Tag: Edição 5529

  • Encerramento da cirurgia do cancro da mama gera contestação

    ULS do Oeste entre as sete que vão perder o serviço a partir de abril

    A Unidade Local de Saúde do Oeste está entre as sete ULS no país que, a partir do próximo dia 1 de abril, vão deixar de realizar cirurgias ao cancro da mama, por decisão da direção executiva do SNS. Elsa Baião, presidente do CA da ULSO diz respeitar a decisão, “apesar de não ter sido acolhida a proposta efetuada”. De acordo com a responsável, a unidade das Caldas “está dotada de todos os meios físicos e humanos necessários para o tratamento do cancro de mama, tendo havido um grande investimento humano e material nesta área, ainda que não cumpra todos os requisitos definidos pelo grupo de trabalho para definição da rede de referenciação hospitalar para cirurgia geral”. Em causa está o número de cirurgias/ano. Em 2023 foram operadas 32 doentes, mas “nem todas as doentes com estas patologia têm indicação cirúrgica imediata. Encontram-se em tratamento na ULSO mais do dobro destas doentes”, faz notar a responsável. Elsa Baião espera que a Unidade de Patologia Mamária se mantenha a funcionar, ainda que em articulação com outras entidades, pois “tem capacidade de resposta médica e cirúrgica nesta patologia, com tempos de espera mínimos comparativamente com outras instituições”, justifica.
    António Curado, presidente do Conselho da Sub-Região Oeste da Ordem dos Médicos, vê esta decisão da Direção Executiva do SNS com “enorme preocupação” e espera que a “mesma seja revertida, à semelhança do que se passou com outras ULS”. Considera que implica a “despromoção dos cuidados hospitalares no Oeste e a diminuição da diferenciação das equipas cirúrgicas, com consequente menor atractibilidade de profissionais”. Ao mesmo tempo, “há riscos de afetação negativa da idoneidade formativa de novos cirurgiões nos hospitais do Oeste”, salienta o também médico, que não compreende este desinvestimento quando se projeta um novo Hospital.
    Destaca os investimentos recentes em tecnologias associadas à terapêutica cirúrgica na Unidade de Patologia da Mama que, “apesar de não ter atingido o número mínimo de 100 cirurgias em 2023, tem uma equipa completa de três cirurgiãs dedicadas e conta ainda com um cirurgião plástico recentemente contratado”. Entende que os médicos da Sub-Região do Oeste “não poderão aceitar esta decisão de ânimo leve” e lembra que o bastonário Carlos Cortes já se pronunciou sobre o tema, considerando a decisão “surpreendente, que vai diminuir a resposta às populações e ter um impacto negativo”.
    De acordo com o médico, muitos dos casos diagnosticados na região eram diretamente reportados para o IPO de Lisboa, agravando as listas de espera. Com a criação da ULS espera uma maior integração de cuidados e, olhando para as estatísticas do cancro da mama (cerca de 7040 novos casos/ano), para uma população oestina é expectável um número estimado de cerca de 165 novos casos de cancro da mama, por ano, o que “justifica plenamente” a existência desta Unidade, conclui.
    Também o presidente da Câmara, Vítor Marques, mostrou-se “preocupado” com a decisão da Direção Executiva da SNS. Lembrou que tem havido um investimento na Unidade e que esta tem uma “capacidade de resposta muito acima da média nacional”, pelo que o normal seria que “esta pudesse acolher doentes provenientes de outros locais, com tempos de espera superiores.
    A Câmara das Caldas vai pedir o agendamento de uma reunião como responsável do SNS para mostrar a sua “preocupação e indignação” com a decisão tomada, alertando para o esvaziamento de respostas desta ULS. ■

  • Que novidades trouxe o Orçamento de Estado para 2024?

    Que novidades trouxe o Orçamento de Estado para 2024?

    Catarina Gregório Luís
    Partner/Advogada na Lacerda Dias & Associados- Sociedade de Advogados

    Foi publicado, através da Lei nº82/2023 de 29 de dezembro, o Orçamento de Estado para 2024, do qual destacamos algumas das medidas mais relevantes, infra:
    Ajudas de custo e compensação por utilização de viatura própria
    Existiu uma atualização do valor das ajudas de custo: Deslocações nacionais: 62,75€ (antes 50,20); Deslocações internacionais: 148,91€ (antes 89,35); Quilómetros: 0,40€ (antes 0,36 euros)
    No IRS, os nove escalões de rendimento foram atualizados em 3%, no que respeita ao rendimento coletável. Foi introduzida uma redução nas taxas marginais dos seguintes escalões: i. 1,25 pontos percentuais no 1.º escalão; ii. 3,0 pontos percentuais no 2.º escalão; iii. 3,50 pontos percentuais no 3.º escalão; iv. 2,50 pontos percentuais no 4.º escalão; v. 2,25 pontos percentuais no 5.º escalão
    O valor do mínimo de existência, ou seja, o patamar de rendimento até ao qual não há lugar ao pagamento de IRS, aumenta para 11 480 euros.
    Existiu um reforço IRS Jovem, sendo alargada a isenção nos seguintes moldes: – No primeiro ano: isenção total, com limite de 40 x IAS (20.370,40 euros); – No segundo ano: isenção de 75%, com limite de 30 x IAS (15.277,80 euros); – No terceiro e quarto anos: isenção de 50%, com limite de 20 x IAS (10.185,20 euros); – No último ano: isenção de 25% com limite de 10 x IAS (5.092,60 euros).
    Nos benefícios fiscais, a determinação do lucro tributável das empresas e sujeitos passivos com contabilidade organizada, deixa de estar previsto que, para efeitos do “incentivo fiscal à valorização salarial”, os aumentos salarias tenham de ser estabelecidos por instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho dinâmica (IRCT). O aumento mínimo acima da remuneração mínima mensal garantida, passa a ser de, pelo menos, 5% ao invés dos anteriores 5,1%. Os períodos de tributação de 2023 e 2024, enquadram o conceito de IRCT, a portaria de extensão e a portaria de condições de trabalho.
    Passam a estar sujeitas a IRC, à taxa de 12,5% sobre os primeiros € 50.000 de matéria coletável, as entidades qualificadas como startup que reúnam, as seguintes condições: i) sejam empresas inovadoras com um elevado potencial de crescimento ou às quais tenha sido reconhecida idoneidade pela ANI, na prática de atividades de investigação e desenvolvimento ou certificação do processo de reconhecimento de empresas do setor da tecnologia; ii) tenham concluído, pelo menos, uma ronda de financiamento de capital de risco ou mediante a aportação de instrumentos de capital ou quase capital por parte de, nomeadamente, business angels; iii) tenham recebido investimento do Banco Português de Fomento, ou de fundos geridos por este, ou por empresas suas participadas, ou de um dos seus instrumentos de capital ou quase capital.
    As pensões até 1020 euros irão receber um aumento de 6,2%.
    A entrega do ficheiro SAF-T da contabilidade à AT passa a ser aplicável apenas a partir dos períodos de 2025 e seguintes. Até 31 de dezembro de 2024 ainda serão aceites faturas em PDF.
    Em 2024, o Governo alarga a medida da gratuitidade das creches a entidades públicas não abrangidas pela Lei n.º 2/2022, de 3 de janeiro, desde que estas disponibilizem oferta ao público,nos termos já legislados para o alargamento da medida ao setor lucrativo, com efeitos no ano letivo 2023-2024.

  • “O Campeonato do Mundo de Surf fica em Peniche durante os próximos cinco anos”

    O presidente da Câmara de Peniche, Henrique Bertino, não abdica da realização da prova desportiva nas praias do concelho e aumenta apoio financeiro face à diminuição do financiamento da OesteCIM

    Qual a sua expectativa para a prova deste ano?
    Estamos perante alguns condicionalismos porque o tempo está instável e a organização está a ter em conta as previsões climatéricas e vai decidir esta quarta-feira onde faz a prova e espero que haja condições para ser nos Supertubos. Como é um evento que traz muita gente a Peniche e ao Oeste, pois esperamos a vinda de muitos milhares de pessoas, aguardemos que o tempo se consolide e nos consiga dar condições ótimas para a prática do surf pelos atletas mundiais. A gestão da prova é feita pela WSL [Liga Mundial de Surf] e há um período para a sua realização entre os dias 6 e 16 deste mês.

    O envolvimento do Município de Peniche na edição deste ano da prova teve alguma evolução em relação a 2023?
    Há uma alteração substancial no apoio à prova em relação à componente financeira, que era suportada essencialmente pela OesteCIM [Comunidade Intermunicipal do Oeste] e, a partir deste ano, uma grande parte do orçamento terá que ser suportado em termos regionais pelo Município de Peniche. Verificou-se um conjunto de alterações. Uma delas tem a ver com o plafonamento das verbas para as candidaturas a fundos comunitários para o Oeste e a distribuição dos valores por cada um dos 12 municípios condicionou os números finais. Tivemos assim que considerar uma alternativa que foi o Município de Peniche, do seu ‘plafound’ para candidaturas, reservar uma parte dos 200 mil euros por ano no âmbito da componente turística e divulgação do território para apoiar esta prova com mais de 100 mil euros. Quanto à OesteCIM, que suportava uma candidatura superior a 300 mil euros, passará agora a assumir um encargo de 75 mil euros.

    Estas mudanças orçamentais vão comprometer de alguma forma a realização plena desta prova?
    Não ficou nada comprometido. Vamos fazer uma transição pacífica entre as estruturas e, a partir de 2025, Peniche terá uma outra projeção do evento que não tem este ano e não teve nos anos anteriores. Nós não vamos deixar cair a projeção da imagem do Oeste por esse mundo fora, mas pela alteração dos apoios à prova que foram assumidos com a organização, vamos dizer cruamente que Peniche terá direito a dispor de uma capacidade maior de projeção em relação ao seu território. No início do mandato passado foi-me transmitido na OesteCIM que os apoios estavam garantidos até 2023, pelo que este ano colocou-se esta questão. Temos estado em negociações há alguns meses e chegámos à conclusão que esta era a única solução. A WSL também estava a exigir uma resposta e nós sempre dissemos que, haja o que houver, não será posta em causa a realização desta prova em Peniche. Considero que é o evento mundial de maior projeção para o Oeste. Mas percebi que há presidentes de câmara, do anterior e atual mandato, que questionaram os valores atribuídos pela OesteCIM a este evento.

    E até quando está garantida esta prova do Campeonato do Mundo de Surf em Peniche?
    O evento está garantido pelo menos durante os próximos cinco anos. Estamos a procurar fazer uma candidatura [a fundos estruturais] para os próximos quatro anos. Depois trabalharemos noutras soluções que possam sustentar e engrandecer o próprio evento e a forma como poderemos respeitar o peso de cada uma das instituições envolvidas. Estamos a encarar este processo com muita tranquilidade, com uma relação muito estreita com a organização da prova e entre nós não há qualquer stress. A Câmara de Peniche desde há 14 anos que tem assegurado uma forte logística que muitas vezes nem é quantificada, mas praticamente paramos alguns setores do município durante quase dois meses, o que não é fácil de assumir mas é estratégico para o concelho e para a região. Encaramos este desafio com determinação, pois não nos podemos esquecer que é a única etapa do Campeonato do Mundo que se realiza neste momento na Europa e que há outros países europeus que gostariam muito de a ter. Temos a grande felicidade de termos uma relação estreita com a organização e as coisas têm funcionado muito bem. Mas o essencial são os atletas e a onda dos Supertubos que não existe noutro ponto da Europa e tem sido determinante para que a prova se tenha mantido entre nós estes anos todos.
    Há um ano defendeu que o Governo tinha a obrigação de aumentar o apoio financeiro a esta prova. Foi alcançado este objetivo?
    Nestes últimos meses estivemos a aguardar uma definição desses apoios. A verdade é que a alteração política, com a realização de eleições legislativas, mudou um pouco a nossa avaliação. O que temos previsto nesta e noutras áreas é que, passadas as eleições, tentarmos estabelecer os contactos que são necessários para, à luz daquilo que é para mim a alteração substancial dos apoios, que possa ser visto com o Turismo de Portugal, que é por aí que vamos apostar, mas também o Ministério da Economia. Este evento pela projeção que tem para o país tem que ter outro tipo de apoios, tal como já tinha transmitido ao então ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro.

    Houve mudança na liderança da Turismo do Centro, que é também responsável pela promoção turística do Oeste. Conseguiu um ganho para a promoção deste evento?
    Já abordámos essa questão com a Turismo do Centro e percebemos claramente que a nossa aposta tem que ser no Turismo de Portugal pela capacidade [financeira] que um tem e o outro não tem.

    Vê o retorno do investimento no concelho com o acolhimento do Campeonato do Mundo de Surf?
    Costumo dizer que Peniche passou a ser um território mais apetecível, porque ocorreu um conjunto de alterações que são significativas a partir da abertura do IP6. A visibilidade que esta prova trouxe a Peniche é determinante para que tivéssemos percebido que, para além do turismo, acrescentou em muito o desenvolvimento económico do concelho. Provavelmente ainda estamos atrasados em relação a uma parte das infraestruturas. Mas temos empresas novas a procurar o concelho e sentimos que a população residente e a que nos procura pelo turismo ligado às praias pelos desportos de deslize, que tem um contacto muito grande nas escolas de surfing, mas também nas concessões de praia, pelo que é transversal a todo o concelho. Temos também um enorme aumento nas dormidas. Temos a certeza que os números não são rigorosos mas em breve iremos estudar a movimentação de pessoas e de viaturas no concelho em locais estratégicos como a zona dos Casais do Baleal e de acesso à praia. Precisamos de estudar os impactos que as pessoas têm na economia com mais rigor, aproveitando a experiência do estudo que o IPL [Politécnico de Leiria] desenvolveu há alguns anos.

    Que novos investimentos estão previstos para o concelho na área do turismo?
    Nós não potenciamos mais investimentos porque não temos a capacidade suficiente para dinamizarmos o que é preciso em função das alterações que vamos conseguindo. Nunca escondi o desejo de transformar uma parte de um território que passou a ser do município, por via da transferência de competências da zona portuária da Docapesca, para novos equipamentos. Estamos a trabalhar muita coisa ao mesmo tempo, com muitos projetos para a capacidade técnica que a câmara tem. E há um conjunto de interessados que regularmente nos vão pressionando e que estão a aguardar. Ainda recentemente conversei com alguém que me dizia da necessidade de intervir na envolvente da praia do Molhe Leste, proximidades do Estádio Municipal e do outro lado do rio de São Domingos e nas proximidades do restaurante Xákra e dos Supertubos. É uma zona onde pretendemos ordenar e quando conseguirmos fazê-lo ficaremos em melhores condições para dar resposta à dinâmica económica. Aproveitámos este evento para levarmos alguns dos nossos atletas com categoria internacional às nossas escolas. Contámos com o Matias Canhoto, Mário Leopoldo e o Bruno Amado. Espero que alguns deles possam ainda participar, no futuro, na etapa de Peniche do Campeonato do Mundo.■

  • Unidade de Internamento de Psiquiatria já funciona em Peniche

    A nova unidade de internamento tem uma lotação de 15 camas e pretende melhorar a acessibilidade aos cuidados de saúde mental

    Começou a funcionar, na passada segunda-feira, 4 de março, a Unidade de Internamento de Psiquiatria e Saúde Mental, localizada no Hospital de Peniche. A equipa será composta por médicos psiquiatras, enfermeiros, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico superior de psicomotricidade, assistentes operacionais e assistente técnico.
    De acordo com a Unidade Local de Saúde do Oeste (ULSO), a nova unidade de internamento terá uma lotação de 15 camas, permitindo “melhorar a acessibilidade e proximidade aos cuidados de saúde mental, descentralizar os serviços e melhorar a integração com os cuidados de saúde primários, famílias e comunidade, evitando as transferências de utentes para internamento em Lisboa, a deslocação das famílias e a sobrelotação nos hospitais centrais”. A criação desta valência de internamento no Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental implicou a remodelação de uma ala de enfermaria da Unidade Hospitalar de Peniche. O investimento, cujo valor total ascendeu a perto de 734 mil euros (suportado pelo PRR e inserido no Plano Nacional de Saúde Mental), permitiu ainda recuperar um espaço inoperacional e com alguns níveis de degradação, criar condições dignas de utilização dos espaços existentes e para a requalificação daquela unidade de saúde.
    A ULSO, que agrega numa única entidade o Centro Hospitalar do Oeste, o Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Norte e o Agrupamento de Centros de Saúde do Oeste Sul, abrange 235.231 oestinos.
    CRI para a Saúde Mental
    A ULSO é uma das 15 que, a nível nacional, avança com o projeto-piloto dos Centros de Responsabilidade Integrados (CRI) dedicados à saúde mental, com uma duração de 10 meses. O CHO já possui em funcionamento um CRI na área da psiquiatria e saúde mental desde 2020, tendo sido, inclusive, o primeiro CRI do país nesta especialidade. Nesta fase, a ULSO irá participar, tendo em vista melhorar o modelo de avaliação de desempenho das equipas. Ou seja, “é expetável que o modelo evolua no que respeita à monitorização do desempenho e dos incentivos, estando a decorrer projetos-piloto para o efeito”, explica a ULSO à Gazeta das Caldas. As equipas de trabalho são compostas por médicos, enfermeiros, administradores hospitalares, técnicos superiores de saúde, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos e técnicos auxiliares de saúde.■

  • Parque de campismo pode reabrir em 2025

    Investimento privado sofreu atraso com alteração de projeto

    O Parque de Campismo e Caravanismo e Parque Aquático de Peniche, concessionado pelo município penichense à empresa gestora da marca Ohai Outdoor, previsto para reabrir antes do verão do ano passado, só deverá abrir as portas, em princípio, em 2025. O empreendimento municipal foi concessionado pelo período de 25 anos e a empresa optou por reequacionar o projeto inicial, pelo que vai propor um conjunto de alterações à edilidade que, em breve, deverão ser discutidas pelo executivo camarário, revelou à Gazeta o presidente Henrique Bertino. “O processo atrasou-se devido á dimensão do projeto que a empresa quis melhorar substancialmente”, explicou. Estava previsto um investimento de 20 milhões de euros e, agora, é expectável que este número possa subir.
    Henrique Bertino desmente que o investimento tenha sido abandonado, criticando quem o afirme publicamente “de forma irresponsável”, garantindo que a concessionária “mesmo sem estar a ter rendimentos tem pago o que foi contratualizado, pelo que estamos tranquilos e confiantes”. O contrato prevê o pagamento de uma renda anual de 750 mil euros. Reconhece, contudo, que quando os processos são muito morosos podem despertar desconfiança. Reafirma que “foi um bom negócio para a Câmara Municipal e é também uma grande oportunidade para o concelho para poder ter aqui um equipamento, a exemplo do que vai acontecer também no Município da Lourinhã que traçou igualmente este caminho”. Em causa está, argumenta, a falta de capacidade financeira dos municípios para fazer frente aos investimentos que são necessários e que o setor público não consegue corresponder tão bem.
    O encerramento do parque de campismo municipal, com uma localização estratégica invejável, volta a não poder dar resposta a mais um verão a um segmento de turistas que procura as praias do concelho e particularmente nesta altura em que decorre a única prova europeia a contar para o Campeonato do Mundo de Surf. “Se há algo que aprendi depois de ser presidente de câmara é que não gosto muito de estabelecer prazos que não dependem de mim ou da nossa estrutura camarária. Mas espero que consigamos em 2025 que o parque de campismo esteja em pleno funcionamento”, conclui Henrique Bertino.
    Pretende-se que este espaço seja para turismo de qualidade.■

  • Projeto Largo da Aldeia animado no Carvalhal

    Iniciativa da autarquia recupera períodos da história do concelho do Bombarral num projeto de património imaterial

    O projeto ‘Largo da Minha Aldeia’, promovido pelo Município do Bombarral em parceria com as juntas de freguesia do concelho e envolvendo as diversas associações locais, estendeu-se no último domingo ao Carvalhal. Trata-se de uma iniciativa que tem como principal objetivo a recolha, registo e divulgação do património cultural imaterial existente no concelho.
    Cerca de 90 pessoas de ambos os sexos e de todas as idades, representando as aldeias do Carvalhal, A-dos-Ruivos, Barro Lobo, Barrocalvo, Bom Vento, Salgueiro, Sanguinhal e Sobral do Parelhão, participaram numa recriação histórica e cultural no largo da igreja com a presença de cerca de 300 pessoas a assistir. Todos os grupos ensaiaram semanalmente esta participação ao longo dos últimos seis meses, trabalho que foi elogiado pelo presidente da câmara, Ricardo Fernandes, e pela presidente da junta, Alexandra Figueiredo.
    Com animação da banda da Sociedade Filarmónica Carvalhense, ranchos de trabalhadores das aldeias chegaram ao largo entoando as respetivas marchas, algumas originais da década de 1950 e duas escritas especificamente para esta ocasião, revelou à Gazeta a vereadora Maria Coelho. Com o rancho de trabalhadores do Sobral do Parelhão veio o tradicional Círio ao Santuário do Senhor Jesus e o burro ‘Zacarias’. Depois da representação de alguns personagens típicos da freguesia que se encontraram na banca da ginjinha do Sanguinhal do senhor Abílio, onde se juntaram o escritor Júlio César Machado (A-dos-Ruivos), o poeta José Ferreira Ventura (Rossio do Carvalhal), o professor António Moura (Carvalhal) e o deputado às cortes e fundador do Grémio Literário de Lisboa Paulo Romeiro da Fonseca (Sanguinhal). Seguidamente foi representado o Auto da Rainha Dª Leonor, da autoria de José Ferreira Ventura, que se baseia em factos verídicos e que foi levado à cena, pela primeira vez, 42 anos após o falecimento do autor, encontrando-se na assistência uma filha e uma neta do escritor.
    Iniciado na freguesia do Pó em 2023, o projeto ‘Largo da Minha Aldeia’ vai ter seguimento na freguesia da Roliça no próximo dia 26 de maio, terminando com uma representação na União das Freguesias de Bombarral e Vale Covo em data a anunciar. ■

  • Colóquio deu a conhecer projetos inovadores na área da saúde

    Parceria da ULS Oeste e da Gazeta mostrou hospitalização domiciliária e telereabilitação

    A Unidade Local de Saúde do Oeste (ULSO) e a Gazeta das Caldas realizaram no passado dia 29 de fevereiro um colóquio para a apresentação de dois projetos de inovação em cuidados de saúde, a hospitalização domiciliária e a telereabilitação.
    Elsa Baião, diretora da ULSO, salientou que ambos os projetos estão vocacionados para tirar doentes do hospital. “São dois projetos muito importantes, que dão conforto ao doente e evitam deslocações ao hospital não necessárias”, sublinhou, agradecendo às equipas que os levaram colocaram em prática “sem criar entraves, porque tiveram as condições possíveis, mas não as ideais”. Elsa Baião manifestou que o objetivo é que estes dois projetos “cresçam e evoluam”.
    A unidade de hospitalização domiciliária “O nosso hospital em sua casa” começou a ser desenvolvido em 2019 e pretende substituir o internamento hospitalar pelo domiciliário nos casos em que tal é possível. Além de otimizar as camas hospitalares e diminuir o tempo médio de internamento no hospital, visa aumentar o conforto dos doentes e reduzir as complicações associadas aos seus cuidados de saúde.
    Para aceder ao internamento domiciliário, os utentes têm que ser doentes estáveis, com plano de cuidados definido para um período inferior a três dias. Atualmente as patologias admitidas são infeções urinárias, respiratórias ou da pele e tecidos moles, além de miocardites. São ainda admitidos doentes com patologias crónicas agudizadas, como insuficiências cardíacas. Os doentes não podem estar a mais de 30 minutos ou 30 quilómetros do hospital, têm que aceitar de forma consciente o serviço e ser autónomos, ou ter cuidador, e domicílio com condições de habitabilidade.
    A equipa é multidisciplinar e inclui médicos, enfermeiros, assistentes sociais, técnicos de farmácia e nutricionista, que garantem o funcionamento do serviço 24 horas por dia, com uma capacidade para cinco utentes em simultâneo.
    Nos primeiros quatro anos de serviço, foram referenciados 1283 utentes e tratados 735, dos quais 15% não chegaram a entrar no circuito hospitalar, 62% foram provenientes da urgência e 23% do internamento hospitalar. Apenas 8% dos pacientes tiveram necessidade de voltar ao hospital e ocorreram 10 óbitos, dos quais um foi falecimento não esperado.
    Ao fim destes quatro anos de funcionamento, o objetivo é chegar a mais doentes, encontrar solução para quem não tem cuidadores, nomeadamente através dos municípios, e avançar para uma unidade de gestão do doente crónico, realçou Rosa Amorim, diretora do serviço.
    Também em 2019 começou a nascer no âmbito do Centro Hospitalar do Oeste, e agora integrado na ULSO o programa de telereabilitação, que permite aos utentes realizar fisioterapia sem se deslocarem ao Hospital Termal.
    Este projeto nasceu em parceria com a start-up nacional Clynx. A empresa desenvolveu uma tecnologia que permite, através de um ambiente de jogo, realizar e avaliar a correta realização dos exercícios. A pandemia acabou por potenciar o programa.
    Os objetivos do programa são prestar cuidados de saúde personalizados com recurso a meios seguros e confiáveis em ambiente extra-hospitalar, aumentando a capacidade de resposta terapêutica na área da fisioterapia ao mesmo tempo que se diminui o absentismo laboral. A telereabilitação visa ainda reduzir as deslocações dos utentes às instalações hospitalares, contribuindo para a sustentabilidade.
    O programa começou associado a patologia crónica do ombro, com tratamentos de quatro a seis semanas e sessões de 30 a 40 minutos realizadas diariamente, ou pelo menos três vezes por semana.
    Há uma primeira consulta em que o paciente recebe os aparelhos necessários, nomeadamente uma câmara que deteta apenas movimentos e que permite avaliar que o paciente está a realizar corretamente o que lhe é pedido. Durante as sessões, o utente apenas avança para o próximo exercício depois de completar corretamente o que lhe é pedido e, no final, o fisioterapeuta recebe um relatório para análise.
    Até finais de fevereiro, 189 doentes, com idade média de 51 anos, já tinham beneficiado deste sistema, tendo recebido alta em mais de 90% dos casos. Foram evitados cerca de 60 mil quilómetros de deslocações. Este é um dos benefícios mais valorizados pelos utilizadores, assim como a flexibilidade de horário.
    Atualmente, o programa já foi alargado a membro superior, inferior e mobilidade geral. Também já foi expandido para o hospital de Peniche.
    O diretor da Gazeta das Caldas, José Luiz Almeida e Silva, deu as felicitações à ULSO pelos programas, destacou a importância da comunicação social dar visibilidade a estas iniciativas e apelou a que os serviços não saiam das Caldas. ■

  • A cultura é um bem essencial

    A cultura é um bem essencial

    Celeste Afonso
    diretora cultural executiva

    Chegados ao final da campanha eleitoral para as eleições legislativas que acontecem este domingo, há um constatação preocupante: a cultura não faz parte das preocupações dos políticos.
    Paradoxalmente, quando a cultura deveria estar no centro da agenda política, ela é completamente esquecida.
    Os debates e os comícios centraram-se nas necessidades imediatas, nas urgências da sobrevivência, na economia e infra-estruturas e nos faits divers.
    No entanto, tratando-se de políticos de carreira, subestimar o impacto económico da cultura e ignorar o seu papel transformador é um erro crasso.
    Sobre o seu impacto económico, o último relatório anual estatístico de Cultura, do INE, confrontando 2022 com 2021, apresenta resultados surpreendentes: em 2022, o emprego cultural representou 3,9% da população total empregada; a sua remuneração bruta teve um aumento de 4%; o número de empresas do sector da cultura e das indústrias criativas aumentou 10% ; o volume de negócios dessas empresas aumentou 21,2% – 8,1 mil milhões de euros em 2022 (bem acima das vendas a retalho do vestuário – 3,850 milhões de euros – e das exportações do têxtil e do calçado – 6,300 milhões de euros); a exportação de bens e serviços desta área foi de 238 milhões de euros que representaram um aumento de 19,4%.
    Mas a importância da cultura vai muito para além dos números. Nesta crise de valores que estamos a viver, com os extremismos a galgarem terreno, a cultura é o garante do entendimento entre as pessoas e os povos. É a arma mais eficaz nesta luta pela defesa da liberdade, pela democracia. Pela cultura, desenvolvem-se valores como a ética, a estética, o respeito e valorização do outro e do que é diferente – questões fulcrais para a sobrevivência humana. É pela cultura e com a cultura que Portugal continua a afirmar-se como destino turístico de excepção, um dos nossos principais activos, porque é diferenciador – mas é necessário valorizar, salvaguardar e dinamizar o nosso património cultural.
    Pensar Portugal é prospectivar um país mais sustentável, mais coeso e mais resiliente, promovendo o papel vital que as artes e o património desempenham tanto no impacto local como numa dinâmica global de coesão territorial.
    Mas falta representação política. Quantas pessoas que representem a cultura, que a defendam, fazem parte das listas dos vários partidos políticos?
    Sem defensores influentes, a cultura permanecerá à margem das decisões estratégicas e das políticas de desenvolvimento.
    A cultura é um bem essencial – e deve ser tratada como tal. ■

  • Conciliação trabalho-família em foco em sessão para médicos

    Vânia Carvalho foi convidada para palestra pela delegação do Oeste da Ordem dos Médicos

    A conciliação entre a vida familiar e a vida profissional esteve em foco numa palestra com Vânia Carvalho, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, que decorreu a 29 de fevereiro no Museu Leopoldo de Almeida. Promovida pela delegação do Oeste da Ordem dos Médicos, a sessão destinava-se sobretudo a estes profissionais. Na plateia estiveram cerca de 30 pessoas.
    Durante a sessão abordou-se o conflito trabalho-família e procurou-se “enquadrá-lo, para que haja um autodiagnóstico destes profissionais e depois lançar pistas para que consigam encontrar estratégias de controlo deste conflito, com mecanismos de recuperação”, explicou Vânia Carvalho, frisando que não há poções mágicas, mas destacando a importância dos mecanismos de transição. “Por exemplo, quando acabo a jornada de trabalho, faço um balanço mental do meu dia e estipulo o dia a seguir, ajuda-me a fechar”, exemplificou. “Existe a oportunidade da transição no caminho para casa, ao ouvir um podcast ou uma música, ler um livro de uma área que não esteja relacionada com o trabalho”, complementou. Já “na chegada a casa, o simples facto de mudar de roupa, para uma mais confortável” pode ser um mecanismo de transição. “Depois existem mecanismos mais específicos, desde técnicas de relaxamento a mindfullness, ou experiências de maestria, que exigem um trabalho de competências completamente diferente das que utilizo em contexto de trabalho, como cozinhar, pintar, aprender uma nova língua ou um instrumento musical, são mecanismos que ajudam à recuperação”.
    A especialista, que é natural de Coimbra e faz investigação nesta área há mais de dez anos, diz que as condições atuais impostas aos médicos na sua atividade “tornam esta profissão mais desafiante, podendo levar à desistência e a casos de saúde mental graves, como burnout, que é um flagelo nesta profissão”. ■

  • Reabriu o Centro de Saúde de Óbidos

    Reabriu o Centro de Saúde de Óbidos

    Inaugurado a 11 de Janeiro, depois de concluídas as obras de reabilitação, o Centro de Saúde de Óbidos abriu agora, a 1 de março, as suas portas, funcionando todos os dias úteis entre as 8h00 e as 18h00. Irá funcionar com uma médica de família, uma médica de saúde pública e quatro médicos em regime de prestação de serviços, além de quatro enfermeiros, cinco administrativos e profissionais de áreas como a Saúde Oral, Serviço Social, Psicologia e Saúde Ambiental.
    De acordo com a Unidade Local de Saúde do Oeste, aquele equipamento dará resposta ao nível dos cuidados de saúde primários, incluindo as valências de saúde materna, saúde infantil, planeamento familiar, medicina dentária, higiene oral, nutrição, psicologia e serviço social. Numa perspetiva de trabalho complementar e em rede, encontram-se também sediados neste edifício as respostas na comunidade e saúde pública, concretiza.
    As obras de beneficiação do centro de saúde, a funcionar há mais de 40 anos, traduziu-se num investimento no valor de 516 mil euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). ■

  • Peniche: Os melhores do mundo nas melhores ondas

    A prova de Peniche é a única etapa do Championship Tour na Europa, mas é uma das favoritas dos fãs e dos atletas

    Os melhores surfistas do mundo já estão em Peniche para a terceira etapa do World Surf League Championship Tour, o MEO Rip Curl Pro Portugal, cujo período de espera termina a 16 de março. A tensão aumenta à medida que os atletas se encontram a meio dos primeiros cinco eventos da temporada, antes de ter lugar o corte de meio de temporada que vai reduzir o número de surfistas em competição.
    A competição teve início no Hawai para os dois primeiros eventos da temporada que testemunharam ação incrível em Pipeline e Sunset, com performances dignas de história, especialmente no lado feminino. Uma nova geração de surfistas tem-se destacado em ondas desafiadoras e tomou os primeiros lugares do ranking aos veteranos do Tour.
    Agora a competição chega à Europa com uma mudança dramática de cenário, que verá os surfistas enfrentarem águas mais frias, mas condições semelhantes com ondas poderosas em Peniche. A praia dos Supertubos é famosa pelos seus tubos impiedosos, águas muito rasas e correntes poderosas, à medida que as marés do Atlântico sobem e descem nas barras de areia.
    As grandes e animadas multidões portuguesas e as areias brancas completam a paisagem na única etapa do Tour no “Velho Continente”, que continua a ser uma das favoritas dos fãs e dos surfistas. Quando as condições se alinham, Supertubos pode proporcionar tubos de classe mundial ao longo da praia, mas os atletas têm que contar com o conhecimento oceânico e adaptabilidade, já que as condições podem mudar num piscar de olhos.
    Esta será a 15ª edição do evento de Peniche. O que era originalmente uma vila de pescadores tranquila tornou-se conhecida mundialmente como uma das zonas mais ricas em ondas da Europa e agora conta com dezenas de acampamentos de surf e lojas técnicas que recebem milhares de surfistas viajantes durante todo o ano.
    No ano passado, o brasileiro João Chainça – que está a recuperar de lesão e não vai poder defender o seu título – e a californiana Caitlin Simmers inscreveram pela primeira vez os seus nomes no mural dos vencedores da competição do Oeste português. Neste encontram-se Mick Fanning, Kelly Slatter, Adriano Souza, Julian Wilson, Kai Otton, Felipe Toledo, John John Florence, Gabriel Medina e Ítalo Ferreira. No feminino, Coco Ho, Carrissa Moore, Carolina Marks e Tatiana Weston-Webb foram as vencedoras. De destacar que a etapa de Peniche do Tour já teve sete vezes vencedores brasileiros, o que significa que o povo irmão dos portugueses se dá particularmente bem com as ondas dos Supertubos. ■

     

    OAHU, HAWAII – FEBRUARY 10: Caitlin Simmers of the United States after winning the Lexus Pipe Pro on February 10, 2024 at Oahu, Hawaii. (Photo by Tony Heff/World Surf League)
  • Modalidade: Pimpões somam 53 pódios

    Caldenses conquistaram 21 títulos de campeão distrital a solo e estafetas

    Nos passados dias 2 e 3 de março decorreu em Leiria o Campeonato Distrital de Inverno para os escalões de Infantis, Juvenis, Juniores e Seniores, tendo-se os atletas dos Pimpões exibido a grande nível conquistando um total de 53 pódios.
    A equipa de Infantis conquistou 3 títulos de campeão distrital, 5 de vice-campeão e 7 terceiros lugares e ainda 5 títulos de campeão distrital, 1 de vice-campeão nas estafetas.
    A equipa de Juvenis conquistou 5 títulos de campeão distrital, 4 de vice-campeão e 5 terceiros lugares e ainda 3 títulos de campeão distrital nas estafetas. Nos absolutos, os Pimpões arrecadaram 5 títulos de campeão distrital, 5 de vice-campeão e 5 terceiros lugares.
    Quanto aos atletas, Mikhael Onutskyy arrecadou 4 títulos de campeão distrital, 1 de vice-campeão distrital e 1 terceiro lugar. Inês Piño conquistou 2 títulos de campeã e 4 de vice-campeã. Gil Lemos conquistou 2 títulos de campeão, um de vice-campeão e somou 1 terceiro lugar. Laura Varela venceu dois títulos de campeã distrital. Inês Martins conquistou 1 título de campeã, outro de vice-campeã e 1 terceiro lugar. Hugo Santos foi campeão distrital e ganhou uma medalha de bronze. Lara Cotrim sagrou-se campeã distrital. Santiago Parreira arrecadou 2 títulos de vice-campeão e 1 terceiro lugar. Vasco Lemos foi vice-campeão e somou dois 2 terceiros lugares. Guilherme Cabral, Guilherme Rebelo e Mafalda Sousa conquistaram 1 título de vice-campeão e 1 terceiro lugar. Débora Inácio sagrou-se vice-campeã distrital. Diana Alves e Beatriz Martins conquistaram 2 terceiros lugares e Camila Chamusco, Júlia Pinheiro e Simão Teixeira conquistaram 1 terceiro lugar cada.
    Os nadadores caldenses registaram três novos recordes distritais nas estafetas 4×50 Livres Misto e 4×100 Livres Misto Juvenil B constituída por Diana Alves, Santiago Parreira, Tomás Anfilóquio e Débora Inácio e ainda a estafeta 4×100 Estilos Misto Juvenil B constituída por Diana Alves, Hugo Santos, Santiago Parreira e Débora Inácio.
    De destacar ainda os 12 novos Recordes do Clube, 9 em estafetas e 3 Individuais, dos quais Mikhael Onutskyy nos 50m Mariposa e 100m Estilos no escalão Juvenil A e Santiago Parreira no 800m Livres no escalão Juvenil B.
    As estafetas Recordistas foram 4×50 Livres Misto e 4×100 Livres Misto Juvenil B e Juvenil, constituídas por Diana Alves, Santiago Parreira, Tomás Anfilóquio e Débora Inácio; os 4×100 Estilos Misto Juvenil B e Juvenil, constituída por Diana Alves, Hugo Santos, Santiago Parreira e Débora Inácio; os 4×50 Livres Misto Infantil A, constituída por Gabriel Varela, Mafalda Sousa, Maria João Vala e Guilherme Rebelo; os 4×50 Livres Feminina Infantil B, constituída por Laura Varela, Inês Martins, Júlia Pinheiro e Maria Assunção; e ainda 4×50 Livres Absoluto, constituída por Santiago Parreira, Mikhael Onutskyy, Luca Tona e Gil Lemos.
    Individualmente, os 30 nadadores dos Pimpões estabeleceram ainda 117 novos recordes pessoais.
    Presente esteve também a Óbidos Criativa, que conquistou 5 pódios. Elisa Souto conquistou a medalha de bronze nos 50 metros Livres e 50 metros Costas, enquanto que Francisco Valentim fez o mesmo nos 200 metros Costas e 100 metros Bruços. Em termos coletivos, a OC sagrou-se vice-campeã distrital na estafeta de 4×100 Livres Misto, composta por Francisco Valentim, Maria Leonor, Jéssica Ferreira e Bruno Militão.
    Foram ainda alcançados 29 novos recordes pessoais e 12 novos recordes de clube. ■

    A equipa da Óbidos Criativa
  • Pimpões lotaram piscinas municipais para celebrar 86 anos

    Coletividade homenageou atletas, associados e colaboradores

    A SIR “Os Pimpões” lotou a capacidade das Piscinas Municipais para festejar com sócios, atletas, utentes, familiares e amigos o 86º aniversário da associação, numa festa diferente.
    A escolha das piscinas, depois de vários anos a realizar a festa de aniversário na sua sede e depois no Pavilhão da Mata, permitiu aos atletas de natação mostrarem o que sabem fazer e que, nas celebrações anteriores não era possível.
    Nesta festa, a coletividade caldense fez um desfile de todas as modalidades e serviços, desde as suas equipas e atletas de competição na natação, triatlo, Karaté, Hip Hop, basquetebol e patinagem artística, às demais valências, como o Zumba, a ginástica sénior, treino funcional, Pilates, Fow, Hidroginástica, Hidrobike. Todos puderam fazer uma demonstração das suas atividades num momento dinâmico realizado em várias zonas do recinto das piscinas.
    Susana Del-Rio Chust, presidente do clube, manifestou uma grande satisfação por ver a moldura humana que o clube conseguiu reunir naquele espaço, que além da bancada principal tinha ainda outra bancada amovível para poder alojar todos os atletas de competição.
    “É incrível olhar para esta bancada cheia de atletas, de sócios, pais, amigos…”, louvou.
    A dirigente fez um discurso curto, mas cheio de notas de agradecimento pelo carinho com que todos sentem o clube. “O mais importante é ver o que nós fazemos todos os dias, com os nossos atletas, com os nossos alunos, que é para isso que aqui estamos”, disse. Agradeceu, também, a todas as entidades que apoiam os Pimpões. Nomeadamente a Câmara Municipal, as juntas de freguesia e os patrocinadores.
    Susana Chust deu ainda uma palavra aos sócios homenageados pelos 25 e 50 anos de filiação e aos colaboradores, que “dão a cara todos os dias pelos Pimpões”.
    Presente em representação do município esteve a vereadora Conceição Henriques, que realçou a importância que a coletividade tem na comunidade caldense. “Estamos todos de parabéns, os Pimpões pelos 86 anos de juventude, e Caldas da Rainha por ter associativismo com esta força e qualidade fará com que seja uma comunidade muito mais coesa, forte, desenvolvida e muito mais feliz”, afirmou.
    Como é hábito no aniversário, foram atribuídos os prémios Pimpão. A direção atribuiu o prémio à funcionária Lyudmyla Ternovskova. Quanto às modalidades, foram homenageados os atletas Celeste Soveral (patinagem), Kauê Marinho (Karaté), a equipa de Sub-18 masculina de basquetebol (João Coutinho, Cristiano Staver, Lino Lopes, Dylan Félix, José Horta, Afonso Santos, Francisco Baltazar, Miguel Serra, Tiago Benedito, Dalai Shiraz, Logan Miller, João Beato), a equipa masculina de natação que subiu à 2ª Divisão nacional (Mikhael Onutskyy, Gil Lemos, Luca Tona, Santiago Parreira, João Vieira) e a feminina que se manteve nesse escalão (Inês Piño, Inês Soares, Beatriz Martins, Lara Cotrim, Camila Chamusco, Clara Rodrigues, Maria Carvalho) e os masters Francisco Ferraz, Tiago Ribeiro. Foram ainda homenageados João Inácio, Caio Herculano, Marcos Gomez, Inês Gomez, Cristina Gomez (triatlo) e ainda Catarina Couto, Margarida Chust, Margarida Sequeira, Maria Beatriz Couto, Maria Madalena Teotónio, Maria Teresa Gonçalves no Hip Hop. ■

  • Caldas da Rainha: Parfois abre nova loja no centro comercial La Vie

    Abriu no passado domingo no centro comercial La Vie das Caldas da Rainha a loja Parfois, uma marca portuguesa de acessórios de moda mais reconhecidas do mercado. A loja, localizada no piso 2 do centro comercial, disponibiliza malas, bijuteria, sapatos, lenços, malas de viagem, cintos, vestuário, entre outros artigos aplicados ao dia a dia, viagens e ocasiões especiais. A Parfois está presente em 80 países com mais de 900 lojas. ■

  • Artur Homem convida visitantes a dar título às obras

    Artista e docente apresenta aguarelas no Turismo que aguardam títulos que os visitantes escolham

    “Aguarelas à procura de um título” intitula a mostra de Artur Homem que abriu portas ao público, a 2 de março, na galeria do Posto de Turismo, situado ao cimo da Praça da Fruta. As obras Estão presentes 60 aguarelas que permitem conhecer o trabalho deste autor. Artur Homem retrata a região desde a Foz do Arelho, o Bom Sucesso, Peniche, Óbidos, S. Martinho do Porto e a Nazaré. Também pinta paisagens campestres. Há retratos de outras localidades como de Lisboa, Porto e Costa Nova.
    Artur Homem, que é natural de Oliveira do Hospital, coloca algo do seu mundo interior nos seus trabalhos e nesta mostra convida os visitantes a fazerem parte dela. Isto é, pede-se aos visitantes que escolham os títulos para as aguarelas deste autor. E no caso de querer adquirir a obra, o artista colocará no Certificado de Autenticidade o título escolhido pelo visitante. O observador torna-se assim um co-autor das propostas deste artista.
    O pintor, que vive há vários anos em A dos Francos, é formado em Design de Equipamento, nas Belas Artes de Lisboa,e há 35 anos que ensina Geometria Descritiva, parte deles na Escola Secundária Bordalo Pinheiro.
    Artur Homem possui atelier na Praça da Fruta e retrata-a, captando o seu movimento e cores a partir da sua janela. “Hoje faço uma aguarela por dia”, contou o artista de 59 anos. Nos primeiros trabalhos Artur Homem dedicava-se ao realismo mas hoje prefere dar espaço a jogos de silhuetas, sombras e tons neutros, criando até novas atmosferas com as suas pinceladas.
    “Antes não lidava bem com o erro enquanto que hoje até os incorporo nos trabalhos”, especificou o autor agora mais comedido no uso das cores. Para os seus trabalhos segue os pequenos esboços que faz nos locais e também trabalha com base na sua memória.
    Artur Homem, o pintor que capta a Praça a partir da janela, não exclui a hipótese de ensinar aguarela, criando conteúdos digitais sobre esta técnica de pintura.
    Outro projeto que tem em mente e que será desenvolvido em conjunto com a sua mulher ,Maria Ribeiro – é a de criação de uma obra de banda desenhada que conterá aguarelas de paisagem. “Aguarelas à procura de um título” está patente no Turismo, até 28 de março. ■

  • Festival de Teatro Ofélia está de volta

    O Ofélia, festival de teatro e arte performativas quer “tudo a nu”, sem preconceitos

    Entre os dias 18 e 21 de março vai realizar-se mais uma edição do Festival Ofélia – Teatro e Artes Performativas, dinamizado por estudantes do 2.º ano da licenciatura em Teatro, da ESAD.CR. Nesta edição, que tem como mote ‘Despe-te’, o público terá a oportunidade de assistir a uma diversidade de exercícios teatrais, criados pelos participantes, estudantes da ESAD.CR e convidados de outras escolas de todo o país, de cursos similares.
    Além das apresentações, estão também previstos workshops, palestras e debates, “que procuram proporcionar um ambiente de aprendizagem e troca de experiências entre todos os que se juntarem à iniciativa”, explica nota da organização do evento.
    Na 13.ª edição do festival procura-se “uma experiência de desconstrução da ideia convencional de teatro, encorajando os artistas a despirem-se das suas camadas sociais e a transformarem a sociedade e a arte, através de performances inovadoras e criativas, sem preconceitos, apelando ao ‘nu e cru’ da expressão artística”. Explicam também que não se trata de um convite superficial ao nu físico, mas sim “uma chamada ousada à desconstrução da sociedade, à transformação das ideias preconcebidas e à revelação das camadas mais íntimas da existência”.
    O festival, que decorre anualmente desde 2011 é “uma celebração da arte como agente de mudança, uma experiência onde o teatro deixa de ser um mero espetáculo e se torna uma jornada coletiva de autoconhecimento”, refere a organização da 13.ª edição do Festival Ofélia. ■

  • Futsal: ADA repete presença na Taça Nacional

    Equipa caldense garantiu 2º lugar na última jornada do distrital de iniciados

    A AD Alvorninha assegurou este fim de semana a presença na Taça Nacional de iniciados, depois de garantir, por apenas um ponto, o segundo lugar na Divisão de Honra distrital do escalão.
    A equipa caldense só dependia de si mesma, mas tinha tarefa que podia ser complicada ao receber o já campeão distrital Juncalense. A formação de Alvorninha não vacilou e venceu o encontro por 5-3, enquanto o Telheiro venceu o Serro Ventoso por 9-3, mas não chegou.
    Nos juvenis, com o CPR Ribafria já campeão, o Peniche AC assegurou presença na Taça Nacional ao golear o Mendiga, segurando o segundo lugar com os mesmos pontos da Burinhosa, que venceu o Juncalense. A ADA ainda tinha esperança na passagem, mas perdeu com o Casal Velho (2-0). Mesmo, ganhando não melhoraria o 4º lugar.
    Ainda nos juvenis, na 1ª Divisão, a AD Óbidos venceu o Sp. Estrada (2-1) e mantém o segundo lugar na Série B, a dois pontos do Telheiro.
    Nos juniores, também já campeão distrital, o Peniche AC representa o distrito na Taça Nacional, juntamente com o Juncalense.
    Nos seniores, tudo na mesma na frente da Divisão de Honra, onde CS Évora, Chãs e Casal Velho venceram, respetivamente, o CRP Ribafria (2-5), o Juncalense (4-1) e a U. Serra (2-6), e mantêm-se nos três primeiros lugares separados entre si por um ponto. ■

  • Badminton: “Manos” Diogo e Francisco Daniel medalhados

    Realizou-se no passado fim de semana a 1ª jornada Nacional de seniores e o MVD conquistou duas medalhas, pelos irmãos Diogo e Francisco Daniel. Diogo foi segundo em singulares categoria C e Francisco foi terceiro em singulares do quadro secundário. O MV participou com 13 atletas, sendo de destacar ainda quatro presenças em quartos-de-final, com Nágela Gomes, Rafael Miguel e Beatriz Sacramento também em destaque. ■

  • Voleibol: Sp. Caldas volta a vencer na Madeira antes do embate com o Madalena

    Juniores vencem e lideram série do Nacional do escalão

    A equipa de sénior do Sp. Caldas deslocou-se à Madeira para disputar a 2ª jornada da Série dos Primeiros da 2ª Divisão, que vai determinar quem sobe à 1ª Divisão, e somou o segundo triunfo em duas partidas.
    A equipa das Caldas da Rainha entrou bem no jogo, com a estratégia bem definida conseguiu condicionar e dificultar a receção adversária, criando dificuldades na organização do jogo ao Santa Cruz. Isto somado a uma boa marcação de bloco aos melhores atacantes da equipa madeirense, a formação das Caldas da Rainha tornou a vitória fácil, com uma boa diferença pontual.
    Os leões venceram com folga os três sets, com os parciais de 16-25, 15-25 e 20-25 e lideram a par do Madalena com 6 pontos cada. Este é, precisamente, o próximo adversário dos caldenses, numa partida importante para os caldenses na luta pela promoção direta. O jogo realiza-se este sábado às 17 horas no Pavilhão Rainha D. Leonor.
    Em boa forma está também a equipa de juniores A do clube caldense, que à segunda jornada da segunda fase do Campeonato Nacional de Juniores A somam duas vitórias e lideram a série C,
    No passado sábado o Sp. Caldas recebeu o São Francisco AD. Foi um jogo muito renhido e bem disputado do início ao fim, mas nos momentos decisivos a equipa caldense conseguiu superiorizar-se ao seu adversário e vencer, sempre com uma grande entrega. O resultado final sorriu à equipa da casa por 3-0 (parciais de 25-23, 27-25, 29-27).
    Pela equipa caldense jogaram os seguintes atletas: João Louro, Jaime Costa, João Fernandes, Miguel Viriato, Francisco Fernandes, Miguel Tavares, Duarte Paulo, Francisco Costa e Tomás Santos. Na ausência do treinador principal Ricardo Oliveira, os atletas foram acompanhados pelo treinador-adjunto David Silva.
    Na próxima jornada, dia 9 de março, a equipa caldense desloca-se à Parede para defrontar o Clube Nacional de Ginástica. ■

  • Propaganda e Agitação Política

    Propaganda e Agitação Política

    Guilherme José
    Livreiro “Malfeitor”

    Assistimos neste momento à tão famosa propaganda política que tem animado ultimamente os corpos sociais. Além disso, aproximamo-nos da reta final, estágio em que, por norma, surgem as últimas persuasões perante as massas numa tentativa quase semelhante a um vale tudo. Nesta altura, o terreno já se encontra pronto e cuidado para a verdadeira agitação que se avizinha até ao dia 10; as emoções já foram cultivadas e suficientemente exploradas através da publicidade oficial de cada partido político, desta vez a solidariedade alastrou-se também para os programas da manhã, nos quais todos os candidatos passaram erguendo a bandeira do personalismo e do humanismo (ambas instâncias ostensivas à nossa inteligência coletiva, tão pouco orgânicas que se transpareceram). Mas agora é hora de entrar na verdadeira luta, na qual as formas mais rudes de persuasão são assumidas.
    Vimos algumas trocas de galhardetes até então mais ou menos saudáveis, isto é, ‘saudáveis’ na medida em que já se adivinhavam devido à nossa experiência como espetadores de debates políticos. Mas nestes últimos dias de campanha eleitoral, juntamente com o dia de reflexão e os dias seguintes às eleições, será um tudo por tudo a favor da adesão do público aos valores coletivos de cada partido. Parece-me a mim que desta vez o cenário não só vai assumir contornos semelhantes a um conto de Kafka, mas também o absurdismo político se vai alastrar até à extensão territorial onde circulam os organismos privados e públicos, despoletando um conflito entre ideologias políticas e burocráticas.
    Este fenómeno disseminado, mas socialmente desconsiderado, de importarmos técnicas estrangeiras de propaganda política deve servir como oráculo para antevermos o cenário que se aproxima. É que as formas moderadas de se exercer a política já se romperam novamente e, a meu ver, não foi pelos melhores motivos, pois permanecemos na alienação. O que esse rompimento indica é que parte deste acontecimento tem origem numa relação cada vez mais deteriorada entre os cidadãos e as formas governativas, e isso deve-se ao facto de não se estarem a cumprir com os pressupostos intelectuais mínimos para se fazer política adequadamente. No entanto, como mencionado, a alienação mantém-se, na medida em que nós, cidadãos enquanto corpo social, seremos ainda o palco para as últimas cartadas políticas que pretendem abalar o nosso sistema de crenças ■

  • Sara Velez- A dirigente estudantil que chegou a deputada na Assembleia da República

    A caldense por adopção assume que gosta de estar “do lado esquerdo da vida” e prepara-se para voltar a sentar-se na bancada socialista na Assembleia da República

    Natural do Crato (distrito de Portalegre), filha de um ferroviário, Sara Velez percorreu várias localidades do país durante a sua infância e juventude, até que veio para as Caldas no início da década de 90 do século passado. Foi na Escola Secundária Raul Proença, onde frequentava o ensino secundário, que se deu o seu primeiro ato político: a organização de uma manifestação na cidade com a Prova Geral de Acesso, a conhecida PGA. Nas Caldas, e à semelhança do que aconteceu em várias cidades do país, conseguiram mobilizar os estudantes das escolas secundárias Raul Proença e Rafael Bordalo Pinheiro, “numa grande manifestação, que acabou junto à Rainha e que juntou centenas de alunos”, recorda a então estudante do 11º ano e elemento da Associação de Estudantes.
    “Encontrar soluções coletivas para problemas coletivos” foi sempre o objetivo que norteou Sara Velez. E, entre a atividade associativa, essencialmente estudantil, e a entrada na vida política foi um passo porque, entretanto, conheceu colegas de escola que eram da JS, foi a uma reunião e ficou. Tinha 18 anos. Mais tarde tornou-se militante do PS e começou a fazer parte dos grupos de trabalho.
    A primeira campanha autárquica em que Sara Velez participou foi a de Vieira Pereira (já falecido) à Câmara das Caldas. “Nessa altura prendíamos os cartazes com uns pendões de plástico horrorosos, com um impacto ambiental brutal, vistos aos olhos de hoje. Andei pendurada em postes, candeeiros e árvores a pendurar faixas e pendões pela cidade fora”, recorda.
    O seu primeiro cargo político foi na Assembleia Municipal caldense e tem participado em diversas listas aos órgãos autárquicos. Começou a exercer funções no Governo Civil de Leiria, como assessora de José Miguel Medeiros, que depois viria a ser secretário de Estado da Proteção Civil, levando-a com ele para o governo. Com a sua saída, Sara Velez permaneceu, com a sucessora da pasta, Dalila Araújo, a convidá-la a fazer parte do seu gabinete.
    Em 2014 assumiu a presidência da concelhia caldense, com a saída de Luís Patacho. Por não querer ficar com a responsabilidade sem ter ido a votos pediu aos órgãos nacionais que fossem marcadas eleições, o que veio a acontecer, e ganhou. Nas autárquicas de 2017 foi eleita para a Assembleia Municipal, mandato que teve de suspender por motivos profissionais. Voltaria a ocupar o cargo em 2020.
    Sara Velez é eleita deputada à Assembleia da República em 2019, pelo círculo eleitoral de Leiria, depois em 2022 e agora volta a ser candidata, ocupando o quinto lugar da lista. Reconhece que trabalhar no parlamento é uma exigência grande, a tempo inteiro. “É bastante intenso e interessante, mas mais lento do que aquilo que eu gosto. Sou muito pragmática e, às vezes, o tempo legislativo, que é o foco da Assembleia da República, é demasiadamente lento”, reconhece à Gazeta das Caldas.
    Mas também é um trabalho de conquistas e a deputada caldense lembra o projeto-lei no qual se envolveu para que os tratamentos termais voltassem a ser comparticipados pelo SNS. “Era um grande objetivo, até pelo simbolismo para as Caldas”, salienta.
    A maior aspiração é ser eleita e continuar o “trabalho de proximidade” que tem tido com este território. Integrar o próximo governo não é uma “aspiração direta, mas se isso acontecesse teria de pensar e, muito provavelmente, aceitar”.
    Entre os objetivos para a próxima legislatura fala da construção o novo hospital do Oeste e na localização que defende, entre as Caldas e Óbidos, e que as Caldas possa ter uma melhor resposta hospitalar. Sara Velez defende também a salvaguarda do Vale Tifónico, que abrange os concelhos de Óbidos, Caldas e Alcobaça e realça a eletrificação da Linha do Oeste e ligação com a linha da alta velocidade, como uma mais valia para toda a região.

    Lei da Paridade é um “mal necessário”
    Sara Velez não tem sentido discriminação de género na política, no entanto, não deixa de lembrar que houve reuniões em que era a única mulher, e com funções de presidência, e que “às vezes tinha de me impor um pouco mais”. Destaca as medidas de discriminação positiva que têm sido tomadas, desde logo a implementação da Lei da Paridade, que vê como um “mal necessário”. Ainda assim não deixa de dar nota pública de que, quando são elaboradas as listas, as mulheres “não se colocam senão no lugar que lhe está reservado, que há-de ser o terceiro, o sexto ou nono…” ou seja, acabam por ser arrastadas para o fim da lista.
    Um desses exemplos é a composição da Assembleia da República, que já foi mais feminina. Este número crescente de deputados está relacionado com a “pulverização” de partidos pequenos em que o cabeça de lista, que normalmente é homem, é o eleito.
    Há depois questões que determinam a disponibilidade da mulher para participar na vida política e que estão relacionadas com os papéis sociais que lhe estão atribuídos. “Aí sim, acho que há muito trabalho a ser feito, nomeadamente na conciliação da vida familiar com a profissional ou política, dependendo do seu projeto de vida”, complementa.
    Para Sara Velez, que é licenciada em Sociologia, a questão encontra-se neste momento ao nível do acesso, tendo em conta que os direitos está constitucionalmente garantido. ■

  • Mulheres tiveram papel “dianteiro” na Revolução

    Os direitos das mulheres foram conquistados com Abril. Para a historiadora Raquel Varela ainda hoje há muitas desigualdades e nem todas são de género

    “No 25 de Abril as mulheres ajudaram a transformar o país e, como tal, merecem lugar de destaque”. Esta é a opinião da historiadora Raquel Varela, que esteve nas Caldas, a 28 de fevereiro, a apresentar o seu último livro, Breve História de Portugal. Para a investigadora, que tem ligação ao concelho da Nazaré, “a própria revolução também mudou as mulheres”.E recordou que, durante os 13 anos de Guerra Colonial, – em que foram mobilizados mais de um milhão de homens – as mulheres passaram a ser chamadas para o trabalho assalariado, para laborar nas chamadas cinturas industriais. Nessa altura surgiram, igualmente, novas preocupações pois aumentaram exponencialmente os acidentes com as crianças, que ficavam sozinhas em casa enquanto as mães trabalhavam. Também as preocupava a falta de condições nos bairros mais pobres onde além de barracas não existia saneamento básico.
    “Para a ditadura era funcional separar homens de mulheres e, desta forma, pagar-lhes muito menos”, disse a investigadora.
    Com o 25 de Abril as coisas mudam e as mulheres passam a ter um papel central não só nas comissões de trabalhadores mas também nas comissões de moradores. Nas primeiras, e junto com os homens,pediram “trabalho igual, salário igual”.
    Durante o Estado Novo, uma mulher não tinha direito ao divórcio e também não podia deslocar-se ao estrangeiro sem autorização do marido. Este último também podia abrir-lhe a correspondência. Além do mais, uma mulher não tinha direito a aceder a várias profissões tais como à de diplomata. O mesmo acontecia em relação às carreiras de juíza, polícia ou militar.
    “O avanço dos direitos políticos é concomitante e faz parte dos direitos sociais”, disse a docente, acrescentando que as mulheres, nas comissões dos trabalhadores, além da equidade salarial, lutaram pela limitação do horário de laboração e para que o trabalho aos fins de semana “passasse a ser muito bem pago”.
    Já nas comissões de moradores, Raquel Varela considera que as mulheres tiveram um papel “dianteiro” pois exigiram a abertura das creches e melhores condições relacionadas com as habitações. “A falta de saneamento básico era grave e, nos anos 70 do século passado, “houve cinco epidemias de cólera em Lisboa”, lembrou a investigadora acrescentando que as crianças estavam assim sujeitas a apanhar várias doenças.
    Para Raquel Varela, as mulheres tiveram um papel relevante em áreas como a Saúde pois estiveram na linha da frente na ocupação de casas destinadas à instalação de centros de saúde e de creches.
    As mulheres foram ganhando cada vez mais presença nos locais de trabalho formais enquanto que antes combinavam o trabalho doméstico com trabalho pago, muitas vezes, à peça ou no domicílio. Segundo a docente, no Estado Novo expande-se a força de trabalho feminina oficial “que passa a trabalhar em grandes fábricas e empresas e passa a ter um papel muito importante”.
    A historiadora considera que continuam a existir muitas desigualdades e que “algumas delas até nem são entre homens e mulheres”.
    Na sua opinião, quando se olha para mulheres como Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu ou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, supomos que “não têm problemas de quem lhes fica com os filhos, de chegar a casa exaustas, sem ter tempo para namorar ou como é que vão pagar a conta do supermercado”, casos que não são representativos da maioria das mulheres.
    Mais do que um Dia da Mulher ou do Homem , Raquel Varela defende que é preciso, todos os dias, “respeitar o trabalho, auferir salários dignos e ainda “ter boas condições de vida e o direito a sonhar”. Na sua opinião, o quotidiano “não pode ser um custo nem um peso”. Deve sim “ser uma felicidade com espaço amplos para as crianças conviverem e brincarem e onde os casais possam namorar, numa reinvenção total da sociedade”, rematou a historiadora. ■

  • Sandrina Patriarca foi eleita presidente de Junta do Olho Marinho com apenas 32 anos

    Na Junta de Freguesia há pela primeira vez uma mulher a liderar e uma maioria feminina no executivo, com duas mulheres em três eleitos

    Há três anos, no dia 26 de setembro de 2021, Sandrina Patriarca, então com 32 anos (feitos em abril), era eleita presidente da Junta da Freguesia do Olho Marinho, com 302 votos (que corresponderam a 41,5% do total, face aos 37,8 do PS, com 275). Tornava-se na primeira mulher a liderar os destinos da freguesia onde nasceu e, também, na mais jovem mulher eleita como presidente de Junta no concelho de Óbidos.
    “Ser presidente de Junta com 32 anos, para uma mulher ou para um homem, é muito difícil”, frisa. Conseguir conciliar a profissão com o cargo é um dos desafios. “Há dificuldades inerentes para conquistar o respeito e a entrega de confiança, sendo mulher e sendo a primeira, a tarefa é mais difícil”, reconhece.
    Sandrina Patriarca já desempenhou funções de liderança e afirma que “está provado que uma mulher tem que trabalhar o dobro para ter o mesmo reconhecimento que um homem, mas quando entramos nestas estruturas sabemos que é assim e vamos, porque temos algo para dar”. Para si, “ser jovem e ser mulher, é como uns Jogos Olímpicos, sabemos que é difícil, mas queremos lá estar”.
    Numa Junta que celebra o centenário no próximo ano, este é o primeiro executivo que, além de encabeçado por uma mulher, tem maioria feminina (duas em três eleitos). “Vai fazer com que outras mulheres tenham a mesma coragem e vontade, que entendam que o contributo delas é válido. Somos as primeiras, mas tenho a certeza de que não seremos as últimas”, salienta.
    Notando que a primeira vez que uma mulher votou foi em 1911 e que em 2006 houve diretrizes para a paridade nas Juntas de Freguesia, nota “o quão lento é este reconhecimento e quão trabalhoso tem vindo a ser. A Lei da Paridade é uma conquista… que envergonha todas as mulheres, porque se há uma obrigatoriedade, é porque o espaço para nós não é uma certeza como deveria ser”, afirma.
    A autarca defende que “o trabalho que as mulheres fizeram outrora foi muito duro com os movimentos sufragistas. Hoje temos uma liberdade diferente e temos um campo de ação muito mais limpo, com mais espaço”. Ainda assim, frisa, não está tudo feito! Falta “valorizarmo-nos pela diferença, queremos ser respeitadas pela nossa diferença, falar em democracia e não haver mulheres na gestão política não é falar em democracia”, alerta. “A igualdade significa respeitar as diferenças e haver espaço para que possamos interagir de forma plena”, destaca Sandrina Patriarca.
    Notando que nunca houve em Portugal uma Presidente da República ou uma primeira-Ministra eleita para tal (houve Maria de Lurdes Pintassilgo, mas nomeada para chefiar um governo de gestão), Sandrina Patriarca assume que tal “diz muito sobre a nossa sociedade. Tenho total orgulho do caminho feito, mas uma consciência maior do que está por fazer”, diz, frisando que também é preciso que as mulheres se apoiem mais umas às outras.

    A política veio naturalmente
    A consciência política, essa, “foi muito silenciosa, existiu em mim antes mesmo de eu ter consciência que existia”, conta. Desde criança fez parte das associações da sua terra. “Participei em todas: ranchos, marchas, coro, teatro, catequese, grupos de igreja, todas menos futebol e costumava brincar a dizer que só não fui para o futebol porque ninguém me convidou!”, exclama. “Esta entrega à comunidade e visão de que as comunidades são o que queremos fazer delas, começou muito antes de imaginar que podia ter papel político, que surgiu como consequência deste trabalho”. Formada em Psicologia Educativa, entrou no mercado de trabalho e percebeu que “as atividades que me davam mais prazer eram as que trabalhavam a comunidade”. Foi numa fase em que percebeu que “tinha uma consciência social e comunitária muito marcada, que surgiu o convite da estrutura política, neste caso o PSD, para ser candidata”, recorda. “Estava com muitas dúvidas em aceitar este desafio, mas tinha consciência de que poderíamos fazer a diferença no que seria a comunidade no futuro. Com medo, aceitei. Foi assim que surgiu, não foi uma questão pensada antecipadamente, foi encadeada no que é o meu papel social e comunitário e surgiu como um acaso trabalhado, diria, porque embora não tenha sido planeado por mim, foi desenhada por mim esta relação que consigo ter com as pessoas”.
    Sandrina Patriarca “não era militante do partido, nunca fui e ainda hoje não sou”, realça. “Vejo a minha participação além dos partidos, estamos pelas pessoas, sendo que é indiscutível a importância dos partidos na nossa democracia, mas vincular-me a um distanciar-me-ia do que era o meu propósito inicial”, explica, esclarecendo que “houve uma relação de compreensão e respeito e foi possível estar na Junta de Freguesia como candidata independente com o apoio do PSD”.

    O Dia da Mulher
    Quisemos saber se na opinião da autarca ainda faz sentido celebrar o Dia da Mulher. “Para mim faz sentido celebrar sempre e todos os dias a Mulher, a cada conquista de uma mulher ao nosso lado, um prémio, o reconhecimento profissional, uma decisão bem tomada, é de celebrar”, diz. “Numa sociedade em que as coisas acontecem a uma velocidade que muitas vezes não conseguimos acompanhar, é necessário um dia para parar e lembrar que há décadas atrás havia mulheres em lutas muito duras que fizeram com que hoje possamos ter capacidade diversa e liberdade de poder atuar, refletir, ser e estar em qualquer situação. Diria que faz sentido, mas não nos podemos esquecer de celebrar todos os dias”.■

  • Partidos definem (pouco) posição sobre localização do novo Hospital

    Partidos definem (pouco) posição sobre localização do novo Hospital

    Comissão Cívica de Utentes da ULSO questionou oito partidos mas apenas obteve três respostas

    A localização do Novo Hospital do Oeste continua a ser uma incógnita e uma preocupação para muitos oestinos, que a manifestaram à Comissão Cívica de Utentes da Unidade Local de Saúde Oeste. Com o objetivo de lhes dar resposta, questionou os vários partidos que se apresentam a eleições, pelo distrito, e procurou também saber a sua posição relativamente aos cuidados de saúde a prestar, durante a próxima década, período estimado para a construção do equipamento. Entre os oito partidos inquiridos, apenas três responderam, não tendo o PS, PSD (nestas eleições coligado com o CDS-PP e o PPM) , CHEGA, BE e IL, dado a conhecer a sua posição, de acordo com o comunicado da comissão cívica. Para o PAN, o novo Hospital do Oeste deve de ser construído no Bombarral, dando seguimento ao que propõe o estudo encomendado pela OesteCIM. Também os atuais hospitais de Peniche, Caldas da Rainha e Torres Vedras devem continuar a funcionar e ser reconvertidos em unidades de saúde de proximidade. O PAN defende ainda a atribuição de incentivos fiscais aos profissionais de saúde que se fixem na região, uma aposta na saúde preventiva e a dotação do SNS de meios digitais, como a telemedicina. Já o Livre não concorda com a localização do Bombarral para a construção do novo hospital, defendendo a existência de mais critérios na escolha da localização, entre eles, a proximidade da Linha do Oeste. Quer também ver mais investimento nas atuais unidades e o seu futuro reaproveitamento em áreas ligadas à saúde, como a fisioterapia e unidades de saúde de proximidade. Para a CDU, a questão central é a necessidade de construção do hospital e a resposta à população, cabendo ao governo decidir sobre a sua localização.
    A coligação considera que é “urgente” investir nos hospitais existentes para que possam, nesta fase, responder às necessidades dos utentes e, no futuro, e já com o novo hospital, “se mantenham na rede geral de cuidados de saúde”, dando respostas ao nível dos cuidados primários, dos paliativos, da reabilitação, entre outros.
    Ainda de acordo com o comunicado, a CDU é da opinião que, “se houver vontade e opção política, o tempo de uma legislatura é suficiente” para a construção do novo hospital.■

  • Quase meio século de eleições democráticas – quanto mudou em relação ao género…

    A Lei da Paridade ou das quotas, como é conhecida, veio garantir, a partir de 2006, mais mulheres na política, ao definir os lugares em alternância de género

    Quem se der ao trabalho de consultar as listas apresentadas às primeiras eleições autárquicas, que foram as primeiras em que verdadeiramente pode participar toda a população na escolha dos autarcas, sem limitações de género, propriedade, cor ou outra, poderá verificar o muito que ainda havia para percorrer para chegar ao momento que hoje vivemos de uma maior equidade.
    Na nossa análise vamos limitar-nos às eleições realizadas em 1977 para as autarquias das Caldas da Rainha e de Óbidos, aquelas em que a Gazeta das Caldas acompanhou na época de forma mais próxima.
    Nessa época não existiam naturalmente quotas, “conquista” do eleitorado feminino em 2006, com a Lei da Paridade, “que vincula uma representação de pelo menos 33% de ambos os sexos nas listas eleitorais para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais”.
    Mas se formos verificar as listas para os executivos camarários das Caldas da Rainha e de Óbidos nas primeiras eleições em 1977, verificamos que em relação a Caldas – a que se apresentaram 5 forças partidárias concorrentes (FEPU, PS, PSD, CDS e MRPP) -, entre os 50 participantes nas listas apenas se encontravam 6 mulheres. Todos os partidos apresentavam apenas uma candidata, com exceção do MRPP que apresentava 2. Com o resultado apurado, 3 mandatos para o PSD e PS e um para o CDS, apenas foi eleita e cumpriu durante algum tempo o seu mandato, a candidata pelo PS, Exaltina Nogueira, que substituiu o candidato a presidente Hergildo Velhinho do seu partido, que renunciou ao mandato por não ter vencido a eleição.
    No caso de Óbidos concorreram os mesmos partidos que nas Caldas da Rainha, com exceção do MRPP, que quer PS, PSD e CDS não tinham nas listas candidatas femininas, apenas a FEPU tinha uma candidata na terceira posição da lista, que não elegeu ninguém. Assim o executivo obidense conquistado pelo PS, acompanhado pelo CDS e pelo PSD, era formado exclusivamente por homens.
    Um órgão mais alargado, das Assembleias Municipais, que tinham uma composição numericamente maior, com 16 membros nas Caldas e 8 membros em Óbidos, a participação feminina também era reduzida.
    Assim nas Caldas da Rainha as listas de 22 elementos para a Assembleia Municipal dos 4 partidos (PS, PSD, CDS e FEPU) incluindo suplentes, tinham 12 mulheres no total (2 na FEPU, 2 PSD, 1 PS e 7 CDS), tendo sido eleita para exercer o mandato apenas Leocádia Rosa Pato na lista do PSD.
    Em Óbidos, para a Assembleia Municipal, a participação feminina também era mínima, havendo apenas uma candidata para a Assembleia Municipal na lista do CDS e outra na da FEPU. PS e PSD caraterizavam-se pela ausência de candidatas. Com a eleição de 4 membros para o PS, 2 para o CDS, um para a FEPU e outro para o PSD, a assembleia não contou com a presença feminina depois destas eleições.
    Nas Assembleias de Freguesia tanto no concelho das Caldas da Rainha como de Óbidos em 1977, 15 no primeiro e 7 no segundo, também a participação feminina foi mínima, especialmente nos lugares elegíveis. Também não foram eleitas nenhumas mulheres para os 123 lugares em disputa nas Caldas e para os 55 no concelho de Óbidos.
    Em mais de 600 candidatos para aquelas assembleias apenas 35 mulheres foram candidatadas, nalguns casos membros do partido da sede do concelho que ofereciam o seu nome para compor a lista das freguesias rurais.
    De todas as listas concorrentes em 1977 a qualquer dos órgãos dos concelhos das Caldas e de Óbidos apenas uma, do CDS, era encabeçada por uma mulher, no caso de Salir do Porto, a professora primária Ernestina da Cunha Figueiredo, que, contudo, não foi eleita, porque a lista do Grupo dos Amigos de Salir do Porto encabeçada por Abílio Jacinto Luís, conquistou os 7 lugares em disputa. Das 15 Assembleias de Freguesia o PS conquistou apenas Caldas da Rainha (na época a freguesia não estava dividida entre Nª Sª Pópulo e Sto Onofre), Couto e Tornada, ficando as restantes para o PSD e para o Grupo de Amigos de Salir do Porto, tendo sido eleitos apenas 123 homens e 0 mulheres.
    Dos 55 lugares a votos nas Freguesias de Óbidos os lugares de membros foram conquistados também apenas por homens, 27 pelo PS, 25 pelo CDS, e 3 pela FEPU. O PSD não elegeu para as assembleias de freguesia nenhum membro.
    Como está diferente o panorama hoje de todos estes órgãos autárquicos. Assim nos executivos municipais das Caldas da Rainha e Óbidos há 2 elementos femininos em cada um deles.
    Nas Assembleias Municipais, a das Caldas conta com 8 mulheres em 33 membros (incluindo os presidentes de junta membros por inerência) e a de Óbidos 10 em 28 membros, dos quais 2 presidentes de junta dos 7 que participam por inerência.
    Nas assembleias de freguesia o panorama é hoje bem diferente, uma vez que têm também grande participação feminina, havendo nalguns casos mulheres que presidem às respetivas Juntas. ■

  • AD leva Assunção Cristas a Óbidos e é homenageada por agricultores

    Coligação revê-se nas queixas dos agricultores e Telmo Faria critica políticas do governo socialista para o setor

    Foi convidada para visitar o Festival do Chocolate de Óbidos, a antiga ministra da Agricultura do governo de coligação (PSD-CDS), tinha à sua espera, na tarde de domingo, uma manifestação de agricultores, mas de agradecimento ao seu governo. Com cartazes nos tratores, os agricultores receberam a ex-governante com flores, um cabaz de maças e palavras de incentivo ao seu regresso à política. Assunção Cristas agradeceu o apoio e pediu-lhes para, cada um, ir “buscar um ou dois indecisos”, para votar na AD, pois está certa que Luís Montenegro “arranjará quem tome conta dos destinos da agricultura”. Lembrou que nos tempos em que era ministra, Telmo Faria era presidente da Câmara de Óbidos “ e ajudou a que tudo se resolvesse”, destacando também a importância do poder local.
    De acordo com o cabeça de lista da AD por Leiria, os agricultores atravessam um conjunto de dificuldades, muitas delas estruturais. Critica a forma como o governo socialista não aproveitou o PRR para alavancar investimentos agrícolas, como é o caso da construção de uma rede nacional de água e denuncia o aumento do custo de vida da agricultura, a falta de rendimento dos agricultores e a diminuição das ajudas a quem já tinha concorrido, nomeadamente nas agro-ambientais.
    A poucos dias das eleições legislativas, Telmo Faria acredita que a AD alcançará um bom resultado no distrito de Leiria. “O PS apresentou uma lista em Leiria em que os dois primeiros elementos não são do distrito, também não apresentou um trabalho no distrito, nos últimos dois anos, que mereça ficar no primeiro lugar do pódio eleitoral”, considera. Diz sentir, em todo o lado onde vai, o “descontentamento” e que a “vontade de mudança” também está plasmada nos estudos de opinião.
    A comitiva da AD visitou o Festival do Chocolate, que decorre há mais de 20 anos e que foi iniciado durante o mandato de Telmo Faria na autarquia. “Viemos constatar a evolução desse trabalho e a popularidade do evento, que existe desde 2002 na vila de Óbidos e que continua a ser uma marca de atração turística e de atração territorial muito grande”, salientou.
    Para a noite de terça-feira, 6 de março (já depois do fecho da edição) estava previsto um jantar comício na Expoeste, com a presença do líder do PSD, Luís Montenegro, e do presidente do CDS-PP, Nuno Melo. No início da semana já tinham sido vendidos 2000 bilhetes. ■

  • Mulheres de intervenção

    Mulheres de intervenção

    No ano em que se assinala o 50º aniversário do 25 de Abril, destacamos o papel da mulher na atividade política. E, se é certo que atualmente existem várias mulheres a exercer cargos políticos, e aqui a Lei da Paridade (um mal necessário como é comumente considerado) teve um papel fundamental, também é notório que os lugares cimeiros, nos partidos e nas autarquias, continuam a ser ocupados por homens. Dados da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, relativos a 2021, mostram que dos 308 municípios, apenas 29 têm uma mulher presidente de Câmara.
    As mulheres ainda estão em minoria em cargos de poder e de tomada de decisão, ao nível político e económico, ainda ganham menos do que os homens e continuam a assegurar grande parte do trabalho não-pago, como é o caso tarefas domésticas e de cuidado. Uma realidade que precisa de ser alterada, sobretudo no acesso aos direitos que lhes estão consagrados, mas que, ainda assim, tem alcançado avanços inegáveis.
    Nesta edição partilhamos testemunhos de coragem da luta de duas jovens estudantes que acabaram por ser presas, durante o Estado Novo, por participarem em manifestações contra os ideais do regime. Delas vem também a exaltação da importância da mulher ser livre e a preocupação, nestes tempos de democracia, que algumas conquistas alcançadas sejam colocadas em causa. Uma coisa é certa, assinale-se ou não a efeméride, todos os dias continuam a ser de resistência pela permanência dos direitos conquistados e, sobretudo, a sua implementação prática. ■

  • Átrio Criativo quer apostar no artesanato uma vez por mês

    Mais de quarenta artesãos integraram o primeiro Átrio Criativo, evento que vai passar a decorrer uma vez por mês

    Quem se dirigiu à Expoeste, no sábado, 2 de março, deu com um átrio e primeiro andar animados, cheios de bancas de artesanato variado e com gente de todas as idades a visitar o certame. Presentes estiveram bancas de cerâmica, de design de produto, costura criativa, cutelaria, madeiras, cristais, cestaria, mantas, acessórios e bijuteria, macramé, pintura e de food design. Estiveram igualmente presentes autores que trabalham com sabonetes, velas e resinas ecológicas.
    “Há muitos eventos deste tipo no verão e no Natal mas depois há pouca coisa nestas alturas do ano”, disseram Bruno Marques e Patrícia Silva, o casal organizador da primeira edição do Átrio Criativo que aposta forte no trabalho artesanal e manual.
    A iniciativa surgiu “por um desafio que nos foi lançado pela AIRO que tem sido um ótimo parceiro”, contou o casal que tem a marca Donna Pi Granola & Sweets, que também teve a sua banca no evento.
    Os responsáveis contaram que os vendedores fazem candidatura ao Átrio Criativo e são sujeitos a seleção. “Além da seleção, também temos um número máximo por tipologia”, contaram, acrescentando que nas próximas feiras também poderá ser mudada a disposição das bancas dos vendedores.
    Os próximos Átrios Criativos prometem apostar na diversidade e ter entre dois e três novas propostas de artesanato diferentes.
    Nesta primeira edição, além de muitos oestinos, alguns a expôr os seus trabalhos pela primeira vez, estiveram também propostas artesanais de Porto de Mós, de Castelo Branco e de Figueiró dos Vinhos. “Até tivemos candidaturas de acima da zona do Porto”, contaram.
    A ideia de unir a música ao vivo ao evento, com a atuação de Nelson Rodrigues, acabou por contribuir para um aumento de público.
    A próxima iniciativa, dedicada ao artesanato, decorrerá no próximo dia 6 de abril e, nos meses seguintes até agosto, mês de pausa neste Átrio Criativo. ■

     

    O casal Bruno e Patrícia contou com o apoio da AIRO para realizar a iniciativa
  • Raquel Varela apresentou “Breve História de Portugal” com o PH no CCC

    Historiadora defende que o país precisa de uma democracia participativa. Não basta votar de quatro em quatro anos

    “Breve História de Portugal”, editado pela Bertrand, é o último livro da historiadora Raquel Varela e do cientista social Roberto della Santa. A apresentação da obra – que retrata 200 anos da luta de classes em Portugal – foi feita por Isabel Xavier, presidente do Património Histórico (PH), após ter sido feita a ponte através do médico Vasco Trancoso.A historiadora conheceu-o quando investigou o Serviço Nacional de Saúde.
    A apresentação, que contou com sala cheia no café-concerto do CCC, foi feita por Isabel Xavier que começou por partilhar com os presentes que é também professora no ensino secundário e que está prestes a reformar-se pois lecciona desde 1983. A docente fez uma análise com detalhe aos vários perídos históricos, começando desde o início da organização dos trabalhadores, nos primeiros anos do século XIX.
    O livro, que só termina na atualidade, assume que “trata da luta de classes. das lutas do operariado e da relação de forças entre os grupos dominantes e os que estão desapossados dos meios de produção”, referiu Isabel Xavier.
    Houve ainda espaço para se conversar sobre o 25 de Abril, e de partilha sobre a experências vividas durante a Revolução.
    “Eu tinha 16 anos e fazíamos RGAs e RGEs com muita frequência. Tudo era debatido!”, disse a historiadora. Uma das reivindicações, recordou, era que fosse retirada dos programas de Geografia a menção à Índia que ainda era descrita como pertença portuguesa. Eram pois tempos diferentes, em que toda a gente se envolvia e até os estudantes lutavam mais pelos seus direitos.
    Quatro horas para chegar a Lisboa
    Raquel Varela começou por referir que parte da sua família materna é de Fanhais (Nazaré). Aproveitou também para dar a conhecer que o comboio desde o Valado de Frades até Lisboa demora quatro horas! E revelou que o seu pai sempre que o apanha “aproveita para almoçar aqui nas Caldas pois leva tanto tempo que dá para fazer tudo!”. A convidada pergunta-se como é que é possível que não haja nesta zona litoral – entre Lisboa e a Figueira da Foz – um transporte ferroviário que permita a ligação entre as localidades, como se constata noutras regiões europeias.
    Os professores “são a maior classe de intelectuais do país”, disse a historiadora acrescentando que são cerca de 140 mil e são também os maiores compradores de livros em Portugal. Raquel Varela agradeceu publicamente a Vasco Trancoso, “um dos médicos que construiu o SNS”, dado que foram aqueles profissionais que, nas assembleias de hospitais “impuseram a abertura dos serviços de urgência”, assim como também a nacionalização das Misericórdias. “Tenho a honra de estar junto a duas pessoas (Isabel Xavier e Vasco Trancoso) que são parte do 25 de Abril”, isto é, “que fazem parte do melhor que nós tivemos na segunda metade do século XX em Portugal”. Referia-se ao Estado Social e ao direito ao trabalho. Para a investigadora estas são áreas “que estão em decadência profunda desde as décadas de 80 e 90”.
    Sobre a Revolução dos Cravos, Raquel Varela afirmou que ficou por explicar como foi possível, no país mais atrasado de toda a Europa, com mais de 30% de analfabetos e com mais de um milhão de pessoas recrutadas para a Guerra Colonial – “fazer a Revolução mais feliz, alegre, transformadora e radical de toda a Europa do pós-Guerra”.
    Segundo a convidada foi mesmo surpreendente “mais de três milhões de pessoas, muitos sem saber ler nem escrever, se envolverem na Revolução e na política, criando uma esfera pública”.
    Raquel Varela partilhou também várias histórias de operários que tomaram em mãos ampliações de escolas, construções de creches e até melhorias relativas à segurança rodoviária. A autora, que reconhece que não há neutralidade em História, explicou que nesta “Breve História de Portugal”, a História “é vista a partir de baixo” e o trabalho “é o tema central para todas as classes sociais”.
    Raquela Varela defende nesta obra que um salário adequado, para um casal com um filho em Portugal seria de 2400 euros.
    O salário mínimo para a investigadora “é uma intervençaõ do Estado na Economia para garantir salários baixos”. E recordou que o salário mínimo quando foi criado, em 1974, incluía no cálculo tabaco e idas ao cinema. Isto é “havia o direito à Cultura e também contemplava o direito ao vício”.
    Para a convidada, ninguém consegue viver com o salário mínimo. A maioria das pessoas “é obrigada a fazer horas extra, tem apoios sociais ou rendas subsidiadas”, acrescentou. Além do mais, considera que há uma grande desigualdade social no país e considera que “não é suficiente votar de quatro em quatro anos”.
    Na sua opinião é preciso que as pessoas se envolvam na vida política defende o regresso a uma democracia participativa. Para a autora, “os 19 meses da revolução de Abril dão-nos ótimas pistas do que é preciso fazer. É preciso voltar a olhar para o que fizeram as pessoas na Revolução de Abril e que trouxeram o país da Idade Média para o Século XXI. Foi isso que aconteceu”, rematou Raquel Varela. ■

    A historiadora e co-autora da obra deu vários autógrafos no final da sessão
  • Portugal de chocolate em Óbidos

    Numa edição dedicada à “Portugalidade”, não faltam referências a personalidades, locais e monumentos no Festival Internacional do Chocolate

    Acabamos de chegar a Óbidos e começamos a sentir um cheiro doce a chocolate no ar. Começou mais uma edição do Festival do Chocolate, que está a decorrer às sextas-feiras, sábados e domingos até 17 de março.
    Numa visita ao evento encontramos Marcelo Rebelo de Sousa, Amália Rodrigues e D. Afonso Henriques, em chocolate, claro. São as esculturas que este ano são feitas durante o festival para permitir ao público apreciar o desenvolver do trabalho.
    Passamos pela Torre de Belém, pelos Santuários de Fátima e do Cristo Rei e pelo Palácio da Pena, todos eles recriados em chocolate, com dimensões consideráveis.
    Ao todo, no festival são utilizadas 30 toneladas de chocolate. Pelo salão do chocolate, onde os chefs trabalham, vemos ainda um grande Galo de Barcelos e a escultura O Pensador, bem como uma chaminé algarvia.
    Jorge Cardoso foi o chocolatier que produziu as esculturas de Marcelo Rebelo de Sousa, Amália e do Galo de Barcelos, ele que também já fez uma estátuta de Cristiano Ronaldo. O Marcelo Rebelo de Sousa tem 17 quilos de chocolate e 100 horas de trabalho, a Amália são mais de 100 quilos com toda a estrutura, que inclui a guitarra e 150 horas. O Galo de Barcelos, esse, impressiona também pela dimensão com 150 quilos. “Este é o quarto ano que estou a participar no festival”, conta.
    Mas não são apenas as 16 esculturas de chocolate que remetem para este tema da “portugalidade” Por exemplo, Francisco Siopa, dos chocolates Penha Longa e curador do Festival, desenvolveu este ano uns azulejos, que foram utilizados no cartaz do evento. “São oito diferentes, inspirados nos nossos azulejos portugueses e neste tema da portugalidade. Temos desde o Elétrico à Amália, passando pela sardinha e pelo fado”, referiu. A maior dificuldade, explica, “é o desenho, porque são pintados à mão”.

    Bolas de Berlim vegan
    De Alenquer veio Sara Soares, que lançou, com o namorado, Rodrigo Cláudio, a marca Caos (inspirada nas iniciais do nome do pai) e trouxe ao festival as suas Bolas de Berlim.
    Neste caso, destaque para a de cacau com creme de mousse de ginja e redução de ginjinha, mas também a de Ferrero Rocher, com chocolate vegan e avelãs e a de doce de ovos… sem ovos (num creme feito à base de abóbora).

    Chocolate… com tudo!
    Pelo festival há vários atrativos para um dia bem passado. O chocolate é rei neste castelo e aparece associado a quase tudo!
    Os visitantes têm a possibilidade de aprender nos showcookings e demonstrações aos espaços de recreio e lazer, tudo em torno do chocolate. A Estação Melgão é sempre um atrativo, por permitir conhecer todo o processo.
    Numa edição em que vão haver nove concursos, o chocolate aparece associado ao café, ao vinho, à ginja e à cerveja, sendo que este ano até foi criado um choclate pub, que serve cocktails de chocolate, entre os quais um mojito com chocolate. A associação aos insetos foi uma novidade do ano passado que se mantém nesta edição.
    Num festival dedicado às famílias, para os mais novos há a possibilidade de fazerem e decorarem o seu próprio ovo de chocolate e de se divertirem com brincadeiras e jogos mais ou menos tradicionais.
    Outro atrativo é o programa de animação, havendo ainda um espaço dedicado ao artesanato.
    Novidade deste ano foi também a criação de um serviço de petsitting.
    A presença das escolas e institutos formativos é outra aposta da organização do festival, que é da responsabilidade da empresa municipal Óbidos Criativa.
    O festival representa um investimento a rondar os 350 mil euros, sendo suportado pela Câmara de Óbidos.

    Mau tempo prejudicou
    Nos dois primeiros dias a meteorologia adversa afastou as multidões, mas no domingo via-se muita gente pelas ruas e no recinto.
    Encontramos Nuno Martins, com a esposa e as duas filhas, de sete e 12 anos. “Viemos de Castelo Branco de propósito, nunca tínhamos vindo a Óbidos”, contou. “Estou a achar muito bom, tudo o que provámos estava bom e fiquei surpreendido com a quantidade de gente a visitar o festival e também estou a adorar o castelo, que é lindíssimo”, disse o albicastrense.
    “Acho que é um dia bem passado, em família”, afirmou.
    “Vamos fazer cerca de 400 quilómetros e não estamos nada arrependidos, porque estamos a gostar muito, o bom tempo ajudou”, concluiu.

    Esperadas 120 mil pessoas
    Ricardo Duque, presidente do Conselho de Administração da Óbidos Criativa, explicou que decidiram este ano retomar o modelo do festival na cerca do castelo, até pela proximidade às comemorações da Semana Santa.
    “Esperamos receber cerca de 120 mil visitantes”, disse Ricardo Duque durante a apresentação do evento.
    Já José Pereira, vice-presidente da Câmara, destacou “o grande desafio” que é, ano após ano, procurar fazer cada vez melhor.
    A Corrida do Chocolate
    No sábado, dia 2 de março, realizou-se mais uma edição da Corrida do Chocolate, com dezenas de participantes.
    A meteorologia adversa impediu uma participação maior, mas não afastou os interessados na prova.
    O percurso da corrida tinha um total de dez quilómetros, mas havia também a opção de realizar a caminhada, essa com seis quilómetros.
    A 5ª edição da Corrida do Chocolate foi conquistada por Edgar Matias nos masculinos e por Ana Rodrigues em femininos.
    O festival está a decorrer até dia 17 (domingo). Nesse dia serão entregues os prémios dos concursos. Até lá há muito para aprender nos showcookings e demonstrações e, claro, muito e diverso chocolate para provar e saborear… ■

Visão Geral da Política de Privacidade

Este website utiliza cookies para que possamos proporcionar ao utilizador a melhor experiência possível. As informações dos cookies são armazenadas no seu browser e desempenham funções como reconhecê-lo quando regressa ao nosso website e ajudar a nossa equipa a compreender quais as secções do website que considera mais interessantes e úteis.