Categoria: Sociedade

  • Evolução histórica da bandeira nacional mostrada a alunos das escolas

    No dia 22 de Novembro a ESE recebeu cerca de 230 alunos dos agrupamentos de Escolas D. João II, Raul Proença e Rafael Bordalo Pinheiro, que puderam assistir à Cerimónia de Apresentação do Estandarte Nacional e Evolução Histórica da Bandeira Nacional.
    A cerimónia, presidida pelo comandante da ESE, Gonçalo Azevedo, foi dirigida aos instruendos do 3.º Curso de Formação de Sargentos em Regime de Voluntariado e Contrato e enquadra-se na formação militar e cívica ministrada no Exército com o objetivo de preservar a memória coletiva da nação, dando a conhecer os seus símbolos e a sua história. No final da apresentação foi entoado o Hino Nacional.

  • Site alemão diz que Natal de Óbidos é dos 10 melhores da Europa

    Site alemão diz que Natal de Óbidos é dos 10 melhores da Europa

    Óbidos tem um dos 10 melhores mercados de Natal da Europa, segundo o site GoEuro, uma plataforma de viagens sediada na Alemanha. Na lista estão também as cidades Estrasburgo (França), Frankfurt Alemanha), Antuérpia (Bélgica), Viena (Áustria), Riga (Letónia), Nápoles (Itália), Londres (Reino Unido), Estocolmo (Suécia). Belfast (Irlanda do Norte).
    Referindo-se a Óbidos o site refere que “embora possa encontrar mercados de Natal em Portugal em quase todas as cidades, a magia da Vila de Natal de Óbidos continua a ser a nossa festa de natal favorita em Portugal”. E isto porque, é  “aquela que melhor recria o ambiente de Natal, com renas, árvores de Natal e, claro, o Pai Natal!”

  • Comerciantes celebraram os 116 anos da ACCCRO numa gala com sabor a despedida

    A sexta gala da ACCCRO, que comemorou os 116 anos da associação de comerciantes, reuniu 170 pessoas num jantar onde o presidente da direcção, Paulo Agostinho – que está em final de mandato – aproveitou para distribuir elogios e agradecimentos a pessoas e entidades, anunciando que não se vai recandidatar. Como habitualmente, o evento serviu também para atribuir prémios aos estabelecimentos que mais se destacaram, tendo os galardões sido este ano atribuídos ao Café Bordalo, restaurante Mimosa, José Ribeiro & Filhos, Lda., Amaro da Silva Lda., Zélu Noivas, Sportino, Lda. e Vale & Costa Lda.

     

    Creme de couve-flor, arroz de tamboril à nazareno com amêijoas e camarão, cachaço de porco tostado no forno e strudel de maçã com frutos secos e canela acompanhado de chantilly e gelado, eis o essencial do menu do jantar de gala da ACCCRO que reuniu 170 comensais distribuídos por 19 mesas. Dos vinhos, o tinto Douro estava melhor do que o branco alentejano, o qual, aliás, rapidamente deixou de se servir frio porque o restaurante não tinha frappés.
    Para recrear a vista e satisfazer necessidades menos materiais, destacava-se uma interessante exposição com fotos antigas de estabelecimentos comerciais caldenses, mas também com documentos igualmente antigos, como facturas, envelopes, calendários e prospetos. Uma iniciativa meritória, que preserva a memória e que poderia constituir um acervo para uma futura secção museológica da ACCCRO.

  • Considera que as Caldas da Rainha é uma cidade segura?

    Gazeta das Caldas
    Honório Tregeira, reformado (Caldas da Rainha) | J.R.

     

    Vivo nas Caldas há mais de 50 anos e acho que é segura. Nunca tive qualquer problema.
    Por vezes não vemos a polícia na rua, mas não sabemos se, efectivamente, por aí andam, à civil. Até porque, se está tudo bem, é porque estão a fazer o seu trabalho.

     

  • Feira Internacional de Aves na Expoeste

    A Expoeste recebe entre hoje e domingo a 32º edição da Exposição Internacional de Aves das Caldas da Rainha. O certame, organizado pelo Clube Ornitológico das Caldas da Rainha, conta com a participação de alguns dos principais criadores nacionais, premiados a nível mundial, e terá expostas cerca de 2000 aves. Durante o evento serão atribuídos vários prémios nas espécies Roseta, Canário, Piriquitos, Agapornis, exóticos e outros Pcitacídeos.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Durante o fim-de-semana são esperados cerca de 2500 visitantes, que terão como principal chamariz a diversidade de espécies expostas. O horário do certame será entre as 15h00 e as 21h00 de sexta-feira, entre as 10h00 e as 21h00 de sábado e das 10h00 às 18h00 de domingo.
    Durante o certame irá ainda decorrer uma feira de artesanato.[/shc_shortcode]

  • Domingo há recolha de lixo na praia da Foz

    No domingo, 25 de Novembro, realiza-se uma recolha de lixo na Foz do Arelho, na zona do mar. O ponto de encontro é na rotunda da Avenida do Mar, junto à praia, onde também estará a estação de tratamento que reúne e separa os lixos.
    A acção é promovida pela associação LinDo Mar e tem início previsto para as 10h00, devendo prolongar-se até às 13h00. Os participantes devem munir-se de água e calçado e roupa confortável.

  • Lançadas joias inspiradas no bordado das Caldas

    A colecção de jóias “Heart of a Queen” foi lançada no passado dia 16 de Novembro e resulta de uma parceria entre a Santa Casa da Misericórdia das Caldas, a joalheira Sofia Tregeira e a Associação de Bordados das Caldas da Rainha. A mostra, que estará exposta no Posto de Turismo, conta também com a colaboração da autarquia, do designer André Sentieiro e do fotógrafo Miguel Lopes, ambos com ligações à cidade. A coleção de joias estará futuramente exposta no Posto de Turismo das Caldas da Rainha.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Esta apresentação esteve integrada na sessão de encerramento do projecto do Contrato Local de Desenvolvimento Social 3G (CLDS 3G) do Centro de Recursos Comunitário da Santa Casa da Misericórdia. Entre os seus objectivos estavam o estímulo à criação de circuitos de produção, divulgação e comercialização de produtos locais, de modo a potenciar o território e a empregabilidade. [/shc_shortcode]

  • Identificados suspeitos de roubo a residência em Salir do Porto

    Dois homens, de 25 e 30 anos, foram identificados no passado dia 14 de Novembro por suspeita de roubo a uma residência em Salir do Porto, informou a GNR. As investigações, realizadas pelo Núcleo de Investigação Criminal das Caldas da Rainha, foram desencadeadas por uma denúncia por roubo em residência com recurso a violência física ocorrido no passado mês de Agosto. Numa primeira abordagem, ainda nesse mês, um dos suspeitos foi detido por posse de arma branca proibida, que lhe foi apreendida, assim como 240 euros em dinheiro. A acção culminou agora com a vítima (um homem de 55 anos) a identificar os dois suspeitos.
    Os dois homens foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência.
    No dia 18 de Novembro um homem de 43 anos foi detido por cultivo e tráfico de estupefacientes na localidade de Cela (Alcobaça). A detenção surgiu no âmbito da investigação de um furto a uma associação recreativa, que permitiram identificar um suspeito. A investigação resultou depois numa busca domiciliária onde foi recuperado o material furtado, nomeadamente, colunas e um sistema de som. Durante essas busca foram ainda apreendidas 1532 doses de folhas de cannabis, 105 doses de haxixe e um telemóvel. O detido foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência.

  • Joaquim Aleixo Martins – estive em Champigny no maior bidonville de França

    Cheguei à gare de Austerlitz e estava lá o meu irmão António à minha espera. Levou-me para Champigny, o maior bairro de lata de França, onde viviam os portugueses. Vivi numa barraca com chapas de zinco, com duas camas, uma mesa e um fogão. Felizmente, mais tarde, a minha vida mudou. Para melhor, claro.

     

    Nasci em 1940, ainda no tempo da guerra. Dei os primeiros passos no Arelho (Óbidos), mas no tempo da escola eu não queria ir à escola e escondia-me nas matas para os meus pais não me obrigarem. Só mais tarde, com 15 ou 16 anos é que fiz a 3ª classe. Andei numa professora e depois fui fazer o exame a Óbidos com o professor Albino.
    Eu tinha 11 anos quando o meu pai ficou paralisado com um acidente de trabalho. Por isso, comecei cedo a trabalhar no campo para ganhar a vida e ajudar a família. Éramos três irmãos.
    Em 1961, tinha eu 21 anos, fui chamado para a tropa, mas livrei-me de ir para África. O meu irmão mais velho, António Aleixo Martins, estava na guerra em Angola e eu fui considerado “amparo de mãe” e fiquei por cá. Assentei praça nas Caldas da Rainha e fiz depois o serviço militar na Figueira da Foz.

     

     

     

  • Sorrisos e música na apresentação do livro da Gazeta das Caldas sobre bandas filarmónicas e ranchos folclóricos

    Mais de 250 pessoas estiveram presentes na apresentação do livro da Gazeta das Caldas no CCC, numa cerimónia que serviu também para comemorar os 93 anos deste semanário e da sua irmã gémea (que foi fundada no mesmo dia e ano), a Banda Filarmónica das Gaeiras, a qual brindou os presentes com um concerto. A noite teve os discursos da praxe, alternados por momentos musicais, e caracterizou-se sobretudo por muitas palmas e uma contagiante alegria.

     

    Foi ao som da Banda das Gaeiras, que esperou pelo público ao cimo das escadas do CCC, que a noite começou e foi com um concerto desta banda que a noite terminou. Na impossibilidade de actuarem os 17 ranchos e sete bandas filarmónicas retratadas no livro, foi à agremiação gaeirense que a Gazeta das Caldas dirigiu o convite para animar a noite, tendo em conta que foi também no dia 1 de Outubro de 1925 que aquela banda foi fundada. José Luís de Almeida e Silva, director da Gazeta das Caldas, chamou-lhe “irmã gémea”.
    Mas havia também um grupo de nove músicos – com cinco acordeões, uma gaita de foles, um cavaquinho, uma viola tueira e um almude – que emprestaram igualmente muita animação ao evento e, estes sim, representantes de praticamente todos os ranchos folclóricos das Caldas da Rainha e de Óbidos, dado que os seus elementos tocam em diferentes grupos.

     

     

  • Todos os combatentes da Serra do Bouro na I Grande Guerra voltaram para casa

    Todos os combatentes da Serra do Bouro na I Grande Guerra voltaram para casa

    Houve pelo menos 16 cidadãos da Serra do Bouro que combateram na Primeira Guerra Mundial. Todos conseguiram sobreviver e voltar a casa, alguns com condecorações, outros feridos e houve até quem se fizesse passar por louco de modo a voltar a casa. A historiadora Joana Beato Ribeiro investigou estas 16 personagens, que apresentou à freguesia no dia 11 de Novembro, data em que se celebrava o centenário da assinatura do Armistício daquele conflito. A sala estava cheia, com familiares dos combatentes e curiosos que, no final, elogiaram a iniciativa.

    Gazeta das Caldas - 1ª G Guerra
    O Centro Cultural e Recreativo da Serra do Bouro cumpriu a sua missão social ao receber um evento que despertou o interesse da população local. Muitos dos assistentes eram familiares dos soldados que estiveram na guerra.

    Sabia que houve, pelo menos, 16 cidadãos da Serra do Bouro que combateram na I Grande Guerra, alguns na batalha de La Lys? E sabia que todos estes homens regressaram a casa? A historiadora Joana Beato Ribeiro deu a conhecer esta parte da História àquela localidade, numa sessão que contou com sala cheia e que se realizou no dia em que passaram 100 anos da assinatura do Armistício que pôs termo ao conflito.
    A jovem investigou as cadernetas militares destes homens e contou algumas histórias curiosas como, por exemplo, que no boletim de Joaquim Pereira Jacinto, do RI5 e dos Sapadores Mineiros, está uma punição de dez dias porque notou que um camarada faltava ao recolher e tentou responder por ele. Na situação oposta esteve José Ezequiel Júnior, que foi punido por faltar à formatura de recolher.
    Nenhum destes 16 homens era militar de carreira. Eram civis que foram recrutados em tempos de guerra, como todos (ou a maioria) dos homens entre os 20 e os 45 anos. A maioria das tropas nacionais não conhecia as armas que enfrentaram, como por exemplo os gases asfixiantes. “Uma grande parte das tropas do corpo expedicionário não fez instrução em Portugal para usar máscaras de gás», salientou a investigadora.
    Ainda assim, havia relatórios britânicos que elogiavam os nossos soldados, mas referiam que os sargentos não comandavam bem. Os portugueses foram criticados, por exemplo, por não usar meias, quando alguns daqueles homens nunca tinham sequer usado botas.
    Ao contrário da ideia de que Portugal não participou logo na guerra, a historiadora esclareceu que mal estalou o conflito o país enviou tropas para Angola e Moçambique.
    Em comum estes 16 homens têm o facto de pertencerem ao Corpo Expedicionário Português (CEP) e de terem nascido entre 1885 e 1890 na Serra do Bouro. Curiosamente, na altura em que foram para a guerra, a freguesia incluía Serra do Bouro, Foz do Arelho e Nadadouro, mas quando nasceram o Nadadouro fazia parte da freguesia de S. Pedro de Óbidos.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Em comum têm ainda o facto de todos terem sido praças, mas cada um tem a sua história e Joana Ribeiro falou de todos.
    Albino da Costa Capitaz, que foi dos Sapadores de Caminhos de Ferro e que foi punido com quatro dias por negligenciar o seu serviço, foi o primeiro.
    Este foi condecorado com a cruz de guerra 4ª classe. Teve um louvor “pela muita coragem que revelou no dia 9 de Abril”, em La Lys, em que reparou avarias provocadas pelos intensos bombardeamentos na base de Le Gorgue. Além disso, na sua ficha consta que foi responsável pela guarda de alguns prisioneiros alemães.
    Os irmãos Albino e Eduardo Horta (que teriam mais dois irmãos, José e António) também foram à guerra.
    Albino foi da artilharia, primeiro da de costa e depois da pesada. “Provavelmente seriam bem constituídos, fortes e resistentes, para conseguirem manusear as peças de artilharia, que eram pesadas”, referiu.
    O irmão, Eduardo Horta, tem a particularidade de ter integrado o corpo de artilharia pesada independente (independente do CEP porque respondia directamente a ordens francesas). Um dia foi apanhado a jogar às cartas e respondeu mal ao seu sargento, o que lhe valeu uma punição.
    Francisco Casimiro, conhecido como Joaquim da Ana Rita, foi feito prisioneiro na sequência da batalha de La Lys, tendo sido preso num campo na Alemanha.
    António Fragoso, da infantaria, baixou várias vezes à ambulância por ter sido ferido e foi considerado incapaz de todo o serviço. Outro caso médico foi o de José Martins, conhecido como “Zé Bonito”. Pertencia ao RI5 e foi julgado incapaz, tendo regressado a Portugal num navio-hospital britânico.
    Aqui, conta-nos Francisco Antunes a partir da plateia, que José Bonito colocava a comida nos bolsos dos médicos e respondia a todas as perguntas com a expressão “se calhar”.
    À Gazeta das Caldas, Francisco Antunes contou ainda que um dia um colega se dirigiu ao Zé Bonito a dizer: “Olha o Se Calhar” e este respondeu: “Se calhar, calhou, eu vim embora e você ainda lá ficou!”.
    Francisco Antunes, da Serra do Bouro, também se lembra de António Inácio, que trabalhou para o seu pai. Pertenceu aos Sapadores Mineiros e depois aos Sapadores de Caminhos de Ferro. Este foi punido por estar em baixo de forma e duvidar dos superiores. Foi para a guerra enamorado com uma moça do Chão da Parada, mas quando regressou ela havia casado com outro.
    Júlio Jerónimo, da artilharia de costa, recebeu uma licença de 45 dias, “o que para um praça era extraordinário”, realçou Joana Ribeiro. Finda a licença, Júlio desertou, tal como aconteceu com muitos militares, sobretudo oficiais, que receberam licenças para vir a terras lusas.
    Quem também recebeu uma licença, mas de dez dias, foi Carlos Luís, da artilharia de costa e da artilharia a pé. Foi ferido em combate duas vezes, e, por causa disso, foi autorizado a utilizar uma medalha comemorativa da guerra. Este regressou no mesmo barco que o médico Fernando Silva Correia, pelo que passou na costa oestina, havendo uma fotografia tirada pelo médico à passagem pelas Berlengas.
    A historiadora notou que houve muitos casos de militares que só regressaram muitos meses depois de ter sido assinado o armistício, o que levou a que vários morressem ainda nos países onde haviam combatido. “Felizmente, da Serra do Bouro regressaram todos”, referiu Joana Ribeiro.

    E os combatentes do Ultramar?

    No final, o sargento Mário Rocha, militar de artilharia no activo que mora na Serra do Bouro, salientou a questão do Milagre de Tancos, onde estes homens receberam formação. Um local que passados 100 anos está associado a questões menos positivas. Este militar salientou que apesar das várias punições, estes militares não eram muito indisciplinados.
    Mário Rocha lançou ainda o repto para que se faça um trabalho semelhante relativamente à participação de pessoas da Serra do Bouro na Guerra do Ultramar e mostrou-se disponível para colaborar no mesmo.
    Jorge Varela, presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, referiu que passou um século dos gaseamentos da Primeira Guerra e continuam a haver gaseamentos de civis na Síria. “Em 100 anos não aprendemos nada?”, questionou.
    Tinta Ferreira, presidente da Câmara, referiu que há nove caldenses que faleceram na I Grande Guerra, um conflito que o autarca considerou “estúpido, porque a única coisa em jogo foi o poder, o território”. Na segunda há a questão ideológica da luta contra o nazismo. “Imaginem o que seria o mundo hoje se o bloco nazi tivesse ganho a II Grande Guerra”, acrescentou.
    O edil disse ainda que “é fantástico que uma celebração deste tipo, que está a ocorrer nas grandes capitais europeias, também se realize na Serra do Bouro” e revelou que há mais freguesias do concelho interessadas em pesquisas semelhantes.

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  • Alimentar animais errantes na via pública pode dar multa até 3700 euros

    Alimentar animais errantes na via pública pode dar multa até 3700 euros

    Por forma a diminuir o número de animais errantes na vida pública, o código de posturas da Câmara das Caldas estabelece que “é expressamente proibido alimentar animais errantes por qualquer forma na via pública, nomeadamente pombos, cães e gatos” havendo coimas que oscilam entre 3,74 euros até 3.740,98 euros para quem incumprir esta medida. Em caso de reincidência, estes limites mínimos e máximos podem ser elevados para o dobro.
    A medida visa sobretudo combater a sobrepopulação de pombos na cidade das Caldas.
    Segundo fonte oficial da Câmara Municipal, já foi aprovado no mapa de pessoal do município a criação de mais um lugar para a fiscalização, devendo ser aberto concurso em Janeiro de 2019. “No final do segundo trimestre de 2019 poderemos – caso não haja reclamações – ter fiscalização municipal dedicada a esta matéria”, diz a mesma fonte.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Até lá a Câmara conta com a colaboração da PSP para exercer também fiscalização nesta área, estando agendada para o dia 20 de Novembro uma reunião entre o município e a Polícia para debater esta questão.
    Entretanto as autoridades municipais preparam-se para testar alguns meios dissuasores de pombos e gaivotas nos prédios que consideram mais afectados por estas aves, bem como a instalação de um pombal contraceptivo. [/shc_shortcode]

  • Cordão humano vai ajudar a “iluminar Óbidos”

    Hoje ao final da tarde, pelas 19h00, serão acesas as luzes de Natal da vila de Óbidos. A iniciativa terá lugar na Porta da Vila e a comunidade é convidada a formar um cordão humano, trazendo a sua própria luz (uma vela, lanterna ou tocha). Estas luzes irão juntar-se aos mais de 80 mil leds de luz, distribuídos pela árvore de Natal de nove metros, pela muralha e pelo trilho mágico da Rua Direita, até à entrada do recinto da Vila Natal.
    Na iniciativa estará também o grupo Anjos, revivendo a música “Tudo o que te quero dar” e o vídeo de Natal, que foi gravado em Óbidos, com as crianças do concelho.  Está ainda garantida a presença do Pai Natal e dos seus ajudantes, que irão receber as cartas com os pedidos de Natal que as crianças irão escrever.

  • Iluminação de Natal será inaugurada com espectáculo a 24 de Novembro

    A iluminação de Natal das Caldas vai ser inaugurada a 24 de Novembro com um espectáculo junto à árvore de Natal gigante (de 33 metros), que voltará a ser o ex-libris do evento organizado pela ACCCRO. O Natal Encantado teve um aumento de custo de 40 mil euros em relação ao ano passado, sobretudo à conta da subida da despesas com a iluminação. Entre as luzes e a animação, o orçamento ascende a 200 mil euros incluindo a participação pública e privada.

     

     

    O Natal Encantado vai ser inaugurado a 24 de Novembro com um espectáculo musical junto à árvore de Natal instalada na Praça 25 de Abril (em frente à Câmara das Caldas) e com os mesmos 33 metros de altura do ano passado.
    Este espectáculo decorrerá pelas 18h00, aproveitando o crepúsculo, e se no ano passado um dos momentos altos foi a largada de centenas de balões luminosos, este ano está previsto que as cores da árvore se complementem com as do fogo de artifício lançado dos Paços do Concelho.
    No entanto, a animação começará logo pela manhã, pelas 11h00, com a chegada do Pai Natal, que se instalará na sua casa na Rua das Montras. Ao longo do dia, fazendo a ligação com a inauguração das luzes, haverá outros focos de animação, como música e um cortejo de Natal.
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    O evento de Natal da ACCCRO começou a ser desenhado em Maio, disse Paulo Agostinho, presidente da associação, à Gazeta das Caldas, e terá moldes idênticos aos do ano passado. Ao longo de mais de um mês haverá cerca de 50 eventos de animação, incluindo mais uma edição do Caldas Street Food e as exposições de árvores de Natal das escolas do concelho e também de entidades caldenses.
    Em termos de iluminação, também se manterão o número de artérias enfeitadas e os cinco quilómetros de extensão das iluminações coloridas em LED. No entanto, houve uma redução do número de rotundas, que este ano serão sete – as das principais entradas da cidade.

     

    CUSTOS DA ILUMINAÇÃO AUMENTARAM

     

     

    Este ano o orçamento para o evento de Natal da ACCCRO aumentou de cerca de 160 mil euros para os 200 mil euros e a grande ‘responsável’ é a iluminação. De resto, Paulo Agostinho já tinha referido durante o balanço do evento do ano passado que seria impossível manter o nível do projecto de Natal com os mesmos meios financeiros.
    Só a iluminação e a árvore gigante têm um custo aproximado de 120 mil euros. No entanto, o valor poderia ser maior se o evento mantivesse as mesmas seis semanas de duração que teve em 2017. “Optámos por reduzir uma semana para pouparmos nos custos de energia”, diz Paulo Agostinho.
    Mesmo assim, a árvore de Natal das Caldas, que continuará a ser uma das maiores do país, será também uma das primeiras a ser inaugurada, o que “é fundamental para sermos notícia para os órgãos de comunicação nacionais e chamar a atenção de pessoas de outros pontos do país”, realça Paulo Agostinho.
    O restante orçamento será para a animação e os adereços. Além dos cerca de 50 eventos de animação (como concertos e teatros), o Comboio Encantado fará, pelo terceiro ano consecutivo, um périplo pelas ruas iluminadas, e o mercadinho de Natal terá a sua segunda edição.
    Tal como orçamento, a comparticipação do município também aumentou: passará este ano os 100 mil euros (foi de 96 mil euros no ano passado juntando luzes e animação), sendo o restante assegurado pelo tecido empresarial, tanto com dotação financeira, como através de apoio com produtos e serviços.
    Paulo Agostinho sublinha que será preciso, no futuro, rever a forma de financiamento ou repensar o próprio evento. É que o aumento com os custos da iluminação vão continuar a subir e a Câmara não terá capacidade para acompanhar essa subida. Por isso a reflexão que terá que existir é se o evento de Natal continuará a ter, no futuro, tantas ruas iluminadas, ou se o tecido empresarial poderá ter uma maior participação financeira no orçamento.

     

    À ESPERA DE 500 MIL VISITANTES

     

    O que Paulo Agostinho não tem dúvidas é da importância deste evento para o tecido empresarial caldense, como tem sido comprovado com os diversos estudos realizados ao longo do ano.
    Este ano o objectivo é atrair às Caldas 500 mil pessoas durante as cinco semanas do Natal Encantado, o que significa trazer pessoas das Caldas, dos concelhos limítrofes, mas também de outras paragens mais distantes, que possam também aumentar as vendas dos comerciantes.
    Paulo Agostinho revelou que em Junho foram feitos por uma empresa independente dois inquéritos que indicaram que os dois eventos com maior impacto, quer para o negócio dos empresários caldenses, quer para a opinião pública em relação à divulgação da marca Caldas da Rainha, são o Natal e a Frutos.

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  • Há 90 anos que a PSP está instalada nas Caldas da Rainha

    Há 90 anos que a PSP está instalada nas Caldas da Rainha

    Há 90 anos que a Polícia de Segurança Pública está instalada nas Caldas da Rainha. Noticiava a Gazeta das Caldas em Novembro de 1928 “a vinda para esta cidade de uma força de polícia, sob o comando de um cabo”. O posto evoluiu para esquadra, situado ao topo da Praça da Fruta (onde agora está o Posto de Turismo) e, depois para secção policial. A Polícia nas Caldas esteve ainda instalada naquele que é agora o edifício da sede da União de Freguesias de N. Sra. Pópulo, Coto e São Gregório e na Rua Manuel Mafra, perto da Fonte Luminosa.
    Gazeta das CaldasO nosso jornal noticiava em 1928 que “sobre a necessidade local da existência desta corporação, já a Gazeta se tem referido” e publicava então uma carta de um leitor que referia que “com a chegada da polícia que muito contribue para o modernismo desta recente cidade, bom seria para todos nós, os Zés pagantes, que a sua acção não se limitasse só á procura de zaragatas e prisão de bêbados noctívagos, mas sim ao dedinho do peso nos talhos, pezos comidos de ferrugem e sem chumbo, da praça do peixe; certos estabelecimentos que eu cá sei que torram tremoço e feijão podre por café, etc., etc.”.
    Em 2008 a secção passou a ser uma divisão estreando o novo edifício, que alberga quatro esquadras: investigação criminal, trânsito e intervenção e fiscalização policial, além da territorial de Caldas.
    Noventa anos depois da vinda da PSP para as Caldas, o nosso jornal foi conhecer a divisão caldense, que inclui Alcobaça, Nazaré e Peniche e dá a conhecer aos seus leitores o dia-a-dia, as competências, os dados estatísticos e as pessoas por trás das fardas.
    Mostramos-lhe o interior daquele edifício geométrico, em tons branco e com azulejos azuis, que foi inaugurado há dez anos.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    Uma visita guiada ao comando das Caldas

    Gazeta das Caldas - PSP Caldas da Rainha
    Neste edifício funcionam quatro esquadras: trânsito, investigação criminal, intervenção e fiscalização policial e a territorial de Caldas

    Visitámos o Comando da PSP das Caldas e damos-lhe a conhecer o edifício que a maioria chama de esquadra das Caldas. Ali não funciona uma esquadra, mas sim quatro: a de investigação criminal, a de trânsito, a de intervenção e fiscalização policial e a territorial das Caldas. Aqui trabalham cerca de 80 agentes.

    O RÉS DE CHÃO…

    Mal se entra no edifício da PSP nas Caldas, à esquerda está o atendimento geral e o graduado de serviço, que é responsável pelas comunicações, e à direita está o balcão de atendimento da esquadra de trânsito.

    Gazeta das Caldas - PSP - Caldas da Rainha
    Logo à entrada há duas zonas de atendimento: uma dedicada ao trânsito, à direita, e a outra, à esquerda, para o atendimento geral

    Já na zona interior e de acesso condicionado, há uma área de atendimento ao público da secção de armas e explosivos, onde as pessoas podem tratar, por exemplo, das licenças de uso e porte de arma. E numa outra porta está o serviço de notificações, que trabalha sobretudo com os tribunais, nomeadamente quando lhes pedem para notificar alguém para comparecer em julgamento ou para averiguar a situação económica e social da pessoa.
    Passamos pelo gabinete de proximidade e pelo de apoio à vítima e entramos para a esquadra de investigação criminal, que tem vários gabinetes.
    É nesta esquadra que existe a zona de reconhecimento, com uma janela entre duas salas com um vidro que só permite ver para um dos lados.
    Segue-se a zona dedicada ao trânsito, sala de convívio e ginásio, um pátio interior e o estacionamento interior, onde têm os carros da polícia e outros que são apreendidos, para ficarem mais resguardados.
    O comandante da divisão das Caldas, Jorge Martins, explica que “a maioria dos carros tem seguramente mais de dez anos”, salientando ainda assim, que a PSP tem os meios necessários.

    …E O PRIMEIRO ANDAR

    Gazeta das Caldas - PSP - Caldas da Rainha
    Nesta divisão trabalham 190 pessoas entre polícias e civis. Nas Caldas, em permanência, estão quase 80.

    No primeiro andar há uma zona de quartos para os novos agentes, ou para os que tenham necessidade de pernoitar, e a Unidade de Polícia Técnica, que recolhe impressões digitais e provas.
    É também no primeiro andar que encontramos os gabinetes e a zona de comando, bem como o gabinete médico, com atendimento três vezes por semana. Numa das portas está a secção de operações, onde tudo é planeado ao pormenor antes de cada saída.
    O processamento das contraordenações também é tratado no primeiro andar, onde nos esclarecem que os agentes autuantes não recebem nenhuma percentagem sobre as multas. Ali é elaborado o auto de contraordenação, mas depois o procedimento é todo da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
    Há ainda a central telefónica, o gabinete de Psicologia (cuja psicóloga atende uma vez por semana) e uma sala de formação. Junto à janela está uma mota antiga da PSP (uma Sachs), que já não é utilizada, exposta junto a uma vitrina onde estão um antigo selo branco e outros carimbos e o número 1 da Revista Polícia Portuguesa, de 1937 (que ainda hoje é publicada), e que mostra o trabalho desenvolvido por esta força de segurança.
    A Escola Segura, cujo rosto mais conhecido é o agente Henrique Henriques, também tem o seu espaço neste piso.
    No comando distrital existe uma equipa da Unidade Especial de Polícia que está afecta à inactivação de explosivos que é responsável pela área do distrito de Leiria, Santarém e de Coimbra.
    Na divisão das Caldas, que inclui Alcobaça, Nazaré e Peniche, trabalham 190 pessoas, das quais 77 estão em permanência no edifício das Caldas, enquanto as restantes estão divididas pelos outros locais.
    As esquadras destacadas, como é o caso de Alcobaça, Peniche e Nazaré também têm uma configuração semelhante, ou seja, além das pessoas que estão afectas ao policiamento tradicional, também têm elementos afectos à investigação criminal e trânsito.
    No comando distrital de Leiria existe apenas mais uma divisão, com sede em Leiria, e que abrange as esquadras de Leiria, Marinha Grande e Pombal.
    A média de idades, nas Caldas, é de 46 anos. Mais de metade dos 190 agentes está na casa dos 40 anos e apenas 14% nos 30. Em 190 pessoas que trabalham na divisão, 12 são mulheres, sendo que apenas uma não é polícia.
    Jorge Martins, comandante da PSP de Caldas, considera que as instalações, inauguradas em 2008, “trouxeram melhores condições de trabalho” e nota que este foi um “edifício construído para ser uma esquadra de polícia, enquanto os anteriores foram sendo adaptados”.
    O responsável salienta ainda que no espaço anterior chegaram a ter problemas de infiltrações, além de que o espaço era muito exíguo. “Este edifício está adequado às nossa funções. Tem 10 anos e daqui por outros 10 anos não sei se continuará adequado”, realça Jorge Martins.

     

    Nas Caldas a criminalidade desceu porque foram detidos os criminosos

    Gazeta das Caldas - PSP Caldas da Rainha
    O símbolo da PSP está desenhado na calçada em frente à esquadra

    No último ano a criminalidade desceu nas Caldas da Rainha, um dado que segundo o comandante Jorge Martins, está ligado à detenção dos criminosos. Nos meios pequenos o número de pessoas que praticam crimes é reduzido, pelo que com a detenção de poucas pessoas, nota-se logo a diminuição das ocorrências.
    “Ao nível da criminalidade violenta tivemos uma diminuição na ordem dos 40%”, contou o comandante, esclarecendo que ao nível da criminalidade geral, a diminuição foi de 10%. Dados que levam o responsável a considerar as Caldas como “uma cidade segura”.
    Mas se a criminalidade tem vindo a decrescer, a sinistralidade rodoviária tem aumentado. A existência de vítimas depende muito de um factor que está nas mãos (ou no pé) dos condutores: a velocidade.

    Nas Caldas houve uma diminuição ao nível da criminalidade geral e da criminalidade violenta e grave, que abarca os roubos na via pública. “Ao nível da criminalidade violenta tivemos uma diminuição na ordem dos 40%”, contou o comandante Jorge Martins, esclarecendo que passaram de 27 para 16 crimes registados.
    A criminalidade violenta e grave integra também uma lista de crimes como homicídio voluntário consumado, rapto, sequestro, violação, toda a panóplia de roubos e outros crimes menos comuns como a extorsão, pirataria aérea e participação em organizações terroristas.
    Neste domínio da criminalidade violenta e grave, o que é mais comum são os roubos na via pública, que inclui o de esticão. “São estes que mais afectam o sentimento de insegurança das pessoas”, nota Jorge Martins, esclarecendo que “são estas duas tipologias estatísticas que contribuem para este quadro, quer positiva quer negativamente”. E foram precisamente estes os roubos que diminuíram mais.
    Este decréscimo está ligado a vários factores, como a taxa de desemprego. “A melhoria das condições sociais também ajuda, mas nestes meios pequenos o número de crimes praticados deve-se a duas ou três pessoas”, explicou o comandante, notando que o universo de pessoas que comete crimes é muito pequeno face à população em geral. “Se estas pessoas são detidas, deixam de praticar os crimes”, pelo que a diminuição “é resultado do trabalho da polícia e dos tribunais” e de “uma maior coordenação”, explica.

    Criminalidade desce 10%

    Ao nível da criminalidade geral, de 2017 para 2018, no primeiro semestre, nas Caldas da Rainha assistimos a uma diminuição de 10%. Em termos de números passou dos 424 crimes em 2017 para 380 este ano.
    Na criminalidade geral, os crimes que mais contribuem para estes números, são contra a propriedade (todos os furtos) e contra a integridade física. No segundo caso incluem-se as ofensas à integridade física e violência doméstica.
    No caso dos crimes contra a propriedade, registou-se uma diminuição de 8%, especialmente em furto de veículos (comparando o primeiro semestre deste ano com o do ano passado) e no que respeita aos crimes contra a integridade física, sobretudo simples, e violência doméstica, com uma diminuição na ordem dos 30%.
    Tudo isto leva a que o comandante da Divisão afirme que as “Caldas é uma cidade segura, que se insere neste nível de segurança que felizmente temos a nível nacional”.

    Sinistralidade rodoviária

    Jorge Martins fez ainda questão de falar na questão da sinistralidade rodoviária, porque de 2016 para 2017 houve um aumento, quer do número de acidentes, quer de vítimas (sendo a maior parte leves).
    As causas são, sobretudo, “a desobediência à sinalização e às regras de prioridade, em especial nas rotundas, mas também a velocidade excessiva e a não manutenção da distância de segurança do veículo da frente”. O comandante realça ainda que a existência de vítimas no domínio dos acidentes de viação tem a ver com um factor que está no domínio do condutor, que é a velocidade.

    O que acontece com as apreensões?

    Quando um bem é apreendido vai servir de prova de determinado crime. Essas apreensões têm que se manter durante o processo. A partir daí os bens que são proibidos, que se provou que foram utilizados na prática do crime ou que resultaram da prática do crime, são declarados perdidos a favor do Estado.
    Depois, em função da natureza do próprio bem, pode ir parar à Polícia (como carros ou armas), a outras instituições, ou pode ser vendido em hasta pública.
    Existem ainda os bens encontrados e entregues pelos achadores, que têm um ano para ser reclamados. Findo esse ano, se não for reclamado, o achador pode ficar com ele, se este não for apreendido.
    Todos os bens cujo dono não é possível identificar, são colocados em depósito e vendidos em leilão. No caso de droga, dinheiro falso, roupa contrafeita, são incinerados.
    “Nas Caldas os tipos de bens mais apreendidos, além dos carros, são drogas, ferramentas para arrombar as casas e os artigos que foram encontrados na posse dos suspeitos”, explicou Jorge Martins.
    Houve alturas em que a roupa contrafeita tinha um peso grande nas Caldas, o que agora não se verifica. “Começámos a apoiar a acção da ASAE mais vocacionada para esse domínio e depois acabam por ser eles a fazer a apreensão dos bens, mas chegámos a ter salas cheias de bens apreendidos, entre roupa e calçado”, lembrou.

     

    Uma cobra no Museu da Cerâmica

    Gazeta das CaldasQuando imaginamos o trabalho da polícia, normalmente não temos em mente que tenham que apanhar cobras, mas foi o que aconteceu no Museu da Cerâmica. Recebida a chamada de socorro os policiais foram ao local, improvisaram “ferramentas” e conseguiram capturar o réptil que se encontrava nos jardins do palacete. A cobra foi depois levada para a esquadra numa caixa para transporte de animais e posteriormente devolvida à natureza.

     

    A população reconhece o trabalho da PSP, diz o comandante Jorge Martins

    Gazeta das Caldas - PSP
    Jorge Martins: ”quando os agentes entram de serviço, não sabem o que lhes vai acontecer”

    O facto de todas as instituições quererem ter a PSP como parceira é, para o comandante da esquadra das Caldas, Jorge Martins, a prova do reconhecimento desta força policial. O responsável, que já foi comandante em Beja, Odivelas e Peniche, considera que esta é uma profissão de carreira e reconhece vantagens no policiamento de proximidade.
    Em relação ao futuro, gostaria que as Caldas mantivesse os dados de criminalidade que se registam actualmente, que considera “suportáveis”. Os últimos dados revelam que na cidade houve uma diminuição ao nível da criminalidade geral, que diz respeito a todos os crimes registados, e da criminalidade violenta e grave.

    Jorge Martins, de 53 anos, é o actual comandante da esquadra das Caldas, em regime de substituição de Ricardo Ferreira, que desde o ano passado integra uma missão internacional da ONU. Com mais de 30 anos de profissão, entende que os polícias são, regra geral, respeitados pela comunidade, não tanto pela ideia de que representam a autoridade, mas pelo facto das pessoas verem que se trata de alguém que os pode ajudar. “Todas as instituições gostam de ter a PSP como parceira e isso é um indicador de reconhecimento”, diz à Gazeta das Caldas.
    E é esse mérito reconhecido da instituição que leva actualmente os jovens a querer integrar a PSP, acredita o responsável, ressalvando que não é pelos altos vencimentos e que ninguém enriquece sendo polícia. “Provavelmente muitas pessoas vieram à procura de um emprego, mas cada vez mais já são conhecedores do papel da polícia e das condicionantes a que estão sujeitos. Por isso é muito raro as pessoas, depois de entrarem, quererem sair”, disse, acrescentando que esta é também uma instituição onde há progressão na carreira, dando o seu próprio exemplo, que entrou como guarda e que actualmente é comissário.

    Uma Profissão de risco

    Jorge Martins reconhece que esta é uma profissão de risco e nada monótona. “Quando os agentes entram de serviço não sabem o que lhes vai acontecer no turno”, valendo-lhes a boa preparação que têm.
    O desenvolvimento das novas tecnologias obrigou também a uma maior preparação da polícia, para poder dar uma resposta eficaz a burlas informáticas ou a crimes de natureza sexual através das redes sociais. “São contingências a que toda a sociedade está sujeita e a que temos que nos habituar”, diz o comandante, dando nota de que, por exemplo, ao nível das burlas, as pessoas sujeitam-se muito quando compram bens sem nunca os terem visto.
    Apesar da crescente inovação também ao nível da metodologia utilizada na prática do crime, poucas são as vezes que os polícias são surpreendidos. Estão habituados a “ver sempre coisas novas” e já contam que, mais dia menos dia, apareça algo de diferente.
    Para Jorge Martins a utilização de um sistema de videovigilância no centro da cidade poderia contribuir como meio de prevenção e dá o exemplo do centro histórico de Leiria, onde a segurança de pessoas e bens foi reforçada através da instalação de 19 câmaras, destinado a prevenir condutas criminosas e desviantes.

    Policiamento de proximidade

    Relativamente às preocupações da população, sobretudo sobre os assaltos de que são alvo e dos quais depois não sabem o resultado, o responsável explica que em muitos dos casos o inquérito é arquivado por falta de provas. “A maior parte das vezes não temos sequer vestígios para saber como o crime foi praticado, quanto mais para saber quem foi o autor”, diz, reconhecendo que é verdade que há muitos crimes desta natureza que ficam por esclarecer.
    Também para dissuadir esse tipo de crimes existe o patrulhamente apeado, pelas ruas da cidade. No âmbito do patrulhamento de proximidade, existe também a Escola Segura, em que os agentes da PSP actuam nas escolas dos quatro concelhos, e há o acompanhento a idosos e vítimas de violência doméstica, neste último caso em articulação com o Gabinete de Apoio à Vítima da autarquia.

    A importância dos gratificados

    No centro da cidade a existência de mais elementos da polícia é responsabilidade da própria PSP, mas também da Câmara das Caldas, que contrata os serviços, os chamados gratificados, que são também uma forma de financiamento da própria PSP.
    O responsável garante que este serviço remunerado não prejudica o normal funcionamento da instituição pois é feito na hora da folga dos elementos policiais.
    O comandante reconhece que o policiamento de proximidade é muito vantajoso pois permite uma aproximação da polícia à comunidade e vice-versa. Ao longo dos anos tem havido várias experiências nesse sentido, mas que acarreta um investimento muito grande, diz o responsável, acrescentando que, por outro lado, não podem abdicar da resposta aos incidentes.
    “Vamo-nos esforçando por conciliar esses interesses todos”, diz Jorge Martins, dando o exemplo do carro patrulha, que é por natureza um serviço de policiamento reactivo, mas que também pode ser utilizado nesta vertente de visibilidade nas ruas.
    O comandante desvaloriza as queixas, tornadas públicas, de que os agentes têm que pagar parte dos materiais necessários à sua função. Garante que tudo o que é necessário ao cumprimento da missão é-lhes fornecido. São os agentes que pagam o uniforme, mas recebem um subsídio “suficiente” para essas aquisições. O responsável realça que há elementos que em vez de gastar 50 ou 60 euros nas botas que foram feitas para a Polícia podem comprar outras por 150 euros, mas que isso é uma opção de cada um. O armamento é todo fornecido pelo Estado.

    O ladrão que fugiu e deixou os documentos

    Tal como qualquer polícia, Jorge Martins tem muitas histórias, mas a maior parte delas não as pode revelar, por respeito ao bom nome das pessoas envolvidas. Ainda assim, o comandante recordou um assalto feito, há anos, a um estabelecimento em Peniche em que o ladrão acabou por não levar nada porque se assustou com o barulho, e ainda lá deixou a carteira com os seus próprios documentos. Também em Peniche, noutra altura, os agentes foram surpreendidos por um surfista a perguntar-lhes se tinham detectores de metais, pois antes de ter entrado na água enterrou a chave no areal, com um pau a marcar o lugar. Entretanto, passou um senhor com um cão e arrancou o pau, tendo perdido a marcação e ficado as chaves enterradas sem qualquer sinalização.
    Natural de Peniche, Jorge Martins gosta muito da cidade das Caldas, que conhece desde os tempos de estudante na Escola Rafael Bordalo Pinheiro. Vê de forma “muito positiva” a evolução que tem tido e a sua organização.
    Em relação ao futuro, o que se prevê? “Seria bom que em termos sociais e criminais se mantenha neste nível de quantidade de qualidade de crimes que se vão verificando”, responde. O comandante está consciente que os crimes não irão acabar, mas pretendem mantê-los “a um nível suportável”.
    Entre as suas expectativas estão também a evolução dos meios na PSP, de modo a irem-se adaptando à realidade, ainda que, conclua, “a nossa mudança seja sempre reactiva à da sociedade”.

    Percurso

    Jorge Martins, de 53 anos, é natural de Peniche, onde também reside. Licenciado em Direito e pós-graduado em Segurança Interna, o comissário tem formação profissional específica em investigação criminal e policiamento de proximidade.
    Ingressou no curso de guardas em 1987, Depois de terminado o curso, começou a trabalhar como polícia em Lisboa, na Esquadra do Rego, na zona da Praça de Espanha. Depois já foi comandante de esquadra em Beja, Odivelas e Peniche.
    A primeira experiência de Jorge Martins nas Caldas foi entre 2000 e 2003, período em que comandou a esquadra da secção policial. Depois de cinco anos como comandante de esquadra de Peniche, voltou às Caldas para durante um ano comandar a Divisão Policial. Em 2009 regressou ao seu anterior cargo em Peniche.
    Em Dezembro de 2013 foi promovido a comissário e desde Janeiro de 2014 que integra o Comando da Divisão Policial de Caldas (como adjunto do comandante). Desde o ano passado que comanda esta divisão, em regime de substituição.

     

    Quando Vasco nasceu, já José era polícia há 13 anos

    Falámos com o agente mais novo nas Caldas, o alcobacense Vasco Costa, de 24 anos e com José Seco, um dos agentes há mais anos em actividade na cidade. Quando Vasco Costa nasceu, já José era polícia há 13 anos. As conversas reflectem isso mesmo, a memória e experiência de um e a juventude e irreverência do outro.

    O mais novo agente das Caldas tem 24 anos…

    Gazeta das Caldas
    “Os maiores conflitos com a polícia são no trânsito, talvez pelo embaraço que é causado pela falta de transportes públicos” | I.V.

    Vasco Costa é o mais novo agente nas Caldas. Este alcobacense de 24 anos está na Polícia há dois anos. Depois do curso, em Torres Novas, escolheu vir para as Caldas no ano probatório e como tinha conseguido uma boa nota, foi colocado aqui há um ano e três meses.
    Em criança não sonhava ser polícia. “Sempre admirei o trabalho da polícia, mas nunca foi a minha ideia. Com o passar dos anos, quando acabei o secundário, vi na Polícia uma opção de construir uma carreira digna, concorri e hoje estou aqui”.
    O curso teve uma duração de nove meses e, como não foi militar, não estava preparado para a carga física e psicológica. A formação compreende sete horas de aula e uma de educação física. Além disso, tinham aulas de defesa pessoal pelo meio, tinham de marchar, estar na parada todos os dias de manhã, formar antes de almoço e jantar e andar uniformizado todos os dias.
    Ainda assim, na sua opinião, o curso poderia ter sido menos teórico, “mas o estágio de um mês nos comandos deu para colocar os conhecimentos em prática”.
    No seu ano a falta de verbas estatais fez com que entrassem menos candidatos, pelo que continua a haver um défice entre os homens que entram para a polícia e os que se reformam. Isto impede uma renovação geracional em todo o país, havendo comandos onde a média de idades supera os 50 anos.
    Vasco Costa afirma que o curso, e a própria Polícia, está a adaptar-se à realidade da evolução da sociedade. Por exemplo, em termos de multiculturalidade, “antigamente a polícia praticamente só lidava com cidadãos portugueses, hoje em dia temos de saber falar inglês e francês, temos que nos adaptar”, contou à Gazeta das Caldas.
    O jovem afirma-se orgulhoso do que alcançou e diz que gosta de ser polícia numa cidade como as Caldas, onde “as pessoas vêem a Polícia como alguém que está aqui para ajudar”. Ainda assim, já se apercebeu que “os maiores conflitos que as pessoas têm com a Polícia são ao nível do trânsito, talvez porque a falta de transportes públicos cause muito embaraço no trânsito”.
    Quando há menos ocorrências optam pelo policiamento de visibilidade (agentes em pontos estratégicos da cidade) e por fiscalizações.
    Em breve, o mais novo agente das Caldas segue para Lisboa, onde irá enfrentar pelo menos 12 anos de serviço, para suprir os défices existentes na capital. Não sabe a zona ou a esquadra para onde vai. “Vai ser de um dia para o outro”, contou, acrescentando que tem colegas que vêm da Madeira para Lisboa e que também não sabem nada. “Não vamos ter casa, nem nada”, acrescenta, pelo que se prevê que aconteça o que tem acontecido em anos anteriores, com agentes a dormir em automóveis.
    Também os pedidos à hierarquia para depois voltarem às suas terras são muitos. Sabe, por exemplo, que existem listas de espera a rondar as duas centenas de agentes que se querem mudar para Leiria.
    Estas pequenas situações causam stress, que Vasco Costa admite que pode prejudicar o trabalho. “Já lidamos com situações de risco, temos de estar nas nossas melhores capacidades para lidar com as pessoas”, nota.
    Admite que gosta é de “andar na rua, falar com as pessoas, de ajudar e proteger os cidadãos”.
    Confessa também que os turnos “trocam um bocadinho a cabeça, ao início”, e faz notar que, por exemplo, se um agente tiver um serviço externo (os chamados graduados) e tiver que ir a tribunal com um arguido, pode ficar praticamente sem horas de sono.
    Numa época de greves da Polícia, perguntamos pela principal carência na profissão que escolheu. “É não ser considerada uma profissão de risco, quando lidamos com situações de risco, como facadas, agressões, injúrias, vamos para ocorrências que não sabemos o que vamos encontrar”, responde.
    Reconhece que deveriam existir mais agentes e que a frota automóvel também está algo envelhecida e defende uma maior informatização da instituição.
    Na era da tecnologia, não há partilha de informação entre a PSP e a GNR. Por exemplo, um suspeito que tenha cometido crimes na área da GNR, aparece com ficha limpa no cadastro a que a PSP tem acesso. O agente não sabe isso até levar o suspeito a tribunal.
    Por outro lado, ter um computador no carro também poderia facilitar. Poupando 10 ou 15 minutos a cada ocorrência, poder-se-ia ganhar tempo para outros trabalhos.
    Vasco Costa aponta a condução com álcool e sem carta de condução como crimes praticamente diários nas Caldas.
    Outro problema nesta cidade são os arrumadores de automóveis, que também ocupam parte do tempo desta polícia, que pode passar contraordenações de 60 euros por não terem licença da Câmara.
    Com mais de 30 anos de carreira pela frente, perguntamos qual será o seu futuro, ao que responde que ainda está em dúvida, entre a Unidade Especial de Polícia, o Curso de Oficial de Chefe e a Investigação Criminal.

     

    José Seco é polícia há 37 anos e encara a profissão como uma missão

    Gazeta das Caldas
    “Adorava regular o trânsito porque sou do tempo em que este passava todo dentro da cidade”| F.F.

    Chama-se José Maria Penacho Seco Baptista (apelido que foi buscar à esposa), mas na esquadra é conhecido por agente Seco. Tem 60 anos e é um dos polícias mais antigos das Caldas, com 37 anos de profissão.
    José Seco nasceu no concelho de Soure, distrito de Coimbra, e ingressou na PSP um dia antes de fazer 24 anos, a 10 de Novembro de 1981. Primeiro foi para Torres Novas, para a escola prática, onde tirou o curso de nove meses e depois foi para Lisboa, em 1982. Foi também na capital que teve a sua primeira experiência como polícia, na terceira divisão, na Avenida João Crisóstomo, perto do Saldanha. Na altura, José Seco apenas conhecia Lisboa de visita, mas por sorte ficou com mais dois colegas da terra na mesma esquadra. “Gostei muito de lá estar, era uma zona pacífica”, recorda o polícia, que por lá se manteve perto de dois anos. Depois tirou o curso de trânsito e foi para Santa Marta e daí para as Caldas, em 1986.
    José Seco também conhecia as Caldas de passagem porque a esposa é do concelho do Cadaval. Quando veio de Santa Marta passou uns dias na esquadra caldense, na altura situada ao cimo da praça, para se ambientar e depois, como tinha o curso de trânsito, foi convidado para ir para esse sector. Em Lisboa era tudo muito rigoroso e o jovem agente Seco vinha com “a caneta afiada”. Um dia o comandante, na altura o subintendente Barroso, mandou-o chamar e disse-lhe que este tinha que “levantar um pouco mais a caneta, porque a cidade era pequena, quase uma família, em que todos se conhecem”, recorda o polícia, acrescentando que compreendeu logo a mensagem.
    José Seco regulou muito trânsito ao cimo da praça, junto ao café Bocage, numa altura em que os camiões também ali passavam. Também a Rainha era um dos sítios onde costumava estar, chegando a fazer seis horas no local. O agente recorda que no Verão era difícil de aguentar tanto tempo parado ao sol e chegava a aproveitar o facto das senhoras irem regar as flores para molhar os pés na água da rega.
    “Adorava regular o trânsito porque sou do tempo em que este passava todo dentro da cidade”, recorda o agente que andou na rua entre 1986 e 2002. Depois, José Seco fez um interregno de cinco anos. Pediu uma licença sem vencimento e foi para a Alemanha onde trabalhou em obras nas estradas.
    A decisão de emigrar foi tomada depois de ter estado com a vida em risco por duas vezes.
    O agente garante que não saiu por medo, mas porque tinha família na Alemanha. Decidiu então aventurar-se, juntamente com a mulher e a filha, e ir para aquele país.
    Acabaria por regressar à PSP e à divisão do trânsito. Entretanto, um colega que era cozinheiro na messe convidou-o para ir trabalhar com ele. E, embora José Seco não tivesse experiencia de cozinha, os seus petiscos eram famosos entre os colegas, tendo acabado por aceitar e esteve na cozinha da polícia durante 14 anos. Até há um ano, altura em que a messe encerrou e o agente passou para a secção de logística.
    Entre as suas muitas histórias, o agente Seco lembra duas, em que teve a vida em risco. Uma delas passou-se em Fevereiro de 1988, altura em que estava a trabalhar no trânsito. Era um final de tarde, tinha acabado de acompanhar a travessia das crianças junto à Escola Bordalo Pinheiro e estava no bar da esquadra a comer uma sandes quando soube que a ourivesaria Carvalho estava a ser assaltada. O agente Seco foi juntamente com um colega ver o que se passava, mas ia relativamente descansado porque era frequente haver falsos alarmes. No entanto, nesse dia foi diferente. Os polícias aperceberam-se que os assaltantes estavam dentro da loja e deixaram o carro da polícia a trancar a rua, seguindo a pé. Quando os ladrões estavam a sair com o saque, o agente gritou-lhes e eles voltaram a entrar para a loja, para saírem pouco tempo depois com o proprietário da loja como refém.
    Os assaltantes encaminharam-se para a Praça 5 de Outubro, houve troca de tiros e, entretanto estes largam o refém e dividem-se. O agente Seco persegue um dos ladrões e ouve uma senhora a gritar, começa a descer a rua do Bairro Azul e vê o ladrão, grita-lhe, este dispara e continua a fugir. “Há um civil que se apercebe da perseguição e faz frente ao ladrão, que lhe aponta o revólver. A sorte do senhor é que o ladrão já não tinha balas e eu bati-lhe com a cronha da metralhadora”, recorda à Gazeta das Caldas.
    Na altura viriam a ser apanhados os quatro assaltantes que tinham vindo da Musgueira para assaltar a ourivesaria.
    A outra situação decorreu no início da década de 90. O agente Seco e os colegam vinham de uma ocorrência no carro patrulha e são mandados ir a S. Cristóvão, porque o Lobo (alcunha do agressor) tinha dado um tiro de caçadeira à avó e estava barricado na casa. “Saímos do carro antes do local, eu encostei-me de um lado do café enquanto que os colegas foram pelo outro lado”, recorda, lembrando ainda que foram recebidos a tiro pelo agressor.
    No início o individuo não queria falar com ninguém, mas o agente Seco arriscou e ofereceu-se para ir falar com ele. Já na semana antes tinha-o ido buscar a casa porque estava a agredir os pais, lembra, acrescentando que se o jovem o tem reconhecido, provavelmente teria disparado. Mas tal não aconteceu e José Seco subiu ao primeiro andar, desarmado e sozinho. Quando entrou na sala viu-o escondido atrás do sofá e com a caçadeira apontada, não o deixando aproximar-se.
    Como não conseguia aproximar-se para tirar a arma ao agressor, barricado, o polícia pediu para entrar um amigo do jovem, que o entreteve, enquanto este se lançou sobre ele e deteve-o.
    José Seco vê a profissão como uma missão e sente a consideração das pessoas para com a polícia, mas não esconde que antes havia mais respeito para com as forças da autoridade. “Antigamente mesmo estando à civil, mostrava a carteira de polícia e tinha impacto, hoje não faço isso, pelo menos sozinho”, conclui.

     

    Agente Mário Duarte tem perto de 300 chapéus de polícia

    Gazeta das Caldas - PSP
    Mário Duarte colecciona chapéus das polícias de todo o mundo

    Chapéus há muitos. O ditado é famoso e adequa-se também à polícia. Que o diga Mário Duarte, que é agente na esquadra das Caldas há três anos e possui uma colecção com perto de três centenas de chapéus de polícias de todo o mundo.
    Entre as últimas aquisições está um chapéu da gendarmeria do Vaticano. Os das altas patentes são os mais bonitos, mas também “os mais caros e os mais difíceis de encontrar”, explica o colecionador, que a curto prazo quer ter chapéus representativos das polícias de toda a Europa.

    Mário Duarte é agente nas Caldas há três anos. Nasceu em Lisboa, mas os pais são do Landal, onde o agente fez casa quando casou e para onde se mudou quando veio de Sacavém para a esquadra caldense. Nesta cidade exerce funções diferentes das que tinha. É graduado de serviço, quando antes era adjunto do comandante de esquadra.
    Foi em 2007, quando ainda vivia em Sacavém, que comprou um chapéu do KGB (serviços secretos da União Soviética) numa Feira de Artesanato. No mesmo ano, um amigo foi aos Estados Unidos da América e trouxe-lhe um chapéu da Polícia de Nova Iorque.
    Mais tarde, um acaso deu um grande empurrão ao gosto que já havia nascido. Um dia foi à esquadra de turismo em Lisboa, no Palácio Foz, e um colega tinha a sua colecção exposta numa vitrina. “Eu cheguei, vi e falei com ele sobre os chapéus”, recorda, acrescentando que no dia seguinte tinha à sua espera uma caixa cheia de chapéus, oferecidos pelo amigo.
    Além de mais de duas dezenas de chapéus, o colega e amigo deu-lhe também algo que é muito importante no mundo do coleccionismo: contactos.
    Desde então, tem vindo a comprar e a trocar chapéus com pessoas de vários pontos do globo. O contacto é feito via internet e os coleccionadores são quase todos polícias ou pessoas com familiares na polícia.
    “Às vezes falamos anos a fio com uma pessoa, fazemos trocas e depois, quando a vamos conhecer pessoalmente nem sempre é fácil, pelas barreiras linguísticas, mas o Google tradutor faz milagres”, conta o agente Mário Duarte.
    Quando visita coleccionadores noutros países, tira uma fotografia com a colecção deles. Actualmente ainda não pode fazer o mesmo na sua casa, uma vez que os chapéus mais importantes estão guardados numa vitrina no escritório e os outros estão dentro de caixas. “Quero arranjar um anexo ainda este ano para os pôr em exposição”, revela.
    No total tem perto de três centenas de chapéus de polícias de todo o mundo.
    Mas tem de haver um grande conhecimento para suportar esta colecção, pois há países que têm uma política criminal muito rigorosa sobre os uniformes policiais e não permitem a sua comercialização. Por outro lado, há muitas réplicas. Isso obriga Mário Duarte a saber, por exemplo, quem são os fabricantes para confirmar se são verdadeiros, mas também a conhecer os detalhes de cada chapéu.
    Uma das últimas aquisições é sonante: um chapéu da gendarmeria do Vaticano (Corpo della Gendarmeria dello Stato della Città del Vaticano). Recentemente chegaram também bonés das polícias da Suécia e da Coreia do Sul, bem como um da Ontario Provincial Police (no Canadá).
    Os chapéus têm preços variáveis. Por exemplo, um capacete da Polícia da Isle of Man custa mais de 400 euros e não é o mais caro. Há deles a rondar os 600 euros e outros que não se vêem à venda, mas que poderiam valer mais de mil euros (como é o caso dos do Vaticano, mas da Guarda Suíça, a chamada Polícia do Papa).
    Os de altas patentes são os mais bonitos, os mais trabalhados e os que têm mais valor. “São os mais caros e os mais difíceis de encontrar”, explica.
    Outros difíceis de ter são os da Austrália, que tem cinco polícias dos Condados e a Federal. “Só se conseguem réplicas ou se forem reformados que vendam, porque no verso do crachá tem o número de identificação deles”. Mário Duarte tem quatro da Austrália, sendo que de apenas dois tem a certeza de serem verdadeiros.

    A estética e os pormenores importam

    A curto prazo o objectivo é ter chapéus representativos da polícia de toda Europa. “Falta-me do Lichtenstein, que é muito difícil porque tem uma política muito restritiva, da Finlândia, que é um chapéu muito caro – custa mais de 100 euros”, especifica. Para além destes, ainda não tem os bonés dos países da ex-Jugoslávia, porque estas polícias mudam muitas vezes de fardamento. Falta-lhe o da Macedónia, o actual chapéu da polícia da Sérvia, que também já mudou, e o da Albânia, que em 10 anos já mudou quatro vezes. Depois, falta-lhe o do Luxemburgo, que também mudou.
    O que faz então o agente ao chapéu que deixa de estar em uso quando compra o mais recente? “Nalguns casos recebo o novo e o velho dou para troca porque já não está actualizado”, refere, enquanto que noutros casos guarda-os. A estética e os pormenores de cada chapéu também importam.
    O chapéu português da PSP que interessa mais no estrangeiro é o de superintendente. Mas os da GNR são mais procurados, por serem mais vistosos. Há um, em particular, que é proibido vender e que gera uma grande procura: o branco da Cavalaria da GNR.
    Mário Duarte conta-nos que pelo mundo há muitos encontros de coleccionadores desta área, mas que em Portugal ainda não se realizou nenhum. “Como já somos muitos estamos a pensar em criar um swapping meeting (encontro de troca) de artigos ligados à polícia, como chapéus, emblemas, pins, carros em miniaturas e outros”, partilha.
    Entretanto, apresenta-nos alguns dos seus chapéus: “Este aqui tem um nome característico, chamam-lhe o Bobby, é da Polícia Inglesa, já este é do Nepal e é dos mais difíceis de obter, é de general, de cerimónia, e as cores têm a ver com a bandeira nacional”, esclarece.
    Tem também da Índia (parecidos com os ingleses) e de Angola, que são basicamente iguais aos portugueses. Nesse país adoptam o mesmo sistema de distinção de postos (que também são os mesmos), só alteram a cor do chapéu e o símbolo (à semelhança do que acontece com Cabo Verde).
    Mário Duarte mostra-nos ainda o chapéu de commandant da polícia francesa (equivalente ao coronel em Portugal), e que também é usado nas ex-colónias francesas, bem como um chapéu de coronel da Venezuela.
    A sua colecção já esteve exposta na esquadra no Parque das Nações e dos Olivais, no Comando Metropolitano de Lisboa e também no Dia do Comando de Leiria, além de terem sido mostrados no Securex, no centro comercial Vasco da Gama, um evento em que a PSP mostra os equipamentos.
    Nas Caldas ainda não lhe pediram para expor e realça que tem regras para o fazer, como a necessidade de estarem trancados em vitrines.
    Além dos chapéus, em 2012 começou a fazer colecção de emblemas de polícias e já tem quase 500 de todo o mundo. A maioria é dos Estados Unidos da América, onde existem mais de 1000 polícias, cada uma com o seu emblema. “Deve ser dos países do mundo onde há mais forças policiais”, conta, acrescentando que em terras do Tio Sam levam a questão dos emblemas muito a rigor.
    “Tenho a colecção completa das polícias dos 50 estados e das polícias das capitais dos estados”. Uma vez que cada Estado tem uma capital e cada capital tem a sua polícia.
    Mas dentro de cada cidade do Estado, há várias forças policiais. O que faz multiplicar o número de emblemas. “Agora estou a fazer das várias polícias da Califórnia, e já tenho praticamente todos dos condados e das várias cidades, incluindo as polícias das universidades e outras”, contou Mário Duarte.

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  • Choque com jipe causa descarrilamento de comboio no Bouro

    Choque com jipe causa descarrilamento de comboio no Bouro

    Gazeta das Caldas - acidentes
    A parte dianteira do jipe que foi arrastada 80 metros e ficou presa debaixo da automotora

    Um comboio colidiu com um jipe e descarrilou no dia 7 de Novembro, entre o Campo e o Bouro. A automotora vinha das Caldas em direcção a Salir do Porto e quando o maquinista avistou o veículo na linha ainda accionou o freio de emergência, mas não conseguiu evitar o embate, que ocorreu ao quilómetro 111 da linha do Oeste.
    Não houve feridos porque os dois ocupantes do jipe já tinham saído da viatura, mas a parte dianteira do carro ficou presa no comboio e foi arrastada por perto de 80 metros. A parte de trás foi arrastada 30 metros.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Segundo a versão dos ocupantes do veículo, dois jovens com idades entre os 20 e os 30 anos, estes despistaram-se quando iam trabalhar na agricultura tendo a frente do veículo ficado presa no balastro da via. O local onde alegadamente se despistaram fica junto a uma estrada de terra batida.
    Os jovens referiram que tentaram remover o jipe, mas vendo que não conseguiam e vendo aproximar-se um comboio, abandonaram o carro, que foi colhido.
    No entanto, tudo indica que o condutor tentou atravessar indevidamente a via férrea naquele local, até porque o acidente ocorreu precisamente num sítio onde havia uma passagem de nível que entretanto foi desactivada. A CP e a Infraestruturas de Portugal estão a investigar o ocorrido.
    No local o cheiro a óleo era intenso e o rasto da destruição evidente.

    Dois detidos por furto em residência em Aljubarrota

    Dois homens, de 29 e 34 anos, foram identificados por suspeita de furto no interior de uma residência em Aljubarrota. O Núcleo de Investigação Criminal de Caldas da GNR realizou uma busca ao interior de um armazém e, posteriormente, a casa de um dos suspeitos, tendo localizado no armazém os bens furtados. Foram recuperados diversos armários, bancadas, electrodomésticos de cozinha, um corta-relvas e três candeeiros.
    Os suspeitos ficaram sujeitos a termo de identidade e residência.

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  • ESE participou na parada do centenário do Armistício

    ESE participou na parada do centenário do Armistício

    Um batalhão de alunos do curso de formação de sargentos da Escola de Sargentos do Exército (ESE) das Caldas participou no dia 4 de Novembro na cerimónia militar evocativa do centenário do Armistício da Primeira Guerra Mundial.
    Os 126 alunos, acompanhados pelos graduados, desfilaram na parada militar, que foi a maior da história da Democracia em Portugal. A cerimónia reuniu 4500 elementos e decorreu na Avenida da Liberdade em Lisboa, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores.

  • IPL quer ser universidade poli-técnica e queixa-se de falta de financiamento público

    Rui Pedrosa, presidente do Instituto Politécnico de Leiria quer que este se transforme em Universidade Politécnica de Leiria. Uma ideia reafirmada na sessão solene de abertura do ano lectivo, que se realizou a 6 de Novembro no Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria. O responsável aproveitou a ocasião para falar sobre a falta de financiamento estatal que está a pôr em causa vários projectos de investigação e de desenvolvimento do IPL.

     

     

    Rui Pedrosa, presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL) afirmou que “se tivesse uma única prioridade, seria a da alteração da designação para Universidade Politécnica de Leiria”. Segundo nota da imprensa daquela entidade, o dirigente pretende uma denominação “condizente com a missão e plenitude funcional do Politécnico de Leiria, determinante e diferenciadora, sem preconceitos”.
    Na sessão solene de abertura do ano lectivo, Rui Pedrosa deixou claro que os vários constrangimentos de ordem orçamental estão a colocar em causa a sustentabilidade da instituição, nomeadamente um déficit orçamental para 2019, fruto das alterações legislativas.
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    Depois de dar as boas vindas aos 4500 novos estudantes à instituição, Rui Pedrosa destacou a emergência da implementação de politicas governamentais que promovam e adjudiquem esse esforço, referindo-se à outorga de doutoramentos, à alteração da designação e à criação de uma nova fórmula de financiamento do ensino superior.
    Sobre as dificuldades orçamentais, o presidente do Politécnico deixou clara a sua preocupação: “terá que chegar, obrigatoriamente, um reforço financeiro ao Politécnico de Leiria, sob pena de termos que bloquear todas as aquisições de bens e serviços até ao final do ano por falta de disponibilidade de tesouraria. Fruto do aumento das despesas exclusivamente decorrentes de alterações legislativas, faltam-nos aproximadamente 600 mil euros de reforço via Orçamento de Estado”.

     

    Mais estudantes, mais constrangimentos

     

    O Politécnico de Leiria tem hoje mais de 130 projectos de I&D financiados, na sua maioria, com empresas e instituições, cuja execução “pode ficar comprometida caso o reforço do financiamento não nos chegue urgentemente”. Para 2019 é já possível estimar um deficit orçamental, via Orçamento de Estado, de 1,1 milhões de euros no Politécnico de Leiria, decorrentes do aumento das despesas das alterações legislativas.
    Também o financiamento dos cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) foi referido dada a “necessidade muitíssimo urgente de um financiamento simplificado através dos custos unitários”. A actual carga burocrática “é incomportável e insustentável”, quer pela elevada necessidade de recursos humanos dedicados ao processo, “quer pelos atrasos inerentes ao processo de pedidos de pagamento”, que têm consequências financeira nefastas e estrangulamentos operacionais que condicionam a actividade normal do Politécnico de Leiria.
    Para Rui Pedrosa “há mais de uma década que o financiamento em vez de premiar o mérito, faz o oposto”. Ano após ano, o presidente diz que o Politécnico de Leiria recebe mais novos estudantes que nos anos anteriores, porém este esforço para atrair e reter talento para a região “vai resultar em mais constrangimentos financeiros, pois por este sucesso e o consequente aumento da despesa via Orçamento de Estado, não recebemos nem mais um euro”. É, na sua opinião, “absolutamente injusto” ter instituições de ensino superior que recebem “mais de 5000 euros por estudante por ano, e outras que recebem menos de 2000 euros”.

     

    IPL é a 9ª maior entidade de ensino superior

     

    A política de financiamento também preocupa o Conselho Geral (CG) do IPL. O seu presidente, Pedro Lourtie lembrou que a entidade “tem uma das verbas de financiamento por aluno das mais baixas do país, o que cria uma série de constrangimentos, não favorece o seu trabalho e diminui as respostas que pode dar à região”. O responsável referiu que o IPL é a nona maior de 34 instituições de ensino superior, mas “é a quinta mais subfinanciada”.
    Pedro Lourtie relembrou que a possibilidade legal de atribuir doutoramentos é no IPL uma necessidade “absoluta e justa”, pelo “número significativo de doutorandos que fazem todo o seu trabalho aqui, com empresas da região e ao serviço das suas necessidades, mas que não são legalmente doutorados do Politécnico de Leiria”, rematou.

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  • Gazeta das Caldas lança hoje no CCC livro sobre bandas e ranchos da região

    Hoje, 16 de Novembro, será lançado no CCC, pelas 21h00, o livro Bandas Filarmónicas e Ranchos Folclóricos das Caldas da Rainha e de Óbidos. A obra, que reúne artigos sobre estes grupos da autoria da jornalista Maria Beatriz Raposo ao longo de vários meses, assinala também o 93º aniversário deste semanário. No evento irá actuar a Banda das Gaeiras, entidade fundada no mesmo dia da Gazeta das Caldas em 1 de Outubro de 1925.

     

    Reunida neste livro está a história de 12 ranchos folclóricos das Caldas e cinco de Óbidos, todos os que actualmente se encontram activos. Mas nele também se pode encontrar o percurso das bandas filarmónicas das Caldas da Rainha, de Óbidos e também do Bombarral, Nazaré, Alcobaça e Cadaval.
    A autora, Maria Beatriz Raposo, conta que aprendeu “imenso com os grupos”, dado que as bandas filarmónicas e os ranchos folclóricos, “atravessam um momento de evolução e valorização”.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Em relação às bandas filarmónicas, considera que hoje “há mais qualidade e é normal que estas actuem num palco como o do CCC com um repertório mais variado”. Actualmente interpretam trechos de músicas de filmes, música pop, temas clássicos e outros de compositores portugueses. Além disso, muitos instrumentistas “conciliam a banda com aulas de música no ensino articulado ou nos conservatórios, fazendo com que o nível do conjunto seja mais elevado”.
    Quanto aos ranchos folclóricos, Maria Beatriz Raposo considera que hoje não basta saber dançar pois a maioria está a focar-se “na representação dos costumes e das tradições da sua terra ou região”, algo que requer rigor ao nível dos trajes, da postura em palco, dos objectos. “Cada um dos elementos representa um papel e deve ter consciência disso”, acrescentou.
    Muitos ranchos investiram bastante em pesquisa histórica, na recolha dos cantares e dos trajes e também falaram com as pessoas mais antigas das aldeias.
    Há 50 anos “a Guerra do Ultramar roubou muitos elementos jovens aos ranchos e às bandas”, enquanto que actualmente o problema são “os telemóveis, os trabalhos por turnos, as idas para a faculdade e o número sem fim de actividades que os mais novos têm”, diz.
    No caso das bandas filarmónicas, estas têm investido nas escolas de música que praticam ensino gratuito e que são “viveiros” de instrumentistas cujo objectivo é que acabem por integrar a filarmónica.
    Os grupos também apostam em proporcionar experiências que vão além dos ensaios ou espectáculos. Visitas culturais, piqueniques, intercâmbios internacionais, participações em concursos, gravações de CD. “Tudo isto são ganhos extra que os elementos recebem por fazerem parte do grupo”, disse, referindo que este tipo de iniciativas serve também para fortalecer laços entre todos. Há também eventos que são essenciais para garantir a sobrevivência destes grupos, como as Tasquinhas (Expotur) ou a Feira Medieval, “onde conseguem juntar bom dinheiro”.
    A autora referiu ainda que os elementos dos ranchos e filarmónicas são voluntários e que estes agrupamentos sobrevivem graças aos subsídios das autarquias e dos apoios que vêm das juntas de freguesia.

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  • Colheita de sangue no Cadaval

    Amanhã, 17 de Novembro, realiza-se uma colheita de sangue na sede da União de Freguesias de Cadaval e Pêro Moniz. A recolha decorre entre as 9h00 e as 13h00.
    Podem dar sangue pessoas entre os 18 e os 65 anos, com 50 ou mais quilos de peso e hábitos de vida saudáveis.
    A última recolha, realizada em Julho, contou com 25 inscritos, dos quais resultaram 22 unidades recolhidas.
    A colheita é promovida pela Câmara do Cadaval em parceria com o Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

  • Greve dos funcionários judiciais com adesão de 100% no tribunal das Caldas

    Greve dos funcionários judiciais com adesão de 100% no tribunal das Caldas

    O Tribunal das Caldas e o de proximidade do Bombarral (que integra o núcleo caldense) estiveram encerrados entre as 9h00 e as 11h00 de terça-feira, 13 de Novembro, altura em que os 49 trabalhadores estiveram em plenário. A paralisação de 100% tem como causa as remunerações, que não consideram justas, bem como a falta de colocação de funcionários e de promoções.
    Para 4 de Dezembro está prevista uma greve que abrange todos os núcleos da comarca de Leiria.

    Na passada terça-feira o Tribunal das Caldas não funcionou durante duas horas, embora os funcionários estivessem no edifício. Começaram por se juntar, pelas 9h00, na escadaria do tribunal, com t-shirts pretas e o slogan “Justiça para quem nela trabalha!”, e depois seguiram para um plenário, com a presença dos dirigentes sindicais, entre eles, o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), Fernando Jorge.
    O responsável destacou a falta de mais de um milhar de funcionários nos tribunais portugueses e, por outro lado, a existência de mais de 800 promoções que não estão preenchidas. Querem, por isso, que o Estado preencha os lugares criados nos quadros e que promova os trabalhadores, tanto mais que estes fazem mais do que o seu horário de trabalho, sem que recebam qualquer remuneração extra.
    Presente no plenário, Nuno Lorvão, secretário do tribunal caldense, realçou que muitas vezes a comunidade não tem a percepção das horas que fazem a mais.
    “Todos os dias há julgamentos e despachos que são feitos depois do horário de expediente e não é só nos casos mediáticos”, disse Nuno Lorvão, acrescentando que, também por isso, são justas estas greves.

    CINCO JULGAMENTOS ADIADOS

    João Paulo Cardoso, delegado sindical do núcleo das Caldas da Rainha, destacou a falta de funcionários, dando como exemplo que no sector que dirige (Ministério Público) deviam estar mais duas pessoas. João Paulo Cardoso defendeu também a necessidade de se efectuarem promoções na carreira, tendo em conta que “há auxiliares com mais de 20 anos de serviço, quando a partir de 10 ou 12 anos podem ser promovidos”. Criticou também o esbanjamento em aplicações informáticas, entretanto abandonadas, e as poupanças que o Estado tem feito à custa dos trabalhadores.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]O dirigente sindical informou que fecharam todos os serviços, o que levou a que os cinco julgamentos que estavam previstos para aquele período tivessem sido adiados. “Quando se fazem estas lutas não sabemos quem será prejudicado, mas foi de facto muita gente”, referiu, acrescentando que os funcionários comprometeram-se a retomar as funções após o plenário, o que veio a acontecer.
    O presidente do SFJ, Fernando Jorge, marcou presença no plenário que se realizou nas Caldas e destacou a importância dos trabalhadores estarem todos do mesmo lado. Revelou que foram os sentimentos de “indignação” relativamente ao que acontece com a carreira e de “determinação em lutar pelos direitos” que os levou a protestar.
    Esta acção nas Caldas está integrada na jornada de luta que os funcionários judiciários estão a desenvolver a nível nacional, reivindicando a alteração do estatuto profissional e da tabela remuneratória, bem como o ingresso na carreira, promoções e regime de aposentação.
    Para o dia 4 de Dezembro está prevista uma greve que abrange todos os núcleos da comarca de Leiria, que deverá contar também com a participação de juízes, concluiu o dirigente caldense, João Paulo Cardoso.[/shc_shortcode]

  • HISTÓRIAS DA EMIGRAÇÃO – Joaquim Faustino – o emigrante que viveu na Alemanha, França e Estados Unidos

    Joaquim Faustino, natural de A-da-Gorda (Óbidos), emigrou para Alemanha em 1965. Tinha 22 anos, a tropa feita e um tio em França, razões suficientes para o fazer partir à aventura. Dois anos depois deixa terras germânicas e vai para França, mas na década de 80 volta para Portugal, de onde volta a partir, desta vez para terras do Tio Sam. New Jersey será a sua casa durante 25 anos, até que regressa definitivamente à A-da-Gorda em 2005. Actualmente Joaquim tem 76 anos e a sua mulher Ilda tem 71. Confessa que de todos os países onde esteve, é a Alemanha que lhe deixa mais saudades. Já Ilda que com ele viveu em França e nos Estados Unidos, confessa ter um fraquinho pela França.

     

    Nascido em A-da-Gorda (Óbidos) a 11 de Outubro de 1942, Joaquim Faustino fez a escola primária na terra e começou a trabalhar. Filho de uma doméstica e de um carpinteiro, não seguiu as pisadas do pai, ao contrário do irmão mais velho, e começou cedo a aprender a profissão de pedreiro, que manteria até ir para a tropa e, inevitavelmente, para o Ultramar.
    Começou por assentar praça no RI5 nas Caldas da Rainha e depois foi para o Regimento de Lanceiros 2 (em Belém) para ser polícia militar. A Força Aérea nessa altura abre vagas para recrutar 50 pessoas e ele inscreve-se. Foi seleccionado, rumou a Tancos, onde esteve meia dúzia de meses, e foi para Cabo Verde. Joaquim Faustino teve sorte e não se queixa da guerra, (até porque naquele território não havia guerra), mas os 28 meses que passou na Ilha do Sal não foram fáceis. Quase não havia de que comer e a água, recolhida do mar, passava por um filtro que a tornava mais ou menos potável. “Tínhamos um litro de água para dois dias e com muito calor era difícil de aguentar”, recorda à Gazeta das Caldas.
    Também esteve durante dois meses na Guiné Bissau, onde permaneceu sempre no aeroporto, salvo nas poucas vezes que saía para ir à cidade, Bissau, para passear.
    Joaquim Faustino regressa à terra natal em Dezembro de 1964, com 22 anos, e logo encontra um tio que já estava emigrado em França e por cá estava a passar as festividades. É ele que o incentiva a emigrar. Como na altura, ter estado no Ultramar dava o direito a obter passaporte, o jovem foi a Lisboa tratar dos papéis e inscreveu-se para emigrar para a Alemanha, país que estava a pedir muita mão-de-obra e garantia, além do emprego, também o alojamento.

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    Apanhou o comboio para a Alemanha e saiu em França

     

    Na madrugada de 23 de Julho de 1965 Joaquim Faustino deixava a estação de Santa Apolónia, em Lisboa, numa viagem de comboio que tinha como destino a Alemanha. A primeira paragem fez-se em Hendaya (França), onde os passageiros foram divididos consoante o destino do trabalho. Joaquim e outros 30 jovens, que não conhecia, seguiram viagem até Bochum (entre Dusseldorf e Dortmund), na região do Ruhr, e foram trabalhar nas obras.
    Chegados à estação tinham à sua espera um canal de televisão e alguns jornais para fazer notícia do contingente português que garantia mão-de-obra às fábricas germânicas. Sem saberem o que fazer, foram recebidos por um “senhor prior”, que falava um pouco de português e os orientou até aos patrões. Depois foram levados para os apartamentos onde ficariam alojados em quartos de dois, quatro e seis pessoas. Joaquim ficou num quarto com mais três trabalhadores das obras.
    Começou a trabalhar como servente, mas pouco tempo depois passou a conduzir um dumper que acartava cimento, madeira e tijolo para a construção de altos fornos para uma siderurgia. “Como eu talvez me ajeitasse a trabalhar como choffeur desse dumper, lá estive durante ano e meio. Gostava bastante de lá estar”, recorda sobre a permanência naquela região industrial de exploração de carvão.
    Durante o período do Natal, que veio passar à A-da-Gorda, reencontrou o tio emigrado na França e, desta feita, foi convencido. “Quando voltei a partir, fiquei em França e à Alemanha nunca mais voltei”, conta, recordando que chegou a Paris e, em vez de apanhar o comboio na Gare du Nord para Bochum, tinha os tios à sua espera em Austerlitz, acabando por ficar na capital francesa.
    Começava o ano de 1967 e Joaquim foi para Fontenay-aux-Roses (no sudoeste de Paris), trabalhar como pedreiro juntamente com o tio. Ainda nesse ano, em Julho, voltaria a Portugal, para casar com Ilda, a sua namorada desde os tempos em que ainda trabalhava nas obras.
    Anos antes, Joaquim Faustino andava a arranjar a escola da Lagoa Parceira quando conheceu Ilda, então com 14 anos, que passava em frente à obra quando ia da casa dos pais para a do irmão.
    Pouco tempo depois, a jovem iria trabalhar como empregada doméstica para A-da-Gorda e o contacto com Joaquim foi-se estreitando, até que começaram a namorar.
    O namoro manter-se-ia, por correspondência, durante o tempo em que Joaquim esteve na tropa e depois na Alemanha.

    25 anos nos EUA

     

    Poucas semanas após o casamento, e sem tempo para a lua de mel, Joaquim Faustino regressa a França sozinho. Ilda, já com os papéis do passaporte tratados, iria juntar-se ao marido em inícios de Outubro desse ano. A jovem, então com 20 anos, estava ansiosa por se juntar ao companheiro. Trabalhou como “femme de menage” (empregada de limpeza) em várias casas e foi também em França que os seus filhos nasceram, primeiro uma menina (Gabriela), em 1973, e quatro anos mais tarde um rapaz (Daniel).
    Após uns anos nas obras, Joaquim foi para a fábrica da Citroen trabalhar como motorista. A França foi a sua casa até 1975, altura em que voltaram para Portugal. Gostavam muito de viver naquele país, mas a humidade era terrível para as otites de que a filha padecia e, por conselho médico, procuram um clima mais ameno.
    A-da-Gorda voltou a ser a sua casa, mas por pouco mais de quatro anos, altura em que voltaram a fazer as malas, desta feita para o continente americano, onde já vivia uma irmã de Ilda, que há muito tempo vinha insistindo para que fossem para lá. Partiram em Março de 1981 e instalaram-se em New Jersey, onde foram trabalhar para uma empresa de reparação de peças de automóveis.
    Joaquim trabalhou durante três anos até que teve um acidente de trabalho e reformou-se por invalidez. Ainda trabalhou nas obras até regressar, definitivamente, a Portugal, em 2005. Já a esposa, Ilda, manteve-se na fábrica até ao retorno a terras lusas.
    Durante os anos em que lá estiveram foram muitas vezes a Newark,  que fica a 20 minutos de Manhattan, centro de Nova Iorque e onde vivem milhares de imigrantes portugueses, para conviver com os amigos e sentirem-se um pouco mais “em casa”.
    Os filhos, Gabriela e Daniel, estudaram, casaram e ficaram pela América. Logo após regressarem, Joaquim e Ilda ainda foram visitá-los algumas vezes, mas agora são eles que vêm passar férias a Portugal.
    “Eu sou americano, atenção!” exclama Joaquim, que adquiriu a dupla nacionalidade. A esposa não quis e hoje tem pena porque sabe que será mais difícil se quiser voltar para estar junto dos filhos.

     

    A dificuldade da língua

     

    E línguas, foi fácil a adaptação? “Muito difícil”, reconhece Joaquim Faustino, embora tenha a noção de que entre os mais de 30 portugueses que estavam a trabalhar na empresa alemã, era ele que melhor se “safava” pois, como era motorista, tinha que comunicar com os alemães para fazer os pedidos e entregas de materiais.
    “Como convivia muito com os alemães fui obrigado a aprender qualquer coisa”, disse, acrescentado que o francês foi um pouco mais fácil de aprender. Como moravam no centro de Paris e tinha que se deslocar de Metro, teve que começar a desenrascar-se e depois “até comprava o jornal” para aprender mais, recorda o emigrante. Já a língua inglesa não o entusiasmou tanto.
    Ilda Faustino também aprendeu mais facilmente o francês porque trabalhava com famílias gaulesas. Já nos Estados Unidos trabalhou sempre com espanhóis e portugueses, pelo que não aprendeu o inglês com a mesma facilidade.
    Ainda em relação à América, onde esteve a viver durante um quarto de século, Joaquim Faustino nota grandes diferenças nos dias de hoje, muito fruto da presidência de Donald Trump.
    Reconhece que hoje é mais difícil emigrar, seja para que país for. “Na altura em que eu fui, quem emigrava tinha trabalho quando chegava, hoje a emigração é mais especializada”, considera.
    O casal agora divide o tempo entre os passeios que gostam de dar e a casa em A-da-Gorda. “Sou muito caseiro, não me dá para ir para cafés. Passei a vida casa-trabalho, trabalho-casa e, talvez por isso, tivesse perdido o hábito de vida em cafés”, conclui Joaquim, actualmente com 76 anos.

     

     

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    Gazeta das Caldas
    Joaquim Faustino na Alemanha, em 1966 | D.R.

     

    Gazeta das Caldas
    O casal em França, a fazer um piquenique num parque na zona de Versailles | D.R.

     

    Gazeta das Caldas
    Com os filhos, Gabriela e Daniel, nos EUA, em finais da década de 80 | D.R.

     

  • Agentes comerciais juntam-se amanhã em almoço-convívio

    Amanhã, 17 de Novembro, terá lugar mais um almoço de confraternização dos viajantes e agentes comerciais da região. Os participantes irão concentrar-se junto ao monumento que lhes é dedicado (rotunda do MacDonalds), a partir das 10h30, altura em que irão prestar homenagem aos falecidos da actividade de vendas. Às 12h30 partem para o restaurante “O Paraíso do Coto”.
    As inscrições podem ser feitas na Garrafeira Bago d’Ouro, na Rua Sebastião de Lima, 43, ou através dos tel. 262824921 e 912225198.

  • Câmara de Óbidos contra encerramento dos Correios

    A Câmara de Óbidos informou em comunicado que foi confrontada com o fecho da loja dos CTT na Praça de Santa Maria no próprio dia 26 de Outubro, “sem que tivesse sido dado qualquer conhecimento e justificação para o encerramento”.
    A autarquia obidense “equaciona avançar com todos os meios que estiverem ao seu alcance para que esta estrutura volte a servir a população”.
    O município diz-se “totalmente contra” o fecho e informa que o presidente da Câmara, Humberto Marques, questionou a empresa acerca das razões, tendo recebido como resposta que havia sido uma decisão tomada num conselho de administração dos CTT em Janeiro de 2017.
    No comunicado enviado pela Câmara lê-se que “o município de Óbidos continua a aguardar que os CTT comuniquem as razões objectivas que levaram ao encerramento desta loja”.

  • Seniores mostram os seus talentos em festival

    Nos dias 20 e 21 de Novembro realiza-se o Festival CRIA 55 – festival de criatividade, artes e talento sénior. O evento dura dois dias e pretende dar a conhecer a criatividade da população sénior.
    O locutor e apresentador Fernando Alvim será o responsável pela apresentação do evento, que conta com o actor Luís Aleluia no júri e com a participação especial do cantor David Antunes.
    No primeiro dia realizam-se em vários pontos da cidade as oficinas criativas de graffiti, risoterapia, dança do mundo e fotografia digital. No segundo dia realiza-se a gala no CCC, com 16 pessoas a mostrarem os seus talentos nas artes plásticas e de palco.
    A entrada é livre.

  • Luís Portela o 21 às 21

    Luís Portela, fundador e presidente da farmacêutica Bial, é o próximo convidado do ciclo de debates 21 às 21. O convidado virá a 21 de Novembro, pelas 21h00, à sede da Junta de Freguesia de N. Sra. Pópulo para apresentar o seu livro “Ser espiritual – Da evidência à Ciência”, editado pela Gradiva. Nesta obra, o autor analisa a progressão da Humanidade no domínio da tecnologia e demonstra como foi deixada para segundo plano a exploração do espiritual.
    O também médico assume-se como um curioso pelos temas da espiritualidade e da parapsicologia que aprendeu a cruzar com a investigação científica.
    O convidado tem quatro livros publicados: Além da Evolução Tecnológica, À Janela da Vida, Esvoaçando e Serenamente.
    O ciclo mensal de debates, 21 às 21, é uma iniciativa do Movimento Viver o Concelho.

  • Encontro de antigos ciclistas nas Caldas

    No próximo dia 24 de Novembro realiza-se o 17º almoço convívio de antigos ciclistas.
    A recepção está prevista para as 10h00 no Museu do Ciclismo e inclui pequeno almoço. Uma hora depois será feita uma visita pelo espaço museológico e, pelas 13h00, terá lugar um almoço convívio no Restaurante Lisboa XL.
    O custo é de 18 euros e as inscrições podem ser feitas através dos tel. 919505509 (Manuel Fernandes) e 968671069 (Marino Fonseca).

  • Praça Pública – O Caldas Nice Jazz já é uma referência a nível nacional?

    Gazeta das Caldas
    Tiago Cardoso, engenheiro civil (Santarém) | I.V.

    Não sei, foi a primeira vez que tive conhecimento e gostei muito. Se continuar assim, pode vir a ser uma referência, sem dúvida. Gostei do ambiente da sala, de uma boa exposição para começar e gostei muito do estilo do artista [Alfa Mist]. Gostava de voltar para o ano, a sala tem óptimas condições.

     

     

    Gazeta das Caldas
    Marta Ferreira, estudante de enfermagem (Lisboa) | I.V.

    O meu namorado sabia que ia acontecer e como sabe que gosto de jazz convidou-me. Foi a primeira vez que ouvi falar deste festival, mas fiquei muito surpreendida. Já vi aquilo que tem acontecido e fiquei com alguma curiosidade. Gostei do concerto que vi, de Alfa Mist, com a mistura de sons. Ouvi algumas músicas antes e tive pena que os saxofonistas e trompetistas não tenham vindo, mas mesmo assim adorei. O baterista foi incrível. Fiquei muito impressionada. Acho que o Caldas Nice Jazz é uma óptima ideia. A acústica era óptima, mas entre músicas ouvia-se muito feedback… foi a única coisa que senti incómoda. De resto, excelente, brutal!

     

    Gazeta das Caldas
    Carlos Nascimento, funcionário dos CTT (Caldas da Rainha) | I.V.

    Sim! Tem-se vindo a evidenciar e a ganhar uma grande amplitude, basta olhar para o público onde provavelmente 50% ou 60% das pessoas não são das Caldas, é malta que vem de fora e provavelmente de sítios muito distantes para assistir a estes espectáculos. Aconteceu o mesmo ontem e anteontem. Acho que esta edição foi fantástica, foi muito bom e estas coisas levam a cidade para longe. Está a ser bem conseguido e a prova está na quantidade de pessoas que vêm aos espectáculos.

  • Moradores queixam-se de abuso de estacionamento por parte de empresa de aluguer de carros

    À Gazeta das Caldas chegaram queixas de moradores da rua Infante D. Henrique, que reclamam da ocupação dos lugares de estacionamento na via pública pela empresa de aluguer de carros, Europcar, que tem uma loja virada para a rotunda da Fonte Luminosa.
    Os moradores, que não se quiseram identificar, referiram que a empresa sempre usou as ruas próximas da loja para estacionar as viaturas e que isso nunca causou problema. No entanto, com o aumento do número de carros para alugar, a rua ficou mais ocupada e agora têm de estacionar os seus veículos longe de casa. “Noutro dia contei pelo menos 15 carros da Europcar parados na rua”, disse um dos moradores à Gazeta das Caldas.
    O nosso jornal questionou a Europcar, que esclareceu que “os poucos veículos parados e não estacionados junto às instalações da nossa empresa, encontram-se aí parados por períodos muito curtos que se prendem com a entrega, devolução e pedido de informações por parte dos clientes/locatários e nunca estacionados por períodos que excedam o tempo das referidas operações”.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]A Europcar refere ainda que a frota de veículos destinados a aluguer aumentou exponencialmente e que um dos circuitos mais utilizados pelos turistas que visitam Lisboa consiste num passeio pela zona Oeste.
    “Verifica-se pois uma movimentação maior de viaturas junto às estações de aluguer de veículos sem condutor (tal como sucede junto a outras infraestruturas turísticas, como sejam monumentos, hotéis, restaurantes, praias, espaços comerciais, etc.)”, referiu a empresa.
    Gazeta das Caldas quis ainda saber onde guarda a Europcar das Caldas os seus carros, tendo a empresa esclarecido que tem “um parque na zona industrial onde as viaturas são preparadas para os alugueres” e que o “mesmo tem uma capacidade de parqueamento para cerca de 15 viaturas”. [/shc_shortcode]

  • Moradores queixam-se de abuso de estacionamento por parte de empresa de aluguer de carros

    No sábado, 3 de Novembro, centenas de caldenses assinaram o abaixo-assinado, na Rua Almirante Cândido dos Reis (Rua das Montras), a favor da memória da Secla. Pretende-se que o promotor, que vai construir um hotel e um hipermercado possa preservar uma área no edifício principal, destinada a museu de modo a recordar condignamente o que foi aquela unidade industrial.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]A recolha está a ser coordenada pelo Movimento Viver o Concelho (MVC) e até agora já estão reunidas mais de 700 assinaturas.
    “Temos várias pessoas a recolher assinaturas pelo concelho”, disse Maria Teresa Serrenho, líder do MVC, acrescentando que se constata uma grande adesão das pessoas que quando percebem o que se passa “acabam todas por assinar”.
    Entre os signatários estão caldenses e obidenses dado que na fábrica também trabalhava gente do concelho vizinho. Unidos neste propósito estão autarcas e antigos presidentes e vereadores que gostariam que a memória da fábrica fosse defendida e preservada.
    Um dos mais acérrimos defensores desta causa é o ex-presidente da Câmara, Fernando Costa, mas entre os signatários está, por exemplo, o ex-vereador Rui Gomes, também do PSD. Jaime Neto (PS) e o ex-vereador do CDS, Rui Gonçalves, marcaram igualmente presença na recolha e iam explicando aos transeuntes tudo o que estava em causa.
    Este movimento de cidadãos vai em breve à Assembleia Municipal para levar o abaixo-assinado à Câmara, dando a conhecer as reivindicações da população. “A autarquia existe para servir os caldenses, não há ninguém que fique prejudicado com esta preservação da memória”, disse Maria Teresa Serrenho, acrescentando que o próprio promotor também terá benefícios se for criado esse espaço de preservação da memória. Além da área museológica, o movimento de cidadãos também acha que poderiam ser criadas oficinas onde fosse possível recordar o trabalho que foi feito na Secla. A instalação destes espaços ficaria a cargo da autarquia. [/shc_shortcode]

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