Author: Joel Ribeiro

  • Rendimentos das famílias aumentaram 6,7% no Oeste entre 2015 e 2017

    Rendimentos das famílias aumentaram 6,7% no Oeste entre 2015 e 2017

    Um estudo do INE aponta para um aumento do rendimento das famílias oestinas na ordem dos 6,7% entre 2015 e 2017. Em média, cada agregado familiar viu as suas receitas anuais aumentarem cerca de 1000 euros. Arruda dos Vinhos é o concelho do Oeste onde o rendimento médio dos agregados familiares é superior, num ranking dominado pelos municípios mais próximos de Lisboa.

    Quatro dos cinco concelhos do Oeste onde as receitas anuais dos agregados familiares é mais elevada ficam na periferia de Lisboa, segundo um novo estudo divulgado no mês de Agosto pelo INE, elaborado ao abrigo de um protocolo com a Autoridade Tributária.

    É em Arruda dos Vinhos que as famílias têm mais dinheiro disponível. Em média, cada agregado familiar recebeu 19.665 euros no ano de 2017. Os dados apontam para uma subida de 2,9% em relação ao ano anterior e de 6,4% face a 2015.

    A liderança de Arruda dos Vinhos nesta tabela tem uma margem larga. O segundo concelho onde as famílias auferiram mais foi Alenquer, onde o rendimento médio foi de 16.722 euros, ou seja, quase 3000 euros a menos. Logo depois vem Sobral de Monte Agraço, onde o rendimento médio foi de apenas dois euros a menos do que em Alenquer.

    Receita média anual dos agragados familiares*

    O domínio dos concelhos mais a sul da região fecha com Torres Vedras, onde, em média, cada família auferiu 16.402 euros em 2017.

    A seguir surge Caldas da Rainha, o único dos concelhos a norte a superar a fasquia dos 16.000 euros. Os rendimentos das famílias caldenses cresceu um pouco abaixo da média da região entre 2015 e 2017 (6,5%). No entanto, entre 2016 e 2017 a subida foi de 3%, acima da média do Oeste (2,8%).

    Comparando o rendimento médio das famílias caldenses com os restantes concelhos do distrito de Leiria, apenas na Marinha Grande e na sede de distrito o rendimento é mais elevado (ambos ligeiramente acima dos 18.000 euros).

    RENDIMENTOS A SUBIR EM ÓBIDOS

    Abaixo das Caldas surge Óbidos, que é o primeiro concelho onde o rendimento médio das famílias fica abaixo da média do Oeste. No concelho obidense, o vencimento médio anual das famílias foi de 15.587 euros. Contudo, este é dos concelhos em que o aumento dos rendimentos é mais significativo. Entre 2015 e 2017 a variação foi de 7,6% (só na Lourinhã o crescimento foi superior, 8,8%), o que se traduz em mais 1.104 euros de receita. Entre 2016 e 2017, Óbidos é mesmo o concelho onde os rendimentos mais subiram (3,6%).

    No fundo da tabela surge o mais rural dos concelhos do Oeste – Cadaval – onde os rendimentos médios não chegam aos 14.500 euros. Isto significa uma família no concelho do Cadaval aufere em média menos 27% do que no de Arruda dos Vinhos.

    Além do Cadaval, também no Bombarral e na Nazaré os rendimentos médios ficam aquém dos 15.000 euros.

    OESTE ABAIXO DA MÉDIA NACIONAL

    O INE aponta que a média das receitas nos núcleos familiares é de 17.690 euros a nível nacional, o que coloca o Oeste 1.758 euros abaixo da média. A região perde também para a média registada no Centro, onde o rendimento é de 16.562 euros. No Centro, apenas as regiões de Viseu Dão e Lafões e Beiras e Serra têm valores abaixo do Oeste.

     

  • Oeste exportou mais no primeiro semestre deste ano

    Oeste exportou mais no primeiro semestre deste ano

    O Oeste exportou mais, mas também importou mais, nos primeiros seis meses deste ano, segundo dados do INE. No entanto, as exportações aceleraram a um ritmo superior, o que levou a uma contração de 2,6% da balança comercial da região, que se fixou em -191,7 milhões de euros.

     

    No primeiro semestre de 2019 as exportações de bens atingiram no Oeste os 616,1 milhões de euros, mais 11,9 milhões de euros do que no mesmo período do ano passado.

    A maioria dos bens exportados tiveram como destino o espaço comum europeu, totalizando as vendas para este mercado 458,2 milhões de euros, o correspondente a 74,3% do total.

    Torres Vedras cotou-se como o município mais exportador nestes primeiros seis meses do ano, representando mais de um quarto dos negócios da região com o estrangeiro. As vendas para o estrangeiro do concelho torriense totalizaram 166,4 milhões de euros. Acima da fasquia dos 100 milhões de euros surgem mais dois concelhos, Alcobaça e Alenquer.

    Caldas da Rainha surge logo abaixo destes, como o quarto concelho mais exportador do Oeste, atingindo nos primeiros seis meses do ano os 68,46 milhões de euros. Este é um valor idêntico ao verificado no primeiro trimestre de 2018, apenas 0,1% acima.

    Óbidos é o concelho que menos exporta bens no Oeste. Na primeira metade ficou-se pelos 5,6 milhões de euros. Mesmo assim, observa-se um incremento de 6,4%.

    O concelho com maior subida relativa foi Arruda dos Vinhos, que exportou mais 51,1% que nos primeiros seis meses de 2018. O que registou maiores quebras foi Sobral de Monte Agraço, que viu as vendas para o estrangeiro diminuírem acima dos 20%.

    Se em relação às exportações há desempenhos muito díspares entre os concelhos do Oeste, nas importações o comportamento é mais estável. A maior subida no consumo externo é a do Cadaval, cuja importação de bens subiu 17,9%, enquanto a maior descida se verifica em Peniche, com um recuo de 13,1%.

    No seu conjunto, o volume de importações do Oeste subiu 0,9% para 807,8 milhões de euros na primeira metade deste ano. Quase 78% desse volume é proveniente do espaço da União Europeia.

    Torres Vedras é o também concelho mais importador da região, tendo no primeiro semestre atingido os 325,5 milhões de euros. Segue-se Alenquer, com 190,7 milhões de euros. Os dois concelhos juntos são responsáveis por 63% das importações de toda a região.

    Nas Caldas da Rainha, registou-se uma descida de 6,9% nos fornecimentos realizados no estrangeiro, para um total de 59,9 milhões de euros. De notar que a principal redução nas importações para o concelho se verificou nos mercados extracomunitários, de 16,6 milhões de euros para 13 milhões.

    Em Óbidos as importações subiram a um ritmo idêntico ao das exportações (5,8%), totalizando 17,8 milhões de euros.

    O concelho que menos contribuiu para o volume de importações no primeiro semestre do ano foi o Bombarral, com um volume abaixo dos 5,5 milhões de euros.

    BALANÇA COMERCIAL ALIVIOU LIGEIRAMENTE

    Quanto à balança comercial (a diferença entre as exportações e as importações), os dados do INE apontam para uma ligeira contração no primeiro semestre deste ano em relação ao período homólogo. O saldo passou de -196,7 milhões de euros para -191,7 milhões, uma melhoria de 2,6%. A taxa de cobertura das importações pelas exportações também melhorou ligeiramente, de 75,4% para 76,3%.

    O concelho que mais contribuiu para a balança comercial negativa da região foi Alenquer, onde as compras no exterior correspondem a mais 83,9 milhões de euros do que as vendas. Já Alcobaça está no polo oposto, com as vendas para o exterior a superarem as compras em 47,7 milhões de euros.

    Nas Caldas da Rainha, o balanço entre exportações e importações é positivo em 8,6 milhões de euros, um pouco mais do dobro que no primeiro semestre do ano passado.

    Já em Óbidos observou-se um agravamento da balança comercial negativa, em 5,5%. As compras no estrangeiro superam as vendas em 12,1 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, o que significa que a taxa de cobertura é de 31,7%, a mais baixa da região. No extremo oposto está o Bombarral, onde as exportações representam 275% das importações.

    Porém, o concelho com o comportamento mais notável ao nível da balança comercial é a Lourinhã, que passou de um saldo negativo próximo dos 460 mil euros para mais de 2,1 milhões de euros positivos, uma melhoria de 559,7%

  • Frederico Silva chamado para a Taça Davis

    Frederico Silva chamado para a Taça Davis

    O caldense Frederico Silva foi chamado para a segunda eliminatória da Taça Davis, que Portugal vai disputar a 13 e 14 de Setembro em Minsk, na Bielorrússia. Em jogo vai estar um lugar na Davis Cup Qualifiers 2020, justamente entre Portugal e a Bielorrúsia.
    Em relação à convocatória anterior, Frederico Silva substitui Gastão Elias, natural da Lourinhã, formando equipa com João Sousa, Pedro Sousa e João Domingues.
    Para Frederico Silva, este é um regresso à selecção nacional, depois da última presença ter acontecido num encontro com Israel em Fevereiro de 2017, que Portugal venceu por expressivos 5-0, em Lisboa. Frederico Silva entrou em acção ao quarto jogo e bateu Daniel Cukierman por expressivos 6-2 e 6-0.
    Frederico Silva começou a semana com uma subida de dois lugares no ranking ATP, ocupando agora a posição 282 da hierarquia mundial, depois da participação no L’Aquilla Challenge, em Itália. Nessa prova, o tenista de 24 anos não foi além da segunda ronda. Na passada quarta-feira, já depois do fecho desta edição, Frederico Silva iniciou a participação no Challenger de Baotou, na China.

  • Empate ao cair do pano teve sabor a pouco

    Empate ao cair do pano teve sabor a pouco

    O Caldas respondeu com dinâmica ofensiva ao golo do Águeda a fechar a primeira parte e acabou a sufocar o adversário. Frescura física poderia ter resultado em reviravolta, mas faltou eficácia.

    estádio municipal de águeda
    Árbitro: Bruno Costa, AF Braga
    Assistentes: João Silva e Carlos Dias

    Águeda 1

    Évora; Diogo Castro (Marcelo Dias 73’), Miguel Campos, Emanuel (C) e Pedro Tavares; Gouveia, Paulo Madeira, Juninho (Marcelo Cordeiro 80’) e Ivan; Neto (Gabriel 87’) e Camará Drogba
    Não utilizados: Rafa Santos, Pedro Sá, Emmanuel Mbarga, Rui Rua
    Treinador: André Ribeiro

    Caldas 1

    Luís Paulo [7]; Passos [8], Militão [8] (C), Gaio [7] e Farinha [7]; Paulo Inácio [7] (Bernardo Rodrigues [5] 61’), Yordy [7], Pedro Faustino [7] e Simões [7]; Hugo Neto [6] (Ruca [5] 61’) e Ricardo Isabelinha [7] (Januário [4] 87’)
    Não utilizados: Francisco, Juvenal, André Santos, Karim
    Treinador: José Vala
    Ao intervalo: 1-0
    Marcadores
    Camará Drogba (43’) e Passos (86’)
    Disciplina
    Amarelo: Pedro Tavares 57’, Yordy 59’, Ruca 90’+5

    A primeira parte escasseou em oportunidades de golo, mas foi muito interessante do ponto de vista das estratégias das duas equipas. Ambas fugiam a esquemas estáticos, procurando fazer desequilíbrios entre linhas, quer através dos seus médios mais criativos, quer pelas subidas dos laterais.
    No entanto, a forma organizada como ambos os conjuntos se apresentavam impediam que os lances de ataque ensaiados levassem grande perigo a qualquer uma das balizas.
    Isto até aos cinco minutos finais. Começou por ser o Caldas a conseguir furar a organização defensiva do adversário. Numa combinação com Simões, Farinha fugiu pela esquerda, o passe atrasado por alto não foi, porém, o ideal e Hugo Neto falhou o remate.
    Na resposta marcou o Águeda, num lance de insistência que começou à esquerda, com um centro de Pedro Tavares que Gaio cortou. Ivan ganhou o ressalto mas deu uma rosca, que foi ter à direita em Juninho e o criativo do Águeda tirou novo centro, desta vez certeiro para a cabeça de Camará Drogba, que colocou fora do alcance de Luís Paulo.
    O Caldas precisava de reagir e fê-lo, colocando maior dinâmica ao seu jogo de ataque. No entanto, isso abriu alguns espaços que o Águeda procurou aproveitar. Logo ao quinto minuto, a cabeça de Camará Drogba voltou a fazer das suas, mas desta vez Luís Paulo respondeu a grande altura.
    O crescimento ofensivo do Caldas falhava em encontrar espaços na área do Águeda e José Vala lançou Ruca e Bernardo, mas foi novamente o Águeda a ficar perto do golo. Magia no passe de Juninho a lançar Neto, valeu novamente a atenção de Luís Paulo.
    A partir daí só deu Caldas. Novo lance de Farinha à esquerda só não deu o empate porque Évora impediu que a bola chegasse a Ruca e depois parou o remate à queima de Ricardo Isabelinha. Depois foi Bernardo a aparecer duas vezes na área a rematar, mas com muita gente na área o Águeda bloqueou as duas tentativas. Mas nada pôde fazer ao minuto 86. Pedro Faustino, Bernardo e Ricardo Isabelinha trabalharam a bola, este colocou-a na área, Évora fez uma primeira defesa, mas Passos estava lá para encostar para o empate.
    Com um pouco mais de tempo o Caldas poderia ter feito a reviravolta, até porque apresentava muito maior frescura física, mas o marcador não se alterou.

    Melhor do Caldas

    Passos – 8

    Numa partida em que Militão esteve imponente no trabalho defensivo e Pedro Faustino encantou com o seu toque de bola e influência na organização de jogo, foi a leitura perfeita de Passos num lance já quase a terminar o encontro que permitiu ao Caldas pontuar em Águeda.

    LUÍS PAULO, JOGADOR DO CALDAS
    Mais critério no ataque
    Com o volume de jogo que tivemos, podíamos ter tido mais oportunidades, se na zona de definição tivéssemos entregado melhor a bola. O Águeda teve três finalizações na primeira parte, de cabeça, e uma deu o golo. Na segunda parte, com a subida do nosso bloco, tiveram duas oportunidades de grande perigo, mas depois o jogo foi todo nosso, tanto no interior como no exterior. Procurámos chegar ao golo e fomos felizes. Vamos parar uma semana, mas queríamos era continuar para dar ritmo a esta equipa, porque estamos bem, mesmo fisicamente. Se fizermos golos surgem as vitórias, e entrando numa dinâmica de vitória, mantendo esta atitude e entrega, vai ser complicado parar esta equipa.

    JOSÉ VALA, TREINADOR DO CALDAS
    Tivemos qualidade
    Fizemos uma boa primeira parte em termos de equilíbrio defensivo e de qualidade de jogo. A única situação de maior perigo do Águeda foi o golo e acho que o resultado ao intervalo era extremamente injusto. Na segunda parte quisemos arriscar. Tivemos muita qualidade, muitas oportunidades para fazer golo, mas desequilibrámo-nos e permitimos transições ao adversário. Mas juntando as duas partes fomos superiores, por isso sabe a pouco este empate.

    ANDRÉ RIBEIRO, TREINADOR DO ÁGUEDA
    Tarde perfeita do Luís
    Dominámos a primeira parte, com qualidade de jogo tanto nas zonas interiores como exteriores e sem permitir oportunidades ao adversário. Na segunda parte batemos contra uma tarde perfeita do Luís Paulo, que nos tirou o segundo golo. Depois baixámos, até pela qualidade do adversário e o Caldas marcou na única oportunidade em que podia ter feito golo.

     

  • Diogo Daniel nos 16 melhores do mundo

    Diogo Daniel nos 16 melhores do mundo

    O caldense Diogo Daniel ficou nos 16 melhores na sua estreia no Campeonato do Mundo de Para-Badminton que decorreu em Basileia, na Suíça, de 20 a 25 de Agosto.
    O jovem atleta, que compete na classe SL4, estreou-se na competição com uma vitória sobre o sul-africano Berend Bester, por 2-0, com os parciais de 21-14 e 21-10. Com esta vitória, Diogo Daniel ficou automaticamente apurado para os oitavos de final. No segundo jogo da sua fase de grupos, o jovem caldense defrontou o indiano Sukant Kadam, cedendo igualmente em dois sets, pelos parciais de 11-21 e 13-21.
    A participação ficou encerrada contra outro atleta indiano, Suras Yathiraj, que venceu Diogo Daniel por 21-7 e 21-11.

  • Crise dos combustíveis não afectou consumidores na região, mas criou pico de encomendas para a Auto Júlio

    Crise dos combustíveis não afectou consumidores na região, mas criou pico de encomendas para a Auto Júlio

    A greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas terminou na noite de domingo e não provocou quebra de fornecimento na região. Embora alguns postos tenham ficado temporariamente sem produto, foi possível abastecer em locais alternativos.
    O Grupo Auto Júlio, cuja principal actividade é o comércio de combustíveis, teve uma taxa de fornecimento muito próxima dos 100%, mas as encomendas dispararam. A empresa sentiu os efeitos da paralisação a partir de 1 de Agosto e os pedidos equivalentes ao de um mês “normal” foram registados no espaço de uma semana.

    Durante uma semana os motoristas de transporte de matérias perigosas estiveram em greve, mas os efeitos para o consumidor foram reduzidos nas Caldas da Rainha. Alguns postos da região chegaram a ficar sem combustível, mas apenas temporariamente, uma vez que a reposição dos tanques continuou através dos serviços mínimos e da requisição civil decretados pelo governo. E quando um posto não tinha combustível para vender, não era difícil encontrá-lo nos postos mais próximos.
    Fonte oficial da Repsol Portugal, que tem três postos nas Caldas (um deles integrou a rede REPA), disse à Gazeta que “antes e durante a crise energética houve alterações no padrão de consumo”, o que se traduziu em picos de procura, “que fomos resolvendo com o reforço de stocks nos postos de abastecimento”.
    O mesmo aconteceu nos rede da empresa Auto Júlio, que só nas Caldas e Óbidos tem seis postos de abastecimento. Zita Agostinho, directora de negócios da Auto Júlio para o sector dos combustíveis, explicou à Gazeta das Caldas que a empresa caldense foi reabastecendo os seus 17 postos de marca própria com as suas viaturas, pelo que “tivemos sempre produto”.
    Zita Agostinho disse que os efeitos da greve começaram a sentir-se bastante antes desta começar. Desde o início de Agosto, “cada vez que havia algum destaque na comunicação social, ou que o governo falava sobre o assunto, verificou-se uma afluência exagerada aos nossos postos”, observou.
    Apesar de não ter faltado combustível, houve lugar ao racionamento decretado pelo governo, com limite máximo de 25 litros por cliente (15 litros nos postos da rede REPA), o que causou alguns problemas. “Houve situações de falta de civismo, pessoas que não aceitavam o limite e queriam era atestar. Chegou-se ao ridículo de haver clientes a abastecer só para ter o depósito cheio, mas não conseguiam pôr mais de quatro ou cinco litros”, conta.
    Nos três postos que a empresa gere no Algarve (a empresa tem pontos de venda nos distritos de Leiria, Lisboa, Santarém e Faro) foi necessário repor stock todos os dias. “Geravam-se filas assim que o camião chegava ao posto”, observa.

    ENCOMENDAS DE UM MÊS NUMA SEMANA

    Além dos postos de abastecimento, a Auto Júlio tem uma frota de 15 camiões cisterna de transporte de combustíveis, com a qual faz distribuição para outros clientes. A empresa possui entrepostos de abastecimento nas Caldas, Pombal, Terrugem, Palmela, Beja e Messines, com capacidade de armazenamento para 1,15 milhões de litros.
    Apesar de a greve acabar por só ter durado uma semana, desde 1 de Agosto que a empresa assistia a um grande aumento de trabalho, uma vez que as pessoas começaram muito cedo a corrida ao combustível. Isto numa altura do ano em que, mesmo em situações normais, se vendem mais combustíveis devido aos fluxos de turistas e também de emigrantes que regressam para férias em Portugal.
    A empresa possui 17 bombas de gasolina, mas fornece combustível a 1600 clientes na sua maioria postos de combustível de várias marcas, bem como empresas. Movimenta perto de 6 milhões de litros de combustíveis por mês, mas em Agosto atingiu esse volume em apenas uma semana. “Isso afectou a nossa capacidade de entrega para a procura imediata”, disse Zita Agostinho, acrescentando que, mesmo assim, a taxa de fornecimento ficou muito perto dos 100%.
    “Repusemos atempadamente as nossas relés [depósitos de armazenamento] e, como a Petrogal tinha problemas na distribuição, fomos buscar combustível directamente aos centros”, referiu.
    A empresa fez uma gestão prioritária para as empresas agrícolas, que estão a iniciar as colheitas, para as transportadoras do sector alimentar e também para a indústria.
    Nesta fase a empresa caldense fez ainda uma entrega especial – um fornecimento de 10 mil litros para o Jardim Zoológico de Lisboa.

    SEM RETALIAÇÃO

    Tal como se verificou durante a greve dos motoristas de transporte de mercadorias perigosas de Abril, os motoristas da Auto Júlio não aderiram ao protesto que se verificou na passada semana. Isso deve-se ao facto de a empresa já satisfazer muitas das reivindicações que o Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas reclama para os seus sindicalizados.
    Os vencimentos dos motoristas deste grupo caldense estão acima da tabela do contracto colectivo e o trabalho nocturno e ao fim-de-semana é evitado. “A política da empresa é que os colaboradores possam estar à hora de jantar e ao fim-de-semana com as suas famílias”, observa a directora de negócios da empresa.
    Porém, Zita Agostinho concorda com a reivindicação que levou à paralisação. “Não é igual a transportar outras matérias porque envolve manusear combustíveis, contacto com gases, e é um trabalho duro”, argumenta.
    Apesar dos motoristas da empresa não se terem juntado à greve, não houve um clima hostil por parte dos grevistas quando os camiões da Auto Júlio foram abastecer aos centros de abastecimento, como Aveiras, ou à passagem por piquetes de greve. Nos dois primeiros dias da paralisação, a empresa nem foi carregar a esses centros por respeito a quem estava em greve.
    Gazeta das Caldas contactou ainda a Transwhite, empresa caldense do sector do transporte internacional de mercadorias. Manuela Sábio, gerente da empresa, disse que a sua actividade não foi afectada porque a norma é abastecer os camiões em Espanha, onde o combustível é mais barato. A empresa também se precaveu e atestou o tanque que tem nas suas instalações.

  • “Recorrer ao mercado brasileiro permite-nos poupança”

    “Recorrer ao mercado brasileiro permite-nos poupança”

    A direcção do Sporting Clube das Caldas disse à Gazeta das Caldas que a ida ao mercado brasileiro para formar plantel tem como principal objectivo reduzir a folha orçamental da equipa sénior para a próxima temporada. O plantel sénior vai ser composto por 14 jogadores (12 dos quais já anunciados na edição de 11 de Agosto da Gazeta), dos quais seis são brasileiros.

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    Diogo Guia e Mário Pedro, directores que têm a seu cargo a equipa principal de voleibol do clube, explicam que os objectivos desportivos não serão diferentes das últimas épocas. Isto significa que o clube tem como objectivo primário a manutenção na I Divisão, de preferência integrando o lote dos oito primeiros classificados, que garantem essa permanência logo na primeira fase.
    O que difere de outras temporadas é a política financeira. “O clube está numa situação delicada, que obriga a que haja contenção de despesas e é nesse sentido que surgem os jogadores brasileiros”, explica Diogo Guia.
    Essa não era, porém, a ideia inicial dos dirigentes do clube que está prestes a tornar-se centenário.
    Assumimos a direcção em Abril e já era tarde para construir o plantel, porque muitos dos jogadores já tinham acordos assinados e os que estavam disponíveis eram caros”, realçam os dirigentes, acrescentando que, antes de avançar para o mercado brasileiro, foram contactados “mais de 70 jogadores”.
    Essas dificuldades, aliadas ao conhecimento do mercado brasileiro do dirigente Mário Pedro, levaram a uma mudança na política de contratações. “O facto de irmos buscar jogadores ao Brasil não significa que temos muito dinheiro para gastar, pelo contrário. É um mercado com muitos jogadores, com muita qualidade, mas que são financeiramente mais acessíveis que os jogadores portugueses de referência”, explicam os dirigentes. E acrescentam. “Há um custo inicial mais elevado”, devido aos custos de inscrição de atletas estrangeiros. Mas a poupança que existe nos ordenados em relação aos jogadores portugueses “torna o jogador brasileiro mais barato no final da época”.

    CUMPRIR O ORÇAMENTO

    Mário Pedro concretiza mesmo a ideia: “Se ficássemos pelos jogadores nacionais, excedíamos em 25% o orçamento que tínhamos definido. Assim conseguimos ficar ligeiramente abaixo e dar opções ao treinador”.
    Aos 12 jogadores que já estão garantidos irão juntar-se mais dois até ao início da época. Um deles já tem acordo firmado e será mais um atleta oriundo do Brasil, mas que só chegará mais perto do início da época uma vez que ainda tem ligação contratual com outro clube.
    Esta abordagem ao mercado permitiu dar ao técnico Frederico Casimiro mais opções. “Na época passada havia uma boa base, mas faltava banco, este ano contamos ter duas válidas alternativas para cada posição, jogadores com características diferentes que permitam responder às necessidades de cada jogo”, realçam.
    Mário Pedro e Diogo Guia referem que nenhum jogador que vem para o Sp. Caldas vem para ser profissional de voleibol, todos têm uma ocupação extra jogo, que pode ser dentro do clube, ou fora. O clube tem, inclusivamente, algumas parcerias com empresas que garantem emprego a jogadores do clube.
    Os dirigentes não quiseram adiantar qual o orçamento da equipa sénior para a próxima temporada, mas garantem que será “claramente inferior ao da época passada”, até porque não existirão despesas extra como a participação em competições europeias.
    Além de actuar na despesa, a direcção quer também fazê-lo na receita. “O clube não tem receita própria, vive de patrocínios e do contrato programa com a Câmara das Caldas, pelo que estamos a procurar novos parceiros”, refere Diogo Guia. “O clube está prestes a tornar-se centenário, não queremos comprometer os objectivos desportivos, mas também não podemos colocar o clube em risco financeiramente”, observam os dirigentes.
    Os trabalhos da equipa começarão na última semana de Agosto. Antes o clube irá realizar o seu Torneio das Termas, como tem confirmadas as presenças do Esmoriz, do Sporting e do Urbia Palma (semi-finalista da Superliga espanhola). O clube fará também a apresentação do Sporting a 13 de Outubro, no Troféu Stromp.

    (RE)APOSTAR NA FORMAÇÃO
    A necessidade de contratar jogadores para a equipa principal é também consequência do desinvestimento do clube na formação. O regresso do Sp. Caldas à I Divisão foi assente em jogadores formados no clube, mas nos últimos anos os escalões jovens deixaram de alimentar a equipa de forma constante. De tal modo que, do actual grupo de 12 jogadores, apenas um foi formado no Sp. Caldas.
    Mário Pedro e Diogo Guia afirmam que é vontade do actual executivo inverter esta tendência. No entanto, este é um trabalho que tem que ser feito de base e, como tal, demorará muitos tempo a reflectir-se na equipa principal.
    Nesta fase estão já a ser criadas iniciativas com as escolas. Mário Pedro refere que há 500 crianças inscritas nos circuitos de gira-vólei a nível regional através das escolas, o que é um dado interessante. O clube tem agora que ter capacidade para os direcionar para os escalões jovens do clube.
    Queremos ter uma formação de qualidade e voltar a alimentar a equipa sénior, mas esse é um processo que vai demorar anos”, reforça Mário Pedro.
    Aposta já para esta época será uma equipa sénior feminina, que o clube quer colocar em competição, estando aberto a possíveis atletas interessadas .

  • Só faltou o golo numa segunda parte animadora

    Só faltou o golo numa segunda parte animadora

    Após uma primeira parte sob as amarras do Fátima, o Caldas emergiu na segunda parte e esteve perto de uma vitória que só fugiu por duas defesas de Guilherme.

    Campo da Mata, Caldas da Rainha
    Árbitro: Diogo Coelho, AF Lisboa
    Assistentes: João Almeida e João Trigo

    CALDAS 0
    Luís Paulo [6]; Passos [7], Militão [8] (C), Gaio [7] e Farinha [6]; Pedro Faustino [7], Paulo Inácio [7], André Santos [6] (Januário [4] 76’) e Bernardo Rodrigues [6] (Simões [4] 76’); Ruca [6] (Ricardo Isabelinha [5] 55’) e Hugo Neto [6]
    Suplentes: Rui Oliveira, Juvenal, Yordi, Miguel Cunha
    Treinador: José Vala

    FÁTIMA 0
    Guilherme; Tiago Melo, Jefferson, Rui Rodrigues e Igor Rocha; Morelatto e Bruno Alves; Pedras, Carlos Daniel (Miguel Neves 90’+8) e Leandro (Fernandinho 71’); Tiago Caeiro (C) (Sandio 81’)
    Suplentes: Rui Dabó, Sandro Embaló, Vieirinha
    Treinador: Rui Amorim
    Disciplina
    Amarelos: Tiago Melo (34’), Farinha (72’), Gaio (83’), Militão (89’), Bruno Alves (90’+2)

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    Ainda não foi desta que o Caldas acabou com a malapata das estreias em casa no campeonato. Desde 2006/7 que, sempre que a primeira jornada é em casa, os pelicanos não conseguem vencer. Desta vez o adversário foi o Fátima, que apesar de ter controlado as operações na primeira parte, acabou por ter no seu guarda-redes o principal responsável pelo nulo.
    José Vala lançou no primeiro onze oficial da época dois reforços – Pedro Faustino na direita e Ruca na frente de ataque – e também o sistema testado na pré-época, em 4-4-2.
    O Fátima, que começou tarde a sua preparação mas contratou vários jogadores com presença nas ligas profissionais, começou por ter o controlo na primeira parte. Meio campo sólido, a dificultar as saídas do Caldas com a bola controlada, e um ataque possante, que obrigou os alvinegros a manterem concentração máxima na manobra defensiva.
    Com mais bola e mais tempo no meio do Caldas, faltava ao Fátima rotinas ofensivas para ultrapassar a organização do Caldas. Conseguiu num livre em que a bola acabou por chegar às mãos de Luís Paulo, e num remate de longe que chegou a assustar. O Caldas tentava tirar partido do espaço que tinha entre a linha defensiva do Fátima e a baliza, mas sem precisão no passe longo, e por vezes nos tempos de passe, as oportunidades não abundaram.
    Para a segunda parte, José Vala baralhou as suas peças. Pedro Faustino passou da direita para o meio e Ruca fez o caminho inverso, a equipa passou a jogar no habitual 4-2-3-1. As mudanças no desenho táctico vieram acompanhadas de maiores dinâmicas e intensidade. O Caldas passou a ter mais bola e a ser mais directo na forma de atacar a baliza.
    O Fátima foi forçado a recuar, mas o Caldas conseguia encontrar alguns caminhos para a baliza contrária e ao minuto 64 teve a primeira grande oportunidade na cabeça de Militão. A desviar um canto de André Santos, o central obrigou Guilherme A uma primeira grande defesa.
    O Caldas intensificou o domínio. Ricardo Isabelinha já tinha trazido maior verticalidade ao jogo a partir do banco. Simões e Januário refrescaram a equipa para a ponta final.
    No melhor lance do jogo, o Caldas voltou a estar perto da vitória, mas Guilherme voltou a não o permitir. Passos concluiu uma sequência de passes com um remate forte à entrada da área, mas o guardião esticou-se e impediu o golo que daria justa vitória aos alvinegros.

  • Vitória ao cair do pano

    Vitória ao cair do pano

    Municipal da Quinta da Boneca, Caldas da Rainha
    Árbitro: Rui Inácio, AF Santarém. Assistentes: Rui Cabeleira e Tiago Duarte

    CALDAS   1
    Guilherme Querido; Bernardo Veludo (David Sil 71’), João Pedro, Ulisses Magalhães e Gonçalo Cota (Gonçalo Ribeiro 68’); David Santos (C), Tiago Catarino (Afonso Martins 74’), Gonçalo Matias (Gonçalo Veludo 55’) e Gonçalo Barreiras; Ivo Nabais (Guilherme Lourenço 90’+4) e Guga
    Não utilizados: Luka Félix e António Brito
    Treinador: Walter Estrela

    REAL     0
    Rodrigo Dias; Ricardo Cabral, Luís Pereira (Guilherme Bolas 77’), Rodrigo Santos e Rafael Batista; Kevin Moura e Diogo Gomes (Smary Piedade 45’); Gonçalo Martins (Ruben Rodrigues 88’), Tomás Borges (Guilherme Lopes 84’) e Igor Ramos; Abulai Sanha (Diego Chainho 83’)
    Não utilizados: Bruno Santos e Gonçalo Rosado
    Treinador: Pedro Guerreiro
    Ao intervalo: 0-0
    Marcador
    Ivo Nabais (88’)
    Disciplina
    Amarelo: Ricardo Cabral (23’ e 28’), David Santos (27’), João Pedro (59’,) Luís Pereira (62’), Gonçalo Barreiras (64’) Guga (67’), Ivo Nabais (88’)
    Vermelho: Ricardo Cabral (28’)

    Ivo Nabais marcou o golo da vitória

    Os juniores do Caldas entraram com o pé direito no campeonato, com uma vitória sobre a sempre competitiva equipa do Real SC. Ivo Nabais selou o triunfo a dois minutos do fim.
    Na primeira meia hora de jogo o Real colocou à prova as capacidades de organização do Caldas. Possante, a equipa de Massamá conseguia superioridade no confronto a meio campo. O Caldas tinha que recuar, juntando as linhas na acção defensiva. Apesar do domínio, só ao minuto 15 os visitantes criaram verdadeiro perigo, com Tomás Borges a lançar Abulai Sanha em profundidade. O avançado disparou torto.
    Ainda antes da meia hora de jogo, a dureza do jogo do Real teve consequência directa com a expulsão do lateral Ricardo Cabral, que em cinco minutos fez duas faltas duras.
    A expulsão poderia não ser muito benéfica para o Caldas, que apostava sobretudo na velocidade dos seus dois homens da frente para jogar em contra-ataque e poderia passar a ter menos espaço para tal.
    O Real continuou a atacar, embora com mais cautelas, e no arranque da segunda parte teve a sua melhor oportunidade, novamente por Abulai. Desta vez o remate, já na área, saiu enquadrado, mas Guilherme Querido fechou bem o espaço e defendeu.
    O Caldas continuava a apostar nas transições, mas a bola tardava a chegar em boas condições aos avançados. Com o avançar do cronómetro as saídas foram ficando mais frequentes e a dois do fim, o golo acabou por chegar. Numa jogada envolvente, Gonçalo Barreiras fez a bola chegar à área, Afonso Martins tocou para Ivo Nabais e o goleador não enjeitou a oportunidade na cara de Rodrigo Dias, numa altura em que o Real já não tinha tempo para reagir. Joel Ribeiro

    WALTER ESTRELA, TREINADOR DO CALDAS
    Fomos inteligentes
    Fiquei satisfeito com o trabalho táctico que a equipa fez, não permitiu praticamente uma oportunidade de golo ao adversário. É verdade que também não tivemos muitas ocasiões, as equipas anularam-se uma à outra, mas fomos inteligentes na emoção de jogar em casa e na abordagem ao jogo. No processo ofensivo tivemos alguma ansiedade de fazer as coisas bem, a vantagem numérica também nem sempre ajuda. Era preciso paciência e acabámos por fazer o golo. Sofremos, mas faz parte deste campeonato e é com esse sofrimento que vamos crescendo. O mais importante é os jogadores acreditarem neles próprios. O objectivo é evitar a descida o mais rapidamente possível, com garra e determinação, porque todos os jogos serão finais.
    Estou muito feliz por estar de volta ao Caldas. Tenho dois clubes, o Caldas, que me deu tudo no futebol, e a Académica, pelos quatro anos fabulosos que lá tive. Sinto-me em casa no Caldas e estou feliz por estar aqui.

  • Jogo com o Fontinhas adiado para Dezembro

    O Caldas desloca-se este domingo a Águeda para a segunda jornada do Campeonato de Portugal (17h00) e depois só volta a jogar a 15 de Setembro para esta competição, em casa com o U. Santarém. Pelo meio, os alvinegros tinham o encontro com os açorianos do Fontinhas, mas esta partida foi adiada para 28 de Dezembro.
    A formação da Praia da Vitória (Terceira) solicitou adiamento da partida devido à dificuldade de agendar os voos para se deslocar ao continente. A semana entre o Natal e o Ano Novo foi a única data disponível, mas José Vala explicou que, caso ambas as equipas sejam afastadas da Taça de Portugal, a partida poderá ser reagendada.
    Até lá, o campeonato volta a parar a 29 de Setembro, 20 de Outubro e 24 de Novembro para se realizaram a segunda, a terceira e a quarta eliminatória da Taça de Portugal, todas elas datas possíveis para a realização do encontro.

    VILA VELHA DE RÓDÃO PARA A TAÇA DE PORTUGAL
    José Vala pronunciou-se também em relação à primeira eliminatória da Taça de Portugal, na qual o Caldas se desloca ao terreno do Vila Velha de Ródão, do Distrital de Castelo Branco.
    Por enquanto, o técnico não se adiantou muito em relação a esse encontro da prova rainha, até porque o conhecimento do adversário é diminuto. “Vamos concentrar-nos no Águeda. Em relação ao jogo com o Fátima temos a vantagem de já podermos analisar o adversário. Quanto ao Vila Velha de Rodão será uma incógnita. Fizeram um torneio em Oleiros e conseguimos saber algumas coisas. Nesta altura não é a nossa preocupação, mas vamos estar focados em passar quando chegar a altura”.
    No entanto, houve um pormenor que não escapou à atenção do técnico alvinegro. É que o clube beirão reagiu de forma peculiar ao resultado do sorteio. “Vamos receber a festa da Taça na nossa Vila e vamos lutar pela vitória contra uma equipa que há dois anos alcançou as meias finais da Taça de Portugal!”, pode ler-se no seu mural no Facebook. J.R.

  • Corrida ao combustível começou três dias antes da greve

    Corrida ao combustível começou três dias antes da greve

    A greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas confirmou-se. Na segunda-feira 12 de Agosto, dia do fecho desta edição, cessou o abastecimento aos postos de combustível. No entanto, nas Caldas da Rainha, consumidores e comerciantes preveniram-se e ainda havia gasóleo e gasolina em praticamente todos os postos das Caldas e Óbidos.
    Os caldenses seguiram o conselho do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e foram abastecer-se na quinta e na sexta-feira. Logo no primeiro dia houve postos de abastecimento que esgotaram o stock, sobretudo de gasóleo simples. Em todos os postos as filas foram uma constante ao longo do dia, embora de forma constante e fluída. O cenário foi idêntico na sexta-feira. Nalguns casos a filas chegavam à estrada, mas não de forma exagerada.
    Este ritmo de procura permitiu aos comerciantes reabastecerem os postos, na medida do possível, durante o fim-de-semana, quando a procura decresceu.
    Na segunda-feira, dia do arranque da greve, o mapa do portal Já Não Dá Para Abastecer, criado para informar os consumidores dos locais onde podem encontrar combustível, mostrava os concelhos das Caldas e Óbidos a verde, ou seja, sem falta de gasolina ou gasóleo. Apenas em Peniche surgiam postos a amarelo (sem um dos combustíveis). No Bombarral, alguns postos não tinham combustível, segundo informação daquele portal.

  • Caldas venceu o Sintrense no último teste

    Caldas venceu o Sintrense no último teste

    Árbitro: Eduardo Brites, João dias e Bruno Colaço
    CALDAS 2
    Luís Paulo; Passos, Militão, Yordy e Farinha; Paulo Inácio e André Santos; Ricardo Isabelinha, Pedro Faustino (Cunha 75’) e Bernardo; Ruca
    2ª parte: Luís Paulo (Rui 60); Juvenal, Militão, Gaio e Farinha (Duarte Coito 75’); Januário, André Santos (Karim 60), Simões e Pedro Faustino; Neto, Bruno
    Treinador: José Vala
    SINTRENSE 1
    Hidalgo, Pala, Burguette, Pina, Miguel Ângelo, Serginho, Silla, Feiteira, Martim, Bonifácio, Parreira
    Suplentes:Tiago, João, Kiki, Geo, David, Calvino, Diogo, Bruno, Manso
    Treinador: Tiago Zorro
    Ao intervalo: 1-0
    Marcadores: Bernardo Rodrigues (8’), Hugo Neto (52’) e Martim (67’ gp)

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    É já este domingo que o Caldas começa a participação no Campeonato de Portugal, numa recepção ao Fátima agendada para as 17h00. No último teste, os caldenses voltaram a ter nota positiva e venceram o Sintrense por 2-1.
    Contra um adversário bem organizado e que encaixou muito bem na equipa do Caldas, os alvinegros adiantaram-se cedo no marcador num lance de transição rápida. Após um lance de bola parada para o Sintrense junto da área do Caldas, os caldenses beneficiaram de uma falta, a bola chegou rapidamente a Ricardo Isabelinha na direita e este serviu Bernardo, que encostou ao segundo poste.
    À imagem do que já tinha feito com o Torreense, o Caldas mostrava-se bem organizado (pese embora tenha cometido alguns erros no processo de construção a partir da defesa) e perigoso sempre que atacava a baliza contrária. Destaque para um passe comprido de Pedro Faustino (cujo rendimento tem subido de partida para partida) a lançar Ricardo Isabelinha na área, num lance que acabou com o avançado no chão, e um centro de Farinha que Ruca não conseguiu direccionar da melhor forma.
    O Caldas ampliou a vantagem à entrada para a segunda parte. Hugo Neto aproveitou distração da defensiva do Sintrense.
    A resposta ao golo sofrido fez o Sintrense, que alinha na Série D, subir de rendimento. O Caldas foi forçado a recuar, mas não consentiu grandes oportunidades, acabando por surgir o golo que fixou o resultado final numa grande penalidade.
    No encontro, nota ainda para o reforço Bruno Eduardo, avançado centro que chega dos juniores da U. Leiria, que ao minuto 80 esteve perto de marcar num lance colectivo pelo corredor direito.

    “CONSEGUIMOS FORMAR UM BOM GRUPO”

    Este jogo serviu de apresentação do plantel e ficaram a conhecer-se também os capitães. Com a saída de Rui Almeida, que terminou a carreira, Militão subiu na hierarquia e passou a ser o primeiro capitão. A Paulo Inácio e Simões, que já tinham esse papel na época passada, juntou-se o guardião Luís Paulo.
    Militão diz que a pré-epoca foi positiva. “Conseguimos formar bom grupo, conhecemo-nos bem, os reforços vieram para acrescentar e trabalhámos bem para, contra o Fátima aqui em casa, conquistarmos já os três pontos”.
    Desde 2006/07 que o Caldas não consegue vencer quando a primeira jornada se realiza em casa, o que será mais um incentivo para o grupo. “Vamos fazer de tudo para que não passe para 14 anos, tenho confiança máxima no grupo e vamos estar prontos”, garante.
    Habituado a ter a braçadeira de capitão na ausência de Rui Almeida, o central formado no Caldas diz que nada muda com o novo papel. “Vou continuar a ser o mesmo, tive um óptimo professor e agora é seguir o meu caminho e fazer tudo para ajudar o meu clube”.
    Quanto aos objectivos para a época, Militão diz que, primeiro de tudo, “queremos jogar um bom futebol, que as pessoas gostem e que nos possamos divertir. Depois é entrar em cada jogo para vencer e fazer as contas no final, mas muito ambiciosos porque o Caldas não é um clube qualquer”.
    O que também será importante é a presença de público e Militão quer ver muita gente já neste primeiro jogo.
    O técnico José Vala referiu que este jogo já foi preparado como um jogo a contar, no que a rotinas diz respeito. Também foi contra um adversário que tinha feito observação do Caldas e que adaptou o seu jogo à equipa caldense, pelo que o resultado e a forma como a equipa se comportou foram positivos.
    Contra o Fátima, uma das grande dificuldades será a falta de informação disponível, até porque a SAD começou tarde a sua preparação e sofreu alterações na sua estrutura directiva, mas destaca a qualidade dos jogadores que têm vindo a ser anunciados, pelo que não é de esperar facilidades.
    Mesmo assim, o técnico quer começar forte, para “não cairmos no que caímos no ano passado”, alerta.

  • Supermercados Arnoia venceram Torneio Municipal da Casa do Benfica

    Supermercados Arnoia venceram Torneio Municipal da Casa do Benfica

    A Casa do Benfica das Caldas da Rainha realizou a 22ª edição do Torneio de Futebol de Praia e os vencedores foram, novamente, os Supermercados Arnoia, que defendiam o título do ano passado. A equipa dominou a prova, com os prémios de melhor defesa e melhor ataque.
    Na final, a equipa dos Supermercados Arnoia venceram a Clínica Dentária das Caldas da Rainha, equipa icónica desta prova, por 7-2, num jogo que teve equilíbrio até ao segundo período, mas que se desequilibrou na derradeira parte.
    A final foi disputada já sobre o cair da tarde, com vento e frio à mistura, mas ainda assim chamou algum público.
    As duas equipas finalistas acabaram por dominar a entrega de prémios. Os dois conjuntos tinham em discussão entre si o prémio disciplina, que acabou por ser prémio de consolação para a Clínica Dentária.
    Durante a entrega de prémios, a Casa do Benfica entregou lembranças de agradecimento a entidades que colaboram para que o torneio se realize, nomeadamente a Câmara das Caldas, o Núcleo de Árbitros de Futebol do Oeste, a AF Leiria e também a comunicação social.
    O torneio contou com a participação de 10 equipas, o mesmo número que no ano passado. Hugo Feliciano, presidente da Casa do Benfica, destacou esse dado, mas também o melhoramento feito nas instalações do areal da Foz do Arelho, tanto em termos da área de jogo, como no espaço envolvente. “Houve melhoramento do acesso ao campo para as equipas, a bancada para o público, zona de chuveiros e também a iluminação, que era algo que queríamos há algum tempo”, observou. Melhoramentos feitos pela autarquia das Caldas da Rainha, em conjunto com a AF Leiria, que “demonstram confiança no nosso trabalho”, acrescentou.
    Estes melhoramentos no espaço permitiram, no início do Verão, receber uma das etapas do Campeonato Nacional de Futebol de Praia e também da Taça Distrital.
    Uma das finalidades da organização deste torneio é a divulgação da modalidade. “Temos trabalhado para dinamizar o futebol de praia, constituindo algumas parcerias e protocolos, além da participação da equipa sénior no campeonato nacional”, realça Hugo Feliciano.
    Equipa que, de resto esteve perto de garantir a presença na fase de apuramento de subida ao campeonato de Elite. A formação caldense acabou a zona centro no quinto lugar, mas caso tivesse vencido na última jornada teria conseguido apurar-se.
    A Casa do Benfica também pretende dinamizar escalões de formação e já avançou com treinos para as camadas jovens. “A resposta foi muito boa, tivemos muitos miúdos”, afirma. No entanto, não foi possível avançar com equipas uma vez que muitos deles estão integrados nas equipas do Caldas que vão disputar os campeonatos nacionais de futebol. Esse é um revés, no entanto, Hugo Feliciano diz que a Casa do Benfica poderá enveredar por outro caminho que não a competição, nomeadamente organizar torneios para jovens, mais cedo.

    CLASSIFICAÇÃO
    1 Supermercados Arnóia
    2 Clínica Dentária
    3 Mark Calçadas
    4 Doce Mar/ Xu.Pack
    5 O Caldeirão
    6 Phoz Plage A
    7 Phoz Plage B
    8 Phattsoundz Productionz
    9 JSD Caldas da Rainha
    10 GD Landal

    Melhor ataque: Supermercados Arnóia
    Melhor defesa: Supermercados Arnóia
    Prémio Disciplina: Clínica Dentária

    Clinica Dentária das Caldas finalista vencido
  • Torneio de Quadras do Sporting das Caldas juntou 28 equipas

    Torneio de Quadras do Sporting das Caldas juntou 28 equipas

    Decorreu no passado sábado o torneio de quadras de voleibol de praia para veteranos, numa organização do Sporting das Caldas que juntou 26 equipas e perto de 170 atletas vindos de norte a sul do país.
    Durante todo o dia, foram montados no areal da Foz do Arelho oito campos que permitiram a realização de um torneio desta dimensão num só dia. Pela manhã decorreu a fase de grupos. Da parte da tarde, os play-offs, com a particularidade de todas as equipas realizarem o mesmo número de jogos. É que mesmo os derrotados continuavam em prova para decidir a atribuição da classificação pela ordem do mérito.
    Nesta quarta edição do torneio masculino, estiveram em competição 20 equipas compostas por atletas com idade superior aos 35 anos. Na variante feminina, que vai na segunda edição, participaram seis equipas com atletas com mais de 30 anos.
    Entre as mulheres, a vitória coube à equipa Giras e Boas. Já na masculina, os mais fortes foram os Três Velhos e Dois Novos, composta por professores universitários que vieram de Gaia e Aveiro.
    Jorge Sousa, presidente do Sporting das Caldas, disse à Gazeta das Caldas que o torneio decorreu bem de forma geral e manifestou-se satisfeito pelo interesse que a organização desperta nos atletas. Isso comprova-se no facto de esta ter participantes que vêm desde o Porto ao Algarve.
    Numa altura em que o clube começa a lançar o seu centenário, que se comemora a 1 de Janeiro de 2020, Jorge Sousa refere que há ideias para dinamizar o clube à altura dos seus pergaminhos. Recentemente foi lançado o símbolo que será adoptado para a comemoração dos 100 anos, em tons de dourado. O clube está também a lançar o cartão de sócio, em parceria com um conjunto de entidades.
    “Os sócios sãos vitais para o clube, mas têm que ter algum retorno da quota que pagam e é nesse sentido que estamos a trabalhar. Já temos 28 entidades que aderiram ao nosso cartão, que garante descontos nesses estabelecimentos aderentes”, sublinhou Jorge Sousa.

    Foram montados oito campos que permitiram a realização do torneio num só dia

    Classificação
    Masculinos
    1 º Três Velhos e Dois Novos
    2º Tubarões do Liz
    3º A equipa que falta
    4º Frimar
    5º Corjas
    6º CV Oeiras
    7º O bom o mau e os vilões
    8º Não havia mais ninguém
    9º Ocean five
    10º Bota abaixo
    11º Os caldenses
    12º Stella Maris 1
    13º Tequilhas
    14º Martinis
    15º Gurus Operário
    16º Tribo das montanhas
    17º Castelo da Maia
    18º Pacha
    19º Stella Maris 2
    20º Fênix

    Femininos
    1ª Giras e boas
    2ª B4 volei
    3ª Top team
    4ª Four ladys
    5ª Mais lindas
    6ª Boas e giras
    7ª Petiscos
    8ª Fênix
    J.R.

  • EDP Distribuição investe 180 mil euros na prevenção de incêndios florestais no distrito

    EDP Distribuição investe 180 mil euros na prevenção de incêndios florestais no distrito

    Os incêndios que chocaram o país em 2017 conduziram a várias mudanças na forma como se fez prevenção aos fogos florestais. Os planos municipais introduzidos contemplam faixas de proteção junto a diferentes tipos de estruturas e a rede distribuição de electricidade não é excepção. A EDP Distribuição mostrou à Gazeta das Caldas como funcionam os corredores de segurança criados junto às linhas de média e alta tensão, que funcionam, não só como meio de proteção para a rede e para a floresta, como também contribui para atrasar o fogo em caso de incêndio. Este ano a empresa estima investir 11 milhões de euros no Vega Project, o programa de gestão da vegetação, dos quais 180 mil euros no distrito de Leiria.

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    A rede eléctrica nacional de média (15 mil volts e 30 mil volts) e alta tensão (60 mil volts) é composta por 68 mil km de cabos, das quais 28 mil km em zona florestal. Estas linhas de alta voltagem constituem perigo de incêndio em caso de contacto com a vegetação, tal como esta constitui um risco à distribuição de energia eléctrica aos consumidores. É, por isso, duplamente importante que estas linhas estejam protegidas na sua passagem pelas zonas florestais. Essa é uma função que cabe à EDP Distribuição, através do Vega Project. Este programa de gestão da vegetação contempla a criação de faixas de gestão de combustível e de manutenção de zonas de proteção.
    Fomos até à freguesia do Vau (Óbidos) para ver o resultado final da abertura faixa de gestão de combustível que protege uma das linhas de média tensão que alimentam a parte norte do Oeste.
    Esta linha vem da Atouguia da Baleia, onde a corrente de alta tensão é transformada em média e daí é redistribuída com tensões de 30 mil ou 15 mil volts. Além de Óbidos, estas linhas seguem para a Serra D’el Rei, Dagorda, Bombarral e Lourinhã e antes de chegar às casas, ou às empresas, ainda tem que ser convertida em baixa tensão. Situada no meio de eucaliptal, esta faixa é como uma grande avenida com perto de 20 metros de largura. Além da protecção da rede eléctrica em caso de incêndio, e também contra o risco de causar ignições por contacto com a vegetação, há um terceiro benefício nestas faixas sem vegetação, que é a acção retardadora do avanço do fogo, por ser uma zona sem combustível.
    A protecção destas redes de distribuição de energia em relação aos incêndios começou a ser legislada em 2006. Nessa altura era um trabalho conjunto da EDP Distribuição com os bombeiros. Em conjunto, as duas entidades identificavam as zonas onde haveria maior risco de ocorrência de fogos florestais, procedendo-se depois às respectivas limpezas.

    ARTICULAÇÃO COM OS MUNICÍPIOS

    Entretanto, o texto da lei já sofreu duas actualizações e a gestão das faixas de gestão de combustível passou a ser gerida pelas comissões municipais de defesa contra incêndios. Estas definem os planos municipais de defesa da floresta contra incêndios, onde constam uma série de procedimentos de prevenção. Além da rede eléctrica, os planos abrangem faixas de gestão em proximidade de estradas e com edifícios, entre outros parâmetros.
    A EDP Distribuição marca presença na elaboração nestes planos municipais. A empresa disponibiliza aos diversos municípios a cartografia actualizada da rede elétrica que permite às comissões fazerem o cruzamento de informação com os mapas de ocupação do solo, de modo a que seja definido o que precisa de limpeza da vegetação.
    A aplicação das recomendações, no que à rede eléctrica diz respeito, cabe à Direcção de Serviço a Redes da EDP Distribuição. Paulo Gomes, sub-director desta entidade para a zona de Lisboa (na qual o Oeste está integrado), explica que é necessário abrir uma faixa de 10 metros para cada uma das extremidades da linha quando se trata de alta tensão, ou sete metros para a média tensão. Ou seja, no caso daquela linha de média tensão que atravessa a freguesia do Vau, a faixa tem um mínimo de 17 metros de largura, uma vez que os cabos que transportam a energia no topo dos postes estão separados entre si a uma distância de três metros.

    SÓ FICAM AS ÁRVORTES PROTEGIDAS

    Praticamente tudo o que está nessa faixa é eliminado. As únicas excepções são as árvores protegidas por lei. As de crescimento rápido (como eucalipto e o pinheiro bravo) são cortadas pelo pé. As autóctones não podem ser abatidas, mas são desbastadas, com autorização do ICNF, de modo a que as copas estejam separadas a um mínimo de quatro metros entre si.
    A lenha é devidamente cortada e dividida em toros para ser vendida, o que permite ao proprietário do terreno gerar alguma receita, caso assim queira. Algumas autarquias também disponibilizam depósitos para a recolha do combustível, que segue para centrais de biomassa. “É uma situação interessante porque é desperdício que se converte em energia eléctrica”, realça Paulo Gomes.
    A restante vegetação é cortada e destroçada. Os arbustos não podem exceder os 50 centímetros de altura e as ervas 20 centímetros. Os seus restos ficam no terreno como matéria orgânica para a fertilização e estabilização dos solos.
    Paulo Gomes refere que “por vezes há alguma resistência dos proprietários em relação ao corte de árvores”, o que obriga a empresa a recorrer ao SEPNA para que se possa proceder aos trabalhos. Mesmo assim, o responsável acrescenta que os incêndios de 2017 trouxeram uma maior consciencialização para esta problemática.
    De resto, os proprietários dos terrenos onde passam as redes eléctricas estão proibidos de plantar árvores nestas faixas de gestão, até porque foram indemnizados para tal. “E caso se prove que não o foram, negociamos essa indemnização”, acrescenta.
    Os trabalhos são realizados por prestadores de serviços que são contratados por zonas. No Oeste, a empresa que ganhou o concurso foi a Trincadeiro – Madeiras e Transportes, Lda., que tem sede na Moita dos Ferreiros (Lourinhã). Estes prestadores de serviços podem depois subcontratar trabalhos, mas sempre a empresas devidamente credenciadas.
    O trabalho realizado é também sujeito a fiscalização, de modo a garantir que cumpre o estabelecido pela lei. É que, caso não cumpra, a EDP Distribuição fica sujeita a notificações e coimas. O mesmo acontece caso os prazos não sejam cumpridos. Os trabalhos de limpeza devem ser realizados entre Novembro e Maio do ano seguinte.
    No caso do concelho de Óbidos, são 30 km de faixa para abrir ou manter, que estão concluídos a 70%.
    Paulo Gomes diz que houve algum atraso devido ao tipo de terreno em alguns locais. Por exemplo, nas Cezaredas o solo é sobretudo rochoso, o que obriga a que todo o trabalho seja feito manualmente. Quando o solo é arenoso, os processos são realizados por tractores destroçadores.
    Na região, as faixas de gestão de combustível estão concluídas nos concelhos da Nazaré e Alcobaça. Decorrem trabalhos em Rio Maior e depois passarão para as Caldas da Rainha ou Torres Vedras. Está ainda prevista intervenção no Bombarral e Peniche.

    11 MILHÕES DE EUROS

    O Vega Project representa um investimento anual de 11 milhões de euros, a nível nacional, para a EDP Distribuição. A maioria deste montante (9 milhões de euros) é aplicado na constituição de faixas de gestão de combustível. No distrito de Leiria, o investimento ronda os 180 mil euros.
    A Direcção de Serviço a Redes da EDP Distribuição é dividida em quatro zonas (Norte, Centro, Lisboa e Sul). Dentro de cada zona há seis unidades, uma delas fica sedeada nas Caldas da Rainha. Esta serve os concelhos do Oeste que ficam no distrito de Leiria (os restantes estão na unidade de Torres Vedras) e Rio Maior. Cada unidade é composta por duas equipas que garantem a manutenção da rede e o serviço a avarias durante 24 horas por dia.
    Ao todo, estão envolvidas no Vega Project cerca de 500 pessoas em todo o país, incluindo colaboradores da empresa e dos prestadores de serviços.
    De ano para ano as necessidades têm aumentado devido às exigências do legislador”, afirma Paulo Gomes. No ano passado, foram tratados cerca de 6 mil hectares de terreno. Este ano estima-se que a área possa duplicar.
    Este aumento também traz alguns constrangimentos, nomeadamente falta de mão-de-obra disponível nalguns concelhos. Quando isto sucede, a EDP Distribuição procura articular com outras entidades que têm responsabilidade idêntica, como é o caso da Brisa.
    Além da faixa de gestão de combustível, o Vega Project da EDP Distribuição tem um outro programa afecto à prevenção de incêndios nas suas linhas: as zonas de proteção. Estas zonas ficam fora dos planos municipais contra incêndios florestais e criam um espaçamento mínimo entre árvores e as linhas de média e alta tensão. O rastreamento destas zonas é feito através meios tecnológicos com auxílio de helicópteros e drones. Esse rastreio é feito através de inspecção visual de anomalias na estrutura da rede, termografia, câmaras ultravioleta e tecnologia laser. Quando são detectadas árvores fora destes parâmetros de segurança é accionada uma intervenção prioritária para repor a segurança.
    Nesta parte do programa a EDP estima investir este ano 2 milhões de euros. “É um trabalho que é feito continuamente, durante todo o ano”, diz Paulo Gomes.

    APLICAÇÃO AJUDA A DENUNCIAR

    A EDP Distribuição é obrigada a limpar a vegetação perto das redes de alta e média tensão. Já na de baixa tensão intervém apenas como entidade fiscalizadora, cabendo aos municípios a respectiva limpeza.
    Junto às redes de baixa tensão, a lei obriga a empresa a fiscalizar de cinco em cinco anos quando se trata de cablagem nua (sem isolamento) e de 10 em 10 anos com cablagem isolada. No entanto, Paulo Gomes diz que a empresa o faz de três em três anos, alertando as entidades competentes quando se justifica, e passando mesmo à acção em caso de risco iminente.
    Neste tipo de rede, a faixa de segurança é de dois metros para árvores escaláveis e de um metro quando se trata de árvores não escaláveis.
    Também é possível aos cidadãos denunciarem situações de risco em qualquer tipo de rede eléctrica na aplicação móvel da EDP Distribuição para Android ou IOS, através da opção “proximidade de vegetação”. A aplicação pede ao utilizador que tire uma fotografia, que segue com informação da localização geográfica do local.

  • Imóveis para habitação valorizaram 10% nas Caldas no espaço de um ano

    Imóveis para habitação valorizaram 10% nas Caldas no espaço de um ano

    O valor mediano das vendas de habitações valorizou 10,2% nas Caldas da Rainha no espaço de u m ano, segundo dados do INE para o primeiro trimestre de 2019. Dentro da região Centro, o Oeste é a subregião onde o preço é mais elevado, à frente de Coimbra e Aveiro. Há mesmo três concelhos do Oeste (Nazaré, Óbidos e Peniche) em que a mediana é superior aos 1000 euros por m2.
    Este estudo não pretende encontrar o preço médio do m2 por concelho, mas sim o preço intermédio. Na matemática, a mediana representa o valor que está no meio de um conjunto de dados (ou a média dos dois valores centrais, no caso de o conjunto ter um número par de amostras).
    Segundo os dados do INE, publicados no passado dia 25 de Julho, o valor mediano do m2 em imóveis para habitação atingiu em Março deste ano os 885 euros, o que compara com os 803 euros verificados em igual período do ano passado.
    Esta é uma das subidas mais altas verificadas no Oeste, mas há valores ainda mais altos.
    No concelho da Nazaré, o valor mediano atingiu, no mesmo período, os 1351 euros por m2, superado apenas pelo Porto, Funchal e alguns concelhos de Lisboa e do Algarve. Nazaré tem não só o preço mais elevado no Oeste, como também a maior subida. É que a variação deste valor foi de 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
    O concelho de Óbidos tem o segundo preço mediano por m2 mais elevado do Oeste, que se fixou nos 1110 euros, com uma subida de 5,8% em relação ao primeiro trimestre de 2018.
    O terceiro concelho onde o m2 tem um preço mediano mais elevado é Peniche, que atingiu a fasquia dos 1000 euros, com uma valorização de 10,3%.
    Com um valor mais alto do que o das Caldas da Rainha estão ainda os concelhos de Torres Vedras (940 euros) e Lourinhã (888 euros).
    De um modo geral, em todos os concelhos do Oeste o valor mediano do m2 valorizou, o que proporcionou também uma subida no Oeste. O valor na região passou de 822 euros para 878, com uma variação de 6,8%.
    O único concelho no qual o preço sofreu uma contracção foi Alcobaça, com uma descida de 3,4% para se fixar nos 772 euros por m2.

  • Onde abastecer em caso de greve

    À hora do fecho desta edição mantinha-se de pé a greve dos motoristas de matérias perigosas marcada para o dia 12 de Agosto por tempo indeterminado, apesar das intensas negociações que têm vindo a decorrer entre as partes e até de alguns “avisos” do Presidente da República sobre os efeitos dessa paralisação na vida das pessoas.
    Nas Caldas da Rainha estão previstos serviços mínimos nas bombas Repsol da antiga Estrada da Foz, na Galp junto à Expoeste e no posto do supermercado E. Leclerc. Nos concelhos limítrofes, Bombarral, Peniche e Nazaré terão um posto de prevenção e Alcobaça três.

  • Treinos com Oriental e Torreense deixaram boas indicações

    Treinos com Oriental e Torreense deixaram boas indicações

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    O Caldas fez mais dois encontros de preparação contra adversários de valia, o Oriental e o Torreense, e ambos os testes deixaram boas indicações, embora também alguns aspectos a melhorar. Os resultados foram uma vitória contra os lisboetas e uma derrota do derby do Oeste, ambos por 3-2.
    Em ambos os encontros o técnico José Vala continuou a trabalhar o conjunto em 4-4-2, com a formação que alinhou de início no jogo de sábado com o Torreense a poder estar já muito perto do mais forte, com Luís Paulo na baliza, defesa com Passos, Militão, Gaio e Farinha, meio campo com Pedro Faustino, André Santos, Simões e Bernardo, com a frente de ataque entregue a Ricardo Isabelinha e Hugo Neto.
    Este 11 inicial já teve poucas variações em relação ao que iniciou o encontro com o Oriental, apenas Yordy no lugar de Gaio e Ruca no lugar de Hugo Neto.
    Em ambos os encontros, o Caldas apresentou no primeiro tempo boas dinâmicas ofensivas, embora com o Torreense isso não tivesse rendido golos, o conjunto alvinegro criou uma série de boas oportunidades, três delas de golo iminente. Ricardo Campos tirou uma a Ricardo Isabelinha, o poste negou o golo a Militão e Pelegrini tirou o golo a Passos.
    Na partida com o Oriental o domínio em posse de bola foi acompanhado de algumas fragilidades defensivas, com o conjunto a deixar algum espaço nas costas da defesa que os lisboetas aproveitaram para se colocar em vantagem, depois de já terem ameaçado antes. No entanto, ainda antes do intervalo os caldenses já ganhavam. Ricardo Isabelinha, que tem estado em evidência nesta pré-época, fez o empate a finalizar lance rápido de transição. Um livre de André Santos colocou o Caldas a vencer.
    Em ambas as segundas parte as alterações em maior número no Caldas tiraram ritmo ao jogo, mesmo assim, possibilidade para ver pormenores interessantes.
    Com o Oriental, Gaio fez o 3-1 a desviar um livre. Karim continuou a mostrar irreverência no meio campo, enquanto os ex-juniores Rafael Roque e Miguel Cunha brilharam num lance muito interessante à esquerda que quase deu golo, já depois do Oriental ter reduzido.
    Se nessa partida José Vala fez o conjunto da segunda voltar ao 4-2-3-1, na segunda parte com o Torreense o conjunto manteve-se organizado em 4-4-2. No entanto, as alterações no Torreense mexeram no jogo. Dinis e Lucas marcaram para os torrienses. O Caldas reagiu bem. Yordy reduziu num remate de longe após bom lance a envolver Militão, Leandro e Karim. O próprio Leandro empatou de cabeça após centro de Karim.
    Uma combinação de Ruca e Januário esteve perto de dar a vitória ao Caldas, mas foram os visitantes a levar o triunfo, aproveitando desatenção da defensiva caldense.

    “ESTAMOS BEM”

    José Vala não esconde estar satisfeito com o que os jogadores lhe têm mostrado nestas primeiras semanas de trabalho. “Estamos bem”, afirmou à Gazeta das Caldas. O técnico diz que a mudança na organização táctica da equipa foi implementada “em função dos jogadores que temos na frente”, mostrando-se satisfeito com as dinâmicas ofensivas criadas com a frente de ataque a dois.
    O processo defensivo ainda preocupa o técnico, mas “faz parte da evolução e o treino vai corrigir isso”, acrescentou.
    Com nove jogadores novos no plantel, estes jogos de preparação têm envolvido muita rotatividade, até para que se criem rotinas entre todos. José Vala destaca que, com as condicionantes orçamentais que o clube tem, “construímos um plantel competitivo e sinto que há muita gente que pode jogar”, em todas as posições do campo.
    No entanto, José Vala reconhece que o 11 que alinhou de início com o Torreense poderá estar muito próximo do que alinhará na jornada de estreia, a 18 de Agosto. Contudo, até lá cabe aos jogadores comprovarem que merecem o lugar na equipa inicial, até porque há ainda muitas sessões de trabalho pelo meio.
    Não é novidade para a esta época, mas Ricardo Isabelinha tem sido um dos elementos em destaque nesta pré-época, depois de ter falhado mais de metade da época passada devido a uma fractura no maxilar. Já fez o gosto ao pé, mas tem impressionado essencialmente pela velocidade e pelas dinâmicas que empresta ao ataque. “Já estava bem antes de se ter lesionado e tem-no feito na pré-época, está a mostrar o que nos levou a trazê-lo, é um jogador explosivo”, refere José Vala. De resto, velocidade e técnica são apetrechos de todos os elementos da frente de ataque, o que o técnico quer aproveitar à falta de um jogador mais posicional e possante que não foi possível, até ao momento contratar.
    Mesmo com alguma falta de robustez física no plantel, José Vala acredita que o Caldas terá outras armas. “Tenho dito que se não ganhamos no ar, ganhamos pelo chão, se não ganharmos a primeira bola, ganhamos a segunda e depois temos que fazer uso da nossa qualidade de jogo”.
    O que também tem deixado o técnico satisfeito é a acalmia no gabinete médico. Apenas Passuco se lesionou com maior gravidade, mas o problema acabou por não ser tão complicado como se chegou a pensar e o jogador poderá estar de volta em breve. Leandro também teve um problema ligeiro, mas voltou a jogar com o Torreense, embora por um período mais limitado, e Marcelo saiu lesionado depois de sentir um problema muscular.
    Com o plantel quase todo disponível José Vala diz que gosta de ter a “dor de cabeça” de escolher, mas adverte que parte da responsabilidade é dos jogadores. “Eu tenho o mesmo pensamento que o sócio e o adepto mais ferrenho, quero que o Caldas ganhe e escolho os que penso que são os melhores para cada jogo, porque para mim são todos iguais”, concluiu.

  • Caldas da Rainha saiu à rua para ver a Volta passar

    Caldas da Rainha saiu à rua para ver a Volta passar

    No passado dia 2 de Agosto, sexta-feira, a Volta a Portugal em Bicicleta atravessou Caldas da Rainha pelas ruas que fazem o seguimento da EN8 e o pelotão foi recebido por uma grande multidão. À saída da cidade os corredores disputaram uma Meta Volante, junto à Escola Básica do Parque.
    Eram cerca de 14h15 quando os ciclistas atravessaram a cidade, entrando a Norte pela Rua Dr. Figueiroa Rego, seguindo pela Rua da Praça de Touros, Rua dos Heróis da Grande Guerra e depois pela Avenida General Amílcar Mota, seguindo pela EN8 em direcção a Óbidos.

    Foto publicada pela organização da Volta ao quilómetro 100, marcando o meio da etapa, com Óbidos em cenário de fundo

    Mas bem antes dessa hora já se ouviam as sirenes e começavam a passar as viaturas da caravana da Volta, ao mesmo tempo que as pessoas se juntavam à beira da estrada para ver passar e aclamar os ciclistas, vindos da Marinha Grande rumo a Loures, numa das mais longas tiradas da prova. A assistência espalhou-se um pouco por todo o percurso, formando uma linha quase contínua de populares, mostrando que o público caldense tem apreço e curiosidade pela modalidade.
    À frente da corrida chegaram quatro ciclistas, dois espanhóis do País Basco, Hector Baez (Euskadi-Murias) e Diego Lopez (Equipo Euskadi), acompanhados pelo angolano Dario Manuel (Bai Sicasal-Petro de Luanda) e pelo venezuelano Leangel Liñarez (Miranda-Mortágua). Este último seria o primeiro a passar na Meta Volante das Caldas da Rainha, como nas outras duas da etapa.
    A caminho de Loures os ciclistas passaram em Óbidos e no Bombarral.
    A fuga, que chegou a ter dois minutos, acabou por ser anulada a menos de 50 quilómetros da chegada a Loures, que se deu em pelotão. Mikel Aristi, da Euskadi, foi o primeiro a cortar a meta, ao sprint, mas o grande vencedor foi mesmo Gustavo Veloso (W52 FC Porto) cujo terceiro lugar foi suficiente para vestir a amarela que mantinha no dia do fecho desta edição.

  • Escola de trading caldense lança curso de educação financeira

    A Steer – The Indie School of Trading, que tem sede nas Caldas da Rainha, lançou um novo curso de educação financeira para interessados em aprender sobre mercados financeiros e sobre os produtos que as entidades bancárias oferecem. Nesta formação curta, os participantes aprendem ainda noções básicas que lhes permitem entender e avaliar produtos financeiros e tomar melhores decisões.
    O workshop funciona em quatro horas de conteúdos distintos, nos quais se ensina o funcionamento básico de produtos financeiros e onde encontrar a melhor informação sobre estes. Os participantes irão aprender a analisar fases de mercados financeiros e a sua dinâmica, assim como adquirir capacidade de tomar melhores decisões sobre os seus investimentos.
    O primeiro destes cursos de curta duração realiza-se a 8 de Setembro no Rio do Prado, no Arelho (Óbidos), com custo de inscrição de 80 euros e limite mínimo de 10 participantes. Também estão já agendados cursos para Lisboa, a 28 de Setembro no IdeaSpace, e para o Porto, a 27 de Outubro no espaço Porto i/o .

  • Programa de vacinação e identificação electrónica em Alcobaça

    Programa de vacinação e identificação electrónica em Alcobaça

    O município de Alcobaça tem a decorrer até 17 deste mês o programa de profilaxia da raiva e outras zoonoses, vacinação anti rábica e identificação electrónica.
    Os interessados podem dirigir-se ao Centro de Recolha Oficial de Animais do Município de Alcobaça – CROAMA, situado na Quinta do Campo, freguesia do Bárrio, às segundas-feiras, das 8h30 às 15h00, com interrupção para almoço das 12h00 às 13h00. Além de aceder ao programa, é possível nestes dias e horários o atendimento por médico veterinário e está também a decorrer o dia da adopção.
    Além do CROAMA, é possível aceder ao programa nas seguintes datas e localidades.
    9 Agosto – Vale Maceira (10h00), Valado Stª Quitéria (11h00), Benedita (16h00), Azambujeira (17h00), Ribafria (18h30), Évora (12h30), Casal Abegão (20h00)
    10 Agosto – Bárrio (19h00), Alcobaça (sede de freguesia 14h30), Casais da Vestiaria (16h30), Vestiaria (17h30), Pisões (8h00), Burinhosa (10h30), Pataias (12h00)
    12 Agosto – Casal da Areia (20h00), Mosqueiros (18h30), Casal Marques (16h00), Casal Ramos (17h00)
    13 Agosto – Quinta Nova (10h00), Ribeira do Pereiro (11h00), Castanheira (12h30), Cela Velha (17h30), Cela Nova (19h00), São Martinho do Porto (16h30)
    14 Agosto – Casalinho (16h30), Póvoa (17h30), Maiorga (19h00)
    16 Agosto – Carvalhal de Turquel (16h30), Turquel (18h00), Vimeiro (19h30), Areeiro (12h30), Aljubarrota (10h00), Chãos (11h00)
    17 Agosto – Martingança (18h30), Alfeizerão (14h30), Casal Pardo (16h30), Candeeiros (08h00), Vale Paraiso (10h30), Serra dos Mangues (12h00)
    A vacinação antirrábica e a identificação electrónica poderão ser efetuadas nas Amoinhas (Bárrio); às segundas-feiras, das 8h30 às 15h00, com interrupção para almoço das 12h00 às 13h00, mediante a cobrança de taxa.

  • APAC inaugura hoje o Central Park Cadaval

    APAC inaugura hoje o Central Park Cadaval

    A APAC – Associação Protetora dos Animais do Cadaval inaugura, no hoje, 9 de Agosto, pelas 19h00, o designado “Central Park Cadaval”. A associação ganhou o concurso público de exploração do quiosque/bar municipal, instalado no parque de lazer da vila e espera com ele obter receita para a sua actividade a favor dos cuidados para com os animais sem dono.
    O denominado “Central Park Cadaval” consiste num projeto da responsabilidade da APAC, que vai ser desenvolvido pelos voluntários da associação.
    Cristina Mendes, porta-voz da associação, diz que se trata, de um espaço de lazer e convívio com uma vertente social, neste caso o apoio aos animais. Recorde-se que a APAC mantém um abrigo com número crescente de cães recolhidos, que carecem não só de alojamento como de alimentação, desparasitação, esterilização, entre outros cuidados inerentes.
    O espaço concessionado, propriedade da Câmara Municipal, situa-se no extremo do Parque de Lazer da Mata da Misericórdia a seguir ao parque radical e ao espaço infantil, conhecido por “parque dos lápis”.
    Nas imediações, o quiosque/bar conta ainda com outras infraestruturas de interesse público, tais como o edifício da biblioteca e museu municipais, Núcleo Museológico do Moinho das Castanholas e EB1 do Cadaval.
    O contrato de cedência daquele equipamento foi assinado, a 8 de Julho, entre José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, e Ana Cristina Neves, presidente da direção da APAC, e ainda Cristina Mendes, secretária da direção da associação.
    O mesmo decorre do facto de a APAC ter ganho o concurso público camarário que abriu para associações sem fins lucrativos, com vista à exploração de um edifício destinado a quiosque/bar de apoio ao parque de lazer.
    O espaço, que abre oficialmente esta sexta-feira passará a funcionar diariamente, entre as 10h00 da manhã até cerca da meia-noite.
    “Vai ser um espaço com esplanada e ambiente relax, funcionando, à noite, na vertente de bar”, explica Cristina Mendes.
    “Vamos ter desde cerveja, vinhos (a copo ou garrafa), sangria, batidos, entre outro tipo de bebidas”. Incluem-se, nas iguarias previstas, “tábuas de queijos, presunto e outras carnes frias, entre muitos outros petiscos, bem como tostas “XL”, hambúrgueres e saladas”, refere a representante da APAC.

  • Empresa com sede nas Caldas desenvolve combustível neutro em carbono

    Empresa com sede nas Caldas desenvolve combustível neutro em carbono

    E se a electricidade que se desperdiça das fontes renováveis fosse convertida num gás natural sintético neutro para o meio ambiente? É mesmo isso que a Green Syn Fuel, uma empresa sediada nas Caldas da Rainha, está a desenvolver, num projecto que está próximo de chegar à fase de testes em condições reais.

    Do tamanho de um fogão doméstico, este protótipo tem uma capacidade de 500 Watts

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    João Campos Rodrigues, engenheiro nuclear, registou em 2014 a patente de um aparelho electrolisador que permite produzir gás natural sintético, neutro em emissões de carbono. Tudo o que é preciso é água, electricidade – de preferência oriunda de fontes renováveis – e uma fonte de carbono de origem não fóssil. Para desenvolver a tecnologia, foi fundada a empresa Green Syn Fuel (GSYF), que está agora próxima de chegar à fase de produção. A GSYF ainda não tem instalações, – o projecto está a ser desenvolvido nas instalações do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), em parceria com esta instituição académica – mas tem sede fiscal no concelho das Caldas da Rainha, na residência do seu fundador.
    A empresa concorreu pela primeira a um programa comunitário de aceleração de PME’s em 2018, mas apesar de a candidatura ter sido aprovada, o cheque de 50 mil euros não lhe foi atribuído porque a totalidade do fundo disponível não foi suficiente para todas as empresas seleccionadas. No entanto, à caixa de correio chegou uma motivação para insistir. “Recebemos um diploma assinado pelo comissário Carlos Moedas, a recomendar o projecto para quem nele quisesse investir”, conta João Campos Rodrigues.
    Este ano, a GSYF voltou a concorrer e desta vez o cheque de 50 mil euros chegou mesmo, com a finalidade de realizar um estudo de viabilidade do conceito.
    Caso este estudo conclua que o projecto é viável comercialmente, a empresa pode candidatar-se a uma segunda fase, onde terá disponíveis entre 0,5 e 2,5 milhões de euros. O projecto para esta segunda fase já está em marcha e trata-se de um terceiro protótipo, muito próximo da versão de comercialização.
    Actualmente, o electrolisador da GSYF tem uma capacidade de 500 Watts e o tamanho aproximado ao de um fogão doméstico. O novo protótipo terá o tamanho de um frigorífico e uma capacidade de 100 Kw, o que permitirá a produção de 160 toneladas de gás metano por ano, o suficiente para alimentar de electricidade uma ilha de pequenas dimensões, como a do Corvo, pelo mesmo período. O objectivo da empresa é que este novo protótipo esteja finalizado até ao final do ano, para poder entrar em fase de testes no terreno em 2020.
    As próximas fases do projecto também já estão acauteladas. A GSYF já garantiu parcerias para iniciar a produção, nomeadamente com as empresas Secil, de Pataias, e Torbel, de Ílhavo. A primeira é uma cimenteira que tem investido em investigação na área do reaproveitamento do carbono capturado nas suas chaminés. Este pode ser convertido na grafite utilizada pela GSYF. A segunda desenvolve e constrói sistemas para a produção de energia e tratamento ambiental, como caldeiras de biomassa.
    Também já estão em andamento contactos com entidades que poderão receber os primeiros testes piloto já em 2020, nomeadamente nas ilhas de São Miguel e Terceira, nos Açores. “São ilhas com grande potencial de energias renováveis, tanto solar, como eólica e geotérmica. Estrategicamente, esta tecnologia pode resolver o problema da autonomia energética das ilhas, que até podem passar de dependentes das energias fósseis para exportadores de gás natural”, aponta João Campos Rodrigues.

    GERAR ELECTRICIDADE

    As finalidades para o gás natural sintético produzido pelo aparelho da GSYF podem ser diversas (ver caixa). No entanto, o plano que João Campos Rodrigues tem para tornar o seu produto atractivo passa pela utilização do gás para a produção de energia eléctrica, de forma complementar à das fontes de energia renováveis.
    “O problema das renováveis é que, ou são consumidas na altura, ou são difíceis de armazenar e acabam por se perder”, justifica João Campos Rodrigues.
    Essa energia que hoje é desperdiçada pode, então, ser utilizada para produzir o gás, que pode ser armazenado e utilizado para gerar energia quando as fontes renováveis não garantirem resposta à procura da rede eléctrica.
    “Considero que pode ser relevante, por exemplo, para ilhas extremamente dependentes de combustíveis fósseis, que chegam de barco, ou para países em vias de desenvolvimento, em localidades remotas em que se torna caro fazer chegar a rede eléctrica”, afirma o responsável pelo desenvolvimento desta tecnologia.
    Um local onde João Campos Rodrigues gostaria de ver o seu electrolisador testado é a Berlenga. “Têm lá painéis fotovoltaicos cuja energia produzida no Inverno, quando a ilha não está ocupada, não é aproveitada, pelo que o gás garantiria as necessidades durante o Verão”, observa.
    Outra possível aplicação para os hidrocarbonetos gerados pelo electrolisador da GSYF é a alimentação de automóveis, na forma de gasolina ou gasóleo. Apesar da corrida à electrificação do automóvel estar a ganhar balanço, os combustíveis ainda vão ser necessários por muito tempo.
    Como aparelho da GSYF, é possível criar unidades com produção local, o que significa fabricar o combustível no local onde é comercializado. Além de diminuir a dependência da importação de petróleo, isto também eliminaria a questão do transporte.

    TRÊS MODELOS DE NEGÓCIO

    Quase pronta para colocar o seu produto no mercado, a GSYF tem também definidos os três modelos de negócio que poderá vir a desenvolver.
    João Campos Rodrigues diz que a opção mais simples será licenciar a tecnologia a quem a queira produzir os aparelhos, lucrando com royalties sobre as vendas.
    A empresa poderá também avançar para a produção própria dos aparelhos de 100 Kw. Nesse caso, não está ainda definido qual seria o local para alojar a fábrica, mas João Campos Rodrigues afirma que as hipóteses de esta ser instalada na região Oeste seriam elevadas.
    Caso venha a existir procura para centrais de grande capacidade, muito acima dos 100 Kw, a empresa venderá apenas a execução do projecto e a engenharia associadas, não se responsabilizando pela construção dessas centrais.
    Até esta fase, a GSYF investiu no desenvolvimento desta tecnologia cerca de meio milhão de euros, financiados em perto de 60% pelo programa comunitário Compete 2020. Trabalham actualmente na GSYF, em permanência, seis pessoas, duas da empresa, outras duas provenientes do ISEL e mais duas de apoios externos. São todos engenheiros experientes. Além disso, vários alunos do ISEL têm tido oportunidade de se juntar temporariamente à equipa. João Campos Rodrigues acrescenta que, deste projecto, já resultaram quatro teses de doutoramento, um sinal do interesse e potencial que esta tecnologia tem.

     

    Água + carbono + electricidade = combustível

    O conceito desenvolvido por João Campos Rodrigues tem algumas semelhanças com o processo de eletrólise da água que permite produzir hidrogénio, no entanto, tem algumas diferenças substanciais que permitem produzir combustíveis carbónicos sem recurso ao petróleo.
    Tudo começa com energia eléctrica e um processo de eletrólise para separar o hidrogénio do oxigénio. Os dois gases são depois direccionados para uma segunda câmara onde são sujeitos a uma nova reacção electroquímica, desta vez juntando a fonte de carbono, na forma de grafite. O oxigénio reage com a grafite, levando cada átomo de carbono a quatro de hidrogénio para formar moléculas de metano, ou simplesmente gás natural. O oxigénio é consumido neste segundo processo e não são gerados subprodutos.
    O gás natural pode ser consumido sem mais tratamento, ou ainda ser manipulado para dar origem a gasolina ou gasóleo sintéticos.
    Por ser de origem sintética, estes combustíveis têm uma pureza próxima dos 100%, ou seja, ao contrário dos que resultam da refinação de petróleo, não têm impurezas responsáveis por alguns dos gases de escape nocivos, como o enxofre.
    Utilizar grafite resultante da captação de carbono de unidades fabris e eletricidade proveniente do excedente de fontes renováveis torna o processo e o combustível final neutro em emissões carbónicas.
    O conceito não é único, por exemplo a Audi tem um projecto com princípios idênticos para produzir gasolina e gasóleo sintéticos com neutralidade carbónica, a partir da água e com injecção de carbono captado da atmosfera.
    No entanto, o processo desenvolvido pela Green Syn Fuel é realizado a temperaturas e pressões mais baixas, o que o torna mais eficiente a nível energético.
    Quando usado para produzir electricidade, o gás natural resultante tem um valor energético que é cerca de 65% a 70% da energia primária utilizada. Isto significa que há alguma perda de potencial energético, mas isso acaba por ser minorado pelo facto de o gás ser produzido com electricidade que, de outro modo, seria desperdiçada.

  • Antigo director do Mosteiro de Alcobaça acusado de peculato

    O Ministério Público deduziu acusação contra um antigo director do Mosteiro de Alcobaça, Rui Rasquilho, pela prática do crime de peculato. O arguido está acusado de se ter apoderado de uma escultura de “elevado interesse histórico” durante o tempo em que exerceu o cargo, entre Junho de 2005 e Julho de 2008.
    Citado pela Lusa, Rui Rasquilho negou ter cometido qualquer crime e recusou-se a comentar o processo.
    A peça, da autoria do escultor António Augusto da Costa Motta, é uma reprodução em gesso do original que se encontra no túmulo exposto no Mosteiro de Alcobaça e tinha desaparecido no ano de 2005. Foi recuperada no dia 30 de Janeiro deste ano na residência de uma terceira pessoa, “a quem o arguido tinha pedido que a guardasse”, revelou o Ministério Público.
    A recuperação da escultura foi anunciada em Fevereiro deste ano, no âmbito de uma investigação que contou com a colaboração da actual directora do Mosteiro, Ana Pagará, na qual foram ouvidas diversas testemunhas.
    Na altura, a Direcção-Geral do Património Cultural congratulou-se com a recuperação da peça, que se encontra em relativo bom estado de conservação, informando que a mesma se encontra depositada nas reservas do Mosteiro de Alcobaça.
    O crime de peculato corresponde a subtracção ou desvio, mediante abuso de confiança, de dinheiro ou bens públicos, para proveito próprio ou alheio, pelo funcionário público que os administra ou guarda.
    O inquérito foi dirigido pela 1.ª secção das Caldas da Rainha do DIAP de Leiria, com a coadjuvação da PJ de Leiria.

    VESPA VELUTINA NO CARVALHAL BENFEITO

    No passado dia 24 de Julho foi detectado e destruído um ninho de vespa velutina no Casal das Hortas (Carvalhal Benfeito). O ninho encontrava-se alojado num sobreiro, a cerca de 15 metros do solo, e foi detectado por populares, que alertaram as autoridades competentes.
    A vespa velutina é uma espécie invasora que é predadora natural das abelhas e outros insectos, o que pode eventualmente originar a médio prazo impactos significativos na biodiversidade. A espécie representa risco para a apicultura, para a produção agrícola e para o ambiente.
    A detecção ou a suspeita de existência de ninho ou de exemplares desta espécie deve ser comunicada através da linha SOS Ambiente e Território, pelo 808200520, ou através do portal www.sosvespa.pt.
    Participaram nesta operação o Núcleo de Proteção Ambiental e a Proteção Civil das Caldas da Rainha.
    Também no dia 27 de Julho foi encontrado um ninho desta espécie na localidade de Calços (Alcobaça). J.R.

  • Quem cozinha lá em casa?

    Quem cozinha lá em casa?

    As tarefas da casa são hoje mais repartidas entre os casais, até porque as mulheres têm um papel cada vez mais activo na sociedade e vão longe os tempos em que a mãe era, sobretudo, a dona de casa. Mas a quem cabe a função de cozinhar? Gazeta das Caldas falou com um jovem casal caldense, que também na cozinha divide as tarefas no dia-a-dia.

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    Na casa de Vera Martins e Rui Brito ambos cozinham. Grávida de oito meses, Vera está em casa e é, por isso, quem assume agora a função de alimentar a família, que além do pequeno rebento que vem a caminho ainda incluiu mais uma menina, Mariana, de sete anos.
    Mas quando os dois elementos do casal estão a trabalhar, até é Rui quem cozinha mais vezes. “Eu trabalho por turnos e tenho horários nocturnos, por isso quem cozinha mais vezes é ele, que tem horário fixo e mais disponibilidade”, conta Vera Martins.
    Na ementa do dia-a-dia estão principalmente “coisas muito práticas e rápidas de fazer”, conta o casal, que prepara principalmente carnes grelhadas, peixes no forno e muitas saladas. Elemento que nunca falta é a sopa e para a confeccionar há um aliado que tem presença cada vez mais assídua nas cozinhas portuguesas: o robot de cozinha. “Utilizamos principalmente para fazer as sopas, mas também para os doces, ou para o puré de batata”, realça Vera Martins. De resto, o casal não hesita em utilizar a tecnologia para tornar mais fácil as suas tarefas. Outro exemplo é o micro-ondas, do qual sai um arroz sempre bem-feito com a ajuda de um utensílio próprio. Os dois até brincam sobre quem faz o arroz mais apreciado pela pequena Mariana!
    Já quando o dia é especial e envolve receber pessoas em sua casa para uma refeição coma família, ou entre amigos, o caso muda um pouco de figura. Nessa ocasiões é Vera quem assume o comando da cozinha. “Pratos mais elaborados ou bolos sou sempre eu que faço”, garante Vera Martins. Mas mesmo assim, Rui não fica sentado no sofá e dá uma ajuda.
    Se é verdade que nem sempre a coabitação dos casais na cozinha é pacífico, no caso de Vera e Rui tal não sucede. “Também nos damos bem na cozinha, conseguimos estar os dois e não brigamos”, afirmam, mas há um segredo para tal. “Cada um a fazer uma coisa diferente. Enquanto eu cozinho o Rui prepara as coisas e depois faz as saladas”, conta Vera.
    Nestas ocasiões especiais a ementa varia. Entre os pratos com os quais o casal gosta de receber em sua casa estão carne de porco à alentejana, bacalhau com natas, ou lombo recheado.
    Mas no cardápio do jovem casal há uma especialidade que se destaca, a raclette. Trata-se de uma técnica culinária que utiliza uma pedra quente para grelhar alimentos na parte superior e, na inferior, derrete queijo que serve para molhar os grelhados. Idêntico ao fondue, é uma técnica de confeccionar à mesa que propícia o convívio e a partilha. Na raclette, o casal utiliza principalmente carne de vaca, uma vez que exige menos tempo de cozedura do que outras carnes, e legumes.
    Noutras ocasiões, o casal gosta também de receber os amigos e a família com os petiscos típicos da cozinha tradicional portuguesa, que também permitem ir comendo por entre uma boa conversa.
    Como não há bela sem senão, no fim da refeição há que arrumar tudo. Para estas tarefas o casal volta a ajudar-se entre si. “O Rui não gosta de tratar da louça, por isso essa parte fica por minha conta, enquanto ele limpa a mesa e o fogão”, conta Vera. Mas lavar a louça, isso fica para a máquina!

  • Restaurante Vale Velho reabriu no Vale do Coto

    Restaurante Vale Velho reabriu no Vale do Coto

    O restaurante Vale Velho, no Vale do Coto, reabriu no passado dia 15 de Julho, depois de ter estado fechado quase dez anos. Fátima Matos é a nova responsável pelo espaço e aposta nas diárias e na comida tradicional portuguesa.
    Fátima Matos explorava O Meu Café, perto da Praça de Touros, há cerca de ano e meio, e decidiu apostar num restaurante onde pudesse trabalhar mais a cozinha e ter mais algum rendimento. Escolheu o restaurante Vale Velho “por ser um espaço agradável e com boas instalações”, disse à Gazeta das Caldas.
    Fátima Matos necessitou de cerca de dois meses de trabalho para colocar tudo em ordem para a abertura. Foi preciso substituir os equipamentos da cozinha, fazer arranjos eléctricos e de canalização, e pintar o espaço. Para tal, foi necessário um esforço financeiro com recurso a capitais próprios, cujo montante Fátima Matos não revelou.
    A aposta do restaurante será nas diárias ao almoço e no serviço à carta aos jantares e aos fins-de-semana. A cozinha confeccionada é a tradicional portuguesa, como bacalhau ou polvo com batata a murro, cozido à portuguesa, ensopado de borrego ou de enguias, lulas à lagareiro. “É comida caseira num ambiente familiar, como se estivéssemos a comer em casa da nossa avó”, destaca Fátima Matos. Além destes pratos, há também uma aposta nos grelhados feitos na brasa, destacando-se as costeletas de novilho e os secretos de porco preto.
    Fátima Matos sempre trabalhou no ramo da restauração, incluindo durante os cerca de 22 anos em que esteve emigrada com o marido, Jorge Matos. Estiveram cerca de nove anos na Alemanha, seguiram-se 11 na Suíça e mais quatro na Alemanha.
    Regressaram há cerca de dois anos a Portugal “porque o que se ganhava já não compensava estar longe da nossa terra e da nossa família”, conta o casal.
    O restaurante criou o posto de trabalho de Fátima Matos e outro em regime de tempo parcial, para o serviço aos almoços. Fátima conta, no entanto, com ajuda do marido, da mãe e do irmão, que ajuda no grelhador ao fim-de-semana.
    Nesta fase inicial, o restaurante Vale Velho estará aberto todos os dias, das 12h00 às 15h00 para os almoços e das 19h00 às 23h00 para os jantares, só depois do Verão passará a ter dia de descanso semanal.

  • Desemprego no Oeste Norte cai para 3,7%

    Desemprego no Oeste Norte cai para 3,7%

    O desemprego continua a recuar nos sete concelhos que compõem o Oeste Norte. No primeiro semestre deste ano o número de inscritos no centro de emprego da região representava 3,7% da população activa, cerca de metade da taxa de desemprego nacional, que em Maio deste ano era de 6,6%. São já seis anos consecutivos de recuo do desemprego na região durante o primeiro semestre do ano.

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    Nos concelhos da área de abrangência do Centro de Emprego Oeste Norte (Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche, Cadaval, Nazaré e Alcobaça) estavam inscritas 3697 pessoas à procura de emprego, menos 489 que no mesmo período do ano passado. No mês de Janeiro o número de desempregados aumentou ligeiramente em relação ao final do ano passado, fixando-se em 4296 pessoas inscritas no centro de emprego, mas desde então este voltou a contrair. Nos seis primeiros meses do ano, o número de desempregados diminui 13,7% no Oeste Norte.
    Nos últimos anos o desemprego no Oeste tem tendência para continuar a baixar até aos dois últimos meses do ano, voltando a subir nos meses de Novembro e Dezembro.
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    Relativamente aos concelhos do Oeste Norte, Óbidos é o que apresenta o desemprego mais baixo em relação à população activa, com uma taxa de 3%. O número de obidenses inscritos no centro de emprego sofreu um recuo homólogo de 20,3%. O concelho tem um registo de 184 desempregados.
    O segundo concelho com menor índice de desemprego é o que tem maior dimensão: Alcobaça. Neste concelho, o número de pessoas à procura de emprego corresponde a 3,2% da população activa. No final de Junho o número total de desempregados era de 926, com uma redução homóloga de 18,7%.
    Há ainda mais dois concelhos do Oeste Norte que apresentam uma taxa de desemprego abaixo dos 4%. Na Nazaré, o número de desempregados (260) corresponde a 3,4% da população activa. Neste concelho a variação homóloga é de -8,4%. O outro concelho é o das Caldas da Rainha, que fixou a taxa de desemprego no primeiro semestre do ano nos 3,8%. No período homólogo, registou-se nas Caldas um recuo homólogo de 7,9% com um total de 1056 inscritos no centro de emprego.
    Em Peniche, o desemprego também diminuiu na primeira metade do ano em relação ao mesmo período do ano anterior (9,3%). No entanto, entre Maio e Junho registou-se um ligeiro aumento. No final do primeiro semestre o concelho tinha 623 inscritos no centro de emprego, o correspondente a 4,4% da população activa.
    Se nestes cinco concelhos do Oeste Norte o mercado de trabalho continua a apresentar melhorias, nos dois restantes começa a observar-se uma tendência para uma inversão. No Bombarral, isto verifica-se tanto em relação ao primeiro semestre do ano passado (6,5%), como no acumulado desde o início do ano (30,1%). No centro de emprego estavam inscritos 294 bombarralenses no final de Junho, contra os 226 do final do ano passado.
    No Cadaval, a descida do número de desempregados em relação à primeira metade do ano passado (30%) já foi ultrapassada pela subida registada desde o início do ano (53,2%). O concelho registava no final do semestre 354 desempregados contra os 231 registados no final do ano passado.

    Fonte: IEFP/ Gazeta das Caldas

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  • Caldas da Rainha tem três postos de combustíveis abertos em caso de greve

    Caldas da Rainha tem três postos de combustíveis abertos em caso de greve

    Caldas da Rainha tem três postos de combustíveis na rede de emergência que vai assegurar o abastecimento, caso seja declarada crise energética durante a greve dos motoristas de transporte de mercadorias perigosas, agendada para 12 de Agosto.

    Joel Ribeiro
    jribeiro@gazetadascaldas.pt

    Há um novo pré-aviso de greve dos motoristas de transporte de mercadorias perigosas a ameaçar secar os postos de combustíveis em Portugal a partir de 12 de Agosto, mas a Entidade Nacional para o Sector Energético (ENSE) definiu uma rede de postos de emergência onde os combustíveis não deverão faltar se for declara crise energética. Três deles são nas Caldas da Rainha e a região conta com mais seis.
    Os três postos da rede para os automóveis em geral são os do supermercado E. Leclerc, o posto Galp na Rua Infante D. Henrique (perto da Expoeste) e a Repsol das Águas Santas (junto ao acesso à A8 na antiga estrada da Foz). Estes três postos têm uma capacidade combinada de 482 mil litros de combustível.
    Na região há mais seis postos que assegurarão o abastecimento durante a greve se o governo decretar o estado de crise energética. No Bombarral, o posto que integra a rede de emergência é o do supermercado Intermarché (no centro da vila). Em Peniche, será o posto BP na Avenida Monsenhor Bastos (à entrada da cidade). Na Nazaré, os carburantes não deverão faltar na Galp da EN 242 (na entrada Norte da vila). Os três postos restantes situam-se no concelho de Alcobaça e são a Cepsa da Rua Conde de Avelar, e os postos Galp na Avenida General Humberto Delgado e ao quilómetro 101 do IC2.
    Ao todo, no distrito vão estar de prevenção 18 postos de abastecimento, localizados ainda em Leiria, Alvaiázere, Ansião, Batalha e Marinha Grande.
    Além dos postos que garantirão os serviços mínimos para as viaturas em geral, há outra lista da ENSE exclusiva para os veículos prioritários, entre os quais se incluem as autoridades policiais, as viaturas de assistência médica e os bombeiros. Esta segunda lista inclui três postos no distrito de Leiria, mas nenhum nas Caldas. Na região, as viaturas de entidades prioritárias terão os serviços mínimos assegurados nos postos Galp do Bombarral e de Peniche.
    Caso seja declarada a crise energética, estas listas terão, obrigatoriamente, que ser afixadas em todos os postos de combustíveis.
    A ENSE define ainda o racionamento dos combustíveis disponíveis nos postos da rede. Estes terão que reservar, para uso exclusivo de entidades prioritárias, 10 mil litros de gasóleo (ou 20% da capacidade de armazenagem se esta for inferior a 50 mil litros), mil litros de gasolina de 98 octanas, três mil litros de gasolinas de 95 octanas, e dois mil litros de GPL-auto.
    Os veículos não prioritários só podem abastecer um máximo de 15 litros por cada abastecimento dentro da rede de emergência. Fora desta, a lei fixa em 25 litros o volume máximo de gasolina ou gasóleo que cada bomba pode fornecer.
    O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, disse que os portugueses devem começar a abastecer as suas viaturas antes do dia 12 de Agosto para se precaverem em caso de haver greve.

  • Frederico Silva nas meias-finais do Challenger de Praga

    Frederico Silva nas meias-finais do Challenger de Praga

    O tenista caldense Frederico Silva foi semi-finalista no Challenger de Praga, República Checa, no passado fim-de-semana, desempenho que lhe permitiu subir ao lugar 273 do ranking ATP.
    O tenista de 24 anos voltou à competição em Março depois de paragem por lesão e conseguiu agora o seu melhor resultado, depois de ter já estado em bom plano também no Challenger de Milão, no final do mês passado.
    Em Praga, venceu quatro partidas do quadro principal, uma delas contra o consagrado brasileiro Dutra da Silva, que chegou a ser o número 63 do mundo, e noutra o alemão Mats Moraing, actual 161 da hierarquia mundial.
    O caminho para a final foi interrompido pelo jovem de 17 anos Chun-hsin Tseng, por 6-1 e 6-4. Tseng viria a ser derrotado pelo espanhol Vilella Martinez.
    No final de Junho, Frederico Silva já tinha estado em bom plano em solo italiano, no Challenger de Milão, apesar de ter ficado pelos quartos-de-final. Pelo caminho, chegou mesmo a vencer o número 2 português, Pedro Sousa, actual número 106 do mundo, por expressivos 6-2 e 6-1.
    Com prestações estáveis neste seu regresso à competição, Frederico Silva tem conseguido escalar muitas posições no ranking ATP. A prestação em Milão valeu-lhe o regresso ao top 300, onde já não estava há algum tempo, e o desempenho em Praga levou-o ao lugar 273. A melhor classificação que o tenista caldense teve na carreira profissional foi 231, em Maio de 2016. Desde então Frederico Silva tem visto a sua carreira interrompida por algumas lesões, o que o tem impedido de progredir mais na hierarquia mundial do ténis.

  • Sp. Caldas ataca época do centenário com cinco brasileiros

    O Sp. Caldas já tem a definição do plantel para a próxima temporada – na qual celebra o centenário da sua fundação – bastante adiantada e a novidade é que o clube terá nas suas fileiras cinco jogadores de naturalidade brasileira. O experiente Everton é o nome mais sonante entre os reforços, mas há a assinalar a contratação de dois atletas com passagem pela “Canarinha” nas camadas jovens.
    O técnico Frederico Casimiro, que comandará a equipa principal do clube caldense pela segunda temporada consecutiva conta, para já, com 12 atletas. Seis permanecem do plantel da época passada. São eles os centrais Nuno Pereira e James Coll, os zona 4 Kiká e Paulo Pereira, o distribuidor Tomás Rocha e o líbero Bernardo Silva.
    Os restantes são aquisições e a mais sonante será mesmo o experiente Everton, de 37 anos. O central brasileiro, com 2,03 metros, vem do Sp. Espinho, onde passou as últimas três temporadas e obteve um título de campeão nacional. No currículo, Everton tem ainda vários títulos conquistados no Brasil, incluindo o de campeão Sul-americano de clubes, e também em Espanha.
    Para o centro da rede o Sp. Caldas contratou o também brasileiro Rafael Franco, de 2 metros e 29 anos. O jogador chega do Guararapes, do Brasil, e no currículo traz a passagem pela selecção brasileira infanto juvenil. O central já passou em Portugal há duas épocas para representar a Ac. Espinho.
    Para a zona 4 chegam dois reforços de origem brasileira. Diego Raposo, de 30 anos, chega do Castêlo da Maia e já, por isso, conhecimento do campeonato português. Do Corinthians chega Erick Costa, de 22 anos. O jovem rematador, de 2,02 metros tem percurso interessante pelas seleções do seu país, com passagens pela infanto juvenil, juvenil e Sub23.
    Outro jovem brasileiro que integra o plantel verde e branco é Gabriel Ferreira, conhecido na modalidade por Galo, distribuidor de 1,97 metros que chega do Foz do Iguaçu.
    Frederico Casimiro vai contar ainda com o líbero Simão Teixeira, que regressa ao Sp. Caldas após uma época no Sp. Espinho.
    O clube caldense tem o início dos trabalhos agendado para 28 de Agosto e o campeonato começa a 19 de Outubro.

    INÍCIO A TODO O GÁS

    O Sp. Caldas terá um início de campeonato bastante exigente. Nas primeiras cinco jornadas defronta os quatro crónicos candidatos a disputar o título da Divisão Elite. A jornada de abertura será no pavilhão João Rocha contra o Sporting. Na semana seguinte há jornada dupla, que começa com a recepção ao Clube K. Este será o primeiro jogo em casa e também aquele em que os caldenses terão, teoricamente, alguma “folga” em termos de valia do adversário. Na terceira jornada os caldenses voltam a jogar em casa, com o Sp. Espinho.
    À quarta ronda o Sp. Caldas volta a jogar em casa, com os açorianos da Fonte Bastardo, e encerram o ciclo “infernal” com a visita ao pavilhão da Luz para defrontar o Benfica, que defende o título de Campeão Nacional.

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