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  • Festival da Codorniz do Landal decorre entre 1 e 4 de junho

    A 11ª edição do Festival do Festival da Codorniz do Landal decorre entre os dias 1 e 4 de junho.
    No primeiro dia, a abertura será às 16h30 com inauguração da obra e com a exibição da maior omelete de ovos de codorniz, uma tradição já do certame. Pelas 22h00 atua a banda Bico d’Obra.
    No segundo dia realiza-se a noite jovem. Também neste dia será avaliado e escolhido o melhor prato de codorniz, encerrando com atuação de Chaparral Band e DJ Gabi.
    Para sábado, 3 de junho, está prevista a realização do passeio de motorizadas, uma caminhada (em parceria com A-dos-Francos e Landal). Neste dia também haverá um torneio de futebol 11 de veteranos e, à noite, atuação dos Magestic, Sérgio Rossi e DJ Bitx Pleaze. Para o último dia há um passeio de BTT pela Rota da Codorniz, missa solene seguida de procissão, festival de acordeão e atuação de 4ªF Band e Rodrigo&Célia.
    As entradas no Festival da Codorniz são gratuitas. ■

  • Paulo Lemos é o diretor da próxima edição da Gazeta

    Antigo secretário de Estado, tem um vasto currículo na área ambiental

    Gazeta das Caldas assinala, na próxima edição, o Dia Mundial do Ambiente (5 de junho) e tem como diretor convidado o ex-secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos. Trata-se de uma edição especial, dedicada ao ambiente e sustentabilidade, onde pretendemos mostrar bons exemplos na região e contar com a opinião de especialistas na área.
    Esta é a quarta vez que a Gazeta das Caldas convida uma figura pública para assumir as funções de direção do jornal, depois das experiências bem sucedidas da jornalista Ana Sá Lopes (2022), do historiador João Serra (2021) e do juiz desembargador Carlos Querido (2020).
    Natural das Caldas da Rainha, Paulo Lemos exerce atualmente funções na comissão europeia. Anteriormente foi conselheiro técnico da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, de 2005 a 2011, responsável pelo acompanhamento dos dossiers ligados às alterações climáticas, qualidade do ar, responsabilidade ambiental, químicos, e organismo geneticamente modificados. Presidiu ao Grupo Ambiente do Conselho durante a Presidência portuguesa da União Europeia em 2007.
    Foi adjunto do Secretário de Estado Adjunto do Ministro do Ambiente em 2004, tendo também sido director do Centro de Emprego das Caldas da Rainha de 2002 a 2004, responsável pela Divisão sub-regional do Oeste da Direcção Regional de Ambiente e Ordenamento do Território de Lisboa e Vale do Tejo, de 1993 a 2002.
    Foi igualmente fundador e presidente do Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), de 1984 a 1986, vice-presidente da Associação Portuguesa para o Direito do Ambiente, de 1990 a 1992, entre outras funções. ■

     

  • Portugal 2030 – Uma oportunidade para ganharmos tempo?

    Sérgio Félix
    Gestor e formador

    Em 1915 Albert Einstein publicou a teoria geral da relatividade, que veio revolucionar a ciência, a compreensão do nosso mundo e universo como o conhecíamos até então. Desde aí obtivemos inúmeros avanços na ciência e na sociedade.
    Permitam-me assim iniciar, este primeiro artigo, com uma analogia simplificada ao conceito de tempo. Segundo Einstein, quanto mais rápido se move um objeto, mais lento passa o tempo para ele em relação a um observador parado, o tempo não é absoluto.
    Será assim o tempo, também relativo, para as empresas?
    De acordo com a Pordata, as micro e pequenas empresas caracterizam o tecido empresarial português e também a Região Oeste. Representam 95,9% do total de empresas. Estas são as que menos aplicam apoios públicos ao seu crescimento, privilegiando o seu desenvolvimento com recursos financeiros próprios ou recorrendo ao crédito, o que ainda as fragiliza mais.
    Neste sentido, se as empresas aproveitarem os apoios comunitários, do Portugal 2030, para aumentar a sua velocidade de transformação e adaptação aos seus desafios estratégicos de competitividade, poderão ganhar tempo em relação aos concorrentes que não utilizam estes mecanismos. As empresas podem assim antecipar tendências, responder às necessidades dos seus clientes, explorar novos mercados e oportunidades de negócio em menos tempo, e com ganhos bastante superiores.
    Como poderão as empresas do Oeste ganhar tempo, ou recuperá-lo? Deixo-vos 5 sugestões/desafios:
    Universidades, Institutos Politécnicos, Centros Tecnológicos, Escolas Profissionais, são essenciais a processos de I&D;
    Digitalização: continua a ser um conceito por desmistificar. Se, atualmente, já é uma premissa obrigatória as empresas digitalizarem os seus negócios ao máximo, nos próximos anos será uma prioridade, com o avanço, das soluções de inteligência artificial;
    Formação contínua nas empresas: a aprendizagem é por vezes deixada em segundo plano por falta de tempo, mas a sua não aquisição leva as organizações a baixos níveis de competitividade;
    Candidaturas a sistemas de incentivos;
    Aproximação às associações empresariais: saliento o apoio direto que a AIRO tem dado às empresas na Região Oeste. O associativismo faz sentido!
    A região Oeste é uma região virtuosa, temos atualmente empresas desde o sector primário à indústria, serviços e tecnologia de referência e relevância mundial. Empresas que têm ganho tempo face às suas concorrentes ao nível mundial.
    Para sermos mais competitivos precisamos de ser mais, a ganhar Tempo. ■

  • AIRO – Comunidade Energia da Rainha

    AIRO – Comunidade Energia da Rainha

    Filipe Mateus
    Inspetor/Professor Convidado do Ensino Superior/Formador

    A implementação de uma comunidade de energia de autoconsumo coletivo é um projeto inovador a nível nacional da iniciativa da AIRO- Associação Empresarial da Região do Oeste por ser a primeira solução dirigida na sua maioria a micro e pequenas empresas.
    Os custos de energia são hoje uma das principais preocupações das empresas com uma previsão de aumento anual escalável acima da capacidade de pagamento das empresas. Acresce as limitações já definidas pela União Europeia a apelar à diminuição do consumo prevendo-se possíveis “apagões” ou quebras de energia no inverno.
    Face ao problema energético mundial as micro e pequenas empresas nomeadamente aos comerciantes do centro cidade, no caso concreto das Caldas da Rainha, não têm soluções competitivas a nível energético nomeadamente porque em determinadas zonas dos centros históricos não é possível a colocação de painéis solares ou os telhados, pela sua dimensão ou orientação solar, não o permitem.
    A solução de criar uma comunidade de energia (a 1ª comunidade a ser a desenvolvida será em Caldas da Rainha) apoiada pelo município caldense, na cedência de terreno, por um período de 25 anos, permite que estes comerciantes venham a ter uma solução para a sua sustentabilidade energética e redução de custos, consoante o seu setor de atividade e horário de funcionamento.
    A cedência do terreno por parte do município caldense com cerca de 1 hectare, permitirá numa primeira fase montar uma instalação produtora de 1 MW/h (com uma produção estimada de 1 426 MWh no primeiro ano), e na segunda fase de um total de 4MWh (com uma produção estimada de 5 704 MWh). A instalação dos painéis fotovoltaicos vai permitir servir entre 100 a 120 microempresas na 1ª fase.
    A seleção dos primeiros aderentes será efetuada com base na ordem de inscrição na comunidade e envio de elementos, sem possibilidade de colocação de solução de autoconsumo ou limitações no telhado, micro e pequenas empresas de comercio, serviços e restauração.
    Além do apoio aos empresários e comerciantes a solução de autoconsumo designará ainda parte da sua solução para famílias carenciadas estando prevista cerca de 5% da energia ser atribuída às mesmas através de indicação do Município.
    As comunidades de energias e soluções de autoconsumo são uma das medidas que a AIRO vem a trabalhar no último triénio e que faz parte do seu plano estratégico de apoio aos empresários da Região Oeste. A entidade irá assumir a gestão destas comunidades garantindo os preços de mercado mais competitivos para as empresas e famílias com o apoio do município que permite desta forma o melhor preço de mercado aos aderentes com uma poupança mensal entre os 40 a 70% nas suas faturas de energia elétrica.
    A comunidade de Energia da Rainha será pioneira, não só na Região Oeste, mas a nível nacional, permitirá uma solução efetiva aos empresários, passar a ter um custo por KWH de cerca de 0,09 cêntimos da energia produzida na comunidade a par dos cerca de 0,14 a 0,19 cêntimos que pagam atualmente na sua fatura.
    É com expectativa que este projeto possa seguir o seu rumo, sem tropelias, nem entropias burocráticas das entidades públicas, e que os restantes municípios da Região do Oeste possam aderir a esta iniciativa em prole da economia oestina. ■

  • Tasca Bordallo, na Cidade Nova, reabriu com nova gestão

    Diárias e petiscos são marcas deste novo espaço, que abriu pelas mãos de Ana Flores e Sónia Fernandes

    A Tasca Bordallo, na Cidade Nova, nas Caldas, reabriu no início de abril, com uma nova gerência. Ana Flores e Sónia Fernandes, ambas formadas em Cozinha, associaram-se para apostar nesta localização.
    Na Tasca Bordallo a aposta é na cozinha tradicional portuguesa. Trabalham com um prato diário e à carta, mas também com os petiscos. O horário deste restaurante, aliás, é disso exemplificativo. É que abrem às 10h00 e encerram às 00h00, de terça-feira a sábado. Ao domingo fecha às 16h00. “Estamos abertos durante a tarde para os petiscos”, realça Ana Flores. A folga semanal é à segunda-feira.
    “Vamos trabalhar muito com produtos regionais”, disse a empresária, realçando a qualidade dos produtos existentes na região. O marisco da Lagoa de Óbidos é um exemplo.
    Diariamente, na Tasca Bordallo, é possível encontrar sopa de peixe e ao domingo o cozido. Em termos de petiscos, realçam-se as Provas no Alguidar, as Petingas à Tasca, a Tibornada de Polvo, a Salada de Orelha, as Iscas à Portuguesa ou o marisco.
    Nas sobremesas, todas caseiras, salientam que o doce da casa não é o que se costuma esperar. “É uma trouxa de ovos com laranja caramelizada”, contam.
    A decoração do restaurante privilegia a utilização da madeira, tanto a nível das mesas e cadeiras, como a nível de vários pormenores nesse material (como o balcão ou uma mesa feita com recurso a um barril de vinho) e mobiliário antigo.
    O objetivo é que a Tasca Bordallo seja um espaço tranquilo, acolhedor e familiar para os clientes. Este restaurante tem duas salas, a primeira, com 20 lugares, e a interior, com mais 25. Depois há 16 lugares na esplanada. “No futuro pretendemos também ter esplanada nas traseiras”, esclareceu. É que, nas traseiras do restaurante está mais um atrativo: um parque infantil, “que permite aos pais estarem no restaurante e a ver as crianças a brincar numa zona segura, sem carros”, frisa. Na sala interior, que servirá também para grupos (um mercado que pretendem trabalhar), salta à vista uma parede dedicada a prestar uma homenagem aos avós das sócias, com fotografias. “No futuro gostávamos de realizar jantares vínicos e temos abertura para receber aqui exposições”, explicaram as sócias (Ana, natural de Figueira Castelo Rodrigo e Sónia, do Bombarral).
    Fundada em 2016, a Tasca Bordallo localiza-se no número 13B da Rua Perth Amboy. ■

    Atualmente a tasca tem duas salas e uma esplanada

     

    Faça em casa

    Uma receita de Bacalhau à Tasca

    Ingredientes:

    500g de lombo de bacalhau, 100g de pimentos tricolor, 120g de tomate chucha do Oeste, 100g de navalhas, 100g de berbigão e 100g de amêijoa da Lagoa de Óbidos, dois camarões 10&20 black tiger, 180g de batatas às rodelaas, 120g de cebola, 50g de louro, 0,5l de vinho branco e azeite, sal, pimenta e coentros

     

    1 – Início
    Refogar

    Refoga-se a cebola, o alho e os pimentos em azeite, pingando com vinho branco. Depois da fervura adicionar o louro e o tomate.

     

    2 – Juntar
    Bacalhau e marisco

    Adicionar o bacalhau, temperar a gosto e deixar refogar. A meio do refogado, juntar o marisco ao natural,

     

    3 – Desligar o lume
    Retificar

    Dois minutos depois desliga-se o lume, tira-se a tampa e são colocados os coentros. Retifica-se o tempero.

     

    4 – Finalizar
    E servir

    Fritar as batatas às rodelas. Depois é só servir o bacalhau e marisco por cima das batatas.

  • Gratidão

    Gratidão

    Mercês Silva e Sousa
    Professora

    GRATIDÃO, do latim gratia, significa literalmente graça, ou gratus, agradável.
    São Tomás de Aquino, no “Tratado da Gratidão”, defende que a gratidão tem três níveis:
    1- Superficial: racional, de reconhecimento a alguém pela sua atitude;
    2- Intermédio: graças e louvor a quem lhe prestou algum benefício ou favor;
    3- Profundo: compromisso com quem lhe fez o favor ou a boa atitude, gerando um vínculo.
    O idioma português é o único, a nível mundial, que possibilita agradecer inserido no terceiro nível com um “obrigado”.
    Orgulho-me das minhas raízes caldenses por parte da minha mãe. Se não fossem os meus ancestrais eu não teria nascido! Gratidão!
    Assim:
    – José Francisco de Sousa (1835 a 1907), meu trisavô, foi um ceramista importante não só na cidade, mas também no reino, na corte, tendo produzido uma notável obra de faiança artística. Tem o seu nome eternizado na cidade, numa rua e no beco situado perpendicularmente à chamada Rua das Montras (Rua Almirante Cândido dos Reis), no centro da cidade, onde tinha a sua pequena fábrica cerâmica. Os azulejos da fachada do prédio com a placa toponímica do beco são da sua autoria. Algumas das suas obras encontram-se no Museu de Cerâmica das Caldas da Rainha.
    – José Augusto de Sousa (13-01-1869 a 30-07-1903), seu filho, meu bisavô, foi um pintor caldense que infelizmente teve uma curta vida; faleceu com 34 anos. Seus dois filhos tiveram de estudar na Casa Pia de Lisboa.
    – Eduardo Romualdo de Sousa (07-02-1892 a 25-01-1971), meu avô materno, seu filho mais velho, foi um homem exemplar para mim, gerente do então Banco Lisboa e Açores, em Lisboa, e também funcionário dos Correios, trabalhou intensamente para dar todas as boas condições à sua amada esposa e aos seus filhos; minha mãe foi a única filha e a mais nova!
    -José Vasco Alvim de Sousa (19-02-1892 a 27-01-1987), meu tio-avô, com quem tive o prazer de conviver, pintor conhecido por José de Sousa, foi cofundador do Museu José Malhoa, inaugurado a 11-08-1934, nas Caldas da Rainha, e extremamente ativo na cidade na área cultural e turística.
    Muitos dos nossos ancestrais fizeram incontáveis sacrifícios para nos criarem, alimentarem, cuidarem nas horas de enfermidades e nas tensões emocionais da adolescência, providenciarem instrução e educação. Muito do que sei e sou hoje a eles lhes devo. Esta é mais uma singela homenagem que lhes dedico. Muitíssimo obrigado!
    Para a Gazeta das Caldas um “Bem-haja” (sinónimo -“muito obrigado”) pela oportunidade de estar convosco. ■

  • Óbidos e Cadaval recebem “Selo Escola Parceira”

    Óbidos e Cadaval recebem “Selo Escola Parceira”

    O Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos e o Agrupamento de Escolas do Cadaval foram distinguidos com o “Selo Escola Parceira” do Programa Eu Sou Digital, a 17 de maio, em Gondomar, numa cerimónia com a presença de representantes do Estado.
    O projeto Eu Sou Digital – Programa de Capacitação Digital para Adultos visa promover a literacia digital através da promoção de ações de formação de adultos que nunca utilizaram a Internet, estando inserido no Plano de Ação de Transição Digital, uma iniciativa que agrega o Estado Português através da Estrutura de Missão Portugal Digital, a Caixa geral de Depósitos e o MUDA – Movimento pela Utilização Digital Ativa.
    O Agrupamento de Escolas Josefa de Óbidos apresenta uma oferta formativa para o ano letivo 2023/24 que abrange o 1.º ciclo do Ensino Básico até ao Ensino Secundário regular e profissional. No 1.º ciclo, oferecem-se as atividades extracurriculares de música, atividade lúdico-expressiva, atividade física e desportiva, inglês e teatro, com oferta complementar de Jogos Matemáticos e Laboratório do Conhecimento. A nível do secundário, a oferta da escola inclui os quatro cursos científico-humanísticos e os profissionais de Cozinha/pastelaria, Restaurante/bar, Auxiliar de Saúde, Desporto, Gestão e Programação de sistemas informáticos e Gestão de equipamentos informáticos.
    O agrupamento apresenta projetos no âmbito da robótica e das competências STEAM, como a Academia Digital Vodafone (1.º e 2.º Ciclos), a Academia Digital para Pais (3.º Ciclo e Secundário) e o Eu Sou Digital (3.º Ciclo e Secundário), e outros desenvolvidos pelo Serviço de Psicologia e Orientação, como o “Bem Envolver para Crescer como Ser” e o “Crescer como Ser”. ■

  • Ténis: Martim Simões e Ashlei Simes venceram

    Ténis: Martim Simões e Ashlei Simes venceram

    Os courts do Parque Dom Carlos I receberam de 12 a 14 de maio mais uma edição do torneio Cidade Caldas da Rainha, um prize Money de 4 mil euros nos escalões masculinos e femininos integrado nas festas da cidade, com o apoio da Federação Portuguesa de Ténis e do município das Caldas da Rainha.
    Na prova de singulares masculinos, foi campeão Martim Simões, de Alverca, que venceu de forma categórica a final contra Guilherme Valdoleiros, da Maia, por 6-0 e 6-1. Guilherme Valdoleiros que afastou na meia final o caldense Artur Completo num encontro a três sets, com os parciais de 6-4, 6-7(1) e 6-4.
    Na prova feminina, foi campeã Ashleigh Simes, de Setubal, numa final que dominou completamente contra Sofia Prazeres, da Beloura (Sintra), vencendo por duplo 6-0. No caminho para a final, Ashlei Simes deixou pelo caminho Mariia Nozdrachova, do CT Caldas, nos quartos-de-final, ronda que Bárbara Brito também logrou alcançar. ■

  • Caldas: Líder da JP caldense integra Comissão Política

    Caldas: Líder da JP caldense integra Comissão Política

    O presidente da JP Caldas da Rainha, Henrique Figueiredo é vogal da Comissão Política Nacional da Juventude Popular, eleita em congresso nacional, que decorreu nos dias 13 e 14 de maio, em Cascais. No evento foi também anunciada e votada uma lista de militantes honorários da JP, onde está incluído Diogo Carvalho, que foi presidente da JP Caldas e da Distrital de Leiria e candidato à Junta da Foz do Arelho nas últimas autárquicas. ■

  • Armando Silva Carvalho recordado em colóquio

    Armando Silva Carvalho recordado em colóquio

    Cerca de meia centena de pessoas recordaram o poeta, que era natural do Olho Marinho

    Cerca de meia centenas de pessoas juntaram-se, na tarde de sábado, no pequeno auditório do CCC, para recordar Armando Silva Carvalho, o falecido poeta, que era natural do Olho Marinho.
    Henrique Fialho, que há cinco anos começou a organizar o Diga 33, contou que a ideia de organizar algo “para dignificar este grande escritor” surgiu numa conversa com José Ricardo Nunes. O mentor do evento recordou a sua relação com a obra do poeta e a importância das origens na escrita de Armando Silva Carvalho, que sendo obidense, estudou nas Caldas, no Externato Ramalho Ortigão. “Nas Caldas encontrou as diferenças de classes, a importância de ter um nome, um apelido”, contou Henrique Fialho, notando que o autor esteve 10 anos sem voltar à cidade termal.
    Ana Marques Gastão lembrou a “obra ímpar de um amigo” e trouxe ao colóquio um emocionante momento em que realizou uma entrevista encenada, numa “ousadia minha que a amizade permite”. A entrevista impossível, realizada através da “invenção de um diálogo, agora impossível, mas viável”, foi criada com base em entrevistas feitas e em correspondência entre ambos. Ana Marques Gastão descreveu-o como “um ser inquietação”, alguém “fora do decoro do politicamente correto”, com “uma arquitetura vocabular singular”.
    Já José Ricardo Nunes referiu-se ao poeta como “um nome incontornável, mas que continua a ser pouco conhecido”, daí a importância deste evento. “Conheci-o no lançamento de um livro no Museu de Ciclismo em 2002”, contou, salientando que existe uma obra do autor ligada às Caldas (“Contos da Feira”). A ironia e a crítica a uma sociedade assente nos lucros foram salientadas, assim como a sua “poesia crua, incómoda e ácida”.
    Teresa Carvalho elogiou a realização da iniciativa e destacou a ironia e a paródia em Armando Silva Carvalho, enquanto que José Manuel Vasconcelos se regojizou por ver uma plateia tão composta para lembrar “um grande amigo”. Frisou que o autor “é um dos maiores poetas contemporâneos” e, portanto, “não pode ser esquecido e tem sido”, notando que “as editoras não têm valorizado suficientemente a sua obra”. O facto de também ser prosador e de ter escrito peças de teatro foi destacado. “Tinha um lirismo visceral, explosivo, que vinha de dentro”, definiu, salientando também o erotismo na sua obra.
    Durante a tarde foram declamados textos do autor pelos atores do Teatro da Rainha e havia livros do poeta para venda, tal como dos oradores. ■

  • André Nogueira abriu nova loja na Rua das Montras

    Espaço junta clássico e moderno num conceito que pretende surpreende pelas cores fortes

    A Ourivesaria André Nogueira abriu uma nova loja na Rua das Montras, nas Caldas da Rainha, no passado dia 15 de maio. Um novo espaço com maior capacidade de exposição e com o qual a empresa espera aumentar a atratividade para os seus produtos.
    André Nogueira explica que a nova loja surgiu da necessidade de ter um espaço mais apelativo, que pudesse atrair mais a atenção dos clientes. “Tínhamos uma loja estreita de boca, sem montra, e ao fim de 20 anos ainda tínhamos pessoas a perguntar se a loja estava ali há muito tempo”, conta o lojista.
    O novo espaço, que era antes uma loja de roupa, vem responder a essa necessidade. “Tivemos que adaptar o espaço e projetá-lo num modelo completamente diferente do que são as ourivesarias habituais”, refere. Um conceito que começa numa montra mais dinâmica, “onde nos podemos movimentar”, e num espaço que junta o clássico e o moderno.
    “Temos um forte colorido. Pegámos nas cores das pedras preciosas, como as safiras, esmeraldas, coral, rubi, e “atirámo-las” contra as paredes”, explica André Nogueira. Cores que surgem no mobiliário, que é antigo, recuperado e adaptado às novas funções. “Temos nas nossas lojas uma interpretação do novo, com a agressividade, a modernidade, e do antigo, em que fomos à procura de um balcão que já existiu há 100 anos numa atividade diferente desta, ou um móvel que foi de uma mercearia e que recuperámos”, realça.
    O empresário acredita que o novo espaço vai permitir à empresa crescer. “Tínhamos stock que não tínhamos espaço para expor na loja anterior e, além disso, acrescentámos mais marcas e mais criadores no campo das pratas”, refere André Nogueira. “Também queremos que seja um espaço em que as pessoas se sintam convidadas a entrar e visitar, e depois somos nós que temos que fazer com que suscite a compra”, acrescenta.
    Além de perspetivar crescimento das vendas, André Nogueira realça que a empresa tem também tendência para aumentar o número de colaboradores, que atualmente são 14.
    A empresa foi criada em 1982 e já tem vários ramos de negócio nas Caldas da Rainha. A ourivesaria convencional, “com um segmento muito virado para os novos designers, a nova imagem da ourivesaria moderna”, caracteriza. Tem uma loja na Rua Heróis da Grande Guerra mais vocacionada para objetos usados, que resultam da atividade de aquisição de metal, e uma loja de empréstimos sobre penhores. A antiga loja será aproveitada para outro segmento, “que ainda temos em estudo”, adianta.
    Além das lojas nas Caldas, a empresa familiar tem lojas vocacionadas para a ourivesaria direcionada ao turismo em Óbidos e na Nazaré, e outra de empréstimos sobre penhores em Peniche. ■

  • Realizadoras de cinema caldenses vêm ao CCC falar dos seus filmes

    Realizadoras de cinema caldenses vêm ao CCC falar dos seus filmes

    No próximo dia 31 de maio, Eva Ângelo vem às Caldas para apresentar no CCC, pelas 21h30, o filme documental “Morada” que parte de conversas da realizadora caldense com um grupo de mulheres cinéfilas, do Porto, que têm entre os 70 e os 94 anos. Estas senhoras frequentavam cineclubes no tempo da ditadura, encontrando neles a Liberdade que o Estado Novo restringia.
    “Morada” teve estreia mundial na 40ª edição do Festival Cinematográfico Internacional do Uruguai e estreou em fevereiro nas salas de cinema portuguesas. No próximo dia 28 de junho, a caldense Inês T. Alves apresentará “Águas do Pastaza”. Esta foi a primeira longa-metragem da realizadora que, depois de ter vivido dois meses em Suwa, uma comunidade isolada de cerca de 80 habitantes na floresta amazónica equatoriana e de ter desenvolvido uma relação próxima com as crianças, teve a ideia de criar este documentário.
    A obra acompanha o dia-a-dia das crianças de Suwa extremamente independentes, mostrando a sua ligação íntima com a natureza, bem como a sua relação com as novas tecnologias, fenómeno recente na comunidade. O filme integrou a 72ª edição do Festival de Cinema de Berlim ■

  • Caldas: Ceramista Sílvia Jácome foi à Escola Básica de Salir de Matos

    Caldas: Ceramista Sílvia Jácome foi à Escola Básica de Salir de Matos

    A ceramista Sílvia Jácome dinamizou, entre 16 e 19 de maio, workshops de construção de animais em barro na Escola Básica de Salir de Matos. A atividade, que teve um caráter voluntário, contou com o apoio da junta de freguesia, e pretendeu proporcionar novas experiências lúdico-pedagógicas aos alunos do jardim de infância ao 4.º ano, num total de cinco turmas, depois de, no ano passado, se ter realizado na turma do filho. ■

  • Natação: Pimpões obtém terceiro lugar

    Nadadores do clube caldense estiveram em destaque também em Vila Franca de Xira

    No passado sábado os Pimpões participaram no LeiriaSwim 2023, onde conquistou um terceiro lugar coletivo entre 11 equipas.
    Os Pimpões participaram com 26 nadadores de todos os escalões, sendo de destacar a obtenção de 62 novos recordes pessoais, 31 pódios e ainda um novo recorde do clube, obtido pela atleta Laura Varela nos 50m Costas, a juntar ao terceiro lugar coletivo.
    A equipa dos Pimpões foi, ainda, composta por David Amaral, Tomás Anfilóquio, Maria Assunção, Guilherme Cabral, Roberto Canas, Camila Chamusco, Lara Cotrim, Rodrigo Coutinho, Luis Fanha, Débora Inácio, José Marques, Beatriz Martins, Inês Martins, Afonso Mil-Homens, Mikhael Onutskyy, Santiago Parreira, Júlia Pinheiro, Inês Piño, Clara Rodrigues, Hugo Santos, Martim Santos, Francisco Soares, Luca Tona, Maria João Vala e Gabriel Varela.
    No fim-de-semana de 13 e 14 de maio, o clube caldense participou também no VIII Meeting Xira com 10 nadadores das equipas de infantis e juvenis, que obtiveram 33 novos recordes pessoais e participaram em 14 finais.
    Guilherme Rebelo que se apurou para 3 finais e alcançando o 3º lugar nos 100m mariposa.
    Mikhael Onutskyy nadou em duas finais, ficando em 3º lugar nos 200m estilos. Guilherme Cabral alcançou o 3º lugar na final dos 100m bruços. Mafalda Sousa e Gabriel Varela conseguiram o apuramento para duas finais e Rodrigo Coutinho, José Marques, Clara Rodrigues e Hugo Santos todos alcançaram uma final.
    De salientar ainda a participação de Santiago Parreira, que esteve em representação da Seleção Distrital de Leiria, nadando a final A dos 100m Costas e a final B dos 100m Livres, de salientar a sua prestação na estafeta 4×100 Livres que acabou por vencer a final de Infantis. ■

  • Lisboa: Aluna e professora da ESAD premiadas no Indie

    Lisboa: Aluna e professora da ESAD premiadas no Indie

    A diplomada da Escola de Artes e Design das Caldas, Francisca Antunes, do curso de Som e Imagem, destacou-se na categoria “Novíssimos”, na última edição do Festival IndieLisboa com o documentário “A Minha Raiva é Underground”. Por seu lado, a docente do mesmo curso, Catarina Mourão, que leciona Projeto II, foi distinguida com a Melhor Realização para Longa-Metragem Portuguesa, com “Astrakan 79”. ■

  • Alcobaça e Caldas com propostas no Bom Dia Cerâmica!

    Os dois concelhos participaram na Celebração do Dia Internacional da Cerâmica com propostas para todos os gostos

    Quem chega a Adega dos Balseiros no Museu do Vinho, em Alcobaça, tem a sensação de viajar no tempo e recuar algumas décadas. Em várias vitrines estão peças da típica louça de Alcobaça que foram pintadas nos anos 40 do século passado na Fábrica Raul da Bernarda. É uma das iniciativas do Bom dia Cerâmica! iniciativa que decorre em Alcobaça e, em simultâneo, em várias localidades da Europa onde a cerâmica tem um papel central.
    A exposição designa-se “Teresa e os Pintores de Loiça Artística de Alcobaça”, e é uma proposta da Casa São Bernardo – Coleção de Faiança Família Couto Serrenho.
    “Estão presentes cinco peças decoradas por cada um dos 15 pintores, num total de 75 objetos”, explicou Rui Serrenho, o proprietário da coleção que se dedica à louça de Alcobaça. Presentes estão jarras, jarrões, pratos, floreiras e gomis profusamente decorados com motivos florais e alguns animais.
    O nonagenário Fernando Lisboa foi um dos pintores daquela fábrica que desfiou memórias importantes, relacionadas com as unidades industriais da região. “Passei por algumas fábricas em Alcobaça e também por outra em Setúbal”, referiu acrescentando que, em 1991, foi trabalhar para a Jomazé até à idade da reforma que chegou sete anos depois.
    Na Raul da Bernarda trabalhou durante 26 anos – de 1946 até 1972 – e regressou em 1991.
    “Aprendíamos uns com os outros dentro da fábrica”, disse Fernando Lisboa, que no entanto tem pena que o Cencal tenha vindo para as Caldas em vez de Alcobaça, local onde hoje o centro de formação já tem um polo. Segundo Alberto Guerreiro, responsável do Museu do Vinho – “temos neste momento dois museus Raul da Bernarda em funcionamento”, disse tendo em conta que as peças da coleção foram todas feitas naquela unidade industrial.
    Foi também uma oportunidade para homenagear Fernando Lisboa, que ainda pinta e que foi acompanhado, na sessão de pintura ao vivo, por dois dos seus discípulos: João Quitéria e João Xavier. Este último foi seu discípulo e, mais tarde, seu patrão na última fábrica em que trabalhou, a Jomazé.
    “Queremos continuar a fazer parte do Bom Dia Cerâmica! com eventos que homenageiam a cerâmica local”, disse a vereadora Inês Silva, acrescentando que na recriação do mercado do Século XIX, que está presente junto ao Mosteiro “também há a presença da cerâmica local”. Na sua opinião é também “um setor económico importante para este concelho”.
    A vice-presidente da Câmara de Alcobaça referiu ainda que está a ser preparado o Congresso de Cerâmica que vai ser uma organização conjunta com a autarquia caldense.
    “Estamos em fase de reuniões com técnicos dos dois municípios e vai com certeza colocar a cerâmica portuguesa no mapa da Europa”, rematou a autarca, antes de ter dado início à inauguração da mostra que contou com o reavivar de memórias com os pintores que guardam parte da história da cerâmica alcobacense e que, segundo partilharam na sessão, ainda se reúnem uma vez por ano.
    “Chegámos a ser 27 pintores e conhecíamos o trabalho de cada um!”, disse João Xavier, acrescentando que era habitual entrar-se ainda garoto para as mesas de pintura das fábricas. No Museu Raul da Bernarda encontra-se o “Objeto Escolha #2 de Angus Suttie” que foi realizado durante o primeiro Simpósio de Cerâmica que teve lugar nem Alcobaça em 1987. Trata-se de uma escultura cerâmica que é também uma instalação museológica e que poderá ser apreciada até 17 de setembro.

    Destaque à cerâmica e a Libório
    No sábado, dia 20, o Museu António Duarte abriu as portas à realização de workshops de Pintura de Azulejo que foram dados pela ceramista Mariana Sampaio. De manhã ensinou Azulejo de Padrão Séc. XVI e à tarde Pintura de Azulejo Hispano-Árabe. Os participantes, de várias idades – incluíndo estrangeiros que vivem na região – fizeram um pequeno painel com quatro azulejos com as novas técnicas que aprenderam neste dia dedicado ao Bom dia Cerâmica!. A artista plástica vai durante um mês dar formação e corresponder a encomendas nos EUA onde ensina cerâmica portuguesa em parceria com uma ceramista norte-americana.
    Eva Dobilas é húngara e há dois anos que vive na Amoreira (Óbidos). É frequentadora das formações de Mariana Sampaio que considera ótima formadora pois é “autêntica” . Trouxe alguns amigos para o evento pois “postei trabalhos que fiz num workshop e outras pessoas quiseram vir!”, rematou. Por seu lado, a caldense Fátima Gregório também gosta de aprender técnicas cerâmicas e este já é o terceiro workshop que faz. Além do mais considera que esta “é uma ótima atividade de fim de semana para relaxar e “destressar” do dia a dia”. E também porque gosta da forma como Mariana Sampaio ensina as diferentes técnicas. Realizou-se, no jardins do Centro de Artes, uma demonstração de olaria de roda com o ceramista Francisco Correia.
    No Museu Barata Feyo abriu “Cria Tu”, a exposição de Naquib Hassamo, autor que pertence à Comunidade Ismaili. “No meu trabalho a geometria do espaço e dos elementos tem influência no processo criativo”, disse o designer de equipamento que teve formação em cerâmica no Cencal.
    Os padrões e tramas que apresenta nos seus trabalhos em cerâmica estão relacionados com a arte e arquitetura Islâmica, que podem ser observados “nos espaços de oração que frequento”, rematou.
    Às atividades do Bom Dia Cerâmica! juntou-se também a homenagem ao fotógrafo Edgar Libório (1986-2020). Logo bem cedo, sairam daquele espaço alguns participantes que quiseram fazer um percurso de BTT e que terminou também naquele local, lembrando assim o jovem que tinha como lema de vida “impossible is nothing”.
    À tarde foi inaugurada uma exposição de fotografia de várias áreas, tiradas por este autor e que está patente no Espaço da Concas.
    Durante todo o dia, vários DJs passaram música para recordar este autor que deixou saudades em todos os que com ele privaram.
    Jovens casais, com filhos, reuniram-se no espaço exterior para partilhar memórias relacionados com este autor.
    O fotógrafo esteve ligado à Câmara de Óbidos, à ESAD.CR e, nas duas localidades, tinha amigos de várias idades ligados aos mundos da música (foi DJ), da fotografia e das bicicletas. Faleceu em 2020. ■

  • Voleibol: Sp. Caldas termina Final 8 no sétimo lugar

    Os Juvenis Masculinos do Sporting Clube das Caldas estiveram presentes na Final 8 Nacional, que decorreu em Esmoriz, entre 19 e 21 de maio, uma organização do Esmoriz GC com a Federação Portuguesa de Voleibol.
    Os caldenses realizaram três encontros, tendo vencido a formação do Marítimo, da Madeira, por 3-2, depois de terem perdido os dois encontros iniciais, com o Antigos Alunos e o Sp. Espinhos, ambos por 0-3. O desempenho permitiu aos caldenses o sétimo lugar final.
    A competição teve como vencedor o Esmoriz, que venceu na final a Académica de Espinho por 3-2. ■

  • Esculturas de ar livre do Parque D. Carlos I já estão identificadas

    O Dia Internacional dos Museus foi assinalado no parque olhando com pormenor para as esculturas de exterior

    Guiado pela docente da ESAD.CR, Célia Bragança, a 18 de maio, um grupo de duas dezenas de pessoas, caminhava de forma descontraída e detinha-se um pouco em cada uma das esculturas de exterior que estão em volta do Museu Malhoa.
    Cada uma das peças tem agora um QR Code e, assim, qualquer visitante pode conhecer quem foi o autor de cada escultura e também alguma contextualização sobre cada obra.
    Foi esta a forma que o museu caldense escolheu para assinalar o Dia Internacional dos Museus, inaugurando as novas identificações nas peças que fazem parte da exposição de esculturas de ar livre.
    Este percurso, criado em 1957 por António Montês, foi inaugurado no âmbito das Comemorações do 1º Centenário de Columbano e do 30º Aniversário da Elevação das Caldas a cidade. Agora há informação sobre cada uma das peças feitas entre as décadas de 1930 e 1970. Integra obras de artistas importantes da arte portuguesa como Simões de Almeida (sobrinho), Leopoldo de Almeida, Maria Helena Matos, Leonor de Albuquerque Bettencourt, Soares dos Reis, António Teixeira Lopes e Francisco Franco. “Este foi um desafio que o museu me fez, que quis corresponder e que me fez regressar aos tempos de estudante”, disse a docente, responsável pelo curso de Artes Plásticas da ESAD.CR. e que foi aluna do escultor Jorge Vieira. “Era um grande mestre da escultura e do barro que nos ensinou importantes princípios escultóricos”, referiu. A professora chamou a atenção para o facto da escultura pedir para ser vista, rodando sobre a mesma e “sentindo” a própria matéria de que é feita como o bronze, o cimento branco ou a pedra calcária.
    Este percurso tem obras “mais figurativas de autores oitocentistas e outras, mais modernas e abstratas, como é o caso da obra do artista caldense, João Fragoso, colocada no meio do lago e que é alusiva ao mar”, rematou.
    Os visitantes poderão obter mais informação sobre as 24 esculturas, colocadas no parque, também no site do museu. ■

  • Ginástica: Acrotramp soma mais dois títulos

    Zoe Mendes é campeã individual e a equipa de juvenis femininos também venceu. Daniel Peres foi ao pódio

    O Acrotramp Clube das Caldas somou mais dois títulos e um terceiro lugar no Campeonato Nacional de Trampolim Individual e Sincronizado, que decorreu no passado fim-de-semana no pavilhão do Stella Maris em Peniche. Zoe Mendes, no trampolim individual, e a equipa de juvenis femininos juntaram mais dois títulos nacionais ao palmarés do clube, que esta época já adicionou títulos ao currículo nos três aparelhos em que compete.
    O clube caldense deslocou-se a Peniche com os Zoe Mendes, Madalena Gonçalves, Maria Francisca Rosa, Francisca Correia e Daniel Peres, na categoria de iniciados, e Rita Laranjeira, Lara Murtinho e Matilde Mesquita na categoria de juvenis.
    Em maior destaque na prova de Peniche esteve a jovem ginasta Zoe Mendes, que se sagrou campeão nacional no trampolim individual no escalão de iniciados ao executar duas séries de grande nível técnico com muita segurança e determinação, obtendo a melhor pontuação entre 85 atletas. A nível coletivo, a equipa do Acrotramp ficou em quarto lugar, a apenas meio ponto do terceiro lugar, com Maria Francisca Rosa em 24º lugar, Madalena Gonçalves em 26º e Francisca Correia em 40º.
    Zoe Mendes esteve ainda em prova no trampolim sincronizado com Rita Laranjeira no escalão de juvenis, obtendo mais um quarto lugar, a 6 décimos do terceiro lugar entre 13 pares.
    A competição já tinha começado bem para as caldenses, com a conquista do título nacional de equipas do escalão de juvenis femininos no trampolim individual, título apurado pelo conjunto das ginastas em prova. Rita Laranjeira foi a melhor representante do clube, com um quarto lugar a curtas 3 décimas que valiam lugar no pódio. Em conjunto com o 11º lugar de Lara Murtinho e o 13º de Matilde Mesquita, a prestação das caldenses chegou para vencer coletivamente e com larga vantagem, numa competição que teve nove equipas a concurso. De salientar que esta equipa já tinha sido campeã nacional no duplo minitrampolim na presente temporada.
    O clube teve ainda em competição o iniciado Daniel Peres, que com duas excelentes séries alcançou o pódio numa competição bastante disputada, com o terceiro lugar.
    A prova de Peniche reunindo 434 ginastas em representação de 42 clubes, distribuídos pelas diferentes categorias.
    Terminado o ciclo das competições regionais e nacionais, o clube caldenses prepara já o 31º Festival Internacional de Ginástica das Caldas da Rainha, que tem lugar no Pavilhão Rainha Dona Leonor a 16 de junho. O festival tem já garantida a presença de ginastas campeões do mundo e da Europa, além de grupos de nível técnico superior. ■

  • Dia Aberto regressou à EB de Santo Onofre

    Dia Aberto voltou à EB de Santo Onofre com programa exemplificativo das atividades letivas

    “O professor deve potenciar cada vez mais o que os jovens sabem e podem fazer. Ensinar é essencialmente sobre eles, não é sobre mim”, afirmou Rui Correia, professor de História na Escola Básica de Santo Onofre, no âmbito da atividade “Futuros da ‘sala de aula’”.
    “O futuro das salas de aula é sabermo-nos aproximar dos alunos e eles compreenderem que podem errar à vontade e que não há nada de vexatório nisso”, defendeu o professor, passando, de seguida, à apresentação do mobiliário da sala onde decorreu a atividade (a 14), que foi transformada num Laboratório Educativo Digital (LED), por enquanto, o único na escola.
    Esta sala está equipada “com aquilo que há de mais avançado em termos de didática”. Entre os materiais, saltam à vista o “ActivPanel” (quadro interativo) e as cadeiras de rodinhas que incluem um tampo de mesa flexível e um espaço de armazenamento sob o assento, permitindo alterar, “em segundos”, a configuração da sala de aula. Existem também impressoras 3D e “muitos materiais analógicos”, como o barro e os legos.
    Porém, para o professor, “todo o espaço é um espaço de aprendizagem”, e não apenas a sala de aula, pelo que mostrou também, com recurso a um mini-assistente do público, as cadeiras-mesa “Ztool”, que os alunos utilizam quando têm aulas no exterior.
    A atividade integrou o programa do Dia Aberto da EB de Santo Onofre, decorrido a 20 de maio, depois de três anos em que não se concretizou. Este contou com atuações de dança, música, exposições e múltiplas atividades realizadas no âmbito das disciplinas, que estiveram espalhadas pelas salas e espaços da escola, e muitas das quais exemplificaram o trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo.
    Atualmente, a escola tem mais de 900 alunos, entre o 1.º e o 3.º ciclos. “Há 10 anos, a EBI estava a atravessar um período difícil, um estigma que se instalou, e, nessa altura, tínhamos cerca de 400 alunos. Mas, nestes últimos anos, o 1.º ciclo tem estado sempre cheio, e o 2.º e 3.º ciclos também”, explicou Carlos Hermínio, professor do 1.º ciclo e coordenador do Dia Aberto, acrescentando que “esta iniciativa contribuiu fortemente para que as pessoas desconstruíssem aquela imagem que se tinha colado à EBI”.

    Novo Manual de História
    “Procura” é o nome do novo manual de 9.º ano de História, editado pela Raiz Editora e co-autorado por Rui Correia, que contou ainda com a participação de professoras de Português, pela primeira vez na história dos manuais desta disciplina. Além disso, a maioria dos seus autores pertence aos agrupamentos de escola Raul Proença e Rafael Bordalo Pinheiro, tratando-se do primeiro manual a nível nacional a ser traduzido para língua gestual, e contendo ainda uma versão inglesa, de especial relevância face ao crescimento do número de alunos internacionais nas escolas portuguesas, não sendo as caldenses exceção. ■

    A sala 20 conteve a atividade “Há um mundo em nós – PLNM [Português Língua Não Materna]”, podendo observar-se um vídeo feito com os cerca de 45 alunos, de nove nacionalidades, que usam este apoio, e uma exposição com as palavras que mais usam em Portugal, traduzidas também para a sua língua, e com objetos dos seus países
    A Academia de Música de Óbidos com a Escola Vocacional de Dança das Caldas da Rainha
  • Editorial: Os pequenos grandes problemas

    Editorial: Os pequenos grandes problemas

    José Luiz de Almeida Silva

    Há cerca de um ano foram adjudicadas na Estação da CP das Caldas da Rainha as obras de modernização e eletrificação do troço Torres Vedras-Caldas para estarem terminadas no final deste ano, sabendo que o troço até Torres já havia sido adjudicado antes para já estar concluído.
    Contatado o gabinete do Ministro das Infraestruturas sobre os atrasos visíveis nas obras, quando temos resposta este envia-nos para as Infraestruturas de Portugal, que responde justificando os atrasos e anunciando as respetivas derrapagens nos prazos.
    Achamos estranho que o Ministério, responsável em última instância pelas obras, não se digne responder a um jornal regional, mas perante os mais recentes acontecimentos naquele gabinete, verificamos que têm mais assuntos para se preocupar, nomeadamente pelas questiúnculas dos protagonismos dos assessores, no jogo da posse dos computadores e nos treinos de algum pugilato entre responsáveis, para não entrar em mais pormenores.
    Uma coisa parece estar ciente, até pelas derivas que vão sendo conhecidas, que o transporte ferroviário, por muitas juras que sejam feitas em contrário, parece não estar verdadeiramente na prioridade do Estado Português. Se o contrário fosse verdade, assistiríamos a uma verdadeira preocupação daqueles gabinetes em darem satisfação aos pedidos de informação por mais modestos que fossem os questionadores.
    As grandes lideranças reconhecem-se pelos atos e não pelos propósitos meramente enunciados. E a Linha do Oeste não é verdadeiramente uma prioridade apesar de poder servir potencialmente muitas centenas de milhares de pessoas. ■

  • EHTO montou Laboratório de Sabores na Foz

    Finalistas da EHTO deram a provar produtos inovadores na associação da Foz do Arelho

    O salão do Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho transformou-se num “Laboratório de Sabores” na noite de 20 de maio, em que os visitantes, para além de poderem degustar as iguarias preparadas pelos alunos do curso de Técnico de Cozinha e Pastelaria da EHTO foram convidados a avaliá-las.
    As propostas gastronómicas, conforme exigido pela prova, são produtos inovadores, alguns deles feitos com recursos da Lagoa de Óbidos, pelo que, para o seu desenvolvimento, os alunos fizeram um reconhecimento do território e contactaram com locais, a fim de melhor conhecer a matéria-prima.
    Nesse seguimento, os jovens participaram numa reunião na junta de freguesia, em fevereiro, na qual o presidente convidou-os a realizar um evento no final dos produtos estarem concluídos.
    Porém, os alunos tiveram uma ideia melhor: “Porque não fazer um laboratório para testarmos os produtos antes de chegarmos à avaliação final do júri?”, contou Célia Antunes, professora de Empreendedorismo.
    A capacidade para 50 pessoas foi totalmente preenchida, entre as quais se contaram os autarcas da Junta de Freguesia da Foz do Arelho e da Câmara Municipal das Caldas, e os convidados mostraram-se muito agradados com o sabor e a estética dos pratos e com o serviço.
    Dorothy Heijni, holandesa que esteve 21 anos em Inglaterra e que atualmente vive no Nadadouro, afirmou que já tinha provado quatro pratos e que se tinha deliciado com uma kombucha de gengibre, hortelã e baunilha, com calda de açúcar de hortelã, anis e pimenta rosa, e sumo de limão, servida por Francisca Magalhães.
    A aluna também cozinhou, ao vivo, dumplings com massa caseira feita com cereja, recheada de cogumelos shiitake, shimeji e pleurotus e com cenoura, alho e cebola. Ofereceu ainda cogumelos shiitake em tempura, com pasta de alho e ervas, acompanhados de uma cereja com cogumelos shimeji, regados com vinagre de cidra e balsâmico e vinho do Porto.
    O prato seguinte a confirmar na lista recebida à entrada do evento foi o de Henrique Lourenço: camarões a baixa temperatura, temperados com óleo de sésamo, tomilho, limão, amêndoa amarga e gengibre, com uma lula injetada com couve roxa, um bisque de camarão e marisco e espuma de citrinos. Uma criação intitulada “Da Serra ao Mar”, composta por quatro momentos de uma trajetória pela zona Oeste iniciada na Nazaré, da qual o marisco é proveniente.
    A EHTO dinamizou igualmente o II Encontro Intergeracional, a 17 de maio, e o evento Degust’arte, a 18, tendo vencido o Concurso de Empreendedorismo nas Escolas da Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM), com a professora Célia Antunes a ser considerada a professora mais empreendedora, uma vitória adquirida a 20 de maio. ■

    Os convidados deliciaram-se com os produtos dos alunos, circulando pelas bancas para provar as diversas iguarias
    Cogumelos shiitake em tempura, da autoria de Francisca Magalhães, inseridos no projeto “Gastrólitos”, que inclui ainda um cocktail, com inspirações jurássicas e atuais
  • Espaço Leonel Miranda recebe primeira exposição

    Inaugurado recentemente, o espaço cultural situado no Bairro da Ponte acolhe a primeira mostra coletiva

    Situado no Largo Frederico Ferreira Pinto Basto, nº 2, no Bairro da Ponte, o Espaço Leonel Miranda acolhe, até 4 de junho, uma exposição de escultura e pintura, da autoria de Viriato Silveira e Cidália Cardoso, respetivamente. Na inauguração, que teve lugar na tarde de sexta-feira, Viriato Silveira, formado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, destacou a existência deste novo espaço expositivo para acolher o trabalho dos artistas e lamentou que não o consigam fazer noutros locais, como os museus António Duarte e José Fragoso, seus mestres na academia, e que diz estarem “abandonados”. Para esta mostra, Viriato Silveira levou esculturas, com três temáticas diferentes, utilizando a cerâmica, madeira, ferro e plástico. O artista, que nasceu em Díli (Timor Leste), tem participado e comissariado várias exposições, já venceu prémios em Portugal e no estrangeiro e também escreve textos de arte. Nas paredes podem ser apreciados 17 quadros, de arte abstrata, da autoria de Cidália Cardoso, licenciada em Artes Plásticas, pintura, pela ESAD.CR, e que já realizou diversas mostras na região. “Gosto muito do que faço, é mais do que um hobby”, realçou a oficial de registos que reside nas Caldas há seis anos.
    Presente na mostra, o presidente da Câmara, Vítor Marques, reconheceu que há autores que não terão a oportunidade para expor com a regularidade que merecem e realçou a existência deste espaço para que possam mostrar o seu trabalho.
    O Espaço Leonel Miranda foi inaugurado recentemente e possui o nome do filho dos proprietários do prédio, um jovem desportista caldense falecido há cerca de 30 anos. Trata-se de um imóvel privado que foi cedido à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro pela proprietária, a título gratuito, por dois anos.
    Este projeto nasceu depois de vários contatos de artistas para exporem os seus trabalhos. Como não havia um espaço para acolher estes artistas, Nuno Santos decidiu então “abrir o CCC do Bairro da Ponte”, brinca. De acordo com o autarca, o objetivo é que o espaço possa ser aberto à comunidade, desde que tenha uma finalidade pública, e, após esta exposição, está já prevista uma outra, de pintura, da autoria de um artista francês residente na Serra do Bouro.
    O espaço está aberto de segunda a sexta-feira, entre as 14h30 e as 19h00 e aos sábados e domingos, das 15h00 às 18h00. ■

  • Dino d’ Santiago fez lotar o CCC

    Dino d’Santiago deixou o CCC ao rubro com toda a gente em pé, entoando os refrões das suas canções

    Sexta-feira, 19 de maio vai ficar para a história do Impulso pois Dino d’Santiago atraiu a lotação máxima do CCC: 660 pessoas. E nem todas eram da região Oeste pois fãs do Porto e de Lisboa não quiseram perder a oportunidade de ver e ouvir Dino d’Santiago. Até porque o cantor – com raízes cabo-verdianas, às quais une sons de eletrónica – é um dos nomes mais importantes da música contemporânea portuguesa.
    À segunda canção já estava toda a gente em pé, para poder dançar e para acompanhar o cantor algarvio no refrão de temas como “Nova Lisboa”, “Kriolu”, “Como Seria”, entre tantos outros.
    A primeira parte do concerto esteve a cargo das Golden Slumbers, um duo folk, das irmãs Cat e Margarida Falcão. Ambas chegaram a viver nas Caldas da Rainha durante a adolescência pois era na cidade termal que vivia o seu pai. Por cá vive uma tia nonagenária que marcou presença nesta atuação, tendo sido homenageada publicamente pelas sobrinhas, no decorrer do concerto.
    Segundo Nuno Monteiro, diretor do festival, o Impulso regressa a 23 de junho, e vai contar com as atuações de Hetta, de The Rite of Trio e de Trypas Corassão. Este concerto será diferente dos interiores pois terá lugar no pequeno auditório e vai dar atenção à eletrónica. Esta Season Impulso terminará em julho com as atuações do grupo turco Lalalar e ainda com os brasileiros Bala Desejo, grupo que terá 12 pessoas em palco e que causa furor onde passa. “Da sua digressão fazem parte atuações em países como Japão e Austrália…e Caldas”, contou o diretor. O grupo que se dedica ao MPB e à bossa nova ganhou em 2022 o Grammy Latino para o Melhor Álbum Pop em Português. ■

  • Vinte crianças dormiram no Museu Leopoldo de Almeida

    O Dia Internacional dos Museus foi assinalado no Centro de Artes no dia 18 de maio. Entre as atividades contou-se com uma noite passada no Museu Leopoldo de Almeida. Participaram 20 crianças. que viram um filme, jantaram pizza e fizeram de uma das salas das esculturas uma camarata onde dormiram em sacos cama. Houve ainda um espetáculo infanto juvenil e um concerto de música clássica, ambos muito concorridos. ■

  • Personagens do Caldastoon em mostra

    Patente no Citrus a exposição do cartoonista que há 25 anos iniciou a sua colaboração com a Gazeta das Caldas

    E que tal estar no café rodeado de caricaturas das personagens políticas e sociais mais influentes do último ano? Essa é a proposta da exposição “Caldastoon – Personagens”, o título da mais recente mostra do cartoonista caldense Bruno Prates. A exposição, que conta com o apoio da Gazeta das Caldas, é composta por 18 desenhos e se, a nível local, não faltam os Politings (uma representação dos presidentes das Câmaras de Caldas, Óbidos e Rio Maior como vikings), Vítor Marques volta a aparecer, caricaturado de Zé Povinho. Não falta também o seu executivo, com Joaquim Beato e Conceição Henriques e o diretor do CCC, Mário Branquinho. A própria estátuta da Rainha D. Leonor está presente, assim como Bordallo Pinheiro,
    A nível nacional, o primeiro-ministro, António Costa, o ministro da Educação, João Costa, e o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, foram caricaturados, assim como os comentadores José Milhazes e Nuno Rogeiro. O cartoonista António Antunes também teve direito a uma caricatura. Há Salgueiro Maia, num cartoon desenhado pelo 25 de abril, Jesus Cristo e uma representação de uma Sagrada Família, com Bordallo Pinheiro, Zé Povinho e a Caneta de Aparo.
    A primeira colaboração do autor com a Gazeta das Caldas foi em 1998, cerca de um ano depois de se ter iniciado a colaborar com a imprensa (com o Região de Cister, em Alcobaça. Na altura, o pai, que ia uma vez por semana a essa localidade, levava os desenhos em disquetes). As primeiras colaborações com a Gazeta foram ilustrações de notícias. Em 2003 começou a fazer tiras de cartoon. O primeiro foi o “Coisas da Nossa Praça”, que era “desenhado em papel vegetal por causa do contraste” e que no primeiro número tem Zé Povinho, na Praça da Fruta, a falar com uma vendedora.
    O Caldastoon iniciou-se em janeiro de 2015, após o atentado ao Charlie Hebdo, em França, que “trouxe uma maior emergência à liberdade de imprensa”. No primeiro, Bordallo Pinheiro pinta Zé Povinho de laranja, numa crítica ao poder de então, do PSD.
    Ao longo destes anos o projeto já foi patrocinado, mas atualmente, e com a pandemia, deixou de ser. “Não tenho qualquer remuneração”, salienta. Na sua opinião, a existência de um cartoon num jornal como a Gazeta “é uma liberdade importante”.
    Esta já não é a primeira mostra que Bruno Prates organiza no Citrus Coffee e elogia a abertura que considera “interessante”. ■

  • Região vai celebrar o Dia da Criança com iniciativas diversas

    No Reguengo da Parada, realiza-se, na tarde de 28 de maio, às 14h30, na associação, a leitura da história “O ouriço que só comia bagas vermelhas”, com a representação da mascote do ouriço e atividades envolvendo os cinco sentidos. A autora, Tânia Ferreira Gomes, estará presente na iniciativa que terá uma duração de cerca de 30 minutos, estando direcionado para crianças entre os 3 e os 9 anos e suas famílias.
    Nos Vidais, na manhã de 4 de junho, também haverá um programa de atividades com jogos e brincadeiras, pinturas faciais, insufláveis e outras atividades.
    Também na tarde de 4 de junho, no Vau, no salão da associação, haverá insufláveis, música, animação, pipocas, trampolim e um lanche partilhado.
    No Cadaval, nos dias 1 e 2 de junho, haverá um conjunto de atividades lúdicas e desportivas para os jovens dos jardins-de-infância e escolas do 1.º ciclo do concelho no Parque de Lazer da vila, junto à Biblioteca Municipal, e no Campo de Jogos Júlio Pereira Silva.Música, animação, atividades de equipa, jogos tradicionais e desafios fazem parte do programa.
    Já em Alcobaça, no dia 4 de junho, durante todo o dia haverá atividades para as crianças na tenda instalada em frente ao Mosteiro.
    Está prevista a realização de jogos, insufláveis, karts a pedais, contos, pinturas faciais e um espetáculo de Nina Toc-Toc (18h00). As atividades são de entrada livre. ■

  • Partilha das licenças parentais como passo para a igualdade

    Concelhia das Mulheres Socialistas promoveu conferência sobre igualdade laboral

    As mulheres têm uma profissão a tempo inteiro, e com trabalhos cada vez mais exigentes, e depois ainda têm de ir buscar os filhos, fazer o jantar e outras tarefas domésticas. Uma realidade comum à maioria das portuguesas e que Carla Tavares, presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), quer ver combatida através de um maior incentivo à partilha, por parte dos homens, do chamado trabalho não remunerado.
    Na conferência sobre Trabalho e Igualdade, que decorreu no passado dia 20 de maio, promovida pela concelhia das Mulheres Socialistas das Caldas da Rainha e moderado por Isabel Alves, Carla Tavares lembrou que o primeiro passo nesse sentido foi dado pelo PS, ao criar a possibilidade de haver licenças partilhadas. Em 2009, quando a medida foi implementada, apenas 10% dos pais partilharam a licença com as mães enquanto que em 2021, os dados mais recentes, já ascende a 47% o número de pais a ficar também em casa aquando do nascimento dos filhos. “Um número que quadruplicou, mas que ainda não chega a 50%”, destacou a responsável, realçando a importância das medidas de promoção e incentivo à partilha das licenças parentais, que saiu reforçada com a Agenda do Trabalho Digno, que entrou a vigor a 1 de maio. As alterações à lei laboral vão, de acordo com o deputado na Assembleia da República, Jorge Gabriel Martins, no sentido do combate à precariedade, promoção da conciliação entre a vida profissional, pessoal e familiar, na valorização dos jovens no mercado de trabalho e na dinamização da negociação coletiva. O político bombarralense destacou o reforço dos direitos dos trabalhadores domésticos, do estatuto do cuidador informal e do aumento do tempo da licença parental do pai, que passa a 28 dias seguidos ou interpolados.
    Também presente na conferência, Cláudia Avelar, presidente das Mulheres Socialistas da Federação Distrital de Leiria do PS, lembrou o caminho de “conquistas mas também de derrotas” que este partido tem percorrido na implementação de medidas para promover os direitos dos trabalhadores, melhorar as condições de trabalho e promover a justiça social. Entre os exemplos dados estão a criação da Lei da Paridade, em 2006, “que levou mais mulheres para a política” e também de políticas que introduziram uma maior igualdade remuneratória. Oriundo de uma terra “matriarcal” (Nazaré), o presidente da distrital socialista, Walter Chicharro, considera que o caminho é legislativo mas, acima de tudo, passa por uma “afirmação cada vez mais clara da mulher”.
    Perante uma sala lotada, a deputada caldense, Sara Velez, enalteceu a importância das estruturas locais e distritais das Mulheres Socialistas, na abordagem destas temáticas, e realçou que os “custos das desigualdades são sempre mais altos, do ponto de vista social, do que os custos para a combater”. Por sua vez, Vânia Almeida, coordenadora concelhia das MS, partilhou que há cada vez mais mulheres no mundo do trabalho e em cargos de chefia, bem como em profissões normalmente associadas ao género masculino, como a construção civil.
    O caminho na busca da igualdade ainda encontra algumas “pedras” como o demonstraram alguns dos presentes na conferência, nomeadamente no que respeita às dificuldades que as mulheres têm, por exemplo, no acesso ao apoio jurídico e social, deixando críticas à falta de uma rede de fiscalização, por parte da Segurança Social e da Autoridade para as Condições do Trabalho.
    A falta de condições para os trabalhores, sobretudo na área agrícola, vinculados a empresas temporárias, ou a recusa de pensão de alimentos a uma mãe por falta de cruzamento de dados, foram algumas das situações apontadas e que mostram que a “igualdade laboral ainda é muitas vezes aparente”. ■

  • Desporto Escolar: Caetana Neves sagrou-se campeã nacional nos 800 e nos 1500 metros

    Desporto Escolar: Caetana Neves sagrou-se campeã nacional nos 800 e nos 1500 metros

    Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche receberam cerca de 1500 jovens atletas

    Os concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos e Peniche receberam, entre 19 e 21 de maio, os campeonatos nacionais de iniciados do desporto escolar. Nos três concelhos, estiveram mais de 1500 jovens atletas, até aos 15 anos, e cerca de 250 professores, que acompanharam as provas em 12 modalidades desportivas.
    Em termos de resultados para os atletas da região, Caetena Neves, aluna do Agrupamento de Escolas Cister de Alcobaça, esteve em grande plano no atletismo. A atleta do Arneirense sagrou-se mesmo campeã nacional em duas disciplinas, nos 800 me tros e nos 1500 metros planos.
    Caetana Neves venceu a prova de 800 metros com o tempo de 2m30s94 e dobrou o “ouro” com a vitória nos 1500 metros, cumpridos em 5m10s34.
    Além de Catena Neves, estiveram ainda em destaque mais dois alunos da região que obtiveram pódios nas competições em que participaram, ambos na modalidade de Boccia.
    Na variante feminina, Margarida Neves, aluna do Agrupamento de Escolas Josefa D’Óbidos, de Óbidos, conquistou o terceiro lugar na categoria I3.
    Na variante masculina, destaque para Martim Marques, aluno do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, também com o terceiro lugar na categoria I3.
    Além das provas, que obrigaram a um grande trabalho de logística por parte da organização, a cabo do Desporto Escolar e dos três municípios, o evento contou, na quinta-feira, com um dia em que os alunos atletas puderam desfrutar de uma fan zone localizada na Cerca do Castelo, em Óbidos, onde puderam experimentar diversas atividades, como escalada, slide, tiro com arco. Com os alunos e professores concentrados, os presidentes dos três municípios deram-lhes as boas-vindas e assinalaram o espirito de fair-play que domina desta competição. ■

  • Caldas da Rainha: Feira das Traquitanas tem a sua primeira edição este sábado

    Caldas da Rainha: Feira das Traquitanas tem a sua primeira edição este sábado

    Este sábado, dia 27 de maio, vai realizar-se a primeira edição da Feira das Traquitanas na cidade das Caldas.
    Organizada pela Associação Nova Versão, esta iniciativa terá lugar na Rua Dr. Leão Azedo (ao lado do Terminal Rodoviário das Caldas) e vai repetir-se mensalmente, ao quarto sábado de cada mês (sendo que a partir de junho a decorrer na Praça 5 de outubro).
    Para este ano estão confirmadas as seguintes datas: 24 de junho, 22 de julho, 26 de agosto, 23 de setembro, 28 de outubro, 25 de novembro e ainda 23 de dezembro (esta última, tal como a primeira que ocorre este sábado, também a realizar na Rua Dr. Leão Azedo).
    A Feira das Traquitanas é uma feira de artigos em segunda mão, com artesanato, livros e outros produtos.
    A ideia da organização é que os participantes – vendedores e público – possam dar uma segunda vida a objetos que tenham em casa sem utilização, promovendo dessa forma conceitos importantes, como a sustentabilidade, o combate ao desperdício e outros.
    Os interessados podem obter mais informações através do tel. 919873836 ou do e-mail novav.aadl@gmail.com. ■

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