Categoria: Painel

  • Espaço Turismo pretende ser a “porta de entrada” dos visitantes às Caldas

    Espaço Turismo pretende ser a “porta de entrada” dos visitantes às Caldas

    Notícias das CaldasJá pouco resta da antiga esquadra da PSP, situada ao cimo da Praça da Fruta. Integrado no projecto de regeneração urbana da cidade, o edifício vai ser transformado no Espaço Turismo, que pretende ser uma “porta de entrada” a quem visita as Caldas facultando informação turística e oferta de artesanato e gastronomia.
    A obra deverá estar concluída em inícios de Setembro. O valor inicial da adjudicação foi de 349 mil euros, mas vieram a ser feitas mais obras do que o previsto elevando o investimento para cerca de 500 mil euros.
    De acordo com o vereador Hugo Oliveira, esta alteração ficou a dever-se ao facto de parte do edifício não ter sido demolido, como estava previsto inicialmente, depois do executivo ter entendido que se tratava de um espaço de memoria social que era importante preservar. Ali chegou a funcionar a prisão e as finanças.
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    “Houve a necessidade de sustentar o edifício e isso foi feito através de um ajuste directo no valor de 145 mil euros para fazer o resto da obra”, justificou o autarca, acrescentando que já durante a obra tiveram que alterar paredes nos edifícios e fazer mais obras do que as que estavam inicialmente previstas.
    Estas alterações mereceram a discordância dos vereadores socialistas, Delfim Azevedo e Rui Correia, que denunciaram a existência de “erros inaceitáveis na elaboração do projecto posto a concurso”, conforme é referido nas actas das reuniões de Câmara.
    No rés-do-chão do edifício vai funcionar uma Loja do Turismo, que substitui o posto de turismo existente nos Paços do Concelho. Ali o visitante poderá aceder a informação sobre a cidade e a região, bem como a equipamento digital para visitar a cidade. Haverá também uma parte de divulgação dos produtos regionais e casas de banho públicas para dar apoio à Praça da Fruta.
    No primeiro andar existirão dois ateliers para os artesãos trabalharem ao vivo. O programa está a ser trabalhado pela autarquia e o que se pretende é que, em conjunto com várias entidades, seja feita uma programação anual do espaço.
    “Quando se vende um produto turístico para as Caldas, o turista tem que saber que se quiser ver fazer cerâmica ao vivo, naquele dia é possível”, explicou o vereador, acrescentando que haverá também um espaço com uma dimensão considerável para se fazerem exposições, dinamizadas pelas várias associações existentes, de modo a divulgar o trabalho local.
    Haverá também um local de promoção da gastronomia e de convívio. A Câmara irá concessionar o espaço, com o objectivo de criar sustentabilidade para o funcionamento do edifício, tendo o restaurante que apostar nos produtos regionais. “Estamos a fazer o caderno de encargos e queremos colocar como condições que terão que ser utilizados produtos da Praça, produzidos na região, para que as pessoas sintam que aquele é um espaço de produtos regionais”, explicou Hugo Oliveira à Gazeta das Caldas.
    O autarca acredita que este edifício irá “dar uma vida nova aquela área numa zona nobre da cidade”.

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  • ontem & hoje

    ontem & hoje

    Notícias das Caldas
    José Neto Pereira, década de 1950 – Espólio Património Histórico – Grupo de Estudos
    Notícias das Caldas
    Joaquim António Silva – 2013

    “ Em 1947 fui encarregado pelo Partido de tentar restabelecer essas relações. Levava também como tarefa (no caso de conseguir chegar á União Soviética), de solicitar aos camaradas que Soeiro Pereira Gomes (já então gravemente doente) fosse lá tratar-se.
    A última vez que nos encontrámos foi em fins de 1947 (precisamente nas vésperas da minha partida). Foi em Salir do Porto, onde então Soeiro Pereira Gomes vivia na clandestinidade. Estava escrevendo o seu romance «Engrenagem» que nunca viria a acabar “
    Álvaro Cunhal – Avante nº 1359

    Sem poder precisar, calculo que seria pela época que a foto retrata, que Soeiro Pereira Gomes viveu clandestinamente em Salir do Porto.
    Salir poderia ser muito naturalmente uma imagem quase perfeita dum lugar descrito em “Esteiros” e suas gentes personagens de qualquer livro da obra de Soeiro.
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    Recordo-me vagamente do seu humilde casario, das ruas de areia fina e envelhecida, verdadeiros palcos de brincadeiras sem fim, dos homens e mulheres de aspecto sofrido que por qualquer acaso do destino, não tiveram a sorte, nem sequer vocação, para embarcar ou emigrar, fazendo a vida na jorna que a pequena agricultura lhes poderia proporcionar. Também haveria quem tivesse uns palmos de terra e se governasse com aquilo que dela tirava. Enfim, retratos dum País bafiento cujo conteúdo se repetia por cada canto e a cada passo.
    Passei muito ao de leve por estes episódios. Não sei bem se são recordações de tempos vagamente vividas, se apenas histórias ouvidas e agora recordadas. De uma maneira ou de outra não me deixam recordações agradáveis senão a nostalgia de tempos muito difíceis, vividos por gerações sofridas, mas tão magistralmente retratados pelos pioneiros do neo-realismo.
    Congratulo-me que este retrato não me traga mais que meras recordações… pois do ventre destas gentes tão sofridas, nasceram homens e mulheres que conseguiram aproveitar os tempos de mudança e souberam traçar um novo rumo para Salir do Porto.
    E como as coisas mudaram….
    Da água canalizada aos esgotos, das ruas aos ajardinamentos, dos espaços de lazer aos espaços sociais, quase tudo se soube conquistar. Porém a maior das conquistas foi sem dúvida o ter-se conseguido manter a identidade duma terra harmoniosa, equilibrada, muito bonita e cuidada.
    Costumo dizer com alguma vaidade que a natureza nos privilegiou, mas sem dúvida alguma que se soube preservar Salir do Porto de modernismos exagerados, de construções descabidas e desajustadas.
    Que esta longa história que tantos Homens conseguiram escrever, possa perpetuar a identidade criada e comungada por todos os Salirenses.  Que as novas gerações, possam ter orgulho naqueles que souberam conduzir  Salir a bom Porto.

    Heraldo Carmo

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  • Deputados municipais não querem estar à margem das decisões sobre o futuro do termalismo caldense

    Deputados municipais não querem estar à margem das decisões sobre o futuro do termalismo caldense

    Notícias das CaldasA visita de responsáveis do INATEL ao Hospital Termal, no passado dia 8 de Abril, suscitou curiosidade aos deputados municipais, que queriam ser parte activa no processo de revitalização do termalismo caldense e não apenas saber das notícias através da comunicação social.
    A Assembleia Municipal de 16 de Abril ficou também marcada pela decisão da reabertura ao trânsito da Rua Heróis da Grande Guerra, proposta pelos comerciantes. O vice-presidente Tinta Ferreira esteve a representar a Câmara na Assembleia, uma vez que Fernando Costa se encontrava nos Estados Unidos nas celebrações do aniversário da Associação Regional Caldense. As ausências do edil têm merecido várias criticas dos deputados municipais.

    As recentes notícias da visita do presidente do INATEL, Fernando Ribeiro Mendes, ao Hospital Termal levaram os deputados a questionar a autarquia sobre quais as decisões já tomadas no que respeita ao futuro do termalismo e daquele património. O responsável encontrou-se com Fernando Costa e o presidente do CHO, Carlos Sá, com vista à exploração, por parte desta entidade, do Hospital Termal e de um hotel a instalar nos Pavilhões do Parque.

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    Vítor Dinis quis saber pormenores sobre o eventual protocolo com a INATEL, em que a autarquia “iria assumir as obras dos pavilhões e do Hospital Termal através de fundos da UE e entregaria de “mão beijada” à INATEL o termalismo, o futuro do hospital termal e dos pavilhões”. Questionou da disponibilidade financeira da autarquia para a intervenção e o porquê de ser o INATEL a tomar conta do termalismo caldense e não médicos, pois tem conhecimento que há profissionais da saúde com vontade de “pegar” no Hospital Termal.
    O deputado centrista Duarte Nuno disse que o CDS/PP é favorável à concessão do Hospital Termal e considera que o importante é que a situação seja resolvida rapidamente. O deputado também pediu esclarecimentos sobre o processo de negociação e lembrou que sempre foram proactivos quanto ao termalismo. “Se querem que os partidos continuem unidos tem que haver explicações nesta matéria”, disse, acrescentando que é importante que haja um concurso público para que não haja motivos de suspeição de favorecimentos ou protocolos menos claros.
    Já António Cipriano (PSD) optou por cumprimentar a Câmara por ser proactiva nesta matéria e defendeu que é necessário que “haja mais visitas, propostas e entidades a visitar o termalismo caldense”.
    Vítor Fernandes (CDU) estranha que “apareçam” protocolos e visitas ao Hospital Termal sem que os deputados tenham sido informados, lembrando que desde o início do processo deram contributos para o futuro do termalismo. “É importante não esquecer que não é uma instância termal, mas um hospital e tem que ser respeitado prioritariamente como tal”, disse.
    O deputado socialista Jorge Sobral mostrou à Assembleia o documento que estava a ser preparado entre o presidente da Câmara, a administração do Hospital e o Ministério das Finanças, datado de 1 de Abril. Esclareceu ainda que já houve diversas reuniões para elaborar o protocolo.
    Jorge Sobral pediu uma discussão séria sobre o assunto sendo para isso necessário “travar algum tipo de especulação e notícias que aparecem”. O deputado socialista alertou ainda para necessidade de se tratar todo o processo com a maior legalidade e o seu partido pediu a inclusão deste assunto na ordem de trabalhos da Assembleia.
    Para Fernando Rocha (BE) o Hospital Termal tem que ter como prioridade manter-se no Serviço Nacional de Saúde e salvaguardar a autonomia da gestão de todo o seu  património.
    O vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, reafirmou que a Câmara não se pronunciou sobre qualquer protocolo nem tomou nenhuma decisão. “Apenas foi dado conhecimento, na sessão de Câmara de 8 de Abril, de um documento de trabalho que teria sido enviado pela Direcção Geral do Tesouro e que não suscitou qualquer pronúncia dos vereadores”, explicou, realçando que não serão tomadas decisões sobre o Hospital Termal sem a aprovação da Câmara e da Assembleia Municipal.
    O autarca criticou a falta de atenção da administração central relativamente a este assunto e defendeu que a Câmara está a tentar arranjar soluções, entre elas a garantia para a candidatura a fundos comunitários.
    Tinta Ferreira informou ainda que no início de Maio deverá haver reuniões com responsáveis do governo sobre este assunto. Também colocou algumas reticências relativamente à gestão daquele equipamento por parte de médicos particulares. “Acho que é preferível haver uma parceria com uma instituição, sobretudo se for uma fundação pública, do que com um conjunto de médicos de carácter particular, independentemente do seu mérito e capacidade”, disse.

    Reabertura ao trânsito da Rua Heróis da Grande Guerra

    Paulo Agostinho, proprietário de um estabelecimento comercial na Rua Heróis da Grande Guerra, foi à Assembleia Municipal explicar que o problema dos comerciantes não são os carros, mas a falta de pessoas na cidade. O caldense disse que preferia que aquela rua estivesse fechada ao trânsito, mas argumenta que quem vem de fora, se não passar com o carro, não vai ao centro e que “uma cidade se não tiver pessoas, não tem vida”.
    O comerciante lembrou um estudo mandado realizar pela autarquia que concluía que o comércio e serviços das Caldas têm uma dimensão para influenciar 150 mil pessoas. “Se somos 50 mil no concelho e temos que atrair 100 mil pessoas, é fácil perceber que os visitantes vêm de carro e é para eles que vai o nosso pensamento”, justificou.
    Paulo Agostinho reconhece que as pessoas que moram na cidade conseguem contornar o transtorno das obras, com ruas cortadas ao trânsito e menos lugares para estacionamento, mas “quem vem à cidade tem que ter condições para circular e chegar ao centro”, defendeu. O comerciante revelou que não pretendem que se estacione na Rua Heróis da Grande Guerra, mas que se possa circular devagar por aquela artéria que atravessa o centro da cidade de norte para sul.
    “Ou queremos uma cidade comercial como a conhecemos, ou temos uma outra estratégia vocacionada apenas para os 50 mil habitantes e metade do comércio e serviços tem que fechar”, sustentou, acrescentando que pelo trabalho que dão e a riqueza que criam, os comerciantes ainda são um parceiro importante na cidade.
    Esta solicitação foi reiterada pelo presidente da ACCCRO, João Frade, que a definiu de “sensata”. O responsável reconhece que esta não é uma posição consensual entre os caldenses, mas diz ser uma necessidade da cidade, onde “não tem havido um correcto ordenamento do trânsito e do estacionamento”, que as obras da regeneração urbana vieram tornar “num caos”.
    João Frade defendeu ainda que é urgente investir no termalismo e apostar no turismo, na limpeza da cidade, nomeadamente dos grafitis que “a sujam e nos envergonham”.
    Duarte Nuno (CDS/PP) concorda com a reabertura da rua ao trânsito e considera que a Câmara “tornou a cidade incompreensível”. Defendeu que a cidade tem que ser atravessada por uma via, mas que a Câmara “nunca percebeu isso”.
    Apesar desta “pequena” ajuda para a revitalização do comércio, Duarte Nuno acha que é necessário fazer mais para atrair pessoas, o que passa necessariamente por limpar a cidade e resolver o problema dos grafitis.
    Também a bancada do PSD se mostrou sensível à questão dos comerciantes. O deputado António Cipriano reconheceu que, com o decorrer das obras de regeneração, têm que ser criadas soluções de excepção, pelo que neste momento faz sentido abrir a Rua Heróis da Grande Guerra como uma solução temporária.
    Também o deputado comunista Vítor Fernandes mostrou estar de acordo com a reabertura da rua, mas considera que não faz sentido a Assembleia pronunciar-se, uma vez que não se pronunciou sobre a decisão de encerramento ao trafego automóvel.
    Para Catarina Paramos (PS) se o planeamento da cidade tivesse sido acautelado, se a sinalética tivesse sido colocada e as obras nas ruas não fossem feitas em “cima do joelho”, não seria necessário estarem a aprovar medidas de excepção como esta. O seu colega de bancada, Jorge Sobral, criticou a falta de planeamento na cidade e pediu a contribuição da associação comercial para terem uma cidade mais limpa.
    Já Fernando Rocha (BE) considera esta questão bastante complexa e que divide os cidadãos, pelo que é importante meditar sobre as decisões a tomar. O bloquista acabou por votar favoravelmente a proposta dos comerciantes, mas salvaguardando que será uma questão que não está encerrada e que é preciso ver e tirar ilações desta nova reabertura.
    A munícipe Inês Timóteo usou da palavra em nome de um outro munícipe, Carlos Gaspar, para dizer que não entende a reabertura ao trânsito da Rua Heróis Grande Guerra, questionando quais as vantagens que esta trará para o comércio tradicional. E leu um documento de Carlos Gaspar que diz: “ao conversar com alguns comerciantes, os que não assinaram a petição, nenhum deles mostrou concordar com esta posição, justificando que com a rua pedonal é mais fácil potenciais compradores poderem apreciar, despreocupadamente, as lojas”.
    O vice-presidente da Câmara, Tinta Ferreira, acredita que quando as obras da regeneração estiverem concluídas irão beneficiar a vida das pessoas e o próprio comércio. No entanto, durante a intervenção há problemas de trânsito e a limitação do acesso das pessoa aos locais, tornando-se importante tentar minorar esses inconvenientes com esta solução, embora de caracter provisório.
    Tinta Ferreira explicou que o objectivo da autarquia passa por ter algumas ruas pedonais na zona de maior incidência de comércio porque isso permite um maior à vontade na circulação dos peões e um maior potencial da prática comercial.
    O autarca mostrou-se ainda incomodado com as críticas de alguns deputados sobre as ausências do presidente, Fernando Costa, sobretudo das reuniões da Assembleia Municipal e também de algumas reuniões de Câmara. Tinta Ferreira explicou que o edil estava em Newark (Estados Unidos) a representar a autarquia nas cerimónias de comemoração do aniversário da Associação Regional Caldense. Considera também que os deputados “estão a preocupar-se politicamente com Fernando Costa, quando não têm nenhumas razões para o fazer”, adiantando que este continua a exercer as suas funções.

    PRESIDENTE DA CÂMARA MANETA

    Esta posição levou Duarte Nuno (CDS-PP) a reafirmar as suas queixas do autarca, que diz ter um pé nas Caldas e outro em Loures, onde anda em pré-campanha eleitoral. “O presidente está a receber ordenado pago pelo orçamento da Câmara e não está cá”, criticou o deputado centrista, acrescentando que os assuntos arrastam-se porque este está ausente.
    Referindo-se a Tinta Ferreira, disse que este começa a ser um “pouco o presidente de Câmara maneta, porque é quem tem que decidir, mas não pode assinar”.
    A reabertura da Rua Heróis da Grande Guerra acabou por ser votada pela grande maioria dos deputados. Apenas Luísa Arroz (PS) absteve-se nesta votação, não por estar contra a solução, mas por considerar que é feita “em cima do joelho” e como protesto pelo “não planeamento e acautelamento” dos legítimos interesses dos comerciantes e da população. A deputada disse ainda que a sua posição é um alerta para a necessidade de mudança do modelo de gestão da cidade, que deverá estar assente em estudos e na informação e no conhecimento.
    A rua deverá abrir à circulação automóvel dentro de dias, assim se mantendo até ao final do ano. Serão feitas três passadeiras em calçada e será colocada sinalética informativa da existência de um parque de estacionamento na Praça 5 de Outubro. A Câmara está a também a estudar a colocação de uma barreira entre o passeio e o espaço de circulação automóvel na qual serão instaladas floreiras.

    CDU quer o mercado atrás do Chafariz das Cinco Bicas

    O deputado Vítor Fernandes diz que o mercado deve permanecer nas proximidades da Praça da República aquando das obras no tabuleiro, sob pena do comércio das redondezas se ressentir. “Eles [os comerciantes] já têm tremendas dificuldades e se sai dali a praça da fruta fecha tudo, até porque as obras vão demorar seis meses na melhor das hipóteses”, disse. Como alternativas ao parque de estacionamento junto à OesteCIM, Vítor Fernandes apresentou o parque de estacionamento situado atrás do Chafariz das Cinco Bicas ou na Praça 5 de Outubro.
    Tinta Ferreira explicou que o mercado poderia funcionar temporariamente atrás do Chafariz das Cinco Bicas, mas nos “contactos feitos com a Administração Hospitalar não tivemos abertura para o poder fazer lá”, pelo que poderão ter que procurar outras soluções. O autarca acrescentou que, para proteger o comércio tradicional e os vendedores, a intervenção na Praça da Fruta está apontada para o principio do próximo ano.
    Vítor Fernandes (CDU) questionou também a Câmara se tem novidades sobre a Linha do Oeste, informando que, numa pergunta sobre o futuro desta linha, a Refer respondeu a um cidadão que estão “previstas obras e que a curto prazo há intenção de melhorar a linha”. No e-mail, a que a Gazeta das Caldas teve acesso, o gabinete do secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, datado de 21 de Março, refere que em 2010 a Refer promoveu um estudo sobre a modernização da Linha do Oeste (e ramal de Alfarelos) em que o objectivo passava pela “criação de um serviço público mais competitivo, reforçando as condições de segurança da circulação rodoviária e, ao mesmo tempo, pugnar por melhores condições de exploração através de um horário candenciado e consistente e da redução dos tempos de percurso”.
    O estudo concluiu ainda que o projecto deve ser faseado, sendo que na primeira etapa deveria ser executada a modernização do troço Meleças/Caldas da Rainha, uma vez que “se perfila como aquele que oferece maior potencial de captação de passageiros”.
    A Refer prevê ainda, de acordo com o documento, que com a melhoria das condições económicas e na perspectiva de ser assegurado o co-financiamento do projecto do troço Meleças/Caldas da Rainha, “se possam iniciar as obras de modernização em 2016”.
    O vice-presidente da Câmara disse não ter conhecimento destas intenções da Refer, mas fez notar o trabalho realizado no ano passado pela população e autarcas contra o encerramento da linha a norte das Caldas.
    Já o deputado bloquista Fernando Rocha mostrou a sua preocupação com o encerramento do Intermarché das Caldas da Rainha e defendeu a necessidade de se “encontrar antídotos” para esta grave situação que o país atravessa. Fernando Rocha pediu ainda a intervenção do departamento de acção social da Câmara para os trabalhadores e comerciantes que estejam a passar por dificuldades.
    Na opinião de Tinta Ferreira o encerramento da grande superfície poderá ser temporário, podendo ser reaberto por outro responsável do grupo Os Mosqueteiros e os trabalhadores podem ser readmitidos.
    Também o deputado socialista Carlos Tomás solicitou a intervenção do município, junto do Ministério da Educação, para saber novidades sobre a agregação do agrupamento de escolas de Santa Catarina e a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, uma vez que ainda não foi definida a Comissão Administrativa Provisória (CAP). “A situação como está é que não faz sentido porque cria instabilidade na comunidade escolar”, disse o deputado, acrescentando que se aproxima a época de exames e a reorganização das turmas em termos de rede escolar.
    Tinta Ferreira partilhou da opinião que seria mais lógico que o processo de nomeação resulte na transição do ano lectivo.
    Os deputados pediram ainda informações sobre o ponto da situação do inquérito do gasóleo, que já deveria estar concluído. O vice-presidente reconheceu que a questão deverá ser resolvida o mais rapidamente possível e comprometeu-se a averiguar o que se passa. “É bom para todas as partes que as conclusões sejam conhecidas o mais depressa possível”, disse.

    Luís Ribeiro vai decidir pagamento das senhas de presença

    O presidente da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro, é que irá decidir sobre a autorização do pagamento das senhas de presença dos deputados em todas as reuniões, ou apenas nas sessões. Esta a posição da autarquia, e que foi acatada pelo responsável, não sem antes lembrar que durante 20 anos quem autorizou o pagamento das senhas, e as emitiu, foi a Câmara e que agora muda a situação por existir uma controvérsia sobre o montante a pagar.
    O entendimento da DGAL (Direcção Geral das Autarquias Locais) era de que as senhas de presença deviam ser pagas por sessão e não por reunião, como acontecia até então. Por ter dúvidas sobre esta questão, Luís Ribeiro pediu então um parecer jurídico à Associação Nacional de Municípios, que refuta esta situação por não ter suporte na lei. O caso  foi remetido à Câmara, para decidir, mas esta devolveu-o à Assembleia, cabendo agora ao seu presidente tomar uma resolução.
    Dirigindo-se ao vice-presidente, Luís Ribeiro lembrou ainda que a “lei também diz que a Assembleia devia ter um orçamento próprio, coisa que a Câmara também nunca fez”.
    O deputado comunista Vítor Fernandes citou a lei para justificar que os deputados, que não se encontram em regime de permanência ou em meio tempo, têm direito a uma senha de presença por cada reunião ordinária ou extraordinária do respectivo órgão e das comissões a que compareçam. “Enquanto a lei não for alterada isto é claro e não compreendo porque razão deixaram de pagar as senhas de presença”, disse.

    Alvorninha prejudicada pela EDP

    O presidente da Junta de Freguesia de Alvorninha, Virgílio Leal, tornou pública uma situação que se arrasta há mais de um ano na sua freguesia e que está a prejudicar a população. Em causa está o reforço da EDP com energia para diversos edifícios e serviços da freguesia, cujos postes se encontram no local há vários meses deitados no chão, sem que sejam instalados.
    Virgílio Leal explicou que a Câmara já pagou o serviço à EDP, mas que a obra não foi feita. “A EDP responsabilizou-se e encarregou a obra a um empreiteiro, que teria até ao final do ano para a terminar”, disse, acrescentando que o prazo já acabou há quase quatro meses e durante este tempo têm tido prejuízos com a queima de vários equipamentos e a falta de funcionamento da caixa Multibanco de Alvorninha.
    Os deputados António Cipriano, Fernanda Machado, Luísa Barbosa e Susana Costa foram eleitos pela maioria para integrar a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em representação da Assembleia Municipal.
    Nesta reunião foi também aprovado um voto de congratulação pelo caldense Joaquim Lopes ter sido eleito para o Comité Olímpico Português como tesoureiro.

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  • PS já se manifesta contra eventuais portagens na A8

    PS já se manifesta contra eventuais portagens na A8

    Notícias das CaldasO vereador socialista em Óbidos, José Machado, propôs em sessão de Câmara que este município desenvolva esforços junto do governo, em articulação com as Caldas da Rainha, Bombarral e Peniche, para evitar a introdução de portagens na A8 nos troços até agora gratuitos. O autarca defende que esta posição seja tomada em conjunto com aqueles municípios.
    Em causa está, de acordo com o vereador, a “ideia do governo em aplicar portagens em todos os troços que ainda não estão portajados”, disse à Gazeta das Caldas, acrescentando que essa informação foi-lhe dada por um deputado da Assembleia da República e que também já foi divulgada na comunicação social.
    No entanto, não há ainda nenhum documento do governo nem declarações de governantes a considerar a introdução de portagens neste troço da A8, até porque esta concessão não traz encargos para o Estado.
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    Apesar de tudo, José Machado considera corre-se “sério risco” de serem abrangidos o troço da A8, entre o Bombarral e as Caldas da Rainha, e o troço do IP6 desde a A8 até ao Olho Marinho. Para o vereador socialista, a introdução de portagens besta zona, implicará uma transferência de tráfego da A8 e do IP6 para outras estradas, o que fará “aumentar a quantidade de acidentes e outros inconvenientes tais como engarrafamentos, no período do Verão no cruzamento de A-da-Gorda”.
    O autarca sugere ainda que seja envolvido nesta acção o presidente da Assembleia Municipal de Óbidos, Feliciano Barreiras Duarte, que foi um dos grandes opositores às portagens na A8.
    No passado dia 12 de Abril, a Assembleia Municipal do Bombarral votou por unanimidade uma moção contra a possível introdução de portagens no troço da A8, entre o Bombarral e as Caldas da Rainha. O documento, apresentado pelo PS, será agora entregue Presidente da República, Assembleia da República, primeiro-ministro, ministro da Economia, secretário de Estado das Obras Públicas e autarcas oestinos, a demonstrar o descontentamento pela introdução de portagens naquele troço da A8.
    Os deputados lembram que a intenção de colocar portagens, há cerca de duas décadas, levou a um movimento de contestação por parte das populações do Oeste, especialmente do concelho do Bombarral e que foi criada uma Comissão de Luta contra as portagens na região, da qual fizeram parte pessoas de todos os quadrantes políticos.
    Na missiva referem que a estrada alternativa, a EN8, entre o Bombarral e as Caldas da Rainha, não sofreu quaisquer obras de beneficiação e apresenta “deficiências ao nível do respectivo traçado, perfil e pavimento, que dificultam a circulação rodoviária”. Por outro lado, à semelhança do que acontece em todo o país, estas populações “vivem actualmente uma crise económica sem precedentes, que a cobrança de tais portagens só irá agravar, face aos maiores encargos que acarretará na deslocação de pessoas e bens”.[/shc_shortcode]

  • Candidatos do PS à Câmara da Nazaré dizem ter garantido investimentos em visita ao Canadá

    Candidatos do PS à Câmara da Nazaré dizem ter garantido investimentos em visita ao Canadá

    Notícias das CaldasNuma iniciativa inédita, os cabeças de lista da candidatura do PS à Câmara da Nazaré visitaram os emigrantes nazarenos no Canadá. De acordo com o candidato socialista, Walter Chicharro, esta visita tinha um objectivo claro: “trazer investimento, trazer emprego e ajudar a Nazaré a sair desta situação”.
    Ao longo de oito dias, Walter Chicharro e Manuel Sequeira (o número dois da lista do PS) reuniram com representantes das Câmaras de Comércio do Canadá-Rússia-Eurásia e do Brasil-Canadá, com nazarenos que do lado de lá do Atlântico se tornaram empresários de sucesso, com empresários locais, com dirigentes de associações de emigrantes nazarenos e com Charles Sousa, o filho de valadenses que desde Fevereiro assume o cargo de ministro das Finanças do Ontário.
    [shc_shortcode class=”shc_mybox”]No balanço do périplo pelas comunidades nazarenas no Canadá, o candidato Walter Chicharro diz que “há reais possibilidades de investimento no concelho, seja de nazarenos emigrados, seja de canadianos” que acreditam nas potencialidades nazarenas por explorar.
    Em cima da mesa estiveram sobretudo os sectores da Indústria, nomeadamente a Área de Localização Empresarial de Valado dos Frades, e o Turismo. Para Walter Chicharro, “a comunidade nazarena será sempre uma porta para a entrada de investimento”, mas a comitiva socialista não desvalorizou o interesse que outras comunidades podem ter na Nazaré. “Eles têm dinheiro, são pessoas de muito sucesso, que estão interessadas em investir cá”, garante. Mas para isso, é preciso que a autarquia e as entidades competentes lhes abram as portas. “Contactámos com pessoas que já tentaram investir cá, mas às quais não foram criadas condições”, aponta o candidato, acrescentando que “as portas estão abertas, os contactos estão feitos, só falta concretizar as coisas depois das eleições”.
    Esta é uma opinião partilhada por Manuel Sequeira. “Não trouxemos compromissos assinados, mas trouxemos compromissos assumidos. Nós ainda não fomos eleitos. Se já estivéssemos na posse de todas as competências, estou certo que traríamos a mala cheia de negócios”, afiança o número dois da candidatura socialista.
    No balanço da visita ao Canadá fica ainda a crítica ao presidente da autarquia, Jorge Barroso, por nunca ter visitado as comunidades nazarenas naquele país e por nunca ter apostado na geminação com as cidades que os acolhem.[/shc_shortcode]

  • Foz do Arelho tem núcleo da Juventude Popular

    Foz do Arelho tem núcleo da Juventude Popular

    Notícias das CaldasNo passado dia 13 de Abril foi eleita a nova comissão política do núcleo da Foz do Arelho da Juventude Popular (JP), que tem como presidente Joana Melo. A acompanhá-la na direcção está Carolina Madaleno (vice-presidente), Luís Silva (secretário) e Valter Sousa (vogal).
    O núcleo da JP da Foz do Arelho conta com mais de 20 filiados, número que a nova estrutura pretende aumentar.
    Com a criação deste núcleo, Joana Melo pretende contribuir para o melhoramento e engrandecimento daquela freguesia, apelando sobretudo ao contributo dos mais jovens.
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    Já Fábio Rodrigues Nunes, presidente da concelhia da JP das Caldas da Rainha, considera que “a criação deste núcleo é um sinal de que os jovens querem ter uma palavra a dizer nos destinos da freguesia da Foz do Arelho”.
    Para o focense Diogo Carvalho, que é actualmente presidente da distrital de Leiria da JP, a eleição deste núcleo demonstra o “forte crescimento e adesão das pessoas aos ideais centristas” naquela terra.[/shc_shortcode]

  • Mafalda Milhões em Bogotá

    Mafalda Milhões em Bogotá

    Notícias das CaldasMafalda Milhões, responsável pela livraria “Histórias com Bicho”, nos Casais Brancos (Óbidos), e da editora “Bichinho do Conto”, vai participar na Feira do Livro de Bogotá (Colômbia), que este ano tem Portugal como país convidado. No próximo dia 29 de Abril a jovem livreira e ilustradora irá dinamizar uma conversa subordinada ao tema “Formação de Leitores Inteligentes” na Universidade del Rosário.
    O certame, que decorre até 1 de Maio, conta com uma programação com cerca de 20 escritores lusófonos.
    Na feira está um pavilhão com três mil metros quadrados, dedicado à literatura portuguesa, com uma livraria que possui obras de novos autores e de outros bastante conhecidos na  Colômbia, como é o caso de Luís de Camões, Fernando Pessoa ou José Saramago. Neste espaço será também possível encontrar a obra “Lua do Mar” de Nuno Garcia Lopes e Mafalda Milhões.

  • Bruno Carnide foi premiado no festival internacional de filmes do Egipto

    Bruno Carnide foi premiado no festival internacional de filmes do Egipto

    Notícias das CaldasBruno Carnide, realizador de cinema que tirou o curso de Som e Imagem na ESAD, foi um dos vencedores do Moscars Al-Hurria International Film Festival no qual a sua curta-metragem “Em terra frágil” arrecadou o prémio Best DOP – melhor director de fotografia.
    Bruno Carnide viu dois dos seus trabalhos seleccionados para este festival internacional. Além da curta vencedora “Em terra frágil”, ainda participou com o videoclip “Back to the future”, da banda indie Nice Weather for Ducks.
    O festival – que é considerado o maior evento de cinema independente no Médio Oriente – terminou a 17 de Abril e integrou103 filmes de 25 países.
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    Além dos trabalhos do realizador formado na escola de artes caldense,  houve apenas mais um trabalho, produzido em Portugal – o documentário “It Goes On”, da egípcia Theresa Khalil.
    Bruno Carnide (1987) é natural de Leiria e depois de ter tirado o curso de Som e Imagem nas Caldas, iniciou-se no  cinema em 2009 com a curta-metragem de animação “Os teus últimos dias como criança”. Com este primeiro trabalho ganhou o prémio de “melhor animação – até breves” e viu o filme ser seleccionado para vários festivais. O jovem também tem algumas incursões na fotografia. A sua estreia, no mesmo ano, foi com um trabalho para o álbum “Between Waves”, do músico, também de Leiria, David Fonseca.
    A curta-metragem “Em Terra Frágil”, foi anteriormente a vencedora do Prémio CinEuphoria 2012.

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  • Ontem & Hoje

    Ontem & Hoje

    Notícias das Caldas
    José Neto Pereira, década de 1950
    Notícias das Caldas
    Joaquim António Silva – 2013
     

     

     

     

     

     

     

     

    Convida-me a Gazeta a dizer “o que entender sobre o que as fotografias me suscitam, sobretudo no que tendo a ver com a Praça da Fruta e o Centro Histórico”:
    1 – Os edifícios, como as pessoas, também envelhecem e morrem. Hoje são muitos mais os que vão cair do que os que vão ser reabilitados, pelo que de nada vale ficar a carpir sobre os erros passados.

    2 – Qual será hoje a verdadeira imagem do centro das Caldas e da sua arquitectura? Será determinada pela arquitectura Arte Nova que ainda persiste, ou já está dominada pela imagem de ruína dos prédios devolutos? Um prédio Arte Nova em pré-ruína, é mais marcante pela sua arquitectura ou pela imagem da ruína? [shc_shortcode class=”shc_mybox”]
    3 – A praça da fruta poderá ter os dias contados. A verdadeira razão para existir está nas pessoas que vêm à cidade vender os produtos da sua actividade agrícola. Não se pode pedir às pessoas para irem provisoriamente para outro local enquanto se fazem obras no tabuleiro da Praça. A maior parte são idosos e muitos dos que resistiram às imposições da facturação não irão regressar.

    4 – O cancro urbano espalha-se rapidamente, vê-se alastrar na rua General Queiroz, na zona termal, e um pouco por todas as zonas velhas da cidade. As feridas são cada vez mais.

    5 – O amanhã projecta-se hoje. Ontem, com actos e omissões provocou-se a ruína dos centros das cidades. Enquanto as medidas cautelares proibiam novas intervenções até à aprovação do Plano na Zona Histórica, a cidade crescia a um ritmo nunca visto. Como se fosse possível decretar “fica tudo como está até se ver como pode ser alterado”, e simultaneamente proibir-se a degradação do edificado pelo tempo, e o desaparecimento dos residentes… e no caso de Caldas, também por umas Termas eternamente moribundas, com um património que é cada vez mais, irrecuperável.
    A enorme oferta de habitação nas zonas periféricas torna a reabilitação mais difícil, mas a batalha pode não estar perdida…

    Fernando Sousa Lopes

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  • O Nobel da arquitectura paisagística visitou Caldas em 1989 a convite da Gazeta das Caldas

    O Nobel da arquitectura paisagística visitou Caldas em 1989 a convite da Gazeta das Caldas

    Notícias das CaldasNa passada semana o arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, foi distinguido com o Prémio Sir Geoffrey Jellicoe, o mais importante prémio mundial da disciplina da Arquitectura Paisagística. A distinção foi-lhe atribuída em Auckland, na Nova Zelândia pelo “impacto incomparável” que teve na sua vida profissional.
    Ribeiro Telles foi assistente e discípulo de Francisco Caldeira Cabral, pioneiro da disciplina de Arquitectura em Portugal no século XX e também o principal responsável pela Mata Rainha D. Leonor das Caldas da Rainha.
    O homenageado é o autor do projecto dos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, bem como de muitas outras obras relevantes, como a sua intervenção na capela de São Jerónimo, os projectos do Vale de Alcântara e da Radial de Benfica, do Vale de Chelas e do Parque Periférico. Nos últimos anos Ribeiro Telles concebeu o Corredor Verde de Monsanto e a integração da zona ribeirinha oriental e ocidental, na Estrutura Verde Principal de Lisboa, cuja conclusão foi anunciada para este ano.
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    Para a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP), este prémio “representa a maior honra que a Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas (IFLA) pode conceder e reconhece um arquitecto paisagista, cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão de Arquitectura Paisagista”.
    Na semana da atribuição do prémio foram inúmeras as personalidades do meio cultural português que felicitaram “o jardineiro de Deus”, como muitos o tratam, pela escolha da Associação internacional daquela especialidade.
    Este  prémio, criado em 2004, galardoou em 2005 o arquitecto Peter Walker, dos Estados Unidos, em 2009, Bernard Lassus, de França, em 2011 Cornelia Hahn Oberlander, do Canadá, e, no ano passado Mihaly Mocsenyi, da Hungria.
    Em 1989, a convite da Gazeta das Caldas, o arquitecto e professor Ribeiro Telles, visitou demoradamente as Caldas da Rainha, na altura acompanhado por uma equipa deste jornal e por João Bonifácio Serra, ainda antes de este ter sido assessor do Presidente da República Jorge Sampaio e Presidente da Guimarães Capital Europeia da Cultura.

    UMA LIÇÃO DE URBANISMO E PAISAGISMO

    Nessa visita, o professor deu uma autêntica lição de urbanismo e paisagismo, com o exemplo concreto das Caldas da Rainha, que nessa altura ainda não tinha sido totalmente desfigurada.
    Esta vinda à cidade ocorreu já depois de Ribeiro Telles ter sido subsecretário de Estado do Ambiente, nos governos provisórios depois do 25 de Abril e ministro da Qualidade de Vida nos governos constitucionais chefiados por Sá Carneiro, no âmbito da Aliança Democrática, em representação do PPM. Mais tarde viria a abandonar este partido para se juntar aos Alfacinhas, movimento de cidadãos que concorreu à Câmara de Lisboa e em que foi eleito para vereador.
    Mas mais importante do que repetir os elogios e obra que fez em Lisboa e no resto do país, será relembrar os seus comentários e críticas que fez à politica urbanística caldense até essa altura e dos avisos que deixou, muitos dos quais se vieram a confirmar como se pode ver hoje.
    Caldas da Rainha não ouviu o parecer ajuizado e muito sabedor daquele a quem mais tarde seria atribuído o Nobel da Arquitectura Paisagística.
    Transcrevemos aqui algumas passagens mais evidentes da reportagem que publicámos na nossa edição de 17 de Março de 1989, há pouco mais de 24 anos.
    Como se lê nessa edição, a proposta da Gazeta foi fazer “uma visita a pé a vários pontos sensíveis da nossa cidade, bem como às zonas históricas, uma volta pelo concelho, com passagem obrigatória na Lagoa de Óbidos, Foz do Arelho, Salir do Porto e Paul de Tornada”.
    “Incrível”, “impossível”, “inacreditável”, foram as palavras que pronunciou por várias vezes perante alguns casos quentes que a cidade e a região têm vivido. Mas, Ribeiro Teles, como se lê naquela edição, atento ao que se passa em todo o país, “referiu-nos que, infelizmente, as Caldas da Rainha não é diferente das outras cidades e vilas de Portugal”.
    “O Dr. João Serra referiu-lhe a história do Lisbonense e a posição defendida pelo Escultor João Fragoso de que o Hotel faz parte integrante do Parque”. Por isso e pela própria traça, Ribeiro Telles afirmou que “isso já de si já é uma boa razão para não ir abaixo”. Subindo na direcção das escolas primárias e olhando em direcção ao Hotel referiu que o que havia de fazer era “abrir aquela fachada do hotel. Haverá sim que tirar a casa do Benfica para se deixar ver o hotel”. Esta foi uma das ideias que não terá sido contrariada nos tempos recentes, apesar da ligação com o Parque não ter sido privilegiada.
    “Depois de ter apreciado o diálogo em termos urbanísticos entre Hotel, Parque, Hospital Termal, Mata e cidade, defendeu a proposta do Escultor João Fragoso de que deveria ser transferida a rua fronteira ao Hotel para as suas traseiras”.

    A VINDA DOS PATOS BRAVOS

    E continuou com a análise do situação do Rio do Avenal, que passa junto ao antigo Hospital de Santo Isidoro, tendo-se “mostrado desagradado com a sua degradação” e adivinhado o que se iria passar anos depois:
    “Bastava pôr árvores de um lado e de outro para ensombrar e evitar os despejos. Assim o que se prepara é a vinda aí de uns patos bravos a dizer que é preciso encaná-lo e perde-se uma via fundamental. A culpa é da Junta dos Recursos Hídricos que não liga nada a estas coisas”
    “Isto é lindo, isto é muito bonito, é pena ser destruído” afirmou em relação às ruínas do Hospital Santo Isidoro. “Vocês devem imediatamente lançar um processo de classificação se eles quiserem deitar isso abaixo”. Seria João Serra depois, na Comissão Instalador ada actual ESAD, que conseguiria esse propósito, estando hoje recuperado e funcionando aí a Biblioteca da ESAD.
    Caminhando depois em direcção ao Atelier António Duarte mostrou-se desagradado com o mamarracho que se perspectiva para ali e que irá cortar toda a visão do vale.
    “Não faz mal que construam aqui por detrás, o que é preciso é deixar o vale livre e permitir uma leitura da paisagem e é indispensável que fique a mata porque isso está tudo integrado.”
    “É uma pena se isto [Ateliers António Duarte e João Fragoso] não ligar ao outro lado, visualmente”. Na opinião de Ribeiro Teles devia ser defendido com toda a força um corredor cultural que iria desde o Cencal, passando pelo Hospital Santo Isidoro (apoiando a ideia da sua recuperação para ateliers da ESAD), ateliers António Duarte e João Fragoso, Museu de Cerâmica, Museu da Fábrica Bordalo Pinheiro, Parque e Museu de José Malhoa, Bairro João de Deus, Hospital Termal, Mata, Praça da República e as ruas até à estação da CP.
    O pavilhão de caça do Visconde de Sacavém, ou seja a conhecida Casa da Cortiça (entretanto de desaparecida, pois estava ao abandono e foi consumida pró um incêndio), mereceu-lhe o seguinte comentário: “olha, que engraçado” e a ideia de que “deve ser preservada a todo o custo”.
    Quanto às urbanizações das avenidas que desembocam na estação dos comboios, bem como junto ao edifício Europa, manifestou o seu mais vivo desagrado. Interrogou-se como as pessoas conseguem viver em tão más condições.

    “Isto é tão mau como no Algarve”

    Na Foz do Arelho, para onde seguiu, perante as então recentes construções, comentou: “Isto é tão mau como no Algarve. Tudo isto contraria a legislação vigente. Qualquer dia destruímos todo este património”.
    Antes da entrevista e durante a visita teve uma frase premonitória para o que se passa hoje em várias partes da(s) cidade(s): “Para mim o problema grave é que isso é igual ao que se passa noutras cidades do país. Quer dizer, não há a menor diferença. Há uma actividade que domina completamente o processo de desenvolvimento, que é a actividade imobiliária, ou seja, é a transformação do terreno, a valorização do terreno, a construção sem qualquer objectivo. Para já o objectivo é as três, quatro, cinco assoalhadas para venda.
    O negócio é fundamentalmente a transformação imobiliária. Quando as cidades deixarem de ser um estaleiro de obras, todo o processo morre e então vamos ver como é que funcionam.
    Eu estou convencido – não sei aqui nas Caldas, não tenho números – que mesmo quando já não forem necessárias mais casas para habitação, de um determinado preço, eles continuarão a construir-se, durante um determinado intervalo de tempo. Até que, evidentemente, paralisem porque já não há a mesma possibilidade de se fazerem. É o que se está a passar na região de Lisboa, por cálculos assim por alto já há uns milhares de casas a mais, muitas das quais vazias. é já um problema que se vai alargar por todo o pais.
    Quero dizer, para manter o estaleiro de obras não há a partir de certa altura a procura suficiente, nem as posses suficientes para adquirirem ao preço que elas foram construídas. Portanto nós vamos sofrer aqui um embate com umas monstruosidades que a partir de certa altura não terão qualquer sentido, nem social, nem cultural, nem de serviço.”
    Outra afirmação de Ribeiro Teles que vamos reter quase um quarto século depois e que também julgamos significativa:
    “Outro problema grave – mas esse tem fácil recuperação – é o que se passa ao nível do uso da rua. Eu sou defensor acérrimo de uma coisa que não existe nas novas urbanizações, dada a especulação que as enforma, que é a rua e a praça. A rua só funciona quando de facto tem relação com os laterais da rua. E tem de funcionar de diferentes maneiras. Têm de ser não só agradáveis, mas também têm que dar resposta a todo o processo arquitectónico e histórico da própria rua. Portanto nós aqui temos (em Portugal, especialmente) dado pouca importância aos declives, que para nós às vezes não são muitos acentuados, mas quando vêm os estrangeiros da Europa do Norte ficam espantados como a gente consegue fazer cidades em zonas tão declivosas. As construções são muito comandadas pelas linhas verticais, que nós estamos a destruir – cada vez que fazemos uma montra, uma loja nova – por uma linha horizontal. O que é uma briga com tudo o resto. Não é que se utilizem aqueles espaços para lojas, mas podem-se valorizar melhor mantendo a estrutura própria do local.
    Portanto, eu sou contra, no arranjo dos rés-do-chão das zonas históricas, a transformação de linhas verticais que vêm do 1º e do 2º andar para linhas horizontais ao nível da rua. É um problema que destrói  muito a leitura da rua, o interesse da própria rua.”
    Não admira que tenha ganho o Nobel da Arquitectura Paisagística. Só é pena que não lhe tenham dado ouvidos mais vezes.

    JLAS

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  • Finalmente há Primavera – um primeiro fim-de-semana com calor em 2013

    Finalmente há Primavera – um primeiro fim-de-semana com calor em 2013

    Notícias das Caldas
    Foz do Arelho| D.R.

    Depois de um Inverno e de um início de Primavera particularmente chuvosos e frios, o bom tempo surpreendeu no passado fim-de-semana, com temperaturas a ultrapassarem os 20 graus.
    Como seria de esperar, foram muitos os que acorreram às praias da região, tendo-se assistido aos primeiros congestionamentos do ano no acessos à costa, bem como à tradicional dificuldade em estacionar.
    Na Foz do Arelho, apesar do céu azul e do sol, só uma aragem fresca impediu que o domingo passado um verdadeiro dia de veraneio. No entanto, foram muitos os que aproveitaram para usufruir da praia.
    As temperaturas mornas irão continuar, de acordo com o Instituto do Mar e da Atmosfera, não se prevendo chuva para os próximos dias, pelo menos até ao 25 de Abril.

  • A região Oeste tem “fortes ligações a Lisboa” e não quer servir para “vender camas” no Centro

    A região Oeste tem “fortes ligações a Lisboa” e não quer servir para “vender camas” no Centro

    Notícias das CaldasOs presidentes do Turismo do Oeste e da Entidade Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Carneiro e Joaquim Rosa do Céu, respectivamente, manifestaram a sua oposição à integração do Oeste no Turismo do Centro, no passado dia 12 de Abril, em conferência de imprensa. António Carneiro promete continuar a fazer uma denuncia politica e técnica desta intenção e Rosa do Céu já entregou uma exposição ao Presidente de República na qual afirma que o regime jurídico das áreas regionais de turismo é inconstitucional e que a sua aprovação violou o regimento da Assembleia da República.
    Também os empresários da região estão contra a integração no Centro e admitem criar uma associação de empresários e autarquias que assegurem a promoção turística do Oeste. “Estamos frontalmente contra a passagem do Oeste para o Turismo do Centro”. A posição é mantida pelo presidente do pólo do Oeste, António Carneiro, que preferia ficar integrado em Lisboa e Vale do Tejo e classifica de “crime politico” a alteração realizada e aprovada em Assembleia da República.
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    O responsável afirma que o documento foi alterado depois da sua votação em plenário, uma acusação que foi refutada pela presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, que num e-mail enviado ao Turismo do Oeste, explica que “após a votação final global do texto da proposta base” este foi objeto de redação final na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, onde “os deputados verificaram e corrigiram uma incoerência” e “a redação final foi aprovada por unanimidade”.
    António Carneiro não desarma e diz saber que foi o ministro Miguel Relvas quem impôs este mapa, que considera ser um “absurdo, porque vai destruir uma arrumação turística que tem dezenas de anos”.
    Entretanto, a semana passada, um jurista que está a colaborar com este pólo descobriu um decreto-lei, o 228 de 2012 – aprovado em conselho de ministros por Pedro Passos Coelho, Vítor Gaspar, Miguel Relvas, Álvaro Santos Pereira e Assunção Cristas -, onde é referido que os municípios do Oeste integram a CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. É a este documento que agora o Turismo do Oeste se agarra para mostrar que a actual tomada de posição está desconforme à legislação existente.
    “Não restam quaisquer dúvidas que foi uma golpada política de gente do Centro e se calhar de algumas pessoas de Leiria”, disse António Carneiro, que ao longo das últimas semanas tem estado a fazer essa denúncia política e técnica.
    Para este responsável, a passagem para o Centro nesta altura não se justifica pois o Oeste possui 30 anos de “fortes ligações a Lisboa” e uma marca consolidada. “Iremos servir para Coimbra, Figueira e Viseu venderem as suas camas e depois os turistas virem cá dar apenas um passeio”, denunciou.

    Uma “golpada preparada pelo presidente do Turismo do Centro”

    O presidente da Entidade Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Joaquim Rosa do Céu, já entregou uma exposição na Presidência da República onde diz que o novo regime jurídico é inconstitucional e que a sua aprovação violou o regimento da Assembleia da República. Solicita agora a devolução do decreto-lei para as devidas correcções.
    O responsável afirma que foi violado o artigo 155 do regimento quando a lei aprovada na comissão de Economia, na especialidade, é diferente da que foi votada em plenário. Alem disso, esta foi alterada no momento de redacção final, quando apenas podem ser feitas pequenas correcções de ortografia ou acentos. Rosa do Céu critica estas alterações e disse mesmo que os deputados “não se deram ao respeito, não dignificaram a instituição que representam e envergonharam todos aqueles eleitores que depois são sujeitos a votações destas”.
    Disse ainda tratar-se de uma “lei inconstitucional e uma trapalhada” e que foi uma “golpada preparada desde o início pelo presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, com a conivência de alguns deputados”.

    OesteCIM também não quer o Centro

    Também a OesteCIM está solidária com a posição do Turismo do Oeste e refuta a sua integração na região Centro. “Se a Educação, Saúde e Agricultura, continuam ligados a Lisboa, porque é que nos atiram para o Centro com o turismo?”, questionou José Manuel Custódio, presidente da Câmara da Lourinhã e representante da OesteCIM, para logo de seguida dar a resposta: “para enriquecer o Centro, o que mostra que é uma manobra política porca, de um ministro porco, que era Miguel Relvas”.
    O autarca disse ainda que se for decidido levar o caso para tribunal, está disponível para pagar a parte que cabe à Lourinhã.
    Também António José Correia, presidente da Câmara de Peniche e responsável pela área do Turismo na OesteCIM disse que está a ser feito um “ataque ao Oeste”.
    O autarca deixou um apelo ao Presidente da República e ao novo ministro dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes, para que parem “estes desmandos”, concluindo que se este governo não “alterar o que fez, pela parte de Peniche é um governo mal vindo ao Oeste”.
    Jorge Patrão, presidente da Entidade Regional de Turismo da Serra da Estrela, considera é “verdadeiramente um crime contra a região” e diz que não faz sentido que marcas que levaram décadas a implantar, como a Serra da Estrela ou o Oeste, “se percam na marca Centro, que ninguém sabe o que é”. Realçou que a Serra da Estrela tem uma marca única e também não se revê numa região que vai de Vila Franca de Xira a Vila Nova de Gaia e de Barca de Alva até Idanha-a-Nova.
    A posição é apoiada por empresários turísticos de Óbidos, Nazaré, Santarém e Tomar, que admitiram recusar integrar o Turismo do Centro e criar uma associação de empresários e autarquias que assegurem a promoção turística.

    Turismo do Oeste desmente Paulo Baptista

    O Turismo do Oeste acusa o deputado Paulo Baptista (PSD) de “mentir” relativamente ao valor da dívida dos pólos de turismo. Em causa estão as declarações do deputado, no passado dia 4 de Abril, após reunião na OesteCIM, onde este “justificou que os pólos turísticos são extinguidos porque estas entidades estão muito endividadas e sem sustentabilidade financeira, contando com um passivo acumulado superior a 10 milhões de euros”.
    De acordo com um comunicado enviado pelo Turismo do Oeste, o total da dívida acumulada pelos seis pólos é de 452 mil euros. O Oeste tem uma dívida de 60 mil euros, mas possui 110 mil em tesouraria.
    No documento, assinado por António Carneiro, é também denunciado que nos últimos quatro anos as receitas para as entidades regionais de turismo têm vindo a “ser substancialmente “cortadas””. Referindo-se a este pólo, dá conta que este recebia em 2009 715 mil euros e em 2012 apenas 369 mil euros e que durante o mesmo período abriram na região “novos hotéis e campos de golfe, o que determinaria um substantivo aumento da facturação turística”.

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  • Rua Heróis da Grande Guerra reabre ao trânsito automóvel

    Rua Heróis da Grande Guerra reabre ao trânsito automóvel

    Notícias das CaldasDentro de duas semanas a Rua Heróis da Grande Guerra deverá reabrir ao trânsito, assim se devendo manter até ao final do ano. A proposta dos comerciantes foi aprovada na Assembleia Municipal de terça-feira, 16 de Abril, por quase todos os deputados (houve apenas uma abstenção).
    De modo a permitir uma circulação mais segura para os peões, serão feitas três passadeiras em calçada e colocada sinalética a informar a existência de um parque de estacionamento na Praça 5 de Outubro. A Câmara está a estudar a colocação de uma barreira entre o passeio e o espaço de circulação automóvel na qual serão instaladas floreiras.
    No final do ano será decidido se a rua continuará ou não aberto ao trânsito.
    Paulo Agostinho representou os comerciantes na Assembleia, onde explicou que esta medida pretende atrair pessoas de fora das Caldas. Na sua opinião, “as obras estão a impedir a circulação”, o que acaba por afastar os consumidores do centro da cidade.

  • Auto Júlio anuncia negócio de 280 milhões de euros com a Petrogal

    Auto Júlio anuncia negócio de 280 milhões de euros com a Petrogal

    Notícias das CaldasO Grupo Auto Júlio encerrou os festejos do seu 25.º aniversário com um anúncio de três negócios fundamentais para a sua consolidação. A aquisição da Galp Servi Express à Petrogal é o mais importante e pode atingir um volume de vendas de 280 milhões de euros nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito no passado sábado num dia que a empresa dedicou aos seus clientes e parceiros, com momentos de convívio, testes às novas viaturas e um espectáculo com a cantora Áurea.

    A aquisição da Galp Servi Express e das suas centrais de distribuição de combustíveis e lubrificantes em Sines, Terrugem e Pombal, por valores que o Grupo Auto Júlio não quis revelar, foi apresentada como “um enorme passo em frente no ramo da comercialização e distribuição de combustíveis a granel e da consolidação do Grupo Auto Júlio” no segmento dos combustíveis, disse António Júlio, presidente do Conselho de Administração do grupo.
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    Os combustíveis representaram no ano passado 49% do volume de negócios, com vendas de 26 milhões de euros. Valor que pode crescer 31% em 2013, para os 34 milhões. A empresa espera ainda aproximar-se do seu melhor ano de sempre ( que foi 2008 com uma facturação de 81,3 milhões de euros) projectando um volume de vendas de 74,5 milhões de euros, invertendo a tendência de descida dos últimos dois anos.
    Com a aquisição da Galp Servi Express à Petrogal a Auto Júlio garante exclusividade durante cinco anos numa área que se estende entre Coimbra e Sines, um dos espaços de maior desenvolvimento e concentração de pessoas e indústrias do país, prevendo vendas superiores a 280 milhões de euros nesse período.
    António Júlio destacou a solidez demonstrada pela empresa para concluir “o maior negócio da nossa história”. O empresário reconhece que há uma quebra de consumo no sector, mas acredita que este aumento da área de influência poderá atenuar essas quebras. “Podemos não o conseguir, mas pior seria ficarmos parados à espera do pudesse acontecer”, concluiu, destacando a importância da pro-actividade nesta altura de crise.

    Mazda e Volvo para combater a crise

    Apesar de ser a face mais visível do Grupo Auto Júlio, o comércio de automóveis tem vindo a sofrer quebras significativas, seguindo a tendência nacional, representando actualmente 18% do volume de negócios do grupo.
    Em 2012 a Auto Júlio comercializou 650 viaturas entre novas e usadas, menos 42,5% de unidades que no ano anterior.
    Em 2013 perspectiva-se um crescimento ligeiro para 673 viaturas, resultado potenciado por um crescimento de 24% na venda de viaturas novas, graças à aquisição das representações Mazda e Volvo, que se juntam às três marcas já representadas.
    Os valores dos negócios também não foram revelados, mas António Júlio adiantou que a compra de uma representação, entre obras, aquisição de viaturas para exposição, peças, formação dos funcionários e obras na estruturas que já existiam nunca fica em menos de 500 mil euros.
    O empresário caldense explicou que estes dois negócios foram também uma fuga para a frente pois as vendas das três marcas que já detinham estavam a baixar.
    A representação da Volvo tem ainda como atractivo a chegada ao grupo de uma marca europeia Premium, que demonstra uma grande vitalidade, e num ano de especial actividade, com a renovação de toda a gama.
    A empresa caldense anunciou ainda alguns projectos para o imediato, nomeadamente a reestruturação dos seus espaços em Peniche e Pombal. Cidades “abandonadas” pelas outras marcas, sublinhou Bruno Sousa, director executivo da empresa, mas que são apostas da Auto Júlio, centrando nos antigos espaços de exposição de automóveis todos os serviços do grupo.
    Em funcionamento está já um departamento próprio de financiamento automóvel. “Julgamos ter das taxas mais baixas em Portugal”, avançou Bruno Sousa, o que só é conseguido por uma relação de seriedade com a banca e também com alguns financiamentos efectuados sem recurso à banca, acrescentou.
    Foi ainda lançado o Serviço VIP para clientes com deslocações entre 30 e 100km, que por 60 euros, incluem recolha, reparação com direito a viatura de substituição, e devolução da viatura por 60 euros, com o qual esperam ganhar uma fatia de clientes em Lisboa, onde os preços praticados são mais elevados.
    Estão ainda previstos investimentos na ordem de um milhão de euros no melhoramento das relés (depósitos de combustível) de Terrugem e Pombal.
    A Auto Júlio emprega 126 pessoas, um número que se estima poder crescer este ano.[/shc_shortcode]

  • Vida e obra de Álvaro Cunhal em exposição no Museu do Ciclismo

    Vida e obra de Álvaro Cunhal em exposição no Museu do Ciclismo

    Notícias das Caldas
    Exposição de Álvaro Cunhal | D.R.

    “O PCP, o país e a nossa história são o que são porque Álvaro Cunhal existiu, lutou, sofreu e trabalhou por todos nós”. Palavras de Ângelo Alves, da Comissão Política do Comité Central do PCP, que esteve presente na inauguração da exposição sobre a vida, pensamento e luta de Álvaro Cunhal, que decorreu no passado dia 12 de Abril no Museu do Ciclismo.
    O convidado disse que esta é uma homenagem “indispensável” ao homem, revolucionário e artista, lembrando a sua vida inteiramente dedicada à liberdade, à Democracia e ao Socialismo.
    Nascido em Coimbra em 1913, Álvaro Cunhal iniciou a sua actividade revolucionária quando era estudante de Direito na Universidade de Lisboa. Foi dirigente associativo, militante da Federação das Juventudes Comunistas Portuguesas e em 1931 aderiu às fileiras do PCP, passando, quatro anos depois, a integrar o quadro de militantes clandestinos deste partido. Conheceu o exílio e a prisão.
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    Em 1961, ainda durante a clandestinidade, foi eleito secretário-geral do PCP. Após o 25 de Abril foi ministro sem pasta, deputado à Assembleia Constituinte e Assembleia da República, membro do Conselho de Estado, mantendo-se membro do comité central do PCP até à sua morte.
    “Álvaro Cunhal é um dos maiores exemplos de tenacidade, abnegação, e coragem”, disse Ângelo Alves, referindo-se aos 13 anos que este esteve preso nas cadeias fascistas, oito dos quais no mais completo isolamento. Em Peniche, o militante comunista evadiu-se da cadeia em 1960, juntamente com nove camaradas, numa “fuga espectacular, que constituiu uma humilhante derrota para a PIDE e que revelou a capacidade de organização do PCP”, destacou.
    Segundo Ângelo Alves, o histórico comunista deu também uma “contribuição relevante” para o 25 de Abril, com a sua obra teórica “Rumo à Vitória” onde, a partir da caracterização da situação política portuguesa, apontava a via para o derrubamento do fascismo, definia a política de alianças sociais necessárias e as tarefas do partido.
    Para além disso, teve uma vasta intervenção no plano intelectual e interesse pela criação artística, destacando-se a tradução da obra de Shakespeare, Rei Lear, e a publicação dos seus livros “Até manhã camaradas” e “Cinco dias cinco noites”, entre outros.
    Sete anos depois do seu desaparecimento, a “vida está-lhe a dar razão”, considera Ângelo Alves, recordando a sua posição quanto aos problemas nacionais e as suas consequências, à validade das teses marxistas-leninistas e à sua visão do mundo.
    O militante comunista lembrou que Álvaro Cunhal era avesso a cultos de personalidade, mas, paradoxalmente, tornou-se “numa das figuras históricas de Portugal porque abraçou uma causa e inseriu-se num colectivo que defendeu – o PCP”.
    A exposição, organizada pela concelhia caldense do PCP, contempla aspectos da vida política, artística e social do histórico comunista e pode ser apreciada até ao próximo dia 25 de Abril.
    Hoje à noite, pelas 21h00, o poeta, dramaturgo e ensaísta, Domingos Lobo, é o convidado para uma sessão pública sobre esta personalidade.

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  • “A Estalajadeira” amanhã no CCC

    “A Estalajadeira” amanhã no CCC

    Notícias das Caldas

    Amanhã, sábado, 20 de Abril, os Artistas Unidos estão de regresso ao CCC com uma nova proposta teatral: “A Estalajadeira”. Trata-se de uma comédia de Carlo Goldoni, encenada por Jorge Silva Melo e que conta com Catarina Wallenstein e Elmano Sancho nos papéis principais.
    Porque motivo uma peça que subiu ao palco pela primeira vez em 1753, chega ao século XXI e mantém a actualidade? “Porque é uma peça que fala sobre o Amor”. Foi o que disse à Gazeta das Caldas, Elmano Sancho, o principal protagonista masculino que vai contracenar muitas vezes com Catarina Wallenstein que vai dar vida a Mirandolina, a Estalajadeira.
    “Ela é uma mulher muito independente que tem a seu cargo a estalagem e que está habituada a que todos os homens se encantem por ela”, contou o actor. Elmano Sancho vai dar corpo e alma ao Cavaleiro, personagem que inicialmente afirma ter aversão a mulheres e que, ao contrário de todos os outros, não se rende aos encantos da Estalajadeira.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    Habituada a lidar com as pessoas, Mirandolina vive intrigada sobre o porquê do Cavaleiro não se interessar por ela. E logo começa a criar jogos de sedução, onde não vão faltar intrigas e peripécias.
    Para o actor, “A Estalajadeira” “é uma comédia que apesar da aparente leveza, tem alguma profundidade”. E porquê? “Porque fala sobre os temas amorosos e da dificuldade em se dizer ao outro que se está apaixonado”, rematou Elmano Sancho, que não quer revelar mais para que ninguém deixe de ir assistir ao que se passará entre o Cavaleiro e a Estalajadeira.
    “Temos grande cumplicidade pois conhecemo-nos bem”, disse o actor em relação ao trabalho com a protagonista Catarina Wallenstein. Esta dupla já contracenou no palco do CCC em 2012 na peça “Brincando com Amor”, também através dos Artistas Unidos.
    “A Estalajadeira” estreou em Fevereiro no Teatro Nacional de S. João no Porto e já passou por Leiria, Castelo Branco, Almada e Coimbra. Antes das Caldas, a peça foi apresentada em Vila Real e terminará em Lisboa, com espectáculos entre os dias 26 de Abril e 4 de Maio. Segundo Elmano Sancho, a tournée “está a correr muito bem e já tivemos várias salas esgotadas”.

    Gazeta das Caldas oferece bilhetes-duplos

    Gazeta das Caldas tem 20 bilhetes-duplos para oferecer para este espectáculo que sobe ao palco do grande auditório amanhã. Os interessados devem dirigir-se à bilheteira do CCC e trocar o jornal pelo bilhete-duplo.

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  • Requalificação das arribas da Foz do Arelho termina em inícios de Maio

    Requalificação das arribas da Foz do Arelho termina em inícios de Maio

    Notícias das CaldasA intervenção nas arribas da Foz do Arelho, que inclui a sua requalificação e conservação deverá estar terminada em inícios de Maio. O projecto, elaborado pela arquitecta Nadia Schilling, desenvolvido pela autarquia caldense em conjunto com a ARH – Tejo (Administração da Região Hidrográfica), foi adjudicado à empresa Asibel pelo valor de 836,7 mil euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários.
    Os percursos pedestres já existentes nas arribas foram ligados entre si através de passadiços de madeira e existem miradouros com algum mobiliário onde os visitantes podem contemplar a paisagem.
    Neste momento falta colocar as guardas nos passadiços, que o vereador Hugo Oliveira prevê que venha a ocorrer na próxima semana. Até porque, com o bom tempo que se tem feito sentir, muitas são as pessoas que aproveitam para visitar o local e circular pelos percursos, alguns deles neste momento bastante perigosos.
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    O vereador lembra que há sinalização no local a impedir o acesso, no entanto esta não é respeitada. “Houve alguns pormenores a definir, nomeadamente o facto das barras terem que estar seguras e não poderem cortar a vista da paisagem, o que demorou mais algum tempo”, explicou à Gazeta das Caldas.
    Com estes passadiços em madeira pretende-se criar a “ligação entre os vários espaços e encontrar entre os vários miradouros condições para que as pessoas possam contemplar o mar e tirar alguma sobrecarga de estacionamento sobre as arribas”, explicou Hugo Oliveira. O autarca adiantou ainda que será colocada vegetação autóctone e placas identificativas do percurso.
    Uma das criticas que tem sido feita a esta intervenção é o facto de ter muitos degraus e não permitir a passagem de pessoas com mobilidade reduzida. Hugo Oliveira conhece essas críticas e afirma que têm que adaptar os projectos aos espaços existentes e que as arribas apresentam desníveis que não permitem colocar rampas, acrescentando que já falou com pessoas de mobilidade reduzida que lhe confirmaram isso mesmo.
    No entanto, refere que é garantido a todos o acesso aos miradouros, bem como o passeio até à praia. “São condicionantes do espaço em si, mas pretendemos que seja muito utilizado, que as pessoas possam circular, possam ver a paisagem e praticar exercício físico”, realçou o autarca.
    Junto à estrada haverá também um passeio e uma ciclovia, onde se vai começar a colocar o piso.
    Este projecto era uma aspiração da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, nomeadamente no que se refere à requalificação dos miradouros que estavam “completamente abandonados, tendo chegado a cair carros pelas arribas abaixo”, contou o presidente da Junta, Fernando Horta.
    Há cerca de oito anos, a Junta contratou um arquitecto estagiário que começou a planear a revitalização de toda a zona das arribas, Avenida do Mar e do Cais.
    Fernando Horta acredita que a intervenção que está em curso irá valorizar a zona e será um motivo de atracção para as pessoas que visitam a Foz. Para além disso, permite “disciplinar o uso da arriba e protegê-la, uma vez que o escoamento de águas foi corrigido”, explicou.
    O elevado número de pessoas que já utiliza os passadiços ainda com a obra incompleta é visto pelo autarca como um sinal de que esta “é desejada e deverá ser muito utilizada”.
    O único senão é que a obra foi pensada em conjunto com a requalificação da Avenida e do Cais, mas acaba por ser a primeira a ser concretizada, uma vez que o incêndio nos bares, em Agosto de 2010, levou a que os projectos tivessem que ser reformulados e depois “correr toda a via sacra” das aprovações.

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  • A cozinha moderna de Ricardo Simões

    A cozinha moderna de Ricardo Simões

    Notícias das Caldas Cozinha moderna foi o tema do lisboeta Ricardo Simões, 19 anos, para o menu que apresentou no passado dia 12 na iniciativa Cozinha de Autor, da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO).
    Ricardo Simões fez um excelente trabalho. Um menu de seis elementos, quatro deles frios, marcado pela frescura e leveza primaveris, utilizando técnicas e sabores da cozinha moderna fundidos com outros sabores da tradição portuguesa, requintada ainda com toques da cozinha internacional.
    Pratos bem confeccionados, mas acima de tudo bem pensados, de sabores e aromas ricos, diversificados, muito bem conjugados.
    O finalista do curso de Cozinha e Pastelaria da EHTO disse ter-se inspirado na Primavera, prevalecendo por isso os frios, e considera ter conseguido um conjunto equilibrado.
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    A refeição começou com um shot de Gaspacho com Ar de Pepino. Fresco e com um ligeiro toque de acidez. Seguiu uma Desconstrução de Açorda Alentejana, a tradição cruzada com modernidade, num prato cheio de aromas do Alentejo. Depois Magret de Pato Fumado com Salada Mista, Azeitona e Vinagrete de Mel e Noz. Um prato frio, leve, conjugando a acidez da azeitona e a doçura do mel numa explosão de sabores.
    A refeição continuou com novo prato frio, uma Terrina de Peixe e Marisco, Salada de Batata Nova e Espuma de Molho Holandês com Endro. De volta aos quentes com um Carré de Borrego Recheado – com grelos –, Puré de Maçã e Torre de Batata Doce Frita. Um prato muito bem conseguido, com a principal surpresa a residir na batata doce, muito pouco utilizada nos pratos salgados no nosso país, mas muito divulgada no estrangeiro.
    A ementa fechou com um agradável Crumble de Pêra Rocha do Oeste, Macarrone de Frutos Vermelhos, COulis de Canela, Gelado de Hortelã e Ar de Limão.
    Na sala de refeições estavam clientes especiais, o avô e a mãe, Manuela. Habituada à criatividade do filho, considerou a ementa “arrojada”, o que a deixou com algum receio, mas no final tudo se conjugou da melhor forma.
    Manuela conta que o filho começou muito cedo a manifestar curiosidade pela cozinha, começando por volta dos cinco anos a preparar coisas que não envolvessem fogo, e cerca de três anos depois a preparar pratos quentes. “Teve sempre uma preocupação muito grande com os elementos visuais e com os paladares”, completou.
    As técnicas utilizadas e os sabores e pontos de cozedura atingidos mostram a qualidade e o talento de um jovem cozinheiro que tem futuro nesta arte. Ricardo Simões confia nas suas capacidades e espera sair do curso, dentro de um par de meses, com um emprego que lhe permita continuar a sua aprendizagem, se possível perto de casa, no restaurante Assinatura ou no Bica do Sapato. É um nome a seguir.

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  • Óbidos já possui Juventude Popular

    Óbidos já possui Juventude Popular

    Notícias das Caldas Ruben Alves, residente no Arelho, é o presidente da Juventude Popular  (JP) de Óbidos, estrutura que foi agora criada no concelho. O jovem estudante de 20 anos foi eleito no passado dia 6 de Abril, juntamente com uma equipa que promete “revolucionar e inovar o concelho de Óbidos”, disse.
    À Gazeta das Caldas Ruben Alves explicou que decidiu ingressar na JP pelos seus “ideais, forma de agir  e união de grupo”. Entre os projectos a implementar no concelho estão a vontade de dar a voz aos jovens e momentos para brilharem, assim como estar “mais perto deles, conseguindo assim satisfazer as suas necessidades, dar-lhe actividades e  conhecimento e informação necessária sobre presente e um futuro melhor”.
    A comissão política conta também com a participação de João Patrício (vice-presidente), Joana Patrício (secretária) e Felipe Correia e André Ferreira (vogais). A mesa do plenário é composta por Patrícia Mateus (presidente da mesa de voto), Cheila Mateus (vice-presidente) e Samuel Teixeira (secretário).

  • Ex-alunas da ESAD dinamizam projectos culturais nas Caldas da Rainha

    Ex-alunas da ESAD dinamizam projectos culturais nas Caldas da Rainha

    Duas ex-alunas da ESAD, do curso de Teatro, estão a desenvolver dois projectos nas Caldas da Rainha no qual pretendem pôr em prática a sua formação e ao mesmo tempo contribuir para a vida cultural dos caldenses. Já arrancaram as aulas de teatro nas colectividades do concelho e os ateliers temáticos para crianças no Parque D. Carlos I começam amanhã de manhã, 20 de Abril.

    As duas amigas, Sofia Seno (das Caldas) e Goreti Mourão (de Tomar) terminaram a licenciatura em 2011 e 2010, respectivamente, e depois de estagiarem em Lisboa resolveram voltar para as Caldas para desenvolver os seus próprios projectos. “Nós queremos criar o nosso próprio trabalho, embora não seja um emprego convencional com ordenado fixo e horário de trabalho”, referiu Goreti Mourão, assumindo-se as duas como empreendedoras da área da cultura.
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    O Cirurgião Amarelo foi a primeira colaboração criativa das duas colegas, a partir do qual desenvolvem trabalhos de performance, teatro e instalação. Em Novembro apresentaram no Festival Bons Sons, em Tomar, a peça “See you later Alligator”, no qual abordam “o conflito do artista e a busca da perfeição, a busca da obra e a constante negação da mesma”.
    A 2 de Fevereiro convidaram uma colega de curso, Jéssica Ascenso, para realizar uma performance e instalação na loja “A Papoila”, na rua Cova da Onça. Com o nome “Sítios Partilhados”, a instalação consiste na apresentação de um objecto artístico num espaço não-convencional.
    Ao centralizarem a sua acção nas Caldas da Rainha estão também a devolver aquilo que a cidade lhe proporcionou enquanto estudantes na ESAD. “Se tirarmos aqui o curso e fugirmos para outro lado qualquer, parece que o nosso trabalho fica incompleto”, comentou Sofia Seno.
    Amanhã, 20 de Abril, vão ter início os ateliers temáticos para crianças, dos seis aos 12 anos, na Casa dos Barcos do Parque D. Carlos I, numa parceria com o Museu do Hospital e das Caldas.
    Este mês o tema dos ateliers é o Som e o Movimento, estando previsto para amanhã, entre as 10h00 e as 12h30, um atelier sobre a exploração do espaço, do corpo e do movimento. Para 27 de Abril os temas a abordar são a música e a dança.

    Teatro nas aldeias

    Desde Março, Sofia Seno e Goreti Mourão estão também a realizar uma série de aulas experimentais de teatro em colectividades do concelho, abertas a toda a população interessada com idades entre os seis e os 80 anos.
    Campo e Foz do Arelho foram as primeiras localidades a receber estas sessões, mas já foram feitos contactos com várias colectividades fora da cidade. A intenção é que em cada local haja uma turma para crianças, dos seis aos 12 anos, e outra para jovens e adultos.
    As mentoras deste projecto pretendem dar continuidade às aulas de modo a reunir grupos nas várias freguesias do concelho que possam fazer actividades regulares nesta área.
    Nestas aulas pretendem-se obter vários resultados com os participantes, entre eles a melhoria na habilidade da fala, da escrita e da comunicação, mas também ajudar as pessoas a superarem a timidez e os problemas com a auto-estima. As duas colegas defendem ainda que este projecto irá favorecer o surgimento de novas amizades, estimular e exercitar a memória, ao mesmo tempo que diminui o stress do dia-a-dia. O projecto também procura desencadear a descoberta de novos dons artísticos e profissionais.
    Sofia Seno e Goreti Mourão vão dar formação na área da interpretação, mas também querem “puxar pelo lado criativo das pessoas”, como explicaram à Gazeta das Caldas. “Nós acreditamos que o teatro pode chegar a toda a gente e de várias formas. Queremos criar a partir daquilo que as pessoas nos podem dar”, referiu Sofia Seno. No futuro o trabalho que for feito será apresentado publicamente e os vários grupos poderão também interagir entre eles.
    “Não queremos que a arte fique confinada apenas a algumas pessoas e daí surgiu a nossa ideia de dar aulas nas associações”, adiantou. Por outro lado, querem também aprender com os outros. “Quem faz arte tende a fechar-se num círculo muito fechado e, por vezes, esquecemo-nos que o teatro e a arte têm de ser para toda a gente”, consideram.
    Sofia Seno e Goreti Mourão são fãs das Caldas da Rainha como cidade com grande potencial artístico, não só pela sua tradição, mas também pela presença dos alunos da ESAD e os vários projecto que se desenvolvem. Habitualmente procuram participar nas actividades culturais caldenses e elogiam a forma como o CCC tem conseguido trazer às Caldas espectáculos que antes seriam impossíveis de serem apresentados nesta cidade.

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  • Histórias da guerra em África contadas na primeira pessoa nas Gaeiras

    Histórias da guerra em África contadas na primeira pessoa nas Gaeiras

    Notícias das Caldas Cerca de 40 homens das Gaeiras combateram em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, entre os anos 1961 e 1975. Alguns deles partilharam as suas histórias da Guerra Colonial no passado dia 7 de Abril, nas Gaeiras, no âmbito da exposição “Ultramar – Dever ou Obrigação?”, organizada pelo Jovens Voluntários de Gaeiras (JVG) .
    Durante mais de duas horas ouviram-se relatos de quem esteve no confronto, sofreu sequelas e perdeu amigos,  mas conseguiu sobreviver a uma guerra que no total originou cerca de 8300 mortos e 140 mil traumatizados.

    José Pereira regressou da Guiné para a sua terra natal, Gaeiras, a 15 de Agosto de 1965. Era dia de feira nas Caldas e o jovem militar quis ir conviver e reencontrar velhos amigos. No entanto, quando se aproximou da parte dos divertimentos e ouviu tiros, atirou-se imediatamente para o chão obedecendo ao seu instinto de resposta a uma emboscada. Traumas de guerra, como o deste ex-combatente, foram partilhados por outros homens, que viveram a sua juventude na guerra em África e trouxeram marcas para toda a vida.
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    António Freitas, também natural das Gaeiras, esteve na Guiné entre 1967 e 1969 e garante que regressou a ver a vida de outra forma. Com apenas 22 anos e com uma filha bebé, embarcou num cargueiro carregado de munições. Daqueles tempos não guarda boas recordações e pediu aos jovens que evitem todas as situações que possam potenciar a guerra.
    O ex-combatente diz ser “inaceitável” que os sucessivos governos não tenham ainda trasladado os corpos dos seus camaradas que lá caíram, muitos dos quais estão identificados e localizados.
    “Quem os levou [o Estado português] tem a obrigação de os trazer”, disse. António Freitas recordou ainda que na altura muitos portugueses, graças à censura que havia no regime, não sabiam a realidade do que se passava em África e destacou o movimento dos Capitães, como sendo uma peça fundamental para a ruptura com a politica colonial do regime de Salazar.
    A combater na Guiné na mesma altura que António Freitas, esteve Diamantino Ferreira, que recordou com emoção os 21 meses que lá passou. Destacou a importância dos encontros de ex-combatentes que se fazem por todo o país e considera que o poder político e a sociedade nunca lhes prestou a devida homenagem.
    O gaeirense andou no mato e teve que “picar” estradas infestadas de minas disse, recordando que muitos dos seus camaradas regressaram a Portugal sem pernas ou braços, outros cegos e, muitos deles continuam nos hospitais.
    À tensão do conflito juntavam-se as difíceis condições de subsistência e a falta de notícias de casa. “Tinha que lutar contra os mosquitos e a falta de entrega do correio, que era a coisa mais importante para nós”, disse, recordando que, por vezes, quando os aviões não podiam aterrar devido às más condições da pista, mandavam do ar os sacos com as cartas, para assim terem notícias da sua terra.
    Eduardo Silva foi mobilizado para Moçambique quando pensava que já não teria que partir para o ultramar. Acabou por ir comandar um pelotão de africanos, em que a maioria não sabia falar português obrigando-o a aprender os seus dialectos.  Recorda que os jovens não estavam preparados para ir para a guerra e ressalva que os conflitos que viveram em Moçambique e Angola não eram comparáveis aos da Guiné, onde a violência foi maior.
    Mas o actual presidente da Junta de Freguesia das Gaeiras também encontrou alguns aspectos positivos nesta mobilização para África pois isso permitiu aos jovens conhecer novas terras. No navio Vera Cruz, um dos muitos que na altura fazia a rota das colónias, percorreu toda a costa africana. Foi também na tropa que muitos jovens portugueses de então aprenderam a usar a faca e o garfo e hábitos de higiene.

    UMA JUVENTUDE ANIQUILADA

    Na segunda fase da sua missão foi para o serviço de Saúde, em Nampula, onde fazia o registo das amputações. “Fez-me abrir muito os olhos e ver que se estava a aniquilar ali uma juventude”, contou, acrescentando que houve muitos soldados que não chegaram a conhecer os seus filhos e outros perderam os seus irmãos.
    Também presente no colóquio, Natália Silva deu o testemunho que quem viveu a guerra sem sair do país, pois namorava com Eduardo Silva quando este foi mobilizado. “Foram dois anos muito duros”, recordou, acrescentando que as namoradas faziam uma vida quase de luto, em que não frequentavam bailes nem festas.
    Também o correio era esperado, diariamente, com impaciência e, na maior parte dos casos, a chegada sã e salva dos soldados a casa era comemorada com uma peregrinação a pé a Fátima.
    Nas Gaeira  também era costume que os militares que regressavam a casa assegurassem a festa da padroeira da terra, Nossa Senhora da Ajuda.
    Nos antigos Armazéns do Vinho podem ser vistas muitas imagens e objectos pessoais dos ex-combatentes, que integram a exposição Ultramar – Dever ou Obrigação?”. Esta mostra está patente até ao dia 27 de Abril. Pode ser visitada às sextas, sábados e domingos, das 10h00 às 22h00. Às sextas-feiras, a mostra está disponível para possíveis visitas de escolas.

    Desenvolver a cooperação e a solidariedade

    O Grupo de Jovens Gaeirenses (JVG) assinalou no passado dia 4 de Abril o seu primeiro aniversário. O presidente da associação, Ricardo Duque, destacou que esta tem procurado demarcar-se pelo seu “espírito de união, força, responsabilidade, cooperação e dinamização de uma terra que tem um capital jovem riquíssimo e que tem que ser aproveitado”.
    Entre os seus objectivos estão o desenvolvimento da cooperação e solidariedade, assente em iniciativas relativas à problemática da juventude, nas suas vertentes de intervenção cívica, cultural e recreativa, desportiva, social e ambiental.
    No último ano, entre outras actividades, os jovens organizaram os santos populares, a festa em honra de Nossa Senhora da Ajuda, um workshop sobre “maternidade e vinculação” e participaram na semana de voluntariado das escolas de Óbidos.
    Ricardo Duque destacou o apoio da Junta de Freguesia das Gaeiras, assim como de diversos cidadãos e entidades, que colaboraram para o desenvolvimento do grupo, e realçou que as associações devem funcionar, cada vez mais, numa lógica de cooperação.

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  • Cerâmica de Leonel Cardoso em destaque no Museu de Cerâmica

    Cerâmica de Leonel Cardoso em destaque no Museu de Cerâmica

    Notícias das CaldasEstá patente no Museu de Cerâmica uma exposição de obras do caldense Leonel Cardoso, nascido em 1898 e que apesar de ter trabalhado na Alfândega conseguia tempo para se dedicar a várias vertentes artísticas, entre elas a cerâmica.
    Da exposição, que poderá ser apreciada até 12 de Maio, estão reunidas várias tipos de peças de cerâmica daquele autor e que foram reproduzidas pelas Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro, na Fábrica Belo, nas Caldas da Rainha e também noutras unidades como na Fábrica de Sacavém.
    Entre as obras da exposição há várias figuras que “retratam trajes e profissões de todas as regiões portuguesas que o meu pai fez para a fábrica de Sacavém e que as pessoas gostavam de coleccionar”, disse Zita Sottomayor, filha de Leonel Cardoso enquanto fazia uma visita guiada pela mostra. Zita Sottomayor recordou ainda que o Museu de Cerâmica, sob a direcção de Nicole Balu Loureiro, já realizou uma grande exposição sobre a obra do seu pai, em finais dos anos oitenta.
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    Agora podem ser vistas obras da colecção do museu e também da família daquele multifacetado criador.
    Entre as várias obras presentes há algumas onde Leonel Cardoso caracterizou personagens de outros artistas como, por exemplo, do Fado e dos Bêbados de José Malhoa, dando assim “vida cerâmica tridimensional” às figuras. Há ainda uma peça muito curiosa, dedicada aos adeptos do futebol, com uma águia em cima de um leão e  que pode ser colocada em posição inversa, consoante se seja adepto do Benfica ou do Sporting.
    A vinda da Rainha Isabel II a Portugal fez com que Leonel Cardoso se inspirasse e produzisse uma peça onde John Bull (personagem que representa Inglaterra) surge de braço dado com o Zé Povinho. Figuras do cinema como Sophia Loren também foram homenageadas, assim como há peças inspiradas em temas tauromáquicos.
    Leonel Cardoso escrevia prosa e poesia, dedicava-se às caricaturas, à medalhística, às artes plásticas e à cerâmica. Era formado em Económicas e trabalhou na alfandega do Porto e de Lisboa, tendo mantido desde sempre uma forte ligação com a sua terra natal.
    Para a vereadora Maria da Conceição Pereira, este caldense “teve uma intervenção cívica notável e mesmo não sendo um artista de profissão, tinha uma grande  paixão pela sua terra e pela cerâmica”. Para aquela responsável, o autor tinha um espírito “alegre e folgazão, próprio de quem gostava de levar a vida de forma desafiante. Situava-se na linha de Bordalo Pinheiro pois olhava o mundo, criticando-o e sorrindo”, rematou.
    Matilde Coto, directora do Museu de Cerâmica, esta exposição “é uma oportunidade para conhecer as peças deste autor que a colecção do museu possui”. A responsável ainda referiu que Leonel Cardoso participou no primeiro Salão dos Humoristas “mostrando peças sobre a tradição portuguesa, temática que na época foi muito produzida e divulgada”.
    A directora salientou o facto de estar presente nesta mostra o presépio multirracial de Leonel Cardoso, uma obra única que data do início dos anos 70 e que foi adquirida há 40 anos para o Museu Malhoa.
    Esta exposição poderá ser vista, no Museu de Cerâmica, até 12 de Maio.

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  • Ditadura, 25 de abril e Democracia

    Ditadura, 25 de abril e Democracia

     

    Notícias das caldas
    Júlia Coutinho

    Um texto de Alice Freitas (1925-2013)

    Pudesse eu, à maneira do O’Neil, inventariar em poesia e diria, assim, do sentido negativo do longo tempo da opressão e, por outro lado, da face positiva, da claridade do Revolução. E do que se seguiu.
    Não podendo fazê-lo, opto, pelo tempo e pelo espaço disponíveis, por uma espécie de simples nota inventariante, ou quase.
    Primeiro, a longa noite anterior ã Revolução dos Cravos:
    – O país cinzento, sombrio apesar do sol, calado e triste. Vidas condicionadas, silenciosas e silenciadas, sem horizontes que não os da escassez, da emigração, das prisões e da guerra.
    – Proibidas quaisquer reuniões, espectáculos, filmes, sessões culturais, passeios, saídas ao estrangeiro.
    – Proibido falar, pensar, discordar. reagir de acordo com a vontade e sensibilidade de cada um.
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    – Condenação, proibição e apreensão de obras literárias, de peças de teatro, de obras de arte e de tudo o que pudesse possibilitar informação, instrução, desenvolvimento, cultura, a realização da felicidade, simples e breve que fosse, individual ou colectiva.
    – Dir-se-ia um pesadelo. Era a sombria realidade.

    E havia mais:
    – Os julgamentos no Tribunal Plenário da Boa-Hora (?!), em Lisboa, os patentes abusos e excessos, o sono simulado e a má educação dos juízes. A agressão aos presos no próprio Tribunal, a sala cheia com guardas e agentes da PIDE, para que não coubessem familiares e amigos.
    – A invasão da propriedade privada, de madrugada, as perseguições por crimes de opinião, a exclusão de democratas dos cadernos eleitorais e a inclusão, nos mesmos, de eleitores já falecidos.
    Depois, a manhã libertadora do 25 de Abril:
    – O povo na rua, festejando a liberdade, a alegria contagiante dos presos e corações libertos, a festa plena e transbordante que a todos, ou quase, envolveu de felicidade.
    A festa!
    – Tempos se seguiram, dissidências, inflexões, divisões, eleições, alternativas, recuos, avanços, acomodações. Dividiram-se as opiniões. Cresceram as dissenções, pioraram condições. Nem sempre há oportunidade para todos:
    Quem só pense em servir-se é de todos os tempos … Havia e há falta de emprego.
    O Alentejo despovoa-se, parece definhar nos mais idosos, mas resiste. Bom, mas vai haver Alqueva!
    Que venha, finalmente, pode ser uma festa e um alento.
    O mar tem fluxos e refluxos. O tempo também. Assim a História tem os seus avanços e recuos, intercalados, inesperados, mas não paro. A esperança não morre e quem luta pelo que é justo não se cansa.
    “Alma até Almeida” diz o provérbio que é sabedoria popular.
    A hora não é de fraquezas e desfalecimento: Força de ânimo, participação e alento!
    Então,
    Viva o 25 de Abril que nos libertou e nos deu voz.
    Vivam os Capitães e Abril!
    Viva Portugal!

    Para as novas gerações. para os nossos filhos e netos, para os vindouros – um voto expresso:

    A vida inteira de olmo e coração, “e um cravo de futuro em cada mão!”

    Alice Maldonado Freitas

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  • A Gazeta das Caldas está há procura de caldenses nascidos a 15 de Maio

    A Gazeta das Caldas está há procura de caldenses nascidos a 15 de Maio

    Notícias das Caldas Gazeta das Caldas está há procura de caldenses nascidos a 15 de Maio. Contacte-nos por mensagem do facebook, email (gazeta@gazetadascaldas.pt) ou pelos números de telefone 927949746 e 961383499
  • Ministério das Finanças impõe entrega do Hospital Termal à Câmara

    Ministério das Finanças impõe entrega do Hospital Termal à Câmara

    Notícias das Caldas O Centro Hospitalar do Oeste enviou à Câmara das Caldas uma proposta de cedência de utilização, a título precário, dos imóveis Hospital Termal Rainha D. Leonor e Novo Balneário à autarquia por 25 anos.
    A minuta do protocolo de cedência, por parte da Secretaria de Estado do Tesouro, será agora discutida em reunião de Câmara e na Assembleia Municipal, que se reúne a 16 de Abril.
    A minuta refere que nestes imóveis “o CHO apenas mantinha instalado e em funcionamento o respectivo serviço de medicina física e de reabilitação, cuja transferência para outras instalações já se encontra em curso”.
    O documento refere ainda que os dois edifícios, em especial o Hospital Termal, necessitam de obras de reparação, a nível estrutural, “que exigem investimentos avultados”.
    O CHO considera que a autarquia caldense é a entidade que “melhor poderá promover a reparação e conservação daqueles imóveis”.
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    A cedência, a ser aceite, atribui à Câmara os poderes de administração, gestão e manutenção do Hospital e do Novo Balneário, excluindo os poderes de exploração da concessão da água termal.
    A minuta prevê a utilização destes edifícios por parte de terceiros, desde que exista autorização por parte da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).
    A autarquia ficará obrigada a realizar obras de conservação da estrutura existente, aplicação de isolamento térmico, tratamento de colocação de caleiras envolventes e impermeabilização dos pátios do Hospital Termal. Todas as obras a realizar terão que ser também autorizadas pela DGTF.
    Segundo o presidente da Câmara das Caldas, Fernando Costa, esta proposta é ainda uma base de trabalho. O autarca diz que quer primeiro garantir que o município poderá aceder a fundos comunitários para as obras que são necessárias realizar.
    Paralelamente continuam a decorrer as conversações entre o CHON, a DGTF e a Câmara das Caldas sobre a cedência de exploração do Parque D. Carlos I e da Mata Rainha D. Leonor.
    No Verão de 2012 o então Centro Hospitalar Oeste Norte enviou à Câmara uma proposta de protocolo nesse sentido, que Fernando Costa considera “muito insípida”. Apesar de serem duas propostas de protocolo de cedência diferentes, “no fundo estamos a tratar de tudo em conjunto”, disse.
    A 1 de Abril o presidente do CHO, Carlos Sá, e Fernando Costa reuniram com um responsável da DGTF para discutir este assunto. O presidente da Câmara quer também ser recebido pelo ministro da Saúde ou por um dos seus secretários de Estado para abordar também esta questão. Uma reunião em que faz questão de estarem representados os membros da Assembleia Municipal.

    Hospital Termal continua encerrado
    O Hospital Termal vai continuar encerrado pelo menos durante mais um mês, depois das últimas análises à água terem revelado a presença de organismos mesófilos.
    Na segunda-feira passada, 8 de Abril, havia a esperança de que este reabrisse ainda durante esta semana, tendo em conta que houve duas análises negativas em relação à presença de bactérias, mas ao final da tarde chegou a má notícia: apesar de não aparecer a legionella, que levou ao encerramento a 6 de Março, foram detectados organismos mesófilos em quantidades superiores ao mínimo permitido.
    A presença excessiva destas bactérias pode levar à multiplicação de microorganismos patogénicos até valores que podem provocar doenças no homem. As termas só serão reabertas quando se conseguir estabilizar o número de mesófilos dentro dos parâmetros aceitáveis.
    O mesmo já tinha acontecido o ano passado, quando o Hospital Termal fechou primeiro por causa da legionella e depois manteve-se encerrado até Janeiro deste ano, devido à presença de organismos mesófilos.
    Questionado pela Gazeta das Caldas, Fernando Costa disse que a Câmara das Caldas poderia estar disponível para comparticipar as obras necessárias para evitar novas contaminações da água termal.
    Embora tenha começado por dizer que a autarquia pretende é investir na componente nacional de projectos que venham a ser apoiados por fundos comunitários, acabou por admitir ao nosso jornal a possibilidade de contribuir financeiramente para alguma obra que seja considerada indispensável “mas teria de colocar o assunto na reunião de Câmara e na Assembleia, não vou tomar a decisão sozinho”.

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  • Comissão de Utentes Juntos pelo Nosso Hospital tem novos elementos

    Comissão de Utentes Juntos pelo Nosso Hospital tem novos elementos

    Notícias das Caldas A Comissão de Utentes “Juntos pelo Nosso Hospital” editou um fascículo com o relatório final do congresso que realizou em Janeiro sobre a saúde na região Oeste, em que são apresentadas as suas conclusões e algumas das intervenções realizadas.
    O relatório, do qual foram impressos 300 exemplares, foi apresentado pela primeira vez a 5 de Abril na assembleia que a comissão realizou no auditório municipal, altura em que houve também uma renovação dos seus elementos. O arquitecto Jaime Neto, que já fazia parte da composição anterior, substituiu o médico António Curado enquanto coordenador e porta-voz do movimento.
    Coube ainda a António Curado fazer o balanço do primeiro ano de actividades da comissão, mostrando-se convicto de que o actual cenário da reorganização hospitalar no Oeste só não é pior devido à luta entretanto encetada.
    “Conseguimos dar um contributo de forma a que as coisas não fossem mais gravosas ainda”, referiu o médico.
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    Com a saída e entrada de cinco elementos, a comissão passou a ser constituída Ana Martins, Paulo Vaz, António Curado, Teresa Mendes, Filomena Cabeça, Manuela Silveira, João Frade, Jaime Neto, Nicola Henriques, Joaquim Urbano, Lopes Botelho e Ana Rebelo.

    Caldas com Maternidade e Torres Vedras com Ortopedia

    Segundo António Curado, que teve o cuidado de salientar que é também médico no Centro Hospitalar do Oeste mas que falava apenas como membro da comissão, está prevista a saída do serviço de Ortopedia do Hospital das Caldas para Torres Vedras. “Alguém que parta uma perna nas Caldas, vai ser atendido aqui, mas no dia seguinte vai ter que ser transportado para Torres Vedras para ser operado”, exemplificou.
    Por outro lado, o serviço de Obstetrícia e Ginecologia (maternidade) e a Pediatria passam a existir apenas no Hospital das Caldas.
    O internamento do Hospital de Peniche passa de 20 para 12 camas. A Urgência será transformada num Serviço de Atendimento Permanente, entregue aos Cuidados Primários.
    “A diminuição de número de camas na região pode trazer consequências muito graves para os cuidados hospitalares no Oeste”, alertou António Curado, comentando que os dois hospitais, de Caldas e Torres Vedras, distam 50 quilómetros entre si.
    Na sua opinião, o que deveria ter sido pensado seria a construção de um hospital novo que servisse toda a região. “O que tem faltado nesta cidade nos últimos anos é pôr os olhos no futuro. Só se pensa no imediato, no 15 de Maio”, afirmou, numa alusão ao imediatismo das inaugurações no Dia da Cidade.
    António Curado perguntou também “onde estiveram as forças políticas locais para que tivéssemos um novo hospital no Oeste, como aconteceu noutros hospitais da região?”
    A médica Ana Paula Branco também salientou que o Hospital das Caldas foi mal construído “e em cima das águas termais”, fazendo todo o sentido que se construa uma nova unidade e não investir no seu alargamento. “Qualquer dia não vai haver dinheiro para termos duas urgências para funcionar, nas Caldas e em Torres”, disse. Se se tiver que tomar uma decisão de fechar uma delas, Caldas da Rainha poderá ficar a perder porque vai deixar de ter serviços estruturantes.
    O antigo administrador do Centro Hospitalar das Caldas, Jorge Varanda, diz que teria sido mais lógico que Torres Vedras se tivesse juntado ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e que o hospital caldense assumisse a sua centralidade na região, em conjunto com Alcobaça. “Caldas da Rainha está a servir de muleta para a sobrevivência do Hospital de Torres”, disse, considerando que os caldenses não estão conscientes do que está a acontecer. “Até já fui contactado pelo lado de Torres Vedras para que reduzisse a minha intervenção neste processo”, denunciou.
    PS quer demissão de Carlos Sá

    Depois de uma crítica do deputado municipal do PCP, Vítor Fernandes, ao presidente do CHO, Carlos Sá, em relação ao facto de ter explicações diferentes de reunião para reunião, a presidente do PS das Caldas, Catarina Paramos, defendeu a demissão do Conselho de Administração desta instituição recentemente criada. “O interlocutor com o Ministério da Saúde é este Conselho de Administração que defende posições num sentido completamente inverso ao que nós defendemos. Assim não vamos a lugar nenhum”, afirmou.
    Paulo Freitas, coordenador do BE das Caldas revelou ter tido informações de que tem faltado material no Hospital das Caldas. “Há também equipamentos que avariam e demoram a ser repostos. O elevador do Hospital Termal também está avariado há 15 dias”, indicou. Na sua opinião, “estamos perante uma bomba-relógio” perante a agravação da má situação das condições dos recursos materiais e humanos. “A comissão e a população das Caldas tem que exigir a demissão imediata deste conselho de administração”, concluiu.
    Em relação ao Hospital Termal houve menos tempo de discussão, tendo em conta o impasse que actualmente se vive em relação ao seu futuro. O vereador Tinta Ferreira anunciou nessa altura, em primeira mão, a visita de responsáveis da Fundação Inatel, que viria a acontecer na segunda-feira seguinte.
    O autarca disse estar muito preocupado actual estado do Hospital Termal e o seu património, salientando que é “decisivo que este reabra” o mais rápido possível.
    Vítor Dinis anunciou que os proponentes do abaixo-assinado contra a privatização do Hospital Termal vão realizar, no início de Maio, um debate sobre este tema, para o qual contam com a presença do ministro da Saúde e outros responsáveis.

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  • Fernando Costa quer Inatel a explorar as termas e admite que o Hospital Termal fique fora do Serviço Nacional de Saúde

    Fernando Costa quer Inatel a explorar as termas e admite que o Hospital Termal fique fora do Serviço Nacional de Saúde

    Notícias das CaldasO presidente da Fundação Inatel, Fernando Ribeiro Mendes, esteve nas Caldas da Rainha na passada segunda-feira, 8 de Abril, para visitar o Hospital Termal e o Parque D. Carlos I, a convite do CHO e da Câmara das Caldas.
    Acompanhado do vice-presidente do Inatel, José da Costa Soares, e do vogal do conselho de administração, Álvaro Sousa Carneiro, o presidente da fundação almoçou com Fernando Costa e Carlos Sá, presidente do CHO.
    Este primeiro contacto com o destina-se a estudar a possibilidade desta fundação poder vir a explorar um hotel termal nos Pavilhões do Parque. Mas como a Inatel explora duas termas em Portugal (em Manteias e em Entre-os-Rios) surgiu também a ideia de vir a estabelecer uma parceria com a Câmara das Caldas. “O Inatel tem uma grande experiência em gestão hoteleira e de termas”, salientou Fernando Ribeiro Mendes.[shc_shortcode class=”shc_mybox”]

    O encontro terá sido preparado pelos responsáveis do CHO e da Direcção-Geral do Tesouro e Finanças, mas o convite para a visita às Caldas partiu do presidente da Câmara.
    Segundo Fernando Ribeiro Mendes, este foi apenas um primeiro encontro “para uma troca de impressões muito inicial”. O administrador diz que o “o Hospital Termal das Caldas é “um activo, do ponto de vista económico incomparável, mas que não está a ser devidamente explorado do ponto de vista comercial”, referiu.
    O responsável não escondeu que o Inatel tem alguns constrangimentos financeiros, com vários cortes nos últimos anos nas verbas atribuídas pelo Estado. Daí que uma eventual colaboração da fundação só possa ocorrer apenas depois de realizadas as obras previstas para a reabilitação do Hospital Termal e dos Pavilhões do Parque.
    O presidente da Câmara vê com bons olhos que seja uma entidade como o Inatel a ser o parceiro da autarquia na gestão do Hospital Termal e do seu património, com a vantagem de esta fundação já possuir um centro de férias na Foz do Arelho.

    “A Câmara sabe tapar buracos, fazer estradas e fazer obras”

    Fernando Costa diz quer encontrar um parceiro para a gestão das termas caldenses. “A Câmara não tem vocação para isso, seria um erro. A Câmara sabe tapar buracos, fazer estradas e fazer obras”, disse o autarca, que entende que a exploração do Hospital Termal deve ser privada.
    Por isso até admite que o Hospital Termal deixe de fazer parte do Serviço Nacional de Saúde. “Até pode haver aspectos positivos em deixar de fazer parte do SNS, para não ter estes constrangimentos que tem tido ao longo destes anos”, considera.
    No entanto, defende que continue a existir uma ligação do SNS que poderá continuar “a enviar para aqui alguns doentes ou que passe a ser cliente da nova entidade”.
    Para Fernando Costa, ainda não está definido nenhum modelo e todas as possibilidades estão em aberto, inclusive uma parceria com o Inatel. “O mais importante neste momento é termos um parceiro forte, com credibilidade, experiência e vontade de agarrar este projecto”, referiu.
    O edil caldense está disponível para que a Câmara das Caldas invista um milhão de euros, desde que essa verba faça parte de um projecto mais amplo com apoio de fundos comunitários.
    Na sua opinião, são necessários dois milhões de euros para recuperar o Hospital Termal e 10 a 15 milhões de euros para os Pavilhões do Parque.
    Fernando Ribeiro Mendes considerou ser uma boa ideia fazer um hotel termal nos Pavilhões do Parque, mas deixou claro que da parte da fundação não há possibilidade de fazer investimentos avultados.
    “Quando estiver ali um hotel feito, naturalmente que o Inatel terá interesse em explorá-lo, assim como muitas outras entidades”, adiantou Fernando Costa. No caso de não ser possível utilizar os Pavilhões do Parque para a área termal, o edil caldense também defende um projecto cultural, como um museu.
    O Inatel tem mais de 200 mil trabalhadores associados e desenvolve uma série de programas ao nível do turismo social e sénior, para além do termalismo e outros programas culturais e desportivos.

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  • Gazeta das Caldas recolhe opiniões sobre este momento de crise

    Gazeta das Caldas recolhe opiniões sobre este momento de crise

    Na passada semana a situação política em Portugal foi atravessada por uma série de acontecimentos, que aumentaram a imprevisibilidade dos próximos meses, especialmente em relação ao processo de recuperação económica e financeira, à concretização das medidas impostas pela troika e a um eventual processo que leve a novas eleições.
    Na quarta-feira o PS apresentou na Assembleia da República uma moção de censura, que viria a ser chumbada pela maioria, apesar de ser apoiada por toda a oposição.
    No dia seguinte, o ministro Miguel Relvas é obrigado a apresentar a demissão do governo invocando falta de força anímica, mas deixando transparecer que tal decisão se deveu ao envio para o Ministério Público do processo relacionado com a sua “fast-licenciatura”.
    Na sexta-feira foi tornada pública, ao cair da noite, a decisão do Tribunal Constitucional que chumba várias medidas de cortes no Orçamento de Estado, na sequência dos pedidos de inconstitucionalidade  apresentados pelo Presidente da República e por vários partidos e outras entidades.
    A partir daí desencadeia-se um novo processo de conflito político entre os vários agentes em confronto. Gazeta das Caldas fez uma recolha de opiniões entre alguns dos protagonistas políticos e sociais das Caldas da Rainha e Óbidos, com vista a medir a sua sensibilidade em relação aos acontecimentos nacionais.

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    1. Como avalia o chumbo de parte do Orçamento de Estado pelo TC? Que consequências adivinha?
    2. Qual a saída para a actual crise?
    3. Que comentário faz à demissão de Relvas? Acha que lhe será o retirado curso?

    Manuel Isaac, candidato do CDS-PP à Câmara das Caldas

    Notícias das Caldas“Nós vivemos num estado de emergência”
    1 – O governo sabia que o Tribunal Constitucional poderia considerar este Orçamento inconstitucional, já o outro o foi e este sabia-se que também poderia ser.
    Nós vivemos num estado de emergência. Não quiseram mudar a Constituição e nestas questões tem muita importância. Há uma dívida para pagar e quem a paga são os portugueses. Se não a pagam de uma maneira, têm de a pagar de outra. Se não sai do bolso de uns, sai do bolso de outros.
    Agora vão ter-se que encontrar outras medidas do mesmo valor. O primeiro-ministro já disse que teriam que ser feitos cortes nas despesas dos ministérios, mas eu não sei se vão ficar só por aqui.
    2 – Se eu tivesse a solução, convidavam-me para ser primeiro-ministro. Ninguém tem uma solução. A solução mais “à mão” é ter mais tempo para pagar a dívida e menos juros, qualquer devedor quer isso e qualquer credor não o aceita.
    Eu penso que é preferível fazermos sacrifícios durante dois ou três anos, com um Orçamento nosso e nas medidas que podemos tomar, e não mais tempo sob a alçada desta gente que nos empresta o dinheiro.
    Não vejo mais soluções, nem no actual governo, nem na oposição. Este é um projecto conjuntural que deveria ser resolvido com todos os partidos.
    3 – A demissão era esperada a partir do momento que o ministro Nuno Crato pediu que se fizesse uma investigação em relação ao curso de Miguel Relvas.
    Nós pensamos que o seu pedido de demissão deve-se ao facto desse ter curso ter algumas ilegalidades, mas não cometidas pelo ministro Relvas. Outros, que não são ministros, também tiraram o mesmo curso com essas ilegalidades. Não se pode dizer que foi em exclusivo para o ministro Relvas.

    Notícias das CaldasFernando Costa, presidente da Câmara das Caldas
    “Não há melhor primeiro-ministro do que Passos Coelho”

    1 – Sem criticar o Tribunal Constitucional, penso que não esteve bem, mas há que o respeitar.
    Se juridicamente, na minha opinião, o TC não esteve bem, não há dúvida nenhuma que o povo português se sente injustiçado com esta carga fiscal, que é violenta. Acho que o governo deve ir buscar esse dinheiro a outros sítios.
    Só espero que Passos Coelho continue a ter coragem de governar. Não há melhor primeiro-ministro do que este. Infelizmente, António José Seguro não tem condições para governar, ainda por cima agora, acossado pelo engenheiro Sócrates.
    2 – Eu defendo que haja um acordo de regime entre o PS e o PSD, tal como há um acordo de concertação social. Há medidas que, se não forem tomadas agora, mais tarde ainda serão mais violentas.
    Se o PS quer inviabilizar a governação, está a prejudicar o país. Os dois líderes do PS e do PSD, de alguma forma, estão a ser irresponsáveis.
    Isto não melhora com eleições. Não basta mudar de governo e muito menos a andar com o jogo do “gato e do rato”, que é um jogo irresponsável.
    3 – Eu já tinha dito que Miguel Relvas deveria ter tomado a iniciativa de renunciar à licenciatura. Tinha-lhe ficado bem.
    Eu acho que ele é inocente e foi enganado nesse processo, mas há um ano, quando se soube o que tinha acontecido, devia ter posto a licenciatura de parte.
    Penso que a questão de licenciatura não justifica a sua demissão.

    Notícias das CaldasJoão Frade, presidente da ACCCRO
    “Esta é uma crise sobretudo estrutural da nossa economia”

    1 – Pela posição que o governo já transmitiu, terão que ser tomadas outras medidas para salvaguardar as verbas que estavam previstas nos cortes que foram considerados inconstitucionais.
    Esperemos que não sejam medidas que venham comprometer a recuperação da economia ou mesmo degradar ainda mais a economia.
    2 – Esta é uma crise sobretudo estrutural da nossa economia. Já vem de há algum tempo e agudizou-se nos últimos quatro ou cinco anos.
    É preciso gerar crescimento na economia, que possa gerar emprego. Esse é o principal problema dos países do sul da Europa: uma elevada taxa de desemprego, numa economia sem perspectivas de crescimento.
    3 – Era uma demissão esperada, devido a todos os factos que envolviam este ministro. A sua posição era muito fraca dentro do governo e estava também a enfraquecer a própria posição do governo.
    Não sei se lhe será retirado ou não curso, é uma decisão judicial. Não vou fazer comentários em relação a esses processos.

    Notícias das CaldasPaulo Freitas, coordenador do BE das Caldas
    “Foi uma grande vitória das lutas que se travaram nos últimos tempos”

    1 – O chumbo do OE pelo TC foi uma grande vitória de várias lutas que se travaram nos últimos tempos e que abrangeram transversalmente a sociedade portuguesa. Nomeadamente os movimentos sociais, como o “Que se Lixe a Troika”, e as grandes manifestações que se fizeram.
    O TC veio provar que o povo tinha razão em lutar porque as medidas que foram declaradas inconstitucionais eram claramente uma afronta aos direitos e à dignidade do povo.
    2 – A única solução é que o senhor Presidente da República convoque eleições antecipadas para dar a voz ao povo. É preciso termos um governo de esquerda que resolva a situação que o país atravessa.
    A situação está de tal forma grave que só um governo legitimado pela vontade do povo em eleições pode levar as pessoas a acreditar num novo rumo. Sem eleições não haverá saída para a crise.
    3 – O ministro Miguel Relvas revelou ser uma das faces mais sinistras deste governo, até através da sua incompetência como coordenador político do mesmo.
    Já nem sequer ponho a questão legal da sua licenciatura, porque sobre isso irá pronunciar-se o Ministério Público. Há suspeita de crime em relação à sua falsa licenciatura.

    Notícias das CaldasNuno Valadas, Conselho da Cidade
    “Esta suposta cura está a matar o doente”

    1-Os juízes do TC decidem sob critérios constitucionais e não sob critérios de oportunidade. A sua decisão é para respeitar até porque o Tribunal é o último garante da democracia.  Vivemos uma situação muito difícil, uma crise que é financeira quando na verdade esta é económica. Não se podem aumentar as taxas em 50% de 0 pois o resultado voltará a ser zero.
    Esta suposta cura está a matar o doente. Estes indivíduos que nos governam vivem no mundo que não é este, como se na verdade não estivesse em causa a produção da riqueza dos países.
    Este é um problema do mundo ocidental. Quanto a mim a Europa está morta. Só falta fazer o funeral.
    A saída do Euro é uma forte possibilidade…Como é que se pôde avançar para uma moeda única, sem uma economia única. Colocar Portugal e Alemanha no mesmo patamar é ter um coxo e um campeão olímpico a correr os 100 metros…
    2- Como acho que estas medidas não são certas. Se calhar precisamos de um novo tipo de sociedade, de um novo modelo.
    Actualmente vivemos numa sociedade capitalista que derivou para uma sociedade financeira especulativa. Vivemos num género de situação como se viveu em Portugal há uns anos de D. Branca e agora a bolha rebentou.  Motivado pela força das actuais circunstâncias, se não se recuar nestas medidas, poderá haver movimentação social violenta. Se calhar são necessárias mudanças a nível social e económico.
    3- Miguel Relvas quis arranjar o “Dr.” à força neste país onde toda a gente tem que ser doutor. Foi um epifenómeno, uma anedota. É algo que foi fraudulento mas não faço a mínima ideia se lhe será retirado o curso ou não. Creio que a licenciatura deveria ser anulada.

    Notícias das CaldasTeresa Serrenho, Movimento Viver o Concelho
    “Parece que nada é mais importante do que as finanças”

    1- Acho que o Orçamento tinha que ser chumbado e não achei correcta a posição do primeiro ministro e do Presidente da Republica a tentar pressionar o TC.
    Actualmente parece que nada é mais importante que as finanças, esquecem-se todas as outras dimensões da vida. O Estado Social está em risco e ninguém sabe onde é que isto vai parar…A educação será entregue a particulares e a saúde será só para quem tem dinheiro?
    2- É necessário mudar o paradigma. Esta crise é alargada à Europa e ao mundo e  foi provocada pelas finanças e pelos bancos. Na minha opinião não se consegue resolver com o mesmo modelo que a causou. Não se pode continuar a apostar nos activos tóxicos e nos ratings. Haverá outras soluções e são precisas pessoas honestas que tratem do bem comum. O que temos visto é gente preocupada em governar-se a si e aos seus partidos, sem olhar o povo que está a sofrer.
    3- Acho que Miguel Relvas já se deveria ter demitido há mais tempo pois foi o bobo da corte durante muito tempo. É o exemplo do vale tudo.
    Não sei se lhe tiram o curso  pois há pessoas com muto poder acho que vão tentar que caia no esquecimento. É mais uma de muitas coisas que se passa em Portugal onde não se vê a justiça a actuar.

    Notícias das CaldasAna Maria Pacheco, AIRO
    “Um segundo resgate seria dramático para o país…”

    1-O chumbo do TC não foi algo totalmente inesperado já se previa que seria essa a decisão… A lei merece todo o respeito só lamentamos que de facto tenham demorado tanto tempo. Como esta decisão seria de esperar, só acho é que deveria existir um plano B e até um plano C. Um segundo resgate seria dramático para o país…
    2-Acho que é preciso uma “onda” de mudança, tão grande como a da Nazaré ou também pode ser da Foz do Arelho. Em vez de haver tanto comentário de comentadores deveria ir-se buscar pessoas com capacidade de acção à sociedade civil e também à política, gente que arregace as mangas de modo a dar a volta a esta situação. Precisamos da participação de todos, de gente com valor.
    3-Esse ministro, cuja carreira não conheço a fundo, protagonizou um triste episódio para ele e para a universidade. Esta é uma situação que não se poderá repetir. Miguel Relvas fez, no entanto, algo positivo ao tentar a racionalização sócio-económica dos municípios. Tendo em conta o que está em causa é o pais, este é um facto menor.

    Notícias das CaldasLuís Cajão, presidente da Óbidos.com
    “O Estado está a asfixiar as empresas de uma forma brutal”

    1- A situação económica portuguesa das empresas é muito preocupante. Se este chumbo do TC ainda provocar mais corte será muito difícil para a larga maioria das PME, que representam a larga maioria das empresas do país. A situação é asfixiante, há uma enorme falta de liquidez. Os empresário já quase nada têm e ainda assim vão dando o exemplo a quem vai decidindo. A situação do país é delicada. É fundamental que quem decide não pode exigir mais a quem nada tem. A preocupação é o próprio Estado que está a asfixiar as empresas de uma forma brutal. Nós os empresários tratamos das empresas e deixamos a política para os políticos. A preocupação é que o próprio Estado está a asfixiar as empresas de uma forma brutal. Não podem também mudar consecutivamente as regras. Quem introduz a diferença não pode ser o próprio Estado.
    2- Uma vez mais terão que ser os empresários a contagiar os decisores recorrendo a valores como a ética e a solidariedade. Das duas uma, ou o Estado percebe as regras e integra-as ou estamos a destruir as empresas. Quando estas fecham, significa uma sobrecarga no Estado Social.
    3- Quem está em cargos públicos tem que ter a visão de que está ao serviços dos outros. Foi grave existir esta questão.

    Notícias das CaldasJosé Carlos Faria, Candidato da CDU à Câmara das Caldas
    “O programa ideológico do governo passa pela retirada dos direitos”

    1- O chumbo do TC era uma crónica anunciada. O governo insistiu em fórmulas que já tinham sido chumbadas no ano passado e agora está a tomar uma atitude de vitimização intolerável. Não cumpriu a lei e agora quer usar o chumbo como desculpa para fazer cortes que os portugueses não vão aceitar. Isto é mentira.
    Não é pelos valores em causa que alguma coisa de transcendente vai acontecer ao Orçamento de Estado. O programa ideológico do governo passa pela retirada dos direitos e é para esse fim que o governo está a fazer uma utilização premeditada de uma decisão que já era esperada.
    2- A minha resposta pode ser considerada um chavão. A solução passa pela queda deste governo, interrupção desta política e adopção de uma nova política.
    O governo quer fazer cortes na Saúde, na Educação e na Segurança Social. Uma política diferente passaria por cortes nas Parcerias Público-Privadas, nas rendas excessivas cuja negociação já ultrapassou o prazo imposto pela troika, no aumento do IRC à Banca, que continua a lucrar com os sacrifícios dos portugueses.
    As alternativas existem. O governo pura e simplesmente não as quer pôr em marcha. Um exemplo é o que aconteceu com o BPN. Apenas foram nacionalizados os activos tóxicos. A parte lucrativa mudou entretanto de nome, chama-se Galilei, continua a fazer milhões e o governo nem lhe toca. O governo acha que o empobrecimento é a solução, mas não é.
    3- Acho que sim. O facto de o ministro da Educação ter procedido como procedeu prova que há matéria substantiva para que isso aconteça.
    Esta matéria é demasiadamente controversa e não foi por falta de fora anímica que Miguel Relvas se demitiu. Foi, isso sim, porque os indícios se avolumaram e se tornaram insustentáveis.

    Notícias das CaldasManuela Silveira, Movimento em Defesa da Escola Pública no Oeste
    “Já foram ultrapassados todos os limites”

    1- Fiquei satisfeita com o chumbo. A satisfação só não é maior porque pensei que o governo não se iria manter a partir daí, que ou governo se demitiria, ou então que o Presidente da República estivesse à altura e o fizesse faria cair. Mas o primeiro-ministro mantém-se autista e aconteça o que acontecer, faça o Tribunal Constitucional o que fizer, não se demite.
    Já foram ultrapassados todos os limites. Quando um Prémio Nobel da Economia diz aos portugueses que digam “não” a mais austeridade e outras vozes se lhe juntam, não percebo como é que o governo se mantém.
    Acho que a solução que o governo vai encontrar é reduzir mais ainda os serviços públicos, destruir o Estado Social. Parece-me ser esse o plano e por isso espero que o governo não se mantenha. O governo está a aproveitar-se de uma situação de crise para impor medidas que são acima de tudo ideológicas – destruir o que é público e favorecer os privados.
    2- A saída não sei. Mas sei que não é este o caminho e que quando temos uma situação que é má, temos de acabar com ela e procurar outra saída.
    Não é este governo, não são estas medidas, não é a austeridade que será a saída. Muito pelo contrário, a crise agravou-se desde que temos este governo, precisamente por causa da austeridade. É uma incompetência medonha não verem que as medidas de austeridade só destroem a economia e agravam a situação de crise.
    Já não estamos só numa crise económica, mas também numa crise política e de valores. O governo já perdeu a legitimidade há muito tempo e a democracia está suspensa.
    3- A personagem política Relvas durou demasiado tempo. E uma personagem destas é o grau zero da política. O ministro da Educação tinha o relatório na gaveta há já algum tempo e nada fez, e isso deixa-me apreensiva enquanto cidadã e professora do ensino público, porque me faz pensar noutras situações e nomeadamente noutros relatórios de que estamos à espera da Inspecção-Geral da Educação. Falo da investigação ao financiamento dos colégios privados que partiu de uma denúncia nossa, que não sabemos se já foi concluída e o que vai acontecer com os relatórios elaborados pela Inspecção.
    Acho que a Relvas lhe deve ser retirado o curso. Retirar nem será bem o termo, porque ele não o tinha. É uma vergonha também para a universidade privada que validou uma situação destas.

    Notícias das CaldasRui Correia, Candidato do PS à Câmara das Caldas
    “Uma clamorosa impreparação ou um álibi para legitimar medidas”

    1- Avalio como uma ilustração da impreparação deste governo. Tendo havido já dois orçamentos em que a inconstitucionalidade foi decretada, não faz sentido que se tenha apresentado um igual.
    O TC já analisou variadíssimos orçamentos. Mas nunca os rejeitou por erros desta dimensão. Isto são erros de palmatória que se numa primeira ocasião poderão ter sido compreensíveis, repetirem-se estes erros revela uma clamorosa impreparação ou um álibi para legitimar medidas que vão na direcção de um discurso anti Estado Social e ultra liberal transformando o TC num bode expiatório quando este apenas cumpriu o seu dever.
    Em relação às consequências, é provavelmente a maior ofensiva à função pública e ao Estado Social alguma vez desferida em solo português.
    2- O reconhecimento de que as políticas de rigor orçamental são indispensáveis. O reconhecimento de que praticamente todas as mordomias do Estado são insultos à inteligência do povo português. O reconhecimento de que as nossas responsabilidades financeiras têm de ser cumpridas. O reconhecimento de que as políticas de austeridade resultaram naquilo que os diferentes Prémios Nobel da Economia disseram que ia resultar, ou seja, caminhar para um beco financeiro de impossível recuperação e o reconhecimento da necessidade urgente de uma política de ampliação do poder de compra dos cidadãos, de dinamização da economia real e consequente efeito do aumento das receitas fiscais decorrentes desse dinamismo. E o reconhecimento da necessidade urgente de um apoio social de emergência para os 26 milhões de desempregados na Europa, porque a crise não é um exclusivo português. Infelizmente, a história ainda vai a meio.
    3- O ministro Relvas interessava-me como ministro, como pessoa não me interessa. Era indispensável que ele nunca tivesse participado neste governo. A sua demissão é um acto de decência e de higiene democrática.
    Para se retirar o curso a alguém, é preciso que ele o tenha.

    Notícias das CaldasTinta Ferreira, Candidato do PSD à Câmara das Caldas
    “Os do sector público continuam a ter alguns benefícios em relação aos do sector privado”

    1- Acho que o TC tem o direito de tomar as decisões que entender. Neste caso concreto, no que respeita aos subsídios, não concordo com a posição do TC que põe em pé de igualdade os trabalhadores do sector público e do privado, e eu acho que são realidades diferentes. No privado, os trabalhadores têm, em média, vencimentos mais baixos, e no público é mais difícil haver despedimento. Não estão em situação de igualdade. Apesar de tudo, dos sacrifícios que têm sido exigidos, os do sector público continuam a ter alguns benefícios em relação aos do sector privado. Por isso, há que descriminar positivamente aquilo que é diferente.
    Se outras questões poderiam suscitar dúvidas ao nível da constitucionalidade, esta não me parece. Já concordo com a decisão de considerar a inconstitucionalidade relativamente à decisão de aplicar taxas aos subsídios de desemprego e baixas médicas.
    2- É muito difícil dizer, porque estamos na dependência de dinheiro emprestado e não produzimos o suficiente para nos sustentarmos.
    Acho que o dinheiro do empréstimo deve ser canalizado sobretudo para as Pequenas e Médias Empresas e para a criação de emprego. Acho que se deve poupar na administração pública, para que se possa baixar o IRC e dar estímulos às empresas para que estas possam produzir e criar emprego.
    É ainda preciso apelar à banca para que comece a emprestar dinheiro às empresas. Torna-se difícil às empresas desenvolverem se não tiverem melhores condições de empréstimo.
    É importante também que haja estabilidade política e obter consensos entre os partidos para que se encontrem medidas que possam beneficiar a vida das pessoas.
    3- Acho que é uma atitude correcta em função da situação criada. Não sei se lhe vai ser retirado o curso, isso cabe ao Ministério Público.
    Perante a polémica relativa à licenciatura, e todas as polémicas em torno de Miguel Relvas, esta parece-me ser a melhor atitude. Mas é preciso comparar a atitude de Miguel Relvas com a atitude de José Sócrates. Um retirou as consequências que devia tirar e o outro, estamos à espera. Há ainda que comparar a atitude deste ministro da Educação, Nuno Crato, com a atitude de Mariano Gago, ministro da Educação aquando das dúvidas relativas à licenciatura de José Sócrates.

    Notícias das CaldasCarlos Fernandes, Movimento que se lixe a Troika
    “A mensagem que passou foi de vingança”

    1 – A decisão do Tribunal Constitucional (TC) parece-me ser justa, porque afinal foi o governo que criou o problema. Quando um governo tenta governar contra a Constituição só pode ter as consequências disso.
    A comunicação do primeiro-ministro ao país não trouxe nada de novo. A mensagem que passou foi de vingança e que está para breve. Aproximam-se tempos ainda mais difíceis.
    Nas entrelinhas da sua mensagem leio ainda que o povo vai ter que pagar por querer viver num país em que a Constituição é para cumprir. Por outro lado, esta tomada de posição poderá ser estratégica, de dar um sinal para o exterior, por causa das negociações em Bruxelas.
    2 – A saída para a actual crise passa por cortar nos interesses instalados, como fundações, observatórios, parcerias público-privadas e BPN, não passa por criar mais impostos porque as pessoas já estão completamente estranguladas.
    Este governo perdeu toda a legitimidade política, ética e moral para prosseguir as suas funções e, como tal, só lhes resta pedir a demissão. Deve-se ir a eleições, mas como acredito que o governo ainda vai dar luta, haverão novas manifestações na rua que ainda irão mobilizar um maior número de cidadãos.
    3 – Penso que se fez o que todos tanto esperávamos. Congratulo-me por termos contribuído para esse final, inevitável, com as manifestações ocorridas. Faço um elogio à Rádio Comercial, principalmente a Vasco Palmeirim, que deu a notícia da demissão no seu melhor, trazendo um pouco de alegria aos dias tão cinzentos que estamos a viver, com a música que fez, intitulada “Relvas, o menino deu à sola”.


    Notícias das CaldasJosé Rui Raposo, Comissão para a Defesa da Linha do Oeste
    “Não vejo que este governo possa continuar em funções”

    1 – A decisão do TC é uma significativa derrota para o governo e a sua política, que é de contenção orçamental e cortes que têm directamente a ver com as condições de vida das pessoas.
    As medidas de contenção orçamental também têm tido consequências para a Linha do Oeste, em que a CP tem vindo, quase diariamente, a suprimir comboios para não pagar horas extraordinárias aos maquinistas. Tudo isto tem efeitos muito nefastos para a população. Avaliamos esta decisão como muito importante no sentido de travar esta política do governo.
    2- Na minha opinião pessoal não vejo que este governo possa continuar em funções. O conjunto de medidas que tem vindo a tomar, e que já anunciou, impõe uma reacção por parte do povo português para que trave a acção deste governo.
    Não pode continuar em funções adoptando medidas que visam agravar as condições de vida das populações, retirando direitos fundamentais no plano da saúde, da educação e do emprego.
    Tem que haver recurso a eleições para um novo governo e uma alteração do tipo de políticas.
    3 – Não sei se o curso lhe será retirado, a justiça o dirá. No plano político Miguel Relvas devia ter-se logo demitido. Ele traz consigo uma herança, por exemplo, no plano das autarquias locais que visa a destruição do poder local democrático com a diminuição do número de freguesias e aspirando que se estenda aos municípios e à representatividade do poder local autárquico. Ainda bem que ele se foi embora.


    Notícias das CaldasHumberto Marques, candidato do PSD à Câmara de Óbidos
    “Tentar perceber até que ponto era possível uma negociação com a troika”

    1 – Sobre a decisão do TC não comento porque é uma entidade que baliza em função da nossa Constituição.  É uma instituição muito técnica e olho para isso com total respeito.
    Considero a situação preocupante. Como é que nós, com a circunstância de ter que negociar com a maturidade da dívida, vamos conseguir fazer uma dilação no tempo e, simultaneamente, dizer que não vamos cumprir. A circunstância do primeiro ministro e ministro das Finanças não é fácil. Havia que tentar perceber até que ponto era possível uma negociação com a troika e fazer uma dilação no tempo, ao mesmo tempo que é necessária uma dinamização económica.
    2 – Creio que o governo deve procurar uma estratégia de incentivo ao investimento privado e dinamização económica.
    Somos obrigados a ter um novo orçamento geral do Estado e que vai ter que dar orientações nessa matéria. Não vejo com bons olhos a ideia de se fecharem mais centros de saúde e diminuir o Estado Social. O objectivo de reduzir na Educação impressionou-me porque acho que nenhum país que se quer desenvolver pode deixar de investir nesta área.
    Nesta altura não devem haver divisões por natureza política e todos os partidos devem olhar para o interesse nacional. Acho que ao país não interessava estarmos em eleições
    3 – Acho que era uma demissão inevitável. Não tenho nada contra o ex-ministro, mas o ruído que o circunscrevia criava dificuldades ao exercício de poder do governo.
    Foi uma boa opção do próprio e bem acolhida pelo primeiro ministro. Sobre se lhe será mantido ou não o curso, prefiro não comentar, o ministério público o dirá.

    Notícias das CaldasBernardo Rodrigues, candidato do PS à Câmara de Óbidos
    “Respeitar a decisão do colectivo do TC é respeitar o Estado de Direito”

    1 – O normal funcionamento de uma instituição democrática é o garante do Estado de Direito. O TC no exercício das suas funções, e a pedido do Presidente da República, verificou a inconstitucionalidade de algumas das normas do Orçamento de Estado, tendo concluído que estavam desconformes com a Constituição da República.
    Respeitar a decisão do colectivo do TC é respeitar o Estado de Direito em que vivemos.
    2 – Tem que ser encontrada uma solução dentro do quadro constitucional existente. As instituições democráticas – em primeiro lugar o governo, mas também o senhor Presidente da República e todas as forças políticas representadas na Assembleia da República – saberão encontrar um caminho futuro que respeite as normas fundamentais por que nos regemos.
    A grande dificuldade é compatibilizar as exigências do controle orçamental com o desígnio do crescimento económico, sem o qual não conseguiremos inverter o ciclo recessivo em que o país está mergulhado.
    3 – A posição do ministro Miguel Relvas estava muito fragilizada desde que se conheceu o episódio da sua licenciatura.
    É uma saída esperada à muito e que se precipitou com o final do inquérito da Inspecção da Educação. Penso que o governo beneficia com esta demissão, que peca por tardia, porque a imagem de Miguel Relvas estava muito desgastada.

    Notícias das CaldasCarlos Pinto Machado, candidato do CDS-PP à Câmara de Óbidos
    “O TC fez o seu trabalho”

    1 – Entendo que o TC fez o seu trabalho, de avaliar o Orçamento de Estado e pronunciar-se. Ao governo cabe-lhe governar o país.
    2 – Acho que estamos perante uma situação de emergência nacional. Os três principais partidos – PSD, PS e CDS/PP – devem convergir numa solução em favor do país, num um entendimento tripartido. Os assuntos partidários devem ser metidos na gaveta para o bem nacional.
    3 – Acho que o ministro da Educação, Nuno Crato, mostrou que era uma pessoa isenta e não era condicionado por pressões. Agiu bem remetendo para o Ministério Público a análise e decisão deste caso.
    Não me compete avaliar se lhe será retirado o curso.

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  • Intermarché das Caldas encerrou

    Intermarché das Caldas encerrou

    Notícias das CaldasA loja Intermarché das Caldas da Rainha encerrou na passada segunda-feira, 8 de Abril, surpreendendo todos os seus clientes que nos dias seguintes se depararam com as portas encerradas quando se deslocaram ao local para fazer compras. O Stationmarché e o Bricomarché, contudo, estavam a funcionar.
    No domingo a loja esteve com descontos de 50%, numa tentativa de obter liquidez, depois de Artur Santos, proprietário da Superainha – Supermercados, Lda (que explorava o espaço como aderente do grupo Os Mosqueteiros), ter requerido a insolvência da empresa. Os próprios funcionários terão sido apanhados de surpresa.
    A Gazeta das Caldas tentou contactar Artur Santos e o grupo Os Mosqueteiros, mas não conseguiu obter mais esclarecimentos até ao final do fecho desta edição. No interior do estabelecimento estavam duas funcionárias que não quiseram fazer declarações. À porta, para além de um papel com a palavra “Encerrado”, estava apenas afixado um cartaz dos responsáveis do quiosque que funcionava dentro daquele espaço a informar que “por motivos alheios, estamos temporariamente encerrados e reabriremos brevemente”.
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    O Intermarché das Caldas da Rainha abriu em Fevereiro de 2003, numa zona da Quinta dos Pinheiros onde também se instalaram outras lojas independentes ligadas ao grupo Os Mosqueiros: Stationmarché e Bricomarché.
    Em Novembro de 2010 também a loja Intermarché do Bombarral encerrou, deixando 23 pessoas no desemprego. Na altura, o grupo Os Mosqueteiros, detentor da insígnia, enviou um comunicado à comunicação social lamentando o encerramento e alegando que a empresa só teve conhecimento pela imprensa desta situação. Isto porque a unidade do Bombarral era explorada pela sociedade Sodibombarral – Supermercados, Lda, detida por José Dias.
    O proprietário da empresa explicou então, aos responsáveis da União dos Sindicatos de Leiria, que não teria condições de continuar com a unidade por alegadamente “ter sido abandonado pelo grupo”, mas no comunicado os Mosqueteiros refutam as acusações. “Desenvolvemos todos os procedimentos ao seu alcance para que fosse possível a recuperação financeira da sociedade e a consequente manutenção dos respectivos postos de trabalho”, garantiam.
    Em 2010 José Dias não quis prestar declarações ao nosso jornal, assumindo estar numa “situação constrangedora”.

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  • ONTEM & HOJE

    ONTEM & HOJE

    Notícias das CaldasNotícias das Caldas

     

     

     

     

    “Voltou a tocar a campainha. Desta vez, já um toque insistente, mal-humorado, em dois tempos consecutivos: de chamada, de protesto. Recuou três passos, a sondar o efeito: nada! Nem uma réstia de luz nas janelas cerradas… Tudo escuro por dentro.

    Num arrepio, ergue a gola do sobretudo. Depois, rodando ligeiramente a cabeça e os ombros, olhou de novo para trás: naquela direcção adivinhava-se, por entre as pregas húmidas da note, o dorso extenso da praia; mais adiante, em rápidos fulgores, a linha de espuma da rebentação. Continuamente, ressoavam as ondas.

    Tinha deixado acesos os faróis do carro, a perscrutarem a frontaria do hotel. Mas vinha de mais longe – do meio do mar – a luz intermitente que por instantes banhava o edifício, que lhe aclarava, a espaços, o rosto impenetrável. Do meio do mar? Devia ser o farol das Berlengas.”

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    Assim começa o conto de David Mourão Ferreira “O Viúvo – Natal de 1962” escrito no ano referido e publicado na colectânea “Os Amantes e outros contos” em 1968.

    Segundo Evelyn Blaut Fernandes, estudiosa de David Mourão, “esta novela narra o percurso de um advogado, de Lisboa, homem de meia-idade que retorna ao mesmo hotel onde havia estado há quase vinte anos. No presente da enunciação, Adriano chega a este hotel que fica à beira-mar, a um 23 de dezembro, onde pretende passar a véspera de Natal. Lugar ermo, de frente para a praia, há apenas o hotel no qual se hospeda, algumas poucas habitações e a casa dos Bandeira , o que destaca, sobretudo, um certo clima de estranheza marcado pelo despovoamento, pela paisagem lúgubre e apocalíptica. Na casa dos Bandeira, reside Rita, amiga da juventude, que será sua companhia para a noite de Natal.”

    Diz-se que a história que David Mourão Ferreira conta é verdadeira. Em 1977, por iniciativa da RTP, o realizador João Roque, levou por diante o filme homólogo baseado no poeta, que seria exibido em 1978 no decorrer de uma série dedicada aos contos de escritores portugueses.

    As filmagens, também realizadas numa época invernal daquele ano, tentavam recriar os tempos da época baixa da praia da Foz do Arelho do início da década de 60 e o típico cliente do Hotel Facho naqueles momentos. Trouxeram actores do cinema português daquela época à Foz do Arelho: Sinda Filipe, Lurdes Norberto, José Bringel Carvalho, Josefina Fernandes Silva e Batista Fernandes.

    “Hotel do Facho, 1964. Numa praia portuguesa, cruzam-se e perdem-se personagens. São um judeu argelino, um marinheiro filipino, um marchand inglês, uma refugiada norueguesa, um agente da PIDE. Partilham tangentes, cruzam-se por desencontros, transportam fantasmas”.

    Assim é apresentado o romance fotográfico “Atlântico”, de Pedro Rosa Mendes e João Francisco Vilhena, editado em 2003 pela Temas & Debates, que também é passado no Facho e que contribuiu igualmente para imortalizar aquele estabelecimento hoteleiro para a posteridade. Pedro Rosa Mendes conheceu o hotel e apaixonou-se pela sua história e pelos segredos e lendas que ele encerra, bem como pelo local, à beira do Atlântico, curiosamente ao Km zero da Estrada Nacional 360.

    Recordar aqui um filme e um livro que têm como cenário o Hotel do Facho é quase suficiente para caracterizar este Ontem & Hoje. O resto está à vista. Salta demasiado à vista: entre a foto a preto e branco e a imagem colorida a casa do lado engordou, ganhou volume. E lá em cima, na colina, pespegaram-lhe uns casinhotos, que deixam adivinhar os atentados urbanísticos e paisagísticos que um poder autárquico insensível e interesseiro deixou espalhar pela Foz do Arelho.

    JLAS / CC

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