Categoria: Sociedade

  • Moda e arte animaram o Céu de Vidro na noite de sábado

    Moda e arte animaram o Céu de Vidro na noite de sábado

    O desfile de moda promovido pelo Caxemira Project e as lojas Lanidor nas Caldas da Rainha e Peniche, que envolveu também apontamentos artísticos, levou na noite do passado sábado cerca de 100 pessoas ao Céu de Vidro.
    “O nosso objetivo foi, num único evento, conjugar diversas expressões artísticas”, explicou à Gazeta das Caldas Patrícia Oliveira, responsável pelo Caxemira Project, acrescentando que, mais do que um desfile de moda, o evento pretendeu valorizar empresas e artistas caldenses.
    À roupa da loja Lanidor juntaram-se a música do jovem caldense Francisco Verdasca, que atuou ao vivo enquanto as manequins desfilaram. A arte manifestou-se através do próprio edifício do Céu de Vidro, que enquadrava as peças de arte contemporânea do artista plástico caldense Nuno Bettencourt.
    Neste evento, o Caxemira Project contou ainda com as parcerias do Museu do Hospital e dos Silos. O hairstyling esteve a cargo da Atitude Hair e a maquilhagem da Wycon, ambas das Caldas da Rainha.
    Patrícia Oliveira disse que o evento decorreu de forma positiva e que terá sequência. “A nossa cidade tão dedicada às artes e às expressões merece que se promovam iniciativas e eventos de qualidade”, observou.

  • Banco Alimentar do Oeste recolheu 53 toneladas de alimentos

    Banco Alimentar do Oeste recolheu 53 toneladas de alimentos

    A campanha promovida pelo Banco Alimentar Contra a Fome do Oeste (BAO) no passado fim-de-semana resultou na doação de 53.288 quilos de alimentos recolhidos nas grandes superfícies, minimercados, lojas e lugares.
    À semelhança de campanhas anteriores, além da recolha em grandes superfícies esta estendeu-se aos estabelecimentos das freguesias rurais.
    Estes resultados ainda não incluem a campanha Vale e a campanha on-line, mas de acordo com nota de imprensa do BAO “são ligeiramente inferiores aos do ano passado”, que ascendeu as 57 toneladas.
    Nas Caldas foi onde mais alimentos foram recolhidos (17.023), seguido de Alcobaça (11.877), Lourinhã (7.588), Peniche (5.391), Bombarral (4.302), Nazaré (4.063), Óbidos (1.869) e Cadaval (1.175).
    A organização destaca a generosidade de quem contribuiu, mas também dos cerca de 1200 voluntários que, nos postos de recolha, transportes e armazéns do BAO, “deram o seu tempo e energia a esta acção e à concretização de valores de solidariedade”.
    Os bens agora doados, juntamente com os excedentes alimentares recolhidos diariamente juntos dos produtores, supermercados e empresas do ramo alimentar, serão distribuídos pelas 61 instituições de solidariedade com as quais o BAO tem acordo. Estas apoiam cerca de 10 mil pessoas carenciadas, com cabazes ou refeições confeccionadas.

  • Confraria do Príapo volta a ganhar vigor

    Confraria do Príapo volta a ganhar vigor

    Passaram apenas oito dias desde a eleição da nova direcção da Confraria do Príapo e o falo caldense voltou a espreitar a rua, mostrando que ganhou novo vigor. “O Falo vai à Toca” foi uma exposição fálica na Toca da Onça, onde houve momentos de poesia e de música, além de bolinhos e bebidas dedicados ao dito. Este foi o primeiro evento da direcção presidida por Maria Dulce Horta, que tomou posse a 20 de Novembro.
    “O Falo vai à Toca”, anunciava um cartaz à entrada da Toca da Onça na noite de quarta-feira, 28 de Novembro. Na montra viam-se falos e mal se entrava, falos se viam, ora em cima do balcão, ora nas mesas da sala interior e em cima da lareira.
    No quadro do jardim entre salas, está anunciada a bebida criada naquele dia e que vai entrar na carta: o “El Falo”, que leva maçã, gengibre, baunilha, whisky Jameson e pau de cabinda, além, claro, de um pequeno falo em cerâmica na decoração.
    Entretanto, na sala interior, Umbelina Barros começa a declamar dois textos que escreveu. Um deles explorava o duplo sentido de paz (a paz e a onomatopeia: “paaaaz”, por exemplo, estávamos ao luar iluminado e… paaaaz!).
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Seguiram-se três músicas do pianista Tiago Mileu, que começou com o tango “Brejeiro” e terminou com a polka “A Atrevidinha”. No primeiro evento da nova direcção da Confraria do Príapo, Maria Dulce Horta, recentemente eleita presidente da direcção, salientou que esta equipa é composta por 10 mulheres e três homens. “Esperamos que as mulheres possam fazer algo pela identidade do falo das Caldas”, referiu a responsável.
    Entre bolinhos em forma dos ditos cujos, seguiram-se momentos teatrais com José Ramalho a ler poesia erótica.
    A sala estava cheia, com perto de meia centena de pessoas. Em exposição estiveram peças da Loja do C**alho e do ceramista Vítor Lopes. [/shc_shortcode]

  • Detido por roubo em residência no Valado dos Frades

    Um homem de 48 anos foi detido pela GNR de São Martinho do Porto a 25 de Novembro por tentativa de roubo em residência no Valado dos Frades.
    A GNR foi alertada por uma denúncia de tentativa de roubo em residência com recurso a violência física sobre uma idosa de 96 anos que se encontrava acamada e que sofreu ferimentos ligeiros na face (tendo sido assistida numa unidade hospitalar).
    O homem já tinha antecedentes criminais por furto qualificado e roubo e estava a cumprir quatro anos de pena suspensa por lenocínio. Foi presente a tribunal na Nazaré e ficou em prisão preventiva.
    Dois dias depois, em Valado dos Frades, a GNR identificou uma mulher de 21 anos por suspeita de furto no interior de um estabelecimento de restauração e bebidas.
    A suspeita era funcionária do próprio estabelecimento e foi identificada na sequência das diligências da GNR após a denúncia feita a 26 de Novembro. Haviam sido furtados 700 euros, uma bolsa e um cheque, que foram recuperados. A suspeita foi constituída arguida e sujeita a termo de identidade e residência.

  • Em Rio Maior há um presépio de areia

    Até 26 de Dezembro é possível apreciar um presépio de areia do escultor Pedro Mira no Jardim Municipal de Rio Maior. Esta foi uma forma de a Câmara dar ênfase a um dos recursos naturais que abundam no concelho.
    A modelação da Sagrada Família começou a 1 de Dezembro e envolve 15 toneladas de areia e cerca de 80 horas de trabalho.
    A inauguração será hoje, 7 de Dezembro, pelas 14h00, mas o presépio só estará concluído no domingo, dia 9. Até lá o autor conversa com os interessados entre as 18h00 e as 19h00.
    Em simultâneo decorrem até 15 de Dezembro os ateliers de escultura em areia para adultos e crianças.

  • Limpeza de reservatórios de água interrompe abastecimento

    Limpeza de reservatórios de água interrompe abastecimento

    Os Serviços Municipalizados das Caldas da Rainha vão proceder à limpeza e higienização dos reservatórios de água em várias freguesias caldenses. Trata-se de um procedimento necessário para preservar as redes públicas de distribuição de água e que visa ainda reduzir potenciais riscos de contaminação.
    As operações programadas poderão interromper pontualmente o normal abastecimento, não se estimando no entanto cortes superiores a duas horas.
    Hoje, 7 de Dezembro, será feita a limpeza e a higienização dos reservatórios de São Clemente, Casal do Rodo, Ramalhosa e A-dos-Francos I. No dia 10 de Dezembro será a vez de Santa Helena I, Santa Helena II-Glória e Quinta do Freixo e no dia seguinte será intervencionado o reservatório da Espinheira. A 12 de Dezembro, serão os da Serra do Bouro, Boavista e Casais da Neve. Por último, a 13 de Dezembro serão os de Mata de Porto Mouro, Todo-o-Mundo e Ameal.
    Os serviços municipalizados dizem que os trabalhos estão programados de modo a que a interrupção do abastecimento de água afecte o mínimo possível a população.

  • Motociclista caldense recebido em Roma pela MotoForPeace

    Motociclista caldense recebido em Roma pela MotoForPeace

    O caldense Rogério Coelho, que é fundador dos motoclubes de Polícia em Portugal, foi recebido recentemente em Roma pelo presidente do Motoforpeace, Bernado Lepore.
    A Motoforpeace, como o nome indica, é uma organização de motociclistas dedicada à paz e às missões humanitárias. Nasceu em Itália, com os agentes da Polizia, mas rapidamente ganhou proporções internacionais.
    Todos os anos os motociclistas fazem viagens a países em desenvolvimento onde entregam bens alimentares e de primeira necessidade. Por outro lado, aproveitam sempre para tentar chamar a atenção para os problemas de cada local.
    Já foram à China, a vários países africanos e à Síria.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]Durante este encontro o português tomou conhecimento com o projecto para 2019 e trocaram-se lembranças: o caldense ofereceu um troféu referente aos 150 anos da PSP, uma imagem de Nossa Senhora da Nazaré com a sua história, um emblema de São Rafael e um da Virgem de Fátima. A Motoforpeace retribuiu com uma placa referente à ultima participação da organização.
    Na praça de São Pedro foram ainda benzidas as bandeiras dos motoclubes policiais pelo Papa Francisco. [/shc_shortcode]

  • “Todos somos energia e cabe à ciência esclarecer a Humanidade sobre estas questões”, diz Luís Portela

    “Todos somos energia e cabe à ciência esclarecer a Humanidade sobre estas questões”, diz Luís Portela

    A sala principal da sede da União de Freguesias de N. Sra. Pópulo e S. Gregório foi pequena para todos os que quiseram assistir à palestra de Luís Portela, presidente da farmacêutica Bial, que esteve nas Caldas como convidado do ciclo de debates “21 às 21”, promovido pelo Movimento Viver o Concelho.
    O médico veio apresentar o seu último livro intitulado “Da Ciência ao Amor” onde se dedica a vários temas relacionados com a espiritualidade. O também professor e empresário afirmou considera que nos últimos anos, a Humanidade tem-se aperfeiçoado no que diz respeito à sofisticação tecnológica mas descurou a saúde espiritual.
    Na sua obra Luís Portela aborda temas como a transmissão de pensamento, as experiências de quase-morte, a mediunidade, as vidas sucessivas e a psicocinese. Sobre cada um dos temas, o orador apresentou estudos científicos realizados desde os anos 60 por investigadores de todo o mundo.
    A Bial, empresa da indústria farmacêutica que dirige foi fundada em 1924. Em 1994 foi criada a Fundação Bial que tem um sistema de Apoios à investigação científica, que tem como objectivo incentivar a investigação centrada sobre o ser humano, em áreas pouco exploradas, mas susceptíveis de profunda análise científica, como é o caso da Psicofisiologia e da Parapsicologia. Ao todo, a fundação apoia 1351 investigadores de 25 países tendo atribuído bolsas de estudo que vão desde os 5000 até aos 50 mil euros.
    Na sessão nas Caldas da Rainha, o médico defendeu que o ser humano é uma partícula de energia, assim como também o são os animais e as plantas. “Todos somos energia e cabe à ciência oficial esclarecer a Humanidade sobre estas questões”, disse.
    Luís Portela afirmou que “há cada vez mais conversas serenas em volta do tema da espiritualidade” e que as pessoas “vão aceitando que se possa debater o assunto, algo que me deixa muito satisfeito”.
    Segundo o convidado, em Portugal há bons investigadores na área das neurociências, mas há pouca investigação na área da Parapsicologia. Os primeiros estudos nessa área estão a surgir no laboratório Limite, orientado pelo professor Mário Simões e que pertence à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]O convidado crê que a ciência em geral evolui congregando saberes. E a fundação que dirige apoia cada vez mais equipas multidisciplinares encarregues de trabalhar em conjunto para, aos poucos, “levantar o véu da ignorância”, disse.
    Nos últimos cinco anos, o médico tem sido convidado para participar em conferências de espiritas, de budistas ou de praticantes de Reiki ou Yoga. Ultimamente participa igualmente 07em fóruns organizados por entidades ligadas à religião católica.
    Luís Portela considera que a mensagem que transmite “nada tem a ver com as religiões”. Diz que as respeita, mas que não sente necessidade de realizar as práticas religiosas.
    O convidado, que passou a interessar-se pelas questões da espiritualidade aos seus 13 anos, considera que a maioria das pessoas, sob o ponto de vista da fé, “aceita muita coisa e nega tudo do ponto de vista da ciência”. No entanto, Luís Portela admira vários mestres ligados às religiões como Buda e Jesus. Este último era “um ser fantástico, o mais simples do simples que não precisava de templos para fazer chegar a sua mensagem aos fiéis”, disse o orador, acrescentando que o que não gosta é da exploração e do aproveitamento económico que se faz em nome da fé.
    O seu próximo projecto de Luís Portela é a tradução do último livro, “Da Ciência ao Amor” para inglês.
    O médico diz que não sente que tenha a missão de divulgar estudos ligados à espiritualidade, afirmando que o faz dado que tem prazer em se dedicar a este tema.[/shc_shortcode]

  • Irene Lima vive em Salir de Matos mas ainda tem saudades do Canadá

    Irene Lima vive em Salir de Matos mas ainda tem saudades do Canadá

    Irene Lima tem 82 anos e é de Salir de Matos. Aos 32 anos decidiu emigrar e foi ter com as suas duas irmãs ao Canadá. Era para ficar cinco anos mas acabou por permanecer 17, trabalhando sempre na mesma fábrica, de componentes eléctricos.
    Em 1985 regressou à terra natal com 49 anos, acompanhada pelo marido, Mário Lima, com quem casou por procuração em 1970. Hoje sente saudades “de tudo” e diz que ainda tem forças para voltar ao Canadá, para visitar parte da família que decidiu ficar por lá.

    Nascida e criada em Salir de Matos, Irene Lina decidiu em 1968 emigrar em busca de uma vida melhor. Viveu na sua aldeia até aos 32 anos até tomar a decisão de rumar para terras canadianas.
    Os seus pais eram agricultores e tinham uma mercearia (que era também uma tasca) onde Irene Lima e os seus nove irmãos ajudavam. Recorda que era na loja da sua família que os habitantes da região iam comprar “meio quilo de arroz ou de massa, cinco tostões de colorau, 50 gramas de café, ou meio quilo de sabão de cortar”.
    Nos anos 60 toda a gente tentava emigrar, “na ânsia de encontrar uma vida melhor”, recordou Irene Lima, que já tinha duas irmãs que tinham partido para o Canadá na década de 50. A primeira partiu em 1951 e a segunda seguiu-a três ou quatro anos depois.
    “A vida por cá era pobre, mesmo com a mercearia dos meus pais”, contou a caldense, explicando que as irmãs lhe enviaram a carta de chamada de modo a poder viajar. “Eu tinha a intenção de ficar no Canadá só cinco anos. Para arranjar dinheiro para fazer esta casa”, disse a emigrante que, afinal, acabou por permanecer 17 anos fora do país. Enquanto os seus pais foram vivos, Irene Lima vinha a Portugal, durante as suas férias, de dois em dois anos para os visitar.

    De Salir para Toronto

    Partiu em 1968 sem olhar para trás e com a 3ª classe feita. “Faço anos em Fevereiro e por isso entrei com sete anos e saí aos 10 anos da escola”, disse a caldense, acrescentando que tinha uma professora bastante exigente e que só em adulta percebeu que tinha de ser assim para assegurar que os seus alunos aprendiam. Reconhece também que com tal escolaridade “não iria encontrar emprego facilmente na região”.
    Além do mais, havia o problema da distância. Nos anos 60 a posse de automóvel ainda não estava democratizada e não havia muitos nas freguesias. Por isso, a viagem entre Salir de Matos e as Caldas era feita de camioneta ou então a pé.
    Irene parte, então, para Toronto e vai viver para perto das suas irmãs mais velhas.
    “Trabalhei sempre no mesmo sítio, numa fábrica de componentes eléctricos para iluminação, motores e outras máquinas”, disse a emigrante, referindo-se à firma Noma Lights onde se produziam componentes eléctricos e de iluminação.
    “O meu trabalho era bom, mas tinha que estar sempre em pé”, explicou Irene Lima, acrescentando que era preciso cortar cabos eléctricos, colocar terminais e fazer correspondências entre números e cores. “Tive que aprender rapidamente a dizer as cores em inglês”, disse a caldense que passados poucos meses já se encontrava a dirigir uma secção com 10 a 12 raparigas.
    Eram, na sua larga maioria, portuguesas e italianas, o que acabou por contribuir para que Irene Lima não tivesse aprendido inglês durante os 18 anos de permanência no Canadá.
    Na verdade, explicou, “eu não me pus a isso”, disse pois onde morava até havia uma escola pública onde se podia aprender inglês de graça. Só que os invernos canadianos são muito rigorosos, o que não convida a sair, nem sequer para a aprender a língua do país que a acolheu.

    Casados por procuração

    Um ano depois de ter ido para o Canadá, Irene Lima veio visitar os pais. É nesse ano de 1969 que vai reencontrar Mário Ascensão Lima. Ele era nove anos mais novo e Irene conhecia-o bem dado que “a irmã dele era casada com um irmão meu”. Durante vários anos deixou de o ver pois ele esteve mobilizado em Angola. Quando deu de caras com ele, expressou o seu agrado: “Ai o Mário está muito engraçado!”, comentou Irene Lima com as suas amigas. E ele também gostou de a ver e não teve mais nada. Nesse mesmo dia, ao serão, “pegou na motorizada e veio a minha casa confirmar se de facto eu lhe tinha achado mesmo graça!”.
    Os enamorados marcaram presença no casamento de um amigo comum. Na festividade, Irene Lima dava a conhecer aos presentes que ali estava um rapaz que “se se portasse bem iria ter com ela ao Canadá muito em breve!”. Dava a conhecer a amigos e a familiares que namoravam. O namoro, no ano seguinte, deu lugar a um casamento “muito feliz” que vai durar 43 anos, vivido no Canadá e em Salir de Matos.
    O nó foi dado por procuração, em 1970. Irene já tinha terminado as férias e regressado ao Canadá e por isso o casamento foi feito à distância. Ele assinou os papéis a 18 de Janeiro desse ano e dias depois chegava a certidão a um registo civil em Toronto. “Lembro-me que saí do trabalho e passei por lá para assinar os papéis e tive que levar uma amiga que assegurou que eu não tinha outro namorado!”, contou Irene Lima.
    A caldense recordou que teve que ir ao Consulado Português tratar da documentação necessária “para ele poder vir ter comigo”, o que veio a acontecer ainda nesse ano. Por não falar inglês, Irene foi ao registo acompanhada por um sobrinho que, do alto dos seus cinco anos, ajudou na tradução do que foi preciso para fazer a carta de chamada para o seu marido de modo a poder viajar.
    Em 1971 Mário Lima já trabalhava como soldador civil numa fábrica que se dedicava a fazer carrinhos do supermercado. No ano seguinte, Irene e Mário vêm a Portugal por causa do falecimento de um irmão de Irene, vítima de um acidente de motorizada. Foi uma morte que muito chocou a emigrante dado que o seu irmão Manuel Casimiro Ribeiro tinha apenas 48 anos.

    “Quem não dava cem por cento não ficava”

    “No Canadá tínhamos que trabalhar as oito horas por dia e quem não dava os 100 por cento, não ficava”, recorda Irene Lima, acrescentando que a família que possuía a Noma Lights era judia e “famosa pela exigência” que tinha para com os seus funcionários. “Se tínhamos algum azar e nos atrasávamos três ou quatro minutos, descontavam-nos logo um quarto de hora!”, disse a caldense, que, contudo, nunca teve problemas na fábrica. A sua forma de estar naquela empresa sempre foi exemplar. Inclusivamente chegou a levar uma das suas irmãs para lá trabalhar.
    Para iniciar o trabalho às sete da manhã, Irene Lima tinha que sair de casa às seis. A Noma Lights ficava nos arredores de Toronto e no Inverno, devido à neve, era preciso sair ainda meia hora mais cedo para conseguir chegar sem atrasos.
    No automóvel de Mário Lima seguiam a sua mulher, Irene, a sua cunhada Idalina e uma vizinha que também trabalhava na Noma Lights. Depois do serviço, a caldense vinha de autocarro e era sempre uma risada dado que entre os funcionários “havia sempre alguém que adormecia no caminho”.
    A jornada de trabalho só terminava às 16h00, com duas paragens de dez minutos às 10h00 e às 15h00, o que dava apenas para comer uma peça de fruta ou beber um café da máquina. Para almoçar, os funcionários tinham apenas meia hora.
    Além de boa funcionária e de já gerir o seu departamento, Irene era conhecida por ser a organizadora de festas.
    A emigrante recordou que a fábrica na altura possuía centenas de trabalhadores e que ela era a funcionária 616. Todos sabiam que era ela que se disfarçava de Pai Natal ou então que se mascarava para fazer a recolha dos doces de Halloween para posteriormente os distribuir por todos os funcionários da firma.
    Os fatos das épocas festivas eram feitos em sua casa, depois do serviço e muitas vezes costurados durante a meia hora que tinha para o almoço. “Dava para fazer tudo!”, disse, sobre a curta pausa que era dada para a refeição.
    E o que fazia fora das horas de serviço? “Passeava com os meus sobrinhos ou dedicava-me aos lavores”, contou Irene, tia de cinco sobrinhos que aguardavam a chegada da fábrica pois todos queriam ir para casa da Ti Irene.
    Fio de ouro pelos “bons velhos tempos”

    Irene e Mário Lima resolvem regressar a Portugal em 1985. Em Salir de Matos “já tínhamos casa feita, pois mandou-a construir um sobrinho meu”, disse a caldense. Pouco antes de se despedir da empresa, colegas e patrões da Noma Lights organizaram a Irene um almoço festivo e todos se cotizaram para lhe oferecer um fio de ouro que ainda hoje usa ao peito. “Para me lembrar dos bons tempos”, diz, mostrando orgulhosa o colar, símbolo do reconhecimento profissional.
    Irene Lima recorda, com carinho, as palavras do patrão da Noma Lights que lhe transmitiu que, apesar de ir fazer falta à empresa, compreendiam a sua decisão de regressar à sua terra. E desejaram-lhe felicidades, lembrando que ela ainda iria ter qualidade de vida durante muitos anos.
    “O pai do patrão reformou-se aos 60 anos quando já não tinha forças para pegar na mala e trepar para a camioneta”, contou Irene Lima, explicando que não era isso que os patrões queriam para ela. No entanto, disseram-lhe também que, se por algum motivo se aborrecesse na sua terra natal, teria sempre as portas abertas para regressar. Irene ficou sensibilizada com tamanha homenagem e reconhecimento pelo seu desempenho e guarda com orgulho o jornal da firma onde foi publicado um texto de despedida. Nele pode ler-se que Irene Lima, funcionária que entrou para a fábrica em 1968, “sabe manter um sorriso no rosto tornando mais fáceis os dias caóticos”. Desejavam boa sorte à funcionária que chegou a liderar o departamento dos componentes eléctricos e que tinha à sua responsabilidade mais de uma dezena de funcionárias. E como a sua irmã Idalina se mantinha a trabalhar na Noma Lights, ficavam a aguardar a sua visita.

    Regresso a Salir

    A vinda para Portugal, em meados dos anos 80, prendeu-se com o facto de Mário Lima querer vir trabalhar para a sua terra natal. Irene teve pena pois só tinha 49 anos e por causa dessa decisão, tinha que deixar o seu posto de trabalho e a realização profissional que tanto a preenchia.
    “O meu marido tinha a ideia de constituir uma sociedade com um amigo, algo que acabou por não acontecer”, contou Irene Lima. Por isso, Mário Lima passou a trabalhar por sua conta. Especialista em trabalhar em metais, Mário Lima tornou-se também mecânico de armas de fogo, reparando revólveres e caçadeiras e fazendo até decorações nas coronhas.
    Em 2016 o marido de Irene Lima adoeceu gravemente, tendo falecido em Maio desse mesmo ano, vítima da doença de Crohn (uma infecção intestinal que afecta todos os órgãos).

    Automatização “rouba” empregos

    Questionada sobre a nova emigração, que se constata desde os anos da crise e que faz com que muitos jovens portugueses procurem novas oportunidades noutros países, Irene Lima responde com alguma hesitação. “Não sei se vão na melhor altura… Há muito trabalho que agora é automatizado…”. E explicou que quando entrou na Noma Lights, junto à máquina onde se cortavam os fios para os telefones era necessário ter quatro a cinco funcionários. “Quando eu regressei a Portugal, já só era preciso uma pessoa pois era a próprio máquina que colocava os terminais”.
    Sobre os muitos migrantes que chegam à Europa, oriundos de países africanos ou do Médio Oriente, Irene Lima acha que “é muita gente a chegar para pouco espaço…”. Diz que não sabe o suficiente para dar uma resposta até porque se questiona se haverá emprego e habitação para todos. No entanto, não tem dúvidas que “deveria haver alguém que cuidasse e fizesse algo por eles, que fogem das suas terras onde também não têm condições….”. Depois recorda-se que ela foi emigrante e que foi bem acolhida em terras canadianas. Mas, na sua opinião, não se compara a grandeza do Canadá com o território português. Referindo-se a Toronto, onde morou, afirmou que é “uma cidade que não tem fim!”.
    Quando regressou a Salir sentiu falta da sua vida de lá. “Tenho saudades de tudo! Do trabalho, das pessoas minhas amigas, era tudo diferente”. Recorda com saudades as idas à lojas do bairro onde vivia e onde quase toda a gente se conhecia. O dono do talho era, por exemplo, um senhor de Lisboa, sempre pronto a dois dedos de conversa. “Ainda me sinto com forças para lá voltar”, disse explicando que também sente a falta dos familiares que ficaram por lá.
    Conhecida em Salir de Matos como Ti Irene, a emigrante já foi convidada para ir à Escola do 1º Ciclo de Salir de Matos para ensinar as crianças a fazer um cartucho de papel, tal e qual fazia há mais de 70 anos na mercearia dos seus pais. Fê-lo com muita alegria e sempre com um sorriso no rosto. Ensinou os mais novos a enrolar o papel de forma correcta, dando origem ao cartucho que era preciso para poder transportar 50 gramas de café ou os cinco tostões de colorau. A maioria dos petizes não conhecia e não sabia fazer tal formato.

  • Presidente da República visitou a ESE e elogiou a exigência e os valores da escola

    Presidente da República visitou a ESE e elogiou a exigência e os valores da escola

    O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou na passada segunda-feira a Escola de Sargentos do Exército (ESE), nas Caldas da Rainha, e elogiou a qualidade e a exigência do ensino ali prestado, assim como os valores que nela são transmitidos aos militares.

    No seu discurso perante os militares, o Comandante Supremo das Forças Armadas respondeu de forma indirecta a uma notícia publicada no mesmo dia pelo Diário de Notícias, sobre a admissão na ESE de candidatos com média negativa de nove valores e podendo ter sete a Português e Matemática.

    Marcelo Rebelo de Sousa disse estar de visita a uma unidade e estabelecimento de ensino “qualificadíssimo” e que “tem como desígnio a formação de qualidade”. Como exemplo dessa qualidade, o Presidente da República apontou a exigência da ESE no ingresso e na classificação final global positiva. “É a melhor resposta àqueles que apontam momentos menos felizes numa ou noutra disciplina na altura do ingresso ou no percurso dentro da escola”, afirmou, acrescentando que “a própria da natureza do Ser Humano e da carreira militar é a superação, o progresso, a evolução, revelando capacidade de recuperar e de liderar”.
    Marcelo Rebelo de Sousa quis evidenciar a relevância do papel dos sargentos no exército português e no sucesso das suas missões. “São o elo fundamental da estrutura do exército e das forças armadas”, afirmou.
    A aposta na formação, “como tem feito e bem o Exército”, é para o Presidente da República essencial, apontando a recente aplicação do Curso Técnico Superior Profissional (TESP) e a aposta no Centro de Línguas da ESE.
    Além da qualidade da formação, o Presidente destacou também os valores transmitidos naquela escola militar, como a lealdade, a coragem, a honra, o sentido de serviço e de cumprimento do dever perante a Pátria.
    A visita à ESE surgiu na sequência da introdução este ano do Curso Técnico Superior Profissional, que vai permitir aos formandos que concluam os cursos de formação de sargentos a equivalência ao nível 5.
    A orgânica deste curso, que está já a decorrer como experiência piloto, foi explicada pelo comandante da ESE, Gonçalo Azevedo. O novo modelo de ensino do curso de sargentos tem por objectivo a valorização profissional, através de uma formação mais orientada para as funções que o exército desempenha. Terá a duração de quatro semestres, o último dos quais em contexto de trabalho.
    A visita de Marcelo Rebelo de Sousa à ESE foi a primeira presença nas Caldas enquanto Presidente da República. A comitiva chegou pelas 14h00 e ficou até perto das 16h00. Além da visita às instalações, o Presidente assistiu ainda a uma demonstração de actividades de treino físico e aplicação militar.

  • Actividades de Natal na região

    Actividades de Natal na região

    O Natal está à porta e são várias as iniciativas que celebram a quadra no Oeste, desde as iluminações até às festas, passando por espectáculos, mercados e exposições. Gazeta das Caldas dá a conhecer algumas das propostas para miúdos e graúdos durante o mês de Dezembro.

     

    Mercado de Natal em A-dos-Negros

    O Mercado de Natal abre portas a 2 de Dezembro no Salão Paroquial de A-dos-Negros (junto à Igreja de Sta. Maria Madalena), às 10h00 e decorre até às 19h00. Haverá para venda artesanato e doçaria, e à tarde junta-se a animação, com o Rancho Folclórico da Sancheira Grande “Estrelas do Arnóia”, as Concertinas da Gracieira e o grupo Carlos Reis e Amigos (Música de Orquestra) de A-dos-Negros.

    Anos 80 recriados na Vila Natal

    Hoje abre portas a Vila Natal, que decorrerá até 6 de Janeiro, terá como tema os anos 80 do século XX. À entrada de Óbidos, junto à “mão”, estará uma roda gigante e no interior da cerca estará o túnel da ilusão, discoteca, atelier de bolas de sabão e um presépio de Natal tradicional português. A pista de gelo é complementada com uma outra pista sintética, de forma a que seja sempre possível patinar, independentemente das condições técnicas e climáticas. Há novos espetáculos de palco e muitos jogos dos anos 80, que em vez de serem jogados na consola, serão jogados no terreno, em tabuleiros gigantes.
    Mantêm-se o comboio e a grande atracção das crianças – a Casa do Pai Natal.
    O presépio animado, de cerca de 20 metros quadrados, poderá ser visitado no nº 15 da Rua de Santo António, nas Gaeiras, entre os dias 1 de Dezembro e 8 de Janeiro. A inauguração está marcada para 1 de Dezembro, pelas 16h00, com a presença da Orquestra Juvenil da Sociedade Filarmónica e Recreativa Gaeirense.
    As entradas são livres e o presépio poderá ser visitado nos dias úteis entre as 14h30 e as 18h00 e ao fim-de-semana e feriados entre as 14h30 e as 19h00.
    Já a grande exposição de presépios das Gaeiras abrirá portas a 8 de Dezembro no Convento de S. Miguel. Trata-se da 12ª edição e contará com cerca de 90 participantes, oriundos de vários pontos do país.
    Será possível encontrar peças feitas nos mais diversos materiais, como cerâmica, bolotas, madeira, ferro, tecidos, joalharia, papel, entre outros.
    A inauguração da mostra será a 8 de Dezembro, pelas 15h00, e estará patente até 30 de Dezembro, entre as 14h30 e as 18h00. As entradas são livres.
    Hoje à noite, pelas 20h00, decorrerá na Porta da Vila, uma aula de zumba, com a professora Joana Marcão. Uma hora depois começa a caminhada de aproximadamente cinco quilómetros pela vila e suas imediações. O final acontecerá na praça de Santa Maria onde será feita uma apresentação de Natal dos alunos do Hip Hop+, dos complexos escolares de Óbidos.

    Peniche com um “mar” de iniciativas

    O Pai natal chega a Peniche no próximo dia 1 de Dezembro. O ponto de encontro está marcado para o Jardim da Praça Jacob Rodrigues Pereira, pelas 18h00 e ficará na cidade até dia 6 de Janeiro. A animação natalícia em Peniche conta ainda com uma pista de gelo ecológica, a Insuflândia, diversos ateliers e o Mercadinho das Tradições de Natal, que conta com o envolvimento das associações e artesãos locais.
    No Jardim da Cascata poderão ser apreciadas Eco árvores de Natal, ou seja, árvores ornamentadas por associações do concelho com materiais reutilizados.
    Em vários espaços públicos será possível encontrar um “Presépio de Metro e Meio”, numa iniciativa que envolve a comunidade escolar e as famílias.
    Já na Atouguia da Baleia será possível ver a exposição “Memórias de Natal – criações literárias intergeracionais”, que culmina com um sarau na sede do concelho. O Teatro Itinerante apresentará o “Natal dos Bonecos”, uma adaptação do texto original de António Manuel Couto Viana.
    Para os mais gulosos haverá um laboratório de cake design onde os participantes (com idades entre os 10 e 12 anos) poderão aprender a decorar bolachas de Natal e cupcakes da época.
    O Dia Internacional da Luta contra a Sida (1 de Dezembro) será assinalado em Peniche com a acção “Um outro Lado do Natal” e, dois dias depois, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência será assinalado com cinema e dança.
    Durante a quadra estará também a decorrer uma feira do livro de Natal, a iniciativa “Uma Criança, Um Sorriso” em todas as sedes de freguesia, bem como festas ou jantares de “Natal Sénior”, concertos de grupos corais, academia de música, tunas e bandas filarmónicas, por todo o concelho.
    O pai Natal marcará ainda presença na passagem de ano na Avenida do Mar e haverá fogo de artifício.

    “Um Natal e Peras” no Bombarral

    Começam no próximo domingo as actividades da quadra natalícia no Bombarral, que se prolongam ao longo do mês, tendo por tema “Um Natal e Peras”.
    Pelas 18h00 será inaugurada a árvore e a iluminação de Natal na Praça do Município. No dia seguinte, pelas 15h00, haverá a actividade hora do conto pela “Mala D’Estórias”, juntamente com pinturas faciais e a atuação do grupo de dança “Xeisdapó”.
    De 3 a 7 de Dezembro terão lugar as oficinas criativas na biblioteca municipal, vocacionadas para os alunos das escolas. A 7 de Dezembro, pelas 15h00, será inaugurada a exposição “Baltasar Gomes Figueira e Josefa d’Óbidos”, que ficará patente no Museu Municipal.
    No fim-de-semana seguinte será instalado o Mercado de Natal na sede do Sport Clube Escolar Bombarralense, que inclui o espectáculo “Palhatiko” e a actuação do músico Emanuel Casimiro.
    O Pai Natal chega no dia 15 à tarde, depois do espectáculo musical “Aladino e a Lâmpada Mágica” no Teatro Eduardo Brazão. No dia seguinte, às 15h00, o contador de histórias Luís Daniel estará na Praça do Município e terá a companhia do velhinho das barbas brancas.
    No dia 20 os mais novos são convidados a passar a Noite na Biblioteca e na noite seguinte, a partir das 21h00, o Teatro de Luz percorre a vila, convidando todos a caminhar com o Pai Natal.
    Na tarde de 22 será aceso o Madeiro de Natal, no Largo da Igreja, e à noite decorrerá o concerto de Natal do Círculo de Cultura Musical Bombarralense no Teatro Eduardo Brazão.
    O fim-de-semana de 22 e 23 conta ainda com animação pelas ruas da vila, com a participação do Move Associativismo, entidade que reúne várias associações do concelho.

    Natal serrano

    Na Serra d’el Rei as comemorações do Natal começam a 30 de Novembro, pelas 17h30, com a inauguração da iluminação. No dia seguinte, pelas 15h00, será apresentado o livro Pedro e Inês – Uma história de amor, da autoria de Vanda Furtado Marques e dedicado às crianças do Jardim de infância e do 1º ciclo.
    Ao longo do mês os visitantes daquela vila poderão assistir a diversas festas de Natal até ao dia 25 Dezembro.

    Festa de Natal na Expoeste

    A Câmara das Caldas realiza, no próximo dia 13 de Dezembro, a partir das 12h00, a festa de Natal dos seniores, na Expoeste. Neste almoço natalício, que terá também música ao vivo, pretende-se reunir à mesa a população sénior, especialmente os utentes do cartão municipal do idoso.

    Animação e espectáculos no Cadaval

    A iluminação de Natal será também inaugurada no Cadaval amanhã às 18h00, ao som da Banda Filarmónica local. Diversas personagens alusivas à quadra andarão pelas ruas comerciais da vila nos dias 8 e 15. Também no dia 15 haverá ateliers de natal na biblioteca, pinturas faciais, esculturas de balões e insuflável. Haverá ainda animação e um mercado de Natal com artesanato e produtos locais.
    No dia 16 de Dezembro haverá também um espectáculo de Natal e outro de marionetas.
    No sábado, 22, chega o Pai Natal, vai entregar presentes e tirar fotos com a criançada. À tarde, pelas 17h30, terá início a parada de Natal e um espectáculo de videomapping.
    Durante este período será também possível apreciar esculturas de Natal das escolas e IPSS do concelho, concurso de montras e o concurso “Concurso é no comércio tradicional”.

  • Arranque do Natal Encantado das Caldas da Rainha foi marcado pela chuva

    Arranque do Natal Encantado das Caldas da Rainha foi marcado pela chuva

    30O dia começou com a chegada do Pai Natal, mas o ponto alto da jornada era a inauguração da árvore de Natal gigante. A chuva impediu que o espectáculo preparado fosse executado em pleno, mas, mesmo assim, cerca de mil pessoas quiseram assistir ao momento.

    Às 11h30 já a pequenada aguardava, impaciente, a chegada do Pai Natal à sua casa montada na Rua Dr. Miguel Bombarda. Cerca de meia hora depois chegava a caravana que trouxe o velhinho de barbas brancas, desta vez a bordo de uma carrinha pick up de um dos patrocinadores do evento. Com ele vieram renas e duendes (protagonizados por alunos da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro) e, atrás, uma extensa e animada caravana, com várias figuras em andas, os habituais bonecos de figuras de animação e os bombos da ETEO. A pequenada correu para Pai Natal para receber um abraço, tirar uma fotografia e fazer os primeiros pedidos.
    O dia tinha prevista muita animação, com a companhia portuense Teatro Rua – artelier?, mas a chuva não ajudou. À hora de inaugurar a árvore de Natal na Praça 25 de Abril, em frente à Câmara Municipal, a chuva continuava a cair. Mesmo assim, muitas pessoas persistiram na vontade de ver a iluminação ligada pela primeira vez. Todas as arcadas à volta da praça e todos os abrigos, tanto na Câmara, como no tribunal e na igreja, se encheram rapidamente de pessoas. Quem já não conseguiu abrigo, teve que recorrer ao guarda-chuva.
    O espectáculo teve que ser encurtado, uma vez que o piso escorregadio impedia a performance das figuras em andas. Houve, no entanto, uma projecção nos edifícios em redor da árvore, narrada sobre os diversos símbolos de Natal.
    As luzes foram ligadas já para lá das 19h00 e depois houve, como surpresa, o lançamento de fogo de artifício do topo do edifício do município.
    Mesmo com a chuva a cair, foram muitos os presentes que permaneceram no local para tirar as primeiras fotografias com a árvore de Natal como pano de fundo.
    O objecto em torno do qual vão girar as diversas actividades do Natal Encantado surge este ano em tons de branco quente e azul e a iluminação é dinâmica, ou seja, apresenta diversas sequências diferentes e a qualquer altura. Esta é uma novidade da edição deste ano, uma vez que a do ano passado fazia a mesma sequência de meia em meia hora.
    Além da árvore, foram ligadas as luzes em 10 artérias da cidade. A restante iluminação será ligada este sábado, 1 de Dezembro. Paulo Agostinho, presidente da ACCCRO, disse no final aos jornalistas que o objectivo é ter eventos todos os fins-de-semana, de modo a “trazer as pessoas às Caldas”. No fim-de-semana de 6, 7 e 8 de Dezembro chega o Comboio Encantado e realizam-se o Mercadinho de Natal e o Caldas Street Food. No fim-de-semana seguinte, junto à árvore de Natal gigante, terá lugar o Insuflável Encantado, com insufláveis de grandes dimensões. Durante o evento haverá ainda música, teatro de rua e muita animação, até 7 de Janeiro.

  • Irene Lima vive em Salir de Matos mas ainda tem saudades do Canadá

    Irene Lima vive em Salir de Matos mas ainda tem saudades do Canadá

    Irene Lima tem 82 anos e é de Salir de Matos. Aos 32 anos decidiu emigrar e foi ter com as suas duas irmãs ao Canadá. Era para ficar cinco anos mas acabou por permanecer 17, trabalhando sempre na mesma fábrica, de componentes eléctricos.
    Em 1985 regressou à terra natal com 49 anos, acompanhada pelo marido, Mário Lima, com quem casou por procuração em 1970. Hoje sente saudades “de tudo” e diz que ainda tem forças para voltar ao Canadá, para visitar parte da família que decidiu ficar por lá.

    Nascida e criada em Salir de Matos, Irene Lina decidiu em 1968 emigrar em busca de uma vida melhor. Viveu na sua aldeia até aos 32 anos até tomar a decisão de rumar para terras canadianas.
    Os seus pais eram agricultores e tinham uma mercearia (que era também uma tasca) onde Irene Lima e os seus nove irmãos ajudavam. Recorda que era na loja da sua família que os habitantes da região iam comprar “meio quilo de arroz ou de massa, cinco tostões de colorau, 50 gramas de café, ou meio quilo de sabão de cortar”.
    Nos anos 60 toda a gente tentava emigrar, “na ânsia de encontrar uma vida melhor”, recordou Irene Lima, que já tinha duas irmãs que tinham partido para o Canadá na década de 50. A primeira partiu em 1951 e a segunda seguiu-a três ou quatro anos depois.
    “A vida por cá era pobre, mesmo com a mercearia dos meus pais”, contou a caldense, explicando que as irmãs lhe enviaram a carta de chamada de modo a poder viajar. “Eu tinha a intenção de ficar no Canadá só cinco anos. Para arranjar dinheiro para fazer esta casa”, disse a emigrante que, afinal, acabou por permanecer 17 anos fora do país. Enquanto os seus pais foram vivos, Irene Lima vinha a Portugal, durante as suas férias, de dois em dois anos para os visitar.

    De Salir para Toronto

    Partiu em 1968 sem olhar para trás e com a 3ª classe feita. “Faço anos em Fevereiro e por isso entrei com sete anos e saí aos 10 anos da escola”, disse a caldense, acrescentando que tinha uma professora bastante exigente e que só em adulta percebeu que tinha de ser assim para assegurar que os seus alunos aprendiam. Reconhece também que com tal escolaridade “não iria encontrar emprego facilmente na região”.
    Além do mais, havia o problema da distância. Nos anos 60 a posse de automóvel ainda não estava democratizada e não havia muitos nas freguesias. Por isso, a viagem entre Salir de Matos e as Caldas era feita de camioneta ou então a pé.
    Irene parte, então, para Toronto e vai viver para perto das suas irmãs mais velhas.
    “Trabalhei sempre no mesmo sítio, numa fábrica de componentes eléctricos para iluminação, motores e outras máquinas”, disse a emigrante, referindo-se à firma Noma Lights onde se produziam componentes eléctricos e de iluminação.
    “O meu trabalho era bom, mas tinha que estar sempre em pé”, explicou Irene Lima, acrescentando que era preciso cortar cabos eléctricos, colocar terminais e fazer correspondências entre números e cores. “Tive que aprender rapidamente a dizer as cores em inglês”, disse a caldense que passados poucos meses já se encontrava a dirigir uma secção com 10 a 12 raparigas.
    Eram, na sua larga maioria, portuguesas e italianas, o que acabou por contribuir para que Irene Lima não tivesse aprendido inglês durante os 18 anos de permanência no Canadá.
    Na verdade, explicou, “eu não me pus a isso”, disse pois onde morava até havia uma escola pública onde se podia aprender inglês de graça. Só que os invernos canadianos são muito rigorosos, o que não convida a sair, nem sequer para a aprender a língua do país que a acolheu.

    Casados por procuração

    Um ano depois de ter ido para o Canadá, Irene Lima veio visitar os pais. É nesse ano de 1969 que vai reencontrar Mário Ascensão Lima. Ele era nove anos mais novo e Irene conhecia-o bem dado que “a irmã dele era casada com um irmão meu”. Durante vários anos deixou de o ver pois ele esteve mobilizado em Angola. Quando deu de caras com ele, expressou o seu agrado: “Ai o Mário está muito engraçado!”, comentou Irene Lima com as suas amigas. E ele também gostou de a ver e não teve mais nada. Nesse mesmo dia, ao serão, “pegou na motorizada e veio a minha casa confirmar se de facto eu lhe tinha achado mesmo graça!”.
    Os enamorados marcaram presença no casamento de um amigo comum. Na festividade, Irene Lima dava a conhecer aos presentes que ali estava um rapaz que “se se portasse bem iria ter com ela ao Canadá muito em breve!”. Dava a conhecer a amigos e a familiares que namoravam. O namoro, no ano seguinte, deu lugar a um casamento “muito feliz” que vai durar 43 anos, vivido no Canadá e em Salir de Matos.
    O nó foi dado por procuração, em 1970. Irene já tinha terminado as férias e regressado ao Canadá e por isso o casamento foi feito à distância. Ele assinou os papéis a 18 de Janeiro desse ano e dias depois chegava a certidão a um registo civil em Toronto. “Lembro-me que saí do trabalho e passei por lá para assinar os papéis e tive que levar uma amiga que assegurou que eu não tinha outro namorado!”, contou Irene Lima.
    A caldense recordou que teve que ir ao Consulado Português tratar da documentação necessária “para ele poder vir ter comigo”, o que veio a acontecer ainda nesse ano. Por não falar inglês, Irene foi ao registo acompanhada por um sobrinho que, do alto dos seus cinco anos, ajudou na tradução do que foi preciso para fazer a carta de chamada para o seu marido de modo a poder viajar.
    Em 1971 Mário Lima já trabalhava como soldador civil numa fábrica que se dedicava a fazer carrinhos do supermercado. No ano seguinte, Irene e Mário vêm a Portugal por causa do falecimento de um irmão de Irene, vítima de um acidente de motorizada. Foi uma morte que muito chocou a emigrante dado que o seu irmão Manuel Casimiro Ribeiro tinha apenas 48 anos.

    “Quem não dava cem por cento não ficava”

    A notícia sobre a saída de Irene Lima da fábrica figurou no jornal da empresa
    Na fábrica Noma Lights, acompanhada pelos patrões, no último dia de trabalho

    “No Canadá tínhamos que trabalhar as oito horas por dia e quem não dava os 100 por cento, não ficava”, recorda Irene Lima, acrescentando que a família que possuía a Noma Lights era judia e “famosa pela exigência” que tinha para com os seus funcionários. “Se tínhamos algum azar e nos atrasávamos três ou quatro minutos, descontavam-nos logo um quarto de hora!”, disse a caldense, que, contudo, nunca teve problemas na fábrica. A sua forma de estar naquela empresa sempre foi exemplar. Inclusivamente chegou a levar uma das suas irmãs para lá trabalhar.
    Para iniciar o trabalho às sete da manhã, Irene Lima tinha que sair de casa às seis. A Noma Lights ficava nos arredores de Toronto e no Inverno, devido à neve, era preciso sair ainda meia hora mais cedo para conseguir chegar sem atrasos.
    No automóvel de Mário Lima seguiam a sua mulher, Irene, a sua cunhada Idalina e uma vizinha que também trabalhava na Noma Lights. Depois do serviço, a caldense vinha de autocarro e era sempre uma risada dado que entre os funcionários “havia sempre alguém que adormecia no caminho”.
    A jornada de trabalho só terminava às 16h00, com duas paragens de dez minutos às 10h00 e às 15h00, o que dava apenas para comer uma peça de fruta ou beber um café da máquina. Para almoçar, os funcionários tinham apenas meia hora.
    Além de boa funcionária e de já gerir o seu departamento, Irene era conhecida por ser a organizadora de festas.
    A emigrante recordou que a fábrica na altura possuía centenas de trabalhadores e que ela era a funcionária 616. Todos sabiam que era ela que se disfarçava de Pai Natal ou então que se mascarava para fazer a recolha dos doces de Halloween para posteriormente os distribuir por todos os funcionários da firma.
    Os fatos das épocas festivas eram feitos em sua casa, depois do serviço e muitas vezes costurados durante a meia hora que tinha para o almoço. “Dava para fazer tudo!”, disse, sobre a curta pausa que era dada para a refeição.
    E o que fazia fora das horas de serviço? “Passeava com os meus sobrinhos ou dedicava-me aos lavores”, contou Irene, tia de cinco sobrinhos que aguardavam a chegada da fábrica pois todos queriam ir para casa da Ti Irene.

    Fio de ouro pelos “bons velhos tempos”

    Irene e Mário Lima resolvem regressar a Portugal em 1985. Em Salir de Matos “já tínhamos casa feita, pois mandou-a construir um sobrinho meu”, disse a caldense. Pouco antes de se despedir da empresa, colegas e patrões da Noma Lights organizaram a Irene um almoço festivo e todos se cotizaram para lhe oferecer um fio de ouro que ainda hoje usa ao peito. “Para me lembrar dos bons tempos”, diz, mostrando orgulhosa o colar, símbolo do reconhecimento profissional.
    Irene Lima recorda, com carinho, as palavras do patrão da Noma Lights que lhe transmitiu que, apesar de ir fazer falta à empresa, compreendiam a sua decisão de regressar à sua terra. E desejaram-lhe felicidades, lembrando que ela ainda iria ter qualidade de vida durante muitos anos.
    “O pai do patrão reformou-se aos 60 anos quando já não tinha forças para pegar na mala e trepar para a camioneta”, contou Irene Lima, explicando que não era isso que os patrões queriam para ela. No entanto, disseram-lhe também que, se por algum motivo se aborrecesse na sua terra natal, teria sempre as portas abertas para regressar. Irene ficou sensibilizada com tamanha homenagem e reconhecimento pelo seu desempenho e guarda com orgulho o jornal da firma onde foi publicado um texto de despedida. Nele pode ler-se que Irene Lima, funcionária que entrou para a fábrica em 1968, “sabe manter um sorriso no rosto tornando mais fáceis os dias caóticos”. Desejavam boa sorte à funcionária que chegou a liderar o departamento dos componentes eléctricos e que tinha à sua responsabilidade mais de uma dezena de funcionárias. E como a sua irmã Idalina se mantinha a trabalhar na Noma Lights, ficavam a aguardar a sua visita.

    Regresso a Salir

    A vinda para Portugal, em meados dos anos 80, prendeu-se com o facto de Mário Lima querer vir trabalhar para a sua terra natal. Irene teve pena pois só tinha 49 anos e por causa dessa decisão, tinha que deixar o seu posto de trabalho e a realização profissional que tanto a preenchia.
    “O meu marido tinha a ideia de constituir uma sociedade com um amigo, algo que acabou por não acontecer”, contou Irene Lima. Por isso, Mário Lima passou a trabalhar por sua conta. Especialista em trabalhar em metais, Mário Lima tornou-se também mecânico de armas de fogo, reparando revólveres e caçadeiras e fazendo até decorações nas coronhas.
    Em 2016 o marido de Irene Lima adoeceu gravemente, tendo falecido em Maio desse mesmo ano, vítima da doença de Crohn (uma infecção intestinal que afecta todos os órgãos).

    Automatização “rouba” empregos

    Questionada sobre a nova emigração, que se constata desde os anos da crise e que faz com que muitos jovens portugueses procurem novas oportunidades noutros países, Irene Lima responde com alguma hesitação. “Não sei se vão na melhor altura… Há muito trabalho que agora é automatizado…”. E explicou que quando entrou na Noma Lights, junto à máquina onde se cortavam os fios para os telefones era necessário ter quatro a cinco funcionários. “Quando eu regressei a Portugal, já só era preciso uma pessoa pois era a próprio máquina que colocava os terminais”.
    Sobre os muitos migrantes que chegam à Europa, oriundos de países africanos ou do Médio Oriente, Irene Lima acha que “é muita gente a chegar para pouco espaço…”. Diz que não sabe o suficiente para dar uma resposta até porque se questiona se haverá emprego e habitação para todos. No entanto, não tem dúvidas que “deveria haver alguém que cuidasse e fizesse algo por eles, que fogem das suas terras onde também não têm condições….”. Depois recorda-se que ela foi emigrante e que foi bem acolhida em terras canadianas. Mas, na sua opinião, não se compara a grandeza do Canadá com o território português. Referindo-se a Toronto, onde morou, afirmou que é “uma cidade que não tem fim!”.
    Quando regressou a Salir sentiu falta da sua vida de lá. “Tenho saudades de tudo! Do trabalho, das pessoas minhas amigas, era tudo diferente”. Recorda com saudades as idas à lojas do bairro onde vivia e onde quase toda a gente se conhecia. O dono do talho era, por exemplo, um senhor de Lisboa, sempre pronto a dois dedos de conversa. “Ainda me sinto com forças para lá voltar”, disse explicando que também sente a falta dos familiares que ficaram por lá.
    Conhecida em Salir de Matos como Ti Irene, a emigrante já foi convidada para ir à Escola do 1º Ciclo de Salir de Matos para ensinar as crianças a fazer um cartucho de papel, tal e qual fazia há mais de 70 anos na mercearia dos seus pais. Fê-lo com muita alegria e sempre com um sorriso no rosto. Ensinou os mais novos a enrolar o papel de forma correcta, dando origem ao cartucho que era preciso para poder transportar 50 gramas de café ou os cinco tostões de colorau. A maioria dos petizes não conhecia e não sabia fazer tal formato.

  • “Os direitos que temos como adquiridos são muito frágeis”, diz Alexandre Quintanilha

    “Os direitos que temos como adquiridos são muito frágeis”, diz Alexandre Quintanilha

    O físico, professor catedrático e deputado da Assembleia da República, Alexandre Quintanilha, esteve nas Caldas para dar uma verdadeira lição de ética e política. Convidado pelo PS local, o orador fez uma viagem pela evolução dos direitos humanos e alertou para o facto destes serem frágeis e facilmente poderem ser revertidos.
    Referindo-se à política, disse apreciar a ideia de não haver maioria absoluta e da importância de se fazerem compromissos.

    Gazeta das Caldas
    A iniciativa foi organizada pelo PS das Caldas da Rainha e decorreu no Café Central

    Há 700 anos os reis detinham o poder absoluto e se não gostavam de uma pessoa mandavam cortar-lhe a cabeça ou exilá-la. O documento que começa a questionar esse tipo de poder foi a Magna Carta, no século XIII. Uma questão que, à partida, nem fará sentido na Europa dos nossos dias porque não existem monarquias absolutas, mas é importante ter em conta que há poucas semanas um jornalista desapareceu no consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia) e há muita gente que acha que ele foi desmembrado porque o rei da Arábia Saudita não gostava dele.
    O exemplo foi dado por Alexandre Quintanilha para mostrar que ainda há sítios no mundo onde os reis têm poder sobre a vida de outrem, pondo assim em causa direitos humanos que damos por adquiridos.
    A conquista da liberdade religiosa, a abolição da escravatura e o direito de voto pelas mulheres foram outros ganhos a que o orador também se referiu. Mas chamou também a atenção para as fragilidades destas conquistas. No caso do direito de voto, por exemplo, lembrou que o primeiro país a aprovar a lei para as mulheres votarem foi a Nova Zelândia, em 1893, e que a França tida como o país da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, apenas deu esse direito às mulheres em 1943. Em Portugal as mulheres passaram a ter esse direito em 1974 e houve um cantão na Suíça onde esse direito só existe desde 1991.
    “Quis falar destes quatro direitos conquistados que, além de serem recentes, ainda são extremamente frágeis em alguns sítios”, disse Alexandre Quintanilha, lembrando que actualmente existe na América do Norte um presidente (Trump) que é “misógino, racista, homofóbico e que está a questionar alguns destes valores conquistados”. Também o novo governo do Brasil preocupa muita gente em relação aos direitos conquistados.
    Alexandre Quintanilha falou também da área da bioética médica, sobre os direitos das pessoas num mundo em que a medicina teve avanços extraordinários no último século. Toda a medicina é uma “forma de interferir com o processo de vida para ir contra a natureza”, disse o investigador em tom de provocação e lembrando que, por exemplo, os antibióticos e as vacinas foram feitos para interferir com o processo natural da doença.
    Alexandre Quintanilha lembrou a reacção inicial “extremamente” negativa da sociedade à procriação medicamente assistida, mas que actualmente existem milhões de crianças a nascer dessa forma. Mas também há outro tanto que continua a achar que a procriação medicamente assistida não devia existir, pois não se deve interferir com a natureza.
    Também a realização de transplantes não é consensual. O investigador estava na África do Sul quando foi feito o primeiro transplante de coração, em finais dos anos 60, e a grande discussão na altura era se este podia ser feito de um preto para um branco. Agora, a questão ética tem a ver com o facto de ser muito mais barato ir buscar um rim ao Bangladesh do que à Alemanha, por exemplo.
    “A ideia destes avanços na medicina teve enormíssimas resistências”, salientou.
    Iniciar-se na política aos 70 anos

    O professor catedrático deu a sua última aula em Julho de 2017, prestes a fazer 70 anos, e nunca tinha feito política na vida. Foi convidado por António Costa para encabeçar a lista do Porto nas últimas legislativas, aceitou e diz não estar arrependido. Considera que o Parlamento pode ser visto como a sociedade em miniatura, onde há pessoas de quem se gosta e outras que se despreza.
    Referindo-se à realidade actual, considera que o país vive uma situação especial e que está a transmitir uma mensagem de esperança. Tem, inclusivamente, amigos americanos que querem vir para Portugal pois não querem que os filhos cresçam naquela América.
    Quanto à política, diz: “aprecio a ideia de não haver maioria absoluta… é como nos casamentos, aprendemos a fazer compromissos”.
    Na conversa de mais de uma hora que decorreu no Café Central, o convidado falou ainda da desigualdade que existe entre homens e mulheres, dos perigos de líderes como Trump ou Bolsonaro, que reforçam nacionalismos e racismos primários.
    Para dia 23 de Novembro, pelas 18h30, estava prevista uma conferência sobre “agricultura sustentável, que futuro nas Caldas da Rainha?”, também organizada pelo PS local.
    A acção teve lugar na biblioteca municipal e contou com a participação de Eugénio Sequeira, presidente da Liga para a Protecção da Natureza, Carlos Mendonça, engenheiro electrotécnico, e Isa Nobre e Tiago Ferreira, da empresa Gramas com Sabor.

  • ORÇAMENTO DE ESTADO 2019

    Apelo aos deputados da Assembleia da República

    A Associação Portuguesa de Imprensa e a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã tomaram conhecimento e analisaram as propostas de alteração à Lei do Orçamento do Estado, com incidência na atividade das 600 empresas editoras de Jornais e Revistas que representam, vêm apelar aos Deputados na Assembleia da República, para que ao votar as alterações propostas referentes ao setor da Comunicação Social, especialmente Imprensa, tenham presente que a Constituição da República Portuguesa determina que a Liberdade de Imprensa é também assegurada através do apoio do Estado aos órgãos de Comunicação Social (art. 308º, nº 4).
    As associações signatárias lembram também que o art. 307º, nº1 da Constituição assegura também aos cidadãos o direito de ser informados sem impedimentos nem descriminações, o que naturalmente se traduz nas alterações propostas ao Orçamento de Estado, no benefício às famílias para aquisição do acesso a jornais e revistas.
    Estas são seguramente razões ponderosas e que justificam que as associações signatárias venham uma vez mais pedir aos Deputados na Assembleia da República que contribuam para a sustentabilidade do sistema de publicações periódicas em Portugal e o acesso dos portugueses aos jornais e revistas, indispensáveis à prossecução do direito a ser informado e a assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião e da luta contra a desinformação, a manipulação do jornalismo e a disseminação de notícias falsas, conforme apelo de muitas instituições internacionais, entre as quais o Parlamento e a Comissão Europeias e o Conselho da Europa.

    Associação Portuguesa de Imprensa
    Associação de Imprensa de Inspiração Cristã

  • MeteoCaldas já tem uma app para smartphones

    MeteoCaldas já tem uma app para smartphones

    A MeteoCaldas, um site que se dedica à meteorologia, já tem uma app para smartphones. Esta ferramenta permite aos utilizadores maior velocidade e menor gasto de dados de Internet. A novidade foi lançada há cerca de dois meses e já foi descarregada por mais de 570 pessoas.

    Gazeta das Caldas - MeteoCaldas
    O mentor da MeteoCaldas tem cada vez mais seguidores nas várias plataformas onde divulga o tempo que faz na região

    A MeteoCaldas lançou em Setembro uma app para smartphones Android, tornando-se uma das poucas estações meteorológicas amadoras com esta ferramenta. A app permite ao utilizador navegar com maior velocidade e gastar menos de metade dos dados que gastava a consultar a página.
    Gazeta das Caldas deu a conhecer este projecto de serviço público há cerca de um ano e pouco depois estabeleceu uma parceria com esta plataforma por ser, à data, a única que recolhia os dados na própria cidade.
    Na altura a média diária no site era de 50 pessoas por dia. Hoje são 400. Entre estes utilizadores, há os que consultam em computador, os que que vêem no telemóvel, havendo ainda uma percentagem muito residual que prefere o tablet.
    Para o aumento das visitas também contribuiu a criação da página de Facebook, em Janeiro deste ano. Esta ferramenta permite ao mentor do projecto, Paulo Azevedo, estudar o seu público. “Quando se fala em tempestades, a audiência sobe rapidamente”, notou, em conversa com a Gazeta das Caldas. Sabe também que quem mais consulta o tempo no Facebook são pessoas entre os 35 e os 54 anos (51%) e que a maioria são mulheres (praticamente dois terços).
    Por outro lado, a página nesta rede social permite uma interacção que leva a outras conclusões: os principais motivos das mulheres para consultar o tempo estão relacionados com a organização de tarefas do quotidiano no exterior, muitas vezes relacionadas com os filhos, depois é para saber que roupa vestir e em terceiro para saber se podem ou não estender a roupa.
    Já no caso dos homens, a consulta da meteorologia está relacionada principalmente com passeios de bicicleta, viagens e trabalhos no exterior. Depois há aqueles que se interessam pelo tema por pura curiosidade científica. No Verão a ida à praia é o principal motivo da consulta.
    Em Novembro do ano passado a MeteoCaldas ainda não tinha imagens de webcam, mas esse era um dos objectivos de Paulo Azevedo. Hoje em dia já tem uma, actualizada ao minuto a mostrar o céu na zona das Caldas. Outra novidade é que agora apresenta previsões a dez dias para 40 localidades da região.
    Desde que foi criada, a 1 de Agosto de 2015, a MeteoCaldas nunca teve uma paragem superior a sete horas, o que se deveu a problemas técnicos.
    Em três anos, registou como temperatura máxima nas Caldas 39,3 graus, às 13h30 de 7 de Agosto de 2016 e como mínima, 1,3 graus às 8h04 de 8 de Fevereiro deste ano. Ainda assim, o site apresenta um indicador igualmente interessante: a temperatura máxima aparente (para a qual contribui, por exemplo, o vento) foi de 43,3º a 4 de Agosto deste ano e a mínima foi de -6º em 27 de Fevereiro de 2016.
    As maiores dificuldades na meteorologia prendem-se com a previsão de aguaceiros e trovoadas “porque é difícil saber com exactidão onde vão cair”, diz Paulo Azevedo.
    A app, que já foi descarregada por mais de 570 pessoas, é gratuita para os utilizadores, mantendo a lógica de serviço público que esteve na génese do projecto. A MeteoCaldas também faz pareceres e previsões, quando solicitados, de forma gratuita. “Temos alguma mágoa de nunca termos sido contactados por entidades oficiais”, referiu Paulo Azevedo.
    Nos planos da MeteoCaldas está a instalação de mais estações nesta zona e a transmissão de uma webcam na Foz do Arelho ou S. Martinho do Porto, precisamente para responder à pergunta das pessoas: “Como está o tempo na Foz? Está bom para a praia?”.

  • Sinos da igreja paroquial estão a ser recuperados

    Sinos da igreja paroquial estão a ser recuperados

    Gazeta das Caldas
    Os sinos foram retirados com uma grua e colocados numa camioneta

    A Paróquia das Caldas da Rainha mandou reabilitar o conjunto sineiro instalado na torre da igreja paroquial. Segundo o pároco Joaquim Pedro, espera-se que os quatros sinos possam regressar, remodelados, às Caldas no dia 8 de Dezembro, dia da padroeira do templo, Nª Sra. da Conceição. O orçamento para o arranjo dos mesmos é de cerca de 20 mil euros e a paróquia, além da ajuda dos fiéis, contará com apoio da autarquia e da União de freguesias.

    O padre Joaquim Pedro revelou que esta operação vai custar 20 mil euros

    “Um dos sinos estava rachado, outro tinha o badalo estragado e os restantes estavam sob traves de ferro com buracos e muita ferrugem”, disse o padre Joaquim Pedro, responsável pela paróquia à Gazeta das Caldas, acrescentando que era urgente investir na recuperação dos sinos, que acusavam um desgaste acentuado que se podia constatar na corrosão das traves de suporte.
    Numa visita técnica efectuada aos sinos em Julho de 2017 ficou decidido incluir a sua recuperação na lista das obras paroquiais a realizar. “Era algo que nos assustava, sobretudo, em dias de temporal”, referiu o pároco. Em Setembro de 2018 foi feita nova avaliação e verificou-se que o estado dos sinos estava pior.
    Os técnicos referiram até que poderia haver perigo de queda iminente do sino maior pois este já tinha a asa partida… “Tivemos mesmo que pegar no assunto de forma séria”, referiu o padre Joaquim Pedro, explicando que os quatro sinos existentes nesta igreja datam dos anos 50 (os próprios sinos têm uma inscrição com a data de 1956) e que foram fabricados pela fundição Serafim da Silva Jerónimo, que é de Braga.
    E é nesse mesmo local que se está a preceder à renovação, não só dos sinos como dos seus suportes. Segundo o padre, a empresa apresentou um orçamento de 20 mil euros para a renovação dos sinos.
    “Trabalhamos com eles há mais de 20 anos e pusemos os sinos nas igrejas por onde passámos no concelho de Torres Vedras”, comentou o pároco, explicando que há confiança na firma bracarense, que actualmente não tem concorrência no país.
    Uma equipa daquela empresa levou os quatro sinos da igreja caldense para Braga a 8 de Novembro, tendo procedido à desmontagem dos sinos e das vigas que os suportam. Estas últimas serão substituídas por suportes em aço inoxidável. Vão também reparar a asa do sino maior, substituir o sino danificado por um novo com as mesmas especificações e ainda instalar o sistema automatizado.
    Até agora os sinos da igreja paroquial tocavam principalmente em alturas específicas como no Natal ou na Páscoa. “Quem tocava os sinos era a nossa juventude”, disse o padre, explicando que após a remodelação vão passar a funcionar de forma automatizada e accionados electricamente, podendo passar a tocar com mais frequência. “Os sino vão passar a tocar quando for accionado um pequeno aparelho instalado na sacristia onde podemos programar o toque para que toquem, por exemplo, às horas das missas”, exemplificou o pároco, que está também a coordenar os peditórios e as iniciativas onde se tem recolhido fundos para pagar a remodelação sineira. O último evento foi o magusto paroquial que teve lugar a 17 de Novembro nas proximidades da igreja.

  • Qual o motivo que o trouxe à Gala da Liga Portuguesa contra o Cancro?

    Qual o motivo que o trouxe à Gala da Liga Portuguesa contra o Cancro?

    Gazeta das Caldas
    Natália Silva, reformada (Gaeiras)

     

    Vim a esta gala com a intenção de colaborar e de fazer parte neste evento de solidariedade.
    Participo sempre que posso nestes eventos solidários contra esta doença que é a calamidade do século.
    É preciso que todos participem e sejam sensíveis a esta causa.

    Gazeta das Caldas
    Hugo Santos, militar (Óbidos)

    Vim assistir a esta gala pois sou amigo de alguns músicos da banda da União Filarmónica da Dagorda e ainda não tive oportunidade de assistir a este espectáculo que a banda tem sobre cinema.
    Também venho ao evento por se tratar de uma causa solidária.

    Gazeta das Caldas
    Adélia Sousa, funcionária pública (Caldas da Rainha)

    Trabalho no hospital com doentes oncológicos e também tenho familiares com cancro, como a maioria das pessoas. Vim participar pois trata-se de uma causa solidária e todos nós devemos colaborar… Nunca se sabe quando é que a doença nos bate à porta.
    Apesar de esta ser uma causa muito justa, na verdade é uma pena que seja necessário angariar fundos para ajudar quem sofre destas doenças.

  • Ordem do Trevo quer ajudar 200 crianças a sorrir neste Natal

    Ordem do Trevo quer ajudar 200 crianças a sorrir neste Natal

    Ajudar cerca de 200 crianças desfavorecidas a sorrir é a missão da Ordem do Trevo para este Natal. A associação está a dinamizar, pelo sexto ano consecutivo, a campanha de angariação de brinquedos, que decorre até 8 de Dezembro. Na tarde de 15 de Dezembro serão oferecidas as prendas às crianças, na Festa Desembrulhar Sorrisos, que terá lugar no auditório da Expoeste e incluirá também um lanche e um momento musical.
    A actividade deste ano terá como destinatários as crianças apoiadas por esta associação e outras indicadas pelo Agrupamento de Escolas Raul Proença.
    José Viegas, da direcção da associação, diz que cada um dos vários parceiros da iniciativa tem um ponto de recolha onde podem ser entregues brinquedos, jogos e livros, novos ou usados, mas em bom estado, que serão depois embrulhados e entregues às crianças mais carenciadas.
    Cândida Calado, do Agrupamento de Escolas Raul Proença, destacou que esta parceria insere-se no projecto educativo da escola em associar ao saber o saber ser e saber estar. “Estamos num momento em que o próprio ensino está a ter uma mudança e em que se valoriza a cidadania e o desenvolvimento pessoal”, disse a docente que espera conseguir angariar “muitos sorrisos”.
    Também Pedro Jarrais, da associação de estudantes, referiu que estão bastante empenhados em dinamizar acções sociais e reconheceu que não deve ser fácil às crianças passarem um Natal sem poder desembrulhar um presente.
    Já Jorge Varela, presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, destacou o trabalho em rede que é feito entre as várias instituições, de forma a puderem colmatar todos os géneros de dificuldades da população.
    Este ano a junta de freguesia, ao invés de oferecer um cabaz de alimentos, como outras instituições fazem, irá distribuir pelos seus fregueses mais carenciados material para o frio, como mantas e roupões.
    Está também a preparar uma proposta para aderir ao projecto Abem, da Associação Dignitude, e que pretende apoiar as famílias mais necessitadas no acesso aos medicamentos. “Não é admissível que no século XXI uma pessoa vá à farmácia e só levante metade dos medicamentos pois não tem dinheiro para os comprar todos”, disse o autarca, que ainda não sabe se o projecto abarcará apenas a sua freguesia ou se se estenderá a outras do concelho.
    Os locais de recolha dos brinquedos são o Agrupamento de Escolas Raul Proença, Associação Nadar, Caetano Auto, Câmara das Caldas, Centro da Juventude, Colégio Rainha D. Leonor, Escola de Condução Santa Maria, Grupo Fábrica, Jornal das Caldas, La Vie e Trindade Seguros.

  • Centro da Juventude acolhe iniciativa global de protecção do planeta

    Centro da Juventude acolhe iniciativa global de protecção do planeta

    No próximo dia 4 de Dezembro vai realizar-se, no Centro da Juventude, a iniciativa 24 horas de Realidade: Proteger o nosso planeta, protegermo-nos a nós próprios (24 Hours of Reality: Protect Our Planet, Protect Ourselves).
    Este evento, que já vai na sua  oitava edição, aborda todos os anos um tema diferente com o objectivo de ajudar a compreender a urgência da transição para uma sociedade descarbonizada.
    Por todo o mundo será transmitido um filme onde se pode constatar o que se passa no planeta e como este está a ser destruído por acção do Homem. A mediação será feita com o antigo vice-presidente dos EUA, Al Gore, conhecido por estar ligado às grandes questões de defesa do ambiente e protecção do planeta.
    No Centro da Juventude vão realizar-se debates e actividades de educação ambiental, para além da emissão em directo com Al Gore que vai ter lugar entre as 10h00 e as 22h00.
    Às 11h00 está prevista uma conversa com jovens do ensino secundário sobre os temas economia circular, alimentação e produção sustentável. Participam responsáveis das empresas e entidades Sementes de Portugal, Horta do Pé Descalço, Associação Marmeu e Parlamento dos Jovens.
    Entre as 14h00 e as 16h00 será inaugurada a exposição de trabalhos gráficos de alunos do 1º Ciclo do Avenal e do Centro Escolar Nossa Senhora do Pópulo.
    Durante o mês de Dezembro vai estar na Biblioteca Municipal uma exposição de trabalhos gráficos de alunos do 1º Ciclo do Centro Escolar Stº Onofre e da Escola Básica do Campo.

    A caldense que aprendeu com Al Gore

    A caldense Sandra Rodrigues é a Climate Reality Leader que será a anfitriã desta iniciativa no Centro da Juventude. A artista plástica obteve formação recentemente em Berlim com o político norte-americano Al Gore.
    Organizada pelo The Climate Reality Project em Portugal, o evento pelo planeta tem o apoio do Centro de Juventude, da Associação Tempos Brilhantes e dos Agrupamentos de Escolas D João II e Raul Proença em estreita parceria com vários agentes culturais da cidade. Sandra Rodrigues é a responsável pela coordenação das várias iniciativas ligadas à protecção do planeta e que vão ter lugar entre as 10h00 e as 22h00. As entradas são livres.
    Para mais informação sobre estas iniciativas consultar os sites www.climaterealityproject.org/ ou www.24hoursofreality.org/

  • O cabo Henrique foi o primeiro polícia das Caldas

    O cabo Henrique foi o primeiro polícia das Caldas

    Chamava-se Henrique Ribeiro e era um caldense nascido em Salir de Matos o polícia que em 1928 chefiou a primeira força da PSP nas Caldas da Rainha, fez agora precisamente 90 anos.
    O cabo Henrique, que algumas pessoas mais velhas da cidade ainda recordam, esteve na polícia em Lisboa e em Leiria, onde casou e teve três filhos. Em 1928 é ele o cabo que vem de Leiria para as Caldas a fim de inaugurar o primeiro destacamento da PSP na cidade, regressando assim às origens. Instala-se com a família na antiga Praça do Peixe (Praça 5 de Outubro) e mais tarde compra uma casa na Rua dos Artistas onde viverá até morrer.
    Depois de reformado, Henrique Ribeiro viria ainda a ser guarda do Museu José Malhoa.
    Foi o recorte da Gazeta das Caldas de 1928, que publicamos há duas semanas no âmbito de uma reportagem sobre a PSP – que despertou a atenção dos descendentes do cabo Henrique. Luís Ribeiro, ex-presidente da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, e a sua prima, Laura Morgado, fizeram-nos chegar estas fotos que estão associadas à história da implementação da PSP na cidade.
    A notícia da Gazeta de 21 de Novembro de 1928 rezava assim: “Temos o prazer de noticiar a vinda para esta cidade de uma força de polícia, sob o comando de um cabo. Sobre a necessidade local da existência desta corporação, já a Gazeta se tem referido, resta-nos saudar todos os que concorreram para a realização deste benefício de ordem pública, que muito nos apraz aqui registar”.
    O contentamento gerado era justificado por a PSP ser constituída por civis e não por militares, e por ser uma polícia que existia nas grandes cidades do país no que era visto como um sinal de modernidade.
    O posto de cabo já não existe hoje na PSP, mas era à data o elemento que fazia a ligação entre chefe da esquadra e os guardas. Era também ele que reportava ao comando em Leiria.

  • Caldenses contribuíram com 124 mil euros para os seus bombeiros

    Caldenses contribuíram com 124 mil euros para os seus bombeiros

    O peditório anual dos bombeiros das Caldas rendeu 124 mil euros para o orçamento da Associação Humanitária. Esta foi a segunda maior verba apurada de sempre, depois de se terem ultrapassado os 130 mil euros em 2017.

    A colecta de 2018, resultado de diversos peditórios realizados na cidade e nas freguesias rurais, rendeu um total de 92.448,32 euros. A este valor acresceram as contribuições da Câmara das Caldas (22 mil euros) e dos próprios operacionais dos bombeiros, que doaram novamente o valor a que tinham direito pelos serviços de combate a incêndios (9.545 euros). A Associação Humanitária recebeu ainda 160 euros doados pela Tuna da ESAD, angariados no festival de tunas que decorreu este sábado no Centro da Juventude. No total, os bombeiros arrecadaram 124.153,32 euros.

    Gazeta das Caldas - BombeirosOs valores foram em muito idênticos aos apurados no ano passado em quase todas as freguesias. A diferença mais notória foi no conjunto de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, onde os peditórios renderam este ano cerca de 8 mil euros menos do que no ano passado. Foi na cidade que se registou uma quebra mais acentuada com o peditório a render pouco mais de 17 mil euros.
    Abílio Camacho, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha, declarou-se “muito feliz com o resultado do peditório”, acrescentando que a verba “é uma mais-valia” para a operação da corporação. O presidente da associação afirmou que esta é “única no país” em termos de organização e na forma rigoroa como são geridos os recursos. “Não gastamos um cêntimo que não esteja relacionado com a actividade operacional”, afirmou. Abílio Camacho referia-se concretamente à festa que se seguiu ao cortejo, cujo lanche foi totalmente confeccionado com bens doados pela população. “Não fazia sentido estarmos a pedir às pessoas e depois gastarmos dinheiro com uma festa”, acrescentou.
    Tinta Ferreira, presidente da Câmara das Caldas, afirmou que este é um “grande contributo” que a comunidade caldense proporcionou aos seus bombeiros. O edil disse que o contributo da autarquia para a corporação tem aumentado e não se cinge ao cortejo. A autarquia atribui um subsídio geral, disponibiliza verbas para obras e aquisição de viaturas, e ainda disponibiliza verbas para as duas equipas permanentes. “A contribuição da Câmara deverá andar próxima dos 100 mil euros”, observou.

    NA MANIFESTAÇÃO DOS BOMBEIROS

    No seu discurso, Nelson Cruz, comandante dos bombeiros das Caldas, referiu que a corporação se fez representar na manifestação dos bombeiros na Praça do Comércio, em Lisboa, no passado sábado.
    Em causa estão as mudanças que o governo está a implementar na Autoridade Nacional de Protecção Civil. Nelson Cruz considera que as mudanças vão retirar força aos bombeiros voluntários. No entanto, “onde nós estamos só existem bombeiros voluntários, não podemos permitir que nos façam mal”, afirmou.
    A intenção do governo é que sejam criadas estruturas de bombeiros profissionais nos municípios, mas Nelson Cruz diz que “o país não tem sustentabilidade para ter bombeiros profissionais”. Ideia que o presidente da Câmara das Caldas também expressou. Por isso, Nelson Cruz considera fundamental receber um apoio tão forte como o que se verificou, novamente, este ano, por parte das entidades a nível local e da população.
    A festa contou com as actuações da Tuna da ESAD, do grupo Acordes no Páteo e da cantora Rebeca.

  • Despista-se na rua Cardeal Alpedrinha, danifica três carros e foge

    Despista-se na rua Cardeal Alpedrinha, danifica três carros e foge

    Um carro, alegadamente ligado ao tunning, despistou-se quando passava a alta velocidade na Rua Cardeal Alpedrinha na madrugada de 27 de Novembro, por volta das 1h30.
    O despiste provocou danos em três viaturas que estavam estacionadas, mas o condutor prosseguiu em alta velocidade. Segundo apurámos no local, há moradores que viram o sucedido e fotografaram o acidente, estando agora esses testemunhos e provas a ser analisados pela polícia.
    Antes, a 23 de Novembro, foi detido pela GNR nas Caldas um homem de 28 anos por violência doméstica e posse ilegal de arma.
    O suspeito estava a ser investigado desde Agosto, tendo a investigação culminado num mandado de detenção e numa busca domiciliária que resultou na apreensão de uma caçadeira de calibre 12 para a qual o suspeito não tinha licença de uso e porte de arma.
    No dia seguinte a mesma força militar deteve um homem de 25 anos por tráfico de estupefacientes na Benedita. A detenção surgiu no decorrer de uma acção de patrulhamento em que o condutor de um veículo adoptou um comportamento suspeito no momento da abordagem. A GNR detectou 90 doses de haxixe e 620 euros em numerário e o detido ficou sujeito ao termo de identidade e residência.
    A 26 de Novembro, no Carvalhal (Bombarral), foram detidos em flagrante delito dois homens, de 22 e 34 anos, por furto em interior de residência. Os suspeitos já tinham cometido um furto no interior de uma residência em Turquel (Alcobaça). A GNR foi alertada através de uma denúncia e encetou as buscas, tendo-os apanhado no Carvalhal. Foram recuperadas 10 baterias de carro, uma motosserra e peças e cabos em cobre.
    Os detidos já tinham antecedentes criminais por furto e roubo com recurso a arma de fogo, tendo já cumprido pena de prisão efetiva. Os dois foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência.
    O Núcleo de Protecção Ambiental das Caldas apreendeu 13 cães de raça potencialmente perigosas e 40 aves furtadas na Moita, Marinha Grande e Maceira. As aves haviam sido furtadas em São Martinho do Porto e Porto de Mós.
    A GNR realizou duas buscas não domiciliárias e identificaram um homem que é suspeito de furtar as aves que se encontravam em espaços exteriores às residências, como varandas e anexos.
    Entre as aves recuperadas, estavam 32 periquitos ingleses, seis caturras e dois papagaios amazona aestiva, que foram restituídos aos proprietários.
    Além destes, foram apreendidas 14 aves por falta de registos para detenção de espécies exóticas (periquitos e papagaios), dez por falta de registo de criador (pintassilgos, bicos de acre e verdilhão) e cinco por falta de autorização do ICNF (quatro faisões e um tordo malhado).
    Na mesma acção, o SEPNA apreendeu 13 cães de raça pit-bull por falta de licença para criação ou reprodução desta raça perigosa. Um homem, de 23 anos, foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência. I.V.

  • Centro de acolhimento temporário assinalou 20 anos

    O Centro de Acolhimento Temporário da Santa Casa da Misericórdia das Caldas assinalou, no passado dia 24 de Novembro, o seu 20º aniversário com um através de um jantar de angariação de fundos no restaurante O Paraíso do Coto.
    No evento, ao qual aderiram 180 pessoas, o provedor da Santa Casa, Lalanda Ribeiro, explicou que esta resposta social tem um resultado financeiro deficitário todos os anos, tendo em conta que os seus utentes não pagam mensalidade. Para ajudar na sustentabilidade do espaço foi feito um leilão de peças de arte oferecidas pelas artistas Bolota, Vera Gonçalves e Rita Frutuoso, que rendeu 500 euros a favor das crianças. Ao todo, foram angariados 1710 euros, valor que “superou as expectativas”, refere a Santa Casa em nota de imprensa.
    O jantar foi ainda palco de agradecimento e prestação de homenagem a diversas pessoas e entidades que, ao longo destes 20 anos, têm contribuído, para ajudar a criar as melhores condições para estas crianças e jovens acolhidas.
    O Centro de Acolhimento Temporário é gerido pela Santa Casa da Misericórdia e financiado e supervisionado pelo Instituto de Segurança Social. A instituição acolhe 15 crianças e jovens por ordem do Tribunal de Família e Menores ou com acordo das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens.

  • The English Centre recolhe presentes de Natal

    Está a decorrer a XIII Operation Christmas Present do The English Centre. O objectivo é recolher bens de primeira necessidade, brinquedos e jogos didáticos para serem entregues no Lar de Infância e Juventude do Centro de Acolhimento Temporário da Santa Casa da Misericórdia das Caldas.
    A escola de línguas apela aos seus alunos e familiares, mas também ao público em geral.
    Esta iniciativa decorre entre 3 e 14 de Dezembro. Alguns dos bens doados podem ser usados, desde que em bom estado. Segundo os técnicos da instituição, as maiores necessidades são de material escolar, produtos de higiene, jogos didáticos, roupa e livros juvenis.

  • Recolha para o Banco Alimentar do Oeste neste fim-de-semana

    Nos dias 1 e 2 de Dezembro vai realizar-se mais uma campanha de recolha de alimentos promovida pelos bancos alimentares. Na região, a iniciativa é promovida pelo Banco Alimentar do Oeste (BAO) e decorre nos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Nazaré e Peniche.
    Ao longo do fim-de-semana, os voluntários vão estar à porta de cada superfície comercial que colabora com esta causa, devidamente identificados com autocolantes ou t-shirts do Banco Alimentar, disponibilizando os sacos com o respectivo logótipo, convidando todos a aliar-se a esta iniciativa.
    A participação é simples: basta colocar no saco fornecido os bens alimentares que se deseje, de preferência produtos não perecíveis (leite, arroz, massas, óleo, azeite, açúcar, farinha, conservas) que serão, mais tarde distribuídos mensalmente aos necessitados através das 61 IPSS´s ou de grupos de voluntários com as quais Banco Alimentar Contra a Fome do Oeste tem acordos. Na região Oeste são ajudadas cerca de 10.000 pessoas carenciadas.
    Este ano, a campanha cobre também freguesias onde quem não se possa deslocar às grandes superfícies poderá, ainda assim, colaborar, como na Praça da Fruta das Caldas da Rainha, através dos voluntários do BAO que recolherão os donativos oferecidos.
    O Banco Alimentar disponibiliza outras possibilidades de doação, como é o caso da campanha on-line, em que as pessoas podem fazer o seu donativo em www.alimentestaideia.net, entre 29 de Novembro e 9 de Dezembro.
    Estão igualmente disponíveis nas caixas dos supermercados vales alimentares que são pagos no acto da compra e, posteriormente, reconvertidos em alimentos. Estes vales podem ser adquiridos entre os dias 29 de Novembro e 9 de Dezembro.

  • Recolha solidária de pilhas usadas

    Encontra-se a decorrer, até ao final do ano, uma recolha solidária de pilhas usadas, dinamizada pela OesteCIM em parceria com a Novo Verde e a ERP Portugal e que assinala a Semana Europeia da Prevenção de Resíduos. A iniciativa destina-se às escolas e empresas dos 12 municípios oestinos. Também os particulares interessados em participar poderão fazê-lo, entregando as suas pilhas numa das escolas ou empresas dos vários municípios.
    Por cada 500 Kg de pilhas usadas recolhidas, serão doados 250 euros a instituições de cariz social de cada um dos municípios, traduzidos em bens essenciais e obras sociais.
    De acordo com a OesteCIM, o valor do donativo a atribuir em cada um dos municípios vai corresponder ao somatório de pilhas recolhidas nas escolas e empresas e as 12 instituições serão sorteadas no final da iniciativa.

  • Em Portugal os melhores solos têm sido usados para construção

    Em Portugal os melhores solos têm sido usados para construção

    Como desenvolver uma agricultura mais sustentável que não ponha em risco os recursos para as gerações vindouras? Foi esta a pergunta que serviu de mote para mais uma acção do PS das Caldas da Rainha, que no passado dia 22 de Novembro juntou especialistas do sector na Biblioteca Municipal.
    Eugénio Sequeira, presidente da Liga da Protecção da Natureza (LPN), destacou que, para que o desenvolvimento seja sustentável, é preciso que nenhum recurso seja consumido ou degradado em taxa superior à taxa de reposição pela natureza. O investigador, que cavou, semeou, plantou e colheu por todo o país, falou da degradação dos solos e lamentou que os melhores solos tenham sido utilizados para construção. “Portugal é o país com mais área construída. Temos mais de 1,5 milhões de casas devolutas e feitas nos melhores solos”, disse, especificando que o Oeste é um exemplo desse desaproveitamento da boa terra para cultivo.
    Outro dos recursos que precisa de ser usado de forma racional é a água. Eugénio Sequeira falou do impacto da construção de barragens e defendeu que as de menor eficiência sejam desmontadas. O responsável falou também sobre o projecto do Alqueva no Ribatejo, que considera que “não é sustentável”.
    Também Carlos Mendonça, engenheiro electrotécnico e estudioso das questões agrícolas, falou sobre este projecto que pretende, através da água do Tejo, resolver as carências de água no Ribatejo e prolongar a rede também à região Oeste. Disse que isso aumenta a dependência de Espanha, a qual pode “fechar a torneira” a qualquer momento. Contudo, o especialista disse “não querer tomar já uma posição definitiva” pois ainda está por fazer o estudo profundo desta solução à custa de açudes e mini-hídricas.
    Carlos Mendonça chamou ainda a atenção para o facto da crescente escassez de água levar a que cada vez se vá mais fundo nos aquíferos para obter água doce. Além disso, essa água possui mais sais e menos qualidade.
    Para falar sobre a Praça da Fruta, outro dos temas do encontro esteve o casal Isa Nobre e Tiago Ferreira, que criou a marca Gramas com Sabor e que comercializa as suas empadas e bolachas na Praça da Fruta. A jovem vendedora referiu que as obras que foram feitas no mercado, com a substituição do piso e uniformização das barracas, não resolvem os problemas de quem ali está diariamente. “Quando chove não é nada prático, nem para os vendedores nem para os compradores”, exemplificou.
    No encontro, onde participaram cerca de 20 pessoas, foi ainda mencionada a acção de fiscalização feita naquele mercado no dia anterior, que gerou reacções diversas entre o público. Se, por um lado, houve quem considerasse que é necessário um controle da segurança alimentar, outros acham que é um exagero e chamaram a atenção para o facto de tantas exigências retirarem a ligação directa à terra, que é característica de muitos dos produtos ali são comercializados.
    Foi também destacado que a Praça da Fruta é uma característica histórica da cidade e que deve ser aceite em função disso.

  • Municípios do Oeste no caminho da modernidade

    Está em curso um processo de modernização administrativa nos 12 municípios do Oeste. Numa primeira fase será colocado wi-fi de acesso público em vários pontos estratégicos da região do Oeste, não estando ainda definidos os locais.
    Entretanto, e no âmbito do mesmo projecto, já foi lançado o concurso público para gestão de backups nas câmaras municipais, que permite uma proteção e recuperação de informação de forma mais eficaz. As propostas serão abertas em Dezembro deste ano.
    Antes do fim do ano deverá estar concluída a desmaterialização dos processos nas autarquias através da instalação de soluções informáticas (tornando esta a primeira região do país a desmaterializar a parte urbanística das autarquias).
    No próximo ano deverá ser adquirido um Sistema de Informação Geográfica, uma aplicação informática de mapeamento que poderá ser utilizada ao nível da protecção civil, urbanismo, turismo, apoio ao investimento, entre outros.
    A Comunidade Intermunicipal do Oeste (Oeste CIM), que é a entidade promotora do projecto intitulado “Oeste Digital 3.0”, refere em comunicado que “pretende melhorar os serviços online prestados aos cidadãos” e que “vê a prestação de serviços online e a desmaterialização de processos como fundamentais para o crescimento da região”.
    Com este projecto os cidadãos perdem menos tempo quando necessitam de questões camarárias e as autarquias reduzem a necessidade de trabalhadores em pelo menos 25%.
    A OesteCIM considera “essencial haver um alinhamento dos 12 municípios para conseguir uma solução tecnológica comum que possibilite a libertação de recursos e a redução de custos, através da partilha de serviços”.
    O projecto intitula-se “Oeste Digital 3.0” e é apoiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

  • Recolha de sangue na ESE

    No dia 4 de Dezembro realiza-se uma colheita de sangue e dador de medula óssea na Escola de Sargentos do Exército das Caldas entre as 9h00 e as 12h30. A recolha é promovida pela Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Caldas da Rainha (ADBSCR) com o apoio do Instituto Português do Sangue (IPST).
    A iniciativa está aberta aos alunos e funcionários da ESE e a todos os que queiram aderir.

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