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  • AnacrÓnicas – A cidade dos pássaros

    AnacrÓnicas – A cidade dos pássaros

    A cidade dos pássaros é a próxima criação do Teatro da Rainha. Depois de O resto já devem conhecer do cinema, um Aristófanes adaptado pelo francês Bernard Chartreux. Referida também à mitologia grega podemos dizer que esta Grécia é outra, a da comédia. Na tragédia o inelutável parece perseguir-nos e o mito cose nos dias aquilo que se vai erguendo como inevitável, que nos dias não se consegue realizar de autónomo por vontade dos homens. O augúrio tem um papel determinante, há que seguir o que foi prescrito pelo profeta, a tragédia não brinca aos mitos, não é lúdica, não é jogo. E é substantiva, não ilude, trama o essencial.
    Será sempre tarde para endireitar o que nasceu torto e por inconsciência dos protagonistas, como no caso de Édipo e a mancha está lá, não sai com nenhum tipo de detergente ideológico, nem com nenhuma redenção.
    A história humana enquanto violência, dizendo de outro modo, a violência como motor da história, aponta para um modo de resolução dos conflitos entre povos e famílias que nunca foi outro – o massacre é um instrumento, não é uma excepção, as formas industriais da morte são conhecidas desde a batalha de Siracusa, aí os atenienses foram “grelhados” na pedreira, conforme o relato de Tucídides, o que hoje lembra as formas de morte massiva da “solução final”.
    Sejam os recursos naturais, seja a geoestratégia imperial, seja a política-espectáculo, as formas da violência, agora centradas na possibilidade do seu “cinema” directo – pelo menos desde a guerra do golfo – continuam a reger este mundo – digamos que tudo se transforma em “entretenimento”.
    A diplomacia não é a regra, a regra é a economia, que poderíamos apelidar, como alguém apelidou a política como prolongamento da guerra, como forma própria de exercício da violência pela imposição da precariedade e do desemprego a muitos, do enriquecimento ilícito a uns poucos. E através da pilhagem dos recursos de outros pelos mais fortes – o modo como os “consumidores” pagaram a crise – desde 2008 para cá – institucionaliza esse modo de pilhagem em nome do sistema financeiro, e a favor dos bancos, modo que vai buscar directamente dinheiro às contas bancárias das pessoas ou aos seus salários.
    A cidade dos pássaros com estreia a 3 de Julho é um espectáculo sobre a corrupção da democracia, sobre a sua degeneração e sobre o modo como, em nome de uma alternativa, o que se gera é uma ditadura. É um texto – cómico – sobre os populismos. Sobre as derivas autoritárias que vestem a pele das regenerações, das utopias regeneradoras demagocráticas.
    Evélpidos e Pitesteros, este com vocação de ditador, virando as costas à Atenas corrupta, fundam junto dos pássaros uma nova cidade, depois de convencerem estes das suas origens nobres – filhos da realeza, como o galo e a sua crista, a carriça real – e depois de, por assim dizer, os colonizarem, alterando os seu modo de vida ancestral pelo moderno modo de vida dos homens, centrado na produção em grande escala, nos impostos e na militarização da sociedade.
    Os do Olimpo – Zeus e a pandilha – pagam agora impostos para que os fumos sacrificiais que os humanos lhes dedicam possam atravessar as alfândegas da cidade fortificada e instalada nas nuvens, assim como os humanos passam a sacrificar aos pássaros e não aos velhos deuses.
    É claro que Zeus se chateia e a a tentativa acaba mal, Zeus usa a sua arma de detruição massiva, o trovão e companhia: raios, granizo, ventos, tsunamis, etc. Pisteteropolis é um falhanço, como Sodoma e Gomorra, Cápua, como Mahagony, como, esperemos, a great america de Trump, o Brasil do Bolsonaro, a Hungria de Órban, as Filipinas de Duterte, a Itália de Salvini e a frança da LePen, etc.

    Fernando Mora Ramos
    fernando.mora.ramos@gmail.com

  • Era uma vez… – Ainda somos primos

    Era uma vez… – Ainda somos primos

    Um casal de lebres, o senhor e a senhora Lepus, está à espera de filhotes. Vivem no bosque, na orla da Quinta dos Farelos.
    Não é a primeira ninhada que esperam juntos e estão felizes. Calculam a chegada de uma ou duas crias e como não precisam comprar enxoval, pois os filhos nascem cobertos de bela pelagem, aproveitam o tempo livre a alimentar-se para ganharem energia para o momento do nascimento.
    Há legumes verdes em abundância. Chegou a primavera, o inverno foi chuvoso. A terra é rica e farta. Na quinta, os terrenos agrícolas com petiscos em abundância. Como ambos os Lepus nadam bem, e correm melhor, de vez em quando atravessam o lago da barragem da Portelinha para irem meter o dente nas culturas da Quinta das Dornas, onde há muito trevo e luzerna.
    Espertos e lambareiros sabem bem como baixar as grandes orelhas e agachar o corpinho para ninguém os poder espreitar enquanto se empanturram. Depois, é bom de entender, o casal Lepus
    gosta do nascer do dia e do anoitecer, para ir procurar comidinha. Quando não estão a comer, adormecem. Sonhar só eles mesmo sabem com quê. Muito dorminhocas, as lebres!
    Ora acontece que nesta mesma primavera um casal de coelhos conseguiu fugir da gaiola onde a Dona Isaltina os andava a alimentar para, depois de gordinhos, irem para a panela.
    A Dona Isaltina e o marido são os caseiros da Quinta dos Farelos.
    A boa senhora, chegou de manhãzinha, com um grande braçado de trevo para dar aos Dentolas. Tristíssima, descobriu a cancelinha aberta e a gaiola vazia! Até as lágrimas lhe vieram aos olhos.
    -Ai o meu Manel, que desgosto! Ele a contar com coelho assado para o S. João, e agora que lhe vou dizer!
    O Senhor Manel ouviu o lamuriar acercou-se da eira onde a mulher tinha as gaiolas dos coelhos.
    Conseguiu entender que as lágrimas vertidas e os soluços espaçados da esposa eram pela perda do casal de fugitivos.
    -Mas oh mulher, então tu deixaste a gaiola aberta?
    E ela a enxugar os olhos vermelhos, acenou que sim. Pois se só eles podem chegar ao local onde vivem os animais! A Quinta dos Farelos é toda murada e ali não entra ninguém sem que o Tejo, o grande cão de guarda, não desate a ladrar. Mas só ladra deitado. Mexer-se não se mexe, porque é velhote e preguiçoso. O Senhor Manel defende o seu cão com grande empenho. Ainda se lembra, como se fosse hoje, do dia em que o Tejo entrou na sua casa, cachorrinho lindo que era! Agora precisa de sopas e descanso, que mais queria a Isaltina?
    Acontece é que o casal de coelhos, os Dentolas, também queria ver mundo e andava desconfiado do destino que a Dona Isaltina lhes reservava. Tinham-se esgueirado da gaiola, descuidadamente aberta. Ao nascer do dia, quando chegou a camionete do leiteiro, saltaram para cima de um molho de feno, e daí para a caixa aberta daquele táxi inesperado. Foi assim que, sem ninguém se aperceber, saíram da Quinta e encontraram o famoso casal de lebres que entraram nesta história logo na primeira linha.
    Ambos os casais se miraram.
    -Olha-me aquelas orelhas enormes – murmurou a Dentolas para o seu par. Que esquisitas!
    -Olha que eles são bem maiores do que nós. Parecem gigantes. E que cor mais estranha! São assim avermelhados. E nós tão clarinhos!
    O senhor Lepus tinha trepado a um tronco para observar melhor o casal recém chegado. Estava a explicar à cara metade que uns estrangeiros tinham entrado na orla da mata.
    – Estrangeiros? Podem vir fazer-nos mal? -indagou a esposa Lepus apoquentada.
    -Não me parece. Acho-os com focinho de assustados. Até os bigodes lhes tremem e a cauda parece que encolheu. Vamos falar com eles.
    Aproximaram-se.O macho Lepus levantou bem as orelhas, empertigado. Estava com um pouco de medo, mas não o queria mostrar. A fazer-se de forte, perguntou:
    -Quem vem lá?
    E a dona Dentolas, mais confiada, chegou-se à frente e apresentou-se:
    – Aqui, uma futura mãe, Dentolas ao seu dispor. Precisamos de encontrar uma boa cova para eu ter os meus filhinhos, que nascem fraquitos, sem pelo e quase não veem nada.
    – Muito prazer, comadre. Também estou de esperanças. Mas os meus filhos nascem mais bem preparados. O meu Lepus vai mostrar ao seu companheiro alguns lugares para ocuparem. Comida há para todos. Sejam bem vindos.
    O macho Lepus e o Dentolas partiram aos saltos vivos, mas um tanto fora de compasso, devido ao diferente comprimento das pernas de um e do outro.
    O Dentolas afoitou-se a perguntar:
    -Ainda seremos primos, não acha compadre?

    Beatriz Lamas Oliveira
    blamas599@gmail.com

  • MEDIANA VIRTUDE – Uma comissão pela transparência

    MEDIANA VIRTUDE – Uma comissão pela transparência

    Recentemente, numa conferência organizada pela Presidência Romena da UE sobre cooperação Europa – África em matéria de migrações, o Representante Permanente da União Africana na União Europeia, H.E. Awad Sakine Ahmat, sublinhou o papel dos países africanos na resolução dos problemas de fundo que levam milhares de africanos a arriscarem a vida em vagas de migração irregular em direcção à Europa, salientando que o melhor contributo que os governos africanos podem dar é a promoção da boa governança, designadamente com medidas de luta contra a corrupção, dando como exemplo os seu próprio país – o Ruanda, que, após a guerra civil em 1994 que culminou com o genocídio de quase um milhão de tutsi, e perante uma situação de efectiva bancarrota, desenvolveu um rigoroso programa de combate à corrupção, mediante políticas, legislação e fiscalização para esse efeito.
    Uma análise mais aprofundada sobre esta questão, revela que as medidas de luta contra a corrupção no Ruanda lograram colocar aquele país, em 2018, numa meritória 48ª posição no índice mundial de percepção da corrupção, à frente de países da UE, como seja o caso de Malta (51), Itália (53), Eslováquia (57), Croácia (60), Roménia (61), Hungria (64), Grécia (67) e Bulgária (72), e muito à frente do Brasil, que conta com uma desonrosa 105ª posição!
    Mais, esta feroz batalha pela transparência no Ruanda resultou numa melhoria significativa e quantificável de todos os indicadores económicos, desde o PIB per capita, que praticamente duplicou entre 1994 e 2008, ao endividamento externo que reduziu de 127 para 15% do PIB em igual período (!), ao mesmo tempo que o país reduzia o índice de pobreza e a mortalidade infantil e aumentava a escolarização, reabilitava as infraestruturas devastadas pelo conflito e restabelecia a ordem social, no âmbito de uma estratégia ambiciosa de transformação de uma nação agrícola numa sociedade de conhecimento, tornando este país aos olhos da comunidade internacional, num modelo de desenvolvimento, centrado na obtenção de resultados e na adopção das melhores práticas apreendidas pela experiência da globalização.
    Chegados aqui é talvez o momento de explicar em que medida este exemplo é relevante no âmbito de uma crónica regional.
    Num contexto, como aquele em que vivemos, de crescente desconfiança dos cidadãos sobre a boa governança do país e de fundadas dúvidas sobre a transparência da administração pública (pese embora, Portugal apareça – por enquanto – em 30º lugar no índice de percepção da corrupção), e perante a ameaça de emergência de discursos populistas que colocam em perigo o regime, sem que nada ofereçam de concreto na resolução dos problemas, seria talvez o momento de as autoridades municipais se anteciparem, constituindo uma comissão pela transparência, transversal ao espectro políticos e integrando cidadãos dos sectores estratégicos da região, que promova a adopção de boas práticas administrativas e contratuais pelas autoridades locais, assegure a boa utilização dos fundos públicos e restaure, pelo menos no plano de proximidade em que a política local se ancora, a confiança entre cidadãos e autoridades.
    Representa esta opinião uma alarmista desconfiança quanto ao nível de transparência das autoridades locais no Concelho de Caldas? Não! Significa, todavia, que uma estrutura com estas características colocaria o Município na vanguarda da transformação radical de que o país necessita para vir a tornar-se num exemplo de boas práticas, boa governança e desenvolvimento que todos ambicionamos e que nos permitiria, eventualmente, um dia e à semelhança do acima citado representante da União Africana, oferecermos como paradigma o elevado exemplo da nossa cidade.

    Conceição Henriques
    couto.henriques@gmail.com

  • CATÓLICOS do OESTE – Vamos ao arraial

    CATÓLICOS do OESTE – Vamos ao arraial

    | D.R.

    Começa a ser tradição da paróquia de Caldas da Rainha, a realização de um arraial, durante o mês de junho, altura em que festejamos os chamados Santos Populares. Este ano não vai fugir à regra e está agendada para a tarde e noite de 28 do corrente (véspera do dia de São Pedro), a sua realização.
    Tendo a igreja marcado, há longos séculos atrás, as celebrações litúrgicas dos santos, chamados populares, no mês de junho, e sendo eles, na verdade, universalmente conhecidos e reconhecidos na sua forte personalidade humana, adquiriram Santo António , São João e São Pedro, uma primazia na preferência popular portuguesa que quase se tornaram nas mãos do povo simples e folgazão, um brinquedo de borracha a quem se fazem os versos mais galhofeiros e se moldam as imagens mais inocentes, sem, contudo, faltar o respeito que as crianças infantilmente sabem guardar. Não parece que qualquer dos três Santos fosse especialmente brincalhão, pelo menos, a nenhum deles se atribui em particular essa qualidade. Pelo contrário: São João é o asceta, São Pedro é o arrependido e impulsivo, Santo António é o sábio e o eloquente. Não interessa que os Santos tivessem sido ou não prazenteiros; o importante é que o povo os escolhe para com eles folgar. Também a paróquia de Caldas deseja reunir as pessoas, nesta época do ano, tão apelativa a estes festejos, sabendo que o convívio sadio faz muito bem à saúde física e mental e é uma ótima forma de fazer amigos e aliviar um pouco a tensão do dia a dia. Pretende-se, além do mais, com esta manifestação de cariz popular, criar momentos de convívio e partilha e, simultaneamente, angariar alguns fundos para as obras paroquiais.
    Para os organizadores e para todos os que oferecem o seu trabalho voluntário é, também, uma forma de ser útil aos demais, proporcionando a possibilidade das pessoas se reunirem e confraternizarem, tendo a plena consciência de que a vivência cristã não se deve confinar às paredes da igreja, mas, bem pelo contrário, estar presente em todas as atividades da vida humana.
    Toda a fase de planeamento e realização do arraial envolvem um número considerável de voluntários, os quais disponibilizam parte do seu tempo e, muitas vezes, alguns recursos financeiros, de modo a proporcionar, a toda a comunidade, a oportunidade de se divertir de uma forma bastante agradável.
    Muitas empresas da cidade têm, igualmente, contribuído para que seja possível concretizar este evento, o qual, sendo realizado num espaço público, junto à igreja paroquial, é aberto a todas as pessoas que nele queiram participar, independentemente do credo religioso que professem ou não. Saber acolher deve estar sempre presente no comportamento dos que recebem. Acolher é também receber o outro como ele é, admiti-lo no espaço onde estamos e permitir que se sinta à vontade. Estamos todos convidados a participar da festa, a qual se pretende animada e acolhedora, em que todos se sintam em ambiente familiar. Vamos fazer dela um espaço de diversão e encontro, onde seja possível testemunhar o amor de Deus para com as pessoas, espelhando a alegria de ser cristão. Contamos com a presença e a colaboração de todos.

    Fernando Alves

  • Homenagem aos Combatentes

    Homenagem aos Combatentes

    O Núcleo das Caldas da Rainha da Liga dos Combatentes participou nas cerimónias do “XXVI Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes”, no dia 10 de junho de 2019, “Dia de Portugal”, que se realizaram no Mosteiro dos Jerónimos e Forte do Bom Sucesso, junto à Torre de Belém, no Monumento de Homenagem aos Combatentes, em Lisboa.
    Na cerimónia estiveram presentes, diversas altas entidades, vários Núcleos da Liga de Combatentes e outras Associações, acompanhados dos seus associados e familiares.
    A cerimónia iniciou-se pelas 10h30 na Igreja dos Jerónimos com uma Missa de sufrágio pelos Combatentes que tombaram pela Pátria.
    Pelas 12h15 iniciou-se a cerimónia junto ao Monumento de Homenagem aos Combatentes com as palavras de abertura a serem proferidas pelo Vice-Almirante João Pires Neves, Presidente da Comissão Executiva, Leitura da mensagem de Sua Excelência o Presidente da República, Discurso alusivo à cerimónia proferido pelo Prof. Bernardo Pires de Lima, Cerimónia inter-religiosa (católica e muçulmana), Homenagem aos Combatentes mortos e deposição de flores, Hino Nacional com salva protocolar por navio da Marinha, Passagem de aeronave da Força Aérea, Passagem final pelas lápides, terminando a cerimónia com uma demonstração de saltos de para-quedistas do Exército.
    Estas cerimónias além de proporcionarem aos nossos associados momentos alegria e são convívio, entre associações, trazem às suas memórias a nostalgia de recordações das vivências mantidas durante o cumprimento do seu serviço militar.
    O Núcleo das Caldas da Rainha agradece o inestimável contributo da ESE, bem como a todos os associados, familiares e amigos que contribuíram para este fraterno convívio.

    Núcleo das Caldas da Rainha da Liga dos Combatentes

  • UM LIVRO POR SEMANA / 629 – «Hoje é tudo falso e outras crónicas» de António Souto

    UM LIVRO POR SEMANA / 629 – «Hoje é tudo falso e outras crónicas» de António Souto

     

    | D.R.

    O mais recente livro de António Souto (n.1961) inclui 31 crónicas e o título é retirado da página 13: «Os currais ruíram e já não há eira nem quem chegue lume à caruma, nem adega, nem mesa grande, nem quem se sente nela. Hoje é tudo falso, tudo tão distante…» Como género literário a crónica, sendo um híbrido, concorre com o poema, o conto, a notícia, a reflexão, o apontamento. A citação inicial de Eça de Queirós em 1867 dá uma ideia do fascínio da crónica: «A crónica é como estes rapazes que não têm morada sua e que vivem no quarto dos seus amigos». Na página 15 o autor refere o seu gosto pela música: «Tive há muitos anos um gira-discos que comprei em segunda mão. Eu não era um especialista em música nem sequer tinha um género musical de eleição.» Na página 21 outro registo, o do sofrimento: «Partilham-se testemunhos e consolos. Descobrem-se as fragilidades e os limites da vida. Experimenta-se o sofrimento próprio e alheio. Aprende-se o sentido da palavra e do silêncio, da confiança e da esperança.» Há também um lugar para a memória e para o passado. Primeiro a memória: «A seguir ao relógio que o meu avô me ofereceu no dia do meu exame da quarta classe, o camião de ferro amarelo foi talvez a minha maior relíquia da infância» Depois o passado: «Os rebuçados de hoje já não sabem a nada nem têm crianças que os procurem ou que os saibam descascar como segredos.»
    Apenas mais dois exemplos no registo desta cartografia pessoal do autor. Por um lado o Natal: «Começo a ficar cansado de ouvir e ver tanto natal quando chega a quadra natalícia, como se não houvesse mais nada para ver e ouvir». Ou o Mundo: «Até uma certa idade pensamos que o Mundo é todo nosso, que somos o centro dele, que tudo quanto nos rodeia parece estar a mais, refugo.»
    Afinal o mesmo Mundo onde o Padre António Vieira falava dos peixes grandes que comem os pequenos em vez de serem os pequenos a comer os grandes tal como já Almeida Garrett referiu os 200 pobres que são precisos para fazer um rico.
    (Editora: On y va, Capa: Rui Fiolhais sobre mural de Joe Iurato, Grafismo e paginação: João Paulo Fidalgo)

  • Escola Solidária

    Escola Solidária

    No passado dia 28 de maio um grupo de alunos e professores da Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister, Alcobaça, participaram no Encontro Nacional das Escola Solidárias, uma iniciativa da Fundação EDP, que decorreu na Central Tejo, para receberem a distinção de Escola Revelação recebida no âmbito do Programa Escolas Solidárias Fundação EDP, um projeto de promoção da cidadania nas escolas, que incentiva alunos do 2.º ciclo ao ensino secundário a envolverem-se ativamente na resolução das questões sociais que afetam a sua comunidade. A EPADRC está entre as 5 escolas que, em 2019, receberam a distinção Escola Revelação de entre 129 escolas participantes.
    Ser uma Escola Solidária significa proporcionar aos alunos uma educação integral, que tem no exercício da cidadania um instrumento de desenvolvimento pessoal e social. Os alunos da EPADRC envolvidos no programa realizaram atividades de voluntariado na Santa Casa da Misericórdia de Alcobaça, onde promoveram o combate, e na GAPA, Grupo de Amigos dos Peludinhos de Alcobaça; desenvolveram uma Horta Solidária cujos produtos estão a ser entregues a instituições que apoiam famílias carenciadas do concelho; organizaram, na escola, encontros com Pessoas Inspiradoras; promoveram um Sarau solidário que reverteu a favor da associação Mulher Séc. XXI; colaboraram com a Cáritas de Alcobaça numa campanha de recolha de alimentos para cabazes de Natal para famílias em dificuldade; participaram em ações da Amnistia Internacional; colaboraram numa recolha de livros para criação de uma biblioteca em Moçambique e promoveram várias ações de sensibilização sobre diversas temáticas: dependências, violência doméstica, igualdade de género, ser diferente, voluntariado, educação ambiental, alimentação saudável, entre outras. No total foram contabilizadas 330 horas dedicadas a ações solidárias.
    O Programa Escolas Solidárias Fundação EDP conta com o selo oficial da Secretaria de Estado da Educação e da Direção-Geral da Educação.

    Escola Profissional de Agricultura
    e Desenvolvimento Rural de Cister

  • Torneio Interescolas Khan Academy 2019

    Torneio Interescolas Khan Academy 2019

    AE D. JOÃO II
    Torneio Interescolas Khan Academy 2019
    O aluno Alejandro Pereira e a aluna Bárbara Rodrigues, ambos do 2.º ciclo do Ensino Básico da EB D. João II, Caldas da Rainha, foram ao Cadaval, no dia 24 de maio de 2019, representar a escola na fase regional do “Torneio Interescolas Khan Academy 2019” (TIKA).
    Este torneio é promovido pelos parceiros Fundação Altice Portugal, Educom e Direção-Geral da Educação, no âmbito do projeto “Aprender e Ensinar Matemática com a Khan Academy”. É destinado a alunos do primeiro, segundo e terceiro ciclos do ensino básico, de Portugal continental, que estejam a utilizar a plataforma Khan Academy, no processo de aprendizagem da matemática.
    Este torneio tem por objetivos aproximar a comunidade escolar a nível nacional em torno de uma nova realidade, e também,  incentivar a utilização frequente dos recursos da plataforma interativa Khan Academy, evidenciando os benefícios pedagógicos, didáticos e científicos da utilização destes novos meios de ensino e aprendizagem numa era totalmente digital.
    Este Torneio  – TIKA 2019 – foi composto por 3 etapas:
    1. Fase de Qualificação local: Duração de 5 dias –  6 a 10 de maio de 2019;
    2. Fase Regional: Duração de 1 hora –  entre 20 e 24 de maio de 2019;
    3. Fase Final: Duração de 1 hora – 5 de junho de 2019.
    Em cada etapa foi selecionado um vencedor e na final foram apurados e premiados os três primeiros lugares a nível nacional e em cada ciclo. São os Khampeões da matemática em cada ciclo!
    O aluno Alejandro Pereira, após ter vencido, na sua categoria, a fase regional do referido Torneio, no Cadaval, foi representar a zona centro, na fase nacional, que se realizou em Lisboa, no dia 5 de junho de 2019.
    Esta fase foi bastante disputada, tendo o aluno ficado em 3.º lugar, a nível nacional, com grande orgulho do AE D. João II.
    Muitos parabéns Alejandro!

    Agrupamento de Escolas D. João II

  • A semana do Zé Povinho

    A semana do Zé Povinho

    Na semana passada Gazeta das Caldas noticiou que três atletas do Acrotramp Clube das Caldas se sagraram campeões nacionais nos aparelhos de duplo-mini trampolim e de tumbling. E na mesma sexta-feira em que o jornal foi para as bancas o clube caldense organizou mais um dos seus saraus de ginástica, que além de mostrarem o grau de evolução dos vários estágios de aprendizagem, também trouxeram às Caldas atletas de gabarito, nacionais e estrangeiros.
    Ano após ano, o clube consegue surpreender a estes dois níveis. As notícias dos campeões regionais e nacionais sucedem-se, já com muitas gerações de atletas titulados e a darem à cidade que os viu nascer a honra de os ver representar no estrangeiro as cores da bandeira nacional. E todos os anos o espectáculo de final de época é capaz de surpreender pela originalidade dos esquemas apresentados e pela capacidade de atrair atletas de topo, com títulos europeus, mundiais e olímpicos, trazendo à cidade aquilo que de melhor no mundo se faz em algumas das disciplinas gímnicas.
    O professor Stélio Lage, que é presidente e treinador do clube, e também professor de Educação Física, já leva 44 anos de carreira, 40 dos quais nas Caldas da Rainha, mas não se cansa de proporcionar aos caldenses estes bons momentos. E quando um evento termina já está a pensar no que pode fazer a seguir para elevar a fasquia.
    É por isso que Zé Povinho lhe dá os parabéns, redobrados, pelo sucesso do trabalho que tem vindo a desempenhar, quer na ginástica de competição, quer na ginástica lúdica, que incute nos jovens hábitos de vida saudável. Por isso, faz votos para que continue esse trabalho por muitos e bons anos.

    Zé Povinho é o filho maior de Rafael Bordallo Pinheiro, que foi o primeiro cartoonista português (embora à época o termo “cartoonista” não existisse). Os cartoons, as caricaturas, o desenho satírico e humorístico são formas de expressão visual tão dignas como a escrita e o audiovisual. E igualmente importantes numa sociedade democrática que privilegie a liberdade de expressão e o respeito pela pluralidade de opiniões.
    Por esse motivo, a decisão do The New York Times em não publicar mais desenhos humorísticos nas suas edições merece a maior censura de Zé Povinho, que se declara, desde já, muito triste, desiludido – mas também irritado – com tal prática de auto-censura.
    Isto porque aquela decisão – que só empobrece um dos mais prestigiados jornais do mundo – surgiu na sequência de uma polémica que envolveu a publicação de um cartoon do português António que mostrava um Trump invisual conduzido por um cão-guia representado pelo primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu. A utilização de símbolos religiosos como o kipá (adorno que os judeus colocam na cabeça) e a estrela de David, provocaram uma chuva de críticas da comunidade judaica sobre o jornal acusando-o de anti-semitismo.
    Curiosamente, António, que tinha desenhado o cartoon para o Expresso, nem sabia desta utilização, nem o The New York Times (Edição Internacional) se

    dignou colocar na sua obra o nome do cartoonista português.
    Perante as críticas, o jornal norte-americano não se contentou em pedir desculpas por ter publicado o desenho e foi até mais longe, anunciando a decisão de não mais inserir cartoons nas suas páginas.
    Zé Povinho acha perigosíssima esta deriva auto-censória – que é fruto da época na América de Trump – e lamenta esta cedência às chantagens dos grupos de pressão anti-democráticos perante um valor maior que é o da liberdade de expressão.

  • Finalmente descontos nos passes também na linha do Oeste

    CPDLO
    Finalmente descontos nos passes também na linha do Oeste
    Dois meses depois, os descontos nos passes nos transportes públicos, chegaram à Linha do Oeste, ainda que de forma parcial, já que só as viagens entre estações e apeadeiros dos concelhos da área da OesteCIM e estações e apeadeiros de concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) e das outras comunidades intermunicipais, serão abrangidos, a partir de 1 de Junho. O desconto será de 30% sobre o actual preço do passe.
    Quanto aos restantes descontos, relativos aos passes para deslocações dentro dos concelhos da área da OesteCIM (30 euros limite máximo) e entre concelhos desta CIM (40 euros limite máximo), de acordo com o que nos foi transmitido pela mesma, entrarão em vigor em 1 de Julho.
    A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste, logo que os preços dos passes na Área Metropolitana de Lisboa, passaram a beneficiar dos descontos acordados entre esta entidade e os operadores de transportes, defendeu que estes descontos deveriam ser estendidos à Linha do Oeste, nos mesmos termos dos aplicados para a ferrovia na AML.
    Neste sentido, a Comissão reuniu, com o Secretário de Estado das Infraestruturas e com o 1º Secretário da OesteCIM, junto de quem defendeu o desconto de 30%, nos passes entre os concelhos da área da OesteCIM e os das áreas da AML, da CIMLeiria e da CIMCoimbra, bem como a aplicação dos limites máximos de 30 euros para os passes dentro de cada concelho da OesteCIM e, de 40 euros para os passes entre concelhos da OesteCIM.
    Dois meses depois da entrada em vigor dos descontos nos passes dos transportes rodoviários na área de abrangência da OesteCIM, entram em vigor, ainda que de forma faseada, os descontos dos passes para a Linha do Oeste, o que evidencia não ter sido dada a importância estratégica que a medida exigia – estes deveriam ter sido
    aplicados a partir de Abril.
    A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste não deixa de considerar a aplicação destes descontos nos passes nesta linha ferroviária, como uma vitória dos utentes, de todos os que a defendem e da própria Linha; e uma medida da maior importância, conjugada com outras, no incentivo à utilização do transporte ferroviário, em particular a Linha do Oeste.
    Mas, a Comissão alerta para a necessidade de, no início do próximo ano, estarem garantidos os mesmos ou melhores descontos e a possibilidade de utilização do mesmo passe na ferrovia e na rodovia, a partir da negociação de novos contratos entre a OesteCIM e a CP.
    E, também alerta, para os seguintes pontos da maior importância:
    · a exigência de abertura do concurso para a execução da obra de modernização e electrifcação do troço Meleças – Caldas da Rainha;
    · a aprovação do projecto de modernização e electrifcação do troço Caldas da Rainha – Louriçal;
    · o reforço fnanceiro e de recursos humanos da EMEF, para permitir a devida manutenção e reparação das composições;
    · o reforço do material circulante na Linha do Oeste;
    · a aprovação de um plano para a modernização de estações e apeadeiros e de implantação de um sistema automático de informação aos utentes.

    A Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste

  • Visitas às Berlengas limitadas a 550 pessoas

    Visitas às Berlengas limitadas a 550 pessoas

    O Ministério do Ambiente decretou a 22 de Maio que o número de pessoas que podem visitar as Berlengas está limitado a 550 em simultâneo.
    Henrique Queiroga e João Serôdio, biólogos da Universidade de Aveiro que realizaram o estudo que serviu de base à medida, referem em comunicado que “este valor representa um progresso moderado relativamente à visitação descontrolada verificada nas últimas duas décadas”.
    O estudo recomendava que o valor se fixasse num máximo de 500 visitantes diários, mas referia que esse número estava “condicionado à requalificação do sistema de tratamento de águas residuais para uma capacidade de 500 equivalentes populacionais”.
    A dupla faz notar que com a rotatividade de visitantes, este número “pode provavelmente corresponder a mais de 700 pessoas a visitar a Ilha da Berlenga diariamente, número a que se deve adicionar o pessoal de apoio ao turismo, residentes temporários e representantes das autoridades”. Os biólogos acreditam que desta forma, corre-se o risco de a ilha ter mais de 900 pessoas e alertam que esse “número está claramente acima da capacidade do actual sistema de tratamento de águas residuais, que nunca foi requalificado para o valor de 500 equivalentes-populacionais”.
    Em 2018 o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas registou 19 dias com mais de 1000 visitantes durante a época alta e um total de 82 mil visitantes durante todo o ano. Isto tem causado uma perturbação da avifauna nidificante, o pisoteamento da flora e tem aumentado o risco de disseminação da flora exótica por transporte de sementes, pólen e fragmentos vegetativos agarrados ao calçado e roupa.
    Além disso, tem aumentado o lixo atirado sem cuidado e a pressão sobre os sistemas de abastecimento de água doce e de recolha do lixo, assim como a poluição orgânica na praia e nas águas circundantes. Outra consequência, alertam os biólogos, é a destruição e vandalização dos equipamentos de acolhimento aos visitantes.
    Do ponto de vista do modo de aquisição de bilhetes para as viagens, não muda nada. Se o leitor quiser ir às Berlengas, deve contactar os operadores turísticos que fazem a travessia e saber da disponibilidade. Depois da fixação do limite, os operadores já admitiram aumentar o preço dos bilhetes para fazer face à limitação das viagens.

  • Lagoa do Valado passa a ser gerida pela Câmara da Nazaré

    Lagoa do Valado passa a ser gerida pela Câmara da Nazaré

    A Lagoa do Valado dos Frades passou a ser gerida pela Câmara da Nazaré. A gestão da área de visitação e fruição pública da lagoa foi cedido a título precário e oneroso pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
    A autarquia pretende “diversificar e melhorar as condições de visitação e fruição pública”, criando novas infraestruturas e equipamentos de apoio ao recreio e lazer.
    Nos planos da Câmara está ainda a requalificação do Parque de Merendas. Citado em nota de imprensa, Walter Chicharro, presidente da Câmara da Nazaré, salienta que o objectivo é que estas melhorias habilitem a Lagoa “a tornar-se, numa referência do concelho, recuperando-lhe o estatuto que faz parte da memória de muitos habitantes e visitantes”.

  • Praça de Touros vai acolher arraial da Misericórdia

    Nos dias 28 e 29 de Junho vai realizar-se um arraial na Praça de Touros, organizado pela Misericórdia das Caldas que assinala com esta iniciativa o seu 91 º aniversário.
    Para a realização desta festa popular não vão faltar as sardinhas assadas, o porco no espeto, jogos e música ao vivo.
    Os fundos angariados neste arraial vão reverter a favor da melhoria de condições de acolhimento da população sénior que se encontra no antigo edifício da Misericórdia caldense.

  • Obras no IP6 já arrancaram

    A Teixeira Duarte já deu início aos trabalhos de consolidação do piso rodoviário do IP6 junto ao viaduto do Olho Marinho. Como Gazeta das Caldas noticiou na edição da semana passada, os trabalhos não começaram no dia previsto, 11 de Junho. Mas no dia seguinte o empreiteiro começou a deslocar maquinaria para o local e entretanto já foi montado o estaleiro que servirá de apoio aos trabalhos.
    A intervenção, orçada em 2,5 milhões de euros, tem um prazo de conclusão de 210 dias e servirá para solucionar os problemas de deslizamentos de terras que têm afectado aquele troço, na via destinada ao sentido A8/ Peniche.

  • Plano Local de Saúde disponível para consulta pública

    O plano local de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte para o triénio 2019-2021 está disponível para consulta pública até 27 de Junho.
    O documento deve reflectir as necessidades da comunidade em termos de saúde e pode ser consultado no site: https://saudepublicaoestenorte.wordpress.com/.
    Futuramente, em data a definir, o mesmo plano será apresentado no pequeno auditório do CCC.

  • A farmácia foi à escola falar de reciclagem de medicamentos

    No passado dia 12 de Junho, o Grupo Correia Rosa realizou a última sessão de esclarecimento deste ano lectivo, no Centro Social e Paroquial de Caldas da Rainha, no âmbito do projeto ‘A Farmácia Vai à Escola’. Desta vez, a sessão foi subordinada ao tema ‘Valormed’. A Valormed é uma sociedade sem fins lucrativos, criada em 1999, que tem a responsabilidade de gerir os resíduos de embalagens vazias e medicamentos fora de uso (uso humano e veterinário)​. Às farmácias cabe a responsabilidade de sensibilizar toda a população para importância de colocar os medicamentos fora de uso no local correto, e sabemos como é importante passar esta mensagem aos mais pequenos!
    Os medicamentos são resíduos especiais, pelo que colocá-los no lixo comum ou na rede de esgotos pode acarretar problemas graves como:
    – Intoxicação acidental de crianças e adultos​
    – Impacto na qualidade da água e, consequentemente, alterações na vida aquática​
    – Contaminação do solo​
    – Intoxicação de animais por ingestão de medicamentos deitados no lixo​
    – Resistências bacterianas, com elevado impacto na saúde pública​
    – Vidros e agulhas podem cortar/picar os profissionais que recolhem o lixo​
    Assim, é importante verificar a ‘farmácia lá de casa’ a cada 6/12 meses, separar todos os medicamentos fora de validade ou que já náo são necessários e entregá-los na sua farmácia.
    E o que pode colocar no Valormed?
    – Medicamentos fora de prazo​
    – Medicamentos que já não utiliza/necessita​
    -Materiais usados no acondicionamento e embalagem dos produtos adquiridos (cartonagens vazias, folhetos informativos, frascos, blisters, ampolas, bisnagas, etc.)​
    – Acessórios utilizados para facilitar a administração (colheres, copos, seringas doseadoras, conta gotas, cânulas, etc.).​
    E o que não pode ser colocado?
    – Agulhas ou seringas​
    – Termómetros​
    – Aparelhos elétricos ou eletrónicos​
    – Gaze e material cirúrgico​
    – Produtos químicos​
    – Fraldas​
    – Radiografias
    Depois de corretamente separados, os materiais são enviados a gestores de resíduos autorizados responsáveis pelo seu tratamento final:​
    – Reciclagem de materiais de embalagem (papel, plástico, vidro).
    – Valorização energética de medicamentos não perigosos​
    – Incineração segura de medicamentos perigosos​
    Já não há desculpas para colocar os medicamentos no lixo. Separe os medicamentos fora de uso e coloque-os nos contentores Valormed! De uma forma tão simples, podemos contribuir tanto para proteger o nosso ambiente e a nossa saúde.

    VANESSA AZEVEDO, farmacêutica
    Grupo de Farmácias Correia Rosa

  • Ensaios clínicos entre as dúvidas e a esperança

    Ensaios clínicos entre as dúvidas e a esperança

    ●  Portugal pode aumentar 3,7 vezes o número de ensaios clínicos por cada milhão de habitantes.
    ●      Cada euro investido em ensaios clínicos gera o dobro de retorno para a economia nacional.
    ●      A participação em ensaios clínicos pode significar mais qualidade e tempo de vida para o participante.

    Numa altura em que se regista um aumento global da esperança média de vida, verifica-se, com maior prevalência, o aparecimento de novas doenças associadas ao envelhecimento da população, nomeadamente as doenças neurodegenerativas cuja prevalência também aumenta com a idade. Cresce, consequentemente, a necessidade de novos e inovadores tratamentos, que sejam eficazes e seguros, o que só é possível através da realização de ensaios clínicos. No entanto, em Portugal, a participação em ensaios clínicos ainda levanta muitas dúvidas por parte dos doentes.
    Doença de Alzheimer, doença de Parkinson e Esclerose Múltipla são algumas das mais conhecidas doenças neurológicas, que têm em comum a deterioração progressiva e morte de neurónios. Em Portugal, e falando apenas em demência, existem cerca 182.526 casos, estimando-se que este valor possa duplicar a cada 20 anos. “Torna-se fundamental explicar o que são os ensaios clínicos e quais os seus benefícios para o participante, principalmente no caso das doenças neurodegenerativas em que a capacidade para prestar consentimento informado pode ficar comprometida. Acreditamos que através da participação em ensaios clínicos poderemos melhorar a qualidade de vida do participante e a de futuros doentes. A participação num ensaio clínico é uma forma de desempenharmos um papel ativo na sociedade e de contribuir para o avanço da Ciência” começa por explicar Maria do Rosário Zincke dos Reis, membro da direção da Alzheimer Portugal e responsável por este evento.
    Segundo um estudo divulgado pela APIFARMA, em fevereiro deste ano, os ensaios clínicos mostraram ter vantagens importantíssimas para os doentes, comunidade científica e para a economia. Para os doentes, permitem: acesso precoce e gratuito a novos medicamentos; insights valiosos para a investigação e progressão médica; melhoria dos diversos serviços prestados nas unidades de saúde e aumento da qualidade e tempo de vida. Por sua vez, para a comunidade científica, os ensaios clínicos contribuem fortemente para a criação e inovação do conhecimento científico do país, permitem estabelecimento de redes de investigação (nacionais e internacionais) e desenvolvem novas equipas de investimento. Por último, para a economia, os ensaios clínicos permitem a redução da despesa pública, uma vez que o tratamento dos doentes não é financiado pelo SNS, criam valor para várias indústrias, através da aquisição de bens e serviços, criam emprego e atração de investimento.
    Segundo o mesmo estudo, em Portugal, apesar do número de ensaios clínicos ter tido uma evolução positiva, com o registo de, em 2017, 13.3 ensaios clínicos por cada milhão de habitantes, se nos compararmos com países de dimensões semelhantes ou inferiores, podemos aumentar este valor 3,7 vezes mais. Esta evolução iria permitir um impacto muito positivo para o país, pois cada euro investido na atividade de ensaios clínicos gera um retorno de 1,99 euros na economia portuguesa e é uma oportunidade para aqueles doentes que não têm alternativa terapêutica disponível, trazendo ainda benefícios para futuros doentes. Em 2017, o impacto económico dos ensaios clínicos foi cerca de 87,3 milhões de euros.
    Na opinião de Rosário Zincke, “Estes dados confirmam que ainda há muito trabalho a desenvolver no que diz respeito à literacia da sociedade sobre os benefícios da participação em ensaios clínicos. Muitas pessoas não participam por falta de informação e conhecimento das vantagens associadas e do consentimento informado. Importa informar o cidadão sobre este tema tão importante e que levanta tantas questões éticas e jurídicas que urge debater. É neste sentido, para aumentar o conhecimento da população sobre o tema, que convidamos toda a sociedade a participar nesta conferência, que junta médicos, doentes, indústria e associações para uma melhor literacia em saúde sobre os ensaios clínicos.”

    Vanessa Rolim,
    Communication Consultant
    Guess What

  • ASAS E BICOS – Cuco-canoro (Cuculos canorus)

    ASAS E BICOS – Cuco-canoro (Cuculos canorus)

    | J.E.

    O Cuco é uma ave estival e que toda a gente conhece o seu cantar característico, é sempre uma das primeiras aves a anunciar a chegada da primavera.
    Oportunista que não faz ninho, parasitando os ninhos de outras aves, sobretudo de pequenos passeriformes insectívoros. Pensa-se que cada fêmea se especializa num único tipo de hospedeiro. Aproveitando a ausência da ave hospedeira no ninho, a fêmea do cuco retira um ovo, atirando-o fora ou comendo-o, depositando depois um dos seus ovos. Cada fêmea pode pôr até 25 ovos, um por cada ninho visitado, não se preocupando mais com destino dos ovos ou do das crias.
    As crias do cuco eclodem antes das crias da espécie parasitada, e o jovem cuco de tamanho muito maior, começa a expulsá-los do ninho, de forma a assegurar o alimento só para ele. É vulgar ver uma ave de pequenas dimensões como por exemplo o Pisco-de-peito-ruivo, um Cartaxo ou um Rouxinol-dos-caniços, a alimentar um latagão insaciável, numa azáfama de voos constantes para o ninho, porque o seu instinto assim o manda.
    Também é conhecido por: Cuco-cinzento, Crió e Cuco-real
    No folclore, é conhecido o famoso tema popular “Canta a Cuca, canta o Gaio” que António Mourão interpretou.
    E nas lendas tradicionais do povo, as raparigas casadoiras quando ouviam o cuco pela primeira vez perguntavam: “Cuco da Carvalheira, quantos anos me dás de solteira? “, sendo a resposta do cuco dada pelo numero de notas que repetia.
    Em meados de março princípios de abril, quando fazemos a ronda habitual pelos sítios prováveis de aparição, logo o pastor Armando Santos, do Nadadouro, sempre com a sua boa disposição e simpatia, nos diz que já os viu lá para os lados da Quinta do Negrelho, ou já os ouviu lá para o lado da Barrosa, e quantos vieram este ano, de vez enquanto, no meio da conversa, assobia à sua obediente cadela, que com precisão quase militar, vai buscar uma ovelha que se tresmalhou.
    Que saudades tenho de ver o saudoso Ti’ Vasco Chucha com o seu rebanho, sentado à sombra de um de um grande plátano que há na quinta do Barroso.
    -Então Ti’ Vasco como é que está?
    – Eh pá hoje estou aqui um bocado afanado de um joelho, coisas da idade, que se há-de fazer! Já marquei o raio da consulta há quatro meses e nada.
    Sempre que passo pelo plátano lembro-me dele, são recordações e vivências que guardo, desde que me conheço como gente. Quem não se lembra de o ver com o seu rebanho, mesmo às portas da cidade, junto ao CENCAL?
    Os pastores, são de facto uma das fontes mais fiáveis de informação para os fotógrafos de aves e vida selvagem, porque sabem que preservamos as espécies que observamos, eles melhor do que ninguém, conhecem o terreno os caminhos, as moitas e restolhos.
    Lá vamos nós falar com o amigo João da “Autodiesel” pedir autorização para montar uns poleiros na vedação do seu terreno, e que ele prontamente acede.
    Afinal, consta que foram os pastores que deram nome ao local, onde se reuniam nos dias de estio, se banhavam e nadavam, dando assim nome à povoação do Nadadouro.
    É nestas pessoas boas, que ás vezes penso no momento do “click” e digo para mim mesmo: -Boa Foto!!
    Bem… parece-me que já me estou a armar aos Cucos.

    João Edgar
    sarabuga@gmail.com

  • Já abriu o museu Jaime Umbelino na Foz do Arelho

    Já abriu o museu Jaime Umbelino na Foz do Arelho

    Abriu portas, a 12 de Junho, na Foz do Arelho o Museu Jaime Umbelino, que fica próximo da igreja da vila. A inauguração foi antecedida por uma sessão de homenagem ao fozense que, em 2006, ofereceu a sua casa à Junta para fins culturais. As obras de remodelação custaram 15 mil euros, verba com que a Câmara das Caldas espera apoiar o projecto, mas como a Junta da Foz tem as suas contas penhoradas, esta verba ainda não pode ser transferida.

    A Casa do Arco é agora a Casa Museu Jaime Umbelino, um agradável espaço com vários anexos e um florido jardim que permite a colocação de palcos para concertos e apresentações. A casa em si, foi respeitada tal e qual como Jaime Umbelino a tinha. O fozense foi escritor, linguista, docente e cronista.
    Os anexos dão agora lugar a núcleos etnográficos, espaços expositivos e também à Casa do Artista. Esta área deverá, no futuro, albergar artistas que queiram trabalhar e conhecer melhor a Foz do Arelho.
    “Será também uma forma de obter algum rendimento que assim poderá contribuir para a manutenção do próprio espaço”, disse Fernando Sousa, presidente da Junta da Foz do Arelho, durante a inauguração do novo espaço cultural, que vai também incluir uma biblioteca que será aberta à população.
    Dezenas de populares quiseram participar na festa de homenagem e de abertura do novo espaço cultural, cuja remodelação custou cerca de 15 mil euros, valor que a Câmara irá contribuir e assim ressarcir a Junta da Foz das obras que permitem ao museu ter “cara lavada”.
    O presidente da Câmara, Tinta Ferreira espera que a casa museu possa contar com uso e vivência cultural para a população e visitantes. O edil caldense explicou que a contribuição surge no âmbito do apoio à reabilitação urbana e explicou que neste momento não é possível fazer a transferência por causa das penhora das contas da Junta por causa do conflito com a família Calado. No entanto, a verba está cativa e quando for possível, “será paga mediante a apresentação das despesas”.
    Fernando Sousa, disse que até às comemorações do centenário da freguesia da Foz (a 5 de Julho), a Junta vai ter um dos seus funcionários entre as 14h00 e as 18h00 no novo espaço museológico, permitindo assim que este possa ser conhecido nesta fase de abertura. À posteriori, quem quiser visitar o Museu Jaime Umbelino terá que se dirigir à Junta de Freguesia para que um funcionário possa abrir a porta e dar a conhecer este novo espaço.
    “Estamos em conversação com as câmaras das Caldas e de Torres Vedras para trabalhar no programa de animação do museu”, referiu o presidente da Junta, recordando que o projecto actual contou com o apoio do Centro de Artes e deverá contar no futuro com a colaboração da Fábrica de Histórias, que também foi construído em volta de uma doação do escritor.

    Preservar a memória

    Ana Umbelino, sobrinha-neta do escritor, é também vereadora da Cultura da Câmara de Torres Vedras e recebeu a medalha de honra de homenagem ao seu avô. Sobre o museu, afirmou que se trata de “um projecto feliz que concilia o preservar de memória com a possibilidade da comunidade da Foz se conhecer melhor”. Presente, esteve ainda Afonso Umbelino, irmão de Jaime Umbelino que referiu que estava satisfeito com a remodelação feita na casa do seu familiar. Espera agora que esta possa ser animada e contar com programação cultural regular.

    Ana Umbelino, que é também vereadora na Câmara de Torres Vedras, recebeu a medalha de homenagem ao seu tio avô

    A inauguração do museu contou com uma exposição de fotografia, a apresentação de um livro de poesia e um concerto da cantora Jéssica Cipriano. Seguiram-se um workshop de dança e uma exposição de pintura de Cristina Mateus.
    Presente esteve também o presidente da Assembleia Municipal das Caldas, Lalanda Ribeiro, que era um habitué das festas de fim de Verão que Jaime Umbelino organizava na sua casa.
    Em Julho, entre os dias 1 e 5, celebra-se o centenário da freguesia da Foz com uma homenagem aos antigos presidentes de Junta da Foz, exposições sobre a localidade e a inauguração de um memorial que será colocado junto ao edifício da Junta.
    A 5 de Julho, pelas 22h00, o programa de celebração encerrará com a actuação da Banda Comércio e Indústria.

     

  • Um Bordalo gato ou um gato Bordalo ?

    Um Bordalo gato ou um gato Bordalo ?

    Um gato é um gato. Um homem é um homem. Uma verdadeira Palissada. Mas com arte, imaginação, saber e querer um homem pode transformar-se num um gato e um gato pode metamorfosear-se num homem. Não é possível tal transformação a qualquer um; temos que contar com um mágico que com um abracadabra torne possível tal truque de encantamento. É possível sim, quando o homem transformado é Bordalo Pinheiro e o mágico o ceramista Constantino’s.
    A maleabilidade do barro permite ao artista estruturar as formas que a sua imaginação cria, e assim nasce uma peça única que nos encanta. Carlos Constantino é um ceramista/caricaturista com um dom nato que faz com que a sua obra se evidencie; há poucos como ele. Trabalhar a caricatura não é fácil: é o exagero do real, continuando a ser percebível e por vezes superando este. Obrigada Carlos: este Bordalo Gato passa agora a fazer parte da minha família. Só tenho uma dúvida: será que ele mia?

  • Ana Sousa Dias vai apresentar livro de Carlos Querido

    Ana Sousa Dias vai apresentar livro de Carlos Querido

    Habeas Corpus, o novo livro de Carlos Querido, será apresentado pela jornalista Ana Sousa Dias, amanhã, 22 de Junho, pelas 16h30, no CCC.
    A nova obra do autor caldense, que reúne 33 contos, já foi apresentada em Coimbra na Casa do Juiz.
    Carlos Querido tem colaborado regularmente com a Gazeta das Caldas e é autor de obras como Praça da Fruta, Príncipe Perfeito, Insanus e O Processo de Camilo.
    O juiz desembargador divide-se entre a justiça e a sua paixão pela História e pelos livros
    Em Habeas Corpus o autor conta histórias onde há “a certeza da morte, a incerteza da eternidade humana e a incessante e inútil busca de respostas definitivas, na erosão da existência que se consome na pacatez da repartição, nas rotinas quotidianas, em vidas apagadas, desprovidas de luz e de sentido”, explica nota sobre o novo livro.
    A sessão de apresentação de Habeas Corpus no CCC vai incluir um momento musical com Joaquim António Silva e Orlando Trindade.

  • Mariana Sampaio premiada no Brasil

    Mariana Sampaio premiada no Brasil

    A artista plástica e ceramista Mariana Sampaio foi a vencedora do prémio internacional na IV Exposição Universo Cerâmico com a sua obra The Melted Cube.
    A peça premiada esteve em exposição até meados de Junho na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no Brasil.
    Mariana Sampaio nasceu em 1991 na Golegã, mas vive e trabalha nas Caldas há vários anos. Formou-se em Artes Plásticas na ESAD e continua a aperfeiçoar-se na cerâmica, obtendo mais formação no Cencal.
    É uma das autoras que vende as suas peças na loja da Gazeta das Caldas e tem o seu atelier de cerâmica na incubadora do Caldas Empreende.

  • Rede Cultura Leiria 2027 em Óbidos

    Amanhã, 22 de Junho, a partir das 15h00, realiza-se na Casa José Saramago, em Óbidos, o último encontro de recolha de contributos para a Rede Cultura Leiria 2027.
    O ciclo, intitulado “prelúdio de ideias em 9 andamentos”, passou já por oito locais (incluindo as Caldas).
    O último encontro terá como mote “O livro e o pensamento: o sentido das coisas e das palavras possíveis” e contará com Humberto Marques, João Bonifácio Serra, Carlos André e João Branco como oradores.

  • Municípios do Oeste vão reduzir 3,4 milhões de euros por ano na factura energética

    Municípios do Oeste vão reduzir 3,4 milhões de euros por ano na factura energética

    O projecto Oeste Led, que prevê a substituição dos sistemas de iluminação pública nos 12 municípios da região, já está em execução e prevê a redução de 3,4 milhões de euros, por ano, na factura energética. As luminárias começaram a ser substituídas em Maio e a primeira fase deverá estar concluída no final do ano, com a colocação de 68.500 pontos de luz, cerca de metade do total.
    Com um investimento de 12 milhões de euros, este projecto permite evitar a emissão de 12 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

    Os municípios do Oeste estão a investir 12 milhões de euros para substituir, até ao final do ano, 68.500 luminárias por outras mais eficientes, a LED. A previsão é de uma poupança anual de 3,4 milhões de euros na factura energética visto que a factura da luz pública passará dos 4,7 milhões para os 1,3 milhões de euros. E tudo isto substituindo apenas metade do parque de luminárias públicas do Oeste porque o resto ficará para uma segunda fase.
    O projecto OesteLED, que foi apresentado no passado dia 6 de Junho, começou a ser implementado no Bombarral, Lourinhã e Sobral de Monte Agraço e deverá estar concluído até ao final do ano.
    Em Julho serão colocadas novas luminárias nos municípios de Alenquer, Cadaval e Caldas da Rainha. No mês seguinte será a vez de Alcobaça e, em Setembro, Arruda dos Vinhos e Torres Vedras até que o projecto fique completo com a expansão do LED a todos os concelhos.
    A intervenção está a ser feita em parceria com uma empresa de serviços energéticos (ESE), através do consórcio Claroeste, ao qual os municípios irão pagar, durante 12 anos de contrato, 40% da poupança alcançada.
    A fase seguinte vai ser discutida na comunidade intermunicipal para uma possível candidatura ao programa de apoios Portugal 2030. Para além dos avanços tecnológicos, deverá incorporar inteligência artificial que permita monitorizar aspectos como as alterações climáticas, o volume de tráfego rodoviário, ou a videovigilância em contexto de via pública.
    Para além da iluminação pública, a comunidade intermunicipal está a trabalhar na substituição dos carros a combustível por veículos elétricos.
    “No final do ano teremos uma região mais sustentável, que cumpre os desígnios do pacto dos autarcas, que tem por objectivos a descarbonização e redução da pegada carbónica”, sintetizou o presidente da OesteCIM, Pedro Folgado. O responsável diz mesmo que este é um projecto estruturante para a região, tendo em conta o custo da iluminação pública.

    Entre os dez maiores projectos do mundo

    Este projecto inovador coloca o Oeste entre os 10 com maior dimensão mundial. Na lista, liderada por Hyderabad (Índia), com a instalação de 450 mil luminárias LED, a única cidade europeia presente é Madrid, com um projecto de 84 mil lâmpadas eficientes do ponto de vista energético.
    Em segundo lugar neste lista mundial de projectos de iluminação pública aparece Los Angeles, nos EUA, com a instalação de 140 mil luminárias. Segue-se Buenos Aires, na Argentina, com 91 mil lâmpadas a LED, e Jacarta, na Indonésia, com 90 mil luminárias.
    Madrid aparece em quinto lugar, seguindo-se Delhi, na Índia, com 75 mil luminárias e, em sétimo lugar está o Oeste, com a instalação de 68.500 lâmpadas nos 12 municípios.
    A lista integra ainda mais três projectos americanos: Las Vegas (42 mil luminárias) e as cidades texanas de Austin (35 mil) e San António (20 mil).

  • Municípios do Oeste vão reduzir 3,4 milhões de euros por ano na factura energética

    Municípios do Oeste vão reduzir 3,4 milhões de euros por ano na factura energética

    O projecto Oeste Led, que prevê a substituição dos sistemas de iluminação pública nos 12 municípios da região, já está em execução e prevê a redução de 3,4 milhões de euros, por ano, na factura energética. As luminárias começaram a ser substituídas em Maio e a primeira fase deverá estar concluída no final do ano, com a colocação de 68.500 pontos de luz, cerca de metade do total.
    Com um investimento de 12 milhões de euros, este projecto permite evitar a emissão de 12 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera.

    Os municípios do Oeste estão a investir 12 milhões de euros para substituir, até ao final do ano, 68.500 luminárias por outras mais eficientes, a LED. A previsão é de uma poupança anual de 3,4 milhões de euros na factura energética visto que a factura da luz pública passará dos 4,7 milhões para os 1,3 milhões de euros. E tudo isto substituindo apenas metade do parque de luminárias públicas do Oeste porque o resto ficará para uma segunda fase.
    O projecto OesteLED, que foi apresentado no passado dia 6 de Junho, começou a ser implementado no Bombarral, Lourinhã e Sobral de Monte Agraço e deverá estar concluído até ao final do ano.
    Em Julho serão colocadas novas luminárias nos municípios de Alenquer, Cadaval e Caldas da Rainha. No mês seguinte será a vez de Alcobaça e, em Setembro, Arruda dos Vinhos e Torres Vedras até que o projecto fique completo com a expansão do LED a todos os concelhos.
    A intervenção está a ser feita em parceria com uma empresa de serviços energéticos (ESE), através do consórcio Claroeste, ao qual os municípios irão pagar, durante 12 anos de contrato, 40% da poupança alcançada.
    A fase seguinte vai ser discutida na comunidade intermunicipal para uma possível candidatura ao programa de apoios Portugal 2030. Para além dos avanços tecnológicos, deverá incorporar inteligência artificial que permita monitorizar aspectos como as alterações climáticas, o volume de tráfego rodoviário, ou a videovigilância em contexto de via pública.
    Para além da iluminação pública, a comunidade intermunicipal está a trabalhar na substituição dos carros a combustível por veículos elétricos.
    “No final do ano teremos uma região mais sustentável, que cumpre os desígnios do pacto dos autarcas, que tem por objectivos a descarbonização e redução da pegada carbónica”, sintetizou o presidente da OesteCIM, Pedro Folgado. O responsável diz mesmo que este é um projecto estruturante para a região, tendo em conta o custo da iluminação pública.

    Entre os dez maiores projectos do mundo

    Este projecto inovador coloca o Oeste entre os 10 com maior dimensão mundial. Na lista, liderada por Hyderabad (Índia), com a instalação de 450 mil luminárias LED, a única cidade europeia presente é Madrid, com um projecto de 84 mil lâmpadas eficientes do ponto de vista energético.
    Em segundo lugar neste lista mundial de projectos de iluminação pública aparece Los Angeles, nos EUA, com a instalação de 140 mil luminárias. Segue-se Buenos Aires, na Argentina, com 91 mil lâmpadas a LED, e Jacarta, na Indonésia, com 90 mil luminárias.
    Madrid aparece em quinto lugar, seguindo-se Delhi, na Índia, com 75 mil luminárias e, em sétimo lugar está o Oeste, com a instalação de 68.500 lâmpadas nos 12 municípios.
    A lista integra ainda mais três projectos americanos: Las Vegas (42 mil luminárias) e as cidades texanas de Austin (35 mil) e San António (20 mil).

  • Mais de 28 milhões de euros em projectos para o desenvolvimento sustentável da região

    Mais de 28 milhões de euros em projectos para o desenvolvimento sustentável da região

    A Oeste Sustentável – Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste assinala uma década de funcionamento no próximo ano. Criada em 2010 com o objectivo de tornar a região mais sustentável do ponto de vista energético, a agência tem em desenvolvimento projectos no valor de 28 milhões de euros. As poupanças estimadas com esta eficiência são de 4,5 milhões de euros por ano na região e a redução de emissões obtidas equivalem a mais de 10 mil toneladas de CO2.
    Em estudo está a criação de uma central de biomassa intermunicipal e o aproveitamento fotovoltaico em edifícios municipais.

    O projecto mais emblemático da agência, até pela sua abrangência, é o OesteLed, mas a Oeste Sustentável tem desenvolvido muitos outros, como o LEDifícios, Luz Certa no Seu Município, ou Semáforos a Led, que têm contribuído para a redução de consumos e de custos de energia e de emissões de gases de efeito estufa.
    O projecto LEDifícios, que já se encontra implementado, consiste na substituição da iluminação fluorescente e de halogéneo por tecnologia Led em edifícios institucionais. Já foram substituídas mais de 28 mil lâmpadas em escolas, corporações de bombeiros e IPSS dos 12 municípios, permitindo uma redução no consumo eléctrico na ordem dos 70%, equivalente a 370 mil euros por ano.
    A funcionar estão também os semáforos LED no Oeste, em que foram substituídas 901 ópticas de semáforos com lâmpadas incandescentes por outras Led. A intervenção incluiu os municípios das Caldas, Óbidos, Lourinhã, Alenquer e Arruda dos Vinhos e tem estimada uma redução na factura de energia na ordem dos 38 mil euros. Por outro lado, tem associada uma redução de emissões de 104 toneladas de CO2.
    Vários edifícios públicos, como é o caso do complexo escolar do Furadouro e dos parques de estacionamento do CCC e Praça 5 de Outubro, integram o projeto Luz Certa no Seu Município, que prevê a instalação de equipamentos para redução da potência consumida por lâmpadas florescentes e regulação dos níveis de tensão e corrente das instalações eléctricas. A redução estimada é de perto de 30 mil euros na factura anual.
    A agência coordenou também o programa integrado de eficiência energética para as IPSS e concurso Eco Bombeiros, que consiste na competição entre vários quartéis com vista à sensibilização energética.
    A mobilidade sustentável é outro dos desígnios da agência, que tem desenvolvido vários projectos nesse sentido. Entre eles está o Batteri, que consistiu no estudo e caracterização das redes de transporte do Oeste, promoção da mobilidade sustentável e intermodalidade.
    Implementado está também o Repute/Moove, que consistiu na aquisição de 12 veículos eléctricos, com posto de carregamento solar, que são disponibilizados de forma gratuita à população. Existe um em cada município e, associado ao carro, existe a plataforma de informação e requisição de veículos e o portal mobilidadeoeste.com
    Associado aos veículos eléctricos, houve também uma aposta na capacitação para a condução suave e sustentável. “As pessoas para além de experimentar, tinham formação sobre como conduzir em modo sustentável e, mesmo com um carro de combustão normal, aprenderam a conduzir reduzindo os consumos e as emissões de CO2”, explicou o presidente da Oeste Sustentável, Humberto Marques, à Gazeta das Caldas.
    Foi também disponibilizada formação de gestores de energia em cada um dos municípios do Oeste e de aconselhamento a pequenas e médias empresas sobre as melhores práticas na utilização da energia eléctrica. Mais de uma centena de consumidores recebeu informação sobre os descontos sociais de energia.
    As escolas não ficaram de fora da actividade da agência. Foi dinamizado o concurso Ventos de Poupança para a promoção da utilização racional da energia, assim como o Energy Game II. A figura do tutor de energia passou a ser uma realidade nos estabelecimentos de ensino e foram concretizadas várias acções de sensibilização junto da comunidade escolar para o uso racional da energia e adopção de práticas comportamentais sustentáveis.

    Cinco eixos prioritários

    Humberto Marques diz que no início da agência, começaram com orçamentos e execuções na ordem dos 200 mil euros, para aplicar sobretudo em projectos de investimento, e que contavam apenas com um funcionário. Em 2018 o orçamento já era na ordem de 1,6 milhões de euros, com uma execução próxima dos 95%. A funcionar de forma autónoma, a Oeste Sustentável possui actualmente três funcionários. “Não tem dívidas e possui uma capacidade de investimento no valor de 28 milhões de euros”, remata Humberto Marques.
    As fontes de financiamento são candidaturas a fundos europeus, empresas de serviços energéticos e Estado português. Os projectos dinamizados são também uma forma da agência se financiar, tendo em conta que consoante a poupança obtida, há uma percentagem (normalmente na ordem dos 20%) que vai para a Oeste Sustentável e o restante fica para o município.
    Durante esta década, a agência tem prestado apoio, ao nível da eficiência energética, a centenas de empresas e dezenas de associações de bombeiros, IPSS, escolas e juntas de freguesia.
    O também presidente da Câmara de Óbidos (município que sempre deteve a presidência da agência) refere que o trabalho da Oeste Sustentável tem sido reconhecido, tanto pela Rede Nacional das Agências de Energia, como pela própria Comissão Europeia.
    “Uma agência de energia é como a atmosfera, não vemos grandes mudanças a olho nu, mas se fizermos análises elas detectam-se”, resume Humberto Marques, sobre o trabalho efectuado pela Oeste Sustentável.

    Central de biomassa para o Oeste

    A agência tem em estudo a criação de uma central de biomassa para o Oeste. Os grandes incêndios de há dois anos e as novas regras da gestão das faixas de combustão dos terrenos veio despertar para a necessidade de transformar este custo em proveito.
    A ideia já foi apresentada ao Conselho Intermunicipal e foi adjudicado um estudo para aferir da viabilidade técnica e melhor localização da central, tendo em conta a existência de redes em média tensão para ejectar a energia.
    Em estudo está também a possibilidade de distribuição, por parte dos municípios, da energia em baixa tensão, que actualmente está concessionado à EDP.
    Em desenvolvimento está ainda o projecto Oeste Solar, de aproveitamento fotovoltaico em edifícios municipais. O projecto piloto já foi feito com o aproveitamento da cobertura do edifício da OesteCIM, numa lógica de partilha de poupança dos custos energéticos.

    Humberto Marques, à direita, é o presidente da Oeste Sustentável
  • PSD do Bombarral quer que o novo hospital fique no concelho

    PSD do Bombarral quer que o novo hospital fique no concelho

    A concelhia do PSD do Bombarral tem nova comissão política, eleita a 24 de Maio e presidida por Nuno Mota da Silva. Uma das primeiras medidas dos novos dirigentes foi tornar público que consideram que a localização do novo hospital no Oeste “só poderá ser no concelho do Bombarral”.
    Os laranjas salientam a centralidade e as “excelentes acessibilidades rodoviárias que permitem um fácil e rápido acesso vindo de qualquer dos concelhos servidos por esta nova infraestrutura”. Omitem, contudo, a linha do Oeste, que atravessa aquele concelho.
    O PSD do Bombarral diz-se empenhado na construção do novo hospital do Oeste pois considera que “as estruturas actuais não respondem às necessidades das populações”.
    Entre os pilares da estratégia da nova comissão política está a “expansão, o aumento de filiados, a formação e uma intervenção cívica e política”.

    Eleitos novos dirigentes

    Mesa da Assembleia Concelhia
    Presidente: Paulo Jorge de Carvalho Cecílio Patrício
    Vice-presidente: Dora Cristina da Fonseca Gomes Martins Correia
    Secretaria: Selma Ferreira Presado
    Comissão Política Concelhia
    Presidente: Nuno Manuel Mota da Silva
    Vice-presidentes: João Carlos Barreiras Duarte; Joaquim Marcos Rodrigues Henriques,
    Secretária: Alexandra Filipa Lopes Figueiredo,
    Tesoureiro: Ricardo José Henriques Daniel,
    Vogais: Élio Luís Leal Anes Leal; Joana Isabel Henriques Caetano; João Manuel Gomes Mendonça; João Miguel Castanheira da Silva; Luís José Coelho Pereira Bernardino; Nuno Diogo Fernandes Bernardino; Paulo Jorge Ferreira Caroço, Vitória Maria Cardoso Pereira
    Vogais Suplentes: Maria Norberta da Ponte Ferreira dos Santos, Marcos Paulo Santos, Maria do Rosário Silva Elias Vieira, Mariana dos Prazeres Marcelino

  • Vereadores do PS queixam-se de falta de execução das suas propostas

    Vereadores do PS queixam-se de falta de execução das suas propostas

    Os dois vereadores socialistas na Câmara, Luís Patacho e Jaime Neto, queixam-se da falta de execução das propostas que apresentam e que são aprovadas pelo executivo. Quase a meio do mandato elencaram 65 propostas como aprovadas, aceites ou remetidas para os serviços, mas cerca de 90% estão por concretizar.

    “Creio que a taxa de aprovação das nossas propostas ronda os 15%, só que depois não são implementadas”, diz Luís Patacho, um dos dois vereadores socialistas na Câmara das Caldas, expressando um “lamento profundo por ir apresentando inúmeras propostas, algumas sem cariz ideológico, que nos parecem fáceis de implementar e que são úteis, mas que por pura inércia não são implementadas”.
    A dupla de vereadores sem pelouro elencou 65 propostas suas que foram aprovadas ou aceites e identificou que cerca de 90% estão por concretizar. Luís Patacho afirmou que “para esta maioria PSD o prioritário é manter o status quo, é manter a situação que existe ao nível da Câmara no apoio às associações sem critérios objectivos”.
    Por exemplo, as propostas socialistas de criação de regulamentos de atribuição de subsídios (um para as associações e outro para os clubes desportivos) foram feitas em 2017 e “os regulamentos deveriam ser implementados durante este mandato, mas a verdade é que estamos quase a meio do mesmo e ainda não foram apresentados”.
    Os vereadores dizem que estas são matérias importantes e que têm de ser reguladas por critérios objectivos, para não entrar no campo da especulação, até pela preponderância que o movimento associativo tem na comunidade caldense. E exemplificam com o caso de duas associações (as quais não quiseram identificar), que receberam 500 euros uma e 510 euros a outra. Só que uma tem um plano de actividades residual e a outra é uma das mais activas da cidade. A diferença do valor que receberam foi de 10 euros porque “o único critério é a antiguidade, sendo que nos clubes também conta o número de equipas e atletas”.
    A dupla queixa-se ainda do balcão de apoio ao associativismo, que propuseram para que os dirigentes associativos não tenham que perder meio dia na Câmara para tratar de processos relativos às colectividades. Foi aceite e posto em prática, “mas de forma minimizada porque tudo o que é novo e diferenciador, que altera o status quo, tem uma grande resistência”.
    A proposta de levantamento dos problemas de segurança em caso de incêndio em sedes de colectividades também foi remetida para os serviços e por lá continua.

    “O circo é mais importante que o pão”

    Os vereadores dizem que “o que interessa a esta Câmara é a aparência de que está tudo bem e é o circo, no sentido figurado, que é mais importante do que o pão”.
    E uma das provas disso mesmo é que, segundo os socialistas, o turismo nas Caldas tem subido porque Portugal está na moda e não por uma acção directa da Câmara. A excepção são os eventos da Feira dos Frutos e do Oeste Lusitano. “Temos um plano de apoio ao termalismo? Não e já o propusemos. Temos um plano de apoio ao termalismo? Não e também estamos fartos de dizer que é preciso. Basicamente não se faz quase nada para ter um aumento do turismo”, afirmam, notando que o orçamento para o turismo é de apenas 10 mil e euros que pensam que nem sequer foi esgotado no último ano.
    Jaime Neto considera que a autarquia “está bem financeiramente, mas tem défices em coisas básicas como a pintura das passadeiras”.
    “Desgaste natural de quem está há 35 anos no poder”

    Luís Patacho completa: “esta Câmara sofre de um desgaste natural de quem está há 35 anos no poder, tem um projecto completamente esgotado, exaurido e ultrapassado. Ainda vive nos anos 80, fora de uma realidade que não é a nossa, muito fechada em si mesmo e não é proactiva”.
    Segundo o socialista, isso fica exemplificado na questão do hospital. “Queremos manter o hospital nas Caldas e o que é que fazemos, do ponto de vista prático? Muito pouco”, responde. “Esta maioria é uma espécie de conselho de administração das questões correntes, da espuma dos dias, e mesmo assim é só daquelas que têm interesse na manutenção do status quo. As nossas propostas – que visam melhorar a vida dos cidadãos – não são apelativas para o seu eleitorado natural por isso é natural que não dêem prioridade a isto”.
    Os dois vereadores sem pelouro acusam também a autarquia de falta de planeamento e de não possuir um projecto de desenvolvimento do município.
    Um exemplo da falta de planeamento é a questão do antigo canil municipal junto ao novo centro de saúde que está a ser construído em Sto. Onofre, perto do Mini Preço e do Inter Marché. “São instalações camarárias com tectos de amianto. Já devia estar terminado o projecto do novo centro de recolha animal e nada disto acontece. Arriscamo-nos a abrir o centro de saúde com um edifício com coberturas de amianto ao lado”, alertou Luís Patacho.

    Excesso de hipermercados

    “A nossa política não é do bota abaixo. Não dizemos que não porque não, identificamos o que está mal e o que deve ser feito, apresentamos alternativas”, salienta Luís Patacho, justificando com o exemplo da Secla em que se bateram contra a solução apresentada de ali se construir um novo hipermercado. Em pouco mais de um ano a cidade vai ter cerca de 10 mil metros quadrados de hipermercados novos. Isto contabilizando a abertura do Intermarché das Caldas (que estava fechado), do Bonjour na Secla I e do Lidl 2 na Secla II, assim como a ampliação do E’Leclerc, que deve arrancar em breve.
    Os vereadores dizem que este é “o perigo que é o licenciar de cruz” e que “é uma machadada tremenda no comércio tradicional”.
    Os vereadores do PS afirmam que “é preferível ter um supermercado do que ruínas, mas não pode valer tudo” e recordam que neste processo houve um abaixo-assinado a favor da preservação do edifício da Secla que “foi olimpicamente ignorado pela Câmara e nunca foi sequer discutido em reunião de Câmara”. Luís Patacho considera que “aquele é o maior erro dos últimos anos da Câmara das Caldas”.
    Outra das grandes críticas é em relação ao termalismo e ao facto de “não ser analisado tudo como um bloco, mas sim visto de forma desgarrada, individual e avulsa”.
    Também há propostas que foram apresentadas, aprovadas e estão em prática, mas são “uma minoria”. Por exemplo, a isenção da derrama para as empresas que se fixem nas Caldas na área das novas tecnologias ou para as que invistam um milhão de euros (ou mais). Outra medida proposta socialista que está em prática é o aumento das bolsas de estudo para o ensino superior.
    Depois há o caso da plataforma informática para os cidadãos reportarem os problemas nas ruas (Geocaldas) e das gravações em áudio e vídeo das reuniões de Câmara, que foram ambas aprovadas e inscritas em orçamento. Só que, “em Março ou Abril, quando fomos aprovar o saldo da gerência, foram retiradas, tendo a primeira sido substituída pela Brigada de Intervenção Rápida, que já está em testes há mais de um ano”.

    “As coisas não avançam”

    Jaime Neto diz mesmo que nesta Câmara “são muito lentos a implementar coisas, mesmo sem cariz ideológico”. E exemplifica com a proposta que fez para a criação de um concurso escolar de selos sobre a Rota Bordaliana. “Até fiz uma proposta de regulamento para o concurso, mas já passaram dois anos e… nada, mesmo assim as coisas não avançam”.
    Há o caso da criação do inventário das árvores da cidade e do pombal contraceptivo (que até já tinha sido aprovado em assembleia municipal no mandato anterior, mas que também está por concretizar).
    Há também uma proposta da Assembleia Municipal, do anterior mandato, que foi aprovada e que está por colocar em prática: a implementação das zonas 30 km/h junto às escolas. “Três anos sem resposta, dizem que está a ser estudado no âmbito do Plano para a Mobilidade Urbana Saudável, mas nem sequer nos foi apresentado um esboço”.
    Por fazer está também a regulamentação do trânsito na Avenida Eng. Paiva e Sousa que, “passados dois anos da proposta, se mantém na mesma”.
    Luís Patacho diz que “às vezes é preciso refrescar o ânimo para continuar a batalhar para que alguma coisa do nosso trabalho seja aproveitada”. Já Jaime Neto salienta que têm sido muito propositivos naquilo que é o papel da oposição, mas que não percebem por que algumas propostas não são implementadas. Ainda assim, fazem notar que sugestões de mudança em regulamentos e outros documentos técnicos foram sendo bem acolhidas, embora tenham uma repercussão pública e política diminuta. “É trabalho que fica”, realçou Luís Patacho.

  • Encontro de empreendedores do Oeste

    Hoje, 21 de Junho, realiza-se o primeiro encontro de empreendedores da região Oeste no Centro de Interpretação da Atouguia da Baleia (CIAB).
    O evento tem início previsto para as 16h00 e conta com momentos de networking, pitch’s e palestras sobre a importância das sinergias e parcerias e sobre a diferenciação no empreendedorismo.
    O encontro é promovido pela AIRO e pela Oeste CIM.

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