenciais.
O evento contou com a participação de mais de 120 pessoas, entre os portugueses e os franceses e francófonos que escolheram esta região oestina para viver.
Durante o evento, houve, além do repasto, uma pequena demonstração de danças de salão, uma atividade que semanalmente é desenvolvida na sede do Centro Recreativo e Cultural.
“Os corpos sociais do Centro Recreativo, acreditam na empatia pelo próximo”, explicou à Gazeta das Caldas Manuela de Sousa, presidente da Direção daquela associação.
“Ao ver no outro uma humanidade compartilhada, a mesma gera fenómenos de massas que temos esperança de poderem provocar mudanças sociais, sendo este, também o papel das associações”, salientou a responsável.
Esta iniciativa vem no seguimento da forte ligação estabelecida entre os membros da associação e a comunidade francófona que reside na região. Já em anos anteriores, antes da pandemia, se haviam organizado convívios luso-francófonos com mais de uma centena de participantes na sede da associação e também torneios de petanca.
O Centro Recreativo e Cultural de Salir de Matos foi fundado em julho de 1991. Em meados de 2015 a associação estava parada e com o salão fechado. Assim se manteve durante três anos. Chegou a temer-se a extinção da associação, mas houve um grupo de sócios que não deixou que tal acontecesse, reabrindo a sede em março de 2016, com uma grande festa. Em junho desse ano houve a comemoração do 25º aniversário da fundação, então numa garagem, perto das actuais instalações.
No último ano, em novembro, realizou-se o almoço do sócio. Já para maio deste ano está prevista a realização de um almoço de primavera, com uma caminhada incluída.
Dos planos dos dirigentes da instituição está a organização de uma noite temática em junho, a comemoração do aniversário da associação, em julho, a participação no evento “Conhece Salir de Matos?!” no mesmo mês e o torneio de petanca para agosto ou setembro.
O Centro Recreativo e Cultural de Salir de Matos tem também organizado diversas excursões e oferece, semanalmente, na sua sede, além das danças de salão, aulas de pilates.
Associação pretende ser mais do que a “ponte” entre os encarregados e a direção do agrupamento
A Associação de Pais e Encarregados do Agrupamento de Escolas D. João II tem vindo a destacar-se pela sua dinâmica, que vai além da primeira missão: a de ser a ponte entre a direção da escola e os encarregados de educação.
Concursos de contos de Natal, pinturas de jogos no recreio das escolas, a realização de conferências e um concurso para a criação do logótipo da associação são alguns dos exemplos de atividades que têm vindo a ser desenvolvidas pela associação ao longo dos últimos meses.
O grupo de trabalho é composto por 16 pessoas, sendo dez delas da Direção. Os órgãos sociais foram eleitos em outubro de 2021, com cerca de 70 votos. A associação é encabeçada por Filipa Louro, uma juíza de direito nas Caldas da Rainha, que tem dois filhos a estudar na escola da Encosta do Sol e que se assume como “uma curiosa e apaixonada pela educação”. Tem como vice-presidente Vanessa Sobreiro e Sara Silva como presidente da Assembleia Geral.
A história para a composição da lista não deixa de ser curiosa. “Estávamos a tentar reativar a associação de pais da escola da Encosta do Sol quando entretanto se deu a assembleia para a associação de pais do agrupamento”, recordou Filipa Louro.
O primeiro passo após a eleição foi a realização de visitas a todas as escolas do agrupamento, para conhecer a fundo a realidade. “Temos em comum a vontade de contribuir para melhorar a escola e o agrupamento de escolas onde os nossos filhos estudam”, explicou a presidente da associação à Gazeta das Caldas.
Com a pandemia, os pais sentiram-se “muito excluídos do processo educativo”. A isso acresce que consideravam que a direção da escola já tinha inúmeros desafios e questões em curso e o facto de sentirem que poderiam efetivamente ajudar a concretizar alguns desses objetivos motivou os pais. A comunicação da escola para fora, por exemplo, é um deles. “Somos parceiros ativos”, resume a dirigente.
Desde que esta direção tomou posse, têm sentido que existe “muita participação dos pais, que estavam muito preocupados”. “As restrições nos recreios das escolas criavam muitos problemas”, esclarece Filipa Louro, que, por outro lado, sente uma certa “perda de autonomia brutal nos alunos mais pequenos”, além de efeitos ao nível do desenvolvimento da linguagem pela utilização das máscaras.
A presidente da associação de pais da D. João II espera também que esta dinâmica que apresentam “possa contagiar outras associações de pais, porque os bons exemplos devem ser replicados, nós também aprendemos, por exemplo, com a Associação de Pais do Agrupamento Raul Proença, que tem maior experiência”.
Atualmente a associação está a organizar as celebrações do Dia da Criança e também da Semana do Agrupamento, assim como a colaborar na organização das comemorações do 25 de Abril. Outra atividade que está a ser preparada é uma conferência sobre a violência escolar, um tema cada vez mais pertinente.
Muito público na partida do pelotão, com 96 ciclistas de 18 equipas, cinco espanholas
A partida da 29ª edição da Volta a Portugal do Futuro, a mais importante prova do ciclismo nacional no que ao escalão de Sub-23 diz respeito, atraiu dezenas de espetadores às Caldas da Rainha, na manhã da passada quinta-feira 7 de abril, confirmando a apetência dos caldenses pela modalidade.
A 1ª etapa da corrida contou com uma partida simbólica na Avenida General Pedro Cardoso, às 12h00. O pelotão jovem seguia, então, por um passeio de sete quilómetros pela cidade termal até à partida real da etapa, na reta de Tornada, perto do Chão da Parada. A direção era Norte, para a cidade de Abrantes, num traçado de 130,9 quilómetros.
Pedro Silva (da Glassdrive-Q8-Anicolor) foi o ciclista mais rápido nesta 1ª etapa, conseguindo cumprir o percurso em pouco mais de 2h54m. O ciclista, de 20 anos, assumiu a camisola amarela, mas conseguiu também a liderança da camisola dos pontos.
Depois da partida simbólica, na Avenida General Pedro Cardoso, o pelotão percorreu mais de sete quilómetros em passeio pelo centro da cidade termal
O cortar da fita da partida, com António Marques (presidente da Associação para o Desenvolvimento do Ciclismo), Vítor Marques (presidente da Câmara das Caldas) e Joaquim Gomes (diretor da prova)
Prova trouxe às Caldas 18 equipas e um total de quase uma centena de ciclistas
A etapa incluía um prémio de montanha de 4ª categoria na Nazaré, que foi conquistado por Daniel Dias (Kelly/Simoldes/UDO), o mesmo ciclista que viria a ser o primeiro a cruzar o prémio de 3ª categoria da montanha, no Alto dos Alvados, ficando assim com a camisola da montanha para a segunda etapa. No final do primeiro dia, Iñaki Erraskin (Aluminios Cortizo) era o 1º na geral da juventude (destinada aos corredores até aos 20 anos) e a Kelly-Simoldes-UDO comandava a classificação das equipas.
A 2ª etapa ligava a Lousã a Águeda e a 3ª, a etapa “rainha”, terminava no Santuário de São Macário, numa das mais difíceis subidas a nível nacional e na qual se impôs Gabriel Francisco Rojas (da Essax). O ciclista espanhol viria a manter a amarela na derradeira etapa, que terminava em Castelo Branco, conquistando a prova e ainda a classificação da montanha.
A camisola por pontos ficou reservada para Pedro Silva (Glassdrive-Q8-Anicolor) e a da juventude para Alexandre Montez (LA Alumínios-Credibom-MarcosCar). A classificação por equipas desta Volta a Portugal do Futuro foi ganha pela espanhola Bicicletas Rodriguez Extremadura.
No total foram 545,6 quilómetros distribuídos em quatro dias (de quinta-feira, 7 de abril, a domingo, 10 de abril), passando o pelotão jovem por 35 municípios do centro do país.
Depois de, em 2020, a cidade termal ter sido escolhida para a partida da sexta etapa da mais importante competição do ciclismo nacional, a Volta a Portugal, as Caldas, que tanta tradição têm no ciclismo, voltaram a estar em evidência. Recorde-se que, no ano passado, a etapa ligava Caldas a Torres Vedras, portanto, para Sul, ao contrário da etapa da Volta a Portugal do Futuro, que saiu para Norte.
Clube festejou 31º aniversário de olhos postos no futuro
O Hóquei Clube das Caldas tem uma nova Direção, encabeçada por João Fazendeiro, antigo atleta do clube, que lidera uma equipa maioritariamente composta por antigos atletas que quer agora “criar as bases” de sustentação do clube, que já conta 31 anos de existência.
Nesta fase, a Direção tem procurado realizar eventos, precisamente para dar a conhecer o regresso deste clube. Assim, no 31º aniversário houve um amigável com o HC Lourinhã e o cortar do bolo, seguindo-se um open day para crianças, com o objetivo de dar a conhecer esta modalidade aos jovens entre os quatro e os dez anos, até porque o hóquei em patins não tem uma grande visibilidade na região, com as honrosas exceções de Turquel e Valado dos Frades.
Outra forma de dar a conhecer o hóquei nas Caldas será através da criação da equipa de masters 35 (veteranos) e da realização de um torneio dessa categoria, com a participação de quatro equipas, a decorrer no dia 24 de abril, no Pavilhão da Mata.
Depois de dois anos sem atividade e sem receitas, os dirigentes têm bastante trabalho pela frente para reerguer o clube. A aposta passa pela formação, como sempre foi apanágio deste clube.
“Temos um projeto desportivo bem alinhado, com uma direção técnica e torneio técnico específico em patinagem, primeiro, e hóquei em patins, depois, mas também ao nível dos valores e princípios”, referiu à Gazeta das Caldas o vice-presidente Bruno Santos. O dirigente acrescenta que gostariam “de nos próximos dois anos ter equipas de formação, principalmente em mini-hóquei”.
Nesta fase há ainda outro trabalho a fazer, que passará pela recuperação dos cerca de 500 sócios que existem nas listagens do clube.
Da Direção fazem, ainda, parte Pedro Martinho (tesoureiro), João Silva (secretário) e os vogais Hugo Oliveira, Elvis Canas, Tiago Ribeiro, Emanuel Ferreira e Luís Marques.
Manuel Silva é o presidente da Assembleia Geral e conta com João Guerra e António Filipe como secretários, enquanto o Conselho Fiscal é presidido por Rui Vogado, tendo José Silva como vogal e Marco Guerra como relator.
Ainda com um programa de animação reduzido, um dos grandes eventos do concelho regressou após a pandemia, numa organização que envolve cerca de um milhar de voluntários
Foi um clima de festa e de reencontro que se viveu no passado domingo, 3 de abril, no pavilhão mulitusos de Rio Maior. No último de dez dias da 36ª edição das tasquinhas, que regressaram após a pandemia, a afluência demonstrava que o regresso do evento era muito aguardado, tanto pelas coletividades, que nele encontram uma fonte de receita importante para os seus orçamentos, mas também pelas pessoas, que sentem necessidade de sair, de se encontrar, de viver.
As iguarias típicas de cada aldeia ou freguesia do concelho são sempre um importante motivo para ir às tasquinhas, mas também o clima de reencontro tem peso na vinda ao evento. Cada tasquinha, decorada de forma rústica ou com elementos alusivas à história de cada freguesia, é um representante do movimento associativo do concelho. No total são cerca de mil voluntários, que assumem durante o certame os papéis de cozinheiros, ajudantes de cozinha ou empregados de balcão, apresentando, em cada tasquinha os pratos mais típicos da sua terra.
Pedro Guedes “atravessou” a sua primeira edição das tasquinhas como presidente da Associação Recreativa e Cultural de Arrouquelas. “Sempre trabalhei aqui como voluntário”, explicou o dirigente, fazendo um balanço positivo desta edição. “Sinto que a maior parte da juventude estava com fome e sede deste tipo de eventos”, referiu, precisando que este ano conseguiram superar os números de faturação de anos antes da pandemia.
Nesta tasquinha cerca de 30 voluntários asseguraram o serviço. A mais nova tinha 17 anos e o mais velho já contava mais de 70 primaveras. Há até quem tire férias para trabalhar nas tasquinhas, outros encaixam o trabalho na sua tasquinha nas folgas ou tempos livres.
“Este evento é uma lufada de ar fresco para as contas da associação”, referiu Pedro Guedes.
O evento conta com a participação de mais de uma dezena de coletividades do concelho, que nele encontram uma importante fonte de financiamento
Uma família que aproveitou o regresso do evento
Os voluntários são a alma do evento e asseguram o funcionamento. São cerca de mil, de diferentes idades e profissões. Alguns tiram férias para trabalhar nas tasquinhas
No último ano, a coletividade participou na FRIMOR e celebrou o Carnaval. Além disso, tem um grupo de teatro na terra e desenvolvem atividades para os jovens e idosos da aldeia.
Lino Nunes, presidente da Associação de Festas e Melhoramentos da Azinheira desde 2013, também fez um balanço positivo desta edição das Tasquinhas de Rio Maior.
“Creio que ficou próximo dos números antes da pandemia, durante os fins de semana teve muita afluência e durante a semana também teve muita gente”, referiu, atestando a importância deste evento para as contas da associação. “Os únicos eventos que a associação faz são a festa anual da terra e também uma festa de sopas que começámos a organizar antes da pandemia”, frisou.
Nesta tasquinha trabalharam mais de 20 voluntários de várias idades. “Este evento é importante para conseguirmos angariar receitas”, explicou, notando que nas tasquinhas conseguem faturar quase 40% da receita anual da coletividade. “É uma mais-valia, porque estivemos dois anos na situação em que estávamos”, observou.
A passear pelo multiusos encontramos António Fialho, que veio da Benedita com a esposa, o filho e os sobrinhos. À Gazeta das Caldas este beneditense salientou a importância do evento.
“Era algo que fazia falta e é uma pena não haver mais diversão, pode ser que para o ano volte a ser o que eram os tasquinhas, porque é muito importante”, referiu. O filho, Lucas Loureiro, de dez anos, nunca tinha vindo às tasquinhas. “Achei fixe, diverti-me!”, exclamou o jovem. “O jantar, que era pota, estava bom e antes tinha estado a brincar nos carrosséis”, resumiu, o jovem.
Além da gastronomia, o evento alia também a doçaria, os licores, o artesanato e uma exposição das atividades económicas.
Carlos Coelho, que vende chapéus, diz que a pandemia e também a guerra tiveram impacto ao nível da faturação. “Este é o segundo ano em que venho às tasquinhas de Rio Maior, vim no ano em que começou a pandemia e vim neste, mas no outro, apesar de serem menos dias, foi melhor em termos de vendas, porque não havia receios”, disse.
Já Tito Serrazina, beneditense que vende calçado e costuma participar no evento, fez um balanço “péssimo” desta edição, corroborando que os medos se fizeram sentir ao nível das vendas.
O projeto Voy foi o grande vencedor da final nacional do Tourism Explorers, o programa de empreendedorismo ligado ao setor do turismo. A final nacional decorreu este ano na cidade termal, na tarde de 31 de março, no museu Leopoldo de Almeida e trouxe às Caldas as três melhores ideias de cada uma das cinco cidades participantes neste programa (Lisboa, Porto, Coimbra e Faro, além, claro, da anfitriã, Caldas).
Apresentado por Marcos Niemeyer e Pedro Savi, o projeto Voy nasceu no Brasil e procura agora renascer em Portugal. Trata-se de uma app que pretende ajudar operadores turísticos e promotores de eventos na venda de bilhetes através de ferramentas de inteligência de dados que permitem perceber quem são os clientes e o que procuram.
Os promotores desta ideia notaram que o preço cobrado atualmente por este serviço é caro e que as soluções que existem não têm uma oferta integrada de bilhetes, alimentação e bebidas e estacionamento. A app destina-se a todos os que vendam bilhetes, focando-se inicialmente no mercado ibérico e brasileiro.
Já o projeto Quinze (da designer caldense Joana Sousa, que venceu a fase municipal e que se baseia na História da fundação da cidade termal para desenvolver produtos e experiências turísticas) ficou em segundo lugar, ex aequo com o projeto Embaixador – Hospitalidade Profissional (do Porto), uma proposta para resolver problemas de hospitalidade no setor do turismo.
O Tourism Explorers realiza-se desde 2017 e já contou com a participação de mais de mil empreendedores.
A JSD/Caldas, em conjunto com o Núcleo de Alvorninha da JSD, realizou recentemente a segunda ação no âmbito da “Rota das Associações”, desta feita com uma ida a Alvorninha, onde os jovens contataram com os responsáveis da Associação dos Chãos e ajudaram a fazer as filhoses que ali se vendem ao domingo. Seguiu-se uma ida à Associação Desportiva de Alvorninha, para assistir a um jogo de futsal e constatarem a relevância desta coletividade na freguesia e no concelho.
Nesta segunda ida pela rota das associações os jovens social-democratas tentaram fazer um balanço da situação e perceber as maiores dificuldades sentidas nas coletividades. “Conseguimos perceber o papel que os mais velhos têm e o que os mais novos podem fazer”, explicaram, em nota enviadas às redações.
“Esta dinâmica, em linha com aquilo que é vontade desta comissão política, tem como principal objetivo aproximar a JSD às várias associações do concelho das Caldas”, referem ainda. A primeira ação tinha tido lugar no dia 20 de março, com uma visita à Associação Recreativa e Cultural do Coto (Areco).
Iniciativa serviu para reunir apoios para o povo ucraniano
Uma caminhada solidária com cerca de 12 quilómetros pelos caminhos da freguesia de Salir de Matos foi mais uma das iniciativas realizadas na região para ajudar o povo ucraniano. No dia 27 de março, com organização da Junta de Salir de Matos, cerca de uma centena de pessoas associaram-se à causa e doaram produtos alimentares, produtos de higiene e também de primeiros socorros.
O evento serviu, também, para inaugurar o primeiro percurso pedestre assinalado na freguesia, um trajeto que percorre vários pontos e permite apreciar diferentes paisagens e que tem como um dos pontos altos (literalmente), o miradouro de São Domingos, o tal ponto desta freguesia rural de onde até é possível ver o Oceano Atlântico!
Além dos participantes na caminhada, houve também quem fizesse questão de se associar à iniciativa, doando bens, mas não participando na atividade.
“Com a ajuda de todos os envolvidos nesta ação conseguimos angariar para esta causa uma grande quantidade de diversos produtos”, referiu à Gazeta o presidente da Junta de Salir de Matos. “No final da caminhada contámos com a presença da Brigada do Girassol, que ofereceu a todos plantas de girassol e sementes com o objetivo de cumprir a sua missão de colorir as freguesias da concelho”, acrescentou Flávio Jacinto, agradecendo os vários apoios que permitiram a realização da iniciativa. “A Junta pretende continuar com estas ações e envolver todas as associações da freguesia, de forma a dar a conhecer novos percursos e aquilo que a nossa freguesia tem de melhor”, revelou.
Trio de DJs caldenses internacionalmente reconhecidos atuou na terra natal
Uma viagem de seis horas ao som dos DJs caldenses Stereossauro, Ride e Holly foi a proposta para a noite de 31 de março, no Spacy, clube de música que abriu nas Caldas. A atuação contou com visuals de Pixel Bitch. Os nomes do cartaz, internacionalmente reconhecidos, mas a atuarem na terra natal (o que é pouco comum), atraíram cerca de duas centenas de pessoas.
DJ Holly contou à Gazeta que “já há algum tempo” que queriam “tocar nas Caldas”, algo que foram sentindo cada vez mais com o avançar da pandemia e a falta de eventos. “Sentimos que era importante fazer algo para nos conectarmos com as nossas origens e fazer mais eventos na nossa cidade, e quando vimos que o Spacy tinha aberto fez todo o sentido fazermos uma festa em conjunto”, acrescentou.
No final da noite, o DJ confessou ter adorado: “Foi brutal ver tantas pessoas da nossa cidade a curtirem o nosso som e poder fazer uma festa rodeado de amigos e família”.
O jovem, que viu uma música que coproduziu no álbum Hot44 (nomeado em 2021 para os Grammy) ser incluída no último filme de Batman, irá voltar a atuar no festival Coachella. “Estou muito grato e feliz por poder voltar”. Já hoje, dia 7, está prevista nova atuação deste trio maravilha, no Lux, em Lisboa.
Para Stereossauro este “foi um dia em cheio, com o disco novo de Cachorro sem Dono e um single no projeto de tributo ao Sergio Godinho (S.G. gigante) com Sara Correia, Jimmy P e Phoenix Rdc, e depois de uma noite bem passada no Spacy com muitos amigos e muita música”. O dj está atualmente “a preparar e ensaiar o disco novo”, para as primeiras apresentações ao vivo.
Já Ride, que em 2021 lançou o álbum o “ENRO”, também referiu que “foi bom voltar as Caldas e ver tantas caras conhecidas e amigos do tempo da universidade e da escola secundária”. O artista está a preparar um novo live act de video e vai continuar a editar música em labels estrangeiras de referência.
O caldense DJ Renas, que é o responsável pelo Spacy, contou à Gazeta que é amigo de Stereossauro e Ride desde os tempos da escola, na Raul Proença e na Bordalo Pinheiro. “Há muitos anos tínhamos as nossas bandas e muitas vezes o sítio de ensaio era a casa da avó do Stereossauro, para onde íamos para a cave tocar”, lembrou. Já Holly, que é mais novo, conheceu pela ligação ao saudoso Razat.
“Queremos ter um espaço de tolerância e bom ambiente”, resumiu o empresário. Em breve vão começar os concertos, pelo que bandas que não se dediquem a covers podem enviar propostas para atuar.
Mais importante prova nacional de ciclismo para Sub-23 tem quatro etapas e 545,6 km de distância
Hoje, às 12h00, o pelotão de promessas do ciclismo nacional (e também alguns atletas internacionais) começam, na Avenida General Pedro Cardoso, nas Caldas, a 29ª Volta a Portugal do Futuro, a mais importante prova do ciclismo nacional no que ao escalão de Sub-23 diz respeito.
A 1ª etapa liga a cidade termal a Abrantes, num traçado de 130,9 quilómetros que inclui um prémio de montanha de 4ª categoria na Nazaré e outro, de 3ª categoria, no Alto de Alvados, além de três metas volantes (Martingança, Batalha e Constança), com segundos de bonificação que podem ser decisivos na entrega da amarela para o segundo dia, que liga a Lousã à capital das duas rodas, Águeda.
A etapa “rainha” será a terceira, no sábado, com início em Ovar e meta no Santuário de São Macário.
Joaquim Gomes, que foi o primeiro vencedor da Volta a Portugal do Futuro e que hoje é o diretor da prova, recordou que na sua carreira terminou três vezes na Serra de São Macário. “É uma das escaladas mais difíceis em Portugal”, avisou, na apresentação do evento que decorreu no início da semana, no Museu de Ciclismo, nas Caldas, com mais de três dezenas de pessoas. Segundo o antigo ciclista, aquele será “o palco de excelência para distinguir os mais promissores do pelotão Sub-23”.
A Volta a Portugal do Futuro termina no domingo, no emblemático empedrado da Avenida Nuno Álvares, no centro de Castelo Branco, depois de 150,7 quilómetros iniciados horas antes, em Gouveia.
No total serão 545,6 quilómetros distribuídos nestes quatro dias, passando o pelotão jovem por 35 municípios do centro do país, naquilo que Joaquim Gomes definiu como “um autêntico postal ilustrado”.
Mário Lino, diretor do Museu de Ciclismo, lembrou a figura do maestro Carlos Silva, que une as cidade de Caldas e Abrantes.
Já José Soares, diretor da Federação Portuguesa de Ciclismo, salientou o “esforço de valorização desta prova”, mas também a importância da Volta a Portugal do Futuro na transição dos jovens ciclistas portugueses. O responsável explicou ainda que a mudança de datas da prova para esta fase da época é importante para defender este escalão.
Está confirmada a presença de 18 equipas nesta 29ª edição da prova (entre as quais cinco conjuntos espanhóis), num total de 117 corredores.
No último ano o vencedor foi André Domingues, jovem ciclista português então na EFAPEL e atualmente na Burgos-BH.
O pelotão de promessas do ciclismo nacional (e também alguns atletas internacionais) começam na quinta-feira 7 de abril, pelas 12h00, na Avenida General Pedro Cardoso nas Caldas, a 29ª Volta a Portugal do Futuro, a mais importante prova do ciclismo nacional no que ao escalão de sub23 diz respeito. Esta volta promete trazer às Caldas os melhores ciclistas jovens do país.
A primeira etapa liga a cidade termal com grande tradição no ciclismo à cidade ribatejana de Abrantes, num traçado de 130,9 quilómetros que inclui um prémio de montanha de 4ª categoria na Nazaré e outro, de terceira categoria, no Alto de Alvados, assim como três metas volantes (em Martingança, Batalha e Constança), com segundos de bonificação que podem ser decisivos na entrega da amarela para o segundo dia, que liga a Lousã à capital das duas rodas, Águeda.
A etapa “rainha” será a terceira, no sábado, com o seu início em Ovar e a meta numa das mais difíceis subidas do território nacional, no Santuário de São Macário. A Volta a Portugal do Futuro termina no domingo, no emblemático empedrado da Avenida Nuno Álvares, no centro de Castelo Branco, depois de 150,7 quilómetros iniciados horas antes, em Gouveia.
No total serão 545,6 quilómetros distribuídos nestes quatro dias, passando o pelotão jovem por 35 municípios do centro do país.
Está confirmada a presença de 18 equipas nesta 29ª edição da prova (entre as quais cinco conjuntos espanhóis), num total de 117 corredores. No último ano o vencedor foi André Domingues, jovem ciclista português então na EFAPEL e atualmente na Burgos-BH.
Além da camisola amarela, da classificação geral, há mais três camisolas em jogo: a azul, da montanha, a verde, dos pontos e a branca, dos jovens (até aos 20 anos)
Os locais mais emblemáticos do concelho do Cadaval apresentam por estes dias laços azuis. Esta é uma iniciativa da Comissão de Proteção de Crianças Jovens (CPCJ) do Cadaval, que assinala precisamente o mês da prevenção dos maus tratos na infância.
No total foram colocados 53 laços simbólicos em locais como a sede da CPCJ, a Câmara, o Agrupamento de Escolas e a Praça da República, no centro da vila. “Esta campanha assenta numa responsabilidade coletiva, comunitária, da qual ninguém se pode alhear. Todos temos o dever de proteger e promover os direitos das crianças”, afirmou Telmo Santos, recém-eleito presidente da CPCJ do Cadaval (em eleições realizadas a 21 de março, na última reunião alargada). “Esta e outras ações serão levadas a cabo durante o ano 2022, de forma a reforçar cada vez mais a intervenção da CPCJ e, ao mesmo tempo, aumentar a sua capacidade de resposta, tendo por base as parcerias institucionais existentes, que são, para nós, um fator determinante na gestão do dia-a-dia da CPCJ”, acrescentou o responsável.
Nos dias 15, 16 e 17 de abril realizam-se ateliês de Páscoa no Centro Comercial La Vie, nas Caldas da Rainha. Na sexta-feira, dia 15, os mais novos poderão “fazer os saquinhos de coelhinhos, uma pequena “trouxinha” em pano para colocar ovos de chocolate, fechada com uma bolinha de madeira com carinha de coelho”. Já no sábado “é a vez de as crianças construírem as caixinhas de coelhinho” e, por fim, no domingo, “os pequenotes aprendem a fazer as galinhas chocadeiras em cartolina com um “ninho” para os ovinhos de chocolate”.
Os ateliês de Páscoa irão decorrer num espaço no Piso 1 do Centro Comercial durante os três dias entre as 11h00 e as 13h00 e entre as 14h00 e as 18h00.
Uma mulher de 43 anos foi detida em flagrante por incêndio florestal no concelho de Óbidos, a 2 de abril. “Na sequência de um alerta de incêndio florestal, os militares da Guarda Nacional Republicana deslocaram-se ao local”, onde conseguiram apurar que o incêndio teve na sua origem “uma queima de sobrantes florestais autorizada, que se descontrolou devido à não adoção das medidas de segurança necessárias”, pelo que acabaram por deter a autora da queimada. “O incêndio propagou-se de forma livre e descontrolada por uma área rural/agrícola, tendo consumindo pasto e demais vegetação”, informou a força militar.
“A detida foi constituída arguida, e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Caldas da Rainha”, esclareceu a GNR, acrescentando que “esta ação contou com o apoio dos Bombeiros Voluntários de Óbidos”.
Em comunicado a força militar recorda que “a proteção de pessoas e bens, no âmbito dos incêndios rurais, continua a assumir-se como uma das prioridades da GNR, sustentada numa atuação preventiva e num esforço de patrulhamento nas áreas florestais” e que “as queimas e queimadas são das principais causas de incêndios em Portugal”, pelo que a realização das mesmas “é interdita sempre que se verifique um nível de perigo de incêndio rural «muito elevado» ou «máximo», estando dependente de autorização ou de comunicação prévia noutros períodos”.
Desde o dia 1 de abril que os Bombeiros Voluntários do Bombarral passaram a dispor de duas equipas de intervenção permanente (EIP) de cinco elementos cada, para ocorrer a qualquer situação de emergência registada no concelho.
“Por forma a assegurar que a prestação do socorro no concelho não seja colocada em causa devido à falta de ingresso de novos bombeiros voluntários, como se tem vindo a notar ao longo dos últimos anos, o município do Bombarral celebrou um protocolo de colaboração com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Bombarral, com vista à criação da 2ª Equipa de Intervenção Permanente, sendo as despesas desta equipa suportadas em partes iguais pelo município e pela ANEPC”, informou a autarquia bombarralense, em comunicado enviado às redações.
“Com a criação desta nova EIP, o município pretende reforçar as equipas operacionais do corpo de bombeiros, possibilitando desta forma melhorar os níveis de segurança e aumentar a capacidade da resposta e socorro à população”, acrescentam.
Está patente no Dino Parque Lourinhã uma exposição inédita de fósseis de uma nova espécie de dinossauro carnívoro, o Iberospinus natarioi. A mostra vai ficar patente até ao final do verão.
Estes fósseis foram descobertos em 1999, no Cabo Espichel, concelho de Sesimbra, e escavados por elementos do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa entre 2004 e 2008 – e, posteriormente, em 2020.
“Os fósseis do Iberospinus natarioi serão apresentados como uma coleção de arte – enquadrados em molduras antigas –, uma vez que parte do esqueleto nunca chegou a ser recolhida e que diversos ossos se partiram aquando da morte do dinossauro, há mais de 120 milhões de anos”, explicaram os responsáveis do Dino Parque.
Ainda assim, “os achados expostos, entre os quais ossos, dentes e outros vestígios, vão desde a ponta do focinho até à cauda do animal”, o que permite perceber que, “se fosse apresentado na sua posição em vida, o esqueleto mediria mais de seis metros de comprimento”.
O nome Iberospinus natarioi, atribuído pelos investigadores há cerca de um mês, “significa “espinho ibérico”, além de prestar homenagem ao responsável pela descoberta, Carlos Natário”, esclareceram. A investigação científica e a exposição foram financiadas pelo Dino Parque Lourinhã através das “Bolsas Superanimais 3”, em colaboração com os supermercados Pingo Doce.
O espaço, composto por fábrica e zona de venda, aposta na qualidade dos produtos e resulta de investimento de 2 milhões de euros
A Óbidos Chocolate House é, como o próprio nome indica, uma casa totalmente dedicada ao chocolate, que abriu portas na Rua Josefa de Óbidos (centro da vila) com o festival do chocolate, mas irá manter-se aberta durante todo o ano. O espaço possui uma componente de fabrico, onde o chocolate que chega em bruto é colocado nas temperadoras e depois trabalhado, dando origem a uma diversidade de produtos, como bombons e tabletes. Para o festival foram criadas três tabletes, de chocolate de leite e avelã, chocolate branco e pistacio e chocolate negro e caramelo, assim como caixas com um sortido de cinco sabores (avelã, flor de sal, maracujá, café e framboesa). “São produtos premium, diferenciados, e é nessa gama que queremos apostar”, explicou o empresário, Rui Almeida, à Gazeta das Caldas.
Existe também uma área destinada a bar e restauração, que disponibilizará desde chocolate quente a fondue de chocolate, crepes ou waffles, assim como uma zona de esplanada. Durante o evento, e tendo em conta que parte do edifício de três andares está ocupado com as esculturas de chocolate, funciona apenas o serviço de take away, em que os clientes compram as caixas de bombons ou tabletes de chocolate para levar.
A Óbidos Chocolate House fica situada na casa que é da família de Rui Almeida há mais de um século. O obidense herdou uma parte e comprou o restante a familiares, recuperando o edifício e aliando a tradição à modernidade, nomeadamente no que diz respeito à digitalização de todo o processo que inclui, por exemplo, os pedidos através de i-pad.
O empresário na área da aviação viaja bastante e destaca que Óbidos é conhecida lá fora pelo chocolate, mesmo não havendo referências a este ingrediente a não ser durante o festival. Decidiu, por isso, apostar neste espaço, totalmente dedicado ao chocolate e que, no futuro, também poderá acolher eventos, alguns em parceria com outras entidades locais. Arrojado, o projeto demorou quase cinco anos a ser concluído, dois dos quais de obra, e representou um investimento de cerca de 2 milhões de euros.
De início estão seis colaboradores e a famíia a ajudar na dinamização do projeto, mas com o espaço em pleno funcionamento, Rui Almeida prevê que possa ter ali a trabalhar cerca de 20 funcionários.
A mostra de pintura da autoria de Michel Foray, artista francês residente na Póvoa (Cadaval) estará patente na Biblioteca Municipal do Cadaval entre 4 e 18 de abril. Esta é a terceira exposição de um ciclo de cinco mostras quinzenais, que decorre até junho nas salas de leitura da biblioteca “tornando o espólio exposto parte integrante dos respetivos espaços funcionais”, explicou a organização, notando que “esta articulação da arte com os livros pretende potenciar as visitas e o acesso à arte, de maneira fluida”.
As exposições podem ser visitadas, gratuitamente, dentro do horário de funcionamento da biblioteca (segunda a sexta-feira, entre as 10h e as 18h, e ao sábado, entre as 10h e as 13h.
Está a decorrer o concurso de fotografia do aspiring Geoparque Oeste, numa coorganização da Associação Geoparque Oeste (AGEO) e Revista National Geographic – Portugal.
Esta iniciativa decorre durante os meses de abril a junho de 2022 e visa premiar as cinco melhores fotografias ligadas ao território do aspiring Geoparque Oeste. “Este concurso tem como objetivos a promoção do património natural e cultural do território, a divulgação deste aspirante a Geoparque Mundial da UNESCO, a apresentação de um território de paisagens e cenários icónicos e a projeção da fotografia como ferramenta de promoção e divulgação”, explicou a organização.
O passatempo destina-se a maiores de 18 anos de idade, nacionais e estrangeiros e cada participante poderá submeter até um máximo de 3 fotografias, uma por categoria tendo sempre por base o território do aspiring Geoparque Oeste e ligadas aos seguintes temas: Homem e atividade humana; Património Natural (natureza, geodiversidade) e Património Cultural (miradouros, monumentos).
Será atribuído um prémio a cada vencedor de cada categoria e um prémio especial para aquele que, independentemente da categoria, tenha captado a melhor fotografia. Este grande prémio contempla uma visita guiada ao território do aspiring Geoparque Oeste com estadia de uma noite para duas pessoas.
Os resultados serão apresentados publicamente e posteriormente será realizada uma exposição itinerante pelo território do aspiring Geoparque Oeste com as fotografias do concurso.
O júri do concurso será composto por elementos da revista National Geographic Portugal e
por elementos do aspiring Geoparque Oeste.
Mais informações detalhadas sobre este concurso em: https://bit.ly/3NE6t0L
Abriu hoje, 1 de abril, o período de apresentação de propostas da terceira edição do Orçamento Participativo do Bombarral, uma iniciativa dinamizada pela Câmara “com o intuito fomentar a participação e o envolvimento cívico dos seus munícipes”.
Através desta medida, os cidadãos com idade igual ou superior a 18 anos têm oportunidade de apresentar os seus contributos para a melhoria do concelho, atribuindo a autarquia um valor máximo de 50 mil euros para financiar os projetos que venham a ser elegidos como prioritários.
A apresentação de propostas pode ser efetuada a nível individual, tendo esta tipologia uma verba alocada de 40 mil euros, ou por representantes de associações, sendo neste caso disponibilizada uma verba de 10 mil euros.
O período de entrega de propostas decorre até dia 16 de maio, devendo as mesmas ser apresentadas, mediante o preenchimento de um formulário próprio, através do portal www.opb.cm-bombarral.pt, no qual deverá ser feito o registo, ou na secção de atendimento ao público da Câmara, no horário de expediente, das 9:00 às 16:00 horas.
“De referir ainda que as propostas devem inserir-se no quadro das atribuições próprias do município e das que lhe tenham sido delegadas, correspondendo a intervenções físicas em infraestruturas, pequenos equipamentos, serviços, programas e eventos” e que “devem igualmente ser específicas, bem delimitadas na sua execução e no seu território, para uma análise e orçamentação concreta, podendo ser apresentadas com anexos que facilitem a sua análise, como, por exemplo, fotografias, mapas ou plantas de localização”.
Abriu a 31 de março o Burger King em Peniche. Este é o 5º restaurante da marca no distrito de Leiria e representa a criação de 30 postos de trabalho diretos, elevando o total de trabalhadores da marca norte-americana neste distrito, onde está presente desde 2010, para cerca de 150.
Situado no Parque do Baluarte na Avenida 25 de Abril, o novo Burger King de Peniche “conta com mais de 350m2 e capacidade para 212 pessoas (84 no interior e 128 na esplanada)” e funciona de domingo a quinta-feira das 11h30 às 23h00 e sextas e sábados até às 00h. O Drive Thru está aberto de domingo a quinta das 11h30 às 00h e sextas e sábados até à 1h.
“O restaurante Burger King de Peniche dispõe ainda de um espaço Play King para as crianças e oferece um sistema de refill de bebidas, quiosques de pré-order e wifi gratuito e inclui os serviços de take away, home delivery e Auto King”, esclareceu a marca, que em setembro do último ano tinha aberto na Nazaré, em comunicado enviado às redações.
“O Burger King de Peniche é mais uma abertura de 2022, um ano em que esperamos dar continuidade ao nosso ambicioso plano de expansão em Portugal com a abertura de novos espaços de norte a sul do país”, afirmou Jorge Carvalho, diretor geral do Burger King para Portugal e Espanha.
Dois homens de 27 anos foram detidos pelo Núcleo de Proteção Ambiental de Caldas da Rainha da GNR, ontem, 30 de março, por captura ilegal de meixão, (Anguilla anguilla), em estado juvenil, na foz do rio de Tornada, no concelho das Caldas.
“No decorrer de uma ação de fiscalização, os militares da Guarda detetaram vários artefactos frequentemente utilizados para a captura ilegal de meixão e que, devido às suas caraterísticas, são extremamente nocivos à fauna existente”, explicou a força militar, acrescentando que, “na sequência da ação foi possível apreender o meixão, bem como o material utilizado na captura desta espécie” e que “o meixão apreendido, por se encontrar vivo, foi devolvido ao seu habitat natural”.
Os detidos foram presentes ao Tribunal de Caldas da Rainha, “tendo sido suspenso provisoriamente o processo, mediante o cumprimento de uma injunção pecuniária, no montante de 600 e de 700 euros”.
Em comunicado, a GNR “relembra que a enguia europeia, (Anguilla anguilla), que na fase larvar é conhecida por enguia juvenil/meixão, é uma espécie considerada em perigo e que tem sofrido grande redução em razão da pesca ilegal, impedindo desta forma o normal ciclo de reprodução, colocando em causa a sustentabilidade da espécie. O valor do meixão, no mercado final (países europeus e asiáticos), varia consoante os meses e pode alcançar um valor de seis mil euros por quilo”.
O Centro Hospitalar do Oeste informou hoje que dada “uma excessiva afluência de doentes aos Serviços de Urgência e às Áreas dedicadas a Doentes Respiratórios (ADR-SU)” nos últimos dias é possível antever que “que nos próximos dias ocorram constrangimentos, que provocarão um aumento da demora no atendimento dos doentes que se desloquem a estes Serviços, e a possibilidade de reencaminhamento de alguns doentes para outras Unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde”.
Em comunicado enviado às redações, o CHO apela a “que os utentes utilizem as urgências hospitalares apenas em situações realmente urgentes” e recorda “que, salvo situações emergentes, antes da vinda à urgência os utentes devem contactar a linha SNS 24 (808242424), que disponibiliza aconselhamento e encaminhamento em situação de doença”. No mesmo comunicado, os responsáveis do centro hospitalar aconselham também a que “os utentes (pouco urgentes), recorram aos Cuidados de Saúde Primários, dirigindo-se ao seu Centro de Saúde”.
“O Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste tem envidado todos os esforços e continuará a adotar as medidas necessárias para dar a melhor resposta na prestação de cuidados de saúde à população”, asseguram.
A exposição itinerante que celebra os 75 anos do Opus Dei em Portugal estará patente nas Caldas entre os dias 9 e 13 de abril, no Céu de Vidro do Parque D. Carlos I.
A inauguração da mostra está prevista para as 15h00 do dia 9 de abril, com a presença do bispo auxiliar de Lisboa, D. Daniel Henrique e do vigário regional do Opus Dei em Portugal, José Rafael Espírito Santo.
A empresa Solancis recebeu o prémio Profisional de Carreira e Guilherme Pina o de Profissional do Ano
Foi num clima de emoção, recordação do passado e lançamento do futuro que decorreu a entrega das distinções de Profissional de Carreira e de Profissional do Ano do Rotary Club da Benedita, na noite de 23 de março, na Quinta da Pedra Redonda.
A presidente do clube, Maria Vicente, recordou que este acontecimento havia sido adiado devido à pandemia, mostrando o seu orgulho de ter na Benedita pessoas e empresas que se destacam.
A Solancis recebeu o prémio de Profissional de Carreira. A empresa foi fundada em 1969, mas as raízes são bem anteriores e, neste repasto, recordaram-se os tempos em que o trabalho era manual, conseguindo-se hoje ter uma produção tão grande num dia, como antigamente num mês. Quando a empresa arrancou, com o bisavô de Samuel Delgado, tinha dois funcionários que ganhavam 7,50 escudos. O transporte da carga era feito em carros de bois, que levavam um dia para percorrer 30 quilómetros. No ano seguinte já tinha atingido uma faturação superior a dois milhões de escudos e empregava então 56 pessoas. Hoje tem 148 funcionários e um volume de negócios de 12,5 milhões de euros.
Samuel Delgado, presidente do Conselho de Administração da empresa, mostrou-se emocionado com esta distinção, uma vez que a Solancis já recebeu várias distinções nacionais e internacionais, mas curiosamente nunca tinha sido distinguida na sua terra.
Por seu turno, Guilherme Pina foi distinguido com o prémio de Profissional do Ano. O nadador, que nasceu em 1998 nas Caldas, é um antigo profissional de natação, que conquistou 61 pódios nacionais, foi recordista nacional e finalista num campeonato europeu, conseguindo ainda 23 medalhas em meetings internacionais e três títulos de campeão nacional pelo Sporting. “É um orgulho enorme esta distinção”, disse. “Quero agradecer ao Benedita Sport Natação, onde comecei, sempre me apoiaram e reconheceram e são uma potência nacional da natação”, afirmou.
Nesta cerimónia, que contou com a participação de nove clubes rotários (Caldas, Alcobaça, Bombarral, Peniche, Rio Maior, Porto de Mós, Santarém, Lisboa Norte e, claro, o anfitrião), o músico João Pereira, natural da Marinha Grande e que tem colaborado com os rotários, recebeu também uma distinção. O governador do distrito 1960, Paulo Martins, deixou o desafio de ser criado um marco Rotary numa rotunda da Benedita.
O novo edifício, com capacidade para cerca de 80 pessoas, abriu recentemente as portas e procura dar resposta a uma lacuna na região
Abriu recentemente a Painho Vita, no concelho do Cadaval, uma residência sénior que resulta da aposta de Paulo Braizinho, empresário que desde 2013 tem um estabelecimento deste género em Palmela. O edifício, suspenso (aproveitando o espaço por baixo), foi construído de raiz, com uma área de 3000 metros quadrados. No total, esta construção conta com 45 quartos e uma capacidade total para 80 pessoas. O promotor prevê que, quando estiver tudo em pleno funcionamento, serão necessários 45 funcionários, a juntar aos cerca de 45 que já emprega em Palmela, onde conta com 85 utentes.
A alimentação, os serviços de médicos e de enfermagem, a ginástica e fisioterapia, mas também atividades ocupacionais, como animação, atividades ao ar livre, cinema, capela, passeios, entre outros, são alguns dos atrativos, de um espaço que também irá contar com um cabeleireiro. O edifício tem um rooftop com uma vista bucólica, onde planeia realizar atividades no verão e na primavera.
O público-alvo situa-se entre Coimbra e Lisboa. “Hoje em dia, as reformas não comportam a qualidade nos cuidados”, lamenta o empresário, acrescentando que “o Estado deveria ajudar as famílias para terem os seus idosos em sítios com dignidade”. A campanha de abertura fixou os preços nos 950 euros, mas o empresário refere que esse é o mínimo para manter a qualidade. A dificuldade na contratação de recursos humanos e também na garantia de transportes para os mesmos já levaram o empresário a adquirir uma carrinha.
Uma curiosidade é a história de como é que as residências assistidas surgiram na vida de Paulo Braizinho. Construtor civil, lisboeta, sempre se habituou a vir aos fins de semana ao Painho com os pais. Pela proximidade com Lisboa e por terem familiares na freguesia do Cadaval, era este o local de descanso da família. Em 2013, quando se deu a crise, o construtor tinha um condomínio de cinco vivendas em Palmela meio construído. Três das vivendas estavam terminadas, mas não havia compradores, e duas por terminar. O empresário optou por transformar aquele espaço em residência sénior.
“Fui aprender tudo sobre os licenciamentos e a atividade e o meu primeiro cliente foi o meu sogro”, contou. No Painho, onde construiu uma casa, tinha planos para abrir um hotel rural e já tinha erguido a capela e o spa. Há uns anos, notando a necessidade que existia nesta área, decidiu apostar também aqui nas residências assistidas, aproveitando o spa e a capela para o projeto, cujas obras começaram há três anos. “Queria ter aberto há 15 meses”, mas a falta de mão-de-obra durante a pandemia atrasou a construção, feita pelo próprio. Outra curiosidade: a filha, formada na área, e o filho, fazem parte da equipa neste negócio familiar.
Iniciativa que resultou da união de dois jovens portugueses e dois ucranianos contou com 60 espetadores em duas noites emocionantes
“A Ucrânia não pereceu, nem a sua glória e a sua liberdade. O destino voltará a sorrir para a nossa irmandade. Como orvalho sob o Sol, o Inimigo perece. Governaremos a nossa terra, que só a nós pertence! Lutaremos de corpo e alma pela liberdade. Somos irmãos Cossacos, mantendo a nossa integridade!”, traduz-se da letra do hino da Ucrânia, cantado por mais de 30 pessoas, portuguesas e ucranianos, na sede da associação MVC, na noite de sábado, 26 de março. E foi assim que terminaram os concertos solidários, promovidos por quatro jovens, entre os 16 e os 21 anos.
Mariana Bernardino e Pedro Martins costumam atuar na sede da associação, pelo que quiseram contribuir para o apoio ao povo ucraniano da forma que sabem. Juntaram-se a dois ucranianos, a bailarina Alice Bosca e o saxofonista André Vakarov, e prepararam duas noites de música e dança. O momento alto foi o hino da Ucrânia, acompanhado pelo saxofone e cantado pela plateia de pé, seguido do “Glória à Ucrânia, Glória aos Heróis!”.
Mariana Bernardino disse à Gazeta que foram momentos de grande emoção e que foi interessante perceber que algo tão técnico, como cantar uma letra numa língua que desconhece, se pode tornar algo tão emocional com o envolvimento das pessoas. Já Alice Bosca mostrou-se preocupada com a família que tem na Ucrânia, salientando nesta fase a humildade dos portugueses. “Partilham muitas emoções e sentimentos connosco”, fez notar a bailarina. O saxofonista André Vakarov salientou a solidariedade portuguesa, sempre disponível para ajudar o próximo.
As entradas custavam 5€, tendo, nos dois dias, recebido mais de 60 pessoas na sede e havendo quem, para ajudar, tenha pago o bilhete, mas não tenha estado presente e de quem tenha aproveitado a iniciativa para fazer doações. O valor angariado será utilizado pela associação para suportar as despesas inerentes às deslocações para recolher bens e para dar suporte aos refugiados que chegam a Portugal, mas também para a aquisição de medicamentos ou alimentação específicos.
No final do espetáculo, Rosália Henriques, que vive nas Caldas há cerca de um ano, explicou que assim soube desta iniciativa decidiu vir apoiar a causa com as amigas. “Viemos para ajudar e gostei muito do concerto, a escolha das músicas foi excelente, tocaram e cantaram muito bem e a bailarina era fantástica”, resumiu, deixando votos de “que a paz venha depressa!”.
No dia 10 de abril realiza-se um espetáculo solidário na Expoeste, com atuação de João Claro, Nikita, Belito Campos, Marcus, Sérgio Rossi, Némanus e Rebeca e abertura fica a cargo do Rancho Folclórico do Nadadouro.