Tag: Edição 5511

  • Doces e Licores Conventuais regressam a Alcobaça

    Certame celebra 25 anos com uma exposição evocativa dos premiados no evento, concertos e showcookings

    A 25.ª Mostra Internacional de Doces e Licores Conventuais terá lugar de 16 a 19 de novembro, no Mosteiro de Alcobaça.
    A edição deste ano vai dedicar-se, “acima de tudo, à celebração dos 25 anos” da mostra, que remonta a 1999, mantendo a aposta na tradição e no legado conventual que adveio dos Mosteiros de Alcobaça (masculino) e de Cós (feminino), anunciou o presidente Hermínio Rodrigues.
    O habitual concurso para os melhores doces e licores não se irá concretizar, mas haverá uma votação aberta ao público, através de uma aplicação a disponibilizar brevemente, do website da autarquia ou presencialmente, para o melhor doce e licor, sendo a participação facultativa. O resultado saber-se-á no encerramento da feira.
    Este ano, a inauguração do certame decorrerá com uma sessão solene, com a participação do caldense, natural de Santa Catarina, Nuno Pina, sócio-gerente da confeitaria A Lenda, na Benedita, que estará a expor, ao vivo, um trabalho da sua autoria que cruza o pão e os doces.
    O destaque vai para a exposição “Mérito em retrospetiva: 25 anos – 25 premiados”, que exibirá os doces e licores galardoados com o 1.º prémio entre 2000 e 2022.
    Numa edição em que o evento decorrerá sobretudo no interior do mosteiro, o percurso sofrerá uma ligeira alteração, logo no seu início, por forma a abarcar “todo o espaço do mosteiro” e “obrigar” a passar pela sala onde estão as ordens religiosas, e que o anterior percurso fazia passar mais despercebida, explicou Hermínio Rodrigues.
    Um grande chamariz do evento é o videomapping, que, este ano, decorrerá no interior do mosteiro, no Claustro do Cardeal, e terá cerca de um minuto e trinta.
    A mostra volta a estender-se ao Claustro do Rachadouro, onde decorrerão concertos e sessões de showcooking. Destaque ainda para o concerto do Sofia Escobar, no dia 16, pelas 21h30, e para os “Quadros Vivos de Caravaggio”, a 18 e 19, naquele claustro.
    Estarão presentes oito casas conventuais, nacionais e internacionais, e 26 casas de doçaria, com um total de mais de 300 iguarias.
    O investimento “já vai nos 130 mil euros, mas é capaz de chegar aos 150 mil”, ficando “mais baixo que o ano passado”, afirmou o edil alcobacense, acrescentando que estima a visita de 30 mil pessoas. ■

  • Câmara de Óbidos compra lotes para multisserviços

    Edifício multisserviços terá welcome center e vários serviços, sendo também a sede da Junta de Freguesia

    A Câmara de Óbidos formalizou a compra de dois lotes onde antigamente funcionou o “Novo Banco”, junto à vila, por 494 mil euros, com o objetivo de ali instalar um edifício multisserviços, com um wellcome center e check in (centro de boas vindas e receção geral dos turistas em unidades hoteleiras dentro e na Zona Especial de Proteção da Muralha), loja do cidadão e os serviços de Finanças, da Segurança Social, do Registo e Notariado e ainda sede da Junta de Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa.
    O projeto representa um investimento total a rondar o 1,5 milhões de euros e, segundo o presidente da Câmara de Óbidos, Filipe Daniel, é um “investimento muito importante para a comunidade” porque, “vai promover a acessibilidade aos cidadãos em geral e aos com mobilidade condicionada, em particular, eliminando barreiras arquitetónicas no acesso aos organismos da administração pública que realizam atendimento e recebam público, visando também uma melhoria muito significativa das condições de trabalho dos profissionais das entidades que estarão representados nesta infraestrutura”.
    O autarca refere ainda que “este novo edifício vai permitir uma maior comodidade dos seis serviços” e que pretendem “dar sequência à estratégia de reabilitação urbana, de mobilidade suave e de desenvolvimento e implementação de projetos de modernização administrativa no concelho”.
    Filipe Daniel mostra-se esperançado de que a intervenção decorra já no próximo ano, “estando previsto entrar em funcionamento ao público em 2025, ou início de 2026”.
    “Estes prédios encontram-se inseridos em área estratégica para o município de Óbidos no sentido de permitirem a concretização de projeto de consolidação de prestação de todos os serviços administrativos em ambiente facilitador de mobilidade e de apoio logístico à hotelaria/hospedagem dentro da vila muralhada”, acrescentam.
    No rescaldo da assinatura da escritura, que decorreu no dia 26 de outubro, o autarca defendeu que este é “um bom investimento, pois trata-se de melhoria de condições de serviços para a população”. ■

  • Já ouviu falar do Identificador de Entidade Jurídica (LEI)?

    Já ouviu falar do Identificador de Entidade Jurídica (LEI)?

    Catarina Gregório Luís
    partner/advogada na Lacerda Dias & Associados- Sociedade de Advogados

    A figura do Identificador de Entidade Legal (LEI) traduz-se num código de 20 dígitos, aceite internacionalmente, e que identifica, de forma inequívoca e universal, cada entidade jurídica que intervenha em transações financeiras.

    Este sistema foi lançado na sequência de uma recomendação do G20 ao Conselho de Estabilidade Financeira e visa o aumento da transparência e da confiança nas operações financeiras e outras, reduzindo o risco de fraude financeira, branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo.

    O código LEI fica assim associado a um conjunto de informações sobre as Entidades, que necessitam de ser mantidas atualizadas de forma permanente.

    De acordo com a Diretiva dos Mercados de Instrumentos Financeiros (DMIF 2) 2014/65/UE, a partir de 3 de janeiro de 2018, o código LEI tornou-se obrigatório para todas as empresas que desejam comprar ou vender valores mobiliários. Assim as entidades jurídicas são obrigadas a ter um código LEI se realizarem transações numa plataforma de negociação (mercado regulamentado, sistema de negociação multilateral, etc.) ou fora de uma plataforma de negociação de valores mobiliários admitidos à negociação, ou negociados numa plataforma de negociação, ou para os quais foi feito um pedido de admissão à negociação, bem como valores mobiliários onde está subjacente um título negociado numa plataforma de negociação, ou um índice, ou cabaz composto por valores mobiliários negociados numa plataforma de negociação.

    O código LEI pode ser obtido junto de entidades devidamente acreditadas para o efeito, usualmente designadas por LOU (Local Operating Units ou “Unidade Operacional Local”), à escolha e a pedido da entidade interessada.

    Em Portugal, por exemplo, existe uma plataforma autorizada onde poderá ser solicitado este código, concretamente, www.lei-portugal.pt.

    Para a emissão do código LEI é necessário liquidar uma taxa junto da entidade que dará seguimento ao processo. O referido código é emitido pelo período de 1 ano e deve ser atualizado anualmente. Este processo foi concebido para aumentar a fiabilidade dos dados e mantê-los atualizados. Veja-se que, o código LEI pode ser renovado até 60 dias antes de expirar. Para iniciar o processo de renovação, a entidade deve enviar uma solicitação online a um provedor de serviços de código LEI.

  • Sensorito é um novo gabinete de terapia ocupacional nas Caldas da Rainha

    Espaço vem dar resposta de terapia ocupacional para crianças dos zero aos 12 anos

    Abriu no final do mês de setembro, nas Caldas da Rainha, o Sensorito – Gabinete de Terapia Ocupacional Pediátrica.
    O Sensorito é um espaço terapêutico delineado para dar resposta a famílias com crianças dos 0 aos 12 anos, com intervenção em terapia ocupacional, baseada em abordagens de Integração Sensorial e Integração de Reflexos, explica Tânia Gomes, responsável pelo espaço.
    As instalações, localizadas no número 24A da Rua Sales Henriques, dispõem de um ginásio de integração sensorial, com uma variedade de materiais terapêuticos como baloiços, trampolim, puffs, coluna de luz, piscina de bolas, espaldar e diversos brinquedos.
    “A terapia ocupacional atua na prevenção, avaliação e intervenção em crianças com limitações que afetam o seu desempenho ocupacional, habilitando para a ocupação como forma de promover a saúde, o bem-estar e a participação nas atividades do dia-a-dia nos diferentes contextos”, explica Tânia Gomes.

    O espaço de ginásio do Sensorito

    Desta forma, esta terapia ajuda as crianças a promover o desenvolvimento sensoriomotor, a exploração do brincar, ou a autonomia nas atividades de vida diária, como vestir, a alimentação, a higiene pessoal, mas também na motricidade fina, em atividades como pintar, recortar, ou pegar no lápis, e a motricidade global. Tem ainda benefícios na autorregulação e na capacidade de foco nas tarefas e a interação social.
    Para além das terapias, o Sensorito promove atividades, como ateliers sensoriais para bebés e workshops sobre o desenvolvimento infantil. No passado mês de outubro, foi ali apresentado o livro de Tânia Gomes, “O ouriço que só comia bagas vermelhas”, com ilustração de Sandra Ferreira. ■

  • Rotary caldense reconheceu o mérito de 55 alunos

    Este ano, foram ainda atribuídas mais quatro bolsas de estudo que no ano anterior, perfazendo um total de oito

    O auditório da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro voltou a lotar, na noite de 27 de outubro, para receber a Cerimónia de Entrega dos Prémios Escolares relativos ao ano letivo 2022/23 do Rotary Club de Caldas da Rainha (RCCR), que foram ofertados a 55 alunos das escolas do concelho, um número recorde.
    Além disso, foram atribuídas oito bolsas de estudo para o ensino superior, a alunos que estudam fora ou no concelho, no valor de 750 euros cada. Trata-se do dobro das bolsas oferecidas em 2022, graças a um aumento de mais de 100% nas receitas da Festa Branca, explicou a presidente do RCCR, Hélia Silva.
    Este ano, à semelhança do anterior, os prémios restringiram-se aos agrupamentos escolares e instituições de ensino profissional do concelho termal, uma vez que Óbidos já possui um clube rotário desde 2022.
    “O tema deste ano rotário é ‘Criem Esperança no Mundo’. Vocês são uma grande esperança, e continuando a viver e a trabalhar desta forma conseguirão, certamente, destacar-se e fazer a diferença na sociedade”, expressou a presidente aos jovens presentes na cerimónia.
    Foi também relembrado o professor Paulo Vasques, a quem o auditório onde a cerimónia decorreu e decorre desde 2018 foi dedicado. “Ao longo destes anos, o professor Paulo Vasques esteve sempre disponível para nos ajudar ao nível dos meios audiovisuais e técnicos, portanto, gostaríamos, em nome do Rotary, de expressar o nosso agradecimento”, afirmou Manuela Franco, do conselho diretor do clube.
    Foram também dados a conhecer projetos do clube, como o Ryla, que deverá realizar-se em abril de 2024, nas Caldas, organizado pelo clube rotário caldense e com o apoio do Rotaract das Caldas.
    O prémio de “Melhor Companheiro – Jean Pierre Hougas”, aliás, contemplou a oferta de uma participação nesta semana de conferências e atividades relacionadas com a liderança, o empreendedorismo e o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e de consciência ambiental para os jovens rotários e não rotários. O prémio foi para Ana Rita Barros, que concluiu o 12.º ano na Escola Secundária Raul Proença e que também foi premiada pelo mérito académico.
    Igualmente abordado foi o projeto de intercâmbios, tendo sido apresentado o caso da jovem rotária Mariana Canas que, em 2019, passou uma temporada no Brasil. A companheira Manuela Franco salientou que também já é possível fazer intercâmbios virtuais.
    Na cerimónia em que os estudantes são os protagonistas, Catarina Simões, aluna do 2.º ano no Mestrado em Gestão da Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, que, desde que iniciou o seu percurso universitário, é beneficiária de bolsa de estudo, expressou a sua gratidão para com este clube. “A vossa generosidade impulsiona-nos para a frente com renovado sentido de responsabilidade e de propósito, por isso, agradeço-vos”, afirmou.
    A candidatura a estas bolsas, destinadas a alunos com boas notas e dificuldades económicas, pode ser efetuada através do site da Fundação Rotária Portuguesa, sendo que alguns alunos também são indicados pelos serviços sociais da câmara municipal como extensão às bolsas que esta atribui.
    O presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques, elogiou a comunidade educativa, incluindo as famílias, realçando que, “hoje, temos mais alunos nas nossas escolas do que crianças no nosso concelho, devido ao seu trabalho e à ânsia de fazerem mais e melhor e de proporcionarem melhores condições aos alunos”.
    As bolsas contaram com o apoio de 14 empresas, que as financiaram completamente ou uma parte, a par da Fundação Rotária Portuguesa Portuguesa e do RCCR.
    Já no próximo dia 4, o Rotary Club das Caldas vai promover uma palestra sobre o Parkinson no CCC. No dia 6, decorrerá a Visita Oficial do Governador (VOG) do Distrito 1960, David Valente, que este ano contemplará uma visita à Fábrica de Cavacas das Caldas. ■

  • Art & Tur distinguiu filmes que promovem a região Oeste

    Marrocos, Nazaré, Caldas e Lagoa de Óbidos entre os vencedores do festival que, para o ano, decorrerá na Lousã

    A 16.ª edição do ART&TUR – Festival Internacional de Cinema de Turismo terminou a 27 de outubro com a Gala de Prémios que decorreu no CCC. Durante os quatro dias do certame, organizado pela Turismo Centro de Portugal, foram exibidos 82 filmes que foram selecionados entre os 262 filmes inscritos, oriundos de 47 países.
    Francisco Dias, o diretor do festival afirmou várias vezes que esta 16ª edição foi “a melhor de sempre, pelo CCC, pelo profissionalismo de quem cá está e salas quase sempre cheias!”.
    O docente da ESTM deu a conhecer que nesta festa final estiveram presentes 12 presidentes de Câmara, dois embaixadores e participantes de pelo menos 25 países. “Somos um festival forte pois somos intercontinentais”, referiu tendo salientado a realização do projeto complementar ao próprio festival.
    O momento apoteótico foi o concerto de três bandas filarmónicas das Caldas que reuniram 130 músicos num espetáculo sobre bandas sonoras de cinema e que ficará na memória de todos. O festival distinguiu como filmes vencedores “Marocco Arise” realizado por Brandon Li (Vencedor do Grande Prémio) e “Nazaré- Maior que a Vida” que ganhou o Grande Prémio da Competição nacional e que foi produzido pela Oonify. “Pantanal Gastronomic Route” produzido por Visit Mato Grosso do Sul recebeu o Prémio de Melhor Filme Brasileiro.
    O vencedor da categoria Arte&Fábrica 2023 foi o filme “Caldas da Rainha Magnífica” realizado por Alysson Bruno, Bruno Calanca Nishino e Marco Calábria. O filme, feito na semana antes do festival é uma produção audiovisual de baixo custo e dá a conhecer o que se pode fazer nas Caldas. Conta com a presença de José Ramalho no papel de Rafael Bordalo Pinheiro, num filme promocional muito interessante que mostra vários espaços da cidade e que merecia ser visto noutros momentos. “Lagoa de Óbidos – A meeting with nature” venceu na categoria Destinos Turísticos. O Art & Tur do próximo ano será na Lousã e segue depois para o Fundão e Ovar, mas há mais municípios interessados em querer acolher esta iniciativa, que nesta edição contou com 82 filmes, distinguidos por um júri internacional de 43 jurados.■

  • Tecnologia Transformadora: O Potencial da Inteligência Artificial Generativa na Educação

    Tecnologia Transformadora: O Potencial da Inteligência Artificial Generativa na Educação

    José Santos
    professor

    Há uma semana tive a oportunidade de participar numa conferência onde a Inteligência Artificial e a sua utilização na educação foram amplamente exploradas, desde a sua utilização em sala de aula, ao processo de ensino/aprendizagem, às alterações na forma de gestão escolar, à figura do professor, entre outros aspetos.
    No meio de todas aquelas intervenções surgiu-me uma ideia que, penso eu, espelha bem a situação em que se encontra a inteligência artificial hoje em dia:
    Em 5500 a.c. na Mesopotânia um grupo de eruditos esteve, provavelmente, reunido num auditório ao ar livre a discutir a utilização do Ábaco na educação; na Suméria, em 2550 a.c., uma série de estudiosos esteve reunida a discutir a utilização do Manual Escolar na educação e hoje estamos aqui a falar de inteligência artificial.
    A Inteligência artificial é uma constante na nossa vida, desde a plataforma que utilizamos para escolher o hotel das nossas férias, aos anúncios que surgem nas redes sociais ou nas recomendações dos nossos motores de busca. E veio para ficar. Como toda a tecnologia, é uma ferramenta poderosíssima no processo de ensino/aprendizagem dos nossos alunos e já está a mudar o paradigma educacional nas nossas escolas.
    Mas afinal, o que é a Inteligência artificial generativa?
    A inteligência artificial generativa é um sistema que tem a capacidade de criar novos conteúdos a partir de dados previamente inseridos e da sua análise algorítmica. Isto permite introduzir um enorme nível de personalização e adequação às respostas criadas.
    Assim, em educação, permite que cada aluno receba informação mais personalizada e adequada ao seu processo de aprendizagem, permitindo uma maior personalização do mesmo. Quanto ao professor, poderá beneficiar de vantagens a nível de criação de conteúdo ou do fornecimento de uma avaliação e um feedback mais imediatos e personalizados, por exemplo.
    Mas, para implementar a IAG na educação, teremos de superar uma série de desafios: acessibilidade, problemas relativos à segurança e partilha de dados, escassez e/ou resistência de alguns recursos, entre outros. Pese embora tudo isto, a IAG já está a revolucionar a educação.
    No entanto, existem duas ideias preponderantes das quais não nos podemos esquecer:
    – terão de existir regras, normas e ética na sua utilização;
    – a IAG nunca, mas nunca, irá substituir o professor sendo, sim, uma ferramenta ao serviço do mesmo, que irá tornar mais fácil a adequação do processo de ensino/aprendizagem a cada aluno e permitir ao professor assumir o seu papel fulcral de orientador, guia, tutor, mestre, no processo de ensino/aprendizagem dos alunos.
    Já agora, o título deste artigo foi escolhido pelo ChatGPT. ■

  • Em 2022 houve 24 mortes nas estradas oestinas

    Em 2022 houve 24 mortes nas estradas oestinas

    No ano passado, os 1122 acidentes de viação que ocorreram no Oeste causaram um total de 1462 vítimas, entre as quais 24 mortais

    Torres Vedras, com 228 ocorrências, Alcobaça, com 222, e Caldas, com 166, são os três concelhos do Oeste onde se registaram mais vítimas e óbitos no último ano.

    Segundo os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, das 24 pessoas que perderam a vida nas estradas do Oeste em 2022, nove foram registadas no concelho de Alcobaça e em quatro municípios houve três vítimas mortais em cada (Torres Vedras, Nazaré, Caldas e Cadaval). Já em Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã e Óbidos não houve qualquer vítima mortal no último ano.

    O número de óbitos na estrada é um número que, não sendo zero, é sempre lamentável, mas numa análise comparativa com o ano anterior, apresenta uma grande redução, uma vez que, em 2021, 37 pessoas perderam a vida nas estradas oestinas.

    Desde que existem dados compilados no INE (2014), 226 pessoas morreram em acidentes de viação na região. O ano de 2020 foi aquele em que se registaram menos vítimas mortais (17) e também menos vítimas. Um facto para o qual não é alheia a pandemia, que levou a que, nesse ano, se registasse o número mais baixo de acidentes, com 991 ocorrências, bem menos do que as 1323 de 2019 (a par de 2017, com 1358, um dos anos com mais acidentes, desde que há registo). Após o ano da pandemia, o número de acidentes com vítimas, no Oeste, tem vindo a aumentar nos últimos dois anos (2021 e 2022).

    Ao nível de vítimas, 2017 foi também o ano em que se registaram mais nesta região, com 1767. Alcobaça é o concelho onde mais vítimas mortais se têm registado. Desde 2014 um total de 57 pessoas perderam a vida nas estradas alcobacenses. Em Torres Vedras, em igual período de nove anos, registaram-se 45 óbitos e, nas Caldas, houve registo de 29 falecimentos. Tal facto permite às Caldas ter um índice de gravidade (número de óbitos/acidentes de viação*100) de 1,81, inferior à média oestina, que se situa nos 2,14.

    O município onde este índice foi mais alto no último ano foi o do Cadaval, com 6,52, seguindo-se a Nazaré, com 5,77 e Alcobaça, com 4,05. Abaixo da média da região estão os concelhos sem vítimas mortais, que apresentam uma taxa 0, mas também Peniche (1,16), Torres Vedras (1,32) e Caldas.

  • Bombeiros da Benedita estão em gestão corrente

    Presidente da direção dos Bombeiros da Benedita renunciou. Associação em gestão corrente. Eleições em novembro

    A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários da Benedita está, atualmente, sem direção e em gestão corrente.
    O presidente da direção renunciou ao cargo, tal como o secretário da direção e o presidente do Conselho Fiscal.
    À Gazeta das Caldas, o presidente demissionário, José Marques Serralheiro, explica que decidiu renunciar porque a direção lhe impede de cumprir as suas obrigações legais.
    Para explicar, recua ao início, ao momento em que assumiu os destinos da associação, em 2021, após a célebre história da entrega dos capacetes. “Felizmente a situação correu muito bem, desenvolvemos vários projetos, até mais do que previsto. Nós tomamos posse a 10 de dezembro de 2021 e fizemos várias mudanças. Em termos de instalações, fizemos uma central solar fotovoltaica e carpark que nos está a dar neste momento uma poupança de mil euros por mês”, realça.
    Só que “entretanto fizemos algumas transformações internas, o contabilista saiu, o segundo comandante saiu e o primeiro comandante pediu a demissão. É aí que começa o problema. Nos primeiros 18 meses eu vivi bem, até quatro de julho, quando se tratou da substituir o comandante, aí começaram os problemas, o que eu chamo do contra-poder, que se tem vindo a arrastar nos últimos três meses”, refere.
    Recentemente havia sido comunicada a decisão de nomear Carlos Pacheco para comandante, devendo a entrada a funções dar-se em dezembro deste ano, sucedendo no cargo a António Paulo.
    José Marques Serralheiro diz que “mesmo no sítio onde estou, onde tenho ordenado negativo, porque não ganho nada e ainda perco dinheiro, eu assumo uma atitude profissional e, como tal, sinto-me obrigado a respeitar os estatutos e todos os normativos e trâmites legais”. E concretiza: “na reunião de 16 de outubro, e já tinha havido uma reunião no dia 11, os meus colegas não quiseram assinar um despacho relacionado com um inquérito que é preciso fazer em relação a um determinado processo dentro da instituição e eu entendi que isso é juridicamente incorreto”, acrescentando que “podem-se recusar a aceitar uma deliberação em que eu peço uma compra de uma ambulância e que não concordam, é pacífico, são as leis da democracia e dos órgãos colegiais. O que eu não aceito é que não me deixem cumprir os trâmites legais”.
    Polémico arranjo de viatura
    O diferendo entre o presidente da direção e os restantes membros deu-se devido a um inquérito relativo a um diferencial entre o orçamentado e o aparecido no que concerne ao arranjo de uma viatura tipo jipe Nissan Navara. “Tinha um orçamento de 546 euros e, passado três meses, apareceu uma fatura de 5200 euros e eu disse que não tenho que pagar”, conta.
    “O assunto foi entregue ao nosso advogado e está encaminhado, está em tribunal. Ora bem, se eu tenho uma situação destas, eu tenho que saber lá dentro quem, de facto, é que deu autorização para arranjar a viatura. Ninguém tinha a competência para o fazer, mas é importante saber quem o fez”, exclama.
    O mesmo explica que “foi esse despacho que os presentes se recusaram a assinar e eu, a partir daí, pedi renúncia”. Dos cinco presentes, quatro recusaram-se a assinar. Entretanto, “o presidente do Conselho Fiscal foi solidário comigo e pediu a demissão, tal como o secretário da direção e caíram todos os órgãos sociais, à exceção da Assembleia Geral”.
    Neste momento, a associação está “em standby, em gestão corrente” e “na quinta-feira passada já saiu o anúncio para as eleições que se vão realizar numa assembleia extraordinária eleitoral a 24 de novembro”.
    José Marques assume-se como candidato, planeando até ao final do mês ter a sua lista fechada. “Apesar de estar demissionário, ainda hoje estive a enviar cartas para as empresas, quero ter o caminho sempre feito, seja para mim, ou para quem vier”.
    Recorde-se que a direção encabeçada por José Marques Serralheiro era composta por Pedro Pereira (vice-presidente), Jorge Ferreira (secretário), João Silva (tesoureiro), Tiago Bernardo (vogal) e Jorge Henriques e Serafim Grilo (como 1º e 2º suplentes). O Conselho Fiscal é presidido por Fernando Rosa, contando com José dos Santos como secretário e Nuno Ferreira como relator.
    A Assembleia Geral tem José Ramalho como presidente, Jorge Boita como vice-presidente, Maria Nestório como secretária e Reinaldo Agostinho e Manuel Figueiredo, como vogais. ■

  • O Museu de Cerâmica

    Conceição Pereira
    provedora da Misericórdia das Caldas da Rainha

    Tive ausente de Caldas da Rainha, em período de férias, durante a passada semana, pelo que não tive oportunidade de estar presente em muitos dos eventos que decorreram neste período.
    Mas foi com enorme orgulho que acompanhei, à distância, a ida a Lisboa de dois mil caldenses para se manifestarem em defesa do nosso Hospital.
    Todos partilhamos que um dos factores identitários de Caldas da Rainha é a saúde, mas outros também nos identificam e nos distinguem, como seja, a Criação Cerâmica.
    Criado oficialmente, em 1983, o Museu de Cerâmica foi, também fruto da vontade e do movimento de inúmeros caldenses. Temos, sem dúvida, de destacar o trabalho do Rotary Club das Caldas da Rainha na sua criação.
    Apesar da beleza do seu Palacete, e do seu jardim, desde cedo, se percebeu que a Quinta do Visconde de Sacavém era exígua para acolher as diversas colecções quer nacionais quer internacionais.
    Recordo que, desde que assumi a responsabilidade do Pelouro da Cultura na Autarquia Caldense que, a então Directora – Madame Ballu Loureiro, lutava para o alargamento do Museu de Cerâmica.
    Diversas propostas foram estudadas, como seja, o seu alargamento para o Parque D. Carlos I, ocupando a Rua Visconde Sacavém e parte do Parque.
    Lembro diversas reuniões em Lisboa com os responsáveis da Cultura do Instituto Português dos Museus, acompanhada pelos dirigentes do Museu e do Grupo de Amigos do Museu de Cerâmica, a fim de apresentar propostas para o alargamento do Museu e solicitar a sua classificação como futuro Museu Nacional da Cerâmica.
    A Camara Municipal das Caldas da Rainha, sempre lutou para o seu alargamento e classificação, disponibilizando-se para assumir custos do projecto e parte da obra, e procurou enriquecer as suas colecções, como seja o caso da Colecção Maldonado Freitas. Parte desta colecção mantem-se no Centro de Artes, bem como as 6.000 peças adquiridas à Fábrica Secla e as cerca de 7.000 à Fábrica Molde.
    A exposição de todo este acervo, e outras que se viessem a adquirir, nomeadamente na área da cerâmica contemporânea, constatou-se que justificava outra construção.
    Na candidatura de Caldas da Rainha a Cidade Criativa da Unesco, este propósito também estava considerado.
    Assim, foi solicitado ao Dr. João Bonifácio um estudo que apontasse, a sua localização bem como seu programa. Como era seu timbre, empenhou-se totalmente neste projecto, tendo apresentado à Camara Municipal e á Assembleia Municipal, o resultado do seu trabalho, o qual foi aprovado por unanimidade.
    Apontava sua localização para o espaço junto à Fábrica Bordalo Pinheiro, com uma construção faseada envolvendo o Museu da Fábrica.
    Fiquei um pouco preocupada, ao ler na Gazeta das Caldas, a notícia de apresentação do Masterplan para as Termas das Caldas que, considero importante e fundamental, mas sem qualquer referência ao futuro Museu de Cerâmica.
    Será que o futuro Museu de Cerâmica está esquecido? Quero acreditar que a notícia não pormenoriza todo o Masterplan e que os caldenses também não deixarão de exigir o Museu Nacional de Cerâmica para as Caldas da Rainha. ■

  • “As artes são fundamentais para dilatar mundos”

    “As artes são fundamentais para dilatar mundos”

    A cerimónia de abertura do ano escolar teve como mote as artes e como convidado o Comissário do PNA

    “Acredito que a escola devia ser o lugar onde cada um pudesse descobrir o que é. Não é a cópia do que outros querem ou do modelo a partir do qual todos se teriam que se adaptar. Cada um poder descobrir-se, porque não é qualquer coisa que já exista determinada, é algo que está a fazer-se. E aí as artes têm um papel fundamental. Na capacidade de cada um descobrir possibilidades de si que antes não sabia que tinha”, palavras de Paulo Pires do Vale, Comissário do Plano Nacional das Artes (PNA), na aula inaugural da Cerimónia de Abertura do Ano Escolar 2023/24, decorrida no pequeno auditório do CCC, a 28 de outubro.

    “Todos os alunos vêm com um conjunto de condicionantes, com um mundo limitado. E a escola precisa de o dilatar e de contrariar o destino; não se ficar convencido que o código-postal vai predizer se o aluno tem sucesso ou insucesso. Estou certo que mais artes, mais património, mais cultura nas escolas também permitem isto”, que é a “grande missão da escola, indestinar”, defendeu o comissário.

    Numa palestra onde se falou também da construção intergeracional da verdade, ao invés de uma transmissão unidirecional, de “agentes de contágio”, “extituições”, “transdisciplinaridade” e do papel do ensino das artes no fomento ao “ativismo cultural”, como já existe o ambiental, abundaram também as histórias, como a da coreógrafa dos musicais “Cats” e “Fantasma da Ópera”, Gillian Lynne, em quem um psicólogo escolar descobriu o dom da dança e não uma menina com necessidades especiais ou doente, como lhe era usualmente apontado. “Precisamos de professores, pais, agentes culturais profetas”, alertou.

    Findo um ano letivo profícuo no que toca à implementação do PNA nas escolas caldenses, a cerimónia teve as artes como tema (à semelhança do programa do Gabinete da Juventude para 2024). A vereadora da Educação e da Cultura, Conceição Henriques, informou que a autarquia prevê no seu orçamento um aumento de 25% (de três mil para quatro mil euros) da verba atribuída aos agrupamentos escolares no âmbito deste plano, prometendo um “trabalho ativo” em conjunto com os “coordenadores do PNA e com a coordenadora regional para que o plano vá crescendo e se constitua como um instrumento transformador da sociedade caldense, dos nossos jovens e do resto da população”.

    Houve ainda uma mesa redonda moderada pela coordenadora intermunicipal do PNA, Elisabete Silva, onde os diretores dos três agrupamentos escolares do concelho fizeram um balanço do trabalho desenvolvido no âmbito do plano, tendo ainda sido partilhada a história de um aluno que descobriu uma área de interesse no campo das artes – a fotografia – e, por conseguinte, aumentou o rendimento e a motivação académicos, através da ajuda da artista residente na Bordalo Pinheiro, Amábile Bezinelli.

    O aluno realizou ainda uma exposição na escola, que contribuiu para fomentar a sua boa imagem junto dos pares. “Este aluno acabou por sentir que pertencia àquela escola, e este facto mudou completamente a sua postura. Mas também mudou a vida da sua família, como tivemos oportunidade de ver numa mensagem que deixaram nas redes sociais”, contou a coordenadora intermunicipal do PNA, Elisabete Silva, a respeito da história que lhe foi, por sua vez, transmitida pela professora coordenadora do Projeto Cultural de Escola (no âmbito do PNA) no Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, Cecília Correia.

    A coordenadora intermunicipal do PNA teceu ainda uma palavra de reconhecimento pelo trabalho colaborativo entre “as escolas, a autarquia, as instituições, as famílias e os alunos deste território”, onde está “a acontecer algo muito interessante”.

    Trata-se de um trabalho que já tem sido reconhecido nacionalmente, como é o caso do “Manifesto Anti-Corrupção”, desenvolvido pelos alunos do 2.º ciclo da EB de Santa Catarina, e que abriu a sessão. Este foi agraciado, em junho passado, com uma menção honrosa no âmbito da Rede de Escolas Contra a Corrupção, um projeto do Conselho de Prevenção da Corrupção, uma entidade administrativa independente que funciona junto do Tribunal de Contas.

    Na sessão foram homenageados 28 professores dos agrupamentos de escolas Raul Proença, Rafael Bordalo Pinheiro e D. João II, e seis auxiliares, que se aposentaram este ano.

  • Passatempo “Com a energia certa podemos iluminar o mundo”

    A Gazeta das Caldas está atualmente a promover o passatempo “Com a energia certa podemos iluminar o mundo”, que propõe a crianças e jovens dos 10 aos 15 anos que enviem para o nosso jornal propostas de desenhos para ilustrar o calendário anual de 2024 que, como vem sendo hábito, será produzido pela Gazeta.
    Os interessados devem enviar os seus desenhos, até ao dia 15 de novembro (data em que encerram as inscrições) para o e-mail eventos@gazetadascaldas.pt, habilitando-se a um prémio surpresa.
    As medidas definidas para os desenhos são 18 centímetros de largura por 16,5 centímetros de altura.
    O conjunto dos desenhos participantes no passatempo será depois publicado nas redes sociais da Gazeta, onde serão votados entre os dias 17 e 19 de novembro, sendo posteriormente divulgados os vencedores.
    Desafie os mais novos a participar e, lembre-se, com a energia certa podemos iluminar o mundo. ■

  • Residências de autonomização e inclusão em Peniche

    Residências de autonomização e inclusão em Peniche

    O sonho antigo, da Cercipeniche, está agora mais perto de vir a ser concretizado

     

    A Cercipeniche já recebeu o Contrato de Comparticipação Financeira celebrado no âmbito da aprovação das candidaturas PRR – Nova Geração de Equipamentos Sociais, para duas novas Respostas Sociais de Residências de Autonomização e Inclusão (RAI).
    A Cercipeniche esteve presente na cerimónia de formalização da criação de 40 Residências de Autonomização e Inclusão (RAI) para pessoas com deficiência, abrangendo 188 novas vagas a nível nacional, tendo recebido o contrato das mãos da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho e da secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes.
    Em Peniche serão criadas 10 vagas, em quatro apartamentos cedidos pela Câmara, “que serão remodelados para permitir que pessoas com deficiência possam viver de forma autónoma e mais inclusiva, com o apoio de uma equipa técnica”, refere a instituição, notando que “este era um sonho antigo da Cercipeniche, que será agora concretizado”.
    Entretanto, foi também aprovada a candidatura ao projeto EDP Energia Solidária – Ecoterapias, proporcionando “um programa de terapias inovadoras e sustentáveis, em vários espaços da Cercipeniche”.
    A Cercipeniche tem como objetivo, em dois anos, “adaptar o espaço da horta para ser utilizada pelas pessoas com deficiência intelectual e multideficiência como espaço terapêutico e de bem-estar social”, mas também “implementar canteiros elevados, compostores e uma cisterna para aproveitamento de águas pluviais” e “efetuar inovações no tanque terapêutico e balneários, com o objetivo de conseguir um espaço de maior eficiência energética, com enfoque ao nível da qualidade do ar, água e conforto”.
    Outro dos objetivos previstos nesta candidatura passa por “fornecer bicicletas elétricas para sensibilizar para a necessidade de alterar hábitos de mobilidade” e ainda “implementar plano de formação sobre eficiência energética, energias renováveis e mobilidade sustentável”, bem como “a instalação de sistema solar fotovoltaico destinado ao autoconsumo (UPAC) de 30KW”. ■

  • Pilar del Rio e Chico Diaz à conversa com alunos da ETEO

    Jornalista espanhola e o ator brasileiro estiveram na escola profissional para falar sobre Saramago e sobre o filme feito sobre F. Pessoa

     

    Foi com o auditório da Escola Técnica Empresarial do Oeste (ETEO) repleto que se realizou, a 27 de outubro, um encontro literário com Pilar del Rio, viúva de José Saramago e responsável da Fundação José Saramago, e com o ator Chico Diaz que interpreta o papel de Ricardo Reis no filme e série de João Botelho, “O Ano da Morte de Ricardo Reis”. A sessão correu de forma informal com várias perguntas dos alunos sobre Saramago e sobre o filme que se dedica a um dos heterónimos de Fernando Pessoa. Falou-se sobre obras favoritas e sobre o facto de ter sido um ator brasileiro a interpretar Ricardo Reis. “Vivemos num tempo de informação superficial e fragmentada, que é o contrário do que a literatura oferece”, partilhou o ator com os alunos. Pilar del Rio, por seu lado, convidou os alunos da ETEO a conhecer os locais geográficos por onde andou Fernando Pessoa e onde Saramago colocou Ricardo Reis. “Nestas ruas houve arte e seria bonito se pudessem conhecer”, disse a convidada que ficou a conhecer que estão a ser projetadas várias iniciativas em Lisboa como a construção de uma rota referente a Fernando Pessoa pelos alunos caldenses, tal como contou a professora Celeste Afonso, uma das responsáveis pela iniciativa. A obra “O Ano da Morte de Ricardo Reis” fez Pilar deslocar-se a Portugal para conhecer o local e, mais tarde, o próprio autor com quem depois casou. Também considera que o livro “As Intermitências da Morte” é um grande romance mas, se só pudesse escolher um para levar para uma ilha deserta, escolheria “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Chico Diaz aconselhou os alunos que já tinham visto o filme “que é um recorte sintético do realizador” a ver também a série (disponível na RTP Play) pois esta, com cinco horas,”permite uma maior aproximação à obra saramaguiana”. ■

  • Salir de Matos fez festa de homenagem ao padre Eduardo

    Um grupo de cidadãos e a Paróquia de Salir homenagearam o pároco que celebrou 60 anos de carreira

    O padre Eduardo Gonçalves foi chamado no passado domingo, 29 de outubro a celebrar missa em Salir de Matos. Fê-lo com gosto pois, apesar de já se ter reformado, o pároco de 85 anos está sempre pronto a colaborar e volta com gosto às paróquias onde trabalhou. “Foi uma agradável surpresa. Só quando lá cheguei é que comecei a desconfiar que se preparava algo para mim quando vi estavam presentes os meus familiares, de Torres Novas!”, contou o padre à Gazeta das Caldas que ficou muito feliz com a festa convívio que foi preparada por um grupo de cidadãos de Salir de Matos, aos quais se juntou também a paróquia.
    O padre Eduardo esteve durante 12 anos em Salir de Matos, localidade que considera “muito especial”. E acrescentou que “mantenho uma forte amizade com as pessoas da terra” e que organizaram “uma festa que foi muito bonita e creio que as pessoas de lá também “engraçaram” comigo!”.
    Eduardo Gonçalves ainda mantém alguma ligação à paróquia, pois volta e meia ainda celebra por lá uma missa ou um funeral, mas no passado domingo foi a oportunidade de rever quase toda a comunidade e “foi possível rever alguns paroquianos, muito amigos e que não via há muito tempo! Acabei por me emocionar”,partilhou o padre Eduardo.
    Foi pois uma reunião de amigos e familiares muito especial para este pároco pois além de ter reunido pessoas como a sua irmã, veio também um sobrinho-neto que acabou de completar o seu primeiro aniversário.
    Após a celebração da missa decorreu um almoço convívio partilhado no Centro Pastoral.

    “Somos família!”
    Estela Costa, uma das organizadoras da festa que se propôs a assinalar não só a reforma do pároco de 85 anos, mas também porque este último assinalou, em agosto passado, os 60 anos de carreira, de uma vida ao serviço da Igreja e dos outros.
    “Foi uma festa convívio que ele gostou muito pois somos família!”, disse a paroquiana acrescentando que a sessão contou com a intervenção do juiz Carlos Querido, que é também de Salir de Matos.
    Além de padre, Eduardo Gonçalves foi professor, regente de grupo coro, capelão do hospital e esteve ligado aos grupos de amigos dos museus. Foi voluntário de várias causas sociais, mecenas de jovens estudantes e também continua a fazer sessões de musicoterapia na associação Olha-te, que trabalha com pessoas com cancro e seus familiares.
    Com a Gazeta, o padre partilhou que agora já não é possível manter o mesmo ritmo frenético que teve em tempos com a escola, o hospital e com várias paróquias. No entanto, também não é homem capaz de estar parado. Assim, é com gosto que substitui os colegas na realização das tarefas relacionadas com a igreja, sempre que tal se revela necessário.
    “E tenho conseguido realizar as atividades a que me proponho”, rematou o padre Eduardo Gonçalves que além de ter estado nas Caldas e em Salir de Matos, também foi pároco noutras freguesias como na Foz do Arelho, na Serra do Bouro e no Nadadouro.■

  • Muita animação na primeira Corrida Vau a Baixo

    Muita animação na primeira Corrida Vau a Baixo

    A primeira edição da Descida Vau A Baixo decorreu na tarde do dia 29 de outubro naquela localidade obidense.

    O evento (que estava previsto para o dia 23 de outubro, mas que foi adiado devido às condições meteorológicas adversas) começou com um almoço convívio, seguindo-se, a partir das 14h00 e durante a tarde, a descida.

    “Foram momentos de alegria entre várias gerações e em família, onde a simplicidade, boa disposição e participação estiveram ao rubro”, referiu o presidente da Junta de Freguesia, Frederico Lopes.

    O evento contou com 32 carros participantes, que percorreram, um a um, a descida de 450 metros pelo interior da localidade, num evento que além da diversão e do convívio intergeracional, ajuda a dar a conhecer o território e potencia a partilha.

    “Depois do sucesso deste ano ano não podiáimos deixar de anunciar que em 2024 a Descida Vau A Baixo estará de volta para a II edição”, confirmou o autarca.

    A iniciativa desafiava os interessados a participar com um carro feito pelos próprios e sem nenhum método de propulsão, que não a gravidade.

    O resultado foi o demonstrar da criatividade de cada um. Ora vemos um carrinho de mão transformado, ora vemos um “tanque” de guerra (que venceu o prémio para o mais criativo), ora esbarramos num kart adaptado. O que interessa são mesmo os momentos de diversão que ficam registados.

  • Unidade de Internamento Psiquiátrico do Hospital de Peniche continua por abrir

    Obras foram concluídas no início do ano

    “A Unidade de Internamento Psiquiátrico do Hospital de Peniche continua à espera de autorização da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para começar a funcionar, apesar das obras de adaptação do edifício para acolher o novo serviço estarem concluídas desde o início do ano. Sem entrar em mais pormenores para justificar este atraso, o Centro Hospitalar do Oeste (CHOeste) apenas esclarece que aguarda “que se ultimem os procedimentos necessários para o início de funcionamento”.
    O que estará em causa é o atraso, pelo Ministério da Saúde, na contratação de profissionais para as três unidades que vão abrir no país, onde se inclui o CHOeste, com financiamento do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), avançou o Jornal de Notícias. Na altura em que o investimento oestino foi anunciado pelo Ministério da Saúde, foi assumido que esta valência médica na nossa região entraria em funcionamento na cidade piscatória ainda em 2022. O contrato foi assinado na ocasião por Elsa Baião, presidente do conselho de administração do CHOeste, e Victor Herdeiro, presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Dotada de 15 camas para adultos, esta unidade penichense poderá vir mais tarde a expandir-se para 25 camas.
    As obras da Unidade de Internamento Psiquiátrico do Hospital S. Pedro Gonçalves Telmo de Peniche foram orçadas em cerca de 690 mil euros (mais IVA). Este serviço consta do Plano Nacional de Saúde Mental e pretende reduzir os internamentos agudos nos hospitais psiquiátricos. Neste caso pretende que os doentes da região sejam aqui tratados, ao invés de serem transferidos para unidades hospitalares em Lisboa. Pretende-se desta forma “garantir que o internamento ocorre em unidades próximas dos locais de residência dos doentes, acabando com as assimetrias regionais” e que “o doente recebe os cuidados de psiquiatria no hospital geral da sua área, onde já recebe os cuidados das outras áreas da saúde, evitando a separação entre cuidados físicos e cuidados psiquiátricos”, segundo a ACSS.
    Cada equipa das novas unidades vai contar com sete a oito profissionais, entre psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, terapeutas, assistentes e técnicos. A concretização das medidas relativas à Saúde Mental visa garantir que a assistência em internamento psiquiátrico seja realizada em unidades situadas em hospitais gerais, e não em hospitais psiquiátricos, os quais não dispõem das valências médicas e de diagnóstico existentes nos hospitais gerais.
    A nova Lei de Saúde Mental que entrou em vigor em Agosto veio substituir uma legislação com mais de duas décadas, focando-se agora o diploma legal na garantia de mais direitos aos cidadãos com necessidades de cuidados de saúde mental. O Governo pretende concluir a reforma da saúde mental até 2026, orçamentada em 88 milhões de euros financiados pelo PRR. Estão previstas 40 equipas comunitárias para fazer chegar cuidados de saúde mental junto dos doentes em todo o país até 2025, distribuídas pelas diferentes administrações regionais de saúde. No caso do Oeste, a responsabilidade da gestão deste processo ainda pertence à ARSLVT, que com a entrada das novas Unidades Local de Saúde (entre as quais a USL Oeste), no início do próximo ano será extinta. ■

  • Torneio do CT Caldas juntou cerca de 30 jovens

    Torneio do CT Caldas juntou cerca de 30 jovens

    Torneio juntou jovens dos escalões Sub-12 e Sub-16

    O Clube de Ténis das Caldas realizou no passado fim de semana, nos courts de ténis do Complexo Desportivo Municipal, o Torneio Revelação, destinado aos escalões Sub-12 e Sub-16, masculinos e femininos.

    Estiveram presentes cerca de 30 jovens jogadores de diversos clubes que, apesar do mau tempo, demonstraram o seu bom nível técnico e o bom ténis que já praticam.
    Pelo Clube de Ténis das Caldas estiveram presentes, Diogo Faustino, Manuel Tonelo, Manuel Henninger, António Variz, Duarte Martins, Rodrigo Silva e Rodrigo Inácio.

    Quanto aos vencedores, João Tiago Pedrosa, do Clube Escola de Ténis de Leiria, e Sara Marques, da Academia de Ténis Fabril-Lavradio no escalão de Sub-12, enquanto no escalão de Sub-16 Artur Correia Freire, da Associação de Ténis de Almeirim, foi o mais forte.

  • Editorial – Um cais palafítico e uma ponte entre Caldas e Óbidos

    Editorial – Um cais palafítico e uma ponte entre Caldas e Óbidos

    José Luiz de Almeida Silva

    No passado sábado a população pode passar a contar com o Cais Palafítico e Observatório de Aves da Barrosa na Lagoa de Óbidos, numa forma criativa de qualificar e aproveitar aquela pequena parte da margem norte da Lagoa.
    É pena a forma pouco coerente e lenta como ambos os municípios têm qualificado as margens da Lagoa de Óbidos, nuns casos mais operativos e eficientes, noutros levando a cabo apenas o mínimo necessário para dar uma vida nova aquele espaço lagunar de excecional qualidade.
    Há mais de uma década esteve prevista a construção de uma ponte pedonal e ciclável entre ambos os lados da Lagoa, obra que seria emblemática num dos pontos em que ambos se aproximam mais, no Braço da Barrosa.
    Houve projeto, financiamento e a obra esteve adjudicada segundo os técnicos se lembram. Ao que parece, o empreiteiro desistiu da obra, por razões mal explicadas, e nunca foi acionado qualquer procedimento para que a mesma fosse realizada como estava contratada.
    A Lagoa de Óbidos é um espaço tão precioso que bem merecia ser pensado, em primeiro lugar, conjuntamente pelas duas autarquias (Caldas e Óbidos), e depois à luz das novas tendências que são seguidas no mundo mais desenvolvido, para a aproveitar de forma sustentável e inclusiva que possa servir a maioria dos seus utentes e visitantes.
    Junto a Valência, na Albufera, um espaço lagunar imenso onde cultivam o arroz característico das paellas (o célebre arroz a valenciana), estão feitos arranjos que podiam ser uma boa inspiração para a gente cá da terra. Em muitos casos não é preciso inventar nada porque já houve outros que fizeram bem e com resultados práticos. ■

  • Ceramistas da região marcam presença na Bienal de Aveiro

    Abriu no fim de semana passado a Bienal Internacional de Aveiro e há ceramistas locais a participar nas exposições

    O mais importante acontecimento nacional e um dos mais importantes da nível internacional, a XVI Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro, abriu as portas a 28 de outubro, dia em que foram conhecidos os vencedores da edição de 2023 e a centena de escolhidos por um júri internacional entre um milhar de candidaturas a nível mundial.
    Entre a menos de uma dezena de escolhidos nacionais estão três ceramistas com atelier nas Caldas da Rainha e S. Martinho do Porto: ana+betania e e Stela Ivanova.
    Os prémios da 16.ª Bienal Internacional de Cerâmica Artística de Aveiro couberam no primeiro lugar, no valor de 13.000 euros, à obra “Balance in Red”, da autoria de Paula Bastiaansen, dos Países Baixos. O segundo, de 8.000 euros, agraciou a obra “Grow”, de Hidemi Tokutake, do Japão e o terceiro, de 4.000 euros, foi para a obra “Handle With Care”, de Ming-Miao Ko, de Taiwan. Houve mais de uma dezena de menções honrosas.
    Nesta edição apresentaram-se a concurso 565 artistas (o dobro da edição de 2021) com 915 obras cerâmicas, de 62 nacionalidades, tendo o júri selecionado para a exposição final e concurso 84 obras que correspondem a 104 peças de artistas de 37 nacionalidades.
    A exposição vai estar patente no Museu de Aveiro/Santa Joana – até ao dia 28 de janeiro de 2024. Na cerimónia de inauguração foi dado a conhecer que o município de Aveiro vai lançar o concurso para realizar a obra do futuro museu da bienal de cerâmica artística. Este ficará no edifício da antiga biblioteca municipal, que será reabilitado, sendo o projeto de arquitetura da autoria de João Mendes Ribeiro que trabalha na Câmara de Aveiro.
    A Bienal inclui várias exposições em inúmeros locais da cidade de Aveiro, entre os quais uma dos membros portugueses da Academia Internacional de Cerâmica, na Galeria Morgados da Pedricos, que integra o caldense Carlos Enxuto e a dupla Ana+Betania, artistas que têm o seu atelier de cerâmica nas Caldas, bem como, as propostas cerâmicas de João Carqueijeiro, Sofia Beça, Xana Monteiro, Heitor Figueiredo e Yola Vale.
    Esta é a primeira vez que se reúnem numa exposição as obras dos autores portugueses que fazem parte da Academia Internacional de Cerâmica, organização que vai ter em Setembro próximo em Alcobaça e nas Caldas o seu Congresso Mundial, que reunirá centenas de ceramistas de todo o mundo.

    Bienal em crescimento
    Segundo Stela Ivanova, a Bienal de Aveiro “está a aumentar de envergadura, (em breve terá o seu próprio museu) e está a suscitar cada vez mais interesse por parte da comunidade artística internacional”. Stela Ivanova – que trabalha com grês e porcelana – acredita que a próxima edição “será ainda mais cobiçada e concorrida”.
    Ana Cruz, da dupla ana+betania concorda que a Bienal tem “um programa mais extenso e mais rico” e que está “muito melhor em relação aos aspetos organizativos”. Desta forma, o evento vai continuar a cativar muitos artistas estrangeiros e bater recordes de participação. A dupla de ceramistas concorreu com “Reminiscências” à Bienal e possui quatro obras, patentes na exposição da AIC.
    Entre várias mostras, que podem ser apreciadas em diferentes espaços da cidade de Aveiro, conta-se “A Poética da Erosão” de Cecília de Sousa, que se encontra na Galeria da Antiga Capitania.
    Esta edição da bienal ainda integra exposições de ceramistas convidados. No Museu Arte Nova está a mostra de Ellen van der Woude, no Antigo Edifício Estação de Juana Fernandez, no Museu da Cidade de Aveiro da Coletiva – Latvia Ceramics Biennale e de Laure Delamotte-Legrand, no Claustro da Misericórdia da Coletiva da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, bem como os rituais do chá da Coleção Bienal nos vários hotéis da cidade.■

  • Mudança de hábitos e mentalidades é a chave para a mobilidade

    Mudança de hábitos e mentalidades é a chave para a mobilidade

    A grande mudança para uma melhor mobilidade passa pela educação e formação das pessoas

    Na tarde de domingo, cerca de 20 pessoas reuniram-se nas novas instalações da Hélia Arte Floral, para falar sobre mobilidade e urbanismo, na 10ª tertúlia da ACCCRO. A conclusão principal é de que, acima de tudo, é preciso mudar hábitos e mentalidades.

    Tal esteve em foco nas intervenções de João Santos, diretor da ESAD, que afirmou que Caldas “não é um sítio amigo dos transportes coletivos” e que aqui os engarrafamentos de três minutos são caóticos. “A ideia de ter um carro está muito presente nos jovens”, mas Caldas é uma cidade que se atravessa com facilidade a pé. Ainda assim, nota, “o chegar à escola é uma aventura porque a ESAD ainda parece que é fora das Caldas, é um trajeto difícil”. Elogia o Toma, notando que “agora já temos uma paragem, onde os alunos podem esperar pelo autocarro os 40 minutos, que é o problema: a frequência. Numa cidade como Caldas, o que faz falta é uma maior frequência nos transportes urbanos, para que as pessoas acreditem que vale a pena esperar pelo autocarro, porque passa em 10 ou 15 minutos”.

    Também Nicola Henriques, dos Silos Contentor Criativo, diz que este é “um território que é demasiadamente pequeno para ter problemas realmente significativos na vida de todos nós, os três minutos que foram falados são irrisórios”. Já Ricardo Gomes, da Deck, empresa sedeada na Zona Industrial, apontou aos que andam “de carro a dar quatro e cinco voltas à Praça da Fruta com o estacionamento do CCC quase vazio”, algo com que se tem deparado regularmente. “O grande problema é de mentalidade, as pessoas querem levar o carro até à porta do sítio para onde vão”. Um exemplo, o caos que se gera na hora de levar crianças à escola. Sobre escola falou também Flávio Jacinto, presidente da Junta de Salir de Matos. “Não aceito que as crianças tenham que sair de casa às 6h30 da manhã para entrarem na sala às 9h00, e é algo programado”, disse o autarca, que trouxe os problemas sentidos numa freguesia rural onde diz que, para haver desenvolvimento, tem que existir confiança nos transportes e frequência de oferta, apesar de nunca chegar a todos os lugares. “Cada vez mais sentimos que não temos condições para fixar pessoas na freguesia, que era importante para o desenvolvimento rural”.

    Joaquim Beato, vice-presidente da Câmara, falou da possibilidade de introdução de medidas como parquímetros com o objetivo de devolver a cidade ao peão. “Porque é que não podemos ter, por exemplo, pessoas a vir de Santa Catarina às Caldas para consultas médicas, com um serviço de agendamento e em vez de vir uma pessoa, virem cinco, ou dez. Passa pela coragem de dizermos que estamos num ponto de viragem para mudar hábitos”.

    Sobre o urbanismo, considera que “Caldas tem muitas zonas para serem reabilitadas e os programas de incentivo estão virados para a reabilitação, pelo que a lógica é a utilização das infraestruturas que existem, como redes de águas e esgotos”. Em processo de revisão do PDM, diz que “provavelmente temos que ter a coragem de ir mudando alguns hábitos e comodismos e isso trará melhor qualidade de vida. O que é que isto tem a ver com PDM? É que os PDM mais justos vão trazer esta ética do equilíbrio, se não for por nós próprios, vamos ser obrigados a tal”, afirmou admitindo que “o PDM das Caldas, que é de 2002, está desatualizado”.

    Filipe Daniel, presidente da Câmara de Óbidos, trouxe para a conversa a ferrovia e disse que “não podemos gastar 160 milhões de euros para ganhar alguns minutos na viagem até Lisboa”. Reconheceu a “falta de passeios”, especialmente nas aldeias e revelou que, ao longo destes dois anos de mandato, o que as pessoas mais pedem são lombas. “As pessoas querem lombas de 50 em 50 metros, mas o problema está na base, na educação”.

  • Os melhores do mundo no hip hop competiram em Óbidos

    A segunda edição do concurso do Hip Hop Unite em Óbidos contou com cerca de 1300 bailarinos de 13 países

    Entre os dias 26 e 29 de outubro, Óbidos esteve ao rubro com o Campeonato Mundial do Hip Hop Unite, que reuniu cerca de 1300 bailarinos de 13 países, entre os quais África do Sul, Nova Zelândia, Marrocos ou Japão, para além dos europeus, nesta segunda edição do evento em Óbidos, organizado pelo Hip Hop Unite, Hip Hop Unite Portugal, Câmara de Óbidos e Óbidos Criativa.
    “Foi uma oportunidade que surgiu em 2022, através da OesteCIM, em que a Hip Hop Unite procurava em Portugal um local para fazer o campeonato mundial. Assim que soube, agarrei imediatamente o projeto”, explicou o edil obidense, Filipe Daniel.
    O evento integra uma estratégia alargada de investimento no desporto e saúde da autarquia. “Já tinha muita vontade de fazer uma competição dentro desta onda da dança, dos jovens, do companheirismo que reúne esta tipologia de desporto”, continuou, aludindo ao significado subjacente ao nome “Hip Hop Unite”.
    Filipe Daniel explicou que se trata de uma “oportunidade de ouro num território onde a pirâmide demográfica está um pouco invertida”, ajudando a “fixar e atrair os jovens”, “para que não tenham de procurar uma grande cidade para as dinâmicas” que lhes interessam. E o feedback tem sido “extraordinário”.
    Devido à taxa de ocupação de Óbidos ser “muito grande”, os participantes ficaram alojados noutros concelhos da região Oeste, e ainda em Leiria, Marinha Grande ou Batalha,
    O presidente de Óbidos expressou ainda a sua pretensão de “manter e reforçar” a parceria com o Hip Hop Unite e Hip Hop Unite Portugal para a realização do próximo evento.
    Musta Elbahi, representante do Hip Hop Unite, explicou que o campeonato mundial já se realiza desde 2012, tendo passado, nos últimos anos, por Agen, em França, Leiden, nos Países Baixos, ou Martinica, nas Caraíbas. “Tentamos encontrar um novo lugar a cada cerca de dois anos”, explicou, mostrando-se “muito entusiasmado” com o resultado da competição, que “excedeu de longe as expectativas”. “Através de esforços conjugados, criámos um evento que não apenas demonstrou o incrível talento e a dedicação dos nossos participantes, como também melhorou em inúmeros aspetos comparativamente a edições passadas”, continuou.
    Ao município de Óbidos agradeceu “a ajuda para continuar a expandir a sua missão de providenciar a comunidade, os recursos e a educação aos bailarinos”. Sobre a próxima edição, afirmou que “ainda não sabemos onde irá decorrer”, tendo anunciado, no evento, que será em dezembro.
    As belgas Jany Meersman, de 28 anos, e Jelke Meersman, de 25 anos, participaram pela segunda vez no evento, tendo integrado a equipa vencedora do escalão de pequenas crews adultos, “Collusion”, e Jany igualmente a equipa “Rebounce”, que venceu a categoria de mega crew adultos. As irmãs ficaram alojadas em Peniche, com as duas equipas de 9 e 20 elementos, respetivamente, do mesmo treinador. “Foi muito difícil, houve muita competição e todas as equipas deram o seu máximo, o que nos deixou cheias de adrenalina”, contou Jany.
    Jelke explicou que entre ensaios e a competição, não houve tempo para visitar a área, mas salientou a boa energia do evento e o convívio com outras equipas. De Portugal levam essas memórias e o troféu, depois de terem sido campeãs no seu campeonato nacional e de cerca de um ano a ensaiar a coreografia vencedora.
    O Hip Hop Unite Portugal é representado por João Condesso, da Dance Life Academy, em Arruda dos Vinhos, cuja equipa de adultos mega crew ficou em segundo lugar.
    Ao longo do evento, decorreram competições de pequenas crews e duos de cadetes, juniores, adultos e seniores, e de mega crews de cadetes e adultos, com as finais a decorrer no sábado, dia 28 de outubro, que este ano encerrou com uma after party animada pelo DJ Tarik e os Karetus, muito participada por jovens da região. No domingo, houve workshops.
    A Câmara de Óbidos fez um investimento “na casa dos 70 mil euros, em espécie, com a logística”, rematou o edil obidense. ■

  • Feira de S. Simão teve inovações estruturais

    Feira de S. Simão teve inovações estruturais

    Autarquia alcobacense realizou inovações no espaço da feira centenária, que voltou a atrair milhares de pessoas

    A centenária Feira de S. Simão regressou ao Mercado Municipal de Alcobaça, tendo sido participada por mais de vinte expositores oriundos da região Oeste e arredores, e visitada por cerca de 15 milhares de pessoas.

    Celebrando-se entre os dias de São Simão (28 de outubro) e de Todos os Santos (1 de novembro), “é uma das feiras típicas de Alcobaça, que nós mantemos”, e que este ano foi renovada com a criação de um “palco mais central, de 360º”, onde decorreram as atividades culturais, e uma “zona de showcooking”, explicou o chefe da unidade de Cultura da Câmara, César Salazar. Instalou-se ainda uma máquina fotográfica 360º.

    Os chefs Ricardo Raimundo e João Ribeiro cozinharam ao vivo, e também se demonstrou como confecionar as broas típicas da época.

    Vanda Helária, da empresa beneditense Mercadinho dos Frutos Secos, participou na feira pela terceira vez. Na sua recheada banca saltavam à vista a fruta desidratada ou os frutos secos, alguns de produção própria, na zona de Torres Novas, como a passa de uva e de figo. A vendedora mostrou-se satisfeita com a procura, nacional e estrangeira, comentando que “os turistas questionam o que são as broas”, enquanto os portugueses procuram principalmente os frutos secos para as confecionar.

    A banca dos Frutos Secos A-do-Barbas, da Maceira, voltou a marcar presença no certame em que já participa “há mais de 25 anos”, contou a proprietária, Carina Silva. A vendedora realça o poder reencontrar “pessoas que nos vêm visitar ano após ano”. Carina viu “mais pessoas”, mas “sem grande poder de compra”. Saíram bem as broas, como as de batata doce ou dos santos, de fabrico artesanal, e os frutos secos, ou passados, como lhes chamavam os antigos. “Ainda temos clientes que dizem que querem figos passados, e não figos secos”, contou.

    O investimento foi semelhante ao de 2022, entre “35 e 40 mil euros”, aplicado principalmente nas estruturas, rematou César Salazar.

  • Sessões do Cineclube na ESAD.CR

    Sessões do Cineclube na ESAD.CR

    No próximo dia 6 de novembro, pelas 19h00, no auditório da ESAD.CR, será exibido o filme “Setembro”, de Leonor Noivo. Será mais uma sessão do CineClube das Caldas que aposta no cinema luso e que contará com a presença da realizadora. Em “Setembro” será contada a história de mãe e filho que regressam ao seu país, à sua cidade, ao seu passado, depois de anos passados no estrangeiro. “Eles seguem caminhos divergentes para recuperar o que foi perdido: o filho em busca de um pai ausente, a mãe em busca da possibilidade de amar”, explica nota sobre a película.

    No dia 20 de novembro será a vez de exibir “Mesa Posta” de Beatriz de Sousa. O filme aborda os hábitos, as crenças e os momentos que são contados no ato de pôr a mesa. “A brutalidade da vida é confrontada com a beleza e a graça dos objetos que a compõem”, conta a nota sobre o filme.

    O Cineclube das Caldas tem as portas abertas aos interessados em cinema da cidade. E coloca o o foco no cinema autoral jovem. O Cineclube pretende promover a acessibilidade à sétima arte e também pretende promover o cinema português, através de sessões de cinema quinzenais com a participação dos realizadores, deixando fluir uma entrevista, em tom de conversa, no fim das sessões.

    As sessões decorrem no Auditório EP1 da ESAD.cr, mas também se têm realizado noutros espaços como em cafés, coletivos e até em espaços abertos. Nas sessões, que têm entrada gratuita, “todos são bem-vindos a participar, intervir com perguntas, fomentando o interesse e a curiosidade”, explica nota sobre esta iniciativa que quer desenvolver projetos coletivos ligados ao cinema e à região. Neste momento, “a equipa do cineclube está a trabalhar para tornar todos os seus projetos atuais e futuros acessíveis a toda a comunidade”, explica nota de imprensa sobre o Cineclube local, projeto que tem sido desenvolvido por alunos da escola de artes.

  • Pedro Batim foi distinguido como designer em Inglaterra

    Pedro Batim foi distinguido como designer em Inglaterra

    Designer caldense foi um dos vencedores do Prémio das Indústrias Criativas do Reino Unido

    Pedro Batim foi o vencedor do prémio Bespoke Fashion Designer of the Year, atribuído pelos Prémios da Indústria Criativa em Inglaterra. “Para mim foi muito importante receber este prémio pois significa o reconhecimento internacional do meu trabalho”, disse o caldense à Gazeta das Caldas.

    O designer de moda afirmou que “é fantástica a forma como me recebem aqui e a forma como sou contactado por pessoas de todo o mundo”. E o facto de ter sido distinguido com o prémio de Bespoke Fashion Designer of the Year num país estrangeiro “é uma sensação muito boa”. E poderá também abrir portas a mais projetos a este caldense que vive na cidade de Leicester.

    De momento Pedro Batim tem vários projetos a decorrer. Já para a próxima semana, o designer caldense irá apresentar a coleção Primavera Verão 2024 no Leicester Fashion Week (a 11 de novembro) e está também a trabalhar no que será a apresentação desta coleção também no London Fashion Week, evento que terá lugar em fevereiro de 2024.

  • Inês Pereira, do Vale Canada, é a nova Rainha das Adiafas

    Inês Pereira, do Vale Canada, é a nova Rainha das Adiafas

    Inês Pereira, residente em Vale Canada (Cadaval) é a nova Rainha das Adiafas, acumulando a faixa com a distinção de Miss Fotogenia. A 1.ª e 2.ª Dama de Honor foram Carolina Vicente e Catarina Fernandes, respetivamente, tendo a última conquistado também a faixa de Miss Simpatia, eleita pelas restantes dez candidatas. A eleição decorreu a 22 de outubro, na 24.ª Festa das Adiafas e do XX Festival Nacional do Vinho Leve.

  • Assembleia Municipal aprova Carta Educativa do Concelho das Caldas da Rainha

    Assembleia Municipal aprova Carta Educativa do Concelho das Caldas da Rainha

    Documento segue agora para aprovação no Ministério da Educação e vai permitir à autarquia candidatar-se a fundos do PRR para o financiamento de obras nas escolas. Propostas do VM para os impostos autárquicos foram aprovadas, assim como o novo regimento da Assembleia Municipal

    A Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou por unanimidade, no passado dia 24 de outubro, a Carta Educativa do município caldense. O documento faz uma caracterização do estado da educação no concelho e sugere uma reorganização nas escolas.

    António Rochette, um dos coordenadores do estudo, apresentou o documento aos deputados municipais e começou por destacar a perda de população jovem no concelho entre 2001 e 2021, de acordo com os Censos, com menos 34% de nascimentos.

    Quanto ao parque escolar, António Rochette destacou a rede de escolas básicas com apenas duas salas, ou mesmo uma, no caso da Lagoa Parceira, que obrigam a que na mesma sala de aula estejam alunos de, pelo menos, dois anos escolares diferentes.

    António Rochette apresentou uma solução para manter estas escolas em funcionamento, que passa por agrupar pares de escolas em função de proximidade, passando a ser lecionados os dois primeiros anos de escolaridade numa, e noutra os 3º e 4º anos.

    Além desta fusão, o estudo aconselha que os alunos das localidades mais próximas de Santa Catarina possam ser integrados na Escola Básica dessa freguesia, atualmente com uma ocupação de cerca de 30% e “tem condições para albergar todos os alunos do setor nordeste”, salientou. O especialista acrescentou que a EB de Santa Catarina “tem cantina, biblioteca, e um conjunto de suportes ao enriquecimento curricular que nenhuma das outras tem”, contribuindo para um ensino com maior qualidade e também a fixação de alunos de localidades vizinhas que se deslocam atualmente para a cidade.

    Vítor Marques, presidente da Câmara das Caldas, disse que a Carta Educativa “é uma ferramenta importante, que nos permitirá candidatar a apoios do Estado, comunitários ou não”, e acrescentou que há necessidade de continuar a monitorizar a carta educativa, “admito que de dois em dois anos”, de modo a fazer “algumas correções”.

    Quanto à reformulação da distribuição de alunos nas escolas de duas salas, o autarca referiu que no ano letivo passado isso já foi feito nas escolas do Reguengo e do Chão da Parada. “Houve inicialmente alguma dificuldade por parte dos encarregados de educação, que muito rapidamente se desvaneceu e hoje não é sequer assunto, porque há uma efetiva melhoria na qualidade de ensino”, afirmou.

    Por parte dos deputados municipais, Alberto Pereira (PSD) disse entender as questões da qualidade de ensino, mas disse que “as escolas são para freguesias e para os seus fregueses algo que lhes pertence muito e têm dificuldade em abrir mão”, pelo que “a reorganização é necessária, mas não pode ser cega”.

    Jaime Neto (PS), abordou a questão demográfica. O deputado socialista referiu que há “assimetrias entre litoral e interior” que é necessário esbater além da escola, nomeadamente na mobilidade. “A situação de Santa Catarina tem a ver com isso, falta de acessibilidades”, sustentou, referindo-se diretamente à falta de investimento na requalificação da EN360. Mas a própria cidade das Caldas da Rainha “está a perder competitividade com outros concelhos mais a sul, que têm crescido mais com a proximidade de Lisboa”, pelo que é necessário “minimizar os riscos identificados na carta educativa”.

    Também na bancada do PSD a mobilidade foi uma questão abordada, por Paulo Espírito Santo, que se referiu à requalificação da Linha do Oeste como um instrumento necessário para “criar condições de atratividade à fixação de pessoas e, com isso, haver mais crianças nas escolas”.

    Luís Paulo Batista (VM), mostrou satisfação por “finalmente termos uma carta educativa. Estava difícil, demorou, mas em bom tempo chega”, uma vez que esta permite, agora, “avançar para novos investimentos”, notou.

    Questionado por Alberto Pereira (PSD), António Rochette adiantou que, uma vez aprovada na AM, e uma vez que foi já validada pela DGEST, a carta poderá ser rapidamente aprovada pelo Ministério da Educação e, assim, “se o município tiver os projetos feitos, em poucos meses as obras podem avançar”.

    Saúde preocupa
    As diversas bancadas com representação na Assembleia Municipal elogiaram a participação caldense na manifestação pelo novo hospital em Lisboa, mas esta não foi a única questão abordada pelos deputados e presidentes de junta de freguesia.

    José Henriques, presidente da junta de Alvorninha, falou da “situação dramática” da sua população, que deixou de ter médico prestador de serviços na extensão de saúde. “Era uma manhã e já nem isso temos”, lamentou.

    António Curado (VM), apelou a nova reunião da comissão de saúde devido à centralização do serviço de cirurgia do CHO em Torres Vedras, que vê como “altamente impactante negativamente para Caldas da Rainha”. Vítor Marques adiantou que a diretora do CHO informou tratar-se de uma situação pontual, mas que “não podemos resignar, porque não é normal”, disse.

    Quanto ao processo de luta pelo hospital do Oeste nas Caldas, o autarca disse que aguarda contacto do gabinete do primeiro-ministro, no sentido de que possa haver uma audiência, antes de avaliar próximos passos.

    Impostos aprovados
    A AM aprovou, também por unanimidade, as condições de financiamento do empréstimo de 3 milhões de euros que a autarquia vai contrair para financiar a requalificação da EB do Bairro da Ponte, a valorização energética e reabilitação da Biblioteca Municipal, a requalificação do Centro de Juventude e o alargamento da Rua da Estação. O crédito será liquidado durante um período de 10 anos, com um spread de 0,38%.

    À discussão estiveram os impostos cobrados pelo município, todos aprovados por unanimidade. A derrama passou a uma taxa de 0,33%, com isenção para empresas que não atinjam os 150 mil euros de volume de negócios e, por cinco anos, para todas as que fixem sede no concelho. Esta medida era antes exclusiva a empresas de base tecnológica.

    A taxa de IMI passa a 0,3% no próximo ano, com dedução de 30, 70 ou 140 euros quando se trata de agregados com, respetivamente, um, dois ou três ou mais dependentes.

    O executivo viu aprovada a proposta de devolução de 3% do IRS para 2025, face aos 2,5% que serão praticados em 2024. Esta medida é complementada com um apoio de 1000 euros por bebé nascido no concelho, o alargamento dos cartões farmácia para 200 utentes, e o aumento das bolsas académicas de 800 para 1200 euros e de 75 para 120 beneficiários.

    A sessão concluiu com a aprovação do novo Regimento para a Assembleia Municipal. O novo regimento, que tem por base “possibilitar um maior conhecimento externo do funcionamento” daquele órgão, disse José Luís Almeida (VM), um dos principais impulsionadores do novo documento, e introduz medidas como a possibilidade de gravação e transmissão das sessões. O presidente da Câmara passa a poder delegar a apresentação técnica de documentos aos deputados e é introduzido um Registo de Interesses dos membros da AM. O novo regimento também aumenta o tempo de intervenção do público, para 40 minutos e um mínimo de cinco minutos por intervenção.

  • Voleibol: Sp. Caldas venceu fora de casa nas duas competições

    Voleibol: Sp. Caldas venceu fora de casa nas duas competições

    Caldenses bateram o Madalena para o campeonato e o CV Lisboa para a Taça

    O Sp. Caldas deslocou-se ao reduto do Madalena, em Gaia, para defrontar um dos seus principais oponentes na luta pela subida de divisão, e acabou por vencer numa partida muito equilibrada.

    A equipa caldense entrou mal no jogo demorando a acertar o bloco e a receção que comprometeu o seu ataque. A equipa da casa acabou por vencer naturalmente o primeiro set. Nos dois seguintes, o bloco e a defesa melhoraram, conseguindo assim inverter o resultado para 1-2 de forma confortável.

    Mas os nortenhos responderam e, num quarto set equilibrado até ao fim, levaram a partida para a “negra”. No derradeiro set, o Sp. Caldas conseguiu manter a calma e levar de vencida, aproveitando a sua superioridade em termos de bloco e de alguns erros adversários.

    Em fim-de-semana de dose dupla, os caldenses voltaram a defrontar o CV Lisboa, agora para a Taça de Portugal, repetindo o resultado da primeira jornada do campeonato, que foi a vitória por 3-0.

    Foi um jogo relativamente tranquilo em que a superioridade da equipa caldense foi notória em todas as ações do jogo, tendo permitido inclusivamente rodar a equipa, tendo em conta o cansaço do jogo do dia anterior e a necessidade de dar competição a alguns jogadores.

    Este sábado, o Sp. Caldas recebe para o campeonato o Gueifães, numa partida com início marcado para as 17 horas.

    Juniores A estreiam-se
    Os juniores A do Sp. Caldas disputaram no passado domingo o seu primeiro jogo da época, em casa do Clube Nacional de Ginástica, a contar para o Regional. Os caldenses venceram por 3-1, com os parciais de 27-25, 23-25, 23-25, 18-25.

    Disputaram o Jogo os atletas do SCC: Duarte Paulo, Francisco Fernandes, Francisco Costa, João Fernandes, João Louro, Miguel Tavares e Tomás Santos. O próximo jogo será este sábado, às 16h30, em Almada contra o Cova da Piedade.

  • Futebol: A-dos-Francos estreia escalão a ganhar

    Futebol: A-dos-Francos estreia escalão a ganhar

    Nova formação compete no Interdistrital com equipas de Leiria, Santarém e Coimbra

    O GDC A-dos-Francos estreou em competição a nova equipa de Sub-15 feminina, que o clube criou este ano para participar no Torneio Interdistrital feminino de futebol de 9.
    A estreia foi com o pé direito, com uma vitória por 5-2 que podia até ter tido números mais expressivos.

    A formação caldense deu boas indicações, apesar de ainda estar a trabalhar há pouco tempo, mostrando potencial.

    O jogo começou com o primeiro golo do A-dos-Francos, numa jogada conduzida à direita por Ana Gomes, centro e finalização clássica de Bárbara Rodrigues.
    Iara ampliou a margem com um remate de longe bem colocado, mas o U. Almeirim reduziu à beira do intervalo.

    Na segunda parte, bis de Miriam e um golo de Fabiana Garcez construíram em definitivo a vitória.

    A formação do distrito de Santarém reduziu de grande penalidade, depois de Yara ter defendido outra.

    Seniores afastadas da Taça
    A equipa sénior do A-dos-Francos sofreu a primeira derrota da temporada, que ditou a eliminação da Taça de Portugal feminina. A formação caldense recebeu o Guiense, e viu Marie Blommaert apontar o único golo da partida para a formação do concelho de Pombal aos 32 minutos.

  • Badminton: Lucas Rodrigues em destaque na 4ª jornada de não seniores

    Badminton: Lucas Rodrigues em destaque na 4ª jornada de não seniores

    Lucas Rodrigues, do MVD, venceu a 4ª jornada de não seniores nas variantes de singulares e pares homens de Sub-19, a segunda em parelha com Afonso Figueiras (AAC).

    Na jornada realizada no CAR Badminton no passado fim-de-semana, participaram ainda os atletas do MVD Ruben Marques e Isabel Nunes, que ficaram pela fase de grupos das suas provas no escalão de Sub-15.

Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.