Vítor IlharcoCategoria: Temáticas
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Recomendações de Atividade Física
Vítor Ilharco
Personal TrainerEm Portugal ainda existe muita iliteracia sobre atividade física. Apesar de ser do conhecimento comum que esta é benéfica para a saúde, existem perguntas básicas às quais a grande maioria dos portugueses não sabe responder.Qual o volume ideal de atividade física?Qual a intensidade em que deve ser praticada?As respostas a estas perguntas existem e estão fundamentadas em evidência científica, resultante de inúmeros estudos ao longo dos anos. É também com base nesse conhecimento que a organização mundial de saúde (OMS) construiu o seu guia para a atividade física e comportamento sedentário, o qual pode ser consultado, em português, no site da direção geral de saúde.Em primeiro lugar, interessa dizer que atividade física é qualquer movimento que resulte num dispêndio calórico superior ao de repouso. Ou seja, andar, correr, nadar e levantar são alguns exemplos.Qualquer atividade física pode ser feita com diferentes intensidades. De forma simples e subjetiva, podemos dividi-las em:Leve – é possível falar e cantar durante a atividade;Moderada – a respiração está um pouco mais ofegante e é possível falar, mas não cantar;Vigorosa – a respiração é rápida e profunda e é complicado falar.Há também diferentes tipos de atividade física, pelo que se torna importante identificá-los de forma a integrá-los na rotina semanal.O treino aeróbio é aquele que utiliza o oxigénio como principal fonte de energia para os músculos, trabalhando uma grande quantidade de grupos musculares de forma rítmica. A corrida, caminhadas, natação e a dança são alguns exemplos deste tipo de treino.Quanto deve fazer?As recomendações da OMS para pessoas saudáveis com mais de 18 anos são entre 150 e 300 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana ou entre 75 e 150 minutos de intensidade vigorosa.O treino de força é qualquer atividade em que o músculo tem de vencer uma determinada resistência. Poderão ser exercícios com o peso do corpo como agachamentos ou flexões ou com pesos extra como halteres.Quanto deve fazer?Pelo menos duas vezes por semana.No treino de flexibilidade realizam-se exercícios com uma maior amplitude, melhorando a mobilidade das articulações e ajudando na prevenção de lesões.Quanto deve fazer?Pelo menos duas vezes por semana.Para alcançar estas metas, deve aumentar gradualmente a duração e a intensidade da atividade física consoante a condição física.Caso não consiga atingir as recomendações, lembre-se que qualquer acumulo de atividade física tem efeitos positivos e que pouco é melhor do que nada. Todo o movimento conta! ■ -
AdC identifica obstáculos na rede de mobilidade elétrica
Estudo aponta falhas na regulamentação e na equidade nos preços
O estudo “Concorrência e Mobilidade Elétrica em Portugal”, da Autoridade da Concorrência (AdC), identificou uma série de entraves que podem comprometer o desenvolvimento de uma rede eficiente e competitiva de pontos de carregamento para veículos elétricos.De acordo com o estudo, um dos principais problemas reside na concentração dos pontos de carregamento nas autoestradas em apenas seis operadores, que estão vinculados a empresas petrolíferas. Esta concentração levanta preocupações sérias sobre a falta de diversidade e competição no setor. Além disso, a complexidade do modelo organizativo da mobilidade elétrica, que envolve Operadores de Pontos de Carregamento (OPC) e Comercializadores de Eletricidade para a Mobilidade Elétrica (CEME), também foi identificada como um desafio, requerendo uma recolha adicional de dados para a faturação entre os diversos agentes.Outra questão crítica identificada pela AdC é a dificuldade enfrentada pelos utilizadores de veículos elétricos no que diz respeito ao pagamento e à comparabilidade de preços nos pontos de carregamento. A falta de transparência nos preços e as diferentes estruturas de custos consoante o tipo de ponto contribuem para uma experiência pouco uniforme, tornando difícil de prever o custo final do carregamento.O estudo aponta ainda barreiras legais que dificultam a entrada de novos agentes no setor, bem como uma assimetria geográfica na cobertura da rede, com regiões do interior do país com menor densidade de pontos de carregamento.Além de detetar obstáculos, a AdC apresentou uma série de recomendações. Entre as principais recomendações ao governo estão a simplificação do modo de pagamento nos pontos de carregamento, a avaliação dos custos e benefícios de selecionar a Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME) por um mecanismo competitivo, e a promoção de mecanismos competitivos para a atribuição de direitos de instalação e exploração de pontos nas áreas de serviço.Aos municípios, a promoverem o desenvolvimento regional da rede de mobilidade elétrica de forma atempada, visando mitigar as disparidades regionais. ■ -
João Maria Pereira é campeão do Karting
Tem apenas 11 anos e já se sagrou campeão nacional de karting duas vezes. Este ano João Maria vai participar em provas internacionais
João Maria Pereira só tem 11 anos e em 2023 foi campeão nacional de Karting, na categoria Mini-Micro, além de ter feito cinco boas provas no Campeonato de Portugal Rotax. Pelo segundo ano consecutivo, o piloto do Vimeiro (Alcobaça) ficou apurado para as Rotax Max Challenge Grand Finals.O jovem também foi campeão na categoria Micro-Academy, campeão na categoria Mini-Max em Portugal e em Espanha, entre outros êxitos e presença em vários pódios em provas que se realizaram na Bélgica, em França e no Bahrain. Treinado pelo antigo piloto Rui Pereira, o jovem piloto alcobacense soma êxitos que fazem dele uma grande promessa do Karting em Portugal. Em junho passado foi um dos dois portugueses que correu a prova de karting em Le Mans, tendo sido o piloto convocado para levar a bandeira portuguesa.Tinha apenas cinco anos quando o pai lhe ofereceu o fato, as botas e um kart pelo Natal. E mesmo tendo um percurso alcatroado em casa, cedo se percebeu que ele tinha talento.Os pais, ambos dentistas, Ana Mendes e João Pereira contam que, logo no início do ano seguinte, o kart, prenda de Natal, já estava no kartódromo do Bombarral, onde funciona a escola de Karting do Oeste.João Maria Pereira tinha apenas cinco anos quando começou a dar os primeiros passos na modalidade. Em 2018 começou a competir e nunca mais parou.Além de treinador, João Maria tem também o seu mecânico e preparador físico.Atualmente, o piloto já corre na categoria Júnior e estreou-se no fim de semana passado em Braga.Além das aptidões de condutor, há outros fatores que são tidos em conta, como é o próprio peso. O kart, piloto e equipamento são pesados à saída da pista e acabam por determinar o sucesso de uma corrida e, no caso de João Maria Pereira, permitiram que, apesar de ter 11 anos, já pode correr na categoria dos 12 aos 14 anos, pois completará a idade mínima em setembro. O jovem alcobacense tem provas dadas anteriormente e agora terá que se habituar ao novo kart que já é de adulto.O que João Maria mais aprecia nas provas “é a velocidade” e já chegou próximo dos 120 km/h com o seu kart. Desde os sete anos que este piloto atinge acima dos 100 km/h.“O equipamento é muito rigoroso e todas as peças têm que estar homologadas”, contaram os pais Ana Mendes e João Pereira, acrescentando que todos os componentes são verificados em qualquer corrida, nacional ou estrangeira.Como qualquer piloto, João Maria Pereira gostaria de ascender à Fórmula 1, apesar de saber que é um objetivo que não é fácil de alcançar. Todos os pilotos da prova rainha do automobilismo passaram pelos karts e só depois seguiram para os fórmulas, primeiro a 4, 3 e 2.De todos os países que já visitou por causa dos corridas, foi o Bahrein que mais gostou, pois as pistas de kart “são muito boas, com boa aderência”. Das pistas portuguesas, a que João Maria prefere é a de Portimão.O piloto conta que quem corre nesta modalidade “é bastante competitivo” mas pior que os pilotos… são os pais. Muitas vezes, após corridas, os pilotos até se juntam para outras atividades, como jogar à bola, mas, como noutras modalidaes, há pais que defendem os seus filhos de forma acérrima e nem sempre da forma mais correta.Os pais de João Maria estiveram ligados à competição na equitação mas agora passaram dos cavalos vivos para os motorizados, pois tudo fazem para apoiar o seu filho. Contam que nas competições de karting, os primeiros lugares diferenciam-se aos milésimos, ou seja, nesta modalidade, nas corridas “um segundo é uma eternidade”.Ana Mendes e João Pereira contam também que o sucesso de um piloto não depende apenas do motor.“É o piloto, o chassis e o motor. É a conjugação dos três que dita o sucesso. Basta que um deles falhe e já não se consegue…”, contou o casal. Dizem ainda que o Karting é uma modalidade cara, pois cada prova pode custar entre os quatro e os cinco mil euros à família dos pilotos.Além do mais, é “uma disciplina exaustiva que exige ao piloto foco e bons reflexos que lhe permitam as melhores opções no que diz respeito ao trajeto ideal em cada pista”, acrescentaram.Piloto e futuro engenheiro mecânicoOs treinos de Karting de João Maria decorrem sobretudo aos fins de semana. A equipa do piloto e sua família deslocam-se às pistas de corrida para treinos e para as competições, ao passo que a preparação física é feita durante a semana.O jovem alcobacense estuda no Colégio LIS, na Marinha Grande, e é bom aluno. Entre as suas disciplinas favoritas estão as Ciências e o Português. O piloto já sabe que a escola não pode ser descurada e afirmou à Gazeta que gostava de estudar engenharia mecânica. Desta forma, poderia unir os dois mundos, a condução e o saber mecânico, tão necessário a quem se dedica ao desporto automóvel. A escola é compreensiva em relação à participação do jovem nas provas mas, muitas vezes, tem que estudar ou fazer previamente os testes das disciplinas. Por exemplo, quando participou na prova de Karting em Les Mans, João Maria teve que faltar uma semana inteira. ■João Maria Pereira, aos 11 anos, já corre na categoria Júnior O jovem piloto de Alcobaça no seu kart tem conquistados os mais variados pódios O campeão nacional irá correr, este ano, em Portugal e no estrangeiro -
Carros elétricos querem pneus especiais
Embora aparentemente semelhantes aos dos veículos a combustão, os pneus dos carros elétricos devem ter uma maior resistência e rigidez lateral
Há cada vez mais carros elétricos a circular nas estradas e, mais do que uma tendência, esta será uma realidade para um futuro que se quer mais ecológico. Mas estes veículos, mais pesados do que os a combustão, necessitam de pneus especiais, para que não tenham um desgaste bastante mais rápido. Entre as suas características estão uma maior resistência e rigidez lateral e, devido à ausência de barulho proveniente do motor, os pneus dos veículos elétricos devem também ser mais silenciosos.Em comparação com os veículos a combustão, os carros elétricos podem pesar, em média, mais 300 quilos do que um automóvel a gasolina ou a diesel, devido às baterias que possuem. Também, quando acelerado, a potência é disponibilizada de imediato, resultando em transferências de peso superiores às de um veículo a combustão e acentuando um desgaste aos pneus.Para além disso há a eficiência energética que, de acordo com o Automóvel Clube de Portugal, é um dos “pontos vitais” para os veículos elétricos. É necessário maximizar a autonomia, sobretudo em viagens longas, e também aqui os pneus utilizados têm um papel importante. “Com uma resistência ao rolamento inferior, os pneus para carros elétricos limitam as perdas energéticas”, esclarece aquela entidade, estimando que os ganhos energéticos possam representar até 7% de poupança da bateria, comparativamente aos pneus convencionais. Assim, quando vemos os pneus de veículos elétricos percebemos que são finos por esse mesmo motivo: quanto menor a largura, menor a superfície de contacto com o asfalto, que se traduz em menor consumo de energia.Em resumo, como características típicas dos pneus destes veículos, estão o facto de serem mais silenciosos, possibilitarem forte aderência, resistência redobrada e possuírem rigidez lateral, assegurando uma elevada aderência em curva e um ruído interno menor.Ainda de acordo com o Automóvel Clube de Portugal, pelas características que apresentam, estes pneus são, em média, 20 a 30% mais caros do que os convencionais. No entanto, destacam-se as vantagens de uma melhor experiência de condução e a otimização da autonomia do veículo.Como preservar os pneusHá cuidados a adotar que podem aumentar a vida útil dos pneus dos carros elétricos. Os especialistas aconselham a evitar ou reduzir as acelerações repentinas, que são mais desgastantes, optando por acelerações suaves e progressivas.Garantir que existe um alinhamento correto e eficaz das rodas é outro dos cuidados a ter, de modo a prevenir um desgaste não uniforme do pneu, a par da verificação regular da pressão dos pneus para carros elétricos e a confirmação de que esta se encontra nos valores recomendados.É ainda vital que a escolha do pneu esteja conforme às dimensões do veículo elétrico, pois uma rotação ou pressão incorreta do pneu pode prejudicar a condução.A procura dos elétricosNo primeiro semestre de 2023, a quota de veículos elétricos vendidos em Portugal atingiu os 27,6%, um valor superior a todo o ano de 2022 e a tendência é de crescimento. Uma preocupação ambiental, mas também o facto destes veículos beneficiarem de um enquadramento fiscal mais favorável do que os seus congéneres a combustão, contribuem para este crescendo de procura.Também no ano passado, e de acordo com dados da Associação Europeia de Fabricantes Automóveis, dos 5,4 milhões de veículos que circulavam diariamente nas estradas portuguesas, apenas 0,8% já eram totalmente elétricos. ■ -
Gigantes dos telemóveis abrem mercado
Fabricantes tradicionais ainda são a referência, mas têm hegemonia ameaçadaJá pensou se pudesse ter um carro da mesma marca que o seu telemóvel? A ideia pode ter algo de absurdo, mas essa é uma realidade cada vez mais próxima. O advento do automóvel elétrico veio criar uma disrupção no panorama dos fabricantes de automóveis e abrir as portas deste mercado a gigantes tecnológicas.A Tesla, que atualmente domina a venda de automóveis elétricos, é disso um paradigma e acabou por mostrar o caminho. O empreendedor e visionário Elon Musk começou a desenvolver a marca há cerca de 20 anos, exclusivamente para o mercado de elétricos a bateria, foi desbravando caminho e atualmente tem já, em Portugal, uma quota de mercado de perto dos 5%, depois de ter lançado o primeiro modelo, o Model S, em 2012.Com esse trabalho feito pela Tesla, quer no desenvolvimento das plataformas, quer da tecnologia, ao que se aliou mudanças nas políticas relativas ao automóvel e nos padrões de consumo, outros fabricantes seguiram esses passos.A substituição dos motores de combustão interna, cujo desenvolvimento representa investimentos de milhares de milhões de euros para manter os propulsores dentro das normas antipoluição nos mercados europeu e norte-americano, por motores elétricos e conjuntos de baterias que são desenvolvidas e fabricadas por terceiros, tornou mais apetecível a entrada dessas empresas no mercado.Hoje, a grande rival da Tesla no mercado exclusivo de elétricos é a chinesa BYD (de Build Your Dreams), a sexta marca que mais vende automóveis elétricos em Portugal, apesar de só cá ter chegado no ano passado. A BYD vem de um grupo empresarial que começou por fabricar, precisamente baterias, em 1995. Desenvolveu-se para fabricar outros produtos dentro da eletrónica, painéis solares e outras soluções energéticas, acabando por surgir também no mercado automóvel.Mas este não é exemplo único. Gigantes tecnológicas estão a seguir o exemplo e marcas que associamos mais facilmente a smartphones, também estão a desenvolver os seus próprios automóveis. Também da China, já este ano a Xiaomi, uma marca com apenas 13 anos de existência, lançou o seu primeiro automóvel elétrico, o SU7. É um modelo com um marcado cariz desportivo, mas que visa também demonstrar o poder do desenvolvimento tecnológico da marca. O SU7 é operado com um sistema operativo idêntico ao que a Xiaomi vai adotar nos seus smartphones, tem na consola central um tablet da marca, mas sob “a pele” tem muita tecnologia própria desenhada especificamente para o automóvel, incluindo um sistema de piloto automático próprio.Também a Huawei, um dos maiores fabricantes de dispositivos móveis a nível global, tem vindo a apresentar alguns modelos que, apesar de não serem construídos pela própria empresa, utilizam tecnologia de ponta por ela desenvolvida.Entrando no campo dos rumores, há largos anos que é ventilada a possibilidade de a Apple, fabricante do iPhone, lançar o seu próprio automóvel. É conhecido o esforço que a empresa de Cupertino tem vindo a fazer no desenvolvimento da tecnologia de condução autónoma, assim com a “troca” de engenheiros que tem existido entre a Apple e as suas rivais norte-americanas nesta área, Google e Tesla, o que indica que os aficionados da marca poderão juntar, dentro de algum tempo, o iCar ao iPhone.Certo é que um mercado automóvel dominado pelas marcas clássicas é uma realidade que tem os dias contados. ■ -
Há um caldense a ajudar na revolução digital da BMW
Ruben Correia é Chief Technical Titan na Critical Techworks, empresa que desenvolve soluções tecnológicas em toda a linha para a marca alemã. O caldense comanda equipas ligadas à produção
Há um caldense a trabalhar para uma empresa que desenvolve tecnologia de ponta para a BMW. Ruben Correia formou-se em Engenharia Informática e o seu percurso levou-o até uma das empresas que desenvolve soluções informáticas em toda a linha para a marca alemã de automóveis de luxo, na qual Chief Technical Titan, um nome “fora da caixa” para descrever a sua função de chefe de unidade.Como é que um engenheiro informático acaba a trabalhar numa das maiores construtoras de automóveis do mundo? São realidades que podem, aparentemente, estar desconectadas, mas hoje, cada vez mais, andam mais juntas, até porque a revolução do automóvel tem passado muito pelo desenvolvimento tecnológico, que no caso da Critical Teckworks, a empresa na qual Ruben Correia é Chief Technical Titan, é transversal a toda a BMW.Mas comecemos pelo início. Ruben Correia formou-se em Engenharia Informática, mais precisamente, no início, em Computadores e Telemática, na Universidade de Aveiro.Curiosamente, o primeiro emprego foi na empresa caldense conhecida por desenvolver o sistema da Via Verde para a Brisa, a Makewise. Ali ficou por cinco anos, até 2012. “As opções que há aqui na região não são muito alinhadas com aquilo que era a minha expectativa”, recorda, por isso conheceu outras realidades. “Trabalhei em várias empresas com alguns clientes importantes, como a Meo, e com empresas do setor dos media, como o grupo Global Media e o grupo RTP, para desenvolver algumas soluções digitais”, conta. Passou, também, pela Vodafone e, depois de uma passagem pela Zalando, uma empresa de e-commerce em Lisboa, chegou à Critical Techworks.A Critical Software tinha criado, há cerca de seis meses, uma joint-venture com a BMW para o desenvolvimento de tecnologia. “A BMW tem vários hubs de desenvolvimento no mundo inteiro, neste momento somos o maior hub que a BMW tem a nível do mundo, somos uma das maiores empresas de IT em Portugal e estamos cada vez mais presentes em tudo o que é o desenvolvimento de software da BMW”, refere Ruben Correia.“Fui lá parar por vicissitudes da vida, mas, de certa forma, também por ser um fã da BMW, juntou-se o útil ao agradável. Pude prosseguir a minha carreira profissional enquanto developer e depois com outras funções junto da BMW”, acrescenta.A Critical Techworks tem duas grandes áreas de atuação. “Temos a área de onboard, que é para o carro, onde estamos a desenvolver desde software para as ECUs, para o infotainment, para os sistemas de navegação”, refere. Um dos exemplos é o complexo ecrã que desce do tejadilho do luxuoso Serie 7, que foi totalmente desenvolvido pela empresa. “Pessoas que tenham um BMW comprado nos últimos dois ou três anos já terão software que tem sido desenvolvido cá em Portugal, pelos nossos colegas”, aponta.A segunda grande área, que é aquela à qual Ruben Correia está ligado, é a parte do planeamento de produção. “Estamos em todo o processo, desde a idealização inicial de um carro, à fase de produção, a logística, e depois vendas, pós-vendas, incluindo participação nos serviços financeiros”, conta.Um dos processos que passam pelas equipas lideradas por Ruben Correia é tudo o que é software de interação com o utilizador. “Temos uma presença muito forte neste novo modelo de vendas de carros online, que a BMW lançou no início deste anos em alguns mercados selecionados, que é uma forma revolucionária para a BMW vender carros”, adianta Ruben Correia.A unidade liderada pelo caldense trabalha, principalmente, o planeamento de produção. Há equipas a trabalhar com as ferramentas 3D que são usadas para fazer o planeamento dos carros, mas sempre numa perspetiva de desenvolver a própria ferramenta e não na criação dos conteúdos, ou dos designs dos próprios carros.É um trabalho de extrema importância, porque trata-se de otimizar tudo o que são processos, para que sejam mais eficientes. “Há um grande push a nível da indústria para passar de um paradigma mais de anos 90, de processos físicos, para se desmaterializar isso tudo e passar para a digitalização de todos esses processos”, refere Ruben Correia, sublinhando que há ainda muito trabalho que precisa de ser feito na adoção de ferramentas modernas. “Nós estamos a ajudar a fazer essa transição em quase tudo o que é processo de negócio”, acrescenta.O que a Critical Techworks está a ajudar a BMW a desenvolver é uma nova revolução no processo de conceção e fabrico de um automóvel, num processo muito mais de encontro ao que são hoje as necessidades de um mercado que exige otimização e sustentabilidade.Ruben Correia realça que a marca de Munique conseguiu produzir 2,5 milhões de carros por ano com qualidade num ambiente pouco digital. “A ideia é nós conseguirmos continuar a ser competitivos e ter um processo de produção que seja muito mais limpo, muito mais leve ao nível de recursos que são usados, em termos de água, em termos de energia, com uma cadeia logística muito afinada, o que permite poupar a emissão de toneladas de C2 no transporte e armazenamento de materiais”, refere. Mas, ao mesmo tempo, reduzir substancialmente o tempo de desenvolvimento de novos modelos.Ruben Correia vê o futuro dos automóveis cada vez mais ligado à tecnologia e ao desenvolvimento de software, e dá como exemplo a própria BMW. “Houve uma consciencialização de que um automóvel não é apenas um motor e quatro rodas numa experiência de condução, que, para a BMW, continua a ser essencial, mas criou-se outra camada de valor que é, sem dúvida, a diferenciação que o software nos permitiu”, sustenta.Isso melhora a experiência a bordo. “Se experimentarmos um i7, ou um novo Série 5, conseguimos ter uma experiência a bordo que é impensável, mesmo num carro produzido há poucos anos atrás. E todo o mercado está a avançar nesse sentido”, aponta.Estamos a viver uma fase de experimentação das marcas e alguns caminhos poderão não vir a ter sucesso, mas Ruben Correia realça que a BMW tem uma estratégia um pouco mais conservadora, mas também mais segura. Até ao nível das motorizações, na qual a marca alemã abrandou nos elétricos para apostar na transição híbrida e mantendo aberta a hipótese hidrogénio, “que estamos a explorar também, por exemplo, com o X5. A nova arquitetura do Neue Klasse permitem suportar várias funções em termos de unidade de motriz, quer com motores a combustão, quer com motorizações elétricas”, conclui. ■ -
An Interview with Vitor Marques, Mayor of Caldas da Rainha
It was an honor to meet with Vítor Marques and hear his thoughts on the immigrant community in Caldas da Rainha. Vítor Marques was elected in 2021 running his campaign on the “Vamos mudar” [Let’s Change] movement. He is invested in the Municipality and believes it is important that the community feels supported by him and his administration.The challenges?A rapidly growing population of immigrants has created challenges for the Municipality that they are working hard to mitigate. Vítor Marques stated that some immigrants who move to Portugal are self-sufficient, being either retired or working remotely, and do not require jobs or social aid. It is typically easier for these people to integrate, especially if they have school-age children. Those who need jobs and help experience more difficulties. The Municipality is working hard to provide social support for the dramatically increased number of immigrants in need. Currently, 25% of support service requests are from immigrants with difficulties such as lack of jobs and affordable housing that both immigrants and local people are facing.Another concern Vítor Marques expressed was that there has been an escalation in the number of migrants living illegally in the country/city, not being able to access social benefits, and living in overcrowded housing. This population does not use the national health service and/or has difficulty accessing it, which can lead to public health problems.How have things changed?Vítor Marques said that social exclusion and poverty, wars, global inequalities, climate change, as well as displacement and forced migration, require greater attention and involvement on our part. Since taking office, Caldas da Rainha joined the Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM), which is a resource for immigrants. In partnership with the High Commission for Migration (ACM), CLAIM’s purpose is to support the process of welcoming and integrating migrants, coordinating local organizations, and promoting cultural integration. The service helps immigrants in areas such as housing, jobs, education, healthcare, and more.What support is available?Vítor Marques said that the Municipality is always trying to answer the population’s requests, both Portuguese and from abroad. There are multiple projects to help address issues that are being presented. One of those issues is housing. There is a big project underway to create homes for Portuguese and foreigners. With the rise in house rents, the Municipality is developing “social homes” through EU funds to build and rebuild houses at the historical area in Caldas.City Hall also now has 22 people working for the Social Development Unit’s Services. A new ‘Radar Social’ scheme will allow the Government to gather more data on local issues to better plan and provide support.How can immigrants support community integration?Vítor Marques said that it would be helpful to be more involved in local associations, cultural activities, and knowledge of the language and values of Caldas. There is a real need to bring people closer, to get to know each other, to interact, but it’s a difficult process, as we know. Some people are afraid so it’s important to humanize migrants through testimonies, focusing the story on the person and their country of origin, thus promoting its dissemination to the local community.There is a great responsibility on the part of local authorities, and as those who are already here, to welcome those who come from outside and who we need. We need them to integrate into the job market, we need them to respond to the needs of the community. Portugal was a country of emigrants. We not only discovered the world, but we also had many immigrants, just as we do today. We, who have always been a people of migrants, and who, perhaps, were not always received in the way we would have liked, have the ability to reverse this situation and receive others as we would have liked to have been received.Final thoughtsMayor Vítor Marques openly displays his love for the Municipality and the people in it. He understands the need for diverse communities to join and support each other. When asked what he appreciates about the city, Vitor Marques laughed and said “Everything”. There is so much to love about Caldas like the weather, proximity to the sea and other major cities, its rich history, and strong cultural and sport offerings. Caldas has features that make it world famous such as the history of Bordallo Pinheiro, the School of Art and Design (ESAD), the Thermal Baths, and the Praça da Fruta. Vitor Marques said we have the capacity for creativity, and because of this many are settling in Caldas today. As migrants, we can contribute by supporting local businesses, getting involved in cultural events, and lending a hand when we can. Have a conversation with someone who is not like you. Ask questions, give a smile, and remember that we are all just trying to do the best we can in a beautiful place called Caldas da Rainha, Portugal. ■Acknowledgments: Artwork by Robert HansonContributions from Flavia L. Lamattina, Lucy Gray and Ana Frazão BoavidaSarah Monares -
Perspetivas de Futuro para a Engenharia Automóvel
O futuro da mobilidade rodoviária vive um momento desafiante, combinando a necessária mudança energética e ambiental com a revolução tecnológica que permita responder a estes desafios. Por um lado, é absolutamente evidente que a trajetória de dependência dos combustíveis fósseis tem de ser invertida. Por outro lado, a estratégia de eletrificação definida por políticos europeus como “a bala de prata” que vai aniquilar as emissões carbónicas gera sentimentos de incerteza para a indústria automóvel e para os cidadãos.
Atualmente, o setor automóvel representa na Europa quase 13 milhões de postos de trabalho diretos e indiretos, por isso, reconhecendo-se que a mobilidade elétrica é um caminho de futuro, mas não é possível transformar esse importante caminho em “rua estreita de sentido único para onde tudo irá confluir”. As incertezas geradas por esta estratégia podem trazer implicações para a economia e a sociedade europeia, com consequências imprevisíveis.
As dúvidas e incertezas de um cidadão normal decorrem apenas da forma como a solução para o qual estão a ser empurrados pode não encaixar nas suas necessidades de mobilidade. Como tal verifica-se um aumento da idade no parque automóvel circulante em Portugal. Nunca como hoje as oficinas de reparação tiveram tanto trabalho e tanta falta de mão de obra para dar resposta às necessidades de reparação de automóveis com idade elevada e muitos quilómetros percorridos.
É um erro estratégico colocar todos os ovos num único cesto. Há alternativas energéticas proporcionadas pelos combustíveis neutros em dióxido de carbono e pelo hidrogénio que são pelo menos tão interessantes quanto a eletrificação.
Nos cursos de Engenharia Automóvel do Politécnico de Leiria há um entendimento de que todas as tecnologias devem ser compreendidas e analisadas apenas pelos seus méritos e deméritos tecnológicos. O plano curricular atual reflete esta visão de que o futuro dificilmente será de uma tecnologia única. Pretende-se preparar os alunos e dotá-los das ferramentas necessárias para enfrentarem com sucesso os desafios que lhes venham a ser propostos neste setor automóvel, independentemente do rumo que essa mudança venha a ter.
Os desportos motorizados são igualmente uma paixão comum a todos os envolvidos nas formações de Engenharia Automóvel.
No Politécnico de Leiria têm sido criadas condições para acarinhar experiências ao nível da competição, nomeadamente no âmbito da competição Formula Student. Atualmente está a ser desenvolvido pela equipa LART (Leiria Academic Racing Team) um Formula totalmente elétrico. A equipa é constituída apenas por alunos que se poderão tornar, a breve prazo, excelentes profissionais. Isto significa que é normal ver alunos a crescerem tanto ao nível do conhecimento técnico como enquanto pessoas, até um ponto de maturidade em que se tornam engenheiros de mão cheia e partem para abraçar novos projetos igualmente desafiantes. ■ -
A manutenção dos elétricos é, tendencialmente, mais espaçada e barata
As revisões dos veículos elétricos são mais baratas e espaçadas, mas são indispensáveisMuita gente se questiona como é, afinal, feita a manutenção de um elétrico? Quais os principais cuidados? E, contas feitas, a manutenção tende a ser mais caro ou mais barata?Os carros elétricos têm algumas vantagens no que à manutenção diz respeito quando comparados com os automóveis a combustão. Mas desengane-se aquele que pensa que não precisam, por serem elétricos, de ir à oficina para fazer a revisão!Regra geral, é aconselhável uma revisão da viatura a cada ano ou a cada 15 mil quilómetros, sendo que os fabricantes indicam, por norma, a periodicidade das manutenções de cada marca e modelo. Ainda assim, num veículo elétrico, “em princípio, as revisões serão mais espaçadas e os preços tendem a ser inferiores”, explica o Automóvel Club de Portugal. Tal deve-se ao facto de o motor ser menos complexo. Há que ter em conta que “elementos como o óleo do motor, filtro de óleo, filtro de ar, filtro de combustível, correias de distribuição ou velas, por exemplo”, deixam de ser preocupação (e de representar gastos). “Ainda assim, há peças indiretamente associadas ao motor que se mantêm nos carros elétricos. É o caso do radiador, destinado aos sistemas de refrigeração ou do ar condicionado”, frisa a mesma fonte.Mas a principal questão na manutenção dos carros elétricos é mesmo as baterias. Este “é o elemento mais sensível e que requer maior atenção porque a sua substituição (total ou apenas de um módulo) pode acarretar custos avultados”. Assim, é aconselhável ter alguns cuidados com a conservação desta parte do seu veículo. Sendo certo que as baterias vão perdendo eficiência ao longo do uso (tendo uma estimativa média de vida situada entre os 15 e os 20 anos), também é certo que “a adoção de cuidados pode ajudar a prolongar a sua vida útil”. Neste campo o ACP aconselha, por exemplo, “não deixar descarregar a bateria abaixo dos 10%, nem carregá-la acima dos 80%; reservar os carregamentos rápidos apenas para emergências; não colocar o veículo a carregar imediatamente após a sua utilização; proteger a viatura de temperaturas extremas (muito frias ou demasiado quentes) e evitar a exposição solar durante o carregamento”.Outro ponto sensível e que, caso seja proprietário de um carro elétrico, vai requerer a sua atenção é o sistema de refrigeração da viatura, ao qual deverá estar regularmente atento (assim como aos níveis do líquido). Depois, há algo que não deve também descurar, pela sua segurança. Trata-se das pastilhas e discos dos travões, logicamente. Ainda que “o seu desgaste seja inferior ao observado nos carros convencionais”, devido a “uma característica importante dos elétricos: a travagem regenerativa” que “permite que a energia do motor elétrico seja recuperada durante os momentos de travagem ou desaceleração. No entanto, apesar da travagem regenarativa contribuir para a maior preservação das pastilhas e dos discos dos travões, “é recomendável efetuar uma revisão periódica, consoante a quilometragem indicada pelo fabricante” do seu veículo.Há, ainda, a questão dos pneus, abordada num outro artigo, mas que não pode deixar de ser falada aqui. É que “o desgaste dos pneus nos elétricos é maior, pois estes automóveis são cerca de 20% a 30% mais pesados do que os tradicionais devido, sobretudo, às baterias. Além disso, os elétricos têm um poder de aceleração maior, o que também contribui para a deterioração dos pneus. Assim, importa escolher modelos capazes de assegurar o melhor desempenho e autonomia, bem como uma menor resistência ao rolamento”, frisa o Automóvel Club de Portugal.Por fim, temos o filtro de ar e o ar condicionado, cuja manutenção é indispensável.Portanto, recorde-se que, sendo a manutenção dos elétricos mais espaçada e mais barata do que nos carros com motores tradicionais, esta não deixa de ser indispensável! ■ -
Mercado automóvel cresceu 17% em 2023
Novas matrículas de ligeiros de passageiros aumentaram 26,1% no ano passado e impulsionaram o setor
O número de veículos matriculados em 2023 aumentou 17,6% no ano passado, mas ainda longe dos melhores anos da primeira década deste século e da segunda metade da década dos 2010s. O mercado de ligeiros de passageiros aproximou-se das 200 mil matrículas. A gasolina ainda domina, mas os elétricos a bateria já representam mais de 18% das vendas, e 46% das novas matrículas têm algum tipo de eletrificação.Segundos os dados da Autoinforma, plataforma da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), em 2023 foram matriculados um total de 220 mil viaturas, incluindo ligeiros e pesados de passageiros e de mercadorias, mais 17,6% do que no ano anterior. Este é um número que indica recuperação de um setor que voltou a sofrer de forma vincada com a crise pandémica, mas que ainda está longe dos cerca de 270 mil veículos matriculados nos anos que a antecederam.Cingindo os números aos ligeiros de passeiros, no ano passado foram matriculados 198 mil automóveis, mais perto dos cerca de 220 mil que são o recorde de vendas no país. As vendas de ligeiros de passageiros cresceu 26,1% em relação ao ano anterior.Nos ligeiros de passageiros, os motores de combustão interna continuam a ser os preferidos. Combinados, os motores a gasolina e diesel totalizam 48%, e sobe para 53,6% juntando os que combinam gasolina e GPL. Os motores que funcionam em exclusivo a gasolina representam 35,9% das novas matrículas, 71.103 viaturas.Isto significa que os automóveis com algum nível de eletrificação representam os restantes 46,4% das novas matrículas. Dentro destes, os elétricos a bateria são já a preferência, representam 18,3% do total, com mais de 36 mil viaturas matriculadas. Os híbridos Plug-in (com baterias que podem ser recarregadas através de uma tomada), representam 13,7% das vendas com 27120 viaturas, ainda abaixo dos híbridos, que correspondem a 14,4% das novas matrículas.Os diesel, apesar do abandono gradual desta tecnologia, correspondem a 12,1% das novas matrículas.Em janeiro deste ano o mercado continuou a crescer. Segundo a ACAP, foram vendidas no primeiro mês do ano 21150 viaturas, mais 6,6% do que no mesmo mês do ano passado.Entre os ligeiros de passageiros, o crescimento foi superior, 7,5%, com a venda de 15737 viaturas.A marca mais vendida neste primeiro mês foi a Peugeot, a única acima das 2000 unidades, seguida da Dacia e da Mercedes-Benz.O mercado dos elétricos continua a acelerar e cresceu em janeiro 10,5%, com perto de 2500 unidades vendidas. A Tesla é a marca que mais vende entre os elétricos a bateria, 549 unidades, e mais do que duplicou as vendas em relação a janeiro de 2022. Seguem-se BMW (325) e Mercedes-Benz (181), que juntas não chegam aos números da Tesla.A Peugeot mantém a liderança com que terminou 2023, então com uma quota de mercado de 10,4%, seguida da Renault com 8,1% e da Mercedes-Benz e da Dacia, ambas com 7,4%. É ainda de assinalar que a Tesla, que apenas produz elétricos a bateria, foi a oitava marca mais vendida em Portugal, com um crescimento de 256,3% e uma quota de mercado de 4,7%.Setor vale 23,5 mil milhõesO setor do comércio e manutenção de veículos respondeu bem à pandemia, que ditou quedas importantes nos anos de 2020 e 2021. Em 2022, o setor teve um volume de negócios de 23,5 mil milhões de euros em Portugal, um crescimento de 14,5% em relação a 2021 e que ascendeu ao valor mais elevado de sempre no país, batendo os 22,2 mil milhões de euros em 2019. Estes são os dados financeiros mais recentes disponíveis no Instituto Nacional de Estatística e, perante o crescimento das vendas em 2023, percebe-se que no ano passado os 23,5 mil milhões de euros de volume de negócios do setor foi facilmente batido.No Oeste, o comércio e manutenção de viaturas atingiu uma faturação de 635,7 milhões de euros, mais 12,8% do que em 2021, o que significa que o crescimento foi menos acentuado que no contexto nacional. Destes, a venda de automóveis representa mais de dois terços do total, com 421 milhões de euros em vendas, mais 13,4% do que no ano anterior, enquanto a manutenção e reparação de automóveis atingiu os 95,2 milhões de euros e o comércio de peças chegou perto dos 99 milhões de euros, com incrementos de 11,7% e 10,8%. O comércio de motociclos ascendeu a 17,6 milhões de euros em vendas, com um crescimento de 16%. A única atividade do setor a registar uma queda na faturação, embora ligeira (0,5%), foi a manutenção e reparação de motociclos, que faturou em 2022 um pouco mais de 1,9 milhões de euros na região.A estes setores de atividade, é ainda possível acrescentar a indústria de reboques e componentes para automóveis, que tem vindo a crescer na região e atingiu em 2022 os 135 milhões de euros, com especial incidência no concelho de Alenquer. ■ -
Building a new home: Challenges and opportunities in immigrant integration
Moving to a new country comes with adventures, and also challenges. On the surface, the move can be presented as something that is simple and easy. If you’ve moved to Portugal and are building a new place to call home, then you know this is not necessarily true. The reality is that no matter how many positive reasons you have for the move, there are still challenges. It can feel isolating if you find that the move presents adversity you had not anticipated. There is a large community of immigrants all along the Silver Coast with a variety of different experiences and feelings regarding their big move. The more the challenges faced during the transition are normalized, the more people making their homes in Portugal can support one another and make integration easier.Each experience is unique, and the difficulties faced can vary depending on factors such as the destination country, personal circumstances, and support systems that are in place. Through talking to multiple immigrants from different countries, there are some major themes that run true for most newcomers. “The language, different cultural norms, and lack of community were among our greatest challenges and in some ways continue to be. I naively thought that we could overcome these things in a couple of months, but I quickly realized that my capacity to learn was much smaller than the amount of things that I needed to learn and/or relearn. A simple trip to the grocery store had so many new systems to navigate that I found myself just wanting to stay home.” (Melissa)The most frequently reported challengesLanguage barrier: Overcoming language differences and learning a new language.Cultural differences: Developing cultural sensitivity and avoiding cultural misunderstandings.Legal and bureaucratic challenges: Understanding and complying with the different entities, tax systems, paperwork requirements, and laws.Social integration: Feeling lonely and isolated in a new community without friends or extended family and social connections.Accessing services: Figuring out how to navigate various systems such as healthcare to receive necessary services.School and family adjustment: Finding a school that is the right fit for each individual child and their unique needs, especially when they do not speak Portuguese.Making a smoother transitionWhile there will always be challenges, there are also typically solutions and ways to try and mitigate the hardships. Here are some of the major themes that respondents suggested for making a transition that feels a little less difficult.Ask for help – One thing that many agreed upon was that most Portuguese people are very gracious and willing to help. “We have always, always had Portuguese people come to our aid without having to ask for help. In all cases, we have experienced the understanding and empathy of some Portuguese people and we would certainly never have managed to negotiate them successfully without their kind and patient assistance.” (George)Get involved – It’s important to keep pushing outside your comfort zone and make connections with supportive people and systems. “We study Portuguese and have gotten involved in a co-working community and several nonprofits to try to connect. We just keep at it.” (Cordelia)Remember your why – Stay centered on why you made the move in the first place. It can be easy to forget the original reason you came to Portugal when there is stress is involved. Most immigrants have a strong “why” that was originally very motivating. Try not to lose sight of it.Be aware of your mindset – “It’s important to approach the move with patience, resilience, and a willingness to learn.” (Flavia) The mindset that is adopted while making a new home in Portugal makes all the difference. “I feel that as immigrants, instead of seeking improvements that would be helpful to us, we should focus on celebrating the Portuguese for their kind and accommodating attitudes to immigrants.” (George)Places to find resourcesLocal organizations – There are many local organizations like the OICV, MVC, and Silver Coast Volunteers that do activities in the community and focus on helping with integration.Social media groups – Many people have a love-hate relationship with social media, but one thing is for sure, it can be a valuable source of information about international groups and activities, as well as local happenings and cultural events. It can also be a great place to connect with a core group of people to lean on to ask questions and start building your social support network.Relocation services – There are quite a few companies nearby where their main focus is on how to help those who are building a new home in Portugal. From finding housing to navigating the healthcare system, some entities have been specifically formed to help.Making the move to Portugal can create a roller coaster of emotion as you navigate the process. It is important to be patient with yourself. “It’s not Portugal and the culture that makes it hard, it’s my lack of understanding of the country and its people. I think this kind of learning takes years. Transition is a process and the biggest gift I have given myself to navigate this is time.” (Melissa) May your journey of settling in Portugal be met with support, connection, and a lot of compassion for yourself and the new community you call home. ▪Acknowledgments: Artwork by Robert HansonContributions from Flavia L. Lamattina, Cordelia Blake, Melissa Lefort, George AlanSarah Monares -
AGROGAZETA – Celebrar a diversidade e inovação agrícola no Oeste
O Oeste alimenta uma parte significativa do país, sendo responsável por mais de metade da produção nacional de peras e maçãs. Mas também as hortícolas, a vinha e a carne de frango e de porco assumem uma expressão importante no que à produção diz respeito. Na primeira edição de uma revista dedicada ao sector, a Agro Gazeta faz um retrato da realidade regional, mostrando como a agricultura se soube reinventar e continua a assumir um papel bastante importante na economia. E porque a agricultura continua a evoluir, damos a conhecer projetos inovadores e a investigação que se está a fazer na área, e ainda como esta está a ser atrativa para os jovens.
Dando voz a quem está no sector, mostramos quem faz da agricultura o seu novo modo de vida, apostando na produção e comercialização de produtos biológicos.
Socorrendo-nos do provérbio popular “Para colher é preciso semear”, esperamos que a revista seja do agrado do leitor e que seja a primeira de várias, demonstrativas da diversidade e dinâmica da agricultura no Oeste. U -
Objetivos SMART
Vítor IlharcoPersonal TrainerIniciado um novo ano, novas resoluções são criadas, tendendo estas a desaparecer mais rapidamente que a ingestão das 12 passas.Um dos desejos mais habituais é o aumento da atividade física. Algo que vai contracorrente à realidade nacional.Apesar dos benefícios para a saúde serem bem claros, há algumas décadas, e cada vez mais comprovados cientificamente, os portugueses continuam a apresentar muita resistência em integrar a atividade física na sua rotina diária ou semanal.Segundo os dados mais recentes, divulgados pelo Eurobarómetro de 2022, 73% dos portugueses nunca pratica atividade física.Este é um valor duplamente preocupante que não só cresceu em 8 pontos face aos valores anteriores, de 2017, como é o valor mais alto nos 27 países europeus inquiridos.O primeiro passo para conseguir que este seja um ano de mudança é aprender a traçar melhor os seus objetivos. A investigação científica demonstra que estabelecer objetivos SMART (inteligentes) facilita a obtenção e manutenção de mudanças. Apesar deste acrónimo ter sido criado para a língua inglesa, é possível, quase sem batota, empregá-lo em português.Em primeiro lugar, o objetivo deverá ser eSpecífico. Em vez de algo vago como “ser mais ativo” deve procurar traçar uma meta o mais detalhada possível, como “fazer atividade física duas vezes por semana”. Isto irá permitir saber exatamente o que pretende alcançar.Deverá traçar algo que seja Mensurável. Para saber se atingiu o objetivo, deverá poder avaliá-lo. Assim, atribua um valor como “por semana vou caminhar 3 vezes durante 10 minutos” ou “todos os dias irei dar 5000 passos”.O seu objetivo deverá ser Atingível. Proponha algo que seja desafiante, mas possível de alcançar sem um esforço desmedido. As mudanças pequenas e viáveis são a principal recomendação.Procure algo que seja Relevante para si. Qual o principal motivo para querer ser ativo? De que forma isso o vai ajudar no dia-a-dia? Quais as atividades físicas que poderá realizar e pelas quais tenha gosto (ex: caminhadas, bicicleta, natação)?Por último, este seu objetivo deverá ser Temporalmente enquadrado. O seu desejo tornar-se-á mais forte se colocar um prazo para a sua concretização e, terminando esse período, reavaliar e ajustar a sua meta.Assim, apesar de estarmos no final do mês de janeiro, há todo um ano e, sobretudo, toda uma vida pela frente. Ainda irá bem a tempo de substituir as vagas resoluções de Ano Novo por objetivos SMART.E lembre-se que, no que diz respeito a ser mais saudável, todo o movimento conta. ■ -
Making Connections
By Sarah Monares
Portugal has many wonderful things to offer to the people who live here. Timeless traditions, gorgeous landscapes, great food, a relaxed lifestyle, and a rich history are just some of the characteristics that are attracting a growing international population to Portugal. According to Fundação Francisco Manuel dos Santos, 7.5% of the population in 2022 were foreigners, a number that continues to rise (2024). The Silver Coast has become an ideal place for many foreigners to immigrate and call home. The Gazeta das Caldas has recognized this fact and has graciously offered a bi-monthly column in the paper to communicate with the growing English-speaking international community. It is of great importance to recognize that this has never been done before and that we are grateful to the Gazeta das Caldas for their support of a greater community connection between locals and foreigners.
A little bit of history
These articles will all be written by the editorial group for an organization called Oeste International Community Volunteers (OICV). In 2013, the founder of the organization moved to Óbidos from England and he saw a need to build better relationships between the international and local people. In response to that need, a group of immigrants with a similar mission came together and formed the OICV which was created in 2017. The organization aims to develop a positive image of the international community, support the international and local communities, and help foreigners integrate locally in a beneficial way. The motto of the OICV is “Giving is a pleasure of life” and it has an overarching goal of creating a bridge to connect and support us all.
Some of the biggest OICV projects that have taken place since its development include:
Seminars focused on studying and working overseas were delivered to over 300 local students in 2023. There are three more scheduled to take place in 2024.
A seminar for local entrepreneurs in partnership with AIRO and Mais Negros. The goal of the seminar was to share successful business experiences and professional knowledge from other countries.
A series of seminars offered to the international community featuring several local professionals. Covered topics included the laws and policies of Portugal, taxation, legislation, and insurance.
An International Cuisine Lunch Project for the Elderly Day Centers in partnership with Praia D’El Rey Golf Club.The task at hand
The newspaper articles are another way for the OICV to help support and give back to the community. Moving to a new country can pose a slew of challenges. The gathering of information that is required when you know very little about the new place you’re living or the language can feel daunting. One of the biggest challenges upon arrival can be the integration into the local community after you start settling in. The focus of these twice-monthly articles will be on sharing information to help foreigners better become a part of the local community and connect in a meaningful way. The articles will be published in English and we are working together with the Gazeta das Caldas to translate them into additional languages online. The editorial group does not take our task lightly, and we aim to be great stewards of the space the Gazeta das Caldas has given us to communicate with the international members of the community.Why is it important?
Integration into the local community fosters a deeper understanding of different cultures and promotes mutual respect. Connecting with one another helps to enrich our lives through learning about new customs, languages, and traditions. It is important to find a sense of belonging and support in a new community. Integration also helps break down stereotypes and misconceptions by allowing locals and foreigners to learn from each other’s real-life experiences. Diversity strengthens communities by bringing in new perspectives, skills, and ideas, enhancing creativity and problem-solving. As foreign residents, the editorial group wants to positively impact the community in which we live. The more incomers know about their new home, the more they can do this in a powerful way.What can you expect?
Twice a month, the articles published will explore valuable information on different topics such as laws, taxation, immigration policy, legislation, resources, the experiences of immigrants, and much more. Participation in local events, festivals, language learning, and volunteer activities are all great ways for foreigners to integrate and contribute to the community. You can expect the editorial team to search high and low to bring you valuable information that will be the most supportive for you and your integration journey. Please make sure that you support the Gazeta das Caldas regularly and use the rest of the valuable information in each issue to your advantage as well. You can access the newspaper both in print and online. If you choose to access the online version, you can also become a subscriber.
If you have any questions or comments please get in touch. You can contact us at OICVeditorial@gmail.com. We also welcome your suggestions on topics you would find the most beneficial.References
Fundação Francisco Manuel dos Santos (2024) Available at https://www.pordata.pt/en/municipalities/summary+table/abrantes-822584 Accesed 11.02.24Oeste International Community Volunteers
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A importância de ler para o seu filho
Catarina Mendonça,
Gonçalo Passos Croca,
Bárbara Marques
Médicos no Centro Hospitalar do OesteLer para as crianças é uma atividade de extrema importância para o seu desenvolvimento global. É fundamental para o desenvolvimento da linguagem, cognição, criatividade e de sentido crítico. Para além disso, as crianças que contactam com os livros desde muito cedo e ouvem com frequência, desenvolvem melhores laços afetivos com os seus pais/cuidadores, adaptam-se melhor à escola e têm maiores probabilidades de sucesso escolar e educativo, obtendo benefícios para toda a vida.
Se pensa que apenas deveria começar a ler para o seu filho quando este começa a falar está enganado. A leitura está recomendada a todas as idades! Pode e deve adequá-la às diferentes faixas etárias e os próprios livros fornecem na capa uma classificação por símbolos que o irá ajudar. Aqui deixo algumas recomendações de leitura por idades:
0 – 6 meses: livros com cores contrastantes ou pretos e brancos, macios, que façam barulhos ao manusear; deve conversar muito com o seu bebé nesta idade e mostrar-lhe livros com imagens grandes;
6 – 12 meses: os livros devem ter muitas cores e imagens grandes e nítidas de objetos familiares, devem ser de pano ou cartão grosso, com páginas fáceis de virar, com diferentes texturas ou buracos que possam explorar; leia regularmente livros com imagens apelativas e pouco texto e nomeie as imagens, cante e diga lenga-lengas; converse com o seu bebé e conte-lhe o que acontece ao seu redor;
12-24 meses: livros coloridos com imagens grandes que incluam outras crianças, brinquedos e objetos, em situações familiares, como a comer e a dormir; devem ser de cartão grosso ou pano, e interativos; disponha-se a ler, especialmente se a criança pedir, converse sobre as imagens e questione sobre as mesmas; pode utilizar os livros em diferentes momentos de rotina (deitar, banho, etc);
2 a 3 anos: livros coloridos com páginas de cartão ou papel, cómicos, com rimas ou canções, sobre crianças e famílias, sobre animais, corpo humano e com palavras associadas a imagens; mantenha a rotina de ler diariamente e ofereça à criança papéis, lápis e canetas para ela desenhar e escrever como for capaz.
Pode ler sobre tudo o que o rodeia: cartazes, folhetos, letreiros, etc. Não se esqueça que ler para o seu filho antes de ir dormir dá calma e serenidade. Se o seu filho lhe pedir para reler a mesma história, faça-o, pois é frequente preferirem histórias que os agrade.
Faça da leitura um momento agradável no seu dia-a-dia em família! ■ -
À Mesa mostrou 50 projetos de gastronomia em dois anos
Rubrica chega ao fim, com a porta entreaberta para regressar no futuro. Deixamos um balanço
Tudo o que começa tem um fim e a rubrica À Mesa, que quinzenalmente trouxe às páginas da Gazeta das Caldas uma nova proposta ligada à gastronomia na região, chegou ao seu final. Na edição desta semana, apresentamos um balanço de dois anos de À Mesa.
A rubrica foi lançada a 20 de janeiro de 2022, na terceira semana do ano, e durante dois anos, de duas em duas semanas, apresentou um novo projeto na área da restauração e similares, centrado nas Caldas da Rainha, mas também noutras paragens da região. O objetivo foi sempre mostrar o dinamismo neste setor tão característico, não só no ritmo de abertura de novos estabelecimentos, como pela sua diversidade.
Nestes dois anos, foram 50 os projetos apresentados, a esmagadora maioria restaurantes. Foram 38 os espaços de restauração apresentados, dando a conhecer as suas origens e também a sua cozinha e influências. Destes, oito propostas foram de cozinhas internacionais, desde a egípcia, que abriu a rubrica, à asiática, passando pelos sabores do Brasil, ou do México.
Ainda dentro dos restaurantes, destacam-se as pizarias, com cinco novas propostas, mas também uma proposta vegan e outra de hamburgueria.O Burgui encerrou a rubrica, ao fim de dois anos Também apresentámos alguns projetos sem estabelecimento fixo, com propostas para encomendar online, ou apenas para acompanhar e tentar reproduzir em casa. Houve ainda um bar e quatro projetos mais… doces, pastelarias e geladarias.
Como já referimos, a maioria das propostas do À Mesa foram nas Caldas da Rainha, mais precisamente 35 novos estabelecimentos, mas procurámos dar a conhecer propostas noutras localidades. Ainda no concelho, três dos restaurantes apresentados são da Foz do Arelho. Fora do concelho, visitámos seis estabelecimentos em Óbidos, onde a restauração tem papel importante no aproveitamento do potencial turístico, e ainda um nas Gaeiras.
Também fomos a norte da região, para apresentar um projeto de uma chocolataria na Nazaré, dois restaurantes na Benedita e um em São Martinho do Porto.
O À Mesa chega, então, ao fim, ou faz, pelo menos, uma pausa, mas todos os projetos, incluindo as 50 receitas sugeridas pelos chefs de cada um dos estabelecimentos, continuam disponíveis online, no site das Gazeta.
Temos também, em formato e-book, o Livro de Receitas do À Mesa, que será possível adquirir no nosso site. ■Os números do À Mesa
38 restaurantes. Dos 50 projetos que Gazeta das Caldas visitou no À Mesa, a maioria são restaurantes. Mas também apresentámos projetos pessoais online
4 pastelarias ou gelatarias. Gazeta procurou, ao longo destes dois anos, dar uma perspetiva alargada do que se pode saborear à mesa. As propostas ainda incluíram um bar
8 propostas dedicadas em exclusivo a cozinhas internacionais. Do Brasil à Ásia, passando pelo México e pelo Médio Oriente, mostrando a diversidade que a gastronomia tem para oferecer na região, além da cozinha tradicional e a moderna
35 projetos nas Caldas da Rainha. A cidade tem a sua força no comércio e a restaração é também um dos pontos fortes. Mas o À Mesa trouxe também 15 propostas fora da cidade, nomeadamente Foz do Arelho, Óbidos, Gaeiras, Benedita, São Martinho do Porto e Cadaval
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Vírus Sincicial Respiratório
Maria Inês Brito, com Joana Antunes Pereira, Andreia Morais
Pediatria do Centro Hospitalar do OesteO VSR é um vírus respiratório, que predomina entre novembro e abril. 90% das crianças vão ter, pelo menos, um episódio de infeção até aos 2 anos de idade e esta é a principal causa de hospitalização em crianças até 1 ano. Em 75% dos casos, é o vírus responsável pelas bronquiolites agudas.
A bronquiolite é uma inflamação dos bronquíolos, que ficam obstruídos e dificultam a entrada do ar nos pulmões, geralmente em crianças abaixo dos 2 anos. A transmissão faz-se pelo contacto com secreções respiratórias contaminadas, mas o principal veículo de transmissão são as mãos.
Em crianças com menos de 1 ano, associa-se a maior gravidade, conferindo dificuldade em respirar e na alimentação. Após o 1º ano de vida, os sintomas assemelham-se a uma constipação normal, com sintomas respiratórios menos graves (tosse, nariz entupido e febre), e, por vezes, falta de ar. A infeção pode ser assintomática em adolescentes e adultos.
A duração média é de 3 a 7 dias, com sintomas mais intensos entre o 3º e 5º dia. A grande maioria das crianças, não necessita de ser referenciada ao Hospital, mas em cerca de 3% pode ser necessário internamento.
A medida mais eficaz de prevenção é a lavagem frequente das mãos de crianças, familiares e conviventes. O aleitamento materno reduz o risco de gravidade e, consequentemente, de internamento. Devemos usar máscara na presença de sintomas respiratórios, ensinar às crianças maiores medidas de etiqueta respiratória (tapar a boca quando tossem ou espirram) e evitar o contato com outras crianças e/ou adultos doentes, assim como locais fechados e mal ventilados, como centros comerciais ou transportes públicos.
A bronquiolite não tem tratamento específico. Como é uma infeção viral, não estão indicados antibióticos, nem xaropes para a tosse. Deve criar-se um ambiente calmo em casa; evicção do tabaco; elevar a cabeceira da cama; controlar a febre; manter o nariz limpo; fazer refeições mais pequenas e com intervalos mais curtos e vigiar regularmente a respiração, sobretudo nos lactentes.
Deve contactar a Linha SNS 24 em caso de agravamento da dificuldade respiratória; ingerir menos de metade da quantidade habitual em 2 ou mais refeições; vómitos abundantes; recusar alimentação/mamadas por mais de 4/6 horas; urinar menos. Chamar o 112 se pausas respiratórias ou muita dificuldade em respirar; palidez ou lábios azuis ou cinzentos e muita sonolência.
Depois de uma bronquiolite, o bebé pode ficar com alguma tosse e pieira, sobretudo quando voltar a ter alguma infeção respiratória. Não há risco aumentado de desenvolvimento de asma ou patologias crónicas. ■ -
Hamburgueria Burgui abriu nos Silos
Burgui abriu a 11 de novembro, apostando em seleção alargada de hambúrgueres (e bifana) e nos eventos
Burgui é a nova hamburgueria dos Silos, nas Caldas da Rainha. O novo estabelecimento abriu portas a 11 de novembro, pela mão de Guilherme Rocha, caldense de 21 anos.
“Decidimos (Guilherme e a mãe) comprar o espaço para abrir uma marca própria”, explicou. Já o nome, Burgui, inclui a referência ao ramo da restauração em que atuam e ao próprio (cujo diminutivo é Gui).
Foi criada uma estrutura em madeira e com lonas amovíveis para albergar a hamburgueria, havendo ainda um bar e uma esplanada que será aberta no verão e onde serão realizados eventos.Espaço tem 45 lugares, mas expande-se a 95 pessoas nos eventos Há nove hambúrgueres diferentes para degustar, incluindo um vegetariano e outros com sabores do Brasil, dada a grande procura por parte de cidadãos oriundos daquele país. É possível encontrar também bifanas.
Os preços vão dos 3 aos 14 euros, e é possível, por mais 3, 50 euros, obter o menu que inclui batata frita e uma bebida.
Guilherme Rocha já trabalha no setor desde os 14 anos. “Comecei a ajudar o meu tio na Eusebio’s Hamburgueria enquanto estudava. Muitas vezes tinha escola no dia seguinte, e vinha trabalhar aqui à noite. Também fazia eventos [promovidos pela hamburgueria] durante o verão”, contou. “Não segui os estudos, talvez um dia, quem sabe. Mas apaixonei-me, por assim dizer, aprendi a gostar [da área], pois desde o início tive a curiosidade de saber como me desenrascar na vida. E essa foi uma das razões para eu ter optado por começar este negócio de hambúrgueres”, continuou o jovem empreendedor.
O Burgui também realiza eventos, como as Rodas de Samba, com o grupo lisboeta Samba da Rapaziada, que decorrem uma vez por mês e já aconteceram por duas vezes. “Temos muitos clientes brasileiros, e desde o início eles nos pediam para fazer roda de samba, pagode, sertanejo, música ao vivo. E eu, curiosamente, o ano passado, fui ao Brasil com a minha mãe, estivemos na terra do pagode, que é Salvador da Bahia, e queríamos trazer de lá a ideia também para mimar um pouco os nossos clientes. Mas não era possível, porque não nos deixavam, a marca não era nossa. Então esperámos que a marca fosse nossa para criar este tipo de evento. E é uma satisfação total”, explicou.
Na casa trabalham outros quatro rapazes, a par de Guilherme e da mãe. A hamburgueria está aberta das 19h00 às 24h00, de terça-feira a domingo. ■Faça em casa
Burgui X Tudo – um hambúrguer com todos os ingredientes da casa
Ingredientes: pão brioche, hambúrguer de frango, 2 fatias de queijo cheddar, 2 fatias de bacon, calabresa, cebola caramelizada, pickles, ovo, alface, tomate, molho de alho
1.Grelhar a carne
Grelhar o hambúrguer numa chapa e, ainda nesta, cobrir com uma fatia de queijo
2.Grelhar os complementos
Grelhar duas fatias de bacon, e também calabresa
3.Montar
Aquecer o pão e, seguidamente, montar o hambúrguer, acrescentando ainda pickles, ovo, alface e tomate
4.Colocar o molho e servir
Por fim, rechear o hambúrguer com molho de alho e servir
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Equipa Comunitária de Saúde Mental recebe viatura elétrica para deslocações
Novo veículo irá potenciar os cuidados de proximidade junto da comunidade
A Equipa Comunitária de Saúde Mental para População Adulta do departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), recebeu recentemente uma viatura elétrica, adquirida no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Este veículo, que custou cerca de 30 mil euros, “irá potenciar os cuidados de proximidade junto da comunidade na área da saúde mental, sendo também um contributo para a proteção do ambiente e sustentabilidade do planeta”, refere o CHO.
Esta equipa comunitária entrou em funções no início de 2023 e é constituída por um médico com a especialidade de psiquiatria (coordenador); dois enfermeiros, sendo um enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiátrica; um psicólogo clínico; um técnico superior de serviço social; um técnico superior de diagnóstico e terapêutica, com a profissão de terapeuta ocupacional; e um assistente técnico.Seminário de Enfermagem em Peniche
Este centro hospitalar organizou, a 25 de novembro e juntamente com o Instituto Politécnico de Leiria, o 1º Seminário de Enfermagem, subordinado ao tema “Melhoria da Qualidade dos Cuidados”, no auditório da Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar, em Peniche. Dirigido aos enfermeiros do CHO, dos ACES Oeste Norte e Oeste Sul e ainda a alunos do IPL, contou com a apresentação de projetos de acordo com metodologias de melhoria da qualidade, num total de 13 comunicações orais e 14 pósteres, em formato de projeção, o que resultou na partilha de 27 projetos de melhoria.
As temáticas abordadas passaram pela intervenção da equipa de enfermagem na pessoa com doença crónica (sono e diabetes); Academias da Mobilidade; Melhoria da qualidade nas Unidades de Cirurgia de Ambulatório; Delirium na Pessoa Idosa, entre outras. De acordo com o centro hospitalar, este foi um “momento marcante para a instituição, assim como importante um espaço de comunicação de experiências entre profissionais separados fisicamente e distribuídos pelas três unidades hospitalares do CHO”. ■ -
Pak Delícias serve comida indiana e paquistanesa no Bairro da Ponte
Pak Delícias está localizado no n.º 1 da Rua Manuel Mafra e está aberto todos os dias, das 10h00 às 24h00
Pak Delícias abriu a 23 de junho no n.º 1 da Rua Manuel Mafra, Caldas da Rainha. O restaurante vende comida indiana e paquistanesa e fast-food, para comer no local ou para levar.
Pak é a abreviatura de Pakistan, palavra inglesa que significa paquistanês/paquistanesa. Afinal, essa é a nacionalidade de Zeeshan Latif, de 37 anos, que gere o restaurante ao lado da esposa, Anjum Saiyed, de 24 anos, de origem indiana, que vieram de Moçambique e chegaram a Portugal há seis meses.
“Em Moçambique, tínhamos uma loja de eletrodomésticos, mas até casar ajudava os meus pais no seu restaurante, então preferimos estabelecer aqui um também”, explicou Anjum Saiyed, que sabe falar inglês, português, hindi e urdu.
Entre os pratos servidos estão aqueles de comida tradicional indiana, que é “idêntica à paquistanesa”, como: biryani de frango e de camarão, karahi de frango, korma, jalfrezi e kebabs, aos quais se juntam os hambúrgueres, pizzas e wraps que são confecionados no local pelo casal, continuou.O restaurante tem 12 lugares A par dos almoços e jantares, o restaurante também serve pequenos-almoços e lanches, como tostas, sandes e croissants, e há ainda a possibilidade de provar pão indiano – naan – e tortilha de farinha integral. “Ainda vamos adicionar mais pratos”, anunciou.
O casal elegeu as Caldas para viver por estar próxima da praia e por ser uma “cidade pouco agitada, mas com uma população que é suficiente para alimentar um negócio”. E, depois de 10 dias em Portugal, foi esta a sua escolha.
No Bairro da Ponte viram uma oportunidade de negócio, desejando dar a conhecer a sua “comida típica”, mas fazendo uma aproximação à população local ao acrescentar à ementa pratos globalizados, “para que as pessoas daqui consigam encontrar tudo no mesmo lugar”.
“A comida indiana é conhecida por ser picante, mas a nossa não é muito. E se o cliente preferir comida sem picante, também fazemos”, contou ainda Anjum Saiyed.
E foi “muito fácil” a adaptação ao local, no que toca, por exemplo, à entrada da filha mais velha, de cinco anos, no jardim de infância.
O estabelecimento está aberto todos os dias, das 10h00 às 24h00. Porém, está sujeito a alteração futura, prevendo a gerente que passe a funcionar das 11h00 às 15h00 e das 18h00 às 24h00.
Os preços dos pratos variam entre os 6 e os 12 euros. O restaurante tem parceria com a Uber Eats e a Glovo e recebe encomendas por Whatsapp, estando também no Facebook. ■Faça em casa
Biryani de frango para três pessoas
Ingredientes: 3 c. sopa óleo, 1 cebola média, 2 tomates médios, 1 c. sopa massa de alho, 1/2 c. chá açafrão, 1/2 c. chá sementes de coentro, 1/2 c. chá cominhos em pó, 1 folha louro, 3 cravos da Índia, 1 pau de canela, 1/2 c.chá garam masala em pó, 500g pedaços de frango, 3 c. sopa iogurte, 2 chávenas arroz basmati
- Preparar
Numa frigideira, refugar a cebola e a massa de alho. Adicionar louro, cravos da Índia e canela, e depois o frango, açafrão, sementes de coentro, cominhos e garam masala em pó e misturar - Adicionar no refugado
Acrescentar tomate picado, tapar a frigideira e deixar em lume brando. Adicionar iogurte e sal quando o tomate estiver em polpa. Cozinhar por mais 20 min - Preparar o arroz
Numa panela grande, colocar água, sal e 1 c. sopa óleo, deixar ferver. Adicione depois o arroz e deixe cozer por 7 min. De seguida, escorra. Passe metade do arroz para uma travessa - Finalizar
Por cima da metade que ficou na panela, deposite o preparado de frango, e de seguida o arroz retirado, com coentros. Deixar cozinhar por mais 10 min. Servir, podendo acompanhar com raita e/ou paparis
- Preparar
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Chef Ricardo Raimundo projeta produtos regionais na pastelaria
Chef Ricardo Raimundo cria produtos de alta pastelaria usando produtos locais. Destaque para a Maçã de Alcobaça
Ricardo Raimundo nasceu nas Caldas, vivendo, desde criança, na Benedita, onde tem a sua cozinha, é formador na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar e participa em projetos para criação e desenvolvimento de novos produtos em parceria com empresas nacionais e internacionais.
Apesar das aventuras profissionais além-fronteiras, na Suíça, Brasil, Espanha, Inglaterra, Noruega e, recentemente, na Tailândia, onde trabalhou na cozinha do Gaggan Anand, contemplado na lista dos “The World’s 50 Best Restaurants”, considera-se um “filho do Oeste”.
Por isso, está de volta a casa, com marca registada em 2017, “Atelier do Chef Ricardo”, descrevendo-se como um “divulgador incansável da gastronomia desta região e das diferentes variedades de maçã”.
Nesse âmbito, desenvolve atualmente um projeto, “A Maçã do Pomar ao Prato”, onde “estão a ser estudadas as diferentes variedades e possíveis utilizações gastronómicas”, desde as mais doces às mais salgadas, da maçã de Alcobaça, explicou à Gazeta.
O chef que, em 2015, ficou em 2.º lugar no concurso Chefe Cozinheiro do Ano, colabora com a marca Copa, da empresa Frubaça, criando produtos de “alta pastelaria”.
Com base nas maçãs desta empresa, elabora dois bolos: a Tarte de Queijo e Maçã (2023) e a Tarte de Maçã (2019), disponíveis para venda nas lojas da Copa.
Relativamente ao primeiro, a ideia consistiu em conjugar “a tarte de queijo basca, que é mais caramelizada por fora e mais cremosa por dentro”, com 40% a 50% de queijo (da Queijaria Flor do Vale e dos Açores), com a maçã de Alcobaça.
“Uma das minhas prioridades é introduzir mais fruta nas sobremesas e usar também o seu açúcar como doce”, contou, acrescentando que os processos de produção são artesanais e que conta com a ajuda de dois assistentes.
Porém, Ricardo Raimundo também se confessa apaixonado pela cozinha, pelo que outro dos seus projetos é a confeção de caterings para eventos corporativos ou de particulares, numa Piaggio equipada com um forno a lenha, conceito que conheceu em Itália. Já cozinhou num pomar, para 20 a 30 pessoas, e no Museu do Vinho, em Alcobaça.
O chef também realiza showcookings, sendo frequentemente convidado pelo município de Alcobaça.
Até ao final do ano abrirá em Lisboa uma loja para vender as suas sobremesas, e onde continuará a representar a maçã de Alcobaça, bem como produtos de outros chefs pasteleiros da região, como do Forno do Beco, fazendo uma “montra do Oeste”. ■ -
Agrupamento do Cadaval distinguido por boas práticas
O Agrupamento de Escolas do Cadaval (AEC) foi distinguido com o Selo Escola Saudável 2023/25. Esta distinção confirma que o agrupamento promove e procura “estar comprometido com a saúde e o bem-estar de toda a comunidade educativa e que, mesmo nas dificuldades, ambiciona que todas e todos sejam mais saudáveis, se sintam mais integrados(as) e disponham dos melhores e mais adequados meios para serem felizes nos estabelecimentos escolares e no dia-a-dia”. Já o Selo Escola sem Bullying I Escola sem Violência confirma o empenho do AEC no planeamento e dinamização de ações que visam a prevenção e o combate à violência, em particular ao bullying e ao ciberbullying. A cerimónia, que decorreu no auditório da Escola Superior de Tecnologia do Barreiro, contou com a presença de Andreia Quintais, psicóloga do Serviço de Psicologia e Orientação e dos alunos Diana Leandro, Diogo Libório e Martim Calisto.
Tratando-se de matérias que exigem um esforço permanente, a atribuição destes selos deve “comprometer ainda mais a comunidade educativa na implementação de práticas quotidianas de promoção da saúde e do bem-estar, pautadas pelos princípios da não violência, da inclusão e da não discriminação”, refere a autarquia cadavalense em nota de imprensa. ■ -
Aumento e diferenciação do Serviço de Urologia destacado em workshop
Encontro juntou mais de uma centena de profissionais, que abordaram diversas temáticas relacionadas com a especialidade médica
O Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), que se encontra sediado na Unidade de Torres Vedras, aumentou a sua atividade assistencial. No que respeita às cirurgias, no ano de 2019, até setembro, foram realizadas 93, ao passo que no período homólogo de 2023 foram realizadas 547. Ao nível das consultas, no mesmo período em 2019 foram realizadas 1.781, comparativamente às 5.893 consultas (+ 4.112) realizadas até ao final de setembro de 2023. Também nos internamentos se verificou um aumento, de 83 em setembro de 2019 para 221 em setembro de 2023, informou a presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Baião, durante o II workshop de Urologia deste centro hospitalar.
Subordinado ao tema “Patologias da Próstata”, o encontro decorreu a 27 de outubro e juntou mais de uma centena de profissionais de saúde no auditório da ACIRO, em Torres Vedras.
Elsa Baião destacou ainda a importância da existência do Serviço de Urologia no CHO, que tem permitido que “um menor número de utentes se desloque aos hospitais centrais, podendo ser atendidos mais próximo das suas residências”.
O encontro procurou “abordar um tema transversal a várias especialidades e com grande impacto na assistência dos utentes do SNS da área de influência do CHO, reunindo profissionais da carreira hospitalar e da medicina geral e familiar”, concretiza em nota de imprensa. ■ -
The Green Room, em São Martinho, oferece experiência de fine dining
O restaurante do hotel Storytellers Palace inaugurou em abril e tem inspiração no entretenimento
The Green Room é o restaurante aberto durante todo o ano do hotel Storytellers Palace, situado na avenida marginal de São Martinho do Porto. O hotel abriu no dia 1 de abril deste ano, depois de ter passado por obras gerais de remodelação no valor de cerca de um milhão de euros.
O fine dining e salão de chá deve o seu nome ao facto de, originalmente, e ainda atualmente, na decoração do espaço abundarem os tons verdes. The Green Room é ainda um termo internacional da área do espetáculo utilizado para designar um espaço de confraternização, como existia nos teatros, e que também está presente em programas de televisão, como o Festival da Canção. “Como o conceito do hotel é o storytelling, achámos interessante a ligação que o espaço permitiu à área do entretenimento”, explicou Alexandre Soares, CEO do hotel e chef executivo. A ligação à área da literatura e do espetáculo, devido ao facto de Alexandre Soares deter igualmente uma produtora audiovisual, Netbee, é, de resto, uma característica transversal ao espaço, em que os 11 quartos foram batizados com o nome de um escritor.
O restaurante está aberto durante todo o ano, não sendo exclusivo a hóspedes, e serve almoços e jantares.
Do menu faz parte um prato com uma Estrela Michelin, o Vitelo tonnata, entre outras iguarias preparadas pela equipa de seis liderada por Marco Areias. Além do responsável pela criação de conteúdos do canal 24Kitchen, a equipa tem um sous chef do Dubai especialista em gastronomia oriental e uma chef pasteleira que estudou nas Caldas. Há ainda opções vegetarianas e sushi e sashimi. O menu completo pode ser encontrado no site “The Fork”. “Escolhemos produtos endógenos e utilizamos apenas produtos frescos. Tudo é feito na hora”, explicou Marco Areias.
Os preços das entradas variam entre 12 e 19 euros, para os pratos principais vão de 25 a 35 euros, e para as sobremesas de 7 a 10 euros.
No The Green Room realizam-se eventos, como o jantar de Wine Pairing com Rui Cunha, eleito o enólogo do ano 2022, que se realizou ontem, dia 8 de novembro. Também está agendada noite de passagem de ano com jantar, música ao vivo, DJs e ceia.
No hotel de cinco estrelas, o segundo em que o grupo da produtora investiu (o primeiro foi o Storytellers Villas, em Sintra), há ainda o “Gatsby Bar”, aberto do final do outono até ao início do verão, que também serve refeições, e outro restaurante, “Golden Terrace”, que serve pratos onde predomina o marisco, funcionando durante a primavera até à época das intempéries. ■O bacalhau à lagareiro é um pratos do The Green Room Faça em casa: Bife à cortador
Ingredientes:
Bife do lombo, azeite virgem, alho, vinagre de maçã, batatas, couve lombarda, cenoura, abóbora, ervilhas quebradas e couve-flor rosa
1. Preparar a carne
Selar o bife na grelha. De seguida, reservá-lo no forno a 75-90 graus para transpirar e deitar os sucos da carne
2. Fazer o molho
Com os sucos do bife, numa frigideira, aquecer o azeite, o alho laminado, vinagre de maçã e fazer a redução, ou seja, cozinhar até o molho ficar espesso
3. Retirar o bife do forno
Retirar o bife do forno. O bife deve ser selado, ou seja, mal passado
4. Empratar e degustar
Servir com batatas flambeadas, couve lombarda, creme de cenoura, creme de abóbora, ervilhas quebradas e couve-flor rosa
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Unidade de Internamento Psiquiátrico do Hospital de Peniche continua por abrir
Obras foram concluídas no início do ano
“A Unidade de Internamento Psiquiátrico do Hospital de Peniche continua à espera de autorização da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para começar a funcionar, apesar das obras de adaptação do edifício para acolher o novo serviço estarem concluídas desde o início do ano. Sem entrar em mais pormenores para justificar este atraso, o Centro Hospitalar do Oeste (CHOeste) apenas esclarece que aguarda “que se ultimem os procedimentos necessários para o início de funcionamento”.
O que estará em causa é o atraso, pelo Ministério da Saúde, na contratação de profissionais para as três unidades que vão abrir no país, onde se inclui o CHOeste, com financiamento do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), avançou o Jornal de Notícias. Na altura em que o investimento oestino foi anunciado pelo Ministério da Saúde, foi assumido que esta valência médica na nossa região entraria em funcionamento na cidade piscatória ainda em 2022. O contrato foi assinado na ocasião por Elsa Baião, presidente do conselho de administração do CHOeste, e Victor Herdeiro, presidente da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). Dotada de 15 camas para adultos, esta unidade penichense poderá vir mais tarde a expandir-se para 25 camas.
As obras da Unidade de Internamento Psiquiátrico do Hospital S. Pedro Gonçalves Telmo de Peniche foram orçadas em cerca de 690 mil euros (mais IVA). Este serviço consta do Plano Nacional de Saúde Mental e pretende reduzir os internamentos agudos nos hospitais psiquiátricos. Neste caso pretende que os doentes da região sejam aqui tratados, ao invés de serem transferidos para unidades hospitalares em Lisboa. Pretende-se desta forma “garantir que o internamento ocorre em unidades próximas dos locais de residência dos doentes, acabando com as assimetrias regionais” e que “o doente recebe os cuidados de psiquiatria no hospital geral da sua área, onde já recebe os cuidados das outras áreas da saúde, evitando a separação entre cuidados físicos e cuidados psiquiátricos”, segundo a ACSS.
Cada equipa das novas unidades vai contar com sete a oito profissionais, entre psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, terapeutas, assistentes e técnicos. A concretização das medidas relativas à Saúde Mental visa garantir que a assistência em internamento psiquiátrico seja realizada em unidades situadas em hospitais gerais, e não em hospitais psiquiátricos, os quais não dispõem das valências médicas e de diagnóstico existentes nos hospitais gerais.
A nova Lei de Saúde Mental que entrou em vigor em Agosto veio substituir uma legislação com mais de duas décadas, focando-se agora o diploma legal na garantia de mais direitos aos cidadãos com necessidades de cuidados de saúde mental. O Governo pretende concluir a reforma da saúde mental até 2026, orçamentada em 88 milhões de euros financiados pelo PRR. Estão previstas 40 equipas comunitárias para fazer chegar cuidados de saúde mental junto dos doentes em todo o país até 2025, distribuídas pelas diferentes administrações regionais de saúde. No caso do Oeste, a responsabilidade da gestão deste processo ainda pertence à ARSLVT, que com a entrada das novas Unidades Local de Saúde (entre as quais a USL Oeste), no início do próximo ano será extinta. ■ -
Instabilidade do SNS quadruplica viagens aos Bombeiros
Além do aumento de 10% nas ocorrências, os bombeiros das Caldas viram quadruplicar a distância percorrida este ano por cada ambulância devido ao encerramento de valências do hospital caldense
O ano de 2023 está a ser um ano difícil para os Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha. O dispositivo de incêndios foi especialmente complicado no concelho, mas o principal problema é causado pela instabilidade do Sistema Nacional de Saúde, cujos constrangimentos hospitalares já levaram a que a distância percorrida pelas ambulâncias da corporação caldense tenha quadruplicado em relação ao ano passado.
“A questão da emergência pré-hospitalar tem aumentado bastante. Estamos com uma média de 17 emergências diárias”, refere Nelson Cruz, comandante dos Bombeiros das Caldas da Rainha. Este aumento do número de ocorrências pré-hospitalares vem numa altura de constrangimentos no hospital das Caldas da Rainha, mas não só, o que levanta outros problemas. “Por cada serviço, as ambulâncias demoram mais tempo, devido às distâncias, e naturalmente que isso implica ter mais ambulâncias e mais bombeiros ao serviço”, acrescentou.
Este problema é pior “quando vamos para hospitais distantes. Há aqui um duplo trabalho, porque se deixamos um utente por exemplo em Lisboa, quando tem alta é preciso ir buscá-lo, aumentando a distância e o tempo não só a parte emergência, mas também no transporte de doentes não urgentes”.
“As nossas sete ambulâncias estavam a percorrer cerca de 10.000 a 11.000 Km por ano e, neste momento, estão a fazer cerca de 40.000 km. Há quase um quadriplicar de quilómetros, o que se reflete também no desgaste de material”, refere Nelson Cruz.
“Todos os dias transportamos entre 80 a 100 pessoas para os hospitais para diversos pontos do país, o que também é uma logística enorme e para a qual temos diariamente que ter 20 a 25 bombeiros envolvidos, só nesta área do transporte de doentes. Depois temos sempre entre 10 a 12 bombeiros no pré-hospitalar. E isto é o fixo. Há sempre cerca de 50 bombeiros diariamente ao serviço, ou seja, quase metade da corporação”, diz o comandante. “E não me parece que o futuro seja melhor, até porque esta questão do Serviço Nacional de Saúde vai demorar bastante para ser resolvida”, adverte.
O dispositivo de incêndios florestais também se revelou um desafio para os soldados da paz caldenses, num ano atípico. “Por norma, atuamos mais fora do nosso concelho e este ano foi o contrário”, refere Nelson Cruz.
Os bombeiros caldenses foram chamados para 135 ignições, apenas mais 12 do que no ano anterior, mas em condições mais difíceis. “Enquanto o ano passado tivemos um grande incêndio, este ano tivemos momentos de ter até quatro incêndios em simultâneo, dentro do nosso concelho, a arder com intensidade”, num ano marcado por uma seca extrema e temperaturas elevadas, aponta.
Mesmo assim, a resposta dada foi cabal. “Houve um trabalho bastante efetivo, quer por parte do corpo de bombeiros das Caldas, quer de todos os bombeiros de outros concelhos que nos vieram apoiar. Conseguimos reduzir a área ardida a 22 hectares, sem ferimentos de maior a registar, conseguimos proteger as habitações e os bens das pessoas, o que para nós é o fundamental”, refere Nelson Cruz.
Fora do concelho, os bombeiros caldenses responderam a 53 solicitações. No total, foram 188 ocorrências em incêndios florestais, que levaram a corporação a percorrer 14.300 km, dos quais 10.580 dentro do próprio concelho.
No total, até fim de outubro, a frota dos soldados da paz caldenses já tinha percorrido 634 mil km este ano – o equivalente a cerca de 50 voltas ao planeta – para responder a 9.945 ocorrências, mais 1100 do que na mesma altura do ano passado.
Marcante neste ano foi também o incêndio nos Pavilhões do Parque. “Saímos logo com uma primeira intervenção, muito musculada, e solicitamos logo meios de reforço dos concelhos vizinhos”, o que evitou que os estragos no edificado fossem mais graves.
Este foi apenas um dos 51 incêndios urbanos ou industriais que a corporação já respondeu este ano. Este tipo de incêndio tem, por norma, um maior pico a partir desta fase do ano.
Os bombeiros também responderam a 156 acidentes de viação, dos quais 33 com vítimas encarceradas.
O nível de exigência do trabalho dos bombeiros já levou a tomar a decisão de ampliar o âmbito da equipa permanente de força operacional, comparticipada pela Câmara das Caldas. Estava a fazer serviço de segunda a sexta e vai passar a fazê-lo ao sábado e domingo para reforçar as equipas de serviço.
“Fazemo-lo porque temos o objetivo de responder a todos os pedidos que nos solicitam. Fazemos tudo o que está ao nosso alcance para que nenhum fique sem resposta. Quando isso acontece é sempre porque não há mesmo mais meios disponíveis”, diz Nelson Cruz.
Essa capacidade de resposta é “mérito de todos os profissionais e de todos os bombeiros voluntários que reforçam o serviço e que são garante de que a população tem ao seu dispor sempre um corpo de bombeiros amigo e capaz de dar essa ajuda”, completa.
“Como Comandante, só posso estar feliz e orgulhoso das pessoas que tenho sob o meu comando, pelo trabalho excelente que desempenham”, sublinha Nelson Cruz.
Nelson Cruz lamenta, por tudo isto, a falta de apoio do Governo aos bombeiros voluntários. “Nós somos associações humanitárias de Bombeiros e o Estado Central quer investir em forças que tenha debaixo da sua hierarquia direta”, observou o comandante dos bombeiros caldenses.
Nelson Cruz levanta a questão da viabilidade de ter bombeiros municipais, ressaltando as diferenças entre o apoio financeiro oferecido pelas autarquias e o custo de manter uma estrutura completa de bombeiros voluntários.
“Uma coisa é a Câmara Municipal dar um subsídio e ajudar na compra de um veículo, por exemplo. Outra coisa é uma câmara municipal pagar salário a 40 ou 50 bombeiros, manter a estrutura, manter as oficinas dos veículos, manter tudo isso que esta instituição tem, com um orçamento de cerca de 2 milhões de euros”, enfatizou.
O comandante sublinha o valor do trabalho voluntário prestado pelos bombeiros e a necessidade de reconhecimento desse esforço. “Há aqui um conjunto de verba que é angariada pelo próprio trabalho da instituição e, se quisermos ver só em horas de trabalho dos bombeiros voluntários, estamos a falar de 30.000 horas de trabalho voluntário no qual o Estado não gasta um euro”, acrescentou.
Tratando-se de um serviço público, para o qual não existe alternativa no concelho caldense, e em muitos outros, Nelson Cruz lamenta que o Governo “não tenha um plano de equipamentos para os bombeiros, ou porque é que os bombeiros têm que fazer peditórios na rua e andar a pedir às juntas de freguesia e à Câmara”.
O “esquecimento” do Governo é bem díspar do reconhecimento da população. “É algo que sentimos e nos gratifica muito, sentirmos este cordão humano da população em torno dos bombeiros”, compartilhou. Um apoio que os bombeiros sentem no cortejo de oferendas e que vai muito além do apoio financeiro. “Há aqui de facto algo mais forte do que o próprio valor monetário, que é quando se pergunta à população de qual é a entidade que mais gostam e a maioria das pessoas diz que é dos bombeiros”, acrescentou.
“Mas não deixamos de registar que, se assim não fosse, se a população não gostasse dos bombeiros, e o município e as juntas de Freguesia não reconhecessem o grande trabalho que esta instituição e que estas mulheres e estes homens fazem, não seria possível manter os bombeiros voluntários”, concluiu. ■ -
Forno da Maria apresenta opções doces, mas saudáveis e naturais
O projeto que nasceu para partilhar receitas saudáveis já vende a todo o gás, muitos doces e alguns salgados
Maria Capinha tem 21 anos e começou, há três, o projeto Forno da Maria, dedicado à confeção e venda, por encomenda, de comida saudável. O gosto pela cozinha corre-lhe nas veias, não fosse filha dos donos do restaurante Forno do Avô, no Bombarral, onde a magia na cozinha acontece diariamente.
Mas tudo começou apenas com uma página nas redes sociais, onde a jovem residente nas Caldas ia partilhando receitas de pequenos-almoços, almoços ou lanches, que foi aprendendo durante a pandemia.
“Sempre fui muito gulosa, e, na altura [estava no 11.º ano em Ciências e Tecnologias, na Escola Rafael Bordalo Pinheiro], como queria ir para Nutrição, também queria comer mais saudável”, começou por explicar. Decidiu, pois, iniciar, de forma autodidata, uma pesquisa que lhe permitiu concluir que não precisava de deixar de comer, pois havia opções igualmente saborosas, mas mais saudáveis.
Os pedidos de encomendas começaram a surgir, e Maria passou, então, ao próximo passo: vender as receitas que entretanto já vinha aprimorando, através do curso técnico de Alimentação Saudável, do Instituto Politécnico de Leiria, que concluiu o ano letivo passado, e das formações e workshops.As tartes de manteiga de amendoim e cacau fazem sucesso Atualmente a frequentar o curso completo de cozinha saudável ministrado por Sofia Paixão, dedica-se ao seu projeto e ao trabalho no restaurante dos pais, onde confeciona as sobremesas (as tradicionais e as saudáveis). O seu leque de receitas já abarca a “vertente 100% vegetal, sem glúten e 100% adoçado só com fruta”, explicou. Os doces são os reis, mas também há salgados, como quiches ou tostas de abacate. E há duas opções possíveis no que toca às sobremesas: bolos adoçados apenas com fruta (fresca ou seca, como tâmaras), ou bolos “tradicionais”, com recurso a açúcar mascavado, mas “100% vegetais”, para quem é alérgico ao ovo ou à proteína do leite, que têm uma procura crescente.
A sobremesa mais popular é a tarte de manteiga de amendoim e cacau, mas há também brownies de batata doce adoçados apenas com fruta, bolinhos de chia, ou ainda brigadeiros do estilo das bolinhas energéticas e panquecas, que saem muito para festas de aniversário. “Nesta fase, tenho feito diariamente um bolo de aniversário para as crianças levarem para a escola, que hoje em dia têm uma maior preocupação com os açúcares, óleos, farinhas, e por isso sou procurada”.
As tartes individuais custam três euros, as grandes 25 euros, e os bolos vendidos a 18 euros o quilo. As entregas são gratuitas nas Caldas e no restaurante Forno do Avô. ■Faça em casa
Bolo de Pera saudável, saboroso e criativo
Ingredientes: 1 Pera, 2 Ovos, 30 g de Flocos de Aveia, Especiarias a gosto (autora usou canela e erva doce), 1 colher de café de fermento em pó. Na foto, recheio de iogurte de soja do Mercadona, framboesas, mirtilos, morangos e nozes pecan
1.Triturar
Triturar todos os ingredientes na liquidificadora
2. Untar
Untar uma forma (ou formas de queque) com azeite
3. Levar ao forno
Verter a massa e levar ao forno 20 min a 180 graus
4. Empratar e degustar
Servir quentinho com os toppings a gosto. Sugestões: Iogurte, Manteiga de Frutos Secos, Fruta Fresca, Compota caseira
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Abriu nas Caldas a PrimePhysio, uma nova clínica de fisioterapia
Clínica está apetrechada para trabalhar com atletas de alto rendimento, mas não só
No passado dia 5 de outubro surgiu nas Caldas da Rainha uma nova clínica de fisioterapia, a PrimePhysio – Therapy & Performance, que assenta na experiência do fisioterapeuta e atleta André Pinto e é direcionada ao bem-estar dos atletas de alto rendimento, mas também aos atletas da vida quotidiana.
“A ideia surgiu da minha experiência e do gosto que fui adquirindo pela fisioterapia, e pelo percurso profissional que tive, sempre especializado para a parte desportiva, para a parte traumatológica e ortopédica”, conta André Pinto.
O fisioterapeuta tem no seu currículo passagens pelo Montepio e, depois, no Balance Club, onde foi desafiado a desenvolver uma clínica. “Foi uma boa experiência, que me deu ferramentas para trabalhar sozinho”, conta.
Nesta fase da sua vida, “fazia sentido ter um projeto dedicado e focado na saúde e na parte médica, e não tanto no fitness e no exercício físico, que também faz sentido para as Caldas, assim como outros projetos que existem”, realça.
Às valências de fisioterapia e osteopatia, em que André Pinto é especialista, juntam-se outras, como a nutrição, psicologia, treino e exercício clínico, pilates clínico e individual, performance desportiva e saúde e bem-estar, nomeadamente através de massagem desportiva, massagem de relaxamento. Dentro da medicina, além da vertente desportiva, mais tarde a PrimePhysio terá consulta de diabetes, de obesidade, acompanhamento a doentes cardíacos, consulta de medicina estética e de cessação tabágica.
O espaço, localizado na Rua Arminda Alves, 1B, Fração H, junto à entrada da Escola Básica D. João II, é composto por diversas salas, que permitem o desenvolvimento das várias áreas de forma personalizada, incidindo numa proposta que visa, sobretudo, a qualidade, aponta André Pinto.
“Todos os espaços estão equipados com alguns equipamentos que são inovadores, o que é uma das nossas políticas, tentar inovar e acrescentar qualidade aos nossos tratamentos, com soluções que, algumas delas, não existiam ainda nas Caldas”, sublinha André Pinto.
“O nosso objetivo é que a pessoa que chega cá, seja tratada o mais rapidamente e da melhor forma possível, é nisso que se tem que diferenciar a parte privada da parte pública”, acrescenta.
Além dos gabinetes, há uma sala de treino devidamente equipa. “A parte que também nos diferencia é a do desporto da reabilitação. Sou muito apologista de que o movimento tem que estar completamente aliado à reabilitação e acho que, se uma pessoa tiver mobilidade e fizer exercício, a probabilidade de ter alguma lesão, ou alguma queixa, é muito reduzida”, aponta.
Como atleta que também é, André Pinto aposta particularmente nos desportistas e, com a sua clínica, traz a possibilidade de trabalhar análise de valores como o lactato, o VO2 máximo, a força máxima, a potência, ou a velocidade, “algo que não existia nas Caldas da Rainha” e que ajuda os atletas a saberem onde estão, para onde podem ir, e como.
Pelo apetrechamento e pela experiência de André Pinto, a PrimePhysio tem uma vertente de acompanhamento aos desportistas de alto rendimento, mas o fisioterapeuta sublinha que o espaço é acessível a todo o público. ■ -
Requinte Brasil serve gastronomia brasileira e portuguesa
O restaurante fica situado no n.º 4 da Rua da Estação, nas Caldas, e funciona todos os dias exceto à terça-feira
Os sabores do Brasil estão no n.º 4 R/C D da Rua da Estação, Caldas da Rainha. Requinte Brasil é o nome do restaurante que abriu a 19 de julho, onde a aposta é na gastronomia brasileira, mas também portuguesa.
Vaca tonada, carne de Sol, alcatra, picanha tropical, tábua mista, mas também os célebres pratos tradicionais portugueses, como o bitoque, a alheira e a grelhada mista, são algumas das iguarias que o espaço confeciona, a par dos petiscos, como os torresmos, a mandioca, a calabresa, as moelas e o choco frito, que também são servidos entre refeições. Sábado é o dia da feijoada.
O restaurante é detido por três sócios, Jonathan Guimarães, que é o gerente, sendo natural do estado de Goiás, a esposa, Flávia Ferreira, que assegura a cozinha e que é baiana, e Dhyarley Silva, um amigo de longa data que também apoia na confeção. A eles junta-se a mãe de Jonathan, por isso, para já, não há projetos para aumentar o pessoal.
O gerente vive há sete anos em Portugal, e a sua experiência é na área da administração, sendo este o seu primeiro restaurante.
“Trabalhei alguns anos fora de Portugal, e a minha esposa trabalhou já um bom tempo em restauração. Este restaurante [Restaurante da Simone] era de uma amiga nossa, que teve o desejo de o vender, e nós de o comprar. Quisemos trazer para as Caldas da Rainha um pouco da gastronomia brasileira, mas também atender bem o público português”, afirmou Jonathan Guimarães.Um dos pratos que é servido no restaurante: Costela assada de vaca no forno O restaurante tem tido “movimento”, com destaque para os almoços e para as “sextas, sábados e domingos”, recebendo pessoas “um pouco de todas as nacionalidades”, sendo o “público maior” o português e brasileiro.
O restaurante está aberto todos os dias exceto à terça. Às segundas, funciona das 10h00 às 15h00, de quarta a sexta é das 10h00 às 00h00, ao sábado das 10h00 às 02h00 e ao domingo das 10h00 às 23h00.
O restaurante serve também cafés, bebidas e alguns produtos de pastelaria, das 10h00 às 12h00, apesar de Jonathan Guimarães afirmar que “não invisto muito na parte da padaria”. Os almoços são das 12h00 às 15h00. Já das 15h00 às 19h00 serve petiscos, e das 19h00 às 22h00 é a hora do jantar. Apesar da cozinha fechar àquela hora, as pessoas podem aproveitar a esplanada ou as mesas no interior para ficarem a confraternizar até à hora do fecho.
Os preços variam entre os sete e os 12 euros, num restaurante que se pretende “requintado” e onde os sabores do Brasil “em geral” são reis.
Há serviço de entrega por Uber Eats e Glovo. ■Faça em casa
Feijoada brasileira à moda do Requinte Brasil
Ingredientes: Feijão preto, carne de porco (como carne-seca, costelinha, linguiça), cebola, alho, folhas de louro e temperos a gosto
1. Preparação do feijão
Deixe o feijão preto de molho em água por algumas horas ou durante a noite. Cozinhe-o até ficar macio, mas não a desfazer-se
2. Preparação das carnes
Cozinhe separadamente as carnes de porco (carne-seca, costelinha) até ficarem macias. Frite a linguiça até dourar
3. Refogado Base e montagem da feijoada
Numa panela grande, refogue cebola e alho até dourarem. Adicione o feijão cozido à panela com o refogado. Acrescente as carnes. Coloque folhas de louro e tempere a gosto (pimenta-do-reino, cominhos, etc.)
4. Cozimento Lento e empratamento
Cozinhe em fogo baixo pelo menos 30 minutos para que os sabores se misturem. Sirva com arroz branco, couve refogada, laranja e farofa. Bom apetite!
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Empresários indianos uniram-se para abrir o Kebab Junction
Restaurante surge da aposta do responsável por uma loja de especiarias e do responsável por uma barbearia
Abriu nas Caldas da Rainha, no número 21 da Rua Heróis da Grande Guerra, já na zona que desce para a Rainha, um novo restaurante indiano.
Kebab Junction é o nome deste novo espaço que abriu recentemente e que resulta de uma aposta de dois empresários indianos que há três anos apostaram nas Caldas para abrirem os seus negócios e que eram… vizinhos.
Passemos a explicar. Ravender e Amritpal Singh são ambos indianos. Ravender reside em Portugal há sete anos e abriu nas Caldas uma mercearia em 2020. No mesmo ano, Amritpal, que veio para Portugal há cinco anos, abriu a sua barbearia, logo na porta do lado. A partir daí tornaram-se vizinhos.
Agora decidiram juntar-se para apostar num restaurante logo na porta a seguir aos seus negócios, uma ideia que lhes surgiu devido à necessidade. “Vamos muitas vezes, no final do trabalho comer qualquer coisa rápida, então pensámos que seria uma boa ideia”, referiram.
As burocracias necessárias para a abertura do espaço foram mais lentas do que gostariam e as obras, que demoraram cerca de seis meses, foram os próprios a realizar.O Kebab Junction localiza-se perto da Rainha “É tudo novo para nós, não era a nossa área de negócio e estamos a aprender”, contam os empresários à Gazeta das Caldas.
Em termos de decoração destaca-se a fachada do edifício, em madeira.
Nesta fase inicial, o restaurante Kebab Junction está a trabalhar com kebabs, pizzas, hamburgueres e saladas, mas pretendem, em dois meses, ter também opções em forno tandoori e a parte dos grelhados. O objetivo da dupla de empresários passa por explorar a gastronomia do seu país.
O espaço tem 18 lugares e a localização, numa das artérias mais movimentadas da cidade termal, “é uma grande vantagem”, notam. Ainda assim, “o forte do negócio é mesmo o serviço take-away”, asseguram. E aí as plataformas de distribuição de comida são fortes aliadas.
Nesta fase inicial têm sentido que os pedidos são, sensivelmente, metade de asiáticos e metade de portugueses. “Os portugueses gostam muito de kebabs”, notam.
Com a abertura deste novo estabelecimento comercial os empresários criaram dois novos postos de trabalho.
O Kebab Junction funciona todos os dias. De segunda a sexta-feira entre as 11h00 e as 22h30 e ao sábado das 11h00 às 23h30 (a pausa para almoço é entre as 15h30 e as 16h30). ■Faça em casa
Pizza Indiano Peri-peri à Kebab Junction
Base de pizza, 100g de paneer (queijo indiano que pode ser feito em casa), uma cebola roxa, um ou dois pimentos e piri-piri a gosto
1. Fazer a base Massa
Para começar temos que ter uma base de pizza. Ou compramos já feita ou fazemos com água, fermento, farinha, azeite e sal
2. Preparar Massa
O segredo está na massa e aí o amassar e o tempo são fundamentais.
3. Adicionar Ingredientes
Juntar a cebola e os pimentos cortados, bem como o paneer. Adicionar o piri-piri
4. Levar ao forno e servir
Levar ao forno pré-aquecido por quatro minutos e meio e servir.





















Ingredientes: pão brioche, hambúrguer de frango, 2 fatias de queijo cheddar, 2 fatias de bacon, calabresa, cebola caramelizada, pickles, ovo, alface, tomate, molho de alho


Biryani de frango para três pessoas









Feijoada brasileira à moda do Requinte Brasil

