Category: Sociedade

  • Há novos espaços de apoio ao estudo e às artes nas Caldas

    Há nas Caldas novos espaços dedicados ao apoio ao estudo ou ateliers onde crianças, jovens e adultos podem aprender a especializar-se numa vertente artística. Gazeta das Caldas foi conhecer alguns projectos que mudaram de lugar ou de conceito e dá a conhecer aos pais e encarregados de educação quanto podem custar explicações, aulas de apoio ao estudo ou de aprendizagem artística.

    Abriu portas na Rua da Praça de Touros, por cima da Pizzaria Novo Mundo, a Brain Academy que se assume como especializada na aprendizagem e desenvolvimento.
    A diretora, Mariana Coelho, é caldense e formou-se em Psicologia da Educação, Desenvolvimento e Aconselhamento. Nos últimos anos, a psicóloga de 31 anos, foi professora universitária em Angola, coordenadora pedagógica da licenciatura em Psicologia e Didáctica.
    Mariana Coelho diz que chegou o momento de abrir o seu espaço, apostando “num conceito de educação e desenvolvimento diferenciador”. A Brain Academy oferece apoio ao estudo (individualizado ou em pequenos grupos). A cada aluno que entra é feito um plano individual de estudo. “Usamos a Metodologia MSC (Metodologia Social e Cognitiva) pois além das competências de estudo, os nossos alunos também desenvolvem as suas componentes sociais e emocionais”, disse Mariana Coelho, acrescentando que para alguns estudantes é necessário “aprender a aprender”.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Esta academia funciona em horário alargado, das 8h00 às 21h00 e destina-se a alunos do 1º ciclo ao secundário. “Os pais podem escolher um pack mensal à medida das necessidades dos seus filhos, que podem vir uma a cinco vezes por semana”, disse a psicóloga, acrescentando que os responsáveis da academia reúnem periodicamente com os encarregados de educação e quando é necessário, recomendam explicações aos alunos que precisam de ajuda específica em determinada disciplina.
    Paralelamente, a academia tem também o serviço de Psicologia. São feitas avaliações psicológicas e psicopedagógicas, assim como elaboração de relatórios a pedido de diferentes entidades desde escolas, pediatras ou tribunais. Também realizam consultas de intervenção a crianças e jovens com problemas de comportamento, atenção e hiperactividade, dislexia e sobredotação. Há também o serviço de aconselhamento parental e de orientação escolar e profissional.
    Sob responsabilidade da caldense Mónica Gaspari, especialista na área de recursos humanos e formação, está a ser criada a Brain Training & Development que se vai dedicar à formação, para empresas e instituições que queiram investir no seu capital humano.
    Na Brain Academy as aulas de apoio ao estudo podem custar entre os 36 euros (1h30 por semana) até 135 euros por mês, para um aluno que vá para a academia todos os dias da semana.

    A importância de brincar

    A Academia de Aprender – situada na Rua Raul Proença 58, 1º andar – iniciou a actividade no ano passado, mas era mais direcionada para o desenho. “Este ano fizemos um up-grade das actividades, acrescentando sala de estudo, apoio individual e explicações”, disse Jorge Pina que, com a mulher, Célia Pina, são os responsáveis pelo espaço. Pretendem ajudar os alunos desde o 1º ciclo até ao 3º ciclo, permitindo-lhes sucesso no percurso escolar. Oferecem actividades lúdicas, como jogos de tabuleiro, jogos electrónicos e actividades ao ar livre.
    “É preciso também ter tempo para brincar”, alertou Isabel Miguel, professora de 1º e 2º ciclo que agora trabalha a tempo inteiro na Academia do Aprender. A docente deixou o ensino público onde acha que há cada vez mais conteúdos para leccionar e cada vez menos tempo para o fazer. Defende que a brincar também se aprende muito e “se desenvolvem competências e aptidões”.
    Na Academia do Aprender trabalha-se para o sucesso escolar dos estudantes, assim como “pela sua felicidade e autoestima”, referiu a docente.
    No apoio ao estudo trabalham com grupos pequenos, cinco a seis elementos no máximo para que consigam alcançar bons resultados escolares.
    Jorge Pina é professor de Informática no secundário. “Vejo que no espaço escola há cada vez menos autonomia e liberdade”, disse. Na sua opinião, os alunos “saem saturados das aulas” e precisam destes tipos de espaços que os apoiam “a nível educativo, mas onde é também um espaço onde gostam de estar”.
    Nesta academia funcionam aulas de desenho com Sofia Coto.
    Na Academia de Aprender as mensalidades podem variar entre os 28 euros (uma hora e meia por semana) até aos 140 euros (vindo todos os dias da semana) e o espaço oferece packs que englobam apoio a estudo e actividades lúdicas, onde providenciam também o lanche aos alunos. As explicações têm preços que variam entre os 10 e os 15 euros, dependendo da disciplina.
    Neste espaço, além de oferecer actividades para as Férias de Natal, Páscoa e durante o Verão, também se prestam serviços de informática, sobretudo a nível institucional.

    Aprender a fazer cartoon

    Abriu no dia 1 de Setembro, o espaço Desenhos do Bruno, da responsabilidade do cartoonista Bruno Prates. Antes, o autor esteve na Academia Desenhos do Bruno, espaço que agora é a Academia do Aprender.
    Neste novo espaço funcionam aulas de Desenho, de Cartoon, de Banda Desenhada, de Ilustração e de Caricatura. A idade mínima dos alunos é seis anos, mas também são aceites jovens e adultos. O aluno mais velho do atelier tem 34 anos.
    Além das aulas, é neste local que o cartoonista, Bruno Prates, colaborador da Gazeta das Caldas, desenvolve o seu trabalho de autor. As paredes do novo espaço estão cheias de propostas e funcionam como montra do tipo de trabalhos que se podem realizar.
    “O desenho é a base de tudo”, disse Bruno Prates, explicando que pretende leccionar a quem nunca desenhou como a quem pretende melhorar o seu traço.
    Segundo este professor, no local poderão decorrer oficinas de outras expressões, além das actividades para os pais.
    “Neste atelier aprende-se desenho tal como se aprende dança ou música”, disse o cartoonista, que quer auxiliar alunos interessados em seguir percursos artísticos. “Quando era miúdo e queria desenhar senti dificuldade por não ter um espaço deste tipo nas Caldas”, disse o autor.
    O espaço voltado para o exterior é envidraçado e permite aos transeuntes ver como funciona por dentro um atelier dedicado ao desenho. O atelier dispõe de um espaço de biblioteca para os seus alunos sobre cartoon, BD e sobre as Caldas.
    Também há uma galeria que agora tem uma exposição dos alunos e que, em Outubro, vai acolher “uma exposição de desenhos meus sobre o festival de Jazz do ano passado”, disse o cartoonista, acrescentando que está aberto a outras propostas artísticas.
    Outras das facetas do atelier é auxiliar os alunos que querem participar em concursos relacionados com desenho e expressão plástica. Uma das alunas do atelier, Sofia Carlos, de 11 anos, venceu recentemente uma menção honrosa no concurso da Visão Júnior que implicava fazer um comando para a Nintendo com materiais recicláveis. A caldense obteve uma menção honrosa com a sua proposta inspirada em animais e ganhou uma assinatura durante três meses da Visão Júnior.
    Frequentar as aulas nos Desenhos do Bruno (que fica na Rua 15 de Maio 1B r/c) custa 35 euros por mês, uma vez por semana (aulas de hora e meia). Dois dias por semana (três horas) custa 45 euros. As aulas decorrem entre as 17h00 e as 19h00 ou aos sábados entre as 10h00 e as 13h00.

    “Aprendem-se todas as técnicas de pintura”

    “Aqui ensinam-se todas as técnicas de pintura”, diz Minela Reis, a pintora e coordenadora da Tela – Espaço de Criação Artística que se mudou recentemente para a Rua General Amílcar Mota nº 16 r/c, em frente ao restaurante indiano. “Tive necessidade de mais espaço”, disse a artista que antes tinha estado na Rua 15 de Maio, próximo da Praça de Touros.
    Além da pintora ensinar a trabalhar a carvão, grafite, aguarela, óleo e técnicas mistas, há mais dois formadores que leccionam naquele espaço: o aguarelista António Bártolo e a professora Cláudia Santos. Esta última ensina pintura e fotografia, sobretudo a crianças.
    “Temos muitos alunos estrangeiros e alguns que vêm da ESAD”, disse Minela Reis que trabalhou durante vários anos, de forma colaborativa, em Óbidos.
    O espaço Tela tem espaço para vários cavaletes onde decorrem as aulas de pintura, mas também tem área de galeria e espaço para a realização de actividades culturais com palestras, lançamentos de livros ou eventos de poesia. Minela Reis gostaria de receber propostas de realizações culturais, assim como de quem queira expor pintura ou trabalhos de outras artes como, por exemplo, cerâmica.
    As aulas da pintora são frequentadas por quem mora no Oeste, mas não só. Este espaço de criação artística é frequentado por alunos que vêm de Santarém, Loures, Alcobaça e da Marinha Grande. “Cada pessoa leva o seu ritmo e tempo de aprendizagem”, disse a responsável, acrescentando que nas suas lições “não há ritmo de escola”.
    Minela Reis veio de Angola, mas vive há mais de 30 anos em Óbidos e aprecia ter gente de todas as idades nas sua aulas, onde se incluem jovens do secundário que querem seguir artes e vêm para este espaço para realizar as preparações técnicas para os exames que precisam.
    Cada aula de pintura na Tela tem a duração de quatro horas. O preço é de 50 euros mensais. As aulas de aguarela de António Bártolo – coordenador dos Encontros Internacionais de Aguarela das Caldas da Rainha que decorrem no CCC – custam 60 euros por mês. Cláudia Santos é professora e ensina pintura na Tela aos sábados. Aceita ensinar crianças até aos 16 anos e as aulas custam 45 euros por mês.

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  • Como perspectiva a Escola nos próximos 20 anos?

    Municipalização ajudará ao nepotismo

    Gazeta das CaldasAjustado o binóculo do tempo para a escola pública das próximas duas ou três décadas, o que vejo são os efeitos desastrosos de uma política que os nossos governantes iniciaram sensivelmente há cerca de 15 anos e que está a tornar impossível a vida dentro e fora das salas de aula.
    A profusão de legislação, alguma pouco exequível e até contraditória, vai continuar a infernizar o trabalho nas escolas. As mudanças sistemáticas de orientações programáticas e metodológicas motivarão hesitações nos professores relativamente às matérias que hão-de privilegiar, mesmo havendo definição de “Aprendizagens Essenciais”. A construção dos publicitados projectos “inovadores” a partir de retalhos velhos e diversos, de difícil ajuste entre si trará indecisões aos alunos, que não saberão escolher entre o que desejam e o que precisam. A criação de mega-agrupamentos sem critério, que juntaram realidades diferentes e distantes, tornando muitas vezes difícil conciliar vontades e interesses potenciará dificuldades de gestão e aumentará conflitos mais facilmente resolvidos numa escala menor. A prevista municipalização, rotulada agora de “descentralização”, há-de ajudar ao nepotismo e criar pressões sobre as estruturas de gestão dos agrupamentos e das escolas. E o desprezo a que os professores têm sido votados, tanto pelo poder político como pela opinião pública e publicada, acentuará o mal-estar que grassa entre a classe, influenciando negativamente o seu trabalho e diluindo a sua resiliência.

    António Almendra
    Professor de Português

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    O fim da turma como forma de organização

    Gazeta das CaldasNos próximos 20 anos, a educação continuará a ter professores e alunos. Aos primeiros, competirá cada vez mais a criação de situações que justificam o trabalho e o estudo dos segundos e, cada vez menos, a mera transmissão de informação.
    Para acomodar estas atividades, a sala de aula será um espaço mais mutável e flexível onde os manuais escolares e os livros em papel serão substituídos por dispositivos eletrónicos e pela Internet.
    O currículo mudará em alguns itens, mas a base essencial está estabelecida nas atuais disciplinas do ensino básico, ainda que os conteúdos sejam distribuídos por temas e projetos transversais. A programação de computadores será uma dimensão a acrescentar à matemática. As artes e as técnicas, as competências, o “saber fazer”, etc. desenvolvem-se com o domínio da informação e não no vazio.
    A individualização implicará o fim da turma como forma de organização que será substituída por pequenos grupos e a gestão do percurso escolar deixará de incluir a “retenção”.

    Luís Redes
    Professor de Português

    Veremos um ensino mais assimétrico

    É difícil perspetivar, mas se recuarmos 20 anos, conseguimos perceber que à parte da adaptação das novas tecnologias à nova realidade escolar e de reformas educacionais avulso patrocinadas pelas cores políticas, tudo o resto mudou pouco no que respeita aos objetivos gerais que a escola pretende alcançar.
    Vê-se hoje um ensino mais prático e técnico, mas será que isso traduz mais-valias individuais? Aparentemente sim, mas a realidade pós escola não é isso que mostra.
    Os alunos são importantes enquanto candidatos à frequência da escola, depois são pouco mais que números da estatística de sucesso exigida.
    Veremos um ensino mais assimétrico tendo em conta a condição social, com tentativa de oferta mais individualizada. Assistiremos a uma concorrência feroz pela angariação de alunos.
    Se queremos que a escola tenha um papel mais determinante na formação de cidadãos, é preciso que esta tenha uma utilidade e importância muito diferente da que tem hoje e isso não imagino nem daqui a 20 anos.

    Carlos Alves
    Professor de Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação

    (Re)pensar o ensino

    Perspetivar a Escola do Futuro não é tarefa fácil, nesta sociedade em constante transformação, escrava da ebulição tecnológica e onde a efemeridade prevalece. Ideais, políticas e crenças sofrem contínuas mutações e os valores surgem distorcidos.
    Nesta época de transição de paradigmas sociais, culturais, entre outros, em que os conflitos geracionais já não respeitam espaços temporais, importa questionar o futuro da educação e do ensino. Educar para quê? O que ensinar e como ensinar?
    Temos de (Re)pensar o ensino, a relação aluno/professor/escola, privilegiando a vertente humanista que tem caído no esquecimento, a favor, infelizmente, da apologia frenética da tecnologia. Não se pretende um professor “Velho do Restelo”, avesso ao avanço tecnológico, mas, antes pelo contrário, um docente capaz de entender a realidade dos seus alunos, capaz de formar cidadãos que aprendam com gosto, com emoção e com discernimento.
    Daqui a 20 anos, não me vejo a lecionar numa qualquer plataforma, através de um ecrã, projetando apenas conteúdos. Preciso do espaço da sala de aula, preciso do relacionamento com os alunos, preciso da partilha, preciso de alegrias, tristezas, encantamentos e deceções, preciso de sentir. Vejo-me a desafiar para a “humanização”.

    Catarina Rodrigues
    Professora de Português/Francês

    Gazeta das CaldasA desmaterialização da escola

    A escola existente daqui a 20 anos resultará das transformações sócio-culturais impostas pela sociedade do conhecimento, com o progressivo desaparecimento do papel da esfera educativa. No plano teórico-conceptual, tenderá a operar uma ruptura definitiva com o paradigma racional-moderno, valorizando-se as soft skills em detrimento das hard skills e das emoções em detrimento da razão. No campo metodológico, aprofundar-se-á o ensino baseado em redes de ensino e aprendizagem envolvendo alunos e docentes em fluxos transnacionais. Em consequência, a escola tenderá a uma desmaterialização e consequente supressão dos edifícios públicos – para os governos haverá significativa poupança em nome da redução do défice público – rompendo-se com o modelo da escola socializadora e construtora de cidadãos. Outra consequência, já visível, será o esfacelo da esfera privada e o aumento do controlo estatal sobre os indivíduos, que será potencialmente mitigado com a eventual recuperação do ensino doméstico, de tradição greco-romana. Admirável mundo novo.

    Miguel Santos
    Professor de História

    Aprender experienciando

    Gazeta das CaldasAs “minhas” escolas-futuro do 1.º ciclo, sem exceção, executam planos curriculares gerais de forma integrada e integradora; são tecnologicamente equipadas [não digo “estações espaciais”, apenas as condições necessárias para orientar as aprendizagens essenciais dos alunos, quer sejam de modo presencial e/ou até virtual, para que cada vez menos alunos e cidadãos, fiquem para trás];- praticam o lema: Aprender experienciando.
    As escolas não podem depender de voluntarismos erráticos; precisam, ao invés, de se adaptar física e tecnologicamente; ter gestão responsável, responsabilizada, e apreciada também; e dispor de mais/adequados recursos humanos (professores, técnicos, auxiliares, psicólogos, etc) formados e motivados para trabalharem em equipa.
    Nestes 16 anos como professora já vi de tudo um pouco, faltar-me-á ver muito, espero; porque assim ensinam os que também querem aprender, assim eu faço e mostro aos meus alunos. Vivendo e aprendendo.
    Acordo todos os dias, seja em que morada for, feliz por ir dar aulas aos meus alunos na “minha” escola do futuro!

    Maria da Silva Gomes
    Professora do 1.º ciclo

    Papel activo na promoção da saúde

    Gazeta das CaldasNos próximos 20 anos a escola terá que encontrar os meios que permitam o desenvolvimento de sensações de bem estar tanto para quem ensina, como para quem aprende. Vivemos tempos em que os professores e a sua carreira têm sido repetidamente vilipendiados, o que levou a um menosprezo gradual do seu papel. É necessário valorizar e definir junto da sociedade a função dos docentes, pois a sua definição é fundamental para o relacionamento que tem que se criar entre professores e alunos. É essencial adaptar a escola e os seus currículos às novas realidades e aos interesses dos alunos, e conseguir introduzir as tecnologias que estes usam no seu dia a dia, de modo a que sejam uma ferramenta e não uma distração. O processo ensino/aprendizagem deverá proporcionar aos alunos experiências que os ajudem a desenvolver a sua criatividade.
    Sendo o aumento da obesidade infantil um problema do presente, a escola deverá ainda assumir um papel mais activo na promoção da saúde, estimulando o desenvolvimento de hábitos de vida de saudável, que passa obrigatoriamente pelo aumento do número de horas de prática de actividade física.

    Luís Lalanda Ribeiro
    Professor de Educação Física

    Do muito positivo ao caótico

    Partindo da “Quarta Revolução Industrial” em curso, prevê-se que os resultados na sociedade da generalização das tecnologias possa oscilar entre extremos (do muito positivo ao caótico), com consequências no imperativo da igualdade de oportunidades. Há, contudo, uma zona cinzenta na prospecção detalhada. A escola integra esse universo de incertezas. Por exemplo, os professores não constam das profissões em “crescimento” ou propensas a desaparecerem com a automatização. Mas muitas outras constam, o que ajuda a organizar a escola do futuro – currículos, ofertas e programas de orientação profissional -, com forte referência à dimensão civilizada, democrática, desburocratizada e autónoma.
    A regra, a finalidade e a exigência são património da cultura da escola, em paralelo com o erro, o drama, o afecto e a amizade. Para alunos, professores e outros profissionais, construir bons modelos de aprendizagem será sempre uma tarefa árdua. Por isso, a ideia de escola nunca prescindirá do dever de apoiar as necessidades de uns e de outros.

    Paulo Prudêncio
    Professor de Educação Física

    Privilegiar competências Transversais

    Tendo em conta que a evolução social é galopante e que estamos a falar de educar crianças e jovens para um futuro desconhecido, com profissões que passaram a ter uma dimensão global e outras que ainda não existem, perspetivo que a escola terá de adaptar os currículos e as formas de ensinar, privilegiando o desenvolvimento de competências que são e serão sempre importantes e transversais em qualquer profissão, em qualquer lado do mundo, como sejam a capacidade de adaptação, de trabalhar em equipa, de questionar, de resolver problemas, a criatividade, a responsabilidade, etc.
    Enfim, penso que este processo está em curso, tendo em atenção, por exemplo, as alterações legislativas já para este ano letivo, na tentativa de adequar o perfil dos alunos na saída da escolaridade obrigatória à complexidade dos desafios que lhes vão surgindo. É para seguir este caminho, dando o maior e melhor contributo possível à educação, que trabalhamos todos os dias!

    Mariana Maia
    Professora de Direito

    Uma Escola mais inclusiva

    Gazeta das CaldasAo pensar como perspetivo a Escola nos próximos 20 anos, não posso deixar de pensar no que aconteceu nos últimos 20. Na minha área, na educação especial, verifico que os professores têm vindo a preocupar-se com os alunos com dificuldades e a envolver-se na procura de soluções, existindo maior sensibilidade do que havia há 20 anos atrás.
    Nos próximos 20 anos, acredito que as mudanças serão mais acentuadas até porque vamos iniciar uma nova legislação. Perspetivo uma escola mais inclusiva que cria, de facto, oportunidades para todos os alunos aprenderem independentemente da dificuldade ou da deficiência. Acredito que a escola irá ter capacidade organizativa para criar valências e percursos que permitam que todos os alunos tenham sucesso e que haverá mais autonomia das escolas na definição dos currículos. A obrigatoriedade de todos os jovens frequentarem a escola até ao 12º ano vai obrigar a encontrar respostas educativas diversificadas.

    Maria Leonor Pereira Pires
    Professora de Educação Especial.

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  • “Nova” escola de Tornada pronta para receber 31 crianças

    “Nova” escola de Tornada pronta para receber 31 crianças

    O edifício do jardim-de-infância e escola básica de Tornada foi inaugurado na tarde de 14 de Setembro, depois das obras de requalificação de que foi alvo. A intervenção, orçada em cerca de 200 mil euros, demorou cerca de dois anos, período durante o qual as crianças tiveram aulas no grupo desportivo da localidade.
    Durante a inauguração, o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, destacou a aposta do município numa educação de proximidade.

    Uma dezena de alunos do pré-escolar e 21 do 1º ciclo começaram esta semana as suas aulas numa escola mais bonita e com melhores condições físicas para a aprendizagem. A intervenção, que custou cerca de 200 mil euros (130 mil garantidos por fundos comunitários) e que tinha um prazo de execução de seis meses, acabou por demorar dois anos a concretizar por causa de dificuldades da empresa responsável pela obra, GAR-Five, Lda, do Fundão.
    Houve um acordo tácito entre a autarquia e a empresa no sentido destes concluírem os trabalhos, sem que fosse accionada a garantia bancária (sob pena dos trabalhos ficarem suspensos). De acordo com

    Gazeta das Caldas
    Dezenas de pessoas marcaram presença na inauguração da escola depois da requalificação

    o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, se tivessem rescindido contrato com a empresa e lançado novo concurso, teria demorado mais tempo e os custos seriam acrescidos.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    O autarca aproveitou a inauguração para agradecer aos pais e ao Grupo Desportivo de Tornada, que possibilitou as condições para as aulas decorrerem nas suas instalações durante o período em que decorreram as obras.
    O presidente da Câmara falou também da aposta que o município faz numa educação de proximidade, ao investir na requalificação das escolas do 1º ciclo pelo concelho. “Estamos convictos de que estabelecimentos de dimensão exagerada, grandes centros escolares, não são uma boa política em termos de educação”, disse Tinta Ferreira, que é favorável à proximidade entre professores, alunos e famílias na concretização do processo educativo.
    Referindo-se concretamente a Tornada, o autarca disse que ao invés de discutirem se valia a pena encaminhar os alunos para outras zonas, entenderam que sendo esta localidade a sede da União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto, fazia todo o sentido ter o estabelecimento de ensino a funcionar. Tinta Ferreira diz estar consciente de que há oscilações do número de alunos de ano para ano e que a natalidade não está a aumentar. Contudo, dada a proximidade da localidade às Caldas e o crescimento do sector da construção na freguesia, está confiante de que a escola terá condições para continuar a funcionar. Deixou, por isso, um apelo aos pais para que se interessem por aquela escola, que agora está como nova, e ali inscrevam os seus filhos.
    Também os presidentes da União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto, Arnaldo Custódio, e do agrupamento de escolas D. João II, Jorge Graça, destacaram a requalificação de que a escola foi alvo e mostraram o seu agrado com a continuidade do seu funcionamento em Tornada.

     

    Mais obras em escolas básicas

    Em Janeiro do próximo ano deverá começar a obra de requalificação da Escola Básica da Encosta do Sol. Depois de um primeiro concurso ter ficado deserto (por nenhuma empresa concorrer com o valor proposto), já foi feito um segundo concurso e a obra será executada por um valor de 1,4 milhões de euros, após o visto do Tribunal de Contas. De acordo com Tinta Ferreira a obra deverá estar totalmente concluída no início do ano lectivo 2020/2021, mas as aulas irão decorrer durante a intervenção, dado que esta será feita de forma faseada.
    Está também a ser elaborado o projecto para a requalificação da escola do Avenal, cujo concurso deverá ser aberto no primeiro trimestre do próximo ano. A Câmara está ainda a começar os levantamentos topográficos e os estudos para a construção de um pequeno centro escolar em A-dos Francos, de forma a poder juntar os alunos daquela freguesia.

    Infiltrações nas escolas de Santa Catarina e de A-dos-Francos resolvidas

    Gazeta das Caldas
    Em Março deste ano, Gazeta das Caldas noticiou as infiltrações graves
    na escola de Santa Catarina

    No início do ano lectivo estão resolvidos os problemas de falta de manutenção em algumas escolas. Em Santa Catarina o telhado da escola foi reparado, tendo sido colocado um novo revestimento para a impermeabilização, numa obra de 4500 euros que ficou concluída em finais de Agosto.
    Em Março deste ano Gazeta das Caldas tinha noticiado as más condições naquela escola, onde as infiltrações ameaçavam danificar a estrutura. A chuva caía pelos tectos, depois de se infiltrar nas quatro clarabóias do edifício principal. O problema surgiu pela primeira vez em 2001, mas no ano seguinte foi colocado um barramento que resolveu a questão. Só que essa solução tinha uma validade de dez anos e passaram 15 sem nada ter sido feito. Até agora.
    Os problemas de infiltrações ficaram, assim, resolvidos naquele estabelecimento de ensino ainda antes do início do ano lectivo. O mesmo aconteceu na escola de A-dos-Francos, onde já não chove nos contentores exteriores. Segundo disse Alexandra Reis, da direcção do Agrupamento Bordalo Pinheiro à Gazeta das Caldas, o problema foi resolvido.
    Em Abril deste ano, na sessão pública da Câmara das Caldas, a oposição PS havia alertado para a necessidade de obras nos contentores exteriores da Escola Básica de A-dos-Francos, que apresentavam infiltrações graves. Também ali se recorria aos baldes para conter a água.

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  • Gabinete da Educação vai acompanhar ano escolar na Nazaré

    A Câmara da Nazaré vai disponibilizar um gabinete de apoio a alunos, pais e encarregados de educação do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico. Este irá funcionar no edifício da Biblioteca Municipal de segunda a sexta-feira, entre as 9h30 e as 13h00 e das 14h00 às 18h00.
    De acordo com nota de imprensa da autarquia, este serviço tem por objectivo informar a comunidade sobre o funcionamento dos vários aspectos do ano lectivo e dos serviços prestados pela autarquia durante as aulas e as pausas escolares. Os transportes, a supervisão do recreio na hora de almoço, acompanhamento dos alunos na realização dos trabalhos de casa, apoio social e ao estudo, são alguns dos assuntos que os encarregados de educação podem ali tratar.
    Neste novo ano lectivo funcionam no concelho da Nazaré o centro escolar e três jardins de infância, assim como o centro escolar de Valado dos Frades e dois jardins de infância e as escolas do ensino básico de Famalicão e pré-escolar.
    Todos os equipamentos foram alvo de readaptações, beneficiações e reequipamento no ano lectivo anterior, nomeadamente ao nível das coberturas exteriores e a colocação de equipamentos no recreio, assim como a instalação de novas ferramentas digitais de apoio ao estudo.

  • Quase metade dos professores do ensino público tem mais de 50 anos

    Quase metade dos professores do ensino público tem mais de 50 anos

    Em 2015/16 dos 112.338 professores que leccionavam no ensino público apenas 399 tinham menos de 30 anos. Um cenário que muda completamente de figura quando se olha para os professores com mais de 50 anos: 51.649, ou seja, praticamente 46% dos docentes.
    Dados que preocupam Manuel Micaelo, professor das Caldas da Rainha e dirigente do Sindicato de Professores da Grande Lisboa (SPGL), que defende medidas legislativas mais favoráveis para a classe, com o combate à precariedade e uma redução da carga horária dos professores em fim de carreira, para acompanhar os docentes jovens na adaptação à escola.

    “Às vezes pedem-nos [ao sindicato] professores mais novos para representarem a classe em encontros de jovens e nós não temos, a não ser que os consideremos jovens até aos 40 anos”, ironiza Manuel Micaelo, tendo por base os dados da OCDE, que dizem que apenas 1% dos docentes portugueses tem menos de 30 anos.
    De acordo com os números do documento, entre 2005 e 2016 a percentagem de docentes com mais de 50 anos aumentou 16% em Portugal, enquanto no espaço da OCDE a subida foi de apenas 3%. Representavam, ao todo, 38% de todos os que estavam a dar aulas no ensino básico e secundário. Por outro lado, apenas 1% tinha menos de 30 anos, contra uma média na OCDE de 11%.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    “Praticamente não há professores novos e isso acarreta uma série de problemas”, diz Manuel Micaelo, acrescentando que a situação irá rebentar na próxima década. Entende que não se criam condições para ingresso e, por outro lado, há precariedade. “Pessoas mal pagas, a irem para muito longe e sem estabilidade nenhuma, com contratos precários e horários incompletos”, explica, acrescentando que nos últimos anos cerca de 21 mil jovens docentes abandonaram a profissão – uns foram para o estrangeiro e outros estão a trabalhar até como caixas nos supermercados.
    O dirigente sindical ainda não conhece os dados das colocações deste ano, mas diz que é provável que haja grupos disciplinares que não tenham professores para garantir as aulas. “Há locais, como Lisboa e Porto, onde as pessoas gastam mais no alojamento do que ganham. Ninguém aceita um horário incompleto num sítio onde vai gastar mais para alugar um quarto do que o seu ordenado”, denuncia, fazendo notar que existe um desrespeito pelos professores que põe em causa a escola pública.

    Menos procura pelos cursos de ensino

    O dirigente sindical refere que actualmente a docência é uma área que não é atractiva para os jovens e isso vê-se no número de candidatos ao ensino superior. Dados divulgados recentemente pela Direcção Geral do Ensino Superior mostram que as áreas de formação de professores colocaram apenas 693 estudantes na primeira fase, deixando por preencher quase metade das vagas. Estes cursos foram a primeira opção para 519 candidatos, “uma quebra acentuada face a 2017”, revela o dirigente sindical, acrescentando que os “os alunos não querem ir para os cursos e a idade da reforma tem vindo a aumentar todos os anos”.
    De acordo com Manuel Micaelo, enquanto que até 2005 os professores do 1º ciclo e educadores de infância não podiam aposentar-se depois dos 65 anos, agora só podem fazê-lo a partir dos 66 anos e uns meses, caso contrário sofrem penalizações nas pensões.
    O dirigente do SPGL considera que nos próximos anos haverá um número muito elevado de professores a aposentar-se e, “não havendo este passar do testemunho, haverá uma altura em que teremos sérios problemas”. Defende, por isso, medidas legislativas para que os professores possam ter uma carga horária mais leve nos últimos anos, ao mesmo tempo que acompanham os docentes jovens na adaptação à escola. Por outro lado, entende que os mais novos devem ir tomando conta de cargos de coordenação, que normalmente são sempre entregues aos docentes com mais anos de serviço.
    Manuel Micaelo acrescenta ainda que um docente com 65 anos, apesar de possuir todas as competências, tem limitações físicas que lhe dificultam o trabalho, dando os exemplos das educadoras de infância e professoras primárias.
    Trata-se, na sua opinião, de um desrespeito do governo para com a classe dos professores, mas que não encontra correspondência junto dos pais e alunos, tendo em conta um inquérito feito recentemente e que mostra que esta é uma das mais respeitadas.

    A universidade da avó

    A história passou-se na semana passada, à porta de uma escola secundária das Caldas da Rainha, em dia de reunião geral de professores. Uma criança de 13 anos passava no local com a mãe e pergunta-lhe que ajuntamento era aquele.
    “Deve ser uma reunião de professores, filha”, explica a mãe.
    “Ah! Pensava que era uma excursão da universidade [sénior] da avó”.

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  • Rui e Joana: a história de um casal de professores que sonha dar aulas pelo mundo fora

    Rui e Joana: a história de um casal de professores que sonha dar aulas pelo mundo fora

    Rui Marques é caldense. Joana Portela, natural de Sintra. O jovem casal de professores partilha com a Gazeta das Caldas o seu testemunho de emigrantes que um dia espera regressar a Portugal.
    A aventura começou na China, atualmente desenrola-se no Qatar, mas o objetivo é continuar a crescer profissionalmente em novos países até fazer as malas de volta às Caldas da Rainha.

    Normalmente comprar orégãos num supermercado é uma tarefa simples. Encontramos o corredor das ervas aromáticas, pegamos no frasco e dirigimo-nos à caixa para pagar. Levamos o quê? Cinco minutos, se não houver muita fila. Mas na China, do outro lado do mundo, algo tão simples como comprar orégãos pode tornar-se um verdadeiro desafio. “Os supermercados têm três andares e assim que os chineses percebem que somos estrangeiros, mostram-se pouco disponíveis para ajudar”, conta o caldense Rui Marques, acrescentando que nem fotografias ou traduções se mostraram úteis quando viveu esta situação.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Rui Marques tem 37 anos, é professor de Educação Física e em 2015 aceitou uma proposta que o levou até Pequim. O caldense descreve a experiência como “um passo de fé”, embora reconheça que emigrou em condições muito diferentes da geração dos seus pais, por exemplo, que se aventurou “a salto” para França. Na China, além de um bom leque de palavras em mandarim, foi obrigado a acrescentar uma nova palavra ao seu dicionário: resiliência.
    Nos primeiros tempos é preciso ser paciente porque a comunicação é difícil (poucas pessoas sabem falar inglês) e o cidadão chinês não é tão simpático como o português. “Não existe o calor humano que encontramos no nosso país, e embora os chineses sejam muito boa gente, ao princípio não se aproximam muito”, revela Rui Marques, confessando que a adaptação inicial foi “dura”.
    Viu-se sozinho no meio de uma multidão avassaladora, numa cidade onde nunca há silêncio e em que é preciso usar máscara quase todos os dias da semana para conseguir respirar sem poluição. “Depois de te habituares, começas a aproveitar o dia-a-dia, consegues abstrair-te daquela gente toda, compreendes o que está escrito numa placa e sentes-te feliz”, explica o caldense, que antes de partir para Pequim trabalhava na Câmara de Óbidos.
    À procura de novos desafios profissionais, Rui Marques pediu licença sem vencimento, inscreveu-se numa agência de recrutamento internacional – a Search Associates – e começou a construir um bom currículo. A oportunidade de leccionar numa escola primária na capital chinesa surgiu após centenas de candidaturas enviadas. Joana Portela, 33 anos, educadora de infância e sua esposa – natural de Sintra mas apaixonada pelas Caldas da Rainha – seguiu o mesmo caminho no ano seguinte.
    “Acho que tomámos a decisão de emigrar porque precisávamos de sair da nossa zona de conforto e tínhamos muita vontade de crescer profissionalmente, de conhecer novas realidades na área do ensino”, conta Joana Portela, realçando que a escola chinesa é muito diferente da portuguesa. Mais competitiva, os alunos são educados desde crianças para serem os melhores da sala de aula. Por isso, os pais investem bastante na educação dos filhos. “Eles são tantos, que ter um filho numa das melhores universidades do país é um grande motivo de orgulho”, explica a educadora, a quem impressionou o facto das crianças brincarem muito pouco no jardim de infância. “Passam a maior parte do tempo a fazer fichas. E embora a sala tenha imensos brinquedos, basicamente é como se estivessem em exposição porque os meninos raramente pegam neles para brincar”, revela.

    DA CHINA PARA O QATAR

    Depois da experiência na China, o casal decidiu o ano passado abraçar um novo desafio no Qatar (médio Oriente). Pequim deixaria saudades pelas amizades criadas com os colegas de trabalho – que costumavam socializar nas casas uns dos outros e juntar-se num bar que às quintas-feiras promovia noites de quizz –, pelo pato à Pequim e o frango com amendoins, ou pela velha mota que foi o meio de transporte para muitos passeios, incluindo até às muralhas da China.
    No Qatar, Rui Marques e Joana Portela dão aulas na escola que é frequentada pela família real. E o seu dia-a-dia é completamente diferente da rotina chinesa. Faz tanto calor que andar uma distância equivalente ao percurso entre o CCC e a Praça da Fruta é um verdadeiro pesadelo. As temperaturas são tão altas que o calor derrete a sola dos sapatos e o sol é tão brilhante que custa abrir os olhos na rua.
    Por outro lado, as pessoas têm sempre um sorriso na cara. São realmente simpáticas e a maioria fala inglês. O ambiente é mais cosmopolita que em Pequim e na escola há um enorme respeito pela criança, que é incentivada a brincar e a explorar a sua criatividade.
    Depois do calor, a segunda maior dificuldade no Qatar é circular na estrada. “Embora o povo seja bastante calmo, no trânsito torna-se impaciente e agressivo”, conta Rui Marques, que primeiro alugou uma pequena Suzuki Swift, mas rapidamente se apercebeu que era mais seguro conduzir um carro maior.
    Nos últimos dois anos, Rui e Joana também têm aproveitado as pausas do período lectivo para viajar: Harbin e Xangai (China), Japão, República Checa, Vietname, Indonésia, Tailândia e Turquia são os destinos que já visitaram.
    Sobre o futuro, o jovem casal só tem uma certeza: um dia querem regressar ao seu país. E essa certeza cresce sempre que vêm passar férias a Portugal. Até lá, não há nenhum país onde sonhem trabalhar como professores, por isso o objetivo é viver o dia-a-dia consoante as oportunidades que se forem atravessando no seu caminho.

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  • Vouchers permitem poupar até 160 euros nos manuais escolares

    Vouchers permitem poupar até 160 euros nos manuais escolares

    Os manuais escolares gratuitos chegaram este ano até ao sexto ano de escolaridade. Os vouchers emitidos pelo Ministério da Educação permitem poupanças de 50% no 1º ciclo do ensino básico, mas o valor aumenta bastante quando se tratam de alunos do 5º e do 6º ano, nos quais a poupança chega a cerca de 160 euros. Gazeta das Caldas fez as contas e diz-lhe quanto gastam os portugueses por aluno por cada ano escolar, do primeiro ao 12º ano. É entre o 7º e o 10º que os gastos são maiores, acima dos 300 euros.

    “Manuais escolares gratuitos” não significa que as famílias não precisem de gastar dinheiro no início do ano lectivo. É que para praticamente todos os manuais existem associados cadernos de fichas de exercícios e esses não estão incluídos na oferta do governo. No entanto, a poupança é significativa, sempre acima dos 50%.
    É no primeiro ciclo do ensino básico (entre o 1º e o 4º ano de escolaridade) que os pais menos gastam na aquisição dos livros escolares. O valor começa nos 26 euros para quem acede aos manuais gratuitos, e passa para o dobro para quem, apesar da oferta do Estado, prefere adquirir os manuais. Pode parecer um contrassenso ainda haver quem compre os manuais quando estes são oferecidos gratuitamente, mas isso continua a acontecer até porque os livros têm que ser entregues reutilizáveis, o que nem sempre é possível quando se trata de crianças do primeiro ciclo, e a consequência se não estiverem em condições é a obrigatoriedade da sua aquisição.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    No 2º ano o valor aumenta dois euros, para os 28 (ou 56 euros sem os vouchers). A introdução do Inglês no programa curricular faz aumentar a conta para cerca de 39 euros no 3º ano e de 42 euros no 4º ano. Sem os vouchers o valor sobe, respectivamente, para 81 e 88 euros.
    A entrada no segundo ciclo do ensino básico aumenta as disciplinas do programa curricular de quatro para nove e os custos disparam também. É, por isso, no 5º e no 6º ano que a carteira dos encarregados de educação mais “agradece” a oferta dos manuais escolares.
    Sem este desconto a aquisição dos livros poderia escalar para perto dos 230 euros nestes dois anos de escolaridade. Porém, como nem todos os manuais têm cadernos de fichas associados, o valor do desconto aumenta. Assim, a conta a pagar por quem adere aos manuais gratuitos fica-se entre os 65 e os 70 euros, ou seja, o valor poupado sobe para perto dos 70%.
    É na passagem para o 7º ano que a oferta dos manuais termina, pelo menos por enquanto, e neste ano de escolaridade há um agravamento considerável nos custos a assumir com os livros escolares. Nos três anos do terceiro ciclo do ensino básico (7º, 8º e 9º), os valores a gastar podem oscilar entre os 325 euros e os 340 euros.

    AUGE NO 10º ANO

    E os valores continuam a subir quando se chega ao ensino secundário regular. Os valores mais altos para os manuais escolares atingem-se mesmo no 10º ano, embora isso varie consoante a área escolhida. Quem segue o Curso de Ciências e Tecnologias é quem tem os gastos mais elevados. Tivemos como referência os alunos que seguem as disciplinas de Física e Química e, para estes, a conta sobe aos 365 euros. No curso de Línguas e Humanidades o valor é apenas 15 euros mais baixo, e desce para os 343 euros quando a opção são as Ciências Socioeconómicas, na vertente de Direito. Já quem segue Artes Visuais sente um alívio na carteira. A conta desce para a casa dos 260 euros.
    No 11º ano os valores baixam, graças à disciplina de Educação Física, cujo manual adquirido no início do secundário é válido até ao 12º ano. Ciências e Tecnologias mantém-se o curso mais caro, com um custo dos manuais escolares de 337 euros. Em Línguas e Humanidades e nas Ciências Socioeconómicas o valor fica ligeiramente abaixo dos 300 euros, enquanto em Artes Visuais desce para os 230 euros.
    No 12º ano diminui o número de disciplinas e, por arrasto, o investimento também. Os encarregados de educação dos alunos de Ciências e Tecnologias gastam cerca de 128 euros, os de Ciências Socioeconómicas gastam cerca de 110 euros, os de Línguas e Humanidades 98 euros e os de Artes Visuais 80 euros.
    Para encontrar estes valores não foram incluídos os manuais das disciplinas facultativas, como Educação Moral e Religiosa. Apesar da Gazeta das Caldas ter utilizado nesta pesquisa escolhas de todos os agrupamentos de escolas públicos do concelho das Caldas da Rainha, os valores podem ser diferentes caso a caso, uma vez que nem todos os agrupamentos escolhem os mesmos manuais. Também pode haver variações face à escolha das disciplinas no ensino secundário.
    Aos valores dos manuais há a acrescentar custos com o material escolar, que também varia de ano para ano e das próprias disciplinas.

    Uma MEGA confusão

    Pelo terceiro ano consecutivo o Ministério da Educação proporcionou manuais escolares gratuitos, tendo este ano alargado a cobertura desta iniciativa ao sexto ano de escolaridade. A novidade foi que o processo não foi coordenado pelas escolas, como nos anos anteriores, mas sim por uma plataforma online que acabou por falhar, provocando uma série de problemas e atrasos na distribuição dos livros.
    O portal MEGA (de Manuais Escolares Gratuitos) foi então lançado este ano para concentrar todo o processo de candidatura aos manuais escolares gratuitos. A plataforma pode ser acessada através de computador, na página manuaisescolares.pt, ou através de uma aplicação para aparelhos móveis, como um smartphone.
    A partir da MEGA os encarregados de educação fazem a requisição dos manuais. O processo passa então pelos serviços centrais, que indicam se haverá lugar ao levantamento de manuais reutilizados na respectiva escola, ou a emissão de um voucher para a aquisição de manuais escolares novos, numa papelaria aderente. Nas Caldas as papelarias onde é possível levantar os manuais gratuitamente são a Pitau, a Jardim e a Grapel, assim como a livraria Bertrand.
    A plataforma MEGA vem simplificar todo o processo, uma vez que dispensa deslocações à escola e permite que os encarregados de educação possam escolher onde querem levantar os livros, o que não acontecia anteriormente.

    Atrasos

    No entanto, tal como sucede quase sempre que o Estado lança serviços online, a MEGA não estava preparada para a enorme afluência de pedidos e os problemas foram diversos.
    Houve dias em que a plataforma foi abaixo e não funcionou. Houve encarregados de educação que não conseguiram concretizar os seus pedidos, apesar de supostamente terem completado a requisição. Muitos dos que o conseguiram fazer, viram demoras prolongadas na emissão dos vouchers.
    Os atrasos sucessivos no desenrolar do processo acabou também por sobrecarregar as papelarias onde era possível levantar os livros, que sem os vouchers não podiam encomendar os manuais aos fornecedores. Isto levou a atrasos nas entregas, pelo que algumas crianças tiveram que arrancar o ano lectivo sem livros. Para contornar o problema, alguns encarregados de educação acabaram por desistir dos vouchers e adquirir os livros pelos próprios meios.

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  • Mais alunos, mais turmas e mais professores nas escolas das Caldas e Óbidos

    Mais alunos, mais turmas e mais professores nas escolas das Caldas e Óbidos

    O ano lectivo arrancou em força na passada segunda-feira nas escolas do ensino regular das Caldas da Rainha e no dia 14 em Óbidos. Este ano são praticamente 10 mil os alunos que regressaram à escola nos dois concelhos – entre o pré-escolar e o 12º ano, abrangendo também as escolas de ensino profissional –, segundo dados recolhidos pela Gazeta das Caldas junto dos estabelecimentos de ensino. Os cursos profissionais voltaram a ser os que mais cresceram (21,3%), mas no global as escolas dos dois concelhos têm quase 340 alunos a mais do que no ano passado, e também há mais turmas e mais professores.

    Já no ano passado o ensino profissional tinha superado em número de alunos o ensino secundário regular, numa inversão de números em relação a 2016. Um ano depois as escolhas dos jovens pelos cursos profissionais em relação aos científico-humanísticos acentuou-se, embora ambos tenham crescido em número de alunos.
    O ensino regular crescGazeta das Caldaseu 8,6% e regressou à casa dos 1.400 alunos. No entanto, o ensino profissional cresceu 21,3% para mais de 1.750 alunos. No conjunto dos dois tipos de ensino, há cerca de 3.250 alunos a entrar no último ciclo de ensino antes de ingressarem no mercado de trabalho ou no ensino superior, quando no ano passado totalizavam cerca de 2.800.
    É no Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro e nas escolas profissionais que este aumento é mais visível.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Também no pré-escolar (no qual entram crianças que completam três anos e até aos seis) o número de alunos aumentou no conjunto dos dois concelhos, para perto dos 1.200. Neste número cabem todos os estabelecimentos de ensino públicos com esta valência e também os estabelecimentos privados que juntam as valências de pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico. Ao todo são 76 alunos a mais que no ano passado, mais 6,8% que no ano lectivo anterior. Trata-se de um facto curioso tendo em conta que contraria a queda da natalidade, mas pode sugerir atractividade da região para afixar novos residentes, nomeadamente jovens casais.
    No pré-escolar é no Agrupamento de Escola Raul Proença que se observa o maior crescimento, seguido pelo Agrupamento das Escolas de Óbidos e pelo Colégio Rainha D. Leonor. Os restantes mantiveram números idênticos.
    Se no pré-escolar e no secundário há mais alunos este ano, o mesmo não se pode dizer tanto no 1º ciclo, como no 2º e 3º ciclos. Nestes verificaram-se oscilações negativas, respectivamente de 3,1% e 3,4%. Mesmo assim, estes continuam a ser os ciclos com maior número de alunos. Entre o 1º e o 4º ano de escolaridade há um total de 2.321 alunos, com uma média de 580 por cada ano. Neste ciclo as descidas são generalizadas nos agrupamentos de escolas, embora pouco significativas.
    Entre o 5º e o 9º ano de escolaridade há 3.208 alunos, com uma média de 641 por cada ano. Também nestes ciclos não há mudanças abruptas, embora seja o Agrupamento D. João II que tenha sentido maiores quebras, com menos 54 alunos. No sentido oposto, o Colégio Rainha D. Leonor perdeu 90 alunos no 3º ciclo, tendo ganho 23 em relação ao ano lectivo no 2º ciclo.
    Contabilizando todos os níveis de ensino, o Agrupamento Raul Proença continua a ser o que tem mais alunos (2.723), mais 23 que no ano lectivo passado. Segue-se o Agrupamento Rafael Bordalo Pinheiro, que com um acréscimo de 269 alunos passou a fasquia dos dois mil (2.085). Já nas escolas do Agrupamento D. João II verificou-se o inverso. Com menos 64 alunos em relação a 2017/18, baixou da fasquia dos dois mil (1.941)
    Já no Colégio Rainha D. Leonor, o fim dos contractos de associação continua a fazer baixar o número total de alunos, este ano para 444. Ao todos este estabelecimento contabiliza menos 108 alunos, um recuo de 19,5%. Desde 2015 o colégio do Grupo GPS viu reduzido o seu número de alunos para pouco mais de um terço.
    No agrupamento de escolas de Óbidos o total de alunos é de 1.381, mais 18 que no ano lectivo passado.
    Em termos globais, há também um crescimento no número de turmas (461), mais duas que no ano lectivo passado, e também de professores e formadores (947), mais sete que no ano passado.

    NOVIDADES PARA 2018/19

    Todos os anos os agrupamentos de escolas introduzem algumas alterações nos seus programas curriculares e nas actividades complementares, e este ano não é excepção.
    No Agrupamento de Escolas Raul Proença é a introdução em todos os anos de início de ciclo da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.
    Ao abrigo do programa de flexibilidade curricular, no 1º ciclo, entre as várias estratégias implementadas destaca-se o projeto Turma+, com o qual se pretende criar estratégias pedagógicas diversificadas de modo a que os alunos desenvolvam a sua autonomia e uma consciência cívica ativa.
    No 2º ciclo, o Apoio ao Estudo vai funcionar em coadjuvação. No 3º ciclo e no ensino secundário avança o projeto de apoio individualizado em sala de aula, também na modalidade de coadjuvação. Ainda neste ciclo o agrupamento vai manter a aposta no desdobramento de aulas de Matemática, Português e Inglês.
    O Agrupamento de Escolas D. João II também aderiu a uma nova matriz no primeiro ano do 1º ciclo com a introdução da flexibilidade curricular. O programa passa a contar com quatro horas semanais dedicadas a Expressões Artísticas, repartidas em Artes Visuais, Expressão Dramática, Música e Educação Física. Há ainda a introdução da disciplina de Educação Cívica.
    Este agrupamento introduziu ainda a componente de apoio à família para alunos do 1º ciclo através de uma parceria com uma Instituição Particular de Solidariedade Social, Mentes Brilhantes, que vai permitir aos pais deixar os filhos na escola nos períodos entre as 7h30 e as 9h00, e entre as 17h30 e as 19h00.
    Para os alunos do quarto ano o agrupamento D. João II pretende ainda introduzir o Desporto Escolar.
    No Centro Social e Paroquial foi escolhido como subtema do projecto educativo do 1º ciclo a história e a cultura do meio local. É introduzida a disciplina de Educação Ambiental, que entre outras actividades contempla uma visita ao Oceanário e várias saídas de campo nos concelhos das Caldas e Óbidos.

    ATLETAS DE ALTA COMPETIÇÃO NA BORDALO PINHEIRO

    No Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro as principais novidades não a introdução do ensino articulado de música e a nova Unidade de Apoio a Alunos Atletas de Alta Competição.
    No Colégio Rainha D. Leonor é introduzida no 5º ano a disciplina de Educação Emocional e Desenvolvimento Pessoal no 5.º ano, integrado no projeto Mind Yourself (Mindfulness).
    Ao abrigo do programa de flexibilidade curricular, algumas disciplinas vão já passar a ter uma organização semestral.
    No 10º ano, a oferta do colégio passa a contar com Robótica e Programação, Técnicas Laboratoriais e Orientação Académico-Profissional no 10.º ano, assim como os cursos de técnico de Desporto e de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade.
    Nas escolas de Óbidos, ao fim de sete anos regressa a Actividade Física e Desportiva na oferta das Actividades Extra Curriculares para os alunos do 1º ciclo. Estas aulas têm um carácter lúdico-didático e pretendem favorecer o desenvolvimento motor das crianças, ao mesmo tempo alargando o seu campo de experiências desportivas. Este novo programa assenta em parcerias com clubes e associações do concelho e vai proporcionar uma aula semanal de 60 minutos em modalidades variadas, como ténis, atletismo, futebol, danças, karaté, kempo, golfe, patinagem, btt e rappel. Segundo vereadora Margarida Reis, este é o ano lectivo em que o agrupamento registou maior número de alunos inscritos nas AEC.
    O agrupamento vai ainda disponibilizar aulas de actividade física individualizadas com acompanhamento de um professor de educação física a alunos inseridos no projecto Óbidos Conta a Obesidade Infantil e também a alunos com necessidades educativas especiais.
    Na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste a novidade será a introdução de um novo curso, de Turismo de Saúde e Bem-estar, que deverá arrancar em Março.
    No Cenfim, as aulas começaram no início deste mês, mas em Outubro irão abrir novas ofertas, nomeadamente o Curso de Especialização Tecnológica de Tecnologia Mecatrónica, em horário laboral e outro em pós-laboral, de nível 5 (pós-secundário/pré-universitário), um Curso de Educação e Formação de Adultos de Serralharia Civil (equivalência ao 9º ano), e outro de Técnico/a Manutenção Industrial de Metalurgia e Metalomecânica em regime pós-laboral (equivalência ao 12º ano).

    Alunos
    Pré-escolar 1194
    1º Ciclo 1321
    2º e 3º Ciclos 3208
    Secundário 1483
    Profissional 1768
    Total 9974
    Professores 947

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  • Tinta Ferreira anuncia obras da regeneração urbana em encontro de moradores no Bairro das Morenas

    Tinta Ferreira anuncia obras da regeneração urbana em encontro de moradores no Bairro das Morenas

    A cidade vai ter obras de regeneração urbana no valor de meio milhão de euros. Foi o que anunciou o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, no encontro de moradores do Bairro das Morenas, que teve lugar no sábado 15 de Setembro, altura em que foi entregue aos moradores o pequeno livro “Conversas com História – Bairro das Morenas”, criado com o apoio dos técnicos da Misericórdia.

    Gazeta das Caldas
    Dezenas de moradores juntaram-se à festa da apresentação do livro

    A autarquia vai realizar obras de regeneração urbana no valor de meio milhão de euros e que vão melhorar a área central do Bairro das Morenas. Os projectos estão a ser desenvolvidos na Câmara e serão apresentados até ao final do ano, segundo o presidente Tinta Ferreira. O objectivo é que o concurso possa abrir em meados de Julho de 2019 de modo a que as intervenções possam decorrer em 2020. Será também requalificado o parque infantil, (onde decorreu a apresentação do livro) que, com as obras de melhoramento, passará a ter piso sintético em vez de areia.
    O anúncio foi feito durante a sessão de entrega aos moradores do pequeno livro “Conversas com História – Bairro das Morenas”, feito com o apoio de técnicos do Centro de Recursos Comunitário da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha – CLDS 3G.
    Segundo Jorge Varela, presidente da União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, as crianças que se deslocam a pé até à EBI de Sto. Onofre vão poder contar com novos passeios que estão em falta naquele trajecto que se faz pelo Bairro das Morenas.
    “Estamos a trabalhar na Junta para que as nossas crianças consigam chegar à escola sem vir pelo meio da estrada ou por bermas enlameadas”, disse Jorge Varela durante a sessão sobre as origens do bairro, os grupos e associações que já existiram, assim como os cafés e símbolos que os moradores reconhecem.
    Lalanda Ribeiro, presidente da Assembleia Municipal, contou a sua ligação àquele bairro tendo revelado que participou na legalização das casas quando cumpriu o segundo mandato como presidente da Câmara. Presente como provedor da Misericórdia, mostrou-se “orgulhoso” desta parceria que a entidade estabeleceu com os moradores do Bairro dos Arneiros.
    Perto de uma centena de pessoas reuniu-se nesta iniciativa onde os políticos sugeriram que se fizesse naquele bairro pelo menos uma iniciativa por ano. Talvez até se pudesse voltar a reactivar a festa que antigamente se fazia no Bairro das Morenas, que tinha lugar em Agosto por causa dos emigrantes. A ideia agrada a moradores como Maria Eugénia Vitorino, nascida e criada há 70 anos naquele bairro. É uma de dez irmãos “e ficámos cá todos a viver!”. Vê com bons o retorno da festa e lembra que foi com o dinheiro que foi feito durante essas festividades “que foi possível ao povo começar a construir o parque infantil”. A moradora gosta de viver neste lugar e acha que “estamos bem servidos”. Salientou que o bairro tem escola (EBI Sto Onofre), o jardim de infância e o facto de ali passar o transporte público Toma.
    Manuel Rocha, de 67 anos, veio das Águas Santas morar para o Bairro das Morenas há 50 anos. “Vive-se aqui bem, somos quase como uma família”, disse o morador, que colaborou no livro de histórias. Tem pena que a festa de Agosto já não se realize e também gostava que esta tradição do seu bairro fosse retomada.

  • Colóquio e exposição dão a conhecer o médico das Caldas que esteve na I Grande Guerra

    Colóquio e exposição dão a conhecer o médico das Caldas que esteve na I Grande Guerra

    “Um Médico na Grande Guerra. Fernando da Silva Correia”, assim se designa o colóquio organizado pelo Grupo Património Histórico (PH) que se realiza amanhã, 22 de Setembro, no Museu Malhoa.
    As intervenções decorrem durante todo o dia enquanto que a exposição será inaugurada às 18h00. Da mostra, patente até Novembro, fazem parte cartas, documentos e fotografias de Fernando Correia, o médico que viveu nas Caldas da Rainha e que esteve na I Guerra Mundial.

    A conferência inaugural do colóquio estará a cargo do historiador João Serra e será dedicada ao tema “O Parlamento perante a Guerra”. O primeiro painel, que inicia às 10h45, será abordará a Grande Guerra entre a acção médica e militar e será moderado por Isabel Xavier. Vai contar com intervenientes militares que darão a conhecer várias vertentes relacionadas com as frentes de guerra, a acção do médico caldense, os feridos, os doentes e os mortos.
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    Investigadores como Raquel Janeirinho e Rui Venâncio vão também contribuir com intervenções sobre “Peniche e a Grande Guerra” enquanto que Lúcia Serralheiro vai dar a conhecer a temática “Beneditenses em França na Grande Guerra – Contributos para a história local da freguesia da Benedita”. A cargo de Manuel Augusto Dias vai estar o tema “Expedicionários dos concelhos de Ansião e de Alvaiázere na Grande Guerra”.
    A partir das 14h15 será debatida a questão “A Grande Guerra: o impacto sociocultural”. Vão participar, sob moderação de Dóris Santos, Joaquim Roberto, Carlos Fernandes (que falarão sobre os monumentos de homenagem aos mortos na 1.ª Grande Guerra) e Clara Serra, cuja intervenção versará sobre três jornalistas na Grande Guerra: os enviados especiais de O Século.
    Por seu lado, Inês Fialho falará sobre António Anastácio Gonçalves e a ‘Malta das Trincheiras’. Nuno Prates e José Noras vão debater o tema “Vivências da família Relvas na Grande Guerra: entre o Negócio, a Arte e a Política”. Sérgio Neto tem a seu cargo a temática “Do Teatro de Guerra ao Teatro sobre a (Grande) Guerra”.
    Vários investigadores vão dedicar as suas intervenções à pandemia de gripe pneumónica de 1918-1919.

    Certificação para professores

    Segue-se, às 16h30, um novo painel destinado a dar a conhecer a vida de Fernando Correia e no qual participarão Natália Correia Guedes, Paula Cândido e Joana Ribeiro.
    A investigadora Dóris Santos vai abordar o tema “Fernando da Silva Correia e António Montês. Impressões sobre um museu para as Caldas” enquanto que Teresa Silva e Hélder Machado vão dedicar-se a “Fernando Silva Correia: e a primeira escola de Serviço Social em Portugal”.
    A cargo de Joana Beato Ribeiro vai estar o tema “Fernando da Silva Correia: do registo fotográfico à “vida nova” na Grande Guerra”.
    Pelas 18h00 decorrerá o lançamento do catálogo e será inaugurada a exposição sobre o médico que vai estar patente até 22 de Novembro. Da mostra fazem parte cartas, documentos e fotografias de Fernando Correia, obtidas em França, durante a primeira Grande Guerra. A mostra procura também assinalar o centenário da Grande Guerra (1914-1918) e dar a conhecer o acervo fotográfico de Fernando da Silva Correia (1893-1966) produzido no último ano do conflito, em França.
    Esta acção é certificada para professores como Formação de Curta Duração (seis horas), ao abrigo do Centro de Formação de Professores Centro-Oeste. A entrada é livre com inscrição facultativa através do e-mail caldas.ph@gmail.com

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  • Porque participou na regata da Gazeta das Caldas?

    Porque participou na regata da Gazeta das Caldas?

    Gazeta das Caldas
    Elsa Almeida, enfermeira (Caldas da Rainha)

    Principalmente divertirmo-nos. Achámos a ideia engraçadíssima, dá vida e dinâmica à cidade. Viemos com uma indumentária diferente [enroladas numa toalha de banho], pela brincadeira, achámos que seria engraçado, uma coisa diferente. Fazem muita falta iniciativas deste género porque antes a cidade era viva e neste momento não está.

     

    Gazeta das Caldas
    Paulo Sacramento, carteiro (Caldas da Rainha)

    O convívio e também dar a conhecer o nosso clube dos Correios, que faz este ano 75 anos, é dos mais antigos do país e as pessoas não sabem que existe. Mas sobretudo é participar e estar aqui neste convívio. Tudo o que se faz para chamar a população e que permita às pessoas a diversão e o convívio é bom para a cidade.

     

    Gazeta das Caldas
    Rita Cipriano, desempregada (Caldas da Rainha)

    Foi pela diversão, essencialmente. Aproveitar esta dinâmica que estão a dar ao parque para nos divertirmos em grupo. Juntámos quatro amigos e viemos participar. Iniciativas destas são uma mais-valia para a cidade.

  • Passeio sénior com viagem em barco moliceiro

    Passeio sénior com viagem em barco moliceiro

    A União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório levou cerca de 300 idosos a passear, no passado dia 6 de Setembro. O Passeio Social Sénior 2018 teve este ano como destino a cidade de Aveiro, onde os participantes tiveram oportunidade de experimentar um passeio no tradicional barco moliceiro.
    O passeio incluiu também uma visita ao Museu Marítimo de Ílhavo, um museu cujas exposições testemunham a forte ligação daquela povoação ao mar e à Ria de Aveiro.

  • Estratégias para combater o suicídio

    Por lapso, no artigo “Estratégias para combater o suicídio deverão ser trabalhadas em rede” publicado na edição da passada semana, é referido na legenda da foto que o psicólogo se chama Nuno Petralha, quando na realidade é Nuno Cotralha.
    Ao visado e aos nossos leitores as nossas desculpas.

  • Escuteiros de Óbidos com inscrições abertas

    Os Escuteiros do Agrupamento 753 de Óbidos têm inscrições abertas nas secções de Lobitos, Exploradores, Pioneiros e Caminheiros. Os interessados poderão fazê-lo, até 7 de Outubro, através dos seguintes contatos: secretaria753@gmail.com, agr753obidos@gmail.com ou tel. 967058712 e 967644763.

  • Centro de Saúde da Nazaré com consultas de Saúde Oral

    O Centro de Saúde da Nazaré vai passar a ter consultas de Saúde Oral. Foi assinado recentemente o Protocolo de colaboração entre a ARSLVT e o Município da Nazaré para a promoção da “Saúde Oral para todos”.
    A Câmara será responsável pelo financiamento do equipamento técnico (investimento estimado em 47 mil euros), e o Ministério da Saúde pelos recursos humanos necessários à realização de consultas de medicina dentária no novo Centro de Saúde, cuja conclusão é apontada para dentro de alguns meses.

  • Peniche assinala Dia Mundial do Coração

    O Dia Mundial do Coração, que se assinala a 29 de Setembro, será assinalado no Parque Urbano de Peniche, com actividades desportivas, rastreios e exposições, entre as 10h00 e as 12h00. O principal objectivo desta iniciativa é reforçar a importância da prática de actividades físicas e desportivas e de um estilo de vida activo para um coração e uma vida mais saudáveis.
    Este dia é comemorado pela Federação Mundial do Coração, à qual pertence a Fundação Portuguesa de Cardiologia, com a participação da UNESCO, da Organização Mundial de Saúde, entre outras instituições.

  • Mais de 300 séniores de Miranda do Corvo visitaram o Museu do Ciclismo

    Mais de 300 séniores de Miranda do Corvo visitaram o Museu do Ciclismo

    Mais de três centenas de séniores de Miranda do Corvo visitaram o Museu do Ciclismo, nos dias 11 e 13 de Setembro, numa deslocação inserida na iniciativa “Semana Miranda Sénior”, promovida pela autarquia mirandense.
    A visita, que incluiu ainda uma passagem por Óbidos, contou com um almoço no telheiro do Parque D. Carlos I, onde a Junta de Freguesia colocou as mesas e cadeiras, enquanto que outros participantes preferiram experimentar os restaurantes da cidade.
    No âmbito deste intercâmbio entre as Caldas e Miranda do Corvo está prevista a realização de uma exposição de cartoons de António (organizada pela Gazeta das Caldas) em Miranda do Corvo, cuja inauguração terá lugar a 1 de Novembro.
    Entretanto, a exposição de etnografia que actualmente está exposta no Museu do Ciclismo também irá para aquele município do distrito de Coimbra e “outras virão para cá sobre temáticas deles que se enquadram neste tipo de intercâmbio”, explicou o coordenador do espaço museológico, Mário Lino.
    A vice-presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Ana Gouveia, mostrou-se agradada com o dinamismo de Mário Lino e garante que gostariam de estreitar relações entre os dois municípios. “Vamos aproveitar para levar todas estas exposições a Miranda e também gostaríamos de mostrar as nossas tradições nas Caldas”, disse a autarca no Museu do Ciclismo, antes de partirem rumo à Praia da Vieira, uma estância com acessibilidade para os séniores.

  • Ministro do Ambiente no Congresso do Oeste

    Ministro do Ambiente no Congresso do Oeste

    O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, vai estar na Caldas da Rainha a 3 de Outubro para o encerramento do Congresso Empresarial do Oeste que vai ter lugar no CCC.
    A organização aguarda ainda a confirmação do Presidente da República, que foi também convidado para o evento.
    O Congresso Empresarial do Oeste vai procurar definir uma estratégia da região para o horizonte 2030 e conta também com mais dois membros do governo: o secretário de Estado das Autarquia Locais, Carlos Miguel, e o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira.
    Nos cinco painéis irão usar da palavra 25 oradores.

  • Regata da Gazeta das Caldas já tem 150 participantes

    A Grande Regata que a Gazeta das Caldas organiza anualmente no lago do Parque D. Carlos I conta este ano com 32 equipas que totalizam 150 participantes. O evento decorre amanhã, sábado, 15 de Setembro, pelas 18h00, esperando-se a afluência de muitas centenas de pessoas, parte delas familiares e amigos dos intrépidos remadores que vão mostrar os seus dotes numa divertida competição. Em torno do lago haverá tasquinhas com bebidas e petiscos onde o público poderá lanchar ou jantar, contando-se com a participação da Casa Antero/Pachá, Gramas e Sabores, Manelvina, Maratona e Taskinha do B3co.
    A animação não fica por aqui porque a partir das 21h30 haverá música com o DJ Stuart.

  • Caldas assinala Semana Europeia da Mobilidade

    Caldas assinala Semana Europeia da Mobilidade

    A Semana Europeia da Mobilidade, que decorre entre os dias 16 e 22 de Setembro será assinalada nas Caldas com várias iniciativas que incentivam o uso de meios de transporte sustentável e actividades de sensibilização para melhorar a vida das pessoas nas cidades.
    No próximo domingo, pelas 15h30, vários grupos e associações do concelho promotoras de mobilidade física – como marcha, corrida, bicicleta, BTT, BMX, bicicleta pasteleira e skate – irão concentrar-se no Complexo Desportivo Municipal para dar uma volta de sensibilização à pista de atletismo no intervalo do jogo do Caldas Sport Clube.
    No dia 19 de Setembro, entre as 9h00 e as 12h00, irá decorrer na Rua Heróis da Grande Guerra a campanha de sensibilização “Combina e Move-te”, com a participação de alunos de quatro turmas de escolas do primeiro ciclo. A acção repete-se na Rua Manuel Mafra, entre as 14h00 e as 17h00.
    À noite, pelas 21h00, parte da Praça da República a corrida e caminhada “Combina e move-te – Não fazemos nem mais um… km”.
    O Dia da Sapatilha está previsto para 20 de Setembro, com a sensibilização para práticas de estilos de vida activos e a apresentação da brochura “Olhar crítico sobre o papel do calçado na mobilidade”. Será ainda lançado na Praça 25 de Abril, pelas 17h30, o mapa que define distâncias a pé entre pontos da cidade.
    Nos dias 19 e 22 autocarros do Toma serão gratuitos para toda a população.
    A 22 de Setembro assinala-se também o Dia da Bicicleta, com um passeio de bicicleta pela cidade, que tem início na Praça 25 de Abril pelas 10h00. Duas horas mais tarde o docente Vitor Milheiro falará sobre as experiências de mobilidade e interface no Abraço Verde.
    Entre os dias 16 e 22 os interessados poderão experimentar um segway turístico na Rua Dr. Leão Azedo ou participar no showroom e test-drives de carros eléctricos e híbridos, em vários pontos da cidade.

  • Câmara proíbe alimentação de pombos na via pública para controlar sobrepopulação de aves

    Câmara proíbe alimentação de pombos na via pública para controlar sobrepopulação de aves

    A Câmara das Caldas tem previstas várias medidas para o controle e redução do número de pombos, e agora também de gaivotas, que existem na cidade. Há dias em que se encontram bandos destas aves, potenciando problemas de saúde, mas também causando transtornos devido à elevada quantidade de fezes, que são ácido-corrosivas e provocam danos em equipamentos, veículos e até na roupa que está nos estendais.

    A autarquia caldense alterou o código de posturas municipal, que agora penaliza a alimentação de “animais errantes” na via pública. Quer isto dizer que as pessoas estão proibidas de alimentar pombos, gaivotas, gatos, cães ou outros animais que vagueiam pela cidade. Também vai solicitar à PSP apoio na fiscalização dessa medida e tem prevista criar uma equipa municipal de fiscalização, que dará resposta também a potenciais denúncias.
    Esta é uma das medidas implementadas para o controle e redução, a médio prazo, do número de pombos que existe na cidade.
    Está também prevista a colocação de placards de informação acerca dos perigos da população excessiva de pombos na cidade, com ênfase nos potenciais problemas para a saúde pública e animais de estimação. Outra das medidas será a realização de acções de sensibilização, com informação acerca dos perigos dos pombos para a saúde pública e no incentivo à limpeza de algerozes e caleiras, acondicionamento correcto do lixo e vedação de possíveis locais de nidificação em estruturas privadas.
    Está a ser avaliada a possibilidade de criação de um pombal contraceptivo na periferia da cidade, onde serão colocados os pombos capturados nas zonas mais afectadas pela sobrepopulação. Nesse pombal seriam alimentados com milho contraceptivo evitando assim que se reproduzam.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    A criação de um projecto piloto de um pombal contraceptivo foi uma proposta apresentada pelo PS na Assembleia Municipal em Junho de 2017 e aprovada por maioria, mas ainda não aplicada. Jaime Neto, deputado municipal na altura (agora vereador), explicou que a implementação de pombais contraceptivos como instrumento de controlo da população de pombos tem-se revelado eficaz em cidades como Paris, Aachen e Amesterdão. Defendeu ainda que este projecto poderá sensibilizar as populações para este problema e recomendou à Câmara que envolva, em parcerias, as associações de protecção dos animais, sociedades columbófilas e escolas da cidade.
    Entre o rol de medidas preconizadas para controlar a população de pombos está também a captura em pontos da cidade que estão referenciados como dos mais afectados pela sobrepopulação daquelas aves. Alguns desses casos são a rotunda do Hotel Cristal, os prédios devolutos da Rua do Funchal, a Praceta José Filipe Neto Rebelo, a Rua Dr. Carlos Manuel Saudade e Silva, e o Bairro da Ponte junto ao edifício dos Pimpões.
    As aves capturadas deverão ir para o pombal contraceptivo. “A medida permitirá a diminuição de pombos no centro da cidade, instalando-os em locais onde disponham de alimento e água e, ao mesmo tempo, controlar o ciclo de reprodução”, explica fonte da autarquia.
    Está ainda em análise o recurso a predadores, como falcões, em zonas de pouso, de modo a afugentar os pombos, bem como a desactivação dos repuxos nas horas de maior actividade das aves.
    A Câmara pondera ainda a colocação de espigões para a interdição das aves aos locais de nidificação nos edifícios mais afectados. Uma medida que afasta as aves, mas que não constitui risco para a sua integridade física, garante a autarquia.
    A aplicação destes métodos serão monitorizados e avaliados, no sentido de “confirmar resultados ou da necessidade de ajustes na estratégia que, habitualmente, apresenta resultados mais robustos ao fim de dois anos da sua aplicação”, explica a mesma fonte.
    A autarquia reconhece que a população e taxas de reprodução de pombos nas cidades está a aumentar e a autarquia das Caldas vê o controlo desta situação como um “enorme desafio”.

    Sensibilizar as pessoas é o primeiro passo

    Também a União de Freguesia de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e S. Gregório já fez o levantamento de várias soluções e custos para resolver o problema do excesso de pombos que apresentou na Câmara. O seu presidente, Vitor Marques, diz que o milho contraceptivo, a aquisição de um falcão para fazer o controle destas aves, a contratação de uma empresa certificada para as apanhar e incinerar, ou o seu transporte para outros locais, são algumas das sugestões apresentadas.
    O autarca destaca que o mais importante a ser feito é consciencializar as pessoas de que não devem alimentar os pombos na via pública pois assim eles irão procurar comida noutros locais e dispersam-se, atenuando a sobrepopulação em algumas zonas da cidade.
    “Qualquer acção será ineficiente se as pessoas os continuarem a alimentar”, diz Vítor Marques, lembrando que há zonas na cidade onde as pessoas não conseguem abrir as janelas nem estender a roupa na rua.

    Medidas previstas

    – Proibição de alimentar os pombos
    – Colocação de cartazes com informação
    – Acções de sensibilização acerca dos perigos dos pombos para a saúde pública
    – Incentivo à limpeza de algerozes e caleiras
    – Construção de um pombal contraceptivo
    – Captura de pombos nos locais mais afectados pela sobrepopulação
    – Recurso a falcões para afugentar os pombos
    – Desactivação dos repuxos nas horas de maior actividade das aves
    – Colocação de espigões em locais de nidificação nos edifícios mais afectados

     

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  • Estratégias para combater o suicídio deverão ser trabalhadas em rede

    Estratégias para combater o suicídio deverão ser trabalhadas em rede

    Gazeta das Caldas
    O docente José Carlos Gomes, a vereadora Conceição Pereira, a directora executiva do ACeS Oeste Norte, Ana Pisco, e o psicólogo Nuno Petralha

    O suicídio representa anualmente cerca de um milhão de mortes, ou seja, no mundo há uma pessoa a pôr termo à vida em cada 40 segundos. Dados preocupantes que foram apresentados nas Caldas, a 10 de Setembro, data em que se assinalou o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. Na região que apresenta uma média de casos superior à nacional, José Carlos Gomes, da Escola Superior de Saúde de Leiria, falou sobre o suicídio e seus mitos e chamou a atenção dos profissionais e familiares para estarem atentos aos sinais, pois na maioria dos casos é possível salvar a vida aos potenciais suicidas.

    O suicida em Portugal é principalmente homem, com idade superior a 55 anos, com história de isolamento e, na maior parte das situações, com doença mental diagnosticada. Estima-se que esta seja a 13ª causa de morte em todo o mundo.
    Ana Pisco, directora executiva do ACeS Oeste Norte, divulgou que na região abrangida pelo agrupamento a taxa de mortalidade em 2012/2013 foi de 19,1 por 100 mil habitantes, sendo mais elevada nos homens do que nas mulheres. Trata-se de uma taxa superior à da ASR de Lisboa e Vale do Tejo, cujo valor é de 11,2 e à do país, que se situa nos 10,3.
    Ao analisar a taxa de suicídio em indivíduos com menos de 75 anos os dados são de 13,3 por 100 mil habitantes no ACES Oeste Norte, de 8,3 na ARS e 7,7 para o país.
    Se, por um lado, há registos de que a taxa de suicídio tem vindo a diminuir nos últimos anos, por outro apresentam-se novos indicadores que são preocupantes e que mostram que o suicídio começa a ser mais frequente na adolescência, “onde é ainda mais difícil intervir”, disse Ana Pisco.
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    De acordo com a responsável, a prevenção do suicídio será uma das áreas de intervenção do ACeS no próximo triénio. A equipa de Unidade de Cuidados na Comunidade (UCC) das Caldas já está a desenvolver estratégias e Ana Pisco espera que, com a criação do serviço de Saúde Mental do CHO e a continuação do trabalho dos psicólogos e assistentes sociais, possam aprofundar esse trabalho juntamente com a comunidade, em rede.
    Sem dados concretos que possam suportar a afirmação, a responsável entende que a fase mais problemática dos jovens será aquando da entrada para a universidade e, mais adiante, quando têm que lidar com o insucesso em termos de emprego e percurso profissional. “Hoje em dia os jovens estão muito sozinhos e refugiam-se em consumos de substâncias menos lícitas (incluindo o álcool) e isso pode arrastar para este tipo de situações, pois a sua personalidade fica mais frágil”, disse, acrescentando que é necessário voltar a dar mais suporte aos adolescentes e jovens.

    “Temos que deixar de funcionar como ilhas”

    De acordo com José Carlos Gomes, da Escola Superior de Saúde de Leiria, também se sabe que o suicídio está entre as cinco principais causas de morte na faixa etária dos 15 aos 19 anos e sobe ao segundo lugar no grupo etário dos 15 aos 24 anos. É, por isso, uma área de intervenção do SNS que “deve merecer mais atenção”, considera o docente e investigador para quem o suicídio é um problema grave de saúde pública, que tem um enorme impacto emocional e social.
    “A intervenção neste problema deve ser abrangente e sólida, começando a actuação ao nível de prevenção primária”, disse o orador, fazendo notar que este não resulta de uma única causa, mas de uma “complexa interacção” de factores biológicos, genéticos, psicológicos, sociais, culturais e ambientais. Contudo, destaca, a maioria dos suicídios pode ser prevenida, com uma maior acção no terreno e a intervenção de várias entidades em conjunto.
    “Temos que deixar de funcionar como ilhas, o desafio é criar um arquipélago”. A metáfora foi utilizada pelo orador para chamar a atenção do trabalho em rede e de comunicação entre as várias entidades, desde autarquias, aos cuidados de saúde, escolas, empresas e associações, de modo a chegar às pessoas.
    José Carlos Gomes abordou também vários mitos relacionados com o tema, tal como o facto das pessoas que falam sobre suicídio só quererem chamar a atenção, ou de ser um acto impulsivo e que acontece sem aviso. Também não é verdade que os indivíduos suicidas querem mesmo morrer e que após uma tentativa de suicídio, a pessoa nunca mais volta a tentar matar-se.
    A ideia comumente aceite de que se alguém falar sobre suicídio a outra pessoa está a transmitir-lhe a ideia de suicídio é falsa, assim como não se deve pensar que quando um indivíduo mostra sinais de melhoria ou sobrevive a uma tentativa, que está fora de perigo. Também não é verdade que a tendência para o suicídio seja sempre hereditária e quem comete este acto tenha, necessariamente, uma perturbação mental.
    Estes e outros mitos foram desfeitos na sessão pública sobre “O Suicídio e os seus Mitos – Uma intervenção Comunitária”, dinamizada pela eequipa de Saúde Mental da Unidade de Cuidados à Comunidade das Caldas da Rainha.

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  • Pêra Rocha trouxe chefs, jornalistas e críticos internacionais ao Oeste

    Pêra Rocha trouxe chefs, jornalistas e críticos internacionais ao Oeste

    Gazeta das Caldas
    A técnica da central fruteira a explicar o trabalho que ali desenvolvem

    Dezoito chefs, críticos gastronómicos, jornalistas e influenciadores internacionais estiveram no Oeste, entre 5 e 7 de Setembro, a fazer uma viagem gastronómica com o objectivo de dar a conhecer as características distintivas da Pêra Rocha. A iniciativa, organizada pela ANP – Associação Nacional de Produtores de Pêra Rocha, incluiu uma visita a um pomar e a uma central de abastecimento de fruta, assim como a degustação de pratos e sabores inspirados na região Oeste e neste produto tipicamente português.

    De bata vestida e touca na cabeça, os jornalistas, bloggers, chefs e críticos gastronómicos entraram nas instalações da central fruteira Granfer, na Usseira, ao final da tarde de quinta-feira, para ver “in loco” como se processa o embalamento e distribuição da fruta. Em plena época de colheitas, os visitantes acompanharam o processo de lavagem, preparação e conservação da Pêra Rocha nas câmaras frigoríficas até ser colocada no mercado, quer o nacional, quer o externo, como é o caso do Brasil, Canadá, Alemanha, Inglaterra e Marrocos.
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    Na parte da manhã, o grupo, que no total contou com a presença de 18 participantes provenientes de cinco dos maiores mercados de exportação da Pêra Rocha, experimentou a apanha da pêra na Quinta da Boavista (Cadaval). Seguiu-se um piquenique no mesmo espaço, com um menu inspirado neste fruto, e uma visita à Serra de Montejunto.

    PÊRA AO VINHO DO PORTO EM MADRID

    Para Nuno Goucha, um português que reside em Madrid há 14 anos, a participação neste tour gastronómico foi uma experiência “muito enriquecedora”, que lhe permitiu ter um contacto próximo com o campo. Proprietário do restaurante Atlantik Corner, dedicado à culinária atlântica, Nuno Goucha já possui no menu uma salada com pêra, que a partir de agora será Rocha, garantiu à Gazeta das Caldas.
    “Um dos objectivos que tenho no restaurante é promover a gastronomia portuguesa e os seus produtos, e se tenho uma salada com pêra ao vinho do Porto, faz todo o sentido que seja Pêra Rocha o fruto utilizado”, explicou.
    O empresário português, natural da Batalha, destaca que este é um fruto que tem características muito próprias que pode ter diversas confecções. “A mais clássica é embebida em álcool, mas também há os purés e as compotas, saio daqui com algumas ideias”, disse Nuno Goucha.
    O chef de cozinha Oscar Bosh já conhecia a Pêra Rocha, mas no Tanit, o restaurante de cozinha mediterrânea que possui em São Paulo (Brasil) normalmente trabalha com pêra William, que é mais conhecida no país. Ou melhor, trabalhava, precisou à Gazeta das Caldas porque depois desta visita está a pensar adaptar as suas receitas a este fruto tipicamente oestino. “Normalmente cozinhamos a pêra e eu vi que a Rocha é muito boa para cozinhar, pelo que vou passar a utilizar”, disse o premiado chef do ano em 2017 e considerado pela imprensa brasileira como um dos 10 talentos em ascensão no Brasil.
    Oscar Bosh já tem, inclusive, algumas ideias de como usar este fruto no seu cardápio: como entrada, com queijo manchego (um queijo espanhol feito com leite de ovelha), ou um carpaccio de pêra, ou ainda aperitivos e como sobremesa.
    O chef de origem catalã e a residir há oito anos no Brasil, que já tinha tido uma experiência gastronómica com o azeite no Alentejo, mostrou-se surpreso com o trabalho que envolve a colheita da pêra e dos custos que envolve. “As pessoas também não têm noção dos prejuízos, hoje de manhã fomos ao pomar e vimos muita fruta no chão, que não é aproveitada”, disse, acrescentando que ficou com a percepção que se trata de um sector muito dinâmico e gerador de emprego.
    “Acho que Portugal está a fazer um grande trabalho ao nível da promoção da agricultura e que o país hoje em dia está muito valorizado pelos brasileiros”, concluiu.

    UMA OPINIÃO ALEMÃ

    Também bastante interessada na Pêra Rocha estava a crítica gastronómica alemã, Dorit Schmidt. Normalmente escreve sobre gastronomia e vinhos e diz ter particular curiosidade em ver o processo de produção do fruto, que possui Denominação de Origem Controlada. “É uma fruta especial para o mercado, é fresca, saborosa, e com uma textura firme que lhe permite ser exportada”, disse a autora dos blogs Dorit’s Chateau et Chocolat” e “Aromenspiele | Das Onlinemagazin”.
    Na Alemanha costuma encontrar várias variedades de pêra, mas não a Rocha, que só experimentou quando chegou ao Oeste. “Vejo sobretudo muita fruta espanhola e julgo que a pêra portuguesa não está bem identificada”, opinou. Dorit Schmidt considera também que foi importante ver a colheita para perceber a rapidez com que os trabalhadores apanham as pêras e têm a noção dos tamanhos que depois são divididos por calibragem.

    Quebra de 15 a 20% na produção

    Organizada no âmbito do projecto “Promoção da Pêra Rocha nos Mercados Externos”, que tem como objetivo aumentar a competitividade e visibilidade internacional da pêra Rocha e do país, a iniciativa pretendeu provocar um aumento nas exportações, reforçando a promoção do fruto no exterior e um melhor conhecimento dos mercados-alvo. Presentes estiveram representantes do Brasil, Alemanha, Espanha, França e Reino Unido, para conhecer e dar a conhecer a pêra Rocha.
    Co-financiado pelo Compete 2020, no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, este projecto conta com um investimento global de 431 mil euros, sendo que 85% desse valor provém do FEDER e será também direccionado para a realização de acções de promoção e comunicação.
    Joana Pereira, secretária geral da ANP, acredita que esta actividade terá bons resultados, tendo em conta que os participantes interagem muito e têm uma grande influência nas redes sociais e querem levar o produto para os restaurantes dos seus países.
    O ano passado a produção de pera Rocha foi na ordem das 210 mil toneladas, mas este ano as estimativas são de uma quebra de 15% a 20% por causa das adversidades climatéricas. “A temperatura aumentou muito de repente e a pêra, como não estava preparada para receber esse calor, ficou cozida no seu interior e com queimaduras, mesmo com os produtores a aplicar o protector solar nos frutos”, explicou a responsável. As zonas mais afectadas são os concelhos de Óbidos, Cadaval e Bombarral.
    O grosso da campanha este ano está a decorrer duas semanas mais tarde relativamente ao ano passado, tendo começado no final de Agosto, quando no ano passado começaram em meados do mês. Este atraso no início da colheita leva a que os produtores tenham que recorrer mais a mão de obra estrangeira, pois com a proximidade do período de aulas muitos jovens já não participam na campanha.

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  • ESAD teve taxa de colocações de 99,4% na primeira fase

    ESAD teve taxa de colocações de 99,4% na primeira fase

    A Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD) ocupou 99,4% do número de vagas iniciais na primeira fase de colocações do ensino superior. O único curso que não ficou completo logo na primeira fase foi o de Programação e Produção Cultural, no qual sobraram 13 vagas para a segunda fase, 13 vagas para a segunda fase, cujo prazo limite é 21 de Setembro.
    A escola de artes caldense tinha 348 vagas iniciais e teve um total de 346 colocações, uma vez que os cursos de Design Gráfico e Multimédia, Artes Plásticas, Design Industrial, Som e Imagem e Design de Ambientes colocaram alunos em número superior ao inicialmente previsto.
    Design Gráfico e Multimédia continua a ser o curso com a melhor nota mínima de entrada (143,5), mas esta foi mais baixa do que a do ano passado em 12,1 pontos. Teatro e Design Industrial são os dois cursos que se seguem com notas mínimas de entrada mais elevadas (134,5). O curso com nota mínima de entrada mais baixa na ESAD (107,1) é o mesmo que não preencheu todas as vagas.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]De resto, a ESAD continua a ser das escolas com melhores médias de entrada no Instituto Politécnico de Leiria (IPL), com três dos cinco cursos melhor cotados a este nível.
    Na Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar (ESTM), de Peniche, também do IPL, a taxa de colocações na primeira fase foi de 75,6%. A ESTM, que teve um total de 223 colocações, completou as vagas disponíveis para os cursos de Turismo e de Gestão Turística e Hoteleira. Nestes dois cursos entraram 105 alunos, das 100 vagas iniciais. Ficaram por ocupar 77 vagas, com destaque para o curso de Engenharia Alimentar, que não teve qualquer colocação. As médias mínimas de entrada na primeira fase variaram entre os 104 pontos (Marketing Turístico) e os 123,4 pontos (Turismo).
    Segundo os dados da Direcção-geral do Ensino Superior, num total de 1705 vagas iniciais, o IPL viu ocupadas 1389 vagas na primeira fase e ficou com 349 sobrantes, com uma taxa de ocupação de 81,5% em relação às vagas iniciais.
    No Politécnico de Santarém as colocações totalizaram 489, com uma taxa de preenchimento de 56,6%, face aos 60% do ano passado. A Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM) continua a ser das que obtiveram melhores resultados, com 87,8% de preenchimento de vagas na primeira fase, o que significou uma acréscimo de 1,3% em relação a 2017.
    A ESDRM ficou 36 vagas sobrantes, das quais 33 nas duas variantes do curso de Actividade Física e Estilos de Vida Saudável, leccionados em português (15 vagas) e em inglês (19 vagas). A escola de Rio Maior ficou ainda com uma vaga disponível nos cursos de Desporto de Natureza e Turismo Activo e Treino Desportivo. E completou os de Gestão de Organizações Desportivas e de Desporto, Condição Física e Saúde.
    As médias mínimas de entrada variam entre os 95 pontos (Gestão de Organizações Desportivas) e os 111,6 pontos (Desporto, Condição Física e Saúde).
    No Politécnico de Tomar a taxa de colocações foi de 53,9%, com 384 colocações.[/shc_shortcode]

  • Como se resolve o problema dos pombos e gaivotas na cidade?

    Como se resolve o problema dos pombos e gaivotas na cidade?

    Gazeta das Caldas
    Ana Maria Santos, empregada doméstica (A-dos-Francos)

    É uma situação difícil porque, por um lado é um problema que afecta as pessoas, mas por outro os pombos na cidade têm a sua graça. As crianças gostam e é bonito vê-los por exemplo no Parque. Matá-los é uma crueldade e não se deve chegar a esse ponto. Não sei exactamente o que se pode fazer… Talvez tentar afastá-los da cidade, ou arranjar um local onde eles possam ficar sem incomodar as pessoas, mas isso também é difícil porque eles são muitos.

    Gazeta das Caldas
    Eduardo Branco, estudante (Caldas da Rainha)

    Não sei exactamente como se pode fazer biologicamente o controlo deste tipo de pragas sem acabar matando. O ideal é controlar de alguma forma as populações, ou fazer com que migrem, se for possível. Acho que é um assunto que se deve discutir na Câmara, procurar exemplos de cidades que fizeram esse controlo, porque é um problema que afecta as pessoas. Na praça vejo muita gente a alimentar os pombos, o que ajuda a que eles se reproduzam mais. Acho que se deve estimular as pessoas a que não o façam. Mas também é preciso perceber que os pombos têm a sua função no ecossistema, pelo que qualquer medida deve ter isso em conta.

    Gazeta das Caldas
    Maria Teresa Freitas, funcionária pública (Caldas da Rainha)

    Há formas de os controlar, não se deve entrar na situação de os abater, mas pelo menos esterilizá-los para que as populações pelo menos não aumentem. Existe excesso destes animais e já não se pode dizer que seja numa zona ou outra da cidade, é por todo o lado. As gaivotas também são muito incomodativas, se calhar até mais, porque além de sujarem há a questão do ruído que produzem, que é terrível.

  • Dia Internacional do Idoso com almoço no Parque

    A autarquia vai assinalar o Dia Internacional do Idoso, no próximo dia 2 de Outubro, com um convívio no Parque D. Carlos I. A recepção aos séniores está prevista para as 11h00, seguindo-se, meia hora depois, uma missa campal.
    Pelas 13h00 decorrerá o almoço convívio (onde cada pessoa levará o seu almoço), seguido de uma tarde de convívio.
    A iniciativa é organizada pelo Grupo Concelhio de Apoio à Pessoa Idosa e destina-se aos utentes do Cartão Municipal do Idoso. Os interessados em participar deverão fazer a inscrição até 27 de Setembro ao balcão do serviço de acção social da Câmara, ou na junta de freguesia da sua área de residência.

  • Crime de abuso sexual na Nazaré

    Um homem, cuja idade o Ministério Público não divulgou, foi detido pela Polícia Judiciária na Nazaré por ter, alegadamente, abusado sexualmente da própria mãe, anunciou o Ministério Público no passado dia 5 de Setembro.
    O caso remonta a 24 de Agosto e ter-se-á passado no interior da casa onde ambos habitam. Segundo a nota informativa do Ministério Público, foram apurados fortes indícios de abuso sexual, agravados pelo facto de a vítima, de idade avançada, se encontrar a dormir sob o efeito de medicação, o que a impedia de se poder defender.
    O homem foi detido no dia 3 de Setembro, por volta das 23h00, e sujeito a primeiro interrogatório dois dias depois, pela autoria material e na forma consumada, de um crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência e de um crime de violência doméstica.
    Por se verificar existência de perigo de continuação de actividade criminosa, foram aplicadas as medidas de coação de termo de identidade e residência, proibição de contactar a vítima, de frequentar ou permanecer na residência desta, e ainda apresentação bissemanal no posto policial mais próximo da sua residência, durante o decorrer do processo.
    Segundo os autos do processo citados pelo Ministério Público, o homem teria já antecedentes de violência doméstica em relação à mãe.

    CANNABIS APREENDIDO EM PENICHE

    No passado dia 5 de Setembro foram identificados uma mulher de 45 anos e um jovem de 19 anos, mãe e filho, por cultivo de cannabis na habitação onde residem, informou a PSP. Durante uma busca domiciliária que resultou de um processo de investigação, foram apreendidas duas plantas de cannabis, com alturas de 1,5 e 1,6 metros, fertilizantes e diverso material utilizado na construção de uma estufa que se encontrava instalada num dos quartos da habitação. Além de mãe e filho, a PSP referenciou ainda um segundo jovem.

  • Videojogos no Arena Shopping

    O Arena Gaming Experience, que inclui jogos, workshops e uma viagem no tempo ao longo dos 50 anos da história dos videojogos, pode ser visitado no Arena Shopping (Torres Vedras), entre 22 de Setembro e 7 de Outubro.
    Os participantes poderão ver a evolução dos videojogos, através de suportes electrónicos e retrogames, que apelam à nostalgia e que remetem para tempos passados. É ainda possível experimentar várias consolas de forma gratuita.
    O Gaming Experience é uma iniciativa de entrada livre.

  • Workshop de libélulas e libelinhas

    Amanhã, entre as 9h30 e as 13h00, irá decorrer um workshop sobre libélulas e libelinhas no Paul de Tornada. A acção, destinada ao público em geral, terá como formador Rafael Carvalho.
    O custo é de 5 euros para adultos e de 4 para participantes até aos 18 anos, séniores e sócios da PATO. As crianças até aos seis anos não pagam.
    A inscrição pode ser feita pelos tel. 262881790, 935373571 ou associacaopato@gmail.com.

  • …e nas Gaeiras

    A associação O Socorro Gaeirense vai promover uma colheita de sangue no dia 23 Setembro, entre as 9h00 e as 13h00. A iniciativa decorrerá nas instalações do centro de dia de Gaeiras (antiga escola primária).

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