Categoria: Desporto

  • Exposição revisita primeiros 40 anos do Caldas SC

    Exposição revisita primeiros 40 anos do Caldas SC

    Mostra no Museu do Ciclismo recupera memórias, figuras e conquistas que marcaram o início do clube

    O Museu do Ciclismo inaugurou no passado sábado uma exposição dedicada aos primeiros 40 anos do Caldas Sport Club, numa iniciativa que revisita as origens e a afirmação do futebol na cidade, reunindo fotografias, recortes de imprensa e testemunhos de várias épocas.

    A mostra resulta de um trabalho de recolha que permite percorrer, painel a painel, diferentes gerações de futebolistas, desde os primórdios da prática da modalidade no concelho até à década de 1950.

    Para Mário Lino, diretor do Museu do Ciclismo, a exposição pretende resgatar memórias “que ainda hoje se conservam no baú das saudades”, evidenciando as diferenças entre o futebol de outrora e o atual. O responsável destacou o carácter amador dos primeiros tempos, marcados por jogadores que conciliavam o desporto com profissões exigentes e que competiam “com amor ao clube”, muitas vezes em condições difíceis.

    A iniciativa assume-se também como uma homenagem a todos os que passaram pelo emblema caldense ao longo da sua história, desde atletas a dirigentes, sublinhando valores como a dedicação, a humildade e o sentido de pertença que marcaram várias gerações.

    Já o presidente do Caldas, Rodrigo Amaro, considerou que a exposição representa “uma bonita homenagem” ao percurso do clube, lembrando que os primeiros anos foram determinantes para a sua afirmação. O dirigente destacou a rápida evolução registada nas décadas iniciais, culminando com a subida à primeira divisão nos anos 50, um dos momentos mais marcantes da história do Caldas.

    “Foi uma época de ouro”, referiu, recordando que a equipa conseguiu manter-se entre a elite durante várias temporadas, alcançando resultados relevantes frente a adversários de maior dimensão. Esse período coincidiu também com uma forte mobilização da cidade, com o Campo da Mata frequentemente cheio, refletindo o impacto do clube na comunidade local.

    Rodrigo Amaro sublinhou ainda a importância de preservar a memória coletiva, defendendo que o conhecimento da história é essencial para projetar o futuro. “Nenhuma instituição tem futuro se não olhar para trás”, afirmou, apontando o legado dos fundadores e das gerações seguintes como referência para os desafios atuais e apelando aos sócios e aos adeptos do clube e do futebol a visitar a exposição, que deverá ficar patente até maio, quando o clube completa 110 anos.

  • Clube Padel Caldas recebeu elite do padel português

    Clube Padel Caldas recebeu elite do padel português

    Terceira edição do CPC Padel Cup teve quase 800 participantes em quatro estruturas

    O Clube Padel das Caldas organizou no passado fim de semana a terceira edição do CPC Padel Cup, este ano elevada à categoria 10.000 euros, num salto organizativo e competitivo que colocou o torneio entre os mais relevantes do calendário nacional. Nas competições principais, as duplas Peu Araújo/ Pedro Graça e Mafalda Fernandes/ Alexandra Silva foram as vencedoras, em duas finais de grande intensidade competitiva.

    A prova reuniu 880 inscritos, dos quais cerca de 770 atletas acabaram por integrar os quadros competitivos, um número que, segundo Martim Norte, responsável do clube, traduz bem a dimensão alcançada. “É um número excecional para um torneio desta magnitude”, sublinhou, destacando ainda a presença de vários jogadores do top 10 e top 20 nacional, o que garantiu a presença “dos melhores portugueses” nas Caldas da Rainha.

    O crescimento da competição obrigou, no entanto, a uma operação logística alargada a vários concelhos. Para além dos seis campos do Clube Padel das Caldas, o torneio contou com o apoio do Clube de Ténis das Caldas da Rainha, do Padel Rio Indoor, em Rio Maior, e do Inline Padel Center, na Lourinhã, num total de 15 campos em funcionamento. Uma logística exigente, mas funcionou graças ao trabalho “excecional” dos parceiros envolvidos, salientou.

    Dentro de campo, a participação de atletas da casa foi significativa, com várias dezenas de jogadores do Clube Padel das Caldas em competição. Entre os destaques, Tiago Constantino e Gonçalo Santos atingiram as meias-finais no escalão M6, enquanto Bernardo Bastos, treinador do clube, chegou aos quartos de final em M1. Também no nível M2 houve presença caldense nos quartos de final, com José Grilo, Miguel Agapito e André Poeira a ficarem perto das fases decisivas.

    A subida de categoria, de 5.000 para 10.000 euros em prémios monetários, implicou um esforço adicional, tanto financeiro como estrutural. Uma das exigências regulamentares levou mesmo a uma intervenção nas instalações, para garantir no campo central que os atletas pudessem jogar fora da estrutura metálica. “Foi um investimento necessário para cumprir os requisitos e elevar o torneio a este patamar”, explicou o responsável.

    O evento contou com o apoio de vários parceiros, maioritariamente locais, num sinal de confiança no crescimento do projeto. “Não é fácil garantir apoios para uma prova desta dimensão, mas felizmente tivemos um conjunto de entidades que tornaram possível este salto”, destacou.

    Fora das quatro linhas, o torneio traduziu-se também numa forte adesão do público. Ao longo do fim de semana, centenas de pessoas passaram pelo clube, com especial incidência nos períodos de maior afluência, ao final da tarde. “Tivemos o clube completamente cheio, com muita gente a assistir ao melhor padel do país”, referiu Martim Norte, sublinhando o orgulho pela resposta do público.

  • Caldas RC assinalou o 28.º aniversário com fim de semana cheio de atividades

    Caldas RC assinalou o 28.º aniversário com fim de semana cheio de atividades

    Clube recebeu torneios para escalões jovens e bateu o líder Arcos de Valdevez

    O Caldas Rugby Clube assinalou o seu 28.º aniversário com um fim de semana repleto de atividade desportiva, formação e convívio, reunindo atletas de todas as idades no Estádio Dr. José Luís de Melo Silveira Botelho e envolvendo centenas de participantes, sócios e simpatizantes.

    As comemorações tiveram como ponto central a aposta contínua na formação, evidenciada logo no torneio juvenil destinado aos escalões de sub-8, sub-10 e sub-12. Apesar das condições meteorológicas adversas, com chuva persistente, cerca de uma centena de jovens atletas marcaram presença, representando, além do clube anfitrião, o RC Santarém, os Mustangs de Almada e o Ericeira Rugby. A iniciativa destacou o papel do Caldas Rugby na promoção da modalidade junto dos mais novos, reforçando a sua base de recrutamento e desenvolvimento.

    A vertente formativa voltou a estar em evidência no domingo, com a realização de mais uma jornada do Torneio Nacional de Desenvolvimento, no escalão de sub-14. Já com melhores condições atmosféricas, a equipa caldense dominou por completo a competição, somando duas vitórias expressivas, sem sofrer qualquer ponto. O desempenho evidenciou a qualidade e evolução dos jovens atletas, apontando para um futuro promissor do rugby local, sustentado no trabalho regular e na participação competitiva.

    Paralelamente às atividades de formação, o momento alto das comemorações ocorreu com o jogo da equipa sénior, referente à 7.ª jornada da fase final do Campeonato Nacional 1. Num encontro exigente, frente ao líder CR Arcos de Valdevez, o Caldas RC demonstrou solidez tática e grande capacidade de sacrifício, acabando por vencer por 12-8.

    Num dia marcado pelo frio, chuva e vento ligeiro, os “pelicanos” entraram determinados e assumiram desde cedo o controlo da partida, com um jogo assente nas fases estáticas e na organização defensiva. A vantagem construída na primeira parte revelou-se decisiva, numa exibição em que a disciplina, a entreajuda e a eficácia na ocupação do terreno foram determinantes para travar a reação adversária.

    A segunda metade trouxe maior pressão por parte da formação minhota, mas o Caldas respondeu com uma defesa consistente e uma gestão inteligente do jogo, segurando a vantagem até ao final. A vitória, alcançada perante um adversário direto na luta pelos lugares cimeiros, foi celebrada como um marco simbólico nas comemorações do aniversário do clube.

    O programa contou ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Vítor Marques, que sublinhou o papel do clube no desenvolvimento desportivo e social da cidade. Na ocasião, foi anunciada a atribuição do estatuto de sócio honorário ao município, reforçando a ligação institucional entre ambas as entidades.

    As comemorações prolongaram-se para além da vertente competitiva, com momentos de convívio que juntaram atletas, famílias e adeptos na renovada ClubHouse do clube. O tradicional espírito de “terceira parte”, característico da modalidade, voltou a marcar presença, promovendo o convívio entre equipas e visitantes.

  • Clube Tiro do Oeste recebeu 140 atletas

    Clube Tiro do Oeste recebeu 140 atletas

    O Clube Tiro do Oeste (CTO) organizou, no dia 7 de março, o seu Torneio de Abertura, reunindo 140 atletas em representação de 21 clubes de norte a sul do país na vertente de ar comprimido, nomeadamente nas categorias de P10, C10 e Ccart. Esta competição nacional assinalou a estreia desportiva da carreira de tiro de 28 linhas do CTO, após a obtenção da respetiva certificação pela Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa de Tiro. O evento contou com a participação de um atleta olímpico e de vários membros da seleção nacional, cujas presenças, habituais em campeonatos europeus e mundiais, potenciaram a competitividade da prova. O CTO destacou que o torneio “demonstrou o interesse existente pela modalidade”, acrescentando que a dimensão do evento confirma a sua carreira de tiro como “o melhor espaço da modalidade do País”.

  • Iúri Lage   é vice-campeão do Endurance Tag Team Battles

    Iúri Lage é vice-campeão do Endurance Tag Team Battles

    Iúri Lage e André Mendes garantiram o pódio na divisão Elite. Iúri Lage prepara-se agora para o campeonato mundial na Alemanha

    Os atletas Iúri Lage e André Mendes conquistaram em dupla o segundo lugar na divisão Elite da 4ª edição do campeonato Endurance Tag Team Battles. A competição, organizada pela equipa Eagle Calisthenics, decorreu em Gondomar nos passadsos dias 14 e 15 de março, reunindo atletas europeus em provas a pares.

    A equipa foi formada por Iúri Lage, caldense que é atleta e fundador do Bar-Wings Clube de Calistenia de Caldas da Rainha, e André Mendes, do Seixal, que uniram forças para formar a dupla portuguesa mais forte, com o maior número de títulos nacionais na modalidade. Após os dois dias de competição, a dupla assegurou a segunda posição da categoria principal.

    Iúri Lage acredita que esta foi uma experiência competitiva positiva e que ambos os atletas portugueses conseguirão, em eventos futuros, reunir as condições necessárias para obter, novamente, a vitória em competições do mais elevado nível internacional.

    O atleta caldense considera que este evento lhe permitiu ganhar experiência positiva rumo ao campeonato mundial organizado pela FIBO e que ocorrerá nos dias 17 e 18 de abril em Colônia, Alemanha, para o qual se tornou o primeiro português qualificado entre os 16 participantes da ‘Calisthenics Cup’. Esta é uma prova com dimensão de campeonato mundial, organizada pela FIBO, e realiza-se a 17 e 18 de abril em Colónia, na Alemanha.

    À Gazeta das Caldas, Iúri Lage disse sentir-se “preparado e entusiasmado para representar Portugal no palco daquele que é o campeonato anual de referência a nível mundial da nossa modalidade”.

  • Caldas esbarra na resistência do líder

    Caldas esbarra na resistência do líder

    Golo solitário de Barandas ditou segunda derrota nesta fase

    O Caldas perdeu em casa com o Atlético por 0-1, no jogo que encerrou a primeira volta da fase de manutenção e descidas da Liga 3. Num encontro em que voltou a sofrer primeiro e lutou até final para dar a volta, a turma do pelicano criou ocasiões suficientes para conseguir outro resultado, mas esbarrou na organização defensiva do líder da série.

    A partida começou equilibrada, com as duas equipas a tentarem assumir o jogo mas a encontrarem dificuldades para chegar com perigo às balizas. João Tarzan teve o primeiro remate digno de registo, aos 16 minutos, com um disparo de meia distância que saiu ao lado.

    Com o passar do tempo, o Atlético foi crescendo e passou a instalar-se mais vezes no meio-campo do Caldas. As ocasiões claras tardavam, ainda assim, em surgir. Quando surgiram, cada equipa teve uma e a eficácia então demonstrada acabou por ser decisiva. Aos 38 minutos, os pelicanos conseguiram uma boa aproximação pela esquerda. Filipe Oliveira combinou com Dani Fernandes e, já na área, tentou servir na zona de finalização, mas a bola passou entre João Vieira e Januário, sem que nenhum conseguisse o desvio. Na resposta, marcou o Atlético, num lance que misturou alguma dificuldade do Caldas em sair da pressão do Atlético e uma ação individual do extremo Barandas.

    O Caldas reagiu na segunda parte e entrou mais pressionante. Dani Fernandes deu o primeiro sinal, logo aos 46 minutos, com um remate rasteiro ao lado depois de uma arrancada veloz a partir da esquerda.

    O domínio caldense intensificou-se com a expulsão, aos 60 minutos, de Santiago Hernández, que viu dois cartões amarelos em apenas dois minutos. João Aguiar já tinha refrescado o ataque e usou as restantes substituições para consolidar o futebol ofensivo do Caldas. Os pelicanos tiveram mais bola, muita presença no meio campo ofensivo e conseguiram trabalhar a bola para chegar à área, perante um Atlético que procurou fechar as linhas e tirar espaço na zona interior. Mesmo assim, Gonçalo Chaves esteve perto de marcar aos 67 minutos, com um remate que passou a rasar o poste, e voltou a ameaçar pouco depois, obrigando o guarda-redes adversário a defender. João Vieira teve também duas boas oportunidades, primeiro num cabeceamento por cima e depois num lance em que Fran González cortou no momento decisivo. Já nos descontos, Filipe Oliveira e Chaves ainda tentaram de longe, mas a bola teimou em não entrar.

    Apesar da derrota, o Caldas mantém o segundo lugar desta fase, embora tenha visto a margem para a linha de água reduzir-se de sete para quatro pontos.

  • Vitória em dia de Aniversário

    Vitória em dia de Aniversário

    Caldas obteve o segundo triunfo no Grupo dos Primeiros da 1.ª Divisão nacional de Rugby RC ao bater o CR Arcos de Valdevez por 12-8

    Foi um dia chuvoso, com vento ligeiro, mas frio, que acolheu o programa do 28º aniversário do Caldas RC, em sua casa, o Estádio Dr. José Luís de Melo Silveira Botelho.

    Tal não impediu que, logo pela manhã, o Torneio de Rugby Juvenil acolhesse cerca de uma centena de jovens Rugbistas, em representação dos nossos vizinhos e amigos do RC Santarém, dos Mustangs de Almada e do nosso parceiro o Ericeira Rugby.

    Também nesta manhã, o Presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Vítor Marques, que, como sempre, nos honrou com a sua presença. Recebido pelo Presidente da Direção do Caldas RC, Luís Gaspar, acompanhado pelos Vice-Presidentes David Esteves e Tomas Cambournac e pelo Presidente da Assembleia Geral, António Ferreira Marques, recebeu uma singela recordação deste dia tão especial e, na ocasião, endereçou palavras de agradecimento ao trabalho em prole do Desporto e da Cidade desenvolvido pelo clube ao longo destes anos, mostrando a total disponibilidade do Município para continuar a apoiar as várias atividades e iniciativas anunciadas no programa estratégico da atual Direção. Luís Gaspar agradeceu todo o apoio, nunca regateado pela CMCR, reforçando o compromisso da continuidade na formação de jovens atletas e cidadãos e da representação da Cidade no País. Aproveitou a oportunidade para anunciar a proposta à Assembleia Geral de premiar a CMCR como sócio honorário do Caldas RC, o que foi aceita, com regozijo pelo Presidente Vítor Marques.  

    A partida da 7ª jornada da Fase Final do CN1 apresentava-se como difícil para o Caldas RC. Defrontava o CR Arcos de Valdevez, na liderança da classificação e com pretensões, legítimas a chegar à final e ao campeonato, com uma equipa com muitas adaptações, fruto de lesões de recuperação longa e muitas ausências por motivos pessoais. 

    A resposta do espírito Pelicano não poderia ser melhor. Unidos, estruturados num plano de jogo mais conservador, bem implementado por toda a equipa, os Caldenses entraram, nas quatro linhas do seu relvado, com tudo para honrar o “verde e azul” e os 28 anos de Rugby nas Caldas Rainha.

    E os Pelicanos entraram com tudo.

    Logo aos 3 minutos, uma conquista em alinhamento, um maul bem montado, fase do jogo em que o Caldas é exímio, e o ensaio a ser concretizado por Tomas Cambournac, a jogar a nº8. Leonardo Ferreira, habitual asa e hoje adaptado a médio de abertura, não transformou e o placardaberto a 5-0.

    O Caldas, empolgado, passou a dominar, a partir de conquistas nas formações ordenadas e alinhamentos, conservando a posse e obrigando a erros adversários.

    Apenas a ausência dos habituais chutadores iam impedindo um melhor aproveitamento, à touch, das penalidades cometidas pela defensiva Arcuzense. Mas, quando possível, conquistas seguidas de mauls, e fases de avançados bem montadas a partir de scrums, iam criando várias oportunidades, prejudicadas na concretização por alguns erros não forçados.

    Finalmente aos 22 minutos, mais uma sequência de maul, uma fase de pick&go’spacientes, a oval a progredir até à última linha do CRAV e Rodrigo Cavaco Silva, o jovem hoje a estrear-se como médio de formação a concretizar o toque de meta. Leonardo Ferreira, acrescentou mais dois pontos, no pontapé de transformação, e colocou o marcador em 12-0.

    Vantagem que premiava o melhor Rugby dos Caldenses.

    Como lhe competia o CRAV reagiu. Passou a pressionar o meio-campo do Caldas e a espaços instalou-se nos 22 metros do seu adversário. Responderam os Pelicanos, defesa agressiva, não dando qualquer centímetro de vantagem.

    Aos 27 minutos, não conseguindo ultrapassar a linha de vantagem, o CRAV foi aos postes, na transformação de uma penalidade. Luís Salvado não falhou e reduziu para 12-3.

    Acentuou-se a pressão dos Minhotos, nos últimos 10 minutos. Várias ocasiões em que o jogo esteve instalado nos últimos 10 metros dos pelicanos, mas uma entrega total na defesa da sua linha de vantagem impediu qualquer hipótese para o CRAV pontuar. Placagens eficazes, obrigando a faltas no solo, formações ordenadas conquistadas ao adversário foram a nota de domínio dos Caldenses, Também se ganham jogos de Rugby dominando os princípios defensivos. 

    1ª Parte: Caldas RC – 12 (2E, 1T) vs CR Arcos de Valdevez – 3 (1P)

    A vantagem do Caldas ao intervalo resultava do domínio nas fases estáticas, uma defesa que nunca eu chances ao CRAV e na concretização das oportunidades nos 22 metros do adversário, a partir de jogo paciente de avançados. 

    O CRAV nunca conseguiu impor o seu jogo, talvez surpreendido pela resposta sempre muito intensa e física do XV da casa, na placagem e no jogo no solo.

    Para os segundos 40 minutos esperava-se uma resposta dos Arcuzenses. Conseguiriam os Pelicanos manter a compostura tática e a capacidade de luta? A resposta ditaria o resultado.

    Como se esperava o CRAV entrou determinado a dar a volta ao marcador desfavorável.

    Responderam os Caldenses mantendo uma capacidade física, uma defesa intransponível e o domínio das formações ordenadas, não cedendo qualquer vantagem na sua linha, provocando o erro e obrigando a faltas ao seu oponente. Sempre possível procuravam o contra-ataque e mantendo a posse no meio campo contrário. Este plano de jogo seria a chave para o triunfo.

    Aos 53 minutos, e numa jogada à entrada dos 22 metros do Caldas, saiu lesionado o talonador Alexis Scotto, pancada na cabeça, substituído Ricardo Correia que passou a pilar por troca com David Esteves. Na sequência a formação ordenada com introdução do CRAV foi bem conquistada pelos Minhotos, a oval jogada rápida até à ponta, aproveitando alguma desconcentração defensiva do Caldas, talvez na única ocasião em que tal aconteceu em todo o encontro, e o ensaio a ser concretizado pelo nº 11 João Serôdio. João Pedro Fernandes não transformou e o marcador em 12-8.

    Os Pelicanos voltaram a procurar montar o seu jogo. Recuperações da oval no contacto e a procura de contra-ataques e conquistas em alinhamentos seguidos de mauls sempre poderosos, apenas erros finais de manuseamento a impedirem oportunidades de pontuar.  

    Para o último quarto da partida acentuou-se a pressão do CRAV, em busca de inverter o resultado. O jogo passou a ser mais lutado do que jogado, os Pelicanos placavam tudo o que mexia e conquistavam a oval no jogo do solo, provocando faltas pelos avançados adversários.

    Uma dessas faltas, aos 69 minutos resultou a amostragem de um cartão amarelo e os consequentes 10 minutos no “banco do pecado” ao Pilar Sebastião Ibarra.

    Nos últimos 10 minutos, e com vantagem de mais um homem, os Pelicanos acreditavam que podiam vencer e não deram um palmo de terreno aos Minhotos.

    O CRAV ia tentando, mas com algum desespero face à resiliência do Caldas passou a jogar com alguma indisciplina, e aos 77 minuto viu o seu fly-half Luis Salvado também admoestado com a cartolina amarela, por contestação de decisão de arbitragem.

    Últimos minutos com os Arcuzenses a tentar tudo, mas sem qualquer cedência do Caldenses. 

    A partida terminou com o jovem árbitro Marco Minelli a ver-se obrigado a mostrar a cartolina vermelha a dois jogadores do CRAV, João Serôdio e Joel Gomes, por palavras dirigidas.

    O triunfo assentou bem aos Pelicanos. A equipa jogou sempre com a máxima concentração, unida e colocando o máximo vigor em todas as jogadas. O plano de jogo foi cumprido na perfeição, montado na conservação da oval, jogo de avançados paciente, explorando todas as oportunidades a partir das fases estáticas onde o Caldas foi claramente superior. Quando pressionados a defesa foi coriácea obrigando ao erro e à falta do adversário.

    Os Acurzenses tentaram sempre o ataque, mas nunca conseguiram contrariar o jogo dos Caldenses.

    A partida foi dirigida por Marco Minelli, auxiliado por elementos das duas equipas. Numa partida muito intensa e muito física teve que intervir disciplinarmente na parte final

    O troféu de MVP foi atribuído a Leonardo Ferreira, hoje em funções de médio de abertura. O galardão, uma oferta da Adega de Borba, foi entregue por Pedro Madaleno, em representação da PneuGreen, uma das legendas do Rugby Pelicano, jogador, o primeiro internacional com as cores do Clube Caldense, treinador e dirigente do Caldas RC.

    A festa de aniversário prolongou-se peal tarde restante e noite dentro, Algumas centenas de sócios, simpatizantes e amigos do Caldas RC, incluindo muitos dos nossos sócios expatriados que também aproveitaram para seguir as tês partidas do Torneio das 6 Nações, desfrutaram das magníficas condições da agora renovada Caldas Rugby ClubHouse. Também os nossos adversários participaram na já habitual 3ª parte, o que só acontece nesta nossa modalidade.

    No próximo sábado, o Caldas RC receberá o RC Lousã, no seu Estádio Dr. José Luís de Melo Silveira Botelho, para a a 8ª jornada desta Fase Final do cN1. No mesmo dia, de manhã, será disputada a 1ª Jornada Taça Silver no escalão Sub16, adiada devido à tempestade Kristin. Para as duas competições esperamos a presença dos sócios e simpatizantes do Caldas RC em apoio às suas equipas.

    O Caldas RC alinhou com: Afonso Oliveira, Alexis Scotto, André Stashko, António Pardal, Augusto Andrade, David Esteves, Diogo Vasconcelos, Filipe Gil, Francisco Santos, José Contreras (Cap.), Leonardo Ferreira (1T), Marcos Pedregal, Pedro Arruda, Rafael Cavaco Silva, Ricardo Correia, Ricardo Marques, Rodrigo Cavaco Silva (1E), Tomas Cambournac (1E), Wilson Bento
    Treinador: Luís Gaspar
    Preparador Físico: André Filipe
    Diretor de Equipa: António Ferreira Marques
    Fisioterapeuta: Cassandra Gonzalez (Physioclem)

  • Caldas perde contra o Atlético no fecho da primeira volta da fase de manutenção

    Caldas perde contra o Atlético no fecho da primeira volta da fase de manutenção

    Golo solitário de Barandas na primeira parte sentenciou o resultado no Campo da Mata, num jogo em que os visitantes atuaram reduzidos a dez jogadores na meia hora final

    O Caldas perdeu este sábado, por 0-1, frente ao Atlético no Campo da Mata, em partida a contar para a quinta e última jornada da primeira volta da fase de manutenção e descidas da Liga 3.

    O único golo do encontro foi apontado por Barandas aos 40 minutos. Após um erro na saída de bola na zona defensiva caldense, David Herrera encontrou o avançado do Atlético à direita, Barandas driblou David Lopes junto à linha de fundo e rematou para o fundo da baliza, fixando o resultado com que as equipas recolheram aos balneários.

    A segunda parte teve um Caldas a procurar dar mais intensidade ao ataque, o que se intensificou aos 60 minutos, quando Santiago Hernandez viu dois cartões amarelos em apenas dois minutos e recebeu ordem de expulsão. Reduzido a dez elementos, o conjunto visitante recuou as suas linhas para defender a vantagem, enquanto o Caldas procurou reforçar a presença no meio-campo ofensivo.

    Apesar do domínio territorial e da superioridade numérica, a equipa alvinegra não conseguiu concretizar as oportunidades. Nas mais flagrantes, aos 67 minutos, Chaves rematou a rasar o poste e, aos 81 minutos, João Vieira atirou por cima da baliza quando se encontrava em posição frontal para marcar.

    O Caldas mantém o segundo lugar com 14 pontos, mas vê a margem para a linha de água reduzir para quatro pontos.

    FICHA DE JOGO 
    Campo da Mata, Caldas da Rainha Árbitro: João Soares
    Árbitros assistentes: Mitchell Galvão e Bruno Costa 

    CALDAS: Wilson Soares; Rui Silva (Luis Farinha, 78′), Zé Ricardo, Rui Carreira e David Lopes (Tiago Catarino, 78′); Matheus Palmério (Pipo, 78′), Nuno Januário (Gonçalo Chaves, 57′), Dani Fernandes (Zé Gata, 57′) e Filipe Oliveira; João Vieira e João Rodrigues (cap.).
    Suplentes não utilizados: Duarte Almeida, Miguel Costa, Gonçalo Barreiras e Guilherme Lopes.
    Treinador: João Aguiar
    Disciplina: nada a assinalar

    ATLÉTICO: Rodrigo Dias; Bruno Almeida, Fran Gonzalez, Duarte Henriques e Vicente Durand (Caio, 89′); Ruben Marques (cap.), Cesar (Okoli, 70′), Herrera (Herrera, 78′) e Barandas (Catarino, 78′); Santiago Hernandez e David Silva (Suker, 70′).
    Suplentes não utilizados: José Bolívar, Nico, Delcio e Paulinho.
    Treinador: Pedro D’Oliveira
    Disciplina: cartão amarelo para Santiago Hernandez (58′ e 61′), Caio (93′); cartão vermelho para Santiago Hernandez (61′)

    Golos: 0-1 por Barandas (40′).

    João Aguiar: “Pelo que fizemos na segunda parte, o resultado é claramente injusto”

    O treinador do Caldas, João Aguiar, considerou injusta a derrota frente ao Atlético, sublinhando que a equipa criou oportunidades suficientes para alcançar outro resultado.

    O técnico destacou o equilíbrio da primeira parte, apesar da maior posse de bola do adversário. “O Atlético teve mais bola, mas não estava a criar situações de perigo. A nossa pressão não estava bem encaixada e isso criou algum frisson, mas sem oportunidades claras”, afirmou. O golo adversário surgiu numa perda de bola na saída para o ataque, num tipo de lance que o treinador admitiu estar identificado. “Sabíamos que o Atlético é perigoso nas transições, porque tem jogadores muito rápidos, e acabámos por sofrer dessa forma”, lamentou, lembrando que, pouco antes do golo, o Caldas teve uma ocasião clara para marcar.

    Já na segunda parte, o treinador entende que a equipa justificou outro desfecho. “Pelo que se passou na segunda parte, o resultado é claramente injusto. A equipa deu uma grande resposta e criou cinco situações claras de golo”, disse, apontando a boa exibição do guarda-redes adversário e alguma falta de eficácia como fatores decisivos.

    Apesar da derrota, o técnico valorizou a atitude da equipa. “Perdemos mantendo as nossas ideias e os jogadores fizeram exatamente o que lhes pedimos. Quando há esta entrega e vontade, está tudo bem”, salientou.

    Fechada a primeira volta desta fase, João Aguiar faz um balanço positivo, destacando que os pelicanos aumentaram a vantagem para a linha de água. “Será uma luta até ao fim, mas acredito que podemos resolver a situação nos próximos jogos”, afirmou.

    O treinador deixou ainda uma palavra de confiança para os jogadores mais jovens que têm sido chamados à equipa. “Conto com todos. Tivemos de remodelar toda a defesa por lesões e castigos e a equipa respondeu. O Guilherme Lopes, o Tiago Catarino, o Dani ou o Miguel Costa estão preparados. Confio em todos e não hesito em lançá-los quando é preciso”, concluiu.

    Pedro D’Oliveira: “Tiro o chapéu aos jogadores pela atitude que tiveram”

    O treinador do Atlético, Pedro D’Oliveira, considerou que a vitória frente ao Caldas foi justa, destacando sobretudo a atitude da sua equipa num jogo que classificou como muito difícil.

    “Foi uma vitória muito difícil. O Caldas está muito bem e percebe-se que os jogadores estão num excelente momento, talvez o melhor da época”, afirmou o técnico no final da partida. “Desde a entrada do [João] Aguiar, vinham de uma sequência de vitórias e tinham perdido apenas um jogo”, acrescentou.

    Apesar das dificuldades, Pedro D’Oliveira destacou a resposta do Atlético, sobretudo depois de a equipa ter ficado reduzida a dez jogadores. “A vitória é merecida pela atitude que demonstrámos, tanto com onze, como com dez. A atitude não baixou e, mesmo ficando mais difícil, unimo-nos ainda mais”, sublinhou.

    O treinador revelou que a equipa estava preparada para a reação do Caldas, lembrando que os pelicanos já tinham recuperado de desvantagens nesta fase da competição. “Sabíamos que o Caldas já tinha dado a volta a dois resultados depois de estar a perder ao intervalo, por isso estávamos alerta”, referiu.

    Na segunda parte, e especialmente após a expulsão, o técnico destacou a organização defensiva da sua equipa. “Tiro o chapéu aos jogadores, que identificaram rapidamente o que era necessário fazer, sobretudo sem bola. Ajudaram-se muito, não permitiram o jogo interior e controlaram bem as segundas bolas e os cruzamentos”, explicou.

    Pedro D’Oliveira considerou ainda que o segredo para manter a motivação da equipa, que lidewra esta série, passa pelo trabalho diário. “Os jogadores perceberam que havia mais para jogar e ganhar. A motivação vem do trabalho durante a semana e isso reflete-se ao fim de semana”, concluiu, destacando também o apoio dos adeptos que acompanharam a equipa.

  • Cicloturismo: Passeio de Sexta-feira Santa dos Amigos do Patareco

    Cicloturismo: Passeio de Sexta-feira Santa dos Amigos do Patareco

    No dia 3 de abril vai realizar-se a 15ª edição do Passeio da Sexta-feira Santa dos Amigos do Patareco. O evento contará com percurso longo e outro curto, ambos a começar e a terminar junto ao pelourinho de Santa Catarina, a partir das 8h00. Haverá a bênção dos ciclistas e está confirmada a presença de Sérgio Paulinho, que apadrinha a iniciativa. No final do passeio realiza-se um almoço convívio. A organização tem um prémio para o maior grupo inscrito. Inscrições através do 919569498.

  • Atletas do CT Caldas vencem torneios Sub-16 e Interclubes

    Atletas do CT Caldas vencem torneios Sub-16 e Interclubes

    Clube de Ténis das Caldas da Rainha conquistou dois títulos em torneios do escalão Sub-16 e registou uma vitória e um empate nos campeonatos de Interclubes de Veteranos, no fim de semana de 7 a 9 de março. Nos torneios de escalão Sub-16 de Nível C, Salvador Rato sagrou-se campeão nas variantes de singulares e pares, na competição realizada em Alcobaça. Em Espinho, Alexandre Mermod venceu o torneio de singulares do mesmo escalão. No campeonato de Interclubes de Veteranos, a equipa de +45 Femininos, composta por Eva Johansson, Esther Picard e Nicola Waddington, derrotou a formação de Almeirim por 3-0. Na competição de Veteranos +50 Masculinos, a equipa das Caldas da Rainha, constituída por Benjamin Seel, Marco Gomes, Miguel Silva e Rui Silva, registou um empate por 1-1 contra o Almeirim.

  • Pimpões destacam-se no Torneio Especialista

    Pimpões destacam-se no Torneio Especialista

    Equipa caldense registou um segundo lugar coletivo nos Cadetes e quatro vitórias no Torneio Especialista

    Os Pimpões encerraram o mês de fevereiro com múltiplos pódios, o segundo lugar por equipas no escalão de cadetes e um total de 64 recordes pessoais alcançados em quatro competições de natação realizadas em Lisboa, Pombal e Coimbra. O calendário desportivo incluiu a presença no Arena Lisbon International Meeting, no Torneio Especialista e em dois torneios na cidade de Pombal.

    No Torneio Especialista em Coimbra, a equipa arrecadou quatro primeiros lugares. Mikhael Onutskyy venceu a prova de Costas na categoria Júnior, Santiago Parreira triunfou na prova de Crol no mesmo escalão, Guilherme Rebelo obteve a primeira posição em Mariposa como Juvenil e Rodrigo Coutinho venceu em Mariposa entre os Juniores. O certame contou com 170 atletas inscritos. Ainda em Coimbra, a formação caldense registou quatro segundas posições, com o desempenho dos nadadores Hugo Santos (Bruços, Júnior), Débora Inácio (Costas, Juvenil), Maria Vala (Estilos, Juvenil) e Guilherme Cabral (Estilos, Juvenil). A nadadora sénior Inês Piño encerrou a participação ao classificar-se no terceiro posto na especialidade de Crol.

    A nível internacional, os Pimpões participaram no Arena Lisbon International Meeting, no Complexo de Piscinas do Jamor. O torneio englobou 769 atletas provenientes de 86 clubes, incluindo 19 formações estrangeiras. Os doze representantes dos Pimpões (Gil Lemos, Guilherme Cabral, Guilherme Rebelo, Hugo Santos, Inês Piño, José Marques, Maria Vala, Mikhael Onutskyy, Pedro Silva, Rodrigo Coutinho, Santiago Parreira e Vasco Lemos) alcançaram o apuramento direto para três finais e somaram 10 recordes pessoais no decurso da competição.

    No dia 28 de fevereiro, no Torneio Cidade de Pombal para o escalão de Cadetes, a comitiva caldense, composta por 20 atletas (oito masculinos e doze femininos), garantiu a segunda posição na classificação coletiva. A prova, disputada em piscina curta de 25 metros, reuniu 132 nadadores de 11 clubes. Nesta deslocação, o grupo da SIR “Os Pimpões” estabeleceu 34 novos recordes pessoais.

    No mesmo local, Os Pimpões particxiparam no 12.º Torneio Cidade de Pombal, direcionado aos escalões de Infantis e Absolutos, que registou a inscrição de 157 desportistas de 12 equipas. O emblema caldense marcou presença com nove nadadores: Maria Albuquerque, Tomás Albuquerque, Iara Camacho, Roberto Canas, Diana Carlos, Mafalda Quaresma, Tomás Rocha, Tiago Rolinho e João Tempero. Neste evento, a equipa assegurou a obtenção de mais 20 recordes pessoais, concluindo o ciclo de provas mensais.

    A equipa de Cadetes esteve em bom plano em Pombal

  • Torneio da Mulher apoiou a Liga Portuguesa Contra o Cancro

    Torneio da Mulher apoiou a Liga Portuguesa Contra o Cancro

    Iniciativa solidária foi a PAP da finalista de Desporto Sofia Coito e mobilizou cerca de 80 atletas

    Uma aluna finalista do curso de Desporto da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, Sofia Coito, organizou um torneio de padel exclusivamente feminino para angariar fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). O Torneio da Mulher teve lugar no dia 8, Dia Internacional da Mulher, integrado na Prova de Aptidão Profissional (PAP) da aluna, surgiu na sequência de uma situação familiar e vai ainda contar com uma palestra aberta ao público, no dia 20 deste mês.

    Sofia Coito revelou que a ideia para a sua PAP teve origem num diagnóstico de cancro da mama da sua mãe, em 2023. “Foi algo que abalou tanto a mim como à minha família, por isso decidi transformar essa dor numa causa maior”, explicou a aluna, sublinhando que a meta é auxiliar cidadãos que enfrentam problemas idênticos.

    A escolha do padel baseou-se no crescimento da popularidade desta modalidade. A aluna optou pelas instalações do Clube de Padel das Caldas (CPC), que já estava a preparar um torneio para o Dia da Mulher. O processo exigiu a angariação de patrocínios, alimentação para as atletas e a recolha de prémios para sorteio. No plano desportivo, estruturou os quadros e coordenou a operação no terreno para garantir que o evento decorresse sem falhas.

    A competição registou a participação de 40 duplas, mobilizando 80 mulheres. A exclusividade feminina cruzou a especificidade do diagnóstico oncológico com a celebração do Dia Internacional da Mulher. A organização contabilizou mais de cem euros apenas da venda de rifas. A este valor somam-se as receitas das inscrições, verbas que serão totalmente entregues como donativo à Liga Portuguesa Contra o Cancro.

    Álvaro Coelho, coordenador do Grupo de Apoio das Caldas da Rainha da LPCC, enalteceu a iniciativa da estudante. A instituição opera sem fins lucrativos, não tem financiamento estatal e depende exclusivamente de doações. “É muito importante ver uma jovem já sensibilizada para esta causa”, afirmou. O responsável destacou a relevância de intervir nas escolas alertando para a alimentação, proteção da pele, tabagismo e Vírus do Papiloma Humano (HPV).

    Como complemento à vertente desportiva, o projeto da estudante engloba uma palestra especializada agendada para o dia 20 de março, a decorrer entre as 17h00 e as 18h30, no auditório da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. A apresentação abordará a doença oncológica de forma cronológica, iniciando na fase de prevenção e avançando para a reabilitação, que será dividida nas vertentes psicológica, fisioterapêutica e desportiva. O painel de oradores integra Jéssica Margarida, fisioterapeuta oncológica na Physioclem; Marisa Lourenço, psicóloga da LPCC; e Vítor Ilharco, especialista em exercício físico do Balance. A sessão formativa dirige-se aos alunos de desporto, mas será totalmente aberta ao público.

    Sobre o seu futuro profissional, Sofia Coito diz que ponderou enveredar pela fisioterapia, mas que está agora mais inclinada para ingressar na Polícia de Segurança Pública.

    O torneio, exclusivo para mulheres, teve grande participação

  • Acrotramp apura todos os ginastas para o nacional

    Acrotramp apura todos os ginastas para o nacional

    Clube obteve a primeira posição em todas as categorias em que participou

    O Acrotramp Clube das Caldas apurou para os campeonatos nacionais e provas qualificativas todos os 19 ginastas que participaram no Campeonato Territorial de Trampolim Individual e Sincronizado, realizado a 7 de março no Pavilhão Municipal de Santarém.

    O clube obteve a primeira posição em todas as competições em que entrou, registando uma taxa de sucesso de 96% em 48 séries realizadas, registando a+enas duas falhas por interrupção de série.

    Em Trampolim Individual, alcançaram a primeira posição Audrey Hanson (Infantis Femininos), Duarte Pereira (Infantis Masculinos), Margarida Santos (Iniciados Femininos), Constança Correia (Juvenis Femininos), Rita Laranjeira (Juniores Femininos), Daniel Peres (Juniores Masculinos) e Caetana Santos (Juvenis Femininos da 1.ª Divisão). Adicionalmente, subiram ao pódio Margarida Ângelo, Bia Soares, Iris Silva, Maria Inês Rasteiro, Sofia Borges e Lara Murtinho. As ginastas Maria Miranda Simão, Mariana Stashko, Marta Louro, Lara Marcelo, Sara Figueiredo e Francisca Correia obtiveram também a classificação necessária para o apuramento.

    Na vertente de Trampolim Sincronizado, o Acrotramp assegurou o primeiro lugar nos escalões femininos através das duplas Marta Louro e Maria Simão (Infantis), Margarida Santos e Lara Marcelo (Iniciados), Caetana Santos e Sofia Borges (Juvenis), e Rita Laranjeira e Lara Murtinho (Juniores). As duplas Mariana Stashko e Audrey Hanson, Iris Silva e Bia Soares, e Maria Inês Rasteiro e Constança Correia asseguraram o segundo posto nas respetivas categorias.

    A prova ficou marcada pela ausência dos clubes do norte do distrito, que não puderam comparecer ainda devido aos efeitos da tempestade Kristin. Perante este cenário, a organização não procedeu à atribuição de títulos individuais e por equipas.

  • Caldas volta a sorrir fora de casa com golo de penálti

    Caldas volta a sorrir fora de casa com golo de penálti

    Pelicanos revelaram consistência defensiva e aumentaram margem de conforto

    O Caldas conquistou em Évora uma vitória preciosa diante do Lusitano (0-1), colocando fim a um jejum de vitórias fora que durava há sete jogos, o encontro no Restelo contra o Belenenses, a 4 de outubro, que os caldenses venceram por 0-2. O triunfo foi construído com eficácia e solidez defensiva e permitiu aos pelicanos isolarem-se no segundo lugar da série, aumentando para sete pontos a margem para a linha de água.

    A partida começou com maior iniciativa da equipa alentejana, que assumiu o controlo territorial desde cedo. O Lusitano instalou-se com frequência no meio-campo defensivo do Caldas e tentou chegar ao golo sobretudo através de bolas paradas. Logo aos cinco minutos, Franco Almara obrigou Wilson Soares a uma defesa complicada na sequência de um livre direto.

    Apesar de ter mais bola e maior presença ofensiva, a equipa da casa raramente conseguiu ultrapassar a organização defensiva dos pelicanos, que se mostraram sempre concentrados e solidários na proteção da sua baliza, mesmo depois da saída por lesão de Clemente a meio da primeira parte. O Caldas procurava explorar as transições, mas teve dificuldades em criar perigo durante largos períodos do primeiro tempo.

    O momento decisivo acabou por surgir perto do intervalo. Aos 41 minutos, Filipe Oliveira escapou pela esquerda e cruzou junto à linha de fundo. No corte, Mauro Andrade tocou a bola com a mão e o árbitro apontou para a marca de grande penalidade. Chamado a converter, João Tarzan mostrou frieza e colocou os pelicanos em vantagem, voltando aos golos após 18 partidas em branco.

    A segunda parte trouxe um Lusitano mais pressionante, mas também um Caldas mais confortável no jogo. A equipa orientada por João Aguiar conseguiu gerir melhor os ritmos e continuou a revelar grande consistência defensiva, dificultando a criação de ocasiões claras por parte dos alentejanos.

    Ainda assim, a reta final trouxe momentos de maior aperto. Aos 75 minutos, Wilson Soares respondeu com segurança a um remate de Lucão, após livre de Fran Pereira. Já perto do final, Lucão voltou a ameaçar, desta vez por cima, antes de Botché Candé acertar na barra em tempo de compensação. No último lance, Eurichano Carvalho obrigou o guarda-redes do Caldas a nova intervenção decisiva. Mesmo reduzidos a 10 jogadores nos descontos, após a expulsão de Duarte Maneta, os pelicanos resistiram até ao apito final e seguraram três pontos importantes, num jogo em que soube sofrer.

    “Luta vai ser até ao fim”

    O treinador do Caldas, João Aguiar, mostrou-se satisfeito com o triunfo em Évora, sublinhando que a equipa cumpriu o principal objetivo da deslocação. Em declarações à Diana FM, o técnico destacou a importância do resultado num jogo exigente. “Temos de estar satisfeitos com o resultado. Era esse o nosso objetivo quando viemos para Évora e quando preparámos esta semana”, afirmou. O treinador salientou o espírito de equipa e o apoio vindo das bancadas. “Por vezes os resultados conquistam-se desta forma, através da entreajuda dos jogadores e do apoio do público que veio das Caldas. Nos minutos finais deram muita força para segurar o resultado.” João Aguiar reforçou também que a luta nesta fase da Liga 3 continuará equilibrada até ao fim, lembrando que “qualquer equipa pode ganhar em qualquer campo”.

  • CT Caldas: soma vitórias no Superspin e no Interclubes

    CT Caldas: soma vitórias no Superspin e no Interclubes

    Equipa de Veteranos +35 venceu contra Marinha Grande e CETL. Atletas de singulares destacaram-se em Pombal e Leiria

    O Clube de Ténis das Caldas da Rainha (CTCR) registou um conjunto de resultados positivos durante o fim de semana de 28 de fevereiro a 1 de março, com destaque para o desempenho da equipa de Veteranos e para as prestações individuais nos circuitos regionais.
    Na competição de equipas, referente ao Interclubes Veteranos +35 Masculinos, a formação das Caldas da Rainha obteve duas vitórias expressivas. A equipa venceu o Clube de Ténis da Marinha Grande por 4-1 e replicou o mesmo resultado frente ao Clube de Escola de Ténis de Leiria (CETL).
    No plano individual, a primeira etapa do Circuito SuperSpin, realizada em Pombal, resultou na conquista de dois títulos para o clube caldense. Virginie Verschaets sagrou-se campeã no escalão F1, enquanto Caetano Perez assegurou o primeiro lugar na categoria M2. Na mesma prova, João Crespo alcançou a final do escalão M2, terminando a competição no segundo lugar.
    Paralelamente, em Leiria, decorreu o torneio Smash Tour nas instalações do CETL. O atleta Lourenço Inácio destacou-se no escalão Sub-9, atingindo a final da prova e garantindo a posição de finalista.

  • MVD: soma vitórias em seniores e não seniores

    MVD: soma vitórias em seniores e não seniores

    Clube alcançou múltiplos pódios nas Caldas da Rainha e em Castelo Branco

    O MVD registou resultados positivos nas fases zonais de badminton da Zona Centro, disputadas durante o mês de fevereiro, com a conquista de diversos títulos nas vertentes sénior e não sénior.
    Na 2.ª Jornada Não Sénior – Fase Zonal Centro, que decorreu no dia 28 de fevereiro no Pavilhão da Escola Afonso Paiva, em Castelo Branco, a comitiva do MVD, composta por 12 atletas, obteve um total de 11 medalhas entre primeiros e segundos lugares.
    No escalão Sub-15, Pedro Nunes destacou-se ao vencer em Pares Homens, fazendo dupla com Ruben Nunes (DCB), e em Pares Mistos, ao lado de Margarida Guerra. Ainda nesta categoria, a dupla Maria Ventura e Margarida Guerra alcançou o 2.º lugar em Pares Senhoras, o mesmo resultado obtido por Guilherme Saavedra e Maria Ventura em Pares Mistos.
    No escalão Sub-17, Constança Gustavo venceu a prova de Singulares Senhoras. A atleta repetiu o triunfo em Pares Senhoras, jogando com Rita Marques. Nos Sub-19, Ruben Marques garantiu o 2.º lugar em Singulares Homens.
    A 1 de março, realizou-se a jornada sénior no Pavilhão Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha. O MVD participou igualmente com 12 atletas, marcando presença em cinco finais e vencendo três. Lucas Rodrigues conquistou o 1.º lugar em Singulares Homens Absolutos. Em Pares Mistos B, a vitória sorriu a Rafael Miguel e Beatriz Sacramento, enquanto Ana Maçãs venceu em Pares Senhoras C, em parceria com Joana Medeiros (ARECO).
    Na mesma competição sénior, registaram-se ainda os segundos lugares de Gabriel Tomás com Camila Ochoa (CBL) em Pares Mistos B, e de Afonso Silva com Duarte Ferreira em Pares Homens C.

  • Rodrigo Amaro recandidata-se à presidência do Caldas

    Rodrigo Amaro recandidata-se à presidência do Caldas

    Atual presidente avança para um novo mandato de três anos, elegendo a sustentabilidade financeira e a melhoria das infraestruturas como prioridades

    Rodrigo Amaro anunciou formalmente a sua recandidatura à presidência do Caldas Sport Clube. O dirigente que lidera o emblema há cerca de três anos propõe-se a um novo mandato trienal sob o lema “Sangue Novo, os valores de sempre”. O ato eleitoral deverá realizar-se durante o corrente mês de março.
    Na declaração de apresentação da recandidatura, Rodrigo Amaro fez um balanço da gestão entre 2024 e 2026, período durante o qual a direção afirma ter devolvido “estabilidade ao clube como um todo”. O presidente destacou a implementação de um modelo de gestão financeira baseado em centros de custos e a reativação de modalidades. “Alcançámos resultados positivos que abriram a porta a uma gestão mais sólida e com verdadeira perspetiva de futuro”, declarou.
    No próximo triénio, a lista candidata apresenta-se com uma direção renovada, integrando elementos da atual equipa e novos membros. O dirigente sublinha que a candidatura não parte “do zero”, mas sim de uma “base sólida”, tendo como objetivo a consolidação do trabalho realizado.
    Os pilares estratégicos do projeto assentam na sustentabilidade financeira, na melhoria das infraestruturas e num projeto desportivo que a direção classifica como ambicioso. “Queremos um Caldas competitivo, estável e preparado para o futuro, com decisões responsáveis”, afirmou Rodrigo Amaro.
    O presidente em exercício referiu ainda o peso institucional dos 110 anos de história do clube, descrevendo a liderança do Caldas SC como uma “missão” de compromisso com os sócios e a cidade. “É respeito pela nossa história (…), feita por gerações de homens e mulheres que construíram o clube que hoje temos”, concluiu. ■

  • Pimpões organizou Festival Aquático

    Pimpões organizou Festival Aquático

    Mais de 250 alunos participaram, na manhã de 28 de fevereiro, no Festival Aquático da escola de natação dos Pimpões, que decorreu nas Piscinas Municipais das Caldas da Rainha. A iniciativa voltou a reunir famílias, professores e alunos num momento de convívio e celebração da atividade desenvolvida ao longo da época.
    O evento integrou todos os níveis da escola, desde a adaptação ao meio aquático para bebés até aos escalões mais avançados, refletindo o crescimento e o envolvimento da comunidade ligada à natação.
    Ao todo, estiveram presentes mais de 250 participantes.
    A edição deste ano teve como tema o universo do Super Mario Bros., com decoração e ambiente inspirados no conhecido videojogo, o que trouxe cor e criatividade à iniciativa e entusiasmou os mais novos.
    No final, todos os alunos receberam um diploma de participação, como reconhecimento pelo empenho e dedicação demonstrados. A organização destacou ainda o contributo dos colaboradores e voluntários que apoiaram a realização do festival, sublinhando que o seu empenho foi determinante para o sucesso da manhã.

  • Futebol de Praia: Árbitro de Óbidos é o melhor do país

    Futebol de Praia: Árbitro de Óbidos é o melhor do país

    O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol divulgou as classificações dos árbitros de Futebol de Praia (categorias C1FP, C2FP e CFFP) relativas à temporada 2024/2025 e Ivo Madureira, filiado na AF Leiria, foi o melhor classificado na primeira categoria. A AF Leiria teve ainda o segundo melhor classificado, o marinhense Wilson Gomes. Na AF Leiria, António Lopes, de Alvaiázere, foi promovido à primeira categoria.

  • Caldas: no Campo da Mata é o Rei do dramatismo

    Caldas: no Campo da Mata é o Rei do dramatismo

    Pelicanos somam quarta de cinco vitórias em casa pelo mesmo resultado e com reviravolta e já estão no segundo lugar

    Quando uma coisa acontece muitas vezes, deixa de ser coincidência e passa a ser “regra”, ou um hábito. Se o resultado que está na ficha do Caldas-Amora parece familiar ao leitor, é porque é mesmo. O Caldas tem cinco vitórias para a Liga 3 em casa, todos pela margem mínima. Mas há mais: quatro delas foram por este mesmo resultado (2-1), todas conseguidos com reviravolta consumada na segunda parte e com o golo decisivo apontado nos últimos minutos. O Campo da Mata, que é um anfiteatro, está, por isso, esta época transformado em palco de dramatismo para os adeptos alvinegros. Mas isso também é sinónimo de como a formação caldense resiste e prevalece perante a dificuldade.
    O encontro de sábado teve uma carga emotiva logo à partida, com o plantel a prestar homenagem a Marco Cruz, adepto, sócio e membro da claque Sector 1916 (de regresso neste jogo para a homenagem) que faleceu após doença prolongada.
    Após o apito inicial, a equipa de João Aguiar foi rapidamente à procura de um golo que invertesse esta tendência de sofrer primeiro em casa (só não aconteceu na vitória por 1-0 contra a Académica). A equipa alinhada num 4-2-3-1 a garantir muita profundidade e capacidade de pressão sobre o adversário, condicionando-o e remetendo-o ao seu último reduto.

    Com uma asa esquerda particularmente ativa, com Farinha, Clemente e o apoio próximo de Filipe Oliveira, Gonçalo Barreiras teve duas boas oportunidades, uma devolvida pela barra, outra passou a rasar o poste.
    O bom início durou cerca de 20 minutos. A partir daí o Amora conseguiu sacudir a pressão do Caldas e acabou por chegar ao golo ao minuto 25. Passividade do Caldas na zona de meio campo, bola para o corredor esquerdo, centro de Checkie a colocar a bola entre Duarte Maneta e Wilson e João Oliveira encostou para o golo.
    A reação só veio na segunda parte, mas veio novamente com força. João Aguiar lançou Dani Fernandes e o jovem extremo rapidamente começou a sacudir o jogo e a trazer imprevisibilidade. O Caldas passou também de ter extremos a jogar com o pé exterior para pé interior (canhoto na direita e dextro na esquerda) e as entradas de Zé Gata e do reforço João Vieira aumentaram a capacidade ofensiva dos pelicanos. Zé Gata (70’), num belo movimento interior e remate colocado. Com o Caldas sempre em cima do Amora, foi Dani Fernandes que deu a vitória ao minuto 81, ao desviar de cabeça um livre cobrado por Zé Gata. Uma vitória sofrida, mas justa para os caldenses.

    “Na Mata é até ao fim”
    “Foi uma vitória à Caldas”, começou por afirmar o técnico, sublinhando a identidade competitiva da equipa quando atua no Campo da Mata. “Os adversários têm que saber que aqui é até ao fim. Já foi assim com o 1.º de Dezembro e voltou a ser agora”. Depois de uma boa entrada, “andámos ali um pouco perdidos e o Amora fez o golo. Ao intervalo disse aos jogadores que só conseguiríamos dar a volta fazendo aquilo que trabalhámos.” A resposta surgiu na segunda parte, com os jogadores saídos do banco a serem decisivos. João Aguiar destacou a importância da competitividade interna e da versatilidade tática. “Eles têm que estar preparados para jogar e para não jogar. A resposta tem sido muito boa. Trabalham muito durante a semana e quando entram dão tudo. Para mim é fundamental que o grupo todo se sinta importante.”

  • Frederico Silva aguarda avião fretado pela ATP para sair dos Emirados

    Frederico Silva aguarda avião fretado pela ATP para sair dos Emirados

    O tenista caldense Frederico Silva disse hoje que aguarda pelo avião fretado pela Associação de Tenistas Profissionais (ATP) para retirar os jogadores que estão em Fujairah, após o cancelamento do torneio, devido a ataques aéreos nos Emirados Árabes Unidos.

    “A ATP tinha sugerido um voo charter de Muscat para Milão, mas teríamos de ser nós a assumir os custos, que eram cinco mil euros cada um. Então, continuámos à procura de outras opções. Entretanto, hoje, a ATP disse que os custos desse voo seriam assumidos por eles e, assim, vamos acabar por aproveitar essa hipótese, que sai na quinta-feira de Muscat”, contou o jogador natural das Caldas da Rainha, em declarações à Lusa.

    Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e outras zonas estratégicas nos países vizinhos, entre os quais os Emirados Árabes Unidos.

    Já na terça-feira os destroços de um drone intercetado pelas defesas antiaéreas provocaram um incêndio numa instalação petrolífera a cerca de 15 quilómetros do local do torneio, que acabou por ser cancelado e os jogadores aconselhados a aguardarem no hotel.

    “Hoje, as coisas aqui estiveram tranquilas. Conseguimos ir um pouco ao clube. Acabámos por nos mexermos um bocado, não estivemos o dia todo fechados no hotel, o que acabou por ser bom. Sabemos que noutros sítios as coisas não acalmaram, mas aqui, pelo menos em Fujairah, temos a impressão de que não houve nada de grave”, relatou.

    Frederico Silva, de 30 anos, conta que o plano de saída de Fujairah passa por “uma viagem de autocarro, organizada pela ATP, com partida na quinta-feira”, logo pela manhã rumo a Muscat, capital de Omã, de onde sairá o avião com destino a Milão.

    “Vamos chegar amanhã [quinta-feira], às 22:30, a Milão, neste voo da ATP, e depois, na sexta-feira de manhã, seguimos para Lisboa. Vou ficar uma ou duas semanas em Portugal, a treinar em terra batida, para depois jogar um torneio na Croácia nessa superfície”, revelou o número 240 do ranking mundial.

    *com agência Lusa

  • Rodrigo Amaro recandidata-se à presidência do Caldas SC

    Rodrigo Amaro recandidata-se à presidência do Caldas SC

    Atual dirigente avança para um novo mandato de três anos, elegendo a sustentabilidade financeira e a melhoria das infraestruturas como prioridades

    Rodrigo Amaro anunciou formalmente a sua recandidatura à presidência do Caldas Sport Clube. O atual dirigente, que lidera o emblema há cerca de três anos, propõe-se a um novo mandato trienal sob o lema “Sangue Novo, os valores de sempre”. O ato eleitoral deverá realizar-se durante o corrente mês de março.

    Na declaração de apresentação da recandidatura, Rodrigo Amaro fez um balanço da gestão entre 2024 e 2026, período durante o qual a direção afirma ter devolvido “estabilidade ao clube como um todo”. O presidente destacou a implementação de um modelo de gestão financeira baseado em centros de custos e a reativação de modalidades. “Alcançámos resultados positivos que abriram a porta a uma gestão mais sólida e com verdadeira perspetiva de futuro”, declarou.

    Para o próximo triénio, a lista candidata apresenta-se com uma direção renovada, integrando elementos da atual equipa e novos membros. O dirigente sublinha que a candidatura não parte “do zero”, mas sim de uma “base sólida”, tendo como objetivo a consolidação do trabalho realizado.

    Os pilares estratégicos do projeto assentam na sustentabilidade financeira, na melhoria das infraestruturas e num projeto desportivo que a direção classifica como ambicioso. “Queremos um Caldas competitivo, estável e preparado para o futuro, com decisões responsáveis”, afirmou Rodrigo Amaro.

    O presidente em exercício referiu ainda o peso institucional dos 110 anos de história do clube, descrevendo a liderança do Caldas SC como uma “missão” de compromisso com os sócios e a cidade. “É respeito pela nossa história (…), feita por gerações de homens e mulheres que construíram o clube que hoje temos”, concluiu.

  • Liga 3: Caldas opera reviravolta e vence Amora

    Liga 3: Caldas opera reviravolta e vence Amora

    Golos de Zé Gata e Dani Fernandes na segunda parte anularam a vantagem inicial dos visitantes conseguida por João Oliveira

    O Caldas recebeu e venceu, este sábado, o Amora por 2-1. A formação da casa garantiu os três pontos graças a uma reviravolta consumada na segunda parte, com influência direta das substituições promovidas pelo treinador João Aguiar.

    O encontro iniciou-se com ascendente da equipa alvinegra, com uma postura ofensiva e forte pressão sobre um Amora que vinha de (mais) uma mudança no comando técnico. Aos sete minutos, Gonçalo Barreiras cabeceou à barra após cruzamento de Filipe Oliveira. Um minuto depois, o mesmo Gonçalo Barreiras desviou a rasar o poste, na sequência de uma jogada de Clemente pela linha de fundo.

    Apesar da entrada pressionante do Caldas, foi o Amora quem inaugurou o marcador aos 25 minutos. Numa jogada em que o Caldas ficou na expectativa, Mauro Antunes e Miguel Checkie construíram pela esquerda, Checkie colocou na área entre Duarte Maneta e Wilson permitindo a João Oliveira finalizar e fixar o 0-1, resultado com que se atingiu o intervalo.

    Para a segunda metade, o técnico do Caldas lançou Dani Fernandes (ao intervalo) e posteriormente Zé Gata (aos 57 minutos), alterações que se revelaram decisivas. O golo do empate surgiu aos 60 minutos: Zé Gata recebeu na direita de Filipe Oliveira, fletiu para o interior e rematou cruzado e rasteiro de pé esquerdo, sem hipótese para o guarda-redes Daniel Azevedo.

    A reviravolta no marcador concretizou-se aos 80 minutos, a premiar uma segunda parte em modo “ataque total” por parte do Caldas. Na sequência de um livre na meia-direita, Zé Gata colocou a bola na área e Dani Fernandes desviou subtilmente de cabeça para o 2-1. Nos minutos finais, o Caldas dispôs ainda de oportunidades para ampliar a vantagem em contra-ataque.

    Com esta vitória o Caldas sobe ao segundo lugar da Série 2 da Fase de Manutenção e Descidas, com 11 pontos, os mesmos que o Lusitano de Évora (próximo oponente dos pelicanos), enquanto Amora e 1.º Dezembro ficaram mais sozinhos na zona de descida, com 4 e 6 pontos, respetivamente.

    A partida ficou também marcada por uma homenagem do claque Sector 1916, do plantel do Caldas a Marco Cruz, sócio do clube e membro da claque falecido recentemente. Além do minuto de silêncio, os jogadores colocaram uma coroa de flores no local onde a claque costumava ficar. Os elementos do Sector 1916 mostraram uma tarja de homenagem e soltaram balões após o minuto de silêncio. O árbitro da partida, João Mendes, juntou-se também ao momento, oferecendo à claque os cartões amarelo e vermelho.

    Ficha de Jogo

    Árbitro: João Mendes
    Assistentes: Rui Mendes e Nelson Almeida
    CALDAS: Wilson Soares, Rui Silva (David Lopes, 41’), Matheus Palmério, Diogo Clemente (Cap.), Nuno Januário (Dani Fernandes, 46’), Duarte Maneta, Gonçalo Barreiras (João Vieira, 56’), Luís Farinha (Zé Gata, 56’), Edu Monteiro, João Rodrigues, Filipe Oliveira.
    Suplentes não utilizados: Duarte Almeida, Pipo, Guilherme Lopes, Tiago Catarino, Rui Carreira.
    Treinador: João Aguiar
    Disciplina: cartão amarelo para Matheus Palmério (48’), Duarte Maneta (84’), Zé Gata (90’+4’).

    AMORA: Daniel Azevedo, Marlom Couto, Miguel Checkie (Gustavo Barros, 83’), Mauro Antunes (Cap.), João Oliveira, Aboubacar Katty (Ednilson Teixeira, 69’), Miguel Lopes, Joaquim Marques (Tony, 75’), Filipe Marques, Ali Camara (Fábio Pala, 69’), Hélio Cruz (Traoré, 83’).
    Suplentes não utilizados: Diego Andrade, Pedro Teixeira, Wendel Souza, Afonso Costa.
    Treinador: Rui Maside
    Disciplina: cartão amarelo para Ali Camara (28’), Miguel Lopes (90’+2’), Fábio Pala (90’+4’).
    Golos: 0-1 (João Oliveira, 26’); 1-1 ( Zé Gata, 61’), 2-1 (Dani Fernandes, 81’).

    João Aguiar: “Na Mata é até ao fim”

    No final da partida, o treinador do Caldas João Aguiar destacou a atitude dos seus jogadores, a força do grupo e o apoio determinante dos adeptos.

    “Foi uma vitória à Caldas”, começou por afirmar o técnico, sublinhando a identidade competitiva da equipa quando atua no Campo da Mata. “Os adversários têm que saber que aqui é até ao fim. Já foi assim com o 1.º de Dezembro e voltou a ser agora.”

    O treinador reconheceu uma entrada forte da sua equipa, com oportunidades claras para inaugurar o marcador, mas admitiu dificuldades na transição da pressão alta para um bloco médio, momento em que o Amora aproveitou para se adiantar. “Andámos ali um pouco perdidos e o Amora fez o golo. Ao intervalo disse aos jogadores que só conseguiríamos dar a volta fazendo aquilo que trabalhámos.”

    A resposta surgiu na segunda parte, com os jogadores saídos do banco a serem decisivos. João Aguiar destacou a importância da competitividade interna e da versatilidade tática. “Eles têm que estar preparados para jogar e para não jogar. A resposta tem sido muito boa. Trabalham muito durante a semana e quando entram dão tudo. Para mim é fundamental que o grupo todo se sinta importante.”

    O treinador voltou a insistir naquilo que considera inegociável: “Há uma coisa que nunca pode faltar a esta equipa: atitude e vontade de ganhar.” Mesmo após a derrota na jornada anterior, em Covilhã, Aguiar sentiu que a equipa nunca deixou de acreditar. “Temos que acreditar até ao fim e acreditar no que trabalhamos.”

    O técnico deixou uma nota de satisfação para o apoio vindo da bancada: “Uma coisa que me deixa muito feliz é ver cada vez mais adeptos no estádio. Precisamos deles até ao fim.”

    Com quatro equipas atrás na classificação e uma vantagem pontual que começa a dar algum conforto, o técnico rejeita qualquer sensação de missão cumprida. “Esta equipa nunca se pode sentir confortável. Até atingirmos o objetivo, ninguém pode tirar o pé. Quem estiver confortável sai, há sempre outro pronto para entrar.”

    João Aguiar deixou ainda palavras especiais para Dani Fernandes, jovem da formação do Caldas que está há oito anos no clube e tem vindo a ganhar protagonismo: “O Dani foi meu jogador no primeiro ano que vim para o Caldas, para os iniciados, acompanhou-me nos juniores, na equipa B. Passou por um momento muito difícil, que foi a lesão que teve, estava praticamente sem jogo há um ano e meio. É alguém em quem eu acredito muito, que sempre trabalhou no máximo e tem uma uma humildade muito boa. O Dani e principalmente a mãe dele tiveram que passar muito para ele estar aqui, para poder vir todos os dias treinar. É um miúdo que nunca abandonou o Caldas e se calhar teve muitas propostas. Acredito muito nele, vai ter que continuar a trabalhar cada vez mais, mas acho que é alguém para quem o Caldas e o futebol vão começar a olhar cada vez mais”.

  • Aluna da Bordalo Pinheiro leva mini-basket a crianças do 1.º ciclo

    Aluna da Bordalo Pinheiro leva mini-basket a crianças do 1.º ciclo

    A Prova de Aptidão Profissional de Adriana Fialho proporcionou um dia diferente a 36 alunos do 3.º e do 4.º anos e promoveu a modalidade

    O Pavilhão Rainha D. Leonor transformou-se num espaço de descoberta para três dezenas de alunos do primeiro ciclo do Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro, que participaram num encontro de mini-basket organizado por Adriana Fialho, finalista do curso profissional de Desporto. A iniciativa integrou a sua Prova de Aptidão Profissional (PAP).

    A escolha da modalidade não foi por acaso. “Quis fazer um evento de mini-basket, que é o desporto que pratico desde pequena”, explicou Adriana Fialho, sublinhando que nesta vertente “o objetivo não é a competição, mas a aprendizagem e o gosto pela atividade”. Para a aluna, o essencial é transmitir o espírito da modalidade: “O objetivo do mini-basket é semear o amor ao basquetebol. Foi isso que também aconteceu comigo e ficou para a vida”.

    Dirigida a crianças do 3.º e 4.º anos, a atividade procurou também alargar horizontes desportivos aos jovens. “A sociedade está muito direcionada para o futebol e eu queria tentar mudar isso um bocadinho, mostrar mais desportos”, afirmou. “As crianças não devem ser forçadas a fazer futebol só porque é o que está na moda. Podem descobrir talento e gosto noutra modalidade”, defendeu.

    Na organização do evento, Adriana contou com o apoio dos restantes colegas de turma, que foram distribuídos por equipas de monitorização, acompanhamento e arbitragem, garantindo o funcionamento das atividades. “Deixei dois alunos por cada seis crianças, como monitores, para motivar e acompanhar, e oito colegas ficaram na arbitragem, em duplas, para cada campo”, explicou.

    Para reforçar a componente técnica, a aluna finalista contou ainda com a colaboração de um antigo treinador, Carlos Carrasquinho, que participou na preparação e marcou presença como observador.

    Para Adriana Fialho, o maior indicador de sucesso é a reação dos participantes. “O que mais importa é ver a felicidade deles. Alguns nunca tinham pegado numa bola de basquetebol e estão a adorar. O importante é que saiam daqui contentes e com vontade de voltar”, disse.

    O percurso de Adriana está já ligado ao basquetebol. Foi praticante, atualmente é árbitra oficial de mesa na Associação de Basquetebol de Leiria e pretende continuar a investir na área. O próximo passo é formar-se na Faculdade de Ciências do Desporto e tirar também o curso de treinadora. Tem o objetivo de manter a ligação à modalidade, nem que seja como segunda atividade.

    A professora Catarina Lino, diretora de turma e coordenadora da PAP, destacou o trabalho desenvolvido pela aluna nesta atividade enquadrada no percurso formativo do curso, que tem coordenação de Ana Paula Domingues. No último ano, os alunos planeiam e implementam uma atividade desportiva, passando por todas as fases, desde a organização e contactos até à execução e avaliação final. Segundo a docente, estas provas funcionam como uma ponte para o mercado de trabalho, complementadas por estágios e parcerias com entidades desportivas da região.

    Adriana Fialho (à direita), com a diretora de turma e coordenadora da PAP, Catarina Lino

  • Pimpões alcançam terceiro e quarto lugar na fase nacional de apuramento

    Pimpões alcançam terceiro e quarto lugar na fase nacional de apuramento

    Fase final decorre em julho em Dublin

    A secção de Hip-Hop dos Pimpões garantiu o apuramento de duas equipas de competição para o Dance World Cup 2026, que se realizará em Dublin, na Irlanda, no próximo mês de julho. A qualificação foi obtida no Dance World Cup Qualifier Portugal, que decorreu no passado domingo, no Porto.

    As prestações das equipas nas eliminatórias nacionais ditaram o acesso ao palco mundial. No escalão júnior, a equipa Troubletones subiu ao pódio ao conquistar o 3.º lugar na categoria Large Group Street Dance, com 79,8 pontos. Por sua vez, no escalão Children da categoria Small Group Street Dance, as Minitroubletones alcançaram a 4.ª posição, com 79,3 pontos, a apenas uma décima do pódio.

    O contingente dos Pimpões, orientado pelas professoras Patrícia Mendes e Sofia Bernardino e pela coreógrafa Alexandra Almeida, é composto pelas atletas Carolina Martins, Clarisse Vasconcelos, Edna Barradas, Eva Pedro, Filipa Dias, Francisca Silva, Inês Lourenço, Inês Lamy, Inês Macedo, Leonor Gonçalves, Luana Gesteiro, Mafalda Henninger, Madalena Gomes, Maria Clérigo, Maria Beatriz Xavier, Maria Leonor Gonçalves, Matilde Antunes, Matilde Jacinto, Matilde Ribeiro, Sara Rangel, Sofia Santos e Sofia Silva.

    A coletividade destaca que este apuramento resulta do “trabalho, dedicação, disciplina e espírito de equipa”, valores centrais do clube. Com a qualificação assegurada, o foco da secção será a preparação da participação no Campeonato do Mundo e para a angariação de fundos necessária para suportar a logística da deslocação.

    As Minitroubletones ficaram no quarto posto, a uma décima do pódio

  • Ciclismo: Escola dos Pimpões premiada na gala regional

    Ciclismo: Escola dos Pimpões premiada na gala regional

    A Escola de Ciclismo “Os Pimpões” foi premiada na Gala de Encerramento da época, da Associação de Ciclismo de Santarém. Na Taça Regional de Escolas – Estrada, Lara Henriques (Sub-7 femininos) e Miguel Leandro (Sub-13 masculinos) conquistaram o primeiro lugar nos respetivos escalões. Alice Corado (Sub-9) e Rafael Pinto (Sub-13) obtiveram o segundo lugar, enquanto Sofia Vieira (Sub-7) ficou na terceira posição. Coletivamente, a escola alcançou o terceiro posto na mesma competição.

  • Acrotramp apura cinco ginastas para o Nacional

    Acrotramp apura cinco ginastas para o Nacional

    Prova não atribuiu títulos distritais dada a ausência dos clubes do norte do distrito

    O Acrotramp Clube de Caldas iniciou a época desportiva com o apuramento direto de cinco atletas para o Campeonato Nacional, no âmbito do Campeonato Territorial de Duplo Minitrampolim e Tumbling, realizado a 22 de março.

    A competição ficou marcada pela ausência dos clubes do norte do distrito, impossibilitados de comparecer devido aos efeitos da tempestade Kristin, o que levou a que a associação distrital decidisse pela não atribuição de títulos individuais ou coletivos. No entanto, a prova manteve o seu caráter decisivo para o apuramento de ginastas para os Campeonatos Nacionais e para as provas qualificativas subsequentes.

    O clube caldense participou com uma comitiva de 19 ginastas, tendo registado o primeiro lugar na classificação em todos os escalões onde competiu.

    Conseguiram o apuramento direto para os nacionais os ginastas Lara Murtinho, Zoe Mendes, Caetana Santos, Ivo Rosa e Daniel Peres. Além destes, a maioria dos restantes atletas garantiu presença na prova qualificativa da disciplina.

    Quanto aos resultados, nos Infantis Femininos, Audrey Hanson obteve o 1.º lugar, seguida por Mariana Stashko em 3.º e Maria Miranda Simão em 8.º. Em Infantis Masculinos, a vitória foi para Duarte Pereira.

    No escalão de Iniciados Femininos, Margarida Santos classificou-se em 1.º lugar, Iris Silva em 2.º, Bia Soares em 4.º e Lara Marcelo em 5.º.
    Em Juvenis Femininos, Sofia Borges alcançou a 1.ª posição, com Maria Inês Rasteiro em 3.º, Constança Correia em 4.º e Maria Mercês Simão em 5.º lugar. Na 1.ª Divisão deste escalão, Caetana Santos obteve o 1.º lugar.
    Nos Juniores Femininos, Lara Murtinho ficou em 1.º, Zoe Mendes em 4.º, Francisca Correia em 6.º e Sara Figueiredo em 7.º lugar. Em Juniores Masculinos, Daniel Peres assegurou o 1.º lugar.

    Finalmente, em Seniores Masculinos, Ivo Rosa completou a lista de vitórias do clube ao classificar-se na 1.ª posição.

  • Formação do Caldas RC triunfa em casa e no Porto

    Formação do Caldas RC triunfa em casa e no Porto

    Equipa de Sub-16 somou duas vitórias na Taça Silver, os Sub-14 lideraram a jornada do Nacional de Desenvolvimento

    As camadas jovens do Caldas RC tiveram um bom regresso à competição após a interrupção devido aos efeitos do mau tempo.

    No escalão Sub-16, a contar para a 2.ª jornada da Taça Silver do Torneio Nacional de Desenvolvimento, a equipa conjunta formada pelo Caldas RC, Ericeira Rugby e Academia Ubuntu deslocou-se ao campo de Ramalde, no Porto. A formação obteve duas vitórias expressivas, contra a formação conjunta do CDUP e ER Trofa, por 54-7 e contra o RC Lousã por 29-0.

    Este desempenho insere-se num contexto competitivo da Taça Silver, que permite confrontos mais equilibrados após uma fase regional exigente contra os principais clubes nacionais.

    Simultaneamente, nas Caldas da Rainha, o Estádio Dr. José Luís de Melo Silveira Botelho acolheu a 3.ª Jornada do Desenvolvimento Nacional (2.ª Fase Primavera) em Sub-14. O Caldas RC venceu o torneio caseiro, terminando em primeiro lugar com duas vitórias: 38-0 frente ao CDUP/Colégio Júlio Dinis e 33-21 contra o Norte Unido. A jornada ficou marcada pelo desportivismo, uma vez que o Caldas RC, apresentando-se apenas com dez atletas, contou com a cedência de jogadores do RC Santarém e dos restantes adversários para completar o XV inicial.

    Na classificação final desta jornada Sub-14, o Caldas RC ficou no topo, seguido pelo RC Santarém e CDUP/CJD, com o Norte Unido na quarta posição.
    Quanto ao calendário futuro, os Sub-16 disputarão a 3.ª jornada em Alcochete, a 7 e 8 de março, contra o GDA/Sporting e o Belenenses. Já os Sub-14 deslocam-se à Vila da Moita a 1 de março, regressando a casa no fim de semana de 14 e 15 de março.

    Seniores ainda sem ganhar
    No Campeonato Nacional da 1.ª Divisão – Grupo Título, a equipa sénior dos pelicanos continua sem ganhar. Na quarta jornada o Caldas RC deslocou-se a Monsanto para defrontar o GD Direito, encontro que terminou com a vitória da equipa da casa por 53-13.

  • João Almeida arranca nova época já com dois pódios

    João Almeida arranca nova época já com dois pódios

    Caldense deverá ainda ir ao Paris-Nice e à Catalunha, antes do Giro d’Italia, em maio

    O ciclista caldense João Almeida arrancou um novo pódio na Volta ao Algarve, depois do segundo lugar na Volta à Comunitat Valenciana. É, portanto, um arranque de época promissor para o atleta natural de A-dos-Francos.

    Este ano, após o segundo triunfo consecutivo de António Morgado na clássica da Figueira da Foz, os caldenses seguiam com particular atenção a participação dos dois filhos da terra na 52ª edição da Volta ao Algarve.

    A primeira etapa foi ganha ao sprint pelo francês Paul Magnier, da Soudal Quickstep, o primeiro camisola amarela deste ano e que viria a festejar nova vitória de etapa no quarto dia.

    No segundo dia deu-se a primeira seleção dos homens da geral, com a subida ao Alto da Fóia. João Almeida, que corre pela UAE Emirates XRG Sprint, foi terceiro, atrás do francês Paul Seixas (da Decathlon) e do espanhol Juan Ayuso (da Lidl Trek), ficando a sete segundos do novo camisola amarela e um dos principais candidatos à vitória na geral, Ayuso (que até ao último ano era da equipa de João Almeida).

    António Morgado também se mostrou em bom plano, naquilo que será a preparação da equipa, e em particular desta dupla, para o Giro d’Italia. O salirense chegou em 20º. No dia seguinte era um contrarrelógio de 19,5 quilómetros, que abriu distância dos dois primeiros, ficando João Almeida a 44 e a 37 segundos. O caldense apontou então à última etapa e à subida ao Alto do Malhão. António Morgado, que tinha ganho posições no contrarrelógio, não alinhou à partida para um último dia que fica marcado pelas constantes tentativas de João Almeida de vencer a prova, mas também pela boa defesa dos dois ciclistas que estavam à sua frente na geral.

    No final, João Almeida mostrou-se contente com o nível que apresentou para este momento da época e feliz com o apoio que recebeu na estrada. O caldense salientou ainda o trabalho que tem feito ao nível do contrarrelógio e frisou que está a fazer a sua preparação para o Giro, que vai decorrer em maio. Até lá está prevista a ida ao Paris-Nice e também à Volta à Catalunha. Já António Morgado deverá correr várias clássicas até à sua estreia nas grandes voltas.

  • Caldas travado pelos leões na Serra da Estrela

    Caldas travado pelos leões na Serra da Estrela

    Serranos foram mais eficazes, somaram a segunda vitória nesta fase da prova

    O Caldas voltou a sair da Covilhã sem pontos, ao perder por 1-0 num jogo equilibrado e decidido num dos raros momentos de eficácia da equipa da casa.
    Depois da vitória na ronda inaugural, os pelicanos procuravam dar continuidade ao bom momento, mas encontraram uma partida fechada e com poucas oportunidades durante a primeira parte.

    O Sp. Covilhã teve mais bola, mas foi o Caldas a mostrar melhor critério nas aproximações à área contrária, mas, quer de um lado, quer do outro, ia faltando critério na tomada de decisão para criar perigo e os defesas iam-se superiorizando aos avançados.

    O jogo parecia encaminhar-se para o intervalo sem história quando, aos 36 minutos, surgiu o lance que acabou por decidir a partida. Uma boa combinação pela direita terminou com um cruzamento atrasado e André Liberal a finalizar com precisão, no primeiro remate enquadrado dos serranos.

    O Caldas respondeu com um remate de João Tarzan (40’) que foi a melhor oportunidade dos pelicanos na primeira parte, mas saiu ao lado.
    Em desvantagem, o Caldas reagiu e regressou do intervalo com outra atitude. Com alterações ao intervalo para dar mais presença no ataque, a equipa de João Aguiar entrou mais pressionante, mais subida no terreno e passou largos períodos instalada no meio-campo adversário. João Tarzan e Gonçalo Barreiras, logo no primeiro minuto, deram os primeiros sinais, mas não conseguiram bater Galil.

    Os pelicanos somaram cantos, livres laterais e remates condicionados, mas esbarraram sempre numa defesa organizada e num guarda-redes atento. Exemplo foi outro lance perigoso, ao minuto 61. Boa iniciativa individual de Dani Fernandes pela esquerda e a derivar para o meio, o remate saiu desviado por um defesa para canto.

    Do outro lado, o Sp. Covilhã foi gerindo a vantagem e, com as substituições, voltou a equilibrar o jogo, apostando nas transições rápidas.

    Os serranos ficaram mesmo perto do segundo golo em duas situações de perigo, uma delas negada por uma grande defesa de Wilson (72’). O Caldas ainda tentou um forcing nos minutos de compensação, com a equipa subida e a bancada visitante a puxar, mas faltou definição no último terço.

    Num encontro de números equilibrados e decidido em detalhe, o Caldas paga a falta de eficácia ofensiva e de concentração num momento defensivo. Apesar da derrota, a resposta na segunda parte deixou sinais positivos para a luta que se segue nesta exigente fase de manutenção.

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