O município das Caldas da Rainha recebeu o Prémio de Excelência Autárquica na área do Desporto e da Ação Social, no passado dia 17 de junho, no III Congresso da Cidade Social, que decorreu em Vila Nova de Poiares. A distinção na área do Desporto foi resultado do “Programa Escola Play” e a “Semana Europeia do Desporto, enquanto que o prémio na área da Ação Social ficou a dever-se à iniciativa “Ser+ Saúde Mental | Programa de intervenção em Saúde Mental nas Escolas”. Este município recebeu ainda o reconhecimento anual de Município Amigo do Desporto.
Já o município de Óbidos foi distinguido com cinco prémios. Na categoria de Educação/Cultura, Óbidos viu ser reconhecido o projeto de educação e leitura “Bosque Literário”, enquanto que na categoria de Desporto foi distinguido pelo projeto “Sénior+Ativo – Programa Hidro Sénior”. Arrecadou, pelo oitavo ano consecutivo, o prémio de Município Amigo do Desporto e foi considerado Município Amigo do Turismo e da Cultura.
Óbidos recebeu, ainda, o prémio de “Autarquia Solidária”, o que sucede desde 2022, em face da sua “intervenção no desenvolvimento social, nos resultados obtidos e na adoção de processos de melhoria contínua”.
O congresso reuniu mais de 200 autarquias, num total de 600 presenças.
A Doença mão-pé-boca é causada por um vírus chamado Coxsackie da família do Enterovírus. Esta doença manifesta-se habitualmente entre os meses de Verão e Outono. É uma doença comum e normalmente de pouca gravidade podendo afetar crianças de todas as idades e até mesmo os adultos.
Como ocorre a transmissão?
Pode transmitir-se através do contacto com os fluidos corporais: saliva, secreções respiratórias (tosse), pelo líquido das lesões da pele ou através das fezes. Os sintomas começam 3-5 dias após o contacto.
Quais os sintomas?
O sintoma mais característico desta doença são umas pequenas manchas vermelhas (máculas e pápulas) que depois evoluem para bolhas com líquido (vesículas) localizadas preferencialmente nos pés, mãos (incluindo palmas e plantas) e à volta da boca. Outras partes do corpo afetadas podem ser também nádegas, região genital, braços e pernas. Estas lesões geralmente não causam comichão, dor ou desconforto, embora em alguns casos, a criança se possa queixar destes sintomas associados.
Podem também aparecer lesões na língua e interior da boca, como aftas que são habitualmente bastante dolorosas sendo frequente as crianças apresentarem alguma recusa alimentar, por dor ao mastigar e engolir os alimentos. Os bebés e crianças mais pequenas podem babar-se com mais frequência.
A quantidade destas lesões e a sua distribuição pode variar em cada criança.
Outros sintomas frequentes são:
Febre – muitas vezes é o primeiro sintoma a surgir.
Dor de garganta.
Perda de apetite.
Mal-estar.
Irritabilidade em bebés e crianças mais novas.
Após a primeira semana da doença, as unhas podem descolar (onicomadese), mas esta é uma condição reversível e as unhas voltam a crescer.
Apesar de poder ser uma doença incomodativa, habitualmente não causa complicações. No entanto as lesões dentro da boca podem ser bastante dolorosas e em alguns casos podem levar à recusa alimentar total, nomeadamente de líquidos, o que pode levar à desidratação sendo esta a complicação mais comum.
Como se diagnostica esta doença?
O diagnóstico é feito principalmente com base nos sintomas e na história da doença, não sendo habitualmente necessário realizar quaisquer exames de diagnóstico.
Como se trata esta doença?
Habitualmente as crianças recuperam completamente em 7 a 10 dias e, tal como em muitos outros vírus, não é necessário nenhum tratamento específico.
Podemos e devemos aliviar o desconforto da criança:
– Dar medicação para a febre e para a dor.
– Medicação para a comichão.
– Medicamentos tópicos disponíveis em gel ou spray bucal para aliviar o desconforto e facilitar a alimentação.
– Oferecer dieta mole e pouco condimentada.
– Se necessário bebidas e dieta fria – o frio ajuda com a dor.
Além destas medidas é essencial assegurar que são oferecidos líquidos em quantidade suficiente para manter um estado de hidratação adequado.
O meu filho pode voltar a ter esta doença?
Esta doença não garante imunidade, ou seja, pode aparecer mais do que uma vez em cada criança.
Como prevenir o contágio?
O vírus é mais contagioso na primeira semana de doença, mas pode ser eliminado nas fezes das crianças durante algumas semanas. A medida mais eficaz para a prevenção do contágio é lavar bem as mãos com água e sabão, especialmente depois da muda da fralda, de usar a casa de banho, espirrar ou tossir.
Outras medidas:
Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem lavar primeiro as mãos;
Manter limpas e desinfetadas as superfícies, objetos e brinquedos tocados por crianças ou outras pessoas infetadas;
Evitar partilha de objetos e contacto próximo desnecessário com pessoas infetadas.
Quando é que o meu filho pode voltar à escola?
Quando estiver sem febre há pelo menos 24h, bem-disposto e conseguir alimentar-se adequadamente.
Foz do Arelho recebeu jornadas do nacional feminino e do distrital masculino
A Arena da Foz do Arelho acolheu no passado domingo a primeira etapa do Campeonato Distrital masculino e a segunda do Nacional feminino de futebol de praia. A AD Alvorninha, a disputar a segunda época na modalidade, não iniciou as provas da melhor forma, mas parte com ambição, sobretudo na variante masculina.
No areal da Foz do Arelho, o dia começou com a competição feminina, pela manhã. A equipa da ADA, que na jornada inaugural, disputada a 19 de junho, tinha perdido com o Pastéis da Bola por 16-2, sofreu novo resultado pesado contra o Nazaré 2022 (3-11), apesar de ter conseguido surpreender a equipa nazarena com dois golos nos instantes iniciais da partida.
De tarde, jogou-se a jornada de abertura do distrital masculino. A equipa da ADA defrontou os campeões distritais do Pinheiros, que venceu a partida por 2-6.
“É novamente um grande desafio para a AD Alvorninha continuar este projeto, que vai para a segunda época”, destacou Ricardo Oliveira, coordenador da coletividade caldense, sublinhando que o balanço da época anterior foi “muito positivo, tanto dos atletas como também de toda a envolvência que trouxe o futebol de praia à Foz do Arelho”.
Os objetivos são diferentes para os dois conjuntos. A equipa feminina tem como foco o progresso. “Continuamos a crescer e isso é o principal objetivo”, afirmou. Já a equipa masculina entra nesta época com ambições. “É uma equipa mais alavancada para os resultados, quem sabe tentar ir à Taça Nacional”, acrescentou. Na época passada esse objetivo falhou apenas na última jornada.
A infraestrutura disponível na Foz do Arelho tem sido um trunfo para o sucesso do projeto, resultado do apoio da junta de freguesia, do município das Caldas da Rainha e da Associação de Futebol de Leiria. Este ano, o areal da Foz será palco de várias etapas. Além da jornada de domingo, está prevista a realização da segunda eliminatória da Taça de Portugal, também a Taça da AF Leiria passará na Foz, assim como uma nova etapa do campeonato distrital.
Equipa teve bom comportamento na prova, após dominar competições distritais
A equipa feminina de Sub-15 do Grupo Desportivo Cultural A-dos-Francos concluiu a sua participação na Taça Nacional com um honroso sétimo lugar na classificação geral, ocupando o terceiro posto da Série 2, disputada entre os segundos classificados da primeira fase.
O desfecho da época foi marcado por um duelo competitivo frente ao Sp. Braga, que acabou por vencer a série. O encontro terminou com 0-2 a favor das bracarenses, num jogo em que a equipa da casa, com um pouco mais de felicidade, podia ter conseguido outro resultado. As visitantes chegaram à vantagem na primeira parte com um remate de longe. Na segunda parte, um lance infeliz das da casa deu o segundo golo ao Sp. Braga. O A-dos-Francos teve, depois, oportunidade para reduzir de penálti, mas não conseguiu transformar o castigo em golo.
O treinador José Pedro Lopes mostrou-se orgulhoso com a época realizada, depois da equipa ter conquistado todas as competições distritais. O técnico destacou o crescimento das jovens atletas ao longo do ano. “Foi uma experiência para mim muito interessante, foi a primeira vez com uma equipa feminina”, confessou, apontando a união e qualidade do grupo como fatores determinantes para o sucesso. “O grupo também é bastante unido e com muita qualidade, o que fez com que todo o processo se desenvolvesse de uma forma muito mais simplificada”.
Apesar do domínio nas competições distritais, a transição para o palco nacional revelou-se desafiante. “A nível distrital a competitividade é ainda média-baixa, e depois com esta passagem para a Taça Nacional temos alguma dificuldade por causa dessa diferença”, explicou.
A participação na Taça Nacional trouxe também um novo desafio técnico, a transição do futebol de nove para o futebol de onze. “Algumas atletas têm mais características para jogar futebol de nove, as dimensões do terreno e das balizas condicionaram outras”, explicou o técnico, notando que cerca de “nove atletas tinham muito pouca experiência de futebol”.
Ainda assim, o treinador valorizou o esforço e a evolução do grupo. “Foi gratificante no final do ano olhar e ver alguns casos de melhoria significativa”, sublinhou, reconhecendo o potencial de algumas jogadoras para “progredir e chegar mais longe”.
Com um plantel “heterogéneo”, que inclui atletas de elevado potencial, outras em crescimento e um grupo de iniciantes, José Pedro Lopes reforça a importância do ambiente positivo criado à volta da equipa. “O ambiente e o clima criado têm sido espetaculares, e A-dos-Francos tem sido um clube que dentro das possibilidades tem dado o apoio necessário para que elas possam divertir-se e desenvolver a sua criatividade e características mais adequadas ao futebol”, concluiu.
Os Pimpões Triatlo marcaram presença no Campeonato Nacional de Clubes. Com uma equipa composta Inês Gomez, Marcos Gomez, Tiago Correia, Alexandre Martinho, João Inácio, João Esteves, Nuno Correia, João Sá Pereira, Daniel Galvão, Luís Oliveira, Pedro Pinheiro, que demonstraram excelente nível competitivo e forte espírito de equipa, o clube garantiu um honroso 13.º lugar nacional entre 36 clubes participantes.
Caldense promete uma liderança próxima, transparente e ambiciosa
A Associação de Voleibol de Leiria (AVL) tem uma nova direção, liderada por Ricardo Madruga, antigo presidente do Sporting Clube das Caldas. A tomada de posse decorreu no passado dia 20 de junho, na Quinta da Foz, na Foz do Arelho, e marcou o início de um novo ciclo para o voleibol da região, sob a liderança de uma equipa com fortes ligações às Caldas da Rainha.
A motivação para este novo desafio surgiu de forma natural, como contou o novo presidente. “Aconteceu através da experiência como pai de uma jovem atleta que começou a praticar minivoleibol no final de 2024. Fiquei impressionado com o número crescente de crianças e jovens envolvidos, o que reacendeu em mim a paixão pelo voleibol”, conta. Ricardo Madruga reconheceu ainda sentir um dever de contribuir, face ao conhecimento acumulado ao longo dos anos sobre os desafios enfrentados por clubes, treinadores e atletas.
Com uma equipa diretiva que integra várias pessoas ligadas às Caldas da Rainha, o novo presidente acredita ter ao seu lado os perfis certos para um trabalho sólido e inovador. “Mais do que a origem geográfica, o que nos une é a competência, a dedicação e a vontade de trabalhar por todos os clubes da nossa associação. Temos pessoas com provas dadas, experiência e compromisso com o desenvolvimento da modalidade”, afirmou.
Na direção é acompanhado por Hugo Madruga, Raquel Cruz, Frederico Casimiro e Sérgio Santos. A Assembleia-geral tem como presidente Vítor de Oliveira, antigo dirigente da AVL, acompanhado por Sandra Martins e Pedro Rocha. O Conselho Fiscal é composto por Nuno Silva, Pedro Mando e Rui Jesus Reis. E o Conselho de Arbitragem é presidido pelo árbitro caldense Rui Reis, acompanhado por Clayton Diniz e Rui Irra.
O plano estratégico assenta em três pilares – desenvolvimento, proximidade e transparência – e tem como principais objetivos o reforço do apoio aos clubes, a valorização da formação, a melhoria da organização competitiva, a aposta na arbitragem e o reforço da comunicação institucional. Entre as metas traçadas, destaca-se a promoção do voleibol nas escolas, a revisão dos quadros competitivos e um maior investimento na formação contínua de treinadores e árbitros.
Ricardo Madruga quer, ainda, uma AVL mais “comunicativa”, com presença nas redes sociais.
Além da vertente indoor, a nova direção aposta também no voleibol de praia como forma de promover a modalidade junto de um público mais vasto. “A etapa do circuito nacional de praia na Foz do Arelho é uma excelente oportunidade para dar visibilidade ao voleibol. A Foz já está integrada no circuito ‘Gira Praia’, com etapas para escalões jovens, e teremos uma prova organizada em parceria com o Sporting Clube das Caldas a 2 de agosto”, revelou Ricardo Madruga.
Sob o lema “Pelo Voleibol, pela região de Leiria, por todos”, a nova liderança da AVL quer abrir portas ao crescimento sustentável da modalidade, com uma ação próxima dos clubes e dos agentes desportivos.
No início de agosto o concelho recebe, na Foz do Arelho, uma etapa do circuito nacional de voleibol de praia
Os Pimpões estiveram em destaque no Torneio MIX da Associação de Patinagem de Leiria, nos dias 14 e 15 de junho, nos Pousos. A atleta Amélia foi distinguida com o prémio “Smile”, reconhecimento atribuído às patinadoras que demonstram um desempenho de excelência, tanto a nível técnico como artístico, e Madalena Santos e Joana Canha subiram ao pódio. A participação evidenciou talento, técnica e evolução das jovens patinadoras. ■
Caldense torna-se apenas o terceiro ciclista a vencer três das “sete maravilhas” no mesmo ano
O ciclista caldense João Almeida foi o vencedor da Volta à Suíça numa grande exibição e numa “almeidada” de oito dias, a recuperar mais de 3 minutos para os adversários, escrevendo mais uma brilhante página na história do ciclismo português… e mundial.
Com a vitória na corrida helvética, João Almeida tornou-se apenas o terceiro ciclista da história a vencer três das sete principais corridas de uma semana do World Tour, as chamadas “sete maravilhas”, juntando-se a Sean Kelly, que fez o mesmo em 1984 e 1986, e a Bradley Wiggins, em 2012. João Almeida já tinha ganho as voltas ao País Basco e à Romandia, somando ainda um sexto lugar no Paris-Nice, ganho por Mateo Jorgenson. As restantes “maravilhas” foram ganhas por Juan Ayuso, Tadej Pogaçar e Primoz Rolic.
A época brilhante de João Almeida conta ainda com segundos lugares nas voltas à Comunidade Valenciana e ao Algarve.
João Almeida, que ganhou também a camisola dos pontos na Suíça, admitiu que foi um erro deixar o grupo de Gregoire ganhar três minutos no primeiro dia e que aprenderam com essa lição. Ainda assim, frisa, o trabalho excecional da equipa e a sua crença diária de que era possível chegar ao primeiro lugar, que permitiram recuperar esse tempo. No final da crono-escalada uma afirmação curiosa: “achei que o meu medidor de potência estava avariado, porque mostrava valores muito altos, fui sempre a fundo”.
O feito de João Almeida mereceu reações do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que o caldense atingiu “um feito apenas ao alcance de muito poucos”, enquanto o primeiro-ministro, Luís Montenegro, destacou a “extraordinária demonstração de capacidade de superação ao vencer o contrarrelógio de hoje [domingo] e completar uma ‘remontada’ espetacular”, descrevendo-o como “mais um exemplo ao mais alto nível desportivo da raça lusitana e da garra portuguesa”.
Recorde-se que, no primeiro dia em terras helvéticas, o grupo dos favoritos cedeu mais de 3 minutos a um grupo liderado pelo jovem francês Romain Gregoire, da Groupama, e onde estava também Vauquelin, líder à partida para o último dia.
À terceira tirada, entre Aarau e Heiden, o caldense foi segundo e iniciou a sua recuperação, com uma grande exibição. Na quarta etapa, nova prova de que era o melhor deste tour, sendo mais uma vez o primeiro a cortar a meta. Na quinta etapa voltou a ficar em segundo, num dia em que Vauquelin assumiu a amarela, com 39 segundos de vantagem sobre o português.
Na penúltima etapa, o ciclista da UAE somou a segunda vitória em etapas, subiu a segundo e reduziu a 33 segundos a diferença para o primeiro.
À partida para o contrarrelógio individual que fechava a prova, João Almeida era o favorito e demonstrou a sua superioridade com uma estrondosa cronoescalada. No ponto intermédio da derradeira etapa Almeida era o mais rápido e ganhava já 22 dos 33 segundos que precisava para vencer. Até à meta prosseguiu tirando mais de 1 minuto e meio ao francês e ficando com a amarela.
Segue-se a participação no Tour de France, ao lado de Tadej Pogacar, que arranca a 4 de julho.
António Morgado também participou nesta prova, ajudando o colega e amigo a vencer, depois ter sido ele segundo em 2024, atrás do colega de equipa Adam Yates. Morgado deverá ter a sua estreia em grandes voltas em Espanha, novamente ao lado de João Almeida.
Região tem 31 de um total de 181 Gazelas do Centro, só Aveiro e Leiria têm mais
A região Centro de Portugal registou em 2024 um novo recorde no número de empresas gazela, com 181 empresas identificadas pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), o que representa um crescimento de 34% face ao ano anterior. Este aumento expressivo reflete o reforço do dinamismo económico regional, com as empresas gazela a assumirem um papel determinante na criação de emprego e riqueza, sobretudo nas sub-regiões do litoral, onde se verifica maior densidade empresarial e dinamização económica1.
O Oeste destacou-se como uma das sub-regiões mais dinâmicas, ocupando o terceiro lugar na hierarquia regional, a par da Região de Aveiro, ambas com 31 empresas gazela, apenas atrás das regiões de Leiria (34) e Aveiro (32). Este posicionamento marca uma subida significativa face a 2023, quando o Oeste ocupava o quinto lugar, com 18 gazelas. O peso do Oeste no contexto regional evidencia-se ainda pela elevada produtividade média das suas empresas gazela, que, juntamente com as das regiões de Aveiro e Leiria, superam a média regional em termos de volume de negócios por trabalhador. No Oeste este rácio atinge os 129 mil euros, contra 190 mil de Aveiro e 140 mil de Leiria, enquanto a média do Centro é de 110 mil euros por trabalhador.
No conjunto das 181 empresas gazela da região Centro, estas organizações empregam mais de 6.300 pessoas e geraram, em 2023, um volume de negócios global de 694 milhões de euros. No Oeste, as empresas gazela distribuem-se por vários municípios, com destaque para Torres Vedras, que acolhe 10 destas empresas, seguindo-se Caldas da Rainha com 5 e Nazaré com 4. Alenquer apresenta 3 empresas, enquanto Alcobaça e Arruda dos Vinhos têm duas empresas Gazela. Peniche, Óbidos, Lourinhã, Cadaval e Bombarral têm uma cada.
Em termos de setores, a indústria transformadora mantém-se como o principal motor das empresas gazela na região Centro, representando 21% do total, seguida do setor do alojamento e restauração (19%) e da construção (17%). A diversidade setorial é também uma marca das empresas gazela do Oeste, abrangendo desde a indústria transformadora, construção, comércio grossista e retalhista, restauração, alojamento, até à agricultura e serviços de saúde humana.
O impacto das empresas gazela do Oeste no contexto regional é ainda visível na sua capacidade de internacionalização. Cerca de 40% das empresas gazela da região Centro são exportadoras, sendo que as sub-regiões do litoral, incluindo o Oeste, concentram a maior fatia dos 185,8 milhões de euros em exportações de todo o grupo. As exportações das Gazela do Oeste atingem os 10,6 milhões de euros, sendo a quinta mais exportadora, a seguir a Aveiro, Leiria, Coimbra e Médio Tejo.
Até ao final de 2024, das 181 empresas gazela identificadas, 60 tinham um total de 97 projetos financiados através dos programas Portugal 2020 (2014-2020) e Portugal 2030 (2021-2027). Destas candidaturas, 49% tinham enquadramento no Programa Operacional Regional Centro 2020 ou no Programa Regional Centro 2030. Estas 97 candidaturas representam um investimento elegível aprovado no valor total de 87,5 milhões de euros e um financiamento proveniente de fundos europeus de 45,8 milhões de euros.
Segunda gala empresarial do concelho ficou marcada pela entrega das distinções e reconhecimentos
A II Gala Empresarial de Rio Maior realizou-se na noite de 21 de junho, na Quinta do Talego, e ficou marcada pela entrega das distinções e reconhecimentos a empresas e empresários do concelho, que o presidente da Câmara, Filipe Santana Dias, descreveu como os geradores de riqueza, notando a diferença entre gerar e gerir riqueza. O autarca destacou as políticas do concelho para atrair, facilitar e agilizar o investimento no território e realçou os números que comprovam que “Rio Maior está no bom caminho”, nomeadamente, o aumento do número de postos de trabalho (+8,6%), das exportações (+23%) e do volume de negócios (+23%, para quase mil milhões de euros).
Logo a abrir a noite foi entregue o prémio Carreira Empresarial a Joaquim Pederneira, que fundou em Assentiz, de onde é natural, a Assentimóvel, uma empresa de mobiliário rústico, em 1981, e que trabalhou com mercados internacionais, como França, Espanha e Cabo Verde. Hoje, com 67 anos, continua o negócio acompanhado pelas filhas.
Outra distinção foi a Dinâmica Empresarial, que distingue a empresa com melhor evolução no volume de negócios e no número de postos de trabalho criados. Foi entregue à Planície Verde, Sociedade Agrícola, Lda., criada em 1989 e que nos últimos dois anos cresceu 4 milhões de euros no volume de negócios e criou mais 16 postos de trabalho. A Sustentabilidade Ambiental da Sibelco Portuguesa, Lda., também foi reconhecida, dado que entre 2016 e 2023 reduziu o consumo de energia por tonelada produzida em 35% e que tem apoiado diversas iniciativas ambientais, como a corrida de carros movidos a energia solar construídos por alunos do ensino profissional e as Jornadas de Engenharia do Ambiente do Instituto Superior Técnico.
A Empresa Investidora é a Sifucel – Sílicas S.A., que investiu aproximadamente 30 milhões de euros na criação da primeira unidade de cristobalite em Portugal, que é a terceira na Europa e quinta no mundo. Cerca de 80% da produção é destinada à exportação. O Empreendedorismo de Anabela Seabra, da Bio4All, foi alvo de reconhecimento, dado que criou a primeira marca portuguesa de uma alternativa ao café. Feita apenas com tremoço, é biológica e não tem, claro, cafeína. A ideia tinha sido vencedora do Concurso de Ideias de Negócio do Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior. Fábio Morgado, de 35 anos, é administrador da Extinrio, Lda., empresa que presta serviços na área da segurança contra incêndios e consultoria e elaboração de medidas de autoproteção, e foi distinguido com o prémio para o Jovem Empresário, enquanto Joana Castelo, administradora da Fisirio, Lda., responsável pela administração do Centro de Reabilitação Física de Rio Maior, foi premiada com o galardão de Mulher Empresária.
A Rui Pedra World of Natural Stone, S.A., fundada em 1994 em Casais Monizes (Alcobertas), foi a Empresa Exportadora, uma vez que nas últimas duas prestações de contas aumentou as exportações em mais de 5 milhões de euros. A Startup do Ano é a Party&Beach, Lda., que nasceu em 2022 e se dedica ao comércio por grosso, sendo já responsável por um volume de negócios acima de 1 milhão de euros e tendo projetos para novas instalações. Já o prémio Inclusão Social foi este ano para a Nobre Alimentação, Lda., pelo projeto da Nobre Casa da Cidadania.
Antes destas distinções tinham sido entregues os galardões de PME Líder a 44 empresas, com um volume de negócios total de 185 milhões de euros e um valor acrescentado bruto de 61 milhões de euros e de PME Excelência a 10 empresas, que representam 60 milhões de euros de volume de negócios.
Nuno Gonçalves, do IAPMEI, deixou conselhos para candidaturas a fundos, dado que os próximos anos serão de “muitas oportunidades”.
O foco na sustentabilidade, na transição digital e nas parcerias são traves mestras, explicou.
A Sibelco Portuguesa recebeu o prémio Sustentabilidade Ambiental
Anabela Seabra, da Bio4All, criou uma alternativa ao café à base de… tremoço
Joaquim Pederneira recebeu o prémio Carreira Empresarial por ter criado a Assentimóvel
Chama-se Det.sa W Coiote a nova banda das Caldas que se dedica às sonoridades punk-rock
Há uma nova banda de punk-rock caldense, designada Det•saW Coyote. O grupo constituído por músicos que residem nas Caldas lançou recentemente o seu EP de estreia “Caos, Suor e Desacato” a 14 de junho, no Barracuda, um espaço situado no Porto.
A banda caldense também já atuou no Tóquio em Lisboa, além de terem feito dois concertos, inseridos no Caldas Late Night, no Espaço Turismo e também na Praça 5 de outubro).
Os Det·saW Coyote “trilharam um caminho sinuoso até encontrarem a sua matilha completa”, explica nota sobre este grupo.
A banda foi originalmente formada em 2017 pelo baixista Pedro Fernandes e o guitarrista Luís Cabaceira, dedicando os primeiros dois anos à criação das suas composições. Mais tarde, juntaram-se ao grupo o baterista João Faria e o guitarrista de ritmo Gonçalo Abreu. No entanto, a peça que faltava ao puzzle do grupo surgiu quatro anos depois, com a chegada do vocalista Francisco Oliveira.
“Somos um projeto com base no punk-rock mas também temos outras influências e ensaiamos nas Gaeiras”, disse Francisco Oliveira, também conhecido como Chico Del’ Mico e que é o atual vocalista dos Det•saW Coyote. É também tatuador e um dos responsáveis da Galeria Grupius.
“Caos, Suor e Desacato” marca assim a estreia desta nova fase do grupo e apresenta “cinco faixas carregadas de energia bruta e temperadas com uma generosa dose de sarcasmo mordaz”, explica nota dos Det·saW Coyote sobre o seu disco de estreia.
O EP “Caos, Suor e Desacato” já se encontra disponível em formato físico e nas plataformas digitais, assim como o videoclip do single “Maré de Boémia” que está disponível no Youtube. este foi realizado por Guilherme Rocha, jovem autor formado na ESAD.CR e que foi acompanhado por outros membros do Cineclube das Caldas para a realização deste videoclip.
“Foi uma experiência brutal, filmado nas Gaeiras e Fanadia”, contou o vocalista Francisco Oliveira acrescentando que o videoclip “é uma comédia cheia de sarcasmo” e que junta “momentos de luta livre, motas e roulottes”.■
No próximo sábado, dia 28 de junho, pelas 16h00, decorre na Biblioteca das Caldas, a apresentação do livro “A Sereia Isobella” da autora Natércia Inácio com ilustrações de Tânia Bailão Lopes. É um livro infantil, sobre o qual a autora refere: “cada um de nós com a sua experiência, viverá com Isobella, a menina, a sardinha, o polvo e outras personagens uma estória que encerra palavras chave, imagens mágicas e que apela à reflexão”. ■
”E…Peras” denomina o novo serviço de transportes do Bombarral, que pretende aproximar a população do centro da vila. Este projeto “permite a todas as pessoas com dificuldades de mobilidade e de locomoção aceder à sede de concelho”, afirmou à agência Lusa o presidente da câmara, Ricardo Fernandes.
Com a criação deste serviço de transporte, o município do Bombarral e a OesteCIM (que promove o projeto),pretendem assegurar a existência de transportes públicos durante todo o ano e não apenas durante o período de funcionamento das escolas, em que há autocarros a assegurar o transporte dos alunos.
O autocarro, com 19 lugares sentados, vai “passar de forma circular” pela sede do concelho de 35 em 35 minutos, nos dias úteis da semana. Para as deslocações entre as aldeias e a vila, o transporte assegura duas deslocações por dia, com partida de manhã e regresso à tarde, às segundas e quartas-feiras a partir da zona norte do concelho e às terças e quintas-feiras a partir da zona sul.
Desde janeiro, as viagens dentro e entre cada um dos 12 concelhos do Oeste passaram a ser gratuitas, mediante a adesão ao Passe M Oeste. Com a gratuitidade dos transportes, a OesteCIM pretende contribuir para a descarbonização, incentivando as pessoas a viajar sem andar de carro e a aderir aos transportes públicos.
Já entre os concelhos da região Oeste e da Área Metropolitana de Lisboa, o passe foi reduzido de 80 ou 70 euros (dependendo da distância) para 40 euros, também desde o início deste ano.
A gratuidade dos transportes entre concelhos e a redução do preço dos passes inter-regionais representa um investimento superior a 12 milhões de euros, dos quais três milhões são para assegurar a gratuitidade. ■
Rainha D. Leonor conservou terras da Casa das Rainha para subsidiar as suas ações mecenáticas
“Óbidos, Terra das Rainhas, e a autonomização do julgado das Caldas no reinado de D. João II e de D. Leonor”, designou a conferência que decorreu a 21 de junho, no CCC e que contou com Manuela Santos Silva, especialista de história medieval.
Segundo a convidada, o concelho de Óbidos que foi terra das Rainhas, em 1287, foi criada uma pequena divisão, semi-autónoma na povoação de Salir do Porto, então designado Porto de Salir e que era o principal porto mercantil de Óbidos. Já em 1371 houve ainda a criação do Cadaval como concelho autónomo. “O mesmo vai acontecer em 1491 é que vai suceder a criação de uma divisão semi-autónoma, até com juízes próprios, para as Caldas”. Será no reinado de D. João II, que inclusivamente contou que tomou tal decisão “por grande insistência da sua esposa, Rainha D. Leonor”.
Desde o século XII houve sempre alguma posição régia em relação ao Mosteiro de Cister de Alcobaça que procurava estender os seus domínios. “Alguns monarcas eram mais a favor do mosteiro, outros a favor do concelho Óbidos (onde se integrava as Caldas”, disse a investigadora à Gazeta. Manuela Santos Silva confirmou que Rainha D. Leonor permaneceu com algumas das rendas que lhe eram proporcionadas pela Casa da Rainhas, não as tendo passado para as seguintes rainhas, que deveriam ser beneficiárias desses bens. “D. Leonor foi de facto uma rainha muito especial”, disse, acrescentando que não foi possível ser sucedida pelo filho, que morreu num trágico acidente e sua então nora, passou a ser sua cunhada dado que casou com o seu irmão, D. Manuel.
“Ela sobreviveu a essa rainha e à seguinte também”, disse a convidada. Sempre houve problemas com a passagem das terras. Cada vez que havia um novo casamento era assinado um documento onde D. Leonor dividia com a nova rainha os bens da Casa. Relativamente à última rainha, “esse documento nem chegou a ser feito, tendo a rainha D. Leonor permanecido com os bens”.
Para a docente, tais rendas subsidiavam as ações mecenáticas da rainha. Esse trabalho foi continuado pela rainha Catarina “a quem se deve a Misericórdia de Óbidos, assim como a construção do próprio aqueduto”, referiu a autora.
O evento fez parte do programa de celebração dos 500 anos do legado da Rainha D. Leonor.
“Amália – Fado e Saudade” é o espetáculo que subirá ao palco do Cineteatro da Nazaré no dia 4 de julho pelas 22h00. Com Jorge Baptista da Silva e Raquel Caneca, o espetáculo inclui momentos de teatro, de fado, de folclore e canções internacionais. O espetáculo “Amália – Fado e Saudade” visa celebrar o centenário da diva do fado português. Amália Rodrigues, que foi cantora, atriz e fadista faleceu aos 79 anos em 1999. ■
A proposta de Fernando Miguel para a coleção de cerâmica do centenário da Gazeta das Caldas é figurativa e mostra o Zé Povinho, o representante do povo luso, sentado na casa de banho e com tempo para ler o jornal. “Aproveitei para fazer uma homenagem a este semanário que faz um século e também ao Zé Povinho que celebra um século e meio”, disse o ceramista Fernando Miguel, autor que colabora regularmente com a Gazeta.
A peça é feita em barro vermelho, foi engobada e cozida em monocozedura. “É uma peça “bordaliana” que é a nossa base de trabalho”, contou o autor que é filho e neto de barristas.
Com a sua mulher, Milena Miguel, o casal vai agora marcar presença na Feira Internacional de Artesanato, em Lisboa, e levará para o seu stand a peça dedicada à Gazeta das Caldas.
Fernando Miguel tanto trabalha temas sacros -como presépios – como também se dedica à vertente satírica – humorística , tipicamente caldense. “Queremos manter o Zé vivo!”, disse o ceramista caldense que também marcou presença na Mestra. Além desta peça comemorativa, levou uma última Ceia que visava a celebração do aniversário de Zé Povinho. Presentes estavam Bordalo Pinheiro, um padre, Santo António, Maria Paciência e o escritor Fernando Pessoa.
Por seu lado, a sua mulher Milena Miguel também quis criar peças para o centenário da Gazeta das Caldas e por isso propôs algumas peças como o Santo António das Caldas, Bordalo, Fernando Pessoa, Camões e a Rainha D. Leonor.
O Santo António das Caldas foi representado com alguns símbolos locais como as cavacas, as couves e a cerâmica fálica.
Estas peças – que custam 50 euros – vão estar disponíveis para venda na sede da Gazeta das Caldas.
Em 1992, este casal fundou o Atelier S. Miguel, no Formigal, espaço onde os dois autores criam o seu trabalho artístico em cerâmica. As peças que fazem têm a sua assinatura, mesmo seguindo a tradição da cerâmica caldense, já iniciada pela família Miguel. A peça de Fernando Miguel- onde se retrata o Zé a ler o semanário centenário -que pode ser encomendada on-line e na Gazeta, custa 100 euros.
Abre ao público no próximo sábado, 28 de junho, no CCC, a mostra que assinala os 150 anos da personagem bordaliana que representa o povo
A inauguração da exposição “ZÉ POVINHO 1875–2025” está marcada para as 17h00 e promete ser surpreendente. E isto porque sob curadoria do designer Jorge Silva, a mostra apresenta uma viagem de 150 anos, integrada no Salão Bordallo 2025, e que integrará uma seleção de jornais e revistas humorísticas, e originais de grandes cartoonistas como Bordalo Pinheiro, Stuart, José Vilhena, João Abel Manta, António, Cristina Sampaio, Mantraste e André Carrilho.
Segundo o curador da mostra, o aniversário de Zé Povinho vai incluir, nas Caldas, exposições nos três agrupamentos escolares do concelho caldense e que terão conteúdos adaptados ao público jovem. “Estas farão um resumo da história de Zé Povinho e também dos valores e intenções do cartoon”, explicou o designer. Nas escolas também se realizarão conversas em volta do Zé Povinho.
Será também inaugurada uma exposição na Biblioteca Municipal, baseada no seu próprio acervo, em volta de Bordalo e de Zé Povinho.
Esta iniciativa ainda vai incluir duas mesas-redondas – que vão decorrer no CCC – sobre liberdade de expressão, sátira política e cidadania ativa, com convidados das áreas do jornalismo, da ilustração, da história e da educação.
“Esta será a primeira grande exposição sobre o aniversário de Zé Povinho”, disse Jorge Silva, acrescentando que por exemplo em Lisboa, no Museu Bordalo Pinheiro, as iniciativas sobre Zé Povinho irão realizar-se no último trimestre do ano.
A mostra, que abre no sábado, “acompanha a evolução desta personagem”, contou o curador e não só está presente o primeiro desenho que Bordalo lhe dedicou e que foi publicado a 14 de junho de 1875, num cartoon político do jornal Lanterna Mágica, um homem de ar apalermado, até uma interpretação deste ano, publicado há poucas semanas no jornal Público e que é da autoria de Cristina Sampaio. Zé Povinho surgiu em traje rural e barba à passa-piolho, faz a sua aparição, tendo inscrito nas calças “seu zé povinho”.
A personagem assumirá, desde aí, o papel de vítima ideal da governança política, seja ela das esquerdas ou das direitas, da Monarquia ou da República e assumirá, até hoje, “o encargo de representar o país e o seu povo. Bordalo não mais deixará a sua genial criatura”, comentou o curador.
“Copiado” cinco anos depois de ter sido criado
Zé Povinho passou a ser presença assídua nos seus jornais António Maria, Pontos nos ii e Paródia.
Ainda em vida de Bordalo, Zé Povinho acabou por contagiar a imprensa satírica da época.
“Temos as melhores páginas de Zé Povinho do Bordalo Pinheiro e o que aconteceu de seguida pois cinco anos após ter sido criado, “já era “copiado” por outros autores e outras publicações”, disse Jorge Silva acrescentando que Zé Povinho ganhou o seu próprio espaço.
Na mostra estão presentes Zés criados por vários ilustradores e a servir os mais variados interesses das mais variadas facções políticas.
Após o 25 de Abril, o Zé Povinho até, nalguns trabalhos, “chega a ganhar contornos de alguma ordinarice e até machismo”, disse Jorge Silva sobre trabalhos de Carlos Alberto Santos e de José Vilhena.
Ao longo de todos estes anos, Zé Povinho surge nas mais variadas publicações, incluindo programas das revistas, representadas no Parque Mayer, além dos grandes jornais satíricos. “Viajamos até à atualidade para ir ter com as versões de Zé Povinho, uma geração excecional de ilustradores e cartoonistas onde estão André Carrilho, Cristina Sampaio, Nuno Saraiva”, disse o designer. Destaque ainda para os Zés Povinhos de António, o cartoonista do Expresso. “Temos sete obras dele e que são verdadeiramente impressionantes”, acrescentou Jorge Silva.
Em relação às conferências sobre o Zé, uma será relacionada a sua história e as estórias e uma interpretação histórica, sociológica e filosófica sobre a figura. A segunda conversa será sobretudo dedicada ao desenho e contará com ilustradores e cartoonistas contemporâneos com convidados.
A mostra que abre portas no sábado e – que vai estar patente até final de setembro – conta com obras de instituições públicas e colecionadores privados que disponibilizaram muitas das obras: o Museu da Presidência da República, o Museu Bordalo Pinheiro, o Museu da Cerâmica, e os colecionadores Isabel Castanheira, Joaquim Saloio, Norberto Correia, Biblioteca Silva, Luís Vilhena e família João Abel Manta.
“ZÉ POVINHO 1875–2025” – conta com apoio da Câmara das Caldas e do CCC – e terá um catálogo de 240 páginas com textos de Jorge Silva, João Alpuim Botelho, Raquel Henriques da Silva e Isabel Castanheira.
Uma das propostas de António que vai estar no CCC
O Zé criado pelo ilustrador caldense, Mantraste
Bordalo Pinheiro criou no papel e na cerâmica, o representante do povo português
Caldas e Deruta são cidades geminadas e em breve vão promover intercâmbios pois são ambas centros cerâmicos
Laura Fuccelli, a representante da cidade de Deruta, centro cerâmico italiano que é geminado com as Caldas, marcou presença na MESTRA. Em conjunto, as duas cidades apresentaram um grande projeto europeu que foi aprovado. Tem como tema a cerâmica e a mulheres e “teremos o primeiro programa de intercâmbio já em novembro”, contou a convidada.
Desta forma, 40 ceramistas – mulheres e homens – vão ter a oportunidade de visitar e de partilhar conhecimentos em Itália. Terão oportunidade de participar numa exposição que vai acolher as obras das ceramistas e que será inaugurada a 25 de novembro, feriado de Deruta.
Essa exposição, que incluirá obras de ceramistas portuguesas e italianas, virá posteriormente às Caldas.
“No futuro espero que possamos ter mais iniciativas”, disse Laura Fuccelli, que ainda confirmou a vinda de estudantes italianos do Liceu Artístico às Caldas através do programa Erasmus. A convidado adorou a Mestra. “Este parque no meio da cidade é verdadeiramente um local fantástico para o evento”, disse a consultora que se ocupa das questões internacionais e relacionamento externo da cidade de Deruta. Este centro cerâmico italiano, antes da grande crise de 2008, possuía 400 ceramistas enquanto que hoje “temos uma apenas uma centena no ativo”. Para Laura Fuccelli os intercâmbios e encontros “que proporcionem a partilha de autores e de técnicas são fundamentais”.
A MESTRA contou ainda com duas conversas, organizadas por Celeste Afonso, que foi vereadora em Óbidos e coordenadora da estratégia cultural e criativa em Leiria. A primeira decorreu no sábado e trouxe às Caldas Carlos Coelho, uma referência no país no que diz respeito à gestão das marcas. Na sua opinião, o artesanato precisa de ser valorizado e terá que refletir o preço justo. “Se demorou um ano a fazer, uma colcha em ponto de cruz, então esta não pode custar 1500 euros….terá que custar pelo menos 15 mil euros”, referiu o convidado que tem mais de três décadas na promoção de marcas como Multibanco, Tap, Delta ou CTT.
No final da conversa, José Antunes, diretor do Centro de Artes deu a conhecer que, quando as Caldas fez a sua candidatura à Unesco para ser Cidade Criativa, contava com cerca de 20 autores que trabalhavam em cerâmica. Neste momento, “já temos 150 ceramistas a trabalhar nas Caldas”.
No domingo decorreu nova conversa com Ana Cristina Mendes sobre “Crafting Europe: o Artesanato em Agenda”.
Meia centena de ceramistas, da região e de outras zonas do país, reuniram na MESTRA, evento que após três edições prova que a cerâmica contemporânea atrai público de várias idades. Houve gastronomia e animação num evento que se consolida e que prova que as Caldas honra as suas tradição cerâmica
Foi ao som dos bombos e cabeçudos da Escola Técnica Empresarial do Oeste que a MESTRA abriu ao público, a 20 de junho. O parque das bicicletas ganhou uma nova vida sobretudo por causa de uma grande tenda que albergou as bancas de 50 ceramistas que trouxeram as suas propostas para esta mostra mercado de cerâmica.
Nas zonas laterais da grande tenda, estiveram representadas as escolas caldenses que apresentaram os seus projetos assim como o Cencal que permitiu aos visitantes executar peças à roda.
Na abertura, além do executivo camarário marcou também presença Anabela Freitas, vice-presidente da Turismo Centro de Portugal (TCP).
“Queremos abrir este evento com informalidade pois somos todos somos amigos da cerâmica e esta Cidade Criativa muito deve à sua cerâmica”. Palavras da vereadora da Cultura, Conceição Henriques, que recordou as antigas feiras da cerâmica que tinham uma forte componente industrial e que hoje “já não se justificam”. Caldas “tem hoje uma componente da criatividade e são muitos os autores que se dedicam a esta arte”. A autarca ainda destacou a exposição “Rainha Mestra” que integrou vários azulejos feitos por ceramistas e que se referiram ao legado que D. Leonor deixou nas Caldas. Esteve presente à entrada da mostra-mercado.
A vereadora ainda explicou que a MESTRA “está maior e mais rica do que nos anos anteriores”, acrescentando que no ano anterior esta não se realizou por causa da conferência internacional de cerâmica, que uniu os esforços dos concelhos caldense e alcobacense.
Unir a cerâmica ao Turismo
Anabela Freitas, do TCP, sublinhou a ligação da cerâmica e do turismo, pois “são ambos atividade económicas”.
Quem faz cerâmica “tem que ter criatividade e colocar um pouco se si nas obras, dando-lhes autenticidade”. Segundo a convidada “52% dos turistas estão dispostos a alterar o seu destino se lhes for apresentado um outro que lhe proporcione contacto com a comunidade local e participação em projetos comuns”. Ou seja, “os turistas procuram autenticidade, sem esquecer que todos os que estão na cadeia de valor têm que ganhar dinheiro”. Como tal, procura-se oferecer experiências autênticas a quem nos visita e por isso a ligação às comunidades locais estão hoje na ordem do dia, assim como as questões “ligadas à preservação da nossa cultura e da nossa identidade”.
O presidente da Câmara, Vitor Marques, estava contente com a nova MESTRA e com quem nela participa pois “é malta gira, que faz realmente um trabalho fantástico!”. O edil caldense passou em revista as novidades desta edição passando sobretudo pelo trabalho feito pelas escolas e também dos museus, aliados da MESTRA. “Temos agora este novo caminho para trilhar, um novo desígnio par a cerâmica”, disse o autarca que espera que esta mostra possa ser uma montra para os ceramistas. Espera ainda que estes se sintam motivados a participar também no próximo ano.
Nesta terceira edição foi possível conhecer os projetos dos agrupamentos Bordalo Pinheiro, D. João e Raul Proença. “Os nossos agrupamentos acompanham de forma notável a tradição criativa das Caldas e fazem-nos acreditar que a cidade tem futuro com estes jovens que acompanham a criatividade”, referiu Vítor Marques, que está apostado “em fortificar este pilar que é a cerâmica na nossa comunidade”.
“Uma boa energia no evento”
Fernando e Milena Miguel estavam contentes de fazer parte da MESTRA pois o evento no parque estava a atrair gente de todas as idades. O casal que vai marcar presença na FIA, trouxe as suas peças satíricas e sacras, muitas com o Zé Povinho representado. Presente e em destaque estiveram peças que os autores realizaram para o centenário da Gazeta das Caldas.
A norte-americana Nicole Curcio. que tem vários projetos em parceria com a ceramista e artista plástica Mariana Sampaio. também apreciou ter feito parte desta MESTRA pois “há uma boa energia em volta do evento”.
Liliana Sousa veio de Alcobaça e trouxe peças de cerâmica diferentes das que costuma fazer e que têm sobretudo uma função decorativa. Criou objetos eróticos e tirou partido de texturas para criar peças de lingerie em cerâmica. “Está sempre tudo escondido e ninguém fala sobre o erotismo”, disse a autora que quer desenvolver mais esta área.
Mariana Sampaio esteve presente na abertura da Mestra mas durante o fim de semana seguiu para Guimarães onde esteve a realizar uma residência artística. A ceramista, que trabalha há vários anos nas Caldas, foi convidada para ensinar sobre a azulejaria portuguesa. Em julho a autora vai dar workshops de cerâmica para crianças, a partir dos seis anos, no seu atelier, nos Silos.
“O sítio é bom, há uma ótima apresentação e acho que está tudo a correr bem”, disse Carlos Neto um dos autores da Casa da Olaria que veio representar Porto de Mós nesta iniciativa. Com Ana Lousada, estavam satisfeitos em participar com peças de porcelana feitas com celulose e obras em grés que lembram pedaços de lava.
A apreciar estas peças estava Domingos S. Pedro. O visitante que trabalha na área da iluminação também dá uns toques na cerâmica e fez um candeeiro, usando material que recolheu do vulcão dos Capelinhos (Faial, Açores). O visitante, acompanhado pela esposa, tem casa há 30 anos nas Caldas da Rainha e sobre a MESTRA afirmou: “de tudo o que eu vi até aqui, o evento está cinco estrelas!”.
Cães-paliteiros na moda
Alunos do 8º ano da D. João II participaram num projeto de cerâmica e cada um fez uma peça: um cão-paliteiro. Os estudantes mais novos inspiraram-se na produção de Maria de Cacos para criar as suas próprias obras.
De volta aos cães: várias pessoas mostraram interesse em adquiri-las mas estas não estavam à venda pois pertencem aos alunos. Na banca do agrupamento podiam ver-se cães-unicórnio, um outro cão-aviador ou ornamentado com um laço. Outros, explicaram as professoras, reproduziam animais que fazem parte das próprias famílias dos autores. Este projeto, que envolveu o Cencal e ligou várias escolas da região teve coordenação do Museu Machado de Castro. O resultado foi uma “ótima” adesão dos alunos.
Durante três dias, além das oficinas para os mais novos, o espaço da MESTRA recebeu performances, relacionadas com o Plano Nacional das Artes, de escolas não só das Caldas como também de Alcobaça. A iniciativa teve várias visitas guiadas pela cidade em busca da azulejaria local e teve início na Igreja de N. Sra. do Pópulo. Também os museus abriram portas para atividades, além de concertos com grupos como o projeto local Coro do Bairro e ainda o Trio Marabilha que mostrou as capacidades de fazer música com peças de barro.
Além do executivo, esteve a representante do Turismo do Centro
Sofia Sousa Representante da Comissão Europeia em Portugal
Portugal era uma democracia no início, quando em 1977 seguiu para ‘Bruxelas’ o pedido formal de adesão. Acabado de sair de uma longa ditadura, o país dava os primeiros e por vezes difíceis passos em direção ao que viria a ser um sistema pluralista, multipartidário, assente numa economia social de mercado.
A adesão de Portugal, nove anos depois, às então Comunidades Europeias consolidou os recém-criados pilares democráticos e teve um contributo decisivo na transformação do país, tornando-o na sociedade aberta e inclusiva que é hoje, assente no Estado de direito e na qual os cidadãos podem definir o destino e as opções de desenvolvimento do seu país.
Esta efeméride é uma boa ocasião para falar sobre como a União Europeia foi essencial para transformar Portugal no país de hoje. Mas é também importante recordar como Portugal contribuiu para tornar a União Europeia mais plural, mais aberta e mais forte.
Estar na Europa criou mais oportunidades para os portugueses e trouxe-lhes melhor qualidade de vida.
Nestes 40 anos, a esperança de vida dos portugueses aumentou de 72,9 para 81,2 anos; o abandono escolar que era de 50% em 1990, é atualmente de 6,6%; o PIB per capita passou de 2.824 euros para 26.666 euros; o número de estudantes no ensino superior quase triplicou de 157.869, em 1990, para 448.235.
Estar na União Europeia é fazer parte do espaço Schengen, o maior espaço de livre circulação do mundo, que garante viagens fáceis e fronteiras externas seguras. Que garante a possibilidade de residir, estudar ou trabalhar em qualquer país da União.
Nos últimos 40 anos, a UE realizou progressos significativos em matéria de direitos sociais, proteção da saúde e do ambiente, gestão de resíduos, direitos dos consumidores e segurança dos alimentos, entre outros, ajudando a melhorar a qualidade global da vida das pessoas. Portugal não só beneficia destas normas mais elevadas, como também ajuda ativamente a moldá-las.
A União Europeia tem sido um garante de estabilidade, num mundo marcado pela incerteza geopolítica e Portugal tem beneficiado dessa estabilidade.
A Europa tornou possíveis alguns dos mais importantes investimentos efetuados em Portugal. A política de coesão tornou possível, por exemplo, que, já em 2021, Portugal alcançasse a meta europeia para 2030 relativa à participação das fontes renováveis na produção de energia. Portugal é aliás um exemplo entre os 27 Estados Membros.
Foi a solidariedade europeia que se expressou na hora de responder à pandemia. No desenvolvimento, aquisição e distribuição de vacinas, mas também na resposta ao impacto económico, em que os fundos que dão corpo ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) corresponderam a mais de 8% do PIB nacional.
Portugal, pelo seu lado, tem estado na linha da frente das grandes decisões europeias, afirmando-se como um parceiro fiável e construtivo, indispensável na construção de pontes entre parceiros europeus e além das fronteiras da União. A posição geostratégica de Portugal e a sua ligação com os continentes africano e americano abriu pontes com os países de língua portuguesa e fortaleceu a vertente marítima e a influência atlântica da União Europeia e Portugal foi também um dos países fundadores do euro e dos demais avanços deste projeto de integração e continuará a fazer sempre parte da solução. E foi na capital portuguesa que em dezembro 2007 assinámos o Tratado de Lisboa, uma etapa importante na consolidação do projeto europeu, tornando a União Europeia mais democrática e eficiente na tomada de decisões.
A integração europeia tem sido um catalisador para o desenvolvimento democrático e socioeconómico de Portugal, enquanto a diversidade, riqueza cultural e participação ativa de Portugal nas decisões da UE também têm contribuído para o fortalecimento da União. A preservação dessas conquistas e o avanço contínuo dependem do esforço colaborativo entre os Estados-Membros e os próprios cidadãos.
Há 40 anos a adesão de Portugal foi a expressão da dimensão europeia das mudanças económicas e sociais então em curso no Sul da Europa. A União Europeia de hoje é maior, mais diversa e mais profunda do que aquela a que aderimos em 1986. É a nossa casa que ajudámos a construir juntamente com os nossos parceiros, e as suas fundações são sólidas.
Da mesma forma que a Europa cumpriu o seu destino ao acolher-nos no seu seio, hoje é nos Balcãs, na Moldávia e na Ucrânia que se joga o futuro da Europa e também de Portugal. Imperativo estratégico e histórico, sem dúvida, mas também moral, essas são as novas realidades que a Europa não pode ignorar sob pena de comprometer a sua segurança, mas também a sua coesão.
Devemos olhar para os nossos próximos 40 anos de adesão com confiança, responsabilidade e ambição.
Filipa Silva Eng. Agrónoma – Consultora e Formadora
O mundo vive acontecimentos de grande relevância, sendo de grande responsabilidade a seleção do tema sobre o qual decidimos escrever. Poderia escrever sobre vários temas, nomeadamente sobre esta Guerra que nos está diretamente ligada uma vez que o Governo português deu autorização para a utilização da Base das Lajes pelos EUA, mas não consigo mudar o foco da Palestina.
Ainda aconteceu que um veleiro chamado Madleen com 12 ativistas de várias nacionalidades, incluindo uma eurodeputada francesa, tentou romper o bloqueio de ajuda humanitária a Gaza por mar, para entregar comida e medicamentos à população. Este não foi o primeiro barco a navegar com este objetivo, mas desta vez, figuras mais conhecidas participaram na missão, o que ajudou a atrair maior atenção internacional. Pediram que todas as pessoas os apoiassem e pressionassem os vários governos a protegê-los na sua missão e a apoiarem a abertura de um corredor humanitário. Após navegarem por alguns dias, o exército israelita interceptou o barco em águas internacionais. Os ativistas foram detidos e deportados. Entre eles encontrava-se Greta Thunberg, a famosa menina que com 16 anos foi convidada a discursar na ONU e no Fórum Económico Mundial, em Davos, que iniciou um movimento de Greves à escola pelo Clima à porta do Parlamento da Suécia. O seu compromisso viralizou num movimento internacional chamado Fridays for Future, levando milhares de jovens às ruas em diversos países a exigir ações concretas pelo clima aos seus governos para evitar a destruição do seu futuro.
Greta tem sido questionada muitas vezes sobre o porquê de ter mudado o foco do seu ativismo: do climático para o da causa da Palestina e outras causas humanitárias e sociais. A resposta é óbvia. Trata-se de uma única luta interseccional pelos direitos humanos. Quem luta por uma justiça climática luta por uma justiça social, contra sistemas de opressão e destruição. Os ativistas climáticos preocupam-se com os ecossistemas, mas não apenas porque querem proteger as árvores e os animais, como infelizmente muitas vezes são vistos – lutam pela vida humana, pelas vidas que irão sofrer pelos desastres climáticos, pelas deslocações forçadas que irão ocorrer cada vez mais – já estão a acontecer em regiões totalmente secas onde não é possível produzir alimentos, e nas ilhas, que devido à subida do nível do mar estão inundadas deixando de ser habitáveis. Os ativistas e ambientalistas sabem que o planeta por cá ficará e a vida continuará, é a sobrevivência da espécie humana e o seu sofrimento que está em jogo, não é a do planeta. Agradeço a todos os ativistas pelo mundo que não param e não se conformam com a destruição do nosso planeta e da vida, incluindo da nossa espécie humana.
No passado dia 15 de Junho, António José Seguro apresentou, no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, a sua candidatura à Presidência da República.
Num CCC lotado de cidadãos caldenses oriundos de diferentes quadrantes políticos, ficou a imagem clara de que, neste concelho, existe um candidato que aparenta ser consensual.
É natural que assim seja. António José Seguro escolheu, há vários anos, Caldas da Rainha para residir, e o facto de ter decidido fazer aqui a apresentação da sua candidatura foi também uma demonstração do carinho que nutre pela cidade e pela sua comunidade.
Mas o apreço das gentes por António José Seguro resulta, sobretudo, do caráter que este revelou ao longo do seu percurso político, com um trajeto marcado pela moderação, integridade e pela discrição. As pessoas conhecem as injustiças partidárias de que foi alvo e apreciam a postura séria que manteve depois disso, não procurando minar os seus sucessores, nem fomentando polémicas internas. Abstendo-se de utilizar as redes sociais para alimentar egos ou de procurar notoriedade efémera, optou por preservar a dignidade da função pública que desempenhou.
Este perfil contrasta com o que, infelizmente, se tem vindo a normalizar em várias esferas da vida política, onde assistimos, com frequência, a protagonismos excessivos, a conflitos estéreis e a atitudes marcadas por ressentimentos e sentimentos de vingança.
Há quem use a política como palco pessoal, alimentando-se da instabilidade e da divisão para procurar sentir-se relevante.
Não há nada mais prejudicial para a democracia, para o funcionamento e para o desenvolvimento de uma comunidade do que líderes, ex-líderes e outros supostos actores políticos, que dependem da política e com um ego tal que os leva a considerar que nenhum outro líder serve, a menos que lhes preste vassalagem, preferindo fomentar o caos e a instabilidade, como meio de satisfazerem a sua ambição pessoal.
António José Seguro não seguiu esse caminho. Não foi mais um cata-vento das redes sociais, sujeito às oscilações do gosto público, em busca de likes ou de polémicas artificiais, e ,o que é talvez mais relevante, teve e continua a ter, uma vida para além da política.
Tudo isto são características que as pessoas reconhecem, e foi por isso que, na apresentação da sua candidatura no CCC, se sentiu uma genuína demonstração de apoio e de carinho.
Existe ainda um longo caminho e bem acidentado até às eleições presidenciais, que deverão decorrer apenas em Janeiro de 2026, mas Seguro conseguiu ter um bom arranque e com os outros principais candidatos a perder “gás” ainda tudo pode acontecer.
O assunto para esta semana estava longe deste, que é o que desde a passada semana enche as televisões, rádios, jornais e a próprias redes sociais, e como o leitor naturalmente descobre, está relacionado com a “nova guerra” no mundo, desta vez entre Israel apoiado pelos EUA e o Irão.
Agora o argumento para desencadear as hostilidades foi a provável e possível futura posse da arma nuclear, por aquele país islâmico, que desde o regresso de Khomeini ao país, com culpa direta ou não, não tem parado de ser centro de conflitos com os vizinhos.
Nunca estive no Irão, mas amigos descrevem-no como muito bonito, com uma população simpática e com uma grande parte das mulheres a tentarem libertar-se da anacrónica liderança religiosa do país.
Dadas as ações que essas lideranças teocráticas têm eaxercido sobre boa parte da população, podia-nos suscitar uma aceitação plena desta ação bélica, ao arrepio das normas do direito internacional, e justificando para trás e a prazo, intervenções deste tipo. Contudo, tudo isto nos deixam as maiores dúvidas e preocupações, pois quem paga a conta em vidas e meios, são os povos alvo, de ambos os lados, destas ações. Pelo meio houve aquele ataque quase hollywoodesco dos bombardeiros furtivos B-2 Spirit às prováveis centrais nucleares iranianas.
Mas ainda não tínhamos concluído este editorial e surge nos media que o Presidente dos EUA, o inefável Trump, tinha decretado unilateralmente o cessar fogo para os dois beligerantes principais, que, contudo, não o reconheceram publicamente e continuavam os ataques.
Não sabemos como vai (vão) acabar esta(s) guerra(s), mas tememos que não seja bem e já não o é para tantos que pereceram, bem como as consequências para todos nós. Esperemos que este pessimismo não se justifique totalmente. Quando encerramos a edição paira no mundo uma incerteza crescente para os próximos tempos. Que fazer?
Sandra Queiroz, natural e residente na Foz do Arelho, encabeça a lista à Assembleia de Freguesia pelo movimento MIFA Mais. A candidata, que já foi secretária do executivo (há oito anos) e tesoureira no último mandato, compromete-se a “continuar a cuidar da freguesia, com dedicação, verdade e visão para o futuro”. A lista que encabeça integra pessoas de várias forças políticas e é apoiada pelo movimento Vamos Mudar.
“Alguns que fizeram escolhas muito erradas nas legislativas já estão com a CDU”, disse João Ferreira
“Camaradas, enquanto houver quem lance mãos à obra para levantar uma festa como esta, de convívio, de fraternidade e alegria, teremos certamente motivos para festejar”. Palavras de João Ferreira, da Comissão Política do Comité Central do PCP, respondendo assim aos mais pessimistas e apelando aos que partilhem dos seus ideais, que “arregacem as mangas e lancem mãos à obra por essa luta”. Festa de Verão, que se realizou no dia 22 de junho na margem da Lagoa de Óbidos e onde participou pela primeira vez, o dirigente comunista mostrou a sua preocupação com a guerra no Médio Oriente mas também com o país, tecendo críticas ao governo de Luís Montenegro. Reportando-se ao programa do governo, considerou-o “ainda pior” do que o já tinham posto em prática na anterior legislatura e criticou o “apoio” à ação do governo, por parte do PS, IL e Chega. “Não foi, aliás, por acaso que o governo decidiu incluir no programa eleitoral medidas que não tinha, mas que foi buscar aos programas do Chega e da Iniciativa Liberal, nomeadamente”, disse, denunciando a agravamento das “injustiças profundas” que já existem na distribuição do rendimento nacional e o aumento da precariedade. João Ferreira criticou a reforma do Estado e o “caminho de destruição” de serviços públicos e falou das dificuldades de acesso à habitação e em relação aos transportes. “Há um problema na saúde porque há falta de serviços de urgência, de serviços hospitalares, de profissionais e abre-se uma linha de negócio de parcerias público-privado, para que possam fazer negócio com aquilo que é um direito fundamental”, denunciou.
Saúde é bandeira no distrito
As próximas autárquicas são uma prioridade para a CDU, que quer reverter o mau resultado alcançado nas últimas legislativas. João Ferreira destacou que não se trata de uma, mas de 308 eleições para as câmaras e assembleias municipais e milhares para as freguesias, onde o que conta são os problemas e as propostas e programas eleitorais para cada uma das terras, realçando que o vínculo entre quem elege e quem é eleito é muito mais estreito.
“Alguns que fizeram escolhas muito erradas nas últimas legislativas já estão com a CDU”, partilhou o dirigente político, apelando à participação de todos nas suas listas, inclusive de independentes.
Também Maria Loureiro, da direção regional do PCP, colocou a tónica nas próximas autárquicas defendendo um reforço da CDU, “alargando os contactos, trazendo às listas da CDU o máximo de candidatos, apresentando o máximo de candidaturas e dando particular atenção às prioridades apontadas”. No distrito os comunistas querem manter e reforçar as freguesias de Serra del Rey, Valado dos Frades e Moita, assim como reconquistar a freguesia da Marinha Grande e alcançar a maioria nas Câmaras de Peniche, Nazaré e Marinha Grande.
Maria Loureiro destacou os problemas da saúde no distrito, onde o acesso aos cuidados tem vindo a “degradar-se substancialmente”, com a falta de médicos, os sucessivos encerramentos do Serviço de Urgência Básica do Hospital de Peniche, e das Urgências da Obstetrícia e Ginecologia do Hospital de Leiria e do Hospital das Caldas da Rainha, como aconteceu no domingo.
A CDU já realizou algumas ações pelo distrito em defesa do SNS e do direito à saúde e continua a “lutar” pela construção do novo Hospital do Oeste e a sua articulação com as atuais instalações hospitalares, melhoradas. “As questões do SNS e a sua defesa são de importância e prioridade tal, que este ano serão o tema da organização de Leiria do PCP na Festa do Avante”, concretizou.
Também António Curado volta a encabeçar a lista à Assembleia Municipal que, à semelhança da Câmara, conta com elementos do PS, num acordo de cooperação autárquica
O PS caldense não se candidata, pela primeira vez nas Caldas, às autárquicas, integrando as listas do Vamos Mudar, num acordo de cooperação autárquica. Trata-se de uma “cooperação de forças, sem perda identitária” do VM e do PS, num projeto que “é mais do que a soma das partes”. As duas forças referem que, independentemente dos ideais políticos, une-os as Caldas da Rainha e que este acordo não se fecha sobre si mesmo, a “porta mantém-se aberta a quem desejar colaborar ativamente na construção de um concelho unido e agregador”.
Para os próximos quatro anos o VM elenca cinco objetivos estratégicos. O primeiro deles passa por defender a construção do Hospital do Oeste nas Caldas e proporcionar os melhores cuidados de saúde aos munícipes. Também a segurança é uma prioridade, com o VM disponível para desenvolver mais medidas no futuro, nomeadamente através do reforço de meios, “da forma mais célere possível”. O VM pretende também contribuir ao nível da Educação, investindo em melhores refeições para as crianças e jovens, difundir as melhores práticas de gestão educativa e investir nos recursos humanos e no ensino.
O termalismo e a dinamização da cidade são o quarto objetivo, partindo da visão desenvolvida no Masterplan para o Termalismo e na Estratégia e Plano de Ação da Marca Caldas, que também contêm medidas de dinamização do concelho.
O último objetivo estratégico prende-se com o desenvolvimento da economia, com o VM a comprometer-se em “investir seriamente” na captação de investimento e em manter as indústrias instaladas.
Na apresentação pública, que decorreu a 18 de junho no Céu de Vidro, o candidato à Câmara, Vítor Marques, começou por chamar a equipa que o acompanha. Joaquim Beato e Conceição Henriques mantêm os lugares e, em quarto lugar surge o socialista Pedro Seixas, seguido de António Vidigal e Susana Silva (ambos do VM) e em sétimo lugar está a socialista Natália Marim. “Não somos políticos de carreira, somos pessoas que fazem o melhor pelo seu concelho, em torno da honestidade e da determinação”, disse Vítor Marques, convidando todas as pessoas “interessadas no bem das Caldas” a dar força ao movimento ou apoio a candidatura porque “aqui ninguém pergunta de que partido são, mas o que podem fazer pelo concelho”.
Considera que “não podemos voltar ao passado”, destacando que têm projetos e meios para transformar a cidade e o concelho, com o envolvimento de todos, consolidando uma “rede de participação cívica, real, ativa e diversificada”.
Lista “rejuvenescida” para a AM
No seu discurso, o candidato à Assembleia Municipal, António Curado, valorizou o “papel ativo” dos representantes eleitos pelo VM no atual mandato. E, para o novo, a lista de candidatos “rejuvenesceu, enriqueceu-se com a inclusão de novos elementos em consequência do entendimento político” , disse, destacando que do 1º ao 28º lugar (21 efetivos e 7 suplentes) inclui cidadãos de “elevado valor e compromisso cívico”. Destes, nove são do PS.
António Curado elencou várias das causas que os movem, nomeadamente na área da saúde, ambiente, mobilidade, valorização do território e investimento no termalismo, destacando que é pela defesa dessas causas que se sente “honrado” por estar novamente ao lado de Vítor Marques e de todos os que manifestaram apoio à candidatura. O candidato a presidente da Assembleia quer continuar a fazer deste órgão um “verdadeiro espaço livre de participação política transparente, valorizando as ideias dos munícipes e as suas intervenções” e continuar a “dar real valor” às palavras que abrem o seu regimento.
A primeira intervenção coube a Cláudia Henriques, empresária e organizadora de eventos culturais, que manifestou o apoio à candidatura de Vítor Marques, que considera um “ato de coerência e de esperança”. A também proprietária da Loja do Sr Jacinto, destacou a sua “frontalidade, humanidade e humildade”.
Vítor Marques ladeado pelos candidatos à Câmara
Os candidatos à Assembleia Municipal que, tal como na Câmara, integra elementos do VM e do PS caldense
Chama-se Pão de Ló Fino de Santa Suzana (Landal), porque “é leve” e “derrete-se na boca. Existe há uma década e recentemente foi premiado num concurso de doçaria tradicional portuguesa
Maria do Céu Carvalho sempre teve “mão” para a doçaria. Uma vizinha, da localidade de Santa Suzana, que “fazia muito bem o pão de ló”, deu-lhe umas dicas, que foi depois ajustando, no forno lá de casa, até chegar à receita ideal do Pão de Ló Fino de Santa Suzana. Apesar de ter os mesmos ingredientes de qualquer outro pão de ló: ovos, açúcar e farinha, o “segredo” está nas quantidades, nos tempos de preparação e de cozedura. Este bolo tem a particularidade de ser confecionado em tachos de alumínio.
“É fino e dourado por dentro, tem ló e derrete-se na boca”, resume Vítor Gomes, o marido de Maria do Céu, o casal que criou o Pão de Ló Fino de Santa Suzana, há uma década. Foi no forno do fogão que foram confecionados os primeiros bolos, que começaram por dar a provar e apareceram as encomendas, que foram crescendo ao longo do tempo.
O casal decidiu então avançar com a criação de uma pequena empresa familiar para a confeção, de forma artesanal, do pão de ló e que abriu portas em 2022. Os empresários trabalham sobretudo por encomenda, tendo em conta que o pão de ló deve ser consumido num máximo de cinco dias após a sua confeção. As alturas do Natal e Páscoa, juntamente com os fins de semana, são as de maior procura, pelo que os bolos são geralmente feitos à quinta e sexta-feiras. “Ultimamente já temos feito mais vezes durante a semana, pois começamos a ter mais pedidos”, salientou Maria do Céu Carvalho, acrescentando que os clientes vão buscar os bolos à fábrica ou, noutros casos, são-lhes entregues pessoalmente.
O pão de ló tem sido também divulgado em diversos eventos, desde logo no Festival da Cordoniz do Landal, mas também nas Tasquinhas das Caldas da Rainha e de Rio Maior, e em programas televisivos dos vários canais.
Doce premiado
No passado dia 10 de junho, o Pão de Ló Fino de Santa Suzana recebeu a medalha de prata, entre mais de 50 concorrentes, no 14° Concurso Nacional de Doçaria Rica Tradicional Portuguesa, entregue durante a Feira Nacional da Agricultura, em Santarém. Foi a primeira vez que concorreram e a distinção veio “atestar a qualidade do pão de ló mas também do trabalho, dedicação e esforço que nós fazemos para conseguir chegar a este ponto”, resume Maria do Céu Carvalho, lembrando que muitas das vezes os bolos são confecionados depois das horas de trabalho.
A ajudar está também a filha do casal, Leonor Gomes, que estuda Gestão e Produção de Pastelaria na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste. No futuro pretende continuar com o negócio familiar, ampliando a oferta a outro tipo de doces, como bolos de aniversário, bombons e cupcakes, mas mantendo sempre “a base no pão de ló”, explica à Gazeta das Caldas. E foi exatamente o Pão de Ló Fino de Santa Suzana, aliado à ginja e pera Rocha (produtos da região), que deu a vitória, na categoria sobremesa, à jovem estudante na 3.ª edição do Estrela Monumental e que irá constar na ementa de verão do restaurante Mosteiro do Leitão, na Batalha.
Este pão de ló não se encontra à venda em espaços comerciais, sendo comercializado apenas por encomenda, que pode ser feita através da sua página no Facebook. Em agosto, os empresários contam estar nas Tasquinhas das Caldas a divulgar este premiado doce tradicional.
O casal de empresários em Santarém quando recebeu o prémio no Concurso Nacional de Doçaria Rica Tradicional Portuguesa
O pão de ló de Santa Suzana, composto por ovos, açucar e farinha, e confecionado de forma artesanal
“Do Campo ao Oceano. Tecnologias Marítimas e o Futuro do Agro” intitulou a intervenção do diretor da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), do Politécnico de Leiria, na Conferência Nacional da Sustentabilidade Brasil 2025, que decorreu entre 11 e 14 de junho em Vitória. No encontro, o responsável defendeu que “investir em tecnologias para a economia azul é crucial para o crescimento sustentável, a boa governança oceânica e a resiliência climática. Os governos devem agir com urgência para impulsionar a inovação e proteger os oceanos a longo prazo”.
Sérgio Leandro considera que “as tecnologias marinhas constituem inovações sustentáveis, circulares e eficientes na utilização de recursos, com potencial para transformar a agroindústria”, desde as culturas e matérias-primas, até ao processamento e à embalagem, “em alinhamento com a resiliência climática, segurança alimentar e preservação da saúde dos oceanos”.
O painel em que participou, integrado nas temáticas da Economia Azul e Agro, propôs uma reflexão sobre as sinergias entre os setores marítimos e agrícolas, destacando a inovação tecnológica e os caminhos sustentáveis para o futuro do agro. Sérgio Leandro destacou a criação de infraestruturas de suporte à inovação, como o caso da Rede Hub Azul Portugal no qual se inclui o Polo de Peniche – SmartOcean. Entre as principais inovações tecnológicas no setor marítimo, realçou os sensores e Internet das Coisas (iot) para monitorização oceânica em tempo real, a IA e análise de big data para modelação e previsão de ecossistemas, os sistemas autónomos (AUVs, drones, ROVs) para inspeção subaquática e recolha de dados, entre outras. ■
Estudo estima consumo direto no recinto, mas também impacto no comércio, restauração e alojamentos
A edição do ano passado do VerãoSão, em São Martinho do Porto, teve um impacto económico estimado nos 1,78 milhões de euros na economia local. Esta é uma das conclusões de um estudo desenvolvido pelo Instituto Politécnico de Santarém, da autoria de Alan Ferreira, Alfredo Silva e Félix Romero, com a coordenação de Elsa Vieira.
O valor estimado reflecte, não só o consumo direto nos bares e no recinto do festival, mas especialmente o aumento da procura por alojamento, restauração e comércio local durante o período do evento.
Mas os autores fazem uma ressalva, é que “o evento VerãoSão não pode ser visto senão integrado na época balnear de São Martinho do Porto e portanto, na estimativa dos gastos, os participantes casuais foram considerados, assim, não poderemos afirmar que o valor estimado seja do evento VerãoSão, per si”.
Os dados revelam ainda que 98% dos visitantes recomendariam o festival e que 93% planeia regressar no futuro.
A organização realça que a edição do ano passado se confirmou como a maior de sempre do evento, “com um total de 12.107 bilhetes vendidos e a participação de 4.059 pessoas ao longo de 11 noites de festa”.
Bruna Lennon, Kiko Rasquilha, Half Meter, e Remember Old Times foram alguns dos artistas que passaram pelo evento no último ano. O VerãoSão pretende ser “um encontro entre famílias em férias, jovens veraneantes e público local, que encontram no festival um espaço inclusivo e vibrante”.
Outra marca de 2024, em relação ao alcance digital do VerãoSão “também bateu recordes”, dado que “nas redes sociais, a comunicação do festival alcançou 179.899 pessoas, com um total de 943.154 visualizações, mais do que duplicando os números da edição anterior”.
A quinta edição também já tem datas marcadas, com o evento a regressar entre os dias 12 e 23 de agosto e, portanto, com mais um dia de festival.
Os bilhetes estarão à venda a partir de 1 de julho e o cartaz deste ano será revelado a 6 de julho, numa festa de apresentação.
Estabelecimento de ensino superior reforça o compromisso com a descentralização do ensino
A Universidade de Coimbra (UC) apresentou oficialmente, a 21 de junho, a pós-graduação em Gestão de Serviços de Informação de Arquivo, Biblioteca e Museu, no Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça, coincidindo a sessão com o arranque oficial das aulas. A pós graduação abriu com 25 vagas, das quais 13 para técnicos superiores e 12 para professores. Tem alunos de todo o país, incluindo da Madeira, explicou a coordenadora da pós-graduação, Maria Marques, à Gazeta das Caldas.
A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a descentralização do ensino. “A descentralização da oferta formativa é fundamental para o desenvolvimento e coesão territorial e, sobretudo, para o fomento do turismo, neste caso da região Oeste da zona Centro”, refere também a docente e investigadora da Faculdade de Letras da UC.
A formação, que é ministrada no Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra em Alcobaça, aposta num modelo híbrido, combinando metodologias tradicionais e digital. O objetivo principal é desenvolver as competências dos alunos em diversos Serviços de Informação (SI), com uma abordagem integrada à gestão de arquivos, bibliotecas e museus. De acordo com a vice-reitora da Universidade de Coimbra, Cristina Albuquerque, esta oferta descentralizada ilustra a estratégia de todo o projeto, no que diz respeito ao acesso a uma oferta formativa de qualidade, inclusiva e equitativa, promovendo oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, junto dos territórios.
A pós-graduação é composta por 15 micromódulos, lecionados em regime híbrido com aulas remotas às sextas-feiras e presenciais aos sábados. Esta edição é financiada a 100% pelo PRR, sendo a frequência gratuita para técnicos superiores e professores, e conta com a parceria da Rede de Bibliotecas Escolares, da Rede de Bibliotecas do Concelho de Alcobaça e Coimbra. Para completar as 270 horas da formação, os alunos devem realizar quatro módulos obrigatórios e escolher dois ou três opcionais, totalizando 60 ECTS (créditos).
Para além da pós-graduação, os formandos podem inscrever-se nos 11 micromódulos opcionais, permitindo uma aprendizagem mais flexível e personalizada. Estes funcionam independentemente da pós-graduação, online e em horário pós-laboral.