
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
[/shc_shortcode]


Este espaço estará integrado numa rede gerida pela Sociedade Vila Literária, uma associação sem fins lucrativos, que nasceu com alguns associados, como a Ler Devagar e a Bichinho do Conto, mas que é aberta à participação de todos quantos a queiram integrar.
Na livraria de Santiago estão expostos à volta de 40 mil livros e José Pinho, proprietário da livraria lisboeta Ler Devagar (que funciona no espaço cultural da LX Factory em Alcântara) prevê que, no total, consigam ter em Óbidos 170 mil títulos, até 2016, espalhados por vários espaços.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
A primeira vez que ouviu falar no projecto de criação de uma livraria numa antiga igreja na vila de Óbidos, José Pinho, da Ler Devagar, atravessava os céus de Itália. A livreira Mafalda Milhões, que também regressava de Reggio Emília, naquele país, onde participava num projecto do município ao nível da Educação, contou-lhe o que pretendiam fazer em Óbidos e era um projecto que “tinha mesmo a sua cara”.
[/shc_shortcode]

Fundada em Alvorninha em 1913, a Caixa de Crédito Agrícola das Caldas da Rainha (a que agora se juntaram as de Óbidos e Peniche) comemora amanhã, 4 de Maio, o seu centenário com o descerramento de uma placa comemorativa no balcão sede, uma sessão solene no CCC e uma missa presidida pelo cardeal patriarca, o caldense D. José Policarpo.
Num panorama de crise, a Caixa Agrícola caldense tem-se mantido com bons resultados líquidos apesar dos seus lucros terem caído de 1,2 milhões de euros para 425 mil euros de 2010 para 2011. No ano passado os resultados líquidos foram de 669 mil euros.
Foi em 1913, no período conturbado da I República, que nasceu a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alvorninha, cujos estatutos foram aprovados em 5 de Abril desse ano.
Num país essencialmente rural, com a esmagadora maioria da população a viver da agricultura, não surpreende que a futura Caixa Agrícola das Caldas da Rainha tivesse nascido numa freguesia do interior do concelho.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Em 1918 esta instituição financeira muda de nome e de sede, passando a designar-se Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vidais, com sede nesta freguesia.
Será em 8 de Maio de 1926, que, por escritura, são alterados de novos os estatutos da instituição, que passará a designar-se Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Caldas da Rainha, passando a sede para esta vila que só subiria a cidade no ano seguinte.
Durante mais de 70 anos este banco manter-se-ia sem grandes alterações, até que em 1996 se funde com a Caixa de Crédito Agrícola de Óbidos. Três anos depois ocorre uma segunda fusão com a CCAM de Peniche, pelo que desde 11 de Fevereiro de 1999 que esta instituição financeira se designa Caixa de Crédito Agrícola das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche.
Curiosamente a CCAM de Peniche foi também fundada em 1913, oito meses depois da sua congénere de Alvorninha. Já a CCAM de Óbidos data de 1983. Outra curiosidade: a primeira Caixa Agrícola do país foi a de Elvas, fundada em 1910, apenas três anos antes da de Alvorninha.
Com a fusão das três Caixas, a região passou a deter uma instituição bancária de carácter cooperativo com 13 balcões: A-dos-Francos, Alvorninha, Atouguia da Baleia, Caldas da Rainha, Ferrel, Foz do Arelho, Gaeiras, Óbidos, Peniche, Santa Catarina, Santo Onofre, Serra D’El Rei e Usseira.
Nos três concelhos, esta instituição conta com 69 trabalhadores.
A CCAM de Caldas, Óbidos e Peniche tem 5.699 sócios e 44.183 clientes, tendo registado um volume de negócios no final do ano passado de 478 milhões de euros.
No contexto da rede nacional das 84 caixas associadas ao Crédito Agrícola, a que tem sede nas Caldas da Rainha tem um peso de 2,25% no total dos depósitos e de 2,44% no total dos créditos concedidos.
Em 2010 a CCAM das Caldas, Óbidos e Peniche teve lucros de 1,2 milhões de euros, mas a crise provocou um decréscimo abrupto nos seus resultados líquidos, que baixaram para 425 mil euros em 2011, tendo subido para 669 mil euros no ano passado.
Já o volume de negócios não teve uma quebra tão acentuada e manteve-se relativamente estável nos últimos quatro anos (ver quadro).
Quanto ao crédito concedido teve um decréscimo de 3,4% de 2011 para 2012. Há dois anos o crédito concedido foi de 173,3 milhões de euros e no ano passado de 167,4 milhões.
Já lá vai o tempo em que as CCAM tinham a sua actividade centrada no sector agrícola. Hoje são organizações bancárias praticamente iguais às outras congéneres. A das Caldas, Óbidos e Peniche tinha mais de metade dos créditos concedidos afectos a empresas e ao Estado (Central e autarquias). O crédito à habitação representa 27%. C.C.
[/shc_shortcode]

Carlos Bonifácio, vice-presidente da Câmara de Alcobaça nos dois últimos mandatos de Gonçalves Sapinho (PSD), é o cabeça de lista do CDS-PP àquela autarquia nas eleições deste ano. O nome do candidato, que vai encabeçar a lista como independente, foi ratificado em reunião de militantes realizada na passada sexta-feira, dia 26 de Abril, e mereceu a aprovação da esmagadora maioria dos militantes presentes, que rondavam a meia centena.[/shc_shortcode]

O novo agrupamento que junta a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (ESRBP) ao Agrupamento de Escolas de Santa Catarina chama-se mesmo Rafael Bordalo Pinheiro.[/shc_shortcode]

Tatiana Lopes, aluna do 2º ano do curso de Restauração e Bebidas da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) é uma das quatro alunas das escolas do Turismo de Portugal na final ibérica do concurso da Illy, uma marca italiana de cafés. Até domingo, 5 de Maio, a aluna de 16 anos vai prestar provas em Barcelona, onde terá que afinar um moinho de café, tirar dois cafés e dois cappuccinos em dez minutos, coisas que “não fazemos habitualmente na escola, mas tenho de treinar”, diz.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
[/shc_shortcode]

Surf, bordados das Caldas, a ginja d’Óbidos, a salga de peixe na Nazaré, o Carnaval de Torres Vedras, o Caldas Late Night e o BTT foram as temáticas escolhidas pelos alunos de Gestão de Turismo, que frequentam a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) para fazer pequenos vídeos promocionais do Oeste.
[/shc_shortcode]

O Delegado de Saúde das Caldas da Rainha, Jorge Nunes, garantiu à Gazeta das Caldas que a decisão de encerrar o Hospital Termal foi “puramente técnica” e por isso considera “infeliz” que se fale em chantagem por parte do Ministério da Saúde.[/shc_shortcode]

Em declarações à Gazeta das Caldas, Jorge Varanda salientou a necessidade de existir transparência em todo este processo, reclamando uma atitude mais responsável por parte de todas as entidades envolvidas.
Perante as exigências do Delegado de Saúde Regional para a reabertura do Hospital Termal, o especialista, que ressalva o facto de não ter lido a notificação daquele responsável, salienta que “com gestores eficazes e, dada a extrema urgência, os prazos podem ser minimizados”. É que, como sublinha, “cada dia de fecho, é saúde e dinheiro que se escoam”.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Jorge Varanda espera que a tomada de posição na última reunião da Assembleia Municipal das Caldas seja o início de um novo ciclo “transmitindo ao Ministério da Saúde um “basta” que leve os responsáveis a arrepiar caminho e a respeitar o Hospital Termal, as Caldas da Rainha e as pessoas que necessitam de nele se tratar”.
O ex-administrador também critica a forma como está a ser feita a reorganização hospitalar no Oeste. “Aquilo que está a ser feito é o contrário do que eu aprendi em termos de gestão hospitalar. Há um processo de alienação do corpo clínico. Estão a ser subalternizados e, por vezes, não têm condições para fazerem o seu trabalho”.
Também em relação a esta questão, não percebe como é que o poder político local não soube “defender melhor as Caldas”, tendo em conta que este até é do mesmo partido que está no poder. “As cidades à volta das Caldas não tiveram dúvidas e usaram a sua influência política para terem hospitais novos”, afirmou, dando o exemplo de Leiria e Santarém.
Na sua opinião, a estratégia que está a ser seguida vem do tempo do ministro da Saúde, Correia de Campos, “cercando Lisboa de hospitais”. Isso fez com que perto de Torres Vedras tenham sido construídos “dois monstros hospitalares” (Loures e Vila Franca de Xira), comparados com a dimensão da unidade daquele concelho. “Isso colocou ao Hospital de Torres Vedras um problema de sobrevivência, a qual está a ser feita à custa do Hospital das Caldas. O poder (do CHO) está a concentrar-se em Torres”, denuncia. Jorge Varanda não percebe como é que Caldas tem estado a perder serviços hospitalares sem que haja alguma reacção.
Para Jorge Varanda, não faz sentido que o presidente do Conselho de Administração de um centro hospitalar seja uma escolha política e acusa Carlos Sá de prejudicar Caldas da Rainha.
Desde a sua nomeação para o agora extinto Centro Hospitalar do Oeste Norte que o ex-administrador tem essa opinião. “Ele tinha um ‘déficit’ financeiro, mas há muitas formas de atacar os déficits’. Qual seria a encomenda que ele trazia de Lisboa para quando veio para as Caldas?”, pergunta.
“Houve muitos processos disciplinares porque é típico de quem entra assim numa instituição, e houve muita gente que foi afastada”, acusou também.
Entre os problemas causados por esta gestão, aponta a falta de manutenção do sistema de ar condicionado do bloco operatório que terá levado à avaria deste equipamento. “Há um risco grande que pode levar ao surgimento de infecções e até à morte das pessoas que são operadas”, alerta.
“Há três ou quatro milhões de doentes que podem ser tratados nas Caldas”
O primeiro passo para o relançamento do termalismo terá mesmo que passar pela criação de um sistema seguro de adução e distribuição de água, para evitar contaminações. Em paralelo será necessário autonomizar o Hospital Termal através de um modelo de gestão. “Pode ser uma fundação, mas também poderia ser uma misericórdia com uma base nacional. Tem é de ser algo que sirva a população e que respeite o Hospital, nos valores com que foi criado”, defendeu.
O projecto implica a criação de um Hotel Termal nos Pavilhões do Parque “eventualmente com água termal nos quartos e outras componentes de tratamento próprias de uma estância termal moderna”, sem esquecer o desenvolvimento do Hospital (com relevo para a Reumatologia e a Medicina Física e de Reabilitação). Tendo em conta a qualidade dos Pavilhões e a intenção de o “salvar”, Jorge Varanda pensa que é melhor ser utilizado numa actividade económica que traga benefícios à cidade.
“O Hospital Termal pode ser uma fonte muito importante de criação de riqueza para as Caldas e de saúde e bem-estar para população portuguesa”, defende.
Para Jorge Varanda, a concessão exige concurso público para evitar “um qualquer arranjo para amigos”.
No entanto, salienta que o Ministério da Saúde “não pode livrar-se do Hospital Termal de um momento para o outro”. Tem que existir um período que permita esta unidade retomar o seu crescimento e reequilibrar-se economicamente. Jorge Varanda lembra que foi a partir do património do Hospital (legado da Condessa de Bertiandos) que foi possível construir o actual Hospital Distrital e que durante muitos anos as receitas das termas serviram para equilibrar as contas do Centro Hospitalar.
Na sua opinião, há a possibilidade de incluir o Hospital no processo de decisão de tratamento para que médicos e doentes possam optar pelo Hospital Termal. “Há em Portugal três ou quatro milhões de doentes que podem ser tratados beneficamente aqui nas Caldas da Rainha. Só por preconceito e incapacidade é que não conseguem trazer para aqui uma ínfima parte desses doentes”.
É por isso que entende que o Ministro da Saúde poderá estar a ser mal influenciado nas suas decisões. A composição da equipa ministerial também é problemática: “o ministro é um bom ‘controller’ financeiro, mas isso não faz dele um bom ministro da Saúde. Como não tem, no resto da equipa, ninguém que reequilibre essa limitação, toma atitudes como esta relativamente ao Hospital Termal”, referiu.
Termalismo faz concorrência à indústria farmacêutica
O ex-administrador hospitalar confessa-se como sendo um fã do termalismo, pelas vantagens que traz no tratamento das doenças na área da reumatologia, doenças respiratórias e reabilitação física.
Em 1997, com o apoio da Fundação Gulbenkian, fez um estágio na Clínica Mayo (uma das melhores organizações de prestação de cuidados de saúde nos EUA, sem fins lucrativos) onde, a par da mais avançada tecnologia médica, há uma grande aposta no bem-estar e medicinas alternativas, desde que medicamente comprovadas, como as que são praticadas no termalismo. “Há, todavia, uma corrente anglo-saxónica que abandonou o termalismo, mas nós não somos anglo-saxões e não temos os seus recursos, nem a indústria farmacêutica que eles têm”, disse.
Jorge Varada salientou que o termalismo, em alguns sectores, é considerado como concorrencial para a indústria farmacêutica. “Se os tratamentos termais reduzem o consumo de medicamentos, são considerados como uma concorrência”.
Para Jorge Varanda, o Ministério da Saúde continua a ter que cumprir a vontade da Rainha D. Leonor, que tudo fez para que o hospital fosse autónomo, proporcionando-lhe rendimentos para se auto-sustentar e uma vila, hoje cidade para o envolver. Antes dos problemas que surgiram com a contaminação da pseudomona e o encerramento do Hospital durante três anos, este, apesar de não ter autonomia financeira, gerava receitas superiores às despesa.
Jorge Varanda sugere que os responsáveis releiam a carta de doação da Rainha D. Leonor e que respeitem a sua vontade, mantendo a sua tradição no que respeita aos mais necessitados. Nesse sentido também os tratamentos termais deveriam voltar a ser comparticipados pelo SNS, o que aumentaria a acessibilidade aos tratamentos. “A subida dos preços e o fim dos subsídios aos tratamentos bloqueou o acesso às camadas sociais de mais baixo rendimento”, entende.
Para o especialista, o Ministério da Saúde deveria ter em conta o potencial de poupança do Hospital Termal, no que respeita ao SNS, à Segurança Social e às famílias. Ao nível das doenças reumatológicas e das vias respiratórias, com os tratamentos nas Caldas “consegue reduzir-se o absentismo, as incapacidades, o uso de meios de diagnóstico e demais actos médicos e a medicação necessária”.
Se o Hospital Termal tiver uma equipa médica forte, poderá servir ainda como bandeira de credibilidade para o termalismo nacional e captar turistas e utentes estrangeiros.
Essa é uma das razões pelas quais está contra a entrega do Hospital Termal à Câmara das Caldas, defendendo um papel mais abrangente destas termas.
Por outro lado, também pensa que o ambiente de conflito entre entidades levou a que a situação chegasse a este ponto. “A um Ministério incompetente que pôs aqui pessoas incompetentes, juntou-se uma Câmara que não tem querido saber do Hospital Termal, a não ser pontualmente, quando as coisas se agravam”, afirmou.
Mudanças de governo prejudicam Hospital Termal
Para Jorge Varanda, o termalismo nas Caldas tem sofrido com as constantes mudanças nos governos de Portugal e, principalmente, no Ministério da Saúde. “Essas mudanças têm sido fatais para este hospital”, entende.
Já a estabilidade que tem havido no executivo da Câmara das Caldas, com o mesmo presidente há 27 anos, não trouxe vantagens para o processo. “A Câmara esteve entretida com outros objectivos”, considera.
Jorge Varanda não consegue perceber o teor do protocolo que a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) apresentou à Câmara das Caldas para a cedência de utilização dos imóveis Hospital Termal Rainha D. Leonor e Novo Balneário, por 25 anos.
“O Hospital Termal entrou por decreto no Serviço Nacional de Saúde e vai sair por um protocolo?”, questionou, estranhando a ligeireza deste processo. Na sua opinião, nenhuma destas entidades tem o poder para retirar o Hospital Termal do SNS. “Ou há passos que não estão explicados, ou o documento é totalmente ilegal”, considera.
Em relação à cedência do Parque D. Carlos I e da Mata Rainha D. Leonor, o ex-administrador hospitalar salienta que estes fazem um todo com o Hospital e devem ser encarados como uma fonte potencial de receitas e não o contrário. “Dá ideia que se tem de instalar o caos e a partir daí já se justifica tudo. O raciocínio deve ser feito ao contrário”, disse.
Esta é uma das matérias que também preocupa o ex-administrador do Centro Hospitalar porque considera que sempre houve uma tentativa de apropriação das zonas verdes deste património termal. “Sempre se utilizaram bons argumentos, como é o caso do alargamento do Museu da Cerâmica, entre outros”, sublinhou.
Na década de 80 foi elaborado um Plano Geral para o Parque e para a Mata, pelo arquitecto paisagista, Caldeira Cabral, que tinha em vista o aumento da frequência termal para 20 mil aquistas. “Curiosamente, as Caldas não teve esse crescimento, mas isso aconteceu nas termas de São Pedro do Sul, semelhantes às Caldas, mas bem mais longe de Lisboa”, comentou.
Nesse plano geral, o que era defendido era o alargamento dos espaços verdes e não fazer-se mais construção. A Quinta de Santo Isidro, a nascente da Mata e onde se situa parte do aquífero termal, era uma zona que Caldeira Cabral defendia como essencial para a preservação da envolvente do Hospital Termal.
Jorge Varanda desconfia que o interesse que existe à volta destes espaços verdes possa estar ligado a planos imobiliários para a Quinta de Santo Isidro, adquirida em 2003 pela empresa de construção caldense Linto & Marques. Já em 1979 havia quem defendesse uma avenida que iria atravessar a Mata e Jorge Varanda acredita que ainda há quem o queira. “Seria o mesmo que fazer uma avenida a atravessar o Central Park em Nova Iorque”, assinalou.
O facto do Plano Geral para o Parque e para a Mata nunca ter sido transformado em plano de pormenor, apesar de aprovado pelo executivo camarário de que fez parte como vereador, poderá permitir “que se faça o que se não deve naquela zona”, teme.
Pedro Antunes
pantunes@gazetadascaldas.pt (mais…)



Hoje, em 2013, muitos anos distanciam estas duas fotos; talvez 80 ou mesmo 90 anos possam separar a velha da nova fotografia. A foto actual faz, perante a outra, um contraponto a cores. Nunca mais andei de comboio desde 1997. Antes disso andei em 1977, eu ainda não tinha automóvel, era Março e minha mãe veio dizer adeus ao Rossio e chorar umas lágrimas doces enroladas numas bananas da Madeira, simpatia de última hora. Os táxis não paravam na plataforma, a automotora para as Caldas (para a Figueira?) estava prestes a partir e o tempo urgia. Foi rápida a despedida, a viagem era de duas horas. Sabíamos que, como sempre, a camioneta (a carreira) das sete e vinte esperava por nós, era o serviço combinado com a CP. E depois ainda havia a paragem do Clementino. Muita gente perdia a carreira para Santa Catarina mas o senhor Guimarães e o Vítor davam o conselho de ir depressa até ao Clementino porque ali na taberna, entre tremoços e copos de três, havia sempre uma paragem informal. Era a força do costume.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
[/shc_shortcode]


O objectivo da modalidade é colocar em confronto combatentes – equipados e trajados de acordo com a História Medieval do seu país – e apurar as melhores equipas/nações, entre as várias modalidades.
Dos oestinos que vão participar – Orlando Silva e Alexandra Duarte – apenas ele poderá combater, apesar da praticante ser a vice-capitã da representação portuguesa. “As regras neste evento estipulam que esta modalidade não se encontra aberta à participação de elementos femininos, quer como combatentes, quer como árbitros”, explicou a praticante à Gazeta das Caldas.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
O combatente Orlando Silva, 39 anos, reside no Olho Marinho e pratica esgrima medieval há quatro anos. Recentemente começou a participar em eventos de recriação histórica com a Associação Guildas Áureas, tendo já participado em eventos nacionais e no estrangeiro
Alexandra Duarte, 41 anos, licenciada em História, vive em A-dos-Negros e pratica esgrima medieval. É responsável pela coordenação e organização da representação portuguesa na Batalha das Nações, participando em combates de treino.
Esta modalidade, ainda pouco conhecida em Portugal, teve início nos países de Leste. Para a praticar podem usar-se todo o tipo de armas históricas, como espadas, machados, maças de armas, alabardas que são todas rombas (não afiadas) para que ninguém se magoe.
A Batalha das Nações é organizada pela associação internacional de HMB – Historical Medieval Battles. O rigor histórico e o equipamento de todos os participantes é verificado com minúcia. Neste evento por terras gaulesas, a equipa portuguesa vai estar acampada com quatro tendas medievais, assinaladas pela bandeira portuguesa que era usada no tempo de D. João I.
Por norma esta Batalha das Nações decorre em povoações que tenham elementos arquitectónicos de relevo, de época medieval, de preferência castelos. Estas competições são abertas ao público em geral, que pode torcer e mostrar o seu apreço pela equipa da sua eleição. N.N.
[/shc_shortcode]

Esta a ser desenvolvido na Junta de Freguesia da Foz do Arelho um projecto-piloto que disponibiliza a marcação de consultas médicas e pedido de medicação pela Internet, e que tem também como objectivo aumentar o número de utentes inscritos no Portal da Saúde.
O Destacamento da GNR das Caldas da Rainha está a promover acções de esclarecimento para idosos com vista a alertá-los para que não se deixem enganar por burlões devido às novas notas de cinco euros.A GNR promoveu a 16 e 17 de Abril três acções de formação para os corpos de bombeiros do distrito de Leiria com vista a coordenar e melhorar a intervenção de ambas as entidades nos acidentes de viação de que resultem vítimas mortais. O objectivo principal foi o de formar os bombeiros para a preservação dos vestígios em cenário de crime.
Uma dessas sessões teve lugar a 17 de Abril no quartel dos bombeiros das Caldas da Rainha. No total, em todo o distrito, participaram cerca de 100 soldados da paz.
Foi abordada a problemática da sinistralidade rodoviária e apresentadas as funções e competências do NICAV, no âmbito da investigação criminal dos acidentes rodoviários com vítimas mortais. Aos bombeiros foi explicada a forma como devem proceder para preservar quaisquer vestígios com importância para a investigação.
Embora o socorro às vítimas seja a sua missão principal, aos bombeiros foi pedido que, dentro da medida do possível, respeitassem as boas práticas de colaboração no teatro de operação. P.A.
[/shc_shortcode]

A Câmara Municipal de Alcobaça vai avançar com o emparedamento dos pisos inferiores do Prédio Tomás Fonseca, na Benedita. Uma medida de segurança há muito reivindicada na freguesia onde o edifício tem sido foco de preocupações nas últimas décadas, sobretudo devido à proximidade das escolas.[/shc_shortcode]

A localização e descrição de todos os moinhos do concelho de Óbidos está acessível em formato digital no portal do município (www.cm-obidos.pt). O trabalho de recolha e registo foi efectuado pelo Gabinete de Gestão do Património Histórico, Serviço de Arqueologia e Arquivo Histórico e tornado público no passado dia 18 de Abril, para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema “Património + Educação = Identidade”.[/shc_shortcode]

Deverão estar concluídas em Junho as obras de Regeneração Urbana que estão a decorrer na cidade de Alcobaça. Zonas calcetadas, limitações de tráfego a veículos pesados, melhorias no Mercado Municipal, um novo espaço verde e uma zona de eventos culturais são algumas das melhorias que estão em curso na zona do Tribunal e junto aos Paços do Concelho.[/shc_shortcode]


O encerramento iminente do Hospital Termal foi discutido pelos deputados durante perto de duas horas e, no final, ficou ainda a hipótese deste ano não se comemorar o Dia da Cidade, como forma de manifestar que as Caldas está de luto. Para ontem, 2 de Maio, estava prevista uma reunião entre o secretário de Estado da Saúde, e o presidente da Câmara, Fernando Costa, sobre o Hospital Termal.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
[/shc_shortcode]

Foram aprovadas na semana passada as contas da Câmara da Nazaré relativas ao ano de 2012. E mais uma vez, a autarquia corre o risco de figurar na lista das mais endividadas do país, com uma dívida que ascende a 39,8 milhões de euros, um valor que é inferior em 2,3 milhões de euros relativamente à dívida registada em 2011.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
[/shc_shortcode]


O evento foi também aproveitado para fazer a apresentação pública de Catarina Paramos e Maria Antónia Nogueira às juntas de freguesia urbanas.
Rui Correia, candidato à Câmara, apresentou os quatro eixos prioritários para o futuro do concelho, assentes na economia social e real, criatividade e termalismo.
As ligações afectivas às Caldas foram razão suficiente para João Soares optar por aceitar este, entre muitos outros convites, para estar no dia 25 de Abril.
O político socialista recordou a colónia de férias que o seu avô criou na zona, as suas idas à Praça da Fruta com a mãe e a grande amizade que a sua família possui com os Maldonado Freitas. João Soares destacou ainda que as Caldas são um símbolo percursor do 25 de Abril, lembrando o 16 de Março como episódio histórico que acelerou a revolução dos cravos.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
“Há aqui um acervo muito interessante que nunca foi valorizado porque, infelizmente, o PS nunca teve a Câmara das Caldas”, disse, acrescentando que no futuro isso possa mudar pois a liderar a lista socialista às próximas autárquicas está um “autarca experimentado e professor de História”, prosseguiu, referindo-se a Rui Correia.
João Soares disse ainda que as Caldas foram “adulteradas” do ponto de vista urbanístico e que precisam do PS para um desenvolvimento sustentado.
Também convidado a estar presente para festejar o 25 de Abril, o coronel Rocha Neves considera que a “Democracia não está em causa, mas está a passar por dificuldades”, pelo que, nos vários locais onde tem sido convidado para intervir, tenta levar uma palavra libertadora aos jovens.
O coronel, que participou no 16 de Março de 1974, disse que não se envergonha de nada do que fez e que este foi um movimento percursor da revolução que viria a derrubar o Estado Novo.
Este jantar serviu também para apresentar uma nova militante, Sofia Gomes, de 23 anos, que acredita que pode fazer a diferença, numa altura em que se vive uma “descrença” coronelizada na politica, e também no país. A jovem disse ainda que o PS está disposto a acabar com uma certa “dormência” que existe nas Caldas.
O poder das ideias em vez da política do betão
A presidente da concelhia caldense do PS, Catarina Paramos, é a candidata à nova junta de freguesia que agrega as freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório. No seu discurso, a jovem caldense não falou em união de freguesias porque não a aceita, defendendo a sua autonomia.
A candidata, que considera que é na primeira linha que se ganha a experiência, defendeu um modelo que deverá ser participado pelas pessoas e assentar numa dimensão humana das políticas para a cidade. “Queremos reconstruir e valorizar o espírito de rua e de bairro, estimular o “sentimento de pertença” entre os cidadãos e o seu bairro ou o seu lugar, entre os fregueses e as suas freguesias”, disse, pedindo a mobilização dos habitantes.
De acordo com Catarina Paramos, mais do que boas ideias, é precisa criatividade e inter-ajuda para ultrapassar as dificuldades actuais.
“Ao longo dos últimos 27 anos a cidade continuou a espreguiçar-se pelo betão e pela gestão ardilosa dos gestos improvisados ao sabor do vento, encontrando-se neste momento vazia de um modelo de desenvolvimento e de crescimento sustentável”, disse, defendendo o poder das ideias.
Catarina Paramos deixou a garantia que não está disponível para mobilizar recursos financeiros municipais para obras ostentatórias ou de fachada e que, em vez disso, valoriza a fixação das pessoas na cidade através do investimento na diversificação da oferta, reabilitação do edificado e no papel regulador do município.
A candidata deixou desde já a proposta de um orçamento participativo ao nível da Junta de Freguesia, a criação de um programa de afectação de jovens voluntários para actividades intergeracionais, o apoio a associações de moradores e a criação de fóruns de bairro. Na lista de promessas consta ainda o aconselhamento jurídico gratuito à população e resolução dos problemas de higiene, pintura e limpeza da cidade, assim como o reforço da vigilância policial nas ruas das freguesias.
A concorrer pela segunda vez às eleições autárquicas está Maria Antónia Nogueira, desta feita à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. A candidata, que acredita numa boa votação para os socialistas nas próximas autárquicas, falou ainda de alguns dos problemas que aquela freguesia está a atravessar. “Os números mostram que aumentou o desemprego, que a população encontra-se na miséria”, disse, consciente de que terão muito trabalho pela frente para tentar inverter estas situações.
O candidato à Câmara, Rui Correia, falou em quatro linhas mestras que vê como indispensáveis para o futuro desta comunidade e que alinham numa estratégia que privilegia a criação de emprego.
A economia social surge em primeiro lugar. O candidato considera essencial ampliar a rede social de apoio aos mais carenciados e expandir as suas capacidades e recursos financeiros. Referindo-se, por exemplo, ao fundo de emergência social criado neste concelho, destacou que este utiliza pouco mais de 30% de 150 mil euros que lhe estão afectados.
Rui Correia defendeu a criação de uma rede municipal de creches e o apoio às actividades de complemento educativo em período pós escolar nos próximos orçamentos municipais, pois são “elementos de fixação dos casais jovens no concelho”. Nesta área, o autarca destacou o trabalho voluntário de Joaquim Sá junto dos mais necessitados.
Referindo-se à economia real, revelou que o estímulo à iniciativa dos cidadãos é “simplesmente deplorável”, destacando que nunca houve um plano para a criação de estruturas de fixação de empresas. “A maioria das cebolas que se vende na Feira Nacional de Cebola de Rio Maior é de pessoas de Alvorninha”, disse, pedindo a certificação destes produtos e a sua dinamização empresarial cooperativa.
Outra das apostas deste município deve ser ao nível da criatividade, com o candidato a defender que se acabe com uma política cultural de eventos para se construir uma dinâmica de produção de emprego no domínio da criação cultural. Rui Correia destacou o trabalho de Nicola Henriques e do seu projecto Silos.CR.
“Esta cidade não tem futuro sustentável sem um termalismo pujante”, referiu ainda o responsável, acrescentando que não o assusta a provável transmissão do património termal para as mãos do município.
Destes quatro eixos sairão medidas que os socialistas apresentarão no primeiro programa participativo realizado no concelho. Estão agora a recolher opiniões, sugestões e criticas que quatro grupos de militantes e independentes irão sistematizar. F.F.
[/shc_shortcode]

Chegaram às Caldas, no sábado, 27 de Abril, por volta das 10h00. Estava vento e por isso foi rápida a saída do comboio que o grupo, oriundo da Amadora, fretou para realizar este percurso pela linha do Oeste.São pintores, escultores, artistas plásticos, poetas e músicos. Também há gente ligada ao teatro e à animação de rua. Vêm trajados a rigor. São gente do campo, designam-se “saloios” e distinguem-se dos demais pelos acessórios e pelo ar animado que trazem. Têm por função animar as hostes e vão fazê-lo ao longo da estadia na Caldas, que vai durar todo o dia.“Fretámos o comboio para esta visita e só regressaremos a casa às 20h00”, disse Jorge Bandeira, elemento da direcção do Círculo, à Gazeta das Caldas, depois de uma primeira fotografia do colectivo, junto à estação ferroviária das Caldas. A paragem seguinte foi nos Paços do Concelho para depois rumar até aos ateliers-museus onde o grupo foi conhecer a obra dos escultores caldenses.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Estava previsto um almoço pic-nic no Parque D. Carlos I, mas o vento forte e frio que se fazia sentir naquilo que deveria ter sido uma amena tarde de Primavera, acabou por conduzir alguns dos convivas para os restaurantes da cidade.
“Somos uma associação sem fins lucrativos e temos associados em todo o lado, como em França ou na Holanda”, contou Jorge Bandeira. O Círculo organiza exposições, visitas guiadas e passeios e ao todo possui 276 elementos. Às Caldas deslocaram-se 70 pessoas e esta foi “a primeira viagem que resolvemos fazer para tentar revitalizar a linha do Oeste”, disse o organizador. Jorge Bandeira considera que esta linha ferroviária “é muito bonita e não merece ser encerrada como pretendem”. Para o Círculo de Artistas se a linha não for rentável ao nível de transportes, “ao menos que tornem as viagens de turismo cultural possíveis. É uma ideia que deixamos às Caldas e a CP”, acrescentou.
Jorge Bandeira sugeriu que a cidade proporcionasse um transporte não poluente para os visitantes se poderem deslocar da estação até à zona dos museus e “poderia até ser uma fonte de receita para os intervenientes”. Na sua opinião, Caldas da Rainha é uma cidade conhecida pelas artes e, como tal, “tem as condições necessárias para desenvolver projectos que interliguem a cultura e o turismo tal como existem em várias cidades europeias”.
Cristina Nunes, artista e professora (a desenvolver um projecto de investigação na Escola Secundária Bordalo Pinheiro) também integra a direcção da associação e acha que a viagem de visita cultural correu bem pois os convivas ficaram satisfeitos com a cidade e com as actividades desenvolvidas. A responsável contou à Gazeta que esta foi a primeira experiência-piloto de um projecto maior que o Círculo Artur Bual pretende e que tem a intenção de criar “um evento artístico onde se valoriza a Linha do Oeste e em simultâneo se promove a cultura regional das localidades por onde esta passa”. Uma aposta no turismo cultural, relacionado com o transporte ferroviário e que poderia ser uma aposta com futuro. N.N.
[/shc_shortcode]


Na iniciativa vão participar os ceramistas Francisco Agostinho, Madaíl Mendes, Mário Reis, Nuno Costa, Paulo Óscar, Vítor Reis, Vítor Lopes Henriques Vítor Fonseca Lopes e Umbelina Barros. Vão ainda marcar presença várias entidades locais como a Bombondrice, Bordados da Inês, Forno do Beco, Pachá/Casa Antero, Pastelaria Machado e Ú das Caldas.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
10h00 – 13h00 – Feira das malandrices – Exposição e venda de produtos de inspiração fálica. Em bancas dispostas ao longo do Beco do Forno, estará representada a cerâmica, da mais tradicional à mais inovadora, assim como outros produtos como pão, doçaria e bebidas.
12h00 – “Fá-lo em pedra” – Inauguração da escultura fálica de Nuno Bettencourt junto à Casa Antero.
Das 13.00 às 19.30, reservamos esta parte do dia para o merecido descanso dos caldenses que, se S. Pedro for amigo, poderão ir tomar uma banhoca na nossa mui bela praia da Foz do Arelho…
19h30 – Cocktail no Beco
20h00 – “Vamos jantar no beco” – Aberto o apetite, há que saborear as iguarias à disposição, sentado ou em pé, ao gosto e a expensas do freguês.
21h30 – Troféus “Falo Sempre em Pé” 2012-2013 – Cerimónia de entrega dos prémios da Confraria do Príapo.
22h00 – “Falas do Falo e da Boca do Corpo” – Espectáculo pelo Teatro da Rainha. N.N.
[/shc_shortcode]

No próximo dia 12 de Maio, pelas 16h30, será lançado no CCC, o livro “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas”, da autoria de Carlos Querido, juiz desembargador e colaborador da Gazeta das Caldas.No próximo dia 12 de Maio, pelas 16h30, será lançado no CCC, o livro “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas”, da autoria de Carlos Querido, juiz desembargador e colaborador da Gazeta das Caldas. O autor já tinha feito uma apresentação sobre esta obra em 2012 no centro cultural e prometeu dá-la à estampa no prazo de um ano. Redenção das Águas está agora pronto e dará a conhecer a estadia do rei D. João V nas Caldas, a partir de 1742, altura em que foi vítima de “um mal” que o faz procurar a cura nas águas caldenses, mesmo contra o conselho de vários médicos.Por ter acreditado cegamente no poder curativo das águas termais, o soberano arrastou consigo toda a corte e assim acabou por transformar a então vila pacata na capital do reino. E não foi apenas nas casas da cidade que se instalaram. Foram necessárias 62 habitações e várias quintas nos arredores para alojar o séquito real.Nas páginas deste romance histórico pode-se constatar a pompa e circunstância com que nos idos de setecentos se organizava o cortejo entre aquela que é hoje a Praça da Fruta (Rossio de então) e o Hospital Termal para acompanhar o monarca aos banhos.Na obra o leitor é guidado por Pedro Fontes, criado do Infante D. Manuel, que viveu na Foz do Arelho e que acompanhou o irmão do rei em périplos militares bem sucedidos pela Europa. Outra personagem central é Sara, a filha ilegítima do rei, que Carlos Querido coloca no seu romance a viver na vila das Caldas, mas que na realidade histórica viveu e morreu num convento em Lisboa.No livro cruzam-se várias histórias e factos históricos misturados com alguma ficção. Foi nas Caldas que o rei, a 6 de Agosto de 1742, reconheceu os seus três filhos ilegítimos, filhos de três freiras do convento de Odivelas.Na sessão de apresentação vão estar presentes com o autor, o editor João Paulo Cotrim, a vereadora Maria da Conceição Pereira, a livreira Isabel Castanheira e o professor José Carlos de Almeida. Após a apresentação da obra será representada o espectáculo “A ver navios no reinado de D. João VI e Carlota Joaquina” pelo grupo SA Marionetas, de Alcobaça. N.N
[/shc_shortcode]


No camião serão expostos os objectos sensoriais e relacionais e, no exterior, em seu redor, ficarão as obras de maiores proporções. Serão ainda exibidos vídeos, numa tela, sobre a artista.
A mostra, intitulada “Lygia Clark, Caminhando em busca do próprio caminho”, inicia o seu percurso em Óbidos e faz parte da programação oficial do Ano Brasil Portugal e percorrerá o país, entre Maio e Junho.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Durante o período em que decorre a exposição haverá monitores a acompanhar os visitantes durante o percurso, a fim de orientá-los na manipulação dos objectos e facilitar essa interacção comunicativa entre o indivíduo e a arte que a artista propõe.
Todas as visitas serão filmadas e exibidas posteriormente no Brasil, o que trará visibilidade às autarquias envolvidas nesta iniciativa.
[/shc_shortcode]


A memória destes decisores públicos parece estar ao nível da memória galinha (sem querer “ofender” estes alegres galináceos), uma vez que fundam as suas propostas e decisões na ignorância da história deste país e desta cidade. Estivessem as Faianças Bordalo Pinheiro a sofrer hoje o problema que lhes ocorreu há cerca de quatro anos – quando a fábrica esteve em situação de encerramento, tendo sido salva in extremis pelo governo da época e pelo grupo Visabeira – provavelmente não continuaria a existir a empresa cerâmica mais emblemática da cidade e do país.
Ora, como Gazeta das Caldas noticia nesta edição, o governo tenta fazer um harakiri ao centenário Hospital Termal, tentando o ministro Vitor Gaspar despejá-lo à força no município, que falho de uma visão estratégica para o concelho, há longos anos se desdobra em desculpas, parecendo querer fazer parte do problema e não da solução.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Para um município que se oferece a fazer museus (no caso, um nacional da cerâmica), num país em que a área cultural é carente de público e insustentável do ponto de vista financeiro (ainda agora e nos próximos anos), não existe um rasgo ou a influência para exigir ao Estado que respeite os seus compromissos em relação ao Hospital que é várias vezes centenário.
O que se passa com o Hospital Termal Rainha D. Leonor é uma história incrível, que nos deixa a todos envergonhados com o grau de desresponsabilização e de incúria imenso, por um património natural (as águas e os espaços verdes) e arquitectónico (o Hospital e os outros edifícios), a que se deve acrescentar os doentes que utilizavam as termas e os trabalhadores.
Neste 15 de Maio os caldenses deviam transformar as cerimónias da homenagem à Rainha D. Leonor e da “abertura” do Hospital Termal num momento de protesto e de reprovação de tudo o que tem sido feito ns últimos anos, podendo mostrar essa desaprovação pela canção de Zeca Afonso “Grândola Vila Morena”.
Mas já não bastavam as malfeitorias em relação ao Hospital Termal, para que as gentes da educação associadas à autarquia, acabassem agora a dissimular o nome do fundador da escola secundaria, Rafael Bordalo Pinheiro, num anacrónico título de Agrupamento de Santa Catarina, como se conta também nesta edição.
Bordalo Pinheiro teve muitos inimigos em vida, mas hoje (e depois da sua morte em 1905) é pacífico considerá-lo um dos maiores, senão o maior caricaturista português, como também ceramista e homem da cultura.
Só gente sem critério, ignorante até à ínfima casa, basbaque, pode ter a idéia de fazer desaparecer o nome dum agrupamento de escolas, onde se encontra a mais do que centenária, ligada à história do ensino em Portugal e que perpetua a memória de um dos seus maiores.
O que virá a seguir? Passo a passo (ou Passos a Gaspar), numa sanha indescritível, tem desfeito na cidade e na região, o centro hospitalar, a região de turismo, as escolas, a comarca judicial (cuja sede estava prevista para Caldas e não para Leiria), os serviços agrícolas, etc.
A crise não pode justificar tudo até porque em muitos casos não há justificação simplesmente financeira ou racional para o fazer. Utilizando uma alegoria do ministro da Saúde, muitas vezes, não passa de decisões de uns pavões que pululam nos terreiros do paço.[/shc_shortcode]




O cantautor Manuel Freire será o mandatário concelhio para as próximas autárquicas, às quais esta coligação pretende concorrer em diversas freguesias. Há quatro anos a CDU apresentou candidatos em seis das nove freguesias do concelho, pretendendo este ano igualar ou até aumentar este número.
A CDU assume-se como a única força política capaz de levar por diante uma gestão autárquica que conduza o concelho de Óbidos a um desenvolvimento sustentável. Na apresentação dos candidatos, que decorreu no passado dia 19 de Abril, Rui Raposo defendeu a necessidade de uma maior proximidade entre a população e o executivo, assim como o seu envolvimento nas decisões dos órgãos aos mais diversos níveis.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
O candidato comunista destacou também a necessidade de respeitar os instrumentos de gestão territorial, não pondo em causa o património cultural, ambiental e natural do concelho, em “favor de interesses económicos do grande capital e da especulação imobiliária”.
Defendeu também a existência de políticas, em articulação com o poder central, que promovam a fixação de pessoas no centro histórico da vila e nas freguesias rurais, favorecendo assim a economia local, composta essencialmente por pequenos e médios empresários.
Para Rui Raposo é preciso exigir ao Estado a concretização de alguns investimentos, como a dotação de profissionais e meios técnicos necessários à rede de cuidados de saúde primários, a conclusão do projecto de irrigação da barragem do Arnóia e a conclusão do projecto de preservação da lagoa de Óbidos e sua classificação como Paisagem Protegida de Âmbito Regional.
Entre as reivindicações estão ainda a recuperação do património edificado classificado e o reforço de meios policiais para segurança das pessoas.
O candidato comunista defende uma gestão autárquica com uma participação mais activa em lutas supra concelhias, como a requalificação e modernização dos hospitais das Caldas da Rainha e Peniche, requalificação da Linha do Oeste, luta contra a eventual introdução de portagens no troço da A8 e pela manutenção do turismo do Oeste na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Rui Raposo lembrou os bons resultados alcançados pela CDU em 2009 neste concelho, “subindo a votação em todos os órgãos a que concorreu” e considera que os eleitos cumpriram o compromisso assumido perante a população. “Mesmo em minoria, a voz da CDU fez-se ouvir e foi respeitada, criticando e rejeitando o que era preciso rejeitar, apoiando as soluções mais adequadas e apresentando as propostas alternativas que melhor defendiam os interesses dos munícipes”, disse.
O candidato comunista criticou a gestão da maioria social-democrata, denunciando que o desenvolvimento sustentável que prometeu “não passou de uma grande ilusão” e a sua concordância com as políticas dos últimos governos que foram pondo em causa a autonomia do poder local. Relativamente ao PS, Rui Raposo considera que este não tem sido uma verdadeira oposição à maioria pois por diversas vezes alinhou ao lado do PSD.
A cabeça de lista à Assembleia Municipal, Sílvia Correia, de 37 anos e residente no Olho Marinho, denunciou que o “respeito e dignidade” por este órgão não foram apanágio da maioria PSD, que ao longo do mandato procurou fazer dele “uma mera caixa de ressonância do presidente da Câmara”. As críticas foram também dirigidas aquele autarca que, em vez de “responder aos pedidos de esclarecimento dos eleitos da Assembleia, interpelava e retorquia contra as intervenções que não lhe agradavam”.
A candidata comunista disse ainda que o regimento foi desrespeitado por diversas vezes pelo PSD ao apresentar os assuntos para discussão em plena sessão e sem dar conhecimento prévio aos eleitos. Para Sílvia Correia, o momento mais grave foi vivido quando a maioria social-democrata se permitiu “votar a favor normas dos estatutos da nova empresa municipal que retiram competências à Câmara e à própria Assembleia, deixando-as nas mãos da entidade empresarial que não pode ser fiscalizada”.
A militante comunista deu nota do trabalho desenvolvido pelo seu camarada Custódio Santos durante quatro anos, nos quais abordou problemas como a falta de manutenção das estradas, roturas nas condutas de água, falta de médicos, degradação do património e desrespeito pelas regras do PDM. Foram também apresentadas diversas moções, “invariavelmente chumbadas pela maioria PSD e por vezes também pelo PS”, frisou Sílvia Correia, dando nota que isso é ilustrativo de como estes são “sectários e põem o seu tacticismo partidário acima dos interesses das populações”.
[/shc_shortcode]


Em 2001 o antigo funcionário da Segurança Social conquistou, também como independente, a Junta da Nazaré. Quatro anos depois lançou-se numa candidatura independente à Câmara e tornou-se na segunda força política do concelho, apenas batida pela candidatura social-democrata de Jorge Barroso. Já em 2009, António Trindade integrou as listas do PS para a autarquia e no decorrer do mandato que agora termina chegou mesmo a coadjuvar Jorge Barroso na gestão do pessoal afecto às oficinas municipais (incluindo aprovisionamento) e dos cemitérios municipais, no sector das pescas e na área do apoio social e regimes de Segurança Social, funções às quais renunciou em Outubro passado por não concordar com as políticas que estavam a ser seguidas pelo executivo.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Agora, António Trindade define como objectivos da sua campanha a suspensão dos processos de concessão em curso na Nazaré, nomeadamente a tão controversa concessão da distribuição de água e da rede de saneamento e do estacionamento municipal. “A não serem feitas as concessões ou, sendo feitas, sendo geridas de forma correcta, a Câmara Municipal em cinco anos recupera a sua dívida”, afiançou o candidato.
Numa das mais endividadas autarquias do país, o independente quer “propor a redução de assessorias e de consultorias”, bem como resolver o problema dos credores da Câmara Municipal, aos quais a autarquia deve cerca de 27 milhões de euros. “É inaceitável que tenhamos tantos empresários com dificuldades e a Câmara não satisfaça os compromissos que tem com eles”, acusa. A definição de uma estratégia para o Turismo, a uniformização de regras para o centro histórico da vila da Nazaré no Plano Director Municipal, a aproximação da autarquia às associações e aos sectores da pesca e da agricultura, foram outras linhas referidas por António Trindade, que aponta ainda o dedo à empresa municipal Nazaré Qualifica que “apenas serve de palco para promover o candidato do PSD”.
Na tarde de sexta-feira, António Trindade vincou ainda a “transversalidade” da sua candidatura, cuja apresentação reuniu numa sala do Hotel Praia empresários de topo e membros da comunidade piscatória, entre muitos outros. A base de apoio social desta candidatura independente foi também salientada por Abílio Marques, o cabeça de lista à Assembleia Municipal, que manifestou “um orgulho muito grande em poder representar uma parte significativa da população nazarena”.
Quem também marcou presença na apresentação da candidatura independente foi José Maria Trindade, docente de Antropologia no Politécnico de Leiria e primo de António Trindade, que “é uma pessoa que tem ideias para o concelho, mas tem estado a pregar no deserto”. O antropólogo defendeu que “neste momento a Nazaré vive uma coisa ruim e se não tivermos cuidado, não sabemos o que vai acontecer”. Por isso, “seria bom ter alguém tão íntimo da Nazaré” na autarquia como António Trindade, que “conhece a Nazaré como ninguém”.
A candidatura vai a votos com a designação Grupo de Cidadãos Independentes do Concelho da Nazaré. O mandatário da candidatura é Silvino Trindade, para quem os candidatos já escolhidos são “pessoas com provas dadas pelo trabalho realizado e pela defesa dos interesses da Nazaré”.
Joana Fialho
jfialho@gazetadascaldas.pt
[/shc_shortcode]


Trata-se de uma chantagem óbvia por parte do governo, uma vez que este faz depender a reabertura do Hospital Termal da realização destas obras. Na prática, o hospital terá de ficar encerrado nos próximos meses ou até anos e, caso este seja concessionado a outra entidade, deixará de fazer parte do Serviço Nacional de Saúde.
Entretanto, o CHO já deixou de fazer análises às águas termais, uma vez que delas não depende a reabertura do hospital e já começou a transferir pessoal para outros serviços, devendo em breve seguir-se algum equipamento. A zona do Largo do Hospital Termal vai ficar mais vazia.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
O Hospital Termal das Caldas da Rainha vai ter de ficar encerrado até que sejam realizadas as obras necessárias para que possam estar garantidas as condições necessárias à continuidade dos tratamentos, sem que reapareçam infecções bacteriológicas. Na prática, o hospital terá de ficar encerrado nos próximos meses ou até anos e, caso este seja concessionado a outra entidade, deixará de fazer parte do Serviço Nacional de Saúde.
O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) recebeu uma notificação do delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Tavares, a informar que os tratamentos de hidrobalneoterapia só poderão ser reactivados depois de ser feito um diagnóstico sobre os problemas das termas e as suas causas, e realizadas as obras de correcção necessárias.
O presidente do CHO, Carlos Sá, realizou na passada segunda-feira, 22 de Abril, uma conferência de imprensa na qual salientou que a situação não é nova e que já estava identificada a necessidade de se requalificar o sistema de captação, adução, armazenamento e distribuição das águas termais, “de forma a garantir a qualidade da água mineral” tendo em conta os sucessivos encerramentos devido às contaminações com pseudomona e legionella.
“Temos agora de encarar este processo como uma oportunidade. Congregando vontades, podemos encontrar uma solução que permita garantir a sustentabilidade e o crescimento do termalismo na região das Caldas de uma vez por todas”, referiu Carlos Sá.
O administrador afirmou estar seguro de que “todas as partes envolvidas neste processo quererão fazer parte da solução”. A notificação da DRSLVT já foi transmitida ao presidente da Câmara das Caldas e Carlos Sá espera agora que haja receptividade por parte da autarquia para que lhe seja entregue a gestão do Hospital Termal e do Balneário Novo pelo prazo de 25 anos, de acordo com uma proposta enviada pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (entidade responsável pelo património do Estado).
“Caberá à Câmara definir se aceita ou não essa proposta e fazer parte da solução definitiva desta questão”, disse.
Questionado se esta situação não poderia ser encarada como uma chantagem, Carlos Sá salientou que a notificação é do delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo. “É uma decisão meramente técnica”, considera.
Meio milhão resolveria o problema das infecções
Tal como a Gazeta das Caldas noticiou em primeira mão, a proposta da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) refere que a autarquia caldense é a entidade que “melhor poderá promover a reparação e conservação daqueles imóveis”.
O documento, que não é final, refere ainda que os dois edifícios necessitam de obras de reparação, a nível estrutural “que exigem investimentos avultados”.
Segundo um estudo realizado em 2008, o valor calculado para a recuperação e duplicação de todo o sistema de aduções é de 500 mil euros. Um valor que Carlos Sá até acredita poder ser menor, actualmente, e que seria suficiente para ultrapassar os condicionamentos da Delegação Regional de Saúde.
Carlos Sá não soube explicar porque é que a candidatura ao PROVERE não foi aprovada, o que teria resolvido mais cedo este problema. “Não sei porque não avançou. O argumento que me foi dado foi que a candidatura não foi enquadrada no âmbito através do qual foi submetido. Mas isso foi anterior à minha vinda para cá”, referiu, garantindo que nunca esteve envolvido nesse processo.
Os 500 mil euros necessários para estas obras até poderiam ser disponibilizados pela Câmara das Caldas antes de se estabelecer qualquer acordo para que o Hospital Termal pudesse reabrir mais rapidamente.
Na semana passada, Fernando Costa admitiu ao nosso jornal que a Câmara das Caldas poderia estar disponível para comparticipar as obras necessárias para evitar novas contaminações da água termal.
Embora tenha começado por dizer que a autarquia pretende é investir na componente nacional de projectos que venham a ser apoiados por fundos comunitários, acabou por dizer que esta poderia contribuir financeiramente para alguma obra que seja considerada indispensável. Até porque, só poderá haver garantias de haver fundos comunitários depois de ser aprovada uma candidatura que ainda nem existe.
Uma solução que, no entanto, não parece agradar a Carlos Sá, mais interessado em entregar rapidamente aquele património à Câmara. “Não vejo porque é que não podemos resolver tudo no imediato. Mais uma vez estaríamos a resolver apenas uma parte do problema e não o seu todo”, afirmou.
O gestor considera que faz todo o sentido que seja a autarquia a fazer uma candidatura a fundos comunitários para a reabilitação de todo o património termal, no qual se incluem o Parque, a Mata e os Pavilhões do Parque.
Por outro lado, Carlos Sá salientou que a proposta prevê a utilização destes edifícios por parte de terceiros, tendo por isso sugerido uma parceria com a Fundação Inatel. “Esta entidade tem um perfil de pessoas que a ela recorrem que se coaduna muito com quem procura águas termais e poderia atrair para cá muitas pessoas”, adiantou.
Na visita que fez ao Hospital Termal e ao Parque, o presidente do Inatel, Fernando Ribeiro Mendes, referiu que este foi apenas um primeiro encontro “para uma troca de impressões muito inicial”, mas estão disponíveis para encontrar soluções em conjunto com as entidades envolvidas. Para Carlos Sá, “enquanto não houver a aceitação por parte da Câmara relativamente a este processo, nenhuma das partes se irá comprometer”.
Só que o presidente da Câmara já demonstrou ter algumas dúvidas em relação à proposta da DGTF e quer ser recebido pelo ministro da Saúde para abordar também esta questão, antes de serem tomadas decisões. Também a Assembleia Municipal das Caldas exige ser recebida pelo ministro da Saúde até 30 de Abril. Até segunda-feira a Câmara não tinha feito nenhuma contraproposta em relação ao que foi enviado pela DGTF.
Funcionários colocados noutros serviços
Encerrado desde 6 de Março, depois de detectada a presença de legionella nas canalizações, o Hospital Termal tem-se mantido sem tratamentos porque as análises realizadas entretanto detectaram organismos mesófilos em quantidades superiores ao mínimo permitido. Mas, seja como for, não haverá mais análises porque a ordem agora é para fazer obras de 500 mil euros.
Na sequência disto os funcionários do Hospital Termal estão a ser colocados noutros serviços e, caso a concessão avance, não irão voltar a trabalhar nesta área. Carlos Sá disse estar disponível para colaborar com a entidade que possa vir a gerir as termas das Caldas de modo a que alguns desses funcionários possam ser transferidos, desde que salvaguardados os seus direitos. No entanto, acabou por dizer não querer falar sobre essa questão “porque não há nada de concreto”.
Como o protocolo proposto refere que a concessão da água mineral se mantém no Ministério da Saúde, a Câmara das Caldas ficará apenas com a gestão do património imobiliário. “Se o Centro Hospitalar deixasse de ter a concessão da água, teria que ser aberto um concurso público a que qualquer entidade poderia concorrer. O que está lá escrito visa salvaguardar esta questão”, entende.
O CHO está também a estudar a melhor forma de deslocalizar o serviço de Medicina Física e Reabilitação do edifício do Hospital Termal para outros espaços do centro hospitalar.
Na conferência de imprensa, Carlos Sá revelou ainda que no início de Maio será conhecida a proposta final da reorganização hospitalar no Oeste.
Pedro Antunes
pantunes@gazetadascaldas.pt
Faltas de material no hospital
Perante as queixas de alguns utentes de situações em que se depararam com falta de material e de medicamentos no Hospital das Caldas, o presidente do Centro Hospitalar do Oeste, Carlos Sá, admitiu que houve alguns problemas com o Serviço de Aprisionamento que levaram a essas falhas.
Em causas estiveram não só alguns medicamentos, mas também consumíveis como fraldas ou luvas de latex.
“É natural, embora não seja desejável, que num processo de reorganização possa haver uma fase inicial em que seja necessárias alguns reajustes”, referiu o administrador, que garantiu já terem sido detectadas as áreas onde é necessário intervir. “A semana passada já tomámos algumas decisões e prevejo que dentro de pouco tempo poderemos ter esses assuntos resolvidos”.
Carlos Sá garantiu ainda que nunca faltou nada que pudesse colocar em risco os doentes.
Em relação ao despacho do ministro das Finanças que proíbe aquisições do Estado que não estivessem já contratualizadas sem autorização prévia da tutela (que afecta o CHO por ser totalmente público ao contrário de outros hospitais do país), Carlos Sá explicou que tiveram que recorrer à criatividade para suprir algumas necessidades. O CHO pediu emprestado a outras unidades hospitalares, que são EPE (Entidades Públicas Empresariais), alguns materiais que era necessário utilizar.
[/shc_shortcode]


O director, António Veiga, e o vereador da Educação, Tinta Ferreira, dizem que não sabem de nada.
Uma portaria do Diário da República de 19 de Abril para a colocação de vagas para professores refere três agrupamentos nas Caldas da Rainha: D. João II, Raul Proença e Santa Catarina. Os professores e comunidade educativa não se conformam com a perda do nome da escola, Rafael Bordalo Pinheiro, fortemente associado à cultura e identidade da cidade.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
Para o presidente do Conselho Geral da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (ESRBP), José Manuel Pereira da Silva, o facto do agrupamento aparecer denominado de Santa Catarina ao invés de Rafael Bordalo Pinheiro, representa um “grave prejuízo para uma instituição centenária”.
O professor manifestou a sua “estranheza” e “preocupação” por “vermos cair as termas, que são a primeira pedra fundadora da cidade, e vermos cair o nome Bordalo Pinheiro, que é a segunda refundação da cidade, ainda por cima na sua ligação a uma escola secundária que é a mais antiga do país” (foi criada em 1884).
O responsável destaca que esta escola está profundamente identificada com o espírito bordaliano, pelo que deixar cair o seu nome “é uma coisa que não passa pela cabeça de ninguém, sobretudo dos bordalos, que inclui os que passaram por esta casa como alunos, professores e funcionários”.
Por considerarem que este é um problema da cidade e não apenas da escola, os professores já agendaram uma reunião com o Conselho da Cidade e com o vereador da Educação, Tinta Ferreira.
José Manuel Pereira da Silva recorda que este processo é estranho desde o início. “Sempre pensámos que o agrupamento fosse com a escola do lado, D. João II, porque a legislação que enquadra a criação de agrupamentos tem um conjunto de critérios assentes na proximidade geográfica e continuidade pedagógica”, explicou. Tendo em conta que a decisão sobre o novo agrupamento, tinha que ser precedida de uma consulta aos conselhos gerais e tal não aconteceu, o responsável dirigiu uma carta ao director regional de Educação, ao secretário de Estado e ao ministro da Educação, onde impugnava a decisão por entender que não foram cumpridos os pressupostos da legislação.
O ministro e o secretário de Estado informaram que o assunto era da responsabilidade do director regional, mas desde o início do ano que este cargo foi extinto e José Pereira da Silva nunca obteve uma resposta, tendo ficado com o “facto consumado de haver um agrupamento composto por duas escolas que não têm qualquer espécie de proximidade pedagógica nem territorial”.
A professora Manuela Silveira recorda que também a comunidade escolar se manifestou contra a junção da Escola Bordalo Pinheiro com Santa Catarina, numa exposição escrita dirigida a vários órgãos, e que nenhum respondeu. A docente considera que a identidade da escola “já está posta em causa quando agrupa com Santa Catarina, nos confins do concelho, deixando ao lado uma escola com quem sempre teve grande proximidade”.
E explicou que o pressuposto destes agrupamentos é que o aluno ali faça o seu percurso escolar desde o primeiro ciclo até ao secundário, mas que isso não acontece com o agrupamento D. João II, que fica sem garantir o secundário e que leva os docentes a suspeitar das razões de ficar esta “porta aberta” nas Caldas.
“Não consegui contactar com eles”
Questionado pela Gazeta das Caldas, o director da ESRBP, António Veiga, contou que ficou decidido em Dezembro, numa reunião com a Direcção Regional de Educação, a Câmara das Caldas e os responsáveis das escolas, que o novo agrupamento passaria a ter sede na escola caldense e chamar-se-ia Rafael Bordalo Pinheiro. Essa deliberação, disse, consta de uma acta.
O director procurou explicar que “a mudança de nome e de sede é um processo paralelo aquilo que saiu em Diário da República, que foi a publicação de vagas para efeitos de concurso”. Mas não soube responder se o teor da portaria de 19 de Abril diz respeito ao conjunto da ESRBP e Agrupamento de Santa Catarina porque, diz, “somando as vagas negativas das duas escolas há pequenas discrepâncias”.
O responsável contou à Gazeta das Caldas que durante o dia de segunda feira tentou obter informações sobre a mudança de nome e de sede, assim como das vagas, junto dos diversos organismos do ministério, mas “não consegui contactar com eles”.
O responsável, que vai ser o presidente da Comissão Administrativa Provisória para a constituição do novo agrupamento – contra o qual nunca se insurgiu -, reconhece que esta foi uma situação que “causou alarme” na comunidade educativa com a qual se mostrou solidário.
Só pode ser um engano
O vereador da Educação, Tinta Ferreira, disse ter tomado conhecimento da situação pela Gazeta das Caldas e garante que se trata de um engano. “Não pode ser de outra maneira”, disse o autarca, acrescentando que há um despacho da tutela no sentido de que o novo agrupamento terá o nome de Rafael Bordalo Pinheiro.
Gazeta das Caldas questionou o Ministério da Educação sobre esta situação, mas, tal como aconteceu com o director da escola caldense, também não teve respostas.
Testemunhos
“Esperamos que a situação seja rectificada”
Herculano Elias

“Esperamos que a situação seja rectificada” adiantou Herculano Elias, que disse também não compreender como é que aquela escola, tendo a D. João II ao lado, é agrupada com Santa Catarina, situada a 17 quilómetros de distância.
“Estamos a perder aquilo que nos diferencia”
Isabel Castanheira

Isabel Castanheira não sabe quem foi Santa Catarina mas sabe muito bem quem é Rafael Bordalo Pinheiro e por isso, e por achar que a cidade não merece este “disparate”, começou logo na segunda-feira a recolher assinaturas para uma petição pública, a ser entregue ao Ministério da Educação, para que o nome de Rafael Bordalo Pinheiro seja reposto à escola.
[/shc_shortcode]


A Oficina Tinoni foi criada com o intuito de “mostrar que é possível construir e reparar brinquedos”, uma missão com importância acrescida “numa altura em que impera a cultura do descartável”, diz o padre Armindo Reis, Pároco da Benedita. Além disso, este é um projecto de olhos postos na ligação entre gerações, com os mais velhos a servirem de mestres nas artes das brincadeiras e os petizes a aprenderem como noutros tempos as crianças se divertiam.
[shc_shortcode class=”shc_mybox”]
A funcionar numa instituição que acolhe cerca de 300 crianças, do berçário às Actividades de Tempos Livres, a Oficina Tinoni assume-se como “um projecto para a comunidade e aberto à comunidade”. E muitas foram já as instituições que se juntaram neste projecto, que entre os parceiros conta com o Agrupamento de Escolas, a Misericórdia, a Universidade Sénior, a Paróquia, os grupos de jovens e de voluntariado, bem como os Centros Sociais Paroquiais de Turquel e Valado dos Frades, que poderão também vir a usufruir dos serviços aqui prestados.
Mas a concretização deste espaço fica ainda a dever-se ao apoio da Fundação EDP. A Oficina Tinoni foi um dos 27 projectos com financiamento aprovado entre 1.125 candidaturas apresentadas à EDP Solidária 2012. De acordo com a irmã Ana Cristina Pereira, directora do Centro Social Paroquial, os 16 mil euros atribuídos ao projecto estão a ser encaminhados para a compra das ferramentas e materiais necessários.
Jogos em madeira, fantoches, bonecos articulados, roupas para bonecas, mobiliário infantil e artigos em crochet, são alguns dos produtos que saíram já desta oficina e que estão em exposição numa loja improvisada no Centro Comunitário local. Já os brinquedos a necessitar de reparação devem ser entregues no Centro Social Paroquial.
Os primeiros clientes da Oficina Tinoni foram as salas do próprio Centro Social Paroquial. Mas Tânia Graça, coordenadora do projecto, explica que os serviços podem ser solicitados, em sistema de trocas, por qualquer pessoa. “Quem quiser um dos nossos brinquedos pode deixar outro em troca. O mesmo se passa com os arranjos, pode trazer-se um brinquedo para arranjar e outro para deixar à oficina”.
A expectativa dos responsáveis é que a Oficina Tinoni venha a tornar-se sustentável e a permitir a criação de postos de trabalho. Mas para já, o trabalho voluntário é fundamental para garantir que a oficina funcione de segunda a sexta-feira. E procuram-se mais colaboradores.
[/shc_shortcode]