Category: Cultura

Agenda de eventos e artigos sobre a vida cultural na região.

  • Museus da região vão ter visitas virtuais

    Museus da região vão ter visitas virtuais

    O PRR vai financiar a digitalização do património dos museus e ainda as visitas virtuais a estes espaços.

    A Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) lançou um concurso público no âmbito das intervenções do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que se destina à aquisição de serviços de virtualização e digitalização de Património Móvel da Região Centro.
    Segundo o site daquela entidade, este concurso público, aberto para entrega de propostas até 18 de janeiro de 2023, visa a digitalização e virtualização, em 2D e 3D, do património móvel da região Centro, num total de cerca de 5.000 peças e compreende dois lotes.
    O primeiro inclui a digitalização em 2D de perto de cinco mil peças e um valor próximo de 500 mil euros.
    O segundo lote corresponde à digitalização e virtualização em 3D de 125 peças de património móvel, que incluem incluídos 8 Tesouros Nacionais, num total de um pouco acima dos cem mil euros, conforme informa a DRCC.
    Até ao final do primeiro semestre de 2023 “está prevista ainda abertura do concurso público para produção de quatro visitas virtuais a equipamentos museológicos sob tutela daquela entidade. São eles o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (Coimbra), Museu José Malhoa e Museu da Cerâmica (Caldas) e Museu Dr. Joaquim Manso (Nazaré).
    Estes concursos seguem-se ao primeiro que se destina a obras de requalificação do Museu José Malhoa, e cuja obra se iniciou no dia 10 de Outubro de 2022. A intervenção tem um prazo de execução de dez meses.

  • Arquiteto da Benedita ganhou última edição do Villa Portela

    Arquiteto da Benedita ganhou última edição do Villa Portela

    Pedro Jorge foi o vencedor da 6ª edição do prémio que destaca o património histórico desta região do país.

    Foi com o trabalho “A casa rural no Concelho de Alcobaça em 1961. Da teorização erudita à prática popular” que Pedro Jorge foi o vencedor da 6ª edição do Prémio Villa Portela, uma distinção bienal que incentiva a investigação, e promove o conhecimento sobre o património do distrito de Leiria e concelho de Ourém.
    Com esta distinção, o arquiteto, natural da Benedita ganhou 2 mil euros. À Gazeta das Caldas explicou que este trabalho resultou do seu mestrado em Intervenção em Património, realizado em 2006. Nele, o autor refletiu sobre a casa popular de Alcobaça, uma construção típica “com uma porta, uma janela de cada lado e um telhado de duas águas”. Na organização interna deste tipo de habitação notou algumas variações ao modelo mais frequente, organizado por um corredor e com salas simétricas.
    “Não consegui descobrir a origem deste tipo de construção”, contou o arquiteto, acrescentando que, em estudos prévios sobre a arquitetura popular em Portugal, havia um outro modelo de casa típica, com um pequeno alpendre e que, a dado momento, “foi substituída por esta”, disse o beneditense, que considera que estas alterações são momentos da própria história e que, no futuro, o modelo hoje considerado típico também poderá ser substituído. A casa comum tem tendência a desaparecer e não é alvo de estudo. No entanto, para Pedro Jorge também “merece ser estudada”. Para a realização do seu mestrado, o autor consultou os processos destas habitações que existiam na autarquia de Alcobaça, sendo os mais antigos de 1961.
    “Estas casas comuns cresciam com as dependências agrícolas ou para o gado. Formavam uma espécie de pátio em U, com várias pequenas dependências em volta”, disse Pedro Jorge que deu continuidade ao estudo, investigando e escrevendo artigos científicos sobre o tema. No caso de haver interesse na publicação “todo o trabalho teria que ser revisto”, referiu o arquiteto, mestre e doutor em Arquitetura, e também mestre em Design de Produto e Artes Plásticas, formações que obteve na ESAD. CR. Possui gabinete de arquitetura, é docente e investigador na escola de artes caldense. Pedro Jorge, vive nas Caldas e expôs, em outubro, “Afetodomésticos” na galeria do Posto de Turismo.

  • Cistermúsica concorre aos Iberian Awards em várias categorias

    Cistermúsica concorre aos Iberian Awards em várias categorias

    Festival concorre a Best Small Festival, Contribution to Equality e Best Venue.

    O Cistermúsica volta a estar entre os nomeados para o Iberian Festival Awards (IFA). A 7ª edição deste evento realiza-se a 11 de março, no Fórum da Maia, e vai distinguir os melhores festivais em Portugal e Espanha.
    O Festival de Música de Alcobaça está nomeado em três das 25 categorias a concurso, que serão decididas pelo público e um painel de jurados (Portugal, Espanha e Internacional): Best Small Festival, Contribution to Equality e Best Venue. Na categoria Contribution to Equality, o Cistermúsica é reconhecido por promover a igualdade em termos artísticos, de trabalho, acessibilidade ou oportunidades, apostando num número quase paritário de intérpretes – 88 mulheres e 90 homens. Aposta também em ensembles exclusivamente femininos e em orquestras marcadas por esse equilíbrio. O núcleo de produção do Festival é quase paritário, pois é composto por cinco homens e quatro mulheres.
    Na categoria Best Venue, o Mosteiro de Alcobaça candidata-se como recinto privilegiado para um festival, pela arquitetura e ligação ao património. Ambas as categorias serão objeto de avaliação de um júri. Já a categoria Best Small Festival, para festivais com menos de 1500 espectadores por dia, pode ser votada online pelo público no site oficial (https://www.talkfest.eu/nominees) até dia 16 de janeiro de 2023.

  • Éditions N’importe Quoi têm sede na Gracal e ensinam técnicas nas escolas

    Éditions N’importe Quoi têm sede na Gracal e ensinam técnicas nas escolas

    Têm espaço nas instalações da Gracal e fazem cadernos com papel desperdiçado. Casal ensina a encadernar em escolas.

    “Micro editora de livros d’artista e insaciável construtora de diários gráficos a partir de descartes e aparas provenientes da indústria local”. É assim que é descrita a Éditions N’importe Quoi, projeto do casal Laura Figueiras e Kevin Claro, que são também pais do Tomé.
    Ela tem 31 anos, é de Sesimbra, formou-se em Artes Plásticas na ESAD.CR e depois tirou o curso de Cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. Divide-se entre a cozinha sobretudo em eventos privados e as Éditions N’importe Quoi onde coloca em prática muito do que aprendeu em Artes Plásticas, pois dedicou-se à gravura, aos meios de impressão, à edição e à encadernação.
    Kevin Claro nasceu em França mas a mãe é de Aveiro. Tirou uma licenciatura em Arte e Design em Bragança e, posteriormente, mestrado em Artes Plásticas na ESAD.CR. Fez muitas fanzines e ajudava amigos a fazer os seus livros e cadernos. Agora criou a sua própria pequena editora.
    “Nós não queremos criar uma empresa nem vender a preços exorbitantes”, afirmou o autor, acrescentando que“nós não compramos papel, só trabalhamos com restos, aparas, sobras e folhas de rascunho”. E até tiram partido de alguma informação que as folhas de rascunho já têm.
    Todos os seus cadernos e livros de autor têm no final informação sobre a proveniência do próprio papel e custam entre os 3,5 e os 22 euros. O número de exemplares depende do papel que conseguem arranjar.
    Laura e Kevin viveram em França durante três, antes do filho nascer, e confirmam que há papel por todo o lado. Um deles trabalhou numa pizzaria onde os individuais de papel tinham 20 centímetros a mais “que nós tínhamos que cortar diariamente”, disse Kevin Claro, acrescentando que a mãe contabilista e também tem sobras de papel. É esse material que Kevin e Laura dão uma segunda vida, apostando sobretudo no trabalho manual.
    O projeto começou em 2019 e desde o final de 2020 que tem sede nas instalações da gráfica caldense, Gracal. Na verdade “estamos no paraíso: pois trabalhamos com o papel, numa gráfica que nos oferece aparas que nos deixam ir buscar antes de reciclar”. Além do trabalho das Éditions, convidam artistas a fazer livros e cadernos.
    Em 2021 candidataram-se ao apoio Arte e Ambiente da DGArtes e ganharam dez mil euros. Estão ainda a trabalhar em parceria com o Agrupamento de escolas Rafael Bordalo Pinheiro e vão ensinar aos alunos e aos professores, do 3º e 4º anos das escolas da periferia das Caldas a fazer os seus próprios cadernos. Já partilharam conhecimentos com vários alunos do secundário e também convidaram as artistas Catarina Fragoeiro e Joana Rita que vão incentivar os estudantes a intervir nas capas, “criando um objeto único para si”. Não lhes faltam propostas de escolas de outras localidades como Óbidos, Aveiro, Setúbal e Ílhavo.
    As Éditions N’importe Quoi trabalham em parceria com projetos independentes das Caldas e vão continuar a apostar nos workshops onde ensinam as técnicas de encadernação.
    “Gostava que as pessoas fizessem os seus próprios cadernos”, disse Kevin Claro. além das crianças e jovens, também ensinam seniores tal como está a acontecer no Cadaval, onde ensinam a fazer e a encadernar livros de receitas e de memórias em parceria com a Leader Oeste.
    Esta micro editora vai continuar a estar em mercados nas Caldas e noutras localidades onde, por norma, esgotam todo o stock que levam, tal como aconteceu na última edição do Bazar à Noite, decorrida em dezembro na garagem do Montepio.

  • Banda de Alcobaça garante apoio do Estado

    Banda de Alcobaça garante apoio do Estado

    Alcobaça recebe apoio de 960 mil euros da DGartes, em apoio quadrienal e quer alargar atividades na região.

    A Banda de Alcobaça – Associação de Artes (ABA) garantiu um apoio de 960 mil euros da DGArtes, no Programa de Apoio Sustentado às Artes – Programação, obtendo uma das melhores avaliações, ao ficou classificada em 4º lugar a nível nacional. A entidade conseguiu, ainda, ter a candidatura mais bem pontuada na área artística de música.
    Este apoio, para o período 2023-26 permitirá a concretização “o mais ambicioso plano de atividades da ABA”, informa a instituição, em nota de imprensa.
    O reforço do Cistermúsica – Festival de Música de Alcobaça e do Gravíssimo! – Festival e Academia Internacional de Metais Graves de Alcobaça está assegurado, mas a candidatura introduz novas propostas, que visam o alargamento territorial e artístico. Entre estas medidas estão o Plano de Ações de Mediação Cultural e Artística, o Cistermúsica Sacra e a recuperação do Festival de Ópera de Óbidos.
    A Banda de Alcobaça foi destacada pela DGArtes como um dos principais dinamizadores artísticos e culturais da região, sublinhando o trabalho realizado sustentadamente, ao longo dos anos, no setor profissional da cultura e das artes.
    “É também evidenciada a relevância estratégica em termos sociais e territoriais com especial enfoque na área da música e na profissionalização do setor”, acrescenta a mesma nota.
    A DGArtes assinalou, ainda, a “enorme capacidade de angariação de financiamento” e diversificação de apoios – através de apoio mecenático – que confere ao projeto fiabilidade e segurança. No total são 21 as instituições parceiras, entre autarquias, associações privadas, empresas e fundações, dividindo-se o financiamento das atividades propostas entre 60% de investimento público e 40% de investimento privado. A ABA encerra com chave de ouro o ano de 2022. Neste ano, apresentou mais de 170 eventos, entre as áreas educativa, social e artística.

  • Jaime Rocha reedita livro “Anotação do Mal”

    Jaime Rocha reedita livro “Anotação do Mal”

    Romance de 2007 do nazareno Jaime Rocha foi reeditado pela Relógio d’Água. Ex-jornalista do Público tem vasta obra publicada.

    “Um homem observa pela janela como a rua em que vive vai sendo ocupada pelo mal. Enquanto ensaia o seu próprio suicídio, vê o espectáculo da crueldade, da decadência, da destruição e da morte. Um outro homem, com a minúcia de um contabilista, faz o registo das pequenas catástrofes quotidianas”. Este é um trecho de “Anotação do Mal”, romance da autoria de Jaime Rocha, e que acaba de ser reeditado pela Relógio d’Água.
    A esta obra de ficção, que data de 2007, foram atribuídos os Prémios de Ficção do Pen Clube 2008 e também o Ciranda, igualmente de 2008.
    Nesta obra conta-se ainda que “morreram mais quatrocentas e vinte pessoas. O velho diz que ainda faltam duas mil e cinquenta e seis, mas eu acho que se engana nas contas”, adverte o texto do antigo jornalista do Público.
    Ao longo desta história, a páginas tantas pode ler-se o seguinte: “Hoje quase não vi ninguém na rua. O asfalto surgiu com uma cor verde a todo o comprimento, não passou um único carro. Quatro homens vestidos com escafandros pulverizaram os passeios. Um deles, por um altifalante, avisava que um pó ainda não definido havia caído do céu, trazido pelos sapos. O que não disseram é que foram os próprios sapos que, ao rebentarem, empestaram a rua inteira. Mesmo assim a padaria não fechou. Três mulheres conseguiram esconder-se atrás das colunas e correr lá para dentro. O velho permaneceu sempre sentado, impassível. Os quatro homens nem deram por ele. Pensaram tratar-se de uma estátua”, pode ler-se na obra.
    Nesta narrativa, criada pelo nazareno há 15 anos, encontram-se similitudes com os dias que todos vivemos durante o período do confinamento obrigatório.

    Pseudónimo de jornalista
    Jaime Rocha é um dos pseudónimos do ex-jornalista Rui Ferreira e Sousa, que procurou, desta forma, distinguir a vertente de escritor do trabalho profissional da escrita nos jornais.
    Como autor, estreou-se em 1970, como Sousa Fernando, com o livro de poemas “Melânquico”. Hoje é autor de uma vasta produção dramatúrgica várias vezes premiada.
    Com o livro “Necrophilia”, a que foi atribuído o Prémio de Poesia do Pen Clube 2011, o nazareno encerrou a Tetralogia da Assombração.

    Perfil

    Jaime Rocha
    Escritor

    Nasceu em 1949 na Nazaré e estudou na Faculdade de Letras de Lisboa. Viveu em França no fim da ditadura. Foi jornalista e editor. É ainda poeta e dramaturgo. Tem obras de poesia, de ficção e de teatro, várias delas distinguidas com prémios nacionais.

  • Teresa Alves em exposição na Casa Antero

    Teresa Alves em exposição na Casa Antero

    Os painéis da ceramista decoram agora as paredes daquele espaço de gastronomia e convívio, no centro das Caldas.

    Abriu ao público, a 14 de dezembro, na Casa Antero, a exposição, “Leveza da Matéria”, da ceramista Teresa Alves.
    Estão presentes pequenos painéis que a autora fez em grês e foram cozidos a 1250 graus. Algumas peças foram feitos de propósito para esta mostra que permite ao público conhecer os últimos trabalhos desta autora.
    Presentes estão peças que a autora designou por “Ensaio sobre a leveza’’ e uma outra intitulada apenas “Leveza” e que estão colocadas sobre madeira. Estas nasceram a partir de desenhos de linhas fluídas e que foram surgindo “na busca de linhas harmoniosas”, referiu a autora que apresenta nesta mostra obras como “Linha Contínua” e outras dedicadas aos elementos “Ar”, “Fogo” e “Água”.
    Esta autora, que está também presente com peças suas na exposição de presépios das Gaeiras, formou-seno Cencal e teve parte do seu percurso ligado à indústria. Foi modeladora em várias unidades industriais, nas Caldas e em Alcobaça.
    Mais tarde, licenciou-se em Design e Tecnologias para a Cerâmica na ESAD.CR, tendo passado a ser designer, também em fábricas de cerâmica da região.
    Atualmente dedica-se à cerâmica de autor e possui o seu atelier de trabalho nos Silos. Teresa Alves tem peças à venda no CCC, no restaurante indiano, Flavours of India e na loja Identidade, que fica em Óbidos. E enquanto decorre a mostra, também se encontram disponíveis para aquisição os pequenos painéis presentes na Casa Antero. “Leveza da Matéria” vai estar patente até 6 de janeiro.

  • Oito nomeações para o Festival de música das Caldas Impulso

    Oito nomeações para o Festival de música das Caldas Impulso

    O Festival Impulso e os artistas que participaram na última edição estão nomeados para 8 prémios nos Iberian Festival Awards 2023. O festival, que se realiza no Parque D. Carlos I foi nomeado em várias categorias: Best Small Festival | Best Live Performance PT (Fogo Fogo) | Best Live Performance Internacional (Virgen Maria) | Best Festival Photo (Nuno Conceição) | Contribution to Equality | Best Cultural Programme | Best Venue (Parque D. Carlos I) | e ainda Best Brand Activation (Seat | Leiribéria). O festival, iniciado em 2018, teve a segunda edição no Parque e teve Conan Osíris, Surma, Tiago Bettencourt, Linda Martini, Miguel Nicolau, Nádia Schilling e Allen Halloween como cabeças de cartaz. Quando foi possível regressar, a iniciativa teve um formato diferente, já que o Impulso ofereceu 24 concertos divididos ao longo de 12 noites (uma por mês), entre junho de 2021 e maio de 2022, no CCC. O Festival regressou a 23, 24 e 25 de junho último.
    As votações para as categorias em que a decisão cabe ao público, decorrem até 16 de janeiro em https://www.talkfest.eu/nominees.

  • Casa cheia na atuação  de Natal da ESE no CCC

    Casa cheia na atuação de Natal da ESE no CCC

    O concerto da Banda Sinfónica do Exército lotou o Grande Auditório do CCC.

    A Escola de Sargentos do Exército (ESE) realizou,a 14 de dezembro, no CCC, o tradicional Concerto de Natal pela Banda Sinfónica do Exército.
    Aquela atuação fez parte do programa de interação entre a ESE e a cidade que a acolhe, e foi com sucesso que decorreu este concerto que é já uma tradição na quadra natalícia. O Grande Auditório do CCC esteve lotado para assistir a esta atuação de grande qualidade, como é apanágio da Banda Sinfónica do Exército, que foi dirigida pelo maestro e tenente Renato Tomás, que é de natural de Santarém mas vive no distrito de Leiria.
    O maestro, que começou nas bandas filarmónicas, prosseguiu estudos no Conservatório de Música em Lisboa e licenciou-se em Interpretação Musical no instrumento Eufónio, na Escola de Artes e Música da Universidade de Évora. Como docente, Renato Tomás lecionou na Academia de Música de Alcobaça e no Conservatório das Caldas da Rainha, nas classes de Eufónio, Tuba e Orquestra. O concerto de Natal da ESE contou com grande entusiasmo por parte do público caldense que aplaudiu a Banda Sinfónica do Exército no decorrer e sobretudo no final desta atuação.
    O evento que assinalou a quadra natalícia contou com a presença do diretor de Formação major-general, Paulo Pereira, do presidente da Câmara, Vitor Marques, além de outros representantes de entidades civis e militares, locais e regionais.

  • Banda Comércio e Indústria assinala 75 anos

    Banda Comércio e Indústria assinala 75 anos

    A BCI vai assinalar aniversário durante o próximo ano. E está de volta o concerto de Ano Novo.

    No próximo dia 8 de janeiro, pelas 16h00, a Banda Comércio e Indústria (BCI) dá o concerto de Ano Novo no CCC. É o regresso desta iniciativa que não se realizou nos últimos dois anos por causa da pandemia.
    A atuação da banda vai contar com os convidados especiais Ana Margarida Silva e Joaquim António Silva, como solistas em gaita de foles que, conjuntamente com a BCI, interpretarão um tema bem conhecido de todos.
    Este será o primeiro evento da BCI de 2023 e o maestro Adelino Mota promete um programa eclético, onde não faltarão “valsas de Strauss e polkas”, estilos associados a estes concertos, como também vão apresentar alguns temas originais em estreia de compositores portugueses.
    Há dois anos que não era possível concretizar esta atuação que, habitualmente, enche o grande auditório do Centro Cultural e de Congressos das Caldas.
    “Estamos expectantes e algo ansiosos para saber se, como é habitual, vamos conseguir ter casa cheia”, confidenciou à Gazeta o maestro, que apela aos caldenses que venham assistir a esta atuação, cheia de significado simbólico não só por marcar o regresso da BCI ao primeiro concerto do ano como também por ser a atuação de estreia que vai dar início às celebrações dos “75 Anos ao Serviço da Cultura” que a BCI comemorará ao longo de todo o ano de 2023.
    Está, igualmente, previsto o lançamento de um livro, de autoria de Margarida Louro, que também faz parte da BCI e que vai contar a história desta banda caldense.
    Segundo o maestro Adelino Mota está ainda previsto um concerto de gala para assinalar esta data especial e que deverá acontecer em meados do próximo ano.
    “Vamos querer fazer mais iniciativas na cidade”, referiu o responsável por este grupo que participou na última edição do Caldas.Jazz, tendo feito o concerto de abertura deste festival.
    A festa de Natal deste agrupamento musical realizou-se a 4 de dezembro no auditório dos Pimpões.
    Os bilhetes para assistir o concerto de Ano Novo no CCC custam 7,50€ ou 5€ se for em pack (mais de três e até oito bilhetes).

  • Banda de Alcobaça – Associação de Artes garantiu apoio quadrienal da DGArtes

    Banda de Alcobaça – Associação de Artes garantiu apoio quadrienal da DGArtes

     

    ABA – Banda de Alcobaça – Associação de Artes (ABA) obteve  apoio da DGArtes e uma das melhores avaliações pois  ficou classificada em quarto lugar a nível nacional. A ABA foi  a
    candidatura mais bem pontuada na área artística de Música.

    Este apoio, para o período 2023—26, permitirá a concretização “o mais ambicioso plano de atividades da ABA”, informa nota de imprensa. Este contempla o reforço dos  Cistermúsica — Festival de Música de Alcobaça e Gravíssimo! — Festival e Academia Internacional de Metais Graves de Alcobaça, e introduz novas propostas, marcadas pelo alargamento territorial e artístico, tais como o PAMCA — Plano de Ações de Mediação Cultural e Artística, o Cistermúsica Sacra e a recuperação do Festival de Ópera de Óbidos.

    A instituição é ainda destacada pela DGArtes como um dos principais dinamizadores artísticos e culturais da região, sublinhando o trabalho realizado sustentadamente, ao longo dos anos, no setor profissional da cultura e das artes. “É também evidenciada a relevância estratégica em termos sociais e territoriais com especial enfoque na área da música e na profissionalização do setor”, acrescenta a mesma nota.

    A DGArtes referiu ainda a “enorme capacidade de angariação de financiamento” e diversificação de apoios — nomeadamente através de apoio mecenático — que confere ao projeto fiabilidade e segurança.
    No total são 21 as instituições parceiras — entre autarquias, associações privadas, empresas e fundações — que se associam ao projeto tendo impacto orçamental, dividindo-se o financiamento das atividades propostas entre 60% de investimento público e 40% de investimento privado.

    Com a homologação desta decisão do Ministério da Cultura / Direção-Geral das Artes, a ABA encerra com chave de ouro o ano de 2022. Neste ano, a instituição apresentou mais de 170 eventos, entre as áreas educativa, social e artística, reforçando a posição de agente cultural.

  • Novo diretor do CCC foi apresentado à cidade

    Novo diretor do CCC foi apresentado à cidade

    Mário Branquinho quer trabalhar em rede e vai candidatar a estrutura à DGArtes para apoios à programação.

    Mário Branquinho está a trabalhar no CCC, desde o início do mês, depois de ter vencido o concurso público para o cargo. A apresentação do novo diretor decorreu a 15 de dezembro perante uma plateia de vários agentes culturais e ligados à educação da região.
    O dirigente encara a vinda para o CCC como “um enorme desafio” e diz-se pronto para colocar a sua experiência ao serviço deste equipamento. “E é possível fazer do CCC uma referência na região, no país e além-fronteiras, sob a bandeira da qualidade”, garantiu Mário Branquinho, que pretende apostar na sustentabilidade ambiental. O responsável diz que quer um CCC eco-friendly ou não fosse oriundo “de um festival de cinema de ambiente”. Afirmou, ainda, que vai dar atenção aos congressos e assim “contribuir para a sustentabilidade financeira do equipamento”, salientando também que estará atento à área do turismo de negócios.
    Mário Branquinho comprometeu-se a apostar numa programação cultural abrangente que vai dar atenção às várias áreas artísticas. Pretende que o CCC seja também “um local de acolhimento, sem descurar o apoio à criação através de residências artísticas e co-produções”. Será feita uma aposta no CCC fora de portas, extravasando as atividades para espaços como as freguesias e também em jardins. E depois irá, também, “repensar e inovar alguns dos festivais que o centro cultural organiza”.
    No caso das exposições pretende “criar um comité, pois a ESAD.CR e o Centro de Artes farão parte das orientações artísticas para as mostras”, acrescentou o novo diretor, interessado na aposta nos serviços educativos e que pretende “fazer uma candidatura robusta que permita financiamento à programação”. Mário Branquinho acredita que uma nova candidatura da Câmara a estes apoios possa ser bem sucedida, depois de o CCC ter ficado de fora da primeira edição do Concurso de Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, programa da Direção-Geral das Artes (DGArtes).
    Américo Rodrigues, o diretor-geral da DGArtes, relembrou que o CCC já faz parte da Rede Nacional de Teatros que possui 84 equipamentos por todo o território. “Já tem a credenciação agora precisa de apoio à programação”, referiu o responsável, acrescentando que o equipamento poderá concorrer ao patamar dos 200 mil euros por ano, por quatro anos e que só abre de dois em dois anos. “É um programa exigente, pois implica que a autarquia também contribua com igual valor”, referiu o responsável. Na sua intervenção Américo Rodrigues salientou que a programação “não pode ser uma mera sucessão de eventos, mas sim um contínuo de programação de qualidade, que tem que ser acompanhada por apoio e estímulo à criação”.
    O CCC “tem que apoiar os criadores que residem no território”, disse o diretor-geral, acrescentando que estes equipamentos têm que estabelecer uma relação permanente com criadores locais, sejam “grupos de teatro, de dança, associações de música, de artes plásticas e criadores individuais”. Tem, ainda, de trabalhar com as escolas, com os idosos, com quem está nas prisões e em hospitais psiquiátricos. O presidente da Câmara das Caldas fez referência ao encerramento do ciclo iniciado por Carlos Mota e espera que o novo diretor tenha o conjunto de meios necessário ao desenvolvimento do trabalho deste equipamento, “que é importante para todo este território e como tal deve ter uma abrangência maior”.
    Vítor Marques afirmou, ainda, que nos anos anteriores as transferências da Câmara para o CCC foram na ordem dos 350 mil euros por ano e, com esta verba, “fizeram-se verdadeiros milagres”.
    A vereadora da Cultura, Conceição Henriques referiu-se ao processo de seleção do diretor, contado que foram rececionadas 28 candidaturas, avaliadas por cinco elementos. Deste total, foram selecionados seis candidatos e, no final, Mário Branquinho foi o escolhido para o CCC que se quer “eclético, inclusivo, gerador de cultura e que colabore em rede com os atores locais”. Fez questão de referir que “ninguém conhecia pessoalmente” Mário Branquinho e que se apostou em alguém que tem uma visão de fora “de onde se vê tudo enquanto que, de dentro vê-se apenas uma pequena parte”.
    Por seu lado Pedro Braz, o presidente da CulturCaldas, salientou “a vertente humana” do novo diretor, algo que aquela casa “já estava a precisar”. Aquele responsável sublinhou “o trabalho árduo” que a toda a equipa do CCC teve durante os meses em que o equipamento esteve sem diretor. ■

  • Jornal local da Nazaré inspira autora a criar coleção de roupa

    Jornal local da Nazaré inspira autora a criar coleção de roupa

    A criadora Cátia Marques é natural da Nazaré e inspirou-se num dos jornais que existiu no concelho para criar uma coleção de várias peças de roupa

    Pertencem a Cátia Murraças Marques as peças de roupa criadas com a Gazeta da Nazaré estampada. Uma ideia bem original que tem vindo a conquistar clientes, sobretudo turistas estrangeiros “que valorizam a identidades das localidades”, disse a coordenadora de moda, natural da vila, que cresceu a ver a mãe a costurar.
    Ao usar este jornal quinzenário que se publicou entre a década de 1980 e 2000, para fazer as suas criações de moda, a autora traz para a atualidade “memórias” da terra e do “povo nazareno”, que tanto se orgulha. Com esta coleção de peças, Cátia Marques também presta homenagem a António Balau, fundador e diretor do jornal Gazeta da Nazaré, que foi posteriormente adquirido por novos proprietários e que manteve a sua publicação até 2006.
    Desde cedo que a nazarena vestia as suas Barbies e complementava as peças de vestuário das bonecas com acessórios. Não foi, por isso, propriamente uma surpresa quando escolheu estudar Coordenação e Produção de Moda na Magestil, em Lisboa. Ainda estagiou no Guarda-Roupa na TVI, mas corria o ano de 2015 quando Cátia Marques resolveu voltar à terra natal e abrir a sua própria loja de roupa com a sua mãe. Fê-lo primeiro no edifício do Bingo, na marginal, e há dois anos que tem a loja na Rua Mouzinho de Albuquerque, um local de passagem obrigatória.
    A autora acabou por criar a sua própria loja e marca, ambas designadas Oro&Nero, onde o ateliê de costura se encontra à vista dos clientes. Também vende outras marcas mas é nas coleções da Oro&Nero que dá largas à sua imaginação e apresenta peças que têm inscrito muitos elementos da identidade nazarena, que na sua opinião “vai muito para além das grandes ondas e do xadrez das camisas dos pescadores”.
    Tenta, deste modo, colocar essas raízes nazarenas nas suas peças e procura fazê-lo “com emoção”, disse Cátia Marques à Gazeta das Caldas.
    A marca contempla a coleção de verão e a de inverno e, muitas vezes, a autora faz questão de reaproveitar os tecidos estampados. “Fazemos uma pesquisa aprofundada sobre as novas tendências sem deixar de fazer referência à tradição”, referiu a coordenadora e produtora de moda, que se ocupa de todos os detalhes desde o mandar fazer as peças de roupa até à criação das histórias, dos conteúdos, sem esquecer a escolha dos cenários onde as suas coleções são apresentadas.

    Coleção Nazaré com Alma
    Através de um processo de sublimação, Cátia Marques consegue que seja estampado em tecido o próprio jornal e, assim, criou um coordenado mais desportivo de calça e camisola, um vestido, um casaco de homem e uma gabardine. Tudo com os artigos da Gazeta das Nazaré, que, aliás, se conseguem ler nas próprias peças de roupa.
    Cada uma das peças tem a sua designação própria ou não fosse a autora natural de terras nazarenas. A saber: o vestido designa-se apenas “Gazeta das Nazaré”, mas as restantes peças, típicas da terra, não são fáceis para os mais leigos no… nazareno.
    O camiseiro de homem intitula-se “Tá Neuva”, enquanto que o coordenado calça e camisola “É mà’s pêxe q’ arêa”. Por seu lado a gabardina designa-se “Det’s á Costa”. Expressões populares que são, como dizer, “corriqueiras” para qualquer nazareno, mas que os “palecos” podem ter curiosidade em perceber.
    “Procurei folhas específicas do jornal para criar as peças de roupa”, referiu a profissional de moda que, depois de ter criado a Nazaré com Arte, onde constam as primeiras peças, deu-lhes continuidade com Nazaré com Alma e garante que tem procura, sobretudo por turistas estrangeiros que apreciam “não só a qualidade mas também tudo o que tenha a ver com as raízes locais”.
    Cátia Murraças Marques, que considera que lançar estas coleções identitárias, está a ser “um grande desafio”, garante que não vai desistir, pois quer que a sua terra possa também ser conhecida através da promoção das suas origens e que fazem com que a vila piscatória se diferencie.
    A autora é ainda muito rigorosa na escolha dos tecidoscom que trabalha. “Uso produto de fabrico português, tudo do norte do país, sustentável e de qualidade”, disse a coordenadora que manda fazer cinco a dez peças no máximo de cada um dos seus coordenados. À Gazeta revela que vai continuar a querer a apostar em coleções-cápsula, isto é, que têm poucas peças mas que se adequam a vários géneros de looks. As peças de vestuário da coleção Nazaré com Alma, e feitas a partir das Gazetas da Nazaré, variam entre os 75 e os 380 euros e, quem as quiser adquirir, terá que se deslocar a loja Oro&Nero na Nazaré.
    No espaço comercial encontrará Cátia Marques e poderá conversar com sobre estas coleções onde se destacam marcas identitárias da sua terra, a Nazaré. ■

  • Alunos da ESAD presentes em vários festivais de cinema

    Alunos da ESAD presentes em vários festivais de cinema

    Há um vencedor da escola de artes caldense de um dos festivais de cinema universitário e um outro, convidado a integrar um júri internacional

    O filme“Tempos Conturbados”, da autoria de Carlos Tavares Pedro, venceu a categoria de Melhor Filme Português, da 4ª edição do Cinenova, o único Festival Internacional de Cinema Universitário de Portugal.
    Aquele evento decorreu entre 22 e 26 de novembro e distinguiu o documentário deste autor, aluno de Som e imagem na ESAD.CR.
    Emd eclarações à Gazeta das Caldas, o autor contou que o documentário, a cores e com a duração de 21 minutos, relata as memórias da sua avó, Filomena Lopes, sobre os primeiros momentos da independência de Angola, no pós-25 de Abril.
    “É uma investigação pessoal sobre a minha história familiar”, afirmou o realizador, que vai dar continuidade a este trabalho documental “que teve início a partir de um diálogo com a minha avó”.
    Este autor, de 22 anos, é também um dos fundadores do Cine Clube das Caldas e enviou “Tempos Conturbados” para mais festivais de cinema como o Porto Post Doc e Entre Olhares (Barreiro), tendo sido, por isso, visto em várias salas de cinemas no mês de novembro em Portugal.
    “Fico muito feliz por já ter um filme reconhecido, pois ainda estou a terminar o curso de Som e Imagem na ESAD.CR”, disse o autor, agradado por ter algo que o pode ajudará no seu futuro de realizador.
    De resto, Carlos Tavares Pedro quer dar continuidade a estes “Tempos Conturbados”, continuando a estudar o tema de Angola.
    Entretanto, Guilherme Rocha, também aluno de Som e Imagem e responsável pelo Cineclube das Caldas, foi convidado para integrar um júri internacional que fará a avaliação dos filmes a concurso do Festival Europeu de Cinema Arte Kino, do qual a ESAD.CR é parceira. O estudante, que também realiza filmes, foi selecionado para constar nos júri jovem e que reúne representantes de várias universidades europeias.
    “Gosto das aulas teóricas, de escrever e interesso-me pela área da semiótica”, disse o estudante, que também colaborou com a escrita do guião do filme de Carlos Pedro, “Tempos Conturbados”. O jovem acredita que esta será “uma ótima experiência” pois poderá fazer contactos internacionais, “importantes para futuros projetos”, rematou o autor. ■

  • Teatro da Rainha tem financiamento para os próximos 4 anos da DGArtes

    Teatro da Rainha tem financiamento para os próximos 4 anos da DGArtes

    A companhia de teatro residente das Caldas obteve financiamento de 400 mil euros

    O Teatro da Rainha, companhia de teatro caldense, obteve no Programa de Apoio Sustentado 2023-2026, da Direção-Geral das Artes (DGArtes), o apoio máximo para o quadriénio que se inicia no próximo ano.
    A estrutura de criação teatral é também apoiada pela Câmara das Caldas da Rainha e tem-se vindo a assumir como “um centro dramático e de atividades que projeta de modo multidisciplinar tradição e inovação teatrais”, informa nota da companhia residente.
    Esse apoio, de 400 mil euros, supõe um plano de atividades artístico, formativo e de atividades paralelas que justamente vai a concurso e distribui-se por 14 estruturas no todo nacional.
    Este conjunto de apoios é “a rede das estruturas de criação que poderia dar sentido à atividade da rede de teatros e cineteatros, já que o trabalho da criação tem uma relevância que o da distribuição não tem”, dá a conhecer a mesma nota do Teatro da Rainha. Na opinião da companhia residente, “nela radicam as “démarches” criativas dos artistas portugueses, a sua potência artística identitária e universal, o sentido do que se faz em termos artísticos na génese e não na oferta”.
    O Teatro da Rainha iniciará a atividade do próximo ano levando à cena um inédito de Jean-Pierre Sarrazac, “Ajax Regresso(S)”, uma peça oratório que é uma longa reflexão “sobre as atrocidades que um genocida é capaz de cometer, ao ponto de o fazer sem sequer reconhecer os seus, transformado numa autêntica máquina cega de matar”. “Ajax Regresso(S)” é o texto desta nossa triste atualidade, questiona o desumano que parece ter-se instalado depois de Auschwitz, e propõe, de algum modo, o que “O fim das possibilidades”, peça do mesmo autor co-produzida com o Teatro Nacional de São João, já propôs: um questionamento dos limites do humano. “Afinal, onde está a humanidade? Serão, de facto, os propalados direitos humanos, uma atividade sazonal?”, questiona-se ■

  • Alunos da ESAD.CR desenharam a “asma”

    Alunos da ESAD.CR desenharam a “asma”

    “Traços d’Asma” foi o nome da iniciativa que foi desenvolvida na escola caldense

    Os alunos da Escola Superior de Artes e Design das Caldas, que pertence ao Politécnico de Leiria, foram desafiados a desenharem aquilo que entendem ser uma crise de asma. A iniciativa “Traços d’Asma”, desenvolvida nas aulas de Ilustração da licenciatura em Design Gráfico e Multimédia e com o apoio dos professores João Catarino e Marco Correia, resultou em vários trabalhos artísticos, dos quais 18 estão agora disponíveis para visualização no site www.saudeflix.pt/.
    Este projeto tem “como objetivo demonstrar o que sente um doente com asma quando tem um ataque”, explica a organização, acrescentando que “no fundo, a ideia foi passar para a tela a descrição desse momento – de forma criativa, mas que fosse percetível pela população em geral”.
    Antes de partirem para a criação das ilustrações dessa experiência, os alunos tiveram a possibilidade de ouvir relatos de doentes asmáticos.
    “Foi muito gratificante fazer parte desta iniciativa e contribuir para a principal mensagem da campanha – ter um ataque de asma não é normal e não deve ser desvalorizado”, sublinhou o professor João Catarino, citado em nota enviada às redações.
    A iniciativa integrava a campanha “pASMAdo”, que foi lançada em maio e é promovida pela Associação Portuguesa de Asmáticos, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar/GRESP, Plataforma Saúde em Diálogo, Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, Sociedade Portuguesa de Medicina Interna/NEDResp, Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça e Pescoço, Sociedade Portuguesa de Pneumologia e AstraZeneca. ■

  • Museu de José Malhoa acolhe conversa e música antiga de Natal

    Museu de José Malhoa acolhe conversa e música antiga de Natal

    Museu abre as portas a a conversa sobre mitos e ainda a um concerto dos Jogralesca, grupo que se dedica à música antiga

    A 15 de dezembro, pelas 15h00, Marina Ximenes Henriques é a convidada do ciclo Roda da Memória e virá ao Museu de José Malhoa para conversar sobre “O Mito da Romã: o Mito do Eterno Retorno”, uma iniciativa que é também da Liga dos Amigos daquele espaço museológico.
    No mesmo dia, às 15h30, no auditório da ESAD.CR, decorrerá uma conversa à volta d’o Armário – a instalação da dupla von Calhau e que se encontra neste museu.
    Vão participar Lígia Afonso, Benedita Pestana, Pedro Barateiro, Raquel Melgue, Cecília Costa, Martinha Maia e Catarina Leitão em torno do projeto O Armário.
    Este evento está integrado num programa de itinerância em colaboração com os Maus Hábitos, (Porto), Colégio das Artes (Coimbra), Casa da Cerca (Almada), Museu Frei Manuel do Cenáculo (Évora), e Armário (Lisboa).

    Jogralesca atuará no Museu
    Entretanto, já no próximo domingo, dia 18 de dezembro, pelas 16h30, o Museu Malhoa recebe a atuação do grupo Jogralesca, que trará um repertório composto por músicas e cantos de Natal. O grupo dedica-se à interpretação da música da Idade Média e Renascimento em fá-lo usando os instrumentos da época.
    Os grupo Jogralesca surgiu em 2005 e reúne vários músicos que são e que vivem nas Caldas da Rainha. Os seus músicos têm experiência e interesse na área da música antiga, com o objetivo específico de realizar animações musicais em contextos de recriação e, desta forma, contribuir para a presença nestes eventos de interpretações musicais baseadas em critérios históricos.
    Os Jogralesca procuram respeitar os princípios interpretativos ,aceites pela musicologia atual como mais corretos para e, desde então, dedicam-se à interpretação e estudo de música de as épocas referidas.
    Os músicos dos Jogralesca utilizam réplicas e sobrevivências dos instrumentos usados nos períodos medieval e renascentista (cítola, rebeca, fídula, harpa, saltério, alaúdes, flautas,charamelas, percussões), muitos deles construídos por elementos do próprio grupo que integra Ana Clément (canto, flautas, e percussões), Ana Margarida Silva (flautas, gaita de foles, percussões), João Caldas Lopes (canto, flautas, percussão), Joaquim António Silva (alaúdes, rebeca, charamelas, gaita de foles), John Fletcher (saz, alaúdes, percussão), Orlando Trindade (canto, cítola, saz e percussão).
    O concerto é uma iniciativa da Liga dos Amigos deste museu caldense. ■

  • Bordallo tem uma nova peça de homenagem

    Bordallo tem uma nova peça de homenagem

    Artista plástica Mariana Sampaio fez uma travessa decorada com elementos bordalianos, incluindo o autor.

    Foi lançada, a 3 de dezembro, uma nova peça com elementos identitários da cidade das Caldas da Rainha. Desta vez, a artista plástica Mariana Sampaio apresentou uma travessa em porcelana, decorada com elementos referentes a Bordalo Pinheiro, feitos em ilustração. O lançamento decorreu no espaço de trabalho de Mariana Sampaio, nos Silos, e contou com responsáveis do poder local e, claro, com o próprio “Bordallo”, que ganha vida pela representação do ator José Ramalho.
    “A nova travessa é uma homenagem a Bordalo e por tudo o que ele fez pelas Caldas”, disse a artista que, assim, dá continuidade à coleção de obras identitárias das Caldas. A primeira peça é dedicada à Rainha D. Leonor e é decorada com ouro. Agora a travessa de Bordallo conta com detalhes e um filete a prata. A nova série inclui 25 peças e conta também com 12 serigrafias (A3), além de canecas e de postais destes trabalhos.
    O próprio artista está representado na travessa, ladeado pelas figuras que criou: Maria Paciência, a Ama das Caldas, a Saloia e o Polícia. Todas estão representadas na Rota Bordaliana que embeleza a cidade. Atrás das figuras encontra-se o depósito de peças e as chaminés da fábrica original. Para o ano serão lançadas mais duas travessas em bronze ou cobre e, a última, em madrepérola, revelou a artista. “Uma das novas peças será dedicada à Arte Nova e, a última, a Ferreira da Silva e à temática da Água”, disse a autora que ofereceu uma das suas peças a “Bordallo” e também à Fábrica, herdeira do trabalho deste autor.

  • Alunos da Tela voltaram a realizar mostra coletiva

    Alunos da Tela voltaram a realizar mostra coletiva

    Os alunos do Tela – Espaço de Criação Artística voltaram a expôr no local onde aprendem técnicas de pintura.

    Paisagens marítimas, de elementos da natureza e rostos pintados de forma hiper-realista, a lembrar fotografia, são apenas algumas das muitas propostas dos alunos do Espaço de Criação Artística Tela, situado na Rua General Amílcar Mota, 16, na cidade das Caldas da Rainha.
    As paredes do espaço onde aprendem as mais variadas técnicas de pintura estão repletas de pinturas feitas a óleo, aguarela, carvão ou pastel seco. “Este espaço está sempre aberto a toda a gente”, disse a coordenadora, a pintora Minela Reis, que convidou 15 dos 30 alunos a apresentar os seus trabalhos.
    Na Tela aprendem a pintar alunos com idades entre os 23 e os 83 anos. Há alunos da ESAD.CR, reformados e ativos de várias profissões que vêm dedicar-se à pintura, alguns encarando-a como terapia.
    A exposição marcou, ainda, o regresso das coletivas da Tela, espaço onde se realizam workshops como outros artistas como o aguarelista António Bártolo. A Tela funciona nas Caldas desde 2016 e já teve alunos de Alcobaça, Bombarral, Marinha Grande, Lisboa e também Coimbra.
    Minela Reis expôs recentemente na Galeria Artistas de Angola, em Lisboa, mas o que mais gosta “é de ensinar a pintar”. A mostra está patente até janeiro de 2023.

  • Livro assinala 100 anos da travessia do Atlântico Sul

    Livro assinala 100 anos da travessia do Atlântico Sul

    Alexandre de Sousa conta a viagem heróica de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, por ar, entre Lisboa e Rio de Janeiro.

    Em 1992 o almirante Gago Coutinho e o comandante Sacadura Cabral realizaram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, ligando Lisboa e o Rio de Janeiro. Um século depois a data é celebrada com o romance “Horizonte num mar de nuvens”, da autoria do escritor obidense Alexandre de Sousa.
    O autor, que esteve ligado profissionalmente à aeronáutica, como aviador militar e civil, diz ter uma “dívida de gratidão” com os aviadores que desenvolveram técnicas e métodos de navegação capazes de dar ao mundo uma nova forma de se poder viajar e transportar carga entre continentes. “Esta travessia foi o princípio da aldeia global, até então não era possível fazer viagens transatlânticas”, salienta o escritor para quem ainda não há o reconhecimento devido da importância deste feito para o país.
    Alexandre de Sousa lembra que Gago Coutinho e Sacadura Cabral eram marinheiros da Armada Portuguesa e por isso o livro faz alusão a “dois marinheiros que conquistaram o ar”.
    Na Primeira República fruto de ligações a atentados e outros problemas, a Armada tinha um “fraco reconhecimento” pelo que este feito seria “uma forma de limpar a sua imagem” e levantar o ânimo do povo.
    Este livro pretende ser, por isso, uma homenagem aos “dois marinheiros que conquistaram pelo ar e, mais do que isso resgataram Portugal para o mundo”, concretiza Alexandre Sousa, que no seu romance mostra quem eram estes homens, o que sentiram e com que perigos se depararam.
    Durante cerca de ano e meio o escritor investigou a bibliografia existente em Portugal mas também no Brasil, país para quem esta viagem também teve uma importância extraordinária”. Foi, aliás, uma editora brasileira quem editou a obra, que já foi apresentada no FOLIO e que ainda este ano deverá ser lançada no Brasil.
    Autor convidado da Bienal de São Paulo, em 2022, Alexandre de Sousa foi na altura convidado a editar “O mundo de corda”, um livro de poesia que foi escrito para crianças e que conta com ilustrações da brasileira Ana Laura Alvarenga.
    Escrito há meia dúzia de anos, a editora Rota Imaginária considerou que se tratava de um livro com atualidade, no fundo uma alegoria a um mundo que, de repente, pára e é um menino quem lhe dá corda para quem volte a girar.
    “É acima de tudo uma mensagem e um desafio para que não percamos a esperança possamos acreditar num mundo melhor, novo, que depende só de nós”, explica o seu autor.
    “O mundo de corda” está a ser apresentado nas escolas de Óbidos e Alexandre de Sousa já foi convidado para também fazer apresentações da obra no Agrupamento de Escolas Raul Proença. Também já foi apresentado este ano no FOLIO e na Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha). Segue-se o Brasil, país onde, tal como o romance “Horizonte num mar de nuvens”, é candidato a prémios literários e ao Plano Nacional de Leitura.
    Na senda dos pioneiros da aviação, o escritor prepara agora obras sobre o padre Bartolomeu de Gusmão e Santos Drummond, ambos de naturalidade brasileira.

  • Bazar à Noite de Natal “indoor” foi um sucesso

    Bazar à Noite de Natal “indoor” foi um sucesso

    Meia-centena de vendedores e cinco mil visitantes foram dois dos ingredientes do êxito do Bazar natalício.

    As propostas do Bazar à Noite, que decorreu nos dias 1, 2 e 3 de dezembro nas Caldas, foram tantas e tão diferenciadas que o melhor era mesmo ir com tempo para apreciar e conversar com os autores. Às habituais propostas de cerâmica e de ilustração juntou-se a roupa, as edições, a bijuteria, produtos naturais, num sem fim de propostas que vieram mesmo a calhar nesta época natalícia.
    Além das bancas, o espaço contou com DJ’s, videomapping, música ao vivo e hora do conto para os petizes. A zona de “comes e bebes” esteve sempre cheia e oferecia propostas como pizza acabadinha de fazer como um delicioso vinho quente com especiarias. Famosa é também a poncha que conquista muitos clientes. Estas atividades pretendiam que o público ficasse mais tempo no certame, algo que foi possível constatar.
    Além do mais, o facto de o Bazar se ter realizado “dentro de portas” tornou as condições mais agradáveis para todos. “No primeiro dia tivémos muito gente na abertura e depois baixou a afluência ao passo que nos restantes dias foi mais constante”, disse Dora Mendes, responsável pela organização do evento que terá contado com cerca de cinco mil visitantes.
    Também da organização, Nicola Henriques sublinhou que a meia-centena de vendedores foram os participantes que estiveram presentes nos Bazares realizados em 2022. Para este Bazar de três dias, os Silos Contentor Criatvo investiu cerca de quatro mil euros para adaptar o local a espaço de venda, tendo investido sobretudo em iluminação.
    “O Bazar acabou por ter impacto na própria zona da cidade que fica a dois minutos do centro citadino”, disseram os responsáveis que ainda convidaram pela primeira vez, a Ordem do Trevo a participar, tornando o evento solidário. Maria Emília Esteves foi a voluntária desta entidade e recordou que as vendas auxiliam no apoio às famílias carenciadas. “É uma iniciativa ótima! Vale sempre a pena vir!”, disse Fernanda Braz que trouxe bijuteria, e roupa retro e vintage.
    “O ambiente do Bazar está incrível!”, disse Rita Manique, que se formou na ESAD.CR e trouxe para vender aguarelas de espaços emblemáticos da cidade das Caldas e também da vila de Óbidos. “Era bom que acontecesse mais vezes, para dar a conhecer os nossos trabalhos”, referiu Sofia Venâncio que trouxe cerâmica para vender no Bazar.
    A participar esteve João Francisco, autor que que viva na Suíça e que agora vive em S. Martinho do Porto. Trouxe azulejos, pinturas e bonecos e referiu que foi uma boa estreia. Já para Patrícia Pereira esta iniciativa está “espetacular e espero que se possa repetir”, disse a visitante. O presidente da Câmara, Vítor Marques presente no arranque desta iniciativa, disse à Gazeta das Caldas que o Bazar já nos habituou à qualidade na organização e nos produtos das suas bancas. “Este não substitui outros Bazares que acontecem ao longo do ano mas foi uma escolha ‘irreverente’ que contribuiu para a dinâmica natalícia caldense”, rematou o presidente da Câmara, Vítor Marques.

  • Ceramista Filipe Faleiro mostra “Partes de Mim” na galeria da CCC

    Ceramista Filipe Faleiro mostra “Partes de Mim” na galeria da CCC

    São mais de vinte as criaturas estranhas, meias humanas, meias animais, feitas em cerâmica, habitam a galeria do CCC até ao fim do mês de janeiro.

    Todas as peças de “Partes de Mim” de Filipe Faleiro estão de costas quando se chega à Galeria do CCC. Isto porque o artista decidiu colocá-las viradas para o mural, que tem uma forma de nuvem e é feito de quatro centenas de esferas, feitas de vários barros.
    Nesta mostra estão presentes 22 peças das mais variadas coleções de um autor que decidiu abandonar a engenharia informática para se dedicar às artes da cerâmica. Contactou com esta arte em 2016 no Cencal e, desde então, nunca mais parou. Tem o seu ateliê de trabalho nas Caldas desde 2018 e enviou a peça “Tomás” a concurso à Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro de 2021, obtendo uma Menção Honrosa. Presentes estão grandes peças que vêm do imaginário do autor e onde se mistura elementos da figura humana, animal e da esfera.
    “Trouxe os Peões, os Gordões, os Cabeções e que são as séries a que me tenho dedicado nos últimos tempos”, disse o artista, que criou sete novas peças para esta apresentação. As suas obras têm alguns traços exagerados e até grotescos.
    Filipe Faleiro, que trabalha em grês e também com porcelana, tem o ateliê na Rua Visconde de Sacavém, entre o Parque e o Centro de Artes, para ter mais espaço e visibilidade. Considera-se no início da sua carreira de autor e quer avançar com calma. “Desenvolvo o meu trabalho sem pressão, investigando e experimentando a matéria”, contou o autor.
    Na sua opinião, as suas peças “são como filhos, pedaços de mim que transportam o meu legado emocional e social”, referiu o autor que teve uma exposição, muito participada por amigos e família, onde marcaram presença o edil caldense e o presidente da CulturCaldas, Pedro Braz. A exposição contou ainda com uma degustação de bombons da uma nova marca de chocolate artesanal , a M Bonbon Chocolate que está a surgir nas Caldas e que é da responsabilidade de Cláudio Rodrigues.
    “Partes de mim” está na Galeria do CCC até 29 de janeiro e haverá visitas guiadas para escolas.

  • Paulo Vicente fez música com sons de quem se dedica à cerâmica

    Paulo Vicente fez música com sons de quem se dedica à cerâmica

    O trabalho cerâmico produz sons que foram captados por um músico que se dedica à música ambiente.

    “Céramique Électronique” é o novo disco de Paulo Vicente, músico há mais de 20 anos e com uma carreira ligada à exploração sonora entre o jazz, a música de dança e as explorações mais etéreas do ambient.
    Este autor, que também se dedica à música improvisada, vive nas Caldas desde 2019, ano em que também viajou e captou sons no Nepal, que acabaram por dar origem a mais um álbum.
    No ano seguinte, gravou e lançou o disco “West” de música ambiental eletrónica onde incluiu gravações sonoras que fez no parque, na mata, em S. Martinho do Porto, no comboio e nas praias desta zona do país.
    Em “Céramique Électronique”, Paulo Vicente captou o som das técnicas, movimentos e sons dos ceramistas Miguel Neto e Paula Violante, do Atelier19b, situado no centro das Caldas.
    Captou sonoridades desde o amassar do barro, o próprio ritmo da roda, ao uso dos vidrados e também aos sons do forno, a última etapa na execução de uma peça.
    Paulo Vicente ouviu as centenas de horas de gravação que o próprio captou na oficina cerâmica, criou loops daquelas sonoridades nos seus sintetizadores e ainda juntou neste cruzamento disciplinar entre a cerâmica e a música as colaborações de Luís Vicente (trompete) e Joana Guerra (voz e violoncelo), músicos que já atuaram nas Caldas, através das iniciativas do Grémio Caldense.
    Os sons do amassar do barro numa bancada unem-se neste projeto às sonoridades jazzísticas improvisadas de Luís Vicente e também de Joana Guerra. De quando em vez há sons do atelier e das vozes dos ceramistas a trabalhar na oficina nas Caldas onde Paulo Vicente passava muitas tardes partilhando com ambos sonoridades jazz, que todos apreciam.
    O músico que vai ter à venda o “Céramique Électronique” no primeiro dia do Bazar à Noite, 1 dezembro, que este ano se vai realizar na Garagem do Montepio.
    Para o ceramista Miguel Neto este disco “é uma viagem pelo mundo da cerâmica”. Já Paulo Vicente gostava de apresentar o álbum ao vivo com a presença de ceramistas e músicos em palco, numa performance, onde os primeiros estão a realizar peças e os segundos a tocar”.
    Para Paulo Vicente, este disco, de caráter experimental, acaba por contar uma história de uma peça de cerâmica desde que esta começa, no amassar do barro até terminar ao ser cozida e sair do forno”, referiu o músico, que espera que seja possível concretizar já no próximo ano e também cria música para workshops de pintura e de dança, estando há vários anos ligado à improvisação. “Sinto-me sobretudo um produtor musical que cria paisagens sonoras”, disse à Gazeta das Caldas o autor que quer continuar a apostar na interdisciplinaridade. O álbum encontra-se disponível no Bandcamp da Combustão Lenta Records, editora que também gravou outros trabalhos de Paulo Vicente.

  • Escritora obidense apresenta-se na Feira do Livro da Eslovénia

    Escritora obidense apresenta-se na Feira do Livro da Eslovénia

    Fátima Ferreira, em Liubliana

    Patrícia Patriarca, natural do Olho Marinho, esteve na semana passada em Liubliana, onde participou na 38ª edição da Feira do Livro eslovena, com a apresentação de um texto que escreveu no âmbito do projeto CELA, que integra há três anos, juntamente com jovens escritores e tradutores europeus.

    Liubliana, 24 de novembro: ao início da tarde, a Feira do Livro que é diariamente visitada por milhares de eslovenos, está no seu auge quando, num dos palcos do certame ouve-se falar Português. “Deitada de costas, no conforto macio dos lençóis, com os olhos fixos num ponto invisível do tecto do quarto, Carlota tentava a custos regular a respiração que se mantinha alterada desde que o sonho ansioso que estava a ter a despertou…”, começa por ler Patrícia Patriarca, a obidense que ali está a apresentar um texto escrito no âmbito do projeto CELA – Connecting Emerging Literary Artists, que integra desde 2019 e que concluiu com esta apresentação. Ao seu lado está a eslovena Maruša Fakin que vai traduzindo para a língua local a história de mudança de vida, e superação, depois de uma separação. E a leitura faz-se, não de forma estática, mas com movimentos harmoniosos, coordenados, resultado de um curto ensaio feito no dia anterior, mas de um conhecimento mútuo que vem desde o início do projeto, quando a tradutora de português-esloveno se juntou à escritora portuguesa.
    Em 10 minutos o público fica a conhecer, em esloveno, o texto escrito na língua de Camões e no final aplaude, satisfeito. Mas também aconteceu o mesmo com o texto escrito em sérvio por Ana Maria Grbic e traduzido por Natalija Milovanovic e ainda com o texto de Aya Sabi, que Ariela Hercek, traduziu do holandês para esloveno, uma “partilha de histórias além fronteiras”, como, aliás, é o mote do projeto que conecta 30 escritores emergentes, 79 tradutores e 6 profissionais literários de 10 países europeus.
    Portugal é representado pelo município de Óbidos e integra os jovens escritores Patrícia Patriarca, Daniela Costa e Luís Brito. Durante este período de quatro anos, que o CELA decorre (2019-2023), os autores têm sido acompanhados por mentores, como foi, no caso português, pelo escritor e fundador da editora Abysmo, João Paulo Cotrim (recentemente falecido).
    A participação nesta 38ª Feira do Livro, que decorreu no Centro de Exposições Económicas da capital eslovena, entre 22 e 27 de novembro, foi uma escolha da escritora obidense para a apresentação do seu trabalho. “A nossa participação no projeto acaba com apresentações em festivais, mas o aspeto mais positivo é que não vai acabar a interação, criamos amizades que vão perdurar além do projeto”, conta Patrícia Patriarca referindo-se a outros elementos que teve oportunidade de conhecer no âmbito do CELA e com quem trabalhou de perto, como foi o caso da tradutora eslovena. Uma interação que a escritora obidense considera uma mais valia, que acaba por se transformar numa conexão e abrir horizontes. “No caso da Maruša, como era muito simpática e acessível, criámos uma ligação”, conta Patrícia Patriarca, acrescentando que houve abertura, da parte dela, “para me colocar questões de tradução, que ficou mais rica com essa partilha”.
    Também Maruša Fakin vê grandes vantagens neste contato direto entre tradutor e escritor. “Os textos da Patrícia lêem-se muito bem, gosto muito da sua escrita” conta a jovem eslovena que, enquanto fazia a tradução deu-os a ler à família, que “disse que gostariam de os ver publicados no nosso país”. Relativamente ao projeto, destaca a importância de conhecerem as editoras e as pessoas influentes no mundo editorial esloveno, que conhecendo o seu trabalho, lhes podem começar a abrir portas.
    No caso esloveno é, inclusivamente, uma editora – a GOGA, a parceira do projeto. Focada na cooperação internacional no campo da literatura, organiza entre 50 a 100 por ano e cria, em conjunto com outras entidades, projetos que ligam a literatura a outras formas de arte. Jedrt Jez Furlan, responsável pela editora, destaca a importância de uma pequena língua, como a eslovena, ter o máximo de traduções e, no seu caso concreto, apoiam três escritores, no âmbito do CELA, que já publicam. “É muito importante para jovens escritores e tradutores terem a oportunidade de conhecer o meio e fazer contatos, a nível internacional”, considera a responsável, destacando a relevância destes projetos internacionais financiados pela União Europeia.
    Também Tjasa Ana Primc, gestora de projetos da GOGA, acrescenta que não conseguiriam publicar tantos livros se não tivessem parceiros na Europa.

    Novo livro em 2023
    Patrícia Patriarca termina a sua participação no CELA, mas os seus projetos na área da literatura continuam. Com três livros publicados – Diário de uma portuguesa em Angola, Não há finais felizes e Diário de uma portuguesa por aqui e por aí – a escritora vai publicar, no próximo ano um livro infantil. “Aventurei-me na escrita infantil, já está na editora para revisão”, conta à Gazeta das Caldas, acrescentando que a ilustração é da autoria da jovem penichense Mariana Matos. A obra, que aborda o bullying nas escolas, deverá depois também ser apresentada nas escolas, bibliotecas e nas comunidades portuguesas na Europa, contando para tal com a rede de conhecimentos que adquiriu no CELA. “ O meu objetivo passa também por incentivar os mais jovens à leitura e gosto pela literatura”, revela a apreciadora de literatura de fantasia, também gostava de se aventurar nesta área.

  • Galeria dos Silos acolheu a primeira mostra de arte KABO

    Galeria dos Silos acolheu a primeira mostra de arte KABO

    A KABO é uma mostra de arte contemporânea que se estreou na galeria dos Silos Contentor Criativo. Mostra veio para ficar e vai repetir-se para o ano.

    Nos dias 25 e 26 de novembro, decorreu a primeira edição da Exposição de Arte Contemporânea KABO, na Galeria dos Silos Contentor Criativo.
    A iniciativa foi co-produzida com a Bunch of Kids, a produtora do Cine Clube das Caldas que convidou Carlos Tavares Pedro para fazer a curadoria da exposição. Este produtor, realizador, fotógrafo e aluno da ESAD.CR investiga sobre o tema “Corpo Visível e Invisível” e convidou artistas plásticos e sonoros que se dedicam a igual conceito a participar nesta primeira mostra.
    “Queremos que este possa ser um evento anual, que foge às mostras festivaleiras que tiram o foco da obras dos artistas”, disse o curador, interessado em tornar este KABO numa exposição de arte contemporânea anual, continuando a apostar na apresentação de propostas de artistas visuais, sonoros e performativos. Estiveram presentes obras de Ale D’Afrique, Freta Ngo, garlin.g, Mariana Fralda, TeresaComCerteza, umgrandefilhodamãe e Vicente Faria. A maioria dos artistas apresentou obras de grande escala de pintura, fotografia e também de som e não faltou público para apreciar as obras. “Em cada uma das edições teremos um artista sonoro que será responsável pela banda sonora da mostra”, acrescentou o curador Carlos Pedro Tavares.
    No sábado, 26 de novembro, houve espaço para apresentar o Atlas do Cine Clube das Caldas e trabalhos resultantes da Open Call da iniciativa. Em respostas vários autores enviaram curtas-metragens, uma animação e um trabalho fotográfico. João Pinto – finalista de Som e Imagem – optou por tirar fotos de várias pessoas, de colegas e amigos e depois colou os recortes, formando à mesma os seus rostos, de uma forma a causar estranheza. A autora Laura Tomás apresentou nesta mostra três telas inspiradas na Insónia, que é também o tema de uma curta-metragem que está a realizar no âmbito do seu curso, Som e Imagem, na ESAD.CR. Lara Tomás, que é de Leiria, está a pensar seguir para o mestrado de Artes Plásticas, também na ESAD.CR.
    Segundo Guilherme Rocha, o próximo KABO vai continuar a ter um curador convidado e a apostar nas várias formas de arte.

  • Música: Encontro de Coros decorre no domingo no Bombarral

    Música: Encontro de Coros decorre no domingo no Bombarral

    No próximo domingo, dia 4 de dezembro, vai realizar-se, às 16h00, no Bombarral, na Igreja Santíssimo Salvador do Mundo, o Encontro de Coros do Advento do Círculo de Cultura Musical do Bombarral (CCMB). Vão participar nesta iniciativa inteiramente dedicada à música coral, o convidado Coro Mater Fidei (Mafra) e ainda o Coro Adulto do CCMB.

  • Grémio organiza “Som de Museu” nos museus caldenses

    Grémio organiza “Som de Museu” nos museus caldenses

    Entre os dias 2 e 4 de dezembro está a decorrer no Museu de Cerâmica e José Malhoa o evento “Som de Museu”, organizado pelo Grémio Caldense. Hoje, 2 de dezembro, pelas 19h00, atua George Silver and Gold, no Museu de Cerâmica. A 3, pelas 18h00, Tiago Sousa atuará no Museu Malhoa e, no dia 4, o evento encerra, às 18h00,  com Thollem McDonas e Álvaro Rosso.

    Três propostas que habitam de maneiras bem
    particulares o universo do jazz, da improvisação
    livre e da música minimal, e onde em todas o
    piano tem uma presença determinante.

    As entradas são livres.

  • Concerto de Natal da BCI amanhã nos Pimpões

    No dia 3 de dezembro, no auditório dos Pimpões, às 16h30, decorrerá o Concerto de Natal da Banda Comércio e Indústria. Nesta atuação vão estrear-se novos músicos.
  • Dias da DOCA destacam design e prometem voltar em 2023

    Dias da DOCA destacam design e prometem voltar em 2023

    Museus e ateliês abriram portas para receber os Dias da DOCA, entre 24 e 27 de novembro. Evento regressará em 2023.

    Entre 23 e 27 de novembro, decorreram nas Caldas os Dias da DOCA, organizados pela Associação Design, Ofícios e Cultura (ADOC) e que colocaram a cidade “a mexer” em volta do design. Realizaram-se exposições, conversas, debates e muitos ateliês de autores e designers que abriram as suas portas para deixar o público experimentar técnicas artesanais. E prometem voltar no próximo ano, assevera a organização.
    “Sentimos necessidade de concentrar as iniciativas durante mais dias”, disse Eneida Tavares da ADOC e da organização de um evento que teve “um ótimo retorno de quem participou”, dado que quase todos os workshops tiveram lotação esgotada.
    A primeira iniciativa, a exposição Off Portugal – Novo Folclore, abriu portas ao público a 23 de novembro, no Museu de Cerâmica. Integrou as obras de nove autores e resultou de um programa de residências artísticas feitas em parceria entre a ADOC e o Cencal. “Quisémos perceber as novas abordagens que podem ser feitas à cerâmica tradicional das Caldas”, referiu a autora, explicando que as propostas podem ser vistas até março de 2023, no Palacete do Museu.
    Do evento fizeram parte várias conversas que tiveram lugar na sede da DOCA nos Silos.
    Houve partilhas sobre “Design, Ofícios, Continuidade e Futuro”, com Ana e Sara Mateus (da António HandemadeStory) e Nuno Henriques (Toino Abel), que se dedicam à produção de malas, as primeiras em pele e a segunda, em junco.
    Os responsáveis destas marcas participaram numa sessão em que se debateu o futuro dos ofícios artesanais que se interligam com o design e dão emprego a algumas unidades produtivas na região.
    “Também quisémos trazer ao debate as questões relacionadas com o negócio e com a constituição das marcas”, disse a organizadora, dando a conhecer que este evento atraiu gente da região e de outras localidades como, por exemplo, de Lisboa e de Tomar.
    A 25 de novembro decorreu mais uma conversa com Eva Gonçalves e Fernando Brízio, docentes de Design nas Belas Artes de Lisboa e na ESAD.CR que se debruçaram sobre o tema “Design, ensino, dentro e fora”. A moderação esteve a cargo do docente da ESAD.CR, Fernando Poeiras.

    Marroxo e primeira escolha
    No sábado decorreu uma Feira do Marroxo, que integrou a venda de peças. Por definição, o marroxo é aquilo que sobra, peças de segunda escola, mas na verdade a edição deste ano teve várias peças de primeira escolha que por alguma razão estavam disponíveis para venda nestes Dias da DOCA.
    Marcaram presença peças de cerâmica, de vidro, madeira num sem fim de propostas, algumas feitas em impressoras 3D e outras mais tradicionais, feitas em barro poroso e que se destinam a manter a humidade da terra dos vasos.
    “A ADOC está a crescer e faz sentido ter um espaço de venda de algumas peças”, contou a autora.
    Durante o evento foram vários os workshops que se realizaram em várias zonas da cidade.
    Ana Sincu ensinou os participantes a executar colheres de madeira. Além de peças de bijuteria, esta autora trabalha com desperdícios de madeira. Por seu lado, os autores das Éditions n’Importe Quoi coordenaram formação em técnicas de encadernação e em como se reutiliza material de desperdício. Nos ateliês abertos houve oportunidade de aprender a fiar lã com Alice Borges no seu ateliê no espaço Fá-lo, cestaria de bunho com Manuel Ferreira, cerâmica com Sofia Venâncio e Carlos Mestre e de pintura com vidrados, coordenado por Graça Nazaré.
    A iniciativa contou ainda com jantares temáticos que decorreram não só na sede da ADOC, mas também na Malaica. O evento foi animado com a atuação de DJ’s ao longo dos dias do certame.

  • Jazz do Valado em risco de perder apoio da Direção-Geral das Artes

    Jazz do Valado em risco de perder apoio da Direção-Geral das Artes

    O festival não foi contemplado com o apoio quadrienal da DGArtes. O organizador, Adelino Mota, contestou a decisão e diz que o festival se realizará na mesma, com ou sem apoio do Estado.

    O Festival de Jazz do Valado dos Frades foi um dos eventos que perderam financiamento na 1ª fase do concurso para o apoio sustentado quadrienal da Direção-Geral das Artes. O certame ficou de fora destes apoios estatais, mas já apresentou recurso e aguarda “a resposta”, revelou à Gazeta Adelino Mota, o diretor do festival.
    “A nossa candidatura como projeto artístico para ser apoiado ficou de fora por um ponto percentual”, lamentou o dirigente, acrescentando que uma das causas para a não inclusão nos apoios foi porque se “esgotou a primeira verba que foi alocada para os projetos”. “Por isso, “pedimos uma audiência de interessados, explanando que não estamos de acordo com esta decisão sobretudo porque o Festival de Jazz do Valado obteve apoio do Estado ao longo dos últimos 21 anos”, referiu.
    Há ainda outro aspeto que deixou o Valado de fora. Uma das grandes bandeiras do Ministério da Cultura é a valorização dos funcionários com contrato de trabalho, o que se tornou um óbice à Biblioteca Instrução e Recreio, entidade que organiza o certame.
    “O festival decorre durante um mês e não pode fazer contratações a tempo inteiro”, referiu o maestro, que sentiu que a razão da penalização se prende com o facto de a Biblioteca de Valado de Frades ter apenas um funcionário a tempo inteiro. Ou seja, “não é só o projeto artístico que está em análise, mas também se a iniciativa tem funcionários com contrato”. Adelino Mota crê que o Ministério da Cultura poderá reforçar a verba e ver assim o festival contemplado. De qualquer modo, o evento corre o risco de não ter o apoio sustentado para os próximos quatro anos.
    “É a primeira vez na minha vida, em 24 anos, que faço projetos para as entidades públicas e que não vejo aprovado em primeira instância…”, disse Adelino Mota, explicando que nem todas os profissionais da cultura como,por exemplo, os músicos estão interessados em ter contratos de trabalho. Muitos, diz o maestro, até preferem “estar livres” para poderem fazer participações quer em digressões nacionais quer internacionais.
    Segundo o diretor, o festival concorreu ao patamar dos 60 mil euros por ano. O apoio anterior, obtido para quatro anos pelo Festival de Jazz do Valado cifrava-se em 33 mil euros por ano. Se fosse obtido o primeiro valor anual, este ano o festival do Valado “teria um grande concerto internacional de encerramento no Cinte-teatro da Nazaré”, que pode, agora, ficar inviabilizado por restrições financeiras.
    Também estava pensada a criação de um grupo luso-francês com três músicos portugueses e três franceses para tocar em Valado dos Frades, em maio, e em Capebreton, cidade onde há outro festival de jazz em julho, parceiro do evento luso. Neste momento, sem apoio do Estado, é necessário reformular o projeto.
    “O festival vai realizar-se na mesma”, garante o maestro, que contará com o apoio do município da Nazaré e de algumas entidades privadas para levar a cabo a organização.
    Adelino Mota irá fazer candidaturas aos apoios pontuais que são apenas para um ano, o que traz alguns problemas relacionados com as datas de realização pois “se obtivermos apoio, a resposta é dada muito em cima da hora”.
    O facto de não ter obtido financiamento é visto por Adelino Mota “como um constrangimento pessoal”. E vai mais longe, ao afirmar que até entende “por que é que não teve mais pontuação….” Na sua opinião, a precariedade do trabalho tem que ser combatida em todos os setores “e não apenas na Cultura”, contou o responsável que ainda aguarda a decisão da contestação da recusa do apoio. “Vivemos um impasse…”, afirmou o diretor que lidera este evento dedicado ao jazz há vários anos e que gostaria que os programas de financiamento tivessem em conta que há eventos que são exceções à regra e que não têm uma estrutura formal que possa contratar muita gente.

    Outros exemplos
    No distrito, também o Música em Leiria, candidato ao patamar dos 120 mil euros pelo Órfeão de Leiria, também não obteve pontuação suficiente para receber apoios do Programa de Apoio Sustentado às Artes. A nível nacional, houve seis candidaturas rejeitadas.

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