Categoria: Cultura

Agenda de eventos e artigos sobre a vida cultural na região.

  • Biografia de Luiz Pacheco refere vida nas Caldas

    Biografia de Luiz Pacheco refere vida nas Caldas

    Zangas, livros apreendidos, prisão e ajuda de alguns amigos. A vida de Luiz Pacheco, nas Caldas foi atribulada, como conta o biógrafo António Franco

    O escritor e editor Luiz Pacheco (1925-2008) viveu nas Caldas entre o final de dezembro de 1964 até agosto de 1968 e, segundo António Franco, o autor da última biografia sobre o escritor, “O Firmamento é negro e não azul” (Quetzal) foi um período “importantíssimo para Luiz Pacheco”. Na altura “nasceu-lhe o último filho, que é caldense de gema e nasceu em casa”, contou o biógrafo, acrescentando que o escritor vivia nas traseiras do Parque, num rés-do-chão do início da Rua Rafael Bordalo Pinheiro. Nesses anos, salientou ainda que Pacheco “escreveu ou iniciou a escrita de textos autobiográficos marcantes”. Foi nas Caldas que teve o convite de Vitor Silva Tavares, da editora Ulisseia, para publicar o seu primeiro livro comercial – “e nas Caldas o preparou”. Veio a ser “Crítica de Circunstância” (1966), e que, segundo António Franco, “foi imediatamente apreendido pela polícia política”.
    Nas Caldas, Pacheco também se ligou ao editor Fernando Ribeiro de Mello, para quem escreveu, ainda na casa do centro das Caldas, o prefácio à primeira edição comercial do Marquês de Sade em português, “A Filosofia na Alcova” (1966), “que lhe valeu um processo judicial muito penoso e por tabela a prisão”. Na cadeia da, que ficava ao cimo da Praça, (onde hoje está o Posto de Turismo) Pacheco esteve por duas vezes preso – “primeiro na Primavera de 1967 e depois no Verão de 1968, sendo então transferido para o Limoeiro, em Lisboa”.
    Pacheco teve uma vida familiar atribulada. Foi ainda nas Caldas, depois da partida de Maria Irene e dos filhos, o que aconteceu em Agosto de 1967, que agravou um duro e trágico período de alcoolismo, que durou 20 anos. E foi nas Caldas, por um texto escrito e publicado em edição de autor, “Comunicado ou Intervenção da Província”, que o poeta Mário Cesariny se afastou de Pacheco. A quezília entre os dois teve a ver com a prisão de Cesariny em Paris, no Outono de 1964, testemunhada só por Cruzeiro Seixas e Isabel Meyrelles. “A primeira referência pública a esta prisão está no “comunicado” de Luiz Pacheco, o que muito desagradou a Cesariny”, revelou o biógrafo.
    António Cândido destaca que a novidade da biografia é a relação de Pacheco com o pai. “Algumas datas cruciais desta relação andavam equivocadas. Coube-me restabelecer a verdade de alguns factos cruciais”, afirmou, recordando que foi o pai que levou Luiz Pacheco pela primeira vez às Caldas nos primeiros anos de infância. Essa recordação infantil “teve com certeza o seu peso na decisão que ele tomou no final de 1964 de se mudar para as Caldas – embora quem lhe desse o “empurrão” inicial, falando-lhe das facilidades que podia encontrar na urbe de então, tenha sido Mário Cesariny, com quem se zangaria em 1966”.
    Os anos vividos na cidade tiveram “altos e baixos muito fundos”. O primeiro período – do final de 1964 até Maio de 1966 – e o segundo que vai daí até à sua prisão em Junho de 1968. O primeiro é de alguma estabilidade. “Nasce-lhe um filho, tem muitos trabalhos de escrita em andamento, prepara a publicação do seu primeiro grande livro, Crítica de Circunstância, pelo qual recebeu uma importante soma de dinheiro”, disse o biógrafo. O segundo foi mais difícil, com a mudança para uma casa menos cómoda, na periferia, o Casal da Rochida, na estrada do Coto.
    “Tem vários processos judiciais às costas, falta de trabalho, problemas graves em casa com os filhos e a miúda com quem vive, Maria Irene Matias, que acabou por se ir embora no Verão de 1967 para a casa dos pais na Sertã”,disse António Franco. Embora não o tenham salvo do alcoolismo e da prisão, foi nesta altura “que os irmãos Maldonado de Freitas se tornaram um apoio estratégico, e para bem dizer vital, de Luiz Pacheco”, disse o biógrafo

    “Bons amigos e muitas ajudas”
    O biógrafo destacou o ceramista Ferreira da Silva, que viveu muitos anos nas Caldas, Vasco Luís, que lhe financiou a publicação de um livro em 1967, “Textos Locais”, e a família Maldonado Freitas, “que nunca lhe faltou com apoio”. E salientou António Maldonado Freitas que, além de mecenas, “lhe serviu gratuitamente de advogado particular em vários processos judiciais”. No Conjunto Cénico Caldense, Pacheco fez amigos próximos (Paniágua, Velhinho e Fonseca Lopes). Na cidade termal também criou alguns inimigos célebres, que ficaram para a vida, como Figueiredo Sobral, “com quem se meteu em vários textos e a quem chamou o Picasso das Caldas”, disse António Franco.
    De qualquer modo, o escritor “fazia um balanço positivo da sua passagem pelas Caldas em adulto”. Segundo o biógrafo, Pacheco chegou a encarar, no final da vida, mudar-se de novo para a cidade termal onde mantinha amigos e admiradores. O livro “O Firmamento é negro e não azul”, de António Franco, será apresentado nas Caldas, em junho, a convite do ciclo de poesia, Diga 33.■

     

    António Cândido Franco
    Autor

    Nasceu em Lisboa em 1956 e é autor de vários estudos sobre literatura e cultura portuguesa. Escreve romances, poesia e peças de teatro. António Cândido é professor na Universidade de Évora e é autor de várias obras entre as quais as biografias de Agostinho da Silva e de Mário Cesariny. Ainda falta estudar melhor Pacheco e, na sua opinião, este autor “está longe de ter o reconhecimento que merece”. A sua literatura “é uma das mais originais e valiosas da segunda metade do séc. XX português”.

  • Mariana Sampaio e Nicole Curcio apresentam nova coleção

    Mariana Sampaio e Nicole Curcio apresentam nova coleção

    Uma é portuguesa e outra é norte-americana e estão a criar uma coleção de cerâmica em conjunto

    Mariana Sampaio e Nicole Curcio são ceramistas e vão lançar, no sábado, 18 de março, pelas 15h00, no Espaço OF-B, nos Silos, “Com-fusion” uma coleção de cerâmica de linhas atuais mas onde usam técnicas tradicionais de execução.
    As peças são feitas à roda, em grés, e têm decorações de motivos contemporâneos, usando técnicas como por exemplo, o esgrafitado. “É mesmo uma espécie de fusão pois unimos nas peças técnicas cerâmicas dos dois países”, contaram as autoras sobre esta coleção feita a quatro mãos.
    Serão igualmente apresentadas ao público, no sábado, peças de cada uma das autoras.
    Mariana Sampaio e Nicole Curcio conheceram-se online, em 2021, e perceberam que tinham interesses comuns na área da cerâmica. Logo surgiu a oportunidade de Nicole Curcio vir a Portugal e por cá, em conjunto, pintaram um grande painel de azulejo. A reação foi tão positiva nas redes sociais da ceramista norte-americana que Nicole Curcio convidou Mariana Sampaio para dar workshops de pintura de azulejo nos EUA. Estes foram concretizados em agosto.
    A ceramista lusa ensinou as técnicas de pintura azulejar portuguesa, a azul e branco, no Radius Art Studio em Portland (Oregon) e no Sonoma Community Center, na Califórnia, próximo de São Francisco. Nos workshops participaram 22 pessoas, entre iniciantes e ceramistas experientes.
    Nicole Curcio e o marido pretendem, em breve, vir viver para o Oeste e não faltam ideias às duas autoras. Mariana e Nicole foram representar as Caldas e estiveram a trabalhar ao vivo na Bolsa de Turismo de Lisboa.
    Nicole Curcio tem 45 anos e há 30 que se dedica à cerâmica. Trabalhou em Marketing, Relações Públicas e Organização de Eventos e ainda organizou retiros de Yoga e Arte no México.
    Na verdade, a coleção “Com-fusion” é a segunda coleção que estão a desenvolver em conjunto. Mariana Sampaio e Nicole Curcio fizeram cerca de duas dezenas de peças em conjunto, quando Mariana Sampaio realizou os workshops no verão. As peças foram feitas à roda por Nicole Curcio e Mariana Sampaio decorou-as com ilustrações. E foram um sucesso pois “venderam-se num ápice!”, contaram. E para “Com-fusion” já têm clientes americanas interessadas que expressaram interesse na aquisição de algumas, via redes sociais. No sábado serão apresentados vários tipos de peças, desde chávenas, travessas e tigelas e que vão custar entre os 30 e os 200 euros.

    Um futuro centro comunitário
    “Queremos criar um centro de artes comunitário, um espaço aberto para criação, onde será possível fazer residências e retiros artísticos”, disseram Mariana Sampaio e Nicole Curcio. Querem abrir este espaço nas Caldas da Rainha e, neste momento, estão à procura de apoios para este tipo de projetos que apostam no intercâmbio de artistas de vários países.
    Nicole Curcio tem também algumas ideias para mostrar Portugal a turistas norte-americanos. Esta ceramista é oriunda de Portland, cidade que tem semelhanças com as Caldas. É uma cidade das artes com vários ateliês de autores a funcionar, entre eles ceramistas, além de fazer eventos anuais dedicados à cerâmica.
    Mariana Sampaio é da opinião que Portland poderia ser uma cidade irmã das Caldas, dada a criatividade que ambas possuem em quem escolhe viver e trabalhar nestas cidades. Há até eventos similares relacionados com os ateliês abertos da cerâmica e facilmente “se estabeleceriam intercâmbios entre artistas das duas localidades”. ■

  • Teatro da Rainha estreia peça “Ajax”  no dia 16 de março

    Teatro da Rainha estreia peça “Ajax” no dia 16 de março

    Grupo estreia peça de Sarrazac e assinala Dia do Teatro no CCC

    O Teatro da Rainha estreia a dia 16 de março, às 21h30, na Sala Estúdio do grupo, a primeira criação da temporada, “Ajax, Regresso(s)”, uma peça inédita de Jean-Pierre Sarrazac, traduzida por Isabel Lopes. Numa época em que a guerra voltou à Europa, o Teatro da Rainha convida o seu público a refletir sobre a guerra, a paz e as consequências que um conflito violento podem ter numa comunidade. Mais do que uma peça de teatro, Ajax, Regresso(s) é uma descrição que nos confronta com as possibilidades do pós-guerra. Esta é a quinta criação que desenvolvem do autor J.-Pierre Sarrazac, dramaturgo que acompanha o trabalho do Teatro da Rainha e que lhes valeu a distinção de um dos 10 melhores espectáculos de 2015 pelo “O Fim das Possibilidades”, co-produzido com o TNSJ.
    Com encenação de Fernando Mora Ramos, interpretação de Fábio Costa e Mafalda Taveira e vozes de Beatriz Antunes, Isabel Lopes, Marta Taveira, João Costa e Nuno Machado, o espectáculo “Ajax, Regresso(s)” vai estar em cena até dia 8 de abril, de quarta a sábado. O Teatro da Rainha vai celebrar o Dia Mundial do Teatro, 27 de março, às 21h30, no CCC, com a reposição do espetáculo “Discurso sobre o Filho-da-Puta” de Alberto Pimenta.as entradas serão livres e os bilhetes disponibilizados uma hora antes do início do espetáculo.■

  • Xilogravuras de Cynthia Back patentes na Galeria do Turismo

    Xilogravuras de Cynthia Back patentes na Galeria do Turismo

    Artista Cynthia Back vive há dois anos no Oeste e apresenta a primeira mostra individual no Turismo

    “Tudo é Novo” intitula a primeira exposição individual da norte-americana Cynthia Back que abriu a 4 de março, na Galeria do Posto de Turismo.
    A artista veio viver para as Caldas em 2020, depois de uma primeira visita feita ao país há 17 anos. “Acabámos por escolher as Caldas pela proximidade de Lisboa e porque encontrámos uma casa que gostámos e também fiquei contente por ter uma escola de artes e lojas de materiais de arte”, disse Cynthia Back que dá a conhecer as suas xilogravuras de redução e colagens, técnicas que utilizar há vários anos.
    O processo de criação das xilogravuras de redução desta artista consiste em esculpir um bloco de madeira, imprimir, e voltar a esculpir, repetindo o processo várias vezes, até terminar com 10 a 25 cores.
    Para a autora a reciclagem é importante e no seu trabalho também usa, estampas e pinturas antigas que combina, usando guache e tinta acrílica, em colagens que aprofundam os temas que explora nas gravuras.
    Cynthia Back formou-se na Escola de Arte e Design de Minneapolis, dedicou-se à pintura e trabalhou em Decoração de Interiores. Quando chegou à região, procurou árvores já que nos EUA vivia igualmente em zona arborizada. Como tal inspira-se pois nas árvores que observa nas suas caminhadas na Mata e gosta de retratar eucaliptos e sobreiro.
    Também há outros elementos da paisagem urbana que acabam por influenciar esta autora como por exemplo a calçada portuguesa.
    A artista está contente por ter escolhido viver na região Oeste , onde tem recebido vários familiares e amigos. Na mostra está também um livro desdobrável onde a artista retrata velhas casas abandonadas. “A maioria dos americanos têm antepassados europeus que fugiram da fome e da pobreza”, referiu a artista que desta forma alude ao sentido universal não só da necessidade de mudança como também da perda. A mostra “Tudo é Novo” está patente até 25 de março. ■

  • Sala “Incluir pela Arte” inaugurada em Óbidos

    Sala “Incluir pela Arte” inaugurada em Óbidos

    Projeto estimula integração e inclusão e destina-se a crianças e a seniores obidenses

    “Incluir pela Arte” é o nome da nova sala que foi inaugurada no Espaço F(elicidade), em Óbidos. A funcionar no Complexo Desportivo, este novo espaço pretende, como o nome indica, estimular a inclusão e a integração através das diferentes formas de arte. Inaugurado no dia 27 de fevereiro,
    Esta é uma nova oferta em Óbidos, que abrange crianças e seniores e “que pretende estimular competências, como a integração, a socialização, a valorização pessoal, o sentimento e a pertença, contribuindo para a melhoria e qualidade de vida e bem-estar de todos”, afirmou Margarida Reis, vereadora com o pelouro do Desporto, Saúde e Bem-Estar. “Este projeto foi pensado há cinco anos”, revelou, deixando um agradecimento especial a Fernanda Portugal.
    Este é “um espaço dedicado à exploração livre, com supervisão e orientação, onde através das práticas artísticas participativas, as pessoas podem dar asas à criatividade e imaginação de uma forma natural e espontânea”, caraterizou.
    A funcionar em formato ATL, é um “espaço de intervenção multidisciplinar, desenvolvendo oficinas artísticas em diferentes áreas, como pintura, cerâmica, música, nutrição, psicologia, entre outras, e que vem também dar uma resposta a pessoas que não têm enquadramento ou vaga em instituições.
    Desde 6 de janeiro, conta com um utente que sofre de uma deficiência a frequentar a sala três tardes por semana. “Tem sido uma mais-valia para o utente e para a família”, disse, revelando que há mais seis pessoas que irão começar brevemente a beneficiar do mesmo. A sala funciona com uma equipa de duas pessoas que faz o planeamento para as oficinas, que contam com 21 colaboradores, cada um na sua arte.
    “Existem diversos tipos de apoio, mediante a autonomia de cada pessoa ou grupo”, explicou.
    Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos, disse que a Sala Incluir Pela Arte “surge da necessidade” e que é um apoio terapêutico gratuito para a população. Os utentes serão encaminhados pelas Juntas de Freguesia, associações, escolas e centros de saúde do concelho.
    “Óbidos, pela sua estrutura, tem algumas particularidades que dificultam do ponto vista da deficiência e da mobilidade e estamos a trilhar esse caminho”, disse o autarca.
    Esta nova oferta funciona todos os dias da semana, entre as 10h00 e as 18h00, existindo ainda a possibilidade de vir a abrir no fim-de-semana.
    O Espaço F resulta de um investimento da autarquia de cerca de 35 mil euros em materiais, e contou com a comparticipação dos Rotary na sala Snoozland.
    Ali ao lado, o chefe de divisão e o técnico da autarquia estavam a avaliar o sintético. “Esperamos que este ano vá ser renovado”, disse. ■

  • Música: O 16 de Março será assinalado com concerto no CCC

    Música: O 16 de Março será assinalado com concerto no CCC

    No dia 16 de Março, pelas 21h30, no CCC, realiza-se o espetáculo comemorativo do 16 de março de 1974, a porta de entrada para a revolução que aconteceu a 25 de Abril. Esta será uma visita à banda sonora da revolução, as canções que refletem o sentimento de inquietação e emergência de mudança que se vivia na época. participarão Nelson Rodrigues (voz e guitarra), Luís Agostinho (acordeão e piano), Nuno Ferreira (bateria e percussão) e António Macedo (baixo) e convidados. ■

  • Teatro da Pessoa está a celebrar o 5º aniversário

    Teatro da Pessoa está a celebrar o 5º aniversário

    O grupo e associação cultural, que tem grupos de crianças, jovens e adultos, nas Caldas e em Lisboa, celebra aniversário com vários projetos futuros

    O Teatro da Pessoa – Associação Sociocultural – está a assinalar o seu quinto aniversário. Nas Caldas, o projeto tem funcionado nas instalações do Centro da Juventude e,desde 2018, passou a ter grupos também em Lisboa. Durante este período, o projeto que é coordenado pelas atrizes Tânia Leonardo e Ana Sequeira, já realizou 22 produções, o que inclui trabalhos finais dos vários grupos de expressão dramática (de crianças e de adolescentes) e de teatro amador.
    Nas Caldas têm o grupo Amador de Teatro e, em Lisboa, fazem parceria com os Fidalgos da Penha. Ao todo, trabalham com pelo menos 60 pessoas, de várias idades. O Teatro da Pessoa tem um grupo profissional, que integra as responsáveis e convidados. Mesmo na altura do confinamento, “Conseguimos dar continuidade às nossas atividades”, disseram as responsáveis à Gazeta das Caldas.
    O Teatro da Pessoa surgiu de outras experiências que Tânia Leonardo foi desenvolvendo nas Caldas há pelos menos duas décadas e onde usa o método da partilha e do princípio da verdade.
    A metodologia inclui módulos de exploração do corpo, do espaço, do objeto e depois da criação do objeto artístico.
    Em cada sessão são estimulados por jogos, exercícios e técnicas de representação e vão construindo partituras dramatúrgicas. “O que fazemos no Teatro da Pessoa é invulgar”, contaram as responsáveis, que mantêm alunos durante dez anos e que crescem com este método de partilha onde se debate os temas que escolhem trabalhar nas peças.
    “É algo único e muito válido para a transformação da sociedade”, disse Tânia Leonardo, dando a conhecer que há vários elementos do Teatro da Pessoa que mais tarde prosseguem para as escolas de teatro. Têm três estudantes na escola Profissional de Teatro de Cascais, nas Oficinas de Lisboa, na ESAD.CR e um na ACT, Escola de Atores. Ao todo, seguiram a profissão pelo menos 15 elementos”, disse Tânia Leonardo. E orgulham-se pelo facto da ativista Andreia Galvão ter feito parte do Teatro da Pessoa, durante oito anos. A jovem do Bloco de Esquerda terminou há pouco o mestrado de Teatro no Conservatório.
    Desta associação há vários elementos que hoje fazem parte de grupos de teatro profissionais, incluindo o Teatro da Rainha. “Este é um projeto de pessoas para pessoas, com cuidado pelo outro e onde se valoriza cada um dos participantes”, explicaram.
    A Tânia Leonardo e a Ana Sequeira juntam-se Maria Eduarda, também atriz e ligada aos projetos de criação do grupo e ainda Ana Rita Nabais, ligada à produção.
    Trata-se pois de um grupo artístico, liderado no feminino, que está a crescer e que, em breve, irá editar as peças que os grupos têm feito nos últimos cinco anos. “Todas são documentais de problemáticas de diferentes gerações e que podem ser trabalhadas por outros grupos de teatro ou até escolas”, referiram as autoras.
    Em 2013, Ana Sequeira, formada em Teatro na ESAD entrou para um dos grupos de teatro coordenado por Tânia Leonardo e hoje é uma das guias dos grupos do Teatro da Pessoa.
    A associação cultural tem vários parceiros como o Museu Malhoa onde desenvolveu o projeto Casulos, tendo apresentado ateliês e espetáculos nas Caldas e também em Figueiró dos Vinhos. Têm também desenvolvido atividades nas escolas, em parceria com este Museu, levando obras do pintor naturalista caldense e desenvolvendo atividades em seu redor. Este tipo de projeto já está a ser apresentado a outros espaços museológicos.
    O Teatro da Pessoa desenvolveu também, em fevereiro, uma performance sobre a exposição “A verdade Dói” que aborda a questão da violência sobre as mulheres e que também envolveu as esculturas de exterior. “Fizemos ainda alusão ao trabalho da artista Orlan que, em 1977, esteve nas Caldas e participou nos Encontros Internacionais de Arte”, disse Tânia Leonardo recordando que a artista plástica francesa fez apresentações radicais, medindo, áreas da Casa da Cultura com o próprio corpo. O Teatro da Pessoa, que ainda não tem sede, tem em mãos um novo projeto de criação do grupo profissional e um projeto de programação para a zona Oeste, sem esquecer o decorrer do ano letivo e as estreias dos seus grupos de crianças, adolescentes e de amadores, das Caldas e de Lisboa. ■

  • Cerâmica contemporânea passa a dar nova vida à Rua Manuel Mafra

    Cerâmica contemporânea passa a dar nova vida à Rua Manuel Mafra

    Grandes peças de Mário Reis e de Carlos Enxuto decoram Bairro da Ponte e provam que cerâmica é boa resposta na requalificação do espaço público

    Foram inauguradas, a 4 de março, na confluência da Rua Manuel Mafra com as ruas Eduardo Mafra Elias e Francisco Gomes Avelar, duas esculturas cerâmicas de Carlos Enxuto e de Mário Reis. Algumas dezenas de pessoas quiseram assistir ao momento da inauguração destas obras de arte pública que medem perto de dois metros de altura e que foram colocadas em caixas de vidro e que agora dão vida àquela zona do Bairro da Ponte.

    Mário Reis colocou referências da cerâmica, da cidade, do bairro e da sua vida

    “Quando me convidaram quis juntar várias referências da minha vida, deste bairro, de Mafra e também da cerâmica caldense”, disse Mário Reis, o autor da peça “Conversas de Bairro”, a primeira a ser inaugurada. A obra que tem na base elementos de azulejaria do século XVIII, da cerâmica naturalista que Mafra também fazia, está repleta de símbolos relacionados com familiares do artista. A sua filha faz aquele trajeto entre a Secundária Raul Proença e a casa dos avós, seus sogros e por isso há várias referências pessoais.
    “A partir das cinco não faço nem mais um…”, pode ler-se num dos azulejos. Foi desta forma subtil que Mário Reis fez referência à cerâmica fálica local. Além do mais, estão representadas as visitas que fazia à oficina do tio Armindo Reis onde a partir das 17h00 já não se trabalhava pois “era hora de conviver com os amigos na taberna Amália”, contou. “Toda a peça tem a ver com as Caldas”, acrescentou o autor que usou cores como o verde Caldas e o Amarelo Mel. A peça é encimada por um Gato e a uma Gaivota que estão a conversar. “Os gatos são a companhia de muitos que aqui vivem e, as gaivotas, quer queiramos quer não, são as novas moradoras”, explicou o ceramista que espera que a sua peça possa ser apreciada por todos.

    Carlos Enxuto colocou Rafael Bordalo Pinheiro a “dialogar” com Manuel Mafra

    Bordalo veio conversar
    “À conversa”, designa a peça de Carlos Enxuto, que queria referir uma possível conversa entre Manuel Mafra e Bordalo Pinheiro. Deparou-se logo com um problema: não existem fotografias de Manuel Mafra, “há apenas uma caricatura lateral que Bordalo fez de Mafra”, contou o autor que ainda assim se questiona se os autores, que foram rivais, terão conversado já que foram contemporâneos.
    A peça, com o perfil de Bordalo, é rodeada por gatos. Um deles convida a que se visite a peça, e um segundo “representa o rei D. Luís, que foi protetor de Manuel Mafra”, disse Enxuto. Há um outro assanhado e outro mais calmo que são personagens desta conversa que Bordalo veio ter à Rua Manuel Mafra. Presentes nesta obra estão também várias placas que representam as fases da cerâmica das Caldas da Rainha.
    Para este autor, “faz sentido pensar a cerâmica de uma forma diferente nas Caldas”, acrescentando também que a cerâmica e a arquitetura deveriam ser uma das apostas da cidade.

    Cerâmica é marca identitária
    A vereadora da Cultura, Conceição Henriques, recordou que a cerâmica é um dos elementos identitários da cidade e que permaneceu ao longo da sua história. Ao contrário de outros locais a cerâmica continua e mantém-se ainda hoje e a sua valorização “culminou com o reconhecimento de Cidade Criativa da UNESCO. O vice-presidente, Joaquim Beato, sublinhou a qualidade do trabalho dos dois autores, de carreira feita, e que agora podem ser apreciadas por todos na Rua Manuel Mafra. Segundo o autarca as peças foram concretizadas em oito meses e cada uma custou 7.500 euros. A escolha de Mário Reis e de Carlos Enxuto para a execução destas obras “é simples”, já que ambos “têm ligações ao Bairro da Ponte”.
    Para o edil caldense, Vitor Marques, “Manuel Mafra há-de estar feliz por estar a ser homenageado por dois artistas contemporâneos”.
    O presidente fez ainda referência aos muitos autores que trabalham nas Caldas e é preciso “continuar a dar-lhes palco”. E garantiu que o município vai continuar “a trabalhar a nossa identidade, que integra a água e a cerâmica que nos diferencia e distingue dos outros”. Vitor Marques diz que a cerâmica contemporânea continuará a ser apoiada e, sempre que possível, integrada no espaço urbano.
    Teresa Pires Lopes é docente na EBI de Sto Onofre e moradora no Bairro da Ponte. “Fico muito feliz com estas peças pois temos ceramistas contemporâneos que são fantásticos e que ainda não tinham o seu espaço na cidade”, disse. A moradora, também ligada à cerâmica, vive há 35 anos neste bairro. Teresa Lopes conhece bem os dois artistas com quem até chegou a estudar no Cencal pois foi modeladora e discípula de Herculano Elias.■

  • Ourém: Elsa Rebelo apresenta exposição no Paço dos Condes

    Abre ao público no sábado, 11 de março, pelas 16h00, a exposição “Onírica” da ceramista Elsa Rebelo, no Paço dos Condes, no castelo de Ourém. A mostra desta artista caldense, que é também a diretora artística da Fábrica Bordallo Pinheiro, vai estar patente naquele espaço até ao dia 14 de abril. A exposição “Onírica” poderá ser apreciada naquele espaço de arte de Ourém entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 18h00. ■

  • Halfstudio com obra em prédio em Moscavide

    Dupla de artistas caldense fez intervenção de arte pública efémera em prédio em construção em Moscavide

    A dupla de artistas caldense Halfstudio foi convidada a criar uma instalação temporária de arte pública para o novo complexo de edifícios Oriente Green Campus que está a ser construído em Moscavide. Fica na Avenida de Moscavide 88 (entre a esquadra e o Lidl daquela zona), num edifício que foi anteriormente uma fábrica de pólvora.
    Emanuel Barreira e Mariana Branco aceitaram o desafio que lhes foi proposto pela Galeria Underdogs, que tem a curadoria desta intervenção artística, proposta pela Norfin.
    Trata-se pois de uma obra de arte em grande escala, criada pela dupla de artistas caldense e que é composta por uma série de esculturas que assumem a forma de palavras inspiradoras. “As palavras que criámos em grande escala foram escolhidas por pessoas da comunidade das freguesias de Moscavide e da Portela”, disse Emanuel Barreira, dos Halfstudio, à Gazeta das Caldas.
    Ao longo de duas manhãs, pessoas que vivem naquela zona realizaram um workshop de escrita criativa com a dupla de autores das Caldas e também com a coordenação do educador sociocultural e artista, músico Maze (André Neves) e, em conjunto, chegaram a um número de palavras que deram origem às esculturas gigantes que foram colocadas na fachada deste prédio em construção.
    “As palavras que foram escolhidas em conjunto traduzem os valores, os desejos e algumas memórias da população daquela zona da cidade”, disse Emanuel Barreira, acrescentando que, n o trabalho que fazem relacionado com a arte urbana, “procuramos sempre que haja a participação das pessoas que vivem junto aos locais onde fazemos as nossas propostas”.
    A inauguração da instalação, no início do ano, foi acompanhada por uma performance com direção artística do Iminente, que incluiu música, palavra falada e ainda circo contemporâneo.
    Quem quiser conhecer esta intervenção dos Halfstudio, tem até ao fim do mês de março para o fazer.
    A seguir, as obras do edifícios Oriente Green Campus vão prosseguir e esta forma de arte pública, relacionada com a linguagem, deixará de existir. Esta escultura de grande escala, para o espaço público, tem um carácter efémero. Os Halfstudio – que estão disponíveis para criar trabalho na região – já têm agendadas participações em festivais de arte urbana que se vão realizar este ano na Holanda e em Espanha.■

    A intervenção de arte urbana é efémera e poderá ser apreciada até ao final do mês de março

     

     

  • Poesia de Zeca Afonso fez lotar o Café Central

    A segunda sessão de Celebrar José Afonso lotou por completo o espaço que foi frequentado pelo cantor

    Algumas pessoas tiveram que desistir de assistir à sessão “O que faz falta é celebrar José Afonso”, promovida pelo núcleo caldense da Associação José Afonso (AJA). O espaço do Café Central não foi suficiente para todos os que queriam assistir à tertúlia de 23 de fevereiro, dia em que o poeta faleceu, em 1987.
    A sessão, destinada a dar conhecer a poesia não musicada do artista, foi descontraída e informal, onde quem quis podia pedir a palavra e ler, livremente, os poemas de Zeca Afonso que não foram musicados.
    A leitura poética foi alternada com música, com a interpretação das principais canções do artista pela cantora Júlia Valentim, acompanhada pelo guitarrista Fernando Lopes. Houve tempo para a improvisação poética (e também musical) pelos atores José Carlos Faria e Inês Fouto que trouxeram alegria e criatividade na forma como interpretaram os poemas de cantor de intervenção.
    Zé Carlos Faria partilhou com os presentes um pequeno poema que Zeca Afonso escreveu nas Caldas, a 12 de janeiro de 1981, intitulado “O Vale do Rovuma”.Na sessão participou também a caldense Ana Sofia Reboleira que partilhou um texto poético que Zeca Afonso, amigo da sua família, lhe dedicou, escrito a 13 de outubro de 1980. O poema dizia: “dias bons, sem fachos e sem poluição, para esta geração”.
    Outros poemas lidos foram foram feitos por José Afonso na altura em que deu aulas em Alcobaça, no final da década de 50. Outros ainda foram escritos quando o cantor esteve preso em Caxias, em 1973.
    Neste serão também participaram Manuel Freire e Francisco Fanhais. Estes amigos de José Afonso – e representantes da AJA- leram poemas, entoaram canções e partilharam estórias que viveram com o homenageado.
    Fanhais cantou à capela e partilhou como viveu a morte do seu grande amigo, desde o momento em que o filho do cantor, Pedro, lhe ligou com a notícia do falecimento.
    Presentes estavam vários caldenses que foram próximos de José Afonso. Uns participaram na Festa da Amizade, enquanto que outros conviveram com ele no Café Central. Segundo Élia Mendonça, uma das responsáveis pelo núcleo caldense da AJA, a próxima iniciativa deste programa terá lugar a 25 de março, às 16h00, na Biblioteca Municipal. Na sessão, destinada a conversar sobre a poesia de Zeca Afonso, vão participar o poeta-declamador José Fanha e a escritora Hélia Correia.A segunda sessão fechou ao som da “Grândola”, cantada em uníssono e com emoção.■

    A sessão foi animada por Inês Fouto, Zé Carlos Faria e com a cantora Júlia Valentim e o guitarrista Fernando Lopes
  • Autora obidense apresenta livro de estreia com casa cheia

    Obidense Valentina Tomaz estreou-se na literatura com um livro autobiográfico, “No Silêncio das Noites Longas”, com a mentoria de Rui Calisto

    Foi lançado, na noite do passado sábado, dia 25 de fevereiro, no The Literary Man Óbidos Hotel, o livro “No Silêncio das Noites Longas”, de Valentina Tomaz, prefaciado pelo escritor Rui Calisto e editado pelas Edições La Traviata. A apresentação coube a Francisco Aleixo, da Rádio Mais Oeste.
    O evento contou com uma plateia repleta de amigos e familiares que, segundo Telmo Faria, co-fundador do espaço situado na antiga Estalagem do Convento e amigo desde nascença da autora, reflete bem a “maneira impecável” como a obidense foi “cumprindo as várias etapas da vida”.
    Com efeito, foi em decorrência da última, com o súbito falecimento, no início de 2022, do companheiro e primeiro amor, José Carlos Santos, jogador no Phoz Free e fazedor dos moinhos de cana artesanais de Salir do Porto, e as “noites longas” que se seguiram, que se iniciou na escrita da obra, atividade que a autora revela ter sido uma “terapia”.
    A obra relata a história de amor do casal, que esteve em “stand by” durante vinte anos, mas que o destino assegurou que seria retomada quando ambos já estavam divorciados e sendo, cada um, pai/mãe de uma filha e de um filho, respetivamente.
    Tendo-se conhecido num baile de uma festa da aldeia, tinha ela 16 anos, o “namorico” foi interrompido por imposição paterna, mas uma sucessão inesperada de reencontros e acontecimentos (que até uma música de José Cid, “Vinte Anos”, nas Tasquinhas, incluiu), propiciou o retomar da relação.
    Como afirma Rui Calisto – a quem se deve a escolha da imagem da capa, a pintura “Menina lendo uma carta à janela” (1657-59), de Johannes Vermeer -, no prefácio, “a história sensível deste livro está repleta de amor. Não apenas terreno. Etéreo. Entretecido com as linhas de Eros”. ■

  • Exposição: “Tudo é Novo“ de Cynthia Back vai abrir sábado no Turismo

    Abre ao público a 4 de março, pelas 15h30, na galeria do Posto de Turismo, a mostra “Tudo é Novo” de Cynthia Back, uma autora norte-americana que vive na região desde o ano passado. Da exposição fazem parte xilogravuras de redução e colagens. No seu trabalho, a reciclagem tem um papel central pois a artista usa estampas e pinturas antigas,combinadas com guache e tinta acrílica. Mostra vai estar patente até ao dia 25 de março. ■

  • Música: Concerto comentado a 4 de março no Leopoldo de Almeida

    A quinta atuação do ciclo de concertos comentados terá lugar a 4 de março, pelas 16h00, no Museu Leopoldo de Almeida, no Centro de Artes. O pianista Bernardo Santos vai interpretar obras de F. Liszt e de R. Schumann. Esta iniciativa une várias entidades como a Associação de Cursos Internacionais de Música, sediada em Óbidos e que está a trabalhar com municípios da região Oeste. Integra também o programa CCC Fora de Portas. ■

  • DJ Ride lançou um álbum por mês desde o início de 2023

    Caldense lançou três álbuns este ano e está a dar a conhecer a sua música lá fora

    DJ Ride (Oliveiros Tomás Oliveira) está em alta. Ainda vamos no terceiro mês de 2023 e o DJ e produtor caldense – que se dedica à música hip hop eletrónico, instrumental e também ao drum and bass – já vai no terceiro álbum lançado. O último, Beat Diaries #3 foi dado a conhecer ao público nas plataformas digitais ontem, dia 1 de março.
    “Este foi um desafio que impus a mim próprio”, contou o autor, de 38 anos, à Gazeta das Caldas. Ride explica que faz música praticamente todos os dias, e que há muitos instrumentais que aguardam muito tempo até ver luz e chegar ao público. Com este desafio, o autor quis encurtar esse prazo, fazendo chegar mais músicas ao público apreciador deste género musical.
    “Tentei fazer uma música por dia”, referiu o autor que gravou em dezembro as canções editadas em janeiro e as de fevereiro foram gravadas em janeiro. Ride ultimou até ao fim do segundo mês, os temas que agora se podem ouvir no Beat Diaries #3.
    Além dos álbuns, foi possível os seus fãs acompanharem vídeos coordenados por Ride onde mostra o making of destes álbuns, revelando aos interessados que máquinas usou para efetuar as suas gravações.
    Estes vídeos mostram ainda a participação de outros músicos como Stereossauro, tocando guitarra, por exemplo. Tiago Norte é um grande amigo de DJ Ride, e ambos dão corpo e alma aos Beatbombers, projeto que se sagrou campeão do mundo de Scratch, e que também produz para outros artistas. Os caldenses foram responsáveis pela produção do novo single “Via Láctea” que uniu os cantores Carlão e Tatanka.
    Este desafio dos três álbuns de DJ Ride conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores, a que o artista concorreu e conseguiu obter. “É muito importante esta ajuda que me permite estar mais tempo no estúdio a gravar e a poder contratar um amigo para me ajudar nos vídeos”, acrescentou o músico que durante o tempo do confinamento obrigatório aproveitou para estabelecer contacto com labels internacionais, enviando para fora a sua música. Em 2019, Ride apoiou a promoção de “Bairro da Ponte”, álbum de Stereossauro e agora, nestes tempos pós-pandémicos, está focado em dar a conhecer a sua música no mercado internacional. Recentemente atuou ao vivo em eventos em Groningen e em Amsterdão.
    Umas das canções, “Matsuri” que Ride fez em conjunto com o DJ Kentaro, foi escolhida para um jogo da Playstation. Integra a BSO de “Wild Hearts” jogo de aventura, num mundo de fantasia que se inspira no Japão feudal. Além dos três novos álbuns, DJ Ride tem preparadas algumas colaborações. Com Stereossauro participará no novo álbum de Carlão.■

  • Filmes de alunas da ESAD.CR nomeados para os Prémios Sophia

    Três estudantes da escola de artes caldense estão nomeadas para os Prémios Sophia

    As alunas Diana Caneira, Teresa Navarro de Andrade e Bianca Dias,que frequentam o curso de Som e Imagem da ESAD.CR, foramnomeadas para os prémios Sophia Estudante 2023, distinções que são atribuídas pela Academia Portuguesa de Cinema.
    “Um Dia Um Rio” intitula o filme de 13 minutos da autoria de Diana Caneira, que está nomeado para a categoria de Melhor Curta-Metragem de Documentário.
    “Vermelho” é o título da proposta de ficção da aluna Teresa Navarro Andrade. O seu filme, de dez minutos, está nomeado para a categoria de Melhor Curta-Metragem de Ficção. Na categoria que visa distinguir o Melhor Cartaz consta ainda a estudante Bianca Dias, com a proposta de cartaz para o filme “Originalmente Verão”. Estas nomeações integram também as propostas de cartaz de Diana Caneira e de Teresa Navarro.
    Além destas categorias, o concurso vai ainda distinguir a Melhor Curta-Metragem de Animação, a Melhor Curta-Metragem Experimental e a Melhor Curta-Metragem de Mestrado/Doutoramento.
    Os filmes nomeados vão estar em exibição entre 2 e 5 de março, no auditório municipal de Albufeira.
    Durante os três dias, decorrerá também a masterclasse “Work in progress: a escrita audiovisual no século XXI”, dinamizada por João Nunes e o debate “No princípio era o verbo”, com a colaboração da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos.
    A entrega de prémios vai realizar-se a 5 de março, pelas 15h00, também no auditório municipal de Albufeira.
    Esta é a nona edição dos prémios Sophia Estudante, criados pela Academia Portuguesa de Cinema e estes têm como objetivo reconhecer o melhor da produção cinematográfica, a nível nacional. As distinções não esquecem as propostas dos alunos das escolas que se dedicam também à criação de filmes. ■

    “Vermelho”, ficção com 10 minutos, de Teresa Navarro será exibido a 4 de março
  • Festival Cistermúsica vai apostar na música sacra e coral em abril

    Festival Cistermúsica vai apostar na música sacra e coral em abril

    Festival tem uma nova aposta na música sacra e coral que terá atividades formativas

    De 2 a 6 de abril, coralistas profissionais e amadores terão a oportunidade de trabalhar com Pedro Teixeira e Tiago Morin na iniciativa “Cistermúsica Sacra”. Esta nova atividade trará à região alcobacense, uma oferta de Música Coral Sacra na Semana Santa, aos Mosteiro de Alcobaça e de Cós e à Igreja de N.ª Sr.ª da Conceição, em articulação com a Paróquia do Santíssimo Sacramento de Alcobaça e com a Direção-Geral do Património Cultural/Mosteiro de Alcobaça.Nesta primeira edição, o tema será “A música coral no Mosteiro de Alcobaça”. A componente formativa prevê o “Atelier Avançado de Polifonia Portuguesa” para estudantes de ensino superior de música e coralistas profissionais, e o “Atelier de Música Litúrgica” que integrará a comunidade litúrgica local, coralistas amadores e estudantes de música. A iniciativa contemplará também duas palestras e dois concertos de entrada livre, pelo Officium Ensemble e pelo Coro José Joaquim dos Santos, ambos no Mosteiro de Cós. O Cistermúsica Sacra é uma das atividades do projeto que obteve apoio da DGArtes. ■

  • Música: DJ Ride está a lançar um álbum por mês desde janeiro

    Música: DJ Ride está a lançar um álbum por mês desde janeiro

    DJ Ride vai lançar, a 1 de março, o terceiro álbum dos seus Beat Diaries. O artista, que se dedica à música eletrónica, ao hip hop e ao drum n’ bass, lançou o primeiro em janeiro e o segundo em fevereiro. O produtor caldense – que atuou recentemente na Holanda – está a levar a cabo este ambicioso projeto que ainda integra vídeos dos making offs dos álbuns, o que permite aos fãs, acompanhar todo o processo criativo. ■

  • Livro: Obidense apresenta livro no sábado no Literary Man

    Livro: Obidense apresenta livro no sábado no Literary Man

    No dia 25 de fevereiro, às 21h00, será lançado no The Literary Man Óbidos Hotel (antiga Estalagem de Óbidos) o livro “No Silêncio das Noites Longas”, da escritora obidense Valentina Tomaz. A obra, que conta com prefácio de Rui Calisto. será apresentada por Francisco Aleixo. A sessão de apresentação deste livro contará também com a presença do presidente da Câmara de Óbidos. Filipe Daniel. ■

  • Centro Artes e Ogiva em rede nacional de arte

    Centro Artes e Ogiva em rede nacional de arte

    Os ateliers-municipais caldenses e a principal galeria de Óbidos integram a nova rede de arte contemporânea

    O Centro de Artes das Caldas da Rainha e a Galeria NovaOgiva, em Óbidos vão integrar a Rede Portuguesa de Arte Contemporânea (RPAC), constituída pela DGArtes. Ainda do distrito de Leiria, consta desta primeira listagem o Banco das Artes Galeria, que funciona no antigo edifício do Banco de Portugal, em Leiria.
    Estas são três das 58 entidades que dinamizam 66 equipamentos/espaços em 36 concelhos de Portugal continental e também das regiões autónomas .
    No primeiro período de candidaturas, que decorreu entre setembro e novembro de 2022, foram submetidos 78 pedidos de adesão.
    Segundo nota da DGArtes, após esta primeira fase, o processo de adesão passa a estar aberto em regime de permanência, sem interrupções, para as demais entidades que queiram submeter futuramente os seus pedidos. A adesão a esta Rede é feita de forma voluntária e sob o compromisso das entidades proprietárias ou gestoras de equipamentos culturais, promoverem atividades de valorização e dinamização da arte contemporânea, uma programação cultural própria e atividades de mediação de públicos. A RPAC representa a vontade de priorizar uma política cultural sustentada e de proximidade, que promove a descentralização e desconcentração territorial e um mais amplo acesso às artes. O Centro de Artes – que integra o Atelier-Museu António Duarte, o de João Fragoso, o Museu Barata Feyo, o de Leopoldo de Almeida, o Espaço Concas e os Ateliers-municipais – é uma estrutura municipal que tem como missão preservar o património artístico municipal e apoiar o desenvolvimento das artes no concelho. Para além dos Museus Municipais, que constituem um dos mais significativos núcleos de escultura portuguesa do século XX, integra estruturas criadas pela autarquia nas últimas décadas, que têm como função apoiar a produção artística e promover eventos e atividades de âmbito cultural.
    A Ogiva, em Óbidos, foi criada em 1970 pelo escultor José Aurélio. Reabriu em 2005 como galeria municipal, passou a designar-se NovaOgiva e a integrar a Rede de Museus e Galerias de Óbidos. Dedica a programação à arte contemporânea.Em novembro de 2021 foi assinalado o 50º aniversário do espaço com o lançamento de um livro de memórias. Segunda a DGArtes, será divulgado, em abril, o Concurso de Apoio à RPAC com as linhas de apoio destinadas a projetos de coorganização e circulação de exposições, de mediação e de formação. O programa de apoio para 2023 é de dois milhões de euros. ■

  • Season Impulso abriu no feminino e com muito talento

    Foram mulheres, as primeiras a subir ao palco do CCC. Femme Falafel e A Garota Não são projetos para acompanhar

    O que têm em comum uma caldense de coração e uma setubalense? Muito talento e algum ativismo caracterizam Femme Falafel e A Garota Não, artistas que fizeram o primeiro espetáculo do Season Impulso, a 17 de fevereiro, no CCC. Com casa cheia, ambas arrancaram aplausos das centenas de pessoas que se reuniram para ouvir as amarguras, algumas bem sarcásticas, de Femme Falafel, o projeto de Raquel Pimpão, artista que passou infância e juventude nas Caldas. Seguiu-se A Garota Não, projeto da cantautora Cátia Oliveira que trouxe ao palco maior das Caldas o seu disco “2 de Abril”, considerado o melhor de 2022 por vários jornais e revistas.
    Antes da atuação, as duas artistas conversaram com Gazeta das Caldas. Raquel Pimpão, de 27 anos, contou que este seu projeto, pop e com um pouco de disco, e cantado em português, já vem desde os tempos em que estudava piano jazz. Até aos 18 anos, viveu nas Caldas e frequentou o Conservatório local. “Já gravámos os temas que eu gostaria de lançar até ao final do ano”, disse Raquel Pimpão que já tem outro concerto marcado, para março, em Lisboa.
    A artista tem saudades das Caldas e até pensa em regressar. “Gosto bastante de ir ao Parque”, referiu a autora que quer viver da música e que também se dedica ao ensino. Raquel Pimpão, que já tinha atuado no CCC com Fumo Ninja e com Nádia Schilling, foi agora acompanhada por Francisco Santos na bateria, Tiago Martins no baixo e Lana Gasparotti nas teclas e sintetizadores. Em nome próprio, a cantora apresentou temas como “Depressão”, “Eletrocardio Drama”, “Mitra Indie” e “Rio” que revelam uma artista observadora da realidade e que gosta de a descrever com humor e sarcasmo.
    Cátia Oliveira partilhou que A Garota Não está a viver uma fase onde está a colher o que semeou. Numa só semana, a artista tocou com dois dos seus ídolos, Sérgio Godinho e Jorge Palma. “Sou uma miúda da rua que gosta de música”, disse a artista setubalense que não teve aulas de canto, apesar de tocar alguns instrumentos, até para compôr.
    Muitos dos seus temas são de intervenção e a de ativismo e nas Caldas, não foi exceção. “Mesmo quando são canções de amor procuro uma escrita que traga alívio e alguma aprendizagem”, disse a cantautora que vai continuar em digressão com 2 de Abril e está a preparar um novo álbum “Ensaios” para apresentar ainda em 2023.
    No palco do CCC, Cátia Oliveira foi acompanhada por Sérgio Mendes (guitarra) e por Diogo Sousa (bateria). Com grande à vontade, a artista foi conversando com o público sobre canções que se estreavam em palco como foi o caso de “A Vida é Hoje” e sobre os próprios temas como “422” (milhões de euros), o número referente aos lucros da Galp, no primeiro semestre de 2022. Com “Mulher Batida”, Cátia Oliveira falou sobre a violência doméstica e mostrou, num grande caderno de argolas, todos os nomes das 28 mulheres que foram mortas em 2022 pelos companheiros.
    Tempo ainda para homenagear os Sem Terra do Brasil com uma versão de “Morte e Vida Severina” e de uma reflexão para a falta de investimento e investigação sobre doenças como a esclerose lateral amiotrófica, que vitimou a mãe da cantora. E que é expresso no canção “A morte não sabe contar”.
    Além das canções de 2 de Abril o bairro onde viveu infância e juventude, Cátia Oliveira interpretou canções do primeiro trabalho, “Rua das Marimbas” como “Mundo do Avesso” e ainda “No dia do teu casamento”. Esta última foi um dos encores, aplaudidos de pé.
    A programação do Impulso continuará com NICØ, Marina Herlop e Expresso Transatlântico a 24 de março. Além dos concertos, o Impulso contará com exibição de filmes e exposições em parceria com entidades como o Doc Lisboa e com a ESAD.CR. ■

  • Stereossauro lança novo álbum onde cruza eletrónica com o fado

    ”Tristana”, assim se chama o novo álbum de Stereossauro que será apresentado a 18 de fevereiro, nas Caldas, terra natal deste artista

    Tiago Norte, artista conhecido com Stereossauro, acaba de lançar o seu novo trabalho discográfico “Tristana” e vai apresentá-lo, a 18 de março, num espaço da cidade das Caldas. “Queremos que seja algo especial, mais intimista”, referiu Tiago Norte que compôs e escreveu todos os temas deste álbum.
    O artista caldense convidou para participar a cantora Ana Magalhães que, apesar de ser do Porto, já vive nas Caldas há pelo menos 15 anos. Trata-se de uma amiga sua que canta em casas de fados. Stereossauro enviou-lhe algumas melodias que ela devolveu com a sua voz.
    “Vi logo que ela tinha uma voz peculiar, com um timbre muito especial”, referiu o artista que a convidou para interpretar todas as canções de “Tristana”. Juntaram-se ainda o guitarrista Ricardo Gordo e a acordeonista Sandra Baptista, que pertencia aos Sitiados. O álbum é todo em português e, segundo Tiago Norte, está tudo pronto para o levar para a estrada e para o dar a conhecer por todo o país.
    “O disco tem um ambiente melancólico, soturno e até triste”, referiu Stereossauro que escreveu as canções sobre mulheres e sobretudo “sobre as dificuldades que ainda existem hoje apenas pela facto de ser mulher”. O músico lamenta que ainda haja tantas diferenças nos salários, na ascensão aos cargos de topo e nos números de violência doméstica, que atingem sobretudo as mulheres. Ainda há muitas diferenças entre os géneros”, referiu o artista.
    O primeiro single de “Tristana” é “Nome de Mulher” e este fala sobre uma mulher traída mas que encara a vida de frente. “É daquelas mulheres fortes, que ninguém põe o pé em cima”, referiu o autor. Em “Batimento” aborda-se a questão sobre “o estar mal por dentro mas aparentar que se está normal”. Em “Pouca Terra” fala-se de alguém que espera a oportunidade mas ela nunca chega, deixando a pessoa numa espera sem fim.
    Este novo trabalho também conta com a participação de Tamara Alves, autora da capa, que é artista plástica e ilustradora que se formou na ESAD.CR e cujo trabalho possui reconhecimento internacional.
    Stereossauro é ainda autor dos sete vídeos que compõem o álbum e que vão passar nos seus espetáculos.
    Stereossauro e DJ Ride formam os Beatbombers e foram duas vezes campeões mundial de scratch em 2011 e 2016.
    Nos últimos anos, estes dois autores, naturais das Caldas da Rainha, têm sido convidados a parte do júri deste concurso que escolhe os melhores do mundo e que é organizado pela International DJ Association. ■

  • Festival de cinema de turismo nas Caldas em outubro

    A XVI edição do Festival Internacional de Cinema de Turismo ART&TUR vai decorrer, nas Caldas, entre os dias 24 e 27 de outubro.
    Do evento farão parte várias competições como para o prémio de melhor filme de turismo a nível mundial (ART&TUR Global) e para o melhor filme nacional (ART&TUR Portugal). Será distinguida a melhor publicação em blog sobre o destino Caldas (Blogging Caldas), o melhor audiovisual sobre as Caldas (ART&FACTORY), e haverá uma competição de cenários cinematográficos em parceria com a ESAD (ART&TUR Location Scouting).
    O Festival integra a rede internacional de festivais de cinema de Turismo CIFFT, contribuirá para posicionar a região a nível global, com a presença durante quatro dias de produtores de audiovisual e especialistas de turismo de todo o mundo, na cidade.
    O Festival ART&TUR tem como parceiro a TAP, que vai premiar os vencedores de cada edição, com a divulgação dos melhores filmes da competição nacional nos voos de longo curso. Desta forma vai contribuir para dar a conhecer o que existe de melhor em cada região, através de filmes promocionais e documentários de turismo de reconhecida qualidade.
    A submissão de filmes é feita online através do site do Festival https://tourfilm-festival.com, onde se pode consultar o regulamento de participação, ou através da plataforma https://filmfreeway.com/ARTTUR. Estas podem ser feitas até dia 30 junho sendo que quem entregar numa primeira fase, até dia 30 de abril, terá 30% de desconto. ART&TUR conta com o apoio do Turismo Centro de Portugal e entidades locais Câmara das Caldas, CCC, ESAD, ACCCRO, União de Freguesias das Caldas, Museu do Hospital, Museu de José Malhoa e Silos Contentor Criativo. ■

  • João Baião traz “Monólogos da Vacina” ao CCC e esgota sessões

    João Baião traz “Monólogos da Vacina” ao CCC e esgota sessões

    A comédia musical que estreou há perto de um ano continua a esgotar salas por todo o país

    João Baião está de volta aos palcos do país com o espetáculo “Monólogos da Vacina” que vai ser apresentado nas Caldas, nos dias 23 (às 21h00), 24 (às 21h30) e 25 de fevereiro (às 16 e às 21h30).
    “Monólogos da Vacina”, apesar do nome, que segundo o ator é um trocadilho inspirado na peça “Monólogos da Vagina” é, na verdade, um espetáculo de comédia musical, com diálogos, coreografias, canções e cenas cheias de humor sobre temas atuais. Foi a sua personagem de João Baião, D. Odete – que pertence ao programa “Patrões Fora” – que publicou nas redes sociais algo sobre os Monólogos, e que acabou por servir de rastilho para criar esta peça musical. A própria personagem também integra o elenco desta peça onde cada número conta com o seu próprio espaço cénico.
    Ao todo, nesta peça trabalham três dezenas de pessoas que estão a percorrer o país desde março de 2022, altura em que a peça estreou em Castelo Branco. “Desde então, temos esgotado salas emblemáticas e de grandes dimensões. Estamos muito felizes pois quando marcamos uma data normalmente temos que marcar mais datas extra devido ao grande interesse do público”, referiu João Baião à Gazeta das Caldas. No final do espetáculo, o artista vem sempre falar um pouco com o público. As partilhas por vezes deixam-no muito emocionado pois “percebo que há pessoas de várias idades que aquela foi a primeira vez que foram ao teatro. É uma grande responsabilidade!”, acrescentou o ator.
    Antes da pandemia, João Baião estava a preparar uma peça de quatro atores e com o retorno à normalidade “pensei que tinha que fazer algo mais audacioso e com muita alegria”.
    Começou a trabalhar nos textos e a desafiar amigos e colegas a colaborar na construção desta comédia, onde não falta música, teatro de revista, luz, vídeo e de dança e “onde toda a gente se diverte”, referiu.
    Na sua opinião “é ótimo sentir uma sala cheia de gargalhadas”. Diz que a sua peça quer apostar forte no optimismo e também no puro entretenimento. “Queremos dar a todos uma vacina de boa disposição e de esperança”, disse o ator, muito satisfeito com o percurso dos seus Monólogos que já está a passar pela segunda vez em localidades como Braga Porto ou Sta. Maria da Feira.
    No final, os espectadores “dizem coisas muito bonitas, que o espetáculo lhes proporcionou viveram noites maravilhosas”, rematou.
    João Baião, o ator que está à frente do elenco de “Monólogos da Vacina” e que é composto por Cristina Oliveira, Mané Ribeiro, Susana Cacela e Telmo Miranda. A este grupo de atores junta-se ainda um corpo de baile, que é composto por oito bailarinos portugueses. ■

  • Saramago, um escritor de inquietações no CCC

    Saramago, um escritor de inquietações no CCC

    Até 12 de março está patente no CCC uma mostra que celebra Saramago,o prémio Nobel da Literatura

    Abriu ao público a 11 de fevereiro, na galeria CCC, a mostra “José Saramago, Um escritor de inquietações”, uma iniciativa do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), com a chancela da Fundação José Saramago.
    Com o propósito de assinalar o centenário de nascimento do Prémio Nobel da Literatura, esta exposição que tem curadoria do caldense António Marques e tem sido um “verdadeiro sucesso” pois tem sido requisitada por várias autarquias de Norte a Sul do país.
    A inauguração da exposição contou com a presença do presidente da Câmara, do vice-presidente e da vereadora da Cultura, assim como de representantes do STAL, o presidente José Correia e o coordenador distrital, Manuel Pereira.
    José Saramago, o único Prémio Nobel da Literatura, legou aos seus leitores 40 obras, às quais acrescentou sempre um cunho social, sendo, muito justamente, considerado um dos maiores vultos da literatura mundial, para orgulho de todos os que amam a língua portuguesa.
    A exposiçãoestá patente na Galeria CCC até 12 de março de 2023, com entradas livres.
    “José Saramago é um autor incontornável e é um verdadeiro criador de mundos literários”, disse a vereadora com o pelouro da Cultura, Conceição Henriques. A autarca referiu-se ainda a vários aspetos da vida do escritor e até algumas polémicas que surgiram em volta de algumas das suas obras como, por exemplo, com o “Evangelho segundo Jesus Cristo”.
    A mostra vai estar patente até meados de março, altura em que seguirá para Évora e posteriormente para Beja. “Depois do Alentejo vamos seguir com a exposição para o Norte do país”, disse António Marques, conhecedor da vida de Saramago e que o classificou como “um homem de grandes causas e convicções”.
    Ao todo, estão expostos no CCC, 91 painéis onde é possível conhecer a sua obra saramaguiana em detalhe. Há frases dos seus vários livros e muitas fotografias do escritor, nas diferentes fases da sua vida. O presidente da Câmara, Vítor Marques, referiu a grande satisfação de ter nas Caldas “a mostra dedicada a este escritor de inquietações e que tanto nos faz pensar”.
    O curador, António Marques, estava satisfeito por ter tido três presidentes da Câmara na inauguração da mostra. Além do atual edil caldense, estiveram também Lalanda Ribeiro e Fernando Costa. Este último atribuiu ao escritor, no ano que venceu o Nobel, 1998, a Medalha de Ouro da Cidade das Caldas.■

  • Mais Jazz Portugal apresenta Joana Camões no Sana Silver Coast

    Mais Jazz Portugal apresenta Joana Camões no Sana Silver Coast

    Depois de um interregno até julho de 2021 devido à pandemia, as tardes de música “Mais Jazz Cafés” continuam no hotel Sana Silver Coast, nas Caldas da Rainha, e já é conhecida a agenda até junho.

    O próximo concerto é já este domingo, pelas 16h00 e até às 19h00, com a soprano nos grupos “Jazz Cantat” e “OperaWave”, natural de Torres Vedras, Joana Camões, e é intitulado “Entre o Fado e o Jazz”. A cantora vai ser acompanhada, na guitarra, por Tahina Rahary, no contrabaixo, por Vasco Sousa e na bateria por Dirk van Eck, o holandês fundador da associação Mais Jazz Portugal.

    Em março, no dia 19, será a vez do José Menezes Quarteto subir ao palco, composto pelo saxofonista José Menezes, por Paulo Santo no vibrafone, Rui Pereira na bateria e Rogério Botter-Maio no contrabaixo.

    A 16 de abril há concerto duplo com o Be Duet, composto por Sérgio Neves na guitarra e Nuno Faria no contrabaixo, e com a cantora Ana Leão e o guitarrista Martim Broa.

    A 21 de maio atua o grupo Mater, um projeto musical acerca da maternidade, com uma forte conexão à poesia, e balançando entre o jazz e a música tradicional associada às canções de infância.

    Por fim, no dia 18 de junho, é o baterista Alê Damasceno quem vai trazer os ritmos brasileiros à esplanada do Sana Silver Coast, acompanhado por André Magalhães no teclado e Yuri Daniel no baixo.

    A entrada é gratuita, mas aconselha-se à reserva de lugar, que pode ser realizada para o número 262 000 600 (receção do Sana Silver Coast).

    O Mais Jazz Portugal é uma organização sem fins lucrativos com um objetivo cultural e social, que organiza mensalmente cafés de jazz no hotel Sana Silver Coast, com entrada livre, procurando, assim, “estimular os músicos de jazz portugueses e oferecer uma ocasião única [de convívio] para a comunidade de expatriados internacionais residentes na área das Caldas da Rainha”, trazendo ainda “uma variedade de estilos e músicos de jazz”, dá a conhecer o site do projeto.

    Atualmente com onze anos de atividade, já realizou “centenas de encontros” e trouxe às Caldas “artistas de todo o país e também alguns internacionais”, contava a Gazeta das Caldas, em fevereiro de 2020.

  • Gomo está de regresso com  novo single e faz videoclip com as suas filhas

    Gomo está de regresso com novo single e faz videoclip com as suas filhas

    “You will Grow”, assim se intitula o novo single de Gomo, feito para as suas filhas e que antecipa um novo álbum

    Gomo (Paulo Gouveia) está de regresso e já lançou um novo single. “You will Grow” disponível nas plataformas digitais e que será integrado num novo álbum. Este irá marcar o regresso do artista caldense, um marco do indie pop que tem estado afastado dos palcos, em nome próprio. Da música nunca esteve longe, colaborando com outros e trabalhando com artistas na internet pois Paulo Gouveia também é Digital Manager, assegurando aos autores que têm os seus temas nas plataformas digitais, têm também os seus direitos e a sua remuneração justa.
    E agora está de volta com “You Will Grow”, tema que dedica às suas filhas, Duda, Vitória e Emília que têm idades entre os 15 e os 25 anos.
    “É uma canção que compus para elas sobre o facto de quando queremos, conseguimos seguir os seus sonhos, que é possível lá chegar, se não desistirmos pelo caminho”, contou o músico à Gazeta das Caldas, depois de ter percebido a tendência dos mais novos ouvirem “canções menos positivas, tal como mostra o Tik Tok”. E assim surge este tema que foi gravado no Estúdio 262 e que contou com a ajuda dos músicos Nuno Oliveira (responsável pelo estúdio caldense) e de Miguel Nicolau, ambos membros dos Memória de Peixe.
    Gomo conhece bem o mundo da música lusa, e apostou com as filhas que se o novo tema chegasse às rádios nacionais, faria o que elas entendessem. E o tema, que teve uma ótima aceitação, começou a passar nas rádios nacionais: na Atena 1, Antena 3 e Rádio Observador. Hora então de cobrar a aposta feita com as filhas. E o que lhe pediram? Que cortasse a barba e fizeram o videoclipe sobre isso, com a ajuda de Carla Paias, responsável pela empresa Rosa Chá Brides, também das Caldas. Ora e além de ter feito a barba e cabelo, o artista também vestiu um vestido de noiva, a pedido das suas filhas.
    O cantor, vestido de noiva, será apresentado numa segunda parte, que tem em atenção as redes sociais Tik Tok e Instagram. “Haverá um segundo vídeo que será a versão kids do “You will Grow”, especificou o músico. Entretanto, e ainda relacionado com o novo tema, o cantor e as filhas já fizeram mais interações com o público para o Dia dos Namorados, num trabalho conjunto que agrada a todos os envolvidos. “A maioria dos jovens consome muito redes sociais mas poucos se envolvem na realização de alguns conteúdos”, referiu Paulo Gouveia que gostaria que as suas filhas dessem continuidade ao seu legado artístico pois, na verdade, “têm talento para tal”.

    Vontade de voltar à estrada
    Será no próximo mês de junho que sairá um segundo single do novo álbum de Gomo que terá nove novos temas. Segundo Paulo Gouveia, o álbum acolherá duas canções em que a sua filha Duda canta consigo. Há ainda um outro dueto com a cantora Jéssica Cipriano. As canções são todas em inglês, para já, mas algumas até poderão até ter versões em português. “Tudo está em processo”, disse o músico em relação ao seu novo disco. Gomo está contente e cheio de vontade de em breve poder voltar à estrada e aos palcos. Autor dos álbuns Best Of Gomo (2004) e Nosy (2009), fez a primeira parte dos Depeche Mode, no Campo Pequeno e de Katy Perry e de Alphaville em festivais de música. Foi também convidado por Rodrigo Leão e fez a primeira parte da sua digressão europeia.
    Ainda hoje conhece pessoas que quando ficam a saber que é o autor de “Feeling Alive” ficam surpreendidos. Recentemente uma senhora partilhou com ele que a música que ele compôs e interpreta, e que data de 2004, foi uma das que ela escolheu para se ouvir durante o seu casamento.■

  • Festivais do Oeste finalistas dos Iberian Awards

    O festival Impulso, que se realiza nas Caldas da Rainha, está nomeado como um dos finalistas nas categorias “Melhor programa cultural”, selecionado pelo júri, e “Contributo para a igualdade”, também por decisão do júri.
    O festival alcobacense Cistermúsica também está nos finalistas das categorias de “Melhor festival pequeno”, que contou com mais de 19 mil votos do público. Esta iniciativa ainda está nomeada na categoria de “Melhor recinto” com o Mosteiro de Alcobaça, “candidatado como recinto privilegiado do Cistermúsica, pela arquitetura e sua relação também com a música e com o património, a par da multiplicidade de espaços que permitem viver o monumento de formas diferentes.
    Para “Melhor fotografia de festival” está nomeada uma fotografia tirada por Nuno Conceição no festival Impulso, na edição de 2022.
    Esta é a sétima edição dos Iberian Festival Awards, que vai premeiar os melhores festivais que se realizam quer em Portugal quer em Espanha. Em 2022, uma fotografia de Nuno Conceição, tirada no festival caldense Impulso, venceu o prémio “Melhor fotografia”. Os vencedores de 2023 deste concurso que premia os festivais ibéricos serão anunciados a 11 de março, numa gala qu eterá lugar no Fórum da Maia. A votação do público terminou a 16 de janeiro. ■

  • Caldense vai estrear filme dedicado ao gosto de ver cinema

    “Morada” vai estrear nas salas de cinema portuguesas a 16 de fevereiro depois de ter estreado no Uruguai

    ”Morada”, realizado por Eva Ângelo, vai estrear nas salas de cinema portuguesas, a 16 de fevereiro, depois de ter tido a sua estreia mundial absoluta na 40ª edição do Festival Cinematográfico Internacional do Uruguai. “Fiquei muito feliz por ter estreado neste importante festival do outro lado do Atlântico”, disse Eva Ângelo à Gazeta das Caldas.
    O seu filme documental, de 86 minutos, produzido pela Terratreme, parte de conversas da realizadora com um grupo de mulheres cinéfilas, que têm atualmente entre os 70 e os 94 anos. Em comum estas senhoras têm o facto de estarem inscritas na disciplina de Cinema, numa Universidade Sénior do Porto.
    A caldense quis conhecer esta dezena de mulheres que ainda guardavam outra surpresa: tinham pertencido ao Cineclube do Porto, o primeiro a formar-se no país e que foi fundado em 1945. “E era uma alternativa ao cinema comercial da época”, contou a autora, acrescentando que as suas entrevistadas nasceram nos anos 30 e nos anos 40.
    “A mais velha tem 94 anos”, referiu a autora que acabou por criar uma relação com estas espectadoras que vão ao cinema há várias décadas, dando ainda a conhecer um pouco mais a fundo o que era e ainda é o movimento cineclubista.
    Em “Morada” as mulheres contam hábitos que se criaram ligados à programação regular e os sentimentos de pertença aos espaços habituais de exibição, que marcam esta geração em que o cineclubismo e o papel das associações foi muito significativo num período de grande repressão política. “Nos anos 30 e 40 os espaços de espetáculo portuenses dedicavam-se a passar regularmente cinema”, disse Eva Ângelo, recordando ainda que a resistência política e a cinefilia “eram práticas associadas a certos espaços de reunião”.
    Segundo a caldense, “esta foi uma geração que viveu intensamente a experiência cinematográfica em contexto de sala” e não eram raras as vezes em que elementos da Pide rondavam aqueles espaços. Na mesma semana, estas senhoras iam várias vezes ao cinema. À terça iam ao Trindade, ao sábado ao Rivoli e nalguns dias iam várias vezes. Ao domingo assistiam à sessão do Cine Clube de manhã e depois viam filmes às matinés e à noite noutros espaços. “Morada” contou com uma sessão de ante-estreia com as protagonistas, a 5 de fevereiro, no Porto. A 16, estreia em salas de cinemas de Setúbal, Lisboa, Leiria e Porto.
    Eva Ângelo saiu das Caldas há vários anos mas regressa regularmente pois tem cá família e amigos de longa data.
    “A relação que mantenho com a cidade é muito afetiva”, disse a realizadora que não esquece o ensino secundário pois “tive professores ótimos, de Desenho, de Português e de Filosofia”. Diz que viveu uma boa experiência que já não se repetiu no ensino superior e ainda mantém amizades do secundário. Em 2010, Eva Ângelo apresentou o filme “Água no CCC feito a partir do “Vale”, um espetáculo comunitário da autoria de Madalena Vitorino feito e apresentado no CCC. “Foi muito bom filmar e regressar às Caldas”, rematou a realizadora.■

    O filme documental poderá ser visto em salas de cinema de todo o país

     

     

    Eva Ângelo
    Realizadora
    Eva Ângelo, 45 anos, é realizadora e montadora. Fez bacharelato em Fotografia e licenciatura em Design de Luz e Som pela Escola Superior de Música no Porto e em Design Gráfico e Multimédia no Centro Alquimia da Cor. Finalizou Mestrado em Antropologia – Culturas Visuais na Universidade Nova,em Lisboa. Trabalhou em imagem e montagem (2000 a 2018) e, desde 1999, nas áreas da imagem e documentação vídeo nas artes performativas. Desde 2008 que se dedica às recolhas mais etnográficas. A caldense iniciou o trabalho de autora na área do documentário em 2005. É autora de “Água” filme sobre o espetáculo comunitário “Vale” de Madalena Vitorino, com música de Carlos Bica e feito com caldenses, no CCC, em 2010.■

  • Luísa Sobral traz Dansando às Caldas

    Luísa Sobral traz Dansando às Caldas

    Cantora e compositora traz o seu novo álbum a 12 de fevereiro ao CCC, integrando o festival que celebra o Amor

    Luísa Sobral está de volta às Caldas para apresentar o seu novo álbum de originais, intitulado “Dansando” no dia 12 de fevereiro, pelas 17h00. O concerto fará parte do Montepio às Vezes o Amor, o festival de música do Dia dos Namorados. A cantora explora com leveza os terrenos da pop e sem perder os tons jazzísticos, ‘DanSando’ é constituído por 11 temas ori­ginais, que se dedicam a cantar o amor.
    A nova aventura discográfica de Luísa Sobral é um trabalho íntimo e pessoal e reúne canções luminosas que têm como mote o amor. Este é um álbum que a autora admite “que já queria fazer há muito tempo: uma ode à vida”. E dele saiu ‘Gosto de Ti’, o primeiro single, que tem sido um verdadeiro sucesso que ultrapassou as 140 mil visu­alizações no Youtube.Considerada uma das cantoras e composi­toras mais importantes da nova geração de músicos portugueses, Luísa Sobral estreou­-se em 2011 com ‘The Cherry on My Cake’, ao qual se seguiu ‘There’s A Flower In My Be­droom’ (2013), com convidados como Jamie Cullum, António Zambujo e Mário Laginha, ‘Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa’ (2014) e ‘Luísa’ (2016). A sua faceta de compositora vai-se desta­cando, pois compõe para artistas como Ana Moura, António Zambujo, Sara Correia, Mayra Andrade, entre outros. Em 2017 assinou a ‘Amar Pelos Dois’, tema inter­pretado pelo seu irmão Salvador Sobral e ven­cedor do Festival Eurovisão da Canção. Luísa Sobral em 2020 lançou um single com a cantora espanhola Zahara e ainda estreou ‘O Avesso da Canção’, um podcast dedicado à escrita de canções.■

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