Author: Joel Ribeiro

  • O Halloween está a sobrepor-se ao Pão por Deus?

    David Silva, estudante (Caldas da Rainha)

    David Silva, estudante (Caldas da Rainha)
    Acho que o Halloween se está a sobrepor ao Pão por Deus, porque cada vez mais se vão buscar festas da tradição de outros países, principalmente dos Estados Unidos da América e Inglaterra, e o Halloween está a crescer como se fosse o Carnaval. Quando era pequeno, ia com a minha irmã e amigos ao Pão por Deus, na Benedita, mas hoje não conheço muita gente que vá. Acho que o Halloween ganha mais adesão pela parte da festa. O Pão por Deus é mais religioso e acho que isso se está a perder um pouco.

     

    Liliana Santos, animadora sócio-cultural (Caldas da Rainha)

    Liliana Santos, animadora sócio-cultural (Caldas da Rainha)

    Em casa, e principalmente nas aldeias, ainda se incentiva muito o Pão por Deus. Juntamos a família toda, em Alfeizerão, e penso que nas aldeias do concelho das Caldas também é assim, combinamos num sítio a uma hora e vamos todos juntos. Nas escolas está a incentivar-se mais o Halloween porque também não se fazem festas de Pão por Deus, e a vertente comercial também é explorada, o que acaba por ser apelativo para os mais novos também.

     

    Serafim Menino, reformado (Caldas da Rainha)

    Serafim Menino, reformado (Caldas da Rainha)

    Acho que o que deve permanecer é o Pão por Deus, que é uma tradição nossa muito antiga. Quando era criança já ia de porta em porta pedir o Pão por Deus na minha terra, no Norte. Deixem lá o Halloween para os países onde é tradicional. A minha mulher ainda hoje se prepara para receber as crianças no dia 1 de Novembro e ainda há muitas crianças a aderir. Oferecemos sobretudo doces e frutos secos.

     

  • O Natal das Caldas terá pista de gelo e o  de Óbidos leva as crianças à Lua

    O Natal das Caldas terá pista de gelo e o de Óbidos leva as crianças à Lua

    Os eventos de Natal de Óbidos e das Caldas da Rainha terão início, respectivamente, a 15 e 16 de Novembro, com a inauguração das iluminações de Natal. Nas Caldas, a principal novidade será uma pista de gelo artificial. Em Óbidos, a Vila Natal propõe uma viagem pelo espaço sideral até à Lua.

     

    O evento de Natal nas Caldas da Rainha, promovido pela ACCCRO, será inaugurado a 16 de Novembro com a ligação das luzes de Natal da cidade, da árvore de Natal gigante e um espectáculo musical com a banda Lucky Duckies.
    Este ano o programa de animação terá três pontos principais. A já tradicional árvore de Natal gigante ficará na Praça 25 de Abril, junto ao município. Na praça 5 de Outubro será colocado um presente gigante, com forma cúbica de sete metros de aresta. E a pista de gelo artificial será instalada na praça exterior do CCC. Esta actividade ainda não tem preço definido, mas Luís Gomes, presidente da ACCCRO, disse à Gazeta das Caldas que será “convidativo, para que as famílias possam usufruir”.
    Luís Gomes explicou que a associação quis criar várias centralidades no evento deste ano, “para que as pessoas circulem pela cidade em vez de se concentrarem num só local”. De resto, aqueles três locais serão paragem do comboio turístico, que como em anos anteriores será uma das atracções. As localizações também foram pensadas por estarem todas próximas dos parques de estacionamento subterrâneos da cidade.
    Em relação à iluminação de Natal, este ano serão iluminadas 45 ruas e vários edifícios emblemáticos, em especial o CCC e o Hospital Termal. Luís Gomes destaca a iluminação em mais ruas da freguesia de Santo Onofre, incluindo uma zona da Rua Vitorino Fróis, junto ao Skate Park, e as ruas Manuel Mafra e Fernando Correia.
    O presidente da ACCCRO adiantou que o orçamento será idêntico ao do ano passado, rondando os 150 mil euros no conjunto da iluminação e da animação. O orçamento da iluminação será mais reduzido que no ano passado, dada a opção por uma árvore de Natal um pouco mais pequena, mas isso permitiu transferir verba para a animação, o que permite “oferecer coisas diferentes”.
    O programa definitivo será divulgado em breve e poderá ser consultado na página de Facebook do evento.

    ÓBIDOS INAUGURA ILUMINAÇÃO A 15 DE NOVEMBRO

    Óbidos vai inaugurar a sua iluminação de Natal um dia antes que as Caldas, no dia 15 de Novembro.
    A cerimónia, denominada “Vamos iluminar Óbidos”, realiza-se pelas 18h00 na Porta da Vila, num espectáculo que promete música, cor, luz e muita animação. O Pai Natal não vai deixar de marcar presença na inauguração das luzes de Natal em Óbidos e a iniciativa vai contar com a actuação da Banda Maxi.
    Este evento antecipa a Óbidos Vila Natal, que se realiza de 29 de Novembro a 5 de Janeiro e terá como tema Óbidos vai da Terra à Lua. A edição deste ano terá novidades como viagens no vaivém espacial, ou corridas nos Bumper cars. Haverá ainda um parque de neve artificial, um labirinto feito com materiais recolhidos nas praias e muitos jogos e brincadeiras para fazer em família.
    Os preços das entradas na Óbidos Vila Natal serão de 5 euros para crianças dos 3 aos 11 anos, e sete euros a partir dos 12 anos. Este ano haverá também bilhete família entre os 20 e os 28 euros, para dois adultos e duas a quatro crianças.

  • Condicionamento de tráfego no IP6

    As obras no IP6 entre Óbidos e Peniche terão entrado no passado dia 30 de Outubro na segunda fase, o que implica a mudança do basculamento de trânsito na zona intervencionada para a faixa de rodagem no sentido Óbidos-Peniche, informou a Infraestruturas de Portugal. Esta segunda fase tem data de conclusão prevista para 27 de Novembro. O condicionamento de tráfego estará devidamente sinalizado no local.

  • Acompanhe o Caldas-Sertanense em tempo real

    Acompanhe em tempo real o encontro entre o Caldas e o Sertanense, encontro da oitava jornada do Campeonato de Portugal – Série C, a partir das 15h00.

    Campo da Mata, Caldas da Rainha Eduardo Ribeiro, AF Aveiro Pedro Assunção e Pedro Freitas

     

    CALDAS SC
    1 Luís Paulo
    14 Juvenal
    6 Militão (C)
    13 Gaio
    25 Farinha
    23 Pedro Faustino
    88 André Santos
    2 Yordy
    10 Januário (75)
    7 Hugo Neto (83)
    9 Bruno Eduardo
    SUPLENTES
    89 Francisco Vieira
    22
    Passos
    19
    Marcelo
    17
    Paulo Inácio
    28 
    Ricardo Isabelinha (83)
    94
    Karim
    11
    Ruca (75)
    Tr. José Vala
    SERTANENSE
    1 Leandro Turossi
    45 Tito Júnior
    4 Diogo Marques
    13 Duarte
    5 Milhazes
    21 Ariano Sanches
    14 Hamed Doukouré
    8 Bruno Torres
    88 Ouattara (86)
    95 Lucas Salinas (90+2)
    10 Ka Semedo (78)
    SUPLENTES
    17 Pedro Simões
    9 Sevivas (78)
    35 Nuno Ascensão
    60 Filipe Gustavo (90+2)
    79 Scara
    89 Jailson
    37 Marquinhos (86)
    Tr. Hugo Martins
    Januário 53, Farinha 66, Ariano Sanches 73, Leo Turossi 90+3

     

    Acompanhe aqui o jogo no webstream do Caldas SC

  • Caldas B perdeu na estreia em casa

    Caldas B perdeu na estreia em casa

    Municipal da Quinta da Boneca, Caldas da Rainha
    Árbitro: Bruno Lopes, AF Leiria
    Assistentes: Emanuel Cardoso e Leandro Pereira

    CALDAS B 0

    Micael Ciência; Lourenço Alexandre, Rodrigo Santos, Tomás Camacho (Gustavo Silva 40’) e Tiago Guimarães (Tomás Teodoro 49’); Afonso Pinto (André Querido 64’) e António Teotónio; Yann Cherel, Gonçalo Duarte e André Barreiro; Bruno Cunha (Pedro van Zeller 64’)
    Não utilizados: Henrique Mateus, José Almeida, Rodrigo Roque
    Treinador: José Carlos Pereira

    U. LEIRIA B 1

    Diogo Silva, Gonçalo Figueiredo, Tomás Francisco, David Pires, Joel Mendes, Manuel Marques, Mário Cabral, Alexandre Vieira, Gonçalo Girão (Eduardo Ramalho 64’), Tiago Leonardo (André Silva 80’+2), João Alves (Tiago Dinis 80’+2)
    Não utilizado: Tomás Lopes
    Treinador: Micael Pedrosa
    Ao intervalo: 0-1
    Marcador
    Alexandre Vieira (33’)

     

    A equipa B de juvenis do Caldas perdeu o seu primeiro jogo no campeonato na condição de visitado, com o golo decisivo a aparecer nos derradeiros 10 minutos da primeira parte.
    A equipa alvinegra, que venceu fora na jornada inaugural, entrou bem na partida, com um lance perigoso logo nos primeiros minutos e depois, mesmo sem ser tão perigoso, controlando a posse de bola.
    Contudo, os leirienses foram mais eficazes e marcaram ao minuto 33, com uma jogada pelo flanco direito a deixar Alexandre Vieira em situação de finalização, que não desperdiçou.
    Na segunda parte os leirienses souberam trabalhar com a vantagem, mantendo-se quase sempre seguros em terrenos recuados e lançando a ofensiva em transições rápidas. O Caldas só por duas vezes conseguiu entrar na zona de finalização, mas em ambas o último passe saiu muito puxado, impedido as finalizações de Gonçalo Duarte e Yann Cherel.
    Já os leirienses somaram mais algumas oportunidades, com Micael Ciência a ser chamado a intervir por três vezes para manter a sua equipa no jogo nos minutos finais.

  • Caldense retido numa gruta espanhola diz que nunca se sentiu em perigo

    Caldense retido numa gruta espanhola diz que nunca se sentiu em perigo

    O caldense António Afonso é um dos quatro espeleólogos que ficaram retidos numa gruta na Cantábria (Espanha), depois de terem sido surpreendidos por uma súbita subida das águas.
    António Afonso fez a expedição com os vilacondenses Daniel Pinto e Luís Sousa, e o vimarenense Carlos Mendes. Entraram na gruta de Cueto-Coventosa ao fim da manhã de sábado e o pedido de socorro foi feito pela sua equipa de apoio ao final da tarde de domingo.
    Ao contrário do que as previsões meteorológicas apontavam, os espeleólogos foram surpreendidos por uma repentina subida das águas que os deixou retidos na zona final do trajecto.
    António Afonso contou à Gazeta das Caldas que a equipa se deparou com um caudal da água que lhes bloqueou a passagem “devido ao volume e às fortes correntes”. A água estava cerca de seis metros mais alta do que o previsto. Decidiram não arriscar a passagem e esperar que o nível da água baixasse.
    A equipa já tinha conhecimento daquela zona, após ter ali feito uma expedição há dois anos, que serviu de preparação justamente para aquela parte da gruta.
    António Afonso realça que este cenário foi previsto quando fizeram o planeamento da actividade e a equipa levou todo o material para essa eventualidade, incluindo mantas térmicas e fontes de iluminação. Além disso, “a experiência diz-nos para levar sempre comida a mais e fontes de hidratação”, complementa.
    Montaram um pequeno acampamento para se manterem quentes (a temperatura no local é constante a 12 graus com 99% de humidade), numa galeria que se manteria seca mesmo que o caudal continuasse a subir. De duas em duas horas monitorizavam o caudal.
    O espeleólogo caldense sublinha que nunca a equipa se sentiu em perigo. “Era apenas uma questão de aguardar que a água baixasse”, contou. A principal preocupação acabou por ser a falta de comunicação com o exterior, com os companheiros que estavam fora da gruta e com os familiares. “Estávamos bem, mas ninguém sabia”, aponta.
    António Afonso diz que aquele é um dos seus locais preferidos para fazer espeleologia e garante que vai continuar a frequentá-lo. “Vamos para aquela zona todos os anos e iremos continuar, até porque agora temos mais amigos espeleólogos – do grupo de resgate ESOCAN – com quem partilhar experiências”.
    De resto, ao contrário do que passou em alguma comunicação social, garante que o grupo ficou “grato pelo profissionalismo e apoio de toda a equipa de resgate, que agiu bem e de forma coerente”.

  • Moradores do Bom Sucesso dizem que estão esquecidos pela Câmara de Óbidos

    Moradores do Bom Sucesso dizem que estão esquecidos pela Câmara de Óbidos

    Um grupo de moradores do Bom Sucesso marcou presença na sessão pública de Câmara de Óbidos, que decorreu no Vau no passado dia 18 de Outubro, e queixou-se que a localidade tem sido esquecida pelo município no que o investimento diz respeito. Os moradores reclamaram, entre outras questões, por melhorias na iluminação e um passeio de ligação entre os bairros 25 e dos Pescadores.

     

    António Pereira foi um dos porta-voz dos moradores do Bom Sucesso e começou por reivindicar um passeio que possa ser utilizado por quem se desloca a pé ou de bicicleta entre os bairros 25 e dos Pescadores, assim como iluminação para a mesma zona, por se tratar de um percurso utilizado por muitas pessoas. O assunto, de resto, foi motivo para uma petição entregue na autarquia recentemente.
    Este morador no Bom Sucesso disse que, além destas questões, “há ainda muitas coisas que podiam ser melhoradas”. Reconheceu que o município já fez diversas intervenções na localidade, mas que estas pecam por “falta de continuidade” e ofereceu-se para acompanhar responsáveis autárquicos numa visita para elencar todas as necessidades existentes.
    Lucinda Saragoça reforçou o pedido de António Pereira e acrescentou a necessidade de ser colocada iluminação na rua da Associação de Moradores, onde as pessoas se encontram, inclusivamente muitas crianças e jovens. Lucinda Saragoça reclamou a falta de limpeza dos matos e de instalações sanitários para a praia do Bom Sucesso Lagoa.
    Humberto Marques, presidente da Câmara, começou por agradecer a presença dos munícipes, sublinhando que aquela é a atitude correcta para expor os problemas, “porque nós não sabemos tudo”. O autarca disse já ter recebido e reencaminhado a petição aos serviços para que seja avaliada a construção do caminho pedonal entre os dois bairros, considerando ser “um pedido legítimo”.
    O presidente da Câmara adiantou que já houve um projecto para esse tipo de intervenção, “negociado com um fundo de investimento que comprou toda a aquela área por detrás do Bairro 5”. A negociação previa todo o arranjo urbanístico daquela zona, no entanto, o fundo entrou em liquidação e não executou a obra. A autarquia irá solicitar à EDP a iluminação das referidas zonas.
    Humberto Marques garantiu que a autarquia não desconsidera aquela zona do concelho, recordando que no passado investiu 2,7 milhões de euros para evitar que o esgoto corresse para a praia, obra que era da responsabilidade do loteador.
    Em relação à praia, o autarca contou que só há pouco mais de 10 anos aquele espaço foi consignado como tal no Plano de Ordenamento Costeiro e que desde então a Câmara se tem debatido para lhe dar melhores condições. Foi construído o apoio de praia (o restaurante Rio Cortiço Lagoa), que Humberto Marques lembrou ser um equipamento municipal, embora concessionado a privados. O objectivo é que a praia possa ter todos os apoios e equipamentos e classificações possíveis, incluindo a bandeira azul, mas que o processo é demorado, pelo que não se comprometeu com datas.
    Ainda antes do período antes da ordem de trabalhos, questionado pela vereadora Ana Sousa (PS), Humberto Marques informou que o projecto da Praça da Criatividade já tem aprovado o visto prévio do Tribunal de Contas, pelo que o início dos trabalhos poderão começar ainda mês.

    LOMBAS E ESTRADAS POR ARRANJAR NO VAU

    Frederico Lopes, presidente da Junta de Freguesia do Vau, foi anfitrião desta sessão de Câmara e aproveitou para reivindicar junto do executivo municipal algumas soluções para queixas dos seus fregueses, a começar pela reparação de estradas em más condições.
    Humberto Marques explicou que existe um plano para reparar vias de comunicação no concelho, assim como de passeios, no valor de 600 mil euros, mas que a intervenção será realizada a partir dos meses de Abril ou Maio do próximo ano.
    O presidente da junta do Vau alertou para a necessidade de colocação de lombas de limitação de velocidade nas estradas das Cavacas e do Barreiro, para aumentar a segurança nessas zonas da sua freguesia. E também para a necessidade de reparar estradas agrícolas danificadas pela construção da rede de rega das Baixas de Óbidos, nomeadamente nas Poisias, onde a estrada “ficou praticamente intransitável no Inverno”.
    À questão das lombas, Humberto Marques respondeu que a colocação de lombas não é ideal, “porque descaracteriza” as localidades rurais, no entanto garantiu que, estando em causa a segurança, irá colocar o assunto para apreciação dos técnicos, acrescentando que ficarão abertas outras soluções, como a colocação de semáforos. Em relação às vias danificadas pelas obras da rede de rega, o presidente da Câmara disse que irá contactar o empreiteiro para perceber se é possível restabelecer a normal circulação antes do final da obra.
    Frederico Lopes alertou ainda para o roubo de tampas do saneamento no Bom Sucesso e que isso já provocou um acidente com um jovem que circulava de bicicleta e caiu na abertura. José Pereira, vice-presidente da Câmara, agradeceu o alerta e sublinhou que, neste tipo de problema, é essencial que a população passe a informação ao município para que este possa actuar. Esta não é uma questão nova no concelho e José Pereira disse que a solução passou por colocar tampas com fixadores e correntes, o que será também a solução neste caso.
    O presidente da junta por agradecer o investimento do município na ecopista e no lavadouro, assim como na requalificação do Jardim Infantil, obra que deverá estar concluída no final deste ano lectivo.

    REN ATRASA REVISÃO DO PDM

    O processo de revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Óbidos está pendente por questões relativas à Reserva Ecológica Nacional (REN), avançou o vereador Pedro Félix durante a sessão pública de Câmara.
    “A carta de reserva ecológica não foi aceite pela APA e o gabinete que temos contratado está a tratar das alterações que foram pedidas para depois seguirmos com o processo, porque sem as questões da REN e da RAN não podemos avançar”, referiu em resposta a Ana Sousa, vereadora do PS. O vereador acrescentou que a carta ecológica já vai na terceira versão, o que se deve às alterações que têm sido feitas na lei.
    Questionado se haveria derrapagem nos prazos existentes, o que colocaria em risco a atribuição de fundos comunitários ao município, Pedro Félix disse acreditar que o documento estará em fase de publicação dentro dos nove meses exigidos.
    Pedro Félix afirmou que o concelho ficará com um PDM “pior” do que existe actualmente, mas que o município está a fazer “com que não seja tão mau como podia ser”. Humberto Marques acrescentou que o novo plano director poderia já estar finalizado se a autarquia não estivesse a negociar alterações, mas isso teria significado “reduzir áreas urbanas e urbanizáveis em 20% em relação ao PDM actual”.

  • Câmara de Óbidos vai comprar antigas instalações da Coopercaldas

    Câmara de Óbidos vai comprar antigas instalações da Coopercaldas

    A Câmara de Óbidos vai avançar com a aquisição do terreno e dos edifícios que pertenciam à antiga Coopercaldas, localizados na freguesia das Gaeiras, por 193 mil euros.
    O imóvel – que é um activo do Novo Banco – foi proposto à autarquia obidense por aquele valor e o presidente Humberto Marques decidiu avançar com o negócio ao abrigo da lei 75/2013, que lhe dá competência para adquirir imóveis até 1000 vezes o valor do salário mínimo nacional. O edil explicou, na sessão pública de Câmara do passado dia 18 de Outubro, que caso a Câmara não concretizasse o negócio, o imóvel ficaria acessível a qualquer interessado, pelo mesmo preço, dentro de aproximadamente um mês no portal Casa Pronta (do Ministério da Justiça).
    O lote a comprar é constituído por três armazéns, um edifício administrativo, parque de estacionamento e logradouro com uma área total de 10.400 m2, dos quais 3000 m2 cobertos, que tem estado no mercado por um valor próximo dos 880 mil euros (de acordo com um anúncio disponibilizado num portal imobiliário). Humberto Marques disse que o preço pelo qual a autarquia obidense vai adquirir o imóvel – pouco mais de 20% do valor de mercado – se trata de “uma oportunidade para o município”.
    O edil referiu que aquela aquisição irá permitir a resolução de diversos problemas. Os armazéns da antiga Coopercaldas encontram-se abandonados e em ruína, têm telhados de amianto e são “albergue para condutas menos próprias”, disse Humberto Marques. Além disso, o seu abandono está a propiciar o crescimento de matos.
    A recuperação daquele edificado permitirá alojar os equipamentos que se encontra no antigo quartel dos bombeiros de Óbidos e nos armazéns anexos, que serão demolidos brevemente para ali ser construída a Praça da Criatividade.
    Os terrenos são urbanizáveis e encontram-se numa zona nobre da freguesia das Gaeiras, junto às urbanizações da Fonte dos Corações e do Moinho Saloio, acrescentou.
    Os vereadores do PS questionaram se a autarquia não poderia der “atacada” por estar a adquirir aquele imóvel a um preço “anormalmente baixo”. Humberto Marques disse ter pensado nessa possibilidade, mas acrescentou que o preço não é definido pela Câmara. “Não se trata de uma negociação”, sublinhou, pelo que pesou mais a possibilidade de “ultrapassar um problema urbanístico”.

  • Futebol distrital vale mais de 8 milhões de euros em volume de negócios

    Futebol distrital vale mais de 8 milhões de euros em volume de negócios

    O futebol distrital vale mais de 8 milhões de euros em volume de negócios e entrega ao Estado mais de 1,7 milhões de euros, só em impostos directos. Estes dados dizem respeito à época 2012/13 e são apontados no livro “O valor económico do futebol distrital”, do caldense Manuel Nunes, que serviu de base a uma tertúlia no Folio, no passado dia 17 de Outubro.

     

    Os dados relativos à temporada 2012/13, na qual as competições da Associação de Futebol de Leiria (AFL) movimentaram 10.354 atletas e 688 equipas, apontam para um volume de negócios do futebol e futsal distritais superior a 8 milhões de euros, que deixaram nos cofres do Estado quase 1,7 milhões de euros em impostos directos.
    Estes valores incluem gastos com equipamento desportivo dos atletas e custos de actividade dos clubes e da própria associação distrital.
    Estes valores serão, sete anos depois, bastante superiores, tendo em conta que o número de atletas subiu na AFL para mais de 11 mil, além da questões ligadas com a inflação de preços.
    Manuel Nunes, presidente da AFL, afirmou que o fenómeno desportivo é motor de desenvolvimento económico dentro das comunidades. Além da aquisição de material e equipamento desportivo, há um conjunto de serviços que facturam com a prática, como consultórios médicos e seguros desportivos.
    Apesar disso, o dirigente realça que o Estado tem um encaixe financeiro muito mais significativo com o fenómeno futebolístico do que o investimento que faz. Manuel Nunes observa que o Estado central financia o futebol distrital com apenas 25,5 mil euros por ano, através de contrato programa com a AFL.
    Além de não apoiar verdadeiramente a prática desportiva, o Estado ainda se aproveita dela aplicando a taxa de IVA máxima, o que para Manuel Nunes não faz sentido.
    De resto, o dirigente – que também exerce o cargo político de deputado na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha pelo PS – lamenta a ausência de ideias claras para o desporto ao nível do Estado central. “Houve eleições e tanto nas campanhas dos partidos, como nos debates e nas análises feitas pelos comentadores, não se falou de desporto, o que dá a ideia de que está tudo bem”, lamentou.

    ASSOCIATIVISMO EM RISCO?

    Outro aspecto em que Manuel Nunes se debruça no livro é no papel dos dirigentes benévolos, que são o garante dos clubes e associações que possibilitam a prática desportiva federada no país, substituindo-se, assim ao Estado.
    No distrito, os mais de 2000 dirigentes associativos significariam um encargo de 1,4 milhões de euros por mês caso o seu trabalho fosse pago. O problema é que se tem verificado uma crescente dificuldade de sucessão nos clubes por falta de dirigentes.
    O funcionamento das associações e clubes estão hoje a ser garantidas sobretudo pelas gerações dos 50 aos 70 anos. A renovação é lenta e feita sobretudo por mulheres, quando num passado ainda recente os dirigentes eram sobretudo homens.
    Manuel Nunes acredita que a situação se pode inverter com a criação da figura do dirigente benévolo e um respectivo estatuto que lhe garanta colher benefícios deste trabalho voluntário, que poderiam passar por compensações em sede de IRS ou majorações no tempo de reforma.
    Caso não se consiga travar esta diminuição de dirigentes associativos, corre-se o risco de muitos jovens perderem acesso à prática desportiva, observou Júlio Vieira, antigo presidente da AFL e actual dirigente da Federação Portuguesa de Futebol. Júlio Vieira adiantou que nos últimos 10 anos o distrito perdeu 30 clubes (de 160 para 130) e 500 no país, de 2400 para 1900, pelo que esta é uma questão que deve preocupar o governo.

    CLUBES TAMBÉM SE QUEIXAM

    Jorge Reis, presidente do Caldas, e Hélder Mesquita, presidente da Junta de Freguesia do Olho Marinho e dirigente da colectividade local, acrescentaram outras dificuldades que Estado e federação criam para os clubes não profissionais.
    Jorge Reis disse que o Caldas é dos poucos clubes não profissionalizados a competir no Campeonato de Portugal (competição não profissional), para lamentar que não haja enquadramento para os jogadores amadores neste tipo de prova. “Não há enquadramento legal para pagar as deslocações, as refeições ou um subsídio aos jogadores”, observou, acrescentando que se torna necessário criar um estatuto para o jogador não profissional.
    Outra dificuldade criada aos clubes é a obrigatoriedade de “pagar ordenados no valor de vários salários mínimos nacionais a treinadores nas competições nacionais, quando esses treinadores não são profissionais”, o que torna a actividade dos clubes insustentável. O presidente do Caldas revelou ainda que organizar um jogo da equipa principal custa 1100 euros e que os clubes não têm receita de jogo para cobrir essa despesa, acrescentando que se torna “mais barato para o clube ir jogar aos Açores do que jogar em casa”.
    Na sua intervenção, Hélder Mesquita disse que clubes como o Olho Marinho, que têm dificuldade em encontrar patrocinadores, vivem muito dos eventos que organizam para angariar receita. No entanto, o Estado fica logo com 300 de euros de cada evento organizado, em forma de licenças e impostos.
    A tertúlia juntou cerca de 40 pessoas e contou com a participação de Manuel Nunes, presidente da AFL, Margarida Reis, vereadora da Câmara de Óbidos, Vítor Pataco, presidente do IPDJ e Júlio Vieira, director da FPF.

  • Assistexpat ajuda estrangeiros a instalarem-se na região

    Assistexpat ajuda estrangeiros a instalarem-se na região

    A empresa CMIA Assistexpat instalou-se nas Caldas no início do mês de Outubro e está vocacionada para a assistência a expatriados e também à internacionalização de empresas da região para mercados francófonos.
    O projecto nasceu em Fevereiro do ano passado em Lisboa pela mão dos sócios João Ângelo e Philippe Caminade.
    “O Philippe estava a pensar investir em Portugal há algum tempo e como eu fazia parte da direção da União dos Franceses Expatriados no Centro Oeste, sabíamos dos problemas que os estrangeiros encontram para se instalar em Portugal”, conta João Ângelo. Questões que começam com a barreira linguística e se estendem à burocracia complexa.
    A empresa começou a dar assistência aos expatriados, pessoas que vêm do estrangeiro para se instalarem no nosso país, maioritariamente francófonos. O serviço envolve todo o processo, desde a venda de propriedades no país de origem, encontrar alojamento em Portugal, tratar de todo o processo burocrático e fazer mudança dos bens para Portugal.
    Além deste serviço, a Assistexpat faz o movimento inverso a nível empresarial, ou seja, apoia empresas da região que querem colocar os seus produtos no mercado francês.
    De Lisboa, a empresa mudou-se para Peniche. João Ângelo explica que a procura pelo Oeste se ficou a dever a estar ser uma região com muito para oferecer e com maior qualidade de vida do que Lisboa. “Temos clientes a querer ir para Lisboa ou para o Algarve e aconselhamos que venham para o Oeste”, refere.
    Na mudança para as Caldas a empresa encontrou uma cidade “com mais dinâmica, mais oferta cultural, e uma centralidade muito boa”, afirmou.
    Nas Caldas a empresa tem um escritório maior e a equipa cresceu para três pessoas, com possibilidade de continuar a crescer no futuro. A empresa investiu cerca de 15 mil euros para abrir este novo escritório.

  • Acompanhe o Caldas-Fontinhas em tempo real

    Acompanhe em tempo real o encontro entre o Caldas e Fontinhas, encontro em atraso da terceira jornada do Campeonato de Portugal – Série C, a partir das 11h00.
    Campo da Mata, Caldas da Rainha David Salvador, AF Setúbal André Botelho e Ricardo Sari

     

    CALDAS SC
    1 Luís Paulo
    14 Juvenal
    6 Militão (C)
    13 Gaio
    25 Farinha
    23 Pedro Faustino
    88 André Santos
    2 Yordy (69)
    10 Januário (78)
    7 Hugo Neto (83)
    9 Bruno Eduardo
    SUPLENTES
    12 Francisco Vieira
    22 Passos
    19 Marcelo
    73 Passuco
    28  Ricardo Isabelinha (83)
    94 Karim (69)
    11 Ruca (83)
    Tr. José Vala
    FONTINHAS
    13 Gonçalo Toste
    4 Luciano Serpa
    2 Gilberto Meneses
    8 Miguel Oliveira
    20 Vítor Miranda
    6 Mauro Aires
    10 João Dias (C)
    5 André Silva (62)
    25 José Dias
    11 Vasco Goulart (57)
    17 Dário Simão (66)
    SUPLENTES
    23 Délcio
    28 Francisco Vieira
    22 João Moutinho
    19 Gustavo Martins (66)
    12 Ruben Miranda (62)
    15 Milton Rebelo (57)
    Tr. Francisco Faria
    ⚽ Bruno Eduardo 12, Hugo Neto 19, Hugo Neto 21, Hugo Neto  83, Pedro Faustino 90+2
    Vasco Goulart 38, Gaio 43, Dário Simão 57, Milton 83

     

  • Peniche tem história, cultura, património natural e… tecnologia

    A ligação com o mar promove Peniche como um interessante destino turístico. Mas o concelho vale por mais do que a sua onda, possuindo um rico património histórico, cultural e paisagístico, além de desempenhar um papel importante na investigação ligada às tecnologias e economia do mar.

    Peniche é uma vila piscatória localizada sobre uma península de 10 km de perímetro. O concelho, com cerca de 27 mil habitantes, é fortemente ligado ao mar.
    O pescado é um dos principais motores económicos, através da captura e da transformação alimentar. Mas o mar é igualmente importante através do crescente sector do turismo, procurado tanto como destino de praia, como pelos desportos aquáticos.
    Além destes sectores, a economia do concelho está ligada à produção agrícola, com um forte enfoque nos produtos hortícolas.
    O FORTE
    O Forte – também conhecido como Praça-forte, ou Fortaleza – é um dos monumentos icónicos de Peniche. A sua origem será no século XVI, no Castelo da Vila. Mas é pela sua utilização como prisão política durante o regime do Estado Novo que o edifício é hoje mais conhecido, tendo sido local de cativeiro de alguns dos mais sonantes nomes da luta anti-regime.
    Ali funciona o Museu Nacional da Resistência e Liberdade.
    O CABO CARVOEIRO
    O Cabo Carvoeiro destaca-se pela sua beleza paisagística, conferida pelas formações rochosas esculpidas pelo mar ao longo da costa. Um dos exemplos destas formações é a chamada Nau dos Corvos, assim chamada por se tratar de um rochedo que se assemelha a uma embarcação parcialmente naufragada.
    Perto destas formações rochosas encontra-se a gruta da Furninha, uma cavidade natural onde foram descobertos vestígios arqueológicos do período pré-histórico. Pensa-se que terá sido utilizada como abrigo e como necrópole, tendo sido ali descobertos vestígios de várias épocas que podem ser observados no Museu Municipal de Peniche.
    Sendo um dos pontos mais ocidentais da Europa, o Cabo Carvoeiro é um dos pontos de passagem de aves migratórias, pelo que se trata de um excelente local para fazer observação de aves.
    No cabo fica ainda localizado um dos seis faróis mandados construir por um Alvará pombalino de 1758. Trata-se de um dos faróis mais antigos ainda em funcionamento do nosso país, com uma altura de 27 metros a partir do solo e 57 metros acima do nível do mar.
    AS BERLENGAS
    Daquele local tem-se uma vista privilegiada para outro importante património do concelho, o arquipélago das Berlengas, formado pelas ilhas Berlenga, Estelas e Farilhões.
    Nestas ilhas encontram-se várias espécies animais e vegetais protegidas e paisagens naturais de grande beleza, inclusivamente debaixo de água. De resto, é um local de eleição para a prática de mergulho.
    Na ilha Berlenga fica situada outra fortificação, o Forte de São João Baptista, mandado construir em 1651 pelo rei D. João IV pela sua posição estratégica.
    O BALEAL
    O Baleal – que deve o seu nome à função que tinha na actividade de caça à baleia -, que em tempos foi uma ilha, é uma pequena península a norte de Peniche, unida ao continente por um tômbolo que forma uma praia de areia fina a norte e outra a sul.
    Tal como o Cabo Carvoeiro, o Baleal é marcado pela beleza das formações rochosas junto à costa e na sua continuação ergue-se a ilhota das Pombas e o ilhéu de Fora.
    A RENDA DE BILROS
    No centro de Peniche, a estátua da Rendilheira dá a conhecer a tradição de mais de 400 anos da renda de Bilros, que se pode conhecer melhor no museu que lhe é dedicado. Do espólio fazem parte muitas peças antigas e seculares.
    Esta é uma arte que o concelho tem procurado preservar através da abertura da Escola de Bilros, onde a mestria vai passando de geração em geração.
    OS AMIGOS DE PENICHE
    Quem nunca ouviu nos “Amigos de Peniche”. A expressão é utilizada de duas formas, aliás. Trata-se de um doce parecido com um pastel de feijão, cujo nome é inspirado na expressão idiomática. Esta expressão é utilizada para descrever uma pessoa com a qual não se pode contar, mas a sua origem não é no povo de Peniche, mas sim nas tropas inglesas que ali desembarcaram para auxiliar D. António, Prior de Crato, a reaver a coroa portuguesa tomada por D. Filipe II de Espanha. Tomados sobretudo pela peste, os ingleses acabaram por retirar antes de ajudar D. António a tomar Lisboa, o que levou os seus apoiantes a questionar onde estariam “os amigos que vêm de Peniche”.
    A TECNOLOGIA
    Foi no concelho de Peniche, mais precisamente em Ferrel, que esteve projectada a construção de uma central nuclear em Portugal, ideia abandonada graças à acção de contestação social que se gerou.
    Curiosamente, naquele local, está em desenvolvimento adiantado um projecto de produção de energia limpa através do aproveitamento das correntes marítimas.
    Este é apenas um dos exemplos da investigação que se faz no concelho, onde a Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar (ESTM), do Instituto Politécnico de Leiria, faz desenvolvimento da potencial que o mar tem para dar à sociedade actual e futura.
    A ESTM está este ano a comemorar o seu 20º aniversário. Começou com 77 alunos e ultrapassa hoje os 1500.
  • Centro de Alto Rendimento já recebeu 17 mil atletas este ano

    Inaugurado em 2012, o Centro de Alto Rendimento de Surf de Peniche tem vindo a aumentar a sua influência e já apoia outras modalidades aquáticas.

     

    O slogan Capital da Onda tem ganho cada vez mais dimensão em Peniche desde 2009, quando a Rip Curl trouxe o campeonato do mundo para Supertubos. Uma das consequências da influência do surf no concelho foi a criação, em 2012, do Centro de Alto Rendimento (CAR) de Surf, que só nos primeiros nove meses deste ano já recebeu mais de 17 mil atletas em estágios e competições (embora alguns venham mais do que uma vez).
    Paulo Ferreira, presidente do Peniche Surfing Clube, actualmente o responsável pela gestão do espaço, disse à  Gazeta das Caldas que houve este ano “um incremento gigante” do número de atletas a utilizar o centro, que se deve sobretudo às iniciativas que têm sido levadas a cabo.
    O CAR é utilizado pela Federação Portuguesa de Surf como base para os estágios dos atletas de todos os escalões. “Os melhores surfistas portugueses, como o Kikas, o Vasco Ribeiro e outros, vêm aqui estagiar com regularidade”, refere Paulo Ferreira. Mas a infra-estrutura também é procurada por federações de outros países, assim como clubes, e atletas profissionais em estágios particulares.
    Além do surf, o centro abriu as portas a outras modalidades aquáticas, o que ajuda a explicar o incremento do número de atletas. Um dos exemplos é o stand up paddle, que está em franco crescimento. O centro tem mesmo um projecto de regularidade mensal na formação de atletas de alto rendimento, apadrinhado pelo italiano Leonard Nika, referência mundial desta modalidade desportiva.
    O “x” marca o local
    O Centro de Alto Rendimento de Peniche foi construído com a forma da letra “X”, servindo da mesma forma a funcionalidade e a simbologia. O edifício foi construído precisamente no centro da península de Peniche e cada um dos seus braços tem uma função específica, com áreas administrativa, social, de alojamento e de treino desportivo independentes. A construção respeita a harmonia com o meio ambiente, com recurso a madeira, materiais reciclados e recicláveis e maximizando o aproveitamento da luz natural. Situando-se numa zona dunar, o edifício está elevado em relação ao solo, permitindo o fluxo das areias.
    “Queremos que este seja o centro de muitas coisas”, realça Paulo Ferreira. O responsável pela gestão do CAR refere que se torna fundamental que Peniche tire proveito das suas “condições únicas na Europa para o treino na água”, realça Paulo Ferreira. É que Peniche não é só ondas, também há planos de água salgada parada (flat watter) e de água doce.
    Um dos objectivos para o imediato é que a actividade da Peniche Surfing Academy, promovida pelo Peniche Surfing Clube, passe para esse espaço com uma acção mais alargada, que permita o aumento do número de atletas. Pretende-se ainda integrar os estágios dos jovens com apoio ao estudo e transformar o CAR num centro de referência na medicina desportiva nas modalidades para as quais está habilitado.
  • Clube de Peniche une o surf às causas sociais

    O Peniche Surfing Clube tem formado vários jovens campeões, mas o trabalho mais notável do clube tem-se revelado na acção social.

     

    A etapa do campeonato do mundo em Peniche é uma montra para a região e o Peniche Surfing Clube tem aproveitado esta onda para dinamizar a sua actividade. O clube já tem atletas em competição com excelentes resultados, pelo que tem aproveitado a etapa do campeonato do mundo em Peniche para fazer acção social.
    “O surf é um desporto sexy”, diz Paulo Ferreira, presidente do clube. A mediatização crescente da modalidade ajuda a atrair mais atletas e o número de pessoas a praticar continua a crescer. Nas novas gerações o clube tem dado cartas com jovens surfistas como Matias Canhoto, ou Carolina Santos.
    Mas, durante o Meo Rip Curl Pro, o enfoque do clube é diferente. “Fazemos actividades ao nível ambiental e social”, diz Paulo Ferreira. No stand do espaço de exposições do evento, o clube partilha o espaço com diversas associações, de cariz social e ambiental.
    O Peniche Surfing Clube promove visitas guiadas ao backstage do campeonato para as escolas e universidades, e também actividades na praia alusivas, por exemplo, ao cancro cutâneo ou à causa ambiental.
    “Também fazemos activação ao surf com aulas gratuitas para instituições, que trazem miúdos e seniores e portadores de deficiência. Vamos ter muitas coisas a acontecer ao longo do evento”, sublinha.
    Este tipo de iniciativas prolonga-se para lá da prova. “Só este ano já proporcionámos 6 mil aulas gratuitas neste tipo de acção”, refere Paulo Ferreira.
    Outro exemplo do trabalho do clube nesta área é o Peniche Paddle Series, um conjunto de eventos inseridos na Semana da Criança ligados à canoagem, remo, surf e stand up paddle, que junta milhares de crianças. O evento tem como objectivo agir pela igualdade de género, inclusão social, promoção de hábitos de vida saudáveis, prevenção de comportamentos agressivos, sensibilização ambiental e solidariedade intergeracional.
    Só este ano juntou 5 mil crianças e jovens e o objectivo, agora, é alargar a iniciativa a todos os concelhos da área intermunicipal do Oeste.

    Problemas da massificação
    Paulo Ferreira afirma que a prova do campeonato do mundo de surf trouxe uma projecção muito grande ao país e a Peniche, com benefícios e prejuízos.
    Houve um claro desenvolvimento económico do concelho, com aumento da procura de segunda habitação e de licenças de alojamento local, “que já são perto de mil”. O surf traz pessoas com poder económico, sobretudo porque é uma modalidade que se conjuga com a prática de golfe, para a qual a região está igualmente direcionada.
    A prova ajuda a trazer turistas que acrescentam valor. Os hotéis ficam cheios e há quem aproveite para fazer roteiros turísticos pela costa, o que implica que não é só a região a ganhar com o evento.
    Além disso, o surf ajudou a atenuar a sazonalidade do turismo em Peniche, estendendo os fluxos para um período entre Março e finais de Outubro.
    O problema, para Paulo Ferreira, é que a massificação traz problemas como a pressão sobre a comunidade local.
    “Há empresas de turismo na zona do Baleal que investem as energias em trazer pessoas muito jovens, tipo Ibiza, e esse não será o tipo de turismo que se quer para aqui, temos que privilegiar a qualidade em vez da quantidade”, defende.
  • A caldense Carolina Santos é um dos valores emergentes do surf nacional

    Aos 17 anos Carolina Santos já é uma das melhores surfistas portuguesas. Este ano é a 11ª na liga profissional e 216ª no ranking mundial, mas quer ir mais longe e sonha fazer o circuito mundial.

     

    GAZETA DAS CALDAS: Como é que começou o surf para ti?
    CAROLINA SANTOS: Foi no Verão de 2010, tinha oito anos. Eu e o meu primo não tínhamos muito para fazer e os meus pais decidiram inscrever-me numa escola de surf, para experimentarmos. Ele acabou por se assustar e eu fiquei com o resto das aulas dele. A partir daí foi sempre a melhorar.
    G.C.: E já tinhas antes vontade de experimentar?
    C.S.: Mais ou menos. Por um lado, não me tinha chamado muito a atenção, mas por outro sempre gostei muito da água e do mar, por isso as duas coisas acabaram por se conjugar.

    É difícil começar

    G.C.: Depois de começares, como foi a evolução?
    C.S.: A primeira aula foi difícil. Acho que me consegui pôr de pé uma vez e aguentar um bocadinho, mas é difícil começar. Depois o meu pai começou a levar-me para a praia mais vezes e foi alimentando o bichinho. O surf é um desporto muito minucioso, os detalhes são muito importantes, por isso a evolução é progressiva. Lentamente vamos melhorando aqueles detalhes que fazem a diferença.
    G.C.: Como é a tua rotina de treino?
    C.S.: Ao fim-de-semana vou de manhã, surfo duas vezes ou três e volto para casa. Nos dias de escola tenho aulas de manhã, mas tenho as tardes livres e vou praticamente todos os dias à praia.
    G.C.: E com que idade fizeste a primeira prova?
    C.S.: Devia ter 12, ou 13 anos. Também parei um pouco até aos 10 anos. Depois demorei mais ou menos dois anos até ter algum nível para começar a competir.
    G.C.: E os resultados, começaram logo a surgir?
    C.S.: Não. Os resultados dependem muito do trabalho que fazemos antes. Se trabalhas menos, tens menos resultados. E como é uma aprendizagem constante é difícil ganhar logo. Cada praia é diferente, também depende se o mar está mais favorável às nossas características ou não, é sempre um desafio.

    O melhor são as pessoas que vou conhecendo

    G.C.: Tens algum momento que te tenha marcado mais?
    C.S.: Sim, o melhor de tudo são as pessoas que vou conhecendo à medida que vou viajando e surfando mais vezes. Viajar também é uma parte muito boa, conhecemos outras partes do mundo, contactamos com outras culturas e vemos que há realidades diferentes, o que até permite percebermos e apreciarmos aquilo que temos no nosso país.
    G.C.: Quando começaste a surfar já havia a prova em Peniche. Tens acompanhado?
    C.S.: Sim, comecei a ir com o meu treinador anterior. Tínhamos as tardes livres na escola e íamos para lá todos os dias. Ficávamos a observar. É muito útil ter oportunidade de ver os melhores do mundo a surfar. Mesmo para a região é muito bom termos cá a prova, porque traz muita gente.
    G.C.: Este ano o Meo Rip Curl Pro Portugal vai ter prova feminina. É importante poder ver as melhores do mundo na água?
    C.S.: Sim, já estive em Supertubos a treinar e elas estavam na água, é muito bom surfar com elas, têm muito ritmo e experiência, aprende-se muito só de as ver.
    G.C.: Sonhas fazer o circuito com elas, no futuro?
    C.S.: Claro que sim. Mantendo sempre os pés na terra, mas quero tentar chegar lá.

    O importante é tirar ensinamentos do que fizemos mal

    G.C.: Como é lidar com a competição quando há a escola e uma juventude para viver?
    C.S.: Acho que a melhor maneira é não criar muitas expectativas, tentar fazer sempre o melhor e não ficar muito “chateada” quando não corre bem. Claro que se fica sempre um bocado, mas o importante é tirar ensinamentos do que fizemos mal e não sermos demasiado duros connosco. Na escola penso que as pessoas que fazem desporto organizam melhor o seu tempo. É difícil porque há muitos treinos, muitas horas para estudar, mas também consigo passear com os meus amigos. Tem que ser em alturas muito específicas, para não atrapalhar os estudos ou as provas, mas tudo se consegue.
    G.C.: O que têm de especial as ondas da região e de Supertubos em particular?
    C.S.: O palco do campeonato do mundo, Supertubos, é uma onda muito difícil de surfar, mas também é muito boa quando a consegues dominar. Os competidores conseguem fazer o melhor possível e mesmo assim para eles é complicados. Peniche é o melhor campo de treinos da Europa, tem sempre ondas boas porque é uma península, se não der de um lado dá do outro. É um privilégio termos mesmo aqui ao pé de nós.
    G.C.: Quais são os teus objectivos próximos?
    C.S.: Vai haver o mundial de juniores por selecções, na Califórnia. É um campeonato importante e queremos fazer um bom resultado. Este ano não fui aos nacionais porque me lesionei, no próximo quero ser campeã nacional. E na liga profissional tentar entrar num top 5 ou mesmo num top 3.
    G.C.: É importante ter um bom suporte familiar para competir?
    C.S.: Os meus pais são fantásticos, andam sempre comigo de um lado para o outro. Vou treinar a Lisboa e eles vão-me lá levar. Andam sempre comigo. O meu pai também me apoia muito em termos psicológicos e passa horas a ver vídeos de surf para assimilar as técnicas e passá-las para mim. Era difícil ter pais melhores.
    G.C.: O que torna o surf especial?
    C.S.: O surf proporciona um ambiente muito descontraído e relaxante, não na competição, mas para quem faz free surf. Estar em sintonia com o mar é muito bom e divertido, é um bom desporto para praticar.
  • Hotelaria de Peniche lucra com o evento

    Ocupação nos hotéis para o período de espera do Meo Rip Curl Pro é próxima dos 90%

    A realização da etapa do campeonato do mundo de surf representa estende a época alta da hotelaria de Peniche. Quem quisesse marcar alojamento a uma semana da prova para todo o período de espera da prova (entre 16 e 25 de Outubro), encontraria 89% da lotação dos hotéis já ocupada, segundo dados do portal Booking. Estendendo a pesquisa para todos os tipos de alojamento, a ocupação de camas do concelho continuaria elevada, embora baixando para os 73%.
    Mesmo para quem quisesse marcar alojamento para apenas um dia da prova, a tarefa não ficaria facilitada, com taxas de reserva entre os 76% e os 86%. É para o único fim-de-semana do evento que a procura é maior, com a ocupação da capacidade de alojamento do concelho a subir aos 86%.
    Em relação aos preços, de acordo com a mesma pesquisa, era possível encontrar quarto a partir dos 11 euros, em hostel. Para uma unidade hoteleira os preços praticados são a partir dos 40 euros.
    Para o primeiro dia da prova, os principais hotéis de Peniche já estavam ou lotados, ou com muito poucos quartos disponíveis.
    Mas não é só a hotelaria de Peniche que lucra com o evento, também os concelhos limítrofes acabam por ter maiores índices de procura. Mesmo não apresentando taxas de lotação tão elevadas para o período do evento, as unidades hoteleiras de referencia dos concelhos das Caldas da Rainha e Óbidos encontram-se lotadas ou muito próximo disso. É que além do Meo Rip Curl Pro, nesses concelhos também há eventos a acontecer que também oferecem programas complementares a quem visita a região nesta altura, como são os festivais Folio, em Óbidos e o Caldas Nice Jazz, nas Caldas da Rainha.

  • Como se processa a competição

    Rip Curl já garantiu continuidade da prova em Peniche pelo menos até 2021.

     

    De 16 a 25 de Outubro o mundo do surf vira as atenções para Peniche e Cascais, que dividem a organização do Meo Rip Curl Pro Portugal. Além da prova masculina, este ano regressa a Supertubos a variante feminina, que tinha surgido apenas nas duas primeiras edições.
    As provas não vão decorrer exactamente entre o dia 16 e 25, sendo estas datas o intervalo de tempo durante o qual a competição terá que se desenrolar. Esta só arranca quando estiverem reunidas as condições climatéricas e de ondulação mínimas. A decisão cabe aos juízes da prova e é tomada a cada dia. O local da prova pode ainda ser noutras praias, como o Molhe Leste, o Pico da Mota ou Lajide. Os períodos de chamada são entre as 8h00 e as 18h00.
    A prova é disputada em eliminatórias (heats), primeiro com três surfistas, depois com dois. A primeira ronda permite repescagens, o que significa que há uma segunda oportunidade para toda a gente.
    O vencedor do heat é o que conseguir melhor somatório das notas das suas duas melhores ondas.
    Quem não puder assistir ao vivo a esta competição, pode vê-la através da televisão ou no webstream da World Surf League.
    Os Supertubos já foram apelidados do Pipeline europeu (em comparação com o Pipeline do Havai, assim conhecida porque as ondas formam tubos longos e perfeitos). As ondas ali produzidas são caracterizadas pelos especialistas como “poderosos tubos cheios de energia”, o que as torna das mais difíceis de surfar em todo o campeonato. Apesar disso, quando os surfistas as dominam, o espectáculo está garantido e aí surge outra particularidade – a acção decorre muito junto à beira mar, o que é excelente para os espectadores.
    Além dos espectaculares tubos – manobra  que consiste em entrar e sair do seu interior – a onda dos Supertubos proporciona uma variedade de manobras, incluindo aéreas, que contribuem para a qualidade do espectáculo. De resto, desde 2014 que em todas as edições há surfistas a conseguirem ondas de nota máxima (10).
    Este ano a Rip Curl já renovou o contrato com a federação internacional para manter as suas duas provas até 2021, o que assegura que a competição se vai manter no Oeste de Portugal pelo menos mais dois anos.

  • Apenas Mick Fanning repetiu vitória nos Supertubos

    Em 10 edições da etapa de Peniche do campeonato do mundo apenas um surfista repetiu o título, o australiano Mick Fanning.

     

    Foi em 2009 que Peniche voltou a colocar Portugal no mapa do World Championship Tour (o campeonato do mundo de surf). O primeiro vencedor foi o australiano Mick Fanning, numa final discutida com o compatriota Bede Dumbridge. Fanning viria a sagrar-se campeão do mundo nesse ano.
    A prova penichense voltou com estilo ao campeonato do mundo, então como uma das etapas ‘móveis’ promovidas pela Rip Curl, denominada Search. No entanto, o sucesso indiscutível e a qualidade das ondas convenceu os promotores e os surfistas, e a prova ganhou um lugar fixo no calendário logo no ano seguinte, e como uma das etapas finais, o que aumentava de forma considerável a sua exposição mediática.
    Em 2010 a prova de Peniche passava a ser o Rip Curl Pro Portugal e no ano de estreia como prova fixa o vencedor foi um dos mais reconhecidos surfistas de todos os tempos, a verdadeira lenda viva Kelly Slater. O duelo com o sul africano Jordy Smith replicava a luta entre os dois pelo título, que acabou favorável ao norte-americano.
    No ano seguinte Kelly Slater voltou à decisão final da etapa penichense, mas não teve a mesma sorte, acabando batido pelo brasileiro Adriano Souza. Kelly Slater acabou, no entanto, por se sagrar campeão mundial à frente de Joel Parkinson.
    Em 2012, os favoritos ao título mundial não foram capazes de vencer as ondas dos Supertubos. A final teve como vencedor o jovem Julian Wilson, mas Peniche rendia-se a um jovem promissor que só não triunfou na final, Gabriel Medina.
    No ano seguinte a final em Peniche voltava a ser disputada por outsiders, com a vitória a sorrir ao australiano Kai Otton.
    Em 2014, Peniche voltava a sorrir a Mick Fanning, numa edição em que o mau resultado de Gabriel Medina lhe podia ter custado o título a favor do australiano. No entanto, o jovem brasileiro ganharia mesmo o seu primeiro título mundial.
    Um ano depois, a final do Moche Rip Curl Pro foi disputada em português com sotaque, Filipe Toledo “sacou” uma nota 10 e venceu Ítalo Ferreira por apenas sete décimas (17,83 contra 17,13).
    O havaiano John John Florence foi 2016, o primeiro em que o título de vencedor da prova foi festejado em simultâneo com o de campeão do mundo.
    Em 2017, Gabriel Medina voltou à final em Peniche para vencer pela primeira vez, deixando em aberto a luta pelo título mundial com John John Florence, mas o havaiano confirmou o título na prova do seu país.
    A edição do ano passado foi a quarta a ter como vencedor um surfista brasileiro, Ítalo Ferreira, num ano em que Gabriel Medina voltou a ser campeão do mundo.
    Nas duas primeiras edições, a prova de Peniche também se disputou no feminino, à imagem do que sucede este ano, embora em moldes diferentes. Essas edições, de 2009 e 2010, foram dominadas por duas havaianas, Coco Ho e Carissa Moore, actual líder do campeonato.

  • Luta pelo título chega ao rubro a Peniche

    O Meo Rip Curl Pro Portugal é a penúltima prova do Campeonato Mundial, antes do mítico Billabong Pipe Masters, do Hawai, e a luta pelo título chega a Peniche completamente ao rubro, pelo que está tudo preparado para que se monte um grande espectáculo nas ondas de Supertubos.

    A vitória inesperada do francês Jeremy Flores e o desempenho abaixo das expectativas de Gabriel Medina, Filipe Toledo e Jordy Smith (trio que lidera o mundial), vieram acentuar a importância que a etapa de Peniche vai ter para a definição do título deste ano.
    Na frente do campeonato estão cinco surfistas ainda com aspirações legítimas a serem campeões. Aos três já mencionados, juntam-se em Ítalo Ferreira e Kolohe Andino. Os cinco estão separados por 6765 pontos, com 20 mil ainda em disputa.
    Ítalo Ferreira, que foi o campeão da prova de Peniche do ano passado, foi quem mais lucrou com os resultados da etapa francesa que terminou na passada sexta-feira. O segundo lugar obtido nas ondas gaulesas permitiram-lhe a reentrada na corrida ao título mundial, embora seja que mais depende de vitórias em Peniche e no Havai.
    As primeiras oito provas do campeonato deste ano tiveram seis vencedores diferentes, o que demonstra o equilíbrio que se tem verificado no World Championship Tour deste ano. Apenas o havaiano John John Florence e o brasileiro campeão em título Gabriel Medina repetiram vitórias.
    O primeiro vencedor da temporada foi o brasileiro Ítalo Ferreira – que estará em Peniche a defender a vitória do ano passado –, na primeira de três etapas na Austrália, na ocasião em Queensland. John John venceu em Bells Beach e o japonês Kanoa Igarashi foi o melhor em Keramas, na Indonésia. A fechar a primeira metade do ano, Margaret River, na Austrália, recebeu a quinta prova e John John Florence voltou a vencer, mas uma lesão no Rio de Janeiro interrompeu o excelente arranque de época do havaiano. O brasileiro Filipe Toledo venceu em casa, na praia de Saquarema, no Rio de Janeiro.
    À sexta etapa, o campeão do mundo, Gabriel Medina, deu um ar da sua graça e venceu em Jeffrey’s Bay, África do Sul. Foi a primeira vez na temporada que chegou a uma meia final, repetindo depois em todas as provas seguintes. No Tahiti Pro Teahupo’o voltou à final para ser batido pelo australiano Owen Right. E nas águas da Califórnia voltou às vitórias batendo o compatriota Filipe Toledo, ultrapassando-o na liderança do mundial.
    A prova de Peniche promete, assim, muita acção e apesar de ser pouco provável que se coroe o novo campeão mundial, Supertubos pode ajudar a definir as contas, ou baralhar tudo ainda mais.
    Na prova feminina, inicialmente prevista para Cascais, mas que terá igualmente lugar em Peniche, o Meo Rip Curl Pro Portugal poderá coroar Carrissa Moore como campeã do mundo. A havaiana, vencedora em Peniche em 2010, foi a melhor em França e deixou a norte-americana Lakey Peterson a 7325 pontos com duas provas por disputar. Vencendo em Portugal, Carissa só não será automaticamente campeã se Lakey foi segunda.
  • Reviravolta nos descontos

    Reviravolta nos descontos

    Pavilhão da Mata, Caldas da Rainha
    Árbitros: Bruno Santos e Rafael Bento, AF Leiria

    CASA BENFICA 5

    Kiko, Rafael Raimundo, Ricardo Henriques, Diogo Sutre, Bernardo Raimundo, André Silva, Luís Brito, Pedro Cardoso, Paulo Fragoso, Tiago Silva, Renato Ferreira
    Treinador: Miguel Ângelo

    GOLPILHEIRA 4

    João Matos, José Carvalho, Renato, Tiago Fonseca, Pedro Candeias, Simão Bagagem, João Ferraz, Rodrigo Fernandes, David Matos, Francisco Ferreira, Miguel Jorge, Henrique Ferraz
    Treinador: Pedro Marques
    Ao intervalo. 2-3
    Marcadores
    Pedro Candeias (3’), Henrique Ferraz (5’), Paulo Fragoso (15’ e 50’), Ricardo Henriques (29’), Renato (30’+4), José Carvalho 38’), Rafael Raimundo (60’+2) e Renato Ferreira (60’+4 gp)

    A Casa do Benfica venceu o seu primeiro jogo em casa (após o empate em Alvorninha), numa partida em que esteve quase sempre em desvantagem mas que acabou por virar nos momentos finais.
    Aos três e aos cinco minutos a equipa caldense foi surpreendida por rápidas trocas de bola em progressão e ficou muito cedo a perder por dois golos. No entanto, a equipa assentou ideias e foi crescendo no jogo. Paulo Fragoso reduziu num contra-ataque, assistido por Pedro Cardoso, a meio da primeira parte, e já depois da meia hora empatou por Ricardo Henriques.
    O empate ao intervalo seria positivo depois daquele arranque, mas um livre de 10 metros a punir a sexta falta da equipa caldense permitiu à Golpilheira recolocar-se na frente.
    O cenário voltou a complicar-se já na segunda parte, com uma bola longa na frente a apanhar David Matos sozinho com Kiko para fazer o quarto golo.
    A Casa do Benfica não desistiu e com o guarda-redes André Silva a fazer o 5×4 no ataque, as situações de perigo foram-se repetindo. Paulo Fragoso reduziu a 10 minutos dos 60. Rafael Raimundo fez o empate à hora de jogo, num lance em que tirou partido do 5×4 numa jogada individual pelo corredor central. E ainda houve tempo para a reviravolta, que surgiu por Renato numa grande penalidade.

    REPRESENTAR O CLUBE COM DIGNIDADE

    Miguel Ângelo, treinador da Casa do Benfica, não gostou da entrada da sua equipa em jogo, mas sim da reacção que teve. “Os jogadores tiveram uma atitude séria, digna e corresponderam muito bem”.
    É isso que o técnico espera projectar para a temporada da equipa. Não há objectivos competitivos, “a direcção deixa-nos trabalhar à vontade, não estamos a perseguir resultados mas sim uma forma de trabalhar, vamos ganhar e perder jogos, mas a representar o clube com dignidade e carácter”, refere.
    No segundo ano deste seu regresso a um clube no qual já conseguiu bons resultados no passado, tanto na formação como na equipa principal, Miguel Ângelo realça que o objectivo é mesmo fazer crescer o futsal do clube. “O que me propuseram foi tentar trazer o máximo de atletas que passaram aqui pela formação, que têm conhecimento do jogo, de modo a melhorar de ano para ano”.

  • “Venci um dos meus heróis de criança em Peniche”

    Frederico Morais começou a praticar surf aos 6 anos, por brincadeira, hoje é uma referencia do surf português.

     

    GAZETA DAS CALDAS: O que o levou praticar surf e depois a abraçar a carreira de profissional?
    FREDERICO MORAIS: Descobri o surf aos seis anos, por brincadeira, numas férias de verão em família, e aos poucos fui-me descobrindo, e descobrindo a paixão pelo surf. O facto do meu pai e do meu tio terem tradição no desporto, embora não fosse no surf, fez-me encarar sempre este desporto com alguma seriedade. A partir daí comecei a competir e a perceber que isto iria ser a minha vida.
    GC: Quais eram as referências do surf que tinha quando começou a praticar?
    FM: Na altura existiam poucas, mas curiosamente cheguei a vencer um dos meus heróis de criança: Kelly Slater, em 2013, em Peniche.
    GC: E como é sentir que hoje também é uma referência para os mais jovens?
    FM: É espetacular, perceber que posso ser uma referência, inspirar e de certa forma passar mensagens como trabalho, dedicação e humildade é, sem dúvida, muito recompensador.
    GC: O surf está muito na moda, mas é uma modalidade importante na passagem de valores, inclusivamente ambientais. Como vê esse lado da modalidade?
    FM: Mesmo. Era um pouco o que dizia, poder passar mensagens, valores que ultrapassam a modalidade mas que estão diretamente relacionadas com tudo o que envolve, desde o respeito pelo mar como a necessidade de cuidarmos do nosso planeta. O facto do mar ser o meu escritório permite-me ter um discurso mais próximo deste tema, explicar a importância de “cuidarmos” dos oceanos, da utilização dos recursos de forma mais racional e consciente.
    GC: O Frederico Morais já esteve em Peniche em provas, faz cá estágios. O que gosta mais de Peniche e da região além do surf?
    FM: Para além das ondas, Peniche tem restaurantes muito bons, come-se muito bem. Confesso que são as ondas que mais me fazem ir a Peniche.
    GC: E como surfista, o que é que faz de Supertubos uma onda tão especial?
    FM: Para além das ondas tubulares, a formação da onda, a força que tem.
    GC: O que diria a alguém que tem dúvidas se deve ou não experimentar o surf?
    FM: Deve sempre experimentar, é uma experiência única, quando estamos no mar, parece que mais nada importa.
  • Acompanhe o Castelo Branco-Caldas em tempo real

    À 7ª jornada do Campeonato de Portugal o Caldas desloca-se ao terreno do Benfica e Castelo Branco. As duas equipas chegam empatadas com 8 pontos, embora o Caldas com menos um jogo. Acompanhe tudo sobre a partida, ao segundo, com a Gazeta das Caldas, a partir das 15h00.

    Municipal Vale do Romeiro Fábio Loureiro, AF Viseu Luís Ramos e Jorge Ramos

    BC BRANCO
    91 André Caio
    23 André Cunha (C)
    5 Babia Issouf
    15 Leo Araújo
    20 Zézinho
    88 Zid
    10 Rafa Pinto (90)
    17 Kalunga
    8 Diogo Silva (80)
    70 Motty (74)
    9 Stevy Okitokandjo
    SUPLENTES
    97 João Gomes
    77 Daniel Rodriguez (74)
    3 Pedro Eira
    95 Murilo (80)
    22 Gazela
    7 Caetano
    99 Clayton  (90)
    Tr. Pedro Barroso
    CALDAS
    1 Luís Paulo
    14 Juvenal
    6 Militão (C)
    13 Gaio
    25 Farinha
    23 Pedro Faustino
    88 André Santos
    2 Yordy (78)
    19 Marcelo (73)
    10 Januário
    7 Hugo Neto (60)
    SUPLENTES
    12 Rui Oliveira
    94 Karim Labdi
    8 Bernardo Rodrigues (73)
    9 Bruno Eduardo (60)
    11 Ruca (78)
    28 Ricardo Isabelinha
    73 Passuco
    Tr. José Vala

    Leo Araújo 3′, Farinha 16′, Stevy 52 (p)

    André Cunha 38, Juvenal 45+1, André Santos 80, Militão 87

     

  • Quebrada invencibilidade na Mata

    Quebrada invencibilidade na Mata

    Complacência defensiva permitiu três golos a uma U. Leiria que jogou sempre pela certa, dando poucas oportunidades ao Caldas. Jogo em atraso com o Fontinhas é a 20 de Outubro às 11h00.
    Campo da Mata, Caldas da Rainha
    Árbitro: Paulo Raposo, AF Santarém
    Assistentes: Pedro Freire e Adelino Crespo

    CALDAS 1

    Luís Paulo [6]; Juvenal [6], Militão [6] (C), Gaio [6] e Farinha [7]; Pedro Faustino [7], André Santos [6], Paulo Inácio [6] (Karim Labdi [5] 60), Bernardo Rodrigues [6] (Ricardo Isabelinha [5] 75); Ruca [6] (Hugo Neto [5] 58) e Bruno Eduardo [7]
    Não utilizados: Rui Oliveira, Januário, Marcelo, Passuco
    Treinador: José Vala

    U. LEIRIA 3

    Fábio Ferreira; João Dias, Ruskas, João Cunha e Denis Marandici; João Lameira e Helistano Manga; Jahfort Gueyap, Vlad (Onyeka 60) e Danny Choi (Kiko 69); Fabián Cuero (Nuninho 81’)
    Não utilizados: Kucherenko, Tomás Silva, João Vítor, Renato
    Treinador: Filipe Cândido
    Ao intervalo: 1-2
    Marcador
    Vlad (12’), Danny Choi (32’), Farinha (42’), Cuero (81’)
    Disciplina
    Amarelo: João Lameira (19’)

    Uma semana depois da eliminação da Taça de Portugal no Campo da Mata, o Caldas perdeu a invencibilidade no campeonato também em casa. A U. Leiria teve a organização estrutural que tem sido apanágio da equipa caldense e soube provocar e aproveitar erros que não têm sido comuns aos caldenses.
    Logo ao segundo minuto o Caldas teve uma mostra do que poderia contar, com os leirienses a ganharem a bola e a laçarem rapidamente Jahfort à esquerda. Com espaço o extremo entrou na área e rematou para uma bela intervenção de Luís Paulo, com Vlad a aparecer para a recarga, mas em fora-de-jogo.
    O Caldas tinha uma postura ofensiva promissora e via, ao minuto 8, André Santos corresponder a um centro atrasado de Ruca com um remate que Fábio defendeu bem. O Caldas era dinâmico com a bola e colocava gente na frente, mas assumia um risco perigoso na defesa, dando espaço a mais aos leirienses, que souberam tirar partido pelos corredores laterais.
    Denis, jovem lateral da U. Leiria que reside nas Caldas e chegou a passar nos alvinegros nos escalões de formação, subiu sem acompanhamento e cruzou para um golo feliz de Vlad ao minuto 12, com a bola a passar por baixo de Luís Paulo, que ainda tocou na bola.
    O Caldas continuou a discutir o jogo com boas combinações ofensivas. Pedro Faustino e Bruno Eduardo tiveram boas ocasiões, mas foi novamente a U. Leiria a marcar, numa jogada em que Danny Choi cruzou todo o meio campo caldense sem oposição e marcou novamente com felicidade após assistência de Denis.
    O Caldas respondeu com um grande golo de Farinha, numa tabela dupla em progressão com Bruno Eduardo, o que deu alento para a segunda parte. No entanto, a equipa leiriense conseguiu controlar o jogo do Caldas no último terço do terreno, mesmo quando o Caldas forçou tudo no ataque.
    O terceiro golo, novamente muito consentido, acabou com a discussão da vitória e nem de grande penalidade o Caldas relançou o jogo para os cinco minutos de compensação, com Hugo Neto a acertar no poste.

    Melhor do Caldas

    Bruno Eduardo 7

    Bruno Eduardo, jogador do Caldas

     

     

     

     

     

     

    O jovem avançado deu luta de sobra aos centrais da U. Leiria, ganhando de forma impressionante uma quantidade de duelos aéreos. Também demonstrou qualidades como pivot, combinando com Farinha com duas tabelas no lance do golo, repetindo o gesto diversas vezes. E ainda ganhou a grande penalidade.

    Golo muito cedo

    Sofremos um golo muito cedo, depois conseguimos encontrar-nos e reduzimos a diferença no marcador. Foi um jogo bom, mas não conseguimos o resultado que esperávamos. Fico feliz pela estreia a titular, mas a vitória era mais importante. Quero fazer o meu percurso no Caldas procurando estar ao mais alto nível como outros jogadores fizeram.

    José Vala, treinador do Caldas
    Primeira parte

    Perdemos pela primeira parte. A U. Leiria foi mais equipa do que nós, teve mais organização. Não conseguimos preparar-nos o suficiente para anular o jogo interior deles. Procurámos corrigir, chegámos ao intervalo com o jogo aberto. Na segunda parte fomos equilibrados, arriscámos muitas vezes o um para um defensivo. O golo surgiu para o adversário, mas não baixámos os braços, lutámos até ao último minuto. Resta-nos corrigir e evitar sermos uma equipa inconstante, temos que ser regulares como estávamos a ser.

    Filipe Cândido, treinador da U. Leiria
    Vitória valorosa

    Foi uma vitória muito valorosa num campo dificílimo. Na primeira meia hora fomos a melhor equipa, até com humildade para dar a bola ao adversário e procurar o espaço nas costas pelos corredores laterais e foi assim que nos adiantámos. Depois fechámos muito bem os corredores, na única vez que não o fizemos sofremos o 1-2. Na segunda parte tínhamos que tirar a bola ao Caldas e procurar o terceiro golo.

     

  • Gaeirense só aguentou a primeira parte

    Gaeirense só aguentou a primeira parte

    Pavilhão da SCR Gaeirense
    Árbitros: Ricardo Amado e João Ferreira, AF Leiria
    Cronometrista: João Amado

    GAEIRENSE 1

    Telmo Valentim, Micael Cascão, Gustavo Pereira, João Ricardo (C), Paulo Santos, João Ferreira, João Valério, Flávio Freitas, Pedro Soveral, Filipe Soares, César Ferreira, João Varandas
    Treinador: Nuno Romão

    VIDIGALENSE 6

    Ivan Mendonça, Ricardo Pacheco, Pedro Peneda, Paulinho, Tiago Vicente, Ruben Carreira, Ricardinho, Ricardo Mendonça, Gerva, M. Silva, J. Gonçalo, Formiga
    Treinador: Tiago Moreira
    Ao intervalo: 1-1
    Marcadores
    Ivan Mendonça (5’ e 38’), João Ferreira (16’ gp), Formiga (23’ gp e 36’), Paulinho (23’) e Ricardo Mendonça (39’)
    Disciplina
    Amarelos: César Ferreira (20’), João Ricardo (31’) João Ferreira (31’), J. Gonçalo (33’), Paulo Santos 35’), Pedro Soveral (40’) e Ricardinho (40’)
    O Gaeirense perdeu em casa com o Vidigalense por pesados 1-6. Os negro-rubros deram boa conta de si na primeira parte, mas não aguentaram os dois golos seguidos sofridos no início da segunda.

    A primeira parte já evidenciou algumas fragilidades da equipa das Gaeiras, totalmente reconstruída para esta época, com muita gente da terra que já não jogava federada há vários anos. No entanto, nos primeiros 20 minutos a equipa colmatou isso com uma entrega e combatividade muito fortes. O golo marcado pelo Vidigalense ao minuto cinco, numa jogada em tabelas, não desarmou o Gaeirense, que ao minuto 12 conseguiu o seu primeiro remate perigoso e quatro minutos depois empatou de grande penalidade.
    O empate manteve-se até ao intervalo, mas na segunda parte o filme foi diferente. A formação leiriense aumentou o ritmo e marcou logo ao terceiro minuto, também numa grande penalidade. A falta, por corte com o braço, motivou protestos dos gaeirenses alegando que o gesto não foi intencional. Formiga converteu o castigo e nem passou um minuto para que o Vidigalense voltasse a marcar.
    O Gaeirense ficou sem reação e o marcador acabou por se avolumar.
    Nuno Romão é o treinador do Gaeirense para esta época e disse à Gazeta das Caldas que o que se pode esperar da equipa é “muita luta e tentar fazer o possível e o impossível para nos mantermos nesta divisão”.
    O técnico realça que “a experiencia do plantel é muito pouca para esta divisão, por isso temos que trabalhar muito, todos os dias, e lutar muito”.
    A imagem que a equipa deu na primeira, em que foi mais organizada e combativa, é o que Nuno Romão quer projectar para a temporada e acredita que será possível com o avançar do trabalho e a criação de rotinas de jogo. “Na segunda parte veio a fadiga, que provoca falta de concentração. Já na primeira jornada o jogo foi idêntico”, realça.
    Neste contexto, os jogos em casa e o público gaeirense podem ser “extremamente importantes”, sublinha Nuno Romão, porque “nos momentos de desânimo e descrença faz levantar a moral para dar os jogadores conseguirem dar mais um bocadinho”.

  • Passeio de bicicletas antigas do Campo foi ao Parque

    Passeio de bicicletas antigas do Campo foi ao Parque

    Decorreu no passado sábado, 5 de Outubro, a 13ª edição do Passeio de Bicicletas Antigas do Campo, organizada pelos Amigos da Natureza. A iniciativa contou com a presença de cerca de 90 convivas e teve como novidade a passagem pelo Parque D. Carlos I.
    “Optámos por um percurso diferente porque todos os anos o Museu de Ciclismo nos tem oferecido uma lembrança e desafiou-nos para passarmos por lá este ano”, conta José Lopes, membro da organização. Dessa forma, o percurso foi alterado, aproveitando para fazer um pequeno percurso no interior do Parque D. Carlos I, com a habitual foto de família a ser feita em frente ao Museu Malhoa.
    A edição deste ano contou com menor participação do que em anos anteriores, ficando por cerca de 90 bicicletas.
    Carlos Costa viajou do Tojal, do concelho de Alenquer, com mais dois colegas, num grupo mais alargado que também incluía ciclistas da Castanheira do Ribatejo, Pinhal Novo e Cadavais. Carlos Costa disse que o que trouxe o grupo às Caldas é o convívio que se gera e que faz crescer amizade entre os participantes.
    O que o passeio organizado pelos Amigos da Natureza tem de especial é “andar-se no meio da cidade, o que dá outro impacto”.
    Depois do Parque e da passagem pela Praça da Fruta, o grupo fez o tradicional piquenique na Rua Dr. Miguel Bombarda, que como é habitual gerou muita curiosidade junto das pessoas que passavam, pela recriação dos hábitos e vestes dos tempos em que as bicicletas “pasteleiras” eram meio de locomoção para a maior parte da pessoas.
    O evento teve a organização dos Amigos da Natureza, a secção de cicloturismo da ACR Campo, com os apoios da Câmara das Caldas, das uniões de freguesia de Nª Sra Pópulo, Coto e São Gregório, Santo Onofre e Serra do Bouro e Tornada e Salir do Porto, e ainda da empresa A. Marques, Lda.

  • PSD festejou eleição de Hugo Oliveira e vitória tangencial no concelho

    PSD festejou eleição de Hugo Oliveira e vitória tangencial no concelho

    O PSD perdeu a nível nacional e também no Oeste, mas os sociais-democratas tiveram motivos para festejar nas Caldas da Rainha no passado domingo. A eleição de Hugo Oliveira como deputado à Assembleia da República foi o momento mais alto de uma noite em que o partido teve uma vitória nas Caldas, ainda que tangencial.

    A noite eleitoral foi vivida por pouco mais de 20 pessoas na sede da concelhia do PSD das Caldas da Rainha, na Praça 5 de Outubro.
    Os resultados das recentes eleições europeias, nas quais o PS venceu nas Caldas da Rainha, criaram alguma tensão na cúpula da concelhia caldense. Tensão que só terminou quando os últimos resultados chegaram, confirmando uma vitória no concelho por apenas 212 votos e menos de 1% sobre os socialistas, baseada em grande parte nas freguesias rurais.
    Ao mesmo tempo que de um lado se recebiam e analisavam os números que iam chegando das mesas de voto, do outro duas televisões, sintonizadas na RTP1 e na TVI, mostravam as projeções e o avançar dos resultados no país e as suas consequências.
    Já depois de conhecida a vitória no concelho, o momento de maior efusividade surgiu pouco depois das 21h30, quando o rosto de Hugo Oliveira, presidente da concelhia, surgiu no ecrã da TVI como deputado eleito. Hugo Oliveira era o segundo da lista dos sociais-democratas no círculo eleitoral de Leiria, o que, à partida, lhe garantiria o lugar. O partido acabou por eleger cinco deputados pelo distrito.
    Emocionado com a eleição, Hugo Oliveira disse aos jornalistas que “quando sentimos que as pessoas votam em nós é uma sensação muito boa”, agradecendo o apoio que recebeu durante a campanha, inclusivamente de pessoas que não são do partido.
    Agora os seus eleitores podem contar com “total disponibilidade para defender os interesses do Oeste na Assembleia da República”, com propostas claras. O eleito deputado não disse qual seria a sua primeira medida ou intervenção no Parlamento, mas garantiu que tudo o que está no seu programa “é para cumprir” e acrescentou ter já outras propostas pensadas.
    O que Hugo Oliveira também pretende é manter a proximidade que teve com os cidadãos durante a campanha. “Quero encontrar uma forma para que as pessoas possam chegar a mim, esse é o ponto chave para o meu trabalho na Assembleia”, declarou.
    Em relação às consequência do resultado a nível nacional, o político caldense disse que, antes de se discutir a questão da continuidade do líder, “o partido tem que repensar a sua forma de fazer política”. E deu como exemplo a concelhia caldense onde “o PSD é forte porque tem estas pessoas que o fazem forte, onde nos preparamos para o combate eleitoral todos juntos e unidos, como uma família”.
    Apesar de eleito deputado, Hugo Oliveira garantiu que vai manter a actividade como vereador na Câmara das Caldas com três pelouros, que serão ainda discutidos.

    BASTIÃO DO PARTIDO

    Tinta Ferreira, presidente da Câmara das Caldas e vice-presidente da concelhia, considerou os resultados no concelho “bastante simpático tendo em conta o contexto nacional maioritariamente favorável ao PS”.
    O dirigente da concelhia social-democrata considera que a inversão do resultado em relação às eleições europeias, nas quais os socialistas ganharam no concelho, se deve a “uma boa campanha” e ao facto de haver um candidato a deputado das Caldas da Rainha num lugar elegível.
    Com a vitória no distrito, Leiria continua a ser um bastião do PSD, a par de Viseu. Tinta Ferreira atribuiu esse dado às características sociológicas do distrito de Leiria, onde a dinâmica empresarial diminui a dependência do Estado. A política que prioriza os incentivos à actividade empresarial na criação de riqueza, para que possa depois ser distribuída pelas pessoas, “muitas vezes não é entendida por todos”, realçou Tinta Ferreira. Nos concelhos mais a sul, com maior influência da Grande Lisboa, “o PSD ainda não conseguiu demonstrar que este caminho é o melhor”, concluiu.

  • Trânsito condicionado no Bairro dos Arneiros

    As obras de requalificação urbana da Rua Jacob Castro Sarmento, no Bairro dos Arneiros, vão provocar o condicionamento do trânsito até ao final deste mês. A intervenção visa substituir a conduta de distribuição de água e respectivas ligações às habitações, o que levará à interrupção do fornecimento de água por curtos períodos de tempo, informou a autarquia.

  • Fernando Bento abriu uma fábrica de bolos nos Cabreiros há 25 anos

    Fernando Bento abriu uma fábrica de bolos nos Cabreiros há 25 anos

    Foram os Trevos de Ovos das Caldas da Rainha que motivaram Fernando Bento a abrir uma fábrica de bolos nos Cabreiros há 25 anos. Agora o pasteleiro quer voltar a dinamizar este produto que perdeu fulgor nos últimos tempos. É desta fábrica que também saem as famosas miniaturas de bolos – como pastéis de nata, rins e bolas de Berlim -, que se encontram em muitas mercearias da região, assim como em feiras e mercados.
    Uma máquina que coloca a massa nas formas. A empresa combina tecnologia e mão-de-obra artesanal.

    Fernando Belo é pasteleiro de profissão e está a assinalar 25 anos de actividade em nome individual numa pequena unidade fabril de cariz familiar que tem nos Cabreiros, na freguesia de Salir de Matos. Foram os Trevos de Ovos (um pastel à base de gema de ovo e açúcar) que levaram o pasteleiro a abrir a fábrica. Agora, o doce que esteve “adormecido” nos últimos tempos vai ganhar nova vida para tentar reafirmar-se no panorama da doçaria regional.
    Fernando Bento começou a trabalhar com apenas 12 anos em padaria, na antiga UPACAL. Mas foi na pastelaria que acabou por fazer carreira. Durante alguns anos trabalhou por conta de outrem. Foi numa casa no Nadadouro, de José Santana, que desenvolveu a receita dos pastéis a que, mais tarde, chamou Trevos de Ovos. Durante sete anos trabalhou nessa pastelaria, mas saiu para trabalhar na Padaria Nicolau, nas Caldas da Rainha e os pastéis deixaram de ser produzidos.
    “Tínhamos um cliente que vendia muitos desses bolos no minimercado Vicente, da Foz do Arelho, encontrou-me, perguntou-me pelos Vicentes, como os chamava, e insistiu para que os voltasse a fazer”, conta Fernando Bento, que aceitou o desafio.
    Mantinha o emprego na padaria Nicolau, mas quando largava o serviço, às 13h30, ia para sua casa fazer recheio e de lá seguia para casa dos pais, nos Cabreiros, cozê-los no forno de lenha onde a mãe cozia o pão. “Nem almoçava e ficava até quase às 20h00 a fazer os bolos. Cheguei a fazer ali 600 por dia”, recorda.
    É que à Mercearia Vicente juntaram-se outros clientes. De tal modo que, em 1994, passou a justificar-se largar o emprego na padaria Nicolau para abrir o seu próprio negócio.
    Montou uma pequena fábrica na propriedade dos pais, onde hoje mantém a actividade, e fazia em exclusivo os Trevos de Ovos, que tratou de registar.
    Mas o que são, afinal, os Trevos de Ovos das Caldas da Rainha? São um pastel, baseado numa fina camada de massa tenra ligeiramente folhada, cujo recheio é feito à base de gema de ovo e de um ponto de açúcar. É neste ponto de açúcar que reside um dos segredos do doce, mas não o único, diz Fernando Bento. É que até a cozedura tem ciência e dela depende a crosta que se forma na parte superior, que é uma característica importante desta criação de Fernando Bento.

    AS MINIATURAS

    Durante quatro anos os Trevos de Ovos das Caldas foram o único produto da fábrica de Fernando Belo. Contudo, no início da década de 2000 os Trevos perderam algum fulgor por diversos motivos. Por um lado, os alertas para os malefícios do consumo do açúcar reduziram a procura. Por outro, as dinâmicas do mercado tornaram o produto menos rentável.
    “Trabalhava com uma empresa da Portela da Azóia que me encomendava grandes quantidades, mas essas grandes empresas gostam de trabalhar com plafonds. Por uma determinada quantidade que compram temos que oferecer produto e deixou de ser rentável, por isso deixei de trabalhar com essa empresa”, conta.
    Em 1998 Fernando Bento diversificou a produção, iniciando a confecção das miniaturas sortidas de pastelaria fresca, nas quais apostou por não haver muita concorrência na região.
    “Os Trevos ficaram um bocado de lado, porque as miniaturas dão muito trabalho”, refere Fernando Bento. São mini pastéis de natas, bolas de Berlim, rins, salames, entre outros bolos nos quais se incluem algumas criações do pasteleiro. Estas miniaturas podem ser encontradas em mercearias da região, mas também em feiras e mercados e ainda em várias praias do Oeste durante o Verão. Só os pastéis de nata chegam a ser feitos cerca de 10 mil por semana.
    Os Trevos continuam a ser produzidos, mas em menor quantidade. Nas Caldas, podem ser encontrados na Praça da Fruta, no Café Rosa, na Padaria Litoral e no Arneirense, avulso ou em caixas de seis.
    No entanto, o doce está prestes a ganhar uma nova vida.

    APOSTAR NA PROMOÇÃO

    Foi Nuno Ramalho quem convenceu Fernando Bento, seu sogro, a dar um segundo fôlego aos Trevos de Ovos. Natural de Sintra, onde a doçaria tem forte tradição, Nuno Ramalho acredita que o doce tem potencial para voltar ganhar dimensão na doçaria regional.
    “É um bolo que tem muita aceitação”, observa Fernando Bento, acrescentando que na primeira edição das tasquinhas foram vendidas cerca de 6 mil unidades.
    A estratégia para promover o doce vai começar pelas redes sociais, com a criação de páginas dedicadas no Facebook e Instagram. A aposta será também no contacto próximo com revendedores e público.
    “É um doce que funciona bem onde há turismo, porque temos a caixinha que a pessoa pode levar para recordação, ou para oferecer a familiares ou amigos”, diz Nuno Ramalho.
    Esta presença começará primeiramente num raio curto à volta das Caldas da Rainha, que se alargará de forma gradual.
    Além disso, os Trevos de Ovos passarão a estar presentes de forma oficial nos principais certames das Caldas, como as Tasquinhas e a Frutos, juntamente com outra criação de Fernando Bento, as Pérolas da Rainha, um pastel à base de amêndoa.
    Actualmente trabalham na fábrica de Fernando Bento três pessoas, mantendo o cariz de empresa familiar. Além do próprio pasteleiro, ali laboram a esposa, Lurdes Bento, e uma colaboradora.

  • PSD vence PS nas Caldas por apenas 212 votos

    PSD vence PS nas Caldas por apenas 212 votos

    O PSD venceu as eleições legislativas no concelho das Caldas da Rainha, com mais 212 votos que o PS. O partido também venceu no distrito de Leiria, garantindo lugar ao caldense Hugo Oliveira como deputado à Assembleia da República.

    No Oeste, o mapa eleitoral ficou pintado de rosa, com o PS a sair vitorioso em 10 dos 12 concelhos que integram a comunidade intermunicipal. Além das Caldas, o PSD venceu apenas em Alcobaça.

    Os resultados da noite eleitoral na região foram os seguintes:

    Distrito de Leiria
    PSD 33,51% – 5 deputados
    PS 31,07% – 4 deputados
    BE 9,36% – 1 deputado
    CDS 5,33%
    CDU 4,27%
    PAN 2,87%
    Abstenção 46,13%

    Caldas da Rainha
    PSD 32,17% (7532 votos)
    PS 31,26% (7320 votos)
    BE 10,84% (2539 votos)
    CDS 5,34% (1250 votos)
    CDU 4,27% (999 votos)
    PAN 2,87% (786 votos)
    Abstenção 48,44%

    Óbidos
    PS 36,21% (2057 votos)
    PSD 28,87% (1640 votos)
    BE 9,65% (548 votos)
    CDS 4,17% (237 votos)
    CDU 4,91% (279 votos)
    PAN 2,92% (166 votos)
    Abstenção 45,43%

  • Acompanhe o Caldas-U. Leiria ao segundo

    À sexta jornada do Campeonato de Portugal o Caldas recebe a U. Leiria. Os alvinegros são quartos classificados à partida para esta ronda, com 8 pontos e menos um jogo. Os leirienses ocupam o nono posto, com cinco pontos, tendo obtido a primeira vitória na jornada anterior. Nas temporadas recentes os leirienses levam vantagem, com duas vitórias na Mata em quatro confrontos. A última vitória do Caldas sobre a U. Leiria foi em Novembro de 1988. Acompanhe tudo sobre a partida, ao segundo, com a Gazeta das Caldas, a partir das 13h00.

    Campo da Mata Paulo Raposo, AF Santarém Pedro Freire e Adelino Crespo

    CALDAS
    1 Luís Paulo
    14 Juvenal
    6 Militão
    13 Gaio
    25 Farinha
    23 Pedro Faustino
    88 André Santos
    17 Paulo Inácio (60)
    8 Bernardo Rodrigues (75)
    11 Ruca (58)
    9 Bruno Eduardo
    SUPLENTES
    12 Rui Oliveira
    94 Karim Labdi (60)
    7 Hugo Neto (58)
    10 Januário
    19 Marcelo
    28 Ricardo Isabelinha (75)
    73 Passuco
    Tr. José Vala
    U. LEIRIA
    12 Fábio Ferreira
    2 João Dias
    32 Ruskas
    23 João Cunha
    5 Denis Marandici
    8 João Lameira
    14 Helistano Manga
    17 Jahfort Gueyap
    7 Vlad (60)
    37 Danny Choi (69)
    77 Fabián Cuero
    SUPLENTES
    71 Kucherenko
    27 Tomás Silva
    24 João Vítor
    11 Nuninho (81)
    21 Renato
    9 Onyeka (60)
    6 Kiko (69)
    Tr. Filipe Cândido
    ⚽ Vlad 12, Danny Choi 32, Farinha 42, Cuero 81
    João Lameira 19

     

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