Categoria: Painel

  • Bombarral garante investimento de 53 milhões de euros em parque de diversões

    Bombarral garante investimento de 53 milhões de euros em parque de diversões

    Notícias das Caldas O 39º aniversário do 25 de Abril foi comemorado de forma especial este ano no Bombarral, com a cerimónia de assinatura de um compromisso entre a autarquia e promotores estrangeiros para a construção de um parque temático de diversões na Quinta do Falcão, junto à saída da A8 (Bombarral norte), num investimento de quase 53 milhões de euros.

    Tal como a Gazeta das Caldas noticiou em Dezembro de 2010, a autarquia cedeu o terreno de 38 hectares onde irá ficar esta infra-estrutura. Está prevista a criação de 320 postos de trabalhos directos e são esperados cerca de 500 mil visitantes por ano. O raio de influência previsto abrange algumas zonas de Espanha e espera-se o afluxo de turistas de outros países europeus, nomeadamente do Reino Unido.
    O parque de diversões do Bombarral pretende ser ecológico, adaptado às características do terreno e integrado na paisagem, “fazendo uso e valorizando as condições geomorfológicas, ambientais e culturais da zona onde se insere”, refere o projecto da Sky Towers.

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    O parque tem previsto como principais atracções um conjunto de áreas de entretenimento, desde equipamentos de recreio, a restauração e cinemas, para além de um conjunto de actividades complementares.
    Uma das suas características será a utilização de tecnologias viradas para elementos virtuais em 4D e inteligência artificial. No total vão ser instalados 28 aparelhos de diversão, um dos quais irá acompanhar a linha de água existente no local e que o projecto prevê requalificar.
    Para além do caldense Manuel Remédios, a empresa Sky Towers fez-se representar pelos investidores ingleses John Flynn, Christopher Flynn e Hartley Booth. Este último foi ministro nos governos de Margaret Thatcher.
    O 25 de Abril, que anualmente é comemorada com dignidade naquela vila, fica marcada por este compromisso que irá trazer ao concelho um projecto estruturante que poderá mudar para sempre o Bombarral e a região. Presente na cerimónia, o director regional de Economia, Ricardo Emílio, destacou a importância deste investimento, que considera ser “um projecto âncora para o Bombarral, para a região e para o país”.
    O documento contém o termo de aceitação da minuta do contrato, aprovada pela Câmara, dando a conhecer as condições e os termos em que o negócio se irá realizar. A concessão do terreno será por um período de 60 anos, recebendo a autarquia 200 mil euros de entrada, aos quais acrescem uma renda anual de 100 mil euros e 5% de receita anual sobre os lucros de exploração.
    O presidente da Câmara, José Manuel Vieira, acredita que o parque “será em breve uma realidade e para isso contamos com a imprescindível colaboração de todas as entidades envolvidas na certeza que este investimento é um bem do país e não só da região Oeste e do Bombarral”.
    No entanto, referiu que ainda são necessários alguns ajustamentos no projecto, e também ao nível do PDM do concelho (com a de desafectação dos terrenos da Reserva Agrícola Nacional), o que não evitou que “tivéssemos feito a vontade ao investidor, transmitindo-lhe o documento solicitado e que lhes permitirá avançar com a sua parte no processo”.
    O autarca explicou que o contrato foi assinado por solicitação dos promotores que entenderam “ser necessário que a Câmara lhe entregasse um documento que permita manter activo o processo financeiro para a viabilização do negócio”.
    O edil acrescentou que autarquia está neste momento “a cooperar com os investidores na elaboração da avaliação de impacto ambiental e do mapa de ruído, de modo a poder ser enviado com celeridade, o processo completo para conferência de serviços na CCDR-LVT”.
    Segundo o autarca, só com a colaboração de Ricardo Emílio (Director Regional de Economia de Lisboa e Vale do Tejo), de Luís Reis e Madalena Silva (Associação para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e do político bombarralense Feliciano Barreiras Duarte, é que foi possível “acelerar um processo que por regra demora largos anos a concluir”.
    Ricardo Emílio garantiu “que tudo será feito ao nível da Administração Central para levar este processo para a frente”. O responsável quer que a primeira pedra do novo parque de diversões seja lançada nos próximos cinco meses.
    Manuel Remédios, que é também o arquitecto responsável pela elaboração do projecto, fez um enquadramento sobre o surgimento da ideia da criação de um parque de diversões na região, afirmando que se trata de “uma peça fundamental para se conseguir uma oferta turística com maior potencial”. Na sua opinião, este é um investimento de muito pouco risco “mesmo nos dias que correm”, até porque “as avaliações feitas garantem-nos o sucesso do parque”.
    Manuel Remédios contou à Gazeta das Caldas que uma técnica de turismo da autarquia levou os investidores à Gruta Nova da Columbeira e estes ficaram muito entusiasmados com a possibilidade de integrar este património arqueológico num percurso que ligue o parque de diversões. Esta é uma das poucas grutas portuguesas com ocupações do paleolítico médio e uma das duas em território nacional que forneceu testemunhos arqueológicos atribuídos ao homem de Neanderthal (30.000 anos a.C.). P.A.

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  • Óbidos quer transformar-se também numa vila literária

    Óbidos quer transformar-se também numa vila literária

    Notícias das Caldas No Dia Mundial do Livro (23 de Abril) a Livraria de Santiago abriu exclusivamente as suas portas para a apresentação da obra Óbidos – De “vila museu” a “vila cultural”. A sua abertura definitiva está prevista para meados de Maio.

    Este espaço estará integrado numa rede gerida pela Sociedade Vila Literária, uma associação sem fins lucrativos, que nasceu com alguns associados, como a Ler Devagar e a Bichinho do Conto, mas que é aberta à participação de todos quantos a queiram integrar.

    Na livraria de Santiago estão expostos à volta de 40 mil livros e José Pinho, proprietário da livraria lisboeta Ler Devagar (que funciona no espaço cultural da LX Factory em Alcântara) prevê que, no total, consigam ter em Óbidos 170 mil títulos, até 2016, espalhados por vários espaços.

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    A primeira vez que ouviu falar no projecto de criação de uma livraria numa antiga igreja na vila de Óbidos, José Pinho, da Ler Devagar, atravessava os céus de Itália. A livreira Mafalda Milhões, que também regressava de Reggio Emília, naquele país, onde participava num projecto do município ao nível da Educação, contou-lhe o que pretendiam fazer em Óbidos e era um projecto que “tinha mesmo a sua cara”.

    Quando visitou o espaço pela primeira vez, em 2011, este ainda estava em recuperação e a primeira impressão de José Pinho foi que não interessava, pois tratava-se de uma vila pequena e já havia uma livraria nas Caldas, a 107. Mas depois foi convidado a visitar a vila e começou a pensar num projecto mais ambicioso, com outros espaços que poderiam aliar-se à antiga igreja, que nas últimas duas décadas tem funcionado como espaço multiusos, funcionando em rede.
    “Já houve muitas ideias de fazer cidades do livro em Portugal, que não funcionaram porque nos sítios onde as idealizaram fazer não era possível”, explicou José Pinho, acrescentando que em Óbidos é diferente, pois já existem vários espaços, alguns sem utilização, que poderão ser cheios com livros e outras actividades relacionadas com a literatura.
    “Nunca se pretendeu uma livraria estanque, mas montar um projecto com linguagem distintas, tendo em conta as características dos espaços”, referiu Mafalda Milhões, da Bichinho do Conto que, juntamente com José Pinho, está hoje no projecto deste o seu início.
    No arranque estarão também o espaço do Mercado Biológico e a Galeria novaOgiva, ambos na Rua Direita. A galeria continuará a funcionar como o espaço de excelência para acolher as grandes exposições de arte contemporânea, mas uma das suas paredes passará a estar repleta de livros. As estantes são feitas a partir de paletes que existiam nos armazéns da Câmara.
    Já o espaço do mercado biológico (antigas instalações dos bombeiros dentro do castelo) vai ser explorado por muita gente. “Vai ter um conjunto de bancas novas para os fornecedores de produtos biológicos ali poderem comercializar os seus produtos e, à noite, transforma-se num bar, mantendo os produtos biológicos”, explicou o presidente da Câmara, Telmo Faria.
    Em todas as paredes serão montadas caixas de frutas, cujos topos são cortados, permitindo-lhes acolher cerca de 30 mil livros relacionados com as áreas da natureza, agricultura e viagens.
    Numa segunda fase serão intervencionados outros espaços, mas em recuperações de baixo custo, que trabalham os processos da criatividade e da sustentabilidade. No Museu Abílio estarão expostos livros de artes performativas e design, enquanto que na galeria do Pelourinho haverá poderá poesia e obras de Fernando Pessoa.
    A ambição é grande, os responsáveis querem ter em Óbidos a presença de todos os títulos editados em português, para isso contam com a presença de todas as editoras, e terão também alfarrabistas.
    A aposta na cultura num país em crise não assusta os responsáveis, que acreditam no sucesso do projecto e garantem que o livro “é o melhor presente que se pode dar a alguém e de menor custo”, pois existem exemplares a partir de um euro.
    Neste momento estão 13 pessoas a trabalhar na preparação e arranque da livraria e, de acordo com José Pinho, o investimento ainda não está estimado.
    “O património quer-se vivo”
    “Acho que hoje [23 de Abril] foi um dia muito feliz porque num dia dedicado ao livro e à leitura conseguimos que a vila viesse à livraria”, destacou José Pinho, dando nota que convidou todos os comerciantes que encontrou a estar presentes. Acrescentou ainda que todos os que quiserem poderão associar-se a esta iniciativa.
    No Dia Mundial do Livro foi apresentada a obra Óbidos – de “vila museu” a “vila cultural”, da autoria de Clara Moura Soares e Maria João Neto, do Instituto de História de Arte.
    Maria João Neto registou “com muito agrado a intervenção feita na igreja porque o património quer-se vivo”. Referindo-se à vila, a docente universitária explicou que “sentiu-se uma carga muito negativa” até depois do 25 de Abril de 1974, ligando-a muito ao antigo regime.
    A preocupação com o património já vem desde o século XIX e registou-se com muita intensidade na 1º República. Entre os marcos importantes desta preservação, foi dado destaque à transformação do castelo em pousada, durante o Estado Novo, assim como o trabalho de António Ferro na propaganda à vila.
    Maria João Neto não vê que “seja uma Disneylândia” tudo o que é feito em Óbidos, destacando que desde que se consiga trazer pessoas ao património e, com essa vertente lúdica, conseguir passar conhecimento às pessoas e valorizar o seu lado cívico com uma sensibilização para a sua preservação, é sempre positivo.
    “O património é visto como um motor para a coesão social e o empreendedorismo”, disse, acrescentando que “ao lado do copo de ginja d’Óbidos precisamos de ter a cultura, gerar empregos e ter sucesso económico”.

    “Histórias com Bicho” reabre em meados de Maio
    A livraria Histórias com Bicho, nos Casais Brancos (Óbidos), vai reabrir em meados de Maio, com diversas iniciativas. O imóvel encontra-se fechado desde que o temporal de 18 de Janeiro o afectou, sobretudo ao nível do telhado, instalação eléctrica e comunicações. “Tivemos muita sorte porque como estávamos em altura de balanço tínhamos os livros fora do alpendre”, contou a responsável pela livraria, Mafalda Milhões à Gazeta das Caldas.
    Entretanto, o tempo não permitiu a colocação do novo telhado, tendo as obras na antiga escola primária dos Casais Brancos, apenas arrancado a 23 de Abril. F.F.

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  • A Caixa de Crédito Agrícola nasceu em Alvorninha e hoje abrange Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche

    A Caixa de Crédito Agrícola nasceu em Alvorninha e hoje abrange Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche

    Fundada em Alvorninha em 1913, a Caixa de Crédito Agrícola das Caldas da Rainha (a que agora se juntaram as de Óbidos e Peniche) comemora amanhã, 4 de Maio, o seu centenário com o descerramento de uma placa comemorativa no balcão sede, uma sessão solene no CCC e uma missa presidida pelo cardeal patriarca, o caldense D. José Policarpo.

    Num panorama de crise, a Caixa Agrícola caldense tem-se mantido com bons resultados líquidos apesar dos seus lucros terem caído de 1,2 milhões de euros para 425 mil euros de 2010 para 2011. No ano passado os resultados líquidos foram de 669 mil euros.

    Foi em 1913, no período conturbado da I República, que nasceu a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alvorninha, cujos estatutos foram aprovados em 5 de Abril desse ano.

    Num país essencialmente rural, com a esmagadora maioria da população a viver da agricultura, não surpreende que a futura Caixa Agrícola das Caldas da Rainha tivesse nascido numa freguesia do interior do concelho.

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    Em 1918 esta instituição financeira muda de nome e de sede, passando a designar-se Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Vidais, com sede nesta freguesia.

    Será em 8 de Maio de 1926, que, por escritura, são alterados de novos os estatutos da instituição, que passará a designar-se Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Caldas da Rainha, passando a sede para esta vila que só subiria a cidade no ano seguinte.

    Durante mais de 70 anos este banco manter-se-ia sem grandes alterações, até que em 1996 se funde com a Caixa de Crédito Agrícola de Óbidos. Três anos depois ocorre uma segunda fusão com a CCAM de Peniche, pelo que desde 11 de Fevereiro de 1999 que esta instituição financeira  se designa Caixa de Crédito Agrícola das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche.

    Curiosamente a CCAM de Peniche foi também fundada em 1913, oito meses depois da sua congénere de Alvorninha. Já a CCAM de Óbidos data de 1983. Outra curiosidade: a primeira Caixa Agrícola do país foi a de Elvas, fundada em 1910, apenas três anos antes da de Alvorninha.

    Com a fusão das três Caixas, a região passou a deter uma instituição bancária de carácter cooperativo com 13 balcões: A-dos-Francos, Alvorninha, Atouguia da Baleia, Caldas da Rainha, Ferrel, Foz do Arelho, Gaeiras, Óbidos, Peniche, Santa Catarina, Santo Onofre, Serra D’El Rei e Usseira.

    Nos três concelhos, esta instituição conta com 69 trabalhadores.

    A CCAM de Caldas, Óbidos e Peniche tem 5.699 sócios e 44.183 clientes, tendo registado um volume de negócios no final do ano passado de 478 milhões de euros.

    No contexto da rede nacional das 84 caixas associadas ao Crédito Agrícola, a que tem sede nas Caldas da Rainha tem um peso de 2,25% no total dos depósitos e de 2,44% no total dos créditos concedidos.

    Em 2010 a CCAM das Caldas, Óbidos e Peniche teve lucros de 1,2 milhões de euros, mas a crise provocou um decréscimo abrupto nos seus resultados líquidos, que baixaram para 425 mil euros em 2011, tendo subido para 669 mil euros no ano passado.

    Já o volume de negócios não teve uma quebra tão acentuada e manteve-se relativamente estável nos últimos quatro anos (ver quadro).

    Quanto ao crédito concedido teve um decréscimo de 3,4% de 2011 para 2012. Há dois anos o crédito concedido foi de 173,3 milhões de euros e no ano passado de 167,4 milhões.

    Já lá vai o tempo em que as CCAM tinham a sua actividade centrada no sector agrícola. Hoje são organizações bancárias  praticamente iguais às outras congéneres. A das Caldas, Óbidos e Peniche tinha mais de metade dos créditos concedidos afectos a empresas e ao Estado (Central e autarquias). O crédito à habitação representa 27%. C.C.

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  • CDS de Alcobaça aposta em social-democrata na corrida à Câmara Municipal

    CDS de Alcobaça aposta em social-democrata na corrida à Câmara Municipal

    Notícias das Caldas Carlos Bonifácio, vice-presidente da Câmara de Alcobaça nos dois últimos mandatos de Gonçalves Sapinho (PSD), é o cabeça de lista do CDS-PP àquela autarquia nas eleições deste ano. O nome do candidato, que vai encabeçar a lista como independente, foi ratificado em reunião de militantes realizada na passada sexta-feira, dia 26 de Abril, e mereceu a aprovação da esmagadora maioria dos militantes presentes, que rondavam a meia centena.
    Em Outubro, Carlos Bonifácio volta assim a enfrentar Paulo Inácio, depois de ter disputado com o actual presidente da Câmara a liderança das listas do PSD às autárquicas de 2009. Para encabeçar a lista do CDS-PP, o antigo vice-presidente da Câmara de Alcobaça deverá entregar o cartão de militante do PSD.
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    Em comunicado, o presidente da concelhia centrista, Luís Querido, diz que o candidato do CDS-PP “tem prestígio e já provou ser uma personalidade geradora de forte apoio na sociedade. Conhece como poucos os problemas do concelho e é o garante de uma forte ambição que nos últimos anos anda arredada dos actuais autarcas municipais”.
    Os democratas cristãos estão ainda convictos de que “a candidatura de Carlos Bonifácio nas listas do CDS-PP tem um cariz mobilizador” e falam mesmo em “apoios espontâneos” vindos não só de militantes, mas de várias personalidades de diferentes quadrantes políticos, “o que prova o grau de abrangência do candidato e que indicia a aposta correta, ao convidar uma personalidade com competência, mérito e credibilidade no concelho”.
    O CDS-PP deverá apresentar publicamente a candidatura de Carlos Bonifácio à Câmara de Alcobaça, numa sessão onde serão ainda definidas as ideias orientadoras do partido para o concelho. Para já fica a promessa de “envolver todos aqueles que se preocupam com o estado a que chegou o concelho, sendo evidente que a actual gestão autárquica não está à altura dos desafios”. A concelhia do CDS defende que “o concelho tem vindo a perder gradualmente influência, prestígio e não tem qualquer linha estratégica e isso é patente no fraco desempenho desta Câmara”. J.F.

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  • Afinal Rafael Bordalo Pinheiro dá nome ao novo agrupamento de escolas

    Afinal Rafael Bordalo Pinheiro dá nome ao novo agrupamento de escolas

    Notícias das CaldasO novo agrupamento que junta a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (ESRBP) ao Agrupamento de Escolas de Santa Catarina chama-se mesmo Rafael Bordalo Pinheiro.
    A Direcção Geral da Administração Escolar publicou esta informação na semana passada (já após o fecho da nossa última edição) no seu site.
    Na semana anterior, uma portaria para a colocação de vagas para professores referia-se a três agrupamentos nas Caldas da Rainha: D. João II, Raul Proença e Santa Catarina, este último em vez de Rafael Bordalo Pinheiro, tal como tinha sido combinado anteriormente entre a tutela e as entidades locais. Esta alteração provocou de imediato uma grande indignação por parte da comunidade educativa e da sociedade civil porque se tratava da perda de um nome fortemente associado à cultura e identidade da cidade.
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    O director da ESRBP, António Veiga, disse à Gazeta das Caldas, que  teve conhecimento do documento da Direcção Geral e, logo na terça-feira de manhã, informou os docentes disso mesmo.
    A 24 de Abril foi designada pela tutela a nova Comissão Administrativa Provisória, que tomou posse no dia 26. Presidida por António Veiga, que até agora dirigia a ESRBP, a comissão integra também como vice-presidente Maria Clara Lopes (ESRBP) e como vogais Carlos Rodrigues (ESRBP), Regina Santos (responsável para o 2º ciclo, de Santa Catarina) e Maria Alexandra Reis (responsável para o 1º ciclo e pré-escolar, Santa Catarina). F.F.

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  • Estudante de Restauração e Bebidas na final ibérica de concurso de cafés

    Estudante de Restauração e Bebidas na final ibérica de concurso de cafés

    Notícias das CaldasTatiana Lopes, aluna do 2º ano do curso de Restauração e Bebidas da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) é uma das quatro alunas das escolas do Turismo de Portugal na final ibérica do concurso da Illy, uma marca italiana de cafés. Até domingo, 5 de Maio, a aluna de 16 anos vai prestar provas em Barcelona, onde terá que afinar um moinho de café, tirar dois cafés e dois cappuccinos em dez minutos, coisas que “não fazemos habitualmente na escola, mas tenho de treinar”, diz.
    Parece fácil? O professor Jorge Guilherme garante que não. “Parece uma coisa simples, mas tem muito trabalho ao nível de conhecer o equipamento”, afiança o professor, manifestamente satisfeito por ter uma aluna no concurso da prestigiada marca de cafés.
    Para chegar ao reduzido rol de finalistas portugueses, Tatiana Lopes teve que responder já a um teste feito na escola, que lhe valeu a escolha para a fase nacional do concurso, em Lisboa, de onde saíram os três representantes das escolas de hotelaria e restauração do Turismo de Portugal.

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    O director da EHTO, Daniel Pinto, salienta que esta “é a primeira vez que esta escola coloca uma aluna do curso de Restauração e Bebidas numa final de um concurso da área”.
    Em Barcelona serão escolhidos os representantes da Península Ibérica na fase final do concurso, a realizar em Itália. Jorge Guilherme aponta as mais-valias de apostar em serviços que embora não sejam uma prática habitual na vivência dos alunos, lhes pode abrir algumas portas. J.F.

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  • Alunos de Turismo promovem Oeste através de histórias digitais

    Alunos de Turismo promovem Oeste através de histórias digitais

    Notícias das Caldas

    Surf, bordados das Caldas, a ginja d’Óbidos, a salga de peixe na Nazaré, o Carnaval de Torres Vedras, o Caldas Late Night e o BTT foram as temáticas escolhidas pelos alunos de  Gestão de Turismo, que frequentam a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) para fazer pequenos vídeos promocionais do Oeste.

    O “digital storytelling” é um projecto piloto que associa a arte antiga de contar histórias à utilização das novas tecnologias, cada vez mais determinantes na promoção dos destinos turísticos. O resultado são vídeos de três minutos produzidos com telemóveis e sofware de edição básico.

    O “digital storytelling” utiliza um método simplificado de produção multimédia que alia a tradição oral de contar histórias com conteúdos digitais, possibilitando a produção de filmes de curta duração, ilustrados com imagens, que contam frequentemente com a voz pessoal do narrador e que podem também incluir música e efeitos sonoros. A originalidade do projecto reside no facto de as histórias serem protagonizadas por pessoas naturais do Oeste.
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    O projecto está a ser coordenado pelo Turismo de Portugal, em colaboração com a consultora digital Media Shots. Na apresentação dos filmes, que decorreu no passado dia 23 de Abril, o director da EHTO, Daniel Pinto, destacou a pertinência do projecto para os alunos de turismo porque têm que saber “promover bem o seu produto, destino, serviços e empresas”. Já Elisabete Mendes, do Turismo de Portugal, justificou a escolha da escola caldense para acolher o projecto-piloto devido ao seu potencial de elevada qualidade e porque tem “demonstrado um trabalho muito profícuo e interessante” junto dos alunos e empresas.
    “Foi uma escolha feliz e acertada”, sintetizou a responsável, que agora o pretende disseminar por outras escolas da rede.
    Elisabete Mendes frisou que este não é um projecto ambicioso, mas que pretende valorizar o que a região tem de bom, como alguns dos seus produtos, História e cultura, e dar-lhes destaque.
    Também Ana Silva, delegada da turma do 1º ano de Gestão de Turismo, destacou a importância do projecto, permite a estes alunos “sobressair tanto como os nossos colegas de Cozinha e Bar”, assim como valorizar o currículo.
    As histórias podem ser vistas no canal das Escolas de Hotelaria e Turismo no Youtube, em http://www.youtube.com/user/EHTPortugal e https://www.facebook.com/eht.dooeste F.F.

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  • Decisão de encerrar o Hospital Termal foi “puramente técnica” diz delegado de Saúde

    Decisão de encerrar o Hospital Termal foi “puramente técnica” diz delegado de Saúde

    Notícias das Caldas O Delegado de Saúde das Caldas da Rainha, Jorge Nunes, garantiu à Gazeta das Caldas que a decisão de encerrar o Hospital Termal foi “puramente técnica” e por isso considera “infeliz” que se fale em chantagem por parte do Ministério da Saúde.
    “As Autoridades de Saúde não são órgãos dependentes da Administração Regional de Saúde. São órgãos autónomos”, explicou. O Delegado de Saúde depende hierarquicamente da Direcção-Geral de Saúde e não da ARS-LVT. Uma explicação que acaba por pôr em causa também os termos da petição apresentada pelo PSD na reunião da Assembleia Municipal de 23 de Abril, a qual foi aprovada por todos os partidos e circula agora na Internet, onde se exige a demissão do presidente da ARS-LVT.
    Segundo o Delegado de Saúde das Caldas, nos últimos dois anos a situação do Hospital Termal e das contaminações microbiológicas têm vindo a agravar-se por não terem sido feitas as intervenções que se exigiriam.
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    Nas outras situações em que surgiam contaminações bacteriológicas, nas vistorias que a Autoridade de Saúde realizava, detectavam-se as prováveis causas da infecção e esses problemas eram resolvidos.
    Na vistoria que resultou do último encerramento, realizada em 28 de Março, não foi possível apurar as possíveis causas dos resultados positivos nas análises. “Nem o engenheiro sanitarista que participou da vistoria, uma pessoa habilitada e com muita experiência nesta matéria, conseguiu detectar a causa da contaminação”.
    Uma causa possível poderá ter sido o material em politieno que foi utilizado na ligação do furo à canalização e que, segundo alguns especialistas, é passível de permitir contaminações. Jorge Nunes não o nega, mas ressalva que até que seja feito o diagnóstico, “tudo isto são especulações”.
    Segundo Jorge Nunes, também não é normal que três meses depois de serem feitas intervenções para reabrir o Hospital Termal, surjam novas contaminações.
    “Nos últimos dois anos, o Hospital Termal não teve mais do que alguns meses abertos sem precisar de encerrar. Ninguém quer isso”, comentou.
    O Delegado de Saúde recordou que houve uma administração anterior, presidida por Vasco Trancoso, que fez intervenções profundas na canalização e conseguiu resultados, evitando novos encerramentos por contaminação. “Na altura fez-se uma intervenção a partir de um diagnóstico e é isso que nós queremos agora também”, revelou.
    Este responsável informou ainda que desde que o Hospital Termal foi encerrado, a 6 de Março, todas as análises realizadas “deram problemas bacteriológicos”. Algo que considera muito anormal tendo em conta todos os tratamentos feitos à água com cloro e altas temperaturas (na canalização em inox).
    Ao contrário do que foi afirmado pelo presidente do CHO, Carlos Sá numa conferência de imprensa, as obras necessárias para resolver os problemas bacteriológicos do Hospital Termal, não implicam necessariamente um investimento de 500 mil euros. Pode ser um montante inferior.
    O CHO terá é que demonstrar que foram implementadas as medidas correctivas necessárias e todas as análises realizadas demonstrem que a água está própria. “Das outras vezes também demorou quatro ou cinco meses para resolver o problema”, lembrou o Delegado de Saúde.
    “Nós temos um Departamento de Engenharia Sanitária e poderemos dar algum aconselhamento, mas o diagnóstico tem de ser feito pelo gestor do estabelecimento com técnicos credenciados para o efeito”, referiu Jorge Nunes.
    Doença dos Legionários tem 15% de mortalidade
    Jorge Nunes salienta que as bactérias em causa podem provocar doenças do foro respiratório, principalmente tendo em conta que os utentes das termas caldenses fazem inalações e duches de Vichy (em que inspiram o vapor da água).
    “A Doença dos Legionários tem 15% de mortalidade, ou seja, 15% das pessoas que sejam infectadas com a Legionella acabam por falecer”, sublinhou. Uma média que pode aumentar entre idosos e outras pessoas com factor de risco, como é o caso de quem sofre de doenças respiratórias e procura as termas.
    É por causa disto tudo que o Delegado de Saúde Regional, numa decisão partilhada por Jorge Nunes, enviou ao CHO uma notificação para que seja feito um diagnóstico de todo o sistema de água do Hospital Termal a fim de serem implementadas medidas correctivas. “Detectou-se um risco elevado de ordem ambiental, de natureza microbiológico, que nos levou a concluir que os utilizadores do Hospital Termal e os próprios trabalhadores tinham um risco elevado de contrair doenças”, explicou Jorge Nunes.
    Como caldense, este técnico também tem a sua opinião pessoal sobre o Hospital Termal, mas garante que o único objectivo da Autoridade de Saúde “é proteger a saúde das pessoas”.
    Jorge Nunes esclarece que, ao contrário de alguns autarcas afirmam, os procedimentos para o Hospital Termal são iguais para qualquer estabelecimento termal. “Existe um programa de controlo de qualidade da água que é feito anualmente pelo Director-Geral da Saúde, aplicado a todos os estabelecimentos termais do país” onde estão definidos todos os procedimentos necessários. Os critérios, como por exemplo a realização de três análises de 15 em 15 dias, são definidos “e nós temos que os seguir”.
    Há casos conhecidos de outras termas encerradas por causa de problemas com bactérias. As Termas da Piedade, em Alcobaça, encerraram por causa da Legionella e só reabriraram enquanto Spa. As termas do Complexo do Estoril também têm um problema com bactérias, mesmo depois de um avultado investimento, e estão encerradas.
    O Delegado de Saúde das Caldas adiantou ainda que ao nível do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte existe um sistema de vigilância de todas as piscinas de utilização pública. “Não só as piscinas públicas, mas também as que são utilizados pelo público em geral, como as dos hotéis”, explicou. “Tem havido casos em que é suspensa a actividade de piscinas, como acontece no Hospital Termal”. Mas isso não tem vindo ao conhecimento público. P.A.

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  • Jorge Varanda contra Carlos Sá, Fernando Costa e Paulo Macedo

    Jorge Varanda contra Carlos Sá, Fernando Costa e Paulo Macedo

    O ex-administrador do Centro Hospitalar das Caldas Jorge Varanda, que exerceu funções nas Caldas durante a década de 80, fala desabridamente contra os que considera serem responsáveis pelo descalabro do termalismo caldense. A Câmara Municipal, o Ministério da Saúde e o Conselho de Administração do CHO são alvo de contundentes críticas.
    O especialista defende a necessidade da criação uma estratégia para o Hospital Termal Rainha D. Leonor que “poderá dar resultados dentro de cinco ou seis anos” e não aceita que o Ministério da Saúde se queira livrar de uma unidade tão importante para o país, enquanto motor de relançamento do termalismo que pode cativar turistas estrangeiros e trazer poupanças nos gastos deste sector.

    Em declarações à Gazeta das Caldas, Jorge Varanda salientou a necessidade de existir transparência em todo este processo, reclamando uma atitude mais responsável por parte de todas as entidades envolvidas.

    Perante as exigências do Delegado de Saúde Regional para a reabertura do Hospital Termal, o especialista, que ressalva o facto de não ter lido a notificação daquele responsável, salienta que “com gestores eficazes e, dada a extrema urgência, os prazos podem ser minimizados”. É que, como sublinha, “cada dia de fecho, é saúde e dinheiro que se escoam”.

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    Jorge Varanda espera que a tomada de posição na última reunião da Assembleia Municipal das Caldas seja o início de um novo ciclo “transmitindo ao Ministério da Saúde um “basta” que leve os responsáveis a arrepiar caminho e a respeitar o Hospital Termal, as Caldas da Rainha e as pessoas que necessitam de nele se tratar”.

    O ex-administrador também critica a forma como está a ser feita a reorganização hospitalar no Oeste. “Aquilo que está a ser feito é o contrário do que eu aprendi em termos de gestão hospitalar. Há um processo de alienação do corpo clínico. Estão a ser subalternizados e, por vezes, não têm condições para fazerem o seu trabalho”.

    Também em relação a esta questão, não percebe como é que o poder político local não soube “defender melhor as Caldas”, tendo em conta que este até é do mesmo partido que está no poder. “As cidades à volta das Caldas não tiveram dúvidas e usaram a sua influência política para terem hospitais novos”, afirmou, dando o exemplo de Leiria e Santarém.

    Na sua opinião, a estratégia que está a ser seguida vem do tempo do ministro da Saúde, Correia de Campos, “cercando Lisboa de hospitais”. Isso fez com que perto de Torres Vedras tenham sido construídos “dois monstros hospitalares” (Loures e Vila Franca de Xira), comparados com a dimensão da unidade daquele concelho. “Isso colocou ao Hospital de Torres Vedras um problema de sobrevivência, a qual está a ser feita à custa do Hospital das Caldas. O poder (do CHO) está a concentrar-se em Torres”, denuncia. Jorge Varanda não percebe como é que Caldas tem estado a perder serviços hospitalares sem que haja alguma reacção.

    Para Jorge Varanda, não faz sentido que o presidente do Conselho de Administração de um centro hospitalar seja uma escolha política e acusa Carlos Sá de prejudicar Caldas da Rainha.

    Desde a sua nomeação para o agora extinto Centro Hospitalar do Oeste Norte que o ex-administrador tem essa opinião. “Ele tinha um ‘déficit’ financeiro, mas há muitas formas de atacar os déficits’. Qual seria a encomenda que ele trazia de Lisboa para quando veio para as Caldas?”, pergunta.

    “Houve muitos processos disciplinares porque é típico de quem entra assim numa instituição, e houve muita gente que foi afastada”, acusou também.

    Entre os problemas causados por esta gestão, aponta a falta de manutenção do sistema de ar condicionado do bloco operatório que terá levado à avaria deste equipamento. “Há um risco grande que pode levar ao surgimento de infecções e até à morte das pessoas que são operadas”, alerta.

    “Há três ou quatro milhões de doentes que podem ser tratados nas Caldas”

    O primeiro passo para o relançamento do termalismo terá mesmo que passar pela criação de um sistema seguro de adução e distribuição de água, para evitar contaminações. Em paralelo será necessário autonomizar o Hospital Termal através de um modelo de gestão. “Pode ser uma fundação, mas também poderia ser uma misericórdia com uma base nacional. Tem é de ser algo que sirva a população e que respeite o Hospital, nos valores com que foi criado”, defendeu.

    O projecto implica a criação de um Hotel Termal nos Pavilhões do Parque “eventualmente com água termal nos quartos e outras componentes de tratamento próprias de uma estância termal moderna”, sem esquecer o desenvolvimento do Hospital (com relevo para a Reumatologia e a Medicina Física e de Reabilitação). Tendo em conta a qualidade dos Pavilhões e a intenção de o “salvar”, Jorge Varanda pensa que é melhor ser utilizado numa actividade económica que traga benefícios à cidade.

    “O Hospital Termal pode ser uma fonte muito importante de criação de riqueza para as Caldas e de saúde e bem-estar para população portuguesa”, defende.

    Para Jorge Varanda, a concessão exige concurso público para evitar “um qualquer arranjo para amigos”.

    No entanto, salienta que o Ministério da Saúde “não pode livrar-se do Hospital Termal de um momento para o outro”. Tem que existir um período que permita esta unidade retomar o seu crescimento e reequilibrar-se economicamente. Jorge Varanda lembra que foi a partir do património do Hospital (legado da Condessa de Bertiandos) que foi possível construir o actual Hospital Distrital e que durante muitos anos as receitas das termas serviram para equilibrar as contas do Centro Hospitalar.

    Na sua opinião, há a possibilidade de incluir o Hospital no processo de decisão de tratamento para que médicos e doentes possam optar pelo Hospital Termal. “Há em Portugal três ou quatro milhões de doentes que podem ser tratados beneficamente aqui nas Caldas da Rainha. Só por preconceito e incapacidade é que não conseguem trazer para aqui uma ínfima parte desses doentes”.

    É por isso que entende que o Ministro da Saúde poderá estar a ser mal influenciado nas suas decisões. A composição da equipa ministerial também é problemática: “o ministro é um bom ‘controller’ financeiro, mas isso não faz dele um bom ministro da Saúde. Como não tem, no resto da equipa, ninguém que reequilibre essa limitação, toma atitudes como esta relativamente ao Hospital Termal”, referiu.

    Termalismo faz concorrência à indústria farmacêutica

    O ex-administrador hospitalar confessa-se como sendo um fã do termalismo, pelas vantagens que traz no tratamento das doenças na área da reumatologia, doenças respiratórias e reabilitação física.

    Em 1997, com o apoio da Fundação Gulbenkian, fez um estágio na Clínica Mayo (uma das melhores organizações de prestação de cuidados de saúde nos EUA, sem fins lucrativos) onde, a par da mais avançada tecnologia médica, há uma grande aposta no bem-estar e medicinas alternativas, desde que medicamente comprovadas, como as que são praticadas no termalismo. “Há, todavia, uma corrente anglo-saxónica que abandonou o termalismo, mas nós não somos anglo-saxões e não temos os seus recursos, nem a indústria farmacêutica que eles têm”, disse.

    Jorge Varada salientou que o termalismo, em alguns sectores, é considerado como concorrencial para a indústria farmacêutica. “Se os tratamentos termais reduzem o consumo de medicamentos, são considerados como uma concorrência”.

    Para Jorge Varanda, o Ministério da Saúde continua a ter que cumprir a vontade da Rainha D. Leonor, que tudo fez para que o hospital fosse autónomo, proporcionando-lhe rendimentos para se auto-sustentar e uma vila, hoje cidade para o envolver. Antes dos problemas que surgiram com a contaminação da pseudomona e o encerramento do Hospital durante três anos, este, apesar de não ter autonomia financeira, gerava receitas superiores às despesa.

    Jorge Varanda sugere que os responsáveis releiam a carta de doação da Rainha D. Leonor e que respeitem a sua vontade, mantendo a sua tradição no que respeita aos mais necessitados. Nesse sentido também os tratamentos termais deveriam voltar a ser comparticipados pelo SNS, o que aumentaria a acessibilidade aos tratamentos. “A subida dos preços e o fim dos subsídios aos tratamentos bloqueou o acesso às camadas sociais de mais baixo rendimento”, entende.

    Para o especialista, o Ministério da Saúde deveria ter em conta o potencial de poupança do Hospital Termal, no que  respeita ao SNS, à Segurança Social e às famílias. Ao nível das doenças reumatológicas e das vias respiratórias, com os tratamentos nas Caldas “consegue reduzir-se o absentismo, as incapacidades, o uso de meios de diagnóstico e demais actos médicos e a medicação necessária”.

    Se o Hospital Termal tiver uma equipa médica forte, poderá servir ainda como  bandeira de credibilidade para o termalismo nacional e captar turistas e utentes estrangeiros.

    Essa é uma das razões pelas quais está contra a entrega do Hospital Termal à Câmara das Caldas, defendendo um papel mais abrangente destas termas.

    Por outro lado, também pensa que o ambiente de conflito entre entidades levou a que a situação chegasse a este ponto. “A um Ministério incompetente que pôs aqui pessoas incompetentes, juntou-se uma Câmara que não tem querido saber do Hospital Termal, a não ser pontualmente, quando as coisas se agravam”, afirmou.

    Mudanças de governo prejudicam Hospital Termal

    Para Jorge Varanda, o termalismo nas Caldas tem sofrido com as constantes mudanças nos governos de Portugal e, principalmente, no Ministério da Saúde. “Essas mudanças têm sido fatais para este hospital”, entende.

    Já a estabilidade que tem havido no executivo da Câmara das Caldas, com o mesmo presidente há 27 anos, não trouxe vantagens para o processo. “A Câmara esteve entretida com outros objectivos”, considera.

    Jorge Varanda não consegue perceber o teor do protocolo que a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) apresentou à Câmara das Caldas para a cedência de utilização dos imóveis Hospital Termal Rainha D. Leonor e Novo Balneário, por 25 anos.

    “O Hospital Termal entrou por decreto no Serviço Nacional de Saúde e vai sair por um protocolo?”, questionou, estranhando a ligeireza deste processo. Na sua opinião, nenhuma destas entidades tem o poder para retirar o Hospital Termal do SNS. “Ou há passos que não estão explicados, ou o documento é totalmente ilegal”, considera.

    Em relação à cedência do Parque D. Carlos I e da Mata Rainha D. Leonor, o ex-administrador hospitalar salienta que estes fazem um todo com o Hospital e devem ser encarados como uma fonte potencial de receitas e não o contrário. “Dá ideia que se tem de instalar o caos e a partir daí já se justifica tudo. O raciocínio deve ser feito ao contrário”, disse.

    Esta é uma das matérias que também preocupa o ex-administrador do Centro Hospitalar porque considera que sempre houve uma tentativa de apropriação das zonas verdes deste património termal. “Sempre se utilizaram bons argumentos, como é o caso do alargamento do Museu da Cerâmica, entre outros”, sublinhou.

    Na década de 80 foi elaborado um Plano Geral para o Parque e para a Mata, pelo arquitecto paisagista, Caldeira Cabral, que tinha em vista o aumento da frequência termal para 20 mil aquistas. “Curiosamente, as Caldas não teve esse crescimento, mas isso aconteceu nas termas de São Pedro do Sul,  semelhantes às Caldas, mas bem mais longe de Lisboa”, comentou.

    Nesse plano geral, o que era defendido era o alargamento dos espaços verdes e não fazer-se mais construção. A Quinta de Santo Isidro, a nascente da Mata e onde se situa parte do aquífero termal, era uma zona que Caldeira Cabral defendia como essencial para a preservação da envolvente do Hospital Termal.

    Jorge Varanda desconfia que o interesse que existe à volta destes espaços verdes possa estar ligado a planos imobiliários para a Quinta de Santo Isidro, adquirida em 2003 pela empresa de construção caldense Linto & Marques. Já em 1979 havia quem defendesse uma avenida que iria atravessar a Mata e Jorge Varanda acredita que ainda há quem o queira. “Seria o mesmo que fazer uma avenida a atravessar o Central Park em Nova Iorque”, assinalou.

    O facto do Plano Geral para o Parque e para a Mata nunca ter sido transformado em plano de pormenor, apesar de aprovado pelo executivo camarário de que fez parte como vereador, poderá permitir “que se faça o que se não deve naquela zona”, teme.

    Pedro Antunes

    pantunes@gazetadascaldas.pt (mais…)

  • ontem & hoje – Postal Ilustrado década de 1910

    ontem & hoje – Postal Ilustrado década de 1910

    Notícias das Caldas
    Postal Ilustrado. década de 1910?
    Notícias das Caldas
    Joaquim António Silva – 2013

    Hoje, em 2013, muitos anos distanciam estas duas fotos; talvez 80 ou mesmo 90 anos possam separar a velha da nova fotografia. A foto actual faz, perante a outra, um contraponto a cores. Nunca mais andei de comboio desde 1997. Antes disso andei em 1977, eu ainda não tinha automóvel, era Março e minha mãe veio dizer adeus ao Rossio e chorar umas lágrimas doces enroladas numas bananas da Madeira, simpatia de última hora. Os táxis não paravam na plataforma, a automotora para as Caldas (para a Figueira?) estava prestes a partir e o tempo urgia. Foi rápida a despedida, a viagem era de duas horas. Sabíamos que, como sempre, a camioneta (a carreira) das sete e vinte esperava por nós, era o serviço combinado com a CP. E depois ainda havia a paragem do Clementino. Muita gente perdia a carreira para Santa Catarina mas o senhor Guimarães e o Vítor davam o conselho de ir depressa até ao Clementino porque ali na taberna, entre tremoços e copos de três, havia sempre uma paragem informal. Era a força do costume.

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    A Linha do Oeste está muito ligada à minha vida toda – infância, juventude, vida militar, idade adulta. Perder a Linha do Oeste é perder um bom bocado da minha memória e isso custa muito. Em 1957 fui para o Montijo com a família e muitas vezes viemos no vapor do lado de lá até ao Terreiro do Paço para atravessarmos a correr a Rua do Ouro e compararmos o bilhete para a automotora das cinco e vinte. Era certo e sabido que a carreira para Santa Catarina esperava por nós na estação das Caldas duas horas depois. Nunca a perdemos mesmo no Inverno quando chovia e o comboio se atrasava um pouco, ela esperou sempre.
    Na vida militar em 1972 utilizei muitas vezes a Linha do Oeste ao fim-de-semana entre Abril e Julho desse ano aos Sábados para Lisboa e aos Domingos para as Caldas onde ia jantar a casa dos meus avós de Santa Catarina. Foi de comboio que vim com o meu grupo para a EPAM do Lumiar (Alameda das Linhas de Torres) e estava uma velha Berliet à nossa espera. Nunca percebi uma piada do tempo («És filho dum cabo miliciano?») mas a verdade é que os meus filhos podem dizer com orgulho que são filhos de um cabo miliciano com um louvor na caderneta militar por ter participado no «25 de Abril» mas isso foi em 1974 na Pontinha, não é da Linha do Oeste em 1972.
    Em 1977, em plena lua-de-mel, fui para e vim das Caldas da Rainha sabendo que havia outra lua-de-mel em Julho na Holanda e na Bélgica com sete contos e quinhentos de divisas mas tudo se resolveu. Ainda tenho esse passaporte com as contas de quantos florins davam os famigerados sete contos e quinhentos. A felicidade não se mede pelos cifrões, a vida é um mistério; não um negócio e ainda bem.
    Um dia mais tarde, já como jornalista do semanário «Sporting», fui em Maio de 1997 à Figueira da Foz num comboio para fazer uma reportagem sobre a Ginástica do Sporting Clube de Portugal.  Mas estranhei pois a viagem só começou no Cacém, enfim agora é em Meleças, qualquer dia acaba a Linha do Oeste. E depois, que será de nós? De qualquer modo hoje fico contente pois vi que a casa não foi abaixo tal como as memórias não se perderam.
    Inaugurada em 1888, a Linha do Oeste ligava Lisboa à Figueira da Foz e passou em 1891 a estar em comunicação com a Linha do Norte em Alfarelos. Já existiam as linhas do Norte, do Leste e do Sul. Os principais pontos da nossa Linha eram Torres Vedras, Bombarral, Óbidos, Caldas da Rainha, Valado, Marinha Grande, Leiria e Figueira da Foz. Outros pontos de passagem eram (cito de memória) Cacém, Malveira, Pêro Negro, Dois Portos, Sapataria, Outeiro, São Mamede, São Martinho, Martingança, Monte Real, Monte Redondo, Guia e Louriçal. Digo os nomes das terras porque tal como os nomes das pessoas, são reflexos de vida. E tudo isto se está a perder. E nós todos vamos perdendo um pouco da nossa vida na Linha do Oeste que, como eles agora dizem, está a ser «descontinuada».
    José do Carmo Francisco

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  • Obidenses representam Portugal no Campeonato do Mundo de Combate Medieval

    Obidenses representam Portugal no Campeonato do Mundo de Combate Medieval

    Notícias das CaldasNotícias das CaldasDois obidenses vão estar a representar Portugal pela primeira vez no campeonato Mundial da Batalha das Nações 2013 que terá lugar entre os dias 8 e 12 de Maio em Aigues-Mortes, perto de Montpellier no Sul de França. Este evento desportivo de cariz histórico medieval contará com combatentes da Austrália, Nova Zelândia, USA, Argentina, Japão e Israel.
    O objectivo da modalidade é colocar em confronto combatentes – equipados e trajados de acordo com a História Medieval do seu país – e apurar as melhores equipas/nações, entre as várias modalidades.
    Dos oestinos que vão participar – Orlando Silva e Alexandra Duarte – apenas ele poderá combater, apesar da praticante ser a vice-capitã da representação portuguesa. “As regras neste evento estipulam que esta modalidade não se encontra aberta à participação de elementos femininos, quer como combatentes, quer como árbitros”, explicou a praticante à Gazeta das Caldas.
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    O combatente Orlando Silva, 39 anos, reside no Olho Marinho e pratica esgrima medieval há quatro anos. Recentemente começou a participar em eventos de recriação histórica com a Associação Guildas Áureas, tendo já participado em eventos nacionais e no estrangeiro
    Alexandra Duarte, 41 anos, licenciada em História, vive em A-dos-Negros e pratica esgrima medieval. É responsável pela coordenação e organização da representação portuguesa na Batalha das Nações, participando em combates de treino.
    Esta modalidade, ainda pouco conhecida em Portugal, teve início nos países de Leste. Para a praticar podem usar-se todo o tipo de armas históricas, como espadas, machados, maças de armas, alabardas que são todas rombas (não afiadas) para que ninguém se magoe.
    A Batalha das Nações é organizada pela associação internacional de HMB – Historical Medieval Battles. O rigor histórico e o equipamento de todos os participantes é verificado com minúcia. Neste evento por terras gaulesas, a equipa portuguesa vai estar acampada com quatro tendas medievais, assinaladas pela bandeira portuguesa que era usada no tempo de D. João I.
    Por norma esta Batalha das Nações decorre em povoações que tenham elementos arquitectónicos de relevo, de época medieval, de preferência castelos. Estas competições são abertas ao público em geral, que pode torcer e mostrar o seu apreço pela equipa da sua eleição. N.N.

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  • Junta de Freguesia da Foz do Arelho ajuda a marcar consultas e inscreve utentes no Portal da Saúde

    Junta de Freguesia da Foz do Arelho ajuda a marcar consultas e inscreve utentes no Portal da Saúde

    Esta a ser desenvolvido na Junta de Freguesia da Foz do Arelho um projecto-piloto que disponibiliza a marcação de consultas médicas e pedido de medicação pela Internet, e que tem também como objectivo aumentar o número de utentes inscritos no Portal da Saúde.
    “O nosso objectivo é ajudar os utentes, especialmente a população mais idosa, que não tem conhecimentos de informática nem acesso à internet”, explicou o presidente da Junta de Freguesia, Fernando Horta, acrescentando que esta irá funcionar como um “veículo de transmissão”, evitando muitas deslocações à extensão de saúde. (mais…)
  • GNR alerta para burlas com novas notas de cinco euros

    GNR alerta para burlas com novas notas de cinco euros

    Notícias das CaldasO Destacamento da GNR das Caldas da Rainha está a promover acções de esclarecimento para idosos com vista a alertá-los para que não se deixem enganar por burlões devido às novas notas de cinco euros.
    A Guarda salienta que apesar de ontem, 2 de Maio, terem começado a circular as novas notas, as anteriores podem continuar a ser utilizadas como forma de pagamento e não há necessidade alguma de serem trocadas.
    O alerta está a ser feito em todo o país porque a GNR teme que as burlas com idosos aumentem devido às notícias relativas à entrada em circulação das novas notas.
    Nestas acções, os idosos têm também sido sensibilizados para questões relacionadas com os furtos e alguns cuidados a ter na rua e em casa.
    Três casas foram assaltadas a 22 de Abril, em Alfeizerão, na Foz do Arelho e na Ribeira dos Amiais (Alvorninha). No mesmo dia houve um furto num escritório no Lugar da Estrada (Atouguia da Baleia). No dia 23 assaltaram uma casa na Vestiaria, um estabelecimento comercial em Alcobaça e uma viatura em Óbidos.
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    A GNR de Óbidos recebeu, no dia 24, uma queixa por furto de ouro na Amoreira. Nesse dia quatro casas foram assaltadas no concelho de Alcobaça. Na Foz do Arelho também assaltaram uma residência e uma casa em construção. A GNR recebeu três queixas pelo furto de cabo de cobre em Ferrel, Nadadouro e Salir do Porto. A 25 de Abril uma casa foi assaltada na Charneca Rio Seco (Benedita).
    No dia 26 houve um furto de tubo de cobre em Salir do Porto e assaltaram um armazém agrícola na Serra d’El Rei. Uma mulher estrangeira, de 36 anos, foi detida pela GNR das Caldas, a 28 de Abril, por falsificação de documentos. Nesse dia foi assaltado um estabelecimento comercial em São Martinho.
    De 22 a 28 de Abril a GNR das Caldas registou, na área do seu destacamento territorial, 23 acidentes, dos quais resultaram um ferido grave e seis feridos ligeiros.
    No dia 22 a PSP de Alcobaça deteve um homem de 44 anos que conduzia uma mota sem carta.
    A 24 de Abril a GNR das Caldas realizou uma operação de fiscalização rodoviária durante a qual foi detida uma mulher estrangeira, de 42 anos, que conduzia sem carta. Em Peniche foi detido um homem com 49 anos, que registou uma taxa de álcool no sangue de 2,13 gr/l. Um homem, de 40 anos, que conduzia com a carta apreendida foi detido, no dia 25, pela GNR do Bombarral. Dois dias depois, a GNR do Bombarral deteve outro condutor com 1,31 gr/l.
    Na madrugada de 27 de Abril, à 1h40, a PSP das Caldas deteve um homem de 42 anos, interveniente num acidente de viação, que conduzia com 1,65 gr/l. Em Alcobaça, pelas 2h13, a polícia deteve outro condutor, com 40 anos, que tinha uma taxa de álcool no sangue de 2,00 gr/l.
    Na madrugada seguinte, às 4h15, foi detido um condutor estrangeiro, em situação irregular em Portugal, com 2,07 gr/l. Na Benedita a GNR deteve um jovem de 21 anos com 2,64 gr/l.
    Na noite de 28 de Abril a polícia caldense deteve um indivíduo, de 24 anos, que conduzia uma viatura, sem ter carta. Às 18h30 de 29 de Abril a PSP de Alcobaça deteve uma mulher com 28 anos que conduzia ilegalmente uma mota.
    Uma jovem de 15 anos foi identificada pela PSP das Caldas, na tarde de 22 de Abril, por ter na sua posse haxixe suficiente para a confecção de seis doses individuais.
    Bombeiros aprendem a preservar provas quando há acidentes com mortos

    A GNR promoveu a 16 e 17 de Abril três acções de formação para os corpos de bombeiros do distrito de Leiria com vista a coordenar e melhorar a intervenção de ambas as entidades nos acidentes de viação de que resultem vítimas mortais. O objectivo principal foi o de formar os bombeiros para a preservação dos vestígios em cenário de crime.

    Uma dessas sessões teve lugar a 17 de Abril no quartel dos bombeiros das Caldas da Rainha. No total, em todo o distrito, participaram cerca de 100 soldados da paz.

    Foi abordada a problemática da sinistralidade rodoviária e apresentadas as funções e competências do NICAV, no âmbito da investigação criminal dos acidentes rodoviários com vítimas mortais. Aos bombeiros foi explicada a forma como devem proceder para preservar quaisquer vestígios com importância para a investigação.

    Embora o socorro às vítimas seja a sua missão principal, aos bombeiros foi pedido que, dentro da medida do possível, respeitassem as boas práticas de colaboração no teatro de operação. P.A.

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  • Câmara de Alcobaça vai emparedar prédio Tomás Fonseca

    Câmara de Alcobaça vai emparedar prédio Tomás Fonseca

    Notícias das Caldas A Câmara Municipal de Alcobaça vai avançar com o emparedamento dos pisos inferiores do Prédio Tomás Fonseca, na Benedita. Uma medida de segurança há muito reivindicada na freguesia onde o edifício tem sido foco de preocupações nas últimas décadas, sobretudo devido à proximidade das escolas.
    Licenciado há mais de 30 anos, o prédio megalómano está há mais de duas décadas por acabar, depois da interrupção de financiamento por parte da Caixa Geral de Depósitos e da insolvência da Sociedade de Construções Tomás Fonseca, Lda, empresa do arquitecto que projectou o imóvel. Desde então, muitas foram as vozes que reclamaram a implosão do edifício, mas a procura de uma solução permanente esbarrou sempre na dúvida que permanecia sobre quem seria o seu verdadeiro proprietário. Sem resultado ficaram também as hastas públicas e leilões marcados ao longo deste tempo.
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    Por isso, até agora, as autoridades locais não podiam fazer mais nada além de colocar uma rede à volta do edifício e ir remendando os estragos feitos por quem acedia ao prédio, fosse para praticar desportos radicais, fosse para actos ilícitos. Mas o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Paulo Inácio, conseguiu finalmente contactar o administrador da massa insolvente da empresa, proprietária do imóvel. “A massa insolvente não tem um tostão para resolver esta situação” explica Paulo Inácio, acrescentando que o administrador de insolvência autorizou a Câmara a emparedar o acesso às escadas do edifício.
    Neste processo complicado está ainda envolvido um fundo internacional, cujos rostos se desconhecem. Mas Paulo Inácio conseguiu também contactar uma advogada que o representa e com quem terá uma reunião em breve. J.F.

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  • Os Moinhos de Óbidos estão acessíveis em formato digital

    Os Moinhos de Óbidos estão acessíveis em formato digital

    Notícias das Caldas A localização e descrição de todos os moinhos do concelho de Óbidos está acessível em formato digital no portal do município (www.cm-obidos.pt). O trabalho de recolha e registo foi efectuado pelo Gabinete de Gestão do Património Histórico, Serviço de Arqueologia e Arquivo Histórico e tornado público no passado dia 18 de Abril, para assinalar o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema “Património + Educação = Identidade”.
    Trata-se de uma forma de mostrar um pouco da história cultural de Óbidos, e que agora pode ser consultada no computador ou no smart phone. Com esta iniciativa pretende-se ainda assegurar a transmissão de uma herança cultural local, que integra elementos da identidade do território e da memória colectiva da comunidade.
    O levantamento e inventariação do património edificado do município de Óbidos teve início em 2010 e a síntese desse trabalho resultou na proposta de Carta Municipal de Património Edificado, enquanto parte integrante dos estudos de caracterização do processo de revisão do PDM, que se encontra em curso.
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    Esta carta integra os imóveis, conjuntos e sítios classificados e em vias de classificação e zonas especiais de protecção, assim como outros imóveis que são importantes na identidade e memória colectiva de Óbidos.
    Alunos em operação de limpeza

    O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios foi também comemorado no complexo escolar do  Alvito com uma visita ao Convento de S. Miguel, nas Gaeiras. Os alunos do segundo ciclo foram sensibilizados para a necessidade de divulgar e proteger o património, procedendo a uma operação de limpeza, supervisionada   pelos professores, técnicos do Arquivo Histórico e do Gabinete de Arqueologia e pela vereadora Rita Zina, responsável pelo Gabinete do Património Histórico.
    O participantes limparam a parte exterior de um dos antigos reservatórios de água da cerca do convento, cortando toda a vegetação que o cobria e limpando os muros e bancos de pedra que o rodeavam.  Até ao final do ano lectivo, outras turmas irão prosseguir a limpeza e, simultaneamente, terminar uma recolha de todas as estruturas ligadas à arquitectura de água. F.F

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  • Regeneração urbana em Alcobaça concluída em Junho

    Regeneração urbana em Alcobaça concluída em Junho

    Notícias das Caldas Deverão estar concluídas em Junho as obras de Regeneração Urbana que estão a decorrer na cidade de Alcobaça. Zonas calcetadas, limitações de tráfego a veículos pesados, melhorias no Mercado Municipal, um novo espaço verde e uma zona de eventos culturais são algumas das melhorias que estão em curso na zona do Tribunal e junto aos Paços do Concelho.
    Orçadas em 1,7 milhões de euros, as obras contam com comparticipação de 85% por fundos comunitários. Aos cofres da autarquia, as melhorias vão custar cerca de 250 mil euros, um valor que Paulo Inácio considera ser muito baixo para as melhorias que serão alcançadas.
    É que a rede de saneamento e de pluviais está também a ser melhorada, e de acordo como presidente da autarquia, Paulo Inácio, só esta empreitada custaria, caso não fosse integrada na Regeneração Urbana, 350 a 400 mil euros.
    “Conseguimos ganhar dinheiro”, afiança Paulo Inácio, considerando que esta é “uma obra muito importante e com ganhos económicos para o município” e que a disponibilidade de fundos comunitários tinha de ser aproveitada.
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    É em frente ao Tribunal que as diferenças serão maiores. Um restaurante, um anfiteatro que deverá acolher regularmente eventos culturais e recreativos, um espelho de água de que se poderá usufruir nos dias mais quentes, cascatas, uma biblioteca digital, barcos telecomandados para entreter os mais novos, são algumas das novidades previstas para a zona. “Não tenho dúvidas de que as pessoas vão usufruir muito mais deste jardim, que terá muitas potencialidades culturais”, afiança o autarca. Paulo Inácio pretende ainda que a área tenha dinamização nocturna, pelo que aposta numa “iluminação interessante”.
    Para o edil, “esta é uma das obras mais conseguidas em termos de inteligência ao nível dos custos”, uma vez que aproveita a “oportunidade única” que é a disponibilidade de fundos comunitários e ao mesmo tempo que “dá mais nobreza” à zona intervencionada, “resolvendo problemas ambientais”.

    Saibro substituído na Praça D. Afonso Henriques
    Para dar resposta aos “inúmeros casos de quedas” que se têm verificado na Praça D. Afonso Henriques, junto ao Mosteiro, a Câmara de Alcobaça vai proceder à substituição do saibro ali colocado em 2005. Paulo Inácio diz que, na zona onde hoje se encontram as esplanadas, vai ser colocado “um piso uniforme, perfeitamente na horizontal, e permanente, que não terá manutenção”.
    O autarca diz que esta intervenção “tem de estar resolvida” em Maio e será “uma experiência” com o polémico saibro, que desde a sua colocação divide a opinião de alcobacenses e visitantes. Quanto à possibilidade da mesma solução ser adoptada para toda a frente do Mosteiro de Alcobaça, o autarca diz que tudo “depende da aceitação” que tiver a mudança na Praça D. Afonso Henriques. Ainda assim, Paulo Inácio diz que uma questão tão fracturante como esta teria de ser submetida ao escrutínio da população num programa eleitoral. J.F.

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  • Assembleia Municipal exige demissão do presidente da Administração Regional de Saúde

    Assembleia Municipal exige demissão do presidente da Administração Regional de Saúde

    Notícias das Caldas Os deputados municipais exigem a “imediata” demissão do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, pela forma como tem actuado em relação ao Hospital Termal. Na moção, aprovada por unanimidade na Assembleia Municipal de 23 de Abril, solicitam também uma audiência ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para o sensibilizar para a importância de manter aquele hospital em funcionamento, assim como encontrar uma solução para os seus problemas.A moção foi transformada em petição pública (Não deixe o Hospital Termal fechar), que depois será entregue à Assembleia da República, ministro da Saúde e primeiro-ministro.

    O encerramento iminente do Hospital Termal foi discutido pelos deputados durante perto de duas horas e, no final, ficou ainda a hipótese deste ano não se comemorar o Dia da Cidade, como forma de manifestar que as Caldas está de luto. Para ontem, 2 de Maio, estava prevista uma reunião entre o secretário de Estado da Saúde, e o presidente da Câmara, Fernando Costa, sobre o Hospital Termal.

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    A Assembleia Municipal das Caldas não aceita o ataque ao património histórico, cultural e económico do concelho, por parte da tutela, e repudia o encerramento do Hospital Termal. Numa moção – proposta pelo PSD e aprovada por unanimidade -, os deputados pedem uma audiência, com carácter de urgência, ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para o sensibilizar para a importância de manter o Hospital Termal aberto e para a necessidade de resolução dos seus problemas.
    Exigem também a demissão do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, pela sua “incapacidade” para compreender as potencialidades do Hospital Termal, nomeadamente ao nível da prestação dos cuidados de saúde, assim como por negar ao povo do concelho, e da região, a possibilidade de utilizar um dos seus mais valiosos recursos económicos, as águas termais. Os deputados acusam ainda o responsável de “afrontar a história e património cultural de um povo, desrespeitando, vil , deliberada e ostensivamente, a riquíssima memória colectiva do concelho”.
    Na moção, é recordado que tem havido uma política de desinvestimento no termal, que tem provocado “nefastas” consequências na economia local e regional, nomeadamente no emprego, sustentabilidade e viabilidade económica do próprio centro hospitalar. Os deputados consideram “inaceitável, incompreensível e irresponsável” a decisão de encerramento do Hospital Termal, sob o argumento da necessidade de substituição integral do sistema de aduções e canalizações. Obras que, dizem, devem-se “exclusivamente à incúria, à negligência do Ministério da Saúde, tendo como objectivo dissimulado o encerramento definitivo desta estrutura, bem patente na recente decisão de alocação do corpo médico e funcionários a outros serviços, e a deslocalização dos serviços de medicina física e reabilitação”.
    Por outro lado, na missiva os deputados mostram o seu apoio à “corajosa” decisão da Câmara das Caldas em se disponibilizar para substituir à tutela nos deveres de salvaguarda e manutenção do património, colocando ao dispor do Ministério da Saúde os recursos financeiros necessários à realização das obras, na condição de manutenção dos serviços de medicina física e reabilitação nas actuais instalações.
    “Chantagem inadmissível contra as Caldas”
    A deputada Catarina Paramos (PS) foi das vozes mais críticas em relação à actuação da tutela, assim como do presidente do Conselho da Administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), pedindo a sua demissão. Pediu para que o nome de Carlos Sá também constasse na moção, junto do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, mas esta posição não teve aceitação junto da maioria dos deputados.
    A deputada lembrou que foi o PS quem pediu o agendamento do Hospital Termal para a ordem de trabalhos da Assembleia e, baseando-se nas últimas notícias que dão conta da falta de verbas para a sua reabertura, afirma que isso representa uma “chantagem inadmissível sobre a cidade das Caldas, em consonância com o momento em que está a terminar o prazo definido pela Assembleia Municipal para ser recebido pelo Ministério da Saúde [30 de Abril]”.
    A deputada socialista defende também que a Câmara deve avançar, o mais rapidamente possível, com o projecto para as obras necessárias à reabertura do Hospital Termal, congratulando-se com a decisão que foi tomada nesse sentido, por unanimidade, na reunião de Câmara.
    Apesar da Câmara garantir a verba necessária, Catarina Paramos pediu explicações sobre a candidatura conjunta da Câmara e do Centro Hospitalar, ao Provere (Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos), para obras de recuperação e modernização do Hospital Termal, no valor de três milhões de euros. “A Câmara está a concretizar a sua parte na zona envolvente do Hospital Termal, mas não se preocupou quando o centro hospitalar deixou cair a sua candidatura, perdendo-se milhões de euros”, criticou.
    Na opinião da deputada, se a culpa por se terem perdido estes fundos foi da administração do Centro Hospitalar, há que ser coerente e não permitir que ali continue uma pessoa que vê o Hospital Termal “apenas como uma despesa que quer retirar do seu balancete”. Daí o pedido de demissão de Carlos Sá. Considera, por outro lado, que se se tivessem aproveitado esses fundos, muito provavelmente não se estaria a viver a “situação calamitosa” a que actualmente se assiste.
    Embora o Hospital Termal já tenha estado fechado por diversas vezes antes, nunca esteve em cima da mesa o seu encerramento ou a falta de orçamento para a resolução dos seus problemas, o que levou Jorge Sobral (PS) a defender também a demissão de Carlos Sá.
    Jorge Sobral explicou que estão em causa 30 metros de tubo, desde a lavandaria até ao Hospital Termal, que precisam de ser substituídos por material inox. Considera que se esta situação for resolvida, “até porque as análises já estão a dar positivo, julgo que em meia dúzia de dias podiam colocar o hospital a funcionar, mesmo correndo o risco de amanhã voltar a encerrar”.
    O deputado socialista alertou ainda os colegas para o facto de terem de decidir se aceitam que o Hospital Termal passe a estância termal ou balneário termal, ou seja, que abandone o SNS.
    De acordo com o presidente da Câmara, Fernando Costa, a rejeição da candidatura do Hospital Termal ao Provere não se resumiu a questões de dinheiro, mas de bucrocracia por parte das Termas de Portugal. E tendo em conta que o centro hospitalar não avançou com a candidatura e a Câmara tinha obras previstas para aquela zona, optou por integrá-las no projecto de regeneração urbana, com a vantagem de ter uma comparticipação ainda maior (o Provere comparticipava com 65% de fundos comunitários e a regeneração urbana comparticipa com 85%).
    “Más decisões no Hospital Termal”
    Lino Romão (BE) votou favoravelmente a moção, apesar de a considerar incompleta. Na sua opinião, o documento “esquece-se” de mencionar que esta decisão sobre o Hospital Termal se enquadra numa política mais ampla do desmantelamento do SNS, e com graves prejuízos para aquele hospital. Por outro lado, também não solicita que os serviços de Medicina Termal e Hidrologia voltem a ser comparticipados. “Termos um hospital termal e a Hidrologia não ser comparticipada é termos uma especialidade que não tem a mesma dignidade das outras”, disse o deputado bloquista, acrescentando que nem todos os doentes têm 250 euros para fazer o tratamento de 21 dias.
    O BE também está contra o desmembramento do património termal, devendo aquele hospital “ter uma gestão autónoma que dignifique o seu perfil e a sua especificidade”. Lino Romão criticou ainda a acção do presidente do Conselho de Administração, que se “esqueceu” de orçamentar há um ano as verbas necessárias às análises obrigatórias das águas termais e deixou estar em funcionamento um bloco operatório sem ar condicionado.
    “Não temos nenhuma contemplação pela figura de Carlos Sá porque é clara a opção economicista e a desvalorização completa do que são os parâmetros normais de uma instituição de saúde”, disse, acrescentando que este revelou-se “incompetente” no papel de administrador hospitalar.
    O deputado Pedro Marques (PSD) lembrou que desde 2005 que os tratamentos termais deixaram de ser comparticipados pelo SNS. “Tivemos sempre maus administradores a tomar más decisões no Hospital Termal, tivemos administradores que preferiram andar a polir pedras e a fazer obras de fachada quanto tinham um problema muito mais grave dentro do hospital”, criticou o deputado, acrescentando que foi gasto mais “dinheiro num espelho de água e noutras obras de arte do que em obras necessárias para pôr o Hospital Termal a funcionar correctamente”.
    Também Vítor Fernandes (CDU) defendeu a demissão de Carlos Sá, justificando que este responsável nunca lhe transmitiu confiança nem convicções fortes na defesa da saúde nas Caldas. “Sempre demonstrou muita hesitação naquilo que são os interesses das Caldas, quer em relação ao hospital de agudos quer em relação do hospital termal”, disse, acrescentando que “está ali para fazer o que lhe mandam porque se não o fizer, substituem-no”.
    Vítor Fernandes disse ainda que desde a apresentação da reestruturação hospitalar do Oeste que estava implícito o encerramento ou a saída do Hospital Termal do SNS e a sua concessão a privados.
    O CDS-PP não exigiu a demissão de ninguém, mas reconhece que o concelho tem sido mal tratado pelo Estado há vários anos. Na opinião do deputado centrista, Duarte Nuno, tem que se ter cuidado quando se pede a demissão de alguém, mas não se opôs ao conteúdo da moção. “Não percebo é porque esperámos tanto tempo para ser prá-activos”, concluiu.
    Já Carlos Tomás (PS) sugeriu ao município que accionasse uma previdência cautelar para suspender a decisão da tutela de condicionar a abertura do Hospital Termal à realização de obras que não impossibilitaram o seu funcionamento até agora. “E deve ser intransigente nessa luta”, defendeu, adiantando que o que está aqui em causa é o interesse de todos os munícipes e da região que é beneficiada por aquela estrutura.
    Fernando Costa defende Carlos Sá
    A defesa do presidente do Conselho de Administração do CHO partiu do presidente da Câmara, Fernando Costa, que testemunhou que Carlos Sá, nas várias reuniões que tiveram, “sempre defendeu que o Hospital Termal continuasse no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”. O autarca acrescentou ainda que Carlos Sá sempre o colocou a par da situação, pelo que não tem a “ideia de que ele tenha andado a enganar o município”.
    Fernando Costa lembrou que este responsável o informara, há cerca de 15 dias, que o Hospital Termal deveria reabrir dentro de pouco tempo. No entanto, a 19 de Abril chegou a notificação do delegado regional de Saúde a dar conta do seu fecho e que, independentemente das análises, não poderá abrir enquanto não forem feitas obras e garantida a estabilidade do seu funcionamento.
    “Entendo que aquele despacho é uma chantagem à Câmara para ficar com aquele património, e mais não é do que uma chantagem ao próprio administrador do hospital”, disse Fernando Costa, que já pediu aos deputados caldenses na Assembleia da República (Maria da Conceição Pereira e Manuel Isaac) que “fizessem a reacção mais violenta contra esta decisão”.
    Também o presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro (PSD), fez questão de intervir para mostrar o seu descontentamento com a atitude da tutela face ao Hospital Termal, considerando que o despacho da Autoridade de Saúde Regional “é o mais vil e desonesto ataque que é feito ao povo deste concelho e região” e admite que esta decisão só é tomada por uma pessoa que não está dependente de ser sufragada pelo voto popular.
    Também Luís Ribeiro acabou por defender a posição do presidente do Conselho de Administração, lembrando que sempre que a situação se tornava mais complicada, Carlos Sá telefonou-lhe e pediu para reunir com a Assembleia para os esclarecer.
    O deputado lembrou ainda que a cidade depende daquela estrutura para relançar a economia na região e pediu para estarem todos unidos nas decisões a tomar nesta matéria.

    Luto em vez de festas da cidade
    Com as Festas da Cidade à porta, Jorge Sobral (PS) deixou a sugestão para que a homenagem à rainha e romagem ao Hospital Termal conte este ano com uma participação mais activa da população numa clara defesa deste hospital. O deputado propôs que a Assembleia fizesse um convite público, para que haja uma maior mobilização e participação dos caldenses.
    Opinião diferente foi manifestada pelo presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro, para quem a data será de luto se o hospital estiver encerrado. “A minha vontade, se o hospital estiver fechado, é homenagear a rainha, depois uma espécie de marcha fúnebre até ao hospital e irmos embora”, disse.
    Lalanda Ribeiro (PSD) lembrou que o 15 de Maio assinala a reabertura do Hospital Termal e, se este está fechado, não há nada para comemorar. “Não devemos entrar no hospital se ele está de porta fechada e não vamos fazer reabertura, acho não devemos passar do largo”, disse, acrescentando que nem deve ser feita a atribuição de medalhas da cidade nem o concerto porque “estamos de luto”.
    Também o presidente da Câmara, Fernando Costa, disse estar de acordo que não haja festas na cidade se não houver uma resposta clara do Ministério da Saúde relativamente à reabertura do Termal.
    OUTRA VEZ AS PORTAGENS
    Foi aprovada uma moção, subscrita por todos os partidos, que repudia “veemente” a cobrança de quaisquer portagens na A8 no troço compreendido entre o Bombarral Sul e Caldas da Rainha Norte, “exultando as populações de toda a região Oeste e em especial das Caldas da Rainha e Bombarral para que fiquem atentas de forma a manifestarem-se, contra a colocação de tais portagens”.
    A missiva refere ainda que, caso o governo persista nesta intenção, a Assembleia admite reactivar o funcionamento da comissão de luta contra as portagens na região Oeste.
    Esta moção, que teve por base notícias na comunicação social que dão conta da intenção do governo em cobrar portagens no troço da A8 entre o Bombarral e as Caldas, será enviada ao Presidente da Republica, presidente da Assembleia da República, grupos parlamentares, primeiro-ministro, ministro da Economia, secretário de Estado dos Transportes, autarcas que integram a OesteCIM, e empresa Autoestradas do Atlântico.
    No dia 12 de Maio a Associação de Desenvolvimento Social da Freguesia de Alvorninha vai comemorar o seu 20º aniversário e apresentar publicamente o projecto do lar de idosos. Neste momento a associação, com os seus 27 funcionários, é a maior empregadora da freguesia e dá apoio a 70 idosos.
    Câmara das Caldas da Rainha com resultado positivo em 2012
    A Câmara das Caldas da Rainha terminou o ano de 2012 com um resultado líquido positivo de 632,5 mil euros e diminuiu as dívidas de curto e médio prazo em quase dois milhões de euros. O relatório e contas da autarquia foram aprovados pela maioria PSD, com os votos contra do PS, CDU e BE.
    O resultado obtido no final do ano foi de 632.570,30 euros apesar de ter sido registado um desvio negativo entre a receita global estimada e a receita cobrada na ordem dos 39,2%. Quer isto dizer que, dos 37.840.672 euros que a Câmara previa arrecadar, foram cobrados apenas 23.024.485 euros, totalizando um desvio negativo de 14.816.187 euros.
    Para este resultado contribuíram os impostos directos e indirectos, taxas e multas, cuja receita ficou aquém do previsto.
    O relatório da gestão regista ainda uma diminuição das dívidas a terceiros, de curto prazo, em 916.489 euros, e um decréscimo das dívidas de médio e longo prazo em 1.011.059 euros.
    António Ferreira (PS) começou por dizer que o orçamento apresenta um “vício original” que altera toda a prestação de contas de 2012 e o orçamento de 2013, em que o valor apurado é muito diferente do valor orçamentado. Destacou a evolução negativa das receitas previstas em relação às cobradas e que aponta para a “necessidade de reajustar o orçamento aquilo que a Assembleia aprova, a uma maior aproximação à realidade vivida”.
    Chamou a atenção para o que tem sido o “engodo” dos orçamentos do PSD nos últimos anos, a venda de terrenos, que em 2012 teve um grau de execução de -0,5%, e que “por vezes, torna todo o exercício orçamental ridículo”.
    No que diz respeito à despesa, o deputado socialista destacou o desvio negativo de 46% entre a despesa global estimada e a despesa global paga.
    Referindo-se às discrepâncias relativamente ao capital previsto e o realizado, chamou a atenção “pela negativa”, para as áreas da cultura, desporto, habitação e urbanismo, rede viária e saúde.
    Vítor Fernandes (CDU) deu nota do saldo positivo das contas, que mostra uma gestão financeira cuidada, mas defendeu que a autarquia “podia ter ido um pouco mais além nos investimentos”. O deputado comunista considera que obras essenciais para o concelho continuam adiadas, como é o caso do parque urbano, arranjo das entradas da cidade, parque de feiras e mercados, terminal rodoviário, estrada Caldas – Santa Catarina – Benedita, os museus, e a habitação social. Vítor Fernandes voltou também a defender a melhoria das condições de trabalho para os deputados da Assembleia Municipal e lembrou que muitas das obras referidas constaram dos programas eleitorais da maioria.
    O deputado comunista referiu que as receitas têm diminuído nos últimos anos, sendo que as de capitais foram as que registaram um maior decréscimo, com uma quebra de 74,4% em relação ao previsto.
    Também as despesas baixaram. Mas se nas despesas correntes, Vítor Fernandes considera as variações aceitáveis, já as de capital apresentam uma discrepância muito grande, superior a 70%.
    O deputado da CDU pôs em causa as opções da Câmara, defendendo que num momento difícil como o actual, em que a “maioria da população sofre a praga do desemprego, do trabalho precário, a exclusão social e a pobreza, as opções prioritárias deviam ter sido as questões sociais, desenvolvimento económico, turismo, cultura e o ensino, mas só este mereceu maior atenção do executivo”.
    O edil Fernando Costa explicou que os deputados assumiram que havia uma previsão da venda de terrenos de nove milhões de euros, mas que esta não era para realizar. “A previsão da receita é fechada, controlada pela lei e resulta da média dos 24 meses anteriores”, explicou o autarca, reconhecendo que neste momento neste momento de crise há uma quebra de substancial de receitas.
    Fernando Costa referiu ainda que a Câmara podia aumentar a receita aumentando os impostos, dando como exemplo o valor cobrado pelo IMI. No que respeita à previsão de venda de terrenos, que não se tem realizado, o autarca disse que poderiam fazê-lo, mas que “não necessita do dinheiro para pagar dívidas, nem vendê-los quando estes valem menos 50%”.
    CRÍTICAS E ELOGIOS
    Filomena Rodrigues (PSD) destacou o resultado líquido positivo e centrou-se em rácios de gestão que atestam a eficácia da gestão praticada pela Câmara.
    A deputada social-democrática considera que estes valores resultam de uma “gestão equilibrada e responsável”, e acrescentou que o executivo, em fim de mandato, vai deixar uma Câmara que não terá que se preocupar com a gestão da dívida e poderá focar as “suas energias no desenvolvimento do concelho e bem-estar das pessoas que cá vivem”.
    O seu colega de bancada, António Cipriano, disse que esta é a ultima análise à prestação de contas deste mandato, dando a conhecer o percurso financeiro do município. O executivo camarário “teve sempre os pés bem assentes e, por isso, hoje pode apresentar contas bem equilibradas e saudáveis”, disse, dando nota que a própria oposição reconheceu isso.
    O deputado social-democrata destacou a execução de uma “política amiga do contribuinte”, com impostos baixos.
    Duarte Nuno (CDS-PP) criticou as opções da Câmara, revelando que “fica mal” a Fernando Costa dizer que tem dinheiro no município e que deve por opção. “Há boas opções financeiras que são más decisões económicas”, disse, acrescentando que encontra nas explicações de Fernando Costa algumas semelhanças com o discurso do governo.
    O deputado centrista considera que há um subdesenvolvimento no concelho, que já vem de trás, recordando medidas que aprovaram na Assembleia e que nunca foram cumpridas, como a habitação jovem, novas acessibilidades ou a tarifa familiar da água.
    O deputado do BE, Lino Romão, falou na teoria do oásis, para explicar a não realização de obras porque os empreiteiros não têm capacidade para as fazer, quando nos outros sítios não se fazem obras porque os municípios estão falidos.
    Referindo-se às obras da regeneração, Lino Romão disse que “as pessoas já não as querem” e classificou-as de obras de cosmética, “que não vão servir de nada e vão criar um conjunto de dificuldades acrescidas na cidade”.
    No que respeita às contas, o deputado considera que, afinal, aprovam orçamentos como um exercício de “alguma futilidade” porque este “não serve para nada”. E questiona: “quando a execução fica a 50%, que credibilidade pode ter este orçamento em que a Câmara só tem capacidade de executar metade do que a Assembleia aprova?” F.F.

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  • Câmara da Nazaré fecha 2012 com dívida de 40 milhões de euros

    Câmara da Nazaré fecha 2012 com dívida de 40 milhões de euros

    Notícias das Caldas Foram aprovadas na semana passada as contas da Câmara da Nazaré relativas ao ano de 2012. E mais uma vez, a autarquia corre o risco de figurar na lista das mais endividadas do país, com uma dívida que ascende a 39,8 milhões de euros, um valor que é inferior em 2,3 milhões de euros relativamente à dívida registada em 2011.
    Para o presidente da autarquia, Jorge Barroso, “as dificuldades são resultado do investimento que dá resposta a uma população quatro a cinco vezes superior às transferências do Estado, que atualmente a Lei das Finanças Locais (LFL) prevê”.
    O autarca volta assim a justificar a dívida com o investimento em infra-estruturas que respondam a uma população que no Verão chega a atingir às 60 mil pessoas, mas que apenas é reembolsado tendo em conta a população residente no concelho, de 15 mil habitantes.
    Em comunicado a autarquia diz que “as receitas [correntes] cifraram-se em 12,2 milhões de euros e as despesas [correntes] em 11 milhões, o que se traduz num saldo positivo de 1,2 milhões de euros”, cumprindo-se o princípio do equilíbrio orçamental

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    Em 2012 “a área social e a da educação voltaram a ser as áreas de maior investimento por parte da Câmara, que, em outras áreas, antes deficitárias, como os serviços de Resíduos Sólidos Urbanos e Saneamento, as aproximou do equilíbrio, entre a despesa e a receita”, lê-se ainda no documento.
    PAEL aprovado

    Já no final de Março, a autarquia nazarena viu ser aprovada a sua candidatura ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL). O despacho publicado em Diário da República a 27 de Março, autoriza a concessão de um empréstimo pelo Estado no valor de 20,9 milhões de euros “pela maturidade de 20 anos”. A autarquia fica ainda autorizada a contrair um empréstimo “com qualquer instituição autorizada a conceder crédito” até ao valor de 9,7 milhões de euros.
    A Câmara da Nazaré fica assim com caminho aberto a empréstimos no total de 30,6 milhões de euros para regularizar dívidas a fornecedores vencidas há mais de 90 dias. Um valor que fica abaixo do pretendido pela autarquia, que tinha apresentado uma candidatura ao PAEL no valor de 33,1 milhões de euros.
    A adesão ao PAEL obrigou à declaração de situação de desequilíbrio financeiro estrutural e implica que a autarquia fixe na taxa máxima (5%) a percentagem de IRS dos munícipes com que vai ficar e o Imposto Municipal sobre Imóveis, bem como o lançamento de derrama sobre o lucro das empresas. Medidas que têm suscitado fortes críticas por parte da oposição, que acreditam não ser esta a solução para o grave endividamento da Câmara da Nazaré. J.F.

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  • Candidatos do PS apresentados em jantar comemorativo do 25 de Abril

    Candidatos do PS apresentados em jantar comemorativo do 25 de Abril

    Notícias das Caldas O deputado na Assembleia da República, João Soares, e o coronel Rocha Neves, foram os convidados do jantar comemorativo do 39º aniversário do 25 de Abril, organizado pelo PS caldense.
    O evento foi também aproveitado para fazer a apresentação pública de Catarina Paramos e Maria Antónia Nogueira às juntas de freguesia urbanas.
    Rui Correia, candidato à Câmara, apresentou os quatro eixos prioritários para o futuro do concelho, assentes na economia social e real, criatividade e termalismo.
    As ligações afectivas às Caldas foram razão suficiente para João Soares optar por aceitar este, entre muitos outros convites, para estar no dia 25 de Abril.
    O político socialista recordou a colónia de férias que o seu avô criou na zona, as suas idas à Praça da Fruta com a mãe e a grande amizade que a sua família possui com os Maldonado Freitas. João Soares destacou ainda que as Caldas são um símbolo percursor do 25 de Abril, lembrando o 16 de Março como episódio histórico que acelerou a revolução dos cravos.
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    “Há aqui um acervo muito interessante que nunca foi valorizado porque, infelizmente, o PS nunca teve a Câmara das Caldas”, disse, acrescentando que no futuro isso possa mudar pois a liderar a lista socialista às próximas autárquicas está um “autarca experimentado e professor de História”, prosseguiu, referindo-se a Rui Correia.
    João Soares disse ainda que as Caldas foram “adulteradas” do ponto de vista urbanístico e que precisam do PS para um desenvolvimento sustentado.
    Também convidado a estar presente para festejar o 25 de Abril, o coronel Rocha Neves considera que a “Democracia não está em causa, mas está a passar por dificuldades”, pelo que, nos vários locais onde tem sido convidado para intervir, tenta levar uma palavra libertadora aos jovens.
    O coronel, que participou no 16 de Março de 1974, disse que não se envergonha de nada do que fez e que este foi um movimento percursor da revolução que viria a derrubar o Estado Novo.
    Este jantar serviu também para apresentar uma nova militante, Sofia Gomes, de 23 anos, que acredita que pode fazer a diferença, numa altura em que se vive uma “descrença” coronelizada na politica, e também no país. A jovem disse ainda que o PS está disposto a acabar com uma certa “dormência” que existe nas Caldas.

    O poder das ideias em vez da política do betão

    A presidente da concelhia caldense do PS, Catarina Paramos, é a candidata à nova junta de freguesia que agrega as freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório. No seu discurso, a jovem caldense não falou em união de freguesias porque não a aceita, defendendo a sua autonomia.
    A candidata, que considera que é na primeira linha que se ganha a experiência, defendeu um modelo que deverá ser participado pelas pessoas e assentar numa dimensão humana das políticas para a cidade. “Queremos reconstruir e valorizar o espírito de rua e de bairro, estimular o “sentimento de pertença” entre os cidadãos e o seu bairro ou o seu lugar, entre os fregueses e as suas freguesias”, disse, pedindo a mobilização dos habitantes.
    De acordo com Catarina Paramos, mais do que boas ideias, é precisa criatividade e inter-ajuda para ultrapassar as dificuldades actuais.
    “Ao longo dos últimos 27 anos a cidade continuou a espreguiçar-se pelo betão e pela gestão ardilosa dos gestos improvisados ao sabor do vento, encontrando-se neste momento vazia de um modelo de desenvolvimento e de crescimento sustentável”, disse, defendendo o poder das ideias.
    Catarina Paramos deixou a garantia que não está disponível para mobilizar recursos financeiros municipais para obras ostentatórias ou de fachada e que, em vez disso, valoriza a fixação das pessoas na cidade através do investimento na diversificação da oferta, reabilitação do edificado e no papel regulador do município.
    A candidata deixou desde já a proposta de um orçamento participativo ao nível da Junta de Freguesia, a criação de um programa de afectação de jovens voluntários para actividades intergeracionais, o apoio a associações de moradores e a criação de fóruns de bairro. Na lista de promessas consta ainda o aconselhamento jurídico gratuito à população e resolução dos problemas de higiene, pintura e limpeza da cidade, assim como o reforço da vigilância policial nas ruas das freguesias.
    A concorrer pela segunda vez às eleições autárquicas está Maria Antónia Nogueira, desta feita à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. A candidata, que acredita numa boa votação para os socialistas nas próximas autárquicas, falou ainda de alguns dos problemas que aquela freguesia está a atravessar. “Os números mostram que aumentou o desemprego, que a população encontra-se na miséria”, disse, consciente de que terão muito trabalho pela frente para tentar inverter estas situações.
    O candidato à Câmara, Rui Correia, falou em quatro linhas mestras que vê como indispensáveis para o futuro desta comunidade e que alinham numa estratégia que privilegia a criação de emprego.
    A economia social surge em primeiro lugar. O candidato considera essencial ampliar a rede social de apoio aos mais carenciados e expandir as suas capacidades e recursos financeiros. Referindo-se, por exemplo, ao fundo de emergência social criado neste concelho, destacou que este utiliza pouco mais de 30% de 150 mil euros que lhe estão afectados.
    Rui Correia defendeu a criação de uma rede municipal de creches e o apoio às actividades de complemento educativo em período pós escolar nos próximos orçamentos municipais, pois são “elementos de fixação dos casais jovens no concelho”. Nesta área, o autarca destacou o trabalho voluntário de Joaquim Sá junto dos mais necessitados.
    Referindo-se à economia real, revelou que o estímulo à iniciativa dos cidadãos é “simplesmente deplorável”, destacando que nunca houve um plano para a criação de estruturas de fixação de empresas. “A maioria das cebolas que se vende na Feira Nacional de Cebola de Rio Maior é de pessoas de Alvorninha”, disse, pedindo a certificação destes produtos e a sua dinamização empresarial cooperativa.
    Outra das apostas deste município deve ser ao nível da criatividade, com o candidato a defender que se acabe com uma política cultural de eventos para se construir uma dinâmica de produção de emprego no domínio da criação cultural. Rui Correia destacou o trabalho de Nicola Henriques e do seu projecto Silos.CR.
    “Esta cidade não tem futuro sustentável sem um termalismo pujante”, referiu ainda o responsável, acrescentando que não o assusta a provável transmissão do património termal para as mãos do município.
    Destes quatro eixos sairão medidas que os socialistas apresentarão no primeiro programa participativo realizado no concelho. Estão agora a recolher opiniões, sugestões e criticas que quatro grupos de militantes e independentes irão sistematizar. F.F.

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  • Comboio especial da Amadora para as Caldas trouxe 70 convivas a uma visita cultural

    Comboio especial da Amadora para as Caldas trouxe 70 convivas a uma visita cultural

    Notícias das Caldas Chegaram às Caldas, no sábado, 27 de Abril, por volta das 10h00. Estava vento e por isso foi rápida a saída do comboio que o grupo, oriundo da Amadora, fretou para realizar este percurso pela linha do Oeste.
    A iniciativa partiu do Círculo Artístico e Cultural Artur Bual e reuniu 70 pessoas que vieram às Caldas da Rainha numa viagem sobre carris. Um projecto piloto que tem em vista a valorização do Linha do Oeste e da arte nas várias localidades que a linha atravessa.

    São pintores, escultores, artistas plásticos, poetas e músicos. Também há gente ligada ao teatro e à animação de rua. Vêm trajados a rigor. São gente do campo, designam-se “saloios” e  distinguem-se dos demais pelos acessórios e pelo ar animado que trazem. Têm por função animar as hostes e vão fazê-lo ao longo da estadia na Caldas, que vai durar todo o dia.“Fretámos o comboio para esta visita e só regressaremos a casa às 20h00”, disse Jorge Bandeira, elemento da direcção do Círculo, à Gazeta das Caldas, depois de uma primeira fotografia do colectivo, junto à estação ferroviária das Caldas. A paragem seguinte foi nos Paços do Concelho para depois rumar até aos ateliers-museus onde o grupo foi conhecer a obra dos escultores caldenses.

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    Estava previsto um almoço pic-nic no Parque D. Carlos I, mas o vento forte e frio que se fazia sentir naquilo que deveria ter sido uma amena tarde de Primavera, acabou por conduzir alguns dos convivas para os restaurantes da cidade.

    “Somos uma associação sem fins lucrativos e temos associados em todo o lado, como em França ou na Holanda”, contou Jorge Bandeira. O Círculo organiza exposições, visitas guiadas e passeios e ao todo possui 276 elementos. Às Caldas deslocaram-se 70 pessoas e esta foi “a primeira viagem que resolvemos fazer para tentar revitalizar a linha do Oeste”, disse o organizador. Jorge Bandeira considera que esta linha ferroviária “é muito bonita e não merece ser encerrada como pretendem”. Para o Círculo de Artistas se a linha não for rentável ao nível de transportes, “ao menos que tornem as viagens de turismo cultural possíveis. É uma ideia que deixamos às Caldas e a CP”, acrescentou.

    Jorge Bandeira sugeriu que a cidade proporcionasse um transporte não poluente para os visitantes se poderem deslocar da estação até à zona dos museus e “poderia até ser uma fonte de receita para os intervenientes”. Na sua opinião, Caldas da Rainha é uma cidade conhecida pelas artes e, como tal, “tem as condições necessárias para desenvolver projectos que interliguem a  cultura e o turismo tal como existem em várias cidades europeias”.

    Cristina Nunes, artista e professora (a desenvolver um projecto de investigação na Escola Secundária Bordalo Pinheiro) também integra a direcção da associação e acha que a viagem de visita cultural correu bem pois os convivas ficaram satisfeitos com a cidade e com as actividades desenvolvidas. A responsável contou à Gazeta que esta foi a primeira experiência-piloto de um projecto maior que o Círculo Artur Bual pretende e que tem a intenção de criar “um evento artístico onde se valoriza a Linha do Oeste e em simultâneo se promove a cultura regional das localidades por onde esta passa”. Uma aposta no turismo cultural, relacionado com o transporte ferroviário e que poderia ser uma aposta com  futuro. N.N.

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  • Confraria do Príapo organiza o Falo no Beco

    Confraria do Príapo organiza o Falo no Beco

    Notícias das Caldas No próximo dia 11 de Maio, a Confraria do Príapo apresenta a iniciativa Falo no Beco que pretende celebrar a cerâmica erótica. Esta iniciativa vai decorrer no Beco do Forno e inclui exposição venda, teatro e a entrega de troféus.

    Na iniciativa vão participar os ceramistas Francisco Agostinho, Madaíl Mendes, Mário Reis, Nuno Costa, Paulo Óscar, Vítor Reis,  Vítor Lopes Henriques Vítor Fonseca Lopes e Umbelina Barros. Vão ainda marcar presença várias entidades locais como a Bombondrice, Bordados da Inês, Forno do Beco, Pachá/Casa Antero, Pastelaria Machado e Ú das Caldas.

    A organização considera que faz sentido “celebrar a tradição fálica na quadra festiva da cidade das Caldas da Rainha” e por isso Falo no Beco é um evento aberto ao público que tem como objectivo proporcionar “um momento de convívio entre confrades e amigos”. Pretende-se também “apresentar à cidade e aos muitos forasteiros que a visitam, o variado leque de produtos regionais de inspiração fálica”.

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    Segundo Edgar Ximenes, presidente da Confraria do Príapo, esta entidade vai de vento em popa e já patrocina eventos. Marcou presença nos Pimpões, apoiando uma iniciativa de natação, com a oferta de falos de lapela, a 200 atletas de todo o país. “Foi uma forma  de dar a conhecer a Confraria e de oferecer uma recordação típica caldense”, disse o presidente.
    A Confraria também marcou presença na Feira de Artesanato que decorreu em Abril e esteve representada com um stand onde estiveram peças de autores que estão relacionados com esta entidade. “Dosear a tradição e a inovação é o nosso lema”, disse Edgar Ximenes, que ainda anunciou que será brevemente lançada uma colecção de pacotes de açúcar com falos para a qual foram seleccionados oito autores – dos mais tradicionais aos mais contemporâneos -, cujas propostas vão estar nos pacotes. Esta edição conta com o patrocínio da Pitau, Electrolider e Mercearia Pena. O nome e o autor da peça vai estar na frente do pacote de acúçar e por trás ficará o símbolo da confraria e o nome da entidade patrocinadora.
    A Confraria do Príapo espera lançar um livro no próximo mês sobre a tradição fálica caldense.

    10h00 – 13h00 – Feira das malandrices – Exposição e venda de produtos de inspiração fálica. Em bancas dispostas ao longo do Beco do Forno, estará representada a cerâmica, da mais tradicional à mais inovadora, assim como outros produtos como pão, doçaria e bebidas.

    12h00 – “Fá-lo em pedra” – Inauguração da escultura fálica de Nuno Bettencourt junto à Casa Antero.

    Das 13.00 às 19.30, reservamos esta parte do dia para o merecido descanso dos caldenses que, se S. Pedro for amigo, poderão ir tomar uma banhoca na nossa mui bela praia da Foz do Arelho…

    19h30 – Cocktail no Beco

    20h00 – “Vamos jantar no beco” – Aberto o apetite, há que saborear as iguarias à disposição, sentado ou em pé, ao gosto e a expensas do freguês.

    21h30 – Troféus “Falo Sempre em Pé” 2012-2013 – Cerimónia de entrega dos prémios da Confraria do Príapo.

    22h00 – “Falas do Falo e da Boca do Corpo” – Espectáculo pelo Teatro da Rainha. N.N.

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  • Carlos Querido lança “A Redenção das Águas” no CCC

    Carlos Querido lança “A Redenção das Águas” no CCC

    Notícias das Caldas No próximo dia 12 de Maio, pelas 16h30, será lançado no CCC, o livro “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas”, da autoria de Carlos Querido, juiz desembargador e colaborador da Gazeta das Caldas.
    O autor já tinha feito uma apresentação sobre esta obra em 2012 no centro cultural e prometeu dá-la à estampa no prazo de um ano. Redenção das Águas está agora pronto e dará a conhecer a estadia do rei D. João V nas Caldas, a partir de 1742, altura em que foi vítima de “um mal” que o faz procurar a cura nas águas caldenses, mesmo contra o conselho de vários médicos.
    Por ter acreditado cegamente no poder curativo das águas termais, o soberano arrastou consigo toda a corte e assim acabou por transformar a então vila pacata na capital do reino. E não foi apenas nas casas da cidade que se instalaram. Foram necessárias 62 habitações e várias quintas nos arredores para alojar o séquito real.
    Nas páginas deste romance histórico pode-se constatar a pompa e circunstância com que nos idos de setecentos se organizava o cortejo entre aquela que é hoje a Praça da Fruta (Rossio de então) e o Hospital Termal para acompanhar o monarca aos banhos.
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    Na obra o leitor é guidado por Pedro Fontes, criado do Infante D. Manuel, que viveu na Foz do Arelho e que acompanhou o irmão do rei em périplos militares bem sucedidos pela Europa. Outra personagem central é Sara, a filha ilegítima do rei, que Carlos Querido coloca no seu romance a viver na vila das Caldas, mas que na realidade histórica viveu e morreu num convento em Lisboa.
    No livro cruzam-se várias histórias e factos históricos misturados com alguma ficção. Foi nas Caldas que o rei, a 6 de Agosto de 1742, reconheceu os seus três filhos ilegítimos, filhos de três freiras do convento de Odivelas.
    Na sessão de apresentação vão estar presentes com o autor, o editor João Paulo Cotrim, a vereadora Maria da Conceição Pereira, a livreira Isabel Castanheira e o professor José Carlos de Almeida. Após a apresentação da obra será representada o espectáculo “A ver navios no reinado de D. João VI e Carlota Joaquina” pelo grupo SA Marionetas, de Alcobaça.
    N.N

    No próximo dia 12 de Maio, pelas 16h30, será lançado no CCC, o livro “A Redenção das Águas – As peregrinações de D. João V à Vila das Caldas”, da autoria de Carlos Querido, juiz desembargador e colaborador da Gazeta das Caldas. O autor já tinha feito uma apresentação sobre esta obra em 2012 no centro cultural e prometeu dá-la à estampa no prazo de um ano. Redenção das Águas está agora pronto e dará a conhecer a estadia do rei D. João V nas Caldas, a partir de 1742, altura em que foi vítima de “um mal” que o faz procurar a cura nas águas caldenses, mesmo contra o conselho de vários médicos.Por ter acreditado cegamente no poder curativo das águas termais, o soberano arrastou consigo toda a corte e assim acabou por transformar a então vila pacata na capital do reino. E não foi apenas nas casas da cidade que se instalaram. Foram necessárias 62 habitações e várias quintas nos arredores para alojar o séquito real.Nas páginas deste romance histórico pode-se constatar a pompa e circunstância com que nos idos de setecentos se organizava o cortejo entre aquela que é hoje a Praça da Fruta (Rossio de então) e o Hospital Termal para acompanhar o monarca aos banhos.Na obra o leitor é guidado por Pedro Fontes, criado do Infante D. Manuel, que viveu na Foz do Arelho e que acompanhou o irmão do rei em périplos militares bem sucedidos pela Europa. Outra personagem central é Sara, a filha ilegítima do rei, que Carlos Querido coloca no seu romance a viver na vila das Caldas, mas que na realidade histórica viveu e morreu num convento em Lisboa.No livro cruzam-se várias histórias e factos históricos misturados com alguma ficção. Foi nas Caldas que o rei, a 6 de Agosto de 1742, reconheceu os seus três filhos ilegítimos, filhos de três freiras do convento de Odivelas.Na sessão de apresentação vão estar presentes com o autor, o editor João Paulo Cotrim, a vereadora Maria da Conceição Pereira, a livreira Isabel Castanheira e o professor José Carlos de Almeida. Após a apresentação da obra será representada o espectáculo “A ver navios no reinado de D. João VI e Carlota Joaquina” pelo grupo SA Marionetas, de Alcobaça. N.N

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  • Óbidos é ponto de partida para a mostra itinerante de Lygia Clark

    Óbidos é ponto de partida para a mostra itinerante de Lygia Clark

    Notícias das Caldas No próximo fim-de-semana, dias 4 e 5 de Maio, estará estacionado junto da Porta da Vila, em Óbiodos, um camião com a exposição da artista plástica brasileira Lygia Clark. Trata-se de uma mostra, interactiva e itinerante, montada sobre um camião “baú”, onde poderão ser apreciadas réplicas de obras e todo o seu percurso artístico.

    No camião serão expostos os objectos sensoriais e relacionais e, no exterior, em seu redor, ficarão as obras de maiores proporções. Serão ainda exibidos vídeos, numa tela, sobre a artista.

    A mostra, intitulada “Lygia Clark, Caminhando em busca do próprio caminho”, inicia o seu percurso em Óbidos e faz parte da programação oficial do Ano Brasil Portugal e percorrerá o país, entre Maio e Junho.

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    Durante o período em que decorre a exposição haverá monitores a  acompanhar os visitantes durante o percurso, a fim de orientá-los na manipulação dos objectos e facilitar essa interacção comunicativa entre o indivíduo e a arte que a artista propõe.

    Todas as visitas serão filmadas e exibidas posteriormente no Brasil, o que trará visibilidade às autarquias envolvidas nesta iniciativa.

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  • Crise tem efeitos colaterais impensáveis nas Caldas da Rainha

    Crise tem efeitos colaterais impensáveis nas Caldas da Rainha

    Notícias das CaldasA Rainha D. Leonor e Rafael Bordalo Pinheiro, nos seus túmulos, devem estar a dar voltas, com tanto mal que estão a fazer aos seus legados na terra de eleição para ambos.
    A memória destes decisores públicos parece estar ao nível da memória galinha (sem querer “ofender” estes alegres galináceos), uma vez que fundam as suas propostas e decisões na ignorância da história deste país e desta cidade. Estivessem as Faianças Bordalo Pinheiro a sofrer hoje o problema que lhes ocorreu há cerca de quatro anos – quando a fábrica esteve em situação de encerramento, tendo sido salva in extremis pelo governo da época e pelo grupo Visabeira – provavelmente não continuaria a existir a empresa cerâmica mais emblemática da cidade e do país.
    Ora, como Gazeta das Caldas noticia nesta edição, o governo tenta fazer um harakiri ao centenário Hospital Termal, tentando o ministro Vitor Gaspar despejá-lo à força no município, que falho de uma visão estratégica para o concelho, há longos anos se desdobra em desculpas, parecendo querer fazer parte do problema e não da solução.
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    Para um município que se oferece a fazer museus (no caso, um nacional da cerâmica), num país em que a área cultural é carente de público e insustentável do ponto de vista financeiro (ainda agora e nos próximos anos), não existe um rasgo ou a influência para exigir ao Estado que respeite os seus compromissos em relação ao Hospital que é várias vezes centenário.
    O que se passa com o Hospital Termal Rainha D. Leonor é uma história incrível, que nos deixa a todos envergonhados com o grau de desresponsabilização e de incúria imenso, por um património natural (as águas e os espaços verdes) e arquitectónico (o Hospital e os outros edifícios), a que se deve acrescentar os doentes que utilizavam as termas e os trabalhadores.
    Neste 15 de Maio os caldenses deviam transformar as cerimónias da homenagem à Rainha D. Leonor e da “abertura” do Hospital Termal num momento de protesto e de reprovação de tudo o que tem sido feito ns últimos anos, podendo mostrar essa desaprovação pela canção de Zeca Afonso “Grândola Vila Morena”.
    Mas já não bastavam as malfeitorias em relação ao Hospital Termal, para que as gentes da educação associadas à autarquia, acabassem agora a dissimular o nome do fundador da escola secundaria, Rafael Bordalo Pinheiro, num anacrónico título de Agrupamento de Santa Catarina, como se conta também nesta edição.
    Bordalo Pinheiro teve muitos inimigos em vida, mas hoje (e depois da sua morte em 1905) é pacífico considerá-lo um dos maiores, senão o maior caricaturista português, como também ceramista e homem da cultura.
    Só gente sem critério, ignorante até à ínfima casa, basbaque, pode ter a idéia de fazer desaparecer o nome dum agrupamento de escolas, onde se encontra a mais do que centenária, ligada à história do ensino em Portugal e que perpetua a memória de um dos seus maiores.
    O que virá a seguir? Passo a passo (ou Passos a Gaspar), numa sanha indescritível, tem desfeito na cidade e na região, o centro hospitalar, a região de turismo, as escolas, a comarca judicial (cuja sede estava prevista para Caldas e não para Leiria), os serviços agrícolas, etc.
    A crise não pode justificar tudo até porque em muitos casos não há justificação simplesmente financeira ou racional para o fazer. Utilizando uma alegoria do ministro da Saúde, muitas vezes, não passa de decisões de uns pavões que pululam nos terreiros do paço.[/shc_shortcode]

  • Jorge Gonçalves pelo PS em Peniche

    Jorge Gonçalves pelo PS em Peniche

    Notícias das CaldasO presidente da concelhia do PS de Peniche, Jorge Gonçalves, de 57 anos, será o candidato à Câmara pelos socialistas. O antigo deputado na Assembleia da República e presidente daquela autarquia entre 1998 e 2005, tem como prioridades a ajuda às famílias para ultrapassarem os seus problemas, seja através de incentivos à criação de emprego ou da fixação de empresas no concelho.

  • CDU quer uma maior proximidade entre a população e os eleitos autárquicos em Óbidos

    CDU quer uma maior proximidade entre a população e os eleitos autárquicos em Óbidos

    Notícias das CaldasUma maior aproximação entre a gestão autárquica e as pessoas, a aposta no desenvolvimento sustentável e a reivindicação de investimentos do Estado no concelho, foram algumas das medidas defendidas pelo candidato da CDU à Câmara de Óbidos, Rui Raposo, na sua apresentação pública que teve lugar no passado dia 19 de Abril. Sílvia Correia, bolseira de pós doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, será a cabeça de lista à Assembleia Municipal.
    O cantautor Manuel Freire será o mandatário concelhio para as próximas autárquicas, às quais esta coligação pretende concorrer em diversas freguesias. Há quatro anos a CDU apresentou candidatos em seis das nove freguesias do concelho, pretendendo este ano igualar ou até aumentar este número.

    A CDU assume-se como a única força política capaz de levar por diante uma gestão autárquica que conduza o concelho de Óbidos a um desenvolvimento sustentável. Na apresentação dos candidatos, que decorreu no passado dia 19 de Abril, Rui Raposo defendeu a necessidade de uma maior proximidade entre a população e o executivo, assim como o seu envolvimento nas decisões dos órgãos aos mais diversos níveis.
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    O candidato comunista destacou também a necessidade de respeitar os instrumentos de gestão territorial, não pondo em causa o património cultural, ambiental e natural do concelho, em “favor de interesses económicos do grande capital e da especulação imobiliária”.
    Defendeu também a existência de políticas, em articulação com o poder central, que promovam a fixação de pessoas no centro histórico da vila e nas freguesias rurais, favorecendo assim a economia local, composta essencialmente por pequenos e médios empresários.
    Para Rui Raposo é preciso exigir ao Estado a concretização de alguns investimentos, como a dotação de profissionais e meios técnicos necessários à rede de cuidados de saúde primários, a conclusão do projecto de irrigação da barragem do Arnóia e a conclusão do projecto de preservação da lagoa de Óbidos e sua classificação como Paisagem Protegida de Âmbito Regional.
    Entre as reivindicações estão ainda a recuperação do património edificado classificado e o reforço de meios policiais para segurança das pessoas.
    O candidato comunista defende uma gestão autárquica com uma participação mais activa em lutas supra concelhias, como a requalificação e modernização dos hospitais das Caldas da Rainha e Peniche, requalificação da Linha do Oeste, luta contra a eventual introdução de portagens no troço da A8 e pela manutenção do turismo do Oeste na região de Lisboa e Vale do Tejo.
    Rui Raposo lembrou os bons resultados alcançados pela CDU em 2009 neste concelho, “subindo a votação em todos os órgãos a que concorreu” e considera que os eleitos cumpriram o compromisso assumido perante a população. “Mesmo em minoria, a voz da CDU fez-se ouvir e foi respeitada, criticando e rejeitando o que era preciso rejeitar, apoiando as soluções mais adequadas e apresentando as propostas alternativas que melhor defendiam os interesses dos munícipes”, disse.
    O candidato comunista criticou a gestão da maioria social-democrata, denunciando que o desenvolvimento sustentável que prometeu “não passou de uma grande ilusão” e a sua concordância com as políticas dos últimos governos que foram pondo em causa a autonomia do poder local. Relativamente ao PS, Rui Raposo considera que este não tem sido uma verdadeira oposição à maioria pois por diversas vezes alinhou ao lado do PSD.
    A cabeça de lista à Assembleia Municipal, Sílvia Correia, de 37 anos e residente no Olho Marinho, denunciou que o “respeito e dignidade” por este órgão não foram apanágio da maioria PSD, que ao longo do mandato procurou fazer dele “uma mera caixa de ressonância do presidente da Câmara”. As críticas foram também dirigidas aquele autarca que, em vez de “responder aos pedidos de esclarecimento dos eleitos da Assembleia, interpelava e retorquia contra as intervenções que não lhe agradavam”.
    A candidata comunista disse ainda que o regimento foi desrespeitado por diversas vezes pelo PSD ao apresentar os assuntos para discussão em plena sessão e sem dar conhecimento prévio aos eleitos. Para Sílvia Correia, o momento mais grave foi vivido quando a maioria social-democrata se permitiu “votar a favor normas dos estatutos da nova empresa municipal que retiram competências à Câmara e à própria Assembleia, deixando-as nas mãos da entidade empresarial que não pode ser fiscalizada”.
    A militante comunista deu nota do trabalho desenvolvido pelo seu camarada Custódio Santos durante quatro anos, nos quais abordou problemas como a falta de manutenção das estradas, roturas nas condutas de água, falta de médicos, degradação do património e desrespeito pelas regras do PDM. Foram também apresentadas diversas moções, “invariavelmente chumbadas pela maioria PSD e por vezes também pelo PS”, frisou Sílvia Correia, dando nota que isso é ilustrativo de como estes são “sectários e põem o seu tacticismo partidário acima dos interesses das populações”.

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  • António Trindade apresenta nova candidatura independente à Câmara da Nazaré

    António Trindade apresenta nova candidatura independente à Câmara da Nazaré

    Notícias das Caldas António Trindade volta a candidatar-se como independente à Câmara da Nazaré. O antigo presidente da Junta daquela vila apresentou a sua candidatura na tarde da passada sexta-feira, 19 de Abril, numa sessão onde apontou a abertura da autarquia à sociedade civil como primeira meta do sue mandato, caso venha a vencer as eleições autárquicas deste ano.
    Em 2001 o antigo funcionário da Segurança Social conquistou, também como independente, a Junta da Nazaré. Quatro anos depois lançou-se numa candidatura independente à Câmara e tornou-se na segunda força política do concelho, apenas batida pela candidatura social-democrata de Jorge Barroso. Já em 2009, António Trindade integrou as listas do PS para a autarquia e no decorrer do mandato que agora termina chegou mesmo a coadjuvar Jorge Barroso na gestão do pessoal afecto às oficinas municipais (incluindo aprovisionamento) e dos cemitérios municipais, no sector das pescas e na área do apoio social e regimes de Segurança Social, funções às quais renunciou em Outubro passado por não concordar com as políticas que estavam a ser seguidas pelo executivo.
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    Agora, António Trindade define como objectivos da sua campanha a suspensão dos processos de concessão em curso na Nazaré, nomeadamente a tão controversa concessão da distribuição de água e da rede de saneamento e do estacionamento municipal. “A não serem feitas as concessões ou, sendo feitas, sendo geridas de forma correcta, a Câmara Municipal em cinco anos recupera a sua dívida”, afiançou o candidato.
    Numa das mais endividadas autarquias do país, o independente quer “propor a redução de assessorias e de consultorias”, bem como resolver o problema dos credores da Câmara Municipal, aos quais a autarquia deve cerca de 27 milhões de euros. “É inaceitável que tenhamos tantos empresários com dificuldades e a Câmara não satisfaça os compromissos que tem com eles”, acusa. A definição de uma estratégia para o Turismo, a uniformização de regras para o centro histórico da vila da Nazaré no Plano Director Municipal, a aproximação da autarquia às associações e aos sectores da pesca e da agricultura, foram outras linhas referidas por António Trindade, que aponta ainda o dedo à empresa municipal Nazaré Qualifica que “apenas serve de palco para promover o candidato do PSD”.
    Na tarde de sexta-feira, António Trindade vincou ainda a “transversalidade” da sua candidatura, cuja apresentação reuniu numa sala do Hotel Praia empresários de topo e membros da comunidade piscatória, entre muitos outros. A base de apoio social desta candidatura independente foi também salientada por Abílio Marques, o cabeça de lista à Assembleia Municipal, que manifestou “um orgulho muito grande em poder representar uma parte significativa da população nazarena”.
    Quem também marcou presença na apresentação da candidatura independente foi José Maria Trindade, docente de Antropologia no Politécnico de Leiria e primo de António Trindade, que “é uma pessoa que tem ideias para o concelho, mas tem estado a pregar no deserto”. O antropólogo defendeu que “neste momento a Nazaré vive uma coisa ruim e se não tivermos cuidado, não sabemos o que vai acontecer”. Por isso, “seria bom ter alguém tão íntimo da Nazaré” na autarquia como António Trindade, que “conhece a Nazaré como ninguém”.
    A candidatura vai a votos com a designação Grupo de Cidadãos Independentes do Concelho da Nazaré. O mandatário da candidatura é Silvino Trindade, para quem os candidatos já escolhidos são “pessoas com provas dadas pelo trabalho realizado e pela defesa dos interesses da Nazaré”.

    Joana Fialho
    jfialho@gazetadascaldas.pt

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  • Chantagem sobre as Caldas da Rainha mantém Hospital Termal encerrado

    Chantagem sobre as Caldas da Rainha mantém Hospital Termal encerrado

    Notícias das Caldas Mantendo a pressão para entregar o Hospital Termal à autarquia, o governo, através do Ministério da Saúde, vem agora dizer que as termas caldenses só poderão reabrir após obras de meio milhão de euros. Um montante que a Administração Central diz não dispor, estando implícito que deverá ser a Câmara das Caldas a “chegar-se à frente”.
    Trata-se de uma chantagem óbvia por parte do governo, uma vez que este faz depender a reabertura do Hospital Termal da realização destas obras. Na prática, o hospital terá de ficar encerrado nos próximos meses ou até anos e, caso este seja concessionado a outra entidade, deixará de fazer parte do Serviço Nacional de Saúde.
    Entretanto, o CHO já deixou de fazer análises às águas termais, uma vez que delas não depende a reabertura do hospital e já começou a transferir pessoal para outros serviços, devendo em breve seguir-se algum equipamento. A zona do Largo do Hospital Termal vai ficar mais vazia.

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    O Hospital Termal das Caldas da Rainha vai ter de ficar encerrado até que sejam realizadas as obras necessárias para que possam estar garantidas as condições necessárias à continuidade dos tratamentos, sem que reapareçam infecções bacteriológicas. Na prática, o hospital terá de ficar encerrado nos próximos meses ou até anos e, caso este seja concessionado a outra entidade, deixará de fazer parte do Serviço Nacional de Saúde.
    O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) recebeu uma notificação do delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Tavares, a informar que os tratamentos de hidrobalneoterapia só poderão ser reactivados depois de ser feito um diagnóstico sobre os problemas das termas e as suas causas, e realizadas as obras de correcção necessárias.
    O presidente do CHO, Carlos Sá, realizou na passada segunda-feira, 22 de Abril, uma conferência de imprensa na qual salientou que a situação não é nova e que já estava identificada a necessidade de se requalificar o sistema de captação, adução, armazenamento e distribuição das águas termais, “de forma a garantir a qualidade da água mineral” tendo em conta os sucessivos encerramentos devido às contaminações com pseudomona e legionella.
    “Temos agora de encarar este processo como uma oportunidade. Congregando vontades, podemos encontrar uma solução que permita garantir a sustentabilidade e o crescimento do termalismo na região das Caldas de uma vez por todas”, referiu Carlos Sá.
    O administrador afirmou estar seguro de que “todas as partes envolvidas neste processo quererão fazer parte da solução”. A notificação da DRSLVT já foi transmitida ao presidente da Câmara das Caldas e Carlos Sá espera agora que haja receptividade por parte da autarquia para que lhe seja entregue a gestão do Hospital Termal e do Balneário Novo pelo prazo de 25 anos, de acordo com uma proposta enviada pela Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (entidade responsável pelo património do Estado).
    “Caberá à Câmara definir se aceita ou não essa proposta e fazer parte da solução definitiva desta questão”, disse.
    Questionado se esta situação não poderia ser encarada como uma chantagem, Carlos Sá salientou que a notificação é do delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo. “É uma decisão meramente técnica”, considera.

    Meio milhão resolveria o problema das infecções

    Tal como a Gazeta das Caldas noticiou em primeira mão, a proposta da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) refere que a autarquia caldense é a entidade que “melhor poderá promover a reparação e conservação daqueles imóveis”.
    O documento, que não é final, refere ainda que os dois edifícios necessitam de obras de reparação, a nível estrutural “que exigem investimentos avultados”.
    Segundo um estudo realizado em 2008, o valor calculado para a recuperação e duplicação de todo o sistema de aduções é de 500 mil euros. Um valor que Carlos Sá até acredita poder ser menor, actualmente, e que seria suficiente para ultrapassar os condicionamentos da Delegação Regional de Saúde.
    Carlos Sá não soube explicar porque é que a candidatura ao PROVERE não foi aprovada, o que teria resolvido mais cedo este problema. “Não sei porque não avançou. O argumento que me foi dado foi que a candidatura não foi enquadrada no âmbito através do qual foi submetido. Mas isso foi anterior à minha vinda para cá”, referiu, garantindo que nunca esteve envolvido nesse processo.
    Os 500 mil euros necessários para estas obras até poderiam ser disponibilizados pela Câmara das Caldas antes de se estabelecer qualquer acordo para que o Hospital Termal pudesse reabrir mais rapidamente.
    Na semana passada, Fernando Costa admitiu ao nosso jornal que a Câmara das Caldas poderia estar disponível para comparticipar as obras necessárias para evitar novas contaminações da água termal.
    Embora tenha começado por dizer que a autarquia pretende é investir na componente nacional de projectos que venham a ser apoiados por fundos comunitários, acabou por dizer que esta poderia contribuir financeiramente para alguma obra que seja considerada indispensável. Até porque, só poderá haver garantias de haver fundos comunitários depois de ser aprovada uma candidatura que ainda nem existe.
    Uma solução que, no entanto, não parece agradar a Carlos Sá, mais interessado em entregar rapidamente aquele património à Câmara. “Não vejo porque é que não podemos resolver tudo no imediato. Mais uma vez estaríamos a resolver apenas uma parte do problema e não o seu todo”, afirmou.
    O gestor considera que faz todo o sentido que seja a autarquia a fazer uma candidatura a fundos comunitários para a reabilitação de todo o património termal, no qual se incluem o Parque, a Mata e os Pavilhões do Parque.
    Por outro lado, Carlos Sá salientou que a proposta prevê a utilização destes edifícios por parte de terceiros, tendo por isso sugerido uma parceria com a Fundação Inatel. “Esta entidade tem um perfil de pessoas que a ela recorrem que se coaduna muito com quem procura águas termais e poderia atrair para cá muitas pessoas”, adiantou.
    Na visita que fez ao Hospital Termal e ao Parque, o presidente do Inatel, Fernando Ribeiro Mendes, referiu que este foi apenas um primeiro encontro “para uma troca de impressões muito inicial”, mas estão disponíveis para encontrar soluções em conjunto com as entidades envolvidas. Para Carlos Sá, “enquanto não houver a aceitação por parte da Câmara relativamente a este processo, nenhuma das partes se irá comprometer”.
    Só que o presidente da Câmara já demonstrou ter algumas dúvidas em relação à proposta da DGTF e quer ser recebido pelo ministro da Saúde para abordar também esta questão, antes de serem tomadas decisões. Também a Assembleia Municipal das Caldas exige ser recebida pelo ministro da Saúde até 30 de Abril. Até segunda-feira a Câmara não tinha feito nenhuma contraproposta em relação ao que foi enviado pela DGTF.

    Funcionários colocados noutros serviços

    Encerrado desde 6 de Março, depois de detectada a presença de legionella nas canalizações, o Hospital Termal tem-se mantido sem tratamentos porque as análises realizadas entretanto detectaram organismos mesófilos em quantidades superiores ao mínimo permitido. Mas, seja como for, não haverá mais análises porque a ordem agora é para fazer obras de 500 mil euros.
    Na sequência disto os funcionários do Hospital Termal estão a ser colocados noutros serviços e, caso a concessão avance, não irão voltar a trabalhar nesta área. Carlos Sá disse estar disponível para colaborar com a entidade que possa vir a gerir as termas das Caldas de modo a que alguns desses funcionários possam ser transferidos, desde que salvaguardados os seus direitos. No entanto, acabou por dizer não querer falar sobre essa questão “porque não há nada de concreto”.
    Como o protocolo proposto refere que a concessão da água mineral se mantém no Ministério da Saúde, a Câmara das Caldas ficará apenas com a gestão do património imobiliário. “Se o Centro Hospitalar deixasse de ter a concessão da água, teria que ser aberto um concurso público a que qualquer entidade poderia concorrer. O que está lá escrito visa salvaguardar esta questão”, entende.
    O CHO está também a estudar a melhor forma de deslocalizar o serviço de Medicina Física e Reabilitação do edifício do Hospital Termal para outros espaços do centro hospitalar.
    Na conferência de imprensa, Carlos Sá revelou ainda que no início de Maio será conhecida a proposta final da reorganização hospitalar no Oeste.

    Pedro Antunes
    pantunes@gazetadascaldas.pt

    Faltas de material no hospital

    Perante as queixas de alguns utentes de situações em que se depararam com falta de material e de medicamentos no Hospital das Caldas, o presidente do Centro Hospitalar do Oeste, Carlos Sá, admitiu que houve alguns problemas com o Serviço de Aprisionamento que levaram a essas falhas.
    Em causas estiveram não só alguns medicamentos, mas também consumíveis como fraldas ou luvas de latex.
    “É natural, embora não seja desejável, que num processo de reorganização possa haver uma fase inicial em que seja necessárias alguns reajustes”, referiu o administrador, que garantiu já terem sido detectadas as áreas onde é necessário intervir. “A semana passada já tomámos algumas decisões e prevejo que dentro de pouco tempo poderemos ter esses assuntos resolvidos”.
    Carlos Sá garantiu ainda que nunca faltou nada que pudesse colocar em risco os doentes.
    Em relação ao despacho do ministro das Finanças que proíbe aquisições do Estado que não estivessem já contratualizadas sem autorização prévia da tutela (que afecta o CHO por ser totalmente público ao contrário de outros hospitais do país), Carlos Sá explicou que tiveram que recorrer à criatividade para suprir algumas necessidades. O CHO pediu emprestado a outras unidades hospitalares, que são EPE (Entidades Públicas Empresariais), alguns materiais que era necessário utilizar.

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  • Nome de Rafael Bordalo Pinheiro desaparece no novo agrupamento de Santa Catarina

    Nome de Rafael Bordalo Pinheiro desaparece no novo agrupamento de Santa Catarina

    Notícias das Caldas Ao contrário do que era esperado a junção da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro com as escolas de Sta. Catarina não resultou num novo agrupamento com o nome da primeira escola, facto que motivou forte contestação na comunidade escolar (e não só porque se trata também de uma problema da cidade ao afectar a memória de uma das pessoas que mais a distingue). Este aparente esquecimento foi tornado público no concurso de professores em que nas Caldas desaparece na lista de escolas e agrupamentos o nome de Rafael Bordalo Pinheiro.
    O director, António Veiga, e o vereador da Educação, Tinta Ferreira, dizem que não sabem de nada.

    Uma portaria do Diário da República de 19 de Abril para a colocação de vagas para professores refere três agrupamentos nas Caldas da Rainha: D. João II, Raul Proença e Santa Catarina. Os professores e comunidade educativa não se conformam com a perda do nome da escola, Rafael Bordalo Pinheiro, fortemente associado à cultura e identidade da cidade.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Para o presidente do Conselho Geral da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro (ESRBP), José Manuel Pereira da Silva, o facto do agrupamento aparecer denominado de Santa Catarina ao invés de Rafael Bordalo Pinheiro, representa um “grave prejuízo para uma instituição centenária”.
    O professor manifestou a sua “estranheza” e “preocupação” por “vermos cair as termas, que são a primeira pedra fundadora da cidade, e vermos cair o nome Bordalo Pinheiro, que é a segunda refundação da cidade, ainda por cima na sua ligação a uma escola secundária que é a mais antiga do país” (foi criada em 1884).
    O responsável destaca que esta escola está profundamente identificada com o espírito bordaliano, pelo que deixar cair o seu nome “é uma coisa que não passa pela cabeça de ninguém, sobretudo dos bordalos, que inclui os que passaram por esta casa como alunos, professores e funcionários”.
    Por considerarem que este é um problema da cidade e não apenas da escola, os professores já agendaram uma reunião com o Conselho da Cidade e com o vereador da Educação, Tinta Ferreira.
    José Manuel Pereira da Silva recorda que este processo é estranho desde o início. “Sempre pensámos que o agrupamento fosse com a escola do lado, D. João II, porque a legislação que enquadra a criação de agrupamentos tem um conjunto de critérios assentes na proximidade geográfica e  continuidade pedagógica”, explicou. Tendo em conta que a decisão sobre o novo agrupamento, tinha que ser precedida de uma consulta aos conselhos gerais e tal não aconteceu, o responsável dirigiu uma carta ao director regional de Educação, ao secretário de Estado e ao ministro da Educação, onde impugnava a decisão por entender que não foram cumpridos os pressupostos da legislação.
    O ministro e o secretário de Estado informaram que o assunto era da responsabilidade do director regional, mas desde o início do ano que este cargo foi extinto e José Pereira da Silva nunca obteve uma resposta, tendo ficado com o “facto consumado de haver um agrupamento composto por duas escolas que não têm qualquer espécie de proximidade pedagógica nem territorial”.
    A professora Manuela Silveira recorda que também a comunidade escolar se manifestou contra a junção da Escola Bordalo Pinheiro com Santa Catarina, numa exposição escrita dirigida a vários órgãos, e que nenhum respondeu. A docente considera que a identidade da escola “já está posta em causa quando agrupa com Santa Catarina, nos confins do concelho, deixando ao lado uma escola com quem sempre teve grande proximidade”.
    E explicou que o pressuposto destes agrupamentos é  que o aluno ali faça o seu percurso escolar desde o primeiro ciclo até ao secundário, mas que isso não acontece com o agrupamento D. João II, que fica sem garantir  o secundário e que leva os docentes a suspeitar das razões de ficar esta “porta aberta” nas Caldas.

    “Não consegui contactar com eles”

    Questionado pela Gazeta das Caldas, o director da ESRBP, António Veiga, contou que ficou decidido em Dezembro, numa reunião com a Direcção Regional de Educação, a Câmara das Caldas e os responsáveis das escolas, que o novo agrupamento passaria a ter sede na escola caldense e chamar-se-ia Rafael Bordalo Pinheiro. Essa deliberação, disse, consta de uma acta.
    O director procurou explicar que “a mudança de nome e de sede é um processo paralelo aquilo que saiu em Diário da República, que foi a publicação de vagas para efeitos de concurso”. Mas não soube responder se o teor da portaria de 19 de Abril diz respeito ao conjunto da ESRBP e Agrupamento de Santa Catarina porque, diz, “somando as vagas negativas das duas escolas há pequenas discrepâncias”.
    O responsável contou à Gazeta das Caldas que durante o dia de segunda feira tentou obter informações sobre a mudança de nome e de sede, assim como das vagas, junto dos diversos organismos do ministério, mas “não consegui contactar com eles”.
    O responsável, que vai ser o presidente da Comissão Administrativa Provisória para a constituição do novo agrupamento – contra o qual nunca se insurgiu -, reconhece que esta foi uma situação que “causou alarme” na comunidade educativa com a qual se mostrou solidário.

    Só pode ser um engano

    O vereador da Educação, Tinta Ferreira, disse ter tomado conhecimento da situação pela Gazeta das Caldas e garante que se trata de um engano. “Não pode ser de outra maneira”, disse o autarca, acrescentando que há um despacho da tutela no sentido de que o novo agrupamento terá o nome de Rafael Bordalo Pinheiro.
    Gazeta das Caldas questionou o Ministério da Educação sobre esta situação, mas, tal como aconteceu com o director da escola caldense, também não teve respostas.

    Testemunhos

    “Esperamos que a situação seja rectificada”

    Herculano Elias

    Notícias das Caldas “Não compreendo a atitude, não há razão nenhuma para este esquecimento de Rafael Bordalo Pinheiro a quem a cidade deve a sua arte cerâmica e o prestígio conseguido no passado”. As palavras são do ceramista Herculano Elias, que possui uma grande ligação à Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, primeiro como aluno, onde ali ingressou aos 11 anos, e depois como professor. Ainda hoje o mestre miniaturista mantém uma estreita relação com a escola, leccionando um curso de formação livre de cerâmica.
    “Esperamos que a situação seja rectificada” adiantou Herculano Elias, que disse também não compreender como é que aquela escola, tendo a D. João II ao lado, é agrupada com Santa Catarina, situada a 17 quilómetros de distância.

    “Estamos a perder aquilo que nos diferencia”

    Isabel Castanheira

    Notícias das Caldas “Acho que é verdadeiramente chocante. Nas Caldas da Rainha estamos a perder aquilo que nos evidencia e que nos faz ser diferente dos outros”, diz Isabel Castanheira, uma estudiosa e apaixonada pela obra de Rafael Bordalo Pinheiro.
    Isabel Castanheira não sabe quem foi Santa Catarina mas sabe muito bem quem é Rafael Bordalo Pinheiro e por isso, e por achar que a cidade não merece este “disparate”, começou logo na segunda-feira a recolher assinaturas para uma petição pública, a ser entregue ao Ministério da Educação, para que o nome de Rafael Bordalo Pinheiro seja reposto à escola.

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  • Benedita tem uma oficina de brinquedos a funcionar no Centro Social Paroquial

    Benedita tem uma oficina de brinquedos a funcionar no Centro Social Paroquial

    Notícias das CaldasNasceu uma oficina muito especial no Centro Social Paroquial da Benedita. Trata-se de um espaço onde se reparam brinquedos, se reaproveitam peças de brincadeiras já sem utilidade e se produzem jogos de outrora.
    A Oficina Tinoni foi criada com o intuito de “mostrar que é possível construir e reparar brinquedos”, uma missão com importância acrescida “numa altura em que impera a cultura do descartável”, diz o padre Armindo Reis, Pároco da Benedita. Além disso, este é um projecto de olhos postos na ligação entre gerações, com os mais velhos a servirem de mestres nas artes das brincadeiras e os petizes a aprenderem como noutros tempos as crianças se divertiam.
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    A funcionar numa instituição que acolhe cerca de 300 crianças, do berçário às Actividades de Tempos Livres, a Oficina Tinoni assume-se como “um projecto para a comunidade e aberto à comunidade”. E muitas foram já as instituições que se juntaram neste projecto, que entre os parceiros conta com o Agrupamento de Escolas, a Misericórdia, a Universidade Sénior, a Paróquia, os grupos de jovens e de voluntariado, bem como os Centros Sociais Paroquiais de Turquel e Valado dos Frades, que poderão também vir a usufruir dos serviços aqui prestados.
    Mas a concretização deste espaço fica ainda a dever-se ao apoio da Fundação EDP. A Oficina Tinoni foi um dos 27 projectos com financiamento aprovado entre 1.125 candidaturas apresentadas à EDP Solidária 2012. De acordo com a irmã Ana Cristina Pereira, directora do Centro Social Paroquial, os 16 mil euros atribuídos ao projecto estão a ser encaminhados para a compra das ferramentas e materiais necessários.
    Jogos em madeira, fantoches, bonecos articulados, roupas para bonecas, mobiliário infantil e artigos em crochet, são alguns dos produtos que saíram já desta oficina e que estão em exposição numa loja improvisada no Centro Comunitário local. Já os brinquedos a necessitar de reparação devem ser entregues no Centro Social Paroquial.
    Os primeiros clientes da Oficina Tinoni foram as salas do próprio Centro Social Paroquial. Mas Tânia Graça, coordenadora do projecto, explica que os serviços podem ser solicitados, em sistema de trocas, por qualquer pessoa. “Quem quiser um dos nossos brinquedos pode deixar outro em troca. O mesmo se passa com os arranjos, pode trazer-se um brinquedo para arranjar e outro para deixar à oficina”.
    A expectativa dos responsáveis é que a Oficina Tinoni venha a tornar-se sustentável e a permitir a criação de postos de trabalho. Mas para já, o trabalho voluntário é fundamental para garantir que a oficina funcione de segunda a sexta-feira. E procuram-se mais colaboradores.

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